============================================================= Bíblia Parte 1 ============================================================= BÍBLIA SAGRADA ANTIGO TESTAMENTO Gênesis Êxodo Levítico Números Deuteronômio Josué Juízes Rute 1 Samuel 2 Samuel 1 Reis 2 Reis 1 Crônicas 2 Crônicas Esdras Neemias Ester Jó Salmos Provérbios Eclesiastes Cantares Isaías Jeremias Lamentações Ezequiel Daniel Oséias Joel Amós Obadias Jonas Miquéias Naum Habacuque Sofonias Ageu Zacarias Malaquias Gênesis 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 Gênesis 1 1NO princípio criou Deus os céus e a terra. 2E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. 3E disse Deus: Haja luz; e houve luz. 4E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas. 5E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro. 6E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas. 7E fez Deus a expansão, e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão; e assim foi. 8E chamou Deus à expansão Céus, e foi a tarde e a manhã, o dia segundo. 9E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca; e assim foi. 10E chamou Deus à porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas chamou Mares; e viu Deus que era bom. 11E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente está nela sobre a terra; e assim foi. 12E a terra produziu erva, erva dando semente conforme a sua espécie, e a árvore frutífera, cuja semente está nela conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom. 13E foi a tarde e a manhã, o dia terceiro. 14E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos. 15E sejam para luminares na expansão dos céus, para iluminar a terra; e assim foi. 16E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas. 17E Deus os pôs na expansão dos céus para iluminar a terra, 18E para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas; e viu Deus que era bom. 19E foi a tarde e a manhã, o dia quarto. 20E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus. 21E Deus criou as grandes baleias, e todo o réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies; e toda a ave de asas conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom. 22E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra. 23E foi a tarde e a manhã, o dia quinto. 24E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis e feras da terra conforme a sua espécie; e assim foi. 25E fez Deus as feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom. 26E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. 27E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 28E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. 29E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, servos-á para mantimento. 30E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento; e assim foi. 31E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto. Gênesis 2 1ASSIM os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados. 2E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. 3E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera. 4Estas são as origens dos céus e da terra, quando foram criados; no dia em que o SENHOR Deus fez a terra e os céus, 5E toda a planta do campo que ainda não estava na terra, e toda a erva do campo que ainda não brotava; porque ainda o SENHOR Deus não tinha feito chover sobre a terra, e não havia homem para lavrar a terra. 6Um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a face da terra. 7E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente. 8E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, do lado oriental; e pôs ali o homem que tinha formado. 9E o SENHOR Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal. 10E saía um rio do Éden para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braços. 11O nome do primeiro é Pisom; este é o que rodeia toda a terra de Havilá, onde há ouro. 12E o ouro dessa terra é bom; ali há o bdélio, e a pedra sardônica. 13E o nome do segundo rio é Giom; este é o que rodeia toda a terra de Cuxe. 14E o nome do terceiro rio é Tigre; este é o que vai para o lado oriental da Assíria; e o quarto rio é o Eufrates. 15E tomou o SENHOR Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. 16E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, 17Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. 18E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele. 19Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todo o animal do campo, e toda a ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome. 20E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo o animal do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea. 21Então o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar; 22E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão. 23E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. 24Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. 25E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam. Gênesis 3 1ORA, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? 2E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, 3Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais. 4Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. 5Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. 6E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela. 7Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais. 8E ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do SENHOR Deus, entre as árvores do jardim. 9E chamou o SENHOR Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás? 10E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondime. 11E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses? 12Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi. 13E disse o SENHOR Deus à mulher: Por que fizeste isto? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi. 14Então o SENHOR Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. 15E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. 16E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará. 17E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. 18Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo. 19No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás. 20E chamou Adão o nome de sua mulher Eva; porquanto era a mãe de todos os viventes. 21E fez o SENHOR Deus a Adão e à sua mulher túnicas de peles, e os vestiu. 22Então disse o SENHOR Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente, 23O SENHOR Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado. 24E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida. Gênesis 4 1E CONHECEU Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim, e disse: Alcancei do SENHOR um homem. 2E deu à luz mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. 3E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR. 4E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta. 5Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante. 6E o SENHOR disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? 7Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar. 8E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou. 9E disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão? 10E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra. 11E agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para receber da tua mão o sangue do teu irmão. 12Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e vagabundo serás na terra. 13Então disse Caim ao SENHOR: É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada. 14Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e vagabundo na terra, e será que todo aquele que me achar, me matará. 15O SENHOR, porém, disse-lhe: Portanto qualquer que matar a Caim, sete vezes será castigado. E pôs o SENHOR um sinal em Caim, para que o não ferisse qualquer que o achasse. 16E saiu Caim de diante da face do SENHOR, e habitou na terra de Node, do lado oriental do Éden. 17E conheceu Caim a sua mulher, e ela concebeu, e deu à luz a Enoque; e ele edificou uma cidade, e chamou o nome da cidade conforme o nome de seu filho Enoque; 18E a Enoque nasceu Irade, e Irade gerou a Meujael, e Meujael gerou a Metusael e Metusael gerou a Lameque. 19E tomou Lameque para si duas mulheres; o nome de uma era Ada, e o nome da outra, Zilá. 20E Ada deu à luz a Jabal; este foi o pai dos que habitam em tendas e têm gado. 21E o nome do seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e órgão. 22E Zilá também deu à luz a Tubalcaim, mestre de toda a obra de cobre e ferro; e a irmã de Tubalcaim foi Noema. 23E disse Lameque a suas mulheres Ada e Zilá: Ouvi a minha voz; vós, mulheres de Lameque, escutai as minhas palavras; porque eu matei um homem por me ferir, e um jovem por me pisar. 24Porque sete vezes Caim será castigado; mas Lameque setenta vezes sete. 25E tornou Adão a conhecer a sua mulher; e ela deu à luz um filho, e chamou o seu nome Sete; porque, disse ela, Deus me deu outro filho em lugar de Abel; porquanto Caim o matou. 26E a Sete também nasceu um filho; e chamou o seu nome Enos; então se começou a invocar o nome do SENHOR. Gênesis 5 1ESTE é o livro das gerações de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez. 2Homem e mulher os criou; e os abençoou e chamou o seu nome Adão, no dia em que foram criados. 3E Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e pôs-lhe o nome de Sete. 4E foram os dias de Adão, depois que gerou a Sete, oitocentos anos, e gerou filhos e filhas. 5E foram todos os dias que Adão viveu, novecentos e trinta anos, e morreu. 6E viveu Sete cento e cinco anos, e gerou a Enos. 7E viveu Sete, depois que gerou a Enos, oitocentos e sete anos, e gerou filhos e filhas. 8E foram todos os dias de Sete novecentos e doze anos, e morreu. 9E viveu Enos noventa anos, e gerou a Cainã. 10E viveu Enos, depois que gerou a Cainã, oitocentos e quinze anos, e gerou filhos e filhas. 11E foram todos os dias de Enos novecentos e cinco anos, e morreu. 12E viveu Cainã setenta anos, e gerou a Maalalel. 13E viveu Cainã, depois que gerou a Maalalel, oitocentos e quarenta anos, e gerou filhos e filhas. 14E foram todos os dias de Cainã novecentos e dez anos, e morreu. 15E viveu Maalalel sessenta e cinco anos, e gerou a Jerede. 16E viveu Maalalel, depois que gerou a Jerede, oitocentos e trinta anos, e gerou filhos e filhas. 17E foram todos os dias de Maalalel oitocentos e noventa e cinco anos, e morreu. 18E viveu Jerede cento e sessenta e dois anos, e gerou a Enoque. 19E viveu Jerede, depois que gerou a Enoque, oitocentos anos, e gerou filhos e filhas. 20E foram todos os dias de Jerede novecentos e sessenta e dois anos, e morreu. 21E viveu Enoque sessenta e cinco anos, e gerou a Matusalém. 22E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos, e gerou filhos e filhas. 23E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos. 24E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou. 25E viveu Matusalém cento e oitenta e sete anos, e gerou a Lameque. 26E viveu Matusalém, depois que gerou a Lameque, setecentos e oitenta e dois anos, e gerou filhos e filhas. 27E foram todos os dias de Matusalém novecentos e sessenta e nove anos, e morreu. 28E viveu Lameque cento e oitenta e dois anos, e gerou um filho, 29A quem chamou Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o SENHOR amaldiçoou. 30E viveu Lameque, depois que gerou a Noé, quinhentos e noventa e cinco anos, e gerou filhos e filhas. 31E foram todos os dias de Lameque setecentos e setenta e sete anos, e morreu. 32E era Noé da idade de quinhentos anos, e gerou Noé a Sem, Cão e Jafé. Gênesis 6 1E ACONTECEU que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, 2Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. 3Então disse o SENHOR: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos. 4Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama. 5E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente. 6Então arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra e pesoulhe em seu coração. 7E disse o SENHOR: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito. 8Noé, porém, achou graça aos olhos do SENHOR. 9Estas são as gerações de Noé. Noé era homem justo e perfeito em suas gerações; Noé andava com Deus. 10E gerou Noé três filhos: Sem, Cão e Jafé. 11A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência. 12E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra. 13Então disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra. 14Faze para ti uma arca da madeira de gofer; farás compartimentos na arca e a betumarás por dentro e por fora com betume. 15E desta maneira a farás: De trezentos côvados o comprimento da arca, e de cinqüenta côvados a sua largura, e de trinta côvados a sua altura. 16Farás na arca uma janela, e de um côvado a acabarás em cima; e a porta da arca porás ao seu lado; far-lhe-ás andares, baixo, segundo e terceiro. 17Porque eis que eu trago um dilúvio de águas sobre a terra, para desfazer toda a carne em que há espírito de vida debaixo dos céus; tudo o que há na terra expirará. 18Mas contigo estabelecerei a minha aliança; e entrarás na arca, tu e os teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos contigo. 19E de tudo o que vive, de toda a carne, dois de cada espécie, farás entrar na arca, para os conservar vivos contigo; macho e fêmea serão. 20Das aves conforme a sua espécie, e dos animais conforme a sua espécie, de todo o réptil da terra conforme a sua espécie, dois de cada espécie virão a ti, para os conservar em vida. 21E leva contigo de toda a comida que se come e ajunta-a para ti; e te será para mantimento, a ti e a eles. 22Assim fez Noé; conforme a tudo o que Deus lhe mandou, assim o fez. Gênesis 7 1DEPOIS disse o SENHOR a Noé: Entra tu e toda a tua casa na arca, porque tenho visto que és justo diante de mim nesta geração. 2De todos os animais limpos tomarás para ti sete e sete, o macho e sua fêmea; mas dos animais que não são limpos, dois, o macho e sua fêmea. 3Também das aves dos céus sete e sete, macho e fêmea, para conservar em vida sua espécie sobre a face de toda a terra. 4Porque, passados ainda sete dias, farei chover sobre a terra quarenta dias e quarenta noites; e desfarei de sobre a face da terra toda a substância que fiz. 5E fez Noé conforme a tudo o que o SENHOR lhe ordenara. 6E era Noé da idade de seiscentos anos, quando o dilúvio das águas veio sobre a terra. 7Noé entrou na arca, e com ele seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos, por causa das águas do dilúvio. 8Dos animais limpos e dos animais que não são limpos, e das aves, e de todo o réptil sobre a terra, 9Entraram de dois em dois para junto de Noé na arca, macho e fêmea, como Deus ordenara a Noé. 10E aconteceu que passados sete dias, vieram sobre a terra as águas do dilúvio. 11No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, naquele mesmo dia se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram, 12E houve chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites. 13E no mesmo dia entraram na arca Noé, seus filhos Sem, Cão e Jafé, sua mulher e as mulheres de seus filhos. 14Eles, e todo o animal conforme a sua espécie, e todo o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil que se arrasta sobre a terra conforme a sua espécie, e toda a ave conforme a sua espécie, pássaros de toda qualidade. 15E de toda a carne, em que havia espírito de vida, entraram de dois em dois para junto de Noé na arca. 16E os que entraram eram macho e fêmea de toda a carne, como Deus lhe tinha ordenado; e o SENHOR o fechou dentro. 17E durou o dilúvio quarenta dias sobre a terra, e cresceram as águas e levantaram a arca, e ela se elevou sobre a terra. 18E prevaleceram as águas e cresceram grandemente sobre a terra; e a arca andava sobre as águas. 19E as águas prevaleceram excessivamente sobre a terra; e todos os altos montes que havia debaixo de todo o céu, foram cobertos. 20Quinze côvados acima prevaleceram as águas; e os montes foram cobertos. 21E expirou toda a carne que se movia sobre a terra, tanto de ave como de gado e de feras, e de todo o réptil que se arrasta sobre a terra, e todo o homem. 22Tudo o que tinha fôlego de espírito de vida em suas narinas, tudo o que havia em terra seca, morreu. 23Assim foi destruído todo o ser vivente que havia sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; e foram extintos da terra; e ficou somente Noé, e os que com ele estavam na arca. 24E prevaleceram as águas sobre a terra cento e cinqüenta dias. Gênesis 8 1E LEMBROU-SE Deus de Noé, e de todos os seres viventes, e de todo o gado que estavam com ele na arca; e Deus fez passar um vento sobre a terra, e aquietaram-se as águas. 2Cerraram-se também as fontes do abismo e as janelas dos céus, e a chuva dos céus deteve-se. 3E as águas iam-se escoando continuamente de sobre a terra, e ao fim de cento e cinqüenta dias minguaram. 4E a arca repousou no sétimo mês, no dia dezessete do mês, sobre os montes de Ararate. 5E foram as águas indo e minguando até ao décimo mês; no décimo mês, no primeiro dia do mês, apareceram os cumes dos montes. 6E aconteceu que ao cabo de quarenta dias, abriu Noé a janela da arca que tinha feito. 7E soltou um corvo, que saiu, indo e voltando, até que as águas se secaram de sobre a terra. 8Depois soltou uma pomba, para ver se as águas tinham minguado de sobre a face da terra. 9A pomba, porém, não achou repouso para a planta do seu pé, e voltou a ele para a arca; porque as águas estavam sobre a face de toda a terra; e ele estendeu a sua mão, e tomou-a, e recolheu-a consigo na arca. 10E esperou ainda outros sete dias, e tornou a enviar a pomba fora da arca. 11E a pomba voltou a ele à tarde; e eis, arrancada, uma folha de oliveira no seu bico; e conheceu Noé que as águas tinham minguado de sobre a terra. 12Então esperou ainda outros sete dias, e enviou fora a pomba; mas não tornou mais a ele. 13E aconteceu que no ano seiscentos e um, no mês primeiro, no primeiro dia do mês, as águas se secaram de sobre a terra. Então Noé tirou a cobertura da arca, e olhou, e eis que a face da terra estava enxuta. 14E no segundo mês, aos vinte e sete dias do mês, a terra estava seca. 15Então falou Deus a Noé dizendo: 16Sai da arca, tu com tua mulher, e teus filhos e as mulheres de teus filhos. 17Todo o animal que está contigo, de toda a carne, de ave, e de gado, e de todo o réptil que se arrasta sobre a terra, traze fora contigo; e povoem abundantemente a terra e frutifiquem, e se multipliquem sobre a terra. 18Então saiu Noé, e seus filhos, e sua mulher, e as mulheres de seus filhos com ele. 19Todo o animal, todo o réptil, e toda a ave, e tudo o que se move sobre a terra, conforme as suas famílias, saiu para fora da arca. 20E edificou Noé um altar ao SENHOR; e tomou de todo o animal limpo e de toda a ave limpa, e ofereceu holocausto sobre o altar. 21E o SENHOR sentiu o suave cheiro, e o SENHOR disse em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice, nem tornarei mais a ferir todo o vivente, como fiz. 22Enquanto a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite, não cessarão. Gênesis 9 1E ABENÇOOU Deus a Noé e a seus filhos, e disse-lhes: Frutificai e multiplicaivos e enchei a terra. 2E o temor de vós e o pavor de vós virão sobre todo o animal da terra, e sobre toda a ave dos céus; tudo o que se move sobre a terra, e todos os peixes do mar, nas vossas mãos são entregues. 3Tudo quanto se move, que é vivente, será para vosso mantimento; tudo vos tenho dado como a erva verde. 4A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis. 5Certamente requererei o vosso sangue, o sangue das vossas vidas; da mão de todo o animal o requererei; como também da mão do homem, e da mão do irmão de cada um requererei a vida do homem. 6Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem. 7Mas vós frutificai e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra, e multiplicai-vos nela. 8E falou Deus a Noé e a seus filhos com ele, dizendo: 9E eu, eis que estabeleço a minha aliança convosco e com a vossa descendência depois de vós. 10E com toda a alma vivente, que convosco está, de aves, de gado, e de todo o animal da terra convosco; com todos que saíram da arca, até todo o animal da terra. 11E eu convosco estabeleço a minha aliança, que não será mais destruída toda a carne pelas águas do dilúvio, e que não haverá mais dilúvio, para destruir a terra. 12E disse Deus: Este é o sinal da aliança que ponho entre mim e vós, e entre toda a alma vivente, que está convosco, por gerações eternas. 13O meu arco tenho posto nas nuvens; este será por sinal da aliança entre mim e a terra. 14E acontecerá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, aparecerá o arco nas nuvens. 15Então me lembrarei da minha aliança, que está entre mim e vós, e entre toda a alma vivente de toda a carne; e as águas não se tornarão mais em dilúvio para destruir toda a carne. 16E estará o arco nas nuvens, e eu o verei, para me lembrar da aliança eterna entre Deus e toda a alma vivente de toda a carne, que está sobre a terra. 17E disse Deus a Noé: Este é o sinal da aliança que tenho estabelecido entre mim e entre toda a carne, que está sobre a terra. 18E os filhos de Noé, que da arca saíram, foram Sem, Cão e Jafé; e Cão é o pai de Canaã. 19Estes três foram os filhos de Noé; e destes se povoou toda a terra. 20E começou Noé a ser lavrador da terra, e plantou uma vinha. 21E bebeu do vinho, e embebedou-se; e descobriu-se no meio de sua tenda. 22E viu Cão, o pai de Canaã, a nudez do seu pai, e fê-lo saber a ambos seus irmãos no lado de fora. 23Então tomaram Sem e Jafé uma capa, e puseram-na sobre ambos os seus ombros, e indo virados para trás, cobriram a nudez do seu pai, e os seus rostos estavam virados, de maneira que não viram a nudez do seu pai. 24E despertou Noé do seu vinho, e soube o que seu filho menor lhe fizera. 25E disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos. 26E disse: Bendito seja o SENHOR Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo. 27Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo. 28E viveu Noé, depois do dilúvio, trezentos e cinqüenta anos. 29E foram todos os dias de Noé novecentos e cinqüenta anos, e morreu. Gênesis 10 1ESTAS, pois, são as gerações dos filhos de Noé: Sem, Cão e Jafé; e nasceramlhes filhos depois do dilúvio. 2Os filhos de Jafé são: Gomer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tiras. 3E os filhos de Gomer são: Asquenaz, Rifate e Togarma. 4E os filhos de Javã são: Elisá, Társis, Quitim e Dodanim. 5Por estes foram repartidas as ilhas dos gentios nas suas terras, cada qual segundo a sua língua, segundo as suas famílias, entre as suas nações. 6E os filhos de Cão são: Cuxe, Mizraim, Pute e Canaã. 7E os filhos de Cuxe são: Sebá, Havilá, Sabtá, Raamá e Sabtecá; e os filhos de Raamá: Sebá e Dedã. 8E Cuxe gerou a Ninrode; este começou a ser poderoso na terra. 9E este foi poderoso caçador diante da face do SENHOR; por isso se diz: Como Ninrode, poderoso caçador diante do SENHOR. 10E o princípio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinar. 11Desta mesma terra saiu à Assíria e edificou a Nínive, Reobote-Ir, Calá, 12E Resen, entre Nínive e Calá (esta é a grande cidade). 13E Mizraim gerou a Ludim, a Anamim, a Leabim, a Naftuim, 14A Patrusim e a Casluim (donde saíram os filisteus) e a Caftorim. 15E Canaã gerou a Sidom, seu primogênito, e a Hete; 16E ao jebuseu, ao amorreu, ao girgaseu, 17E ao heveu, ao arqueu, ao sineu, 18E ao arvadeu, ao zemareu, e ao hamateu, e depois se espalharam as famílias dos cananeus. 19E foi o termo dos cananeus desde Sidom, indo para Gerar, até Gaza; indo para Sodoma e Gomorra, Admá e Zeboim, até Lasa. 20Estes são os filhos de Cão segundo as suas famílias, segundo as suas línguas, em suas terras, em suas nações. 21E a Sem nasceram filhos, e ele é o pai de todos os filhos de Éber, o irmão mais velho de Jafé. 22Os filhos de Sem são: Elão, Assur, Arfaxade, Lude e Arã. 23E os filhos de Arã são: Uz, Hul, Geter e Más. 24E Arfaxade gerou a Selá; e Selá gerou a Éber. 25E a Éber nasceram dois filhos: o nome de um foi Pelegue, porquanto em seus dias se repartiu a terra, e o nome do seu irmão foi Joctã. 26E Joctã gerou a Almodá, a Selefe, a Hazarmavé, a Jerá, 27A Hadorão, a Usal, a Dicla, 28A Obal, a Abimael, a Sebá, 29A Ofir, a Havilá e a Jobabe; todos estes foram filhos de Joctã. 30E foi a sua habitação desde Messa, indo para Sefar, montanha do oriente. 31Estes são os filhos de Sem segundo as suas famílias, segundo as suas línguas, nas suas terras, segundo as suas nações. 32Estas são as famílias dos filhos de Noé segundo as suas gerações, nas suas nações; e destes foram divididas as nações na terra depois do dilúvio. Gênesis 11 1E ERA toda a terra de uma mesma língua e de uma mesma fala. 2E aconteceu que, partindo eles do oriente, acharam um vale na terra de Sinar; e habitaram ali. 3E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra, e o betume por cal. 4E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra. 5Então desceu o SENHOR para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam; 6E o SENHOR disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer. 7Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro. 8Assim o SENHOR os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade. 9Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o SENHOR a língua de toda a terra, e dali os espalhou o SENHOR sobre a face de toda a terra. 10Estas são as gerações de Sem: Sem era da idade de cem anos e gerou a Arfaxade, dois anos depois do dilúvio. 11E viveu Sem, depois que gerou a Arfaxade, quinhentos anos, e gerou filhos e filhas. 12E viveu Arfaxade trinta e cinco anos, e gerou a Selá. 13E viveu Arfaxade depois que gerou a Selá, quatrocentos e três anos, e gerou filhos e filhas. 14E viveu Selá trinta anos, e gerou a Éber; 15E viveu Selá, depois que gerou a Éber, quatrocentos e três anos, e gerou filhos e filhas. 16E viveu Éber trinta e quatro anos, e gerou a Pelegue. 17E viveu Éber, depois que gerou a Pelegue, quatrocentos e trinta anos, e gerou filhos e filhas. 18E viveu Pelegue trinta anos, e gerou a Reú. 19E viveu Pelegue, depois que gerou a Reú, duzentos e nove anos, e gerou filhos e filhas. 20E viveu Reú trinta e dois anos, e gerou a Serugue. 21E viveu Reú, depois que gerou a Serugue, duzentos e sete anos, e gerou filhos e filhas. 22E viveu Serugue trinta anos, e gerou a Naor. 23E viveu Serugue, depois que gerou a Naor, duzentos anos, e gerou filhos e filhas. 24E viveu Naor vinte e nove anos, e gerou a Terá. 25E viveu Naor, depois que gerou a Terá, cento e dezenove anos, e gerou filhos e filhas. 26E viveu Terá setenta anos, e gerou a Abrão, a Naor, e a Harã. 27E estas são as gerações de Terá: Terá gerou a Abrão, a Naor, e a Harã; e Harã gerou a Ló. 28E morreu Harã estando seu pai Terá ainda vivo, na terra do seu nascimento, em Ur dos caldeus. 29E tomaram Abrão e Naor mulheres para si: o nome da mulher de Abrão era Sarai, e o nome da mulher de Naor era Milca, filha de Harã, pai de Milca e pai de Iscá. 30E Sarai foi estéril, não tinha filhos. 31E tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã, e habitaram ali. 32E foram os dias de Terá duzentos e cinco anos, e morreu Terá em Harã. Gênesis 12 1ORA, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. 2E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. 3E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. 4Assim partiu Abrão como o SENHOR lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos quando saiu de Harã. 5E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e chegaram à terra de Canaã. 6E passou Abrão por aquela terra até ao lugar de Siquém, até ao carvalho de Moré; e estavam então os cananeus na terra. 7E apareceu o SENHOR a Abrão, e disse: À tua descendência darei esta terra. E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera. 8E moveu-se dali para a montanha do lado oriental de Betel, e armou a sua tenda, tendo Betel ao ocidente, e Ai ao oriente; e edificou ali um altar ao SENHOR, e invocou o nome do SENHOR. 9Depois caminhou Abrão dali, seguindo ainda para o lado do sul. 10E havia fome naquela terra; e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali, porquanto a fome era grande na terra. 11E aconteceu que, chegando ele para entrar no Egito, disse a Sarai, sua mulher: Ora, bem sei que és mulher formosa à vista; 12E será que, quando os egípcios te virem, dirão: Esta é sua mulher. E matar-me-ão a mim, e a ti te guardarão em vida. 13Dize, peço-te, que és minha irmã, para que me vá bem por tua causa, e que viva a minha alma por amor de ti. 14E aconteceu que, entrando Abrão no Egito, viram os egípcios a mulher, que era mui formosa. 15E viram-na os príncipes de Faraó, e gabaram-na diante de Faraó; e foi a mulher tomada para a casa de Faraó. 16E fez bem a Abrão por amor dela; e ele teve ovelhas, vacas, jumentos, servos e servas, jumentas e camelos. 17Feriu, porém, o SENHOR a Faraó e a sua casa, com grandes pragas, por causa de Sarai, mulher de Abrão. 18Então chamou Faraó a Abrão, e disse: Que é isto que me fizeste? Por que não me disseste que ela era tua mulher? 19Por que disseste: É minha irmã? Por isso a tomei por minha mulher; agora, pois, eis aqui tua mulher; toma-a e vai-te. 20E Faraó deu ordens aos seus homens a respeito dele; e acompanharam-no, a ele, e a sua mulher, e a tudo o que tinha. Gênesis 13 1SUBIU, pois, Abrão do Egito para o lado do sul, ele e sua mulher, e tudo o que tinha, e com ele Ló. 2E era Abrão muito rico em gado, em prata e em ouro. 3E fez as suas jornadas do sul até Betel, até ao lugar onde a princípio estivera a sua tenda, entre Betel e Ai; 4Até ao lugar do altar que outrora ali tinha feito; e Abrão invocou ali o nome do SENHOR. 5E também Ló, que ia com Abrão, tinha rebanhos, gado e tendas. 6E não tinha capacidade a terra para poderem habitar juntos; porque os seus bens eram muitos; de maneira que não podiam habitar juntos. 7E houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló; e os cananeus e os perizeus habitavam então na terra. 8E disse Abrão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos irmãos. 9Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim; e se escolheres a esquerda, irei para a direita; e se a direita escolheres, eu irei para a esquerda. 10E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes do SENHOR ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar. 11Então Ló escolheu para si toda a campina do Jordão, e partiu Ló para o oriente, e apartaram-se um do outro. 12Habitou Abrão na terra de Canaã e Ló habitou nas cidades da campina, e armou as suas tendas até Sodoma. 13Ora, eram maus os homens de Sodoma, e grandes pecadores contra o SENHOR. 14E disse o SENHOR a Abrão, depois que Ló se apartou dele: Levanta agora os teus olhos, e olha desde o lugar onde estás, para o lado do norte, e do sul, e do oriente, e do ocidente; 15Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência, para sempre. 16E farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que se alguém puder contar o pó da terra, também a tua descendência será contada. 17Levanta-te, percorre essa terra, no seu comprimento e na sua largura; porque a ti a darei. 18E Abrão mudou as suas tendas, e foi, e habitou nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e edificou ali um altar ao SENHOR. Gênesis 14 1E ACONTECEU nos dias de Anrafel, rei de Sinar, Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim, 2Que estes fizeram guerra a Bera, rei de Sodoma, a Birsa, rei de Gomorra, a Sinabe, rei de Admá, e a Semeber, rei de Zeboim, e ao rei de Belá (esta é Zoar). 3Todos estes se ajuntaram no vale de Sidim (que é o Mar Salgado). 4Doze anos haviam servido a Quedorlaomer, mas ao décimo terceiro ano rebelaram-se. 5E ao décimo quarto ano veio Quedorlaomer, e os reis que estavam com ele, e feriram aos refains em Asterote-Carnaim, e aos zuzins em Hã, e aos emins em Savé-Quiriataim, 6E aos horeus no seu monte Seir, até El-Parã que está junto ao deserto. 7Depois tornaram e vieram a En-Mispate (que é Cades), e feriram toda a terra dos amalequitas, e também aos amorreus, que habitavam em Hazazom-Tamar. 8Então saiu o rei de Sodoma, e o rei de Gomorra, e o rei de Admá, e o rei de Zeboim, e o rei de Belá (esta é Zoar), e ordenaram batalha contra eles no vale de Sidim, 9Contra Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim, e Anrafel, rei de Sinar, e Arioque, rei de Elasar; quatro reis contra cinco. 10E o vale de Sidim estava cheio de poços de betume; e fugiram os reis de Sodoma e de Gomorra, e caíram ali; e os restantes fugiram para um monte. 11E tomaram todos os bens de Sodoma, e de Gomorra, e todo o seu mantimento e foram-se. 12Também tomaram a Ló, que habitava em Sodoma, filho do irmão de Abrão, e os seus bens, e foram-se. 13Então veio um, que escapara, e o contou a Abrão, o hebreu; ele habitava junto dos carvalhais de Manre, o amorreu, irmão de Escol, e irmão de Aner; eles eram confederados de Abrão. 14Ouvindo, pois, Abrão que o seu irmão estava preso, armou os seus criados, nascidos em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã. 15E dividiu-se contra eles de noite, ele e os seus criados, e os feriu, e os perseguiu até Hobá, que fica à esquerda de Damasco. 16E tornou a trazer todos os seus bens, e tornou a trazer também a Ló, seu irmão, e os seus bens, e também as mulheres, e o povo. 17E o rei de Sodoma saiu-lhe ao encontro (depois que voltou de ferir a Quedorlaomer e aos reis que estavam com ele) até ao Vale de Savé, que é o vale do rei. 18E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo. 19E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; 20E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo. 21E o rei de Sodoma disse a Abrão: Dá-me a mim as pessoas, e os bens toma para ti. 22Abrão, porém, disse ao rei de Sodoma: Levantei minha mão ao SENHOR, o Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra, 23Jurando que desde um fio até à correia de um sapato, não tomarei coisa alguma de tudo o que é teu; para que não digas: Eu enriqueci a Abrão; 24Salvo tão-somente o que os jovens comeram, e a parte que toca aos homens que comigo foram, Aner, Escol e Manre; estes que tomem a sua parte. Gênesis 15 1DEPOIS destas coisas veio a palavra do SENHOR a Abrão em visão, dizendo: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão. 2Então disse Abrão: Senhor Deus, que me hás de dar, pois ando sem filhos, e o mordomo da minha casa é o damasceno Eliézer? 3Disse mais Abrão: Eis que não me tens dado filhos, e eis que um nascido na minha casa será o meu herdeiro. 4E eis que veio a palavra do SENHOR a ele dizendo: Este não será o teu herdeiro; mas aquele que de tuas entranhas sair, este será o teu herdeiro. 5Então o levou fora, e disse: Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua descendência. 6E creu ele no SENHOR, e imputou-lhe isto por justiça. 7Disse-lhe mais: Eu sou o SENHOR, que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te a ti esta terra, para herdá-la. 8E disse ele: Senhor Deus, como saberei que hei de herdá-la? 9E disse-lhe: Toma-me uma bezerra de três anos, e uma cabra de três anos, e um carneiro de três anos, uma rola e um pombinho. 10E trouxe-lhe todos estes, e partiu-os pelo meio, e pôs cada parte deles em frente da outra; mas as aves não partiu. 11E as aves desciam sobre os cadáveres; Abrão, porém, as enxotava. 12E pondo-se o sol, um profundo sono caiu sobre Abrão; e eis que grande espanto e grande escuridão caiu sobre ele. 13Então disse a Abrão: Saibas, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos, 14Mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza. 15E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado. 16E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia. 17E sucedeu que, posto o sol, houve escuridão, e eis um forno de fumaça, e uma tocha de fogo, que passou por aquelas metades. 18Naquele mesmo dia fez o SENHOR uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates; 19E o queneu, e o quenezeu, e o cadmoneu, 20E o heteu, e o perizeu, e os refains, 21E o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu. Gênesis 16 1ORA Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos, e ele tinha uma serva egípcia, cujo nome era Agar. 2E disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz; toma, pois, a minha serva; porventura terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai. 3Assim tomou Sarai, mulher de Abrão, a Agar egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão seu marido, ao fim de dez anos que Abrão habitara na terra de Canaã. 4E ele possuiu a Agar, e ela concebeu; e vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos. 5Então disse Sarai a Abrão: Meu agravo seja sobre ti; minha serva pus eu em teu regaço; vendo ela agora que concebeu, sou menosprezada aos seus olhos; o SENHOR julgue entre mim e ti. 6E disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está na tua mão; faze-lhe o que bom é aos teus olhos. E afligiu-a Sarai, e ela fugiu de sua face. 7E o anjo do SENHOR a achou junto a uma fonte de água no deserto, junto à fonte no caminho de Sur. 8E disse: Agar, serva de Sarai, donde vens, e para onde vais? E ela disse: Venho fugida da face de Sarai minha senhora. 9Então lhe disse o anjo do SENHOR: Torna-te para tua senhora, e humilha-te debaixo de suas mãos. 10Disse-lhe mais o anjo do SENHOR: Multiplicarei sobremaneira a tua descendência, que não será contada, por numerosa que será. 11Disse-lhe também o anjo do SENHOR: Eis que concebeste, e darás à luz um filho, e chamarás o seu nome Ismael; porquanto o SENHOR ouviu a tua aflição. 12E ele será homem feroz, e a sua mão será contra todos, e a mão de todos contra ele; e habitará diante da face de todos os seus irmãos. 13E ela chamou o nome do SENHOR, que com ela falava: Tu és Deus que me vê; porque disse: Não olhei eu também para aquele que me vê? 14Por isso se chama aquele poço de Beer-Laai-Rói; eis que está entre Cades e Berede. 15E Agar deu à luz um filho a Abrão; e Abrão chamou o nome do seu filho que Agar tivera, Ismael. 16E era Abrão da idade de oitenta e seis anos, quando Agar deu à luz Ismael. Gênesis 17 1SENDO, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito. 2E porei a minha aliança entre mim e ti, e te multiplicarei grandissimamente. 3Então caiu Abrão sobre o seu rosto, e falou Deus com ele, dizendo: 4Quanto a mim, eis a minha aliança contigo: serás o pai de muitas nações; 5E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai de muitas nações te tenho posto; 6E te farei frutificar grandissimamente, e de ti farei nações, e reis sairão de ti; 7E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a ti por Deus, e à tua descendência depois de ti. 8E te darei a ti e à tua descendência depois de ti, a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão e ser-lhes-ei o seu Deus. 9Disse mais Deus a Abraão: Tu, porém, guardarás a minha aliança, tu, e a tua descendência depois de ti, nas suas gerações. 10Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós, e a tua descendência depois de ti: Que todo o homem entre vós será circuncidado. 11E circuncidareis a carne do vosso prepúcio; e isto será por sinal da aliança entre mim e vós. 12O filho de oito dias, pois, será circuncidado, todo o homem nas vossas gerações; o nascido na casa, e o comprado por dinheiro a qualquer estrangeiro, que não for da tua descendência. 13Com efeito será circuncidado o nascido em tua casa, e o comprado por teu dinheiro; e estará a minha aliança na vossa carne por aliança perpétua. 14E o homem incircunciso, cuja carne do prepúcio não estiver circuncidada, aquela alma será extirpada do seu povo; quebrou a minha aliança. 15Disse Deus mais a Abraão: A Sarai tua mulher não chamarás mais pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome. 16Porque eu a hei de abençoar, e te darei dela um filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de povos sairão dela. 17Então caiu Abraão sobre o seu rosto, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? E dará à luz Sara da idade de noventa anos? 18E disse Abraão a Deus: Quem dera que viva Ismael diante de teu rosto! 19E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei a minha aliança, por aliança perpétua para a sua descendência depois dele. 20E quanto a Ismael, também te tenho ouvido; eis aqui o tenho abençoado, e fálo-ei frutificar, e fá-lo-ei multiplicar grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação. 21A minha aliança, porém, estabelecerei com Isaque, o qual Sara dará à luz neste tempo determinado, no ano seguinte. 22Ao acabar de falar com Abraão, subiu Deus de diante dele. 23Então tomou Abraão a seu filho Ismael, e a todos os nascidos na sua casa, e a todos os comprados por seu dinheiro, todo o homem entre os da casa de Abraão; e circuncidou a carne do seu prepúcio, naquele mesmo dia, como Deus falara com ele. 24E era Abraão da idade de noventa e nove anos, quando lhe foi circuncidada a carne do seu prepúcio. 25E Ismael, seu filho, era da idade de treze anos, quando lhe foi circuncidada a carne do seu prepúcio. 26Naquele mesmo dia foram circuncidados Abraão e Ismael seu filho, 27E todos os homens da sua casa, os nascidos em casa, e os comprados por dinheiro ao estrangeiro, foram circuncidados com ele. Gênesis 18 1DEPOIS apareceu-lhe o SENHOR nos carvalhais de Manre, estando ele assentado à porta da tenda, no calor do dia. 2E levantou os seus olhos, e olhou, e eis três homens em pé junto a ele. E vendoos, correu da porta da tenda ao seu encontro e inclinou-se à terra, 3E disse: Meu Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo. 4Que se traga já um pouco de água, e lavai os vossos pés, e recostai-vos debaixo desta árvore; 5E trarei um bocado de pão, para que esforceis o vosso coração; depois passareis adiante, porquanto por isso chegastes até vosso servo. E disseram: Assim faze como disseste. 6E Abraão apressou-se em ir ter com Sara à tenda, e disse-lhe: Amassa depressa três medidas de flor de farinha, e faze bolos. 7E correu Abraão às vacas, e tomou uma vitela tenra e boa, e deu-a ao moço, que se apressou em prepará-la. 8E tomou manteiga e leite, e a vitela que tinha preparado, e pôs tudo diante deles, e ele estava em pé junto a eles debaixo da árvore; e comeram. 9E disseram-lhe: Onde está Sara, tua mulher? E ele disse: Ei-la aí na tenda. 10E disse: Certamente tornarei a ti por este tempo da vida; e eis que Sara tua mulher terá um filho. E Sara escutava à porta da tenda, que estava atrás dele. 11E eram Abraão e Sara já velhos, e adiantados em idade; já a Sara havia cessado o costume das mulheres. 12Assim, pois, riu-se Sara consigo, dizendo: Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor já velho? 13E disse o SENHOR a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: Na verdade darei eu à luz ainda, havendo já envelhecido? 14Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR? Ao tempo determinado tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho. 15E Sara negou, dizendo: Não me ri; porquanto temeu. E ele disse: Não digas isso, porque te riste. 16E levantaram-se aqueles homens dali, e olharam para o lado de Sodoma; e Abraão ia com eles, acompanhando-os. 17E disse o SENHOR: Ocultarei eu a Abraão o que faço, 18Visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra? 19Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho do SENHOR, para agir com justiça e juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado. 20Disse mais o SENHOR: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito, 21Descerei agora, e verei se com efeito têm praticado segundo o seu clamor, que é vindo até mim; e se não, sabê-lo-ei. 22Então viraram aqueles homens os rostos dali, e foram-se para Sodoma; mas Abraão ficou ainda em pé diante da face do SENHOR. 23E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio? 24Se porventura houver cinqüenta justos na cidade, destruirás também, e não pouparás o lugar por causa dos cinqüenta justos que estão dentro dela? 25Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti. Não faria justiça o Juiz de toda a terra? 26Então disse o SENHOR: Se eu em Sodoma achar cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei a todo o lugar por amor deles. 27E respondeu Abraão dizendo: Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza. 28Se porventura de cinqüenta justos faltarem cinco, destruirás por aqueles cinco toda a cidade? E disse: Não a destruirei, se eu achar ali quarenta e cinco. 29E continuou ainda a falar-lhe, e disse: Se porventura se acharem ali quarenta? E disse: Não o farei por amor dos quarenta. 30Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, se eu ainda falar: Se porventura se acharem ali trinta? E disse: Não o farei se achar ali trinta. 31E disse: Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor: Se porventura se acharem ali vinte? E disse: Não a destruirei por amor dos vinte. 32Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, que ainda só mais esta vez falo: Se porventura se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei por amor dos dez. 33E retirou-se o SENHOR, quando acabou de falar a Abraão; e Abraão tornou-se ao seu lugar. Gênesis 19 1E VIERAM os dois anjos a Sodoma à tarde, e estava Ló assentado à porta de Sodoma; e vendo-os Ló, levantou-se ao seu encontro e inclinou-se com o rosto à terra; 2E disse: Eis agora, meus senhores, entrai, peço-vos, em casa de vosso servo, e passai nela a noite, e lavai os vossos pés; e de madrugada vos levantareis e ireis vosso caminho. E eles disseram: Não, antes na rua passaremos a noite. 3E porfiou com eles muito, e vieram com ele, e entraram em sua casa; e fez-lhes banquete, e cozeu bolos sem levedura, e comeram. 4E antes que se deitassem, cercaram a casa, os homens daquela cidade, os homens de Sodoma, desde o moço até ao velho; todo o povo de todos os bairros. 5E chamaram a Ló, e disseram-lhe: Onde estão os homens que a ti vieram nesta noite? Traze-os fora a nós, para que os conheçamos. 6Então saiu Ló a eles à porta, e fechou a porta atrás de si, 7E disse: Meus irmãos, rogo-vos que não façais mal; 8Eis aqui, duas filhas tenho, que ainda não conheceram homens; fora vo-las trarei, e fareis delas como bom for aos vossos olhos; somente nada façais a estes homens, porque por isso vieram à sombra do meu telhado. 9Eles, porém, disseram: Sai daí. Disseram mais: Como estrangeiro este indivíduo veio aqui habitar, e quereria ser juiz em tudo? Agora te faremos mais mal a ti do que a eles. E arremessaram-se sobre o homem, sobre Ló, e aproximaram-se para arrombar a porta. 10Aqueles homens porém estenderam as suas mãos e fizeram entrar a Ló consigo na casa, e fecharam a porta; 11E feriram de cegueira os homens que estavam à porta da casa, desde o menor até ao maior, de maneira que se cansaram para achar a porta. 12Então disseram aqueles homens a Ló: Tens alguém mais aqui? Teu genro, e teus filhos, e tuas filhas, e todos quantos tens nesta cidade, tira-os fora deste lugar; 13Porque nós vamos destruir este lugar, porque o seu clamor tem aumentado diante da face do SENHOR, e o SENHOR nos enviou a destruí-lo. 14Então saiu Ló, e falou a seus genros, aos que haviam de tomar as suas filhas, e disse: Levantai-vos, saí deste lugar, porque o SENHOR há de destruir a cidade. Foi tido porém por zombador aos olhos de seus genros. 15E ao amanhecer os anjos apertaram com Ló, dizendo: Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas que aqui estão, para que não pereças na injustiça desta cidade. 16Ele, porém, demorava-se, e aqueles homens lhe pegaram pela mão, e pela mão de sua mulher e de suas duas filhas, sendo-lhe o SENHOR misericordioso, e tiraram-no, e puseram-no fora da cidade. 17E aconteceu que, tirando-os fora, disse: Escapa-te por tua vida; não olhes para trás de ti, e não pares em toda esta campina; escapa lá para o monte, para que não pereças. 18E Ló disse-lhe: Ora, não, meu Senhor! 19Eis que agora o teu servo tem achado graça aos teus olhos, e engrandeceste a tua misericórdia que a mim me fizeste, para guardar a minha alma em vida; mas eu não posso escapar no monte, para que porventura não me apanhe este mal, e eu morra. 20Eis que agora aquela cidade está perto, para fugir para lá, e é pequena; ora, deixe-me escapar para lá (não é pequena?), para que minha alma viva. 21E disse-lhe: Eis aqui, tenho-te aceitado também neste negócio, para não destruir aquela cidade, de que falaste; 22Apressa-te, escapa-te para ali; porque nada poderei fazer, enquanto não tiveres ali chegado. Por isso se chamou o nome da cidade Zoar. 23Saiu o sol sobre a terra, quando Ló entrou em Zoar. 24Então o SENHOR fez chover enxofre e fogo, do SENHOR desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra; 25E destruiu aquelas cidades e toda aquela campina, e todos os moradores daquelas cidades, e o que nascia da terra. 26E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal. 27E Abraão levantou-se aquela mesma manhã, de madrugada, e foi para aquele lugar onde estivera diante da face do SENHOR; 28E olhou para Sodoma e Gomorra e para toda a terra da campina; e viu, que a fumaça da terra subia, como a de uma fornalha. 29E aconteceu que, destruindo Deus as cidades da campina, lembrou-se Deus de Abraão, e tirou a Ló do meio da destruição, derrubando aquelas cidades em que Ló habitara. 30E subiu Ló de Zoar, e habitou no monte, e as suas duas filhas com ele; porque temia habitar em Zoar; e habitou numa caverna, ele e as suas duas filhas. 31Então a primogênita disse à menor: Nosso pai já é velho, e não há homem na terra que entre a nós, segundo o costume de toda a terra; 32Vem, demos de beber vinho a nosso pai, e deitemo-nos com ele, para que em vida conservemos a descendência de nosso pai. 33E deram de beber vinho a seu pai naquela noite; e veio a primogênita e deitouse com seu pai, e não sentiu ele quando ela se deitou, nem quando se levantou. 34E sucedeu, no outro dia, que a primogênita disse à menor: Vês aqui, eu já ontem à noite me deitei com meu pai; demos-lhe de beber vinho também esta noite, e então entra tu, deita-te com ele, para que em vida conservemos a descendência de nosso pai. 35E deram de beber vinho a seu pai também naquela noite; e levantou-se a menor, e deitou-se com ele; e não sentiu ele quando ela se deitou, nem quando se levantou. 36E conceberam as duas filhas de Ló de seu pai. 37E a primogênita deu à luz um filho, e chamou-lhe Moabe; este é o pai dos moabitas até ao dia de hoje. 38E a menor também deu à luz um filho, e chamou-lhe Ben-Ami; este é o pai dos filhos de Amom até o dia de hoje. Gênesis 20 1E PARTIU Abraão dali para a terra do sul, e habitou entre Cades e Sur; e peregrinou em Gerar. 2E havendo Abraão dito de Sara, sua mulher: É minha irmã; enviou Abimeleque, rei de Gerar, e tomou a Sara. 3Deus, porém, veio a Abimeleque em sonhos de noite, e disse-lhe: Eis que morto serás por causa da mulher que tomaste; porque ela tem marido. 4Mas Abimeleque ainda não se tinha chegado a ela; por isso disse: Senhor, matarás também uma nação justa? 5Não me disse ele mesmo: É minha irmã? E ela também disse: É meu irmão. Em sinceridade do coração e em pureza das minhas mãos tenho feito isto. 6E disse-lhe Deus em sonhos: Bem sei eu que na sinceridade do teu coração fizeste isto; e também eu te tenho impedido de pecar contra mim; por isso não te permiti tocá-la. 7Agora, pois, restitui a mulher ao seu marido, porque profeta é, e rogará por ti, para que vivas; porém se não lha restituíres, sabe que certamente morrerás, tu e tudo o que é teu. 8E levantou-se Abimeleque pela manhã de madrugada, chamou a todos os seus servos, e falou todas estas palavras em seus ouvidos; e temeram muito aqueles homens. 9Então chamou Abimeleque a Abraão e disse-lhe: Que nos fizeste? E em que pequei contra ti, para trazeres sobre o meu reino tamanho pecado? Tu me fizeste aquilo que não deverias ter feito. 10Disse mais Abimeleque a Abraão: Que tens visto, para fazer tal coisa? 11E disse Abraão: Porque eu dizia comigo: Certamente não há temor de Deus neste lugar, e eles me matarão por causa da minha mulher. 12E, na verdade, é ela também minha irmã, filha de meu pai, mas não filha da minha mãe; e veio a ser minha mulher; 13E aconteceu que, fazendo-me Deus sair errante da casa de meu pai, eu lhe disse: Seja esta a graça que me farás em todo o lugar aonde chegarmos, dize de mim: É meu irmão. 14Então tomou Abimeleque ovelhas e vacas, e servos e servas, e os deu a Abraão; e restituiu-lhe Sara, sua mulher. 15E disse Abimeleque: Eis que a minha terra está diante da tua face; habita onde for bom aos teus olhos. 16E a Sara disse: Vês que tenho dado ao teu irmão mil moedas de prata; eis que ele te seja por véu dos olhos para com todos os que contigo estão, e até para com todos os outros; e estás advertida. 17E orou Abraão a Deus, e sarou Deus a Abimeleque, e à sua mulher, e às suas servas, de maneira que tiveram filhos; 18Porque o SENHOR havia fechado totalmente todas as madres da casa de Abimeleque, por causa de Sara, mulher de Abraão. Gênesis 21 1E O SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; e fez o SENHOR a Sara como tinha prometido. 2E concebeu Sara, e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, que Deus lhe tinha falado. 3E Abraão pôs no filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, o nome de Isaque. 4E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como Deus lhe tinha ordenado. 5E era Abraão da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque seu filho. 6E disse Sara: Deus me tem feito riso; todo aquele que o ouvir se rirá comigo. 7Disse mais: Quem diria a Abraão que Sara daria de mamar a filhos? Pois lhe dei um filho na sua velhice. 8E cresceu o menino, e foi desmamado; então Abraão fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado. 9E viu Sara que o filho de Agar, a egípcia, o qual tinha dado a Abraão, zombava. 10E disse a Abraão: Ponha fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará com Isaque, meu filho. 11E pareceu esta palavra muito má aos olhos de Abraão, por causa de seu filho. 12Porém Deus disse a Abraão: Não te pareça mal aos teus olhos acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua descendência. 13Mas também do filho desta serva farei uma nação, porquanto é tua descendência. 14Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e tomou pão e um odre de água e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela partiu, andando errante no deserto de Berseba. 15E consumida a água do odre, lançou o menino debaixo de uma das árvores. 16E foi assentar-se em frente, afastando-se à distância de um tiro de arco; porque dizia: Que eu não veja morrer o menino. E assentou-se em frente, e levantou a sua voz, e chorou. 17E ouviu Deus a voz do menino, e bradou o anjo de Deus a Agar desde os céus, e disse-lhe: Que tens, Agar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino desde o lugar onde está. 18Ergue-te, levanta o menino e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação. 19E abriu-lhe Deus os olhos, e viu um poço de água; e foi encher o odre de água, e deu de beber ao menino. 20E era Deus com o menino, que cresceu; e habitou no deserto, e foi flecheiro. 21E habitou no deserto de Parã; e sua mãe tomou-lhe mulher da terra do Egito. 22E aconteceu naquele mesmo tempo que Abimeleque, com Ficol, príncipe do seu exército, falou com Abraão, dizendo: Deus é contigo em tudo o que fazes; 23Agora, pois, jura-me aqui por Deus, que não mentirás a mim, nem a meu filho, nem a meu neto; segundo a beneficência que te fiz, me farás a mim, e à terra onde peregrinaste. 24E disse Abraão: Eu jurarei. 25Abraão, porém, repreendeu a Abimeleque por causa de um poço de água, que os servos de Abimeleque haviam tomado à força. 26Então disse Abimeleque: Eu não sei quem fez isto; e também tu não mo fizeste saber, nem eu o ouvi senão hoje. 27E tomou Abraão ovelhas e vacas, e deu-as a Abimeleque; e fizeram ambos uma aliança. 28Pôs Abraão, porém, à parte sete cordeiras do rebanho. 29E Abimeleque disse a Abraão: Para que estão aqui estas sete cordeiras, que puseste à parte? 30E disse: Tomarás estas sete cordeiras de minha mão, para que sejam em testemunho que eu cavei este poço. 31Por isso se chamou aquele lugar Berseba, porquanto ambos juraram ali. 32Assim fizeram aliança em Berseba. Depois se levantou Abimeleque e Ficol, príncipe do seu exército, e tornaram-se para a terra dos filisteus. 33E plantou um bosque em Berseba, e invocou lá o nome do SENHOR, Deus eterno. 34E peregrinou Abraão na terra dos filisteus muitos dias. Gênesis 22 1E ACONTECEU depois destas coisas, que provou Deus a Abraão, e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui. 2E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi. 3Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque seu filho; e cortou lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera. 4Ao terceiro dia levantou Abraão os seus olhos, e viu o lugar de longe. 5E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e havendo adorado, tornaremos a vós. 6E tomou Abraão a lenha do holocausto, e pô-la sobre Isaque seu filho; e ele tomou o fogo e o cutelo na sua mão, e foram ambos juntos. 7Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? 8E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim caminharam ambos juntos. 9E chegaram ao lugar que Deus lhe dissera, e edificou Abraão ali um altar e pôs em ordem a lenha, e amarrou a Isaque seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha. 10E estendeu Abraão a sua mão, e tomou o cutelo para imolar o seu filho; 11Mas o anjo do SENHOR lhe bradou desde os céus, e disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui. 12Então disse: Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho. 13Então levantou Abraão os seus olhos e olhou; e eis um carneiro detrás dele, travado pelos seus chifres, num mato; e foi Abraão, e tomou o carneiro, e ofereceu-o em holocausto, em lugar de seu filho. 14E chamou Abraão o nome daquele lugar: O SENHOR PROVERÁ; donde se diz até ao dia de hoje: No monte do SENHOR se proverá. 15Então o anjo do SENHOR bradou a Abraão pela segunda vez desde os céus, 16E disse: Por mim mesmo jurei, diz o SENHOR: Porquanto fizeste esta ação, e não me negaste o teu filho, o teu único filho, 17Que deveras te abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos; 18E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz. 19Então Abraão tornou aos seus moços, e levantaram-se, e foram juntos para Berseba; e Abraão habitou em Berseba. 20E sucedeu depois destas coisas, que anunciaram a Abraão, dizendo: Eis que também Milca deu filhos a Naor teu irmão. 21Uz o seu primogênito, e Buz seu irmão, e Quemuel, pai de Arã, 22E Quésede, e Hazo, e Pildas, e Jidlafe, e Betuel. 23E Betuel gerou Rebeca. Estes oito deu à luz Milca a Naor, irmão de Abraão. 24E a sua concubina, cujo nome era Reumá, ela lhe deu também a Tebá, Gaã, Taás e Maaca. Gênesis 23 1E FOI a vida de Sara cento e vinte e sete anos; estes foram os anos da vida de Sara. 2E morreu Sara em Quiriate-Arba, que é Hebrom, na terra de Canaã; e veio Abraão lamentar Sara e chorar por ela. 3Depois se levantou Abraão de diante de sua morta, e falou aos filhos de Hete, dizendo: 4Estrangeiro e peregrino sou entre vós; dai-me possessão de sepultura convosco, para que eu sepulte a minha morta de diante da minha face. 5E responderam os filhos de Hete a Abraão, dizendo-lhe: 6Ouve-nos, meu senhor; príncipe poderoso és no meio de nós; enterra a tua morta na mais escolhida de nossas sepulturas; nenhum de nós te vedará a sua sepultura, para enterrar a tua morta. 7Então se levantou Abraão, inclinou-se diante do povo da terra, diante dos filhos de Hete, 8E falou com eles, dizendo: Se é de vossa vontade que eu sepulte a minha morta de diante de minha face, ouvi-me e falai por mim a Efrom, filho de Zoar, 9Que ele me dê a cova de Macpela, que ele tem no fim do seu campo; que ma dê pelo devido preço em herança de sepulcro no meio de vós. 10Ora Efrom habitava no meio dos filhos de Hete; e respondeu Efrom, heteu, a Abraão, aos ouvidos dos filhos de Hete, de todos os que entravam pela porta da sua cidade, dizendo: 11Não, meu senhor, ouve-me: O campo te dou, também te dou a cova que nele está, diante dos olhos dos filhos do meu povo ta dou; sepulta a tua morta. 12Então Abraão se inclinou diante da face do povo da terra, 13E falou a Efrom, aos ouvidos do povo da terra, dizendo: Mas se tu estás por isto, ouve-me, peço-te. O preço do campo o darei; toma-o de mim e sepultarei ali a minha morta. 14E respondeu Efrom a Abraão, dizendo-lhe: 15Meu senhor, ouve-me, a terra é de quatrocentos siclos de prata; que é isto entre mim e ti? Sepulta a tua morta. 16E Abraão deu ouvidos a Efrom, e Abraão pesou a Efrom a prata de que tinha falado aos ouvidos dos filhos de Hete, quatrocentos siclos de prata, corrente entre mercadores. 17Assim o campo de Efrom, que estava em Macpela, em frente de Manre, o campo e a cova que nele estava, e todo o arvoredo que no campo havia, que estava em todo o seu contorno ao redor, 18Se confirmou a Abraão em possessão diante dos olhos dos filhos de Hete, de todos os que entravam pela porta da cidade. 19E depois sepultou Abraão a Sara sua mulher na cova do campo de Macpela, em frente de Manre, que é Hebrom, na terra de Canaã. 20Assim o campo e a cova que nele estava foram confirmados a Abraão, pelos filhos de Hete, em possessão de sepultura. Gênesis 24 1E ERA Abraão já velho e adiantado em idade, e o SENHOR havia abençoado a Abraão em tudo. 2E disse Abraão ao seu servo, o mais velho da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possuía: Põe agora a tua mão debaixo da minha coxa, 3Para que eu te faça jurar pelo SENHOR Deus dos céus e Deus da terra, que não tomarás para meu filho mulher das filhas dos cananeus, no meio dos quais eu habito. 4Mas que irás à minha terra e à minha parentela, e dali tomarás mulher para meu filho Isaque. 5E disse-lhe o servo: Se porventura não quiser seguir-me a mulher a esta terra, farei, pois, tornar o teu filho à terra donde saíste? 6E Abraão lhe disse: Guarda-te, que não faças lá tornar o meu filho. 7O SENHOR Deus dos céus, que me tomou da casa de meu pai e da terra da minha parentela, e que me falou, e que me jurou, dizendo: À tua descendência darei esta terra; ele enviará o seu anjo adiante da tua face, para que tomes mulher de lá para meu filho. 8Se a mulher, porém, não quiser seguir-te, serás livre deste meu juramento; somente não faças lá tornar a meu filho. 9Então pôs o servo a sua mão debaixo da coxa de Abraão seu senhor, e jurou-lhe sobre este negócio. 10E o servo tomou dez camelos, dos camelos do seu senhor, e partiu, pois que todos os bens de seu senhor estavam em sua mão, e levantou-se e partiu para Mesopotâmia, para a cidade de Naor. 11E fez ajoelhar os camelos fora da cidade, junto a um poço de água, pela tarde, ao tempo que as moças saíam a tirar água. 12E disse: Ó SENHOR, Deus de meu senhor Abraão, dá-me hoje bom encontro, e faze beneficência ao meu senhor Abraão! 13Eis que eu estou em pé junto à fonte de água e as filhas dos homens desta cidade saem para tirar água; 14Seja, pois, que a donzela, a quem eu disser: Abaixa agora o teu cântaro para que eu beba; e ela disser: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos; esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque, e que eu conheça nisso que usaste de benevolência com meu senhor. 15E sucedeu que, antes que ele acabasse de falar, eis que Rebeca, que havia nascido a Betuel, filho de Milca, mulher de Naor, irmão de Abraão, saía com o seu cântaro sobre o seu ombro. 16E a donzela era mui formosa à vista, virgem, a quem homem não havia conhecido; e desceu à fonte, e encheu o seu cântaro e subiu. 17Então o servo correu-lhe ao encontro, e disse: Peço-te, deixa-me beber um pouco de água do teu cântaro. 18E ela disse: Bebe, meu senhor. E apressou-se e abaixou o seu cântaro sobre a sua mão e deu-lhe de beber. 19E, acabando ela de lhe dar de beber, disse: Tirarei também água para os teus camelos, até que acabem de beber. 20E apressou-se, e despejou o seu cântaro no bebedouro, e correu outra vez ao poço para tirar água, e tirou para todos os seus camelos. 21E o homem estava admirado de vê-la, calando-se, para saber se o SENHOR havia prosperado a sua jornada ou não. 22E aconteceu que, acabando os camelos de beber, tomou o homem um pendente de ouro de meio siclo de peso, e duas pulseiras para as suas mãos, do peso de dez siclos de ouro; 23E disse: De quem és filha? Faze-mo saber, peço-te. Há também em casa de teu pai lugar para nós pousarmos? 24E ela lhe disse: Eu sou a filha de Betuel, filho de Milca, o qual ela deu a Naor. 25Disse-lhe mais: Também temos palha e muito pasto, e lugar para passar a noite. 26Então inclinou-se aquele homem e adorou ao SENHOR, 27E disse: Bendito seja o SENHOR Deus de meu senhor Abraão, que não retirou a sua benevolência e a sua verdade de meu senhor; quanto a mim, o SENHOR me guiou no caminho à casa dos irmãos de meu senhor. 28E a donzela correu, e fez saber estas coisas na casa de sua mãe. 29E Rebeca tinha um irmão cujo nome era Labão, o qual correu ao encontro daquele homem até a fonte. 30E aconteceu que, quando ele viu o pendente, e as pulseiras sobre as mãos de sua irmã, e quando ouviu as palavras de sua irmã Rebeca, que dizia: Assim me falou aquele homem; foi ter com o homem, que estava em pé junto aos camelos, à fonte, 31E disse: Entra, bendito do SENHOR; por que estás fora? pois eu já preparei a casa, e o lugar para os camelos. 32Então veio aquele homem à casa, e desataram os camelos, e deram palha e pasto aos camelos, e água para lavar os pés dele, e os pés dos homens que estavam com ele. 33Depois puseram comida diante dele. Ele, porém, disse: Não comerei, até que tenha dito as minhas palavras. E ele disse: Fala. 34Então disse: Eu sou o servo de Abraão. 35E o SENHOR abençoou muito o meu senhor, de maneira que foi engrandecido, e deu-lhe ovelhas e vacas, e prata e ouro, e servos e servas, e camelos e jumentos. 36E Sara, a mulher do meu senhor, deu à luz um filho a meu senhor depois da sua velhice, e ele deu-lhe tudo quanto tem. 37E meu senhor me fez jurar, dizendo: Não tomarás mulher para meu filho das filhas dos cananeus, em cuja terra habito; 38 Irás, porém, à casa de meu pai, e à minha família, e tomarás mulher para meu filho. 39Então disse eu ao meu senhor: Porventura não me seguirá a mulher. 40E ele me disse: O SENHOR, em cuja presença tenho andado, enviará o seu anjo contigo, e prosperará o teu caminho, para que tomes mulher para meu filho da minha família e da casa de meu pai; 41Então serás livre do meu juramento, quando fores à minha família; e se não te derem, livre serás do meu juramento. 42E hoje cheguei à fonte, e disse: Ó SENHOR, Deus de meu senhor Abraão, se tu agora prosperas o meu caminho, no qual eu ando, 43Eis que estou junto à fonte de água; seja, pois, que a donzela que sair para tirar água e à qual eu disser: Peço-te, dá-me um pouco de água do teu cântaro; 44E ela me disser: Bebe tu e também tirarei água para os teus camelos; esta seja a mulher que o SENHOR designou ao filho de meu senhor. 45E antes que eu acabasse de falar no meu coração, eis que Rebeca saía com o seu cântaro sobre o seu ombro, desceu à fonte e tirou água; e eu lhe disse: Peçote, dá-me de beber. 46E ela se apressou, e abaixou o seu cântaro de sobre si, e disse: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos; e bebi, e ela deu também de beber aos camelos. 47Então lhe perguntei, e disse: De quem és filha? E ela disse: Filha de Betuel, filho de Naor, que lhe deu Milca. Então eu pus o pendente no seu rosto, e as pulseiras sobre as suas mãos; 48E inclinando-me adorei ao SENHOR, e bendisse ao SENHOR, Deus do meu senhor Abraão, que me havia encaminhado pelo caminho da verdade, para tomar a filha do irmão de meu senhor para seu filho. 49Agora, pois, se vós haveis de fazer benevolência e verdade a meu senhor, fazeimo saber; e se não, também mo fazei saber, para que eu vá à direita, ou à esquerda. 50Então responderam Labão e Betuel, e disseram: Do SENHOR procedeu este negócio; não podemos falar-te mal ou bem. 51Eis que Rebeca está diante da tua face; toma-a, e vai-te; seja a mulher do filho de teu senhor, como tem dito o SENHOR. 52E aconteceu que, o servo de Abraão, ouvindo as suas palavras, inclinou-se à terra diante do SENHOR. 53E tirou o servo jóias de prata e jóias de ouro, e vestidos, e deu-os a Rebeca; também deu coisas preciosas a seu irmão e à sua mãe. 54Então comeram e beberam, ele e os homens que com ele estavam, e passaram a noite. E levantaram-se pela manhã, e disse: Deixai-me ir a meu senhor. 55Então disseram seu irmão e sua mãe: Fique a donzela conosco alguns dias, ou pelo menos dez dias, depois irá. 56Ele, porém, lhes disse: Não me detenhais, pois o SENHOR tem prosperado o meu caminho; deixai-me partir, para que eu volte a meu senhor. 57E disseram: Chamemos a donzela, e perguntemos-lho. 58E chamaram a Rebeca, e disseram-lhe: Irás tu com este homem? Ela respondeu: Irei. 59Então despediram a Rebeca, sua irmã, e sua ama, e o servo de Abraão, e seus homens. 60E abençoaram a Rebeca, e disseram-lhe: Ó nossa irmã, sê tu a mãe de milhares de milhares, e que a tua descendência possua a porta de seus aborrecedores! 61E Rebeca se levantou com as suas moças, e subiram sobre os camelos, e seguiram o homem; e tomou aquele servo a Rebeca, e partiu. 62Ora, Isaque vinha de onde se vem do poço de Beer-Laai-Rói; porque habitava na terra do sul. 63E Isaque saíra a orar no campo, à tarde; e levantou os seus olhos, e olhou, e eis que os camelos vinham. 64Rebeca também levantou seus olhos, e viu a Isaque, e desceu do camelo. 65E disse ao servo: Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro? E o servo disse: Este é meu senhor. Então tomou ela o véu e cobriu-se. 66E o servo contou a Isaque todas as coisas que fizera. 67E Isaque trouxe-a para a tenda de sua mãe Sara, e tomou a Rebeca, e foi-lhe por mulher, e amou-a. Assim Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe. Gênesis 25 1E ABRAÃO tomou outra mulher; e o seu nome era Quetura; 2E deu-lhe à luz Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Jisbaque e Suá. 3E Jocsã gerou Seba e Dedã; e os filhos de Dedã foram Assurim, Letusim e Leumim. 4E os filhos de Midiã foram Efá, Efer, Enoque, Abida e Elda. Estes todos foram filhos de Quetura. 5Porém Abraão deu tudo o que tinha a Isaque; 6Mas aos filhos das concubinas que Abraão tinha, deu Abraão presentes e, vivendo ele ainda, despediu-os do seu filho Isaque, enviando-os ao oriente, para a terra oriental. 7Estes, pois, são os dias dos anos da vida de Abraão, que viveu cento e setenta e cinco anos. 8E Abraão expirou, morrendo em boa velhice, velho e farto de dias; e foi congregado ao seu povo; 9E Isaque e Ismael, seus filhos, sepultaram-no na cova de Macpela, no campo de Efrom, filho de Zoar, heteu, que estava em frente de Manre, 10O campo que Abraão comprara aos filhos de Hete. Ali está sepultado Abraão e Sara, sua mulher. 11E aconteceu depois da morte de Abraão, que Deus abençoou a Isaque seu filho; e habitava Isaque junto ao poço Beer-Laai-Rói. 12Estas, porém, são as gerações de Ismael filho de Abraão, que a serva de Sara, Agar, egípcia, deu a Abraão. 13E estes são os nomes dos filhos de Ismael, pelos seus nomes, segundo as suas gerações: O primogênito de Ismael era Nebaiote, depois Quedar, Adbeel e Mibsão, 14Misma, Dumá, Massá, 15Hadade, Tema, Jetur, Nafis e Quedemá. 16Estes são os filhos de Ismael, e estes são os seus nomes pelas suas vilas e pelos seus castelos; doze príncipes segundo as suas famílias. 17E estes são os anos da vida de Ismael, cento e trinta e sete anos, e ele expirou e, morrendo, foi congregado ao seu povo. 18E habitaram desde Havilá até Sur, que está em frente do Egito, como quem vai para a Assíria; e fez o seu assento diante da face de todos os seus irmãos. 19E estas são as gerações de Isaque, filho de Abraão: Abraão gerou a Isaque; 20E era Isaque da idade de quarenta anos, quando tomou por mulher a Rebeca, filha de Betuel, arameu de Padã-Arã, irmã de Labão, arameu. 21E Isaque orou insistentemente ao SENHOR por sua mulher, porquanto era estéril; e o SENHOR ouviu as suas orações, e Rebeca sua mulher concebeu. 22E os filhos lutavam dentro dela; então disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi perguntar ao SENHOR. 23E o SENHOR lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor. 24E cumprindo-se os seus dias para dar à luz, eis gêmeos no seu ventre. 25E saiu o primeiro ruivo e todo como um vestido de pêlo; por isso chamaram o seu nome Esaú. 26E depois saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú; por isso se chamou o seu nome Jacó. E era Isaque da idade de sessenta anos quando os gerou. 27E cresceram os meninos, e Esaú foi homem perito na caça, homem do campo; mas Jacó era homem simples, habitando em tendas. 28E amava Isaque a Esaú, porque a caça era de seu gosto, mas Rebeca amava a Jacó. 29E Jacó cozera um guisado; e veio Esaú do campo, e estava ele cansado; 30E disse Esaú a Jacó: Deixa-me, peço-te, comer desse guisado vermelho, porque estou cansado. Por isso se chamou Edom. 31Então disse Jacó: Vende-me hoje a tua primogenitura. 32E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer; para que me servirá a primogenitura? 33Então disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó. 34E Jacó deu pão a Esaú e o guisado de lentilhas; e ele comeu, e bebeu, e levantou-se, e saiu. Assim desprezou Esaú a sua primogenitura. Gênesis 26 1E HAVIA fome na terra, além da primeira fome, que foi nos dias de Abraão; por isso foi Isaque a Abimeleque, rei dos filisteus, em Gerar. 2E apareceu-lhe o SENHOR, e disse: Não desças ao Egito; habita na terra que eu te disser; 3Peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão teu pai; 4E multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e darei à tua descendência todas estas terras; e por meio dela serão benditas todas as nações da terra; 5Porquanto Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos, e as minhas leis. 6Assim habitou Isaque em Gerar. 7E perguntando-lhe os homens daquele lugar acerca de sua mulher, disse: É minha irmã; porque temia dizer: É minha mulher; para que porventura (dizia ele) não me matem os homens daquele lugar por amor de Rebeca; porque era formosa à vista. 8E aconteceu que, como ele esteve ali muito tempo, Abimeleque, rei dos filisteus, olhou por uma janela, e viu, e eis que Isaque estava brincando com Rebeca sua mulher. 9Então chamou Abimeleque a Isaque, e disse: Eis que na verdade é tua mulher; como pois disseste: É minha irmã? E disse-lhe Isaque: Porque eu dizia: Para que eu porventura não morra por causa dela. 10E disse Abimeleque: Que é isto que nos fizeste? Facilmente se teria deitado alguém deste povo com a tua mulher, e tu terias trazido sobre nós um delito. 11E mandou Abimeleque a todo o povo, dizendo: Qualquer que tocar neste homem ou em sua mulher, certamente morrerá. 12E semeou Isaque naquela mesma terra, e colheu naquele mesmo ano cem medidas, porque o SENHOR o abençoava. 13E engrandeceu-se o homem, e ia enriquecendo-se, até que se tornou mui poderoso. 14E tinha possessão de ovelhas, e possessão de vacas, e muita gente de serviço, de maneira que os filisteus o invejavam. 15E todos os poços, que os servos de seu pai tinham cavado nos dias de seu pai Abraão, os filisteus entulharam e encheram de terra. 16Disse também Abimeleque a Isaque: Aparta-te de nós; porque muito mais poderoso te tens feito do que nós. 17Então Isaque partiu dali e fez o seu acampamento no vale de Gerar, e habitou lá. 18E tornou Isaque e cavou os poços de água que cavaram nos dias de Abraão seu pai, e que os filisteus entulharam depois da morte de Abraão, e chamou-os pelos nomes que os chamara seu pai. 19Cavaram, pois, os servos de Isaque naquele vale, e acharam ali um poço de águas vivas. 20E os pastores de Gerar porfiaram com os pastores de Isaque, dizendo: Esta água é nossa. Por isso chamou aquele poço Eseque, porque contenderam com ele. 21Então cavaram outro poço, e também porfiaram sobre ele; por isso chamou-o Sitna. 22E partiu dali, e cavou outro poço, e não porfiaram sobre ele; por isso chamou-o Reobote, e disse: Porque agora nos alargou o SENHOR, e crescemos nesta terra. 23Depois subiu dali a Berseba. 24E apareceu-lhe o SENHOR naquela mesma noite, e disse: Eu sou o Deus de Abraão teu pai; não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão meu servo. 25Então edificou ali um altar, e invocou o nome do SENHOR, e armou ali a sua tenda; e os servos de Isaque cavaram ali um poço. 26E Abimeleque veio a ele de Gerar, com Auzate seu amigo, e Ficol, príncipe do seu exército. 27E disse-lhes Isaque: Por que viestes a mim, pois que vós me odiais e me repelistes de vós? 28E eles disseram: Havemos visto, na verdade, que o SENHOR é contigo, por isso dissemos: Haja agora juramento entre nós, entre nós e ti; e façamos aliança contigo. 29Que não nos faças mal, como nós te não temos tocado, e como te fizemos somente bem, e te deixamos ir em paz. Agora tu és o bendito do SENHOR. 30Então lhes fez um banquete, e comeram e beberam; 31E levantaram-se de madrugada e juraram um ao outro; depois os despediu Isaque, e despediram-se dele em paz. 32E aconteceu, naquele mesmo dia, que vieram os servos de Isaque, e anunciaram-lhe acerca do negócio do poço, que tinham cavado; e disseram-lhe: Temos achado água. 33E chamou-o Seba; por isso é o nome daquela cidade Berseba até o dia de hoje. 34Ora, sendo Esaú da idade de quarenta anos, tomou por mulher a Judite, filha de Beeri, heteu, e a Basemate, filha de Elom, heteu. 35E estas foram para Isaque e Rebeca uma amargura de espírito. Gênesis 27 1E ACONTECEU que, como Isaque envelheceu, e os seus olhos se escureceram, de maneira que não podia ver, chamou a Esaú, seu filho mais velho, e disse-lhe: Meu filho. E ele lhe disse: Eis-me aqui. 2E ele disse: Eis que já agora estou velho, e não sei o dia da minha morte; 3Agora, pois, toma as tuas armas, a tua aljava e o teu arco, e sai ao campo, e apanha para mim alguma caça. 4E faze-me um guisado saboroso, como eu gosto, e traze-mo, para que eu coma; para que minha alma te abençoe, antes que morra. 5E Rebeca escutou quando Isaque falava ao seu filho Esaú. E foi Esaú ao campo para apanhar a caça que havia de trazer. 6Então falou Rebeca a Jacó seu filho, dizendo: Eis que tenho ouvido o teu pai que falava com Esaú teu irmão, dizendo: 7Traze-me caça, e faze-me um guisado saboroso, para que eu coma, e te abençoe diante da face do SENHOR, antes da minha morte. 8Agora, pois, filho meu, ouve a minha voz naquilo que eu te mando: 9Vai agora ao rebanho, e traze-me de lá dois bons cabritos, e eu farei deles um guisado saboroso para teu pai, como ele gosta; 10E levá-lo-ás a teu pai, para que o coma; para que te abençoe antes da sua morte. 11Então disse Jacó a Rebeca, sua mãe: Eis que Esaú meu irmão é homem cabeludo, e eu homem liso; 12Porventura me apalpará o meu pai, e serei aos seus olhos como enganador; assim trarei eu sobre mim maldição, e não bênção. 13E disse-lhe sua mãe: Meu filho, sobre mim seja a tua maldição; somente obedece à minha voz, e vai, traze-mos. 14E foi, e tomou-os, e trouxe-os a sua mãe; e sua mãe fez um guisado saboroso, como seu pai gostava. 15Depois tomou Rebeca os vestidos de gala de Esaú, seu filho mais velho, que tinha consigo em casa, e vestiu a Jacó, seu filho menor; 16E com as peles dos cabritos cobriu as suas mãos e a lisura do seu pescoço; 17E deu o guisado saboroso e o pão que tinha preparado, na mão de Jacó seu filho. 18E foi ele a seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui; quem és tu, meu filho? 19E Jacó disse a seu pai: Eu sou Esaú, teu primogênito; tenho feito como me disseste; levanta-te agora, assenta-te e come da minha caça, para que a tua alma me abençoe. 20Então disse Isaque a seu filho: Como é isto, que tão cedo a achaste, filho meu? E ele disse: Porque o SENHOR teu Deus a mandou ao meu encontro. 21E disse Isaque a Jacó: Chega-te agora, para que te apalpe, meu filho, se és meu filho Esaú mesmo, ou não. 22Então se chegou Jacó a Isaque seu pai, que o apalpou, e disse: A voz é a voz de Jacó, porém as mãos são as mãos de Esaú. 23E não o conheceu, porquanto as suas mãos estavam cabeludas, como as mãos de Esaú seu irmão; e abençoou-o. 24E disse: És tu meu filho Esaú mesmo? E ele disse: Eu sou. 25Então disse: Faze chegar isso perto de mim, para que coma da caça de meu filho; para que a minha alma te abençoe. E chegou-lhe, e comeu; trouxe-lhe também vinho, e bebeu. 26E disse-lhe Isaque seu pai: Ora chega-te, e beija-me, filho meu. 27E chegou-se, e beijou-o; então sentindo o cheiro das suas vestes, abençoou-o, e disse: Eis que o cheiro do meu filho é como o cheiro do campo, que o SENHOR abençoou; 28Assim, pois, te dê Deus do orvalho dos céus, e das gorduras da terra, e abundância de trigo e de mosto. 29Sirvam-te povos, e nações se encurvem a ti; sê senhor de teus irmãos, e os filhos da tua mãe se encurvem a ti; malditos sejam os que te amaldiçoarem, e benditos sejam os que te abençoarem. 30E aconteceu que, acabando Isaque de abençoar a Jacó, apenas Jacó acabava de sair da presença de Isaque seu pai, veio Esaú, seu irmão, da sua caça; 31E fez também ele um guisado saboroso, e trouxe-o a seu pai; e disse a seu pai: Levanta-te, meu pai, e come da caça de teu filho, para que me abençoe a tua alma. 32E disse-lhe Isaque seu pai: Quem és tu? E ele disse: Eu sou teu filho, o teu primogênito Esaú. 33Então estremeceu Isaque de um estremecimento muito grande, e disse: Quem, pois, é aquele que apanhou a caça, e ma trouxe? E comi de tudo, antes que tu viesses, e abençoei-o, e ele será bendito. 34Esaú, ouvindo as palavras de seu pai, bradou com grande e mui amargo brado, e disse a seu pai: Abençoa-me também a mim, meu pai. 35E ele disse: Veio teu irmão com sutileza, e tomou a tua bênção. 36Então disse ele: Não é o seu nome justamente Jacó, tanto que já duas vezes me enganou? A minha primogenitura me tomou, e eis que agora me tomou a minha bênção. E perguntou: Não reservaste, pois, para mim nenhuma bênção? 37Então respondeu Isaque a Esaú dizendo: Eis que o tenho posto por senhor sobre ti, e todos os seus irmãos lhe tenho dado por servos; e de trigo e de mosto o tenho fortalecido; que te farei, pois, agora, meu filho? 38E disse Esaú a seu pai: Tens uma só bênção, meu pai? Abençoa-me também a mim, meu pai. E levantou Esaú a sua voz, e chorou. 39Então respondeu Isaque, seu pai, e disse-lhe: Eis que a tua habitação será nas gorduras da terra e no orvalho dos altos céus. 40E pela tua espada viverás, e ao teu irmão servirás. Acontecerá, porém, que quando te assenhoreares, então sacudirás o seu jugo do teu pescoço. 41E Esaú odiou a Jacó por causa daquela bênção, com que seu pai o tinha abençoado; e Esaú disse no seu coração: Chegar-se-ão os dias de luto de meu pai; e matarei a Jacó meu irmão. 42E foram denunciadas a Rebeca estas palavras de Esaú, seu filho mais velho; e ela mandou chamar a Jacó, seu filho menor, e disse-lhe: Eis que Esaú teu irmão se consola a teu respeito, propondo matar-te. 43Agora, pois, meu filho, ouve a minha voz, e levanta-te; acolhe-te a Labão meu irmão, em Harã, 44E mora com ele alguns dias, até que passe o furor de teu irmão; 45Até que se desvie de ti a ira de teu irmão, e se esqueça do que lhe fizeste; então mandarei trazer-te de lá; por que seria eu desfilhada também de vós ambos num mesmo dia? 46E disse Rebeca a Isaque: Enfadada estou da minha vida, por causa das filhas de Hete; se Jacó tomar mulher das filhas de Hete, como estas são, das filhas desta terra, para que me servirá a vida? Gênesis 28 1E ISAQUE chamou a Jacó, e abençoou-o, e ordenou-lhe, e disse-lhe: Não tomes mulher de entre as filhas de Canaã; 2Levanta-te, vai a Padã-Arã, à casa de Betuel, pai de tua mãe, e toma de lá uma mulher das filhas de Labão, irmão de tua mãe; 3E Deus Todo-Poderoso te abençoe, e te faça frutificar, e te multiplique, para que sejas uma multidão de povos; 4E te dê a bênção de Abraão, a ti e à tua descendência contigo, para que em herança possuas a terra de tuas peregrinações, que Deus deu a Abraão. 5Assim despediu Isaque a Jacó, o qual se foi a Padã-Arã, a Labão, filho de Betuel, arameu, irmão de Rebeca, mãe de Jacó e de Esaú. 6Vendo, pois, Esaú que Isaque abençoara a Jacó, e o enviara a Padã-Arã, para tomar mulher dali para si, e que, abençoando-o, lhe ordenara, dizendo: Não tomes mulher das filhas de Canaã; 7E que Jacó obedecera a seu pai e a sua mãe, e se fora a Padã-Arã; 8Vendo também Esaú que as filhas de Canaã eram más aos olhos de Isaque seu pai, 9Foi Esaú a Ismael, e tomou para si por mulher, além das suas mulheres, a Maalate filha de Ismael, filho de Abraão, irmã de Nebaiote. 10Partiu, pois, Jacó de Berseba, e foi a Harã; 11E chegou a um lugar onde passou a noite, porque já o sol era posto; e tomou uma das pedras daquele lugar, e a pôs por seu travesseiro, e deitou-se naquele lugar. 12E sonhou: e eis uma escada posta na terra, cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela; 13E eis que o SENHOR estava em cima dela, e disse: Eu sou o SENHOR Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência; 14E a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra; 15E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado. 16Acordando, pois, Jacó do seu sono, disse: Na verdade o SENHOR está neste lugar; e eu não o sabia. 17E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos céus. 18Então levantou-se Jacó pela manhã de madrugada, e tomou a pedra que tinha posto por seu travesseiro, e a pôs por coluna, e derramou azeite em cima dela. 19E chamou o nome daquele lugar Betel; o nome porém daquela cidade antes era Luz. 20E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir; 21E eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR me será por Deus; 22E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo. Gênesis 29 1ENTÃO pôs-se Jacó a caminho e foi à terra do povo do oriente; 2E olhou, e eis um poço no campo, e eis três rebanhos de ovelhas que estavam deitados junto a ele; porque daquele poço davam de beber aos rebanhos; e havia uma grande pedra sobre a boca do poço. 3E ajuntavam ali todos os rebanhos, e removiam a pedra de sobre a boca do poço, e davam de beber às ovelhas; e tornavam a pôr a pedra sobre a boca do poço, no seu lugar. 4E disselhes Jacó: Meus irmãos, donde sois? E disseram: Somos de Harã. 5E ele lhes disse: Conheceis a Labão, filho de Naor? E disseram: Conhecemos. 6Disselhes mais: Está ele bem? E disseram: Está bem, e eis aqui Raquel sua filha, que vem com as ovelhas. 7E ele disse: Eis que ainda é pleno dia, não é tempo de ajuntar o gado; dai de beber às ovelhas, e ide apascentá-las. 8E disseram: Não podemos, até que todos os rebanhos se ajuntem, e removam a pedra de sobre a boca do poço, para que demos de beber às ovelhas. 9Estando ele ainda falando com eles, veio Raquel com as ovelhas de seu pai; porque ela era pastora. 10E aconteceu que, vendo Jacó a Raquel, filha de Labão, irmão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, irmão de sua mãe, chegou Jacó, e revolveu a pedra de sobre a boca do poço e deu de beber às ovelhas de Labão, irmão de sua mãe. 11E Jacó beijou a Raquel, e levantou a sua voz e chorou. 12E Jacó anunciou a Raquel que era irmão de seu pai, e que era filho de Rebeca; então ela correu, e o anunciou a seu pai. 13E aconteceu que, ouvindo Labão as novas de Jacó, filho de sua irmã, correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e beijou-o, e levou-o à sua casa; e ele contou a Labão todas estas coisas. 14Então Labão disse-lhe: Verdadeiramente és tu o meu osso e a minha carne. E ficou com ele um mês inteiro. 15Depois disse Labão a Jacó: Porque tu és meu irmão, hás de servir-me de graça? Declara-me qual será o teu salário. 16E Labão tinha duas filhas; o nome da mais velha era Lia, e o nome da menor Raquel. 17Lia tinha olhos tenros, mas Raquel era de formoso semblante e formosa à vista. 18E Jacó amava a Raquel, e disse: Sete anos te servirei por Raquel, tua filha menor. 19Então disse Labão: Melhor é que eu a dê a ti, do que eu a dê a outro homem; fica comigo. 20Assim serviu Jacó sete anos por Raquel; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava. 21E disse Jacó a Labão: Dá-me minha mulher, porque meus dias são cumpridos, para que eu me case com ela. 22Então reuniu Labão a todos os homens daquele lugar, e fez um banquete. 23E aconteceu, à tarde, que tomou Lia, sua filha, e trouxe-a a Jacó que a possuiu. 24E Labão deu sua serva Zilpa a Lia, sua filha, por serva. 25E aconteceu que pela manhã, viu que era Lia; pelo que disse a Labão: Por que me fizeste isso? Não te tenho servido por Raquel? Por que então me enganaste? 26E disse Labão: Não se faz assim no nosso lugar, que a menor se dê antes da primogênita. 27Cumpre a semana desta; então te daremos também a outra, pelo serviço que ainda outros sete anos comigo servires. 28E Jacó fez assim, e cumpriu a semana de Lia; então lhe deu por mulher Raquel sua filha. 29E Labão deu sua serva Bila por serva a Raquel, sua filha. 30E possuiu também a Raquel, e amou também a Raquel mais do que a Lia e serviu com ele ainda outros sete anos. 31Vendo, pois, o SENHOR que Lia era desprezada, abriu a sua madre; porém Raquel era estéril. 32E concebeu Lia, e deu à luz um filho, e chamou-o Rúben; pois disse: Porque o SENHOR atendeu à minha aflição, por isso agora me amará o meu marido. 33E concebeu outra vez, e deu à luz um filho, dizendo: Porquanto o SENHOR ouviu que eu era desprezada, e deu-me também este. E chamou-o Simeão. 34E concebeu outra vez, e deu à luz um filho, dizendo: Agora esta vez se unirá meu marido a mim, porque três filhos lhe tenho dado. Por isso chamou-o Levi. 35E concebeu outra vez e deu à luz um filho, dizendo: Esta vez louvarei ao SENHOR. Por isso chamou-o Judá; e cessou de dar à luz. Gênesis 30 1VENDO Raquel que não dava filhos a Jacó, teve inveja de sua irmã, e disse a Jacó: Dá-me filhos, se não morro. 2Então se acendeu a ira de Jacó contra Raquel, e disse: Estou eu no lugar de Deus, que te impediu o fruto de teu ventre? 3E ela disse: Eis aqui minha serva Bila; coabita com ela, para que dê à luz sobre meus joelhos, e eu assim receba filhos por ela. 4Assim lhe deu a Bila, sua serva, por mulher; e Jacó a possuiu. 5E concebeu Bila, e deu a Jacó um filho. 6Então disse Raquel: Julgou-me Deus, e também ouviu a minha voz, e me deu um filho; por isso chamou-lhe Dã. 7E Bila, serva de Raquel, concebeu outra vez, e deu a Jacó o segundo filho. 8Então disse Raquel: Com grandes lutas tenho lutado com minha irmã; também venci; e chamou-lhe Naftali. 9Vendo, pois, Lia que cessava de ter filhos, tomou também a Zilpa, sua serva, e deu-a a Jacó por mulher. 10E deu Zilpa, serva de Lia, um filho a Jacó. 11Então disse Lia: Afortunada! e chamou-lhe Gade. 12Depois deu Zilpa, serva de Lia, um segundo filho a Jacó. 13Então disse Lia: Para minha ventura; porque as filhas me terão por bemaventurada; e chamou-lhe Aser. 14E foi Rúben nos dias da ceifa do trigo, e achou mandrágoras no campo. E trouxe-as a Lia sua mãe. Então disse Raquel a Lia: Ora dá-me das mandrágoras de teu filho. 15E ela lhe disse: É já pouco que hajas tomado o meu marido, tomarás também as mandrágoras do meu filho? Então disse Raquel: Por isso ele se deitará contigo esta noite pelas mandrágoras de teu filho. 16Vindo, pois, Jacó à tarde do campo, saiu-lhe Lia ao encontro, e disse: A mim possuirás, esta noite, porque certamente te aluguei com as mandrágoras do meu filho. E deitou-se com ela aquela noite. 17E ouviu Deus a Lia, e concebeu, e deu à luz um quinto filho. 18Então disse Lia: Deus me tem dado o meu galardão, pois tenho dado minha serva ao meu marido. E chamou-lhe Issacar. 19E Lia concebeu outra vez, e deu a Jacó um sexto filho. 20E disse Lia: Deus me deu uma boa dádiva; desta vez morará o meu marido comigo, porque lhe tenho dado seis filhos. E chamou-lhe Zebulom. 21E depois teve uma filha, e chamou-lhe Diná. 22E lembrou-se Deus de Raquel; e Deus a ouviu, e abriu a sua madre. 23E ela concebeu, e deu à luz um filho, e disse: Tirou-me Deus a minha vergonha. 24E chamou-lhe José, dizendo: O SENHOR me acrescente outro filho. 25E aconteceu que, como Raquel deu à luz a José, disse Jacó a Labão: Deixa-me ir, que me vá ao meu lugar, e à minha terra. 26Dá-me as minhas mulheres, e os meus filhos, pelas quais te tenho servido, e irme-ei; pois tu sabes o serviço que te tenho feito. 27Então lhe disse Labão: Se agora tenho achado graça em teus olhos, fica comigo. Tenho experimentado que o SENHOR me abençoou por amor de ti. 28E disse mais: Determina-me o teu salário, que to darei. 29Então lhe disse: Tu sabes como te tenho servido, e como passou o teu gado comigo. 30Porque o pouco que tinhas antes de mim tem aumentado em grande número; e o SENHOR te tem abençoado por meu trabalho. Agora, pois, quando hei de trabalhar também por minha casa? 31E disse ele: Que te darei? Então disse Jacó: Nada me darás. Se me fizeres isto, tornarei a apascentar e a guardar o teu rebanho; 32Passarei hoje por todo o teu rebanho, separando dele todos os salpicados e malhados, e todos os morenos entre os cordeiros, e os malhados e salpicados entre as cabras; e isto será o meu salário. 33Assim testificará por mim a minha justiça no dia de amanhã, quando vieres e o meu salário estiver diante de tua face; tudo o que não for salpicado e malhado entre as cabras e moreno entre os cordeiros, ser-me-á por furto. 34Então disse Labão: Quem dera seja conforme a tua palavra. 35E separou naquele mesmo dia os bodes listrados e malhados e todas as cabras salpicadas e malhadas, todos em que havia brancura, e todos os morenos entre os cordeiros; e deu-os nas mãos dos seus filhos. 36E pôs três dias de caminho entre si e Jacó; e Jacó apascentava o restante dos rebanhos de Labão. 37Então tomou Jacó varas verdes de álamo e de aveleira e de castanheiro, e descascou nelas riscas brancas, descobrindo a brancura que nas varas havia, 38E pôs estas varas, que tinha descascado, em frente aos rebanhos, nos canos e nos bebedouros de água, aonde os rebanhos vinham beber, para que concebessem quando vinham beber. 39E concebiam os rebanhos diante das varas, e as ovelhas davam crias listradas, salpicadas e malhadas. 40Então separou Jacó os cordeiros, e pôs as faces do rebanho para os listrados, e todo o moreno entre o rebanho de Labão; e pôs o seu rebanho à parte, e não o pôs com o rebanho de Labão. 41E sucedia que cada vez que concebiam as ovelhas fortes, punha Jacó as varas nos canos, diante dos olhos do rebanho, para que concebessem diante das varas. 42Mas, quando era fraco o rebanho, não as punha. Assim as fracas eram de Labão, e as fortes de Jacó. 43E cresceu o homem em grande maneira, e teve muitos rebanhos, e servas, e servos, e camelos e jumentos. Gênesis 31 1ENTÃO ouvia as palavras dos filhos de Labão, que diziam: Jacó tem tomado tudo o que era de nosso pai, e do que era de nosso pai fez ele toda esta glória. 2Viu também Jacó o rosto de Labão, e eis que não era para com ele como anteriormente. 3E disse o SENHOR a Jacó: Torna-te à terra dos teus pais, e à tua parentela, e eu serei contigo. 4Então mandou Jacó chamar a Raquel e a Lia ao campo, para junto do seu rebanho, 5E disselhes: Vejo que o rosto de vosso pai não é para comigo como anteriormente; porém o Deus de meu pai tem estado comigo; 6E vós mesmas sabeis que com todo o meu esforço tenho servido a vosso pai; 7Mas vosso pai me enganou e mudou o salário dez vezes; porém Deus não lhe permitiu que me fizesse mal. 8Quando ele dizia assim: Os salpicados serão o teu salário; então todos os rebanhos davam salpicados. E quando ele dizia assim: Os listrados serão o teu salário, então todos os rebanhos davam listrados. 9Assim Deus tirou o gado de vosso pai, e deu-o a mim. 10E sucedeu que, ao tempo em que o rebanho concebia, eu levantei os meus olhos e vi em sonhos, e eis que os bodes, que cobriam as ovelhas, eram listrados, salpicados e malhados. 11E disseme o anjo de Deus em sonhos: Jacó! E eu disse: Eis-me aqui. 12E disse ele: Levanta agora os teus olhos e vê todos os bodes que cobrem o rebanho, que são listrados, salpicados e malhados; porque tenho visto tudo o que Labão te fez. 13Eu sou o Deus de Betel, onde tens ungido uma coluna, onde me fizeste um voto; levanta-te agora, sai-te desta terra e torna-te à terra da tua parentela. 14Então responderam Raquel e Lia e disseram-lhe: Há ainda para nós parte ou herança na casa de nosso pai? 15Não nos considera ele como estranhas? Pois vendeu-nos, e comeu de todo o nosso dinheiro. 16Porque toda a riqueza, que Deus tirou de nosso pai, é nossa e de nossos filhos; agora, pois, faze tudo o que Deus te mandou. 17Então se levantou Jacó, pondo os seus filhos e as suas mulheres sobre os camelos; 18E levou todo o seu gado, e todos os seus bens, que havia adquirido, o gado que possuía, que alcançara em Padã-Arã, para ir a Isaque, seu pai, à terra de Canaã. 19E havendo Labão ido a tosquiar as suas ovelhas, furtou Raquel os ídolos que seu pai tinha. 20E Jacó logrou a Labão, o arameu, porque não lhe fez saber que fugia. 21E fugiu ele com tudo o que tinha, e levantou-se e passou o rio; e se dirigiu para a montanha de Gileade. 22E no terceiro dia foi anunciado a Labão que Jacó tinha fugido. 23Então tomou consigo os seus irmãos, e atrás dele seguiu o seu caminho por sete dias; e alcançou-o na montanha de Gileade. 24Veio, porém, Deus a Labão, o arameu, em sonhos, de noite, e disse-lhe: Guarda-te, que não fales com Jacó nem bem nem mal. 25Alcançou, pois, Labão a Jacó, e armara Jacó a sua tenda naquela montanha; armou também Labão com os seus irmãos a sua, na montanha de Gileade. 26Então disse Labão a Jacó: Que fizeste, que me lograste e levaste as minhas filhas como cativas pela espada? 27Por que fugiste ocultamente, e lograste-me, e não me fizeste saber, para que eu te enviasse com alegria, e com cânticos, e com tamboril e com harpa? 28Também não me permitiste beijar os meus filhos e as minhas filhas. Loucamente agiste, agora, fazendo assim. 29Poder havia em minha mão para vos fazer mal, mas o Deus de vosso pai me falou ontem à noite, dizendo: Guarda-te, que não fales com Jacó nem bem nem mal. 30E agora se querias ir embora, porquanto tinhas saudades de voltar à casa de teu pai, por que furtaste os meus deuses? 31Então respondeu Jacó, e disse a Labão: Porque temia; pois que dizia comigo, se porventura não me arrebatarias as tuas filhas. 32Com quem achares os teus deuses, esse não viva; reconhece diante de nossos irmãos o que é teu do que está comigo, e toma-o para ti. Pois Jacó não sabia que Raquel os tinha furtado. 33Então entrou Labão na tenda de Jacó, e na tenda de Lia, e na tenda de ambas as servas, e não os achou; e saindo da tenda de Lia, entrou na tenda de Raquel. 34Mas tinha tomado Raquel os ídolos e os tinha posto na albarda de um camelo, e assentara-se sobre eles; e apalpou Labão toda a tenda, e não os achou. 35E ela disse a seu pai: Não se acenda a ira aos olhos de meu senhor, que não posso levantar-me diante da tua face; porquanto tenho o costume das mulheres. E ele procurou, mas não achou os ídolos. 36Então irou-se Jacó e contendeu com Labão; e respondeu Jacó, e disse a Labão: Qual é a minha transgressão? Qual é o meu pecado, que tão furiosamente me tens perseguido? 37Havendo apalpado todos os meus móveis, que achaste de todos os móveis de tua casa? Põe-no aqui diante dos meus irmãos e de teus irmãos; e que julguem entre nós ambos. 38Estes vinte anos eu estive contigo; as tuas ovelhas e as tuas cabras nunca abortaram, e não comi os carneiros do teu rebanho. 39Não te trouxe eu o despedaçado; eu o pagava; o furtado de dia e o furtado de noite da minha mão o requerias. 40Estava eu assim: De dia me consumia o calor, e de noite a geada; e o meu sono fugiu dos meus olhos. 41Tenho estado agora vinte anos na tua casa; catorze anos te servi por tuas duas filhas, e seis anos por teu rebanho; mas o meu salário tens mudado dez vezes. 42Se o Deus de meu pai, o Deus de Abraão e o temor de Isaque não fora comigo, por certo me despedirias agora vazio. Deus atendeu à minha aflição, e ao trabalho das minhas mãos, e repreendeu-te ontem à noite. 43Então respondeu Labão, e disse a Jacó: Estas filhas são minhas filhas, e estes filhos são meus filhos, e este rebanho é o meu rebanho, e tudo o que vês, é meu; e que farei hoje a estas minhas filhas, ou a seus filhos, que deram à luz? 44Agora pois vem, e façamos aliança eu e tu, que seja por testemunho entre mim e ti. 45Então tomou Jacó uma pedra, e erigiu-a por coluna. 46E disse Jacó a seus irmãos: Ajuntai pedras. E tomaram pedras, e fizeram um montão, e comeram ali sobre aquele montão. 47E chamou-o Labão Jegar-Saaduta; porém Jacó chamou-o Galeede. 48Então disse Labão: Este montão seja hoje por testemunha entre mim e ti. Por isso se lhe chamou Galeede, 49E Mispá, porquanto disse: Atente o SENHOR entre mim e ti, quando nós estivermos apartados um do outro. 50Se afligires as minhas filhas, e se tomares mulheres além das minhas filhas, ninguém está conosco; atenta que Deus é testemunha entre mim e ti. 51Disse mais Labão a Jacó: Eis aqui este mesmo montão, e eis aqui essa coluna que levantei entre mim e ti. 52Este montão seja testemunha, e esta coluna seja testemunha, que eu não passarei este montão a ti, e que tu não passarás este montão e esta coluna a mim, para mal. 53O Deus de Abraão e o Deus de Naor, o Deus de seu pai, julgue entre nós. E jurou Jacó pelo temor de seu pai Isaque. 54E ofereceu Jacó um sacrifício na montanha, e convidou seus irmãos, para comer pão; e comeram pão e passaram a noite na montanha. 55E levantou-se Labão pela manhã de madrugada, e beijou seus filhos e suas filhas e abençoou-os e partiu; e voltou Labão ao seu lugar. Gênesis 32 1JACÓ também seguiu o seu caminho, e encontraram-no os anjos de Deus. 2E Jacó disse, quando os viu: Este é o exército de Deus. E chamou aquele lugar Maanaim. 3E enviou Jacó mensageiros adiante de si a Esaú, seu irmão, à terra de Seir, território de Edom. 4E ordenou-lhes, dizendo: Assim direis a meu senhor Esaú: Assim diz Jacó, teu servo: Como peregrino morei com Labão, e me detive lá até agora; 5E tenho bois e jumentos, ovelhas, e servos e servas; e enviei para o anunciar a meu senhor, para que ache graça em teus olhos. 6E os mensageiros voltaram a Jacó, dizendo: Fomos a teu irmão Esaú; e também ele vem para encontrar-te, e quatrocentos homens com ele. 7Então Jacó temeu muito e angustiou-se; e repartiu o povo que com ele estava, e as ovelhas, e as vacas, e os camelos, em dois bandos. 8Porque dizia: Se Esaú vier a um bando e o ferir, o outro bando escapará. 9Disse mais Jacó: Deus de meu pai Abraão, e Deus de meu pai Isaque, o SENHOR, que me disseste: Torna-te à tua terra, e a tua parentela, e far-te-ei bem; 10Menor sou eu que todas as beneficências, e que toda a fidelidade que fizeste ao teu servo; porque com meu cajado passei este Jordão, e agora me tornei em dois bandos. 11Livrame, peço-te, da mão de meu irmão, da mão de Esaú; porque eu o temo; porventura não venha, e me fira, e a mãe com os filhos. 12E tu o disseste: Certamente te farei bem, e farei a tua descendência como a areia do mar, que pela multidão não se pode contar. 13E passou ali aquela noite; e tomou do que lhe veio à sua mão, um presente para seu irmão Esaú: 14Duzentas cabras e vinte bodes; duzentas ovelhas e vinte carneiros; 15Trinta camelas de leite com suas crias, quarenta vacas e dez novilhos; vinte jumentas e dez jumentinhos; 16E deu-os na mão dos seus servos, cada rebanho à parte, e disse a seus servos: Passai adiante de mim e ponde espaço entre rebanho e rebanho. 17E ordenou ao primeiro, dizendo: Quando Esaú, meu irmão, te encontrar, e te perguntar, dizendo: De quem és, e para onde vais, e de quem são estes diante de ti? 18Então dirás: São de teu servo Jacó, presente que envia a meu senhor, a Esaú; e eis que ele mesmo vem também atrás de nós. 19E ordenou também ao segundo, e ao terceiro, e a todos os que vinham atrás dos rebanhos, dizendo: Conforme a esta mesma palavra falareis a Esaú, quando o achardes. 20E direis também: Eis que o teu servo Jacó vem atrás de nós. Porque dizia: Eu o aplacarei com o presente, que vai adiante de mim, e depois verei a sua face; porventura ele me aceitará. 21Assim, passou o presente adiante dele; ele, porém, passou aquela noite no arraial. 22E levantou-se aquela mesma noite, e tomou as suas duas mulheres, e as suas duas servas, e os seus onze filhos, e passou o vau de Jaboque. 23E tomou-os e fê-los passar o ribeiro; e fez passar tudo o que tinha. 24Jacó, porém, ficou só; e lutou com ele um homem, até que a alva subiu. 25E vendo este que não prevalecia contra ele, tocou a juntura de sua coxa, e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, lutando com ele. 26E disse: Deixa-me ir, porque já a alva subiu. Porém ele disse: Não te deixarei ir, se não me abençoares. 27E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó. 28Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste. 29E Jacó lhe perguntou, e disse: Dá-me, peço-te, a saber o teu nome. E disse: Por que perguntas pelo meu nome? E abençoou-o ali. 30E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva. 31E saiu-lhe o sol, quando passou a Peniel; e manquejava da sua coxa. 32Por isso os filhos de Israel não comem o nervo encolhido, que está sobre a juntura da coxa, até o dia de hoje; porquanto tocara a juntura da coxa de Jacó no nervo encolhido. Gênesis 33 1E LEVANTOU Jacó os seus olhos, e olhou, e eis que vinha Esaú, e quatrocentos homens com ele. Então repartiu os filhos entre Lia, e Raquel, e as duas servas. 2E pôs as servas e seus filhos na frente, e a Lia e seus filhos atrás; porém a Raquel e José os derradeiros. 3E ele mesmo passou adiante deles e inclinou-se à terra sete vezes, até que chegou a seu irmão. 4Então Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e choraram. 5Depois levantou os seus olhos, e viu as mulheres, e os meninos, e disse: Quem são estes contigo? E ele disse: Os filhos que Deus graciosamente tem dado a teu servo. 6Então chegaram as servas; elas e os seus filhos, e inclinaram-se. 7E chegou também Lia com seus filhos, e inclinaram-se; e depois chegou José e Raquel e inclinaram-se. 8E disse Esaú: De que te serve todo este bando que tenho encontrado? E ele disse: Para achar graça aos olhos de meu senhor. 9Mas Esaú disse: Eu tenho bastante, meu irmão; seja para ti o que tens. 10Então disse Jacó: Não, se agora tenho achado graça em teus olhos, peço-te que tomes o meu presente da minha mão; porquanto tenho visto o teu rosto, como se tivesse visto o rosto de Deus, e tomaste contentamento em mim. 11Toma, peço-te, a minha bênção, que te foi trazida; porque Deus graciosamente ma tem dado; e porque tenho de tudo. E instou com ele, até que a tomou. 12E disse: Caminhemos, e andemos, e eu partirei adiante de ti. 13Porém ele lhe disse: Meu senhor sabe que estes filhos são tenros, e que tenho comigo ovelhas e vacas de leite; se as afadigarem somente um dia, todo o rebanho morrerá. 14Ora passe o meu senhor adiante de seu servo; e eu irei como guia pouco a pouco, conforme ao passo do gado que vai adiante de mim, e conforme ao passo dos meninos, até que chegue a meu senhor em Seir. 15E Esaú disse: Permite então que eu deixe contigo alguns da minha gente. E ele disse: Para que é isso? Basta que ache graça aos olhos de meu senhor. 16Assim voltou Esaú aquele dia pelo seu caminho a Seir. 17Jacó, porém, partiu para Sucote e edificou para si uma casa; e fez cabanas para o seu gado; por isso chamou aquele lugar Sucote. 18E chegou Jacó salvo à Salém, cidade de Siquém, que está na terra de Canaã, quando vinha de Padã-Arã; e armou a sua tenda diante da cidade. 19E comprou uma parte do campo em que estendera a sua tenda, da mão dos filhos de Hamor, pai de Siquém, por cem peças de dinheiro. 20E levantou ali um altar, e chamou-lhe: Deus, o Deus de Israel. Gênesis 34 1E SAIU Diná, filha de Lia, que esta dera a Jacó, para ver as filhas da terra. 2E Siquém, filho de Hamor, heveu, príncipe daquela terra, viu-a, e tomou-a, e deitou-se com ela, e humilhou-a. 3E apegou-se a sua alma com Diná, filha de Jacó, e amou a moça e falou afetuosamente à moça. 4Falou também Siquém a Hamor, seu pai, dizendo: Toma-me esta moça por mulher. 5Quando Jacó ouviu que Diná, sua filha, fora violada, estavam os seus filhos no campo com o gado; e calou-se Jacó até que viessem. 6E saiu Hamor, pai de Siquém, a Jacó, para falar com ele. 7E vieram os filhos de Jacó do campo, ouvindo isso, e entristeceram-se os homens, e iraram-se muito, porquanto Siquém cometera uma insensatez em Israel, deitando-se com a filha de Jacó; o que não se devia fazer assim. 8Então falou Hamor com eles, dizendo: A alma de Siquém, meu filho, está enamorada da vossa filha; dai-lha, peço-vos, por mulher; 9E aparentai-vos conosco, dai-nos as vossas filhas, e tomai as nossas filhas para vós; 10E habitareis conosco; e a terra estará diante de vós; habitai e negociai nela, e tomai possessão nela. 11E disse Siquém ao pai dela, e aos irmãos dela: Ache eu graça em vossos olhos, e darei o que me disserdes; 12Aumentai muito sobre mim o dote e a dádiva e darei o que me disserdes; daime somente a moça por mulher. 13Então responderam os filhos de Jacó a Siquém e a Hamor, seu pai, enganosamente, e falaram, porquanto havia violado a Diná, sua irmã. 14E disseram-lhe: Não podemos fazer isso, dar a nossa irmã a um homem não circuncidado; porque isso seria uma vergonha para nós; 15Nisso, porém, consentiremos a vós: se fordes como nós; que se circuncide todo o homem entre vós; 16Então dar-vos-emos as nossas filhas, e tomaremos nós as vossas filhas, e habitaremos convosco, e seremos um povo; 17Mas se não nos ouvirdes, e não vos circuncidardes, tomaremos a nossa filha e ir-nos-emos. 18E suas palavras foram boas aos olhos de Hamor, e aos olhos de Siquém, filho de Hamor. 19E não tardou o jovem em fazer isto; porque a filha de Jacó lhe contentava; e ele era o mais honrado de toda a casa de seu pai. 20Veio, pois, Hamor e Siquém, seu filho, à porta da sua cidade, e falaram aos homens da sua cidade, dizendo: 21Estes homens são pacíficos conosco; portanto habitarão nesta terra, e negociarão nela; eis que a terra é larga de espaço para eles; tomaremos nós as suas filhas por mulheres, e lhes daremos as nossas filhas. 22Nisto, porém, consentirão aqueles homens, em habitar conosco, para que sejamos um povo, se todo o homem entre nós se circuncidar, como eles são circuncidados. 23E seu gado, as suas possessões, e todos os seus animais não serão nossos? Consintamos somente com eles e habitarão conosco. 24E deram ouvidos a Hamor e a Siquém, seu filho, todos os que saíam da porta da cidade; e foi circuncidado todo o homem, de todos os que saíam pela porta da sua cidade. 25E aconteceu que, ao terceiro dia, quando estavam com a mais violenta dor, os dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada um a sua espada, e entraram afoitamente na cidade, e mataram todos os homens. 26Mataram também ao fio da espada a Hamor, e a seu filho Siquém; e tomaram a Diná da casa de Siquém, e saíram. 27Vieram os filhos de Jacó aos mortos e saquearam a cidade; porquanto violaram a sua irmã. 28As suas ovelhas, e as suas vacas, e os seus jumentos, e o que havia na cidade e no campo, tomaram. 29E todos os seus bens, e todos os seus meninos, e as suas mulheres, levaram presos, e saquearam tudo o que havia em casa. 30Então disse Jacó a Simeão e a Levi: Tendes-me turbado, fazendo-me cheirar mal entre os moradores desta terra, entre os cananeus e perizeus; tendo eu pouco povo em número, eles ajuntar-se-ão, e serei destruído, eu e minha casa. 31E eles disseram: Devia ele tratar a nossa irmã como a uma prostituta? Gênesis 35 1DEPOIS disse Deus a Jacó: Levanta-te, sobe a Betel, e habita ali; e faze ali um altar ao Deus que te apareceu, quando fugiste da face de Esaú teu irmão. 2Então disse Jacó à sua família, e a todos os que com ele estavam: Tirai os deuses estranhos, que há no meio de vós, e purificai-vos, e mudai as vossas vestes. 3E levantemo-nos, e subamos a Betel; e ali farei um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia, e que foi comigo no caminho que tenho andado. 4Então deram a Jacó todos os deuses estranhos, que tinham em suas mãos, e as arrecadas que estavam em suas orelhas; e Jacó os escondeu debaixo do carvalho que está junto a Siquém. 5E partiram; e o terror de Deus foi sobre as cidades que estavam ao redor deles, e não seguiram após os filhos de Jacó. 6Assim chegou Jacó a Luz, que está na terra de Canaã (esta é Betel), ele e todo o povo que com ele havia. 7E edificou ali um altar, e chamou aquele lugar El-Betel; porquanto Deus ali se lhe tinha manifestado, quando fugia da face de seu irmão. 8E morreu Débora, a ama de Rebeca, e foi sepultada ao pé de Betel, debaixo do carvalho cujo nome chamou Alom-Bacute. 9E apareceu Deus outra vez a Jacó, vindo de Padã-Arã, e abençoou-o. 10E disse-lhe Deus: O teu nome é Jacó; não te chamarás mais Jacó, mas Israel será o teu nome. E chamou-lhe Israel. 11Disse-lhe mais Deus: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; frutifica e multiplica-te; uma nação, sim, uma multidão de nações sairá de ti, e reis procederão dos teus lombos; 12E te darei a ti a terra que tenho dado a Abraão e a Isaque, e à tua descendência depois de ti darei a terra. 13E Deus subiu dele, do lugar onde falara com ele. 14E Jacó pôs uma coluna no lugar onde falara com ele, uma coluna de pedra; e derramou sobre ela uma libação, e deitou sobre ela azeite. 15E chamou Jacó aquele lugar, onde Deus falara com ele, Betel. 16E partiram de Betel; e havia ainda um pequeno espaço de terra para chegar a Efrata, e deu à luz Raquel, e ela teve trabalho em seu parto. 17E aconteceu que, tendo ela trabalho em seu parto, lhe disse a parteira: Não temas, porque também este filho terás. 18E aconteceu que, saindo-se-lhe a alma (porque morreu), chamou-lhe Benoni; mas seu pai chamou-lhe Benjamim. 19Assim morreu Raquel, e foi sepultada no caminho de Efrata; que é Belém. 20E Jacó pôs uma coluna sobre a sua sepultura; esta é a coluna da sepultura de Raquel até o dia de hoje. 21Então partiu Israel, e estendeu a sua tenda além de Migdal Eder. 22E aconteceu que, habitando Israel naquela terra, foi Rúben e deitou-se com Bila, concubina de seu pai; e Israel o soube. E eram doze os filhos de Jacó. 23Os filhos de Lia: Rúben, o primogênito de Jacó, depois Simeão e Levi, e Judá, e Issacar e Zebulom; 24Os filhos de Raquel: José e Benjamim; 25E os filhos de Bila, serva de Raquel: Dã e Naftali; 26E os filhos de Zilpa, serva de Lia: Gade e Aser. Estes são os filhos de Jacó, que lhe nasceram em Padã-Arã. 27E Jacó veio a seu pai Isaque, a Manre, a Quiriate-Arba (que é Hebrom), onde peregrinaram Abraão e Isaque. 28E foram os dias de Isaque cento e oitenta anos. 29E Isaque expirou, e morreu, e foi recolhido ao seu povo, velho e farto de dias; e Esaú e Jacó, seus filhos, o sepultaram. Gênesis 36 1E ESTAS são as gerações de Esaú (que é Edom). 2Esaú tomou suas mulheres das filhas de Canaã; a Ada, filha de Elom, heteu, e a Aolibama, filha de Aná, filho de Zibeão, heveu. 3E a Basemate, filha de Ismael, irmã de Nebaiote. 4E Ada teve de Esaú a Elifaz; e Basemate teve a Reuel; 5E Aolibama deu à luz a Jeús, Jalão e Coré; estes são os filhos de Esaú, que lhe nasceram na terra de Canaã. 6E Esaú tomou suas mulheres, e seus filhos, e suas filhas, e todas as almas de sua casa, e seu gado, e todos os seus animais, e todos os seus bens, que havia adquirido na terra de Canaã; e foi para outra terra apartando-se de Jacó, seu irmão; 7Porque os bens deles eram muitos para habitarem juntos; e a terra de suas peregrinações não os podia sustentar por causa do seu gado. 8Portanto Esaú habitou na montanha de Seir; Esaú é Edom. 9Estas, pois, são as gerações de Esaú, pai dos edomeus, na montanha de Seir. 10Estes são os nomes dos filhos de Esaú: Elifaz, filho de Ada, mulher de Esaú; Reuel, filho de Basemate, mulher de Esaú. 11E os filhos de Elifaz foram: Temã, Omar, Zefô, Gaetã e Quenaz. 12E Timna era concubina de Elifaz, filho de Esaú, e teve de Elifaz a Amaleque. Estes são os filhos de Ada, mulher de Esaú. 13E estes foram os filhos de Reuel: Naate, Zerá, Samá e Mizá; estes foram os filhos de Basemate, mulher de Esaú. 14E estes foram os filhos de Aolibama, mulher de Esaú, filha de Aná, filho de Zibeão; ela teve de Esaú: Jeús, Jalão e Coré. 15Estes são os príncipes dos filhos de Esaú: os filhos de Elifaz, o primogênito de Esaú, o príncipe Temã, o príncipe Omar, o príncipe Zefô, o príncipe Quenaz. 16O príncipe Coré, o príncipe Gaetã, o príncipe Amaleque; estes são os príncipes de Elifaz na terra de Edom; estes são os filhos de Ada. 17E estes são os filhos de Reuel, filhos de Esaú: o príncipe Naate, o príncipe Zerá, o príncipe Samá, o príncipe Mizá; estes são os príncipes de Reuel, na terra de Edom; estes são os filhos de Basemate, mulher de Esaú. 18E estes são os filhos de Aolibama, mulher de Esaú: o príncipe Jeús, o príncipe Jalão, o príncipe Coré; estes são os príncipes de Aolibama, filha de Aná, mulher de Esaú. 19Estes são os filhos de Esaú, e estes são seus príncipes: Ele é Edom. 20Estes são os filhos de Seir, horeu, moradores daquela terra: Lotã, Sobal, Zibeão e Aná, 21Disom, Eser e Disã; estes são os príncipes dos horeus, filhos de Seir, na terra de Edom. 22E os filhos de Lotã foram Hori e Homã; e a irmã de Lotã era Timna. 23Estes são os filhos de Sobal: Alvã, Manaate, Ebal, Sefô e Onã. 24E estes são os filhos de Zibeão: Aiá e Aná; este é o Aná que achou as fontes termais no deserto, quando apascentava os jumentos de Zibeão, seu pai. 25E estes são os filhos de Aná: Disom e Aolibama, a filha de Aná. 26E estes são os filhos de Disã: Hendã, Esbã, Itrã e Querã. 27Estes são os filhos de Eser: Bilã, Zaavã e Acã. 28Estes são os filhos de Disã: Uz e Arã. 29Estes são os príncipes dos horeus: o príncipe Lotã, o príncipe Sobal, o príncipe Zibeão, o príncipe Aná. 30O príncipe Disom, o príncipe Eser, o príncipe Disã: estes são os príncipes dos horeus segundo os seus principados na terra de Seir. 31E estes são os reis que reinaram na terra de Edom, antes que reinasse rei algum sobre os filhos de Israel. 32Reinou, pois, em Edom Bela, filho de Beor, e o nome da sua cidade foi Dinabá. 33E morreu Bela; e Jobabe, filho de Zerá, de Bozra, reinou em seu lugar. 34E morreu Jobabe; e Husão, da terra dos temanitas, reinou em seu lugar. 35E morreu Husão, e em seu lugar reinou Hadade, filho de Bedade, o que feriu a Midiã, no campo de Moabe; e o nome da sua cidade foi Avite. 36E morreu Hadade; e Samlá de Masreca reinou em seu lugar. 37E morreu Samlá; e Saul de Reobote, junto ao rio, reinou em seu lugar. 38E morreu Saul; e Baal-Hanã, filho de Acbor, reinou em seu lugar. 39E morreu Baal-Hanã, filho de Acbor; e Hadar reinou em seu lugar, e o nome de sua cidade foi Pau; e o nome de sua mulher foi Meetabel, filha de Matrede, filha de Me-Zaabe. 40E estes são os nomes dos príncipes de Esaú, segundo as suas gerações, segundo os seus lugares, com os seus nomes: o príncipe Timna, o príncipe Alva, o príncipe Jetete, 41O príncipe Aolibama, o príncipe Ela, o príncipe Pinom, 42O príncipe Quenaz, o príncipe Temã, o príncipe Mibzar, 43O príncipe Magdiel, o príncipe Irã: estes são os príncipes de Edom, segundo as suas habitações, na terra da sua possessão. Este é Esaú, pai de Edom. Gênesis 37 1E JACÓ habitou na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã. 2Estas são as gerações de Jacó. Sendo José de dezessete anos, apascentava as ovelhas com seus irmãos; sendo ainda jovem, andava com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e José trazia más notícias deles a seu pai. 3E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores. 4Vendo, pois, seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos eles, odiaram-no, e não podiam falar com ele pacificamente. 5Teve José um sonho, que contou a seus irmãos; por isso o odiaram ainda mais. 6E disselhes: Ouvi, peço-vos, este sonho, que tenho sonhado: 7Eis que estávamos atando molhos no meio do campo, e eis que o meu molho se levantava, e também ficava em pé, e eis que os vossos molhos o rodeavam, e se inclinavam ao meu molho. 8Então lhe disseram seus irmãos: Tu, pois, deveras reinarás sobre nós? Tu deveras terás domínio sobre nós? Por isso ainda mais o odiavam por seus sonhos e por suas palavras. 9E teve José outro sonho, e o contou a seus irmãos, e disse: Eis que tive ainda outro sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim. 10E contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o seu pai, e disse-lhe: Que sonho é este que tiveste? Porventura viremos, eu e tua mãe, e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra? 11Seus irmãos, pois, o invejavam; seu pai porém guardava este negócio no seu coração. 12E seus irmãos foram apascentar o rebanho de seu pai, junto de Siquém. 13Disse, pois, Israel a José: Não apascentam os teus irmãos junto de Siquém? Vem, e enviar-te-ei a eles. E ele respondeu: Eis-me aqui. 14E ele lhe disse: Ora vai, vê como estão teus irmãos, e como está o rebanho, e traze-me resposta. Assim o enviou do vale de Hebrom, e foi a Siquém. 15E achou-o um homem, porque eis que andava errante pelo campo, e perguntoulhe o homem, dizendo: Que procuras? 16E ele disse: Procuro meus irmãos; dize-me, peço-te, onde eles apascentam. 17E disse aquele homem: Foram-se daqui; porque ouvi-os dizer: Vamos a Dotã. José, pois, seguiu atrás de seus irmãos, e achou-os em Dotã. 18E viram-no de longe e, antes que chegasse a eles, conspiraram contra ele para o matarem. 19E disseram um ao outro: Eis lá vem o sonhador-mor! 20Vinde, pois, agora, e matemo-lo, e lancemo-lo numa destas covas, e diremos: Uma fera o comeu; e veremos que será dos seus sonhos. 21E ouvindo-o Rúben, livrou-o das suas mãos, e disse: Não lhe tiremos a vida. 22Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cova, que está no deserto, e não lanceis mãos nele; isto disse para livrá-lo das mãos deles e para torná-lo a seu pai. 23E aconteceu que, chegando José a seus irmãos, tiraram de José a sua túnica, a túnica de várias cores, que trazia. 24E tomaram-no, e lançaram-no na cova; porém a cova estava vazia, não havia água nela. 25Depois assentaram-se a comer pão; e levantaram os seus olhos, e olharam, e eis que uma companhia de ismaelitas vinha de Gileade; e seus camelos traziam especiarias e bálsamo e mirra, e iam levá-los ao Egito. 26Então Judá disse aos seus irmãos: Que proveito haverá que matemos a nosso irmão e escondamos o seu sangue? 27Vinde e vendamo-lo a estes ismaelitas, e não seja nossa mão sobre ele; porque ele é nosso irmão, nossa carne. E seus irmãos obedeceram. 28Passando, pois, os mercadores midianitas, tiraram e alçaram a José da cova, e venderam José por vinte moedas de prata, aos ismaelitas, os quais levaram José ao Egito. 29Voltando, pois, Rúben à cova, eis que José não estava na cova; então rasgou as suas vestes. 30E voltou a seus irmãos e disse: O menino não está; e eu aonde irei? 31Então tomaram a túnica de José, e mataram um cabrito, e tingiram a túnica no sangue. 32E enviaram a túnica de várias cores, mandando levá-la a seu pai, e disseram: Temos achado esta túnica; conhece agora se esta será ou não a túnica de teu filho. 33E conheceu-a, e disse: É a túnica de meu filho; uma fera o comeu; certamente José foi despedaçado. 34Então Jacó rasgou as suas vestes, pôs saco sobre os seus lombos e lamentou a seu filho muitos dias. 35E levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; recusou porém ser consolado, e disse: Porquanto com choro hei de descer ao meu filho até à sepultura. Assim o chorou seu pai. 36E os midianitas venderam-no no Egito a Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda. Gênesis 38 1E ACONTECEU no mesmo tempo que Judá desceu de entre seus irmãos e entrou na casa de um homem de Adulão, cujo nome era Hira, 2E viu Judá ali a filha de um homem cananeu, cujo nome era Sua; e tomou-a por mulher, e a possuiu. 3E ela concebeu e deu à luz um filho, e chamou-lhe Er. 4E tornou a conceber e deu à luz um filho, e chamou-lhe Onã. 5E continuou ainda e deu à luz um filho, e chamou-lhe Selá; e Judá estava em Quezibe, quando ela o deu à luz. 6Judá, pois, tomou uma mulher para Er, o seu primogênito, e o seu nome era Tamar. 7Er, porém, o primogênito de Judá, era mau aos olhos do SENHOR, por isso o SENHOR o matou. 8Então disse Judá a Onã: Toma a mulher do teu irmão, e casa-te com ela, e suscita descendência a teu irmão. 9Onã, porém, soube que esta descendência não havia de ser para ele; e aconteceu que, quando possuía a mulher de seu irmão, derramava o sêmen na terra, para não dar descendência a seu irmão. 10E o que fazia era mau aos olhos do SENHOR, pelo que também o matou. 11Então disse Judá a Tamar sua nora: Fica-te viúva na casa de teu pai, até que Selá, meu filho, seja grande. Porquanto disse: Para que porventura não morra também este, como seus irmãos. Assim se foi Tamar e ficou na casa de seu pai. 12Passando-se pois muitos dias, morreu a filha de Sua, mulher de Judá; e depois de consolado Judá subiu aos tosquiadores das suas ovelhas em Timna, ele e Hira, seu amigo, o adulamita. 13E deram aviso a Tamar, dizendo: Eis que o teu sogro sobe a Timna, a tosquiar as suas ovelhas. 14Então ela tirou de sobre si os vestidos da sua viuvez e cobriu-se com o véu, e envolveu-se, e assentou-se à entrada das duas fontes que estão no caminho de Timna, porque via que Selá já era grande, e ela não lhe fora dada por mulher. 15E vendo-a Judá, teve-a por uma prostituta, porque ela tinha coberto o seu rosto. 16E dirigiu-se a ela no caminho, e disse: Vem, peço-te, deixa-me possuir-te. Porquanto não sabia que era sua nora. E ela disse: Que darás, para que possuas a mim? 17E ele disse: Eu te enviarei um cabrito do rebanho. E ela disse: Dar-me-ás penhor até que o envies? 18Então ele disse: Que penhor é que te darei? E ela disse: O teu selo, e o teu cordão, e o cajado que está em tua mão. O que ele lhe deu, e possuiu-a, e ela concebeu dele. 19E ela se levantou, e se foi e tirou de sobre si o seu véu, e vestiu os vestidos da sua viuvez. 20E Judá enviou o cabrito por mão do seu amigo, o adulamita, para tomar o penhor da mão da mulher; porém não a achou. 21E perguntou aos homens daquele lugar, dizendo: Onde está a prostituta que estava no caminho junto às duas fontes? E disseram: Aqui não esteve prostituta alguma. 22E tornou-se a Judá e disse: Não a achei; e também disseram os homens daquele lugar: Aqui não esteve prostituta. 23Então disse Judá: Deixa-a ficar com o penhor, para que porventura não caiamos em desprezo; eis que tenho enviado este cabrito; mas tu não a achaste. 24E aconteceu que, quase três meses depois, deram aviso a Judá, dizendo: Tamar, tua nora, adulterou, e eis que está grávida do adultério. Então disse Judá: Tirai-a fora para que seja queimada. 25E tirando-a fora, ela mandou dizer a seu sogro: Do homem de quem são estas coisas eu concebi. E ela disse mais: Conhece, peço-te, de quem é este selo, e este cordão, e este cajado. 26E conheceu-os Judá e disse: Mais justa é ela do que eu, porquanto não a tenho dado a Selá meu filho. E nunca mais a conheceu. 27E aconteceu ao tempo de dar à luz que havia gêmeos em seu ventre; 28E sucedeu que, dando ela à luz, que um pôs fora a mão, e a parteira tomou-a, e atou em sua mão um fio encarnado, dizendo: Este saiu primeiro. 29Mas aconteceu que, tornando ele a recolher a sua mão, eis que saiu o seu irmão, e ela disse: Como tu tens rompido, sobre ti é a rotura. E chamaram-lhe Perez. 30E depois saiu o seu irmão, em cuja mão estava o fio encarnado; e chamaramlhe Zerá. Gênesis 39 1E JOSÉ foi levado ao Egito, e Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda, homem egípcio, comprou-o da mão dos ismaelitas que o tinham levado lá. 2E o SENHOR estava com José, e foi homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio. 3Vendo, pois, o seu senhor que o SENHOR estava com ele, e tudo o que fazia o SENHOR prosperava em sua mão, 4José achou graça em seus olhos, e servia-o; e ele o pôs sobre a sua casa, e entregou na sua mão tudo o que tinha. 5E aconteceu que, desde que o pusera sobre a sua casa e sobre tudo o que tinha, o SENHOR abençoou a casa do egípcio por amor de José; e a bênção do SENHOR foi sobre tudo o que tinha, na casa e no campo. 6E deixou tudo o que tinha na mão de José, de maneira que nada sabia do que estava com ele, a não ser do pão que comia. E José era formoso de porte, e de semblante. 7E aconteceu depois destas coisas que a mulher do seu senhor pôs os seus olhos em José, e disse: Deita-te comigo. 8Porém ele recusou, e disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor não sabe do que há em casa comigo, e entregou em minha mão tudo o que tem; 9Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como pois faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus? 10E aconteceu que, falando ela cada dia a José, e não lhe dando ele ouvidos, para deitar-se com ela, e estar com ela, 11Sucedeu num certo dia que ele veio à casa para fazer seu serviço; e nenhum dos da casa estava ali; 12E ela lhe pegou pela sua roupa, dizendo: Deita-te comigo. E ele deixou a sua roupa na mão dela, e fugiu, e saiu para fora. 13E aconteceu que, vendo ela que deixara a sua roupa em sua mão, e fugira para fora, 14Chamou aos homens de sua casa, e falou-lhes, dizendo: Vede, meu marido trouxe-nos um homem hebreu para escarnecer de nós; veio a mim para deitar-se comigo, e eu gritei com grande voz; 15E aconteceu que, ouvindo ele que eu levantava a minha voz e gritava, deixou a sua roupa comigo, e fugiu, e saiu para fora. 16E ela pôs a sua roupa perto de si, até que o seu senhor voltou à sua casa. 17Então falou-lhe conforme as mesmas palavras, dizendo: Veio a mim o servo hebreu, que nos trouxeste, para escarnecer de mim; 18E aconteceu que, levantando eu a minha voz e gritando, ele deixou a sua roupa comigo, e fugiu para fora. 19E aconteceu que, ouvindo o seu senhor as palavras de sua mulher, que lhe falava, dizendo: Conforme a estas mesmas palavras me fez teu servo, a sua ira se acendeu. 20E o senhor de José o tomou, e o entregou na casa do cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados; assim esteve ali na casa do cárcere. 21O SENHOR, porém, estava com José, e estendeu sobre ele a sua benignidade, e deu-lhe graça aos olhos do carcereiro-mor. 22E o carcereiro-mor entregou na mão de José todos os presos que estavam na casa do cárcere, e ele ordenava tudo o que se fazia ali. 23E o carcereiro-mor não teve cuidado de nenhuma coisa que estava na mão dele, porquanto o SENHOR estava com ele, e tudo o que fazia o SENHOR prosperava. Gênesis 40 1E ACONTECEU, depois destas coisas, que o copeiro do rei do Egito, e o seu padeiro, ofenderam o seu senhor, o rei do Egito. 2E indignou-se Faraó muito contra os seus dois oficiais, contra o copeiro-mor e contra o padeiro-mor. 3E entregou-os à prisão, na casa do capitão da guarda, na casa do cárcere, no lugar onde José estava preso. 4E o capitão da guarda pô-los a cargo de José, para que os servisse; e estiveram muitos dias na prisão. 5E ambos tiveram um sonho, cada um seu sonho, na mesma noite, cada um conforme a interpretação do seu sonho, o copeiro e o padeiro do rei do Egito, que estavam presos na casa do cárcere. 6E veio José a eles pela manhã, e olhou para eles, e viu que estavam perturbados. 7Então perguntou aos oficiais de Faraó, que com ele estavam no cárcere da casa de seu senhor, dizendo: Por que estão hoje tristes os vossos semblantes? 8E eles lhe disseram: Tivemos um sonho, e ninguém há que o interprete. E José disselhes: Não são de Deus as interpretações? Contai-mo, peço-vos. 9Então contou o copeiro-mor o seu sonho a José, e disse-lhe: Eis que em meu sonho havia uma vide diante da minha face. 10E na vide três sarmentos, e brotando ela, a sua flor saía, e os seus cachos amadureciam em uvas; 11E o copo de Faraó estava na minha mão, e eu tomava as uvas, e as espremia no copo de Faraó, e dava o copo na mão de Faraó. 12Então disse-lhe José: Esta é a sua interpretação: Os três sarmentos são três dias; 13Dentro ainda de três dias Faraó levantará a tua cabeça, e te restaurará ao teu estado, e darás o copo de Faraó na sua mão, conforme o costume antigo, quando eras seu copeiro. 14Porém lembra-te de mim, quando te for bem; e rogo-te que uses comigo de compaixão, e que faças menção de mim a Faraó, e faze-me sair desta casa; 15Porque, de fato, fui roubado da terra dos hebreus; e tampouco aqui nada tenho feito para que me pusessem nesta cova. 16Vendo então o padeiro-mor que tinha interpretado bem, disse a José: Eu também sonhei, e eis que três cestos brancos estavam sobre a minha cabeça; 17E no cesto mais alto havia de todos os manjares de Faraó, obra de padeiro; e as aves o comiam do cesto, de sobre a minha cabeça. 18Então respondeu José, e disse: Esta é a sua interpretação: Os três cestos são três dias; 19Dentro ainda de três dias Faraó tirará a tua cabeça e te pendurará num pau, e as aves comerão a tua carne de sobre ti. 20E aconteceu ao terceiro dia, o dia do nascimento de Faraó, que fez um banquete a todos os seus servos; e levantou a cabeça do copeiro-mor, e a cabeça do padeiro-mor, no meio dos seus servos. 21E fez tornar o copeiro-mor ao seu ofício de copeiro, e este deu o copo na mão de Faraó, 22Mas ao padeiro-mor enforcou, como José havia interpretado. 23O copeiro-mor, porém, não se lembrou de José, antes se esqueceu dele. Gênesis 41 1E ACONTECEU que, ao fim de dois anos inteiros, Faraó sonhou, e eis que estava em pé junto ao rio. 2E eis que subiam do rio sete vacas, formosas à vista e gordas de carne, e pastavam no prado. 3E eis que subiam do rio após elas outras sete vacas, feias à vista e magras de carne; e paravam junto às outras vacas na praia do rio. 4E as vacas feias à vista e magras de carne, comiam as sete vacas formosas à vista e gordas. Então acordou Faraó. 5Depois dormiu e sonhou outra vez, e eis que brotavam de um mesmo pé sete espigas cheias e boas. 6E eis que sete espigas miúdas, e queimadas do vento oriental, brotavam após elas. 7E as espigas miúdas devoravam as sete espigas grandes e cheias. Então acordou Faraó, e eis que era um sonho. 8E aconteceu que pela manhã o seu espírito perturbou-se, e enviou e chamou todos os adivinhadores do Egito, e todos os seus sábios; e Faraó contou-lhes os seus sonhos, mas ninguém havia que lhos interpretasse. 9Então falou o copeiro-mor a Faraó, dizendo: Das minhas ofensas me lembro hoje: 10Estando Faraó muito indignado contra os seus servos, e pondo-me sob prisão na casa do capitão da guarda, a mim e ao padeiro-mor, 11Então tivemos um sonho na mesma noite, eu e ele; sonhamos, cada um conforme a interpretação do seu sonho. 12E estava ali conosco um jovem hebreu, servo do capitão da guarda, e contamos-lhe os nossos sonhos e ele no-los interpretou, a cada um conforme o seu sonho. 13E como ele nos interpretou, assim aconteceu; a mim me foi restituído o meu cargo, e ele foi enforcado. 14Então mandou Faraó chamar a José, e o fizeram sair logo do cárcere; e barbeou-se e mudou as suas roupas e apresentou-se a Faraó. 15E Faraó disse a José: Eu tive um sonho, e ninguém há que o interprete; mas de ti ouvi dizer que quando ouves um sonho o interpretas. 16E respondeu José a Faraó, dizendo: Isso não está em mim; Deus dará resposta de paz a Faraó. 17Então disse Faraó a José: Eis que em meu sonho estava eu em pé na margem do rio, 18E eis que subiam do rio sete vacas gordas de carne e formosas à vista, e pastavam no prado. 19E eis que outras sete vacas subiam após estas, muito feias à vista e magras de carne; não tenho visto outras tais, quanto à fealdade, em toda a terra do Egito. 20E as vacas magras e feias comiam as primeiras sete vacas gordas; 21E entravam em suas entranhas, mas não se conhecia que houvessem entrado; porque o seu parecer era feio como no princípio. Então acordei. 22Depois vi em meu sonho, e eis que de um mesmo pé subiam sete espigas cheias e boas; 23E eis que sete espigas secas, miúdas e queimadas do vento oriental, brotavam após elas. 24E as sete espigas miúdas devoravam as sete espigas boas. E eu contei isso aos magos, mas ninguém houve que mo interpretasse. 25Então disse José a Faraó: O sonho de Faraó é um só; o que Deus há de fazer, mostrou-o a Faraó. 26As sete vacas formosas são sete anos, as sete espigas formosas também são sete anos, o sonho é um só. 27E as sete vacas feias à vista e magras, que subiam depois delas, são sete anos, e as sete espigas miúdas e queimadas do vento oriental, serão sete anos de fome. 28Esta é a palavra que tenho dito a Faraó; o que Deus há de fazer, mostrou-o a Faraó. 29E eis que vêm sete anos, e haverá grande fartura em toda a terra do Egito. 30E depois deles levantar-se-ão sete anos de fome, e toda aquela fartura será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a terra; 31E não será conhecida a abundância na terra, por causa daquela fome que haverá depois; porquanto será gravíssima. 32E que o sonho foi repetido duas vezes a Faraó, é porque esta coisa é determinada por Deus, e Deus se apressa em fazê-la. 33Portanto, Faraó previna-se agora de um homem entendido e sábio, e o ponha sobre a terra do Egito. 34Faça isso Faraó e ponha governadores sobre a terra, e tome a quinta parte da terra do Egito nos sete anos de fartura, 35E ajuntem toda a comida destes bons anos, que vêm, e amontoem o trigo debaixo da mão de Faraó, para mantimento nas cidades, e o guardem. 36Assim será o mantimento para provimento da terra, para os sete anos de fome, que haverá na terra do Egito; para que a terra não pereça de fome. 37E esta palavra foi boa aos olhos de Faraó, e aos olhos de todos os seus servos. 38E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um homem como este em quem haja o espírito de Deus? 39Depois disse Faraó a José: Pois que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio como tu. 40Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo, somente no trono eu serei maior que tu. 41Disse mais Faraó a José: Vês aqui te tenho posto sobre toda a terra do Egito. 42E tirou Faraó o anel da sua mão, e o pôs na mão de José, e o fez vestir de roupas de linho fino, e pôs um colar de ouro no seu pescoço. 43E o fez subir no segundo carro que tinha, e clamavam diante dele: Ajoelhai. Assim o pôs sobre toda a terra do Egito. 44E disse Faraó a José: Eu sou Faraó; porém sem ti ninguém levantará a sua mão ou o seu pé em toda a terra do Egito. 45E Faraó chamou a José de Zafenate-Panéia, e deu-lhe por mulher a Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om; e saiu José por toda a terra do Egito. 46E José era da idade de trinta anos quando se apresentou a Faraó, rei do Egito. E saiu José da presença de Faraó e passou por toda a terra do Egito. 47E nos sete anos de fartura a terra produziu abundantemente. 48E ele ajuntou todo o mantimento dos sete anos, que houve na terra do Egito; e guardou o mantimento nas cidades, pondo nas mesmas o mantimento do campo que estava ao redor de cada cidade. 49Assim ajuntou José muitíssimo trigo, como a areia do mar, até que cessou de contar; porquanto não havia numeração. 50E nasceram a José dois filhos (antes que viesse um ano de fome), que lhe deu Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. 51E chamou José ao primogênito Manassés, porque disse: Deus me fez esquecer de todo o meu trabalho, e de toda a casa de meu pai. 52E ao segundo chamou Efraim; porque disse: Deus me fez crescer na terra da minha aflição. 53Então acabaram-se os sete anos de fartura que havia na terra do Egito. 54E começaram a vir os sete anos de fome, como José tinha dito; e havia fome em todas as terras, mas em toda a terra do Egito havia pão. 55E tendo toda a terra do Egito fome, clamou o povo a Faraó por pão; e Faraó disse a todos os egípcios: Ide a José; o que ele vos disser, fazei. 56Havendo, pois, fome sobre toda a terra, abriu José tudo em que havia mantimento, e vendeu aos egípcios; porque a fome prevaleceu na terra do Egito. 57E de todas as terras vinham ao Egito, para comprar de José; porquanto a fome prevaleceu em todas as terras. Gênesis 42 1VENDO então Jacó que havia mantimento no Egito, disse a seus filhos: Por que estais olhando uns para os outros? 2Disse mais: Eis que tenho ouvido que há mantimentos no Egito; descei para lá, e comprai-nos dali, para que vivamos e não morramos. 3Então desceram os dez irmãos de José, para comprarem trigo no Egito. 4A Benjamim, porém, irmão de José, não enviou Jacó com os seus irmãos, porque dizia: Para que lhe não suceda, porventura, algum desastre. 5Assim, entre os que iam lá foram os filhos de Israel para comprar, porque havia fome na terra de Canaã. 6José, pois, era o governador daquela terra; ele vendia a todo o povo da terra; e os irmãos de José chegaram e inclinaram-se a ele, com o rosto em terra. 7E José, vendo os seus irmãos, conheceu-os; porém mostrou-se estranho para com eles, e falou-lhes asperamente, e disselhes: De onde vindes? E eles disseram: Da terra de Canaã, para comprarmos mantimento. 8José, pois, conheceu os seus irmãos; mas eles não o conheceram. 9Então José lembrou-se dos sonhos que havia tido deles e disselhes: Vós sois espias, e viestes para ver a nudez da terra. 10E eles lhe disseram: Não, senhor meu; mas teus servos vieram comprar mantimento. 11Todos nós somos filhos de um mesmo homem; somos homens de retidão; os teus servos não são espias. 12E ele lhes disse: Não; antes viestes para ver a nudez da terra. 13E eles disseram: Nós, teus servos, somos doze irmãos, filhos de um homem na terra de Canaã; e eis que o mais novo está com nosso pai hoje; mas um já não existe. 14Então lhes disse José: Isso é o que vos tenho dito, sois espias; 15Nisto sereis provados; pela vida de Faraó, não saireis daqui senão quando vosso irmão mais novo vier aqui. 16Enviai um dentre vós, que traga vosso irmão, mas vós ficareis presos, e vossas palavras sejam provadas, se há verdade convosco; e se não, pela vida de Faraó, vós sois espias. 17E pô-los juntos, em prisão, três dias. 18E ao terceiro dia disselhes José: Fazei isso, e vivereis; porque eu temo a Deus. 19Se sois homens de retidão, que fique um de vossos irmãos preso na casa de vossa prisão; e vós ide, levai mantimento para a fome de vossa casa, 20E trazeime o vosso irmão mais novo, e serão verificadas vossas palavras, e não morrereis. E eles assim fizeram. 21Então disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados acerca de nosso irmão, pois vimos a angústia da sua alma, quando nos rogava; nós porém não ouvimos, por isso vem sobre nós esta angústia. 22E Rúben respondeu-lhes, dizendo: Não vo-lo dizia eu: Não pequeis contra o menino; mas não ouvistes; e vedes aqui, o seu sangue também é requerido. 23E eles não sabiam que José os entendia, porque havia intérprete entre eles. 24E retirou-se deles e chorou. Depois tornou a eles, e falou-lhes, e tomou a Simeão dentre eles, e amarrou-o perante os seus olhos. 25E ordenou José, que enchessem os seus sacos de trigo, e que lhes restituíssem o seu dinheiro a cada um no seu saco, e lhes dessem comida para o caminho; e fizeram-lhes assim. 26E carregaram o seu trigo sobre os seus jumentos e partiram dali. 27E, abrindo um deles o seu saco, para dar pasto ao seu jumento na estalagem, viu o seu dinheiro; porque eis que estava na boca do seu saco. 28E disse a seus irmãos: Devolveram o meu dinheiro, e ei-lo também aqui no saco. Então lhes desfaleceu o coração, e pasmavam, dizendo um ao outro: Que é isto que Deus nos tem feito? 29E vieram para Jacó, seu pai, na terra de Canaã; e contaram-lhe tudo o que lhes aconteceu, dizendo: 30O homem, o senhor da terra, falou conosco asperamente, e tratou-nos como espias da terra; 31Mas dissemos-lhe: Somos homens de retidão; não somos espias; 32Somos doze irmãos, filhos de nosso pai; um não mais existe, e o mais novo está hoje com nosso pai na terra de Canaã. 33E aquele homem, o senhor da terra, nos disse: Nisto conhecerei que vós sois homens de retidão; deixai comigo um de vossos irmãos, e tomai para a fome de vossas casas, e parti, 34E trazei-me vosso irmão mais novo; assim saberei que não sois espias, mas homens de retidão; então vos darei o vosso irmão e negociareis na terra. 35E aconteceu que, despejando eles os seus sacos, eis que cada um tinha o pacote com seu dinheiro no seu saco; e viram os pacotes com seu dinheiro, eles e seu pai, e temeram. 36Então Jacó, seu pai, disselhes: Tendes-me desfilhado; José já não existe e Simeão não está aqui; agora levareis a Benjamim. Todas estas coisas vieram sobre mim. 37Mas Rúben falou a seu pai, dizendo: Mata os meus dois filhos, se eu não tornar a trazê-lo para ti; entrega-o em minha mão, e tornarei a trazê-lo. 38Ele porém disse: Não descerá meu filho convosco; porquanto o seu irmão é morto, e só ele ficou. Se lhe suceder algum desastre no caminho por onde fordes, fareis descer minhas cãs com tristeza à sepultura. Gênesis 43 1E A FOME era gravíssima na terra. 2E aconteceu que, como acabaram de comer o mantimento que trouxeram do Egito, disselhes seu pai: Voltai, comprai-nos um pouco de alimento. 3Mas Judá respondeu-lhe, dizendo: Fortemente nos protestou aquele homem, dizendo: Não vereis a minha face, se o vosso irmão não vier convosco. 4Se enviares conosco o nosso irmão, desceremos e te compraremos alimento; 5Mas se não o enviares, não desceremos; porquanto aquele homem nos disse: Não vereis a minha face, se o vosso irmão não vier convosco. 6E disse Israel: Por que me fizeste tal mal, fazendo saber àquele homem que tínheis ainda outro irmão? 7E eles disseram: Aquele homem particularmente nos perguntou por nós, e pela nossa parentela, dizendo: Vive ainda vosso pai? Tendes mais um irmão? E respondemos-lhe conforme as mesmas palavras. Podíamos nós saber que diria: Trazei vosso irmão? 8Então disse Judá a Israel, seu pai: Envia o jovem comigo, e levantar-nos-emos, e iremos, para que vivamos e não morramos, nem nós, nem tu, nem os nossos filhos. 9Eu serei fiador por ele, da minha mão o requererás; se eu não o trouxer, e não o puser perante a tua face, serei réu de crime para contigo para sempre. 10E se não nos tivéssemos detido, certamente já estaríamos segunda vez de volta. 11Então disselhes Israel, seu pai: Pois que assim é, fazei isso; tomai do mais precioso desta terra em vossos vasos, e levai ao homem um presente: um pouco do bálsamo e um pouco de mel, especiarias e mirra, terebinto e amêndoas; 12E tomai em vossas mãos dinheiro em dobro, e o dinheiro que voltou na boca dos vossos sacos tornai a levar em vossas mãos; bem pode ser que fosse erro. 13Tomai também a vosso irmão, e levantai-vos e voltai àquele homem; 14E Deus Todo-Poderoso vos dê misericórdia diante do homem, para que deixe vir convosco vosso outro irmão, e Benjamim; e eu, se for desfilhado, desfilhado ficarei. 15E os homens tomaram aquele presente, e dinheiro em dobro em suas mãos, e a Benjamim; e levantaram-se, e desceram ao Egito, e apresentaram-se diante de José. 16Vendo, pois, José a Benjamim com eles, disse ao que estava sobre a sua casa: Leva estes homens à casa, e mata reses, e prepara tudo; porque estes homens comerão comigo ao meio-dia. 17E o homem fez como José dissera, e levou-os à casa de José. 18Então temeram aqueles homens, porquanto foram levados à casa de José, e diziam: Por causa do dinheiro que dantes voltou nos nossos sacos, fomos trazidos aqui, para nos incriminar e cair sobre nós, para que nos tome por servos, e a nossos jumentos. 19Por isso chegaram-se ao homem que estava sobre a casa de José, e falaram com ele à porta da casa, 20E disseram: Ai! senhor meu, certamente descemos dantes a comprar mantimento; 21E aconteceu que, chegando à estalagem, e abrindo os nossos sacos, eis que o dinheiro de cada um estava na boca do seu saco, nosso dinheiro por seu peso; e tornamos a trazê-lo em nossas mãos; 22Também trouxemos outro dinheiro em nossas mãos, para comprar mantimento; não sabemos quem tenha posto o nosso dinheiro nos nossos sacos. 23E ele disse: Paz seja convosco, não temais; o vosso Deus, e o Deus de vosso pai, vos tem dado um tesouro nos vossos sacos; o vosso dinheiro me chegou a mim. E trouxe-lhes fora a Simeão. 24Depois levou os homens à casa de José, e deu-lhes água, e lavaram os seus pés; também deu pasto aos seus jumentos. 25E prepararam o presente, para quando José viesse ao meio-dia; porque tinham ouvido que ali haviam de comer pão. 26Vindo, pois, José à casa, trouxeram-lhe ali o presente que tinham em suas mãos; e inclinaram-se a ele até à terra. 27E ele lhes perguntou como estavam, e disse: Vosso pai, o ancião de quem falastes, está bem? Ainda vive? 28E eles disseram: Bem está o teu servo, nosso pai vive ainda. E abaixaram a cabeça, e inclinaram-se. 29E ele levantou os seus olhos, e viu a Benjamim, seu irmão, filho de sua mãe, e disse: Este é vosso irmão mais novo de quem falastes? Depois ele disse: Deus te dê a sua graça, meu filho. 30E José apressou-se, porque as suas entranhas comoveram-se por causa do seu irmão, e procurou onde chorar; e entrou na câmara, e chorou ali. 31Depois lavou o seu rosto, e saiu; e conteve-se, e disse: Ponde pão. 32E serviram-lhe à parte, e a eles também à parte, e aos egípcios, que comiam com ele, à parte; porque os egípcios não podem comer pão com os hebreus, porquanto é abominação para os egípcios. 33E assentaram-se diante dele, o primogênito segundo a sua primogenitura, e o menor segundo a sua menoridade; do que os homens se maravilhavam entre si. 34E apresentou-lhes as porções que estavam diante dele; porém a porção de Benjamim era cinco vezes maior do que as porções deles todos. E eles beberam, e se regalaram com ele. Gênesis 44 1E DEU ordem ao que estava sobre a sua casa, dizendo: Enche de mantimento os sacos destes homens, quanto puderem levar, e põe o dinheiro de cada um na boca do seu saco. 2E o meu copo, o copo de prata, porás na boca do saco do mais novo, com o dinheiro do seu trigo. E fez conforme a palavra que José tinha dito. 3Vinda a luz da manhã, despediram-se estes homens, eles com os seus jumentos. 4Saindo eles da cidade, e não se havendo ainda distanciado, disse José ao que estava sobre a sua casa: Levanta-te, e persegue aqueles homens; e, alcançandoos, lhes dirás: Por que pagastes mal por bem? 5Não é este o copo em que bebe meu senhor e pelo qual bem adivinha? Procedestes mal no que fizestes. 6E alcançou-os, e falou-lhes as mesmas palavras. 7E eles disseram-lhe: Por que diz meu senhor tais palavras? Longe estejam teus servos de fazerem semelhante coisa. 8Eis que o dinheiro, que temos achado nas bocas dos nossos sacos, te tornamos a trazer desde a terra de Canaã; como, pois, furtaríamos da casa do teu senhor prata ou ouro? 9Aquele, com quem de teus servos for achado, morra; e ainda nós seremos escravos do meu senhor. 10E ele disse: Ora seja também assim conforme as vossas palavras; aquele com quem se achar será meu escravo, porém vós sereis desculpados. 11E eles apressaram-se e cada um pôs em terra o seu saco, e cada um abriu o seu saco. 12E buscou, começando do maior, e acabando no mais novo; e achou-se o copo no saco de Benjamim. 13Então rasgaram as suas vestes, e carregou cada um o seu jumento, e tornaram à cidade. 14E veio Judá com os seus irmãos à casa de José, porque ele ainda estava ali; e prostraram-se diante dele em terra. 15E disselhes José: Que é isto que fizestes? Não sabeis vós que um homem como eu pode, muito bem, adivinhar? 16Então disse Judá: Que diremos a meu senhor? Que falaremos? E como nos justificaremos? Achou Deus a iniqüidade de teus servos; eis que somos escravos de meu senhor, tanto nós como aquele em cuja mão foi achado o copo. 17Mas ele disse: Longe de mim que eu tal faça; o homem em cuja mão o copo foi achado, esse será meu servo; porém vós, subi em paz para vosso pai. 18Então Judá se chegou a ele, e disse: Ai! senhor meu, deixa, peço-te, o teu servo dizer uma palavra aos ouvidos de meu senhor, e não se acenda a tua ira contra o teu servo; porque tu és como Faraó. 19Meu senhor perguntou a seus servos, dizendo: Tendes vós pai, ou irmão? 20E dissemos a meu senhor: Temos um velho pai, e um filho da sua velhice, o mais novo, cujo irmão é morto; e só ele ficou de sua mãe, e seu pai o ama. 21Então tu disseste a teus servos: Trazei-mo a mim, e porei os meus olhos sobre ele. 22E nós dissemos a meu senhor: Aquele moço não poderá deixar a seu pai; se deixar a seu pai, este morrerá. 23Então tu disseste a teus servos: Se vosso irmão mais novo não descer convosco, nunca mais vereis a minha face. 24E aconteceu que, subindo nós a teu servo meu pai, e contando-lhe as palavras de meu senhor, 25Disse nosso pai: Voltai, comprai-nos um pouco de mantimento. 26E nós dissemos: Não poderemos descer; mas, se nosso irmão menor for conosco, desceremos; pois não poderemos ver a face do homem se este nosso irmão menor não estiver conosco. 27Então disse-nos teu servo, meu pai: Vós sabeis que minha mulher me deu dois filhos; 28E um ausentou-se de mim, e eu disse: Certamente foi despedaçado, e não o tenho visto até agora; 29Se agora também tirardes a este da minha face, e lhe acontecer algum desastre, fareis descer as minhas cãs com aflição à sepultura. 30Agora, pois, indo eu a teu servo, meu pai, e o moço não indo conosco, como a sua alma está ligada com a alma dele, 31Acontecerá que, vendo ele que o moço ali não está, morrerá; e teus servos farão descer as cãs de teu servo, nosso pai, com tristeza à sepultura. 32Porque teu servo se deu por fiador por este moço para com meu pai, dizendo: Se eu o não tornar para ti, serei culpado para com meu pai por todos os dias. 33Agora, pois, fique teu servo em lugar deste moço por escravo de meu senhor, e que suba o moço com os seus irmãos. 34Porque, como subirei eu a meu pai, se o moço não for comigo? para que não veja eu o mal que sobrevirá a meu pai. Gênesis 45 1ENTÃO José não se podia conter diante de todos os que estavam com ele; e clamou: Fazei sair daqui a todo o homem; e ninguém ficou com ele, quando José se deu a conhecer a seus irmãos. 2E levantou a sua voz com choro, de maneira que os egípcios o ouviam, e a casa de Faraó o ouviu. 3E disse José a seus irmãos: Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder, porque estavam pasmados diante da sua face. 4E disse José a seus irmãos: Peço-vos, chegai-vos a mim. E chegaram-se; então disse ele: Eu sou José vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. 5Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós. 6Porque já houve dois anos de fome no meio da terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem sega. 7Pelo que Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra, e para guardar-vos em vida por um grande livramento. 8Assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito. 9Apressai-vos, e subi a meu pai, e dizei-lhe: Assim tem dito o teu filho José: Deus me tem posto por senhor em toda a terra do Egito; desce a mim, e não te demores; 10E habitarás na terra de Gósen, e estarás perto de mim, tu e os teus filhos, e os filhos dos teus filhos, e as tuas ovelhas, e as tuas vacas, e tudo o que tens. 11E ali te sustentarei, porque ainda haverá cinco anos de fome, para que não pereças de pobreza, tu e tua casa, e tudo o que tens. 12E eis que vossos olhos, e os olhos de meu irmão Benjamim, vêem que é minha boca que vos fala. 13E fazei saber a meu pai toda a minha glória no Egito, e tudo o que tendes visto, e apressai-vos a fazer descer meu pai para cá. 14E lançou-se ao pescoço de Benjamim seu irmão, e chorou; e Benjamim chorou também ao seu pescoço. 15E beijou a todos os seus irmãos, e chorou sobre eles; e depois seus irmãos falaram com ele. 16E esta notícia ouviu-se na casa de Faraó: Os irmãos de José são vindos; e pareceu bem aos olhos de Faraó, e aos olhos de seus servos. 17E disse Faraó a José: Dize a teus irmãos: Fazei isto: carregai os vossos animais e parti, tornai à terra de Canaã. 18E tornai a vosso pai, e às vossas famílias, e vinde a mim; e eu vos darei o melhor da terra do Egito, e comereis da fartura da terra. 19A ti, pois, é ordenado: Fazei isto: tomai vós da terra do Egito carros para vossos meninos, para vossas mulheres, e para vosso pai, e vinde. 20E não vos pese coisa alguma dos vossos utensílios; porque o melhor de toda a terra do Egito será vosso. 21E os filhos de Israel fizeram assim. E José deu-lhes carros, conforme o mandado de Faraó; também lhes deu comida para o caminho. 22A todos lhes deu, a cada um, mudas de roupas; mas a Benjamim deu trezentas peças de prata, e cinco mudas de roupas. 23E a seu pai enviou semelhantemente dez jumentos carregados do melhor do Egito, e dez jumentos carregados de trigo e pão, e comida para seu pai, para o caminho. 24E despediu os seus irmãos, e partiram; e disselhes: Não contendais pelo caminho. 25E subiram do Egito, e vieram à terra de Canaã, a Jacó seu pai. 26Então lhe anunciaram, dizendo: José ainda vive, e ele também é regente em toda a terra do Egito. E o seu coração desmaiou, porque não os acreditava. 27Porém, havendo-lhe eles contado todas as palavras de José, que ele lhes falara, e vendo ele os carros que José enviara para levá-lo, reviveu o espírito de Jacó seu pai. 28E disse Israel: Basta; ainda vive meu filho José; eu irei e o verei antes que morra. Gênesis 46 1E PARTIU Israel com tudo quanto tinha, e veio a Berseba, e ofereceu sacrifícios ao Deus de seu pai Isaque. 2E falou Deus a Israel em visões de noite, e disse: Jacó, Jacó! E ele disse: Eis-me aqui. 3E disse: Eu sou Deus, o Deus de teu pai; não temas descer ao Egito, porque eu te farei ali uma grande nação. 4E descerei contigo ao Egito, e certamente te farei tornar a subir, e José porá a sua mão sobre os teus olhos. 5Então levantou-se Jacó de Berseba; e os filhos de Israel levaram a seu pai Jacó, e seus meninos, e as suas mulheres, nos carros que Faraó enviara para o levar. 6E tomaram o seu gado e os seus bens que tinham adquirido na terra de Canaã, e vieram ao Egito, Jacó e toda a sua descendência com ele; 7Os seus filhos e os filhos de seus filhos com ele, as filhas, e as filhas de seus filhos, e toda a sua descendência levou consigo ao Egito. 8E estes são os nomes dos filhos de Israel, que vieram ao Egito, Jacó e seus filhos: Rúben, o primogênito de Jacó. 9E os filhos de Rúben: Enoque, Palu, Hezrom e Carmi. 10E os filhos de Simeão: Jemuel, Jamim, Oade, Jaquim, Zoar e Saul, filho de uma mulher cananéia. 11E os filhos de Levi: Gérson, Coate e Merari. 12E os filhos de Judá: Er, Onã, Selá, Perez e Zerá; Er e Onã, porém, morreram na terra de Canaã; e os filhos de Perez foram Hezrom e Hamul. 13E os filhos de Issacar: Tola, Puva, Jó e Sinrom. 14E os filhos de Zebulom: Serede, Elom e Jaleel. 15Estes são os filhos de Lia, que ela deu a Jacó em Padã-Arã, além de Diná, sua filha; todas as almas de seus filhos e de suas filhas foram trinta e três. 16E os filhos de Gade: Zifiom, Hagi, Suni, Esbom, Eri, Arodi e Areli. 17E os filhos de Aser: Imna, Isvá, Isvi, Berias e Sera, a irmã deles; e os filhos de Berias: Héber e Malquiel. 18Estes são os filhos de Zilpa, a qual Labão deu à sua filha Lia; e deu a Jacó estas dezesseis almas. 19Os filhos de Raquel, mulher de Jacó: José e Benjamim. 20E nasceram a José na terra do Egito, Manassés e Efraim, que lhe deu Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. 21E os filhos de Benjamim: Belá, Bequer, Asbel, Gera, Naamã, Eí, Rôs, Mupim, Hupim e Arde. 22Estes são os filhos de Raquel, que nasceram a Jacó, ao todo catorze almas. 23E o filho de Dã: Husim. 24E os filhos de Naftali: Jazeel, Guni, Jezer e Silém. 25Estes são os filhos de Bila, a qual Labão deu à sua filha Raquel; e deu estes a Jacó; todas as almas foram sete. 26Todas as almas que vieram com Jacó ao Egito, que saíram dos seus lombos, fora as mulheres dos filhos de Jacó, todas foram sessenta e seis almas. 27E os filhos de José, que lhe nasceram no Egito, eram duas almas. Todas as almas da casa de Jacó, que vieram ao Egito, eram setenta. 28E Jacó enviou Judá adiante de si a José, para o encaminhar a Gósen; e chegaram à terra de Gósen. 29Então José aprontou o seu carro, e subiu ao encontro de Israel, seu pai, a Gósen. E, apresentando-se-lhe, lançou-se ao seu pescoço, e chorou sobre o seu pescoço longo tempo. 30E Israel disse a José: Morra eu agora, pois já tenho visto o teu rosto, que ainda vives. 31Depois disse José a seus irmãos, e à casa de seu pai: Eu subirei e anunciarei a Faraó, e lhe direi: Meus irmãos e a casa de meu pai, que estavam na terra de Canaã, vieram a mim! 32E os homens são pastores de ovelhas, porque são homens de gado, e trouxeram consigo as suas ovelhas, e as suas vacas, e tudo o que têm. 33Quando, pois, acontecer que Faraó vos chamar, e disser: Qual é o vosso negócio? 34Então direis: Teus servos foram homens de gado desde a nossa mocidade até agora, tanto nós como os nossos pais; para que habiteis na terra de Gósen, porque todo o pastor de ovelhas é abominação aos egípcios. Gênesis 47 1ENTÃO veio José e anunciou a Faraó, e disse: Meu pai e os meus irmãos e as suas ovelhas, e as suas vacas, com tudo o que têm, são vindos da terra de Canaã, e eis que estão na terra de Gósen. 2E tomou uma parte de seus irmãos, a saber, cinco homens, e os pôs diante de Faraó. 3Então disse Faraó a seus irmãos: Qual é o vosso negócio? E eles disseram a Faraó: Teus servos são pastores de ovelhas, tanto nós como nossos pais. 4Disseram mais a Faraó: Viemos para peregrinar nesta terra; porque não há pasto para as ovelhas de teus servos, porquanto a fome é grave na terra de Canaã; agora, pois, rogamos-te que teus servos habitem na terra de Gósen. 5Então falou Faraó a José, dizendo: Teu pai e teus irmãos vieram a ti; 6A terra do Egito está diante de ti; no melhor da terra faze habitar teu pai e teus irmãos; habitem na terra de Gósen, e se sabes que entre eles há homens valentes, os porás por maiorais do gado, sobre o que eu tenho. 7E trouxe José a Jacó, seu pai, e o apresentou a Faraó; e Jacó abençoou a Faraó. 8E Faraó disse a Jacó: Quantos são os dias dos anos da tua vida? 9E Jacó disse a Faraó: Os dias dos anos das minhas peregrinações são cento e trinta anos, poucos e maus foram os dias dos anos da minha vida, e não chegaram aos dias dos anos da vida de meus pais nos dias das suas peregrinações. 10E Jacó abençoou a Faraó, e saiu da sua presença. 11E José fez habitar a seu pai e seus irmãos e deu-lhes possessão na terra do Egito, no melhor da terra, na terra de Ramessés, como Faraó ordenara. 12E José sustentou de pão a seu pai, seus irmãos e toda a casa de seu pai, segundo as suas famílias. 13E não havia pão em toda a terra, porque a fome era muito grave; de modo que a terra do Egito e a terra de Canaã desfaleciam por causa da fome. 14Então José recolheu todo o dinheiro que se achou na terra do Egito, e na terra de Canaã, pelo trigo que compravam; e José trouxe o dinheiro à casa de Faraó. 15Acabando-se, pois, o dinheiro da terra do Egito, e da terra de Canaã, vieram todos os egípcios a José, dizendo: Dá-nos pão; por que morreremos em tua presença? porquanto o dinheiro nos falta. 16E José disse: Dai o vosso gado, e eu vo-lo darei por vosso gado, se falta o dinheiro. 17Então trouxeram o seu gado a José; e José deu-lhes pão em troca de cavalos, e das ovelhas, e das vacas e dos jumentos; e os sustentou de pão aquele ano por todo o seu gado. 18E acabado aquele ano, vieram a ele no segundo ano e disseram-lhe: Não ocultaremos ao meu senhor que o dinheiro acabou; e meu senhor possui os animais, e nenhuma outra coisa nos ficou diante de meu senhor, senão o nosso corpo e a nossa terra; 19Por que morreremos diante dos teus olhos, tanto nós como a nossa terra? Compra-nos a nós e a nossa terra por pão, e nós e a nossa terra seremos servos de Faraó; e dá-nos semente, para que vivamos, e não morramos, e a terra não se desole. 20Assim José comprou toda a terra do Egito para Faraó, porque os egípcios venderam cada um o seu campo, porquanto a fome prevaleceu sobre eles; e a terra ficou sendo de Faraó. 21E, quanto ao povo, fê-lo passar às cidades, desde uma extremidade da terra do Egito até a outra extremidade. 22Somente a terra dos sacerdotes não a comprou, porquanto os sacerdotes tinham porção de Faraó, e eles comiam a sua porção que Faraó lhes tinha dado; por isso não venderam a sua terra. 23Então disse José ao povo: Eis que hoje tenho comprado a vós e a vossa terra para Faraó; eis aí tendes semente para vós, para que semeeis a terra. 24Há de ser, porém, que das colheitas dareis o quinto a Faraó, e as quatro partes serão vossas, para semente do campo, e para o vosso mantimento, e dos que estão nas vossas casas, e para que comam vossos filhos. 25E disseram: A vida nos tens dado; achemos graça aos olhos de meu senhor, e seremos servos de Faraó. 26José, pois, estabeleceu isto por estatuto, até ao dia de hoje, sobre a terra do Egito, que Faraó tirasse o quinto; só a terra dos sacerdotes não ficou sendo de Faraó. 27Assim habitou Israel na terra do Egito, na terra de Gósen, e nela tomaram possessão, e frutificaram, e multiplicaram-se muito. 28E Jacó viveu na terra do Egito dezessete anos, de sorte que os dias de Jacó, os anos da sua vida, foram cento e quarenta e sete anos. 29Chegando-se, pois, o tempo da morte de Israel, chamou a José, seu filho, e disse-lhe: Se agora tenho achado graça em teus olhos, rogo-te que ponhas a tua mão debaixo da minha coxa, e usa comigo de beneficência e verdade; rogo-te que não me enterres no Egito, 30Mas que eu jaza com os meus pais; por isso me levarás do Egito e me enterrarás na sepultura deles. E ele disse: Farei conforme a tua palavra. 31E disse ele: Jura-me. E ele jurou-lhe; e Israel inclinou-se sobre a cabeceira da cama. Gênesis 48 1E ACONTECEU, depois destas coisas, que alguém disse a José: Eis que teu pai está enfermo. Então tomou consigo os seus dois filhos, Manassés e Efraim. 2E alguém participou a Jacó, e disse: Eis que José teu filho vem a ti. E esforçouse Israel, e assentou-se sobre a cama. 3E Jacó disse a José: O Deus Todo-Poderoso me apareceu em Luz, na terra de Canaã, e me abençoou. 4E me disse: Eis que te farei frutificar e multiplicar, e tornar-te-ei uma multidão de povos e darei esta terra à tua descendência depois de ti, em possessão perpétua. 5Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão; 6Mas a tua geração, que gerarás depois deles, será tua; segundo o nome de seus irmãos serão chamados na sua herança. 7Vindo, pois, eu de Padã, morreu-me Raquel no caminho, na terra de Canaã, havendo ainda pequena distância para chegar a Efrata; e eu a sepultei ali, no caminho de Efrata, que é Belém. 8E Israel viu os filhos de José, e disse: Quem são estes? 9E José disse a seu pai: Eles são meus filhos, que Deus me tem dado aqui. E ele disse: Peço-te, traze-mos aqui, para que os abençoe. 10Os olhos de Israel, porém, estavam carregados de velhice, já não podia ver; e fê-los chegar a ele, e beijou-os, e abraçou-os. 11E Israel disse a José: Eu não cuidara ver o teu rosto; e eis que Deus me fez ver também a tua descendência. 12Então José os tirou dos joelhos de seu pai, e inclinou-se à terra diante da sua face. 13E tomou José a ambos, a Efraim na sua mão direita, à esquerda de Israel, e Manassés na sua mão esquerda, à direita de Israel, e fê-los chegar a ele. 14Mas Israel estendeu a sua mão direita e a pôs sobre a cabeça de Efraim, que era o menor, e a sua esquerda sobre a cabeça de Manassés, dirigindo as suas mãos propositadamente, não obstante Manassés ser o primogênito. 15E abençoou a José, e disse: O Deus, em cuja presença andaram os meus pais Abraão e Isaque, o Deus que me sustentou, desde que eu nasci até este dia; 16O anjo que me livrou de todo o mal, abençoe estes rapazes, e seja chamado neles o meu nome, e o nome de meus pais Abraão e Isaque, e multipliquem-se como peixes, em multidão, no meio da terra. 17Vendo, pois, José que seu pai punha a sua mão direita sobre a cabeça de Efraim, foi mau aos seus olhos; e tomou a mão de seu pai, para a transpor de sobre a cabeça de Efraim à cabeça de Manassés. 18E José disse a seu pai: Não assim, meu pai, porque este é o primogênito; põe a tua mão direita sobre a sua cabeça. 19Mas seu pai recusou, e disse: Eu o sei, meu filho, eu o sei; também ele será um povo, e também ele será grande; contudo o seu irmão menor será maior que ele, e a sua descendência será uma multidão de nações. 20Assim os abençoou naquele dia, dizendo: Em ti abençoará Israel, dizendo: Deus te faça como a Efraim e como a Manassés. E pôs a Efraim diante de Manassés. 21Depois disse Israel a José: Eis que eu morro, mas Deus será convosco, e vos fará tornar à terra de vossos pais. 22E eu tenho dado a ti um pedaço da terra a mais do que a teus irmãos, que tomei com a minha espada e com o meu arco, da mão dos amorreus. Gênesis 49 1DEPOIS chamou Jacó a seus filhos, e disse: Ajuntai-vos, e anunciar-vos-ei o que vos há de acontecer nos dias vindouros; 2Ajuntai-vos, e ouvi, filhos de Jacó; e ouvi a Israel vosso pai. 3Rúben, tu és meu primogênito, minha força e o princípio de meu vigor, o mais excelente em alteza e o mais excelente em poder. 4 Impetuoso como a água, não serás o mais excelente, porquanto subiste ao leito de teu pai. Então o contaminaste; subiu à minha cama. 5Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são instrumentos de violência. 6No seu secreto conselho não entre minha alma, com a sua congregação minha glória não se ajunte; porque no seu furor mataram homens, e na sua teima arrebataram bois. 7Maldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira, pois era dura; eu os dividirei em Jacó, e os espalharei em Israel. 8Judá, a ti te louvarão os teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de teus inimigos; os filhos de teu pai a ti se inclinarão. 9Judá é um leãozinho, da presa subiste, filho meu; encurva-se, e deita-se como um leão, e como um leão velho; quem o despertará? 10O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos. 11Ele amarrará o seu jumentinho à vide, e o filho da sua jumenta à cepa mais excelente; ele lavará a sua roupa no vinho, e a sua capa em sangue de uvas. 12Os olhos serão vermelhos de vinho, e os dentes brancos de leite. 13Zebulom habitará no porto dos mares, e será como porto dos navios, e o seu termo será para Sidom. 14 Issacar é jumento de fortes ossos, deitado entre dois fardos. 15E viu ele que o descanso era bom, e que a terra era deliciosa e abaixou seu ombro para acarretar, e serviu debaixo de tributo. 16Dã julgará o seu povo, como uma das tribos de Israel. 17Dã será serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os calcanhares do cavalo, e faz cair o seu cavaleiro por detrás. 18A tua salvação espero, ó SENHOR! 19Quanto a Gade, uma tropa o acometerá; mas ele a acometerá por fim. 20De Aser, o seu pão será gordo, e ele dará delícias reais. 21Naftali é uma gazela solta; ele dá palavras formosas. 22José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus ramos correm sobre o muro. 23Os flecheiros lhe deram amargura, e o flecharam e odiaram. 24O seu arco, porém, susteve-se no forte, e os braços de suas mãos foram fortalecidos pelas mãos do Valente de Jacó (de onde é o pastor e a pedra de Israel). 25Pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos altos céus, com bênçãos do abismo que está embaixo, com bênçãos dos seios e da madre. 26As bênçãos de teu pai excederão as bênçãos de meus pais, até à extremidade dos outeiros eternos; elas estarão sobre a cabeça de José, e sobre o alto da cabeça do que foi separado de seus irmãos. 27Benjamim é lobo que despedaça; pela manhã comerá a presa, e à tarde repartirá o despojo. 28Todas estas são as doze tribos de Israel; e isto é o que lhes falou seu pai quando os abençoou; a cada um deles abençoou segundo a sua bênção. 29Depois ordenou-lhes, e disselhes: Eu me congrego ao meu povo; sepultai-me com meus pais, na cova que está no campo de Efrom, o heteu, 30Na cova que está no campo de Macpela, que está em frente de Manre, na terra de Canaã, a qual Abraão comprou com aquele campo de Efrom, o heteu, por herança de sepultura. 31Ali sepultaram a Abraão e a Sara sua mulher; ali sepultaram a Isaque e a Rebeca sua mulher; e ali eu sepultei a Lia. 32O campo e a cova que está nele, foram comprados aos filhos de Hete. 33Acabando, pois, Jacó de dar instruções a seus filhos, encolheu os pés na cama, e expirou, e foi congregado ao seu povo. Gênesis 50 1ENTÃO José se lançou sobre o rosto de seu pai e chorou sobre ele, e o beijou. 2E José ordenou aos seus servos, os médicos, que embalsamassem a seu pai; e os médicos embalsamaram a Israel. 3E cumpriram-se-lhe quarenta dias; porque assim se cumprem os dias daqueles que se embalsamam; e os egípcios o choraram setenta dias. 4Passados, pois, os dias de seu choro, falou José à casa de Faraó, dizendo: Se agora tenho achado graça aos vossos olhos, rogo-vos que faleis aos ouvidos de Faraó, dizendo: 5Meu pai me fez jurar, dizendo: Eis que eu morro; em meu sepulcro, que cavei para mim na terra de Canaã, ali me sepultarás. Agora, pois, te peço, que eu suba, para que sepulte a meu pai; então voltarei. 6E Faraó disse: Sobe, e sepulta a teu pai como ele te fez jurar. 7E José subiu para sepultar a seu pai; e subiram com ele todos os servos de Faraó, os anciãos da sua casa, e todos os anciãos da terra do Egito. 8Como também toda a casa de José, e seus irmãos, e a casa de seu pai; somente deixaram na terra de Gósen os seus meninos, e as suas ovelhas e as suas vacas. 9E subiram também com ele, tanto carros como gente a cavalo; e o cortejo foi grandíssimo. 10Chegando eles, pois, à eira de Atade, que está além do Jordão, fizeram um grande e dolorido pranto; e fez a seu pai uma grande lamentação por sete dias. 11E vendo os moradores da terra, os cananeus, o luto na eira de Atade, disseram: É este o pranto grande dos egípcios. Por isso chamou-se-lhe Abel-Mizraim, que está além do Jordão. 12E fizeram-lhe os seus filhos assim como ele lhes ordenara. 13Pois os seus filhos o levaram à terra de Canaã, e o sepultaram na cova do campo de Macpela, que Abraão tinha comprado com o campo, por herança de sepultura de Efrom, o heteu, em frente de Manre. 14Depois de haver sepultado seu pai, voltou José para o Egito, ele e seus irmãos, e todos os que com ele subiram a sepultar seu pai. 15Vendo então os irmãos de José que seu pai já estava morto, disseram: Porventura nos odiará José e certamente nos retribuirá todo o mal que lhe fizemos. 16Portanto mandaram dizer a José: Teu pai ordenou, antes da sua morte, dizendo: 17Assim direis a José: Perdoa, rogo-te, a transgressão de teus irmãos, e o seu pecado, porque te fizeram mal; agora, pois, rogamos-te que perdoes a transgressão dos servos do Deus de teu pai. E José chorou quando eles lhe falavam. 18Depois vieram também seus irmãos, e prostraram-se diante dele, e disseram: Eis-nos aqui por teus servos. 19E José lhes disse: Não temais; porventura estou eu em lugar de Deus? 20Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar muita gente com vida. 21Agora, pois, não temais; eu vos sustentarei a vós e a vossos filhos. Assim os consolou, e falou segundo o coração deles. 22José, pois, habitou no Egito, ele e a casa de seu pai; e viveu José cento e dez anos. 23E viu José os filhos de Efraim, da terceira geração; também os filhos de Maquir, filho de Manassés, nasceram sobre os joelhos de José. 24E disse José a seus irmãos: Eu morro; mas Deus certamente vos visitará, e vos fará subir desta terra à terra que jurou a Abraão, a Isaque e a Jacó. 25E José fez jurar os filhos de Israel, dizendo: Certamente vos visitará Deus, e fareis transportar os meus ossos daqui. 26E morreu José da idade de cento e dez anos, e o embalsamaram e o puseram num caixão no Egito. Êxodo 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 Êxodo 1 1ESTES pois são os nomes dos filhos de Israel, que entraram no Egito com Jacó; cada um entrou com sua casa: 2Rúben, Simeão, Levi, e Judá; 3 Issacar, Zebulom, e Benjamim; 4Dã e Naftali, Gade e Aser. 5Todas as almas, pois, que procederam dos lombos de Jacó, foram setenta almas; José, porém, estava no Egito. 6Faleceu José, e todos os seus irmãos, e toda aquela geração. 7E os filhos de Israel frutificaram, aumentaram muito, e multiplicaram-se, e foram fortalecidos grandemente; de maneira que a terra se encheu deles. 8E levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José; 9O qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é muito, e mais poderoso do que nós. 10Eia, usemos de sabedoria para com eles, para que não se multipliquem, e aconteça que, vindo guerra, eles também se ajuntem com os nossos inimigos, e pelejem contra nós, e subam da terra. 11E puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas. Porque edificaram a Faraó cidades-armazéns, Pitom e Ramessés. 12Mas quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam, e tanto mais cresciam; de maneira que se enfadavam por causa dos filhos de Israel. 13E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com dureza; 14Assim que lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo; com todo o seu serviço, em que os obrigavam com dureza. 15E o rei do Egito falou às parteiras das hebréias (das quais o nome de uma era Sifrá, e o da outra Puá), 16E disse: Quando ajudardes a dar à luz às hebréias, e as virdes sobre os assentos, se for filho, matai-o; mas se for filha, então viva. 17As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram como o rei do Egito lhes dissera, antes conservavam os meninos com vida. 18Então o rei do Egito chamou as parteiras e disselhes: Por que fizestes isto, deixando os meninos com vida? 19E as parteiras disseram a Faraó: É que as mulheres hebréias não são como as egípcias; porque são vivas, e já têm dado à luz antes que a parteira venha a elas. 20Portanto Deus fez bem às parteiras. E o povo se aumentou, e se fortaleceu muito. 21E aconteceu que, como as parteiras temeram a Deus, ele estabeleceu-lhes casas. 22Então ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem lançareis no rio, mas a todas as filhas guardareis com vida. Êxodo 2 1E FOI um homem da casa de Levi e casou com uma filha de Levi. 2E a mulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo que ele era formoso, escondeu-o três meses. 3Não podendo, porém, mais escondê-lo, tomou uma arca de juncos, e a revestiu com barro e betume; e, pondo nela o menino, a pôs nos juncos à margem do rio. 4E sua irmã postou-se de longe, para saber o que lhe havia de acontecer. 5E a filha de Faraó desceu a lavar-se no rio, e as suas donzelas passeavam, pela margem do rio; e ela viu a arca no meio dos juncos, e enviou a sua criada, que a tomou. 6E abrindo-a, viu ao menino e eis que o menino chorava; e moveu-se de compaixão dele, e disse: Dos meninos dos hebreus é este. 7Então disse sua irmã à filha de Faraó: Irei chamar uma ama das hebréias, que crie este menino para ti? 8E a filha de Faraó disse-lhe: Vai. Foi, pois, a moça, e chamou a mãe do menino. 9Então lhe disse a filha de Faraó: Leva este menino, e cria-mo; eu te darei teu salário. E a mulher tomou o menino, e criou-o. 10E, quando o menino já era grande, ela o trouxe à filha de Faraó, a qual o adotou; e chamou-lhe Moisés, e disse: Porque das águas o tenho tirado. 11E aconteceu naqueles dias que, sendo Moisés já homem, saiu a seus irmãos, e atentou para as suas cargas; e viu que um egípcio feria a um hebreu, homem de seus irmãos. 12E olhou a um e a outro lado e, vendo que não havia ninguém ali, matou ao egípcio, e escondeu-o na areia. 13E tornou a sair no dia seguinte, e eis que dois homens hebreus contendiam; e disse ao injusto: Por que feres a teu próximo? 14O qual disse: Quem te tem posto a ti por maioral e juiz sobre nós? Pensas matar-me, como mataste o egípcio? Então temeu Moisés, e disse: Certamente este negócio foi descoberto. 15Ouvindo, pois, Faraó este caso, procurou matar a Moisés; mas Moisés fugiu de diante da face de Faraó, e habitou na terra de Midiã, e assentou-se junto a um poço. 16E o sacerdote de Midiã tinha sete filhas, as quais vieram tirar água, e encheram os bebedouros, para dar de beber ao rebanho de seu pai. 17Então vieram os pastores, e expulsaram-nas dali; Moisés, porém, levantou-se e defendeu-as, e deu de beber ao rebanho. 18E voltando elas a Reuel seu pai, ele disse: Por que hoje tornastes tão depressa? 19E elas disseram: Um homem egípcio nos livrou da mão dos pastores; e também nos tirou água em abundância, e deu de beber ao rebanho. 20E disse a suas filhas: E onde está ele? Por que deixastes o homem? Chamai-o para que coma pão. 21E Moisés consentiu em morar com aquele homem; e ele deu a Moisés sua filha Zípora, 22A qual deu à luz um filho, a quem ele chamou Gérson, porque disse: Peregrino fui em terra estranha. 23E aconteceu, depois de muitos dias, que morrendo o rei do Egito, os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão, e clamaram; e o seu clamor subiu a Deus por causa de sua servidão. 24E ouviu Deus o seu gemido, e lembrou-se Deus da sua aliança com Abraão, com Isaque, e com Jacó; 25E viu Deus os filhos de Israel, e atentou Deus para a sua condição. Êxodo 3 1E APASCENTAVA Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto, e chegou ao monte de Deus, a Horebe. 2E apareceu-lhe o anjo do SENHOR em uma chama de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia. 3E Moisés disse: Agora me virarei para lá, e verei esta grande visão, porque a sarça não se queima. 4E vendo o SENHOR que se virava para ver, bradou Deus a ele do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés. Respondeu ele: Eis-me aqui. 5E disse: Não te chegues para cá; tira os sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa. 6Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus. 7E disse o SENHOR: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores. 8Portanto desci para livrá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra, a uma terra boa e larga, a uma terra que mana leite e mel; ao lugar do cananeu, e do heteu, e do amorreu, e do perizeu, e do heveu, e do jebuseu. 9E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel é vindo a mim, e também tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem. 10Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó para que tires o meu povo (os filhos de Israel) do Egito. 11Então Moisés disse a Deus: Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel? 12E disse: Certamente eu serei contigo; e isto te será por sinal de que eu te enviei: Quando houveres tirado este povo do Egito, servireis a Deus neste monte. 13Então disse Moisés a Deus: Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me disserem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? 14E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós. 15E Deus disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó, me enviou a vós; este é meu nome eternamente, e este é meu memorial de geração em geração. 16Vai, e ajunta os anciãos de Israel e dize-lhes: O SENHOR Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, me apareceu, dizendo: Certamente vos tenho visitado e visto o que vos é feito no Egito. 17Portanto eu disse: Far-vos-ei subir da aflição do Egito à terra do cananeu, do heteu, do amorreu, do perizeu, do heveu e do jebuseu, a uma terra que mana leite e mel. 18E ouvirão a tua voz; e irás, tu com os anciãos de Israel, ao rei do Egito, e dirlhe-eis: O SENHOR Deus dos hebreus nos encontrou. Agora, pois, deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto, para que sacrifiquemos ao SENHOR nosso Deus. 19Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, nem ainda por uma mão forte. 20Porque eu estenderei a minha mão, e ferirei ao Egito com todas as minhas maravilhas que farei no meio dele; depois vos deixará ir. 21E eu darei graça a este povo aos olhos dos egípcios; e acontecerá que, quando sairdes, não saireis vazios, 22Porque cada mulher pedirá à sua vizinha e à sua hóspeda jóias de prata, e jóias de ouro, e vestes, as quais poreis sobre vossos filhos e sobre vossas filhas; e despojareis os egípcios. Êxodo 4 1ENTÃO respondeu Moisés, e disse: Mas eis que não me crerão, nem ouvirão a minha voz, porque dirão: O SENHOR não te apareceu. 2E o SENHOR disse-lhe: Que é isso na tua mão? E ele disse: Uma vara. 3E ele disse: Lança-a na terra. Ele a lançou na terra, e tornou-se em cobra; e Moisés fugia dela. 4Então disse o SENHOR a Moisés: Estende a tua mão e pega-lhe pela cauda. E estendeu sua mão, e pegou-lhe pela cauda, e tornou-se em vara na sua mão; 5Para que creiam que te apareceu o SENHOR Deus de seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. 6E disse-lhe mais o SENHOR: Põe agora a tua mão no teu seio. E, tirando-a, eis que a sua mão estava leprosa, branca como a neve. 7E disse: Torna a por a tua mão no teu seio. E tornou a colocar sua mão no seu seio; depois tirou-a do seu seio, e eis que se tornara como a sua carne. 8E acontecerá que, se eles não te crerem, nem ouvirem a voz do primeiro sinal, crerão à voz do derradeiro sinal; 9E se acontecer que ainda não creiam a estes dois sinais, nem ouvirem a tua voz, tomarás das águas do rio, e as derramarás na terra seca; e as águas, que tomarás do rio, tornar-se-ão em sangue sobre a terra seca. 10Então disse Moisés ao SENHOR: Ah, meu Senhor! eu não sou homem eloqüente, nem de ontem nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua. 11E disse-lhe o SENHOR: Quem fez a boca do homem? ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o SENHOR? 12Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar. 13Ele, porém, disse: Ah, meu Senhor! Envia pela mão daquele a quem tu hás de enviar. 14Então se acendeu a ira do SENHOR contra Moisés, e disse: Não é Arão, o levita, teu irmão? Eu sei que ele falará muito bem; e eis que ele também sai ao teu encontro; e, vendo-te, se alegrará em seu coração. 15E tu lhe falarás, e porás as palavras na sua boca; e eu serei com a tua boca, e com a dele, ensinando-vos o que haveis de fazer. 16E ele falará por ti ao povo; e acontecerá que ele te será por boca, e tu lhe serás por Deus. 17Toma, pois, esta vara na tua mão, com que farás os sinais. 18Então foi Moisés, e voltou para Jetro, seu sogro, e disse-lhe: Eu irei agora, e tornarei a meus irmãos, que estão no Egito, para ver se ainda vivem. Disse, pois, Jetro a Moisés: Vai em paz. 19Disse também o SENHOR a Moisés em Midiã: Vai, volta para o Egito; porque todos os que buscavam a tua alma morreram. 20Tomou, pois, Moisés sua mulher e seus filhos, e os levou sobre um jumento, e tornou à terra do Egito; e Moisés tomou a vara de Deus na sua mão. 21E disse o SENHOR a Moisés: Quando voltares ao Egito, atenta que faças diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão; mas eu lhe endurecerei o coração, para que não deixe ir o povo. 22Então dirás a Faraó: Assim diz o SENHOR: Israel é meu filho, meu primogênito. 23E eu te tenho dito: Deixa ir o meu filho, para que me sirva; mas tu recusaste deixá-lo ir; eis que eu matarei a teu filho, o teu primogênito. 24E aconteceu no caminho, numa estalagem, que o SENHOR o encontrou, e o quis matar. 25Então Zípora tomou uma pedra aguda, e circuncidou o prepúcio de seu filho, e lançou-o a seus pés, e disse: Certamente me és um esposo sanguinário. 26E desviou-se dele. Então ela disse: Esposo sanguinário, por causa da circuncisão. 27Disse o SENHOR a Arão: Vai ao deserto, ao encontro de Moisés. E ele foi, e encontrou-o no monte de Deus, e beijou-o. 28E relatou Moisés a Arão todas as palavras do SENHOR, com que o enviara, e todos os sinais que lhe mandara. 29Então foram Moisés e Arão, e ajuntaram todos os anciãos dos filhos de Israel. 30E Arão falou todas as palavras que o SENHOR falara a Moisés e fez os sinais perante os olhos do povo. 31E o povo creu; e quando ouviram que o SENHOR visitava aos filhos de Israel, e que via a sua aflição, inclinaram-se, e adoraram. Êxodo 5 1E DEPOIS foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto. 2Mas Faraó disse: Quem é o SENHOR, cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel? Não conheço o SENHOR, nem tampouco deixarei ir Israel. 3E eles disseram: O Deus dos hebreus nos encontrou; portanto deixa-nos agora ir caminho de três dias ao deserto, para que ofereçamos sacrifícios ao SENHOR nosso Deus, e ele não venha sobre nós com pestilência ou com espada. 4Então disselhes o rei do Egito: Moisés e Arão, por que fazeis cessar o povo das suas obras? Ide às vossas cargas. 5E disse também Faraó: Eis que o povo da terra já é muito, e vós os fazeis abandonar as suas cargas. 6Portanto deu ordem Faraó, naquele mesmo dia, aos exatores do povo, e aos seus oficiais, dizendo: 7Daqui em diante não torneis a dar palha ao povo, para fazer tijolos, como fizestes antes: vão eles mesmos, e colham palha para si. 8E lhes imporeis a conta dos tijolos que fizeram antes; nada diminuireis dela, porque eles estão ociosos; por isso clamam, dizendo: Vamos, sacrifiquemos ao nosso Deus. 9Agrave-se o serviço sobre estes homens, para que se ocupem nele e não confiem em palavras mentirosas. 10Então saíram os exatores do povo, e seus oficiais, e falaram ao povo, dizendo: Assim diz Faraó: Eu não vos darei palha; 11 Ide vós mesmos, e tomai vós palha onde a achardes; porque nada se diminuirá de vosso serviço. 12Então o povo se espalhou por toda a terra do Egito, a colher restolho em lugar de palha. 13E os exatores os apertavam, dizendo: Acabai vossa obra, a tarefa de cada dia, como quando havia palha. 14E foram açoitados os oficiais dos filhos de Israel, que os exatores de Faraó tinham posto sobre eles, dizendo estes: Por que não acabastes vossa tarefa, fazendo tijolos como antes, assim também ontem e hoje? 15Por isso, os oficiais dos filhos de Israel, foram e clamaram a Faraó, dizendo: Por que fazes assim a teus servos? 16Palha não se dá a teus servos, e nos dizem: Fazei tijolos; e eis que teus servos são açoitados; porém o teu povo tem a culpa. 17Mas ele disse: Vós sois ociosos; vós sois ociosos; por isso dizeis: Vamos, sacrifiquemos ao SENHOR. 18 Ide, pois, agora, trabalhai; palha porém não se vos dará; contudo, dareis a conta dos tijolos. 19Então os oficiais dos filhos de Israel viram-se em aflição, porquanto se dizia: Nada diminuireis de vossos tijolos, da tarefa do dia no seu dia. 20E encontraram a Moisés e a Arão, que estavam defronte deles, quando saíram de Faraó. 21E disseram-lhes: O SENHOR atente sobre vós, e julgue isso, porquanto fizestes o nosso caso repelente diante de Faraó, e diante de seus servos, dando-lhes a espada nas mãos, para nos matar. 22Então, tornando-se Moisés ao SENHOR, disse: Senhor! por que fizeste mal a este povo? por que me enviaste? 23Porque desde que me apresentei a Faraó para falar em teu nome, ele maltratou a este povo; e de nenhuma sorte livraste o teu povo. Êxodo 6 1ENTÃO disse o SENHOR a Moisés: Agora verás o que hei de fazer a Faraó; porque por uma mão poderosa os deixará ir, sim, por uma mão poderosa os lançará de sua terra. 2Falou mais Deus a Moisés, e disse: Eu sou o SENHOR. 3E eu apareci a Abraão, a Isaque, e a Jacó, como o Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu nome, o SENHOR, não lhes fui perfeitamente conhecido. 4E também estabeleci a minha aliança com eles, para dar-lhes a terra de Canaã, a terra de suas peregrinações, na qual foram peregrinos. 5E também tenho ouvido o gemido dos filhos de Israel, aos quais os egípcios fazem servir, e lembrei-me da minha aliança. 6Portanto dize aos filhos de Israel: Eu sou o SENHOR, e vos tirarei de debaixo das cargas dos egípcios, e vos livrarei da servidão, e vos resgatarei com braço estendido e com grandes juízos. 7E eu vos tomarei por meu povo, e serei vosso Deus; e sabereis que eu sou o SENHOR vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas dos egípcios; 8E eu vos levarei à terra, acerca da qual levantei minha mão, jurando que a daria a Abraão, a Isaque e a Jacó, e vo-la darei por herança, eu o SENHOR. 9Deste modo falou Moisés aos filhos de Israel, mas eles não ouviram a Moisés, por causa da angústia de espírito e da dura servidão. 10Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 11Entra, e fala a Faraó rei do Egito, que deixe sair os filhos de Israel da sua terra. 12Moisés, porém, falou perante o SENHOR, dizendo: Eis que os filhos de Israel não me têm ouvido; como, pois, Faraó me ouvirá? Também eu sou incircunciso de lábios. 13Todavia o SENHOR falou a Moisés e a Arão, e deu-lhes mandamento para os filhos de Israel, e para Faraó rei do Egito, para que tirassem os filhos de Israel da terra do Egito. 14Estas são as cabeças das casas de seus pais: Os filhos de Rúben, o primogênito de Israel: Enoque e Palu, Hezrom e Carmi; estas são as famílias de Rúben. 15E os filhos de Simeão: Jemuel, Jamin, Oade, Jaquim, Zoar e Saul, filho de uma cananéia; estas são as famílias de Simeão. 16E estes são os nomes dos filhos de Levi, segundo as suas gerações: Gérson, Coate e Merari; e os anos da vida de Levi foram cento e trinta e sete anos. 17Os filhos de Gérson: Libni e Simei, segundo as suas famílias; 18E os filhos de Coate: Anrão, Izar, Hebrom e Uziel; e os anos da vida de Coate foram cento e trinta e três anos. 19E os filhos de Merari: Mali e Musi; estas são as famílias de Levi, segundo as suas gerações. 20E Anrão tomou por mulher a Joquebede, sua tia, e ela deu-lhe Arão e Moisés: e os anos da vida de Anrão foram cento e trinta e sete anos. 21E os filhos de Izar: Corá, Nefegue e Zicri. 22E os filhos de Uziel: Misael, Elzafã e Sitri. 23E Arão tomou por mulher a Eliseba, filha de Aminadabe, irmã de Naasson; e ela deu-lhe Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. 24E os filhos de Corá: Assir, Elcana e Abiasafe; estas são as famílias dos coraítas. 25E Eleazar, filho de Arão, tomou por mulher uma das filhas de Putiel, e ela deulhe a Finéias; estes são os cabeças dos pais dos levitas, segundo as suas famílias. 26Estes são Arão e Moisés, aos quais o SENHOR disse: Tirai os filhos de Israel da terra do Egito, segundo os seus exércitos. 27Estes são os que falaram a Faraó, rei do Egito, para que tirasse do Egito os filhos de Israel; estes são Moisés e Arão. 28E aconteceu que naquele dia, quando o SENHOR falou a Moisés na terra do Egito, 29Falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Eu sou o SENHOR; fala a Faraó, rei do Egito, tudo quanto eu te digo. 30Então disse Moisés perante o SENHOR: Eis que eu sou incircunciso de lábios; como, pois, Faraó me ouvirá? Êxodo 7 1ENTÃO disse o SENHOR a Moisés: Eis que te tenho posto por deus sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será o teu profeta. 2Tu falarás tudo o que eu te mandar; e Arão, teu irmão, falará a Faraó, que deixe ir os filhos de Israel da sua terra. 3Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó, e multiplicarei na terra do Egito os meus sinais e as minhas maravilhas. 4Faraó, pois, não vos ouvirá; e eu porei minha mão sobre o Egito, e tirarei meus exércitos, meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito, com grandes juízos. 5Então os egípcios saberão que eu sou o SENHOR, quando estender a minha mão sobre o Egito, e tirar os filhos de Israel do meio deles. 6Assim fizeram Moisés e Arão; como o SENHOR lhes ordenara, assim fizeram. 7E Moisés era da idade de oitenta anos, e Arão da idade de oitenta e três anos quando falaram a Faraó. 8E o SENHOR falou a Moisés e a Arão, dizendo: 9Quando Faraó vos falar, dizendo: Fazei vós um milagre, dirás a Arão: Toma a tua vara, e lança-a diante de Faraó; e se tornará em serpente. 10Então Moisés e Arão foram a Faraó, e fizeram assim como o SENHOR ordenara; e lançou Arão a sua vara diante de Faraó, e diante dos seus servos, e tornou-se em serpente. 11E Faraó também chamou os sábios e encantadores; e os magos do Egito fizeram também o mesmo com os seus encantamentos. 12Porque cada um lançou sua vara, e tornaram-se em serpentes; mas a vara de Arão tragou as varas deles. 13Porém o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o SENHOR tinha falado. 14Então disse o SENHOR a Moisés: O coração de Faraó está endurecido, recusa deixar ir o povo. 15Vai pela manhã a Faraó; eis que ele sairá às águas; põe-te em frente dele na beira do rio, e tomarás em tua mão a vara que se tornou em cobra. 16E lhe dirás: O SENHOR Deus dos hebreus me tem enviado a ti, dizendo: Deixa ir o meu povo, para que me sirva no deserto; porém eis que até agora não tens ouvido. 17Assim diz o SENHOR: Nisto saberás que eu sou o SENHOR: Eis que eu com esta vara, que tenho em minha mão, ferirei as águas que estão no rio, e tornar-seão em sangue. 18E os peixes, que estão no rio, morrerão, e o rio cheirará mal; e os egípcios terão nojo de beber da água do rio. 19Disse mais o SENHOR a Moisés: Dize a Arão: Toma tua vara, e estende a tua mão sobre as águas do Egito, sobre as suas correntes, sobre os seus rios, e sobre os seus tanques, e sobre todo o ajuntamento das suas águas, para que se tornem em sangue; e haja sangue em toda a terra do Egito, assim nos vasos de madeira como nos de pedra. 20E Moisés e Arão fizeram assim como o SENHOR tinha mandado; e Arão levantou a vara, e feriu as águas que estavam no rio, diante dos olhos de Faraó, e diante dos olhos de seus servos; e todas as águas do rio se tornaram em sangue, 21E os peixes, que estavam no rio, morreram, e o rio cheirou mal, e os egípcios não podiam beber a água do rio; e houve sangue por toda a terra do Egito. 22Porém os magos do Egito também fizeram o mesmo com os seus encantamentos; de modo que o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o SENHOR tinha dito. 23E virou-se Faraó, e foi para sua casa; nem ainda nisto pôs seu coração. 24E todos os egípcios cavaram poços junto ao rio, para beberem água; porquanto não podiam beber da água do rio. 25Assim se cumpriram sete dias, depois que o SENHOR ferira o rio. Êxodo 8 1DEPOIS disse o SENHOR a Moisés: Vai a Faraó e dize-lhe: Assim diz o SENHOR: Deixa ir o meu povo, para que me sirva. 2E se recusares deixá-lo ir, eis que ferirei com rãs todos os teus termos. 3E o rio criará rãs, que subirão e virão à tua casa, e ao teu dormitório, e sobre a tua cama, e às casas dos teus servos, e sobre o teu povo, e aos teus fornos, e às tuas amassadeiras. 4E as rãs subirão sobre ti, e sobre o teu povo, e sobre todos os teus servos. 5Disse mais o SENHOR a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua mão com tua vara sobre as correntes, e sobre os rios, e sobre os tanques, e faze subir rãs sobre a terra do Egito. 6E Arão estendeu a sua mão sobre as águas do Egito, e subiram rãs, e cobriram a terra do Egito. 7Então os magos fizeram o mesmo com os seus encantamentos, e fizeram subir rãs sobre a terra do Egito. 8E Faraó chamou a Moisés e a Arão, e disse: Rogai ao SENHOR que tire as rãs de mim e do meu povo; depois deixarei ir o povo, para que sacrifiquem ao SENHOR. 9E disse Moisés a Faraó: Digna-te dizer-me quando é que hei de rogar por ti, e pelos teus servos, e por teu povo, para tirar as rãs de ti, e das tuas casas, e fiquem somente no rio? 10E ele disse: Amanhã. E Moisés disse: Seja conforme à tua palavra, para que saibas que ninguém há como o SENHOR nosso Deus. 11E as rãs apartar-se-ão de ti, das tuas casas, dos teus servos, e do teu povo; somente ficarão no rio. 12Então saíram Moisés e Arão da presença de Faraó; e Moisés clamou ao SENHOR por causa das rãs que tinha posto sobre Faraó. 13E o SENHOR fez conforme a palavra de Moisés; e as rãs morreram nas casas, nos pátios, e nos campos. 14E ajuntaram-se em montões, e a terra cheirou mal. 15Vendo, pois, Faraó que havia descanso, endureceu o seu coração, e não os ouviu, como o SENHOR tinha dito. 16Disse mais o SENHOR a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua vara, e fere o pó da terra, para que se torne em piolhos por toda a terra do Egito. 17E fizeram assim; e Arão estendeu a sua mão com a sua vara, e feriu o pó da terra, e havia muitos piolhos nos homens e no gado; todo o pó da terra se tornou em piolhos em toda a terra do Egito. 18E os magos fizeram também assim com os seus encantamentos para produzir piolhos, mas não puderam; e havia piolhos nos homens e no gado. 19Então disseram os magos a Faraó: Isto é o dedo de Deus. Porém o coração de Faraó se endureceu, e não os ouvia, como o SENHOR tinha dito. 20Disse mais o SENHOR a Moisés: Levanta-te pela manhã cedo e põe-te diante de Faraó; eis que ele sairá às águas; e dize-lhe: Assim diz o SENHOR: Deixa ir o meu povo, para que me sirva. 21Porque se não deixares ir o meu povo, eis que enviarei enxames de moscas sobre ti, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, e às tuas casas; e as casas dos egípcios se encherão destes enxames, e também a terra em que eles estiverem. 22E naquele dia eu separarei a terra de Gósen, em que meu povo habita, que nela não haja enxames de moscas, para que saibas que eu sou o SENHOR no meio desta terra. 23E porei separação entre o meu povo e o teu povo; amanhã se fará este sinal. 24E o SENHOR fez assim; e vieram grandes enxames de moscas à casa de Faraó e às casas dos seus servos, e sobre toda a terra do Egito; a terra foi corrompida destes enxames. 25Então chamou Faraó a Moisés e a Arão, e disse: Ide, e sacrificai ao vosso Deus nesta terra. 26E Moisés disse: Não convém que façamos assim, porque sacrificaríamos ao SENHOR nosso Deus a abominação dos egípcios; eis que se sacrificássemos a abominação dos egípcios perante os seus olhos, não nos apedrejariam eles? 27Deixa-nos ir caminho de três dias ao deserto, para que sacrifiquemos ao SENHOR nosso Deus, como ele nos disser. 28Então disse Faraó: Deixar-vos-ei ir, para que sacrifiqueis ao SENHOR vosso Deus no deserto; somente que, indo, não vades longe; orai também por mim. 29E Moisés disse: Eis que saio de ti, e orarei ao SENHOR, que estes enxames de moscas se retirem amanhã de Faraó, dos seus servos, e do seu povo; somente que Faraó não mais me engane, não deixando ir a este povo para sacrificar ao SENHOR. 30Então saiu Moisés da presença de Faraó, e orou ao SENHOR. 31E fez o SENHOR conforme a palavra de Moisés, e os enxames de moscas se retiraram de Faraó, dos seus servos, e do seu povo; não ficou uma só. 32Mas endureceu Faraó ainda esta vez seu coração, e não deixou ir o povo. Êxodo 9 1DEPOIS o SENHOR disse a Moisés: Vai a Faraó, e dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus dos hebreus: Deixa ir o meu povo, para que me sirva. 2Porque se recusares deixá-los ir, e ainda por força os detiveres, 3Eis que a mão do SENHOR será sobre teu gado, que está no campo, sobre os cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os bois, e sobre as ovelhas, com pestilência gravíssima. 4E o SENHOR fará separação entre o gado dos israelitas e o gado dos egípcios, para que nada morra de tudo o que for dos filhos de Israel. 5E o SENHOR assinalou certo tempo, dizendo: Amanhã fará o SENHOR esta coisa na terra. 6E o SENHOR fez isso no dia seguinte, e todo o gado dos egípcios morreu; porém do gado dos filhos de Israel não morreu nenhum. 7E Faraó enviou a ver, e eis que do gado de Israel não morrera nenhum; porém o coração de Faraó se agravou, e não deixou ir o povo. 8Então disse o SENHOR a Moisés e a Arão: Tomai vossas mãos cheias de cinza do forno, e Moisés a espalhe para o céu diante dos olhos de Faraó; 9E tornar-se-á em pó miúdo sobre toda a terra do Egito, e se tornará em sarna, que arrebente em úlceras, nos homens e no gado, por toda a terra do Egito. 10E eles tomaram a cinza do forno, e puseram-se diante de Faraó, e Moisés a espalhou para o céu; e tornou-se em sarna, que arrebentava em úlceras nos homens e no gado; 11De maneira que os magos não podiam parar diante de Moisés, por causa da sarna; porque havia sarna nos magos, e em todos os egípcios. 12Porém o SENHOR endureceu o coração de Faraó, e não os ouviu, como o SENHOR tinha dito a Moisés. 13Então disse o SENHOR a Moisés: Levanta-te pela manhã cedo, e põe-te diante de Faraó, e dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus dos hebreus: Deixa ir o meu povo, para que me sirva; 14Porque esta vez enviarei todas as minhas pragas sobre o teu coração, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, para que saibas que não há outro como eu em toda a terra. 15Porque agora tenho estendido minha mão, para te ferir a ti e ao teu povo com pestilência, e para que sejas destruído da terra; 16Mas, deveras, para isto te mantive, para mostrar meu poder em ti, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra. 17Tu ainda te exaltas contra o meu povo, para não o deixar ir? 18Eis que amanhã por este tempo farei chover saraiva mui grave, qual nunca houve no Egito, desde o dia em que foi fundado até agora. 19Agora, pois, envia, recolhe o teu gado, e tudo o que tens no campo; todo o homem e animal, que for achado no campo, e não for recolhido à casa, a saraiva cairá sobre eles, e morrerão. 20Quem dos servos de Faraó temia a palavra do SENHOR, fez fugir os seus servos e o seu gado para as casas; 21Mas aquele que não tinha considerado a palavra do SENHOR deixou os seus servos e o seu gado no campo. 22Então disse o SENHOR a Moisés: Estende a tua mão para o céu, e haverá saraiva em toda a terra do Egito, sobre os homens e sobre o gado, e sobre toda a erva do campo, na terra do Egito. 23E Moisés estendeu a sua vara para o céu, e o SENHOR deu trovões e saraiva, e fogo corria pela terra; e o SENHOR fez chover saraiva sobre a terra do Egito. 24E havia saraiva, e fogo misturado entre a saraiva, tão grave, qual nunca houve em toda a terra do Egito desde que veio a ser uma nação. 25E a saraiva feriu, em toda a terra do Egito, tudo quanto havia no campo, desde os homens até aos animais; também a saraiva feriu toda a erva do campo, e quebrou todas as árvores do campo. 26Somente na terra de Gósen, onde estavam os filhos de Israel, não havia saraiva. 27Então Faraó mandou chamar a Moisés e a Arão, e disselhes: Esta vez pequei; o SENHOR é justo, mas eu e o meu povo ímpios. 28Orai ao SENHOR (pois que basta) para que não haja mais trovões de Deus nem saraiva; e eu vos deixarei ir, e não ficareis mais aqui. 29Então lhe disse Moisés: Em saindo da cidade estenderei minhas mãos ao SENHOR; os trovões cessarão, e não haverá mais saraiva; para que saibas que a terra é do SENHOR. 30Todavia, quanto a ti e aos teus servos, eu sei que ainda não temereis diante do SENHOR Deus. 31E o linho e a cevada foram feridos, porque a cevada já estava na espiga, e o linho na haste. 32Mas o trigo e o centeio não foram feridos, porque estavam cobertos. 33Saiu, pois, Moisés da presença de Faraó, da cidade, e estendeu as suas mãos ao SENHOR; e cessaram os trovões e a saraiva, e a chuva não caiu mais sobre a terra. 34Vendo Faraó que cessou a chuva, e a saraiva, e os trovões, pecou ainda mais; e endureceu o seu coração, ele e os seus servos. 35Assim o coração de Faraó se endureceu, e não deixou ir os filhos de Israel, como o SENHOR tinha dito por Moisés. Êxodo 10 1DEPOIS disse o SENHOR a Moisés: Vai a Faraó, porque tenho endurecido o seu coração, e o coração de seus servos, para fazer estes meus sinais no meio deles, 2E para que contes aos ouvidos de teus filhos, e dos filhos de teus filhos, as coisas que fiz no Egito, e os meus sinais, que tenho feito entre eles; para que saibais que eu sou o SENHOR. 3Assim foram Moisés e Arão a Faraó, e disseram-lhe: Assim diz o SENHOR Deus dos hebreus: Até quando recusarás humilhar-te diante de mim? Deixa ir o meu povo para que me sirva; 4Porque se ainda recusares deixar ir o meu povo, eis que trarei amanhã gafanhotos aos teus termos. 5E cobrirão a face da terra, de modo que não se poderá ver a terra; e eles comerão o restante que escapou, o que vos ficou da saraiva; também comerão toda a árvore que vos cresce no campo; 6E encherão as tuas casas, e as casas de todos os teus servos e as casas de todos os egípcios, quais nunca viram teus pais, nem os pais de teus pais, desde o dia em que se acharam na terra até o dia de hoje. E virou-se, e saiu da presença de Faraó. 7E os servos de Faraó disseram-lhe: Até quando este homem nos há de ser por laço? Deixa ir os homens, para que sirvam ao SENHOR seu Deus; ainda não sabes que o Egito está destruído? 8Então Moisés e Arão foram levados outra vez a Faraó, e ele disselhes: Ide, servi ao SENHOR vosso Deus. Quais são os que hão de ir? 9E Moisés disse: Havemos de ir com os nossos jovens, e com os nossos velhos; com os nossos filhos, e com as nossas filhas, com as nossas ovelhas, e com os nossos bois havemos de ir; porque temos de celebrar uma festa ao SENHOR. 10Então ele lhes disse: Seja o SENHOR assim convosco, como eu vos deixarei ir a vós e a vossos filhos; olhai que há mal diante da vossa face. 11Não será assim; agora ide vós, homens, e servi ao SENHOR; pois isso é o que pedistes. E os expulsaram da presença de Faraó. 12Então disse o SENHOR a Moisés: Estende a tua mão sobre a terra do Egito para que os gafanhotos venham sobre a terra do Egito, e comam toda a erva da terra, tudo o que deixou a saraiva. 13Então estendeu Moisés sua vara sobre a terra do Egito, e o SENHOR trouxe sobre a terra um vento oriental todo aquele dia e toda aquela noite; e aconteceu que pela manhã o vento oriental trouxe os gafanhotos. 14E vieram os gafanhotos sobre toda a terra do Egito, e assentaram-se sobre todos os termos do Egito; tão numerosos foram que, antes destes nunca houve tantos, nem depois deles haverá. 15Porque cobriram a face de toda a terra, de modo que a terra se escureceu; e comeram toda a erva da terra, e todo o fruto das árvores, que deixara a saraiva; e não ficou verde algum nas árvores, nem na erva do campo, em toda a terra do Egito. 16Então Faraó se apressou a chamar a Moisés e a Arão, e disse: Pequei contra o SENHOR vosso Deus, e contra vós. 17Agora, pois, peço-vos que perdoeis o meu pecado somente desta vez, e que oreis ao SENHOR vosso Deus que tire de mim somente esta morte. 18E saiu da presença de Faraó, e orou ao SENHOR. 19Então o SENHOR trouxe um vento ocidental fortíssimo, o qual levantou os gafanhotos e os lançou no Mar Vermelho; não ficou um só gafanhoto em todos os termos do Egito. 20O SENHOR, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não deixou ir os filhos de Israel. 21Então disse o SENHOR a Moisés: Estende a tua mão para o céu, e virão trevas sobre a terra do Egito, trevas que se apalpem. 22E Moisés estendeu a sua mão para o céu, e houve trevas espessas em toda a terra do Egito por três dias. 23Não viu um ao outro, e ninguém se levantou do seu lugar por três dias; mas todos os filhos de Israel tinham luz em suas habitações. 24Então Faraó chamou a Moisés, e disse: Ide, servi ao SENHOR; somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas; vão também convosco as vossas crianças. 25Moisés, porém, disse: Tu também darás em nossas mãos sacrifícios e holocaustos, que ofereçamos ao SENHOR nosso Deus. 26E também o nosso gado há de ir conosco, nem uma unha ficará; porque daquele havemos de tomar, para servir ao SENHOR nosso Deus; porque não sabemos com que havemos de servir ao SENHOR, até que cheguemos lá. 27O SENHOR, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não os quis deixar ir. 28E disse-lhe Faraó: Vai-te de mim, guarda-te que não mais vejas o meu rosto; porque no dia em que vires o meu rosto, morrerás. 29E disse Moisés: Bem disseste; eu nunca mais verei o teu rosto. Êxodo 11 1E O SENHOR disse a Moisés: Ainda uma praga trarei sobre Faraó, e sobre o Egito; depois vos deixará ir daqui; e, quando vos deixar ir totalmente, a toda a pressa vos lançará daqui. 2Fala agora aos ouvidos do povo, que cada homem peça ao seu vizinho, e cada mulher à sua vizinha, jóias de prata e jóias de ouro. 3E o SENHOR deu ao povo graça aos olhos dos egípcios; também o homem Moisés era mui grande na terra do Egito, aos olhos dos servos de Faraó e aos olhos do povo. 4Disse mais Moisés: Assim o SENHOR tem dito: À meia-noite eu sairei pelo meio do Egito; 5E todo o primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó, que haveria de assentar-se sobre o seu trono, até ao primogênito da serva que está detrás da mó, e todo o primogênito dos animais. 6E haverá grande clamor em toda a terra do Egito, como nunca houve semelhante e nunca haverá; 7Mas entre todos os filhos de Israel nem mesmo um cão moverá a sua língua, desde os homens até aos animais, para que saibais que o SENHOR fez diferença entre os egípcios e os israelitas. 8Então todos estes teus servos descerão a mim, e se inclinarão diante de mim, dizendo: Sai tu, e todo o povo que te segue as pisadas; e depois eu sairei. E saiu da presença de Faraó ardendo em ira. 9O SENHOR dissera a Moisés: Faraó não vos ouvirá, para que as minhas maravilhas se multipliquem na terra do Egito. 10E Moisés e Arão fizeram todas estas maravilhas diante de Faraó; mas o SENHOR endureceu o coração de Faraó, que não deixou ir os filhos de Israel da sua terra. Êxodo 12 1E FALOU o SENHOR a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo: 2Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano. 3Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família. 4Mas se a família for pequena para um cordeiro, então tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; cada um conforme ao seu comer, fareis a conta conforme ao cordeiro. 5O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras. 6E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde. 7E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem. 8E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão. 9Não comereis dele cru, nem cozido em água, senão assado no fogo, a sua cabeça com os seus pés e com a sua fressura. 10E nada dele deixareis até amanhã; mas o que dele ficar até amanhã, queimareis no fogo. 11Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do SENHOR. 12E eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e em todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o SENHOR. 13E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito. 14E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo. 15Sete dias comereis pães ázimos; ao primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, desde o primeiro até ao sétimo dia, aquela alma será cortada de Israel. 16E ao primeiro dia haverá santa convocação; também ao sétimo dia tereis santa convocação; nenhuma obra se fará neles, senão o que cada alma houver de comer; isso somente aprontareis para vós. 17Guardai pois a festa dos pães ázimos, porque naquele mesmo dia tirei vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis a este dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo. 18No primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde, comereis pães ázimos até vinte e um do mês à tarde. 19Por sete dias não se ache nenhum fermento nas vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, aquela alma será cortada da congregação de Israel, assim o estrangeiro como o natural da terra. 20Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações comereis pães ázimos. 21Chamou pois Moisés a todos os anciãos de Israel, e disselhes: Escolhei e tomai vós cordeiros para vossas famílias, e sacrificai a páscoa. 22Então tomai um molho de hissopo, e molhai-o no sangue que estiver na bacia, e passai-o na verga da porta, e em ambas as ombreiras, do sangue que estiver na bacia; porém nenhum de vós saia da porta da sua casa até à manhã. 23Porque o SENHOR passará para ferir aos egípcios, porém quando vir o sangue na verga da porta, e em ambas as ombreiras, o SENHOR passará aquela porta, e não deixará o destruidor entrar em vossas casas, para vos ferir. 24Portanto guardai isto por estatuto para vós, e para vossos filhos para sempre. 25E acontecerá que, quando entrardes na terra que o SENHOR vos dará, como tem dito, guardareis este culto. 26E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este? 27Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao SENHOR, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou. 28E foram os filhos de Israel, e fizeram isso como o SENHOR ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram. 29E aconteceu, à meia-noite, que o SENHOR feriu a todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se sentava em seu trono, até ao primogênito do cativo que estava no cárcere, e todos os primogênitos dos animais. 30E Faraó levantou-se de noite, ele e todos os seus servos, e todos os egípcios; e havia grande clamor no Egito, porque não havia casa em que não houvesse um morto. 31Então chamou a Moisés e a Arão de noite, e disse: Levantai-vos, saí do meio do meu povo, tanto vós como os filhos de Israel; e ide, servi ao SENHOR, como tendes dito. 32Levai também convosco vossas ovelhas e vossas vacas, como tendes dito; e ide, e abençoai-me também a mim. 33E os egípcios apertavam ao povo, apressando-se para lançá-los da terra; porque diziam: Todos seremos mortos. 34E o povo tomou a sua massa, antes que levedasse, e as suas amassadeiras atadas em suas roupas sobre seus ombros. 35Fizeram, pois, os filhos de Israel conforme à palavra de Moisés, e pediram aos egípcios jóias de prata, e jóias de ouro, e roupas. 36E o SENHOR deu ao povo graça aos olhos dos egípcios, e estes lhe davam o que pediam; e despojaram aos egípcios. 37Assim partiram os filhos de Israel de Ramessés para Sucote, cerca de seiscentos mil a pé, somente de homens, sem contar os meninos. 38E subiu também com eles muita mistura de gente, e ovelhas, e bois, uma grande quantidade de gado. 39E cozeram bolos ázimos da massa que levaram do Egito, porque não se tinha levedado, porquanto foram lançados do Egito; e não se puderam deter, nem prepararam comida. 40O tempo que os filhos de Israel habitaram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos. 41E aconteceu que, passados os quatrocentos e trinta anos, naquele mesmo dia, todos os exércitos do SENHOR saíram da terra do Egito. 42Esta noite se guardará ao SENHOR, porque nela os tirou da terra do Egito; esta é a noite do SENHOR, que devem guardar todos os filhos de Israel nas suas gerações. 43Disse mais o SENHOR a Moisés e a Arão: Esta é a ordenança da páscoa: nenhum filho do estrangeiro comerá dela. 44Porém todo o servo comprado por dinheiro, depois que o houveres circuncidado, então comerá dela. 45O estrangeiro e o assalariado não comerão dela. 46Numa casa se comerá; não levarás daquela carne fora da casa, nem dela quebrareis osso. 47Toda a congregação de Israel o fará. 48Porém se algum estrangeiro se hospedar contigo e quiser celebrar a páscoa ao SENHOR, seja-lhe circuncidado todo o homem, e então chegará a celebrá-la, e será como o natural da terra; mas nenhum incircunciso comerá dela. 49Uma mesma lei haja para o natural e para o estrangeiro que peregrinar entre vós. 50E todos os filhos de Israel o fizeram; como o SENHOR ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram. 51E aconteceu naquele mesmo dia que o SENHOR tirou os filhos de Israel da terra do Egito, segundo os seus exércitos. Êxodo 13 1ENTÃO falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Santifica-me todo o primogênito, o que abrir toda a madre entre os filhos de Israel, de homens e de animais; porque meu é. 3E Moisés disse ao povo: Lembrai-vos deste mesmo dia, em que saístes do Egito, da casa da servidão; pois com mão forte o SENHOR vos tirou daqui; portanto não comereis pão levedado. 4Hoje, no mês de Abibe, vós saís. 5E acontecerá que, quando o SENHOR te houver introduzido na terra dos cananeus, e dos heteus, e dos amorreus, e dos heveus, e dos jebuseus, a qual jurou a teus pais que te daria, terra que mana leite e mel, guardarás este culto neste mês. 6Sete dias comerás pães ázimos, e ao sétimo dia haverá festa ao SENHOR. 7Sete dias se comerá pães ázimos, e o levedado não se verá contigo, nem ainda fermento será visto em todos os teus termos. 8E naquele mesmo dia farás saber a teu filho, dizendo: Isto é pelo que o SENHOR me tem feito, quando eu saí do Egito. 9E te será por sinal sobre tua mão e por lembrança entre teus olhos, para que a lei do SENHOR esteja em tua boca; porquanto com mão forte o SENHOR te tirou do Egito. 10Portanto tu guardarás este estatuto a seu tempo, de ano em ano. 11Também acontecerá que, quando o SENHOR te houver introduzido na terra dos cananeus, como jurou a ti e a teus pais, quando ta houver dado, 12Separarás para o SENHOR tudo o que abrir a madre e todo o primogênito dos animais que tiveres; os machos serão do SENHOR. 13Porém, todo o primogênito da jumenta resgatarás com um cordeiro; e se o não resgatares, cortar-lhe-ás a cabeça; mas todo o primogênito do homem, entre teus filhos, resgatarás. 14E quando teu filho te perguntar no futuro, dizendo: Que é isto? Dir-lhe-ás: O SENHOR nos tirou com mão forte do Egito, da casa da servidão. 15Porque sucedeu que, endurecendo-se Faraó, para não nos deixar ir, o SENHOR matou todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito do homem até o primogênito dos animais; por isso eu sacrifico ao SENHOR todos os primogênitos, sendo machos; porém a todo o primogênito de meus filhos eu resgato. 16E será isso por sinal sobre tua mão, e por frontais entre os teus olhos; porque o SENHOR, com mão forte, nos tirou do Egito. 17E aconteceu que, quando Faraó deixou ir o povo, Deus não os levou pelo caminho da terra dos filisteus, que estava mais perto; porque Deus disse: Para que porventura o povo não se arrependa, vendo a guerra, e volte ao Egito. 18Mas Deus fez o povo rodear pelo caminho do deserto do Mar Vermelho; e armados, os filhos de Israel subiram da terra do Egito. 19E Moisés levou consigo os ossos de José, porquanto havia este solenemente ajuramentado os filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará; fazei, pois, subir daqui os meus ossos convosco. 20Assim partiram de Sucote, e acamparam-se em Etã, à entrada do deserto. 21E o SENHOR ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite. 22Nunca tirou de diante do povo a coluna de nuvem, de dia, nem a coluna de fogo, de noite. Êxodo 14 1ENTÃO falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Fala aos filhos de Israel que voltem, e que se acampem diante de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baal-Zefom; em frente dele assentareis o campo junto ao mar. 3Então Faraó dirá dos filhos de Israel: Estão embaraçados na terra o deserto os encerrou. 4E eu endurecerei o coração de Faraó, para que os persiga, e serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército, e saberão os egípcios que eu sou o SENHOR. E eles fizeram assim. 5Sendo, pois, anunciado ao rei do Egito que o povo fugia, mudou-se o coração de Faraó e dos seus servos contra o povo, e disseram: Por que fizemos isso, havendo deixado ir a Israel, para que não nos sirva? 6E aprontou o seu carro, e tomou consigo o seu povo; 7E tomou seiscentos carros escolhidos, e todos os carros do Egito, e os capitães sobre eles todos. 8Porque o SENHOR endureceu o coração de Faraó, rei do Egito, para que perseguisse aos filhos de Israel; porém os filhos de Israel saíram com alta mão. 9E os egípcios perseguiram-nos, todos os cavalos e carros de Faraó, e os seus cavaleiros e o seu exército, e alcançaram-nos acampados junto ao mar, perto de Pi-Hairote, diante de Baal-Zefom. 10E aproximando Faraó, os filhos de Israel levantaram seus olhos, e eis que os egípcios vinham atrás deles, e temeram muito; então os filhos de Israel clamaram ao SENHOR. 11E disseram a Moisés: Não havia sepulcros no Egito, para nos tirar de lá, para que morramos neste deserto? Por que nos fizeste isto, fazendo-nos sair do Egito? 12Não é esta a palavra que te falamos no Egito, dizendo: Deixa-nos, que sirvamos aos egípcios? Pois que melhor nos fora servir aos egípcios, do que morrermos no deserto. 13Moisés, porém, disse ao povo: Não temais; estai quietos, e vede o livramento do SENHOR, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais os tornareis a ver. 14O SENHOR pelejará por vós, e vós vos calareis. 15Então disse o SENHOR a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. 16E tu, levanta a tua vara, e estende a tua mão sobre o mar, e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco. 17E eis que endurecerei o coração dos egípcios, e estes entrarão atrás deles; e eu serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército, nos seus carros e nos seus cavaleiros, 18E os egípcios saberão que eu sou o SENHOR, quando for glorificado em Faraó, nos seus carros e nos seus cavaleiros. 19E o anjo de Deus, que ia diante do exército de Israel, se retirou, e ia atrás deles; também a coluna de nuvem se retirou de diante deles, e se pôs atrás deles. 20E ia entre o campo dos egípcios e o campo de Israel; e a nuvem era trevas para aqueles, e para estes clareava a noite; de maneira que em toda a noite não se aproximou um do outro. 21Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o SENHOR fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas. 22E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas foram-lhes como muro à sua direita e à sua esquerda. 23E os egípcios os seguiram, e entraram atrás deles todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros, até ao meio do mar. 24E aconteceu que, na vigília daquela manhã, o SENHOR, na coluna do fogo e da nuvem, viu o campo dos egípcios; e alvoroçou o campo dos egípcios. 25E tirou-lhes as rodas dos seus carros, e dificultosamente os governavam. Então disseram os egípcios: Fujamos da face de Israel, porque o SENHOR por eles peleja contra os egípcios. 26E disse o SENHOR a Moisés: Estende a tua mão sobre o mar, para que as águas tornem sobre os egípcios, sobre os seus carros e sobre os seus cavaleiros. 27Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o mar retornou a sua força ao amanhecer, e os egípcios, ao fugirem, foram de encontro a ele, e o SENHOR derrubou os egípcios no meio do mar, 28Porque as águas, tornando, cobriram os carros e os cavaleiros de todo o exército de Faraó, que os haviam seguido no mar; nenhum deles ficou. 29Mas os filhos de Israel foram pelo meio do mar seco; e as águas foram-lhes como muro à sua mão direita e à sua esquerda. 30Assim o SENHOR salvou Israel naquele dia da mão dos egípcios; e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar. 31E viu Israel a grande mão que o SENHOR mostrara aos egípcios; e temeu o povo ao SENHOR, e creu no SENHOR e em Moisés, seu servo. Êxodo 15 1ENTÃO cantou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao SENHOR, e falaram, dizendo: Cantarei ao SENHOR, porque gloriosamente triunfou; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro. 2O SENHOR é a minha força, e o meu cântico; ele me foi por salvação; este é o meu Deus, portanto lhe farei uma habitação; ele é o Deus de meu pai, por isso o exaltarei. 3O SENHOR é homem de guerra; o SENHOR é o seu nome. 4Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército; e os seus escolhidos príncipes afogaram-se no Mar Vermelho. 5Os abismos os cobriram; desceram às profundezas como pedra. 6A tua destra, ó SENHOR, se tem glorificado em poder, a tua destra, ó SENHOR, tem despedaçado o inimigo; 7E com a grandeza da tua excelência derrubaste aos que se levantaram contra ti; enviaste o teu furor, que os consumiu como o restolho. 8E com o sopro de tuas narinas amontoaram-se as águas, as correntes pararam como montão; os abismos coalharam-se no coração do mar. 9O inimigo dizia: Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos; fartar-se-á a minha alma deles, arrancarei a minha espada, a minha mão os destruirá. 10Sopraste com o teu vento, o mar os cobriu; afundaram-se como chumbo em veementes águas. 11Ó SENHOR, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu glorificado em santidade, admirável em louvores, realizando maravilhas? 12Estendeste a tua mão direita; a terra os tragou. 13Tu, com a tua beneficência, guiaste a este povo, que salvaste; com a tua força o levaste à habitação da tua santidade. 14Os povos o ouviram, eles estremeceram, uma dor apoderou-se dos habitantes da Filístia. 15Então os príncipes de Edom se pasmaram; dos poderosos dos moabitas apoderou-se um tremor; derreteram-se todos os habitantes de Canaã. 16Espanto e pavor caiu sobre eles; pela grandeza do teu braço emudeceram como pedra; até que o teu povo houvesse passado, ó SENHOR, até que passasse este povo que adquiriste. 17Tu os introduzirás, e os plantarás no monte da tua herança, no lugar que tu, ó SENHOR, aparelhaste para a tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram. 18O SENHOR reinará eterna e perpetuamente; 19Porque os cavalos de Faraó, com os seus carros e com os seus cavaleiros, entraram no mar, e o SENHOR fez tornar as águas do mar sobre eles; mas os filhos de Israel passaram em seco pelo meio do mar. 20Então Miriã, a profetisa, a irmã de Arão, tomou o tamboril na sua mão, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris e com danças. 21E Miriã lhes respondia: Cantai ao SENHOR, porque gloriosamente triunfou; e lançou no mar o cavalo com o seu cavaleiro. 22Depois fez Moisés partir os israelitas do Mar Vermelho, e saíram ao deserto de Sur; e andaram três dias no deserto, e não acharam água. 23Então chegaram a Mara; mas não puderam beber das águas de Mara, porque eram amargas; por isso chamou-se o lugar Mara. 24E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber? 25E ele clamou ao SENHOR, e o SENHOR mostrou-lhe uma árvore, que lançou nas águas, e as águas se tornaram doces. Ali lhes deu estatutos e uma ordenança, e ali os provou. 26E disse: Se ouvires atento a voz do SENHOR teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o SENHOR que te sara. 27Então vieram a Elim, e havia ali doze fontes de água e setenta palmeiras; e ali se acamparam junto das águas. Êxodo 16 1E PARTINDO de Elim, toda a congregação dos filhos de Israel veio ao deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai, aos quinze dias do mês segundo, depois de sua saída da terra do Egito. 2E toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão no deserto. 3E os filhos de Israel disseram-lhes: Quem dera tivéssemos morrido por mão do SENHOR na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão até fartar! Porque nos tendes trazido a este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão. 4Então disse o SENHOR a Moisés: Eis que vos farei chover pão dos céus, e o povo sairá, e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu o prove se anda em minha lei ou não. 5E acontecerá, no sexto dia, que prepararão o que colherem; e será o dobro do que colhem cada dia. 6Então disseram Moisés e Arão a todos os filhos de Israel: À tarde sabereis que o SENHOR vos tirou da terra do Egito, 7E amanhã vereis a glória do SENHOR, porquanto ouviu as vossas murmurações contra o SENHOR. E quem somos nós, para que murmureis contra nós? 8Disse mais Moisés: Isso será quando o SENHOR à tarde vos der carne para comer, e pela manhã pão a fartar, porquanto o SENHOR ouviu as vossas murmurações, com que murmurais contra ele. E quem somos nós? As vossas murmurações não são contra nós, mas sim contra o SENHOR. 9Depois disse Moisés a Arão: Dize a toda a congregação dos filhos de Israel: Chegai-vos à presença do SENHOR, porque ouviu as vossas murmurações. 10E aconteceu que, quando falou Arão a toda a congregação dos filhos de Israel, e eles se viraram para o deserto, eis que a glória do SENHOR apareceu na nuvem. 11E o SENHOR falou a Moisés, dizendo: 12Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel. Fala-lhes, dizendo: Entre as duas tardes comereis carne, e pela manhã vos fartareis de pão; e sabereis que eu sou o SENHOR vosso Deus. 13E aconteceu que à tarde subiram codornizes, e cobriram o arraial; e pela manhã jazia o orvalho ao redor do arraial. 14E quando o orvalho se levantou, eis que sobre a face do deserto estava uma coisa miúda, redonda, miúda como a geada sobre a terra. 15E, vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? Porque não sabiam o que era. Disselhes pois Moisés: Este é o pão que o SENHOR vos deu para comer. 16Esta é a palavra que o SENHOR tem mandado: Colhei dele cada um conforme ao que pode comer, um ômer por cabeça, segundo o número das vossas almas; cada um tomará para os que se acharem na sua tenda. 17E os filhos de Israel fizeram assim; e colheram, uns mais e outros menos. 18Porém, medindo-o com o ômer, não sobejava ao que colhera muito, nem faltava ao que colhera pouco; cada um colheu tanto quanto podia comer. 19E disselhes Moisés: Ninguém deixe dele para amanhã. 20Eles, porém, não deram ouvidos a Moisés, antes alguns deles deixaram dele para o dia seguinte; e criou bichos, e cheirava mal; por isso indignou-se Moisés contra eles. 21Eles, pois, o colhiam cada manhã, cada um conforme ao que podia comer; porque, aquecendo o sol, derretia-se. 22E aconteceu que ao sexto dia colheram pão em dobro, dois ômeres para cada um; e todos os príncipes da congregação vieram, e contaram-no a Moisés. 23E ele disselhes: Isto é o que o SENHOR tem dito: Amanhã é repouso, o santo sábado do SENHOR; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobejar, guardai para vós até amanhã. 24E guardaram-no até o dia seguinte, como Moisés tinha ordenado; e não cheirou mal nem nele houve algum bicho. 25Então disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto hoje é o sábado do SENHOR; hoje não o achareis no campo. 26Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele não haverá. 27E aconteceu ao sétimo dia, que alguns do povo saíram para colher, mas não o acharam. 28Então disse o SENHOR a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis? 29Vede, porquanto o SENHOR vos deu o sábado, portanto ele no sexto dia vos dá pão para dois dias; cada um fique no seu lugar, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia. 30Assim repousou o povo no sétimo dia. 31E chamou a casa de Israel o seu nome maná; e era como semente de coentro branco, e o seu sabor como bolos de mel. 32E disse Moisés: Esta é a palavra que o SENHOR tem mandado: Encherás um ômer dele e guardá-lo-ás para as vossas gerações, para que vejam o pão que vos tenho dado a comer neste deserto, quando eu vos tirei da terra do Egito. 33Disse também Moisés a Arão: Toma um vaso, e põe nele um ômer cheio de maná, e coloca-o diante do SENHOR, para guardá-lo para as vossas gerações. 34Como o SENHOR tinha ordenado a Moisés, assim Arão o pôs diante do Testemunho, para ser guardado. 35E comeram os filhos de Israel maná quarenta anos, até que entraram em terra habitada; comeram maná até que chegaram aos termos da terra de Canaã. 36E um ômer é a décima parte do efa. Êxodo 17 1DEPOIS toda a congregação dos filhos de Israel partiu do deserto de Sim pelas suas jornadas, segundo o mandamento do SENHOR, e acampou em Refidim; e não havia ali água para o povo beber. 2Então contendeu o povo com Moisés, e disse: Dá-nos água para beber. E Moisés lhes disse: Por que contendeis comigo? Por que tentais ao SENHOR? 3Tendo pois ali o povo sede de água, o povo murmurou contra Moisés, e disse: Por que nos fizeste subir do Egito, para nos matares de sede, a nós e aos nossos filhos, e ao nosso gado? 4E clamou Moisés ao SENHOR, dizendo: Que farei a este povo? Daqui a pouco me apedrejará. 5Então disse o SENHOR a Moisés: Passa diante do povo, e toma contigo alguns dos anciãos de Israel; e toma na tua mão a tua vara, com que feriste o rio, e vai. 6Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe, e tu ferirás a rocha, e dela sairão águas e o povo beberá. E Moisés assim o fez, diante dos olhos dos anciãos de Israel. 7E chamou aquele lugar Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos de Israel, e porque tentaram ao SENHOR, dizendo: Está o SENHOR no meio de nós, ou não? 8Então veio Amaleque, e pelejou contra Israel em Refidim. 9Por isso disse Moisés a Josué: Escolhe-nos homens, e sai, peleja contra Amaleque; amanhã eu estarei sobre o cume do outeiro, e a vara de Deus estará na minha mão. 10E fez Josué como Moisés lhe dissera, pelejando contra Amaleque; mas Moisés, Arão, e Hur subiram ao cume do outeiro. 11E acontecia que, quando Moisés levantava a sua mão, Israel prevalecia; mas quando ele abaixava a sua mão, Amaleque prevalecia. 12Porém as mãos de Moisés eram pesadas, por isso tomaram uma pedra, e a puseram debaixo dele, para assentar-se sobre ela; e Arão e Hur sustentaram as suas mãos, um de um lado e o outro do outro; assim ficaram as suas mãos firmes até que o sol se pôs. 13E assim Josué desfez a Amaleque e a seu povo, ao fio da espada. 14Então disse o SENHOR a Moisés: Escreve isto para memória num livro, e relata-o aos ouvidos de Josué; que eu totalmente hei de riscar a memória de Amaleque de debaixo dos céus. 15E Moisés edificou um altar, ao qual chamou: O SENHOR É MINHA BANDEIRA. 16E disse: Porquanto jurou o SENHOR, haverá guerra do SENHOR contra Amaleque de geração em geração. Êxodo 18 1ORA Jetro, sacerdote de Midiã, sogro de Moisés, ouviu todas as coisas que Deus tinha feito a Moisés e a Israel seu povo, como o SENHOR tinha tirado a Israel do Egito. 2E Jetro, sogro de Moisés, tomou a Zípora, a mulher de Moisés, depois que ele lha enviara, 3Com seus dois filhos, dos quais um se chamava Gérson; porque disse: Eu fui peregrino em terra estranha; 4E o outro se chamava Eliézer; porque disse: O Deus de meu pai foi por minha ajuda, e me livrou da espada de Faraó. 5Vindo, pois, Jetro, o sogro de Moisés, com seus filhos e com sua mulher, a Moisés no deserto, ao monte de Deus, onde se tinha acampado, 6Disse a Moisés: Eu, teu sogro Jetro, venho a ti, com tua mulher e seus dois filhos com ela. 7Então saiu Moisés ao encontro de seu sogro, e inclinou-se, e beijou-o, e perguntaram um ao outro como estavam, e entraram na tenda. 8E Moisés contou a seu sogro todas as coisas que o SENHOR tinha feito a Faraó e aos egípcios por amor de Israel, e todo o trabalho que passaram no caminho, e como o SENHOR os livrara. 9E alegrou-se Jetro de todo o bem que o SENHOR tinha feito a Israel, livrando-o da mão dos egípcios. 10E Jetro disse: Bendito seja o SENHOR, que vos livrou das mãos dos egípcios e da mão de Faraó; que livrou a este povo de debaixo da mão dos egípcios. 11Agora sei que o SENHOR é maior que todos os deuses; porque na coisa em que se ensoberbeceram, os sobrepujou. 12Então Jetro, o sogro de Moisés, tomou holocausto e sacrifícios para Deus; e veio Arão, e todos os anciãos de Israel, para comerem pão com o sogro de Moisés diante de Deus. 13E aconteceu que, no outro dia, Moisés assentou-se para julgar o povo; e o povo estava em pé diante de Moisés desde a manhã até à tarde. 14Vendo, pois, o sogro de Moisés tudo o que ele fazia ao povo, disse: Que é isto, que tu fazes ao povo? Por que te assentas só, e todo o povo está em pé diante de ti, desde a manhã até à tarde? 15Então disse Moisés a seu sogro: É porque este povo vem a mim, para consultar a Deus; 16Quando tem algum negócio vem a mim, para que eu julgue entre um e outro e lhes declare os estatutos de Deus e as suas leis. 17O sogro de Moisés, porém, lhe disse: Não é bom o que fazes. 18Totalmente desfalecerás, assim tu como este povo que está contigo; porque este negócio é mui difícil para ti; tu só não o podes fazer. 19Ouve agora minha voz, eu te aconselharei, e Deus será contigo. Sê tu pelo povo diante de Deus, e leva tu as causas a Deus; 20E declara-lhes os estatutos e as leis, e faze-lhes saber o caminho em que devem andar, e a obra que devem fazer. 21E tu dentre todo o povo procura homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que odeiem a avareza; e põe-nos sobre eles por maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinqüenta, e maiorais de dez; 22Para que julguem este povo em todo o tempo; e seja que todo o negócio grave tragam a ti, mas todo o negócio pequeno eles o julguem; assim a ti mesmo te aliviarás da carga, e eles a levarão contigo. 23Se isto fizeres, e Deus to mandar, poderás então subsistir; assim também todo este povo em paz irá ao seu lugar. 24E Moisés deu ouvidos à voz de seu sogro, e fez tudo quanto tinha dito; 25E escolheu Moisés homens capazes, de todo o Israel, e os pôs por cabeças sobre o povo; maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinqüenta e maiorais de dez. 26E eles julgaram o povo em todo o tempo; o negócio árduo trouxeram a Moisés, e todo o negócio pequeno julgaram eles. 27Então despediu Moisés o seu sogro, o qual se foi à sua terra. Êxodo 19 1AO terceiro mês da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no mesmo dia chegaram ao deserto de Sinai, 2Porque partiram de Refidim e entraram no deserto de Sinai, onde se acamparam. Israel, pois, ali se acampou em frente ao monte. 3E subiu Moisés a Deus, e o SENHOR o chamou do monte, dizendo: Assim falarás à casa de Jacó, e anunciarás aos filhos de Israel: 4Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim; 5Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. 6E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel. 7E veio Moisés, e chamou os anciãos do povo, e expôs diante deles todas estas palavras, que o SENHOR lhe tinha ordenado. 8Então todo o povo respondeu a uma voz, e disse: Tudo o que o SENHOR tem falado, faremos. E relatou Moisés ao SENHOR as palavras do povo. 9E disse o SENHOR a Moisés: Eis que eu virei a ti numa nuvem espessa, para que o povo ouça, falando eu contigo, e para que também te creiam eternamente. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do seu povo ao SENHOR. 10Disse também o SENHOR a Moisés: Vai ao povo, e santifica-os hoje e amanhã, e lavem eles as suas roupas, 11E estejam prontos para o terceiro dia; porquanto no terceiro dia o SENHOR descerá diante dos olhos de todo o povo sobre o monte Sinai. 12E marcarás limites ao povo em redor, dizendo: Guardai-vos, não subais ao monte, nem toqueis o seu termo; todo aquele que tocar o monte, certamente morrerá. 13Nenhuma mão tocará nele; porque certamente será apedrejado ou asseteado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá; soando a buzina longamente, então subirão ao monte. 14Então Moisés desceu do monte ao povo, e santificou o povo; e lavaram as suas roupas. 15E disse ao povo: Estai prontos ao terceiro dia; e não vos chegueis a mulher. 16E aconteceu que, ao terceiro dia, ao amanhecer, houve trovões e relâmpagos sobre o monte, e uma espessa nuvem, e um sonido de buzina mui forte, de maneira que estremeceu todo o povo que estava no arraial. 17E Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte. 18E todo o monte Sinai fumegava, porque o SENHOR descera sobre ele em fogo; e a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia grandemente. 19E o sonido da buzina ia crescendo cada vez mais; Moisés falava, e Deus lhe respondia em voz alta. 20E, descendo o SENHOR sobre o monte Sinai, sobre o cume do monte, chamou o SENHOR a Moisés ao cume do monte; e Moisés subiu. 21E disse o SENHOR a Moisés: Desce, adverte ao povo que não traspasse o termo para ver o SENHOR, para que muitos deles não pereçam. 22E também os sacerdotes, que se chegam ao SENHOR, se hão de santificar, para que o SENHOR não se lance sobre eles. 23Então disse Moisés ao SENHOR: O povo não poderá subir ao monte Sinai, porque tu nos tens advertido, dizendo: Marca termos ao redor do monte, e santifica-o. 24E disse-lhe o SENHOR: Vai, desce; depois subirás tu, e Arão contigo; os sacerdotes, porém, e o povo não traspassem o termo para subir ao SENHOR, para que não se lance sobre eles. 25Então Moisés desceu ao povo, e disse-lhe isto. Êxodo 20 1ENTÃO falou Deus todas estas palavras, dizendo: 2Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. 3Não terás outros deuses diante de mim. 4Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 5Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. 6E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos. 7Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. 8Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. 9Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. 10Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. 11Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou. 12Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá. 13Não matarás. 14Não adulterarás. 15Não furtarás. 16Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. 17Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo. 18E todo o povo viu os trovões e os relâmpagos, e o sonido da buzina, e o monte fumegando; e o povo, vendo isso retirou-se e pôs-se de longe. 19E disseram a Moisés: Fala tu conosco, e ouviremos: e não fale Deus conosco, para que não morramos. 20E disse Moisés ao povo: Não temais, Deus veio para vos provar, e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis. 21E o povo estava em pé de longe. Moisés, porém, se chegou à escuridão, onde Deus estava. 22Então disse o SENHOR a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: Vós tendes visto que, dos céus, eu falei convosco. 23Não fareis outros deuses comigo; deuses de prata ou deuses de ouro não fareis para vós. 24Um altar de terra me farás, e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos, e as tuas ofertas pacíficas, as tuas ovelhas, e as tuas vacas; em todo o lugar, onde eu fizer celebrar a memória do meu nome, virei a ti e te abençoarei. 25E se me fizeres um altar de pedras, não o farás de pedras lavradas; se sobre ele levantares o teu buril, profaná-lo-ás. 26Também não subirás ao meu altar por degraus, para que a tua nudez não seja descoberta diante deles. Êxodo 21 1ESTES são os estatutos que lhes proporás. 2Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá livre, de graça. 3Se entrou só com o seu corpo, só com o seu corpo sairá; se ele era homem casado, sua mulher sairá com ele. 4Se seu senhor lhe houver dado uma mulher e ela lhe houver dado filhos ou filhas, a mulher e seus filhos serão de seu senhor, e ele sairá sozinho. 5Mas se aquele servo expressamente disser: Eu amo a meu senhor, e a minha mulher, e a meus filhos; não quero sair livre, 6Então seu SENHOR o levará aos juízes, e o fará chegar à porta, ou ao umbral da porta, e seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre. 7E se um homem vender sua filha para ser serva, ela não sairá como saem os servos. 8Se ela não agradar ao seu senhor, e ele não se desposar com ela, fará que se resgate; não poderá vendê-la a um povo estranho, agindo deslealmente com ela. 9Mas se a desposar com seu filho, fará com ela conforme ao direito das filhas. 10Se lhe tomar outra, não diminuirá o mantimento desta, nem o seu vestido, nem a sua obrigação marital. 11E se lhe não fizer estas três coisas, sairá de graça, sem dar dinheiro. 12Quem ferir alguém, de modo que este morra, certamente será morto. 13Porém se lhe não armou cilada, mas Deus lho entregou nas mãos, ordenar-te-ei um lugar para onde fugirá. 14Mas se alguém agir premeditadamente contra o seu próximo, matando-o à traição, tirá-lo-ás do meu altar, para que morra. 15O que ferir a seu pai, ou a sua mãe, certamente será morto. 16E quem raptar um homem, e o vender, ou for achado na sua mão, certamente será morto. 17E quem amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe, certamente será morto. 18E se dois homens pelejarem, ferindo-se um ao outro com pedra ou com o punho, e este não morrer, mas cair na cama, 19Se ele tornar a levantar-se e andar fora, sobre o seu bordão, então aquele que o feriu será absolvido; somente lhe pagará o tempo que perdera e o fará curar totalmente. 20Se alguém ferir a seu servo, ou a sua serva, com pau, e morrer debaixo da sua mão, certamente será castigado; 21Porém se sobreviver por um ou dois dias, não será castigado, porque é dinheiro seu. 22Se alguns homens pelejarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborte, porém não havendo outro dano, certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e julgarem os juízes. 23Mas se houver morte, então darás vida por vida, 24Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, 25Queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe. 26E quando alguém ferir o olho do seu servo, ou o olho da sua serva, e o danificar, o deixará ir livre pelo seu olho. 27E se tirar o dente do seu servo, ou o dente da sua serva, o deixará ir livre pelo seu dente. 28E se algum boi escornear homem ou mulher, que morra, o boi será apedrejado certamente, e a sua carne não se comerá; mas o dono do boi será absolvido. 29Mas se o boi dantes era escorneador, e o seu dono foi conhecedor disso, e não o guardou, matando homem ou mulher, o boi será apedrejado, e também o seu dono morrerá. 30Se lhe for imposto resgate, então dará por resgate da sua vida tudo quanto lhe for imposto, 31Quer tenha escorneado um filho, quer tenha escorneado uma filha; conforme a este estatuto lhe será feito. 32Se o boi escornear um servo, ou uma serva, dar-se-á trinta siclos de prata ao seu senhor, e o boi será apedrejado. 33Se alguém abrir uma cova, ou se alguém cavar uma cova, e não a cobrir, e nela cair um boi ou um jumento, 34O dono da cova o pagará; pagará em dinheiro ao seu dono, mas o animal morto será seu. 35Se o boi de alguém ferir o boi do seu próximo, e morrer, então se venderá o boi vivo, e o dinheiro dele se repartirá igualmente, e também repartirão entre si o boi morto. 36Mas se foi notório que aquele boi antes era escorneador, e seu dono não o guardou, certamente pagará boi por boi; porém o morto será seu. Êxodo 22 1SE alguém furtar boi ou ovelha, e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas. 2Se o ladrão for achado roubando, e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue. 3Se o sol houver saído sobre ele, o agressor será culpado do sangue; o ladrão fará restituição total; e se não tiver com que pagar, será vendido por seu furto. 4Se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, ou jumento, ou ovelha, pagará o dobro. 5Se alguém fizer pastar o seu animal num campo ou numa vinha, e largá-lo para comer no campo de outro, o melhor do seu próprio campo e o melhor da sua própria vinha restituirá. 6Se irromper um fogo, e pegar nos espinhos, e queimar a meda de trigo, ou a seara, ou o campo, aquele que acendeu o fogo totalmente pagará o queimado. 7Se alguém der ao seu próximo dinheiro, ou bens, a guardar, e isso for furtado da casa daquele homem, o ladrão, se for achado, pagará o dobro. 8Se o ladrão não for achado, então o dono da casa será levado diante dos juízes, a ver se não pôs a sua mão nos bens do seu próximo. 9Sobre todo o negócio fraudulento, sobre boi, sobre jumento, sobre gado miúdo, sobre roupa, sobre toda a coisa perdida, de que alguém disser que é sua, a causa de ambos será levada perante os juízes; aquele a quem condenarem os juízes pagará em dobro ao seu próximo. 10Se alguém der a seu próximo a guardar um jumento, ou boi, ou ovelha, ou outro animal, e este morrer, ou for dilacerado, ou arrebatado, ninguém o vendo, 11Então haverá juramento do SENHOR entre ambos, de que não pôs a sua mão nos bens do seu próximo; e seu dono o aceitará, e o outro não o restituirá. 12Mas, se de fato lhe tiver sido furtado, pagá-lo-á ao seu dono. 13Porém se lhe for dilacerado, trá-lo-á em testemunho disso, e não pagará o dilacerado. 14E se alguém pedir emprestado a seu próximo algum animal, e for danificado ou morto, não estando presente o seu dono, certamente o pagará. 15Se o seu dono estava presente, não o pagará; se foi alugado, será pelo seu aluguel. 16Se alguém enganar alguma virgem, que não for desposada, e se deitar com ela, certamente a dotará e tomará por sua mulher. 17Se seu pai inteiramente recusar dar-lha, pagará ele em dinheiro conforme ao dote das virgens. 18A feiticeira não deixarás viver. 19Todo aquele que se deitar com animal, certamente morrerá. 20O que sacrificar aos deuses, e não só ao SENHOR, será morto. 21O estrangeiro não afligirás, nem o oprimirás; pois estrangeiros fostes na terra do Egito. 22A nenhuma viúva nem órfão afligireis. 23Se de algum modo os afligires, e eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu clamor. 24E a minha ira se acenderá, e vos matarei à espada; e vossas mulheres ficarão viúvas, e vossos filhos órfãos. 25Se emprestares dinheiro ao meu povo, ao pobre que está contigo, não te haverás com ele como um usurário; não lhe imporeis usura. 26Se tomares em penhor a roupa do teu próximo, lho restituirás antes do pôr do sol, 27Porque aquela é a sua cobertura, e o vestido da sua pele; em que se deitaria? Será pois que, quando clamar a mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso. 28A Deus não amaldiçoarás, e o príncipe dentre o teu povo não maldirás. 29As tuas primícias, e os teus licores não retardarás; o primogênito de teus filhos me darás. 30Assim farás dos teus bois e das tuas ovelhas: sete dias estarão com sua mãe, e ao oitavo dia mos darás. 31E ser-me-eis homens santos; portanto não comereis carne despedaçada no campo; aos cães a lançareis. Êxodo 23 1NÃO admitirás falso boato, e não porás a tua mão com o ímpio, para seres testemunha falsa. 2Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda falarás, tomando parte com a maioria para torcer o direito. 3Nem ao pobre favorecerás na sua demanda. 4Se encontrares o boi do teu inimigo, ou o seu jumento, desgarrado, sem falta lho reconduzirás. 5Se vires o jumento, daquele que te odeia, caído debaixo da sua carga, deixarás pois de ajudá-lo? Certamente o ajudarás a levantá-lo. 6Não perverterás o direito do teu pobre na sua demanda. 7De palavras de falsidade te afastarás, e não matarás o inocente e o justo; porque não justificarei o ímpio. 8Também suborno não tomarás; porque o suborno cega os que têm vista, e perverte as palavras dos justos. 9Também não oprimirás o estrangeiro; pois vós conheceis o coração do estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito. 10Também seis anos semearás tua terra, e recolherás os seus frutos; 11Mas ao sétimo a dispensarás e deixarás descansar, para que possam comer os pobres do teu povo, e da sobra comam os animais do campo. Assim farás com a tua vinha e com o teu olival. 12Seis dias farás os teus trabalhos, mas ao sétimo dia descansarás; para que descanse o teu boi, e o teu jumento; e para que tome alento o filho da tua escrava, e o estrangeiro. 13E em tudo o que vos tenho dito, guardai-vos; e do nome de outros deuses nem vos lembreis, nem se ouça da vossa boca. 14Três vezes no ano me celebrareis festa. 15A festa dos pães ázimos guardarás; sete dias comerás pães ázimos, como te tenho ordenado, ao tempo apontado no mês de Abibe; porque nele saíste do Egito; e ninguém apareça vazio perante mim; 16E a festa da sega dos primeiros frutos do teu trabalho, que houveres semeado no campo, e a festa da colheita, à saída do ano, quando tiveres colhido do campo o teu trabalho. 17Três vezes no ano todos os teus homens aparecerão diante do Senhor Deus. 18Não oferecerás o sangue do meu sacrifício com pão levedado; nem ficará a gordura da minha festa de noite até pela manhã. 19As primícias dos primeiros frutos da tua terra trarás à casa do SENHOR teu Deus; não cozerás o cabrito no leite de sua mãe. 20Eis que eu envio um anjo diante de ti, para que te guarde pelo caminho, e te leve ao lugar que te tenho preparado. 21Guarda-te diante dele, e ouve a sua voz, e não o provoques à ira; porque não perdoará a vossa rebeldia; porque o meu nome está nele. 22Mas se diligentemente ouvires a sua voz, e fizeres tudo o que eu disser, então serei inimigo dos teus inimigos, e adversário dos teus adversários. 23Porque o meu anjo irá adiante de ti, e te levará aos amorreus, e aos heteus, e aos perizeus, e aos cananeus, heveus e jebuseus; e eu os destruirei. 24Não te inclinarás diante dos seus deuses, nem os servirás, nem farás conforme às suas obras; antes os destruirás totalmente, e quebrarás de todo as suas estátuas. 25E servireis ao SENHOR vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de vós as enfermidades. 26Não haverá mulher que aborte, nem estéril na tua terra; o número dos teus dias cumprirei. 27Enviarei o meu terror adiante de ti, destruindo a todo o povo aonde entrares, e farei que todos os teus inimigos te voltem as costas. 28Também enviarei vespões adiante de ti, que lancem fora os heveus, os cananeus, e os heteus de diante de ti. 29Não os lançarei fora de diante de ti num só ano, para que a terra não se torne em deserto, e as feras do campo não se multipliquem contra ti. 30Pouco a pouco os lançarei de diante de ti, até que sejas multiplicado, e possuas a terra por herança. 31E porei os teus termos desde o Mar Vermelho até ao mar dos filisteus, e desde o deserto até ao rio; porque darei nas tuas mãos os moradores da terra, para que os lances fora de diante de ti. 32Não farás aliança alguma com eles, ou com os seus deuses. 33Na tua terra não habitarão, para que não te façam pecar contra mim; se servires aos seus deuses, certamente isso será um laço para ti. Êxodo 24 1DEPOIS disse a Moisés: Sobe ao SENHOR, tu e Arão, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel; e adorai de longe. 2E só Moisés se chegará ao SENHOR; mas eles não se cheguem, nem o povo suba com ele. 3Veio, pois, Moisés, e contou ao povo todas as palavras do SENHOR, e todos os estatutos; então o povo respondeu a uma voz, e disse: Todas as palavras, que o SENHOR tem falado, faremos. 4Moisés escreveu todas as palavras do SENHOR, e levantou-se pela manhã de madrugada, e edificou um altar ao pé do monte, e doze monumentos, segundo as doze tribos de Israel; 5E enviou alguns jovens dos filhos de Israel, os quais ofereceram holocaustos e sacrificaram ao SENHOR sacrifícios pacíficos de bezerros. 6E Moisés tomou a metade do sangue, e a pôs em bacias; e a outra metade do sangue espargiu sobre o altar. 7E tomou o livro da aliança e o leu aos ouvidos do povo, e eles disseram: Tudo o que o SENHOR tem falado faremos, e obedeceremos. 8Então tomou Moisés aquele sangue, e espargiu-o sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o SENHOR tem feito convosco sobre todas estas palavras. 9E subiram Moisés e Arão, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel. 10E viram o Deus de Israel, e debaixo de seus pés havia como que uma pavimentação de pedra de safira, que se parecia com o céu na sua claridade. 11Porém não estendeu a sua mão sobre os escolhidos dos filhos de Israel, mas viram a Deus, e comeram e beberam. 12Então disse o SENHOR a Moisés: Sobe a mim ao monte, e fica lá; e dar-te-ei as tábuas de pedra e a lei, e os mandamentos que tenho escrito, para os ensinar. 13E levantou-se Moisés com Josué seu servidor; e subiu Moisés ao monte de Deus. 14E disse aos anciãos: Esperai-nos aqui, até que tornemos a vós; e eis que Arão e Hur ficam convosco; quem tiver algum negócio, se chegará a eles. 15E, subindo Moisés ao monte, a nuvem cobriu o monte. 16E a glória do SENHOR repousou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; e ao sétimo dia chamou a Moisés do meio da nuvem. 17E o parecer da glória do SENHOR era como um fogo consumidor no cume do monte, aos olhos dos filhos de Israel. 18E Moisés entrou no meio da nuvem, depois que subiu ao monte; e Moisés esteve no monte quarenta dias e quarenta noites. Êxodo 25 1ENTÃO falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Fala aos filhos de Israel, que me tragam uma oferta alçada; de todo o homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a minha oferta alçada. 3E esta é a oferta alçada que recebereis deles: ouro, e prata, e cobre, 4E azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pêlos de cabras, 5E peles de carneiros tintas de vermelho, e peles de texugos, e madeira de acácia, 6Azeite para a luz, especiarias para o óleo da unção, e especiarias para o incenso, 7Pedras de ônix, e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral. 8E me farão um santuário, e habitarei no meio deles. 9Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus pertences, assim mesmo o fareis. 10Também farão uma arca de madeira de acácia; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio, e de um côvado e meio a sua altura. 11E cobri-la-á de ouro puro; por dentro e por fora a cobrirás; e farás sobre ela uma coroa de ouro ao redor; 12E fundirás para ela quatro argolas de ouro, e as porás nos quatro cantos dela, duas argolas num lado dela, e duas argolas noutro lado. 13E farás varas de madeira de acácia, e as cobrirás com ouro. 14E colocarás as varas nas argolas, aos lados da arca, para se levar com elas a arca. 15As varas estarão nas argolas da arca, não se tirarão dela. 16Depois porás na arca o testemunho, que eu te darei. 17Também farás um propiciatório de ouro puro; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio. 18Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. 19Farás um querubim na extremidade de uma parte, e o outro querubim na extremidade da outra parte; de uma só peça com o propiciatório, fareis os querubins nas duas extremidades dele. 20Os querubins estenderão as suas asas por cima, cobrindo com elas o propiciatório; as faces deles uma defronte da outra; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório. 21E porás o propiciatório em cima da arca, depois que houveres posto na arca o testemunho que eu te darei. 22E ali virei a ti, e falarei contigo de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins (que estão sobre a arca do testemunho), tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel. 23Também farás uma mesa de madeira de acácia; o seu comprimento será de dois côvados, e a sua largura de um côvado, e a sua altura de um côvado e meio. 24E cobri-la-ás com ouro puro; também lhe farás uma coroa de ouro ao redor. 25Também lhe farás uma moldura ao redor, da largura de quatro dedos, e lhe farás uma coroa de ouro ao redor da moldura. 26Também lhe farás quatro argolas de ouro; e porás as argolas aos quatro cantos, que estão nos seus quatro pés. 27Defronte da moldura estarão as argolas, como lugares para os varais, para se levar a mesa. 28Farás, pois, estes varais de madeira de acácia, e cobri-los-ás com ouro; e levarse-á com eles a mesa. 29Também farás os seus pratos, e as suas colheres, e as suas cobertas, e as suas tigelas com que se hão de oferecer libações; de ouro puro os farás. 30E sobre a mesa porás o pão da proposição perante a minha face perpetuamente. 31Também farás um candelabro de ouro puro; de ouro batido se fará este candelabro; o seu pé, as suas hastes, os seus copos, os seus botões, e as suas flores serão do mesmo. 32E dos seus lados sairão seis hastes; três hastes do candelabro de um lado dele, e três hastes do outro lado dele. 33Numa haste haverá três copos a modo de amêndoas, um botão e uma flor; e três copos a modo de amêndoas na outra haste, um botão e uma flor; assim serão as seis hastes que saem do candelabro. 34Mas no candelabro mesmo haverá quatro copos a modo de amêndoas, com seus botões e com suas flores; 35E um botão debaixo de duas hastes que saem dele; e ainda um botão debaixo de duas outras hastes que saem dele; e ainda um botão debaixo de duas outras hastes que saem dele; assim se fará com as seis hastes que saem do candelabro. 36Os seus botões e as suas hastes serão do mesmo; tudo será de uma só peça, obra batida de ouro puro. 37Também lhe farás sete lâmpadas, as quais se acenderão para iluminar defronte dele. 38Os seus espevitadores e os seus apagadores serão de ouro puro. 39De um talento de ouro puro os farás, com todos estes vasos. 40Atenta, pois, que o faças conforme ao seu modelo, que te foi mostrado no monte. Êxodo 26 1E O TABERNÁCULO farás de dez cortinas de linho fino torcido, e azul, púrpura, e carmesim; com querubins as farás de obra esmerada. 2O comprimento de uma cortina será de vinte e oito côvados, e a largura de uma cortina de quatro côvados; todas estas cortinas serão de uma medida. 3Cinco cortinas se enlaçarão uma à outra; e as outras cinco cortinas se enlaçarão uma com a outra. 4E farás laçadas de azul na orla de uma cortina, na extremidade, e na juntura; assim também farás na orla da extremidade da outra cortina, na segunda juntura. 5Cinqüenta laçadas farás numa cortina, e outras cinqüenta laçadas farás na extremidade da cortina que está na segunda juntura; as laçadas estarão presas uma com a outra. 6Farás também cinqüenta colchetes de ouro, e ajuntarás com estes colchetes as cortinas, uma com a outra, e será um tabernáculo. 7Farás também cortinas de pêlos de cabras para servirem de tenda sobre o tabernáculo; onze cortinas farás. 8O comprimento de uma cortina será de trinta côvados, e a largura da mesma cortina de quatro côvados; estas onze cortinas serão da mesma medida. 9E juntarás cinco destas cortinas à parte, e as outras seis cortinas também à parte; e dobrarás a sexta cortina à frente da tenda. 10E farás cinqüenta laçadas na borda de uma cortina, na extremidade, na juntura, e outras cinqüenta laçadas na borda da outra cortina, na segunda juntura. 11Farás também cinqüenta colchetes de cobre, e colocarás os colchetes nas laçadas, e assim ajuntarás a tenda, para que seja uma. 12E a parte que sobejar das cortinas da tenda, a saber, a metade da cortina que sobejar, penderá de sobra às costas do tabernáculo. 13E um côvado de um lado, e outro côvado do outro, que sobejará no comprimento das cortinas da tenda, penderá de sobra aos lados do tabernáculo de um e de outro lado, para cobri-lo. 14Farás também à tenda uma coberta de peles de carneiro, tintas de vermelho, e outra coberta de peles de texugo em cima. 15Farás também as tábuas para o tabernáculo de madeira de acácia, que serão postas verticalmente. 16O comprimento de uma tábua será de dez côvados, e a largura de cada tábua será de um côvado e meio. 17Dois encaixes terá cada tábua, travados um com o outro; assim farás com todas as tábuas do tabernáculo. 18E farás as tábuas para o tabernáculo assim: vinte tábuas para o lado meridional. 19Farás também quarenta bases de prata debaixo das vinte tábuas; duas bases debaixo de uma tábua para os seus dois encaixes e duas bases debaixo de outra tábua para os seus dois encaixes. 20Também haverá vinte tábuas ao outro lado do tabernáculo, para o lado norte, 21Com as suas quarenta bases de prata; duas bases debaixo de uma tábua, e duas bases debaixo de outra tábua, 22E ao lado do tabernáculo para o ocidente farás seis tábuas. 23Farás também duas tábuas para os cantos do tabernáculo, de ambos os lados. 24E por baixo se ajuntarão, e também em cima dele se ajuntarão numa argola. Assim se fará com as duas tábuas; ambas serão por tábuas para os dois cantos. 25Assim serão as oito tábuas com as suas bases de prata, dezesseis bases; duas bases debaixo de uma tábua, e duas bases debaixo da outra tábua. 26Farás também cinco travessas de madeira de acácia, para as tábuas de um lado do tabernáculo, 27E cinco travessas para as tábuas do outro lado do tabernáculo; como também cinco travessas para as tábuas do outro lado do tabernáculo, de ambos os lados, para o ocidente. 28E a travessa central estará no meio das tábuas, passando de uma extremidade até à outra. 29E cobrirás de ouro as tábuas, e farás de ouro as suas argolas, para passar por elas as travessas; também as travessas as cobrirás de ouro. 30Então levantarás o tabernáculo conforme ao modelo que te foi mostrado no monte. 31Depois farás um véu de azul, e púrpura, e carmesim, e de linho fino torcido; com querubins de obra prima se fará. 32E colocá-lo-ás sobre quatro colunas de madeira de acácia, cobertas de ouro; seus colchetes serão de ouro, sobre quatro bases de prata. 33Pendurarás o véu debaixo dos colchetes, e porás a arca do testemunho ali dentro do véu; e este véu vos fará separação entre o santuário e o lugar santíssimo, 34E porás a coberta do propiciatório sobre a arca do testemunho no lugar santíssimo, 35E a mesa porás fora do véu, e o candelabro defronte da mesa, ao lado do tabernáculo, para o sul; mas a mesa porás ao lado do norte. 36Farás também para a porta da tenda, uma cortina de azul, e púrpura, e carmesim, e de linho fino torcido, de obra de bordador. 37E farás para esta cortina cinco colunas de madeira de acácia, e as cobrirás de ouro; seus colchetes serão de ouro, e far-lhe-ás de fundição cinco bases de cobre. Êxodo 27 1FARÁS também o altar de madeira de acácia; cinco côvados será o comprimento, e cinco côvados a largura (será quadrado o altar), e três côvados a sua altura. 2E farás as suas pontas nos seus quatro cantos; as suas pontas serão do mesmo, e o cobrirás de cobre. 3Far-lhe-ás também os seus recipientes, para recolher a sua cinza, e as suas pás, e as suas bacias, e os seus garfos e os seus braseiros; todos os seus utensílios farás de cobre. 4Far-lhe-ás também um crivo de cobre em forma de rede, e farás a esta rede quatro argolas de metal nos seus quatro cantos. 5E as porás dentro da borda do altar para baixo, de maneira que a rede chegue até ao meio do altar. 6Farás também varais para o altar, varais de madeira de acácia, e os cobrirás de cobre. 7E os varais serão postos nas argolas, de maneira que os varais estejam de ambos os lados do altar, quando for levado. 8Oco e de tábuas o farás; como se te mostrou no monte, assim o farão. 9Farás também o pátio do tabernáculo, ao lado meridional que dá para o sul; o pátio terá cortinas de linho fino torcido; o comprimento de cada lado será de cem côvados. 10Também as suas vinte colunas e as suas vinte bases serão de cobre; os colchetes das colunas e as suas faixas serão de prata. 11Assim também para o lado norte as cortinas, no comprimento, serão de cem côvados; e as suas vinte colunas e as suas vinte bases serão de cobre; os colchetes das colunas e as suas faixas serão de prata, 12E na largura do pátio para o lado do ocidente haverá cortinas de cinqüenta côvados; as suas colunas dez, e as suas bases dez. 13Semelhantemente a largura do pátio do lado oriental para o levante será de cinqüenta côvados. 14De maneira que haja quinze côvados de cortinas de um lado; suas colunas três, e as suas bases três. 15E quinze côvados das cortinas do outro lado; as suas colunas três, e as suas bases três. 16E à porta do pátio haverá uma cortina de vinte côvados, de azul, e púrpura, e carmesim, e de linho fino torcido, de obra de bordador; as suas colunas quatro, e as suas bases quatro. 17Todas as colunas do pátio ao redor serão cingidas de faixas de prata; os seus colchetes serão de prata, mas as suas bases de cobre. 18O comprimento do pátio será de cem côvados, e a largura de cada lado de cinqüenta, e a altura de cinco côvados, as cortinas serão de linho fino torcido; mas as suas bases serão de cobre. 19No tocante a todos os vasos do tabernáculo em todo o seu serviço, até todos os seus pregos, e todos os pregos do pátio, serão de cobre. 20Tu pois ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveiras, batido, para o candeeiro, para fazer arder as lâmpadas continuamente. 21Na tenda da congregação, fora do véu que está diante do testemunho, Arão e seus filhos as porão em ordem, desde a tarde até a manhã, perante o SENHOR; isto será um estatuto perpétuo para os filhos de Israel, pelas suas gerações. Êxodo 28 1DEPOIS tu farás chegar a ti teu irmão Arão, e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal; a saber: Arão, Nadabe, e Abiú, Eleazar e Itamar, os filhos de Arão. 2E farás vestes sagradas a Arão teu irmão, para glória e ornamento. 3Falarás também a todos os que são sábios de coração, a quem eu tenho enchido do espírito da sabedoria, que façam vestes a Arão para santificá-lo; para que me administre o ofício sacerdotal. 4Estas pois são as vestes que farão: um peitoral, e um éfode, e um manto, e uma túnica bordada, uma mitra, e um cinto; farão, pois, santas vestes para Arão, teu irmão, e para seus filhos, para me administrarem o ofício sacerdotal. 5E tomarão o ouro, e o azul, e a púrpura, e o carmesim, e o linho fino, 6E farão o éfode de ouro, e de azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido, de obra esmerada. 7Terá duas ombreiras, que se unam às suas duas pontas, e assim se unirá. 8E o cinto de obra esmerada do seu éfode, que estará sobre ele, será da sua mesma obra, igualmente, de ouro, de azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido. 9E tomarás duas pedras de ônix, e gravarás nelas os nomes dos filhos de Israel, 10Seis dos seus nomes numa pedra, e os outros seis nomes na outra pedra, segundo as suas gerações; 11Conforme à obra do lapidário, como o lavor de selos lavrarás estas duas pedras, com os nomes dos filhos de Israel; engastadas ao redor em ouro as farás. 12E porás as duas pedras nas ombreiras do éfode, por pedras de memória para os filhos de Israel; e Arão levará os seus nomes sobre ambos os seus ombros, para memória diante do SENHOR. 13Farás também engastes de ouro, 14E duas cadeiazinhas de ouro puro; de igual medida, de obra de fieira as farás; e as cadeiazinhas de fieira porás nos engastes. 15Farás também o peitoral do juízo de obra esmerada, conforme à obra do éfode o farás; de ouro, de azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido o farás. 16Quadrado e duplo, será de um palmo o seu comprimento, e de um palmo a sua largura. 17E o encherás de pedras de engaste, com quatro ordens de pedras; a ordem de um sárdio, de um topázio, e de um carbúnculo; esta será a primeira ordem; 18E a segunda ordem será de uma esmeralda, de uma safira, e de um diamante; 19E a terceira ordem será de um jacinto, de uma ágata, e de uma ametista; 20E a quarta ordem será de um berilo, e de um ônix, e de um jaspe; engastadas em ouro serão nos seus engastes. 21E serão aquelas pedras segundo os nomes dos filhos de Israel, doze segundo os seus nomes; serão esculpidas como selos, cada uma com o seu nome, para as doze tribos. 22Também farás para o peitoral cadeiazinhas de igual medida, obra trançada de ouro puro. 23Também farás para o peitoral dois anéis de ouro, e porás os dois anéis nas extremidades do peitoral. 24Então porás as duas cadeiazinhas de fieira de ouro nos dois anéis, nas extremidades do peitoral; 25E as duas pontas das duas cadeiazinhas de fieira colocarás nos dois engastes, e as porás nas ombreiras do éfode, na frente dele. 26Farás também dois anéis de ouro, e os porás nas duas extremidades do peitoral, na sua borda que estiver junto ao éfode por dentro. 27Farás também dois anéis de ouro, que porás nas duas ombreiras do éfode, abaixo, na frente dele, perto da sua juntura, sobre o cinto de obra esmerada do éfode. 28E ligarão o peitoral, com os seus anéis, aos anéis do éfode por cima, com um cordão de azul, para que esteja sobre o cinto de obra esmerada do éfode; e nunca se separará o peitoral do éfode. 29Assim Arão levará os nomes dos filhos de Israel no peitoral do juízo sobre o seu coração, quando entrar no santuário, para memória diante do SENHOR continuamente. 30Também porás no peitoral do juízo Urim e Tumim, para que estejam sobre o coração de Arão, quando entrar diante do SENHOR: assim Arão levará o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração diante do SENHOR continuamente. 31Também farás o manto do éfode, todo de azul. 32E a abertura da cabeça estará no meio dele; esta abertura terá uma borda de obra tecida ao redor; como abertura de cota de malha será, para que não se rompa. 33E nas suas bordas farás romãs de azul, e de púrpura, e de carmesim, ao redor das suas bordas; e campainhas de ouro no meio delas ao redor. 34Uma campainha de ouro, e uma romã, outra campainha de ouro, e outra romã, haverá nas bordas do manto ao redor, 35E estará sobre Arão quando ministrar, para que se ouça o seu sonido, quando entrar no santuário diante do SENHOR, e quando sair, para que não morra. 36Também farás uma lâmina de ouro puro, e nela gravarás como as gravuras de selos: SANTIDADE AO SENHOR. 37E atá-la-ás com um cordão de azul, de modo que esteja na mitra, na frente da mitra estará; 38E estará sobre a testa de Arão, para que Arão leve a iniqüidade das coisas santas, que os filhos de Israel santificarem em todas as ofertas de suas coisas santas; e estará continuamente na sua testa, para que tenham aceitação perante o SENHOR. 39Também farás túnica de linho fino; também farás uma mitra de linho fino; mas o cinto farás de obra de bordador. 40Também farás túnicas aos filhos de Arão, e far-lhes-ás cintos; também lhes farás tiaras, para glória e ornamento. 41E vestirás com eles a Arão, teu irmão, e também seus filhos; e os ungirás e consagrarás, e os santificarás, para que me administrem o sacerdócio. 42Faze-lhes também calções de linho, para cobrirem a carne nua; irão dos lombos até as coxas. 43E estarão sobre Arão e sobre seus filhos, quando entrarem na tenda da congregação, ou quando chegarem ao altar para ministrar no santuário, para que não levem iniqüidade e morram; isto será estatuto perpétuo para ele e para a sua descendência depois dele. Êxodo 29 1 ISTO é o que lhes hás de fazer, para os santificar, para que me administrem o sacerdócio: Toma um novilho e dois carneiros sem mácula, 2E pão ázimo, e bolos ázimos, amassados com azeite, e coscorões ázimos, untados com azeite; com flor de farinha de trigo os farás, 3E os porás num cesto, e os trarás no cesto, com o novilho e os dois carneiros. 4Então farás chegar a Arão e a seus filhos à porta da tenda da congregação, e os lavarás com água; 5Depois tomarás as vestes, e vestirás a Arão da túnica e do manto do éfode, e do éfode, e do peitoral; e o cingirás com o cinto de obra de artífice do éfode. 6E a mitra porás sobre a sua cabeça; a coroa da santidade porás sobre a mitra. 7E tomarás o azeite da unção, e o derramarás sobre a sua cabeça; assim o ungirás. 8Depois farás chegar seus filhos, e lhes farás vestir túnicas. 9E os cingirás com o cinto, a Arão e a seus filhos, e lhes atarás as tiaras, para que tenham o sacerdócio por estatuto perpétuo, e consagrarás a Arão e a seus filhos; 10E farás chegar o novilho diante da tenda da congregação, e Arão e seus filhos porão as suas mãos sobre a cabeça do novilho; 11E imolarás o novilho perante o SENHOR, à porta da tenda da congregação. 12Depois tomarás do sangue do novilho, e o porás com o teu dedo sobre as pontas do altar, e todo o sangue restante derramarás à base do altar. 13Também tomarás toda a gordura que cobre as entranhas, e o redenho de sobre o fígado, e ambos os rins, e a gordura que houver neles, e queimá-los-ás sobre o altar; 14Mas a carne do novilho, e a sua pele, e o seu esterco queimarás com fogo fora do arraial; é sacrifício pelo pecado. 15Depois tomarás um carneiro, e Arão e seus filhos porão as suas mãos sobre a cabeça do carneiro, 16E imolarás o carneiro, e tomarás o seu sangue, e o espalharás sobre o altar ao redor; 17E partirás o carneiro por suas partes, e lavarás as suas entranhas e as suas pernas, e as porás sobre as suas partes e sobre a sua cabeça. 18Assim queimarás todo o carneiro sobre o altar; é um holocausto para o SENHOR, cheiro suave; uma oferta queimada ao SENHOR. 19Depois tomarás o outro carneiro, e Arão e seus filhos porão as suas mãos sobre a sua cabeça; 20E imolarás o carneiro e tomarás do seu sangue, e o porás sobre a ponta da orelha direita de Arão, e sobre as pontas das orelhas direitas de seus filhos, como também sobre os dedos polegares das suas mãos direitas, e sobre os dedos polegares dos seus pés direitos; e o restante do sangue espalharás sobre o altar ao redor; 21Então tomarás do sangue, que estará sobre o altar, e do azeite da unção, e o espargirás sobre Arão e sobre as suas vestes, e sobre seus filhos, e sobre as vestes de seus filhos com ele; para que ele seja santificado, e as suas vestes, também seus filhos, e as vestes de seus filhos com ele. 22Depois tomarás do carneiro a gordura, e a cauda, e a gordura que cobre as entranhas, e o redenho do fígado, e ambos os rins com a gordura que houver neles, e o ombro direito, porque é carneiro das consagrações; 23E um pão, e um bolo de pão azeitado, e um coscorão do cesto dos pães ázimos que estão diante do SENHOR. 24E tudo porás nas mãos de Arão, e nas mãos de seus filhos; e com movimento oferecerás perante o SENHOR. 25Depois o tomarás das suas mãos e o queimarás no altar sobre o holocausto por cheiro suave perante o SENHOR; é oferta queimada ao SENHOR. 26E tomarás o peito do carneiro das consagrações, que é de Arão, e com movimento oferecerás perante o SENHOR; e isto será a tua porção. 27E santificarás o peito da oferta de movimento e o ombro da oferta alçada, que foi movido e alçado do carneiro das consagrações, que for de Arão e de seus filhos. 28E será para Arão e para seus filhos por estatuto perpétuo dos filhos de Israel, porque é oferta alçada; e a oferta alçada será dos filhos de Israel, dos seus sacrifícios pacíficos; a sua oferta alçada será para o SENHOR. 29E as vestes sagradas, que são de Arão, serão de seus filhos depois dele, para serem ungidos com elas para serem consagrados com elas. 30Sete dias as vestirá aquele que de seus filhos for sacerdote em seu lugar, quando entrar na tenda da congregação para ministrar no santuário. 31E tomarás o carneiro das consagrações e cozerás a sua carne no lugar santo; 32E Arão e seus filhos comerão a carne deste carneiro, e o pão que está no cesto, à porta da tenda da congregação. 33E comerão as coisas com que for feita expiação, para consagrá-los, e para santificá-los; mas o estranho delas não comerá, porque são santas. 34E se sobejar alguma coisa da carne das consagrações ou do pão até pela manhã, o que sobejar queimarás com fogo; não se comerá, porque é santo. 35Assim, pois, farás a Arão e a seus filhos conforme a tudo o que eu te tenho ordenado; por sete dias os consagrarás. 36Também cada dia prepararás um novilho por sacrifício pelo pecado para as expiações, e purificarás o altar, fazendo expiação sobre ele; e o ungirás para santificá-lo. 37Sete dias farás expiação pelo altar, e o santificarás; e o altar será santíssimo; tudo o que tocar o altar será santo. 38 Isto, pois, é o que oferecereis sobre o altar: dois cordeiros de um ano, cada dia, continuamente. 39Um cordeiro oferecerás pela manhã, e o outro cordeiro oferecerás à tarde. 40Com um cordeiro a décima parte de flor de farinha, misturada com a quarta parte de um him de azeite batido, e para libação a quarta parte de um him de vinho, 41E o outro cordeiro oferecerás à tarde, e com ele farás como com a oferta da manhã, e conforme à sua libação, por cheiro suave; oferta queimada é ao SENHOR. 42Este será o holocausto contínuo por vossas gerações, à porta da tenda da congregação, perante o SENHOR, onde vos encontrarei, para falar contigo ali. 43E ali virei aos filhos de Israel, para que por minha glória sejam santificados. 44E santificarei a tenda da congregação e o altar; também santificarei a Arão e seus filhos, para que me administrem o sacerdócio. 45E habitarei no meio dos filhos de Israel, e lhes serei o seu Deus, 46E saberão que eu sou o SENHOR seu Deus, que os tenho tirado da terra do Egito, para habitar no meio deles. Eu sou o SENHOR seu Deus. Êxodo 30 1E FARÁS um altar para queimar o incenso; de madeira de acácia o farás. 2O seu comprimento será de um côvado, e a sua largura de um côvado; será quadrado, e dois côvados a sua altura; dele mesmo serão as suas pontas. 3E com ouro puro o forrarás, o seu teto, e as suas paredes ao redor, e as suas pontas; e lhe farás uma coroa de ouro ao redor. 4Também lhe farás duas argolas de ouro debaixo da sua coroa; nos dois cantos as farás, de ambos os lados; e serão para lugares dos varais, com que será levado. 5E os varais farás de madeira de acácia, e os forrarás com ouro. 6E o porás diante do véu que está diante da arca do testemunho, diante do propiciatório, que está sobre o testemunho, onde me ajuntarei contigo. 7E Arão sobre ele queimará o incenso das especiarias; cada manhã, quando puser em ordem as lâmpadas, o queimará. 8E, acendendo Arão as lâmpadas à tarde, o queimará; este será incenso contínuo perante o SENHOR pelas vossas gerações. 9Não oferecereis sobre ele incenso estranho, nem holocausto, nem oferta; nem tampouco derramareis sobre ele libações. 10E uma vez no ano Arão fará expiação sobre as suas pontas com o sangue do sacrifício das expiações; uma vez no ano fará expiação sobre ele pelas vossas gerações; santíssimo é ao SENHOR. 11Falou mais o SENHOR a Moisés dizendo: 12Quando fizeres a contagem dos filhos de Israel, conforme a sua soma, cada um deles dará ao SENHOR o resgate da sua alma, quando os contares; para que não haja entre eles praga alguma, quando os contares. 13Todo aquele que passar pelo arrolamento dará isto: a metade de um siclo, segundo o siclo do santuário (este siclo é de vinte geras); a metade de um siclo é a oferta ao SENHOR. 14Qualquer que passar pelo arrolamento, de vinte anos para cima, dará a oferta alçada ao SENHOR. 15O rico não dará mais, e o pobre não dará menos da metade do siclo, quando derem a oferta alçada ao SENHOR, para fazer expiação por vossas almas. 16E tomarás o dinheiro das expiações dos filhos de Israel, e o darás ao serviço da tenda da congregação; e será para memória aos filhos de Israel diante do SENHOR, para fazer expiação por vossas almas. 17E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 18Farás também uma pia de cobre com a sua base de cobre, para lavar; e a porás entre a tenda da congregação e o altar; e nela deitarás água. 19E Arão e seus filhos nela lavarão as suas mãos e os seus pés. 20Quando entrarem na tenda da congregação, lavar-se-ão com água, para que não morram, ou quando se chegarem ao altar para ministrar, para acender a oferta queimada ao SENHOR. 21Lavarão, pois, as suas mãos e os seus pés, para que não morram; e isto lhes será por estatuto perpétuo a ele e à sua descendência nas suas gerações. 22Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 23Tu, pois, toma para ti das principais especiarias, da mais pura mirra quinhentos siclos, e de canela aromática a metade, a saber, duzentos e cinqüenta siclos, e de cálamo aromático duzentos e cinqüenta siclos, 24E de cássia quinhentos siclos, segundo o siclo do santuário, e de azeite de oliveiras um him. 25E disto farás o azeite da santa unção, o perfume composto segundo a obra do perfumista: este será o azeite da santa unção. 26E com ele ungirás a tenda da congregação, e a arca do testemunho, 27E a mesa com todos os seus utensílios, e o candelabro com os seus utensílios, e o altar do incenso. 28E o altar do holocausto com todos os seus utensílios, e a pia com a sua base. 29Assim santificarás estas coisas, para que sejam santíssimas; tudo o que tocar nelas será santo. 30Também ungirás a Arão e seus filhos, e os santificarás para me administrarem o sacerdócio. 31E falarás aos filhos de Israel, dizendo: Este me será o azeite da santa unção nas vossas gerações. 32Não se ungirá com ele a carne do homem, nem fareis outro de semelhante composição; santo é, e será santo para vós. 33O homem que compuser um perfume como este, ou dele puser sobre um estranho, será extirpado do seu povo. 34Disse mais o SENHOR a Moisés: Toma especiarias aromáticas, estoraque, e onicha, e gálbano; estas especiarias aromáticas e o incenso puro, em igual proporção; 35E disto farás incenso, um perfume segundo a arte do perfumista, temperado, puro e santo; 36E uma parte dele moerás, e porás diante do testemunho, na tenda da congregação, onde eu virei a ti; coisa santíssima vos será. 37Porém o incenso que fareis conforme essa composição, não o fareis para vós mesmos; santo será para o SENHOR. 38O homem que fizer tal como este para cheirar, será extirpado do seu povo. Êxodo 31 1DEPOIS falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Eis que eu tenho chamado por nome a Bezalel, o filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, 3E o enchi do Espírito de Deus, de sabedoria, e de entendimento, e de ciência, em todo o lavor, 4Para elaborar projetos, e trabalhar em ouro, em prata, e em cobre, 5E em lapidar pedras para engastar, e em entalhes de madeira, para trabalhar em todo o lavor. 6E eis que eu tenho posto com ele a Aoliabe, o filho de Aisamaque, da tribo de Dã, e tenho dado sabedoria ao coração de todos aqueles que são hábeis, para que façam tudo o que te tenho ordenado. 7A saber: a tenda da congregação, e a arca do testemunho, e o propiciatório que estará sobre ela, e todos os pertences da tenda; 8E a mesa com os seus utensílios, e o candelabro de ouro puro com todos os seus pertences, e o altar do incenso; 9E o altar do holocausto com todos os seus utensílios, e a pia com a sua base; 10E as vestes do ministério, e as vestes sagradas de Arão o sacerdote, e as vestes de seus filhos, para administrarem o sacerdócio; 11E o azeite da unção, e o incenso aromático para o santuário; farão conforme a tudo que te tenho mandado. 12Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 13Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica. 14Portanto guardareis o sábado, porque santo é para vós; aquele que o profanar certamente morrerá; porque qualquer que nele fizer alguma obra, aquela alma será eliminada do meio do seu povo. 15Seis dias se trabalhará, porém o sétimo dia é o sábado do descanso, santo ao SENHOR; qualquer que no dia do sábado fizer algum trabalho, certamente morrerá. 16Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua. 17Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, e ao sétimo dia descansou, e restaurou-se. 18E deu a Moisés (quando acabou de falar com ele no monte Sinai) as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus. Êxodo 32 1MAS vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão, e disse-lhe: Levanta-te, faze-nos deuses, que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu. 2E Arão lhes disse: Arrancai os pendentes de ouro, que estão nas orelhas de vossas mulheres, e de vossos filhos, e de vossas filhas, e trazei-mos. 3Então todo o povo arrancou os pendentes de ouro, que estavam nas suas orelhas, e os trouxeram a Arão. 4E ele os tomou das suas mãos, e trabalhou o ouro com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. Então disseram: Este é teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito. 5E Arão, vendo isto, edificou um altar diante dele; e apregoou Arão, e disse: Amanhã será festa ao SENHOR. 6E no dia seguinte madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se a comer e a beber; depois levantou-se a folgar. 7Então disse o SENHOR a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do Egito, se tem corrompido, 8E depressa se tem desviado do caminho que eu lhe tinha ordenado; eles fizeram para si um bezerro de fundição, e perante ele se inclinaram, e ofereceram-lhe sacrifícios, e disseram: Este é o teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito. 9Disse mais o SENHOR a Moisés: Tenho visto a este povo, e eis que é povo de dura cerviz. 10Agora, pois, deixa-me, para que o meu furor se acenda contra ele, e o consuma; e eu farei de ti uma grande nação. 11Moisés, porém, suplicou ao SENHOR seu Deus e disse: Ó SENHOR, por que se acende o teu furor contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande força e com forte mão? 12Por que hão de falar os egípcios, dizendo: Para mal os tirou, para matá-los nos montes, e para destruí-los da face da terra? Torna-te do furor da tua ira, e arrepende-te deste mal contra o teu povo. 13Lembra-te de Abraão, de Isaque, e de Israel, os teus servos, aos quais por ti mesmo tens jurado, e lhes disseste: Multiplicarei a vossa descendência como as estrelas dos céus, e darei à vossa descendência toda esta terra, de que tenho falado, para que a possuam por herança eternamente. 14Então o SENHOR arrependeu-se do mal que dissera que havia de fazer ao seu povo. 15E virou-se Moisés e desceu do monte com as duas tábuas do testemunho na mão, tábuas escritas de ambos os lados; de um e de outro lado estavam escritas. 16E aquelas tábuas eram obra de Deus; também a escritura era a mesma escritura de Deus, esculpida nas tábuas. 17E, ouvindo Josué a voz do povo que jubilava, disse a Moisés: Alarido de guerra há no arraial. 18Porém ele respondeu: Não é alarido dos vitoriosos, nem alarido dos vencidos, mas o alarido dos que cantam, eu ouço. 19E aconteceu que, chegando Moisés ao arraial, e vendo o bezerro e as danças, acendeu-se-lhe o furor, e arremessou as tábuas das suas mãos, e quebrou-as ao pé do monte; 20E tomou o bezerro que tinham feito, e queimou-o no fogo, moendo-o até que se tornou em pó; e o espargiu sobre as águas, e deu-o a beber aos filhos de Israel. 21E Moisés perguntou a Arão: Que te tem feito este povo, que sobre ele trouxeste tamanho pecado? 22Então respondeu Arão: Não se acenda a ira do meu senhor; tu sabes que este povo é inclinado ao mal; 23E eles me disseram: Faze-nos um deus que vá adiante de nós; porque não sabemos o que sucedeu a este Moisés, a este homem que nos tirou da terra do Egito. 24Então eu lhes disse: Quem tem ouro, arranque-o; e deram-mo, e lancei-o no fogo, e saiu este bezerro. 25E, vendo Moisés que o povo estava despido, porque Arão o havia deixado despir-se para vergonha entre os seus inimigos, 26Pôs-se em pé Moisés na porta do arraial e disse: Quem é do SENHOR, venha a mim. Então se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi. 27E disselhes: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Cada um ponha a sua espada sobre a sua coxa; e passai e tornai pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão, e cada um a seu amigo, e cada um a seu vizinho. 28E os filhos de Levi fizeram conforme à palavra de Moisés; e caíram do povo aquele dia uns três mil homens. 29Porquanto Moisés tinha dito: Consagrai hoje as vossas mãos ao SENHOR; porquanto cada um será contra o seu filho e contra o seu irmão; e isto, para que ele vos conceda hoje uma bênção. 30E aconteceu que no dia seguinte Moisés disse ao povo: Vós cometestes grande pecado. Agora, porém, subirei ao SENHOR; porventura farei propiciação por vosso pecado. 31Assim tornou-se Moisés ao SENHOR, e disse: Ora, este povo cometeu grande pecado fazendo para si deuses de ouro. 32Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito. 33Então disse o SENHOR a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei do meu livro. 34Vai, pois, agora, conduze este povo para onde te tenho dito; eis que o meu anjo irá adiante de ti; porém no dia da minha visitação visitarei neles o seu pecado. 35Assim feriu o SENHOR o povo, por ter sido feito o bezerro que Arão tinha formado. Êxodo 33 1DISSE mais o SENHOR a Moisés: Vai, sobe daqui, tu e o povo que fizeste subir da terra do Egito, à terra que jurei a Abraão, a Isaque, e a Jacó, dizendo: À tua descendência a darei. 2E enviarei um anjo adiante de ti, e lançarei fora os cananeus, e os amorreus, e os heteus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus, 3A uma terra que mana leite e mel; porque eu não subirei no meio de ti, porquanto és povo de dura cerviz, para que te não consuma eu no caminho. 4E, ouvindo o povo esta má notícia, pranteou-se e ninguém pôs sobre si os seus atavios. 5Porquanto o SENHOR tinha dito a Moisés: Dize aos filhos de Israel: És povo de dura cerviz; se por um momento subir no meio de ti, te consumirei; porém agora tira os teus atavios, para que eu saiba o que te hei de fazer. 6Então os filhos de Israel se despojaram dos seus atavios, ao pé do monte Horebe. 7E tomou Moisés a tenda, e a estendeu para si fora do arraial, desviada longe do arraial, e chamou-lhe a tenda da congregação. E aconteceu que todo aquele que buscava o SENHOR saía à tenda da congregação, que estava fora do arraial. 8E acontecia que, saindo Moisés à tenda, todo o povo se levantava, e cada um ficava em pé à porta da sua tenda; e olhava para Moisés pelas costas, até ele entrar na tenda. 9E sucedia que, entrando Moisés na tenda descia a coluna de nuvem, e punha-se à porta da tenda; e o SENHOR falava com Moisés. 10E, vendo todo o povo a coluna de nuvem que estava à porta da tenda, todo o povo se levantava e cada um, à porta da sua tenda, adorava. 11E falava o SENHOR a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu amigo; depois tornava-se ao arraial; mas o seu servidor, o jovem Josué, filho de Num, nunca se apartava do meio da tenda. 12E Moisés disse ao SENHOR: Eis que tu me dizes: Faze subir a este povo, porém não me fazes saber a quem hás de enviar comigo; e tu disseste: Conheçote por teu nome, também achaste graça aos meus olhos. 13Agora, pois, se tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber o teu caminho, e conhecer-te-ei, para que ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é o teu povo. 14Disse pois: Irá a minha presença contigo para te fazer descansar. 15Então lhe disse: Se tu mesmo não fores conosco, não nos faças subir daqui. 16Como, pois, se saberá agora que tenho achado graça aos teus olhos, eu e o teu povo? Acaso não é por andares tu conosco, de modo a sermos separados, eu e o teu povo, de todos os povos que há sobre a face da terra? 17Então disse o SENHOR a Moisés: Farei também isto, que tens dito; porquanto achaste graça aos meus olhos, e te conheço por nome. 18Então ele disse: Rogo-te que me mostres a tua glória. 19Porém ele disse: Eu farei passar toda a minha bondade por diante de ti, e proclamarei o nome do SENHOR diante de ti; e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer. 20E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá. 21Disse mais o SENHOR: Eis aqui um lugar junto a mim; aqui te porás sobre a penha. 22E acontecerá que, quando a minha glória passar, pôr-te-ei numa fenda da penha, e te cobrirei com a minha mão, até que eu haja passado. 23E, havendo eu tirado a minha mão, me verás pelas costas; mas a minha face não se verá. Êxodo 34 1ENTÃO disse o SENHOR a Moisés: Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras; e eu escreverei nas tábuas as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas, que tu quebraste. 2E prepara-te para amanhã, para que subas pela manhã ao monte Sinai, e ali põete diante de mim no cume do monte. 3E ninguém suba contigo, e também ninguém apareça em todo o monte; nem ovelhas nem bois se apascentem defronte do monte. 4Então Moisés lavrou duas tábuas de pedra, como as primeiras; e levantando-se pela manhã de madrugada, subiu ao monte Sinai, como o SENHOR lhe tinha ordenado; e levou as duas tábuas de pedra nas suas mãos. 5E o SENHOR desceu numa nuvem e se pôs ali junto a ele; e ele proclamou o nome do SENHOR. 6Passando, pois, o SENHOR perante ele, clamou: O SENHOR, o SENHOR Deus, misericordioso e piedoso, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade; 7Que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a iniqüidade, e a transgressão e o pecado; que ao culpado não tem por inocente; que visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até a terceira e quarta geração. 8E Moisés apressou-se, e inclinou a cabeça à terra, adorou, 9E disse: Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, vá agora o Senhor no meio de nós; porque este é povo de dura cerviz; porém perdoa a nossa iniqüidade e o nosso pecado, e toma-nos por tua herança. 10Então disse: Eis que eu faço uma aliança; farei diante de todo o teu povo maravilhas que nunca foram feitas em toda a terra, nem em nação alguma; de maneira que todo este povo, em cujo meio tu estás, veja a obra do SENHOR; porque coisa terrível é o que faço contigo. 11Guarda o que eu te ordeno hoje; eis que eu lançarei fora diante de ti os amorreus, e os cananeus, e os heteus, e os perizeus, e os heveus e os jebuseus. 12Guarda-te de fazeres aliança com os moradores da terra aonde hás de entrar; para que não seja por laço no meio de ti. 13Mas os seus altares derrubareis, e as suas estátuas quebrareis, e os seus bosques cortareis. 14Porque não te inclinarás diante de outro deus; pois o nome do SENHOR é Zeloso; é um Deus zeloso. 15Para que não faças aliança com os moradores da terra, e quando eles se prostituírem após os seus deuses, ou sacrificarem aos seus deuses, tu, como convidado deles, comas também dos seus sacrifícios, 16E tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, e suas filhas, prostituindo-se com os seus deuses, façam que também teus filhos se prostituam com os seus deuses. 17Não te farás deuses de fundição. 18A festa dos pães ázimos guardarás; sete dias comerás pães ázimos, como te tenho ordenado, ao tempo apontado do mês de Abibe; porque no mês de Abibe saíste do Egito. 19Tudo o que abre a madre meu é, até todo o teu gado, que seja macho, e que abre a madre de vacas e de ovelhas; 20O burro, porém, que abrir a madre, resgatarás com um cordeiro; mas, se o não resgatares, cortar-lhe-ás a cabeça; todo o primogênito de teus filhos resgatarás. E ninguém aparecerá vazio diante de mim. 21Seis dias trabalharás, mas ao sétimo dia descansarás: na aradura e na sega descansarás. 22Também guardarás a festa das semanas, que é a festa das primícias da sega do trigo, e a festa da colheita no fim do ano. 23Três vezes ao ano todos os homens aparecerão perante o Senhor Deus, o Deus de Israel; 24Porque eu lançarei fora as nações de diante de ti, e alargarei o teu território; ninguém cobiçará a tua terra, quando subires para aparecer três vezes no ano diante do SENHOR teu Deus. 25Não sacrificarás o sangue do meu sacrifício com pão levedado, nem o sacrifício da festa da páscoa ficará da noite para a manhã. 26As primícias dos primeiros frutos da tua terra trarás à casa do SENHOR teu Deus; não cozerás o cabrito no leite de sua mãe. 27Disse mais o SENHOR a Moisés: Escreve estas palavras; porque conforme ao teor destas palavras tenho feito aliança contigo e com Israel. 28E esteve ali com o SENHOR quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, os dez mandamentos. 29E aconteceu que, descendo Moisés do monte Sinai trazia as duas tábuas do testemunho em suas mãos, sim, quando desceu do monte, Moisés não sabia que a pele do seu rosto resplandecia, depois que falara com ele. 30Olhando, pois, Arão e todos os filhos de Israel para Moisés, eis que a pele do seu rosto resplandecia; por isso temeram chegar-se a ele. 31Então Moisés os chamou, e Arão e todos os príncipes da congregação tornaram-se a ele; e Moisés lhes falou. 32Depois chegaram também todos os filhos de Israel; e ele lhes ordenou tudo o que o SENHOR falara com ele no monte Sinai. 33Assim que Moisés acabou de falar com eles, pôs um véu sobre o seu rosto. 34Porém, entrando Moisés perante o SENHOR, para falar com ele, tirava o véu até sair; e, saindo, falava com os filhos de Israel o que lhe era ordenado. 35Assim, pois, viam os filhos de Israel o rosto de Moisés, e que resplandecia a pele do seu rosto; e tornava Moisés a pôr o véu sobre o seu rosto, até entrar para falar com ele. Êxodo 35 1ENTÃO Moisés convocou toda a congregação dos filhos de Israel, e disselhes: Estas são as palavras que o SENHOR ordenou que se cumprissem. 2Seis dias se trabalhará, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso ao SENHOR; todo aquele que nele fizer qualquer trabalho morrerá. 3Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado. 4Falou mais Moisés a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: Esta é a palavra que o SENHOR ordenou, dizendo: 5Tomai do que tendes, uma oferta para o SENHOR; cada um, cujo coração é voluntariamente disposto, a trará por oferta alçada ao SENHOR: ouro, prata e cobre, 6Como também azul, púrpura, carmesim, linho fino, pêlos de cabras, 7E peles de carneiros, tintas de vermelho, e peles de texugos, madeira de acácia, 8E azeite para a luminária, e especiarias para o azeite da unção, e para o incenso aromático. 9E pedras de ônix, e pedras de engaste, para o éfode e para o peitoral. 10E venham todos os sábios de coração entre vós, e façam tudo o que o SENHOR tem mandado; 11O tabernáculo, a sua tenda e a sua coberta, os seus colchetes e as suas tábuas, as suas barras, as suas colunas, e as suas bases; 12A arca e os seus varais, o propiciatório e o véu de cobertura, 13A mesa e os seus varais, e todos os seus pertences; e os pães da proposição, 14E o candelabro da luminária, e os seus utensílios, e as suas lâmpadas, e o azeite para a luminária, 15E o altar do incenso e os seus varais, e o azeite da unção, e o incenso aromático, e a cortina da porta para a entrada do tabernáculo, 16O altar do holocausto, e o crivo de cobre, os seus varais, e todos os seus pertences, a pia e a sua base, 17As cortinas do pátio, as suas colunas e as suas bases, e o reposteiro da porta do pátio, 18As estacas do tabernáculo, e as estacas do pátio, e as suas cordas, 19As vestes do ministério para ministrar no santuário, as vestes santas de Arão o sacerdote, e as vestes de seus filhos, para administrarem o sacerdócio. 20Então toda a congregação dos filhos de Israel saiu da presença de Moisés, 21E veio todo o homem, a quem o seu coração moveu, e todo aquele cujo espírito voluntariamente o excitou, e trouxeram a oferta alçada ao SENHOR para a obra da tenda da congregação, e para todo o seu serviço, e para as vestes santas. 22Assim vieram homens e mulheres, todos dispostos de coração; trouxeram fivelas, e pendentes, e anéis, e braceletes, todos os objetos de ouro; e todo o homem fazia oferta de ouro ao SENHOR; 23E todo o homem que se achou com azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pêlos de cabras, e peles de carneiro tintas de vermelho, e peles de texugos, os trazia; 24Todo aquele que fazia oferta alçada de prata ou de metal, a trazia por oferta alçada ao SENHOR; e todo aquele que possuía madeira de acácia, a trazia para toda a obra do serviço. 25E todas as mulheres sábias de coração fiavam com as suas mãos, e traziam o que tinham fiado, o azul e a púrpura, o carmesim e o linho fino. 26E todas as mulheres, cujo coração as moveu em habilidade fiavam os pêlos das cabras. 27E os príncipes traziam pedras de ônix e pedras de engastes para o éfode e para o peitoral, 28E especiarias, e azeite para a luminária, e para o azeite da unção, e para o incenso aromático. 29Todo homem e mulher, cujo coração voluntariamente se moveu a trazer alguma coisa para toda a obra que o SENHOR ordenara se fizesse pela mão de Moisés; assim os filhos de Israel trouxeram por oferta voluntária ao SENHOR. 30Depois disse Moisés aos filhos de Israel: Eis que o SENHOR tem chamado por nome a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá. 31E o Espírito de Deus o encheu de sabedoria, entendimento, ciência e em todo o lavor, 32E para criar invenções, para trabalhar em ouro, e em prata, e em cobre, 33E em lapidar de pedras para engastar, e em entalhar madeira, e para trabalhar em toda a obra esmerada. 34Também lhe dispôs o coração para ensinar a outros; a ele e a Aoliabe, o filho de Aisamaque, da tribo de Dã. 35Encheu-os de sabedoria do coração, para fazer toda a obra de mestre, até a mais engenhosa, e a do gravador, em azul, e em púrpura, em carmesim, e em linho fino, e do tecelão; fazendo toda a obra, e criando invenções. Êxodo 36 1ASSIM trabalharam Bezalel e Aoliabe, e todo o homem sábio de coração, a quem o SENHOR dera sabedoria e inteligência, para saber como haviam de fazer toda a obra para o serviço do santuário, conforme a tudo o que o SENHOR tinha ordenado. 2Então Moisés chamou a Bezalel e a Aoliabe, e a todo o homem sábio de coração, em cujo coração o SENHOR tinha dado sabedoria; a todo aquele a quem o seu coração moveu a se chegar à obra para fazê-la. 3Estes receberam de Moisés toda a oferta alçada, que trouxeram os filhos de Israel para a obra do serviço do santuário, para fazê-la, e ainda eles lhe traziam cada manhã ofertas voluntárias. 4E vieram todos os sábios, que faziam toda a obra do santuário, cada um da obra que fazia, 5E falaram a Moisés, dizendo: O povo traz muito mais do que basta para o serviço da obra que o SENHOR ordenou se fizesse. 6Então mandou Moisés que proclamassem por todo o arraial, dizendo: Nenhum homem, nem mulher, faça mais obra alguma para a oferta alçada do santuário. Assim o povo foi proibido de trazer mais, 7Porque tinham material bastante para toda a obra que havia de fazer-se, e ainda sobejava. 8Assim todo o sábio de coração, entre os que faziam a obra, fez o tabernáculo de dez cortinas de linho fino torcido, e de azul, e de púrpura, e de carmesim, com querubins; da obra mais esmerada as fez. 9O comprimento de cada cortina era de vinte e oito côvados, e a largura de quatro côvados; todas as cortinas tinham uma mesma medida. 10E ligou cinco cortinas uma com a outra; e outras cinco cortinas também ligou uma com outra. 11Depois fez laçadas de azul na borda de uma cortina, à extremidade, na juntura; assim também fez na borda, à extremidade da juntura da segunda cortina. 12Cinqüenta laçadas fez numa cortina, e cinqüenta laçadas fez numa extremidade da cortina, que se ligava com a segunda; estas laçadas eram contrapostas uma a outra. 13Também fez cinqüenta colchetes de ouro, e com estes colchetes uniu as cortinas uma com a outra; e assim foi feito um tabernáculo. 14Fez também cortinas de pêlos de cabras para a tenda sobre o tabernáculo; fez onze cortinas. 15O comprimento de uma cortina era de trinta côvados, e a largura de quatro côvados; estas onze cortinas tinham uma mesma medida. 16E uniu cinco cortinas à parte, e outras seis à parte, 17E fez cinqüenta laçadas na borda da última cortina, na juntura; também fez cinqüenta laçadas na borda da cortina, na outra juntura. 18Fez também cinqüenta colchetes de metal, para ajuntar a tenda, para que fosse um todo. 19Fez também, para a tenda, uma coberta de peles de carneiros, tintas de vermelho; e por cima uma coberta de peles de texugos. 20Também fez, de madeira de acácia, tábuas levantadas para o tabernáculo, que foram colocadas verticalmente. 21O comprimento de cada tábua era de dez côvados, e a largura de um côvado e meio. 22Cada tábua tinha duas cavilhas pregadas uma a outra; assim fez com todas as tábuas do tabernáculo. 23Assim, pois, fez as tábuas para o tabernáculo; vinte tábuas para o lado que dá para o sul; 24E fez quarenta bases de prata debaixo das vinte tábuas; duas bases debaixo de uma tábua, para as suas duas cavilhas, e duas debaixo de outra, para as suas duas cavilhas. 25Também fez vinte tábuas ao outro lado do tabernáculo, do lado norte, 26Com as suas quarenta bases de prata; duas bases debaixo de uma tábua, e duas bases debaixo de outra tábua. 27E ao lado do tabernáculo para o ocidente fez seis tábuas. 28Fez também duas tábuas para os cantos do tabernáculo nos dois lados, 29As quais por baixo estavam juntas, e também se ajuntavam por cima com uma argola; assim fez com ambas nos dois cantos. 30Assim eram oito tábuas com as suas bases de prata, a saber, dezesseis bases; duas bases debaixo de cada tábua. 31Fez também travessas de madeira de acácia; cinco para as tábuas de um lado do tabernáculo, 32E cinco travessas para as tábuas do outro lado do tabernáculo; e outras cinco travessas para as tábuas do tabernáculo do lado ocidental. 33E fez que a travessa do meio passasse pelo meio das tábuas de uma extremidade até a outra. 34E cobriu as tábuas de ouro, e as suas argolas (os lugares das travessas) fez de ouro; as travessas também cobriu de ouro. 35Depois fez o véu de azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido; de obra esmerada o fez com querubins. 36E fez-lhe quatro colunas de madeira de acácia, e as cobriu de ouro; e seus colchetes fez de ouro, e fundiu-lhe quatro bases de prata. 37Fez também para a porta da tenda o véu de azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido, da obra do bordador, 38Com as suas cinco colunas e os seus colchetes; e as suas cabeças e as suas molduras cobriu de ouro; e as suas cinco bases eram de cobre. Êxodo 37 1FEZ também Bezalel a arca de madeira de acácia; o seu comprimento era de dois côvados e meio; e a sua largura de um côvado e meio; e a sua altura de um côvado e meio. 2E cobriu-a de ouro puro por dentro e por fora; e fez-lhe uma coroa de ouro ao redor; 3E fundiu-lhe quatro argolas de ouro nos seus quatro cantos; num lado duas, e no outro lado duas argolas; 4E fez varais de madeira de acácia, e os cobriu de ouro; 5E pôs os varais pelas argolas aos lados da arca, para se levar a arca. 6Fez também o propiciatório de ouro puro; o seu comprimento era de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio. 7Fez também dois querubins de ouro; de obra batida os fez, nas duas extremidades do propiciatório. 8Um querubim na extremidade de um lado, e o outro na outra extremidade do outro lado; de uma só peça com o propiciatório fez os querubins nas duas extremidades dele. 9E os querubins estendiam as asas por cima, cobrindo com elas o propiciatório; e os seus rostos estavam defronte um do outro; os rostos dos querubins estavam virados para o propiciatório. 10Fez também a mesa de madeira de acácia; o seu comprimento era de dois côvados, e a sua largura de um côvado, e a sua altura de um côvado e meio. 11E cobriu-a de ouro puro, e fez-lhe uma coroa de ouro ao redor. 12Fez-lhe também, ao redor, uma moldura da largura da mão; e fez uma coroa de ouro ao redor da moldura. 13Fundiu-lhe também quatro argolas de ouro; e pôs as argolas nos quatro cantos que estavam em seus quatro pés. 14Defronte da moldura estavam as argolas para os lugares dos varais, para se levar a mesa. 15Fez também os varais de madeira de acácia, e os cobriu de ouro, para se levar a mesa. 16E fez de ouro puro os utensílios que haviam de estar sobre a mesa, os seus pratos e as suas colheres, e as suas tigelas e as suas taças em que se haviam de oferecer libações. 17Fez também o candelabro de ouro puro; de obra batida fez este candelabro; o seu pedestal, e as suas hastes, os seus copos, as suas maçãs, e as suas flores, formavam com ele uma só peça. 18Seis hastes saíam dos seus lados; três hastes do candelabro, de um lado dele, e três do outro lado. 19Numa haste estavam três copos do feitio de amêndoas, um botão e uma flor; e na outra haste três copos do feitio de amêndoas, um botão e uma flor; assim eram as seis hastes que saíam do candelabro. 20Mas no mesmo candelabro havia quatro copos do feitio de amêndoas com os seus botões e com as suas flores. 21E havia um botão debaixo de duas hastes da mesma peça; e outro botão debaixo de duas hastes da mesma peça; e mais um botão debaixo de duas hastes da mesma peça; assim se fez para as seis hastes, que saíam dele. 22Os seus botões e as suas hastes eram da mesma peça; tudo era uma obra batida de ouro puro. 23E fez-lhe, de ouro puro, sete lâmpadas com os seus espevitadores e os seus apagadores; 24De um talento de ouro puro fez o candelabro e todos os seus utensílios. 25E fez o altar do incenso de madeira de acácia; de um côvado era o seu comprimento, e de um côvado a sua largura, era quadrado; e de dois côvados a sua altura; dele mesmo eram feitas as suas pontas. 26E cobriu-o de ouro puro, a parte superior e as suas paredes ao redor, e as suas pontas; e fez-lhe uma coroa de ouro ao redor. 27Fez-lhe também duas argolas de ouro debaixo da sua coroa, e os seus dois cantos, de ambos os seus lados, para neles se colocar os varais, e com eles leválo. 28E os varais fez de madeira de acácia, e os cobriu de ouro. 29Também fez o azeite santo da unção, e o incenso aromático, puro, qual obra do perfumista. Êxodo 38 1FEZ também o altar do holocausto de madeira de acácia; de cinco côvados era o seu comprimento, e de cinco côvados a sua largura, era quadrado; e de três côvados a sua altura. 2E fez-lhe as suas pontas nos seus quatro cantos; da mesma peça eram as suas pontas; e cobriu-o de cobre. 3Fez também todos os utensílios do altar; os cinzeiros, e as pás, e as bacias, e os garfos, e os braseiros; todos esses pertences fez de cobre. 4Fez também, para o altar, um crivo de cobre, em forma de rede, na sua cercadura em baixo, até ao meio do altar. 5E fundiu quatro argolas para as quatro extremidades do crivo de cobre, para os lugares dos varais. 6E fez os varais de madeira de acácia, e os cobriu de cobre. 7E pôs os varais pelas argolas aos lados do altar, para com eles levar o altar; fê-lo oco e de tábuas. 8Fez também a pia de cobre com a sua base de cobre, dos espelhos das mulheres que se reuniam, para servir à porta da tenda da congregação. 9Fez também o pátio do lado meridional; as cortinas do pátio eram de linho fino torcido, de cem côvados. 10As suas vinte colunas e as suas vinte bases eram de cobre; os colchetes destas colunas e as suas molduras eram de prata; 11E do lado norte cortinas de cem côvados; as suas vinte colunas e as suas vinte bases eram de cobre, os colchetes das colunas e as suas molduras eram de prata. 12E do lado do ocidente cortinas de cinqüenta côvados, as suas colunas dez, e as suas bases dez; os colchetes das colunas e as suas molduras eram de prata. 13E do lado leste, ao oriente, cortinas de cinqüenta côvados. 14As cortinas de um lado da porta eram de quinze côvados; as suas colunas três e as suas bases três. 15E do outro lado da porta do pátio, de ambos os lados, eram cortinas de quinze côvados; as suas colunas três e as suas bases três. 16Todas as cortinas do pátio ao redor eram de linho fino torcido. 17E as bases das colunas eram de cobre; os colchetes das colunas e as suas molduras eram de prata; e o revestimento dos seus capitéis era de prata; e todas as colunas do pátio eram cingidas de prata. 18E a cobertura da porta do pátio era de obra de bordador, de azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido; e o comprimento era de vinte côvados, e a altura, na largura, de cinco côvados, conforme as cortinas do pátio. 19E as suas quatro colunas e as suas quatro bases eram de cobre, os seus colchetes de prata, e o revestimento dos seus capitéis, e as suas molduras, também de prata. 20E todas as estacas do tabernáculo e do pátio ao redor eram de cobre. 21Esta é a enumeração das coisas usadas no tabernáculo do testemunho, que por ordem de Moisés foram contadas para o ministério dos levitas, por intermédio de Itamar, filho de Arão, o sacerdote. 22Fez, pois, Bezalel, o filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, tudo quanto o SENHOR tinha ordenado a Moisés. 23E com ele Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, um mestre de obra, e engenhoso artífice, e bordador em azul, e em púrpura e em carmesim e em linho fino. 24Todo o ouro gasto na obra, em toda a obra do santuário, a saber, o ouro da oferta, foi vinte e nove talentos e setecentos e trinta siclos, conforme ao siclo do santuário; 25E a prata dos arrolados da congregação foi cem talentos e mil e setecentos e setenta e cinco siclos, conforme o siclo do santuário; 26Um beca por cabeça, isto é, meio siclo, conforme o siclo do santuário; de todo aquele que passava aos arrolados, da idade de vinte anos para cima, que foram seiscentos e três mil e quinhentos e cinqüenta. 27E houve cem talentos de prata para fundir as bases do santuário e as bases do véu; para as cem bases cem talentos; um talento para cada base. 28E dos mil e setecentos e setenta e cinco siclos fez os colchetes das colunas, e cobriu os seus capitéis, e os cingiu de molduras. 29E o cobre da oferta foi setenta talentos e dois mil e quatrocentos siclos. 30E dele fez as bases da porta da tenda da congregação e o altar de cobre, e o crivo de cobre e todos os utensílios do altar. 31E as bases do pátio ao redor, e as bases da porta do pátio, e todas as estacas do tabernáculo e todas as estacas do pátio ao redor. Êxodo 39 1FIZERAM também as vestes do ministério, para ministrar no santuário, de azul, e de púrpura e de carmesim; também fizeram as vestes santas, para Arão, como o SENHOR ordenara a Moisés. 2Assim se fez o éfode de ouro, de azul, e de púrpura, e de carmesim e de linho fino torcido. 3E estenderam as lâminas de ouro, e as cortaram em fios, para tecê-los entre o azul, e entre a púrpura, e entre o carmesim, e entre o linho fino com trabalho esmerado. 4Fizeram-lhe ombreiras que se ajuntavam; e uniam-se em suas duas pontas. 5E o cinto de obra esmerada do éfode, que estava sobre ele, formava com ele uma só peça e era de obra semelhante, de ouro, de azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido, como o SENHOR ordenara a Moisés. 6Também prepararam as pedras de ônix, engastadas em ouro, lavradas com gravuras de um selo, com os nomes dos filhos de Israel. 7E as pôs sobre as ombreiras do éfode por pedras de memória para os filhos de Israel, como o SENHOR ordenara a Moisés. 8Fez-se também o peitoral de obra de artífice, como a obra do éfode, de ouro, de azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido. 9Quadrado era; duplo fizeram o peitoral; o seu comprimento era de um palmo, e a sua largura de um palmo dobrado. 10E engastaram nele quatro ordens de pedras; uma ordem de um sárdio, de um topázio, e de um carbúnculo; esta era a primeira ordem; 11E a segunda ordem de uma esmeralda, de uma safira e de um diamante; 12E a terceira ordem de um jacinto, de uma ágata, e de uma ametista; 13E a quarta ordem de um berilo, e de um ônix, e de um jaspe, engastadas em engastes de ouro. 14Estas pedras, pois, eram segundo os nomes dos filhos de Israel, doze segundo os seus nomes; como gravuras de selo, cada uma com o seu nome, segundo as doze tribos. 15Também fizeram para o peitoral cadeiazinhas de igual medida, obra de ouro puro trançado. 16E fizeram dois engastes de ouro e duas argolas de ouro; e puseram as duas argolas nas duas extremidades do peitoral. 17E puseram as duas cadeiazinhas de trança de ouro nas duas argolas, nas duas extremidades do peitoral. 18E as outras duas pontas das duas cadeiazinhas de trança puseram nos dois engastes; e as puseram sobre as ombreiras do éfode na frente dele. 19Fizeram também duas argolas de ouro, que puseram nas duas extremidades do peitoral, na sua borda que estava junto ao éfode por dentro. 20Fizeram mais duas argolas de ouro, que puseram nas duas ombreiras do éfode, abaixo, na frente dele, perto da sua juntura, sobre o cinto de obra esmerada do éfode. 21E ligaram o peitoral com as suas argolas às argolas do éfode com um cordão de azul, para que estivesse sobre o cinto de obra esmerada do éfode, e o peitoral não se separasse do éfode, como o SENHOR ordenara a Moisés. 22E fez-se o manto do éfode de obra tecida, todo de azul. 23E a abertura do manto estava no meio dele, como abertura de cota de malha; esta abertura tinha uma borda em volta, para que se não rompesse. 24E nas bordas do manto fizeram romãs de azul, e de púrpura, e de carmesim, de fio torcido. 25Fizeram também as campainhas de ouro puro, pondo as campainhas no meio das romãs nas bordas do manto, ao redor, entre as romãs; 26Uma campainha e uma romã, outra campainha e outra romã, nas bordas do manto ao redor; para ministrar, como o SENHOR ordenara a Moisés. 27Fizeram também as túnicas de linho fino, de obra tecida, para Arão e para seus filhos. 28E a mitra de linho fino, e o ornato das tiaras de linho fino, e os calções de linho fino torcido, 29E o cinto de linho fino torcido, e de azul, e de púrpura, e de carmesim, obra de bordador, como o SENHOR ordenara a Moisés. 30Fizeram também, de ouro puro, a lâmina da coroa de santidade, e nela escreveram o escrito como de gravura de selo: SANTIDADE AO SENHOR. 31E ataram-na com um cordão de azul, para prendê-la à parte superior da mitra, como o SENHOR ordenara a Moisés. 32Assim se acabou toda a obra do tabernáculo da tenda da congregação; e os filhos de Israel fizeram conforme a tudo o que o SENHOR ordenara a Moisés; assim o fizeram. 33Depois trouxeram a Moisés o tabernáculo, a tenda e todos os seus pertences; os seus colchetes, as suas tábuas, os seus varais, e as suas colunas, e as suas bases; 34E a cobertura de peles de carneiro tintas de vermelho, e a cobertura de peles de texugos, e o véu de cobertura; 35A arca do testemunho, e os seus varais, e o propiciatório; 36A mesa com todos os seus pertences, e os pães da proposição; 37O candelabro puro com suas lâmpadas, as lâmpadas em ordem, e todos os seus pertences, e o azeite para a luminária; 38Também o altar de ouro, e o azeite da unção, e o incenso aromático, e a cortina da porta da tenda; 39O altar de cobre, e o seu crivo de cobre, os seus varais, e todos os seus pertences, a pia, e a sua base; 40As cortinas do pátio, as suas colunas, e as suas bases, e a cortina da porta do pátio, as suas cordas, e os seus pregos, e todos os utensílios do serviço do tabernáculo, para a tenda da congregação; 41As vestes do ministério para ministrar no santuário; as santas vestes de Arão o sacerdote, e as vestes dos seus filhos, para administrarem o sacerdócio. 42Conforme a tudo o que o SENHOR ordenara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel toda a obra. 43Viu, pois, Moisés toda a obra, e eis que a tinham feito; como o SENHOR ordenara, assim a fizeram; então Moisés os abençoou. Êxodo 40 1FALOU mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 2No primeiro mês, no primeiro dia do mês, levantarás o tabernáculo da tenda da congregação, 3E porás nele a arca do testemunho, e cobrirás a arca com o véu. 4Depois colocarás nele a mesa, e porás em ordem o que se deve pôr em ordem nela; também colocarás nele o candelabro, e acenderás as suas lâmpadas. 5E porás o altar de ouro para o incenso diante da arca do testemunho; então pendurarás a cortina da porta do tabernáculo. 6Porás também o altar do holocausto diante da porta do tabernáculo da tenda da congregação. 7E porás a pia entre a tenda da congregação e o altar, e nela porás água. 8Depois porás o pátio ao redor, e pendurarás a cortina à porta do pátio. 9Então tomarás o azeite da unção, e ungirás o tabernáculo, e tudo o que há nele; e o santificarás com todos os seus pertences, e será santo. 10Ungirás também o altar do holocausto, e todos os seus utensílios; e santificarás o altar; e o altar será santíssimo. 11Então ungirás a pia e a sua base, e a santificarás. 12Farás também chegar a Arão e a seus filhos à porta da tenda da congregação; e os lavarás com água. 13E vestirás a Arão as vestes santas, e o ungirás, e o santificarás, para que me administre o sacerdócio. 14Também farás chegar a seus filhos, e lhes vestirás as túnicas, 15E os ungirás como ungiste a seu pai, para que me administrem o sacerdócio, e a sua unção lhes será por sacerdócio perpétuo nas suas gerações. 16E Moisés fez conforme a tudo o que o SENHOR lhe ordenou, assim o fez. 17Assim, no primeiro mês, no ano segundo, ao primeiro dia do mês foi levantado o tabernáculo. 18Moisés levantou o tabernáculo, e pôs as suas bases, e armou as suas tábuas, e colocou nele os seus varais, e levantou as suas colunas; 19E estendeu a tenda sobre o tabernáculo, e pôs a cobertura da tenda sobre ela, em cima, como o SENHOR ordenara a Moisés. 20Tomou o testemunho, e pô-lo na arca, e colocou os varais na arca; e pôs o propiciatório em cima da arca. 21E introduziu a arca no tabernáculo, e pendurou o véu da cobertura, e cobriu a arca do testemunho, como o SENHOR ordenara a Moisés. 22Pôs também a mesa na tenda da congregação, ao lado do tabernáculo, para o norte, fora do véu, 23E sobre ela pôs em ordem o pão perante o SENHOR, como o SENHOR ordenara a Moisés. 24Pôs também na tenda da congregação o candelabro na frente da mesa, ao lado do tabernáculo, para o sul, 25E acendeu as lâmpadas perante o SENHOR, como o SENHOR ordenara a Moisés. 26E pôs o altar de ouro na tenda da congregação, diante do véu, 27E acendeu sobre ele o incenso de especiarias aromáticas, como o SENHOR ordenara a Moisés. 28Pendurou também a cortina da porta do tabernáculo, 29E pôs o altar do holocausto à porta do tabernáculo da tenda da congregação, e sobre ele ofereceu holocausto e oferta de alimentos, como o SENHOR ordenara a Moisés. 30Pôs também a pia entre a tenda da congregação e o altar, e nela pôs água para lavar. 31E Moisés, e Arão e seus filhos nela lavaram as suas mãos e os seus pés. 32Quando entravam na tenda da congregação, e quando chegavam ao altar, lavavam-se, como o SENHOR ordenara a Moisés. 33Levantou também o pátio ao redor do tabernáculo e do altar, e pendurou a cortina da porta do pátio. Assim Moisés acabou a obra. 34Então a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do SENHOR encheu o tabernáculo; 35De maneira que Moisés não podia entrar na tenda da congregação, porquanto a nuvem permanecia sobre ela, e a glória do SENHOR enchia o tabernáculo. 36Quando, pois, a nuvem se levantava de sobre o tabernáculo, então os filhos de Israel caminhavam em todas as suas jornadas. 37Se a nuvem, porém, não se levantava, não caminhavam, até ao dia em que ela se levantasse; 38Porquanto a nuvem do SENHOR estava de dia sobre o tabernáculo, e o fogo estava de noite sobre ele, perante os olhos de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas. Levítico 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 Levítico 1 1E CHAMOU o SENHOR a Moisés, e falou com ele da tenda da congregação, dizendo: 2Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando algum de vós oferecer oferta ao SENHOR, oferecerá a sua oferta de gado, isto é, de gado vacum e de ovelha. 3Se a sua oferta for holocausto de gado, oferecerá macho sem defeito; à porta da tenda da congregação a oferecerá, de sua própria vontade, perante o SENHOR. 4E porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação. 5Depois degolará o bezerro perante o SENHOR; e os filhos de Arão, os sacerdotes, oferecerão o sangue, e espargirão o sangue em redor sobre o altar que está diante da porta da tenda da congregação. 6Então esfolará o holocausto, e o partirá nos seus pedaços. 7E os filhos de Arão, o sacerdote, porão fogo sobre o altar, pondo em ordem a lenha sobre o fogo. 8Também os filhos de Arão, os sacerdotes, porão em ordem os pedaços, a cabeça e o redenho sobre a lenha que está no fogo em cima do altar; 9Porém a sua fressura e as suas pernas lavar-se-ão com água; e o sacerdote tudo isso queimará sobre o altar; holocausto é, oferta queimada, de cheiro suave ao SENHOR. 10E se a sua oferta for de gado miúdo, de ovelhas ou de cabras, para holocausto, oferecerá macho sem defeito. 11E o degolará ao lado do altar que dá para o norte, perante o SENHOR; e os filhos de Arão, os sacerdotes, espargirão o seu sangue em redor sobre o altar. 12Depois o partirá nos seus pedaços, como também a sua cabeça e o seu redenho; e o sacerdote os porá em ordem sobre a lenha que está no fogo sobre o altar; 13Porém a fressura e as pernas lavar-se-ão com água; e o sacerdote tudo oferecerá, e o queimará sobre o altar; holocausto é, oferta queimada, de cheiro suave ao SENHOR. 14E se a sua oferta ao SENHOR for holocausto de aves, oferecerá a sua oferta de rolas ou de pombinhos; 15E o sacerdote a oferecerá sobre o altar, e tirar-lhe-á a cabeça, e a queimará sobre o altar; e o seu sangue será espremido na parede do altar; 16E o seu papo com as suas penas tirará e o lançará junto ao altar, para o lado do oriente, no lugar da cinza; 17E fendê-la-á junto às suas asas, porém não a partirá; e o sacerdote a queimará em cima do altar sobre a lenha que está no fogo; holocausto é, oferta queimada de cheiro suave ao SENHOR. Levítico 2 1E QUANDO alguma pessoa oferecer oferta de alimentos ao SENHOR, a sua oferta será de flor de farinha, e nela deitará azeite, e porá o incenso sobre ela; 2E a trará aos filhos de Arão, os sacerdotes, um dos quais tomará dela um punhado da flor de farinha, e do seu azeite com todo o seu incenso; e o sacerdote a queimará como memorial sobre o altar; oferta queimada é, de cheiro suave ao SENHOR. 3E o que sobejar da oferta de alimentos, será de Arão e de seus filhos; coisa santíssima é, das ofertas queimadas ao SENHOR. 4E, quando ofereceres oferta de alimentos, cozida no forno, será de bolos ázimos de flor de farinha, amassados com azeite, e coscorões ázimos untados com azeite. 5E, se a tua oferta for oferta de alimentos cozida na caçoula, será da flor de farinha sem fermento, amassada com azeite. 6Em pedaços a partirás, e sobre ela deitarás azeite; oferta é de alimentos. 7E, se a tua oferta for oferta de alimentos de frigideira, far-se-á da flor de farinha com azeite. 8Então trarás a oferta de alimentos, que se fará daquilo, ao SENHOR; e se apresentará ao sacerdote, o qual a levará ao altar. 9E o sacerdote tomará daquela oferta de alimentos como memorial, e a queimará sobre o altar; oferta queimada é de cheiro suave ao SENHOR. 10E, o que sobejar da oferta de alimentos, será de Arão e de seus filhos; coisa santíssima é, das ofertas queimadas ao SENHOR. 11Nenhuma oferta de alimentos, que oferecerdes ao SENHOR, se fará com fermento; porque de nenhum fermento, nem de mel algum, oferecereis oferta queimada ao SENHOR. 12Deles oferecereis ao SENHOR por oferta das primícias; porém sobre o altar não subirão por cheiro suave. 13E todas as tuas ofertas dos teus alimentos temperarás com sal; e não deixarás faltar à tua oferta de alimentos o sal da aliança do teu Deus; em todas as tuas ofertas oferecerás sal. 14E, se fizeres ao SENHOR oferta de alimentos das primícias, oferecerás como oferta de alimentos das tuas primícias de espigas verdes, tostadas ao fogo; isto é, do grão trilhado de espigas verdes cheias. 15E sobre ela deitarás azeite, e porás sobre ela incenso; oferta é de alimentos. 16Assim o sacerdote queimará o seu memorial do seu grão trilhado, e do seu azeite, com todo o seu incenso; oferta queimada é ao SENHOR. Levítico 3 1E SE a sua oferta for sacrifício pacífico; se a oferecer de gado, macho ou fêmea, a oferecerá sem defeito diante do SENHOR. 2E porá a sua mão sobre a cabeça da sua oferta, e a degolará diante da porta da tenda da congregação; e os filhos de Arão, os sacerdotes, espargirão o sangue sobre o altar em redor. 3Depois oferecerá, do sacrifício pacífico, a oferta queimada ao SENHOR; a gordura que cobre a fressura, e toda a gordura que está sobre a fressura, 4E ambos os rins, e a gordura que está sobre eles, e junto aos lombos, e o redenho que está sobre o fígado com os rins, tirará. 5E os filhos de Arão queimarão isso sobre o altar, em cima do holocausto, que estará sobre a lenha que está no fogo; oferta queimada é, de cheiro suave ao SENHOR. 6E se a sua oferta for de gado miúdo por sacrifício pacífico ao SENHOR, seja macho ou fêmea, sem defeito o oferecerá. 7Se oferecer um cordeiro por sua oferta, oferecê-lo-á perante o SENHOR; 8E porá a sua mão sobre a cabeça da sua oferta, e a degolará diante da tenda da congregação; e os filhos de Arão espargirão o seu sangue sobre o altar em redor. 9Então, do sacrifício pacífico, oferecerá ao SENHOR, por oferta queimada, a sua gordura, a cauda toda, a qual tirará do espinhaço, e a gordura que cobre a fressura, e toda a gordura que está sobre a fressura; 10Como também ambos os rins, e a gordura que está sobre eles, e junto aos lombos, e o redenho que está sobre o fígado com os rins, tirá-los-á. 11E o sacerdote queimará isso sobre o altar; alimento é da oferta queimada ao SENHOR. 12Mas, se a sua oferta for uma cabra, perante o SENHOR a oferecerá, 13E porá a sua mão sobre a sua cabeça, e a degolará diante da tenda da congregação; e os filhos de Arão espargirão o seu sangue sobre o altar em redor. 14Depois oferecerá dela a sua oferta por oferta queimada ao SENHOR, a gordura que cobre a fressura, e toda a gordura que está sobre a fressura; 15Como também ambos os rins, e a gordura que está sobre eles, e junto aos lombos, e o redenho que está sobre o fígado com os rins, tirá-los-á. 16E o sacerdote o queimará sobre o altar; alimento é da oferta queimada de cheiro suave. Toda a gordura será do SENHOR. 17Estatuto perpétuo é pelas vossas gerações, em todas as vossas habitações: nenhuma gordura nem sangue algum comereis. Levítico 4 1FALOU mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Fala aos filhos de Israel, dizendo: Quando uma alma pecar, por ignorância, contra alguns dos mandamentos do SENHOR, acerca do que não se deve fazer, e proceder contra algum deles; 3Se o sacerdote ungido pecar para escândalo do povo, oferecerá ao SENHOR, pelo seu pecado, que cometeu, um novilho sem defeito, por expiação do pecado. 4E trará o novilho à porta da tenda da congregação, perante o SENHOR, e porá a sua mão sobre a cabeça do novilho, e degolará o novilho perante o SENHOR. 5Então o sacerdote ungido tomará do sangue do novilho, e o trará à tenda da congregação; 6E o sacerdote molhará o seu dedo no sangue, e daquele sangue espargirá sete vezes perante o SENHOR diante do véu do santuário. 7Também o sacerdote porá daquele sangue sobre as pontas do altar do incenso aromático, perante o SENHOR que está na tenda da congregação; e todo o restante do sangue do novilho derramará à base do altar do holocausto, que está à porta da tenda da congregação. 8E tirará toda a gordura do novilho da expiação; a gordura que cobre a fressura, e toda a gordura que está sobre a fressura, 9E os dois rins, e a gordura que está sobre eles, que está junto aos lombos, e o redenho de sobre o fígado, com os rins, tirá-los-á, 10Como se tira do boi do sacrifício pacífico; e o sacerdote os queimará sobre o altar do holocausto. 11Mas o couro do novilho, e toda a sua carne, com a sua cabeça e as suas pernas, e as suas entranhas, e o seu esterco, 12Enfim, o novilho todo levará fora do arraial a um lugar limpo, onde se lança a cinza, e o queimará com fogo sobre a lenha; onde se lança a cinza se queimará. 13Mas, se toda a congregação de Israel pecar por ignorância, e o erro for oculto aos olhos do povo, e se fizerem contra alguns dos mandamentos do SENHOR, aquilo que não se deve fazer, e forem culpados, 14E quando o pecado que cometeram for conhecido, então a congregação oferecerá um novilho, por expiação do pecado, e o trará diante da tenda da congregação, 15E os anciãos da congregação porão as suas mãos sobre a cabeça do novilho perante o SENHOR; e degolar-se-á o novilho perante o SENHOR. 16Então o sacerdote ungido trará do sangue do novilho à tenda da congregação, 17E o sacerdote molhará o seu dedo naquele sangue, e o espargirá sete vezes perante o SENHOR, diante do véu. 18E daquele sangue porá sobre as pontas do altar, que está perante a face do SENHOR, na tenda da congregação; e todo o restante do sangue derramará à base do altar do holocausto, que está diante da porta da tenda da congregação. 19E tirará dele toda a sua gordura, e queimá-la-á sobre o altar; 20E fará a este novilho, como fez ao novilho da expiação; assim lhe fará, e o sacerdote por eles fará propiciação, e lhes será perdoado o pecado. 21Depois levará o novilho fora do arraial, e o queimará como queimou o primeiro novilho; é expiação do pecado da congregação. 22Quando um príncipe pecar, e por ignorância proceder contra algum dos mandamentos do SENHOR seu Deus, naquilo que não se deve fazer, e assim for culpado; 23Ou se o pecado que cometeu lhe for notificado, então trará pela sua oferta um bode tirado das cabras, macho sem defeito; 24E porá a sua mão sobre a cabeça do bode, e o degolará no lugar onde se degola o holocausto, perante a face do SENHOR; expiação do pecado é. 25Depois o sacerdote com o seu dedo tomará do sangue da expiação, e o porá sobre as pontas do altar do holocausto; então o restante do seu sangue derramará à base do altar do holocausto. 26Também queimará sobre o altar toda a sua gordura como gordura do sacrifício pacífico; assim o sacerdote por ele fará expiação do seu pecado, e lhe será perdoado. 27E, se qualquer pessoa do povo da terra pecar por ignorância, fazendo contra algum dos mandamentos do SENHOR, aquilo que não se deve fazer, e assim for culpada; 28Ou se o pecado que cometeu lhe for notificado, então trará pela sua oferta uma cabra sem defeito, pelo seu pecado que cometeu, 29E porá a sua mão sobre a cabeça da oferta da expiação do pecado, e a degolará no lugar do holocausto. 30Depois o sacerdote com o seu dedo tomará do seu sangue, e o porá sobre as pontas do altar do holocausto; e todo o restante do seu sangue derramará à base do altar; 31E tirará toda a gordura, como se tira a gordura do sacrifício pacífico; e o sacerdote a queimará sobre o altar, por cheiro suave ao SENHOR; e o sacerdote fará expiação por ela, e ser-lhe-á perdoado o pecado. 32Mas, se pela sua oferta trouxer uma cordeira para expiação do pecado, sem defeito trará. 33E porá a sua mão sobre a cabeça da oferta da expiação do pecado, e a degolará por oferta pelo pecado, no lugar onde se degola o holocausto. 34Depois o sacerdote com o seu dedo tomará do sangue da expiação do pecado, e o porá sobre as pontas do altar do holocausto; então todo o restante do seu sangue derramará na base do altar. 35E tirará toda a sua gordura, como se tira a gordura do cordeiro do sacrifício pacífico; e o sacerdote a queimará sobre o altar, em cima das ofertas queimadas do SENHOR; assim o sacerdote por ele fará expiação dos seus pecados que cometeu, e ele será perdoado. Levítico 5 1E QUANDO alguma pessoa pecar, ouvindo uma voz de blasfêmia, de que for testemunha, seja porque viu, ou porque soube, se o não denunciar, então levará a sua iniqüidade. 2Ou, quando alguma pessoa tocar em alguma coisa imunda, seja corpo morto de fera imunda, seja corpo morto de animal imundo, seja corpo morto de réptil imundo, ainda que não soubesse, contudo será ele imundo e culpado. 3Ou, quando tocar a imundícia de um homem, seja qualquer que for a sua imundícia, com que se faça imundo, e lhe for oculto, e o souber depois, será culpado. 4Ou, quando alguma pessoa jurar, pronunciando temerariamente com os seus lábios, para fazer mal, ou para fazer bem, em tudo o que o homem pronuncia temerariamente com juramento, e lhe for oculto, e o souber depois, culpado será numa destas coisas. 5Será, pois, que, culpado sendo numa destas coisas, confessará aquilo em que pecou. 6E a sua expiação trará ao SENHOR, pelo seu pecado que cometeu: uma fêmea de gado miúdo, uma cordeira, ou uma cabrinha pelo pecado; assim o sacerdote por ela fará expiação do seu pecado. 7Mas, se em sua mão não houver recurso para gado miúdo, então trará, para expiação da culpa que cometeu, ao SENHOR, duas rolas ou dois pombinhos; um para expiação do pecado, e o outro para holocausto; 8E os trará ao sacerdote, o qual primeiro oferecerá aquele que é para expiação do pecado; e com a sua unha lhe fenderá a cabeça junto ao pescoço, mas não o partirá; 9E do sangue da expiação do pecado espargirá sobre a parede do altar, porém o que sobejar daquele sangue espremer-se-á à base do altar; expiação do pecado é. 10E do outro fará holocausto conforme ao costume; assim o sacerdote por ela fará expiação do seu pecado que cometeu, e ele será perdoado. 11Porém, se em sua mão não houver recurso para duas rolas, ou dois pombinhos, então aquele que pecou trará como oferta a décima parte de um efa de flor de farinha, para expiação do pecado; não deitará sobre ela azeite nem lhe porá em cima o incenso, porquanto é expiação do pecado; 12E a trará ao sacerdote, e o sacerdote dela tomará a sua mão cheia pelo seu memorial, e a queimará sobre o altar, em cima das ofertas queimadas do SENHOR; expiação de pecado é. 13Assim o sacerdote por ela fará expiação do seu pecado, que cometeu em alguma destas coisas, e lhe será perdoado; e o restante será do sacerdote, como a oferta de alimentos. 14E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 15Quando alguma pessoa cometer uma transgressão, e pecar por ignorância nas coisas sagradas do SENHOR, então trará ao SENHOR pela expiação, um carneiro sem defeito do rebanho, conforme à tua estimação em siclos de prata, segundo o siclo do santuário, para expiação da culpa. 16Assim restituirá o que pecar nas coisas sagradas, e ainda lhe acrescentará a quinta parte, e a dará ao sacerdote; assim o sacerdote, com o carneiro da expiação, fará expiação por ele, e ser-lhe-á perdoado o pecado. 17E, se alguma pessoa pecar, e fizer, contra algum dos mandamentos do SENHOR, aquilo que não se deve fazer, ainda que o não soubesse, contudo será ela culpada, e levará a sua iniqüidade; 18E trará ao sacerdote um carneiro sem defeito do rebanho, conforme à tua estimação, para expiação da culpa, e o sacerdote por ela fará expiação do erro que cometeu sem saber; e ser-lhe-á perdoado. 19Expiação de culpa é; certamente se fez culpado diante do SENHOR. Levítico 6 1FALOU mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Quando alguma pessoa pecar, e transgredir contra o SENHOR, e negar ao seu próximo o que lhe deu em guarda, ou o que deixou na sua mão, ou o roubo, ou o que reteve violentamente ao seu próximo, 3Ou que achou o perdido, e o negar com falso juramento, ou fizer alguma outra coisa de todas em que o homem costuma pecar; 4Será pois que, como pecou e tornou-se culpado, restituirá o que roubou, ou o que reteve violentamente, ou o depósito que lhe foi dado em guarda, ou o perdido que achou, 5Ou tudo aquilo sobre que jurou falsamente; e o restituirá no seu todo, e ainda sobre isso acrescentará o quinto; àquele de quem é o dará no dia de sua expiação. 6E a sua expiação trará ao SENHOR: um carneiro sem defeito do rebanho, conforme à tua estimação, para expiação da culpa trará ao sacerdote; 7E o sacerdote fará expiação por ela diante do SENHOR, e será perdoada de qualquer das coisas que fez, tornando-se culpada. 8Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 9Dá ordem a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei do holocausto; o holocausto será queimado sobre o altar toda a noite até pela manhã, e o fogo do altar arderá nele. 10E o sacerdote vestirá a sua veste de linho, e vestirá as calças de linho, sobre a sua carne, e levantará a cinza, quando o fogo houver consumido o holocausto sobre o altar, e a porá junto ao altar. 11Depois despirá as suas vestes, e vestirá outras vestes; e levará a cinza fora do arraial para um lugar limpo. 12O fogo que está sobre o altar arderá nele, não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas. 13O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará. 14E esta é a lei da oferta de alimentos: os filhos de Arão a oferecerão perante o SENHOR diante do altar. 15E dela tomará um punhado da flor de farinha, da oferta e do seu azeite, e todo o incenso que estiver sobre a oferta de alimentos; então o acenderá sobre o altar, cheiro suave é isso, por ser memorial ao SENHOR. 16E o restante dela comerão Arão e seus filhos; ázimo se comerá no lugar santo, no pátio da tenda da congregação o comerão. 17Levedado não se cozerá; sua porção é que lhes dei das minhas ofertas queimadas; coisa santíssima é, como a expiação do pecado e como a expiação da culpa. 18Todo o homem entre os filhos de Arão comerá dela; estatuto perpétuo será para as vossas gerações das ofertas queimadas do SENHOR; todo o que as tocar será santo. 19Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 20Esta é a oferta de Arão e de seus filhos, a qual oferecerão ao SENHOR no dia em que ele for ungido; a décima parte de um efa de flor de farinha pela oferta de alimentos contínua; a metade dela pela manhã, e a outra metade à tarde. 21Numa caçoula se fará com azeite; cozida a trarás; e os pedaços cozidos da oferta oferecerás em cheiro suave ao SENHOR. 22Também o sacerdote, que de entre seus filhos for ungido em seu lugar, fará o mesmo; por estatuto perpétuo será ela toda queimada ao SENHOR. 23Assim toda a oferta do sacerdote será totalmente queimada; não se comerá. 24Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 25Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei da expiação do pecado; no lugar onde se degola o holocausto se degolará a expiação do pecado perante o SENHOR; coisa santíssima é. 26O sacerdote que a oferecer pelo pecado a comerá; no lugar santo se comerá, no pátio da tenda da congregação. 27Tudo o que tocar a carne da oferta será santo; se o seu sangue for espargido sobre as vestes de alguém, lavarás em lugar santo aquilo sobre o que caiu. 28E o vaso de barro em que for cozida será quebrado; porém, se for cozida num vaso de cobre, esfregar-se-á e lavar-se-á na água. 29Todo o homem entre os sacerdotes a comerá; coisa santíssima é. 30Porém, não se comerá nenhuma oferta pelo pecado, cujo sangue se traz à tenda da congregação, para expiar no santuário; no fogo será queimada. Levítico 7 1E ESTA é a lei da expiação da culpa; coisa santíssima é. 2No lugar onde degolam o holocausto, degolarão a oferta pela expiação da culpa, e o seu sangue se espargirá sobre o altar em redor. 3E dela se oferecerá toda a sua gordura; a cauda, e a gordura que cobre a fressura. 4Também ambos os rins, e a gordura que neles há, que está junto aos lombos, e o redenho sobre o fígado, com os rins se tirará; 5E o sacerdote os queimará sobre o altar em oferta queimada ao SENHOR; expiação da culpa é. 6Todo o varão entre os sacerdotes a comerá; no lugar santo se comerá; coisa santíssima é. 7Como a expiação pelo pecado, assim será a expiação da culpa; uma mesma lei haverá para elas; será do sacerdote que houver feito propiciação com ela. 8Também o sacerdote, que oferecer o holocausto de alguém, terá para si o couro do holocausto que oferecer. 9Como também toda a oferta que se cozer no forno, com tudo que se preparar na frigideira e na caçoula, será do sacerdote que a oferecer. 10Também toda a oferta amassada com azeite, ou seca, será de todos os filhos de Arão, assim de um como de outro. 11E esta é a lei do sacrifício pacífico que se oferecerá ao SENHOR: 12Se o oferecer por oferta de ação de graças, com o sacrifício de ação de graças, oferecerá bolos ázimos amassados com azeite; e coscorões ázimos amassados com azeite; e os bolos amassados com azeite serão fritos, de flor de farinha. 13Com os bolos oferecerá por sua oferta pão levedado, com o sacrifício de ação de graças da sua oferta pacífica. 14E de toda a oferta oferecerá uma parte por oferta alçada ao SENHOR, que será do sacerdote que espargir o sangue da oferta pacífica. 15Mas a carne do sacrifício de ação de graças da sua oferta pacífica se comerá no dia do seu oferecimento; nada se deixará dela até à manhã. 16E, se o sacrifício da sua oferta for voto, ou oferta voluntária, no dia em que oferecer o seu sacrifício se comerá; e o que dele ficar também se comerá no dia seguinte; 17E o que ainda ficar da carne do sacrifício ao terceiro dia será queimado no fogo. 18Porque, se da carne do seu sacrifício pacífico se comer ao terceiro dia, aquele que a ofereceu não será aceito, nem lhe será imputado; coisa abominável será, e a pessoa que dela comer levará a sua iniqüidade. 19E a carne que tocar alguma coisa imunda não se comerá; com fogo será queimada; mas da outra carne, qualquer que estiver limpo, comerá dela. 20Porém, se alguma pessoa comer a carne do sacrifício pacífico, que é do SENHOR, tendo ela sobre si a sua imundícia, aquela pessoa será extirpada do seu povo. 21E, se uma pessoa tocar alguma coisa imunda, como imundícia de homem, ou gado imundo, ou qualquer abominação imunda, e comer da carne do sacrifício pacífico, que é do SENHOR, aquela pessoa será extirpada do seu povo. 22Depois falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 23Fala aos filhos de Israel, dizendo: Nenhuma gordura de boi, nem de carneiro, nem de cabra comereis; 24Porém pode-se usar da gordura de corpo morto, e da gordura do dilacerado por feras, para toda a obra, mas de nenhuma maneira a comereis; 25Porque qualquer que comer a gordura do animal, do qual se oferecer ao SENHOR oferta queimada, a pessoa que a comer será extirpada do seu povo. 26E nenhum sangue comereis em qualquer das vossas habitações, quer de aves quer de gado. 27Toda a pessoa que comer algum sangue, aquela pessoa será extirpada do seu povo. 28Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 29Fala aos filhos de Israel, dizendo: Quem oferecer ao SENHOR o seu sacrifício pacífico, trará a sua oferta ao SENHOR do seu sacrifício pacífico. 30As suas próprias mãos trarão as ofertas queimadas do SENHOR; a gordura do peito com o peito trará para movê-lo por oferta movida perante o SENHOR. 31E o sacerdote queimará a gordura sobre o altar, porém o peito será de Arão e de seus filhos. 32Também a espádua direita dareis ao sacerdote por oferta alçada dos vossos sacrifícios pacíficos. 33Aquele dos filhos de Arão que oferecer o sangue do sacrifício pacífico, e a gordura, esse terá a espádua direita para a sua porção; 34Porque o peito movido e a espádua alçada tomei dos filhos de Israel dos seus sacrifícios pacíficos, e os dei a Arão, o sacerdote, e a seus filhos, por estatuto perpétuo dos filhos de Israel. 35Esta é a porção de Arão e a porção de seus filhos das ofertas queimadas do SENHOR, desde o dia em que ele os apresentou para administrar o sacerdócio ao SENHOR. 36O que o SENHOR ordenou que se lhes desse dentre os filhos de Israel no dia em que os ungiu; estatuto perpétuo é pelas suas gerações. 37Esta é a lei do holocausto, da oferta de alimentos, e da expiação do pecado, e da expiação da culpa, e da oferta das consagrações, e do sacrifício pacífico, 38Que o SENHOR ordenou a Moisés no monte Sinai, no dia em que ordenou aos filhos de Israel que oferecessem as suas ofertas ao SENHOR, no deserto de Sinai. Levítico 8 1FALOU mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Toma a Arão e a seus filhos com ele, e as vestes, e o azeite da unção, como também o novilho da expiação do pecado, e os dois carneiros, e o cesto dos pães ázimos, 3E reúne toda a congregação à porta da tenda da congregação. 4Fez, pois, Moisés como o SENHOR lhe ordenara, e a congregação reuniu-se à porta da tenda da congregação. 5Então disse Moisés à congregação: Isto é o que o SENHOR ordenou que se fizesse. 6E Moisés fez chegar a Arão e a seus filhos, e os lavou com água. 7E vestiu-lhe a túnica, e cingiu-o com o cinto, e pôs sobre ele o manto; também pôs sobre ele o éfode, e cingiu-o com o cinto de obra esmerada do éfode e o apertou com ele. 8Depois pôs-lhe o peitoral, pondo no peitoral o Urim e o Tumim; 9E pôs a mitra sobre a sua cabeça; e sobre esta, na parte dianteira, pôs a lâmina de ouro, a coroa da santidade, como o SENHOR ordenara a Moisés. 10Então Moisés tomou o azeite da unção, e ungiu o tabernáculo, e tudo o que havia nele, e o santificou; 11E dele espargiu sete vezes sobre o altar, e ungiu o altar e todos os seus utensílios, como também a pia e a sua base, para santificá-las. 12Depois derramou do azeite da unção sobre a cabeça de Arão, e ungiu-o, para santificá-lo. 13Também Moisés fez chegar os filhos de Arão, e vestiu-lhes as túnicas, e cingiuos com o cinto, e apertou-lhes as tiaras, como o SENHOR ordenara a Moisés. 14Então fez chegar o novilho da expiação do pecado; e Arão e seus filhos puseram as suas mãos sobre a cabeça do novilho da expiação do pecado; 15E o degolou; e Moisés tomou o sangue, e pôs dele com o seu dedo sobre as pontas do altar em redor, e purificou o altar; depois derramou o restante do sangue à base do altar, e o santificou, para fazer expiação por ele. 16Depois tomou toda a gordura que está na fressura, e o redenho do fígado, e os dois rins e a sua gordura; e Moisés queimou-os sobre o altar. 17Mas o novilho com o seu couro, e a sua carne, e o seu esterco, queimou com fogo fora do arraial, como o SENHOR ordenara a Moisés. 18Depois fez chegar o carneiro do holocausto; e Arão e seus filhos puseram as suas mãos sobre a cabeça do carneiro; 19E degolou-o; e Moisés espargiu o sangue sobre o altar em redor. 20Partiu também o carneiro nos seus pedaços; e Moisés queimou a cabeça, e os pedaços e a gordura. 21Porém a fressura e as pernas lavou com água; e Moisés queimou todo o carneiro sobre o altar; holocausto de cheiro suave, uma oferta queimada ao SENHOR, como o SENHOR ordenou a Moisés. 22Depois fez chegar o outro carneiro, o carneiro da consagração; e Arão com seus filhos puseram as suas mãos sobre a cabeça do carneiro. 23E degolou-o; e Moisés tomou do seu sangue, e o pôs sobre a ponta da orelha direita de Arão, e sobre o polegar da sua mão direita, e sobre o polegar do seu pé direito. 24Moisés também fez chegar os filhos de Arão, e pôs daquele sangue sobre a ponta da orelha direita deles, e sobre o polegar da sua mão direita, e sobre o polegar do seu pé direito; e Moisés espargiu o restante do sangue sobre o altar em redor. 25E tomou a gordura, e a cauda, e toda a gordura que está na fressura, e o redenho do fígado, e ambos os rins, e a sua gordura e a espádua direita. 26Também do cesto dos pães ázimos, que estava diante do SENHOR, tomou um bolo ázimo, e um bolo de pão azeitado, e um coscorão, e os pôs sobre a gordura e sobre a espádua direita. 27E tudo isto pôs nas mãos de Arão e nas mãos de seus filhos; e os ofereceu por oferta movida perante o SENHOR. 28Depois Moisés tomou-os das suas mãos, e os queimou no altar sobre o holocausto; estes foram uma consagração, por cheiro suave, oferta queimada ao SENHOR. 29E tomou Moisés o peito, e ofereceu-o por oferta movida perante o SENHOR. Aquela foi a porção de Moisés do carneiro da consagração, como o SENHOR ordenara a Moisés. 30Tomou Moisés também do azeite da unção, e do sangue que estava sobre o altar, e o espargiu sobre Arão e sobre as suas vestes, e sobre os seus filhos, e sobre as vestes de seus filhos com ele; e santificou a Arão e as suas vestes, e seus filhos, e as vestes de seus filhos com ele. 31E Moisés disse a Arão, e a seus filhos: Cozei a carne diante da porta da tenda da congregação, e ali a comereis com o pão que está no cesto da consagração, como tenho ordenado, dizendo: Arão e seus filhos a comerão. 32Mas o que sobejar da carne e do pão, queimareis com fogo. 33Também da porta da tenda da congregação não saireis por sete dias, até ao dia em que se cumprirem os dias da vossa consagração; porquanto por sete dias ele vos consagrará. 34Como se fez neste dia, assim o SENHOR ordenou se fizesse, para fazer expiação por vós. 35Ficareis, pois, à porta da tenda da congregação dia e noite por sete dias, e guardareis as ordenanças do SENHOR, para que não morrais; porque assim me foi ordenado. 36E Arão e seus filhos fizeram todas as coisas que o SENHOR ordenara pela mão de Moisés. Levítico 9 1E ACONTECEU, ao dia oitavo, que Moisés chamou a Arão e seus filhos, e os anciãos de Israel, 2E disse a Arão: Toma um bezerro, para expiação do pecado, e um carneiro para holocausto, sem defeito; e traze-os perante o SENHOR. 3Depois falarás aos filhos de Israel, dizendo: Tomai um bode para expiação do pecado, e um bezerro, e um cordeiro de um ano, sem defeito, para holocausto; 4Também um boi e um carneiro por sacrifício pacífico, para sacrificar perante o SENHOR, e oferta de alimentos, amassada com azeite; porquanto hoje o SENHOR vos aparecerá. 5Então trouxeram o que ordenara Moisés, diante da tenda da congregação, e chegou-se toda a congregação e se pôs perante o SENHOR. 6E disse Moisés: Esta é a coisa que o SENHOR ordenou que fizésseis; e a glória do SENHOR vos aparecerá. 7E disse Moisés a Arão: Chega-te ao altar, e faze a tua expiação de pecado e o teu holocausto; e faze expiação por ti e pelo povo; depois faze a oferta do povo, e faze expiação por eles, como ordenou o SENHOR. 8Então Arão se chegou ao altar, e degolou o bezerro da expiação que era por si mesmo. 9E os filhos de Arão trouxeram-lhe o sangue, e molhou o seu dedo no sangue, e o pôs sobre as pontas do altar; e o restante do sangue derramou à base do altar. 10Mas a gordura, e os rins, e o redenho do fígado de expiação do pecado, queimou sobre o altar, como o SENHOR ordenara a Moisés. 11Porém a carne e o couro queimou com fogo fora do arraial. 12Depois degolou o holocausto, e os filhos de Arão lhe entregaram o sangue, e espargiu-o sobre o altar em redor. 13Também lhe entregaram o holocausto nos seus pedaços, com a cabeça; e queimou-o sobre o altar. 14E lavou a fressura e as pernas, e as queimou sobre o holocausto no altar. 15Depois fez chegar a oferta do povo, e tomou o bode da expiação do pecado, que era pelo povo, e o degolou, e o preparou por expiação do pecado, como o primeiro. 16Fez também chegar o holocausto, e ofereceu-o segundo o rito. 17E fez chegar a oferta de alimentos, e a sua mão encheu dela, e queimou-a sobre o altar, além do holocausto da manhã. 18Depois degolou o boi e o carneiro em sacrifício pacífico, que era pelo povo; e os filhos de Arão entregaram-lhe o sangue, que espargiu sobre o altar em redor. 19Como também a gordura do boi e do carneiro, a cauda, e o que cobre a fressura, e os rins, e o redenho do fígado. 20E puseram a gordura sobre os peitos, e queimou a gordura sobre o altar; 21Mas os peitos e a espádua direita Arão ofereceu por oferta movida perante o SENHOR, como Moisés tinha ordenado. 22Depois Arão levantou as suas mãos ao povo e o abençoou; e desceu, havendo feito a expiação do pecado, e o holocausto, e a oferta pacífica. 23Então entraram Moisés e Arão na tenda da congregação; depois saíram, e abençoaram ao povo; e a glória do SENHOR apareceu a todo o povo. 24Porque o fogo saiu de diante do SENHOR, e consumiu o holocausto e a gordura, sobre o altar; o que vendo todo o povo, jubilaram e caíram sobre as suas faces. Levítico 10 1E OS filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário e puseram neles fogo, e colocaram incenso sobre ele, e ofereceram fogo estranho perante o SENHOR, o que não lhes ordenara. 2Então saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR. 3E disse Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR falou, dizendo: Serei santificado naqueles que se chegarem a mim, e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão calou-se. 4E Moisés chamou a Misael e a Elzafã, filhos de Uziel, tio de Arão, e disse-lhes: Chegai, levai a vossos irmãos de diante do santuário, para fora do arraial. 5Então chegaram, e os levaram nas suas túnicas para fora do arraial, como Moisés lhes dissera. 6E Moisés disse a Arão, e a seus filhos Eleazar e Itamar: Não descobrireis as vossas cabeças, nem rasgareis vossas vestes, para que não morrais, nem venha grande indignação sobre toda a congregação; mas vossos irmãos, toda a casa de Israel, lamentem este incêndio que o SENHOR acendeu. 7Nem saireis da porta da tenda da congregação, para que não morrais; porque está sobre vós o azeite da unção do SENHOR. E fizeram conforme à palavra de Moisés. 8E falou o SENHOR a Arão, dizendo: 9Não bebereis vinho nem bebida forte, nem tu nem teus filhos contigo, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações; 10E para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo, 11E para ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o SENHOR lhes tem falado por meio de Moisés. 12E disse Moisés a Arão, e a Eleazar e a Itamar, seus filhos, que lhe ficaram: Tomai a oferta de alimentos, restante das ofertas queimadas do SENHOR, e comei-a sem levedura junto ao altar, porquanto é coisa santíssima. 13Portanto a comereis no lugar santo; porque isto é a tua porção, e a porção de teus filhos, das ofertas queimadas do SENHOR; porque assim me foi ordenado. 14Também o peito da oferta movida e a espádua da oferta alçada, comereis em lugar limpo, tu, e teus filhos e tuas filhas contigo; porque foram dados por tua porção, e por porção de teus filhos, dos sacrifícios pacíficos dos filhos de Israel. 15A espádua da oferta alçada e o peito da oferta movida trarão com as ofertas queimadas de gordura, para oferecer por oferta movida perante o SENHOR; o que será por estatuto perpétuo, para ti e para teus filhos contigo, como o SENHOR tem ordenado. 16E Moisés diligentemente buscou o bode da expiação, e eis que já fora queimado; portanto indignou-se grandemente contra Eleazar e contra Itamar, os filhos de Arão que ficaram, dizendo: 17Por que não comestes a expiação do pecado no lugar santo, pois é coisa santíssima e Deus a deu a vós, para que levásseis a iniqüidade da congregação, para fazer expiação por eles diante do SENHOR? 18Eis que não se trouxe o seu sangue para dentro do santuário; certamente devíeis ter comido no santuário, como tenho ordenado. 19Então disse Arão a Moisés: Eis que hoje ofereceram a sua expiação pelo pecado e o seu holocausto perante o SENHOR, e tais coisas me sucederam; se hoje tivesse comido da oferta da expiação pelo pecado, seria isso porventura aceito aos olhos do SENHOR? 20E Moisés, ouvindo isto, deu-se por satisfeito. Levítico 11 1E FALOU o SENHOR a Moisés e a Arão, dizendo-lhes: 2Fala aos filhos de Israel, dizendo: Estes são os animais, que comereis dentre todos os animais que há sobre a terra; 3Dentre os animais, todo o que tem unhas fendidas, e a fenda das unhas se divide em duas, e rumina, deles comereis. 4Destes, porém, não comereis; dos que ruminam ou dos que têm unhas fendidas; o camelo, que rumina, mas não tem unhas fendidas; esse vos será imundo; 5E o coelho, porque rumina, mas não tem as unhas fendidas; esse vos será imundo; 6E a lebre, porque rumina, mas não tem as unhas fendidas; essa vos será imunda. 7Também o porco, porque tem unhas fendidas, e a fenda das unhas se divide em duas, mas não rumina; este vos será imundo. 8Das suas carnes não comereis, nem tocareis nos seus cadáveres; estes vos serão imundos. 9De todos os animais que há nas águas, comereis os seguintes: todo o que tem barbatanas e escamas, nas águas, nos mares e nos rios, esses comereis. 10Mas todo o que não tem barbatanas, nem escamas, nos mares e nos rios, todo o réptil das águas, e todo o ser vivente que há nas águas, estes serão para vós abominação. 11Ser-vos-ão, pois, por abominação; da sua carne não comereis, e abominareis o seu cadáver. 12Todo o que não tem barbatanas ou escamas, nas águas, será para vós abominação. 13Das aves, estas abominareis; não se comerão, serão abominação: a águia, e o quebrantosso, e o xofrango, 14E o milhano, e o abutre segundo a sua espécie. 15Todo o corvo segundo a sua espécie, 16E o avestruz, e o mocho, e a gaivota, e o gavião segundo a sua espécie. 17E o bufo, e o corvo marinho, e a coruja, 18E a gralha, e o cisne, e o pelicano, 19E a cegonha, a garça segundo a sua espécie, e a poupa, e o morcego. 20Todo o inseto que voa, que anda sobre quatro pés, será para vós uma abominação. 21Mas isto comereis de todo o inseto que voa, que anda sobre quatro pés: o que tiver pernas sobre os seus pés, para saltar com elas sobre a terra. 22Deles comereis estes: a locusta segundo a sua espécie, o gafanhoto devorador segundo a sua espécie, o grilo segundo a sua espécie, e o gafanhoto segundo a sua espécie. 23E todos os outros insetos que voam, que têm quatro pés, serão para vós uma abominação. 24E por estes sereis imundos: qualquer que tocar os seus cadáveres, imundo será até à tarde. 25Qualquer que levar os seus cadáveres lavará as suas vestes, e será imundo até à tarde. 26Todo o animal que tem unha fendida, mas a fenda não se divide em duas, e todo o que não rumina, vos será por imundo; qualquer que tocar neles será imundo. 27E todo o animal que anda sobre as suas patas, todo o animal que anda a quatro pés, vos será por imundo; qualquer que tocar nos seus cadáveres será imundo até à tarde. 28E o que levar os seus cadáveres lavará as suas vestes, e será imundo até à tarde; eles vos serão por imundos. 29Estes também vos serão por imundos entre os répteis que se arrastam sobre a terra; a doninha, e o rato, e a tartaruga segundo a sua espécie, 30E o ouriço cacheiro, e o lagarto, e a lagartixa, e a lesma e a toupeira. 31Estes vos serão por imundos dentre todos os répteis; qualquer que os tocar, estando eles mortos, será imundo até à tarde. 32E tudo aquilo sobre o que cair alguma coisa deles estando eles mortos será imundo; seja vaso de madeira, ou veste, ou pele, ou saco, qualquer instrumento, com que se faz alguma obra, será posto na água, e será imundo até à tarde; depois será limpo. 33E todo o vaso de barro, em que cair alguma coisa deles, tudo o que houver nele será imundo, e o vaso quebrareis. 34Todo o alimento que se come, sobre o qual cair água de tais vasos, será imundo; e toda a bebida que se bebe, depositada nesses vasos, será imunda. 35E aquilo sobre o que cair alguma parte de seu corpo morto, será imundo; o forno e o vaso de barro serão quebrados; imundos são: portanto vos serão por imundos. 36Porém a fonte ou cisterna, em que se recolhem águas, será limpa, mas quem tocar no seu cadáver será imundo. 37E, se dos seus cadáveres cair alguma coisa sobre alguma semente que se vai semear, será limpa; 38Mas se for deitada água sobre a semente, e se dos seus cadáveres cair alguma coisa sobre ela, vos será por imunda. 39E se morrer algum dos animais, que vos servem de mantimento, quem tocar no seu cadáver será imundo até à tarde; 40E quem comer do seu cadáver lavará as suas vestes, e será imundo até à tarde; e quem levar o seu corpo morto lavará as suas vestes, e será imundo até à tarde. 41Também todo o réptil, que se arrasta sobre a terra, será abominação; não se comerá. 42Tudo o que anda sobre o ventre, e tudo o que anda sobre quatro pés, ou que tem muitos pés, entre todo o réptil que se arrasta sobre a terra, não comereis, porquanto são uma abominação. 43Não vos façais abomináveis, por nenhum réptil que se arrasta, nem neles vos contamineis, para não serdes imundos por eles; 44Porque eu sou o SENHOR vosso Deus; portanto vós vos santificareis, e sereis santos, porque eu sou santo; e não vos contaminareis com nenhum réptil que se arrasta sobre a terra; 45Porque eu sou o SENHOR, que vos fiz subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus, e para que sejais santos; porque eu sou santo. 46Esta é a lei dos animais, e das aves, e de toda criatura vivente que se move nas águas, e de toda criatura que se arrasta sobre a terra; 47Para fazer diferença entre o imundo e o limpo; e entre animais que se podem comer e os animais que não se podem comer. Levítico 12 1FALOU mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Fala aos filhos de Israel, dizendo: Se uma mulher conceber e der à luz um menino, será imunda sete dias, assim como nos dias da separação da sua enfermidade, será imunda. 3E no dia oitavo se circuncidará ao menino a carne do seu prepúcio. 4Depois ficará ela trinta e três dias no sangue da sua purificação; nenhuma coisa santa tocará e não entrará no santuário até que se cumpram os dias da sua purificação. 5Mas, se der à luz uma menina será imunda duas semanas, como na sua separação; depois ficará sessenta e seis dias no sangue da sua purificação. 6E, quando forem cumpridos os dias da sua purificação por filho ou por filha, trará um cordeiro de um ano por holocausto, e um pombinho ou uma rola para expiação do pecado, diante da porta da tenda da congregação, ao sacerdote. 7O qual o oferecerá perante o SENHOR, e por ela fará propiciação; e será limpa do fluxo do seu sangue; esta é a lei da que der à luz menino ou menina. 8Mas, se em sua mão não houver recursos para um cordeiro, então tomará duas rolas, ou dois pombinhos, um para o holocausto e outro para a propiciação do pecado; assim o sacerdote por ela fará expiação, e será limpa. Levítico 13 1FALOU mais o SENHOR a Moisés e a Arão, dizendo: 2Quando um homem tiver na pele da sua carne, inchação, ou pústula, ou mancha lustrosa, na pele de sua carne como praga da lepra, então será levado a Arão, o sacerdote, ou a um de seus filhos, os sacerdotes. 3E o sacerdote examinará a praga na pele da carne; se o pêlo na praga se tornou branco, e a praga parecer mais profunda do que a pele da sua carne, é praga de lepra; o sacerdote o examinará, e o declarará por imundo. 4Mas, se a mancha na pele de sua carne for branca, e não parecer mais profunda do que a pele, e o pêlo não se tornou branco, então o sacerdote encerrará o que tem a praga por sete dias; 5E ao sétimo dia o sacerdote o examinará; e eis que, se a praga, ao seu parecer parou, e na pele não se estendeu, então o sacerdote o encerrará por outros sete dias; 6E o sacerdote ao sétimo dia o examinará outra vez; e eis que, se a praga se recolheu, e na pele não se estendeu, então o sacerdote o declarará por limpo; é uma pústula; e lavará as suas vestes, e será limpo. 7Mas, se a pústula na pele se estende grandemente, depois que foi mostrado ao sacerdote para a sua purificação, outra vez será mostrado ao sacerdote, 8E o sacerdote o examinará, e eis que, se a pústula na pele se tem estendido, o sacerdote o declarará por imundo; é lepra. 9Quando no homem houver praga de lepra, será levado ao sacerdote, 10E o sacerdote o examinará, e eis que, se há inchação branca na pele, a qual tornou o pêlo em branco, e houver carne viva na inchação, 11Lepra inveterada é na pele da sua carne; portanto, o sacerdote o declarará por imundo; não o encerrará, porque imundo é. 12E, se a lepra se espalhar de todo na pele, e a lepra cobrir toda a pele do que tem a praga, desde a sua cabeça até aos seus pés, quanto podem ver os olhos do sacerdote, 13Então o sacerdote examinará, e eis que, se a lepra tem coberto toda a sua carne, então declarará o que tem a praga por limpo; todo se tornou branco; limpo está. 14Mas no dia em que aparecer nela carne viva será imundo. 15Vendo, pois, o sacerdote a carne viva, declará-lo-á por imundo; a carne é imunda; é lepra. 16Ou, tornando a carne viva, e mudando-se em branca, então virá ao sacerdote, 17E este o examinará, e eis que, se a praga se tornou branca, então o sacerdote declarará limpo o que tem a praga; limpo está. 18Se também a carne, em cuja pele houver alguma úlcera, sarar, 19E, em lugar da pústula, vier inchação branca ou mancha lustrosa, tirando a vermelho, mostrar-se-á então ao sacerdote. 20E o sacerdote examinará, e eis que, se ela parece mais funda do que a pele, e o seu pêlo se tornou branco, o sacerdote o declarará por imundo; é praga da lepra que brotou da pústula. 21E o sacerdote, vendo-a, e eis que se nela não houver pêlo branco, nem estiver mais funda do que a pele, mas encolhida, então o sacerdote o encerrará por sete dias. 22Se ela grandemente se estender na pele, o sacerdote o declarará por imundo; praga é. 23Mas se a mancha parar no seu lugar, não se estendendo, inflamação da pústula é; o sacerdote, pois, o declarará por limpo. 24Ou, quando na pele da carne houver queimadura de fogo, e no que é sarado da queimadura houver mancha lustrosa, tirando a vermelho ou branco, 25E o sacerdote vendo-a, e eis que se o pêlo na mancha se tornou branco e ela parece mais funda do que a pele, lepra é, que floresceu pela queimadura; portanto o sacerdote o declarará por imundo; é praga de lepra. 26Mas, se o sacerdote, vendo-a, e eis que, se na mancha não aparecer pêlo branco, nem estiver mais funda do que a pele, mas recolhida, o sacerdote o encerrará por sete dias. 27Depois o sacerdote o examinará ao sétimo dia; se grandemente se houver estendido na pele, o sacerdote o declarará por imundo; é praga de lepra. 28Mas se a mancha parar no seu lugar, e na pele não se estender, mas se recolher, inchação da queimadura é; portanto o sacerdote o declarará por limpo, porque inflamação é da queimadura. 29E, quando homem ou mulher tiver chaga na cabeça ou na barba, 30E o sacerdote, examinando a chaga, e eis que, se ela parece mais funda do que a pele, e pêlo amarelo fino há nela, o sacerdote o declarará por imundo; é tinha, é lepra da cabeça ou da barba. 31Mas, se o sacerdote, havendo examinado a praga da tinha, e eis que, se ela não parece mais funda do que a pele, e se nela não houver pêlo preto, então o sacerdote encerrará o que tem a praga da tinha por sete dias. 32E o sacerdote examinará a praga ao sétimo dia; e eis que, se a tinha não se tiver estendido, e nela não houver pêlo amarelo, nem a tinha parecer mais funda do que a pele, 33Então se rapará; mas não rapará a tinha; e o sacerdote segunda vez encerrará o que tem a tinha por sete dias. 34Depois o sacerdote examinará a tinha ao sétimo dia; e eis que, se a tinha não se houver estendido na pele, e ela não parecer mais funda do que a pele, o sacerdote o declarará por limpo, e lavará as suas vestes, e será limpo. 35Mas, se a tinha, depois da sua purificação, se houver estendido grandemente na pele, 36Então o sacerdote o examinará, e eis que, se a tinha se tem estendido na pele, o sacerdote não buscará pêlo amarelo; imundo está. 37Mas, se a tinha ao seu ver parou, e pêlo preto nela cresceu, a tinha está sã, limpo está; portanto o sacerdote o declarará por limpo. 38E, quando homem ou mulher tiver manchas lustrosas brancas na pele da sua carne, 39Então o sacerdote olhará, e eis que, se na pele da sua carne aparecem manchas lustrosas escurecidas, é impigem que floresceu na pele, limpo está. 40E, quando os cabelos do homem caírem da cabeça, calvo é, mas limpo está. 41E, se lhe caírem os cabelos na frente da cabeça, meio calvo é; mas limpo está. 42Porém, se na calva, ou na meia calva, houver praga branca avermelhada, é lepra, florescendo na sua calva ou na sua meia calva. 43Havendo, pois, o sacerdote examinado, e eis que, se a inchação da praga, na sua calva ou meia calva, está branca, tirando a vermelho, como parece a lepra na pele da carne, 44Leproso é aquele homem, imundo está; o sacerdote o declarará totalmente por imundo, na sua cabeça tem a praga. 45Também as vestes do leproso, em quem está a praga, serão rasgadas, e a sua cabeça será descoberta, e cobrirá o lábio superior, e clamará: Imundo, imundo. 46Todos os dias em que a praga houver nele, será imundo; imundo está, habitará só; a sua habitação será fora do arraial. 47Quando também em alguma roupa houver praga de lepra, em roupa de lã, ou em roupa de linho, 48Ou no fio urdido, ou no fio tecido, seja de linho, ou seja de lã, ou em pele, ou em qualquer obra de peles, 49E a praga na roupa, ou na pele, ou no fio urdido, ou no fio tecido, ou em qualquer coisa de peles aparecer verde ou vermelha, praga de lepra é, por isso se mostrará ao sacerdote, 50E o sacerdote examinará a praga, e encerrará aquilo que tem a praga por sete dias. 51Então examinará a praga ao sétimo dia; se a praga se houver estendido na roupa, ou no fio urdido, ou no fio tecido ou na pele, para qualquer obra que for feita da pele, lepra roedora é, imunda está; 52Por isso se queimará aquela roupa, ou fio urdido, ou fio tecido de lã, ou de linho, ou de qualquer obra de peles, em que houver a praga, porque lepra roedora é; com fogo se queimará. 53Mas, o sacerdote, vendo, e eis que, se a praga não se estendeu na roupa, ou no fio urdido, ou no tecido, ou em qualquer obra de peles, 54Então o sacerdote ordenará que se lave aquilo no qual havia a praga, e o encerrará segunda vez por sete dias; 55E o sacerdote, examinando a praga, depois que for lavada, e eis que se ela não mudou o seu aspecto, nem se estendeu, imundo está, com fogo o queimarás; praga penetrante é, seja por dentro ou por fora. 56Mas se o sacerdote verificar que a praga se tem recolhido, depois de lavada, então a rasgará da roupa, ou da pele ou do fio urdido ou tecido; 57E, se ainda aparecer na roupa, ou no fio urdido ou tecido ou em qualquer coisa de peles, lepra brotante é; com fogo queimarás aquilo em que há a praga; 58Mas a roupa ou fio urdido ou tecido ou qualquer coisa de peles, que lavares, e de que a praga se retirar, se lavará segunda vez, e será limpa. 59Esta é a lei da praga da lepra na roupa de lã, ou de linho, ou do fio urdido, ou tecido, ou de qualquer coisa de peles, para declará-la limpa, ou para declará-la imunda. Levítico 14 1DEPOIS falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Esta será a lei do leproso no dia da sua purificação: será levado ao sacerdote, 3E o sacerdote sairá fora do arraial, e o examinará, e eis que, se a praga da lepra do leproso for sarada, 4Então o sacerdote ordenará que por aquele que se houver de purificar se tomem duas aves vivas e limpas, e pau de cedro, e carmesim, e hissopo. 5Mandará também o sacerdote que se degole uma ave num vaso de barro sobre águas vivas, 6E tomará a ave viva, e o pau de cedro, e o carmesim, e o hissopo, e os molhará, com a ave viva, no sangue da ave que foi degolada sobre as águas correntes. 7E sobre aquele que há de purificar-se da lepra espargirá sete vezes; então o declarará por limpo, e soltará a ave viva sobre a face do campo. 8E aquele que tem de purificar-se lavará as suas vestes, e rapará todo o seu pêlo, e se lavará com água; assim será limpo; e depois entrará no arraial, porém, ficará fora da sua tenda por sete dias; 9E será que ao sétimo dia rapará todo o seu pêlo, a sua cabeça, e a sua barba, e as sobrancelhas; sim, rapará todo o pêlo, e lavará as suas vestes, e lavará a sua carne com água, e será limpo, 10E ao oitavo dia tomará dois cordeiros sem defeito, e uma cordeira sem defeito, de um ano, e três dízimas de flor de farinha para oferta de alimentos, amassada com azeite, e um logue de azeite; 11E o sacerdote que faz a purificação apresentará o homem que houver de purificar-se, com aquelas coisas, perante o SENHOR, à porta da tenda da congregação. 12E o sacerdote tomará um dos cordeiros, e o oferecerá por expiação da culpa, e o logue de azeite; e os oferecerá por oferta movida perante o SENHOR. 13Então degolará o cordeiro no lugar em que se degola a oferta da expiação do pecado e o holocausto, no lugar santo; porque quer a oferta da expiação da culpa como a da expiação do pecado é para o sacerdote; coisa santíssima é. 14E o sacerdote tomará do sangue da expiação da culpa, e o porá sobre a ponta da orelha direita daquele que tem de purificar-se e sobre o dedo polegar da sua mão direita, e no dedo polegar do seu pé direito. 15Também o sacerdote tomará do logue de azeite, e o derramará na palma da sua própria mão esquerda. 16Então o sacerdote molhará o seu dedo direito no azeite que está na sua mão esquerda, e daquele azeite com o seu dedo espargirá sete vezes perante o SENHOR; 17E o restante do azeite, que está na sua mão, o sacerdote porá sobre a ponta da orelha direita daquele que tem de purificar-se, e sobre o dedo polegar da sua mão direita, e sobre o dedo polegar do seu pé direito, em cima do sangue da expiação da culpa; 18E o restante do azeite que está na mão do sacerdote, o porá sobre a cabeça daquele que tem de purificar-se; assim o sacerdote fará expiação por ele perante o SENHOR. 19Também o sacerdote fará a expiação do pecado, e fará expiação por aquele que tem de purificar-se da sua imundícia; e depois degolará o holocausto; 20E o sacerdote oferecerá o holocausto e a oferta de alimentos sobre o altar; assim o sacerdote fará expiação por ele, e será limpo. 21Porém se for pobre, e em sua mão não houver recursos para tanto, tomará um cordeiro para expiação da culpa em oferta de movimento, para fazer expiação por ele, e a dízima de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de alimentos, e um logue de azeite, 22E duas rolas, ou dois pombinhos, conforme as suas posses, dos quais um será para expiação do pecado, e o outro para holocausto. 23E ao oitavo dia da sua purificação os trará ao sacerdote, à porta da tenda da congregação, perante o SENHOR. 24E o sacerdote tomará o cordeiro da expiação da culpa, e o logue de azeite, e os oferecerá por oferta movida perante o SENHOR. 25Então degolará o cordeiro da expiação da culpa, e o sacerdote tomará do sangue da expiação da culpa, e o porá sobre a ponta da orelha direita daquele que tem de purificar-se, e sobre o dedo polegar da sua mão direita, e sobre o dedo polegar do seu pé direito. 26Também o sacerdote derramará do azeite na palma da sua própria mão esquerda. 27Depois o sacerdote com o seu dedo direito espargirá do azeite que está na sua mão esquerda, sete vezes perante o SENHOR. 28E o sacerdote porá do azeite que está na sua mão na ponta da orelha direita daquele que tem de purificar-se, e no dedo polegar da sua mão direita, e no dedo polegar do seu pé direito; no lugar do sangue da expiação da culpa. 29E o que sobejar do azeite que está na mão do sacerdote porá sobre a cabeça daquele que tem de purificar-se, para fazer expiação por ele perante o SENHOR. 30Depois oferecerá uma das rolas ou um dos pombinhos, conforme suas posses, 31Sim, conforme as suas posses, será um para expiação do pecado e o outro para holocausto com a oferta de alimentos; e assim o sacerdote fará expiação por aquele que tem de purificar-se perante o SENHOR. 32Esta é a lei daquele em quem estiver a praga da lepra, cujas posses não lhe permitirem o devido para purificação. 33Falou mais o SENHOR a Moisés e a Arão, dizendo: 34Quando tiverdes entrado na terra de Canaã que vos hei de dar por possessão, e eu enviar a praga da lepra em alguma casa da terra da vossa possessão, 35Então aquele, de quem for a casa, virá e informará ao sacerdote, dizendo: Parece-me que há como que praga em minha casa. 36E o sacerdote ordenará que desocupem a casa, antes que entre para examinar a praga, para que tudo o que está na casa não seja contaminado; e depois entrará o sacerdote, para examinar a casa; 37E, vendo a praga, e eis que se ela estiver nas paredes da casa em covinhas verdes ou vermelhas, e parecerem mais fundas do que a parede, 38Então o sacerdote sairá da casa para fora da porta, e fechá-la-á por sete dias. 39Depois, ao sétimo dia o sacerdote voltará, e examinará; e se vir que a praga nas paredes da casa se tem estendido, 40Então o sacerdote ordenará que arranquem as pedras, em que estiver a praga, e que as lancem fora da cidade, num lugar imundo; 41E fará raspar a casa por dentro ao redor, e o pó que houverem raspado lançarão fora da cidade, num lugar imundo; 42Depois tomarão outras pedras, e as porão no lugar das primeiras pedras; e outro barro se tomará, e a casa se rebocará. 43Porém, se a praga tornar a brotar na casa, depois de arrancadas as pedras e raspada a casa, e de novo rebocada, 44Então o sacerdote entrará e examinará, se a praga na casa se tem estendido, lepra roedora há na casa; imunda está. 45Portanto se derribará a casa, as suas pedras, e a sua madeira, como também todo o barro da casa; e se levará para fora da cidade a um lugar imundo. 46E o que entrar naquela casa, em qualquer dia em que estiver fechada, será imundo até à tarde. 47Também o que se deitar a dormir em tal casa, lavará as suas roupas; e o que comer em tal casa lavará as suas roupas. 48Porém, tornando o sacerdote a entrar na casa e examinando-a, se a praga não se tem estendido, depois que a casa foi rebocada, o sacerdote a declarará por limpa, porque a praga está curada. 49Depois tomará, para expiar a casa, duas aves, e pau de cedro, e carmesim e hissopo; 50E degolará uma ave num vaso de barro sobre águas correntes; 51Então tomará pau de cedro, e o hissopo, e o carmesim, e a ave viva, e os molhará no sangue da ave degolada e nas águas correntes, e espargirá a casa sete vezes; 52Assim expiará aquela casa com o sangue da ave, e com as águas correntes, e com a ave viva, e com o pau de cedro, e com o hissopo, e com o carmesim. 53Então soltará a ave viva para fora da cidade, sobre a face do campo; assim fará expiação pela casa, e será limpa. 54Esta é a lei de toda a praga da lepra, e da tinha, 55E da lepra das roupas, e das casas, 56E da inchação, e das pústulas, e das manchas lustrosas; 57Para ensinar quando alguma coisa será imunda, e quando será limpa. Esta é a lei da lepra. Levítico 15 1FALOU mais o SENHOR a Moisés e a Arão dizendo: 2Falai aos filhos de Israel, e dizei-lhes: Qualquer homem que tiver fluxo da sua carne, será imundo por causa do seu fluxo. 3Esta, pois, será a sua imundícia, por causa do seu fluxo; se a sua carne vasa o seu fluxo ou se a sua carne estanca o seu fluxo, esta é a sua imundícia. 4Toda a cama, em que se deitar o que tiver fluxo, será imunda; e toda a coisa, sobre o que se assentar, será imunda. 5E qualquer que tocar a sua cama, lavará as suas roupas, e se banhará em água, e será imundo até à tarde. 6E aquele que se assentar sobre aquilo em que se assentou o que tem o fluxo, lavará as suas roupas, e se banhará em água, e será imundo até à tarde. 7E aquele que tocar a carne do que tem o fluxo, lavará as suas roupas, e se banhará em água, e será imundo até à tarde. 8Quando também o que tem o fluxo cuspir sobre um limpo, então lavará este as suas roupas, e se banhará em água, e será imundo até à tarde. 9Também toda a sela, em que cavalgar o que tem o fluxo, será imunda. 10E qualquer que tocar em alguma coisa que esteve debaixo dele, será imundo até à tarde; e aquele que a levar, lavará as suas roupas, e se banhará em água, e será imundo até à tarde. 11Também todo aquele em quem tocar o que tem o fluxo, sem haver lavado as suas mãos com água, lavará as suas roupas, e se banhará em água, e será imundo até à tarde. 12E o vaso de barro, que tocar o que tem o fluxo, será quebrado; porém, todo o vaso de madeira será lavado com água. 13Quando, pois, o que tem o fluxo, estiver limpo do seu fluxo, contar-se-ão sete dias para a sua purificação, e lavará as suas roupas, e banhará a sua carne em águas correntes; e será limpo. 14E ao oitavo dia tomará duas rolas ou dois pombinhos, e virá perante o SENHOR, à porta da tenda da congregação e os dará ao sacerdote; 15E o sacerdote oferecerá um para expiação do pecado, e o outro para holocausto; e assim o sacerdote fará por ele expiação do seu fluxo perante o SENHOR. 16Também o homem, quando sair dele o sêmen da cópula, toda a sua carne banhará com água, e será imundo até à tarde. 17Também toda a roupa, e toda a pele em que houver sêmen da cópula se lavará com água, e será imundo até à tarde. 18E também se um homem se deitar com a mulher e tiver emissão de sêmen, ambos se banharão com água, e serão imundos até à tarde. 19Mas a mulher, quando tiver fluxo, e o seu fluxo de sangue estiver na sua carne, estará sete dias na sua separação, e qualquer que a tocar, será imundo até à tarde. 20E tudo aquilo sobre o que ela se deitar durante a sua separação, será imundo; e tudo sobre o que se assentar, será imundo. 21E qualquer que tocar na sua cama, lavará as suas vestes, e se banhará com água, e será imundo até à tarde. 22E qualquer que tocar alguma coisa, sobre o que ela se tiver assentado, lavará as suas vestes, e se banhará com água, e será imundo até à tarde. 23Se também tocar alguma coisa que estiver sobre a cama ou sobre aquilo em que ela se assentou, será imundo até à tarde. 24E se, com efeito, qualquer homem se deitar com ela, e a sua imundícia estiver sobre ele, imundo será por sete dias; também toda a cama, sobre que se deitar, será imunda. 25Também a mulher, quando tiver o fluxo do seu sangue, por muitos dias fora do tempo da sua separação, ou quando tiver fluxo de sangue por mais tempo do que a sua separação, todos os dias do fluxo da sua imundícia será imunda, como nos dias da sua separação. 26Toda a cama, sobre que se deitar todos os dias do seu fluxo, ser-lhe-á como a cama da sua separação; e toda a coisa, sobre que se assentar, será imunda, conforme a imundícia da sua separação. 27E qualquer que a tocar será imundo; portanto lavará as suas vestes, e se banhará com água, e será imundo até à tarde. 28Porém quando for limpa do seu fluxo, então se contarão sete dias, e depois será limpa. 29E ao oitavo dia tomará duas rolas, ou dois pombinhos, e os trará ao sacerdote, à porta da tenda da congregação. 30Então o sacerdote oferecerá um para expiação do pecado, e o outro para holocausto; e o sacerdote fará por ela expiação do fluxo da sua imundícia perante o SENHOR. 31Assim separareis os filhos de Israel das suas imundícias, para que não morram nas suas imundícias, contaminando o meu tabernáculo, que está no meio deles. 32Esta é a lei daquele que tem o fluxo, e daquele de quem sai o sêmen da cópula, e que fica por eles imundo; 33Como também da mulher enferma na sua separação, e daquele que padece do seu fluxo, seja homem ou mulher, e do homem que se deita com mulher imunda. Levítico 16 1E FALOU o SENHOR a Moisés, depois da morte dos dois filhos de Arão, que morreram quando se chegaram diante do SENHOR. 2Disse, pois, o SENHOR a Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre no santuário em todo o tempo, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque eu aparecerei na nuvem sobre o propiciatório. 3Com isto Arão entrará no santuário: com um novilho, para expiação do pecado, e um carneiro para holocausto. 4Vestirá ele a túnica santa de linho, e terá ceroulas de linho sobre a sua carne, e cingir-se-á com um cinto de linho, e se cobrirá com uma mitra de linho; estas são vestes santas; por isso banhará a sua carne na água, e as vestirá. 5E da congregação dos filhos de Israel tomará dois bodes para expiação do pecado e um carneiro para holocausto. 6Depois Arão oferecerá o novilho da expiação, que será para ele; e fará expiação por si e pela sua casa. 7Também tomará ambos os bodes, e os porá perante o SENHOR, à porta da tenda da congregação. 8E Arão lançará sortes sobre os dois bodes; uma pelo SENHOR, e a outra pelo bode emissário. 9Então Arão fará chegar o bode, sobre o qual cair a sorte pelo SENHOR, e o oferecerá para expiação do pecado. 10Mas o bode, sobre que cair a sorte para ser bode emissário, apresentar-se-á vivo perante o SENHOR, para fazer expiação com ele, a fim de enviá-lo ao deserto como bode emissário. 11E Arão fará chegar o novilho da expiação, que será por ele, e fará expiação por si e pela sua casa; e degolará o novilho da sua expiação. 12Tomará também o incensário cheio de brasas de fogo do altar, de diante do SENHOR, e os seus punhos cheios de incenso aromático moído, e o levará para dentro do véu. 13E porá o incenso sobre o fogo perante o SENHOR, e a nuvem do incenso cobrirá o propiciatório, que está sobre o testemunho, para que não morra. 14E tomará do sangue do novilho, e com o seu dedo espargirá sobre a face do propiciatório, para o lado oriental; e perante o propiciatório espargirá sete vezes do sangue com o seu dedo. 15Depois degolará o bode, da expiação, que será pelo povo, e trará o seu sangue para dentro do véu; e fará com o seu sangue como fez com o sangue do novilho, e o espargirá sobre o propiciatório, e perante a face do propiciatório. 16Assim fará expiação pelo santuário por causa das imundícias dos filhos de Israel e das suas transgressões, e de todos os seus pecados; e assim fará para a tenda da congregação que reside com eles no meio das suas imundícias. 17E nenhum homem estará na tenda da congregação quando ele entrar para fazer expiação no santuário, até que ele saia, depois de feita expiação por si mesmo, e pela sua casa, e por toda a congregação de Israel. 18Então sairá ao altar, que está perante o SENHOR, e fará expiação por ele; e tomará do sangue do novilho, e do sangue do bode, e o porá sobre as pontas do altar ao redor. 19E daquele sangue espargirá sobre o altar, com o seu dedo, sete vezes, e o purificará das imundícias dos filhos de Israel, e o santificará. 20Havendo, pois, acabado de fazer expiação pelo santuário, e pela tenda da congregação, e pelo altar, então fará chegar o bode vivo. 21E Arão porá ambas as suas mãos sobre a cabeça do bode vivo, e sobre ele confessará todas as iniqüidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem designado para isso. 22Assim aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles à terra solitária; e deixará o bode no deserto. 23Depois Arão virá à tenda da congregação, e despirá as vestes de linho, que havia vestido quando entrara no santuário, e ali as deixará. 24E banhará a sua carne em água no lugar santo, e vestirá as suas vestes; então sairá e preparará o seu holocausto, e o holocausto do povo, e fará expiação por si e pelo povo. 25Também queimará a gordura da expiação do pecado sobre o altar. 26E aquele que tiver levado o bode emissário lavará as suas vestes, e banhará a sua carne em água; e depois entrará no arraial. 27Mas o novilho da expiação, e o bode da expiação do pecado, cujo sangue foi trazido para fazer expiação no santuário, serão levados fora do arraial; porém as suas peles, a sua carne, e o seu esterco queimarão com fogo. 28E aquele que os queimar lavará as suas vestes, e banhará a sua carne em água; e depois entrará no arraial. 29E isto vos será por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez do mês, afligireis as vossas almas, e nenhum trabalho fareis nem o natural nem o estrangeiro que peregrina entre vós. 30Porque naquele dia se fará expiação por vós, para purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossos pecados perante o SENHOR. 31É um sábado de descanso para vós, e afligireis as vossas almas; isto é estatuto perpétuo. 32E o sacerdote, que for ungido, e que for sagrado, para administrar o sacerdócio, no lugar de seu pai, fará a expiação, havendo vestido as vestes de linho, as vestes santas; 33Assim fará expiação pelo santo santuário; também fará expiação pela tenda da congregação e pelo altar; semelhantemente fará expiação pelos sacerdotes e por todo o povo da congregação. 34E isto vos será por estatuto perpétuo, para fazer expiação pelos filhos de Israel de todos os seus pecados, uma vez no ano. E fez Arão como o SENHOR ordenara a Moisés. Levítico 17 1FALOU mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Fala a Arão e aos seus filhos, e a todos os filhos de Israel, e dize-lhes: Esta é a palavra que o SENHOR ordenou, dizendo: 3Qualquer homem da casa de Israel que degolar boi, ou cordeiro, ou cabra, no arraial, ou quem os degolar fora do arraial, 4E não os trouxer à porta da tenda da congregação, para oferecer oferta ao SENHOR diante do tabernáculo do SENHOR, a esse homem será imputado o sangue; derramou sangue; por isso será extirpado do seu povo; 5Para que os filhos de Israel, trazendo os seus sacrifícios, que oferecem sobre a face do campo, os tragam ao SENHOR, à porta da tenda da congregação, ao sacerdote, e os ofereçam por sacrifícios pacíficos ao SENHOR. 6E o sacerdote espargirá o sangue sobre o altar do SENHOR, à porta da tenda da congregação, e queimará a gordura por cheiro suave ao SENHOR. 7E nunca mais oferecerão os seus sacrifícios aos demônios, após os quais eles se prostituem; isto ser-lhes-á por estatuto perpétuo nas suas gerações. 8Dize-lhes, pois: Qualquer homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam entre vós, que oferecer holocausto ou sacrifício, 9E não o trouxer à porta da tenda da congregação, para oferecê-lo ao SENHOR, esse homem será extirpado do seu povo. 10E qualquer homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam entre eles, que comer algum sangue, contra aquela alma porei a minha face, e a extirparei do seu povo. 11Porque a vida da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação pela alma. 12Portanto tenho dito aos filhos de Israel: Nenhum dentre vós comerá sangue, nem o estrangeiro, que peregrine entre vós, comerá sangue. 13Também qualquer homem dos filhos de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam entre eles, que caçar animal ou ave que se come, derramará o seu sangue, e o cobrirá com pó; 14Porquanto a vida de toda a carne é o seu sangue; por isso tenho dito aos filhos de Israel: Não comereis o sangue de nenhuma carne, porque a vida de toda a carne é o seu sangue; qualquer que o comer será extirpado. 15E todo o homem entre os naturais, ou entre os estrangeiros, que comer corpo morto ou dilacerado, lavará as suas vestes, e se banhará com água, e será imundo até à tarde; depois será limpo. 16Mas, se os não lavar, nem banhar a sua carne, levará sobre si a sua iniqüidade. Levítico 18 1FALOU mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Eu sou o SENHOR vosso Deus. 3Não fareis segundo as obras da terra do Egito, em que habitastes, nem fareis segundo as obras da terra de Canaã, para a qual vos levo, nem andareis nos seus estatutos. 4Fareis conforme os meus juízos, e os meus estatutos guardareis, para andardes neles. Eu sou o SENHOR vosso Deus. 5Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; os quais, observandoos o homem, viverá por eles. Eu sou o SENHOR. 6Nenhum homem se chegará a qualquer parenta da sua carne, para descobrir a sua nudez. Eu sou o SENHOR. 7Não descobrirás a nudez de teu pai e de tua mãe: ela é tua mãe; não descobrirás a sua nudez. 8Não descobrirás a nudez da mulher de teu pai; é nudez de teu pai. 9A nudez da tua irmã, filha de teu pai, ou filha de tua mãe, nascida em casa, ou fora de casa, a sua nudez não descobrirás. 10A nudez da filha do teu filho, ou da filha de tua filha, a sua nudez não descobrirás; porque é tua nudez. 11A nudez da filha da mulher de teu pai, gerada de teu pai (ela é tua irmã), a sua nudez não descobrirás. 12A nudez da irmã de teu pai não descobrirás; ela é parenta de teu pai. 13A nudez da irmã de tua mãe não descobrirás; pois ela é parenta de tua mãe. 14A nudez do irmão de teu pai não descobrirás; não te chegarás à sua mulher; ela é tua tia. 15A nudez de tua nora não descobrirás: ela é mulher de teu filho; não descobrirás a sua nudez. 16A nudez da mulher de teu irmão não descobrirás; é a nudez de teu irmão. 17A nudez de uma mulher e de sua filha não descobrirás; não tomarás a filha de seu filho, nem a filha de sua filha, para descobrir a sua nudez; parentas são; maldade é. 18E não tomarás uma mulher juntamente com sua irmã, para fazê-la sua rival, descobrindo a sua nudez diante dela em sua vida. 19E não chegarás à mulher durante a separação da sua imundícia, para descobrir a sua nudez, 20Nem te deitarás com a mulher de teu próximo para cópula, para te contaminares com ela. 21E da tua descendência não darás nenhum para fazer passar pelo fogo perante Moloque; e não profanarás o nome de teu Deus. Eu sou o SENHOR. 22Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é; 23Nem te deitarás com um animal, para te contaminares com ele; nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele; confusão é. 24Com nenhuma destas coisas vos contamineis; porque com todas estas coisas se contaminaram as nações que eu expulso de diante de vós. 25Por isso a terra está contaminada; e eu visito a sua iniqüidade, e a terra vomita os seus moradores. 26Porém vós guardareis os meus estatutos e os meus juízos, e nenhuma destas abominações fareis, nem o natural, nem o estrangeiro que peregrina entre vós; 27Porque todas estas abominações fizeram os homens desta terra, que nela estavam antes de vós; e a terra foi contaminada. 28Para que a terra não vos vomite, havendo-a contaminado, como vomitou a nação que nela estava antes de vós. 29Porém, qualquer que fizer alguma destas abominações, sim, aqueles que as fizerem serão extirpados do seu povo. 30Portanto guardareis o meu mandamento, não fazendo nenhuma das práticas abomináveis que se fizeram antes de vós, e não vos contamineis com elas. Eu sou o SENHOR vosso Deus. Levítico 19 1FALOU mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o SENHOR vosso Deus, sou santo. 3Cada um temerá a sua mãe e a seu pai, e guardará os meus sábados. Eu sou o SENHOR vosso Deus. 4Não vos virareis para os ídolos nem vos fareis deuses de fundição. Eu sou o SENHOR vosso Deus. 5E, quando oferecerdes sacrifício pacífico ao SENHOR, da vossa própria vontade o oferecereis. 6No dia em que o sacrificardes, e no dia seguinte, se comerá; mas o que sobejar ao terceiro dia, será queimado com fogo. 7E se alguma coisa dele for comida ao terceiro dia, coisa abominável é; não será aceita. 8E qualquer que o comer levará a sua iniqüidade, porquanto profanou a santidade do SENHOR; por isso tal alma será extirpada do seu povo. 9Quando também fizerdes a colheita da vossa terra, o canto do teu campo não segarás totalmente, nem as espigas caídas colherás da tua sega. 10Semelhantemente não rabiscarás a tua vinha, nem colherás os bagos caídos da tua vinha; deixá-los-ás ao pobre e ao estrangeiro. Eu sou o SENHOR vosso Deus. 11Não furtareis, nem mentireis, nem usareis de falsidade cada um com o seu próximo; 12Nem jurareis falso pelo meu nome, pois profanarás o nome do teu Deus. Eu sou o SENHOR. 13Não oprimirás o teu próximo, nem o roubarás; a paga do diarista não ficará contigo até pela manhã. 14Não amaldiçoarás ao surdo, nem porás tropeço diante do cego; mas temerás o teu Deus. Eu sou o SENHOR. 15Não farás injustiça no juízo; não respeitarás o pobre, nem honrarás o poderoso; com justiça julgarás o teu próximo. 16Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não te porás contra o sangue do teu próximo. Eu sou o SENHOR. 17Não odiarás a teu irmão no teu coração; não deixarás de repreender o teu próximo, e por causa dele não sofrerás pecado. 18Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR. 19Guardarás os meus estatutos; não permitirás que se ajuntem misturadamente os teus animais de diferentes espécies; no teu campo não semearás sementes diversas, e não vestirás roupa de diversos estofos misturados. 20E, quando um homem se deitar com uma mulher que for serva desposada com outro homem, e não for resgatada nem se lhe houver dado liberdade, então serão açoitados; não morrerão, pois ela não foi libertada. 21E, por expiação da sua culpa, trará ao SENHOR, à porta da tenda da congregação, um carneiro da expiação, 22E, com o carneiro da expiação da culpa, o sacerdote fará propiciação por ele perante o SENHOR, pelo pecado que cometeu; e este lhe será perdoado. 23E, quando tiverdes entrado na terra, e plantardes toda a árvore de comer, servos-á incircunciso o seu fruto; três anos vos será incircunciso; dele não se comerá. 24Porém no quarto ano todo o seu fruto será santo para dar louvores ao SENHOR. 25E no quinto ano comereis o seu fruto, para que vos faça aumentar a sua produção. Eu sou o SENHOR vosso Deus. 26Não comereis coisa alguma com o sangue; não agourareis nem adivinhareis. 27Não cortareis o cabelo, arredondando os cantos da vossa cabeça, nem danificareis as extremidades da tua barba. 28Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o SENHOR. 29Não contaminarás a tua filha, fazendo-a prostituir-se; para que a terra não se prostitua, nem se encha de maldade. 30Guardareis os meus sábados, e o meu santuário reverenciareis. Eu sou o SENHOR. 31Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles. Eu sou o SENHOR vosso Deus. 32Diante das cãs te levantarás, e honrarás a face do ancião; e temerás o teu Deus. Eu sou o SENHOR. 33E quando o estrangeiro peregrinar convosco na vossa terra, não o oprimireis. 34Como um natural entre vós será o estrangeiro que peregrina convosco; amá-loás como a ti mesmo, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o SENHOR vosso Deus. 35Não cometereis injustiça no juízo, nem na vara, nem no peso, nem na medida. 36Balanças justas, pesos justos, efa justo, e justo him tereis. Eu sou o SENHOR vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito. 37Por isso guardareis todos os meus estatutos, e todos os meus juízos, e os cumprireis. Eu sou o SENHOR. Levítico 20 1FALOU mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Também dirás aos filhos de Israel: Qualquer que, dos filhos de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam em Israel, der da sua descendência a Moloque, certamente morrerá; o povo da terra o apedrejará. 3E eu porei a minha face contra esse homem, e o extirparei do meio do seu povo, porquanto deu da sua descendência a Moloque, para contaminar o meu santuário e profanar o meu santo nome. 4E, se o povo da terra de alguma maneira esconder os seus olhos daquele homem, quando der da sua descendência a Moloque, para não o matar, 5Então eu porei a minha face contra aquele homem, e contra a sua família, e o extirparei do meio do seu povo, bem como a todos que forem após ele, prostituindo-se com Moloque. 6Quando alguém se virar para os adivinhadores e encantadores, para se prostituir com eles, eu porei a minha face contra ele, e o extirparei do meio do seu povo. 7Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o SENHOR vosso Deus. 8E guardai os meus estatutos, e cumpri-os. Eu sou o SENHOR que vos santifica. 9Quando um homem amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe, certamente morrerá; amaldiçoou a seu pai ou a sua mãe; o seu sangue será sobre ele. 10Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera. 11E o homem que se deitar com a mulher de seu pai descobriu a nudez de seu pai; ambos certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles. 12Semelhantemente, quando um homem se deitar com a sua nora, ambos certamente morrerão; fizeram confusão; o seu sangue será sobre eles. 13Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles. 14E, quando um homem tomar uma mulher e a sua mãe, maldade é; a ele e a elas queimarão com fogo, para que não haja maldade no meio de vós. 15Quando também um homem se deitar com um animal, certamente morrerá; e matareis o animal. 16Também a mulher que se chegar a algum animal, para ajuntar-se com ele, aquela mulher matarás bem assim como o animal; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles. 17E, quando um homem tomar a sua irmã, filha de seu pai, ou filha de sua mãe, e vir a nudez dela, e ela a sua, torpeza é; portanto serão extirpados aos olhos dos filhos do seu povo; descobriu a nudez de sua irmã, levará sobre si a sua iniqüidade. 18E, quando um homem se deitar com uma mulher no tempo da sua enfermidade, e descobrir a sua nudez, descobrindo a sua fonte, e ela descobrir a fonte do seu sangue, ambos serão extirpados do meio do seu povo. 19Também a nudez da irmã de tua mãe, ou da irmã de teu pai não descobrirás; porquanto descobriu a sua parenta, sobre si levarão a sua iniqüidade. 20Quando também um homem se deitar com a sua tia descobriu a nudez de seu tio; seu pecado sobre si levarão; sem filhos morrerão. 21E quando um homem tomar a mulher de seu irmão, imundícia é; a nudez de seu irmão descobriu; sem filhos ficarão. 22Guardai, pois, todos os meus estatutos, e todos os meus juízos, e cumpri-os, para que não vos vomite a terra, para a qual eu vos levo para habitar nela. 23E não andeis nos costumes das nações que eu expulso de diante de vós, porque fizeram todas estas coisas; portanto fui enfadado deles. 24E a vós vos tenho dito: Em herança possuireis a sua terra, e eu a darei a vós, para a possuirdes, terra que mana leite e mel. Eu sou o SENHOR vosso Deus, que vos separei dos povos. 25Fareis, pois, diferença entre os animais limpos e imundos, e entre as aves imundas e as limpas; e as vossas almas não fareis abomináveis por causa dos animais, ou das aves, ou de tudo o que se arrasta sobre a terra; as quais coisas apartei de vós, para tê-las por imundas. 26E ser-me-eis santos, porque eu, o SENHOR, sou santo, e vos separei dos povos, para serdes meus. 27Quando, pois, algum homem ou mulher em si tiver um espírito de necromancia ou espírito de adivinhação, certamente morrerá; serão apedrejados; o seu sangue será sobre eles. Levítico 21 1DEPOIS disse o SENHOR a Moisés: Fala aos sacerdotes, filhos de Arão, e dize-lhes: O sacerdote não se contaminará por causa de um morto entre o seu povo, 2Salvo por seu parente mais chegado: por sua mãe, e por seu pai, e por seu filho, e por sua filha, e por seu irmão. 3E por sua irmã virgem, chegada a ele, que ainda não teve marido; por ela também se contaminará. 4Ele sendo principal entre o seu povo, não se contaminará, pois que se profanaria. 5Não farão calva na sua cabeça, e não raparão as extremidades da sua barba, nem darão golpes na sua carne. 6Santos serão a seu Deus, e não profanarão o nome do seu Deus, porque oferecem as ofertas queimadas do SENHOR, e o pão do seu Deus; portanto serão santos. 7Não tomarão mulher prostituta ou desonrada, nem tomarão mulher repudiada de seu marido; pois santo é a seu Deus. 8Portanto o santificarás, porquanto oferece o pão do teu Deus; santo será para ti, pois eu, o SENHOR que vos santifica, sou santo. 9E quando a filha de um sacerdote começar a prostituir-se, profana a seu pai; com fogo será queimada. 10E o sumo sacerdote entre seus irmãos, sobre cuja cabeça foi derramado o azeite da unção, e que for consagrado para vestir as vestes, não descobrirá a sua cabeça nem rasgará as suas vestes; 11E não se chegará a cadáver algum, nem por causa de seu pai nem por sua mãe se contaminará; 12Nem sairá do santuário, para que não profane o santuário do seu Deus, pois a coroa do azeite da unção do seu Deus está sobre ele. Eu sou o SENHOR. 13E ele tomará por esposa uma mulher na sua virgindade. 14Viúva, ou repudiada ou desonrada ou prostituta, estas não tomará; mas virgem do seu povo tomará por mulher. 15E não profanará a sua descendência entre o seu povo; porque eu sou o SENHOR que o santifico. 16Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 17Fala a Arão, dizendo: Ninguém da tua descendência, nas suas gerações, em que houver algum defeito, se chegará a oferecer o pão do seu Deus. 18Pois nenhum homem em quem houver alguma deformidade se chegará; como homem cego, ou coxo, ou de nariz chato, ou de membros demasiadamente compridos, 19Ou homem que tiver quebrado o pé, ou a mão quebrada, 20Ou corcunda, ou anão, ou que tiver defeito no olho, ou sarna, ou impigem, ou que tiver testículo mutilado. 21Nenhum homem da descendência de Arão, o sacerdote, em quem houver alguma deformidade, se chegará para oferecer as ofertas queimadas do SENHOR; defeito nele há; não se chegará para oferecer o pão do seu Deus. 22Ele comerá do pão do seu Deus, tanto do santíssimo como do santo. 23Porém até ao véu não entrará, nem se chegará ao altar, porquanto defeito há nele, para que não profane os meus santuários; porque eu sou o SENHOR que os santifico. 24E Moisés falou isto a Arão e a seus filhos, e a todos os filhos de Israel. Levítico 22 1DEPOIS falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Dize a Arão e a seus filhos que se apartem das coisas santas dos filhos de Israel, que a mim me santificam, para que não profanem o meu santo nome. Eu sou o SENHOR. 3Dize-lhes: Todo o homem, que entre as vossas gerações, de toda a vossa descendência, se chegar às coisas santas que os filhos de Israel santificam ao SENHOR, tendo sobre si a sua imundícia, aquela alma será extirpada de diante da minha face. Eu sou o SENHOR. 4Ninguém da descendência de Arão, que for leproso, ou tiver fluxo, comerá das coisas santas, até que seja limpo; como também o que tocar alguma coisa imunda de cadáver, ou aquele de que sair sêmen da cópula, 5Ou qualquer que tocar a algum réptil, pelo qual se fez imundo, ou a algum homem, pelo qual se fez imundo, segundo toda a sua imundícia; 6O homem que o tocar será imundo até à tarde, e não comerá das coisas santas, mas banhará a sua carne em água. 7E havendo-se o sol já posto, então será limpo, e depois comerá das coisas santas; porque este é o seu pão. 8O corpo morto e o dilacerado não comerá, para que não se contamine com ele. Eu sou o SENHOR. 9Guardarão, pois, o meu mandamento, para que por isso não levem pecado, e morram nele, havendo-o profanado. Eu sou o SENHOR que os santifico. 10Também nenhum estranho comerá das coisas santas; nem o hóspede do sacerdote, nem o diarista comerá das coisas santas. 11Mas quando o sacerdote comprar alguma pessoa com o seu dinheiro, aquela comerá delas, e os nascidos na sua casa, estes comerão do seu pão. 12E, quando a filha do sacerdote se casar com homem estranho, ela não comerá da oferta das coisas santas. 13Mas quando a filha do sacerdote for viúva ou repudiada, e não tiver filho, e se houver tornado à casa de seu pai, como na sua mocidade, do pão de seu pai comerá; mas nenhum estranho comerá dele. 14E quando alguém por erro comer a coisa santa, sobre ela acrescentará uma quinta parte, e a dará ao sacerdote com a coisa santa. 15Assim não profanarão as coisas santas dos filhos de Israel, que oferecem ao SENHOR, 16Nem os farão levar a iniqüidade da culpa, comendo as suas coisas santas; pois eu sou o SENHOR que as santifico. 17Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 18Fala a Arão, e a seus filhos, e a todos os filhos de Israel, e dize-lhes: Qualquer que, da casa de Israel, ou dos estrangeiros em Israel, oferecer a sua oferta, quer dos seus votos, quer das suas ofertas voluntárias, que oferecem ao SENHOR em holocausto, 19Segundo a sua vontade, oferecerá macho sem defeito, ou dos bois, ou dos cordeiros, ou das cabras. 20Nenhuma coisa em que haja defeito oferecereis, porque não seria aceita em vosso favor. 21E, quando alguém oferecer sacrifício pacífico ao SENHOR, separando dos bois ou das ovelhas um voto, ou oferta voluntária, sem defeito será, para que seja aceito; nenhum defeito haverá nele. 22O cego, ou quebrado, ou aleijado, o verrugoso, ou sarnoso, ou cheio de impigens, estes não oferecereis ao SENHOR, e deles não poreis oferta queimada ao SENHOR sobre o altar. 23Porém boi, ou gado miúdo, comprido ou curto de membros, poderás oferecer por oferta voluntária, mas por voto não será aceito. 24O machucado, ou moído, ou despedaçado, ou cortado, não oferecereis ao SENHOR; não fareis isto na vossa terra. 25Também da mão do estrangeiro nenhum alimento oferecereis ao vosso Deus, de todas estas coisas, pois a sua corrupção está nelas; defeito nelas há; não serão aceitas em vosso favor. 26Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 27Quando nascer o boi, ou cordeiro, ou cabra, sete dias estará debaixo de sua mãe; depois, desde o oitavo dia em diante, será aceito por oferta queimada ao SENHOR. 28Também boi ou gado miúdo, a ele e a seu filho não degolareis no mesmo dia. 29E, quando oferecerdes sacrifícios de louvores ao SENHOR, o oferecereis da vossa vontade. 30No mesmo dia se comerá; dele nada deixareis ficar até pela manhã. Eu sou o SENHOR. 31Por isso guardareis os meus mandamentos, e os cumprireis. Eu sou o SENHOR. 32E não profanareis o meu santo nome, para que eu seja santificado no meio dos filhos de Israel. Eu sou o SENHOR que vos santifico; 33Que vos tirei da terra do Egito, para ser o vosso Deus. Eu sou o SENHOR. Levítico 23 1DEPOIS falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: As solenidades do SENHOR, que convocareis, serão santas convocações; estas são as minhas solenidades: 3Seis dias trabalho se fará, mas o sétimo dia será o sábado do descanso, santa convocação; nenhum trabalho fareis; sábado do SENHOR é em todas as vossas habitações. 4Estas são as solenidades do SENHOR, as santas convocações, que convocareis ao seu tempo determinado: 5No mês primeiro, aos catorze do mês, pela tarde, é a páscoa do SENHOR. 6E aos quinze dias deste mês é a festa dos pães ázimos do SENHOR; sete dias comereis pães ázimos. 7No primeiro dia tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; 8Mas sete dias oferecereis oferta queimada ao SENHOR; ao sétimo dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis. 9E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 10Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando houverdes entrado na terra, que vos hei de dar, e fizerdes a sua colheita, então trareis um molho das primícias da vossa sega ao sacerdote; 11E ele moverá o molho perante o SENHOR, para que sejais aceitos; no dia seguinte ao sábado o sacerdote o moverá. 12E no dia em que moverdes o molho, preparareis um cordeiro sem defeito, de um ano, em holocausto ao SENHOR, 13E a sua oferta de alimentos, será de duas dízimas de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta queimada em cheiro suave ao SENHOR, e a sua libação será de vinho, um quarto de him. 14E não comereis pão, nem trigo tostado, nem espigas verdes, até aquele mesmo dia em que trouxerdes a oferta do vosso Deus; estatuto perpétuo é por vossas gerações, em todas as vossas habitações. 15Depois para vós contareis desde o dia seguinte ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão. 16Até ao dia seguinte ao sétimo sábado, contareis cinqüenta dias; então oferecereis nova oferta de alimentos ao SENHOR. 17Das vossas habitações trareis dois pães de movimento; de duas dízimas de farinha serão, levedados se cozerão; primícias são ao SENHOR. 18Também com o pão oferecereis sete cordeiros sem defeito, de um ano, e um novilho, e dois carneiros; holocausto serão ao SENHOR, com a sua oferta de alimentos, e as suas libações, por oferta queimada de cheiro suave ao SENHOR. 19Também oferecereis um bode para expiação do pecado, e dois cordeiros de um ano por sacrifício pacífico. 20Então o sacerdote os moverá com o pão das primícias por oferta movida perante o SENHOR, com os dois cordeiros; santos serão ao SENHOR para uso do sacerdote. 21E naquele mesmo dia apregoareis que tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; estatuto perpétuo é em todas as vossas habitações pelas vossas gerações. 22E, quando fizerdes a colheita da vossa terra, não acabarás de segar os cantos do teu campo, nem colherás as espigas caídas da tua sega; para o pobre e para o estrangeiro as deixarás. Eu sou o SENHOR vosso Deus. 23E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 24Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso, memorial com sonido de trombetas, santa convocação. 25Nenhum trabalho servil fareis, mas oferecereis oferta queimada ao SENHOR. 26Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 27Mas aos dez dias desse sétimo mês será o dia da expiação; tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; e oferecereis oferta queimada ao SENHOR. 28E naquele mesmo dia nenhum trabalho fareis, porque é o dia da expiação, para fazer expiação por vós perante o SENHOR vosso Deus. 29Porque toda a alma, que naquele mesmo dia se não afligir, será extirpada do seu povo. 30Também toda a alma, que naquele mesmo dia fizer algum trabalho, eu a destruirei do meio do seu povo. 31Nenhum trabalho fareis; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações em todas as vossas habitações. 32Sábado de descanso vos será; então afligireis as vossas almas; aos nove do mês à tarde, de uma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado. 33E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 34Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo será a festa dos tabernáculos ao SENHOR por sete dias. 35Ao primeiro dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis. 36Sete dias oferecereis ofertas queimadas ao SENHOR; ao oitavo dia tereis santa convocação, e oferecereis ofertas queimadas ao SENHOR; dia de proibição é, nenhum trabalho servil fareis. 37Estas são as solenidades do SENHOR, que apregoareis para santas convocações, para oferecer ao SENHOR oferta queimada, holocausto e oferta de alimentos, sacrifício e libações, cada qual em seu dia próprio; 38Além dos sábados do SENHOR, e além dos vossos dons, e além de todos os vossos votos, e além de todas as vossas ofertas voluntárias, que dareis ao SENHOR. 39Porém aos quinze dias do mês sétimo, quando tiverdes recolhido do fruto da terra, celebrareis a festa do SENHOR por sete dias; no primeiro dia haverá descanso, e no oitavo dia haverá descanso. 40E no primeiro dia tomareis para vós ramos de formosas árvores, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas, e salgueiros de ribeiras; e vos alegrareis perante o SENHOR vosso Deus por sete dias. 41E celebrareis esta festa ao SENHOR por sete dias cada ano; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações; no mês sétimo a celebrareis. 42Sete dias habitareis em tendas; todos os naturais em Israel habitarão em tendas; 43Para que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito. Eu sou o SENHOR vosso Deus. 44Assim pronunciou Moisés as solenidades do SENHOR aos filhos de Israel. Levítico 24 1E FALOU o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Ordena aos filhos de Israel que te tragam azeite de oliveira, puro, batido, para a luminária, para manter as lâmpadas acesas continuamente. 3Arão as porá em ordem perante o SENHOR continuamente, desde a tarde até à manhã, fora do véu do testemunho, na tenda da congregação; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações. 4Sobre o candelabro de ouro puro porá em ordem as lâmpadas perante o SENHOR continuamente. 5Também tomarás da flor de farinha, e dela cozerás doze pães; cada pão será de duas dízimas de um efa. 6E os porás em duas fileiras, seis em cada fileira, sobre a mesa pura, perante o SENHOR. 7E sobre cada fileira porás incenso puro, para que seja, para o pão, por oferta memorial; oferta queimada é ao SENHOR. 8Em cada dia de sábado, isto se porá em ordem perante o SENHOR continuamente, pelos filhos de Israel, por aliança perpétua. 9E será de Arão e de seus filhos, os quais o comerão no lugar santo, porque uma coisa santíssima é para eles, das ofertas queimadas ao SENHOR, por estatuto perpétuo. 10E apareceu, no meio dos filhos de Israel o filho de uma mulher israelita, o qual era filho de um homem egípcio; e o filho da israelita e um homem israelita discutiram no arraial. 11Então o filho da mulher israelita blasfemou o nome do SENHOR, e o amaldiçoou, por isso o trouxeram a Moisés; e o nome de sua mãe era Selomite, filha de Dibri, da tribo de Dã. 12E eles o puseram na prisão, até que a vontade do SENHOR lhes pudesse ser declarada. 13E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 14Tira o que tem blasfemado para fora do arraial; e todos os que o ouviram porão as suas mãos sobre a sua cabeça; então toda a congregação o apedrejará. 15E aos filhos de Israel falarás, dizendo: Qualquer que amaldiçoar o seu Deus, levará sobre si o seu pecado. 16E aquele que blasfemar o nome do SENHOR, certamente morrerá; toda a congregação certamente o apedrejará; assim o estrangeiro como o natural, blasfemando o nome do SENHOR, será morto. 17E quem matar a alguém certamente morrerá. 18Mas quem matar um animal, o restituirá, vida por vida. 19Quando também alguém desfigurar o seu próximo, como ele fez, assim lhe será feito: 20Quebradura por quebradura, olho por olho, dente por dente; como ele tiver desfigurado a algum homem, assim se lhe fará. 21Quem, pois, matar um animal, restituí-lo-á, mas quem matar um homem será morto. 22Uma mesma lei tereis; assim será para o estrangeiro como para o natural; pois eu sou o SENHOR vosso Deus. 23E disse Moisés, aos filhos de Israel que levassem o que tinha blasfemado para fora do arraial, e o apedrejassem; e fizeram os filhos de Israel como o SENHOR ordenara a Moisés. Levítico 25 1FALOU mais o SENHOR a Moisés no monte Sinai, dizendo: 2Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando tiverdes entrado na terra, que eu vos dou, então a terra descansará um sábado ao SENHOR. 3Seis anos semearás a tua terra, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás os seus frutos; 4Porém ao sétimo ano haverá sábado de descanso para a terra, um sábado ao SENHOR; não semearás o teu campo nem podarás a tua vinha. 5O que nascer de si mesmo da tua sega, não colherás, e as uvas da tua separação não vindimarás; ano de descanso será para a terra. 6Mas os frutos do sábado da terra vos serão por alimento, a ti, e ao teu servo, e à tua serva, e ao teu diarista, e ao estrangeiro que peregrina contigo; 7E ao teu gado, e aos teus animais, que estão na tua terra, todo o seu produto será por mantimento. 8Também contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos; de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos. 9Então no mês sétimo, aos dez do mês, farás passar a trombeta do jubileu; no dia da expiação fareis passar a trombeta por toda a vossa terra, 10E santificareis o ano qüinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus moradores; ano de jubileu vos será, e tornareis, cada um à sua possessão, e cada um à sua família. 11O ano qüinquagésimo vos será jubileu; não semeareis nem colhereis o que nele nascer de si mesmo, nem nele vindimareis as uvas das separações, 12Porque jubileu é, santo será para vós; a novidade do campo comereis. 13Neste ano do jubileu tornareis cada um à sua possessão. 14E quando venderdes alguma coisa ao vosso próximo, ou a comprardes da mão do vosso próximo, ninguém engane a seu irmão; 15Conforme ao número dos anos, desde o jubileu, comprarás ao teu próximo; e conforme o número dos anos das colheitas, ele a venderá a ti. 16Conforme se multipliquem os anos, aumentarás o seu preço, e conforme à diminuição dos anos abaixarás o seu preço; porque conforme o número das colheitas é que ele te vende. 17Ninguém, pois, engane ao seu próximo; mas terás temor do teu Deus; porque eu sou o SENHOR vosso Deus. 18E observareis os meus estatutos, e guardareis os meus juízos, e os cumprireis; assim habitareis seguros na terra. 19E a terra dará o seu fruto, e comereis a fartar, e nela habitareis seguros. 20E se disserdes: Que comeremos no ano sétimo? eis que não havemos de semear nem fazer a nossa colheita; 21Então eu mandarei a minha bênção sobre vós no sexto ano, para que dê fruto por três anos, 22E no oitavo ano semeareis, e comereis da colheita velha até ao ano nono; até que venha a nova colheita, comereis a velha. 23Também a terra não se venderá em perpetuidade, porque a terra é minha; pois vós sois estrangeiros e peregrinos comigo. 24Portanto em toda a terra da vossa possessão dareis resgate à terra. 25Quando teu irmão empobrecer e vender alguma parte da sua possessão, então virá o seu resgatador, seu parente, e resgatará o que vendeu seu irmão. 26E se alguém não tiver resgatador, porém conseguir o suficiente para o seu resgate, 27Então contará os anos desde a sua venda, e o que ficar restituirá ao homem a quem a vendeu, e tornará à sua possessão. 28Mas se não conseguir o suficiente para restituir-lha, então a que foi vendida ficará na mão do comprador até ao ano do jubileu; porém no ano do jubileu sairá, e ele tornará à sua possessão. 29E, quando alguém vender uma casa de moradia em cidade murada, então poderá resgatá-la até que se cumpra o ano da sua venda; durante um ano inteiro será lícito o seu resgate. 30Mas, se, cumprindo-se-lhe um ano inteiro, ainda não for resgatada, então a casa, que estiver na cidade que tem muro, em perpetuidade ficará ao que a comprou, pelas suas gerações; não sairá no jubileu. 31Mas as casas das aldeias que não têm muro ao redor, serão estimadas como o campo da terra; para elas haverá resgate, e sairão no jubileu. 32Mas, no tocante às cidades dos levitas, às casas das cidades da sua possessão, direito perpétuo de resgate terão os levitas. 33E se alguém comprar dos levitas, uma casa, a casa comprada e a cidade da sua possessão sairão do poder do comprador no jubileu; porque as casas das cidades dos levitas são a sua possessão no meio dos filhos de Israel. 34Mas o campo do arrabalde das suas cidades não se venderá, porque lhes é possessão perpétua. 35E, quando teu irmão empobrecer, e as suas forças decaírem, então sustentá-loás, como estrangeiro e peregrino viverá contigo. 36Não tomarás dele juros, nem ganho; mas do teu Deus terás temor, para que teu irmão viva contigo. 37Não lhe darás teu dinheiro com usura, nem darás do teu alimento por interesse. 38Eu sou o SENHOR vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para vos dar a terra de Canaã, para ser vosso Deus. 39Quando também teu irmão empobrecer, estando ele contigo, e vender-se a ti, não o farás servir como escravo. 40Como diarista, como peregrino estará contigo; até ao ano do jubileu te servirá; 41Então sairá do teu serviço, ele e seus filhos com ele, e tornará à sua família e à possessão de seus pais. 42Porque são meus servos, que tirei da terra do Egito; não serão vendidos como se vendem os escravos. 43Não te assenhorearás dele com rigor, mas do teu Deus terás temor. 44E quanto a teu escravo ou a tua escrava que tiveres, serão das nações que estão ao redor de vós; deles comprareis escravos e escravas. 45Também os comprareis dos filhos dos forasteiros que peregrinam entre vós, deles e das suas famílias que estiverem convosco, que tiverem gerado na vossa terra; e vos serão por possessão. 46E possuí-los-eis por herança para vossos filhos depois de vós, para herdarem a possessão; perpetuamente os fareis servir; mas sobre vossos irmãos, os filhos de Israel, não vos assenhoreareis com rigor, uns sobre os outros. 47E se o estrangeiro ou peregrino que está contigo alcançar riqueza, e teu irmão, que está com ele, empobrecer, e vender-se ao estrangeiro ou peregrino que está contigo, ou a alguém da família do estrangeiro, 48Depois que se houver vendido, haverá resgate para ele; um de seus irmãos o poderá resgatar; 49Ou seu tio, ou o filho de seu tio o poderá resgatar; ou um dos seus parentes, da sua família, o poderá resgatar; ou, se alcançar riqueza, se resgatará a si mesmo. 50E acertará com aquele que o comprou, desde o ano que se vendeu a ele até ao ano do jubileu, e o preço da sua venda será conforme o número dos anos; conforme os dias de um diarista estará com ele. 51Se ainda faltarem muitos anos, conforme a eles restituirá, para seu resgate, parte do dinheiro pelo qual foi vendido, 52E se ainda restarem poucos anos até ao ano do jubileu, então fará contas com ele; segundo os seus anos restituirá o seu resgate. 53Como diarista, de ano em ano, estará com ele; não se assenhoreará sobre ele com rigor diante dos teus olhos. 54E, se desta sorte não se resgatar, sairá no ano do jubileu, ele e seus filhos com ele. 55Porque os filhos de Israel me são servos; meus servos são eles, que tirei da terra do Egito. Eu sou o SENHOR vosso Deus. Levítico 26 1NÃO fareis para vós ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura, nem estátua, nem poreis pedra figurada na vossa terra, para inclinar-vos a ela; porque eu sou o SENHOR vosso Deus. 2Guardareis os meus sábados, e reverenciareis o meu santuário. Eu sou o SENHOR. 3Se andardes nos meus estatutos, e guardardes os meus mandamentos, e os cumprirdes, 4Então eu vos darei as chuvas a seu tempo; e a terra dará a sua colheita, e a árvore do campo dará o seu fruto; 5E a debulha se vos chegará à vindima, e a vindima se chegará à sementeira; e comereis o vosso pão a fartar, e habitareis seguros na vossa terra. 6Também darei paz na terra, e dormireis seguros, e não haverá quem vos espante; e farei cessar os animais nocivos da terra, e pela vossa terra não passará espada. 7E perseguireis os vossos inimigos, e cairão à espada diante de vós. 8Cinco de vós perseguirão a um cento deles, e cem de vós perseguirão a dez mil; e os vossos inimigos cairão à espada diante de vós. 9E para vós olharei, e vos farei frutificar, e vos multiplicarei, e confirmarei a minha aliança convosco. 10E comereis da colheita velha, há muito tempo guardada, e tirareis fora a velha por causa da nova. 11E porei o meu tabernáculo no meio de vós, e a minha alma de vós não se enfadará. 12E andarei no meio de vós, e eu vos serei por Deus, e vós me sereis por povo. 13Eu sou o SENHOR vosso Deus, que vos tirei da terra dos egípcios, para que não fôsseis seus escravos; e quebrei os timões do vosso jugo, e vos fiz andar eretos. 14Mas, se não me ouvirdes, e não cumprirdes todos estes mandamentos, 15E se rejeitardes os meus estatutos, e a vossa alma se enfadar dos meus juízos, não cumprindo todos os meus mandamentos, para invalidar a minha aliança, 16Então eu também vos farei isto: porei sobre vós terror, a tísica e a febre ardente, que consumam os olhos e atormentem a alma; e semeareis em vão a vossa semente, pois os vossos inimigos a comerão. 17E porei a minha face contra vós, e sereis feridos diante de vossos inimigos; e os que vos odeiam, de vós se assenhorearão, e fugireis, sem ninguém vos perseguir. 18E, se ainda com estas coisas não me ouvirdes, então eu prosseguirei a castigarvos sete vezes mais, por causa dos vossos pecados. 19Porque quebrarei a soberba da vossa força; e farei que os vossos céus sejam como ferro e a vossa terra como cobre. 20E em vão se gastará a vossa força; a vossa terra não dará a sua colheita, e as árvores da terra não darão o seu fruto. 21E se andardes contrariamente para comigo, e não me quiserdes ouvir, trar-vosei pragas sete vezes mais, conforme os vossos pecados. 22Porque enviarei entre vós as feras do campo, as quais vos desfilharão, e desfarão o vosso gado, e vos diminuirão; e os vossos caminhos serão desertos. 23Se ainda com estas coisas não vos corrigirdes voltando para mim, mas ainda andardes contrariamente para comigo, 24Eu também andarei contrariamente para convosco, e eu, eu mesmo, vos ferirei sete vezes mais por causa dos vossos pecados. 25Porque trarei sobre vós a espada, que executará a vingança da aliança; e ajuntados sereis nas vossas cidades; então enviarei a peste entre vós, e sereis entregues na mão do inimigo. 26Quando eu vos quebrar o sustento do pão, então dez mulheres cozerão o vosso pão num só forno, e devolver-vos-ão o vosso pão por peso; e comereis, mas não vos fartareis. 27E se com isto não me ouvirdes, mas ainda andardes contrariamente para comigo, 28Também eu para convosco andarei contrariamente em furor; e vos castigarei sete vezes mais por causa dos vossos pecados. 29Porque comereis a carne de vossos filhos, e a carne de vossas filhas. 30E destruirei os vossos altos, e desfarei as vossas imagens, e lançarei os vossos cadáveres sobre os cadáveres dos vossos deuses; a minha alma se enfadará de vós. 31E reduzirei as vossas cidades a deserto, e assolarei os vossos santuários, e não cheirarei o vosso cheiro suave. 32E assolarei a terra e se espantarão disso os vossos inimigos que nela morarem. 33E espalhar-vos-ei entre as nações, e desembainharei a espada atrás de vós; e a vossa terra será assolada, e as vossas cidades serão desertas. 34Então a terra folgará nos seus sábados, todos os dias da sua assolação, e vós estareis na terra dos vossos inimigos; então a terra descansará, e folgará nos seus sábados. 35Todos os dias da assolação descansará, porque não descansou nos vossos sábados, quando habitáveis nela. 36E, quanto aos que de vós ficarem, eu porei tal pavor nos seus corações, nas terras dos seus inimigos, que o ruído de uma folha movida os perseguirá; e fugirão como quem foge da espada; e cairão sem ninguém os perseguir. 37E cairão uns sobre os outros como diante da espada, sem ninguém os perseguir; e não podereis resistir diante dos vossos inimigos. 38E perecereis entre as nações, e a terra dos vossos inimigos vos consumirá. 39E aqueles que entre vós ficarem se consumirão pela sua iniqüidade nas terras dos vossos inimigos, e pela iniqüidade de seus pais com eles se consumirão. 40Então confessarão a sua iniqüidade, e a iniqüidade de seus pais, com as suas transgressões, com que transgrediram contra mim; como também eles andaram contrariamente para comigo. 41Eu também andei para com eles contrariamente, e os fiz entrar na terra dos seus inimigos; se então o seu coração incircunciso se humilhar, e então tomarem por bem o castigo da sua iniqüidade, 42Também eu me lembrarei da minha aliança com Jacó, e também da minha aliança com Isaque, e também da minha aliança com Abraão me lembrarei, e da terra me lembrarei. 43E a terra será abandonada por eles, e folgará nos seus sábados, sendo assolada por causa deles; e tomarão por bem o castigo da sua iniqüidade, em razão mesmo de que rejeitaram os meus juízos e a sua alma se enfastiou dos meus estatutos. 44E, demais disto também, estando eles na terra dos seus inimigos, não os rejeitarei nem me enfadarei deles, para consumi-los e invalidar a minha aliança com eles, porque eu sou o SENHOR seu Deus. 45Antes por amor deles me lembrarei da aliança com os seus antepassados, que tirei da terra do Egito perante os olhos dos gentios, para lhes ser por Deus. Eu sou o SENHOR. 46Estes são os estatutos, e os juízos, e as leis que deu o SENHOR entre si e os filhos de Israel, no monte Sinai, pela mão de Moisés. Levítico 27 1FALOU mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando alguém fizer particular voto, segundo a tua avaliação serão as pessoas ao SENHOR. 3Se for a tua avaliação de um homem, da idade de vinte anos até a idade de sessenta, será a tua avaliação de cinqüenta siclos de prata, segundo o siclo do santuário. 4Porém, se for mulher, a tua avaliação será de trinta siclos. 5E, se for de cinco anos até vinte, a tua avaliação de um homem será vinte siclos e da mulher dez siclos. 6E, se for de um mês até cinco anos, a tua avaliação de um homem será de cinco siclos de prata, e a tua avaliação pela mulher será de três siclos de prata. 7E, se for de sessenta anos e acima, pelo homem a tua avaliação será de quinze siclos e pela mulher dez siclos. 8Mas, se for mais pobre do que a tua avaliação, então apresentar-se-á diante do sacerdote, para que o sacerdote o avalie; conforme as posses daquele que fez o voto, o avaliará o sacerdote. 9E, se for animal dos que se oferecem em oferta ao SENHOR, tudo quanto der dele ao SENHOR será santo. 10Não o mudará, nem o trocará bom por mau, ou mau por bom; se porém de alguma maneira trocar animal por animal, tanto um como o outro, será santo. 11E, se for algum animal imundo, dos que não se oferecem em oferta ao SENHOR, então apresentará o animal diante do sacerdote, 12E o sacerdote o avaliará, seja bom ou seja mau; segundo a avaliação do sacerdote, assim será. 13Porém, se de alguma maneira o resgatar, então acrescentará a sua quinta parte sobre a tua avaliação. 14E quando alguém santificar a sua casa para ser santa ao SENHOR, o sacerdote a avaliará, seja boa ou seja má; como o sacerdote a avaliar, assim será. 15Mas, se o que a santificou resgatar a sua casa, então acrescentará a quinta parte do dinheiro sobre a tua avaliação, e será sua. 16Se também alguém santificar ao SENHOR uma parte do campo da sua possessão, então a tua avaliação será segundo a sua semente: um ômer de semente de cevada será avaliado por cinqüenta siclos de prata. 17Se santificar o seu campo desde o ano do jubileu, conforme à tua avaliação ficará. 18Mas, se santificar o seu campo depois do ano do jubileu, então o sacerdote lhe contará o dinheiro conforme aos anos restantes até ao ano do jubileu, e isto se abaterá da tua avaliação. 19E se aquele que santificou o campo de alguma maneira o resgatar, então acrescentará a quinta parte do dinheiro da tua avaliação, e ficará seu. 20E se não resgatar o campo, ou se vender o campo a outro homem, nunca mais se resgatará. 21Porém havendo o campo saído no ano do jubileu, será santo ao SENHOR, como campo consagrado; a possessão dele será do sacerdote. 22E se alguém santificar ao SENHOR o campo que comprou, e não for parte do campo da sua possessão, 23Então o sacerdote lhe contará o valor da tua avaliação até ao ano do jubileu; e no mesmo dia dará a tua avaliação como coisa santa ao SENHOR. 24No ano do jubileu o campo tornará àquele de quem o comprou, àquele de quem era a possessão do campo. 25E toda a tua avaliação se fará conforme ao siclo do santuário; o siclo será de vinte geras. 26Mas o primogênito de um animal, por já ser do SENHOR, ninguém o santificará; seja boi ou gado miúdo, do SENHOR é. 27Mas, se for de um animal imundo, o resgatará, segundo a tua estimação, e sobre ele acrescentará a sua quinta parte; e se não se resgatar, vender-se-á segundo a tua estimação. 28Todavia, nenhuma coisa consagrada, que alguém consagrar ao SENHOR de tudo o que tem, de homem, ou de animal, ou do campo da sua possessão, se venderá nem resgatará; toda a coisa consagrada será santíssima ao SENHOR. 29Toda a coisa consagrada que for consagrada do homem, não será resgatada; certamente morrerá. 30Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do SENHOR; santas são ao SENHOR. 31Porém, se alguém das suas dízimas resgatar alguma coisa, acrescentará a sua quinta parte sobre ela. 32No tocante a todas as dízimas do gado e do rebanho, tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao SENHOR. 33Não se investigará entre o bom e o mau, nem o trocará; mas, se de alguma maneira o trocar, tanto um como o outro será santo; não serão resgatados. 34Estes são os mandamentos que o SENHOR ordenou a Moisés, para os filhos de Israel, no monte Sinai. Números 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 Números 1 1FALOU mais o SENHOR a Moisés no deserto de Sinai, na tenda da congregação, no primeiro dia do segundo mês, no segundo ano da sua saída da terra do Egito, dizendo: 2Tomai a soma de toda a congregação dos filhos de Israel, segundo as suas famílias, segundo a casa de seus pais, conforme o número dos nomes de todo o homem, cabeça por cabeça; 3Da idade de vinte anos para cima, todos os que em Israel podem sair à guerra, a estes contareis segundo os seus exércitos, tu e Arão. 4Estará convosco, de cada tribo, um homem que seja cabeça da casa de seus pais. 5Estes, pois, são os nomes dos homens que estarão convosco: De Rúben, Elizur, filho de Sedeur; 6De Simeão, Selumiel, filho de Zurisadai; 7De Judá, Naasson, filho de Aminadabe; 8De Issacar, Natanael, filho de Zuar; 9De Zebulom, Eliabe, filho de Helom; 10Dos filhos de José: De Efraim, Elisama, filho de Amiúde; de Manassés, Gamaliel, filho de Pedazur; 11De Benjamim, Abidã, filho de Gideoni; 12De Dã, Aieser, filho de Amisadai; 13De Aser, Pagiel, filho de Ocrã; 14De Gade, Eliasafe, filho de Deuel; 15De Naftali, Aira, filho de Enã. 16Estes foram os chamados da congregação, os príncipes das tribos de seus pais, os cabeças dos milhares de Israel. 17Então tomaram Moisés e Arão a estes homens, que foram declarados pelos seus nomes, 18E reuniram toda a congregação no primeiro dia do mês segundo, e declararam a sua descendência segundo as suas famílias, segundo a casa de seus pais, pelo número dos nomes dos de vinte anos para cima, cabeça por cabeça; 19Como o SENHOR ordenara a Moisés, assim os contou no deserto de Sinai. 20Foram, pois, os filhos de Rúben, o primogênito de Israel, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, pelo número dos nomes, cabeça por cabeça, todo o homem de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra, 21Foram contados deles, da tribo de Rúben, quarenta e seis mil e quinhentos. 22Dos filhos de Simeão, as suas gerações pelas suas famílias, segundo a casa dos seus pais; os seus contados, pelo número dos nomes, cabeça por cabeça, todo o homem de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra, 23Foram contados deles, da tribo de Simeão, cinqüenta e nove mil e trezentos. 24Dos filhos de Gade, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, pelo número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra, 25Foram contados deles, da tribo de Gade, quarenta e cinco mil e seiscentos e cinqüenta. 26Dos filhos de Judá, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais; pelo número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra, 27Foram contados deles, da tribo de Judá, setenta e quatro mil e seiscentos. 28Dos filhos de Issacar, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, pelo número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra, 29Foram contados deles da tribo de Issacar, cinqüenta e quatro mil e quatrocentos. 30Dos filhos de Zebulom, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, pelo número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra, 31Foram contados deles, da tribo de Zebulom, cinqüenta e sete mil e quatrocentos. 32Dos filhos de José, dos filhos de Efraim, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, pelo número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra, 33Foram contados deles, da tribo de Efraim, quarenta mil e quinhentos. 34Dos filhos de Manassés, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, pelo número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra, 35Foram contados deles, da tribo de Manassés, trinta e dois mil e duzentos. 36Dos filhos de Benjamim, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, pelo número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra, 37Foram contados deles, da tribo de Benjamim, trinta e cinco mil e quatrocentos. 38Dos filhos de Dã, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, pelo número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra, 39Foram contados deles, da tribo de Dã, sessenta e dois mil e setecentos. 40Dos filhos de Aser, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, pelo número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra, 41Foram contados deles, da tribo de Aser, quarenta e um mil e quinhentos. 42Dos filhos de Naftali, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, pelo número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra, 43Foram contados deles, da tribo de Naftali, cinqüenta e três mil e quatrocentos. 44Estes foram os contados, que contaram Moisés e Arão, e os príncipes de Israel, doze homens, cada um era pela casa de seus pais. 45Assim foram todos os contados dos filhos de Israel, segundo a casa de seus pais, de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra em Israel; 46Todos os contados eram seiscentos e três mil e quinhentos e cinqüenta. 47Mas os levitas, segundo a tribo de seus pais, não foram contados entre eles, 48Porquanto o SENHOR tinha falado a Moisés, dizendo: 49Porém não contarás a tribo de Levi, nem tomarás a soma deles entre os filhos de Israel; 50Mas tu põe os levitas sobre o tabernáculo do testemunho, e sobre todos os seus utensílios, e sobre tudo o que pertence a ele; eles levarão o tabernáculo e todos os seus utensílios; e eles o administrarão, e acampar-se-ão ao redor do tabernáculo. 51E, quando o tabernáculo partir, os levitas o desarmarão; e, quando o tabernáculo se houver de assentar no arraial, os levitas o armarão; e o estranho que se chegar morrerá. 52E os filhos de Israel armarão as suas tendas, cada um no seu esquadrão, e cada um junto à sua bandeira, segundo os seus exércitos. 53Mas os levitas armarão as suas tendas ao redor do tabernáculo do testemunho, para que não haja indignação sobre a congregação dos filhos de Israel, pelo que os levitas terão o cuidado da guarda do tabernáculo do testemunho. 54Assim fizeram os filhos de Israel; conforme a tudo o que o SENHOR ordenara a Moisés, assim o fizeram. Números 2 1E FALOU o SENHOR a Moisés e a Arão, dizendo: 2Os filhos de Israel armarão as suas tendas, cada um debaixo da sua bandeira, segundo as insígnias da casa de seus pais; ao redor, defronte da tenda da congregação, armarão as suas tendas. 3Os que armarem as suas tendas do lado do oriente, para o nascente, serão os da bandeira do exército de Judá, segundo os seus esquadrões, e Naassom, filho de Aminadabe, será príncipe dos filhos de Judá. 4E o seu exército, os que foram contados deles, era de setenta e quatro mil e seiscentos. 5E junto a ele armará as suas tendas a tribo de Issacar; e Natanael, filho de Zuar, será príncipe dos filhos de Issacar. 6E o seu exército, os que foram contados deles, era de cinqüenta e quatro mil e quatrocentos. 7Depois a tribo de Zebulom; e Eliabe, filho de Helam, será príncipe dos filhos de Zebulom. 8E o seu exército, os que foram contados deles, era de cinqüenta e sete mil e quatrocentos. 9Todos os que foram contados do exército de Judá, cento e oitenta e seis mil e quatrocentos, segundo os seus esquadrões, estes marcharão primeiro. 10A bandeira do exército de Rúben, segundo os seus esquadrões, estará para o lado do sul; e Elizur, filho de Sedeur, será príncipe dos filhos de Rúben, 11E o seu exército, os que foram contados deles, era de quarenta e seis mil e quinhentos. 12E junto a ele armará as suas tendas a tribo de Simeão; e Selumiel, filho de Zurisadai, será príncipe dos filhos de Simeão. 13E o seu exército, os que foram contados deles, era de cinqüenta e nove mil e trezentos. 14Depois a tribo de Gade; e Eliasafe, filho de Reuel, será príncipe dos filhos de Gade. 15E o seu exército, os que foram contados deles, era de quarenta e cinco mil e seiscentos e cinqüenta. 16Todos os que foram contados no exército de Rúben foram cento e cinqüenta e um mil e quatrocentos e cinqüenta, segundo os seus esquadrões; e estes marcharão em segundo lugar. 17Então partirá a tenda da congregação com o exército dos levitas no meio dos exércitos; como armaram as suas tendas, assim marcharão, cada um no seu lugar, segundo as suas bandeiras. 18A bandeira do exército de Efraim segundo os seus esquadrões, estará para o lado do ocidente; e Elisama, filho de Amiúde, será príncipe dos filhos de Efraim. 19E o seu exército, os que foram contados deles, era de quarenta mil e quinhentos. 20E junto a ele estará a tribo de Manassés; e Gamaliel, filho de Pedazur, será príncipe dos filhos de Manassés. 21E o seu exército, os que foram contados deles, era de trinta e dois mil e duzentos. 22Depois a tribo de Benjamim; e Abidã, filho de Gideoni, será príncipe dos filhos de Benjamim, 23E o seu exército, os que foram contados deles, era de trinta e cinco mil e quatrocentos. 24Todos os que foram contados no exército de Efraim foram cento e oito mil e cem, segundo os seus esquadrões; e estes marcharão em terceiro lugar. 25A bandeira do exército de Dã estará para o norte, segundo os seus esquadrões; e Aieser, filho de Amisadai, será príncipe dos filhos de Dã. 26E o seu exército, os que foram contados deles, era de sessenta e dois mil e setecentos. 27E junto a ele armará as suas tendas a tribo de Aser; e Pagiel, filho de Ocrã, será príncipe dos filhos de Aser. 28E o seu exército, os que foram contados deles, era de quarenta e um mil e quinhentos. 29Depois a tribo de Naftali; e Aira, filho de Enã, será príncipe dos filhos de Naftali. 30E o seu exército, os que foram contados deles, era de cinqüenta e três mil e quatrocentos. 31Todos os que foram contados no exército de Dã foram cento e cinqüenta e sete mil e seiscentos; estes marcharão em último lugar, segundo as suas bandeiras. 32Estes são os que foram contados dos filhos de Israel, segundo a casa de seus pais; todos os que foram contados dos exércitos pelos seus esquadrões foram seiscentos e três mil e quinhentos e cinqüenta. 33Mas os levitas não foram contados entre os filhos de Israel, como o SENHOR ordenara a Moisés. 34E os filhos de Israel fizeram conforme a tudo o que o SENHOR ordenara a Moisés; assim armaram o arraial segundo as suas bandeiras, e assim marcharam, cada qual segundo as suas gerações, segundo a casa de seus pais. Números 3 1E ESTAS são as gerações de Arão e de Moisés, no dia em que o SENHOR falou com Moisés, no monte Sinai. 2E estes são os nomes dos filhos de Arão: o primogênito Nadabe; depois Abiú, Eleazar e Itamar. 3Estes são os nomes dos filhos de Arão, dos sacerdotes ungidos, cujas mãos foram consagradas para administrar o sacerdócio. 4Mas Nadabe e Abiú morreram perante o SENHOR, quando ofereceram fogo estranho perante o SENHOR no deserto de Sinai, e não tiveram filhos; porém Eleazar e Itamar administraram o sacerdócio diante de Arão, seu pai. 5E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 6Faze chegar a tribo de Levi, e põe-na diante de Arão, o sacerdote, para que o sirvam, 7E tenham cuidado da sua guarda, e da guarda de toda a congregação, diante da tenda da congregação, para administrar o ministério do tabernáculo. 8E tenham cuidado de todos os utensílios da tenda da congregação, e da guarda dos filhos de Israel, para administrar o ministério do tabernáculo. 9Darás, pois, os levitas a Arão e a seus filhos; dentre os filhos de Israel lhes são dados em dádiva. 10Mas a Arão e a seus filhos ordenarás que guardem o seu sacerdócio, e o estranho que se chegar morrerá. 11E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 12E eu, eis que tenho tomado os levitas do meio dos filhos de Israel, em lugar de todo o primogênito, que abre a madre, entre os filhos de Israel; e os levitas serão meus. 13Porque todo o primogênito é meu; desde o dia em que tenho ferido a todo o primogênito na terra do Egito, santifiquei para mim todo o primogênito em Israel, desde o homem até ao animal: meus serão; Eu sou o SENHOR. 14E falou o SENHOR a Moisés no deserto de Sinai, dizendo: 15Conta os filhos de Levi, segundo a casa de seus pais, pelas suas famílias; contarás a todo o homem da idade de um mês para cima. 16E Moisés os contou conforme ao mandado do SENHOR, como lhe foi ordenado. 17Estes, pois, foram os filhos de Levi pelos seus nomes: Gérson, e Coate e Merari. 18E estes são os nomes dos filhos de Gérson pelas suas famílias: Libni e Simei. 19E os filhos de Coate pelas suas famílias: Amrão, e Izar, Hebrom e Uziel. 20E os filhos de Merari pelas suas famílias: Mali e Musi; estas são as famílias dos levitas, segundo a casa de seus pais. 21De Gérson é a família dos libnitas e a família dos simeítas; estas são as famílias dos gersonitas. 22Os que deles foram contados pelo número de todo o homem da idade de um mês para cima, sim, os que deles foram contados eram sete mil e quinhentos. 23As famílias dos gersonitas armarão as suas tendas atrás do tabernáculo, ao ocidente. 24E o príncipe da casa paterna dos gersonitas será Eliasafe, filho de Lael. 25E os filhos de Gérson terão a seu cargo, na tenda da congregação, o tabernáculo, a tenda, a sua coberta, e o véu da porta da tenda da congregação. 26E as cortinas do pátio, e o pavilhão da porta do pátio, que estão junto ao tabernáculo e junto ao altar, em redor; como também as suas cordas para todo o seu serviço. 27E de Coate é a família dos amramitas, e a família dos jizaritas, e a família dos hebronitas, e a família dos uzielitas; estas são as famílias dos coatitas. 28Pelo número contado de todo o homem da idade de um mês para cima, eram oito mil e seiscentos, que tinham cuidado da guarda do santuário. 29As famílias dos filhos de Coate armarão as suas tendas ao lado do tabernáculo, do lado do sul. 30E o príncipe da casa paterna das famílias dos coatitas será Elisafã, filho de Uziel. 31E a sua guarda será a arca, e a mesa, e o candelabro, e os altares, e os utensílios do santuário com que ministram, e o véu com todo o seu serviço. 32E o príncipe dos príncipes de Levi será Eleazar, filho de Arão, o sacerdote; terá a superintendência sobre os que têm cuidado da guarda do santuário. 33De Merari é a família dos malitas e a família dos musitas; estas são as famílias de Merari. 34E os que deles foram contados pelo número de todo o homem de um mês para cima, foram seis mil e duzentos. 35E o príncipe da casa paterna das famílias de Merari será Zuriel, filho de Abiail; armarão as suas tendas ao lado do tabernáculo, do lado do norte. 36E os filhos de Merari terão a seu cargo as tábuas do tabernáculo, os seus varais, as suas colunas, as suas bases, e todos os seus utensílios, com todo o seu serviço. 37E as colunas do pátio em redor, e as suas bases, as suas estacas e as suas cordas. 38E os que armarão as suas tendas diante do tabernáculo, ao oriente, diante da tenda da congregação, para o nascente, serão Moisés e Arão, com seus filhos, tendo o cuidado da guarda do santuário, pela guarda dos filhos de Israel; e o estranho que se chegar morrerá. 39Todos os que foram contados dos levitas, que contaram Moisés e Arão por mandado do SENHOR, segundo as suas famílias, todo o homem de um mês para cima, foram vinte e dois mil. 40E disse o SENHOR a Moisés: Conta todo o primogênito homem dos filhos de Israel, da idade de um mês para cima, e toma o número dos seus nomes, 41E para mim tomarás os levitas (eu sou o SENHOR), em lugar de todo o primogênito dos filhos de Israel, e os animais dos levitas, em lugar de todo o primogênito entre os animais dos filhos de Israel. 42E contou Moisés, como o SENHOR lhe ordenara, todo o primogênito entre os filhos de Israel. 43E todos os primogênitos homens, pelo número dos nomes dos da idade de um mês para cima, segundo os que eram contados deles, foram vinte e dois mil e duzentos e setenta e três. 44E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 45Toma os levitas em lugar de todo o primogênito entre os filhos de Israel, e os animais dos levitas em lugar dos seus animais; porquanto os levitas serão meus: Eu sou o SENHOR. 46Quanto aos duzentos e setenta e três, que se houverem de resgatar dos primogênitos dos filhos de Israel, que excedem ao número dos levitas, 47Tomarás, por cabeça, cinco siclos; conforme ao siclo do santuário os tomarás, a vinte geras o siclo. 48E a Arão e a seus filhos darás o dinheiro dos resgatados, dos que sobram entre eles. 49Então Moisés tomou o dinheiro do resgate dos que excederam sobre os resgatados pelos levitas. 50Dos primogênitos dos filhos de Israel recebeu o dinheiro, mil e trezentos e sessenta e cinco siclos, segundo o siclo do santuário. 51E Moisés deu o dinheiro dos resgatados a Arão e a seus filhos, segundo o mandado do SENHOR, como o SENHOR ordenara a Moisés. Números 4 1E FALOU o SENHOR a Moisés e a Arão, dizendo: 2Fazei a soma dos filhos de Coate, dentre os filhos de Levi, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais; 3Da idade de trinta anos para cima até aos cinqüenta anos, será todo aquele que entrar neste serviço, para fazer o trabalho na tenda da congregação. 4Este será o ministério dos filhos de Coate na tenda da congregação, nas coisas santíssimas. 5Quando partir o arraial, Arão e seus filhos virão e tirarão o véu da tenda, e com ele cobrirão a arca do testemunho; 6E pôr-lhe-ão por cima uma coberta de peles de texugos, e sobre ela estenderão um pano, todo azul, e lhe colocarão os varais. 7Também sobre a mesa da proposição estenderão um pano azul; e sobre ela porão os pratos, as colheres, e as taças e os jarros para libação; também o pão contínuo estará sobre ela. 8Depois estenderão em cima deles um pano de carmesim, e com a coberta de peles de texugos o cobrirão, e lhe colocarão os seus varais. 9Então tomarão um pano azul, e cobrirão o candelabro da luminária, e as suas lâmpadas, e os seus espevitadores, e os seus apagadores, e todos os seus vasos de azeite, com que o servem. 10E envolverão, a ele e a todos os seus utensílios, na coberta de peles de texugos; e o colocarão sobre os varais. 11E sobre o altar de ouro estenderão um pano azul, e com a coberta de peles de texugos, o cobrirão, e lhe colocarão os seus varais. 12Também tomarão todos os utensílios do ministério, com que servem no santuário; e os colocarão num pano azul, e os cobrirão com uma coberta de peles de texugos, e os colocarão sobre os varais. 13E tirarão as cinzas do altar, e por cima dele estenderão um pano de púrpura. 14E sobre ele colocarão todos os seus instrumentos com que o servem: os seus braseiros, os garfos e as pás, e as bacias; todos os pertences do altar; e por cima dele estenderão uma coberta de peles de texugos, e lhe colocarão os seus varais. 15Havendo, pois, Arão e seus filhos, ao partir do arraial, acabado de cobrir o santuário, e todos os instrumentos do santuário, então os filhos de Coate virão para levá-lo; mas no santuário não tocarão para que não morram; este é o cargo dos filhos de Coate na tenda da congregação. 16Porém o cargo de Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, será o azeite da luminária e o incenso aromático, e a contínua oferta dos alimentos, e o azeite da unção, o cargo de todo o tabernáculo, e de tudo que nele há, o santuário e os seus utensílios. 17E falou o SENHOR a Moisés e a Arão, dizendo: 18Não deixareis extirpar a tribo das famílias dos coatitas do meio dos levitas. 19Mas isto lhes fareis, para que vivam e não morram, quando se aproximarem das coisas santíssimas: Arão e seus filhos virão, e a cada um colocarão no seu ministério e no seu cargo, 20Porém não entrarão a ver, quando cobrirem o santuário, para que não morram. 21Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 22Fazei também a soma dos filhos de Gérson, segundo a casa de seus pais, segundo as suas famílias: 23Da idade de trinta anos para cima até aos cinqüenta, contarás a todo aquele que entrar a se ocupar no seu serviço, para executar o ministério na tenda da congregação. 24Este será o ministério das famílias dos gersonitas no serviço e no cargo. 25Levarão, pois, as cortinas do tabernáculo, e a tenda da congregação, e a sua coberta, e a coberta de peles de texugos, que está por cima dele, e a cortina da porta da tenda da congregação, 26E as cortinas do pátio, e a cortina da porta do pátio, que está junto ao tabernáculo, e junto ao altar em redor, e as suas cordas, e todos os instrumentos do seu ministério, com tudo o que diz respeito a eles, para que sirvam. 27Todo o ministério dos filhos dos gersonitas, em todo o seu cargo, e em todo o seu trabalho, será segundo o mandado de Arão e de seus filhos; e lhes designareis as responsabilidades do seu cargo. 28Este é o ministério das famílias dos filhos dos gersonitas na tenda da congregação; e a sua guarda será debaixo da mão de Itamar, filho de Arão, o sacerdote. 29Quanto aos filhos de Merari, segundo as suas famílias e segundo a casa de seus pais os contarás; 30Da idade de trinta anos para cima, até aos cinqüenta, contarás a todo aquele que entrar neste serviço, para administrar o ministério da tenda da congregação. 31Esta, pois, será a responsabilidade do seu cargo, segundo todo o seu ministério, na tenda da congregação: As tábuas do tabernáculo, e os seus varais, e as suas colunas, e as suas bases; 32Como também as colunas do pátio em redor, e as suas bases, e as suas estacas, e as suas cordas, com todos os seus instrumentos, e com todo o seu ministério; e contareis os objetos que ficarão a seu cargo, nome por nome. 33Este é o ministério das famílias dos filhos de Merari, segundo todo o seu ministério, na tenda da congregação, debaixo da mão de Itamar, filho de Arão, o sacerdote. 34Moisés, pois, e Arão e os príncipes da congregação contaram os filhos dos coatitas, segundo as suas famílias e segundo a casa de seus pais; 35Da idade de trinta anos para cima, até aos cinqüenta, todo aquele que entrou neste serviço, para o ministério da tenda da congregação. 36Os que deles foram contados, pois, segundo as suas famílias, foram dois mil e setecentos e cinqüenta. 37Estes são os que foram contados das famílias dos coatitas, de todo aquele que ministrava na tenda da congregação, os quais Moisés e Arão contaram, conforme ao mandado do SENHOR pela mão de Moisés. 38Semelhantemente os que foram contados dos filhos de Gérson, segundo as suas famílias, e segundo a casa de seus pais; 39Da idade de trinta anos para cima até aos cinqüenta, todo aquele que entrou neste serviço, para o ministério na tenda da congregação. 40Os que deles foram contados, segundo as suas famílias, segundo a casa de seus pais, foram dois mil e seiscentos e trinta. 41Estes são os contados das famílias dos filhos de Gérson, de todo aquele que ministrava na tenda da congregação; os quais Moisés e Arão contaram, conforme ao mandado do SENHOR. 42E os que foram contados das famílias dos filhos de Merari, segundo as suas famílias, segundo a casa de seus pais; 43Da idade de trinta anos para cima, até aos cinqüenta, todo aquele que entrou neste serviço, para o ministério na tenda da congregação. 44Os que deles foram contados, segundo as suas famílias, eram três mil e duzentos. 45Estes são os contados das famílias dos filhos de Merari; os quais Moisés e Arão contaram, conforme ao mandado do SENHOR, pela mão de Moisés. 46Todos os que deles foram contados, que contaram Moisés e Arão, e os príncipes de Israel, dos levitas, segundo as suas famílias, segundo a casa de seus pais; 47Da idade de trinta anos para cima, até aos cinqüenta, todo aquele que entrava a executar o ministério da administração, e o ministério das cargas na tenda da congregação, 48Os que deles foram contados foram oito mil quinhentos e oitenta. 49Conforme ao mandado do SENHOR, pela mão de Moisés, foram contados cada qual segundo o seu ministério, e segundo o seu cargo; assim foram contados por ele, como o SENHOR ordenara a Moisés. Números 5 1E FALOU o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Ordena aos filhos de Israel que lancem fora do arraial a todo o leproso, e a todo o que padece fluxo, e a todos os imundos por causa de contato com algum morto. 3Desde o homem até a mulher os lançareis; fora do arraial os lançareis; para que não contaminem os seus arraiais, no meio dos quais eu habito. 4E os filhos de Israel fizeram assim, e os lançaram fora do arraial; como o SENHOR falara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel. 5Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 6Dize aos filhos de Israel: Quando homem ou mulher fizer algum de todos os pecados humanos, transgredindo contra o SENHOR, tal alma culpada é. 7E confessará o seu pecado que cometeu; pela sua culpa, fará plena restituição, segundo a soma total, e lhe acrescentará a sua quinta parte, e a dará àquele contra quem se fez culpado. 8Mas, se aquele homem não tiver resgatador, a quem se restitua a culpa, então a culpa que se restituir ao SENHOR será do sacerdote, além do carneiro da expiação pelo qual por ele se fará expiação. 9Semelhantemente toda a oferta de todas as coisas santificadas dos filhos de Israel, que trouxerem ao sacerdote, será sua. 10E as coisas santificadas de cada um serão suas; o que alguém der ao sacerdote será seu. 11Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 12Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando a mulher de alguém se desviar, e transgredir contra ele, 13De maneira que algum homem se tenha deitado com ela, e for oculto aos olhos de seu marido, e ela o tiver ocultado, havendo-se ela contaminado, e contra ela não houver testemunha, e no feito não for apanhada, 14E o espírito de ciúmes vier sobre ele, e de sua mulher tiver ciúmes, por ela se haver contaminado, ou sobre ele vier o espírito de ciúmes, e de sua mulher tiver ciúmes, não se havendo ela contaminado, 15Então aquele homem trará a sua mulher perante o sacerdote, e juntamente trará a sua oferta por ela; uma décima de efa de farinha de cevada, sobre a qual não deitará azeite, nem sobre ela porá incenso, porquanto é oferta de alimentos por ciúmes, oferta memorativa, que traz a iniqüidade em memória. 16E o sacerdote a fará chegar, e a porá perante a face do SENHOR. 17E o sacerdote tomará água santa num vaso de barro; também tomará o sacerdote do pó que houver no chão do tabernáculo, e o deitará na água. 18Então o sacerdote apresentará a mulher perante o SENHOR, e descobrirá a cabeça da mulher; e a oferta memorativa, que é a oferta por ciúmes, porá sobre as suas mãos, e a água amarga, que traz consigo a maldição, estará na mão do sacerdote. 19E o sacerdote a fará jurar, e dirá àquela mulher: Se ninguém contigo se deitou, e se não te apartaste de teu marido pela imundícia, destas águas amargas, amaldiçoantes, serás livre. 20Mas, se te apartaste de teu marido, e te contaminaste, e algum homem, fora de teu marido, se deitou contigo, 21Então o sacerdote fará jurar à mulher com o juramento da maldição; e o sacerdote dirá à mulher: O SENHOR te ponha por maldição e por praga no meio do teu povo, fazendo-te o SENHOR consumir a tua coxa e inchar o teu ventre. 22E esta água amaldiçoante entre nas tuas entranhas, para te fazer inchar o ventre, e te fazer consumir a coxa. Então a mulher dirá: Amém, Amém. 23Depois o sacerdote escreverá estas mesmas maldições num livro, e com a água amarga as apagará. 24E a água amarga, amaldiçoante, dará a beber à mulher, e a água amaldiçoante entrará nela para amargurar. 25E o sacerdote tomará a oferta por ciúmes da mão da mulher, e moverá a oferta perante o SENHOR; e a oferecerá sobre o altar. 26Também o sacerdote tomará um punhado da oferta memorativa, e sobre o altar a queimará; e depois dará a beber a água à mulher. 27E, havendo-lhe dado a beber aquela água, será que, se ela se tiver contaminado, e contra seu marido tiver transgredido, a água amaldiçoante entrará nela para amargura, e o seu ventre se inchará, e consumirá a sua coxa; e aquela mulher será por maldição no meio do seu povo. 28E, se a mulher se não tiver contaminado, mas estiver limpa, então será livre, e conceberá filhos. 29Esta é a lei dos ciúmes, quando a mulher, em poder de seu marido, se desviar e for contaminada; 30Ou quando sobre o homem vier o espírito de ciúmes, e tiver ciúmes de sua mulher, apresente a mulher perante o SENHOR, e o sacerdote nela execute toda esta lei. 31E o homem será livre da iniqüidade, porém a mulher levará a sua iniqüidade. Números 6 1E FALOU o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando um homem ou mulher se tiver separado, fazendo voto de nazireu, para se separar ao SENHOR, 3De vinho e de bebida forte se apartará; vinagre de vinho, nem vinagre de bebida forte não beberá; nem beberá alguma beberagem de uvas; nem uvas frescas nem secas comerá. 4Todos os dias do seu nazireado não comerá de coisa alguma, que se faz da vinha, desde os caroços até às cascas. 5Todos os dias do voto do seu nazireado sobre a sua cabeça não passará navalha; até que se cumpram os dias, que se separou ao SENHOR, santo será, deixando crescer livremente o cabelo da sua cabeça. 6Todos os dias que se separar para o SENHOR não se aproximará do corpo de um morto. 7Por seu pai, ou por sua mãe, por seu irmão, ou por sua irmã, por eles se não contaminará quando forem mortos; porquanto o nazireado do seu Deus está sobre a sua cabeça. 8Todos os dias do seu nazireado santo será ao SENHOR. 9E se alguém vier a morrer junto a ele por acaso, subitamente, que contamine a cabeça do seu nazireado, então no dia da sua purificação rapará a sua cabeça, ao sétimo dia a rapará. 10E ao oitavo dia trará duas rolas, ou dois pombinhos, ao sacerdote, à porta da tenda da congregação; 11E o sacerdote oferecerá, um para expiação do pecado, e o outro para holocausto; e fará expiação por ele, do que pecou relativamente ao morto; assim naquele mesmo dia santificará a sua cabeça. 12Então separará os dias do seu nazireado ao SENHOR, e para expiação da transgressão trará um cordeiro de um ano; e os dias antecedentes serão perdidos, porquanto o seu nazireado foi contaminado. 13E esta é a lei do nazireu: no dia em que se cumprirem os dias do seu nazireado, trá-lo-ão à porta da tenda da congregação; 14E ele oferecerá a sua oferta ao SENHOR, um cordeiro sem defeito de um ano em holocausto, e uma cordeira sem defeito de um ano para expiação do pecado, e um carneiro sem defeito por oferta pacífica; 15E um cesto de pães ázimos, bolos de flor de farinha com azeite, amassados, e coscorões ázimos untados com azeite, como também a sua oferta de alimentos, e as suas libações. 16E o sacerdote os trará perante o SENHOR, e sacrificará a sua expiação do pecado, e o seu holocausto; 17Também sacrificará o carneiro em sacrifício pacífico ao SENHOR, com o cesto dos pães ázimos; e o sacerdote oferecerá a sua oferta de alimentos, e a sua libação. 18Então o nazireu à porta da tenda da congregação rapará a cabeça do seu nazireado, e tomará o cabelo da cabeça do seu nazireado, e o porá sobre o fogo que está debaixo do sacrifício pacífico. 19Depois o sacerdote tomará a espádua cozida do carneiro, e um pão ázimo do cesto, e um coscorão ázimo, e os porá nas mãos do nazireu, depois de haver rapado a cabeça do seu nazireado. 20E o sacerdote os oferecerá em oferta de movimento perante o SENHOR: Isto é santo para o sacerdote, juntamente com o peito da oferta de movimento, e com a espádua da oferta alçada; e depois o nazireu poderá beber vinho. 21Esta é a lei do nazireu, que fizer voto da sua oferta ao SENHOR pelo seu nazireado, além do que suas posses lhe permitirem; segundo o seu voto, que fizer, assim fará conforme à lei do seu nazireado. 22E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 23Fala a Arão, e a seus filhos dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel, dizendo-lhes: 24O SENHOR te abençoe e te guarde; 25O SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; 26O SENHOR sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz. 27Assim porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei. Números 7 1E ACONTECEU, no dia em que Moisés acabou de levantar o tabernáculo, e o ungiu, e o santificou, e todos os seus utensílios; também o altar, e todos os seus pertences, e os ungiu, e os santificou, 2Que os príncipes de Israel, os cabeças da casa de seus pais, os que foram príncipes das tribos, que estavam sobre os que foram contados, ofereceram, 3E trouxeram a sua oferta perante o SENHOR, seis carros cobertos, e doze bois; por dois príncipes um carro, e cada um deles um boi; e os apresentaram diante do tabernáculo. 4E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 5Recebe-os deles, e serão para servir no ministério da tenda da congregação; e os darás aos levitas, a cada qual segundo o seu ministério. 6Assim Moisés recebeu os carros e os bois, e os deu aos levitas. 7Dois carros e quatro bois deu aos filhos de Gérson, segundo o seu ministério; 8E quatro carros e oito bois deu aos filhos de Merari, segundo o seu ministério, debaixo da mão de Itamar, filho de Arão, o sacerdote. 9Mas aos filhos de Coate nada deu, porquanto a seu cargo estava o santuário e o levavam aos ombros. 10E ofereceram os príncipes para a consagração do altar, no dia em que foi ungido; apresentaram, pois, os príncipes a sua oferta perante o altar. 11E disse o SENHOR a Moisés: Cada príncipe oferecerá a sua oferta, cada qual no seu dia, para a consagração do altar. 12O que, pois, no primeiro dia apresentou a sua oferta foi Naassom, filho de Aminadabe, pela tribo de Judá. 13E a sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de alimentos; 14Uma colher de dez siclos de ouro, cheia de incenso; 15Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; 16Um bode para expiação do pecado; 17E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Naassom, filho de Aminadabe. 18No segundo dia fez a sua oferta Natanael, filho de Zuar, príncipe de Issacar. 19E como sua oferta ofereceu um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha amassada com azeite, para a oferta de alimentos; 20Uma colher de dez siclos de ouro, cheia de incenso; 21Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; 22Um bode para expiação do pecado; 23E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Natanael, filho de Zuar. 24No terceiro dia ofereceu o príncipe dos filhos de Zebulom, Eliabe, filho de Helom. 25A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha amassada com azeite, para oferta de alimentos; 26Uma colher de dez siclos de ouro, cheia de incenso; 27Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; 28Um bode para expiação do pecado; 29E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Eliabe, filho de Helom. 30No quarto dia ofereceu o príncipe dos filhos de Rúben, Elizur, filho de Sedeur; 31A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de alimentos; 32Uma colher de dez siclos de ouro, cheia de incenso; 33Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; 34Um bode para expiação do pecado; 35E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Elizur, filho de Sedeur. 36No quinto dia ofereceu o príncipe dos filhos de Simeão, Selumiel, filho de Zurisadai. 37A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha amassada com azeite, para oferta de alimentos; 38Uma colher de dez siclos de ouro, cheia de incenso; 39Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano para holocausto; 40Um bode para expiação do pecado; 41E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Selumiel, filho de Zurisadai. 42No sexto dia ofereceu o príncipe dos filhos de Gade; Eliasafe, filho de Deuel. 43A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de alimentos; 44Uma colher de dez siclos de ouro, cheia de incenso; 45Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; 46Um bode para expiação do pecado. 47E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Eliasafe, filho de Deuel. 48No sétimo dia ofereceu o príncipe dos filhos de Efraim, Elisama, filho de Amiúde. 49A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de alimentos; 50Uma colher de dez siclos de ouro, cheia de incenso; 51Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; 52Um bode para expiação do pecado; 53E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Elisama, filho de Amiúde. 54No oitavo dia ofereceu o príncipe dos filhos de Manassés, Gamaliel, filho de Pedazur. 55A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de alimentos; 56Uma colher de dez siclos de ouro, cheia de incenso; 57Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; 58Um bode para expiação do pecado; 59E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Gamaliel, filho de Pedazur. 60No dia nono ofereceu o príncipe dos filhos de Benjamim, Abidã, filho de Gideoni; 61A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de alimentos; 62Uma colher de dez siclos de ouro, cheia de incenso; 63Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; 64Um bode para expiação do pecado; 65E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Abidã filho de Gideoni. 66No décimo dia ofereceu o príncipe dos filhos de Dã, Aieser, filho de Amisadai. 67A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de alimentos; 68Uma colher de dez siclos de ouro, cheia de incenso; 69Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; 70Um bode para expiação do pecado; 71E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Aieser, filho de Amisadai. 72No dia undécimo ofereceu o príncipe dos filhos de Aser, Pagiel, filho de Ocrã; 73A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de alimentos; 74Uma colher de dez siclos de ouro, cheia de incenso; 75Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; 76Um bode para expiação do pecado; 77E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Pagiel, filho de Ocrã. 78No duodécimo dia ofereceu o príncipe dos filhos de Naftali, Aira, filho de Enã. 79A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de alimentos; 80Uma colher de dez siclos de ouro, cheia de incenso; 81Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; 82Um bode para expiação do pecado; 83E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Aira, filho de Enã. 84Esta foi a consagração do altar, feita pelos príncipes de Israel, no dia em que foi ungido, doze pratos de prata, doze bacias de prata, doze colheres de ouro. 85Cada prato de prata de cento e trinta siclos, e cada bacia de setenta; toda a prata dos vasos foi dois mil e quatrocentos siclos, segundo o siclo do santuário; 86Doze colheres de ouro cheias de incenso, cada colher de dez siclos, segundo o siclo do santuário; todo o ouro das colheres foi de cento e vinte siclos; 87Todos os animais para holocausto foram doze novilhos, doze carneiros, doze cordeiros de um ano, com a sua oferta de alimentos e doze bodes para expiação do pecado. 88E todos os animais para sacrifício pacífico foram vinte e quatro novilhos, os carneiros sessenta, os bodes sessenta, os cordeiros de um ano sessenta; esta foi a consagração do altar, depois que foi ungido. 89E, quando Moisés entrava na tenda da congregação para falar com ele, então ouvia a voz que lhe falava de cima do propiciatório, que estava sobre a arca do testemunho entre os dois querubins; assim com ele falava. Números 8 1E FALOU o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Fala a Arão, e dize-lhe: Quando acenderes as lâmpadas, as sete lâmpadas iluminarão o espaço em frente do candelabro. 3E Arão fez assim: Acendeu as lâmpadas do candelabro para iluminar o espaço em frente, como o SENHOR ordenara a Moisés. 4E era esta a obra do candelabro, obra de ouro batido; desde o seu pé até às suas flores era ele de ouro batido; conforme ao modelo que o SENHOR mostrara a Moisés, assim ele fez o candelabro. 5E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 6Toma os levitas do meio dos filhos de Israel e purifica-os; 7E assim lhes farás, para os purificar: Esparge sobre eles a água da expiação; e sobre toda a sua carne farão passar a navalha, e lavarão as suas vestes, e se purificarão. 8Então tomarão um novilho, com a sua oferta de alimentos de flor de farinha amassada com azeite; e tomarás tu outro novilho, para expiação do pecado. 9E farás chegar os levitas perante a tenda da congregação e ajuntarás toda a congregação dos filhos de Israel. 10Farás, pois, chegar os levitas perante o SENHOR; e os filhos de Israel porão as suas mãos sobre os levitas. 11E Arão oferecerá os levitas por oferta movida, perante o SENHOR, pelos filhos de Israel; e serão para servirem no ministério do SENHOR. 12E os levitas colocarão as suas mãos sobre a cabeça dos novilhos; então sacrifica tu, um para expiação do pecado, e o outro para holocausto ao SENHOR, para fazer expiação pelos levitas. 13E porás os levitas perante Arão, e perante os seus filhos, e os oferecerá por oferta movida ao SENHOR. 14E separarás os levitas do meio dos filhos de Israel, para que os levitas sejam meus. 15E depois os levitas entrarão para fazerem o serviço da tenda da congregação; e tu os purificarás, e por oferta movida os oferecerás. 16Porquanto eles, dentre os filhos de Israel, me são dados; em lugar de todo aquele que abre a madre, do primogênito de cada um dos filhos de Israel, para mim os tenho tomado. 17Porque meu é todo o primogênito entre os filhos de Israel, entre os homens e entre os animais; no dia em que, na terra do Egito, feri a todo o primogênito, os santifiquei para mim. 18E tomei os levitas em lugar de todo o primogênito entre os filhos de Israel. 19E os levitas, dados a Arão e a seus filhos, dentre os filhos de Israel, tenho dado para ministrarem o ministério dos filhos de Israel na tenda da congregação e para fazer expiação pelos filhos de Israel, para que não haja praga entre eles, chegando-se os filhos de Israel ao santuário. 20E assim fizeram Moisés e Arão, e toda a congregação dos filhos de Israel, com os levitas; conforme a tudo o que o SENHOR ordenara a Moisés acerca dos levitas, assim os filhos de Israel lhes fizeram. 21E os levitas se purificaram, e lavaram as suas vestes, e Arão os ofereceu por oferta movida perante o SENHOR, e Arão fez expiação por eles, para purificálos. 22E depois vieram os levitas, para exercerem o seu ministério na tenda da congregação, perante Arão e perante os seus filhos; como o SENHOR ordenara a Moisés acerca dos levitas, assim lhes fizeram. 23E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 24Este é o ofício dos levitas: Da idade de vinte e cinco anos para cima entrarão, para fazerem o serviço no ministério da tenda da congregação; 25Mas desde a idade de cinqüenta anos sairão do serviço deste ministério, e nunca mais servirão; 26Porém com os seus irmãos servirão na tenda da congregação, para terem cuidado da guarda; mas o ministério não exercerão; assim farás com os levitas quanto aos seus deveres. Números 9 1E FALOU o SENHOR a Moisés no deserto de Sinai, no ano segundo da sua saída da terra do Egito, no primeiro mês, dizendo: 2Celebrem os filhos de Israel a páscoa a seu tempo determinado. 3No dia catorze deste mês, pela tarde, a seu tempo determinado a celebrareis; segundo todos os seus estatutos, e segundo todos os seus ritos, a celebrareis. 4Disse, pois, Moisés aos filhos de Israel que celebrassem a páscoa. 5Então celebraram a páscoa no dia catorze do primeiro mês, pela tarde, no deserto de Sinai; conforme a tudo o que o SENHOR ordenara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel. 6E houve alguns que estavam imundos por terem tocado o corpo de um homem morto; e não podiam celebrar a páscoa naquele dia; por isso se chegaram perante Moisés e Arão naquele mesmo dia; 7E aqueles homens disseram-lhe: Imundos estamos nós pelo corpo de um homem morto; por que seríamos privados de oferecer a oferta do SENHOR a seu tempo determinado no meio dos filhos de Israel? 8E disselhes Moisés: Esperai, e eu ouvirei o que o SENHOR vos ordenará. 9Então falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 10Fala aos filhos de Israel, dizendo: Quando alguém entre vós, ou entre as vossas gerações, for imundo por tocar corpo morto, ou achar-se em jornada longe de vós, contudo ainda celebrará a páscoa ao SENHOR. 11No mês segundo, no dia catorze à tarde, a celebrarão; com pães ázimos e ervas amargas a comerão. 12Dela nada deixarão até à manhã, e dela não quebrarão osso algum; segundo todo o estatuto da páscoa a celebrarão. 13Porém, quando um homem for limpo, e não estiver em viagem, e deixar de celebrar a páscoa, essa alma do seu povo será extirpada; porquanto não ofereceu a oferta do SENHOR a seu tempo determinado; esse homem levará o seu pecado. 14E, quando um estrangeiro peregrinar entre vós, e também celebrar a páscoa ao SENHOR, segundo o estatuto da páscoa e segundo o seu rito assim a celebrará; um mesmo estatuto haverá para vós, assim para o estrangeiro, como para o natural da terra. 15E no dia em que foi levantado o tabernáculo, a nuvem cobriu o tabernáculo sobre a tenda do testemunho; e à tarde estava sobre o tabernáculo com uma aparência de fogo até à manhã. 16Assim era de contínuo: a nuvem o cobria, e de noite havia aparência de fogo. 17Mas sempre que a nuvem se alçava de sobre a tenda, os filhos de Israel partiam; e no lugar onde a nuvem parava, ali os filhos de Israel se acampavam. 18Segundo a ordem do SENHOR, os filhos de Israel partiam, e segundo a ordem do SENHOR se acampavam; todos os dias em que a nuvem parava sobre o tabernáculo, ficavam acampados. 19E, quando a nuvem se detinha muitos dias sobre o tabernáculo, então os filhos de Israel cumpriam a ordem do SENHOR, e não partiam. 20E, quando a nuvem ficava poucos dias sobre o tabernáculo, segundo a ordem do SENHOR se alojavam, e segundo a ordem do SENHOR partiam. 21Porém, outras vezes a nuvem ficava desde a tarde até à manhã, e quando ela se alçava pela manhã, então partiam; quer de dia quer de noite alçando-se a nuvem, partiam. 22Ou, quando a nuvem sobre o tabernáculo se detinha dois dias, ou um mês, ou um ano, ficando sobre ele, então os filhos de Israel se alojavam, e não partiam; e alçando-se ela, partiam. 23Segundo a ordem do SENHOR se alojavam, e segundo a ordem do SENHOR partiam; cumpriam o seu dever para com o SENHOR, segundo a ordem do SENHOR por intermédio de Moisés. Números 10 1FALOU mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Faze-te duas trombetas de prata; de obra batida as farás, e elas te servirão para a convocação da congregação, e para a partida dos arraiais. 3E, quando as tocarem, então toda a congregação se reunirá a ti à porta da tenda da congregação. 4Mas, quando tocar uma só, então a ti se congregarão os príncipes, os cabeças dos milhares de Israel. 5Quando, retinindo, as tocardes, então partirão os arraiais que estão acampados do lado do oriente. 6Mas, quando a segunda vez retinindo, as tocardes, então partirão os arraiais que estão acampados do lado do sul; retinindo, as tocarão para as suas partidas. 7Porém, ajuntando a congregação, as tocareis; mas sem retinir. 8E os filhos de Arão, sacerdotes, tocarão as trombetas; e a vós serão por estatuto perpétuo nas vossas gerações. 9E, quando na vossa terra sairdes a pelejar contra o inimigo, que vos oprime, também tocareis as trombetas retinindo, e perante o SENHOR vosso Deus haverá lembrança de vós, e sereis salvos de vossos inimigos. 10Semelhantemente, no dia da vossa alegria e nas vossas solenidades, e nos princípios de vossos meses, também tocareis as trombetas sobre os vossos holocaustos, sobre os vossos sacrifícios pacíficos, e vos serão por memorial perante vosso Deus: Eu sou o SENHOR vosso Deus. 11E aconteceu, no ano segundo, no segundo mês, aos vinte do mês, que a nuvem se alçou de sobre o tabernáculo da congregação. 12E os filhos de Israel, segundo a ordem de marcha, partiram do deserto de Sinai; e a nuvem parou no deserto de Parã. 13Assim partiram pela primeira vez segundo a ordem do SENHOR, por intermédio de Moisés. 14Porque primeiramente partiu a bandeira do arraial dos filhos de Judá segundo os seus exércitos; e sobre o seu exército estava Naassom, filho de Aminadabe. 15E sobre o exército da tribo dos filhos de Issacar, Natanael, filho de Zuar. 16E sobre o exército da tribo dos filhos de Zebulom, Eliabe, filho de Helom. 17Então desarmaram o tabernáculo, e os filhos de Gérson e os filhos de Merari partiram, levando o tabernáculo. 18Depois partiu a bandeira do arraial de Rúben segundo os seus exércitos; e sobre o seu exército estava Elizur, filho de Sedeur. 19E sobre o exército da tribo dos filhos de Simeão, Selumiel, filho de Zurisadai. 20E sobre o exército da tribo dos filhos de Gade, Eliasafe, filho de Deuel. 21Então partiram os coatitas, levando o santuário; e os outros levantaram o tabernáculo, enquanto estes vinham. 22Depois partiu a bandeira do arraial dos filhos de Efraim segundo os seus exércitos; e sobre o seu exército estava Elisama, filho de Amiúde. 23E sobre o exército da tribo dos filhos de Manassés, Gamaliel, filho de Pedazur. 24E sobre o exército da tribo dos filhos de Benjamim, Abidã, filho de Gideoni. 25Então partiu a bandeira do arraial dos filhos de Dã, fechando todos os arraiais segundo os seus exércitos; e sobre o seu exército estava Aieser, filho de Amisadai. 26E sobre o exército da tribo dos filhos de Aser, Pagiel, filho de Ocrã. 27E sobre o exército da tribo dos filhos de Naftali, Aira, filho de Enã. 28Esta era a ordem das partidas dos filhos de Israel segundo os seus exércitos, quando partiam. 29Disse então Moisés a Hobabe, filho de Reuel, o midianita, sogro de Moisés: Nós caminhamos para aquele lugar, de que o SENHOR disse: Vo-lo darei; vai conosco e te faremos bem; porque o SENHOR falou bem sobre Israel. 30Porém ele lhe disse: Não irei; antes irei à minha terra e à minha parentela. 31E ele disse: Ora, não nos deixes; porque tu sabes onde devemos acampar no deserto; nos servirás de guia. 32E será que, vindo tu conosco, e sucedendo o bem que o SENHOR nos fizer, também nós te faremos bem. 33Assim partiram do monte do SENHOR caminho de três dias; e a arca da aliança do SENHOR caminhou diante deles caminho de três dias, para lhes buscar lugar de descanso. 34E a nuvem do SENHOR ia sobre eles de dia, quando partiam do arraial. 35Acontecia que, partindo a arca, Moisés dizia: Levanta-te, SENHOR, e dissipados sejam os teus inimigos, e fujam diante de ti os que te odeiam. 36E, pousando ela, dizia: Volta, ó SENHOR, para os muitos milhares de Israel. Números 11 1E ACONTECEU que, queixou-se o povo falando o que era mal aos ouvidos do SENHOR; e ouvindo o SENHOR a sua ira se acendeu; e o fogo do SENHOR ardeu entre eles e consumiu os que estavam na última parte do arraial. 2Então o povo clamou a Moisés, e Moisés orou ao SENHOR, e o fogo se apagou. 3Pelo que chamou aquele lugar Taberá, porquanto o fogo do SENHOR se acendera entre eles. 4E o vulgo, que estava no meio deles, veio a ter grande desejo; pelo que os filhos de Israel tornaram a chorar, e disseram: Quem nos dará carne a comer? 5Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça; e dos pepinos, e dos melões, e dos porros, e das cebolas, e dos alhos. 6Mas agora a nossa alma se seca; coisa nenhuma há senão este maná diante dos nossos olhos. 7E era o maná como semente de coentro, e a sua cor como a cor de bdélio. 8Espalhava-se o povo e o colhia, e em moinhos o moía, ou num gral o pisava, e em panelas o cozia, e dele fazia bolos; e o seu sabor era como o sabor de azeite fresco. 9E, quando o orvalho descia de noite sobre o arraial, o maná descia sobre ele. 10Então Moisés ouviu chorar o povo pelas suas famílias, cada qual à porta da sua tenda; e a ira do SENHOR grandemente se acendeu, e pareceu mal aos olhos de Moisés. 11E disse Moisés ao SENHOR: Por que fizeste mal a teu servo, e por que não achei graça aos teus olhos, visto que puseste sobre mim o cargo de todo este povo? 12Concebi eu porventura todo este povo? Dei-o eu à luz? para que me dissesses: leva-o ao teu colo, como a ama leva a criança que mama, à terra que juraste a seus pais? 13De onde teria eu carne para dar a todo este povo? Porquanto contra mim choram, dizendo: Dá-nos carne a comer; 14Eu só não posso levar a todo este povo, porque muito pesado é para mim. 15E se assim fazes comigo, mata-me, peço-te, se tenho achado graça aos teus olhos, e não me deixes ver o meu mal. 16E disse o SENHOR a Moisés: Ajunta-me setenta homens dos anciãos de Israel, que sabes serem anciãos do povo e seus oficiais; e os trarás perante a tenda da congregação, e ali estejam contigo. 17Então eu descerei e ali falarei contigo, e tirarei do espírito que está sobre ti, e o porei sobre eles; e contigo levarão a carga do povo, para que tu não a leves sozinho. 18E dirás ao povo: Santificai-vos para amanhã, e comereis carne; porquanto chorastes aos ouvidos do SENHOR, dizendo: Quem nos dará carne a comer? Pois íamos bem no Egito; por isso o SENHOR vos dará carne, e comereis; 19Não comereis um dia, nem dois dias, nem cinco dias, nem dez dias, nem vinte dias; 20Mas um mês inteiro, até vos sair pelas narinas, até que vos enfastieis dela; porquanto rejeitastes ao SENHOR, que está no meio de vós, e chorastes diante dele, dizendo: Por que saímos do Egito? 21E disse Moisés: Seiscentos mil homens de pé é este povo, no meio do qual estou; e tu tens dito: Dar-lhes-ei carne, e comerão um mês inteiro. 22Degolar-se-ão para eles ovelhas e vacas que lhes bastem? Ou ajuntar-se-ão para eles todos os peixes do mar, que lhes bastem? 23Porém, o SENHOR disse a Moisés: Teria sido encurtada a mão do SENHOR? Agora verás se a minha palavra se há de cumprir ou não. 24E saiu Moisés, e falou as palavras do SENHOR ao povo, e ajuntou setenta homens dos anciãos do povo e os pôs ao redor da tenda. 25Então o SENHOR desceu na nuvem, e lhe falou; e, tirando do espírito, que estava sobre ele, o pôs sobre aqueles setenta anciãos; e aconteceu que, quando o espírito repousou sobre eles, profetizaram; mas depois nunca mais. 26Porém no arraial ficaram dois homens; o nome de um era Eldade, e do outro Medade; e repousou sobre eles o espírito (porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não saíram à tenda), e profetizavam no arraial. 27Então correu um moço e anunciou a Moisés e disse: Eldade e Medade profetizam no arraial. 28E Josué, filho de Num, servidor de Moisés, um dos seus jovens escolhidos, respondeu e disse: Moisés, meu senhor, proíbe-lho. 29Porém, Moisés lhe disse: Tens tu ciúmes por mim? Quem dera que todo o povo do SENHOR fosse profeta, e que o SENHOR pusesse o seu espírito sobre ele! 30Depois Moisés se recolheu ao arraial, ele e os anciãos de Israel. 31Então soprou um vento do SENHOR e trouxe codornizes do mar, e as espalhou pelo arraial quase caminho de um dia, de um lado e de outro lado, ao redor do arraial; quase dois côvados sobre a terra. 32Então o povo se levantou todo aquele dia e toda aquela noite, e todo o dia seguinte, e colheram as codornizes; o que menos tinha, colhera dez ômeres; e as estenderam para si ao redor do arraial. 33Quando a carne estava entre os seus dentes, antes que fosse mastigada, se acendeu a ira do SENHOR contra o povo, e feriu o SENHOR o povo com uma praga mui grande. 34Por isso o nome daquele lugar se chamou Quibrote-Ataavá, porquanto ali enterraram o povo que teve o desejo. 35De Quibrote-Ataavá caminhou o povo para Hazerote, e pararam em Hazerote. Números 12 1E FALARAM Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cusita, com quem casara; porquanto tinha casado com uma mulher cusita. 2E disseram: Porventura falou o SENHOR somente por Moisés? Não falou também por nós? E o SENHOR o ouviu. 3E era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra. 4E logo o SENHOR disse a Moisés, a Arão e a Miriã: Vós três saí à tenda da congregação. E saíram eles três. 5Então o SENHOR desceu na coluna de nuvem, e se pôs à porta da tenda; depois chamou a Arão e a Miriã e ambos saíram. 6E disse: Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o SENHOR, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele. 7Não é assim com o meu servo Moisés que é fiel em toda a minha casa. 8Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a semelhança do SENHOR; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra Moisés? 9Assim a ira do SENHOR contra eles se acendeu; e retirou-se. 10E a nuvem se retirou de sobre a tenda; e eis que Miriã ficou leprosa como a neve; e olhou Arão para Miriã, e eis que estava leprosa. 11Por isso Arão disse a Moisés: Ai, senhor meu, não ponhas sobre nós este pecado, pois agimos loucamente, e temos pecado. 12Ora, não seja ela como um morto, que saindo do ventre de sua mãe, a metade da sua carne já esteja consumida. 13Clamou, pois, Moisés ao SENHOR, dizendo: Ó Deus, rogo-te que a cures. 14E disse o SENHOR a Moisés: Se seu pai cuspira em seu rosto, não seria envergonhada sete dias? Esteja fechada sete dias fora do arraial, e depois a recolham. 15Assim Miriã esteve fechada fora do arraial sete dias, e o povo não partiu, até que recolheram a Miriã. 16Porém, depois o povo partiu de Hazerote; e acampou-se no deserto de Parã. Números 13 1E FALOU o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Envia homens que espiem a terra de Canaã, que eu hei de dar aos filhos de Israel; de cada tribo de seus pais enviareis um homem, sendo cada um príncipe entre eles. 3E enviou-os Moisés do deserto de Parã, segundo a ordem do Senhor; todos aqueles homens eram cabeças dos filhos de Israel. 4E estes são os seus nomes: Da tribo de Rúben, Samua, filho de Zacur; 5Da tribo de Simeão, Safate, filho de Hori; 6Da tribo de Judá, Calebe, filho de Jefoné; 7Da tribo de Issacar, Jigeal, filho de José; 8Da tribo de Efraim, Oséias, filho de Num; 9Da tribo de Benjamim, Palti, filho de Rafu; 10Da tribo de Zebulom, Gadiel, filho de Sodi; 11Da tribo de José, pela tribo de Manassés, Gadi filho de Susi; 12Da tribo de Dã, Amiel, filho de Gemali; 13Da tribo de Aser, Setur, filho de Micael; 14Da tribo de Naftali, Nabi, filho de Vofsi; 15Da tribo de Gade, Geuel, filho de Maqui. 16Estes são os nomes dos homens que Moisés enviou a espiar aquela terra; e a Oséias, filho de Num, Moisés chamou Josué. 17Enviou-os, pois, Moisés a espiar a terra de Canaã; e disselhes: Subi por aqui para o lado do sul, e subi à montanha: 18E vede que terra é, e o povo que nela habita; se é forte ou fraco; se pouco ou muito. 19E como é a terra em que habita, se boa ou má; e quais são as cidades em que eles habitam; se em arraiais, ou em fortalezas. 20Também como é a terra, se fértil ou estéril; se nela há árvores, ou não; e esforçai-vos, e tomai do fruto da terra. E eram aqueles dias os dias das primícias das uvas. 21Assim subiram e espiaram a terra desde o deserto de Zim, até Reobe, à entrada de Hamate. 22E subiram para o lado do sul, e vieram até Hebrom; e estavam ali Aimã, Sesai e Talmai, filhos de Anaque (Hebrom foi edificada sete anos antes de Zoã no Egito). 23Depois foram até ao vale de Escol, e dali cortaram um ramo de vide com um cacho de uvas, o qual trouxeram dois homens, sobre uma vara; como também das romãs e dos figos. 24Chamaram àquele lugar o vale de Escol, por causa do cacho que dali cortaram os filhos de Israel. 25E eles voltaram de espiar a terra, ao fim de quarenta dias. 26E caminharam, e vieram a Moisés e a Arão, e a toda a congregação dos filhos de Israel no deserto de Parã, em Cades; e deram-lhes notícias, a eles, e a toda a congregação, e mostraram-lhes o fruto da terra. 27E contaram-lhe, e disseram: Fomos à terra a que nos enviaste; e verdadeiramente mana leite e mel, e este é o seu fruto. 28O povo, porém, que habita nessa terra é poderoso, e as cidades fortificadas e mui grandes; e também ali vimos os filhos de Anaque. 29Os amalequitas habitam na terra do sul; e os heteus, e os jebuseus, e os amorreus habitam na montanha; e os cananeus habitam junto do mar, e pela margem do Jordão. 30Então Calebe fez calar o povo perante Moisés, e disse: Certamente subiremos e a possuiremos em herança; porque seguramente prevaleceremos contra ela. 31Porém, os homens que com ele subiram disseram: Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós. 32E infamaram a terra que tinham espiado, dizendo aos filhos de Israel: A terra, pela qual passamos a espiá-la, é terra que consome os seus moradores; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura. 33Também vimos ali gigantes, filhos de Anaque, descendentes dos gigantes; e éramos aos nossos olhos como gafanhotos, e assim também éramos aos seus olhos. Números 14 1ENTÃO toda a congregação levantou a sua voz; e o povo chorou naquela noite. 2E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse: Quem dera tivéssemos morrido na terra do Egito! ou, mesmo neste deserto! 3E por que o SENHOR nos traz a esta terra, para cairmos à espada, e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos ao Egito? 4E diziam uns aos outros: Constituamos um líder, e voltemos ao Egito. 5Então Moisés e Arão caíram sobre os seus rostos perante toda a congregação dos filhos de Israel. 6E Josué, filho de Num, e Calebe filho de Jefoné, dos que espiaram a terra, rasgaram as suas vestes. 7E falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra pela qual passamos a espiar é terra muito boa. 8Se o SENHOR se agradar de nós, então nos porá nesta terra, e no-la dará; terra que mana leite e mel. 9Tão-somente não sejais rebeldes contra o SENHOR, e não temais o povo dessa terra, porquanto são eles nosso pão; retirou-se deles o seu amparo, e o SENHOR é conosco; não os temais. 10Mas toda a congregação disse que os apedrejassem; porém a glória do SENHOR apareceu na tenda da congregação a todos os filhos de Israel. 11E disse o SENHOR a Moisés: Até quando me provocará este povo? e até quando não crerá em mim, apesar de todos os sinais que fiz no meio dele? 12Com pestilência o ferirei, e o rejeitarei; e te farei a ti povo maior e mais forte do que este. 13E disse Moisés ao SENHOR: Assim os egípcios o ouvirão; porquanto com a tua força fizeste subir este povo do meio deles. 14E dirão aos moradores desta terra, os quais ouviram que tu, ó SENHOR, estás no meio deste povo, que face a face, ó SENHOR, lhes apareces, que tua nuvem está sobre ele e que vais adiante dele numa coluna de nuvem de dia, e numa coluna de fogo de noite. 15E se matares este povo como a um só homem, então as nações, que antes ouviram a tua fama, falarão, dizendo: 16Porquanto o SENHOR não podia pôr este povo na terra que lhe tinha jurado; por isso os matou no deserto. 17Agora, pois, rogo-te que a força do meu Senhor se engrandeça; como tens falado, dizendo: 18O SENHOR é longânimo, e grande em misericórdia, que perdoa a iniqüidade e a transgressão, que o culpado não tem por inocente, e visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos até a terceira e quarta geração. 19Perdoa, pois, a iniqüidade deste povo, segundo a grandeza da tua misericórdia; e como também perdoaste a este povo desde a terra do Egito até aqui. 20E disse o SENHOR: Conforme à tua palavra lhe perdoei. 21Porém, tão certamente como eu vivo, e como a glória do SENHOR encherá toda a terra, 22E que todos os homens que viram a minha glória e os meus sinais, que fiz no Egito e no deserto, e me tentaram estas dez vezes, e não obedeceram à minha voz, 23Não verão a terra de que a seus pais jurei, e nenhum daqueles que me provocaram a verá. 24Porém o meu servo Calebe, porquanto nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me, eu o levarei à terra em que entrou, e a sua descendência a possuirá em herança. 25Ora, os amalequitas e os cananeus habitam no vale; tornai-vos amanhã e caminhai para o deserto pelo caminho do Mar Vermelho. 26Depois falou o SENHOR a Moisés e a Arão dizendo: 27Até quando sofrerei esta má congregação, que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel, com que murmuram contra mim. 28Dize-lhes: Vivo eu, diz o SENHOR, que, como falastes aos meus ouvidos, assim farei a vós outros. 29Neste deserto cairão os vossos cadáveres, como também todos os que de vós foram contados segundo toda a vossa conta, de vinte anos para cima, os que dentre vós contra mim murmurastes; 30Não entrareis na terra, pela qual levantei a minha mão que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num. 31Mas os vossos filhos, de que dizeis: Por presa serão, porei nela; e eles conhecerão a terra que vós desprezastes. 32Porém, quanto a vós, os vossos cadáveres cairão neste deserto. 33E vossos filhos pastorearão neste deserto quarenta anos, e levarão sobre si as vossas infidelidades, até que os vossos cadáveres se consumam neste deserto. 34Segundo o número dos dias em que espiastes esta terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniqüidades quarenta anos, e conhecereis o meu afastamento. 35Eu, o SENHOR, falei; assim farei a toda esta má congregação, que se levantou contra mim; neste deserto se consumirão, e aí falecerão. 36E os homens que Moisés mandara a espiar a terra, e que, voltando, fizeram murmurar toda a congregação contra ele, infamando a terra, 37Aqueles mesmos homens que infamaram a terra, morreram de praga perante o SENHOR. 38Mas Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, que eram dos homens que foram espiar a terra, ficaram com vida. 39E falou Moisés estas palavras a todos os filhos de Israel; então o povo se contristou muito. 40E levantaram-se pela manhã de madrugada, e subiram ao cume do monte, dizendo: Eis-nos aqui, e subiremos ao lugar que o SENHOR tem falado; porquanto havemos pecado. 41Mas Moisés disse: Por que transgredis o mandado do SENHOR? Pois isso não prosperará. 42Não subais, pois o SENHOR não estará no meio de vós, para que não sejais feridos diante dos vossos inimigos. 43Porque os amalequitas e os cananeus estão ali diante da vossa face, e caireis à espada; pois, porquanto vos desviastes do SENHOR, o SENHOR não estará convosco. 44Contudo, temerariamente, tentaram subir ao cume do monte; mas a arca da aliança do SENHOR e Moisés não se apartaram do meio do arraial. 45Então desceram os amalequitas e os cananeus, que habitavam na montanha, e os feriram, derrotando-os até Hormá. Números 15 1DEPOIS falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando entrardes na terra das vossas habitações, que eu vos hei de dar, 3E ao SENHOR fizerdes oferta queimada, holocausto, ou sacrifício, para cumprir um voto, ou em oferta voluntária, ou nas vossas solenidades, para fazerdes ao SENHOR um cheiro suave de ovelhas ou gado, 4Então aquele que apresentar a sua oferta ao SENHOR, por oferta de alimentos trará uma décima de flor de farinha misturada com a quarta parte de um him de azeite. 5E de vinho para libação prepararás a quarta parte de um him, para holocausto, ou para sacrifício para cada cordeiro; 6E para cada carneiro prepararás uma oferta de alimentos de duas décimas de flor de farinha, misturada com a terça parte de um him de azeite. 7E de vinho para a libação oferecerás a terça parte de um him ao SENHOR, em cheiro suave. 8E, quando preparares novilho para holocausto ou sacrifício, para cumprir um voto, ou um sacrifício pacífico ao SENHOR, 9Com o novilho apresentarás uma oferta de alimentos de três décimas de flor de farinha misturada com a metade de um him de azeite. 10E de vinho para a libação oferecerás a metade de um him, oferta queimada em cheiro suave ao SENHOR. 11Assim se fará com cada boi, ou com cada carneiro, ou com cada um dos cordeiros ou cabritos. 12Segundo o número que oferecerdes, assim o fareis com cada um, segundo o número deles. 13Todo o natural assim fará estas coisas, oferecendo oferta queimada em cheiro suave ao SENHOR. 14Quando também peregrinar convosco algum estrangeiro, ou que estiver no meio de vós nas vossas gerações, e ele apresentar uma oferta queimada de cheiro suave ao SENHOR, como vós fizerdes, assim fará ele. 15Um mesmo estatuto haja para vós, ó congregação, e para o estrangeiro que entre vós peregrina, por estatuto perpétuo nas vossas gerações; como vós, assim será o peregrino perante o SENHOR. 16Uma mesma lei e um mesmo direito haverá para vós e para o estrangeiro que peregrina convosco. 17Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 18Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando entrardes na terra em que vos hei de introduzir, 19Acontecerá que, quando comerdes do pão da terra, então oferecereis ao SENHOR oferta alçada. 20Das primícias da vossa massa oferecereis um bolo em oferta alçada; como a oferta da eira, assim o oferecereis. 21Das primícias das vossas massas dareis ao SENHOR oferta alçada nas vossas gerações. 22E, quando vierdes a errar, e não cumprirdes todos estes mandamentos, que o SENHOR falou a Moisés, 23Tudo quanto o SENHOR vos tem mandado por intermédio de Moisés, desde o dia que o SENHOR ordenou, e dali em diante, nas vossas gerações, 24Será que, quando se fizer alguma coisa por ignorância, e for encoberto aos olhos da congregação, toda a congregação oferecerá um novilho para holocausto em cheiro suave ao SENHOR, com a sua oferta de alimentos e libação conforme ao estatuto, e um bode para expiação do pecado. 25E o sacerdote fará expiação por toda a congregação dos filhos de Israel, e lhes será perdoado, porquanto foi por ignorância; e trouxeram a sua oferta, oferta queimada ao SENHOR, e a sua expiação do pecado perante o SENHOR, por causa da sua ignorância. 26Será, pois, perdoado a toda a congregação dos filhos de Israel, e mais ao estrangeiro que peregrina no meio deles, porquanto por ignorância sobreveio a todo o povo. 27E, se alguma alma pecar por ignorância, para expiação do pecado oferecerá uma cabra de um ano. 28E o sacerdote fará expiação pela pessoa que pecou, quando pecar por ignorância, perante o SENHOR, fazendo expiação por ela, e lhe será perdoado. 29Para o natural dos filhos de Israel, e para o estrangeiro que no meio deles peregrina, uma mesma lei vos será, para aquele que pecar por ignorância. 30Mas a pessoa que fizer alguma coisa temerariamente, quer seja dos naturais quer dos estrangeiros, injuria ao SENHOR; tal pessoa será extirpada do meio do seu povo. 31Pois desprezou a palavra do SENHOR, e anulou o seu mandamento; totalmente será extirpada aquela pessoa, a sua iniqüidade será sobre ela. 32Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. 33E os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moisés e a Arão, e a toda a congregação. 34E o puseram em guarda; porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer. 35Disse, pois, o SENHOR a Moisés: Certamente morrerá aquele homem; toda a congregação o apedrejará fora do arraial. 36Então toda a congregação o tirou para fora do arraial, e o apedrejaram, e morreu, como o SENHOR ordenara a Moisés. 37E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 38Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Que nas bordas das suas vestes façam franjas pelas suas gerações; e nas franjas das bordas ponham um cordão de azul. 39E as franjas vos serão para que, vendo-as, vos lembreis de todos os mandamentos do SENHOR, e os cumprais; e não seguireis o vosso coração, nem após os vossos olhos, pelos quais andais vos prostituindo. 40Para que vos lembreis de todos os meus mandamentos, e os cumprais, e santos sejais a vosso Deus. 41Eu sou o SENHOR vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para ser vosso Deus. Eu sou o SENHOR vosso Deus. Números 16 1E CORÉ, filho de Izar, filho de Coate, filho de Levi, tomou consigo a Datã e a Abirão, filhos de Eliabe, e a Om, filho de Pelete, filhos de Rúben. 2E levantaram-se perante Moisés com duzentos e cinqüenta homens dos filhos de Israel, príncipes da congregação, chamados à assembléia, homens de posição, 3E se congregaram contra Moisés e contra Arão, e lhes disseram: Basta-vos, pois que toda a congregação é santa, todos são santos, e o SENHOR está no meio deles; por que, pois, vos elevais sobre a congregação do SENHOR? 4Quando Moisés ouviu isso, caiu sobre o seu rosto. 5E falou a Coré e a toda a sua congregação, dizendo: Amanhã pela manhã o SENHOR fará saber quem é seu, e quem é o santo que ele fará chegar a si; e aquele a quem escolher fará chegar a si. 6Fazei isto: Tomai vós incensários, Coré e todo seu grupo; 7E, pondo fogo neles amanhã, sobre eles deitai incenso perante o SENHOR; e será que o homem a quem o SENHOR escolher, este será o santo; basta-vos, filhos de Levi. 8Disse mais Moisés a Coré: Ouvi agora, filhos de Levi: 9Porventura pouco para vós é que o Deus de Israel vos tenha separado da congregação de Israel, para vos fazer chegar a si, e administrar o ministério do tabernáculo do SENHOR e estar perante a congregação para ministrar-lhe; 10E te fez chegar, e todos os teus irmãos, os filhos de Levi, contigo? ainda também procurais o sacerdócio? 11Assim tu e todo o teu grupo estais contra o SENHOR; e Arão, quem é ele, que murmureis contra ele? 12E Moisés mandou chamar a Datã e a Abirão, filhos de Eliabe; porém eles disseram: Não subiremos; 13Porventura pouco é que nos fizeste subir de uma terra que mana leite e mel, para nos matares neste deserto, senão que também queres fazer-te príncipe sobre nós? 14Nem tampouco nos trouxeste a uma terra que mana leite e mel, nem nos deste campo e vinhas em herança; porventura arrancarás os olhos a estes homens? Não subiremos. 15Então Moisés irou-se muito, e disse ao SENHOR: Não atentes para a sua oferta; nem um só jumento tomei deles, nem a nenhum deles fiz mal. 16Disse mais Moisés a Coré: Tu e todo o teu grupo ponde-vos perante o SENHOR, tu e eles, e Arão, amanhã. 17E tomai cada um o seu incensário, e neles ponde incenso; e trazei cada um o seu incensário perante o SENHOR, duzentos e cinqüenta incensários; também tu e Arão, cada um o seu incensário. 18Tomaram, pois, cada um o seu incensário, e neles puseram fogo, e neles deitaram incenso, e se puseram perante a porta da tenda da congregação com Moisés e Arão. 19E Coré fez ajuntar contra eles todo o povo à porta da tenda da congregação; então a glória do SENHOR apareceu a toda a congregação. 20E falou o SENHOR a Moisés e a Arão, dizendo: 21Apartai-vos do meio desta congregação, e os consumirei num momento. 22Mas eles se prostraram sobre os seus rostos, e disseram: Ó Deus, Deus dos espíritos de toda a carne, pecará um só homem, e indignar-te-ás tu contra toda esta congregação? 23E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 24Fala a toda esta congregação, dizendo: Subi do derredor da habitação de Coré, Datã e Abirão. 25Então Moisés levantou-se, e foi a Datã e a Abirão; e após ele seguiram os anciãos de Israel. 26E falou à congregação, dizendo: Desviai-vos, peço-vos, das tendas destes homens ímpios, e não toqueis nada do que é seu para que porventura não pereçais em todos os seus pecados. 27Subiram, pois, do derredor da habitação de Coré, Datã e Abirão. E Datã e Abirão saíram, e se puseram à porta das suas tendas, juntamente com as suas mulheres, e seus filhos, e suas crianças. 28Então disse Moisés: Nisto conhecereis que o SENHOR me enviou a fazer todos estes feitos, que de meu coração não procedem. 29Se estes morrerem como morrem todos os homens, e se forem visitados como são visitados todos os homens, então o SENHOR não me enviou. 30Mas, se o SENHOR criar alguma coisa nova, e a terra abrir a sua boca e os tragar com tudo o que é seu, e vivos descerem ao abismo, então conhecereis que estes homens irritaram ao SENHOR. 31E aconteceu que, acabando ele de falar todas estas palavras, a terra que estava debaixo deles se fendeu. 32E a terra abriu a sua boca, e os tragou com as suas casas, como também a todos os homens que pertenciam a Coré, e a todos os seus bens. 33E eles e tudo o que era seu desceram vivos ao abismo, e a terra os cobriu, e pereceram do meio da congregação. 34E todo o Israel, que estava ao redor deles, fugiu ao clamor deles; porque diziam: Para que não nos trague a terra também a nós. 35Então saiu fogo do SENHOR, e consumiu os duzentos e cinqüenta homens que ofereciam o incenso. 36E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 37Dize a Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, que tome os incensários do meio do incêndio, e espalhe o fogo longe, porque santos são; 38Quanto aos incensários daqueles que pecaram contra as suas almas, deles se façam folhas estendidas para cobertura do altar; porquanto os trouxeram perante o SENHOR; pelo que santos são; e serão por sinal aos filhos de Israel. 39E Eleazar, o sacerdote, tomou os incensários de metal, que trouxeram aqueles que foram queimados, e os estenderam em folhas para cobertura do altar, 40Por memorial para os filhos de Israel, que nenhum estranho, que não for da descendência de Arão, se chegue para acender incenso perante o SENHOR; para que não seja como Coré e a sua congregação, como o SENHOR lhe tinha dito por intermédio de Moisés, 41Mas no dia seguinte toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão, dizendo: Vós matastes o povo do SENHOR. 42E aconteceu que, ajuntando-se a congregação contra Moisés e Arão, e virandose para a tenda da congregação, eis que a nuvem a cobriu, e a glória do SENHOR apareceu. 43Vieram, pois, Moisés e Arão perante a tenda da congregação. 44Então falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 45Levantai-vos do meio desta congregação, e a consumirei num momento; então se prostraram sobre os seus rostos, 46E disse Moisés a Arão: Toma o teu incensário, e põe nele fogo do altar, e deita incenso sobre ele, e vai depressa à congregação, e faze expiação por eles; porque grande indignação saiu de diante do Senhor; já começou a praga. 47E tomou-o Arão, como Moisés tinha falado, e correu ao meio da congregação; e eis que já a praga havia começado entre o povo; e deitou incenso nele, e fez expiação pelo povo. 48E estava em pé entre os mortos e os vivos; e cessou a praga. 49E os que morreram daquela praga foram catorze mil e setecentos, fora os que morreram pela causa de Coré. 50E voltou Arão a Moisés à porta da tenda da congregação; e cessou a praga. Números 17 1ENTÃO falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Fala aos filhos de Israel, e toma deles uma vara para cada casa paterna de todos os seus príncipes, segundo as casas de seus pais, doze varas; e escreverás o nome de cada um sobre a sua vara. 3Porém o nome de Arão escreverás sobre a vara de Levi; porque cada cabeça da casa de seus pais terá uma vara. 4E as porás na tenda da congregação, perante o testemunho, onde eu virei a vós. 5E será que a vara do homem que eu tiver escolhido florescerá; assim farei cessar as murmurações dos filhos de Israel contra mim, com que murmuram contra vós. 6Falou, pois, Moisés aos filhos de Israel; e todos os seus príncipes deram-lhe cada um uma vara, para cada príncipe uma vara, segundo as casas de seus pais, doze varas; e a vara de Arão estava entre as deles. 7E Moisés pôs estas varas perante o SENHOR na tenda do testemunho. 8Sucedeu, pois, que no dia seguinte Moisés entrou na tenda do testemunho, e eis que a vara de Arão, pela casa de Levi, florescia; porque produzira flores e brotara renovos e dera amêndoas. 9Então Moisés tirou todas as varas de diante do SENHOR a todos os filhos de Israel; e eles o viram, e tomaram cada um a sua vara. 10Então o SENHOR disse a Moisés: Torna a pôr a vara de Arão perante o testemunho, para que se guarde por sinal para os filhos rebeldes; assim farás acabar as suas murmurações contra mim, e não morrerão. 11E Moisés fez assim; como lhe ordenara o SENHOR, assim fez. 12Então falaram os filhos de Israel a Moisés, dizendo: Eis aqui, nós expiramos, perecemos, nós todos perecemos. 13Todo aquele que se aproximar do tabernáculo do SENHOR, morrerá; seremos pois todos consumidos? Números 18 1ENTÃO disse o SENHOR a Arão: Tu, e teus filhos, e a casa de teu pai contigo, levareis sobre vós a iniqüidade do santuário; e tu e teus filhos contigo levareis sobre vós a iniqüidade do vosso sacerdócio. 2E também farás chegar contigo a teus irmãos, a tribo de Levi, a tribo de teu pai, para que se ajuntem a ti, e te sirvam; mas tu e teus filhos contigo estareis perante a tenda do testemunho. 3E eles cumprirão as tuas ordens e terão o encargo de toda a tenda; mas não se chegarão aos utensílios do santuário, nem ao altar, para que não morram, tanto eles como vós. 4Mas se ajuntarão a ti, e farão o serviço da tenda da congregação em todo o ministério da tenda; e o estranho não se chegará a vós. 5Vós, pois, fareis o serviço do santuário e o serviço do altar; para que não haja outra vez furor sobre os filhos de Israel. 6E eu, eis que tenho tomado vossos irmãos, os levitas, do meio dos filhos de Israel; são dados a vós em dádiva pelo SENHOR, para que sirvam ao ministério da tenda da congregação. 7Mas tu e teus filhos contigo cumprireis o vosso sacerdócio no tocante a tudo o que é do altar, e a tudo o que está dentro do véu, nisso servireis; eu vos tenho dado o vosso sacerdócio em dádiva ministerial e o estranho que se chegar morrerá. 8Disse mais o SENHOR a Arão: Eis que eu te tenho dado a guarda das minhas ofertas alçadas, com todas as coisas santas dos filhos de Israel; por causa da unção as tenho dado a ti e a teus filhos por estatuto perpétuo. 9 Isto terás das coisas santíssimas do fogo; todas as suas ofertas com todas as suas ofertas de alimentos, e com todas as suas expiações pelo pecado, e com todas as suas expiações pela culpa, que me apresentarão; serão coisas santíssimas para ti e para teus filhos. 10No lugar santíssimo as comerás; todo o homem a comerá; santas serão para ti. 11Também isto será teu: a oferta alçada dos seus dons com todas as ofertas movidas dos filhos de Israel; a ti, a teus filhos, e a tuas filhas contigo, as tenho dado por estatuto perpétuo; todo o que estiver limpo na tua casa, delas comerá. 12Todo o melhor do azeite, e todo o melhor do mosto e do grão, as suas primícias que derem ao SENHOR, as tenho dado a ti. 13Os primeiros frutos de tudo que houver na terra, que trouxerem ao SENHOR, serão teus; todo o que estiver limpo na tua casa os comerá. 14Toda a coisa consagrada em Israel será tua. 15Tudo que abrir a madre, e toda a carne que trouxerem ao SENHOR, tanto de homens como de animais, será teu; porém os primogênitos dos homens resgatarás; também os primogênitos dos animais imundos resgatarás. 16Os que deles se houverem de resgatar resgatarás, da idade de um mês, segundo a tua avaliação, por cinco siclos de dinheiro, segundo o siclo do santuário, que é de vinte geras. 17Mas o primogênito de vaca, ou primogênito de ovelha, ou primogênito de cabra, não resgatarás, santos são; o seu sangue espargirás sobre o altar, e a sua gordura queimarás em oferta queimada de cheiro suave ao SENHOR. 18E a carne deles será tua; assim como o peito da oferta de movimento, e o ombro direito, teus serão. 19Todas as ofertas alçadas das coisas santas, que os filhos de Israel oferecerem ao SENHOR, tenho dado a ti, e a teus filhos e a tuas filhas contigo, por estatuto perpétuo; aliança perpétua de sal perante o SENHOR é, para ti e para a tua descendência contigo. 20Disse também o SENHOR a Arão: Na sua terra herança nenhuma terás, e no meio deles, nenhuma parte terás; eu sou a tua parte e a tua herança no meio dos filhos de Israel. 21E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo ministério que executam, o ministério da tenda da congregação. 22E nunca mais os filhos de Israel se chegarão à tenda da congregação, para que não levem sobre si o pecado e morram. 23Mas os levitas executarão o ministério da tenda da congregação, e eles levarão sobre si a sua iniqüidade; pelas vossas gerações estatuto perpétuo será; e no meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão, 24Porque os dízimos dos filhos de Israel, que oferecerem ao SENHOR em oferta alçada, tenho dado por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão. 25E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 26Também falarás aos levitas, e dir-lhes-ás: Quando receberdes os dízimos dos filhos de Israel, que eu deles vos tenho dado por vossa herança, deles oferecereis uma oferta alçada ao SENHOR, os dízimos dos dízimos. 27E contar-se-vos-á a vossa oferta alçada, como grão da eira, e como plenitude do lagar. 28Assim também oferecereis ao SENHOR uma oferta alçada de todos os vossos dízimos, que receberdes dos filhos de Israel, e deles dareis a oferta alçada do SENHOR a Arão, o sacerdote. 29De todas as vossas dádivas oferecereis toda a oferta alçada do SENHOR; de tudo o melhor deles, a sua santa parte. 30Dir-lhes-ás pois: Quando oferecerdes o melhor deles, como novidade da eira, e como novidade do lagar, se contará aos levitas. 31E o comereis em todo o lugar, vós e as vossas famílias, porque vosso galardão é pelo vosso ministério na tenda da congregação. 32Assim, não levareis sobre vós o pecado, quando deles oferecerdes o melhor; e não profanareis as coisas santas dos filhos de Israel, para que não morrais. Números 19 1FALOU mais o SENHOR a Moisés e a Arão dizendo: 2Este é o estatuto da lei, que o SENHOR ordenou, dizendo: Dize aos filhos de Israel que te tragam uma novilha ruiva, que não tenha defeito, e sobre a qual não tenha sido posto jugo. 3E a dareis a Eleazar, o sacerdote; ele a tirará para fora do arraial, e degolar-se-á diante dele. 4E Eleazar, o sacerdote, tomará do seu sangue com o seu dedo, e dele espargirá para a frente da tenda da congregação sete vezes. 5Então queimará a novilha perante os seus olhos; o seu couro, e a sua carne, e o seu sangue, com o seu esterco, se queimará. 6E o sacerdote tomará pau de cedro, e hissopo, e carmesim, e os lançará no meio do fogo que queima a novilha. 7Então o sacerdote lavará as suas vestes, e banhará a sua carne na água, e depois entrará no arraial; e o sacerdote será imundo até à tarde. 8Também o que a queimou lavará as suas vestes com água, e em água banhará a sua carne, e imundo será até à tarde. 9E um homem limpo ajuntará a cinza da novilha, e a porá fora do arraial, num lugar limpo, e ficará ela guardada para a congregação dos filhos de Israel, para a água da separação; expiação é. 10E o que apanhou a cinza da novilha lavará as suas vestes, e será imundo até à tarde; isto será por estatuto perpétuo aos filhos de Israel e ao estrangeiro que peregrina no meio deles. 11Aquele que tocar em algum morto, cadáver de algum homem, imundo será sete dias. 12Ao terceiro dia se purificará com aquela água, e ao sétimo dia será limpo; mas, se ao terceiro dia se não purificar, não será limpo ao sétimo dia. 13Todo aquele que tocar em algum morto, cadáver de algum homem, e não se purificar, contamina o tabernáculo do SENHOR; e aquela pessoa será extirpada de Israel; porque a água da separação não foi espargida sobre ele, imundo será; está nele ainda a sua imundícia. 14Esta é a lei, quando morrer algum homem em alguma tenda, todo aquele que entrar naquela tenda, e todo aquele que nela estiver, será imundo sete dias. 15Também todo o vaso aberto, sobre o qual não houver pano atado, será imundo. 16E todo aquele que sobre a face do campo tocar em alguém que for morto pela espada, ou em outro morto ou nos ossos de algum homem, ou numa sepultura, será imundo sete dias. 17Para um imundo, pois, tomarão da cinza da queima da expiação, e sobre ela colocarão água corrente num vaso. 18E um homem limpo tomará hissopo, e o molhará naquela água, e a espargirá sobre aquela tenda, e sobre todos os móveis, e sobre as pessoas que ali estiverem, como também sobre aquele que tocar os ossos, ou em alguém que foi morto, ou que faleceu, ou numa sepultura. 19E o limpo ao terceiro e sétimo dia espargirá sobre o imundo; e ao sétimo dia o purificará; e lavará as suas vestes, e se banhará na água, e à tarde será limpo. 20Porém o que for imundo, e se não purificar, do meio da congregação será ele extirpado; porquanto contaminou o santuário do SENHOR; água de separação sobre ele não foi espargida; imundo é. 21 Isto lhes será por estatuto perpétuo; e o que espargir a água da separação lavará as suas vestes; e o que tocar a água da separação será imundo até à tarde, 22E tudo o que tocar o imundo também será imundo; e a pessoa que o tocar será imunda até à tarde. Números 20 1CHEGANDO os filhos de Israel, toda a congregação, ao deserto de Zim, no mês primeiro, o povo ficou em Cades; e Miriã morreu ali, e ali foi sepultada. 2E não havia água para a congregação; então se reuniram contra Moisés e contra Arão. 3E o povo contendeu com Moisés, dizendo: Quem dera tivéssemos perecido quando pereceram nossos irmãos perante o SENHOR! 4E por que trouxestes a congregação do SENHOR a este deserto, para que morramos aqui, nós e os nossos animais? 5E por que nos fizestes subir do Egito, para nos trazer a este lugar mau? lugar onde não há semente, nem de figos, nem de vides, nem de romãs, nem tem água para beber. 6Então Moisés e Arão se foram de diante do povo à porta da tenda da congregação, e se lançaram sobre os seus rostos; e a glória do SENHOR lhes apareceu. 7E o SENHOR falou a Moisés dizendo: 8Toma a vara, e ajunta a congregação, tu e Arão, teu irmão, e falai à rocha, perante os seus olhos, e dará a sua água; assim lhes tirarás água da rocha, e darás a beber à congregação e aos seus animais. 9Então Moisés tomou a vara de diante do SENHOR, como lhe tinha ordenado. 10E Moisés e Arão reuniram a congregação diante da rocha, e Moisés disselhes: Ouvi agora, rebeldes, porventura tiraremos água desta rocha para vós? 11Então Moisés levantou a sua mão, e feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saiu muita água; e bebeu a congregação e os seus animais. 12E o SENHOR disse a Moisés e a Arão: Porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes tenho dado. 13Estas são as águas de Meribá, porque os filhos de Israel contenderam com o SENHOR; e se santificou neles. 14Depois Moisés, de Cades, mandou mensageiros ao rei de Edom, dizendo: Assim diz teu irmão Israel: Sabes todo o trabalho que nos sobreveio, 15Como nossos pais desceram ao Egito, e nós no Egito habitamos muitos dias; e como os egípcios nos maltrataram, a nós e a nossos pais; 16E clamamos ao SENHOR, e ele ouviu a nossa voz, e mandou um anjo, e nos tirou do Egito; e eis que estamos em Cades, cidade na extremidade dos teus termos. 17Deixa-nos, pois, passar pela tua terra; não passaremos pelo campo, nem pelas vinhas, nem beberemos a água dos poços; iremos pela estrada real; não nos desviaremos para a direita nem para a esquerda, até que passemos pelos teus termos. 18Porém Edom lhe disse: Não passarás por mim, para que eu não saia com a espada ao teu encontro. 19Então os filhos de Israel lhe disseram: Subiremos pelo caminho aplanado, e se eu e o meu gado bebermos das tuas águas, darei o preço delas; não desejo alguma outra coisa, senão passar a pé. 20Porém ele disse: Não passarás. E saiu-lhe Edom ao encontro com muita gente, e com mão forte. 21Assim recusou Edom deixar passar a Israel pelo seu termo; por isso Israel se desviou dele. 22Então partiram de Cades; e os filhos de Israel, toda a congregação, chegaram ao monte Hor. 23E falou o SENHOR a Moisés e a Arão no monte Hor, nos termos da terra de Edom, dizendo: 24Arão será recolhido a seu povo, porque não entrará na terra que tenho dado aos filhos de Israel, porquanto rebeldes fostes à minha ordem, nas águas de Meribá. 25Toma a Arão e a Eleazar, seu filho, e faze-os subir ao monte Hor. 26E despe a Arão as suas vestes, e veste-as em Eleazar, seu filho, porque Arão será recolhido, e morrerá ali. 27Fez, pois, Moisés como o SENHOR lhe ordenara; e subiram ao monte Hor perante os olhos de toda a congregação. 28E Moisés despiu a Arão de suas vestes, e as vestiu em Eleazar, seu filho; e morreu Arão ali sobre o cume do monte; e desceram Moisés e Eleazar do monte. 29Vendo, pois, toda a congregação que Arão era morto, choraram a Arão trinta dias, toda a casa de Israel. Números 21 1OUVINDO o cananeu, rei de Arade, que habitava para o lado sul, que Israel vinha pelo caminho dos espias, pelejou contra Israel, e dele levou alguns prisioneiros. 2Então Israel fez um voto ao SENHOR, dizendo: Se de fato entregares este povo na minha mão, destruirei totalmente as suas cidades. 3O SENHOR, pois, ouviu a voz de Israel, e lhe entregou os cananeus; e os israelitas destruíram totalmente, a eles e às suas cidades; e o nome daquele lugar chamou Hormá. 4Então partiram do monte Hor, pelo caminho do Mar Vermelho, a rodear a terra de Edom; porém a alma do povo angustiou-se naquele caminho. 5E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito para que morrêssemos neste deserto? Pois aqui nem pão nem água há; e a nossa alma tem fastio deste pão tão vil. 6Então o SENHOR mandou entre o povo serpentes ardentes, que picaram o povo; e morreu muita gente em Israel. 7Por isso o povo veio a Moisés, e disse: Havemos pecado, porquanto temos falado contra o SENHOR e contra ti; ora ao SENHOR que tire de nós estas serpentes. Então Moisés orou pelo povo. 8E disse o SENHOR a Moisés: Faze-te uma serpente ardente, e põe-na sobre uma haste; e será que viverá todo o que, tendo sido picado, olhar para ela. 9E Moisés fez uma serpente de metal, e pô-la sobre uma haste; e sucedia que, picando alguma serpente a alguém, quando esse olhava para a serpente de metal, vivia. 10Então os filhos de Israel partiram, e alojaram-se em Obote. 11Depois partiram de Obote e alojaram-se nos outeiros de Ije-Abarim, no deserto que está defronte de Moabe, ao nascente do sol. 12Dali partiram, e alojaram-se junto ao ribeiro de Zerede. 13E dali partiram e alojaram-se no lado de Arnom, que está no deserto e sai dos termos dos amorreus; porque Arnom é o termo de Moabe, entre Moabe e os amorreus. 14Por isso se diz no livro das guerras do SENHOR: O que fiz no Mar Vermelho e nos ribeiros de Arnom, 15E à corrente dos ribeiros, que descendo para a situação de Ar, se encosta aos termos de Moabe. 16E dali partiram para Beer; este é o poço do qual o SENHOR disse a Moisés: Ajunta o povo e lhe darei água. 17Então Israel cantou este cântico: Brota, ó poço! Cantai dele: 18Tu, poço, que cavaram os príncipes, que escavaram os nobres do povo, e o legislador com os seus bordões; e do deserto partiram para Mataná; 19E de Mataná a Naaliel, e de Naaliel a Bamote. 20E de Bamote ao vale que está no campo de Moabe, no cume de Pisga, e à vista do deserto. 21Então Israel mandou mensageiros a Siom, rei dos amorreus, dizendo: 22Deixa-me passar pela tua terra; não nos desviaremos pelos campos nem pelas vinhas; as águas dos poços não beberemos; iremos pela estrada real até que passemos os teus termos. 23Porém Siom não deixou passar a Israel pelos seus termos; antes Siom congregou todo o seu povo, e saiu ao encontro de Israel no deserto, e veio a Jaza, e pelejou contra Israel. 24Mas Israel o feriu ao fio da espada, e tomou a sua terra em possessão, desde Arnom até Jaboque, até aos filhos de Amom; porquanto o termo dos filhos de Amom era forte. 25Assim Israel tomou todas as cidades; e habitou em todas elas, em Hesbom e em todas as suas aldeias. 26Porque Hesbom era cidade de Siom, rei dos amorreus, que tinha pelejado contra o precedente rei dos moabitas, e tinha tomado da sua mão toda a sua terra até Arnom. 27Por isso dizem os que falam em provérbios: Vinde a Hesbom; edifique-se e estabeleça-se a cidade de Siom. 28Porque fogo saiu de Hesbom, e uma chama da cidade de Siom; e consumiu a Ar dos moabitas, e os senhores dos altos de Arnom. 29Ai de ti, Moabe! perdido és, povo de Quemós! entregou seus filhos, que iam fugindo, e suas filhas, como cativas a Siom, rei dos amorreus. 30E nós os derribamos; Hesbom perdida é até Dibom, e os assolamos até Nofá, que se estende até Medeba. 31Assim Israel habitou na terra dos amorreus. 32Depois mandou Moisés espiar a Jazer, e tomaram as suas aldeias, e daquela possessão lançaram os amorreus que estavam ali. 33Então viraram-se, e subiram o caminho de Basã; e Ogue, rei de Basã, saiu contra eles, ele e todo o seu povo, à peleja em Edrei. 34E disse o SENHOR a Moisés: Não o temas, porque eu o tenho dado na tua mão, a ele, e a todo o seu povo, e a sua terra, e far-lhe-ás como fizeste a Siom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom. 35E de tal maneira o feriram, a ele e a seus filhos, e a todo o seu povo, que nenhum deles escapou; e tomaram a sua terra em possessão. Números 22 1DEPOIS partiram os filhos de Israel, e acamparam-se nas campinas de Moabe, além do Jordão na altura de Jericó. 2Vendo, pois, Balaque, filho de Zipor, tudo o que Israel fizera aos amorreus, 3Moabe temeu muito diante deste povo, porque era numeroso; e Moabe andava angustiado por causa dos filhos de Israel. 4Por isso Moabe disse aos anciãos dos midianitas: Agora lamberá esta congregação tudo quanto houver ao redor de nós, como o boi lambe a erva do campo. Naquele tempo Balaque, filho de Zipor, era rei dos moabitas. 5Este enviou mensageiros a Balaão, filho de Beor, a Petor, que está junto ao rio, na terra dos filhos do seu povo, a chamá-lo, dizendo: Eis que um povo saiu do Egito; eis que cobre a face da terra, e está parado defronte de mim. 6Vem, pois, agora, rogo-te, amaldiçoa-me este povo, pois mais poderoso é do que eu; talvez o poderei ferir e lançar fora da terra; porque eu sei que, a quem tu abençoares será abençoado, e a quem tu amaldiçoares será amaldiçoado. 7Então foram-se os anciãos dos moabitas e os anciãos dos midianitas com o preço dos encantamentos nas suas mãos; e chegaram a Balaão, e disseram-lhe as palavras de Balaque. 8E ele lhes disse: Passai aqui esta noite, e vos trarei a resposta, como o SENHOR me falar; então os príncipes dos moabitas ficaram com Balaão. 9E veio Deus a Balaão, e disse: Quem são estes homens que estão contigo? 10E Balaão disse a Deus: Balaque, filho de Zipor, rei dos moabitas, os enviou, dizendo: 11Eis que o povo que saiu do Egito cobre a face da terra; vem agora, amaldiçoao; porventura poderei pelejar contra ele e expulsá-lo. 12Então disse Deus a Balaão: Não irás com eles, nem amaldiçoarás a este povo, porquanto é bendito. 13Então Balaão levantou-se pela manhã, e disse aos príncipes de Balaque: Ide à vossa terra, porque o SENHOR recusa deixar-me ir convosco. 14E levantaram-se os príncipes dos moabitas, e vieram a Balaque, e disseram: Balaão recusou vir conosco. 15Porém Balaque tornou a enviar mais príncipes, mais honrados do que aqueles. 16Os quais foram a Balaão, e lhe disseram: Assim diz Balaque, filho de Zipor: Rogo-te que não te demores em vir a mim. 17Porque grandemente te honrarei, e farei tudo o que me disseres; vem pois, rogo-te, amaldiçoa-me este povo. 18Então Balaão respondeu, e disse aos servos de Balaque: Ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia ir além da ordem do SENHOR meu Deus, para fazer coisa pequena ou grande; 19Agora, pois, rogovos que também aqui fiqueis esta noite, para que eu saiba o que mais o SENHOR me dirá. 20Veio, pois, Deus a Balaão, de noite, e disse-lhe: Se aqueles homens te vieram chamar, levanta-te, vai com eles; todavia, farás o que eu te disser. 21Então Balaão levantou-se pela manhã, e albardou a sua jumenta, e foi com os príncipes de Moabe. 22E a ira de Deus acendeu-se, porque ele se ia; e o anjo do SENHOR pôs-se-lhe no caminho por adversário; e ele ia caminhando, montado na sua jumenta, e dois de seus servos com ele. 23Viu, pois, a jumenta o anjo do SENHOR, que estava no caminho, com a sua espada desembainhada na mão; pelo que desviou-se a jumenta do caminho, indo pelo campo; então Balaão espancou a jumenta para fazê-la tornar ao caminho. 24Mas o anjo do SENHOR pôs-se numa vereda entre as vinhas, havendo uma parede de um e de outro lado. 25Vendo, pois, a jumenta, o anjo do SENHOR, encostou-se contra a parede, e apertou contra a parede o pé de Balaão; por isso tornou a espancá-la. 26Então o anjo do SENHOR passou mais adiante, e pôs-se num lugar estreito, onde não havia caminho para se desviar nem para a direita nem para a esquerda. 27E, vendo a jumenta o anjo do SENHOR, deitou-se debaixo de Balaão; e a ira de Balaão acendeu-se, e espancou a jumenta com o bordão. 28Então o SENHOR abriu a boca da jumenta, a qual disse a Balaão: Que te fiz eu, que me espancaste estas três vezes? 29E Balaão disse à jumenta: Por que zombaste de mim; quem dera tivesse eu uma espada na mão, porque agora te mataria. 30E a jumenta disse a Balaão: Porventura não sou a tua jumenta, em que cavalgaste desde o tempo em que me tornei tua até hoje? Acaso tem sido o meu costume fazer assim contigo? E ele respondeu: Não. 31Então o SENHOR abriu os olhos a Balaão, e ele viu o anjo do SENHOR, que estava no caminho e a sua espada desembainhada na mão; pelo que inclinou a cabeça, e prostrou-se sobre a sua face. 32Então o anjo do SENHOR lhe disse: Por que já três vezes espancaste a tua jumenta? Eis que eu saí para ser teu adversário, porquanto o teu caminho é perverso diante de mim; 33Porém a jumenta me viu, e já três vezes se desviou de diante de mim; se ela não se desviasse de diante de mim, na verdade que eu agora te haveria matado, e a ela deixaria com vida. 34Então Balaão disse ao anjo do SENHOR: Pequei, porque não sabia que estavas neste caminho para te opores a mim; e agora, se parece mal aos teus olhos, voltarei. 35E disse o anjo do SENHOR a Balaão: Vai-te com estes homens; mas somente a palavra que eu falar a ti, esta falarás. Assim Balaão se foi com os príncipes de Balaque. 36Ouvindo, pois, Balaque que Balaão vinha, saiu-lhe ao encontro até à cidade de Moabe, que está no termo de Arnom, na extremidade do termo dele. 37E Balaque disse a Balaão: Porventura não enviei diligentemente a chamar-te? Por que não vieste a mim? Não posso eu na verdade honrar-te? 38Então Balaão disse a Balaque: Eis que eu tenho vindo a ti; porventura poderei eu agora de alguma forma falar alguma coisa? A palavra que Deus puser na minha boca, essa falarei. 39E Balaão foi com Balaque, e chegaram a Quiriate-Huzote. 40Então Balaque matou bois e ovelhas; e deles enviou a Balaão e aos príncipes que estavam com ele. 41E sucedeu que, pela manhã Balaque tomou a Balaão, e o fez subir aos altos de Baal, e viu ele dali a última parte do povo. Números 23 1ENTÃO Balaão disse a Balaque: Edifica-me aqui sete altares, e prepara-me aqui sete novilhos e sete carneiros. 2Fez, pois, Balaque como Balaão dissera: e Balaque e Balaão ofereceram um novilho e um carneiro sobre cada altar. 3Então Balaão disse a Balaque: Fica-te junto do teu holocausto, e eu irei; porventura o SENHOR me sairá ao encontro, e o que me mostrar te notificarei. Então foi a um lugar alto. 4E encontrando-se Deus com Balaão, este lhe disse: Preparei sete altares, e ofereci um novilho e um carneiro sobre cada altar. 5Então o SENHOR pôs a palavra na boca de Balaão, e disse: Torna-te para Balaque, e assim falarás. 6E tornando para ele, eis que estava junto do seu holocausto, ele e todos os príncipes dos moabitas. 7Então proferiu a sua parábola, e disse: De Arã, me mandou trazer Balaque, rei dos moabitas, das montanhas do oriente, dizendo: Vem, amaldiçoa-me a Jacó; e vem, denuncia a Israel. 8Como amaldiçoarei o que Deus não amaldiçoa? E como denunciarei, quando o SENHOR não denuncia? 9Porque do cume das penhas o vejo, e dos outeiros o contemplo; eis que este povo habitará só, e entre as nações não será contado. 10Quem contará o pó de Jacó e o número da quarta parte de Israel? Que a minha alma morra da morte dos justos, e seja o meu fim como o seu. 11Então disse Balaque a Balaão: Que me fizeste? Chamei-te para amaldiçoar os meus inimigos, mas eis que inteiramente os abençoaste. 12E ele respondeu, e disse: Porventura não terei cuidado de falar o que o SENHOR pôs na minha boca? 13Então Balaque lhe disse: Rogo-te que venhas comigo a outro lugar, de onde o verás; verás somente a última parte dele, mas a todo ele não verás; e amaldiçoamo dali. 14Assim o levou consigo ao campo de Zofim, ao cume de Pisga; e edificou sete altares, e ofereceu um novilho e um carneiro sobre cada altar. 15Então disse a Balaque: Fica aqui junto do teu holocausto, e eu irei ali ao encontro do SENHOR. 16E, encontrando-se o SENHOR com Balaão, pôs uma palavra na sua boca, e disse: Torna para Balaque, e assim falarás. 17E, vindo a ele, eis que estava junto do holocausto, e os príncipes dos moabitas com ele; disse-lhe pois Balaque: Que coisa falou o SENHOR? 18Então proferiu a sua parábola, e disse: Levanta-te, Balaque, e ouve; inclina os teus ouvidos a mim, filho de Zipor. 19Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria? 20Eis que recebi mandado de abençoar; pois ele tem abençoado, e eu não o posso revogar. 21Não viu iniqüidade em Israel, nem contemplou maldade em Jacó; o SENHOR seu Deus é com ele, e no meio dele se ouve a aclamação de um rei. 22Deus os tirou do Egito; as suas forças são como as do boi selvagem. 23Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel; neste tempo se dirá de Jacó e de Israel: Que coisas Deus tem realizado! 24Eis que o povo se levantará como leoa, e se erguerá como leão; não se deitará até que coma a presa, e beba o sangue dos mortos. 25Então Balaque disse a Balaão: Nem o amaldiçoarás, nem o abençoarás. 26Porém Balaão respondeu, e disse a Balaque: Não te falei eu, dizendo: Tudo o que o SENHOR falar isso farei? 27Disse mais Balaque a Balaão: Ora vem, e te levarei a outro lugar; porventura bem parecerá aos olhos de Deus que dali mo amaldiçoes. 28Então Balaque levou Balaão consigo ao cume de Peor, que dá para o lado do deserto. 29Balaão disse a Balaque: Edifica-me aqui sete altares, e prepara-me aqui sete novilhos e sete carneiros. 30Balaque, pois, fez como dissera Balaão: e ofereceu um novilho e um carneiro sobre cada altar. Números 24 1VENDO Balaão que bem parecia aos olhos do Senhor que abençoasse a Israel, não se foi esta vez como antes ao encontro dos encantamentos; mas voltou o seu rosto para o deserto. 2E, levantando Balaão os seus olhos, e vendo a Israel, que estava acampado segundo as suas tribos, veio sobre ele o Espírito de Deus. 3E proferiu a sua parábola, e disse: Fala, Balaão, filho de Beor, e fala o homem de olhos abertos; 4Fala aquele que ouviu as palavras de Deus, o que vê a visão do Todo-Poderoso; que cai, e se lhe abrem os olhos: 5Quão formosas são as tuas tendas, ó Jacó, as tuas moradas, ó Israel! 6Como ribeiros se estendem, como jardins à beira dos rios; como árvores de sândalo o SENHOR os plantou, como cedros junto às águas; 7De seus baldes manarão águas, e a sua semente estará em muitas águas; e o seu rei se erguerá mais do que Agague, e o seu reino será exaltado. 8Deus o tirou do Egito; as suas forças são como as do boi selvagem; consumirá as nações, seus inimigos, e quebrará seus ossos, e com as suas setas os atravessará. 9Encurvou-se, deitou-se como leão, e como leoa; quem o despertará? benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem. 10Então a ira de Balaque se acendeu contra Balaão, e bateu ele as suas palmas; e Balaque disse a Balaão: Para amaldiçoar os meus inimigos te tenho chamado; porém agora já três vezes os abençoaste inteiramente. 11Agora, pois, foge para o teu lugar; eu tinha dito que te honraria grandemente; mas eis que o SENHOR te privou desta honra. 12Então Balaão disse a Balaque: Não falei eu também aos teus mensageiros, que me enviaste, dizendo: 13Ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e ouro, não poderia ir além da ordem do SENHOR, fazendo bem ou mal de meu próprio coração; o que o SENHOR falar, isso falarei eu? 14Agora, pois, eis que me vou ao meu povo; vem, avisar-te-ei do que este povo fará ao teu povo nos últimos dias. 15Então proferiu a sua parábola, e disse: Fala Balaão, filho de Beor, e fala o homem de olhos abertos; 16Fala aquele que ouviu as palavras de Deus, e o que sabe a ciência do Altíssimo; o que viu a visão do Todo-Poderoso, que cai, e se lhe abrem os olhos. 17Vê-lo-ei, mas não agora, contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó e um cetro subirá de Israel, que ferirá os termos dos moabitas, e destruirá todos os filhos de Sete. 18E Edom será uma possessão, e Seir, seus inimigos, também será uma possessão; pois Israel fará proezas. 19E dominará um de Jacó, e matará os que restam das cidades. 20E vendo os amalequitas, proferiu a sua parábola, e disse: Amaleque é a primeira das nações; porém o seu fim será a destruição. 21E vendo os quenitas, proferiu a sua parábola, e disse: Firme está a tua habitação, e puseste o teu ninho na penha. 22Todavia o quenita será consumido, até que Assur te leve por prisioneiro. 23E, proferindo ainda a sua parábola, disse: Ai, quem viverá, quando Deus fizer isto? 24E as naus virão das costas de Quitim e afligirão a Assur; também afligirão a Éber; que também será para destruição. 25Então Balaão levantou-se, e se foi, e voltou ao seu lugar, e também Balaque se foi pelo seu caminho. Números 25 1E ISRAEL deteve-se em Sitim e o povo começou a prostituir-se com as filhas dos moabitas. 2Elas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu, e inclinou-se aos seus deuses. 3Juntando-se, pois, Israel a Baal-Peor, a ira do SENHOR se acendeu contra Israel. 4Disse o SENHOR a Moisés: Toma todos os cabeças do povo, e enforca-os ao SENHOR diante do sol, e o ardor da ira do SENHOR se retirará de Israel. 5Então Moisés disse aos juízes de Israel: Cada um mate os seus homens que se juntaram a Baal-Peor. 6E eis que veio um homem dos filhos de Israel, e trouxe a seus irmãos uma midianita, à vista de Moisés, e à vista de toda a congregação dos filhos de Israel, chorando eles diante da tenda da congregação. 7Vendo isso Finéias, filho de Eleazar, o filho de Arão, sacerdote, se levantou do meio da congregação, e tomou uma lança na sua mão; 8E foi após o homem israelita até à tenda, e os atravessou a ambos, ao homem israelita e à mulher, pelo ventre; então a praga cessou de sobre os filhos de Israel. 9E os que morreram daquela praga foram vinte e quatro mil. 10Então o SENHOR falou a Moisés, dizendo: 11Finéias, filho de Eleazar, o filho de Arão, sacerdote, desviou a minha ira de sobre os filhos de Israel, pois foi zeloso com o meu zelo no meio deles; de modo que, no meu zelo, não consumi os filhos de Israel. 12Portanto dize: Eis que lhe dou a minha aliança de paz; 13E ele, e a sua descendência depois dele, terá a aliança do sacerdócio perpétuo, porquanto teve zelo pelo seu Deus, e fez expiação pelos filhos de Israel. 14E o nome do israelita, que foi morto com a midianita, era Zimri, filho de Salu, príncipe da casa paterna dos simeonitas. 15E o nome da mulher midianita morta era Cosbi, filha de Zur, cabeça do povo da casa paterna entre os midianitas. 16Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 17Afligireis os midianitas e os ferireis, 18Porque eles vos afligiram a vós com os seus enganos com que vos enganaram no caso de Peor, e no caso de Cosbi, filha do príncipe dos midianitas, irmã deles, que foi morta no dia da praga no caso de Peor. Números 26 1ACONTECEU, pois, que, depois daquela praga, falou o SENHOR a Moisés, e a Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, dizendo: 2Tomai a soma de toda a congregação dos filhos de Israel, da idade de vinte anos para cima, segundo as casas de seus pais; todos os que em Israel podem sair à guerra. 3Falaram-lhes, pois, Moisés e Eleazar, o sacerdote, nas campinas de Moabe, junto ao Jordão na altura de Jericó, dizendo: 4Conta o povo da idade de vinte anos para cima, como o SENHOR ordenara a Moisés e aos filhos de Israel, que saíram do Egito. 5Rúben, o primogênito de Israel; os filhos de Rúben: de Enoque, a família dos enoquitas; de Palu, a família dos paluítas; 6De Hezrom, a família dos hezronitas; de Carmi, a família dos carmitas. 7Estas são as famílias dos rubenitas; e os que foram deles contados foram quarenta e três mil e setecentos e trinta. 8E os filhos de Palu, Eliabe; 9E os filhos de Eliabe, Nemuel, e Datã, e Abirão: estes, Datã e Abirão, foram os do conselho da congregação, que contenderam contra Moisés e contra Arão no grupo de Coré, quando rebelaram contra o SENHOR; 10E a terra abriu a sua boca, e os tragou com Coré, quando morreu aquele grupo; quando o fogo consumiu duzentos e cinqüenta homens, os quais serviram de advertência. 11Mas os filhos de Coré não morreram. 12Os filhos de Simeão, segundo as suas famílias: de Nemuel, a família dos nemuelitas; de Jamim, a família dos jaminitas; de Jaquim, a família dos jaquinitas; 13De Zerá, a família dos zeraítas; de Saul, a família dos saulitas. 14Estas são as famílias dos simeonitas, vinte e dois mil e duzentos. 15Os filhos de Gade, segundo as suas gerações; de Zefom, a família dos zefonitas; de Hagi, a família dos hagitas; de Suni, a família dos sunitas; 16De Ozni, a família dos oznitas; de Eri, a família dos eritas; 17De Arode, a família dos aroditas; de Areli, a família dos arelitas. 18Estas são as famílias dos filhos de Gade, segundo os que foram deles contados, quarenta mil e quinhentos. 19Os filhos de Judá, Er e Onã; mas Er e Onã morreram na terra de Canaã. 20Assim os filhos de Judá foram segundo as suas famílias; de Selá, a família dos selanitas; de Perez, a família dos perezitas; de Zerá, a família dos zeraítas. 21E os filhos de Perez foram: de Hezrom, a família dos hezronitas; de Hamul, a família dos hamulitas. 22Estas são as famílias de Judá, segundo os que foram deles contados, setenta e seis mil e quinhentos. 23Os filhos de Issacar, segundo as suas famílias, foram: de Tola, a família dos tolaítas; de Puva, a família dos puvitas; 24De Jasube, a família dos jasubitas; de Sinrom, a família dos sinronitas. 25Estas são as famílias de Issacar, segundo os que foram deles contados, sessenta e quatro mil e trezentos. 26Os filhos de Zebulom, segundo as suas famílias, foram: de Serede, a família dos sereditas; de Elom, a família dos elonitas; de Jaleel, a família dos jaleelitas. 27Estas são as famílias dos zebulonitas, segundo os que foram deles contados, sessenta mil e quinhentos. 28Os filhos de José segundo as suas famílias, foram Manassés e Efraim. 29Os filhos de Manassés foram; de Maquir, a família dos maquiritas; e Maquir gerou a Gileade; de Gileade, a família dos gileaditas. 30Estes são os filhos de Gileade; de Jezer, a família dos jezeritas; de Heleque, a família dos helequitas; 31E de Asriel, a família dos asrielitas; e de Siquém, a família dos siquemitas; 32E de Semida, a família dos semidaítas; e de Hefer, a família dos heferitas. 33Porém, Zelofeade, filho de Hefer, não tinha filhos, senão filhas; e os nomes das filhas de Zelofeade foram Maalá, Noa, Hogla, Milca e Tirza. 34Estas são as famílias de Manassés; e os que foram deles contados, foram cinqüenta e dois mil e setecentos. 35Estes são os filhos de Efraim, segundo as suas famílias: de Sutela, a família dos sutelaítas; de Bequer, a família dos bequeritas; de Taã, a família dos taanitas. 36E estes são os filhos de Sutela: de Erã, a família dos eranitas. 37Estas são as famílias dos filhos de Efraim, segundo os que foram deles contados, trinta e dois mil e quinhentos; estes são os filhos de José, segundo as suas famílias. 38Os filhos de Benjamim, segundo as suas famílias: de Belá, a família dos belaítas; de Asbel, a família dos asbelitas; de Airã, a família dos airamitas; 39De Sufã, a família dos sufamitas; de Hufã, a família dos hufamitas. 40E os filhos de Belá foram Arde e Naamã; de Arde, a família dos arditas; de Naamã, a família dos naamanitas. 41Estes são os filhos de Benjamim, segundo as suas famílias; e os que foram deles contados, foram quarenta e cinco mil e seiscentos. 42Estes são os filhos de Dã, segundo as suas famílias; de Suã, a família dos suamitas. Estas são as famílias de Dã, segundo as suas famílias. 43Todas as famílias dos suamitas, segundo os que foram deles contados, foram sessenta e quatro mil e quatrocentos. 44Os filhos de Aser, segundo as suas famílias, foram: de Imna, a família dos imnaítas; de Isvi, a família dos isvitas; de Berias, a família dos beriítas. 45Dos filhos de Berias, foram; de Héber, a família dos heberitas; de Malquiel, a família dos malquielitas. 46E o nome da filha de Aser foi Sera. 47Estas são as famílias dos filhos de Aser, segundo os que foram deles contados, cinqüenta e três mil e quatrocentos. 48Os filhos de Naftali, segundo as suas famílias; de Jazeel, a família dos jazeelitas; de Guni, a família dos gunitas; 49De Jezer, a família dos jezeritas; de Silém, a família dos silemitas. 50Estas são as famílias de Naftali, segundo as suas famílias; e os que foram deles contados, foram quarenta e cinco mil e quatrocentos. 51Estes são os que foram contados dos filhos de Israel, seiscentos e um mil e setecentos e trinta. 52E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 53A estes se repartirá a terra em herança, segundo o número dos nomes. 54Aos muitos aumentarás a sua herança, e aos poucos diminuirás a sua herança; a cada um se dará a sua herança, segundo os que foram deles contados. 55Todavia a terra se repartirá por sortes; segundo os nomes das tribos de seus pais a herdarão. 56Segundo sair a sorte, se repartirá a herança deles entre as tribos de muitos e as de poucos. 57E estes são os que foram contados dos levitas, segundo as suas famílias: de Gérson, a família dos gersonitas; de Coate, a família dos coatitas; de Merari, a família dos meraritas. 58Estas são as famílias de Levi: a família dos libnitas, a família dos hebronitas, a família dos malitas, a família dos musitas, a família dos coreítas. E Coate gerou a Anrão. 59E o nome da mulher de Anrão era Joquebede, filha de Levi, a qual nasceu a Levi no Egito; e de Anrão ela teve Arão, e Moisés, e Miriã, irmã deles. 60E a Arão nasceram Nadabe, Abiú, Eleazar, e Itamar. 61Porém Nadabe e Abiú morreram quando trouxeram fogo estranho perante o SENHOR. 62E os que deles foram contados eram vinte e três mil, todo o homem da idade de um mês para cima; porque estes não foram contados entre os filhos de Israel, porquanto não lhes foi dada herança entre os filhos de Israel. 63Estes são os que foram contados por Moisés e Eleazar, o sacerdote, que contaram os filhos de Israel nas campinas de Moabe, junto ao Jordão na direção de Jericó. 64E entre estes nenhum houve dos que foram contados por Moisés e Arão, o sacerdote, quando contaram aos filhos de Israel no deserto de Sinai. 65Porque o SENHOR dissera deles que certamente morreriam no deserto; e nenhum deles ficou senão Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num. Números 27 1E CHEGARAM as filhas de Zelofeade, filho de Hefer, filho de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés, entre as famílias de Manassés, filho de José; e estes são os nomes delas; Maalá, Noa, Hogla, Milca, e Tirza; 2E apresentaram-se diante de Moisés, e diante de Eleazar, o sacerdote, e diante dos príncipes e de toda a congregação, à porta da tenda da congregação, dizendo: 3Nosso pai morreu no deserto, e não estava entre os que se congregaram contra o SENHOR no grupo de Coré; mas morreu no seu próprio pecado, e não teve filhos. 4Por que se tiraria o nome de nosso pai do meio da sua família, porquanto não teve filhos? Dá-nos possessão entre os irmãos de nosso pai. 5E Moisés levou a causa delas perante o SENHOR. 6E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 7As filhas de Zelofeade falam o que é justo; certamente lhes darás possessão de herança entre os irmãos de seu pai; e a herança de seu pai farás passar a elas. 8E falarás aos filhos de Israel, dizendo: Quando alguém morrer e não tiver filho, então fareis passar a sua herança à sua filha. 9E, se não tiver filha, então a sua herança dareis a seus irmãos. 10Porém, se não tiver irmãos, então dareis a sua herança aos irmãos de seu pai. 11Se também seu pai não tiver irmãos, então dareis a sua herança a seu parente, àquele que lhe for o mais chegado da sua família, para que a possua; isto aos filhos de Israel será por estatuto de direito, como o SENHOR ordenou a Moisés. 12Depois disse o SENHOR a Moisés: Sobe a este monte de Abarim, e vê a terra que tenho dado aos filhos de Israel. 13E, tendo-a visto, então serás recolhido ao teu povo, assim como foi recolhido teu irmão Arão; 14Porquanto, no deserto de Zim, na contenda da congregação, fostes rebeldes ao meu mandado de me santificar nas águas diante dos seus olhos (estas são as águas de Meribá de Cades, no deserto de Zim). 15Então falou Moisés ao SENHOR, dizendo: 16O SENHOR, Deus dos espíritos de toda a carne, ponha um homem sobre esta congregação, 17Que saia diante deles, e que entre diante deles, e que os faça sair, e que os faça entrar; para que a congregação do SENHOR não seja como ovelhas que não têm pastor. 18Então disse o SENHOR a Moisés: Toma a Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e impõe a tua mão sobre ele. 19E apresenta-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação, e dálhe as tuas ordens na presença deles. 20E põe sobre ele da tua glória, para que lhe obedeça toda a congregação dos filhos de Israel. 21E apresentar-se-á perante Eleazar, o sacerdote, o qual por ele consultará, segundo o juízo de Urim, perante o SENHOR; conforme a sua palavra sairão, e conforme a sua palavra entrarão, ele e todos os filhos de Israel com ele, e toda a congregação. 22E fez Moisés como o SENHOR lhe ordenara; porque tomou a Josué, e apresentou-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação; 23E sobre ele impôs as suas mãos, e lhe deu ordens, como o SENHOR falara por intermédio de Moisés. Números 28 1FALOU mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Dá ordem aos filhos de Israel, e dize-lhes: Da minha oferta, do meu alimento para as minhas ofertas queimadas, do meu cheiro suave, tereis cuidado, para me oferecê-las ao seu tempo determinado. 3E dir-lhes-ás: Esta é a oferta queimada que oferecereis ao SENHOR: dois cordeiros de um ano, sem defeito, cada dia, em contínuo holocausto; 4Um cordeiro sacrificarás pela manhã, e o outro cordeiro sacrificarás à tarde; 5E a décima parte de um efa de flor de farinha em oferta de alimentos, misturada com a quarta parte de um him de azeite batido. 6Este é o holocausto contínuo, instituído no monte Sinai, em cheiro suave, oferta queimada ao SENHOR. 7E a sua libação será a quarta parte de um him para um cordeiro; no santuário, oferecerás a libação de bebida forte ao SENHOR. 8E o outro cordeiro sacrificarás à tarde, como a oferta de alimentos da manhã, e como a sua libação o oferecerás em oferta queimada de cheiro suave ao SENHOR. 9Porém, no dia de sábado, oferecerás dois cordeiros de um ano, sem defeito, e duas décimas de flor de farinha, misturada com azeite, em oferta de alimentos, com a sua libação. 10Holocausto é de cada sábado, além do holocausto contínuo, e a sua libação. 11E nos princípios dos vossos meses oferecereis, em holocausto ao SENHOR, dois novilhos e um carneiro, sete cordeiros de um ano, sem defeito; 12E três décimas de flor de farinha misturada com azeite, em oferta de alimentos, para um novilho; e duas décimas de flor de farinha misturada com azeite, em oferta de alimentos, para um carneiro. 13E uma décima de flor de farinha misturada com azeite em oferta de alimentos, para um cordeiro; holocausto é de cheiro suave, oferta queimada ao SENHOR. 14E as suas libações serão a metade de um him de vinho para um novilho, e a terça parte de um him para um carneiro, e a quarta parte de um him para um cordeiro; este é o holocausto da lua nova de cada mês, segundo os meses do ano. 15Também um bode para expiação do pecado ao SENHOR, além do holocausto contínuo, com a sua libação se oferecerá. 16Porém no mês primeiro, aos catorze dias do mês, é a páscoa do SENHOR. 17E aos quinze dias do mesmo mês haverá festa; sete dias se comerão pães ázimos. 18No primeiro dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; 19Mas oferecereis oferta queimada em holocausto ao SENHOR, dois novilhos e um carneiro, e sete cordeiros de um ano; eles serão sem defeito. 20E a sua oferta de alimentos será de flor de farinha misturada com azeite; oferecereis três décimas para um novilho, e duas décimas para um carneiro. 21Para cada um dos sete cordeiros oferecereis uma décima; 22E um bode para expiação do pecado, para fazer expiação por vós. 23Estas coisas oferecereis, além do holocausto da manhã, que é o holocausto contínuo. 24Segundo este modo, cada dia oferecereis, por sete dias, o alimento da oferta queimada em cheiro suave ao SENHOR; além do holocausto contínuo se oferecerá isto com a sua libação. 25E no sétimo dia tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis. 26Semelhantemente, tereis santa convocação no dia das primícias, quando oferecerdes oferta nova de alimentos ao SENHOR, segundo as vossas semanas; nenhum trabalho servil fareis. 27Então oferecereis ao SENHOR por holocausto, em cheiro suave, dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano; 28E a sua oferta de alimentos de flor de farinha misturada com azeite: três décimas para um novilho, duas décimas para um carneiro; 29E uma décima, para cada um dos sete cordeiros; 30Um bode para fazer expiação por vós. 31Além do holocausto contínuo, e a sua oferta de alimentos, os oferecereis (servos-ão eles sem defeito) com as suas libações. Números 29 1SEMELHANTEMENTE, tereis santa convocação no sétimo mês, no primeiro dia do mês; nenhum trabalho servil fareis; será para vós dia de sonido de trombetas. 2Então por holocausto, em cheiro suave ao SENHOR, oferecereis um novilho, um carneiro e sete cordeiros de um ano, sem defeito. 3E pela sua oferta de alimentos de flor de farinha misturada com azeite, três décimas para o novilho, e duas décimas para o carneiro, 4E uma décima para cada um dos sete cordeiros. 5E um bode para expiação do pecado, para fazer expiação por vós; 6Além do holocausto do mês, e a sua oferta de alimentos, e o holocausto contínuo, e a sua oferta de alimentos, com as suas libações, segundo o seu estatuto, em cheiro suave, oferta queimada ao SENHOR. 7E no dia dez deste sétimo mês tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; nenhum trabalho fareis. 8Mas por holocausto, em cheiro suave ao SENHOR, oferecereis um novilho, um carneiro e sete cordeiros de um ano; eles serão sem defeito. 9E, pela sua oferta de alimentos de flor de farinha misturada com azeite, três décimas para o novilho, duas décimas para o carneiro, 10E uma décima para cada um dos sete cordeiros; 11Um bode para expiação do pecado, além da expiação do pecado pelas propiciações, e do holocausto contínuo, e da sua oferta de alimentos com as suas libações. 12Semelhantemente, aos quinze dias deste sétimo mês tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; mas sete dias celebrareis festa ao SENHOR. 13E, por holocausto em oferta queimada, de cheiro suave ao SENHOR, oferecereis treze novilhos, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano; todos eles sem defeito. 14E, pela sua oferta de alimentos de flor de farinha misturada com azeite, três décimas para cada um dos treze novilhos, duas décimas para cada carneiro, entre os dois carneiros; 15E uma décima para cada um dos catorze cordeiros; 16E um bode para expiação do pecado, além do holocausto contínuo, a sua oferta de alimentos e a sua libação; 17Depois, no segundo dia, doze novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito; 18E a sua oferta de alimentos e as suas libações para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo o estatuto; 19E um bode para expiação do pecado, além do holocausto contínuo, da sua oferta de alimentos e das suas libações. 20E, no terceiro dia, onze novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito; 21E as suas ofertas de alimentos, e as suas libações para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo o estatuto; 22E um bode para expiação do pecado, além do holocausto contínuo, e da sua oferta de alimentos e da sua libação. 23E, no quarto dia, dez novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito; 24A sua oferta de alimentos, e as suas libações para os novilhos, para os carneiros, e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo o estatuto; 25E um bode para expiação do pecado, além do holocausto contínuo, da sua oferta de alimentos e da sua libação. 26E, no quinto dia, nove novilhos, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano, sem defeito. 27E a sua oferta de alimentos, e as suas libações para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo o estatuto; 28E um bode para expiação do pecado além do holocausto contínuo, e da sua oferta de alimentos e da sua libação. 29E, no sexto dia, oito novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito; 30E a sua oferta de alimentos, e as suas libações para os bezerros, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo o estatuto; 31E um bode para expiação do pecado, além do holocausto contínuo, da sua oferta de alimentos e da sua libação. 32E, no sétimo dia, sete novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito. 33E a sua oferta de alimentos, e as suas libações para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo o seu estatuto, 34E um bode para expiação do pecado, além do holocausto contínuo, da sua oferta de alimentos e da sua libação. 35No oitavo dia tereis dia de solenidade; nenhum trabalho servil fareis; 36E por holocausto em oferta queimada de cheiro suave ao SENHOR oferecereis um novilho, um carneiro, sete cordeiros de um ano, sem defeito; 37A sua oferta de alimentos e as suas libações para o novilho, para o carneiro e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo o estatuto. 38E um bode para expiação do pecado, além do holocausto contínuo, e da sua oferta de alimentos e da sua libação. 39Estas coisas fareis ao SENHOR nas vossas solenidades além dos vossos votos, e das vossas ofertas voluntárias, com os vossos holocaustos, e com as vossas ofertas de alimentos, e com as vossas libações, e com as vossas ofertas pacíficas. 40E falou Moisés aos filhos de Israel, conforme a tudo o que o SENHOR ordenara a Moisés. Números 30 1E FALOU Moisés aos cabeças das tribos dos filhos de Israel, dizendo: Esta é a palavra que o SENHOR tem ordenado. 2Quando um homem fizer voto ao SENHOR, ou fizer juramento, ligando a sua alma com obrigação, não violará a sua palavra: segundo tudo o que saiu da sua boca, fará. 3Também quando uma mulher, na sua mocidade, estando ainda na casa de seu pai, fizer voto ao SENHOR, e com obrigação se ligar, 4E seu pai ouvir o seu voto e a sua obrigação, com que ligou a sua alma; e seu pai se calar para com ela, todos os seus votos serão válidos; e toda a obrigação com que ligou a sua alma, será válida. 5Mas se seu pai lhe tolher no dia que tal ouvir, todos os seus votos e as suas obrigações com que tiver ligado a sua alma, não serão válidos; mas o SENHOR lhe perdoará, porquanto seu pai lhos tolheu. 6E se ela for casada, e for obrigada a alguns votos, ou à pronunciação dos seus lábios, com que tiver ligado a sua alma; 7E seu marido o ouvir, e se calar para com ela no dia em que o ouvir, os seus votos serão válidos; e as suas obrigações com que ligou a sua alma, serão válidas. 8Mas se seu marido lhe tolher no dia em que o ouvir, e anular o seu voto a que estava obrigada, como também a pronunciação dos seus lábios, com que ligou a sua alma; o SENHOR lhe perdoará. 9No tocante ao voto da viúva, ou da repudiada, tudo com que ligar a sua alma, sobre ela será válido. 10Porém se fez voto na casa de seu marido, ou ligou a sua alma com obrigação de juramento; 11E seu marido o ouviu, e se calou para com ela, e não lho tolheu, todos os seus votos serão válidos, e toda a obrigação, com que ligou a sua alma, será válida. 12Porém se seu marido lhos anulou no dia em que os ouviu; tudo quanto saiu dos seus lábios, quer dos seus votos, quer da obrigação da sua alma, não será válido; seu marido lhos anulou, e o SENHOR lhe perdoará. 13Todo o voto, e todo o juramento de obrigação, para humilhar a alma, seu marido o confirmará, ou anulará. 14Porém se seu marido, de dia em dia, se calar inteiramente para com ela, então confirma todos os seus votos e todas as suas obrigações, que estiverem sobre ela; confirmado lhos tem, porquanto se calou para com ela no dia em que o ouviu. 15Porém se de todo lhos anular depois que o ouviu, então ele levará a iniqüidade dela. 16Estes são os estatutos que o SENHOR ordenou a Moisés entre o marido e sua mulher; entre o pai e sua filha, na sua mocidade, em casa de seu pai. Números 31 1E FALOU o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Vinga os filhos de Israel dos midianitas; depois recolhido serás ao teu povo. 3Falou, pois, Moisés ao povo, dizendo: Armem-se alguns de vós para a guerra, e saiam contra os midianitas, para fazerem a vingança do SENHOR contra eles. 4Mil de cada tribo, entre todas as tribos de Israel, enviareis à guerra. 5Assim foram dados, dos milhares de Israel, mil de cada tribo; doze mil armados para a peleja. 6E Moisés os mandou à guerra, mil de cada tribo, e com eles Finéias, filho de Eleazar, o sacerdote, com os vasos do santuário, e com as trombetas do alarido na sua mão. 7E pelejaram contra os midianitas, como o SENHOR ordenara a Moisés; e mataram a todos os homens. 8Mataram também, além dos que já haviam sido mortos, os reis dos midianitas: a Evi, e a Requém, e a Zur, e a Hur, e a Reba, cinco reis dos midianitas; também a Balaão, filho de Beor, mataram à espada. 9Porém, os filhos de Israel levaram presas as mulheres dos midianitas e as suas crianças; também levaram todos os seus animais e todo o seu gado, e todos os seus bens. 10E queimaram a fogo todas as suas cidades com todas as suas habitações e todos os seus acampamentos. 11E tomaram todo o despojo e toda a presa de homens e de animais. 12E trouxeram a Moisés e a Eleazar, o sacerdote, e à congregação dos filhos de Israel, os cativos, e a presa, e o despojo, para o arraial, nas campinas de Moabe, que estão junto ao Jordão, na altura de Jericó. 13Porém Moisés e Eleazar, o sacerdote, e todos os príncipes da congregação, saíram a recebê-los fora do arraial. 14E indignou-se Moisés grandemente contra os oficiais do exército, capitães dos milhares e capitães das centenas, que vinham do serviço da guerra. 15E Moisés disselhes: Deixastes viver todas as mulheres? 16Eis que estas foram as que, por conselho de Balaão, deram ocasião aos filhos de Israel de transgredir contra o SENHOR no caso de Peor; por isso houve aquela praga entre a congregação do SENHOR. 17Agora, pois, matai todo o homem entre as crianças, e matai toda a mulher que conheceu algum homem, deitando-se com ele. 18Porém, todas as meninas que não conheceram algum homem, deitando-se com ele, deixai-as viver para vós. 19E alojai-vos sete dias fora do arraial; qualquer que tiver matado alguma pessoa, e qualquer que tiver tocado algum morto, ao terceiro dia, e ao sétimo dia vos purificareis, a vós e a vossos cativos. 20Também purificareis toda a roupa, e toda a obra de peles, e toda a obra de pêlos de cabras, e todo o utensílio de madeira. 21E disse Eleazar, o sacerdote, aos homens da guerra, que foram à peleja: Este é o estatuto da lei que o SENHOR ordenou a Moisés. 22Contudo o ouro, e a prata, o cobre, o ferro, o estanho, e o chumbo, 23Toda a coisa que pode resistir ao fogo, fareis passar pelo fogo, para que fique limpa, todavia se purificará com a água da purificação; mas tudo que não pode resistir ao fogo, fareis passar pela água. 24Também lavareis as vossas roupas ao sétimo dia, para que fiqueis limpos; e depois entrareis no arraial. 25Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 26Faze a soma da presa que foi tomada, de homens e de animais, tu e Eleazar, o sacerdote, e os cabeças das casas dos pais da congregação, 27E divide a presa em duas metades, entre os que se armaram para a peleja, e saíram à guerra, e toda a congregação. 28Então para o SENHOR tomarás o tributo dos homens de guerra, que saíram a esta peleja, de cada quinhentos uma alma, dos homens, e dos bois, e dos jumentos e das ovelhas. 29Da sua metade o tomareis, e o dareis ao sacerdote Eleazar, para a oferta alçada do SENHOR. 30Mas, da metade dos filhos de Israel, tomarás um de cada cinqüenta, um dos homens, dos bois, dos jumentos, e das ovelhas, e de todos os animais; e os darás aos levitas que têm cuidado da guarda do tabernáculo do SENHOR. 31E fizeram Moisés e Eleazar, o sacerdote, como o SENHOR ordenara a Moisés. 32Foi a presa, restante do despojo que tomaram os homens de guerra, seiscentas e setenta e cinco mil ovelhas; 33E setenta e dois mil bois; 34E sessenta e um mil jumentos; 35E, das mulheres que não conheceram homem algum, deitando-se com ele, todas as almas foram trinta e duas mil. 36E a metade, que era a porção dos que saíram à guerra, foi em número de trezentas e trinta e sete mil e quinhentas ovelhas. 37E das ovelhas, o tributo para o SENHOR foi de seiscentas e setenta e cinco. 38E foram os bois trinta e seis mil; e o seu tributo para o SENHOR setenta e dois. 39E foram os jumentos trinta mil e quinhentos; e o seu tributo para o Senhor sessenta e um. 40E houve de pessoas dezesseis mil; e o seu tributo para o SENHOR trinta e duas pessoas. 41E deu Moisés a Eleazar, o sacerdote, o tributo da oferta alçada do SENHOR, como o SENHOR ordenara a Moisés. 42E da metade dos filhos de Israel que Moisés separara da dos homens que pelejaram, 43 (A metade para a congregação foi, das ovelhas, trezentas e trinta e sete mil e quinhentas; 44E dos bois trinta e seis mil; 45E dos jumentos trinta mil e quinhentos; 46E das pessoas, dezesseis mil). 47Desta metade dos filhos de Israel, Moisés tomou um de cada cinqüenta, de homens e de animais, e os deu aos levitas, que tinham cuidado da guarda do tabernáculo do SENHOR, como o SENHOR ordenara a Moisés. 48Então chegaram-se a Moisés os oficiais que estavam sobre os milhares do exército, os chefes de mil e os chefes de cem; 49E disseram a Moisés: Teus servos tomaram a soma dos homens de guerra que estiveram sob as nossas ordens; e não falta nenhum de nós. 50Por isso trouxemos uma oferta ao SENHOR, cada um o que achou, objetos de ouro, cadeias, ou manilhas, anéis, arrecadas, e colares, para fazer expiação pelas nossas almas perante o SENHOR. 51Assim Moisés e Eleazar, o sacerdote, receberam deles o ouro, sendo todos os objetos bem trabalhados. 52E foi todo o ouro da oferta alçada, que ofereceram ao SENHOR, dezesseis mil e setecentos e cinqüenta siclos, dos chefes de mil e dos chefes de cem 53 (Pois cada um dos homens de guerra, tinha tomado presa para si). 54Receberam, pois, Moisés e Eleazar, o sacerdote, o ouro dos chefes de mil e dos chefes de cem, e o levaram à tenda da congregação, por memorial para os filhos de Israel perante o SENHOR. Números 32 1E OS filhos de Rúben e os filhos de Gade tinham gado em grande quantidade; e viram a terra de Jazer, e a terra de Gileade, e eis que o lugar era lugar de gado. 2Vieram, pois, os filhos de Gade, e os filhos de Rúben e falaram a Moisés e a Eleazar, o sacerdote, e aos chefes da congregação, dizendo: 3Atarote, e Dibom, e Jazer, e Ninra, e Hesbom, e Eleale, e Sebã, e Nebo, e Beom, 4A terra que o SENHOR feriu diante da congregação de Israel, é terra para gado, e os teus servos têm gado. 5Disseram mais: Se achamos graça aos teus olhos, dê-se esta terra aos teus servos em possessão; e não nos faças passar o Jordão. 6Porém Moisés disse aos filhos de Gade e aos filhos de Rúben: Irão vossos irmãos à peleja, e ficareis vós aqui? 7Por que, pois, desencorajais o coração dos filhos de Israel, para que não passem à terra que o Senhor lhes tem dado? 8Assim fizeram vossos pais, quando os mandei de Cades-Barnéia, a ver esta terra. 9Chegando eles até ao vale de Escol, e vendo esta terra, desencorajaram o coração dos filhos de Israel, para que não entrassem na terra que o SENHOR lhes tinha dado. 10Então a ira do SENHOR se acendeu naquele mesmo dia, e jurou dizendo: 11Que os homens, que subiram do Egito, de vinte anos para cima, não verão a terra que jurei a Abraão, a Isaque, e a Jacó! porquanto não perseveraram em seguir-me; 12Exceto Calebe, filho de Jefoné o quenezeu, e Josué, filho de Num, porquanto perseveraram em seguir ao SENHOR. 13Assim se acendeu a ira do SENHOR contra Israel, e fê-los andar errantes pelo deserto quarenta anos até que se consumiu toda aquela geração, que fizera mal aos olhos do SENHOR. 14E eis que vós, uma geração de homens pecadores, vos levantastes em lugar de vossos pais, para ainda mais acrescentar o furor da ira do SENHOR contra Israel. 15Se vós vos virardes de segui-lo, também ele os deixará de novo no deserto, e destruireis a todo este povo. 16Então chegaram-se a ele, e disseram: Edificaremos currais aqui para o nosso gado, e cidades para as nossas crianças; 17Porém nós nos armaremos, apressando-nos adiante dos de Israel, até que os levemos ao seu lugar; e ficarão as nossas crianças nas cidades fortes por causa dos moradores da terra. 18Não voltaremos para nossas casas, até que os filhos de Israel estejam de posse, cada um, da sua herança. 19Porque não herdaremos com eles além do Jordão, nem mais adiante; porquanto nós já temos a nossa herança aquém do Jordão, ao oriente. 20Então Moisés lhes disse: Se isto fizerdes assim, se vos armardes à guerra perante o SENHOR; 21E cada um de vós, armado, passar o Jordão perante o SENHOR, até que haja lançado fora os seus inimigos de diante dele, 22E a terra esteja subjugada perante o SENHOR; então voltareis e sereis inculpáveis perante o SENHOR e perante Israel; e esta terra vos será por possessão perante o SENHOR; 23E se não fizerdes assim, eis que pecastes contra o SENHOR; e sabei que o vosso pecado vos há de achar. 24Edificai cidades para as vossas crianças, e currais para as vossas ovelhas; e fazei o que saiu da vossa boca. 25Então falaram os filhos de Gade, e os filhos de Rúben a Moisés, dizendo: Como ordena meu senhor, assim farão teus servos. 26As nossas crianças, as nossas mulheres, o nosso gado, e todos os nossos animais estarão aí nas cidades de Gileade. 27Mas os teus servos passarão, cada um armado para a guerra, a pelejar perante o SENHOR, como tem falado o meu senhor. 28Então Moisés deu ordem acerca deles a Eleazar, o sacerdote, e a Josué filho de Num, e aos cabeças das casas dos pais das tribos dos filhos de Israel. 29E disselhes Moisés: Se os filhos de Gade e os filhos de Rúben passarem convosco o Jordão, armado cada um para a guerra, perante o SENHOR, e a terra estiver subjugada diante de vós, em possessão lhes dareis a terra de Gileade. 30Porém, se não passarem armados convosco, terão possessões entre vós, na terra de Canaã. 31E responderam os filhos de Gade e os filhos de Rúben, dizendo: O que o SENHOR falou a teus servos, isso faremos. 32Nós passaremos, armados, perante o SENHOR, à terra de Canaã, e teremos a possessão de nossa herança aquém do Jordão. 33Assim deu-lhes Moisés, aos filhos de Gade, e aos filhos de Rúben, e à meia tribo de Manassés, filho de José, o reino de Siom, rei dos amorreus, e o reino de Ogue, rei de Basã; a terra com as suas cidades nos seus termos, e as cidades ao seu redor. 34E os filhos de Gade edificaram a Dibom, e Atarote, e Aroer; 35E Atarote-Sofã, e Jazer, e Jogbeá; 36E Bete-Nimra, e Bete-Harã, cidades fortes; e currais de ovelhas. 37E os filhos de Rúben edificaram a Hesbom, e Eleale, e Quiriataim; 38E Nebo, e Baal-Meom, mudando-lhes o nome, e Sibma; e os nomes das cidades que edificaram chamaram por outros nomes. 39E os filhos de Maquir, filho de Manassés, foram-se para Gileade, e a tomaram; e daquela possessão expulsaram os amorreus que estavam nela. 40Assim Moisés deu Gileade a Maquir, filho de Manassés, o qual habitou nela. 41E foi Jair, filho de Manassés, e tomou as suas aldeias; e chamou-as HavoteJair. 42E foi Nobá, e tomou a Quenate com as suas aldeias; e chamou-a Nobá, segundo o seu próprio nome. Números 33 1ESTAS são as jornadas dos filhos de Israel, que saíram da terra do Egito, segundo os seus exércitos, sob a direção de Moisés e Arão. 2E escreveu Moisés as suas saídas, segundo as suas jornadas, conforme ao mandado do SENHOR; e estas são as suas jornadas, segundo as suas saídas. 3Partiram, pois, de Ramessés no primeiro mês, no dia quinze do primeiro mês; no dia seguinte da páscoa saíram os filhos de Israel por alta mão, aos olhos de todos os egípcios, 4Enquanto os egípcios enterravam os que o SENHOR tinha ferido entre eles, a todo o primogênito, e havendo o SENHOR executado juízos também contra os seus deuses. 5Partiram, pois, os filhos de Israel de Ramessés, e acamparam-se em Sucote. 6E partiram de Sucote, e acamparam-se em Etã, que está no fim do deserto. 7E partiram de Etã, e voltaram a Pi-Hairote, que está defronte de Baal-Zefom, e acamparam-se diante de Migdol. 8E partiram de Pi-Hairote, e passaram pelo meio do mar ao deserto, e andaram caminho de três dias no deserto de Etã, e acamparam-se em Mara. 9E partiram de Mara, e vieram a Elim, e em Elim havia doze fontes de águas e setenta palmeiras, e acamparam-se ali. 10E partiram de Elim, e acamparam-se junto ao Mar Vermelho. 11E partiram do Mar Vermelho, e acamparam-se no deserto de Sim. 12E partiram do deserto de Sim, e acamparam-se em Dofca. 13E partiram de Dofca, e acamparam-se em Alus. 14E partiram de Alus, e acamparam-se em Refidim; porém não havia ali água, para que o povo bebesse. 15Partiram, pois, de Refidim, e acamparam-se no deserto de Sinai. 16E partiram do deserto de Sinai, e acamparam-se em Quibrote-Taavá. 17E partiram de Quibrote-Taavá, e acamparam-se em Hazerote. 18E partiram de Hazerote, e acamparam-se em Ritmá. 19E partiram de Ritmá, e acamparam-se em Rimom-Perez. 20E partiram de Rimom-Perez, e acamparam-se em Libna. 21E partiram de Libna, e acamparam-se em Rissa. 22E partiram de Rissa, e acamparam-se em Queelata. 23E partiram de Queelata, e acamparam-se no monte de Séfer. 24E partiram do monte de Séfer, e acamparam-se em Harada. 25E partiram de Harada, e acamparam-se em Maquelote. 26E partiram de Maquelote, e acamparam-se em Taate. 27E partiram de Taate, e acamparam-se em Tara. 28E partiram de Tara, e acamparam-se em Mitca. 29E partiram de Mitca, e acamparam-se em Hasmona. 30E partiram de Hasmona, e acamparam-se em Moserote. 31E partiram de Moserote, e acamparam-se em Bene-Jaacã. 32E partiram de Bene-Jaacã, e acamparam-se em Hor-Hagidgade. 33E partiram de Hor-Hagidgade, e acamparam-se em Jotbatá. 34E partiram de Jotbatá, e acamparam-se em Abrona. 35E partiram de Abrona, e acamparam-se em Ezion-Geber. 36E partiram de Ezion-Geber, e acamparam-se no deserto de Zim, que é Cades. 37E partiram de Cades, e acamparam-se no monte Hor, no fim da terra de Edom. 38Então Arão, o sacerdote, subiu ao monte Hor, conforme ao mandado do SENHOR; e morreu ali no quinto mês do ano quadragésimo da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia do mês. 39E era Arão da idade de cento e vinte e três anos, quando morreu no monte Hor. 40E ouviu o cananeu, rei de Harade, que habitava o sul na terra de Canaã, que chegavam os filhos de Israel. 41E partiram do monte Hor, e acamparam-se em Zalmona. 42E partiram de Zalmona, e acamparam-se em Punom. 43E partiram de Punom, e acamparam-se em Obote. 44E partiram de Obote, e acamparam-se em Ije-Abarim, no termo de Moabe. 45E partiram de Ije-Abarim, e acamparam-se em Dibom-Gade. 46E partiram de Dibom-Gade, e acamparam-se em Almom-Diblataim. 47E partiram de Almom-Diblataim, e acamparam-se nos montes de Abarim, defronte de Nebo. 48E partiram dos montes de Abarim, e acamparam-se nas campinas de Moabe, junto ao Jordão, na direção de Jericó. 49E acamparam-se junto ao Jordão, desde Bete-Jesimote até Abel-Sitim, nas campinas de Moabe. 50E falou o SENHOR a Moisés, nas campinas de Moabe junto ao Jordão na direção de Jericó, dizendo: 51Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando houverdes passado o Jordão para a terra de Canaã, 52Lançareis fora todos os moradores da terra de diante de vós, e destruireis todas as suas pinturas; também destruireis todas as suas imagens de fundição, e desfareis todos os seus altos; 53E tomareis a terra em possessão, e nela habitareis; porquanto vos tenho dado esta terra, para possuí-la. 54E por sortes herdareis a terra, segundo as vossas famílias; aos muitos multiplicareis a herança, e aos poucos diminuireis a herança; conforme a sorte sair a alguém, ali a possuirá; segundo as tribos de vossos pais recebereis as heranças. 55Mas se não lançardes fora os moradores da terra de diante de vós, então os que deixardes ficar vos serão por espinhos nos vossos olhos, e por aguilhões nas vossas virilhas, e apertar-vos-ão na terra em que habitardes, 56E será que farei a vós como pensei fazer-lhes a eles. Números 34 1FALOU mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 2Dá ordem aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando entrardes na terra de Canaã, esta há de ser a terra que vos cairá em herança; a terra de Canaã, segundo os seus termos. 3O lado do sul vos será desde o deserto de Zim até aos termos de Edom; e o termo do sul vos será desde a extremidade do Mar Salgado para o lado do oriente. 4E este limite vos irá rodeando do sul para a subida de Acrabim, e passará até Zim; e as suas saídas serão do sul a Cades-Barnéia; e sairá a Hazar-Adar, e passará a Azmom; 5Rodeará mais este limite de Azmom até ao rio do Egito; e as suas saídas serão para o lado do mar. 6Quanto ao limite do ocidente, o Mar Grande vos será por limite; este vos será o limite do ocidente. 7E este vos será o termo do norte: desde o Mar Grande marcareis até ao monte Hor. 8Desde o monte Hor marcareis até à entrada de Hamate; e as saídas deste termo serão até Zedade. 9E este limite seguirá até Zifrom, e as suas saídas serão em Hazar-Enã; este vos será o termo do norte. 10E por limite do lado do oriente marcareis de Hazar-Enã até Sefã. 11E este limite descerá desde Sefã até Ribla, para o lado do oriente de Aim; depois descerá este termo, e irá ao longo da borda do mar de Quinerete para o lado do oriente. 12Descerá também este limite ao longo do Jordão, e as suas saídas serão no Mar Salgado; esta vos será a terra, segundo os seus limites ao redor. 13E Moisés deu ordem aos filhos de Israel, dizendo: Esta é a terra que herdareis por sorte, a qual o SENHOR mandou dar às nove tribos e à meia tribo. 14Porque a tribo dos filhos dos rubenitas, segundo a casa de seus pais, e a tribo dos filhos dos gaditas, segundo a casa de seus pais, já receberam; também a meia tribo de Manassés recebeu a sua herança. 15Já duas tribos e meia tribo receberam a sua herança aquém do Jordão, na direção de Jericó, do lado do oriente, ao nascente. 16Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 17Estes são os nomes dos homens que vos repartirão a terra por herança: Eleazar, o sacerdote, e Josué, filho de Num. 18Tomareis mais de cada tribo um príncipe, para repartir a terra em herança. 19E estes são os nomes dos homens: Da tribo de Judá, Calebe, filho de Jefoné; 20E, da tribo dos filhos de Simeão, Samuel, filho de Amiúde; 21Da tribo de Benjamim, Elidade, filho de Quislom; 22E, da tribo dos filhos de Dã, o príncipe Buqui, filho de Jogli; 23Dos filhos de José, da tribo dos filhos de Manassés, o príncipe Haniel, filho de Éfode; 24E, da tribo dos filhos de Efraim, o príncipe Quemuel, filho de Siftã; 25E, da tribo dos filhos de Zebulom, o príncipe Elizafã, filho de Parnaque; 26E, da tribo dos filhos de Issacar, o príncipe Paltiel, filho de Azã; 27E, da tribo dos filhos de Aser, o príncipe Aiúde, filho de Selomi; 28E, da tribo dos filhos de Naftali, o príncipe Pedael, filho de Amiúde. 29Estes são aqueles a quem o SENHOR ordenou, que repartissem as heranças aos filhos de Israel na terra de Canaã. Números 35 1E FALOU o SENHOR a Moisés nas campinas de Moabe, junto ao Jordão na direção de Jericó, dizendo: 2Dá ordem aos filhos de Israel que, da herança da sua possessão, dêem cidades aos levitas, em que habitem; e também aos levitas dareis arrabaldes ao redor delas. 3E terão estas cidades para habitá-las; porém os seus arrabaldes serão para o seu gado, e para os seus bens, e para todos os seus animais. 4E os arrabaldes das cidades, que dareis aos levitas, desde o muro da cidade para fora, serão de mil côvados em redor. 5E de fora da cidade, do lado do oriente, medireis dois mil côvados, e do lado do sul, dois mil côvados, e do lado do ocidente dois mil côvados, e do lado do norte dois mil côvados, e a cidade no meio; isto terão por arrabaldes das cidades. 6Das cidades, pois, que dareis aos levitas, haverá seis cidades de refúgio, as quais dareis para que o homicida ali se acolha; e, além destas, lhes dareis quarenta e duas cidades. 7Todas as cidades que dareis aos levitas serão quarenta e oito cidades, juntamente com os seus arrabaldes. 8E quanto às cidades que derdes da herança dos filhos de Israel, do que tiver muito tomareis muito, e do que tiver pouco tomareis pouco; cada um dará das suas cidades aos levitas, segundo a herança que herdar. 9Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 10Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando passardes o Jordão à terra de Canaã, 11Fazei com que vos estejam à mão cidades que vos sirvam de cidades de refúgio, para que ali se acolha o homicida que ferir a alguma alma por engano. 12E estas cidades vos serão por refúgio do vingador do sangue; para que o homicida não morra, até que seja apresentado à congregação para julgamento. 13E das cidades que derdes haverá seis cidades de refúgio para vós. 14Três destas cidades dareis além do Jordão, e três destas cidades dareis na terra de Canaã; cidades de refúgio serão. 15Serão por refúgio estas seis cidades para os filhos de Israel, e para o estrangeiro, e para o que se hospedar no meio deles, para que ali se acolha aquele que matar a alguém por engano. 16Porém, se o ferir com instrumento de ferro e morrer, homicida é; certamente o homicida morrerá. 17Ou, se lhe ferir com uma pedrada, de que possa morrer, e morrer, homicida é; certamente o homicida morrerá. 18Ou, se o ferir com instrumento de pau que tiver na mão, de que possa morrer, e ele morrer, homicida é; certamente morrerá o homicida. 19O vingador do sangue matará o homicida; encontrando-o, matá-lo-á. 20Se também o empurrar com ódio, ou com mau intento lançar contra ele alguma coisa, e morrer; 21Ou por inimizade o ferir com a sua mão, e morrer, certamente morrerá aquele que o ferir; homicida é; o vingador do sangue, encontrando o homicida, o matará. 22Porém, se o empurrar subitamente, sem inimizade, ou contra ele lançar algum instrumento sem intenção; 23Ou, sobre ele deixar cair alguma pedra sem o ver, de que possa morrer, e ele morrer, sem que fosse seu inimigo nem procurasse o seu mal; 24Então a congregação julgará entre aquele que feriu e o vingador do sangue, segundo estas leis. 25E a congregação livrará o homicida da mão do vingador do sangue, e a congregação o fará voltar à cidade do seu refúgio, onde se tinha acolhido; e ali ficará até à morte do sumo sacerdote, a quem ungiram com o santo óleo. 26Porém, se de alguma maneira o homicida sair dos limites da cidade de refúgio, onde se tinha acolhido, 27E o vingador do sangue o achar fora dos limites da cidade de seu refúgio, e o matar, não será culpado do sangue. 28Pois o homicida deverá ficar na cidade do seu refúgio, até à morte do sumo sacerdote; mas, depois da morte do sumo sacerdote, o homicida voltará à terra da sua possessão. 29E estas coisas vos serão por estatuto de direito às vossas gerações, em todas as vossas habitações. 30Todo aquele que matar alguma pessoa, conforme depoimento de testemunhas, será morto; mas uma só testemunha não testemunhará contra alguém, para que morra. 31E não recebereis resgate pela vida do homicida que é culpado de morte; pois certamente morrerá. 32Também não tomareis resgate por aquele que se acolher à sua cidade de refúgio, para tornar a habitar na terra, até à morte do sumo sacerdote. 33Assim não profanareis a terra em que estais; porque o sangue faz profanar a terra; e nenhuma expiação se fará pela terra por causa do sangue que nela se derramar, senão com o sangue daquele que o derramou. 34Não contaminareis pois a terra na qual vós habitais, no meio da qual eu habito; pois eu, o SENHOR, habito no meio dos filhos de Israel. Números 36 1E CHEGARAM os chefes dos pais da família de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés, das famílias dos filhos de José, e falaram diante de Moisés, e diante dos príncipes, chefes dos pais dos filhos de Israel, 2E disseram: O SENHOR mandou a meu senhor que, por sorte, desse esta terra em herança aos filhos de Israel; e a meu senhor foi ordenado pelo SENHOR, que a herança do nosso irmão Zelofeade se desse às suas filhas. 3E, casando-se elas com alguns dos filhos das outras tribos dos filhos de Israel, então a sua herança será diminuída da herança de nossos pais, e acrescentada à herança da tribo a que vierem a pertencer; assim se tirará da sorte da nossa herança. 4Vindo também o ano do jubileu dos filhos de Israel, a sua herança será acrescentada à herança da tribo daqueles com que se casarem; assim a sua herança será tirada da herança da tribo de nossos pais. 5Então Moisés deu ordem aos filhos de Israel, segundo o mandado do SENHOR, dizendo: A tribo dos filhos de José fala o que é justo. 6 Isto é o que o SENHOR mandou acerca das filhas de Zelofeade, dizendo: Sejam por mulheres a quem bem parecer aos seus olhos, contanto que se casem na família da tribo de seu pai. 7Assim a herança dos filhos de Israel não passará de tribo em tribo; pois os filhos de Israel se chegarão cada um à herança da tribo de seus pais. 8E qualquer filha que herdar alguma herança das tribos dos filhos de Israel se casará com alguém da família da tribo de seu pai; para que os filhos de Israel possuam cada um a herança de seus pais. 9Assim a herança não passará de uma tribo a outra; pois as tribos dos filhos de Israel se chegarão cada uma à sua herança. 10Como o SENHOR ordenara a Moisés, assim fizeram as filhas de Zelofeade. 11Pois Maalá, Tirza, Hogla, Milca e Noa, filhas de Zelofeade, se casaram com os filhos de seus tios. 12E elas casaram-se nas famílias dos filhos de Manassés, filho de José; assim a sua herança ficou na tribo da família de seu pai. 13Estes são os mandamentos e os juízos que mandou o SENHOR através de Moisés aos filhos de Israel nas campinas de Moabe, junto ao Jordão, na direção de Jericó. Deuteronômio 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 Deuteronômio 1 1ESTAS são as palavras que Moisés falou a todo o Israel além do Jordão, no deserto, na planície defronte do Mar Vermelho, entre Parã e Tôfel, e Labã, e Hazerote, e Di-Zaabe. 2Onze jornadas há desde Horebe, caminho do monte Seir, até Cades-Barnéia. 3E sucedeu que, no ano quadragésimo, no mês undécimo, no primeiro dia do mês, Moisés falou aos filhos de Israel, conforme a tudo o que o SENHOR lhe mandara acerca deles. 4Depois que feriu a Siom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom, e a Ogue, rei de Basã, que habitava em Astarote, em Edrei. 5Além do Jordão, na terra de Moabe, começou Moisés a declarar esta lei, dizendo: 6O SENHOR nosso Deus nos falou em Horebe, dizendo: Assaz vos haveis demorado neste monte. 7Voltai-vos, e parti, e ide à montanha dos amorreus, e a todos os seus vizinhos, à planície, e à montanha, e ao vale, e ao sul, e à margem do mar; à terra dos cananeus, e ao Líbano, até ao grande rio, o rio Eufrates. 8Eis que tenho posto esta terra diante de vós; entrai e possuí a terra que o SENHOR jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua descendência depois deles. 9E no mesmo tempo eu vos falei, dizendo: Eu sozinho não poderei levar-vos. 10O SENHOR vosso Deus já vos tem multiplicado; e eis que em multidão sois hoje como as estrelas do céu. 11O SENHOR Deus de vossos pais vos aumente, ainda mil vezes mais do que sois; e vos abençoe, como vos tem falado. 12Como suportaria eu sozinho os vossos fardos, e as vossas cargas, e as vossas contendas? 13Tomai-vos homens sábios e entendidos, experimentados entre as vossas tribos, para que os ponha por chefes sobre vós. 14Então vós me respondestes, e dissestes: Bom é fazer o que tens falado. 15Tomei, pois, os chefes de vossas tribos, homens sábios e experimentados, e os tenho posto por cabeças sobre vós, por capitães de milhares, e por capitães de cem, e por capitães de cinqüenta, e por capitães de dez, e por governadores das vossas tribos. 16E no mesmo tempo mandei a vossos juízes, dizendo: Ouvi a causa entre vossos irmãos, e julgai justamente entre o homem e seu irmão, e entre o estrangeiro que está com ele. 17Não discriminareis as pessoas em juízo; ouvireis assim o pequeno como o grande; não temereis a face de ninguém, porque o juízo é de Deus; porém a causa que vos for difícil fareis vir a mim, e eu a ouvirei. 18Assim naquele tempo vos ordenei todas as coisas que havíeis de fazer. 19Então partimos de Horebe, e caminhamos por todo aquele grande e tremendo deserto que vistes, pelo caminho das montanhas dos amorreus, como o SENHOR nosso Deus nos ordenara; e chegamos a Cades-Barnéia. 20Então eu vos disse: Chegados sois às montanhas dos amorreus, que o SENHOR nosso Deus nos dá. 21Eis aqui o SENHOR teu Deus tem posto esta terra diante de ti; sobe, toma posse dela, como te falou o SENHOR Deus de teus pais; não temas, e não te assustes. 22Então todos vós chegastes a mim, e dissestes: Mandemos homens adiante de nós, para que nos espiem a terra e, de volta, nos ensinem o caminho pelo qual devemos subir, e as cidades a que devemos ir. 23 Isto me pareceu bem; de modo que de vós tomei doze homens, de cada tribo um homem. 24E foram-se, e subiram à montanha, e chegaram até ao vale de Escol, e o espiaram. 25E tomaram do fruto da terra nas suas mãos, e no-lo trouxeram e nos informaram, dizendo: Boa é a terra que nos dá o SENHOR nosso Deus. 26Porém vós não quisestes subir; mas fostes rebeldes ao mandado do SENHOR nosso Deus. 27E murmurastes nas vossas tendas, e dissestes: Porquanto o SENHOR nos odeia, nos tirou da terra do Egito para nos entregar nas mãos dos amorreus, para destruir-nos. 28Para onde subiremos? Nossos irmãos fizeram com que se derretesse o nosso coração, dizendo: Maior e mais alto é este povo do que nós, as cidades são grandes e fortificadas até aos céus; e também vimos ali filhos dos gigantes. 29Então eu vos disse: Não vos espanteis, nem os temais. 30O SENHOR vosso Deus que vai adiante de vós, ele pelejará por vós, conforme a tudo o que fez convosco, diante de vossos olhos, no Egito; 31Como também no deserto, onde vistes que o SENHOR vosso Deus nele vos levou, como um homem leva seu filho, por todo o caminho que andastes, até chegardes a este lugar. 32Mas nem por isso crestes no SENHOR vosso Deus, 33Que foi adiante de vós por todo o caminho, para vos achar o lugar onde vós deveríeis acampar; de noite no fogo, para vos mostrar o caminho por onde havíeis de andar, e de dia na nuvem. 34Ouvindo, pois, o SENHOR a voz das vossas palavras, indignou-se, e jurou, dizendo: 35Nenhum dos homens desta maligna geração verá esta boa terra que jurei dar a vossos pais. 36Salvo Calebe, filho de Jefoné; ele a verá, e a terra que pisou darei a ele e a seus filhos; porquanto perseverou em seguir ao SENHOR. 37Também o SENHOR se indignou contra mim por causa de vós, dizendo: Também tu lá não entrarás. 38Josué, filho de Num, que está diante de ti, ele ali entrará; fortalece-o, porque ele a fará herdar a Israel. 39E vossos meninos, de quem dissestes: Por presa serão; e vossos filhos, que hoje não conhecem nem o bem nem o mal, eles ali entrarão, e a eles a darei, e eles a possuirão. 40Porém vós virai-vos, e parti para o deserto, pelo caminho do Mar Vermelho. 41Então respondestes, e me dissestes: Pecamos contra o SENHOR; nós subiremos e pelejaremos, conforme a tudo o que nos ordenou o SENHOR nosso Deus. E armastes-vos, cada um de vós, dos seus instrumentos de guerra, e estivestes prestes para subir à montanha. 42E disseme o SENHOR: Dize-lhes: Não subais nem pelejeis, pois não estou no meio de vós; para que não sejais feridos diante de vossos inimigos. 43Porém, falando-vos eu, não ouvistes; antes fostes rebeldes ao mandado do SENHOR, e vos ensoberbecestes, e subistes à montanha. 44E os amorreus, que habitavam naquela montanha, vos saíram ao encontro; e perseguiram-vos como fazem as abelhas e vos derrotaram desde Seir até Hormá. 45Tornando, pois, vós, e chorando perante o SENHOR, o SENHOR não ouviu a vossa voz, nem vos escutou. 46Assim permanecestes muitos dias em Cades, pois ali vos demorastes muito. Deuteronômio 2 1DEPOIS viramo-nos, e caminhamos ao deserto, caminho do Mar Vermelho, como o SENHOR me tinha dito, e muitos dias rodeamos o monte Seir. 2Então o SENHOR me falou, dizendo: 3Tendes rodeado bastante esta montanha; virai-vos para o norte. 4E dá ordem ao povo, dizendo: Passareis pelos termos de vossos irmãos, os filhos de Esaú, que habitam em Seir; e eles terão medo de vós; porém guardaivos bem. 5Não vos envolvais com eles, porque não vos darei da sua terra nem ainda a pisada da planta de um pé; porquanto a Esaú tenho dado o monte Seir por herança. 6Comprareis deles, por dinheiro, comida para comerdes; e também água para beber deles comprareis por dinheiro. 7Pois o SENHOR teu Deus te abençoou em toda a obra das tuas mãos; ele sabe que andas por este grande deserto; estes quarenta anos o SENHOR teu Deus esteve contigo, coisa nenhuma te faltou. 8Passando, pois, por nossos irmãos, os filhos de Esaú, que habitavam em Seir, desde o caminho da planície de Elate e de Eziom-Geber, nos viramos e passamos o caminho do deserto de Moabe. 9Então o SENHOR me disse: Não molestes aos de Moabe, e não contendas com eles em peleja, porque não te darei herança da sua terra; porquanto tenho dado a Ar por herança aos filhos de Ló. 10 (Os emins dantes habitaram nela; um povo grande e numeroso, e alto como os gigantes. 11Também estes foram considerados gigantes como os anaquins; e os moabitas os chamavam emins. 12Outrora os horeus também habitaram em Seir; porém os filhos de Esaú os lançaram fora, e os destruíram de diante de si, e habitaram no seu lugar, assim como Israel fez à terra da sua herança, que o SENHOR lhes tinha dado). 13Levantai-vos agora, e passai o ribeiro de Zerede. Assim passamos o ribeiro de Zerede. 14E os dias que caminhamos, desde Cades-Barnéia até que passamos o ribeiro de Zerede, foram trinta e oito anos, até que toda aquela geração dos homens de guerra se consumiu do meio do arraial, como o SENHOR lhes jurara. 15Assim também foi contra eles a mão do SENHOR, para os destruir do meio do arraial até os haver consumido. 16E sucedeu que, sendo já consumidos todos os homens de guerra, pela morte, do meio do povo, 17O SENHOR me falou, dizendo: 18Hoje passarás a Ar, pelos termos de Moabe; 19E chegando até defronte dos filhos de Amom, não os molestes, e com eles não contendas; porque da terra dos filhos de Amom não te darei herança, porquanto aos filhos de Ló a tenho dado por herança. 20 (Também essa foi considerada terra de gigantes; antes nela habitavam gigantes, e os amonitas os chamavam zamzumins; 21Um povo grande, e numeroso, e alto, como os gigantes; e o SENHOR os destruiu de diante dos amonitas, e estes os lançaram fora, e habitaram no seu lugar; 22Assim como fez com os filhos de Esaú, que habitavam em Seir, de diante dos quais destruiu os horeus, e eles os lançaram fora, e habitaram no lugar deles até este dia; 23Também os caftorins, que saíram de Caftor, destruíram os aveus, que habitavam em Cazerim até Gaza, e habitaram no lugar deles). 24Levantai-vos, parti e passai o ribeiro de Arnom; eis aqui na tua mão tenho dado a Siom, amorreu, rei de Hesbom, e a sua terra; começa a possuí-la, e contende com eles em peleja. 25Neste dia começarei a pôr um terror e um medo de ti diante dos povos que estão debaixo de todo o céu; os que ouvirem a tua fama tremerão diante de ti e se angustiarão. 26Então mandei mensageiros desde o deserto de Quedemote a Siom, rei de Hesbom, com palavras de paz, dizendo: 27Deixa-me passar pela tua terra; somente pela estrada irei; não me desviarei para a direita nem para a esquerda. 28A comida, para que eu coma, vender-me-ás por dinheiro, e dar-me-ás por dinheiro a água para que eu beba; tão-somente deixa-me passar a pé; 29Como fizeram comigo os filhos de Esaú, que habitam em Seir, e os moabitas que habitam em Ar; até que eu passe o Jordão, à terra que o SENHOR nosso Deus nos há de dar. 30Mas Siom, rei de Hesbom, não nos quis deixar passar por sua terra, porquanto o SENHOR teu Deus endurecera o seu espírito, e fizera obstinado o seu coração para to dar na tua mão, como hoje se vê. 31E o SENHOR me disse: Eis aqui, tenho começado a dar-te Siom, e a sua terra; começa, pois, a possuí-la para que herdes a sua terra. 32E Siom saiu-nos ao encontro, ele e todo o seu povo, à peleja, em Jaza; 33E o SENHOR nosso Deus no-lo entregou, e o ferimos a ele, e a seus filhos, e a todo o seu povo. 34E naquele tempo tomamos todas as suas cidades, e cada uma destruímos com os seus homens, mulheres e crianças; não deixamos a ninguém. 35Somente tomamos por presa o gado para nós, e o despojo das cidades que tínhamos tomado. 36Desde Aroer, que está à margem do ribeiro de Arnom, e a cidade que está junto ao ribeiro, até Gileade, nenhuma cidade houve que de nós escapasse; tudo isto o SENHOR nosso Deus nos entregou. 37Somente à terra dos filhos de Amom não chegastes; nem a toda a margem do ribeiro de Jaboque, nem às cidades da montanha, nem a coisa alguma que nos proibira o SENHOR nosso Deus. Deuteronômio 3 1DEPOIS nos viramos e subimos o caminho de Basã; e Ogue, rei de Basã, nos saiu ao encontro, ele e todo o seu povo, à peleja em Edrei. 2Então o SENHOR me disse: Não o temas, porque a ele e a todo o seu povo, e a sua terra, tenho dado na tua mão; e far-lhe-ás como fizeste a Siom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom. 3E também o SENHOR nosso Deus nos deu na nossa mão a Ogue, rei de Basã, e a todo o seu povo; de maneira que o ferimos até que não lhe ficou sobrevivente algum. 4E naquele tempo tomamos todas as suas cidades; nenhuma cidade houve que lhes não tomássemos; sessenta cidades, toda a região de Argobe, o reino de Ogue em Basã. 5Todas estas cidades eram fortificadas com altos muros, portas e ferrolhos; e muitas outras cidades sem muros. 6E destruímo-las como fizemos a Siom, rei de Hesbom, destruindo todas as cidades, homens, mulheres e crianças. 7Porém todo o gado, e o despojo das cidades, tomamos para nós por presa. 8Assim naquele tempo tomamos a terra das mãos daqueles dois reis dos amorreus, que estavam além do Jordão; desde o rio de Arnom, até ao monte de Hermom 9 (A Hermom os sidônios chamam Siriom; porém os amorreus o chamam Senir); 10Todas as cidades do planalto, e todo o Gileade, e todo o Basã, até Salcá e Edrei, cidades do reino de Ogue em Basã. 11Porque só Ogue, o rei de Basã, restou dos gigantes; eis que o seu leito, um leito de ferro, não está porventura em Rabá dos filhos de Amom? De nove côvados, o seu comprimento, e de quatro côvados, a sua largura, pelo côvado comum. 12Tomamos, pois, esta terra em possessão naquele tempo: Desde Aroer, que está junto ao ribeiro de Arnom, e a metade da montanha de Gileade, com as suas cidades, tenho dado aos rubenitas e gaditas. 13E o restante de Gileade, como também todo o Basã, o reino de Ogue, dei à meia tribo de Manassés; toda aquela região de Argobe, por todo o Basã, se chamava a terra dos gigantes. 14Jair, filho de Manassés, alcançou toda a região de Argobe, até ao termo dos gesuritas, e maacatitas, e a chamou de seu nome, Havote-Jair até este dia. 15E a Maquir dei Gileade. 16Mas aos rubenitas e gaditas dei desde Gileade até ao ribeiro de Arnom, cujo meio serve de limite; e até ao ribeiro de Jaboque, o termo dos filhos de Amom. 17Como também a campina, e o Jordão por termo; desde Quinerete até ao mar da campina, o Mar Salgado, abaixo de Asdote-Pisga para o oriente. 18E no mesmo tempo vos ordenei, dizendo: O SENHOR vosso Deus vos deu esta terra, para possuí-la; passai, pois, armados vós, todos os homens valentes, diante de vossos irmãos, os filhos de Israel. 19Tão-somente vossas mulheres, e vossas crianças, e vosso gado (porque eu sei que tendes muito gado), ficarão nas vossas cidades, que já vos tenho dado. 20Até que o SENHOR dê descanso a vossos irmãos como a vós; para que eles herdem também a terra que o SENHOR vosso Deus lhes há de dar além do Jordão; então voltareis cada qual à sua herança que já vos tenho dado. 21Também dei ordem a Josué no mesmo tempo, dizendo: Os teus olhos têm visto tudo o que o SENHOR vosso Deus tem feito a estes dois reis; assim fará o SENHOR a todos os reinos, a que tu passarás. 22Não os temais, porque o SENHOR vosso Deus é o que peleja por vós. 23Também eu pedi graça ao SENHOR no mesmo tempo, dizendo: 24Senhor Deus! já começaste a mostrar ao teu servo a tua grandeza e a tua forte mão; pois, que Deus há nos céus e na terra, que possa fazer segundo as tuas obras, e segundo os teus grandes feitos? 25Rogo-te que me deixes passar, para que veja esta boa terra que está além do Jordão; esta boa montanha, e o Líbano! 26Porém o SENHOR indignou-se muito contra mim por causa de vós, e não me ouviu; antes o SENHOR me disse: Basta; não me fales mais deste assunto; 27Sobe ao cume de Pisga, e levanta os teus olhos ao ocidente, e ao norte, e ao sul, e ao oriente, e vê com os teus olhos; porque não passarás este Jordão. 28Manda, pois, a Josué, e anima-o, e fortalece-o; porque ele passará adiante deste povo, e o fará possuir a terra que verás. 29Assim ficamos neste vale, defronte de Bete-Peor. Deuteronômio 4 1AGORA, pois, ó Israel, ouve os estatutos e os juízos que eu vos ensino, para os cumprirdes; para que vivais, e entreis, e possuais a terra que o SENHOR Deus de vossos pais vos dá. 2Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR vosso Deus, que eu vos mando. 3Os vossos olhos têm visto o que o SENHOR fez por causa de Baal-Peor; pois a todo o homem que seguiu a Baal-Peor o SENHOR teu Deus consumiu do meio de ti. 4Porém vós, que vos achegastes ao SENHOR vosso Deus, hoje todos estais vivos. 5Vedes aqui vos tenho ensinado estatutos e juízos, como me mandou o SENHOR meu Deus; para que assim façais no meio da terra a qual ides a herdar. 6Guardai-os pois, e cumpri-os, porque isso será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos, que ouvirão todos estes estatutos, e dirão: Este grande povo é nação sábia e entendida. 7Pois, que nação há tão grande, que tenha deuses tão chegados como o SENHOR nosso Deus, todas as vezes que o invocamos? 8E que nação há tão grande, que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje ponho perante vós? 9Tão-somente guarda-te a ti mesmo, e guarda bem a tua alma, que não te esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e não se apartem do teu coração todos os dias da tua vida; e as farás saber a teus filhos, e aos filhos de teus filhos. 10O dia em que estiveste perante o SENHOR teu Deus em Horebe, quando o SENHOR me disse: Ajunta-me este povo, e os farei ouvir as minhas palavras, e aprendê-las-ão, para me temerem todos os dias que na terra viverem, e as ensinarão a seus filhos; 11E vós vos chegastes, e vos pusestes ao pé do monte; e o monte ardia em fogo até ao meio dos céus, e havia trevas, e nuvens e escuridão; 12Então o SENHOR vos falou do meio do fogo; a voz das palavras ouvistes; porém, além da voz, não vistes figura alguma. 13Então vos anunciou ele a sua aliança que vos ordenou cumprir, os dez mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra. 14Também o SENHOR me ordenou ao mesmo tempo que vos ensinasse estatutos e juízos, para que os cumprísseis na terra a qual passais a possuir. 15Guardai, pois, com diligência as vossas almas, pois nenhuma figura vistes no dia em que o SENHOR, em Horebe, falou convosco do meio do fogo; 16Para que não vos corrompais, e vos façais alguma imagem esculpida na forma de qualquer figura, semelhança de homem ou mulher; 17Figura de algum animal que haja na terra; figura de alguma ave alada que voa pelos céus; 18Figura de algum animal que se arrasta sobre a terra; figura de algum peixe que esteja nas águas debaixo da terra; 19Que não levantes os teus olhos aos céus e vejas o sol, e a lua, e as estrelas, todo o exército dos céus; e sejas impelido a que te inclines perante eles, e sirvas àqueles que o SENHOR teu Deus repartiu a todos os povos debaixo de todos os céus. 20Mas o SENHOR vos tomou, e vos tirou da fornalha de ferro do Egito, para que lhe sejais por povo hereditário, como neste dia se vê. 21Também o SENHOR se indignou contra mim por causa das vossas palavras, e jurou que eu não passaria o Jordão, e que não entraria na boa terra que o SENHOR teu Deus te dará por herança. 22Porque eu nesta terra morrerei, não passarei o Jordão; porém vós o passareis, e possuireis aquela boa terra. 23Guardai-vos e não vos esqueçais da aliança do SENHOR vosso Deus, que tem feito convosco, e não façais para vós escultura alguma, imagem de alguma coisa que o SENHOR vosso Deus vos proibiu. 24Porque o SENHOR teu Deus é um fogo que consome, um Deus zeloso. 25Quando, pois, gerardes filhos, e filhos de filhos, e vos envelhecerdes na terra, e vos corromperdes, e fizerdes alguma escultura, semelhança de alguma coisa, e fizerdes o que é mau aos olhos do SENHOR teu Deus, para o provocar à ira; 26Hoje tomo por testemunhas contra vós o céu e a terra, que certamente logo perecereis da terra, a qual passais o Jordão para a possuir; não prolongareis os vossos dias nela, antes sereis de todo destruídos. 27E o SENHOR vos espalhará entre os povos, e ficareis poucos em número entre as nações às quais o SENHOR vos conduzirá. 28E ali servireis a deuses que são obra de mãos de homens, madeira e pedra, que não vêem, nem ouvem, nem comem, nem cheiram. 29Então dali buscarás ao SENHOR teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma. 30Quando estiverdes em angústia, e todas estas coisas te alcançarem, então nos últimos dias voltarás para o SENHOR teu Deus, e ouvirás a sua voz. 31Porquanto o SENHOR teu Deus é Deus misericordioso, e não te desamparará, nem te destruirá, nem se esquecerá da aliança que jurou a teus pais. 32Agora, pois, pergunta aos tempos passados, que te precederam desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra, desde uma extremidade do céu até à outra, se sucedeu jamais coisa tão grande como esta, ou se jamais se ouviu coisa como esta? 33Ou se algum povo ouviu a voz de Deus falando do meio do fogo, como tu a ouviste, e ficou vivo? 34Ou se Deus intentou ir tomar para si um povo do meio de outro povo com provas, com sinais, e com milagres, e com peleja, e com mão forte, e com braço estendido, e com grandes espantos, conforme a tudo quanto o SENHOR vosso Deus vos fez no Egito aos vossos olhos? 35A ti te foi mostrado para que soubesses que o SENHOR é Deus; nenhum outro há senão ele. 36Desde os céus te fez ouvir a sua voz, para te ensinar, e sobre a terra te mostrou o seu grande fogo, e ouviste as suas palavras do meio do fogo. 37E, porquanto amou teus pais, e escolheu a sua descendência depois deles, te tirou do Egito diante de si, com a sua grande força, 38Para lançar fora de diante de ti nações maiores e mais poderosas do que tu, para te introduzir e te dar a sua terra por herança, como neste dia se vê. 39Por isso hoje saberás, e refletirás no teu coração, que só o SENHOR é Deus, em cima no céu e em baixo na terra; nenhum outro há. 40E guardarás os seus estatutos e os seus mandamentos, que te ordeno hoje para que te vá bem a ti, e a teus filhos depois de ti, e para que prolongues os dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá para todo o sempre. 41Então Moisés separou três cidades além do Jordão, do lado do nascimento do sol; 42Para que ali se acolhesse o homicida que involuntariamente matasse o seu próximo a quem dantes não tivesse ódio algum; e se acolhesse a uma destas cidades, e vivesse; 43A Bezer, no deserto, no planalto, para os rubenitas; e a Ramote, em Gileade, para os gaditas; e a Golã, em Basã, para os manassitas. 44Esta é, pois, a lei que Moisés propôs aos filhos de Israel. 45Estes são os testemunhos, e os estatutos, e os juízos, que Moisés falou aos filhos de Israel, havendo saído do Egito; 46Além do Jordão, no vale defronte de Bete-Peor, na terra de Siom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom, a quem feriu Moisés e os filhos de Israel, havendo eles saído do Egito. 47E tomaram a sua terra em possessão, como também a terra de Ogue, rei de Basã, dois reis dos amorreus, que estavam além do Jordão, do lado do nascimento do sol. 48Desde Aroer, que está à margem do ribeiro de Arnom, até ao monte Sião, que é Hermom, 49E toda a campina além do Jordão, do lado do oriente, até ao mar da campina, abaixo de Asdote-Pisga. Deuteronômio 5 1E CHAMOU Moisés a todo o Israel, e disselhes: Ouve, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos; e aprendê-los-eis, e guardá-los-eis, para os cumprir. 2O SENHOR nosso Deus fez conosco aliança em Horebe. 3Não com nossos pais fez o SENHOR esta aliança, mas conosco, todos os que hoje aqui estamos vivos. 4Face a face o SENHOR falou conosco no monte, do meio do fogo 5 (Naquele tempo eu estava em pé entre o SENHOR e vós, para vos notificar a palavra do SENHOR; porque temestes o fogo e não subistes ao monte), dizendo: 6Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão; 7Não terás outros deuses diante de mim; 8Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; 9Não te encurvarás a elas, nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. 10E faço misericórdia a milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos. 11Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente ao que tomar o seu nome em vão. 12Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o SENHOR teu Deus. 13Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho. 14Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhum trabalho nele, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro que está dentro de tuas portas; para que o teu servo e a tua serva descansem como tu; 15Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o SENHOR teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; por isso o SENHOR teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado. 16Honra a teu pai e a tua mãe, como o SENHOR teu Deus te ordenou, para que se prolonguem os teus dias, e para que te vá bem na terra que te dá o SENHOR teu Deus. 17Não matarás. 18Não adulterarás. 19Não furtarás. 20Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. 21Não cobiçarás a mulher do teu próximo; e não desejarás a casa do teu próximo, nem o seu campo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo. 22Estas palavras falou o SENHOR a toda a vossa congregação no monte, do meio do fogo, da nuvem e da escuridão, com grande voz, e nada acrescentou; e as escreveu em duas tábuas de pedra, e a mim mas deu. 23E sucedeu que, ouvindo a voz do meio das trevas, e vendo o monte ardendo em fogo, vos achegastes a mim, todos os cabeças das vossas tribos, e vossos anciãos; 24E dissestes: Eis aqui o SENHOR nosso Deus nos fez ver a sua glória e a sua grandeza, e ouvimos a sua voz do meio do fogo; hoje vimos que Deus fala com o homem, e que este permanece vivo. 25Agora, pois, por que morreríamos? Pois este grande fogo nos consumiria; se ainda mais ouvíssemos a voz do SENHOR nosso Deus morreríamos. 26Porque, quem há de toda a carne, que ouviu a voz do Deus vivente falando do meio do fogo, como nós, e ficou vivo? 27Chega-te tu, e ouve tudo o que disser o SENHOR nosso Deus; e tu nos dirás tudo o que te disser o SENHOR nosso Deus, e o ouviremos, e o cumpriremos. 28Ouvindo, pois, o SENHOR as vossas palavras, quando me faláveis, o SENHOR me disse: Eu ouvi as palavras deste povo, que eles te disseram; em tudo falaram bem. 29Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem, e guardassem todos os meus mandamentos todos os dias, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos para sempre. 30Vai, dize-lhes: Tornai-vos às vossas tendas. 31Tu, porém, fica-te aqui comigo, para que eu a ti te diga todos os mandamentos, e estatutos, e juízos, que tu lhes hás de ensinar, para que cumpram na terra que eu lhes darei para possuí-la. 32Olhai, pois, que façais como vos mandou o SENHOR vosso Deus; não vos desviareis, nem para a direita nem para a esquerda. 33Andareis em todo o caminho que vos manda o SENHOR vosso Deus, para que vivais e bem vos suceda, e prolongueis os dias na terra que haveis de possuir. Deuteronômio 6 1ESTES, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o SENHOR vosso Deus para ensinar-vos, para que os cumprísseis na terra a que passais a possuir; 2Para que temas ao SENHOR teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e que teus dias sejam prolongados. 3Ouve, pois, ó Israel, e atenta em os guardares, para que bem te suceda, e muito te multipliques, como te disse o SENHOR Deus de teus pais, na terra que mana leite e mel. 4Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR. 5Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. 6E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; 7E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. 8Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. 9E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas. 10Quando, pois, o SENHOR teu Deus te introduzir na terra que jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó, que te daria, com grandes e boas cidades, que tu não edificaste, 11E casas cheias de todo o bem, que tu não encheste, e poços cavados, que tu não cavaste, vinhas e olivais, que tu não plantaste, e comeres, e te fartares, 12Guarda-te, que não te esqueças do SENHOR, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão. 13O SENHOR teu Deus temerás e a ele servirás, e pelo seu nome jurarás. 14Não seguireis outros deuses, os deuses dos povos que houver ao redor de vós; 15Porque o SENHOR teu Deus é um Deus zeloso no meio de ti, para que a ira do SENHOR teu Deus se não acenda contra ti e te destrua de sobre a face da terra. 16Não tentareis o SENHOR vosso Deus, como o tentastes em Massá; 17Diligentemente guardareis os mandamentos do SENHOR vosso Deus, como também os seus testemunhos, e seus estatutos, que te tem mandado. 18E farás o que é reto e bom aos olhos do SENHOR, para que bem te suceda, e entres, e possuas a boa terra, a qual o SENHOR jurou dar a teus pais. 19Para que lance fora a todos os teus inimigos de diante de ti, como o SENHOR tem falado. 20Quando teu filho te perguntar no futuro, dizendo: Que significam os testemunhos, e estatutos e juízos que o SENHOR nosso Deus vos ordenou? 21Então dirás a teu filho: Éramos servos de Faraó no Egito; porém o SENHOR, com mão forte, nos tirou do Egito; 22E o SENHOR, aos nossos olhos, fez sinais e maravilhas, grandes e terríveis, contra o Egito, contra Faraó e toda sua casa; 23E dali nos tirou, para nos levar, e nos dar a terra que jurara a nossos pais. 24E o SENHOR nos ordenou que cumpríssemos todos estes estatutos, que temêssemos ao SENHOR nosso Deus, para o nosso perpétuo bem, para nos guardar em vida, como no dia de hoje. 25E será para nós justiça, quando tivermos cuidado de cumprir todos estes mandamentos perante o SENHOR nosso Deus, como nos tem ordenado. Deuteronômio 7 1QUANDO o SENHOR teu Deus te houver introduzido na terra, à qual vais para a possuir, e tiver lançado fora muitas nações de diante de ti, os heteus, e os girgaseus, e os amorreus, e os cananeus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus, sete nações mais numerosas e mais poderosas do que tu; 2E o SENHOR teu Deus as tiver dado diante de ti, para as ferir, totalmente as destruirás; não farás com elas aliança, nem terás piedade delas; 3Nem te aparentarás com elas; não darás tuas filhas a seus filhos, e não tomarás suas filhas para teus filhos; 4Pois fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do SENHOR se acenderia contra vós, e depressa vos consumiria. 5Porém assim lhes fareis: Derrubareis os seus altares, quebrareis as suas estátuas; e cortareis os seus bosques, e queimareis a fogo as suas imagens de escultura. 6Porque povo santo és ao SENHOR teu Deus; o SENHOR teu Deus te escolheu, para que lhe fosses o seu povo especial, de todos os povos que há sobre a terra. 7O SENHOR não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos; 8Mas, porque o SENHOR vos amava, e para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o SENHOR vos tirou com mão forte e vos resgatou da casa da servidão, da mão de Faraó, rei do Egito. 9Saberás, pois, que o SENHOR teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos. 10E retribui no rosto qualquer dos que o odeiam, fazendo-o perecer; não será tardio ao que o odeia; em seu rosto lho pagará. 11Guarda, pois, os mandamentos e os estatutos e os juízos que hoje te mando cumprir. 12Será, pois, que, se ouvindo estes juízos, os guardardes e cumprirdes, o SENHOR teu Deus te guardará a aliança e a misericórdia que jurou a teus pais; 13E amar-te-á, e abençoar-te-á, e te fará multiplicar; abençoará o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, o teu grão, e o teu mosto, e o teu azeite, e a criação das tuas vacas, e o rebanho do teu gado miúdo, na terra que jurou a teus pais darte. 14Bendito serás mais do que todos os povos; não haverá estéril entre ti, seja homem, seja mulher, nem entre os teus animais. 15E o SENHOR de ti desviará toda a enfermidade; sobre ti não porá nenhuma das más doenças dos egípcios, que bem sabes, antes as porá sobre todos os que te odeiam. 16Pois consumirás a todos os povos que te der o SENHOR teu Deus; os teus olhos não os poupará; e não servirás a seus deuses, pois isto te seria por laço. 17Se disseres no teu coração: Estas nações são mais numerosas do que eu; como as poderei lançar fora? 18Delas não tenhas temor; não deixes de te lembrar do que o SENHOR teu Deus fez a Faraó e a todos os egípcios; 19Das grandes provas que viram os teus olhos, e dos sinais, e maravilhas, e mão forte, e braço estendido, com que o SENHOR teu Deus te tirou; assim fará o SENHOR teu Deus com todos os povos, diante dos quais tu temes. 20E mais, o SENHOR teu Deus entre eles mandará vespões, até que pereçam os que ficarem e se esconderem de diante de ti. 21Não te espantes diante deles; porque o SENHOR teu Deus está no meio de ti, Deus grande e terrível. 22E o SENHOR teu Deus lançará fora estas nações pouco a pouco de diante de ti; não poderás destruí-las todas de pronto, para que as feras do campo não se multipliquem contra ti. 23E o SENHOR teu Deus as entregará a ti, e lhes infligirá uma grande confusão até que sejam consumidas. 24Também os seus reis te entregará na mão, para que apagues os seus nomes de debaixo dos céus; nenhum homem resistirá diante de ti, até que os destruas. 25As imagens de escultura de seus deuses queimarás a fogo; a prata e o ouro que estão sobre elas não cobiçarás, nem os tomarás para ti, para que não te enlaces neles; pois abominação é ao SENHOR teu Deus. 26Não porás, pois, abominação em tua casa, para que não sejas anátema, assim como ela; de todo a detestarás, e de todo a abominarás, porque anátema é. Deuteronômio 8 1TODOS os mandamentos que hoje vos ordeno guardareis para os cumprir; para que vivais, e vos multipliqueis, e entreis, e possuais a terra que o SENHOR jurou a vossos pais. 2E te lembrarás de todo o caminho, pelo qual o SENHOR teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias os seus mandamentos, ou não. 3E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do SENHOR viverá o homem. 4Nunca se envelheceu a tua roupa sobre ti, nem se inchou o teu pé nestes quarenta anos. 5Sabes, pois, no teu coração que, como um homem castiga a seu filho, assim te castiga o SENHOR teu Deus. 6E guarda os mandamentos do SENHOR teu Deus, para andares nos seus caminhos e para o temeres. 7Porque o SENHOR teu Deus te põe numa boa terra, terra de ribeiros de águas, de fontes, e de mananciais, que saem dos vales e das montanhas; 8Terra de trigo e cevada, e de vides e figueiras, e romeiras; terra de oliveiras, de azeite e mel. 9Terra em que comerás o pão sem escassez, e nada te faltará nela; terra cujas pedras são ferro, e de cujos montes tu cavarás o cobre. 10Quando, pois, tiveres comido, e fores farto, louvarás ao SENHOR teu Deus pela boa terra que te deu. 11Guarda-te que não te esqueças do SENHOR teu Deus, deixando de guardar os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus estatutos que hoje te ordeno; 12Para não suceder que, havendo tu comido e fores farto, e havendo edificado boas casas, e habitando-as, 13E se tiverem aumentado os teus gados e os teus rebanhos, e se acrescentar a prata e o ouro, e se multiplicar tudo quanto tens, 14Se eleve o teu coração e te esqueças do SENHOR teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão; 15Que te guiou por aquele grande e terrível deserto de serpentes ardentes, e de escorpiões, e de terra seca, em que não havia água; e tirou água para ti da rocha pederneira; 16Que no deserto te sustentou com maná, que teus pais não conheceram; para te humilhar, e para te provar, para no fim te fazer bem; 17E digas no teu coração: A minha força, e a fortaleza da minha mão, me adquiriu este poder. 18Antes te lembrarás do SENHOR teu Deus, que ele é o que te dá força para adquirires riqueza; para confirmar a sua aliança, que jurou a teus pais, como se vê neste dia. 19Será, porém, que, se de qualquer modo te esqueceres do SENHOR teu Deus, e se ouvires outros deuses, e os servires, e te inclinares perante eles, hoje eu testifico contra vós que certamente perecereis. 20Como as nações que o SENHOR destruiu diante de vós, assim vós perecereis, porquanto não queríeis obedecer à voz do SENHOR vosso Deus. Deuteronômio 9 1OUVE, ó Israel, hoje passarás o Jordão, para entrares a possuir nações maiores e mais fortes do que tu; cidades grandes, e muradas até aos céus; 2Um povo grande e alto, filhos de gigantes, que tu conheces, e de que já ouviste. Quem resistiria diante dos filhos dos gigantes? 3Sabe, pois, hoje que o SENHOR teu Deus, que passa adiante de ti, é um fogo consumidor, que os destruirá, e os derrubará de diante de ti; e tu os lançarás fora, e cedo os desfarás, como o SENHOR te tem falado. 4Quando, pois, o SENHOR teu Deus os lançar fora de diante de ti, não fales no teu coração, dizendo: Por causa da minha justiça é que o SENHOR me trouxe a esta terra para a possuir; porque pela impiedade destas nações é que o SENHOR as lança fora de diante de ti. 5Não é por causa da tua justiça, nem pela retidão do teu coração que entras a possuir a sua terra, mas pela impiedade destas nações o SENHOR teu Deus as lança fora, de diante de ti, e para confirmar a palavra que o SENHOR jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó. 6Sabe, pois, que não é por causa da tua justiça que o SENHOR teu Deus te dá esta boa terra para possuí-la, pois tu és povo obstinado. 7Lembra-te, e não te esqueças, de que muito provocaste à ira ao SENHOR teu Deus no deserto; desde o dia em que saístes do Egito, até que chegastes a esse lugar, rebeldes fostes contra o SENHOR; 8Pois em Horebe provocastes à ira o SENHOR, tanto que o SENHOR se indignou contra vós para vos destruir. 9Subindo eu ao monte a receber as tábuas de pedra, as tábuas da aliança que o SENHOR fizera convosco, então fiquei no monte quarenta dias e quarenta noites; pão não comi, e água não bebi; 10E o SENHOR me deu as duas tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus; e nelas estava escrito conforme a todas aquelas palavras que o SENHOR tinha falado convosco no monte, do meio do fogo, no dia da assembléia. 11Sucedeu, pois, que ao fim dos quarenta dias e quarenta noites, o SENHOR me deu as duas tábuas de pedra, as tábuas da aliança. 12E o SENHOR me disse: Levanta-te, desce depressa daqui, porque o teu povo, que tiraste do Egito, já se tem corrompido; cedo se desviaram do caminho que eu lhes tinha ordenado; fizeram para si uma imagem de fundição. 13Falou-me ainda o SENHOR, dizendo: Atentei para este povo, e eis que ele é povo obstinado; 14Deixa-me que os destrua, e apague o seu nome de debaixo dos céus; e te faça a ti nação mais poderosa e mais numerosa do que esta. 15Então virei-me, e desci do monte; o qual ardia em fogo e as duas tábuas da aliança estavam em ambas as minhas mãos. 16E olhei, e eis que havíeis pecado contra o SENHOR vosso Deus; vós tínheis feito um bezerro de fundição; cedo vos desviastes do caminho que o SENHOR vos ordenara. 17Então peguei das duas tábuas, e as arrojei das minhas mãos, e as quebrei diante dos vossos olhos. 18E me lancei perante o SENHOR, como antes, quarenta dias, e quarenta noites; não comi pão e não bebi água, por causa de todo o vosso pecado que havíeis cometido, fazendo mal aos olhos do SENHOR, para o provocar à ira. 19Porque temi por causa da ira e do furor, com que o SENHOR tanto estava irado contra vós para vos destruir; porém ainda por esta vez o SENHOR me ouviu. 20Também o SENHOR se irou muito contra Arão para o destruir; mas também orei por Arão ao mesmo tempo. 21Porém eu tomei o vosso pecado, o bezerro que tínheis feito, e o queimei a fogo, e o pisei, moendo-o bem, até que se desfez em pó; e o seu pó lancei no ribeiro que descia do monte. 22Também em Taberá, e em Massá, e em Quibrote-Hataavá provocastes muito a ira do SENHOR. 23Quando também o SENHOR vos enviou de Cades-Barnéia, dizendo: Subi, e possuí a terra, que vos tenho dado: rebeldes fostes ao mandado do SENHOR vosso Deus, e não o crestes, e não obedecestes à sua voz. 24Rebeldes fostes contra o SENHOR desde o dia em que vos conheci. 25E prostrei-me perante o SENHOR; aqueles quarenta dias e quarenta noites estive prostrado, porquanto o SENHOR dissera que vos queria destruir. 26E orei ao SENHOR, dizendo: Senhor Deus, não destruas o teu povo e a tua herança, que resgataste com a tua grandeza, que tiraste do Egito com mão forte. 27Lembra-te dos teus servos, Abraão, Isaque, e Jacó. Não atentes para a dureza deste povo, nem para a sua impiedade, nem para o seu pecado; 28Para que o povo da terra donde nos tiraste não diga: Porquanto o SENHOR não os pôde introduzir na terra de que lhes tinha falado, e porque os odiava, os tirou para matá-los no deserto; 29Todavia são eles o teu povo e a tua herança, que tiraste com a tua grande força e com o teu braço estendido. Deuteronômio 10 1NAQUELE mesmo tempo me disse o SENHOR: Alisa duas tábuas de pedra, como as primeiras, e sobe a mim ao monte, e faze-te uma arca de madeira; 2E naquelas tábuas escreverei as palavras que estavam nas primeiras tábuas, que quebraste, e as porás na arca. 3Assim, fiz uma arca de madeira de acácia, e alisei duas tábuas de pedra, como as primeiras; e subi ao monte com as duas tábuas na minha mão. 4Então escreveu nas tábuas, conforme à primeira escritura, os dez mandamentos, que o SENHOR vos falara no dia da assembléia, no monte, do meio do fogo; e o SENHOR mas deu a mim; 5E virei-me, e desci do monte, e pus as tábuas na arca que fizera; e ali estão, como o SENHOR me ordenou. 6E partiram os filhos de Israel de Beerote-Bene-Jaacã a Moserá; ali faleceu Arão, e ali foi sepultado, e Eleazar, seu filho, administrou o sacerdócio em seu lugar. 7Dali partiram a Gudgodá, e de Gudgodá a Jotbatá, terra de ribeiros de águas. 8No mesmo tempo o SENHOR separou a tribo de Levi, para levar a arca da aliança do SENHOR, para estar diante do SENHOR, para o servir, e para abençoar em seu nome até ao dia de hoje. 9Por isso Levi não tem parte nem herança com seus irmãos; o SENHOR é a sua herança, como o SENHOR teu Deus lhe tem falado. 10E eu estive no monte, como nos primeiros dias, quarenta dias e quarenta noites; e o SENHOR me ouviu ainda por esta vez; não quis o SENHOR destruir-te. 11Porém o SENHOR me disse: Levanta-te, põe-te a caminho adiante do povo, para que entrem, e possuam a terra que jurei dar a seus pais. 12Agora, pois, ó Israel, que é que o SENHOR teu Deus pede de ti, senão que temas o SENHOR teu Deus, que andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao SENHOR teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, 13Que guardes os mandamentos do SENHOR, e os seus estatutos, que hoje te ordeno, para o teu bem? 14Eis que os céus e os céus dos céus são do SENHOR teu Deus, a terra e tudo o que nela há. 15Tão-somente o SENHOR se agradou de teus pais para os amar; e a vós, descendência deles, escolheu, depois deles, de todos os povos como neste dia se vê. 16Circuncidai, pois, o prepúcio do vosso coração, e não mais endureçais a vossa cerviz. 17Pois o SENHOR vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas; 18Que faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e roupa. 19Por isso amareis o estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito. 20Ao SENHOR teu Deus temerás; a ele servirás, e a ele te chegarás, e pelo seu nome jurarás. 21Ele é o teu louvor e o teu Deus, que te fez estas grandes e terríveis coisas que os teus olhos têm visto. 22Com setenta almas teus pais desceram ao Egito; e agora o SENHOR teu Deus te pôs como as estrelas dos céus em multidão. Deuteronômio 11 1AMARÁS, pois, ao SENHOR teu Deus, e guardarás as suas ordenanças, e os seus estatutos, e os seus juízos, e os seus mandamentos, todos os dias. 2E hoje sabereis que falo, não com vossos filhos, que o não sabem, e não viram a instrução do SENHOR vosso Deus, a sua grandeza, a sua mão forte, e o seu braço estendido; 3Nem tampouco os seus sinais, nem os seus feitos, que fez no meio do Egito a Faraó, rei do Egito, e a toda a sua terra; 4Nem o que fez ao exército dos egípcios, aos seus cavalos e aos seus carros, fazendo passar sobre eles as águas do Mar Vermelho quando vos perseguiam, e como o SENHOR os destruiu, até ao dia de hoje; 5Nem o que vos fez no deserto, até que chegastes a este lugar; 6E o que fez a Datã e a Abirão, filhos de Eliabe, filho de Rúben; como a terra abriu a sua boca e os tragou com as suas casas e com as suas tendas, como também tudo o que subsistia, e lhes pertencia, no meio de todo o Israel; 7Porquanto os vossos olhos são os que viram toda a grande obra que fez o SENHOR. 8Guardai, pois, todos os mandamentos que eu vos ordeno hoje, para que sejais fortes, e entreis, e ocupeis a terra que passais a possuir; 9E para que prolongueis os dias na terra que o SENHOR jurou dar a vossos pais e à sua descendência, terra que mana leite e mel. 10Porque a terra que passas a possuir não é como a terra do Egito, de onde saíste, em que semeavas a tua semente, e a regavas com o teu pé, como a uma horta. 11Mas a terra que passais a possuir é terra de montes e de vales; da chuva dos céus beberá as águas; 12Terra de que o SENHOR teu Deus tem cuidado; os olhos do SENHOR teu Deus estão sobre ela continuamente, desde o princípio até ao fim do ano. 13E será que, se diligentemente obedecerdes a meus mandamentos que hoje vos ordeno, de amar ao SENHOR vosso Deus, e de o servir de todo o vosso coração e de toda a vossa alma, 14Então darei a chuva da vossa terra a seu tempo, a temporã e a serôdia, para que recolhais o vosso grão, e o vosso mosto e o vosso azeite. 15E darei erva no teu campo aos teus animais, e comerás, e fartar-te-ás. 16Guardai-vos, que o vosso coração não se engane, e vos desvieis, e sirvais a outros deuses, e vos inclineis perante eles; 17E a ira do SENHOR se acenda contra vós, e feche ele os céus, e não haja água, e a terra não dê o seu fruto, e cedo pereçais da boa terra que o SENHOR vos dá. 18Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma, e atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontais entre os vossos olhos. 19E ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te; 20E escreve-as nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas; 21Para que se multipliquem os vossos dias e os dias de vossos filhos na terra que o SENHOR jurou a vossos pais dar-lhes, como os dias dos céus sobre a terra. 22Porque se diligentemente guardardes todos estes mandamentos, que vos ordeno para os guardardes, amando ao SENHOR vosso Deus, andando em todos os seus caminhos, e a ele vos achegardes, 23Também o SENHOR, de diante de vós, lançará fora todas estas nações, e possuireis nações maiores e mais poderosas do que vós. 24Todo o lugar que pisar a planta do vosso pé será vosso; desde o deserto, e desde o Líbano, desde o rio, o rio Eufrates, até ao mar ocidental, será o vosso termo. 25Ninguém resistirá diante de vós; o SENHOR vosso Deus porá sobre toda a terra, que pisardes, o vosso terror e o temor de vós, como já vos tem dito. 26Eis que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição; 27A bênção, quando cumprirdes os mandamentos do SENHOR vosso Deus, que hoje vos mando; 28Porém a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do SENHOR vosso Deus, e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes. 29E será que, quando o SENHOR teu Deus te introduzir na terra, a que vais para possuí-la, então pronunciarás a bênção sobre o monte Gerizim, e a maldição sobre o monte Ebal. 30Porventura não estão eles além do Jordão, junto ao caminho do pôr do sol, na terra dos cananeus, que habitam na campina defronte de Gilgal, junto aos carvalhais de Moré? 31Porque passareis o Jordão para entrardes a possuir a terra, que vos dá o SENHOR vosso Deus; e a possuireis, e nela habitareis. 32Tende, pois, cuidado em cumprir todos os estatutos e os juízos, que eu hoje vos proponho. Deuteronômio 12 1ESTES são os estatutos e os juízos que tereis cuidado em cumprir na terra que vos deu o SENHOR Deus de vossos pais, para a possuir todos os dias que viverdes sobre a terra. 2Totalmente destruireis todos os lugares, onde as nações que possuireis serviram os seus deuses, sobre as altas montanhas, e sobre os outeiros, e debaixo de toda a árvore frondosa; 3E derrubareis os seus altares, e quebrareis as suas estátuas, e os seus bosques queimareis a fogo, e destruireis as imagens esculpidas dos seus deuses, e apagareis o seu nome daquele lugar. 4Assim não fareis ao SENHOR vosso Deus; 5Mas o lugar que o SENHOR vosso Deus escolher de todas as vossas tribos, para ali pôr o seu nome, buscareis, para sua habitação, e ali vireis. 6E ali trareis os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios, e os vossos dízimos, e a oferta alçada da vossa mão, e os vossos votos, e as vossas ofertas voluntárias, e os primogênitos das vossas vacas e das vossas ovelhas. 7E ali comereis perante o SENHOR vosso Deus, e vos alegrareis em tudo em que puserdes a vossa mão, vós e as vossas casas, no que abençoar o SENHOR vosso Deus. 8Não fareis conforme a tudo o que hoje fazemos aqui, cada qual tudo o que bem parece aos seus olhos. 9Porque até agora não entrastes no descanso e na herança que vos dá o SENHOR vosso Deus. 10Mas passareis o Jordão, e habitareis na terra que vos fará herdar o SENHOR vosso Deus; e vos dará repouso de todos os vossos inimigos em redor, e morareis seguros. 11Então haverá um lugar que escolherá o SENHOR vosso Deus para ali fazer habitar o seu nome; ali trareis tudo o que vos ordeno; os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios, e os vossos dízimos, e a oferta alçada da vossa mão, e toda a escolha dos vossos votos que fizerdes ao SENHOR. 12E vos alegrareis perante o SENHOR vosso Deus, vós, e vossos filhos, e vossas filhas, e os vossos servos, e as vossas servas, e o levita que está dentro das vossas portas; pois convosco não tem parte nem herança. 13Guarda-te, que não ofereças os teus holocaustos em todo o lugar que vires; 14Mas no lugar que o SENHOR escolher numa das tuas tribos ali oferecerás os teus holocaustos, e ali farás tudo o que te ordeno. 15Porém, conforme a todo o desejo da tua alma, matarás e comerás carne, dentro das tuas portas, segundo a bênção do SENHOR teu Deus, que te dá em todas as tuas portas; o imundo e o limpo dela comerá, como do corço e do veado; 16Tãosomente o sangue não comereis; sobre a terra o derramareis como água. 17Dentro das tuas portas não poderás comer o dízimo do teu grão, nem do teu mosto, nem do teu azeite, nem os primogênitos das tuas vacas, nem das tuas ovelhas; nem nenhum dos teus votos, que houveres prometido, nem as tuas ofertas voluntárias, nem a oferta alçada da tua mão. 18Mas os comerás perante o SENHOR teu Deus, no lugar que escolher o SENHOR teu Deus, tu, e teu filho, e a tua filha, e o teu servo, e a tua serva, e o levita que está dentro das tuas portas; e perante o SENHOR teu Deus te alegrarás em tudo em que puseres a tua mão. 19Guarda-te, que não desampares ao levita todos os teus dias na terra. 20Quando o SENHOR teu Deus dilatar os teus termos, como te disse, e disseres: Comerei carne; porquanto a tua alma tem desejo de comer carne; conforme a todo o desejo da tua alma, comerás carne. 21Se estiver longe de ti o lugar que o SENHOR teu Deus escolher, para ali pôr o seu nome, então matarás das tuas vacas e das tuas ovelhas, que o SENHOR te tiver dado, como te tenho ordenado; e comerás dentro das tuas portas, conforme a todo o desejo da tua alma. 22Porém, como se come o corço e o veado, assim comerás; o imundo e o limpo também comerão deles. 23Somente esforça-te para que não comas o sangue; pois o sangue é vida; pelo que não comerás a vida com a carne; 24Não o comerás; na terra o derramarás como água. 25Não o comerás; para que bem te suceda a ti, e a teus filhos, depois de ti, quando fizeres o que for reto aos olhos do SENHOR. 26Porém, as coisas santas que tiveres, e os teus votos tomarás, e virás ao lugar que o SENHOR escolher. 27E oferecerás os teus holocaustos, a carne e o sangue sobre o altar do SENHOR teu Deus; e o sangue dos teus sacrifícios se derramará sobre o altar do SENHOR teu Deus; porém a carne comerás. 28Guarda e ouve todas estas palavras que te ordeno, para que bem te suceda a ti e a teus filhos depois de ti para sempre, quando fizeres o que for bom e reto aos olhos do SENHOR teu Deus. 29Quando o SENHOR teu Deus desarraigar de diante de ti as nações, aonde vais a possuí-las, e as possuíres e habitares na sua terra, 30Guarda-te, que não te enlaces seguindo-as, depois que forem destruídas diante de ti; e que não perguntes acerca dos seus deuses, dizendo: Assim como serviram estas nações os seus deuses, do mesmo modo também farei eu. 31Assim não farás ao SENHOR teu Deus; porque tudo o que é abominável ao SENHOR, e que ele odeia, fizeram eles a seus deuses; pois até seus filhos e suas filhas queimaram no fogo aos seus deuses. 32Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás. Deuteronômio 13 1QUANDO profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti, e te der um sinal ou prodígio, 2E suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los; 3Não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos; porquanto o SENHOR vosso Deus vos prova, para saber se amais o SENHOR vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma. 4Após o SENHOR vosso Deus andareis, e a ele temereis, e os seus mandamentos guardareis, e a sua voz ouvireis, e a ele servireis, e a ele vos achegareis. 5E aquele profeta ou sonhador de sonhos morrerá, pois falou rebeldia contra o SENHOR vosso Deus, que vos tirou da terra do Egito, e vos resgatou da casa da servidão, para te apartar do caminho que te ordenou o SENHOR teu Deus, para andares nele: assim tirarás o mal do meio de ti. 6Quando te incitar teu irmão, filho da tua mãe, ou teu filho, ou tua filha, ou a mulher do teu seio, ou teu amigo, que te é como a tua alma, dizendo-te em segredo: Vamos, e sirvamos a outros deuses que não conheceste, nem tu nem teus pais; 7Dentre os deuses dos povos que estão em redor de vós, perto ou longe de ti, desde uma extremidade da terra até à outra extremidade; 8Não consentirás com ele, nem o ouvirás; nem o teu olho o poupará, nem terás piedade dele, nem o esconderás; 9Mas certamente o matarás; a tua mão será a primeira contra ele, para o matar; e depois a mão de todo o povo. 10E o apedrejarás, até que morra, pois te procurou apartar do SENHOR teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão; 11Para que todo o Israel o ouça e o tema, e não torne a fazer semelhante maldade no meio de ti. 12Quando ouvires dizer, de alguma das tuas cidades que o SENHOR teu Deus te dá para ali habitar: 13Uns homens, filhos de Belial, que saíram do meio de ti, incitaram os moradores da sua cidade, dizendo: Vamos, e sirvamos a outros deuses que não conhecestes; 14Então inquirirás e investigarás, e com diligência perguntarás; e eis que, sendo verdade, e certo que se fez tal abominação no meio de ti; 15Certamente ferirás, ao fio da espada, os moradores daquela cidade, destruindo a ela e a tudo o que nela houver, até os animais. 16E ajuntarás todo o seu despojo no meio da sua praça; e a cidade e todo o seu despojo queimarás totalmente para o SENHOR teu Deus, e será montão perpétuo, nunca mais se edificará. 17Também não se pegará à tua mão nada do anátema, para que o SENHOR se aparte do ardor da sua ira, e te faça misericórdia, e tenha piedade de ti, e te multiplique, como jurou a teus pais; 18Quando ouvires a voz do SENHOR teu Deus, para guardares todos os seus mandamentos que hoje te ordeno; para fazeres o que for reto aos olhos do SENHOR teu Deus. Deuteronômio 14 1FILHOS sois do SENHOR vosso Deus; não vos dareis golpes, nem fareis calva entre vossos olhos por causa de algum morto. 2Porque és povo santo ao SENHOR teu Deus; e o SENHOR te escolheu, de todos os povos que há sobre a face da terra, para lhe seres o seu próprio povo. 3Nenhuma coisa abominável comereis. 4Estes são os animais que comereis: o boi, a ovelha, e a cabra. 5O veado e a corça, e o búfalo, e a cabra montês, e o texugo, e a camurça, e o gamo. 6Todo o animal que tem unhas fendidas, divididas em duas, que rumina, entre os animais, aquilo comereis. 7Porém estes não comereis, dos que somente ruminam, ou que têm a unha fendida: o camelo, e a lebre, e o coelho, porque ruminam mas não têm a unha fendida; imundos vos serão. 8Nem o porco, porque tem unha fendida, mas não rumina; imundo vos será; não comereis da carne destes, e não tocareis nos seus cadáveres. 9 Isto comereis de tudo o que há nas águas; tudo o que tem barbatanas e escamas comereis. 10Mas tudo o que não tiver barbatanas nem escamas não o comereis; imundo vos será. 11Toda a ave limpa comereis. 12Porém estas são as que não comereis: a águia, e o quebrantosso, e o xofrango, 13E o abutre, e o falcão, e o milhafre, segundo a sua espécie. 14E todo o corvo, segundo a sua espécie. 15E o avestruz, e o mocho, e a gaivota, e o gavião, segundo a sua espécie. 16E o bufo, e a coruja, e a gralha, 17E o cisne, e o pelicano, e o corvo marinho, 18E a cegonha, e a garça, segundo a sua espécie, e a poupa, e o morcego. 19Também todo o inseto que voa, vos será imundo; não se comerá. 20Toda a ave limpa comereis. 21Não comereis nenhum animal morto; ao estrangeiro, que está dentro das tuas portas, o darás a comer, ou o venderás ao estranho, porquanto és povo santo ao SENHOR teu Deus. Não cozerás o cabrito com leite da sua mãe. 22Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente, que cada ano se recolher do campo. 23E, perante o SENHOR teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao SENHOR teu Deus todos os dias. 24E quando o caminho te for tão comprido que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar que escolher o SENHOR teu Deus para ali pôr o seu nome, quando o SENHOR teu Deus te tiver abençoado; 25Então vende-os, e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o SENHOR teu Deus; 26E aquele dinheiro darás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; come-o ali perante o SENHOR teu Deus, e alegra-te, tu e a tua casa; 27Porém não desampararás o levita que está dentro das tuas portas; pois não tem parte nem herança contigo. 28Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua colheita no mesmo ano, e os recolherás dentro das tuas portas; 29Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o SENHOR teu Deus te abençoe em toda a obra que as tuas mãos fizerem. Deuteronômio 15 1AO fim dos sete anos farás remissão. 2Este, pois, é o modo da remissão: todo o credor remitirá o que emprestou ao seu próximo; não o exigirá do seu próximo ou do seu irmão, pois a remissão do SENHOR é apregoada. 3Do estrangeiro o exigirás; mas o que tiveres em poder de teu irmão a tua mão o remitirá. 4Exceto quando não houver entre ti pobre algum; pois o SENHOR abundantemente te abençoará na terra que o SENHOR teu Deus te dará por herança, para possuí-la. 5Se somente ouvires diligentemente a voz do SENHOR teu Deus para cuidares em cumprir todos estes mandamentos que hoje te ordeno; 6Porque o SENHOR teu Deus te abençoará, como te tem falado; assim, emprestarás a muitas nações, mas não tomarás empréstimos; e dominarás sobre muitas nações, mas elas não dominarão sobre ti. 7Quando entre ti houver algum pobre, de teus irmãos, em alguma das tuas portas, na terra que o SENHOR teu Deus te dá, não endurecerás o teu coração, nem fecharás a tua mão a teu irmão que for pobre; 8Antes lhe abrirás de todo a tua mão, e livremente lhe emprestarás o que lhe falta, quanto baste para a sua necessidade. 9Guarda-te, que não haja palavra perversa no teu coração, dizendo: Vai-se aproximando o sétimo ano, o ano da remissão; e que o teu olho seja maligno para com teu irmão pobre, e não lhe dês nada; e que ele clame contra ti ao SENHOR, e que haja em ti pecado. 10Livremente lhe darás, e que o teu coração não seja maligno, quando lhe deres; pois por esta causa te abençoará o SENHOR teu Deus em toda a tua obra, e em tudo o que puseres a tua mão. 11Pois nunca deixará de haver pobre na terra; pelo que te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra. 12Quando teu irmão hebreu ou irmã hebréia se vender a ti, seis anos te servirá, mas no sétimo ano o deixarás ir livre. 13E, quando o deixares ir livre, não o despedirás vazio. 14Liberalmente o fornecerás do teu rebanho, e da tua eira, e do teu lagar; daquilo com que o SENHOR teu Deus te tiver abençoado lhe darás. 15E lembrar-te-ás de que foste servo na terra do Egito, e de que o SENHOR teu Deus te resgatou; portanto hoje te ordeno isso. 16Porém se ele te disser: Não sairei de ti; porquanto te amo a ti, e a tua casa, por estar bem contigo; 17Então tomarás uma sovela, e lhe furarás a orelha à porta, e teu servo será para sempre; e também assim farás à tua serva. 18Não seja duro aos teus olhos, quando despedi-lo liberto de ti; pois seis anos te serviu em equivalência ao dobro do salário do diarista; assim o SENHOR teu Deus te abençoará em tudo o que fizeres. 19Todo o primogênito que nascer das tuas vacas e das tuas ovelhas, o macho santificarás ao SENHOR teu Deus; com o primogênito do teu boi não trabalharás, nem tosquiarás o primogênito das tuas ovelhas. 20Perante o SENHOR teu Deus os comerás de ano em ano, no lugar que o SENHOR escolher, tu e a tua casa. 21Porém, havendo nele algum defeito, se for coxo, ou cego, ou tiver qualquer defeito, não o sacrificarás ao SENHOR teu Deus. 22Nas tuas portas o comerás; o imundo e o limpo o comerão também, como da corça ou do veado. 23Somente o seu sangue não comerás; sobre a terra o derramarás como água. Deuteronômio 16 1GUARDA o mês de Abibe, e celebra a páscoa ao SENHOR teu Deus; porque no mês de Abibe o SENHOR teu Deus te tirou do Egito, de noite. 2Então sacrificarás a páscoa ao SENHOR teu Deus, das ovelhas e das vacas, no lugar que o SENHOR escolher para ali fazer habitar o seu nome. 3Nela não comerás levedado; sete dias nela comerás pães ázimos, pão de aflição (porquanto apressadamente saíste da terra do Egito), para que te lembres do dia da tua saída da terra do Egito, todos os dias da tua vida. 4Levedado não aparecerá contigo por sete dias em todos os teus termos; também da carne que matares à tarde, no primeiro dia, nada ficará até à manhã. 5Não poderás sacrificar a páscoa em nenhuma das tuas portas que te dá o SENHOR teu Deus; 6Senão no lugar que escolher o SENHOR teu Deus, para fazer habitar o seu nome, ali sacrificarás a páscoa à tarde, ao pôr do sol, ao tempo determinado da tua saída do Egito. 7Então a cozerás, e comerás no lugar que escolher o SENHOR teu Deus; depois voltarás pela manhã, e irás às tuas tendas. 8Seis dias comerás pães ázimos e no sétimo dia é solenidade ao SENHOR teu Deus; nenhum trabalho farás. 9Sete semanas contarás; desde que a foice começar na seara iniciarás a contar as sete semanas. 10Depois celebrarás a festa das semanas ao SENHOR teu Deus; o que deres será oferta voluntária da tua mão, segundo o SENHOR teu Deus te houver abençoado. 11E te alegrarás perante o SENHOR teu Deus, tu, e teu filho, e tua filha, e o teu servo, e a tua serva, e o levita que está dentro das tuas portas, e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão no meio de ti, no lugar que o SENHOR teu Deus escolher para ali fazer habitar o seu nome. 12E lembrar-te-ás de que foste servo no Egito; e guardarás estes estatutos, e os cumprirás. 13A festa dos tabernáculos celebrarás sete dias, quando tiveres colhido da tua eira e do teu lagar. 14E, na tua festa, alegrar-te-ás, tu, e teu filho, e tua filha, e o teu servo, e a tua serva, e o levita, e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas. 15Sete dias celebrarás a festa ao SENHOR teu Deus, no lugar que o SENHOR escolher; porque o SENHOR teu Deus te há de abençoar em toda a tua colheita, e em todo o trabalho das tuas mãos; por isso certamente te alegrarás. 16Três vezes no ano todo o homem entre ti aparecerá perante o SENHOR teu Deus, no lugar que escolher, na festa dos pães ázimos, e na festa das semanas, e na festa dos tabernáculos; porém não aparecerá vazio perante o SENHOR; 17Cada um, conforme ao dom da sua mão, conforme a bênção do SENHOR teu Deus, que lhe tiver dado. 18Juízes e oficiais porás em todas as tuas cidades que o SENHOR teu Deus te der entre as tuas tribos, para que julguem o povo com juízo de justiça. 19Não torcerás o juízo, não farás acepção de pessoas, nem receberás peitas; porquanto a peita cega os olhos dos sábios, e perverte as palavras dos justos. 20A justiça, somente a justiça seguirás; para que vivas, e possuas em herança a terra que te dará o SENHOR teu Deus. 21Não plantarás nenhuma árvore junto ao altar do SENHOR teu Deus, que fizeres para ti. 22Nem levantarás imagem, a qual o SENHOR teu Deus odeia. Deuteronômio 17 1NÃO sacrificarás ao SENHOR teu Deus, boi ou gado miúdo em que haja defeito ou alguma coisa má; pois abominação é ao SENHOR teu Deus. 2Quando no meio de ti, em alguma das tuas portas que te dá o SENHOR teu Deus, se achar algum homem ou mulher que fizer mal aos olhos do SENHOR teu Deus, transgredindo a sua aliança, 3Que se for, e servir a outros deuses, e se encurvar a eles ou ao sol, ou à lua, ou a todo o exército do céu, o que eu não ordenei, 4E te for denunciado, e o ouvires; então bem o inquirirás; e eis que, sendo verdade, e certo que se fez tal abominação em Israel, 5Então tirarás o homem ou a mulher que fez este malefício, às tuas portas, e apedrejarás o tal homem ou mulher, até que morra. 6Por boca de duas testemunhas, ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer; por boca de uma só testemunha não morrerá. 7As mãos das testemunhas serão primeiro contra ele, para matá-lo; e depois as mãos de todo o povo; assim tirarás o mal do meio de ti. 8Quando alguma coisa te for difícil demais em juízo, entre sangue e sangue, entre demanda e demanda, entre ferida e ferida, em questões de litígios nas tuas portas, então te levantarás, e subirás ao lugar que escolher o SENHOR teu Deus; 9E virás aos sacerdotes levitas, e ao juiz que houver naqueles dias, e inquirirás, e te anunciarão a sentença do juízo. 10E farás conforme ao mandado da palavra que te anunciarem no lugar que escolher o SENHOR; e terás cuidado de fazer conforme a tudo o que te ensinarem. 11Conforme ao mandado da lei que te ensinarem, e conforme ao juízo que te disserem, farás; da palavra que te anunciarem te não desviarás, nem para a direita nem para a esquerda. 12O homem, pois, que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao SENHOR teu Deus, nem ao juiz, esse homem morrerá; e tirarás o mal de Israel; 13Para que todo o povo o ouça, e tema, e nunca mais se ensoberbeça. 14Quando entrares na terra que te dá o SENHOR teu Deus, e a possuíres, e nela habitares, e disseres: Porei sobre mim um rei, assim como têm todas as nações que estão em redor de mim; 15Porás certamente sobre ti como rei aquele que escolher o SENHOR teu Deus; dentre teus irmãos porás rei sobre ti; não poderás pôr homem estranho sobre ti, que não seja de teus irmãos. 16Porém ele não multiplicará para si cavalos, nem fará voltar o povo ao Egito para multiplicar cavalos; pois o SENHOR vos tem dito: Nunca mais voltareis por este caminho. 17Tampouco para si multiplicará mulheres, para que o seu coração não se desvie; nem prata nem ouro multiplicará muito para si. 18Será também que, quando se assentar sobre o trono do seu reino, então escreverá para si num livro, um traslado desta lei, do original que está diante dos sacerdotes levitas. 19E o terá consigo, e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer ao SENHOR seu Deus, para guardar todas as palavras desta lei, e estes estatutos, para cumpri-los; 20Para que o seu coração não se levante sobre os seus irmãos, e não se aparte do mandamento, nem para a direita nem para a esquerda; para que prolongue os seus dias no seu reino, ele e seus filhos no meio de Israel. Deuteronômio 18 1OS sacerdotes levitas, toda a tribo de Levi, não terão parte nem herança com Israel; das ofertas queimadas do SENHOR e da sua herança comerão. 2Por isso não terão herança no meio de seus irmãos; o SENHOR é a sua herança, como lhes tem dito. 3Este, pois, será o direito dos sacerdotes, a receber do povo, dos que oferecerem sacrifício, seja boi ou gado miúdo; que darão ao sacerdote a espádua e as queixadas e o bucho. 4Dar-lhe-ás as primícias do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e as primícias da tosquia das tuas ovelhas. 5Porque o SENHOR teu Deus o escolheu de todas as tuas tribos, para que assista e sirva no nome do SENHOR, ele e seus filhos, todos os dias. 6E, quando chegar um levita de alguma das tuas portas, de todo o Israel, onde habitar; e vier com todo o desejo da sua alma ao lugar que o SENHOR escolheu; 7E servir no nome do SENHOR seu Deus, como também todos os seus irmãos, os levitas, que assistem ali perante o SENHOR, 8 Igual porção comerão, além das vendas do seu patrimônio. 9Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. 10Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; 11Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; 12Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti. 13Perfeito serás, como o SENHOR teu Deus. 14Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o SENHOR teu Deus não permitiu tal coisa. 15O SENHOR teu Deus te levantará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis; 16Conforme a tudo o que pediste ao SENHOR teu Deus em Horebe, no dia da assembléia, dizendo: Não ouvirei mais a voz do SENHOR teu Deus, nem mais verei este grande fogo, para que não morra. 17Então o SENHOR me disse: Falaram bem naquilo que disseram. 18Eis lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. 19E será que qualquer que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, eu o requererei dele. 20Porém o profeta que tiver a presunção de falar alguma palavra em meu nome, que eu não lhe tenha mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta morrerá. 21E, se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o SENHOR não falou? 22Quando o profeta falar em nome do SENHOR, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o SENHOR não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele. Deuteronômio 19 1QUANDO o SENHOR teu Deus desarraigar as nações cuja terra te dará o SENHOR teu Deus, e tu as possuíres, e morares nas suas cidades e nas suas casas, 2Três cidades separarás, no meio da terra que te dará o SENHOR teu Deus para a possuíres. 3Preparar-te-ás o caminho; e os termos da tua terra, que te fará possuir o SENHOR teu Deus, dividirás em três; e isto será para que todo o homicida se acolha ali. 4E este é o caso tocante ao homicida, que se acolher ali, para que viva; aquele que por engano ferir o seu próximo, a quem não odiava antes; 5Como aquele que entrar com o seu próximo no bosque, para cortar lenha, e, pondo força na sua mão com o machado para cortar a árvore, o ferro saltar do cabo e ferir o seu próximo e este morrer, aquele se acolherá a uma destas cidades, e viverá; 6Para que o vingador do sangue não vá após o homicida, quando se enfurecer o seu coração, e o alcançar, por ser comprido o caminho, e lhe tire a vida; porque não é culpado de morte, pois o não odiava antes. 7Portanto te dou ordem, dizendo: Três cidades separarás. 8E, se o SENHOR teu Deus dilatar os teus termos, como jurou a teus pais, e te der toda a terra que disse daria a teus pais 9 (Quando guardares todos estes mandamentos, que hoje te ordeno, para cumpri-los, amando ao SENHOR teu Deus e andando nos seus caminhos todos os dias), então acrescentarás outras três cidades além destas três. 10Para que o sangue inocente não se derrame no meio da tua terra, que o SENHOR teu Deus te dá por herança, e haja sangue sobre ti. 11Mas, havendo alguém que odeia a seu próximo, e lhe arma ciladas, e se levanta contra ele, e o fere mortalmente, e se acolhe a alguma destas cidades, 12Então os anciãos da sua cidade mandarão buscá-lo; e dali o tirarão, e o entregarão na mão do vingador do sangue, para que morra. 13O teu olho não o perdoará; antes tirarás o sangue inocente de Israel, para que bem te suceda. 14Não mudes o limite do teu próximo, que estabeleceram os antigos na tua herança, que receberás na terra que te dá o SENHOR teu Deus para a possuíres. 15Uma só testemunha contra alguém não se levantará por qualquer iniqüidade, ou por qualquer pecado, seja qual for o pecado que cometeu; pela boca de duas testemunhas, ou pela boca de três testemunhas, se estabelecerá o fato. 16Quando se levantar testemunha falsa contra alguém, para testificar contra ele acerca de transgressão, 17Então aqueles dois homens, que tiverem a demanda, se apresentarão perante o SENHOR, diante dos sacerdotes e dos juízes que houver naqueles dias. 18E os juízes inquirirão bem; e eis que, sendo a testemunha falsa, que testificou falsamente contra seu irmão, 19Far-lhe-eis como cuidou fazer a seu irmão; e assim tirarás o mal do meio de ti. 20Para que os que ficarem o ouçam e temam, e nunca mais tornem a fazer tal mal no meio de ti. 21O teu olho não perdoará; vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé. Deuteronômio 20 1QUANDO saíres à peleja contra teus inimigos, e vires cavalos, e carros, e povo maior em número do que tu, deles não terás temor; pois o SENHOR teu Deus, que te tirou da terra do Egito, está contigo. 2E será que, quando vos achegardes à peleja, o sacerdote se adiantará, e falará ao povo, 3E dir-lhe-á: Ouvi, ó Israel, hoje vos achegais à peleja contra os vossos inimigos; não se amoleça o vosso coração: não temais nem tremais, nem vos aterrorizeis diante deles, 4Pois o SENHOR vosso Deus é o que vai convosco, a pelejar contra os vossos inimigos, para salvar-vos. 5Então os oficiais falarão ao povo, dizendo: Qual é o homem que edificou casa nova e ainda não a consagrou? Vá, e torne-se à sua casa para que porventura não morra na peleja e algum outro a consagre. 6E qual é o homem que plantou uma vinha e ainda não a desfrutou? Vá, e tornese à sua casa, para que porventura não morra na peleja e algum outro a desfrute. 7E qual é o homem que está desposado com alguma mulher e ainda não a recebeu? Vá, e torne-se à sua casa, para que porventura não morra na peleja e algum outro homem a receba. 8E continuarão os oficiais a falar ao povo, dizendo: Qual é o homem medroso e de coração tímido? Vá, e torne-se à sua casa, para que o coração de seus irmãos não se derreta como o seu coração. 9E será que, quando os oficiais acabarem de falar ao povo, então designarão os capitães dos exércitos para a dianteira do povo. 10Quando te achegares a alguma cidade para combatê-la, apregoar-lhe-ás a paz. 11E será que, se te responder em paz, e te abrir as portas, todo o povo que se achar nela te será tributário e te servirá. 12Porém, se ela não fizer paz contigo, mas antes te fizer guerra, então a sitiarás. 13E o SENHOR teu Deus a dará na tua mão; e todo o homem que houver nela passarás ao fio da espada. 14Porém, as mulheres, e as crianças, e os animais; e tudo o que houver na cidade, todo o seu despojo, tomarás para ti; e comerás o despojo dos teus inimigos, que te deu o SENHOR teu Deus. 15Assim farás a todas as cidades que estiverem mui longe de ti, que não forem das cidades destas nações. 16Porém, das cidades destas nações, que o SENHOR teu Deus te dá em herança, nenhuma coisa que tem fôlego deixarás com vida. 17Antes destruí-las-ás totalmente: aos heteus, e aos amorreus, e aos cananeus, e aos perizeus, e aos heveus, e aos jebuseus, como te ordenou o SENHOR teu Deus. 18Para que não vos ensinem a fazer conforme a todas as suas abominações, que fizeram a seus deuses, e pequeis contra o SENHOR vosso Deus. 19Quando sitiares uma cidade por muitos dias, pelejando contra ela para a tomar, não destruirás o seu arvoredo, colocando nele o machado, porque dele comerás; pois que não o cortarás (pois o arvoredo do campo é mantimento para o homem), para empregar no cerco. 20Mas as árvores que souberes que não são árvores de alimento, destruí-las-ás e cortá-las-ás; e contra a cidade que guerrear contra ti edificarás baluartes, até que esta seja vencida. Deuteronômio 21 1QUANDO na terra que te der o SENHOR teu Deus, para possuí-la, se achar um morto, caído no campo, sem que se saiba quem o matou, 2Então sairão os teus anciãos e os teus juízes, e medirão a distância até as cidades que estiverem em redor do morto; 3E, na cidade mais próxima ao morto, os anciãos da mesma cidade tomarão uma novilha da manada, que não tenha trabalhado nem tenha puxado com o jugo; 4E os anciãos daquela cidade trarão a novilha a um vale áspero, que nunca foi lavrado nem semeado; e ali, naquele vale, degolarão a novilha; 5Então se achegarão os sacerdotes, filhos de Levi; pois o SENHOR teu Deus os escolheu para o servirem, e para abençoarem em nome do SENHOR; e pela sua palavra se decidirá toda a demanda e todo o ferimento; 6E todos os anciãos da mesma cidade, mais próxima ao morto, lavarão as suas mãos sobre a novilha degolada no vale; 7E protestarão, e dirão: As nossas mãos não derramaram este sangue, e os nossos olhos o não viram. 8Sê propício ao teu povo Israel, que tu, ó SENHOR, resgataste, e não ponhas o sangue inocente no meio do teu povo Israel. E aquele sangue lhes será expiado. 9Assim tirarás o sangue inocente do meio de ti; pois farás o que é reto aos olhos do SENHOR. 10Quando saíres à peleja contra os teus inimigos, e o SENHOR teu Deus os entregar nas tuas mãos, e tu deles levares prisioneiros, 11E tu entre os presos vires uma mulher formosa à vista, e a cobiçares, e a tomares por mulher, 12Então a trarás para a tua casa; e ela rapará a cabeça e cortará as suas unhas. 13E despirá o vestido do seu cativeiro, e se assentará na tua casa, e chorará a seu pai e a sua mãe um mês inteiro; e depois chegarás a ela, e tu serás seu marido e ela tua mulher. 14E será que, se te não contentares dela, a deixarás ir à sua vontade; mas de modo algum a venderás por dinheiro, nem a tratarás como escrava, pois a tens humilhado. 15Quando um homem tiver duas mulheres, uma a quem ama e outra a quem despreza, e a amada e a desprezada lhe derem filhos, e o filho primogênito for da desprezada, 16Será que, no dia em que fizer herdar a seus filhos o que tiver, não poderá dar a primogenitura ao filho da amada, preferindo-o ao filho da desprezada, que é o primogênito. 17Mas ao filho da desprezada reconhecerá por primogênito, dando-lhe dobrada porção de tudo quanto tiver; porquanto aquele é o princípio da sua força, o direito da primogenitura é dele. 18Quando alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedecer à voz de seu pai e à voz de sua mãe, e, castigando-o eles, lhes não der ouvidos, 19Então seu pai e sua mãe pegarão nele, e o levarão aos anciãos da sua cidade, e à porta do seu lugar; 20E dirão aos anciãos da cidade: Este nosso filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz; é um comilão e um beberrão. 21Então todos os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; e tirarás o mal do meio de ti, e todo o Israel ouvirá e temerá. 22Quando também em alguém houver pecado, digno do juízo de morte, e for morto, e o pendurares num madeiro, 23O seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia; porquanto o pendurado é maldito de Deus; assim não contaminarás a tua terra, que o SENHOR teu Deus te dá em herança. Deuteronômio 22 1VENDO extraviado o boi ou ovelha de teu irmão, não te desviarás deles; restituí-los-ás sem falta a teu irmão. 2E se teu irmão não estiver perto de ti, ou não o conheceres, recolhê-los-ás na tua casa, para que fiquem contigo, até que teu irmão os busque, e tu lhos restituirás. 3Assim também farás com o seu jumento, e assim farás com as suas roupas; assim farás também com toda a coisa perdida, que se perder de teu irmão, e tu a achares; não te poderás omitir. 4Se vires o jumento que é de teu irmão, ou o seu boi, caídos no caminho, não te desviarás deles; sem falta o ajudarás a levantá-los. 5Não haverá traje de homem na mulher, e nem vestirá o homem roupa de mulher; porque, qualquer que faz isto, abominação é ao SENHOR teu Deus. 6Quando encontrares pelo caminho um ninho de ave numa árvore, ou no chão, com passarinhos, ou ovos, e a mãe posta sobre os passarinhos, ou sobre os ovos, não tomarás a mãe com os filhotes; 7Deixarás ir livremente a mãe, e os filhotes tomarás para ti; para que te vá bem e para que prolongues os teus dias. 8Quando edificares uma casa nova, farás um parapeito, no eirado, para que não ponhas culpa de sangue na tua casa, se alguém de algum modo cair dela. 9Não semearás a tua vinha com diferentes espécies de semente, para que não se degenere o fruto da semente que semeares, e a novidade da vinha. 10Com boi e com jumento não lavrarás juntamente. 11Não te vestirás de diversos estofos de lã e linho juntamente. 12Franjas porás nas quatro bordas da tua manta, com que te cobrires. 13Quando um homem tomar mulher e, depois de coabitar com ela, a desprezar, 14E lhe imputar coisas escandalosas, e contra ela divulgar má fama, dizendo: Tomei esta mulher, e me cheguei a ela, porém não a achei virgem; 15Então o pai da moça e sua mãe tomarão os sinais da virgindade da moça, e levá-los-ão aos anciãos da cidade, à porta; 16E o pai da moça dirá aos anciãos: Eu dei minha filha por mulher a este homem, porém ele a despreza; 17E eis que lhe imputou coisas escandalosas, dizendo: Não achei virgem a tua filha; porém eis aqui os sinais da virgindade de minha filha. E estenderão a roupa diante dos anciãos da cidade. 18Então os anciãos da mesma cidade tomarão aquele homem, e o castigarão. 19E o multarão em cem siclos de prata, e os darão ao pai da moça; porquanto divulgou má fama sobre uma virgem de Israel. E lhe será por mulher, em todos os seus dias não a poderá despedir. 20Porém se isto for verdadeiro, isto é, que a virgindade não se achou na moça, 21Então levarão a moça à porta da casa de seu pai, e os homens da sua cidade a apedrejarão, até que morra; pois fez loucura em Israel, prostituindo-se na casa de seu pai; assim tirarás o mal do meio de ti. 22Quando um homem for achado deitado com mulher que tenha marido, então ambos morrerão, o homem que se deitou com a mulher, e a mulher; assim tirarás o mal de Israel. 23Quando houver moça virgem, desposada, e um homem a achar na cidade, e se deitar com ela, 24Então trareis ambos à porta daquela cidade, e os apedrejareis, até que morram; a moça, porquanto não gritou na cidade, e o homem, porquanto humilhou a mulher do seu próximo; assim tirarás o mal do meio de ti. 25E se algum homem no campo achar uma moça desposada, e o homem a forçar, e se deitar com ela, então morrerá só o homem que se deitou com ela; 26Porém à moça não farás nada. A moça não tem culpa de morte; porque, como o homem que se levanta contra o seu próximo, e lhe tira a vida, assim é este caso. 27Pois a achou no campo; a moça desposada gritou, e não houve quem a livrasse. 28Quando um homem achar uma moça virgem, que não for desposada, e pegar nela, e se deitar com ela, e forem apanhados, 29Então o homem que se deitou com ela dará ao pai da moça cinqüenta siclos de prata; e porquanto a humilhou, lhe será por mulher; não a poderá despedir em todos os seus dias. 30Nenhum homem tomará a mulher de seu pai, nem descobrirá a nudez de seu pai. Deuteronômio 23 1AQUELE a quem forem trilhados os testículos, ou cortado o membro viril, não entrará na congregação do SENHOR. 2Nenhum bastardo entrará na congregação do SENHOR; nem ainda a sua décima geração entrará na congregação do SENHOR. 3Nenhum amonita nem moabita entrará na congregação do SENHOR; nem ainda a sua décima geração entrará na congregação do SENHOR eternamente. 4Porquanto não saíram com pão e água, a receber-vos no caminho, quando saíeis do Egito; e porquanto alugaram contra ti a Balaão, filho de Beor, de Petor, de Mesopotâmia, para te amaldiçoar. 5Porém o SENHOR teu Deus não quis ouvir Balaão; antes o SENHOR teu Deus trocou em bênção a maldição; porquanto o SENHOR teu Deus te amava. 6Não lhes procurarás nem paz nem bem em todos os teus dias para sempre. 7Não abominarás o edomeu, pois é teu irmão; nem abominarás o egípcio, pois estrangeiro foste na sua terra. 8Os filhos que lhes nascerem na terceira geração, cada um deles entrará na congregação do SENHOR. 9Quando o exército sair contra os teus inimigos, então te guardarás de toda a coisa má. 10Quando entre ti houver alguém que, por algum acidente noturno, não estiver limpo, sairá fora do arraial; não entrará no meio dele. 11Porém será que, declinando a tarde, se lavará em água; e, em se pondo o sol, entrará no meio do arraial. 12Também terás um lugar fora do arraial, para onde sairás. 13E entre as tuas armas terás uma pá; e será que, quando estiveres assentado, fora, então com ela cavarás e, virando-te, cobrirás o que defecaste. 14Porquanto o SENHOR teu Deus anda no meio de teu arraial, para te livrar, e entregar a ti os teus inimigos; pelo que o teu arraial será santo, para que ele não veja coisa feia em ti, e se aparte de ti. 15Não entregarás a seu senhor o servo que, tendo fugido dele, se acolher a ti; 16Contigo ficará, no meio de ti, no lugar que escolher em alguma das tuas portas, onde lhe agradar; não o oprimirás. 17Não haverá prostituta dentre as filhas de Israel; nem haverá sodomita dentre os filhos de Israel. 18Não trarás o salário da prostituta nem preço de um sodomita à casa do SENHOR teu Deus por qualquer voto; porque ambos são igualmente abominação ao SENHOR teu Deus. 19A teu irmão não emprestarás com juros, nem dinheiro, nem comida, nem qualquer coisa que se empreste com juros. 20Ao estranho emprestarás com juros, porém a teu irmão não emprestarás com juros; para que o SENHOR teu Deus te abençoe em tudo que puseres a tua mão, na terra a qual vais a possuir. 21Quando fizeres algum voto ao SENHOR teu Deus, não tardarás em cumpri-lo; porque o SENHOR teu Deus certamente o requererá de ti, e em ti haverá pecado. 22Porém, abstendo-te de votar, não haverá pecado em ti. 23O que saiu dos teus lábios guardarás, e cumprirás, tal como voluntariamente votaste ao SENHOR teu Deus, declarando-o pela tua boca. 24Quando entrares na vinha do teu próximo, comerás uvas conforme ao teu desejo até te fartares, porém não as porás no teu cesto. 25Quando entrares na seara do teu próximo, com a tua mão arrancarás as espigas; porém não porás a foice na seara do teu próximo. Deuteronômio 24 1QUANDO um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então será que, se não achar graça em seus olhos, por nela encontrar coisa indecente, far-lhe-á uma carta de repúdio, e lha dará na sua mão, e a despedirá da sua casa. 2Se ela, pois, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem, 3E este também a desprezar, e lhe fizer carta de repúdio, e lha der na sua mão, e a despedir da sua casa, ou se este último homem, que a tomou para si por mulher, vier a morrer, 4Então seu primeiro marido, que a despediu, não poderá tornar a tomá-la, para que seja sua mulher, depois que foi contaminada; pois é abominação perante o SENHOR; assim não farás pecar a terra que o SENHOR teu Deus te dá por herança. 5Quando um homem for recém-casado não sairá à guerra, nem se lhe imporá encargo algum; por um ano inteiro ficará livre na sua casa para alegrar a mulher que tomou. 6Não se tomará em penhor ambas as mós, nem a mó de cima nem a de baixo; pois se penhoraria assim a vida. 7Quando se achar alguém que tiver furtado um dentre os seus irmãos, dos filhos de Israel, e escravizá-lo, ou vendê-lo, esse ladrão morrerá, e tirarás o mal do meio de ti. 8Guarda-te da praga da lepra, e tenhas grande cuidado de fazer conforme a tudo o que te ensinarem os sacerdotes levitas; como lhes tenho ordenado, terás cuidado de o fazer. 9Lembra-te do que o SENHOR teu Deus fez a Miriã no caminho, quando saíste do Egito. 10Quando emprestares alguma coisa ao teu próximo, não entrarás em sua casa, para lhe tirar o penhor. 11Fora ficarás; e o homem, a quem emprestaste, te trará fora o penhor. 12Porém, se for homem pobre, não te deitarás com o seu penhor. 13Em se pondo o sol, sem falta lhe restituirás o penhor; para que durma na sua roupa, e te abençoe; e isto te será justiça diante do SENHOR teu Deus. 14Não oprimirás o diarista pobre e necessitado de teus irmãos, ou de teus estrangeiros, que está na tua terra e nas tuas portas. 15No seu dia lhe pagarás a sua diária, e o sol não se porá sobre isso; porquanto pobre é, e sua vida depende disso; para que não clame contra ti ao SENHOR, e haja em ti pecado. 16Os pais não morrerão pelos filhos, nem os filhos pelos pais; cada um morrerá pelo seu pecado. 17Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão; nem tomarás em penhor a roupa da viúva. 18Mas lembrar-te-ás de que foste servo no Egito, e de que o SENHOR teu Deus te livrou dali; pelo que te ordeno que faças isso. 19Quando no teu campo colheres a tua colheita, e esqueceres um molho no campo, não tornarás a tomá-lo; para o estrangeiro, para o órfão, e para a viúva será; para que o SENHOR teu Deus te abençoe em toda a obra das tuas mãos. 20Quando sacudires a tua oliveira, não voltarás para colher o fruto dos ramos; para o estrangeiro, para o órfão, e para a viúva será. 21Quando vindimares a tua vinha, não voltarás para rebuscá-la; para o estrangeiro, para o órfão, e para a viúva será. 22E lembrar-te-ás de que foste servo na terra do Egito; portanto te ordeno que faças isso. Deuteronômio 25 1QUANDO houver contenda entre alguns, e vierem a juízo, para que os julguem, ao justo justificarão, e ao injusto condenarão. 2E será que, se o injusto merecer açoites, o juiz o fará deitar-se, para que seja açoitado diante de si; segundo a sua culpa, será o número de açoites. 3Quarenta açoites lhe fará dar, não mais; para que, porventura, se lhe fizer dar mais açoites do que estes, teu irmão não fique envilecido aos teus olhos. 4Não atarás a boca ao boi, quando trilhar. 5Quando irmãos morarem juntos, e um deles morrer, e não tiver filho, então a mulher do falecido não se casará com homem estranho, de fora; seu cunhado estará com ela, e a receberá por mulher, e fará a obrigação de cunhado para com ela. 6E o primogênito que ela lhe der será sucessor do nome do seu irmão falecido, para que o seu nome não se apague em Israel. 7Porém, se o homem não quiser tomar sua cunhada, esta subirá à porta dos anciãos, e dirá: Meu cunhado recusa suscitar a seu irmão nome em Israel; não quer cumprir para comigo o dever de cunhado. 8Então os anciãos da sua cidade o chamarão, e com ele falarão; e, se ele persistir, e disser: Não quero tomá-la; 9Então sua cunhada se chegará a ele na presença dos anciãos, e lhe descalçará o sapato do pé, e lhe cuspirá no rosto, e protestará, e dirá: Assim se fará ao homem que não edificar a casa de seu irmão; 10E o seu nome se chamará em Israel: A casa do descalçado. 11Quando pelejarem dois homens, um contra o outro, e a mulher de um chegar para livrar a seu marido da mão do que o fere, e ela estender a sua mão, e lhe pegar pelas suas vergonhas, 12Então cortar-lhe-ás a mão; não a poupará o teu olho. 13Na tua bolsa não terás pesos diversos, um grande e um pequeno. 14Na tua casa não terás dois tipos de efa, um grande e um pequeno. 15Peso inteiro e justo terás; efa inteiro e justo terás; para que se prolonguem os teus dias na terra que te dará o SENHOR teu Deus. 16Porque abominação é ao SENHOR teu Deus todo aquele que faz isto, todo aquele que fizer injustiça. 17Lembra-te do que te fez Amaleque no caminho, quando saías do Egito; 18Como te saiu ao encontro no caminho, e feriu na tua retaguarda todos os fracos que iam atrás de ti, estando tu cansado e afadigado; e não temeu a Deus. 19Será, pois, que, quando o SENHOR teu Deus te tiver dado repouso de todos os teus inimigos em redor, na terra que o SENHOR teu Deus te dá por herança, para possuí-la, então apagarás a memória de Amaleque de debaixo do céu; não te esqueças. Deuteronômio 26 1E SERÁ que, quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der por herança, e a possuíres, e nela habitares, 2Então tomarás das primícias de todos os frutos do solo, que recolheres da terra, que te dá o SENHOR teu Deus, e as porás num cesto, e irás ao lugar que escolher o SENHOR teu Deus, para ali fazer habitar o seu nome. 3E irás ao sacerdote, que houver naqueles dias, e dir-lhe-ás: Hoje declaro perante o SENHOR teu Deus que entrei na terra que o SENHOR jurou a nossos pais darnos. 4E o sacerdote tomará o cesto da tua mão, e o porá diante do altar do SENHOR teu Deus. 5Então testificarás perante o SENHOR teu Deus, e dirás: Arameu, prestes a perecer, foi meu pai, e desceu ao Egito, e ali peregrinou com pouca gente, porém ali cresceu até vir a ser nação grande, poderosa, e numerosa. 6Mas os egípcios nos maltrataram e nos afligiram, e sobre nós impuseram uma dura servidão. 7Então clamamos ao SENHOR Deus de nossos pais; e o SENHOR ouviu a nossa voz, e atentou para a nossa miséria, e para o nosso trabalho, e para a nossa opressão. 8E o SENHOR nos tirou do Egito com mão forte, e com braço estendido, e com grande espanto, e com sinais, e com milagres; 9E nos trouxe a este lugar, e nos deu esta terra, terra que mana leite e mel. 10E eis que agora eu trouxe as primícias dos frutos da terra que tu, ó SENHOR, me deste. Então as porás perante o SENHOR teu Deus, e te inclinarás perante o SENHOR teu Deus, 11E te alegrarás por todo o bem que o SENHOR teu Deus te tem dado a ti e à tua casa, tu e o levita, e o estrangeiro que está no meio de ti. 12Quando acabares de separar todos os dízimos da tua colheita no ano terceiro, que é o ano dos dízimos, então os darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas portas, e se fartem; 13E dirás perante o SENHOR teu Deus: Tirei da minha casa as coisas consagradas e as dei também ao levita, e ao estrangeiro, e ao órfão e à viúva, conforme a todos os teus mandamentos que me tens ordenado; não transgredi os teus mandamentos, nem deles me esqueci; 14Delas não comi no meu luto, nem delas nada tirei quando imundo, nem delas dei para os mortos; obedeci à voz do SENHOR meu Deus; conforme a tudo o que me ordenaste, tenho feito. 15Olha desde a tua santa habitação, desde o céu, e abençoa o teu povo, a Israel, e a terra que nos deste, como juraste a nossos pais, terra que mana leite e mel. 16Neste dia, o SENHOR teu Deus te manda cumprir estes estatutos e juízos; guarda-os pois, e cumpre-os com todo o teu coração e com toda a tua alma. 17Hoje declaraste ao SENHOR que ele te será por Deus, e que andarás nos seus caminhos, e guardarás os seus estatutos, e os seus mandamentos, e os seus juízos, e darás ouvidos à sua voz. 18E o SENHOR hoje te declarou que tu lhe serás por seu próprio povo, como te tem dito, e que guardarás todos os seus mandamentos. 19Para assim te exaltar sobre todas as nações que criou, para louvor, e para fama, e para glória, e para que sejas um povo santo ao SENHOR teu Deus, como tem falado. Deuteronômio 27 1E DERAM ordem, Moisés e os anciãos, ao povo de Israel, dizendo: Guardai todos estes mandamentos que hoje vos ordeno; 2Será, pois, que, no dia em que passares o Jordão à terra que te der o SENHOR teu Deus, levantar-te-ás umas pedras grandes, e as caiarás. 3E, havendo-o passado, escreverás nelas todas as palavras desta lei, para entrares na terra que te der o SENHOR teu Deus, terra que mana leite e mel, como te falou o SENHOR Deus de teus pais. 4Será, pois, que, quando houveres passado o Jordão, levantareis estas pedras, que hoje vos ordeno, no monte Ebal, e as caiarás. 5E ali edificarás um altar ao SENHOR teu Deus, um altar de pedras; não alçarás instrumento de ferro sobre elas. 6De pedras brutas edificarás o altar do SENHOR teu Deus; e sobre ele oferecerás holocaustos ao SENHOR teu Deus. 7Também sacrificarás ofertas pacíficas, e ali comerás perante o SENHOR teu Deus, e te alegrarás. 8E naquelas pedras escreverás todas as palavras desta lei, exprimindo-as nitidamente. 9Falou mais Moisés, juntamente com os sacerdotes levitas, a todo o Israel, dizendo: Guarda silêncio e ouve, ó Israel! Hoje vieste a ser povo do SENHOR teu Deus. 10Portanto obedecerás à voz do SENHOR teu Deus, e cumprirás os seus mandamentos e os seus estatutos que hoje te ordeno. 11E Moisés deu ordem naquele dia ao povo, dizendo: 12Quando houverdes passado o Jordão, estes estarão sobre o monte Gerizim, para abençoarem o povo: Simeão, e Levi, e Judá, e Issacar, e José, e Benjamim; 13E estes estarão sobre o monte Ebal para amaldiçoar: Rúben, Gade, e Aser, e Zebulom, Dã e Naftali. 14E os levitas testificarão a todo o povo de Israel em alta voz, e dirão: 15Maldito o homem que fizer imagem de escultura, ou de fundição, abominação ao SENHOR, obra da mão do artífice, e a puser em um lugar escondido. E todo o povo, respondendo, dirá: Amém. 16Maldito aquele que desprezar a seu pai ou a sua mãe. E todo o povo dirá: Amém. 17Maldito aquele que remover os limites do seu próximo. E todo o povo dirá: Amém. 18Maldito aquele que fizer que o cego erre de caminho. E todo o povo dirá: Amém. 19Maldito aquele que perverter o direito do estrangeiro, do órfão e da viúva. E todo o povo dirá: Amém. 20Maldito aquele que se deitar com a mulher de seu pai, porquanto descobriu a nudez de seu pai. E todo o povo dirá: Amém. 21Maldito aquele que se deitar com algum animal. E todo o povo dirá: Amém. 22Maldito aquele que se deitar com sua irmã, filha de seu pai, ou filha de sua mãe. E todo o povo dirá: Amém. 23Maldito aquele que se deitar com sua sogra. E todo o povo dirá: Amém. 24Maldito aquele que ferir ao seu próximo em oculto. E todo o povo dirá: Amém. 25Maldito aquele que aceitar suborno para ferir uma pessoa inocente. E todo o povo dirá: Amém. 26Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo. E todo o povo dirá: Amém. Deuteronômio 28 1E SERÁ que, se ouvires a voz do SENHOR teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o SENHOR teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra. 2E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do SENHOR teu Deus: 3Bendito serás na cidade, e bendito serás no campo. 4Bendito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e o fruto dos teus animais; e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas. 5Bendito o teu cesto e a tua amassadeira. 6Bendito serás ao entrares, e bendito serás ao saíres. 7O SENHOR entregará, feridos diante de ti, os teus inimigos, que se levantarem contra ti; por um caminho sairão contra ti, mas por sete caminhos fugirão da tua presença. 8O SENHOR mandará que a bênção esteja contigo nos teus celeiros, e em tudo o que puseres a tua mão; e te abençoará na terra que te der o SENHOR teu Deus. 9O SENHOR te confirmará para si como povo santo, como te tem jurado, quando guardares os mandamentos do SENHOR teu Deus, e andares nos seus caminhos. 10E todos os povos da terra verão que é invocado sobre ti o nome do SENHOR, e terão temor de ti. 11E o SENHOR te dará abundância de bens no fruto do teu ventre, e no fruto dos teus animais, e no fruto do teu solo, sobre a terra que o SENHOR jurou a teus pais te dar. 12O SENHOR te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar toda a obra das tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado. 13E o SENHOR te porá por cabeça, e não por cauda; e só estarás em cima, e não debaixo, se obedeceres aos mandamentos do SENHOR teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir. 14E não te desviarás de todas as palavras que hoje te ordeno, nem para a direita nem para a esquerda, andando após outros deuses, para os servires. 15Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do SENHOR teu Deus, para não cuidares em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que hoje te ordeno, então virão sobre ti todas estas maldições, e te alcançarão: 16Maldito serás tu na cidade, e maldito serás no campo. 17Maldito o teu cesto e a tua amassadeira. 18Maldito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e as crias das tuas vacas, e das tuas ovelhas. 19Maldito serás ao entrares, e maldito serás ao saíres. 20O SENHOR mandará sobre ti a maldição; a confusão e a derrota em tudo em que puseres a mão para fazer; até que sejas destruído, e até que repentinamente pereças, por causa da maldade das tuas obras, pelas quais me deixaste. 21O SENHOR fará pegar em ti a pestilência, até que te consuma da terra a que passas a possuir. 22O SENHOR te ferirá com a tísica e com a febre, e com a inflamação, e com o calor ardente, e com a secura, e com crestamento e com ferrugem; e te perseguirão até que pereças. 23E os teus céus, que estão sobre a cabeça, serão de bronze; e a terra que está debaixo de ti, será de ferro. 24O SENHOR dará por chuva sobre a tua terra, pó e poeira; dos céus descerá sobre ti, até que pereças. 25O SENHOR te fará cair diante dos teus inimigos; por um caminho sairás contra eles, e por sete caminhos fugirás de diante deles, e serás espalhado por todos os reinos da terra. 26E o teu cadáver servirá de comida a todas as aves dos céus, e aos animais da terra; e ninguém os espantará. 27O SENHOR te ferirá com as úlceras do Egito, com tumores, e com sarna, e com coceira, de que não possas curar-te; 28O SENHOR te ferirá com loucura, e com cegueira, e com pasmo de coração; 29E apalparás ao meio-dia, como o cego apalpa na escuridão, e não prosperarás nos teus caminhos; porém somente serás oprimido e roubado todos os dias, e não haverá quem te salve. 30Desposar-te-ás com uma mulher, porém outro homem dormirá com ela; edificarás uma casa, porém não morarás nela; plantarás uma vinha, porém não aproveitarás o seu fruto. 31O teu boi será morto aos teus olhos, porém dele não comerás; o teu jumento será roubado diante de ti, e não voltará a ti; as tuas ovelhas serão dadas aos teus inimigos, e não haverá quem te salve. 32Teus filhos e tuas filhas serão dados a outro povo, os teus olhos o verão, e por eles desfalecerão todo o dia; porém não haverá poder na tua mão. 33O fruto da tua terra e todo o teu trabalho, comerá um povo que nunca conheceste; e tu serás oprimido e quebrantado todos os dias. 34E enlouquecerás com o que vires com os teus olhos. 35O SENHOR te ferirá com úlceras malignas nos joelhos e nas pernas, de que não possas sarar, desde a planta do teu pé até ao alto da cabeça. 36O SENHOR te levará a ti e a teu rei, que tiveres posto sobre ti, a uma nação que não conheceste, nem tu nem teus pais; e ali servirás a outros deuses, ao pau e à pedra. 37E serás por pasmo, por ditado, e por fábula, entre todos os povos a que o SENHOR te levará. 38Lançarás muita semente ao campo; porém colherás pouco, porque o gafanhoto a consumirá. 39Plantarás vinhas, e cultivarás; porém não beberás vinho, nem colherás as uvas; porque o bicho as colherá. 40Em todos os termos terás oliveiras; porém não te ungirás com azeite; porque a azeitona cairá da tua oliveira. 41Filhos e filhas gerarás; porém não serão para ti; porque irão em cativeiro. 42Todo o teu arvoredo e o fruto da tua terra consumirá a lagarta. 43O estrangeiro, que está no meio de ti, se elevará muito sobre ti, e tu mais baixo descerás; 44Ele te emprestará a ti, porém tu não emprestarás a ele; ele será por cabeça, e tu serás por cauda. 45E todas estas maldições virão sobre ti, e te perseguirão, e te alcançarão, até que sejas destruído; porquanto não ouviste à voz do SENHOR teu Deus, para guardares os seus mandamentos, e os seus estatutos, que te tem ordenado; 46E serão entre ti por sinal e por maravilha, como também entre a tua descendência para sempre. 47Porquanto não serviste ao SENHOR teu Deus com alegria e bondade de coração, pela abundância de tudo. 48Assim servirás aos teus inimigos, que o SENHOR enviará contra ti, com fome e com sede, e com nudez, e com falta de tudo; e sobre o teu pescoço porá um jugo de ferro, até que te tenha destruído. 49O SENHOR levantará contra ti uma nação de longe, da extremidade da terra, que voa como a águia, nação cuja língua não entenderás; 50Nação feroz de rosto, que não respeitará o rosto do velho, nem se apiedará do moço; 51E comerá o fruto dos teus animais, e o fruto da tua terra, até que sejas destruído; e não te deixará grão, mosto, nem azeite, nem crias das tuas vacas, nem das tuas ovelhas, até que te haja consumido; 52E sitiar-te-á em todas as tuas portas, até que venham a cair os teus altos e fortes muros, em que confiavas em toda a tua terra; e te sitiará em todas as tuas portas, em toda a tua terra que te tem dado o SENHOR teu Deus. 53E comerás o fruto do teu ventre, a carne de teus filhos e de tuas filhas, que te der o SENHOR teu Deus, no cerco e no aperto com que os teus inimigos te apertarão. 54Quanto ao homem mais mimoso e delicado no meio de ti, o seu olho será maligno para com o seu irmão, e para com a mulher do seu regaço, e para com os demais de seus filhos que ainda lhe ficarem; 55De sorte que não dará a nenhum deles da carne de seus filhos, que ele comer; porquanto nada lhe ficou de resto no cerco e no aperto, com que o teu inimigo te apertará em todas as tuas portas. 56E quanto à mulher mais mimosa e delicada no meio de ti, que de mimo e delicadeza nunca tentou pôr a planta de seu pé sobre a terra, será maligno o seu olho contra o homem de seu regaço, e contra seu filho, e contra sua filha; 57E isto por causa de suas páreas, que saírem dentre os seus pés, e para com os seus filhos que tiver, porque os comerá às escondidas pela falta de tudo, no cerco e no aperto, com que o teu inimigo te apertará nas tuas portas. 58Se não tiveres cuidado de guardar todas as palavras desta lei, que estão escritas neste livro, para temeres este nome glorioso e temível, o SENHOR TEU DEUS, 59Então o SENHOR fará espantosas as tuas pragas, e as pragas de tua descendência, grandes e permanentes pragas, e enfermidades malignas e duradouras; 60E fará tornar sobre ti todos os males do Egito, de que tu tiveste temor, e se apegarão a ti. 61Também o SENHOR fará vir sobre ti toda a enfermidade e toda a praga, que não está escrita no livro desta lei, até que sejas destruído. 62E ficareis poucos em número, em lugar de haverem sido como as estrelas dos céus em multidão; porquanto não destes ouvidos à voz do SENHOR teu Deus. 63E será que, assim como o SENHOR se deleitava em vós, em fazer-vos bem e multiplicar-vos, assim o SENHOR se deleitará em destruir-vos e consumir-vos; e desarraigados sereis da terra a qual passais a possuir. 64E o SENHOR vos espalhará entre todos os povos, desde uma extremidade da terra até à outra; e ali servireis a outros deuses que não conheceste, nem tu nem teus pais; ao pau e à pedra. 65E nem ainda entre estas nações descansarás, nem a planta de teu pé terá repouso; porquanto o SENHOR ali te dará coração agitado, e desfalecimento de olhos, e desmaio da alma. 66E a tua vida, como em suspenso, estará diante de ti; e estremecerás de noite e de dia, e não crerás na tua própria vida. 67Pela manhã dirás: Ah! quem me dera ver a noite! E à tarde dirás: Ah! quem me dera ver a manhã! pelo pasmo de teu coração, que sentirás, e pelo que verás com os teus olhos. 68E o SENHOR te fará voltar ao Egito em navios, pelo caminho de que te tenho dito; nunca jamais o verás; e ali sereis vendidos como escravos e escravas aos vossos inimigos; mas não haverá quem vos compre. Deuteronômio 29 1ESTAS são as palavras da aliança que o SENHOR ordenou a Moisés que fizesse com os filhos de Israel, na terra de Moabe, além da aliança que fizera com eles em Horebe. 2E chamou Moisés a todo o Israel, e disselhes: Tendes visto tudo quanto o SENHOR fez perante vossos olhos, na terra do Egito, a Faraó, e a todos os seus servos, e a toda a sua terra; 3As grandes provas que os teus olhos têm visto, aqueles sinais e grandes maravilhas; 4Porém não vos tem dado o SENHOR um coração para entender, nem olhos para ver, nem ouvidos para ouvir, até ao dia de hoje. 5E quarenta anos vos fiz andar pelo deserto; não se envelheceram sobre vós as vossas vestes, e nem se envelheceu o vosso sapato no vosso pé. 6Pão não comestes, e vinho e bebida forte não bebestes; para que soubésseis que eu sou o SENHOR vosso Deus. 7Vindo vós, pois, a este lugar, Siom, rei de Hesbom, e Ogue, rei de Basã, nos saíram ao encontro, à peleja, e nós os ferimos; 8E tomamos a sua terra e a demos por herança aos rubenitas, e aos gaditas, e à meia tribo dos manassitas. 9Guardai, pois, as palavras desta aliança, e cumpri-as, para que prospereis em tudo quanto fizerdes. 10Vós todos estais hoje perante o SENHOR vosso Deus; os capitães de vossas tribos, vossos anciãos, e os vossos oficiais, todos os homens de Israel; 11Os vossos meninos, as vossas mulheres, e o estrangeiro que está no meio do vosso arraial; desde o rachador da vossa lenha até ao tirador da vossa água; 12Para entrardes na aliança do SENHOR teu Deus, e no seu juramento que o SENHOR teu Deus hoje faz convosco; 13Para que hoje te confirme por seu povo, e ele te seja por Deus, como te tem dito, e como jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó. 14E não somente convosco faço esta aliança e este juramento; 15Mas com aquele que hoje está aqui em pé conosco perante o SENHOR nosso Deus, e com aquele que hoje não está aqui conosco. 16Porque vós sabeis como habitamos na terra do Egito, e como passamos pelo meio das nações pelas quais passastes; 17E vistes as suas abominações, e os seus ídolos, o pau e a pedra, a prata e o ouro que havia entre eles, 18Para que entre vós não haja homem, nem mulher, nem família, nem tribo, cujo coração hoje se desvie do SENHOR nosso Deus, para que vá servir aos deuses destas nações; para que entre vós não haja raiz que dê veneno e fel; 19E aconteça que, alguém ouvindo as palavras desta maldição, se abençoe no seu coração, dizendo: Terei paz, ainda que ande conforme o parecer do meu coração; para acrescentar à sede a bebedeira. 20O SENHOR não lhe quererá perdoar; mas fumegará a ira do SENHOR e o seu zelo contra esse homem, e toda a maldição escrita neste livro pousará sobre ele; e o SENHOR apagará o seu nome de debaixo do céu. 21E o SENHOR o separará para mal, de todas as tribos de Israel, conforme a todas as maldições da aliança escrita no livro desta lei. 22Então dirá à geração vindoura, os vossos filhos, que se levantarem depois de vós, e o estrangeiro que virá de terras remotas, vendo as pragas desta terra, e as suas doenças, com que o SENHOR a terá afligido; 23E toda a sua terra abrasada com enxofre, e sal, de sorte que não será semeada, e nada produzirá, nem nela crescerá erva alguma; assim como foi a destruição de Sodoma e de Gomorra, de Admá e de Zeboim, que o SENHOR destruiu na sua ira e no seu furor. 24E todas as nações dirão: Por que fez o SENHOR assim com esta terra? Qual foi a causa do furor desta tão grande ira? 25Então se dirá: Porquanto deixaram a aliança do SENHOR Deus de seus pais, que com eles tinha feito, quando os tirou do Egito; 26E foram, e serviram a outros deuses, e se inclinaram diante deles; deuses que eles não conheceram, e nenhum dos quais lhes tinha sido dado. 27Por isso a ira do SENHOR se acendeu contra esta terra, para trazer sobre ela toda a maldição que está escrita neste livro. 28E o SENHOR os arrancou da sua terra com ira, e com indignação, e com grande furor, e os lançou em outra terra como neste dia se vê. 29As coisas encobertas pertencem ao SENHOR nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei. Deuteronômio 30 1E SERÁ que, sobrevindo-te todas estas coisas, a bênção ou a maldição, que tenho posto diante de ti, e te recordares delas entre todas as nações, para onde te lançar o SENHOR teu Deus, 2E te converteres ao SENHOR teu Deus, e deres ouvidos à sua voz, conforme a tudo o que eu te ordeno hoje, tu e teus filhos, com todo o teu coração, e com toda a tua alma, 3Então o SENHOR teu Deus te fará voltar do teu cativeiro, e se compadecerá de ti, e tornará a ajuntar-te dentre todas as nações entre as quais te espalhou o SENHOR teu Deus. 4Ainda que os teus desterrados estejam na extremidade do céu, desde ali te ajuntará o SENHOR teu Deus, e te tomará dali; 5E o SENHOR teu Deus te trará à terra que teus pais possuíram, e a possuirás; e te fará bem, e te multiplicará mais do que a teus pais. 6E o SENHOR teu Deus circuncidará o teu coração, e o coração de tua descendência, para amares ao SENHOR teu Deus com todo o coração, e com toda a tua alma, para que vivas. 7E o SENHOR teu Deus porá todas estas maldições sobre os teus inimigos, e sobre os que te odiarem, que te perseguirem. 8Converter-te-ás, pois, e darás ouvidos à voz do SENHOR; cumprirás todos os seus mandamentos que hoje te ordeno. 9E o SENHOR teu Deus te fará prosperar em toda a obra das tuas mãos, no fruto do teu ventre, e no fruto dos teus animais, e no fruto da tua terra para o teu bem; porquanto o SENHOR tornará a alegrar-se em ti para te fazer bem, como se alegrou em teus pais, 10Quando deres ouvidos à voz do SENHOR teu Deus, guardando os seus mandamentos e os seus estatutos, escritos neste livro da lei, quando te converteres ao SENHOR teu Deus com todo o teu coração, e com toda a tua alma. 11Porque este mandamento, que hoje te ordeno, não te é encoberto, e tampouco está longe de ti. 12Não está nos céus, para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? 13Nem tampouco está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós além do mar, para que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? 14Porque esta palavra está mui perto de ti, na tua boca, e no teu coração, para a cumprires. 15Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal; 16Porquanto te ordeno hoje que ames ao SENHOR teu Deus, que andes nos seus caminhos, e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, para que vivas, e te multipliques, e o SENHOR teu Deus te abençoe na terra a qual entras a possuir. 17Porém se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido para te inclinares a outros deuses, e os servires, 18Então eu vos declaro hoje que, certamente, perecereis; não prolongareis os dias na terra a que vais, passando o Jordão, para que, entrando nela, a possuas; 19Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, 20Amando ao SENHOR teu Deus, dando ouvidos à sua voz, e achegando-te a ele; pois ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; para que fiques na terra que o SENHOR jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque, e a Jacó, que lhes havia de dar. Deuteronômio 31 1DEPOIS foi Moisés, e falou estas palavras a todo o Israel, 2E disselhes: Da idade de cento e vinte anos sou eu hoje; já não poderei mais sair e entrar; além disto o SENHOR me disse: Não passarás o Jordão. 3O SENHOR teu Deus passará adiante de ti; ele destruirá estas nações de diante de ti, para que as possuas; Josué passará adiante de ti, como o SENHOR tem falado. 4E o SENHOR lhes fará como fez a Siom e a Ogue, reis dos amorreus, e à sua terra, os quais destruiu. 5Quando, pois, o SENHOR vo-los der diante de vós, então com eles fareis conforme a todo o mandamento que vos tenho ordenado. 6Esforçai-vos, e animai-vos; não temais, nem vos espanteis diante deles; porque o SENHOR teu Deus é o que vai contigo; não te deixará nem te desamparará. 7E chamou Moisés a Josué, e lhe disse aos olhos de todo o Israel: Esforça-te e anima-te; porque com este povo entrarás na terra que o SENHOR jurou a teus pais lhes dar; e tu os farás herdá-la. 8O SENHOR, pois, é aquele que vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará; não temas, nem te espantes. 9E Moisés escreveu esta lei, e a deu aos sacerdotes, filhos de Levi, que levavam a arca da aliança do SENHOR, e a todos os anciãos de Israel. 10E ordenou-lhes Moisés, dizendo: Ao fim de cada sete anos, no tempo determinado do ano da remissão, na festa dos tabernáculos, 11Quando todo o Israel vier a comparecer perante o SENHOR teu Deus, no lugar que ele escolher, lerás esta lei diante de todo o Israel aos seus ouvidos. 12Ajunta o povo, os homens e as mulheres, os meninos e os estrangeiros que estão dentro das tuas portas, para que ouçam e aprendam e temam ao SENHOR vosso Deus, e tenham cuidado de fazer todas as palavras desta lei; 13E que seus filhos, que não a souberem, ouçam e aprendam a temer ao SENHOR vosso Deus, todos os dias que viverdes sobre a terra a qual ides, passando o Jordão, para a possuir. 14E disse o SENHOR a Moisés: Eis que os teus dias são chegados, para que morras; chama a Josué, e apresentai-vos na tenda da congregação, para que eu lhe dê ordens. Assim foram Moisés e Josué, e se apresentaram na tenda da congregação. 15Então o SENHOR apareceu na tenda, na coluna de nuvem; e a coluna de nuvem estava sobre a porta da tenda. 16E disse o SENHOR a Moisés: Eis que dormirás com teus pais; e este povo se levantará, e prostituir-se-á indo após os deuses estranhos na terra, para cujo meio vai, e me deixará, e anulará a minha aliança que tenho feito com ele. 17Assim se acenderá a minha ira naquele dia contra ele, e desampará-lo-ei, e esconderei o meu rosto dele, para que seja devorado; e tantos males e angústias o alcançarão, que dirá naquele dia: Não me alcançaram estes males, porque o meu Deus não está no meio de mim? 18Esconderei, pois, totalmente o meu rosto naquele dia, por todo o mal que tiver feito, por se haverem tornado a outros deuses. 19Agora, pois, escrevei-vos este cântico, e ensinai-o aos filhos de Israel; ponde-o na sua boca, para que este cântico me seja por testemunha contra os filhos de Israel. 20Porque introduzirei o meu povo na terra que jurei a seus pais, que mana leite e mel; e comerá, e se fartará, e se engordará; então se tornará a outros deuses, e os servirá, e me irritarão, e anularão a minha aliança. 21E será que, quando o alcançarem muitos males e angústias, então este cântico responderá contra ele por testemunha, pois não será esquecido da boca de sua descendência; porquanto conheço a sua imaginação, o que ele faz hoje, antes que o introduza na terra que tenho jurado. 22Assim Moisés escreveu este cântico naquele dia, e o ensinou aos filhos de Israel. 23E ordenou a Josué, filho de Num, e disse: Esforça-te e anima-te; porque tu introduzirás os filhos de Israel na terra que lhes jurei; e eu serei contigo. 24E aconteceu que, acabando Moisés de escrever num livro, todas as palavras desta lei, 25Deu ordem aos levitas, que levavam a arca da aliança do SENHOR, dizendo: 26Tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da arca da aliança do SENHOR vosso Deus, para que ali esteja por testemunha contra ti. 27Porque conheço a tua rebelião e a tua dura cerviz; eis que, vivendo eu ainda hoje convosco, rebeldes fostes contra o SENHOR; e quanto mais depois da minha morte? 28Ajuntai perante mim todos os anciãos das vossas tribos, e vossos oficiais, e aos seus ouvidos falarei estas palavras, e contra eles por testemunhas tomarei o céu e a terra. 29Porque eu sei que depois da minha morte certamente vos corrompereis, e vos desviareis do caminho que vos ordenei; então este mal vos alcançará nos últimos dias, quando fizerdes mal aos olhos do SENHOR, para o provocar à ira com a obra das vossas mãos. 30Então Moisés falou as palavras deste cântico aos ouvidos de toda a congregação de Israel, até se acabarem. Deuteronômio 32 1 INCLINAI os ouvidos, ó céus, e falarei; e ouça a terra as palavras da minha boca. 2Goteje a minha doutrina como a chuva, destile a minha palavra como o orvalho, como chuvisco sobre a erva e como gotas de água sobre a relva. 3Porque apregoarei o nome do SENHOR; engrandecei a nosso Deus. 4Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos justos são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é. 5Corromperam-se contra ele; não são seus filhos, mas a sua mancha; geração perversa e distorcida é. 6Recompensais assim ao SENHOR, povo louco e ignorante? Não é ele teu pai que te adquiriu, te fez e te estabeleceu? 7Lembra-te dos dias da antiguidade, atenta para os anos de muitas gerações: pergunta a teu pai, e ele te informará; aos teus anciãos, e eles te dirão. 8Quando o Altíssimo distribuía as heranças às nações, quando dividia os filhos de Adão uns dos outros, estabeleceu os termos dos povos, conforme o número dos filhos de Israel. 9Porque a porção do SENHOR é o seu povo; Jacó é a parte da sua herança. 10Achou-o numa terra deserta, e num ermo solitário cheio de uivos; cercou-o, instruiu-o, e guardou-o como a menina do seu olho. 11Como a águia desperta a sua ninhada, move-se sobre os seus filhos, estende as suas asas, toma-os, e os leva sobre as suas asas, 12Assim só o SENHOR o guiou; e não havia com ele deus estranho. 13Ele o fez cavalgar sobre as alturas da terra, e comer os frutos do campo, e o fez chupar mel da rocha e azeite da dura pederneira. 14Manteiga de vacas, e leite de ovelhas, com a gordura dos cordeiros e dos carneiros que pastam em Basã, e dos bodes, com o mais escolhido trigo; e bebeste o sangue das uvas, o vinho puro. 15E, engordando-se Jesurum, deu coices (engordaste-te, engrossaste-te, e de gordura te cobriste) e deixou a Deus, que o fez, e desprezou a Rocha da sua salvação. 16Com deuses estranhos o provocaram a zelos; com abominações o irritaram. 17Sacrifícios ofereceram aos demônios, não a Deus; aos deuses que não conheceram, novos deuses que vieram há pouco, aos quais não temeram vossos pais. 18Esqueceste-te da Rocha que te gerou; e em esquecimento puseste o Deus que te formou; 19O que vendo o SENHOR, os desprezou, por ter sido provocado à ira contra seus filhos e suas filhas; 20E disse: Esconderei o meu rosto deles, verei qual será o seu fim; porque são geração perversa, filhos em quem não há lealdade. 21A zelos me provocaram com aquilo que não é Deus; com as suas vaidades me provocaram à ira: portanto eu os provocarei a zelos com o que não é povo; com nação louca os despertarei à ira. 22Porque um fogo se acendeu na minha ira, e arderá até ao mais profundo do inferno, e consumirá a terra com a sua colheita, e abrasará os fundamentos dos montes. 23Males amontoarei sobre eles; as minhas setas esgotarei contra eles. 24Consumidos serão de fome, comidos pela febre ardente e de peste amarga; e contra eles enviarei dentes de feras, com ardente veneno de serpentes do pó. 25Por fora devastará a espada, e por dentro o pavor; ao jovem, juntamente com a virgem, assim à criança de peito como ao homem encanecido. 26Eu disse: Por todos os cantos os espalharei; farei cessar a sua memória dentre os homens, 27Se eu não receasse a ira do inimigo, para que os seus adversários não se iludam, e para que não digam: A nossa mão está exaltada; o SENHOR não fez tudo isto. 28Porque são gente falta de conselhos, e neles não há entendimento. 29Quem dera eles fossem sábios! Que isto entendessem, e atentassem para o seu fim! 30Como poderia ser que um só perseguisse mil, e dois fizessem fugir dez mil, se a sua Rocha os não vendera, e o SENHOR os não entregara? 31Porque a sua rocha não é como a nossa Rocha, sendo até os nossos inimigos juízes disto. 32Porque a sua vinha é a vinha de Sodoma e dos campos de Gomorra; as suas uvas são uvas venenosas, cachos amargos têm. 33O seu vinho é ardente veneno de serpentes, e peçonha cruel de víboras. 34Não está isto guardado comigo? Selado nos meus tesouros? 35Minha é a vingança e a recompensa, ao tempo que resvalar o seu pé; porque o dia da sua ruína está próximo, e as coisas que lhes hão de suceder, se apressam a chegar. 36Porque o SENHOR fará justiça ao seu povo, e se compadecerá de seus servos; quando vir que o poder deles se foi, e não há preso nem desamparado. 37Então dirá: Onde estão os seus deuses? A rocha em quem confiavam, 38De cujos sacrifícios comiam a gordura, e de cujas libações bebiam o vinho? Levantem-se, e vos ajudem, para que haja para vós esconderijo. 39Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum deus há além de mim; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro, e ninguém há que escape da minha mão. 40Porque levantarei a minha mão aos céus, e direi: Eu vivo para sempre. 41Se eu afiar a minha espada reluzente, e se a minha mão travar o juízo, retribuirei a vingança sobre os meus adversários, e recompensarei aos que me odeiam. 42Embriagarei as minhas setas de sangue, e a minha espada comerá carne; do sangue dos mortos e dos prisioneiros, desde a cabeça, haverá vinganças do inimigo. 43Jubilai, ó nações, o seu povo, porque ele vingará o sangue dos seus servos, e sobre os seus adversários retribuirá a vingança, e terá misericórdia da sua terra e do seu povo. 44E veio Moisés, e falou todas as palavras deste cântico aos ouvidos do povo, ele e Josué, filho de Num. 45E, acabando Moisés de falar todas estas palavras a todo o Israel, 46Disselhes: Aplicai o vosso coração a todas as palavras que hoje testifico entre vós, para que as recomendeis a vossos filhos, para que tenham cuidado de cumprir todas as palavras desta lei. 47Porque esta palavra não vos é vã, antes é a vossa vida; e por esta mesma palavra prolongareis os dias na terra a qual, passando o Jordão, ides a possuir. 48Depois falou o SENHOR a Moisés, naquele mesmo dia, dizendo: 49Sobe ao monte de Abarim, ao monte Nebo, que está na terra de Moabe, defronte de Jericó, e vê a terra de Canaã, que darei aos filhos de Israel por possessão. 50E morre no monte ao qual subirás; e recolhe-te ao teu povo, como Arão teu irmão morreu no monte Hor, e se recolheu ao seu povo. 51Porquanto transgredistes contra mim no meio dos filhos de Israel, às águas de Meribá de Cades, no deserto de Zim; pois não me santificastes no meio dos filhos de Israel. 52Pelo que verás a terra diante de ti, porém não entrarás nela, na terra que darei aos filhos de Israel. Deuteronômio 33 1ESTA, porém, é a bênção com que Moisés, homem de Deus, abençoou os filhos de Israel antes da sua morte. 2Disse pois: O SENHOR veio de Sinai, e lhes subiu de Seir; resplandeceu desde o monte Parã, e veio com dez milhares de santos; à sua direita havia para eles o fogo da lei. 3Na verdade ama os povos; todos os seus santos estão na sua mão; postos serão no meio, entre os teus pés, e cada um receberá das tuas palavras. 4Moisés nos deu a lei, como herança da congregação de Jacó. 5E foi rei em Jesurum, quando se congregaram os cabeças do povo com as tribos de Israel. 6Viva Rúben, e não morra, e que os seus homens não sejam poucos. 7E isto é o que disse de Judá: Ouve, ó SENHOR, a voz de Judá, e introduze-o no seu povo; as suas mãos lhe bastem, e tu lhe sejas em ajuda contra os seus inimigos. 8E de Levi disse: Teu Tumim e teu Urim são para o teu amado, que tu provaste em Massá, com quem contendeste junto às águas de Meribá. 9Aquele que disse a seu pai, e à sua mãe: Nunca os vi; e não conheceu a seus irmãos, e não estimou a seus filhos; pois guardaram a tua palavra e observaram a tua aliança. 10Ensinaram os teus juízos a Jacó, e a tua lei a Israel; puseram incenso no teu nariz, e o holocausto sobre o teu altar. 11Abençoa o seu poder, ó SENHOR, e aceita a obra das suas mãos; fere os lombos dos que se levantam contra ele e o odeiam, para que nunca mais se levantem. 12E de Benjamim disse: O amado do SENHOR habitará seguro com ele; todo o dia o cobrirá, e morará entre os seus ombros. 13E de José disse: Bendita do SENHOR seja a sua terra, com o mais excelente dos céus, com o orvalho e com o abismo que jaz abaixo. 14E com os mais excelentes frutos do sol, e com as mais excelentes produções das luas, 15E com o mais excelente dos montes antigos, e com o mais excelente dos outeiros eternos. 16E com o mais excelente da terra, e da sua plenitude, e com a benevolência daquele que habitava na sarça, venha sobre a cabeça de José, e sobre o alto da cabeça daquele que foi separado de seus irmãos. 17Ele tem a glória do primogênito do seu touro, e os seus chifres são chifres de boi selvagem; com eles rechaçará todos os povos até às extremidades da terra; estes pois são os dez milhares de Efraim, e estes são os milhares de Manassés. 18E de Zebulom disse: Zebulom, alegra-te nas tuas saídas; e tu, Issacar, nas tuas tendas. 19Eles chamarão os povos ao monte; ali apresentarão ofertas de justiça, porque chuparão a abundância dos mares e os tesouros escondidos da areia. 20E de Gade disse: Bendito aquele que faz dilatar a Gade; habita como a leoa, e despedaça o braço e o alto da cabeça. 21E se proveu da melhor parte, porquanto ali estava escondida a porção do legislador; por isso veio com os chefes do povo, executou a justiça do SENHOR e os seus juízos para com Israel. 22E de Dã disse: Dã é cria de leão; que salta de Basã. 23E de Naftali disse: Farta-te, ó Naftali, da benevolência, e enche-te da bênção do SENHOR; possui o ocidente e o sul. 24E de Aser disse: Bendito seja Aser com seus filhos; agrade a seus irmãos, e banhe em azeite o seu pé. 25Seja de ferro e de metal o teu calçado; e a tua força seja como os teus dias. 26Não há outro, ó Jesurum, semelhante a Deus, que cavalga sobre os céus para a tua ajuda, e com a sua majestade sobre as mais altas nuvens. 27O Deus eterno é a tua habitação, e por baixo estão os braços eternos; e ele lançará o inimigo de diante de ti, e dirá: Destrói-o. 28 Israel, pois, habitará só, seguro, na terra da fonte de Jacó, na terra de grão e de mosto; e os seus céus gotejarão orvalho. 29Bem-aventurado tu, ó Israel! Quem é como tu? Um povo salvo pelo SENHOR, o escudo do teu socorro, e a espada da tua majestade; por isso os teus inimigos te serão sujeitos, e tu pisarás sobre as suas alturas. Deuteronômio 34 1ENTÃO subiu Moisés das campinas de Moabe ao monte Nebo, ao cume de Pisga, que está em frente a Jericó e o SENHOR mostrou-lhe toda a terra desde Gileade até Dã; 2E todo Naftali, e a terra de Efraim, e Manassés e toda a terra de Judá, até ao mar ocidental; 3E o sul, e a campina do vale de Jericó, a cidade das palmeiras, até Zoar. 4E disse-lhe o SENHOR: Esta é a terra que jurei a Abraão, Isaque, e Jacó, dizendo: À tua descendência a darei; eu te faço vê-la com os teus olhos, porém lá não passarás. 5Assim morreu ali Moisés, servo do SENHOR, na terra de Moabe, conforme a palavra do SENHOR. 6E o sepultou num vale, na terra de Moabe, em frente de Bete-Peor; e ninguém soube até hoje o lugar da sua sepultura. 7Era Moisés da idade de cento e vinte anos quando morreu; os seus olhos nunca se escureceram, nem perdeu o seu vigor. 8E os filhos de Israel prantearam a Moisés trinta dias, nas campinas de Moabe; e os dias do pranto no luto de Moisés se cumpriram. 9E Josué, filho de Num, foi cheio do espírito de sabedoria, porquanto Moisés tinha posto sobre ele as suas mãos; assim os filhos de Israel lhe deram ouvidos, e fizeram como o SENHOR ordenara a Moisés. 10E nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, a quem o SENHOR conhecera face a face; 11Nem semelhante em todos os sinais e maravilhas, que o SENHOR o enviou para fazer na terra do Egito, a Faraó, e a todos os seus servos, e toda a sua terra. 12E em toda a mão forte, e em todo o grande espanto, que praticou Moisés aos olhos de todo o Israel. Josué 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Josué 1 1E SUCEDEU depois da morte de Moisés, servo do SENHOR, que o SENHOR falou a Josué, filho de Num, servo de Moisés, dizendo: 2Moisés, meu servo, é morto; levanta-te, pois, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel. 3Todo o lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu disse a Moisés. 4Desde o deserto e do Líbano, até ao grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus, e até o grande mar para o poente do sol, será o vosso termo. 5Ninguém te poderá resistir, todos os dias da tua vida; como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei nem te desampararei. 6Esforça-te, e tem bom ânimo; porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria. 7Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme a toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares. 8Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido. 9Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o SENHOR teu Deus é contigo, por onde quer que andares. 10Então Josué deu ordem aos príncipes do povo, dizendo: 11Passai pelo meio do arraial e ordenai ao povo, dizendo: Provede-vos de comida, porque dentro de três dias passareis este Jordão, para que entreis a possuir a terra que vos dá o SENHOR vosso Deus, para a possuirdes. 12E falou Josué aos rubenitas, e aos gaditas, e à meia tribo de Manassés, dizendo: 13Lembrai-vos da palavra que vos mandou Moisés, o servo do SENHOR, dizendo: O SENHOR vosso Deus vos dá descanso, e vos dá esta terra. 14Vossas mulheres, vossos meninos e vosso gado fiquem na terra que Moisés vos deu deste lado do Jordão; porém vós passareis armados na frente de vossos irmãos, todos os valentes e valorosos, e ajudá-los-eis; 15Até que o SENHOR dê descanso a vossos irmãos, como a vós, e eles também possuam a terra que o SENHOR vosso Deus lhes dá; então tornareis à terra da vossa herança, e possuireis a que vos deu Moisés, o servo do SENHOR, deste lado do Jordão, para o nascente do sol. 16Então responderam a Josué, dizendo: Tudo quanto nos ordenaste faremos, e onde quer que nos enviares iremos. 17Como em tudo ouvimos a Moisés, assim te ouviremos a ti, tão-somente que o SENHOR teu Deus seja contigo, como foi com Moisés. 18Todo o homem, que for rebelde às tuas ordens, e não ouvir as tuas palavras em tudo quanto lhe mandares, morrerá. Tão-somente esforça-te, e tem bom ânimo. Josué 2 1E JOSUÉ, filho de Num, enviou secretamente, de Sitim, dois homens a espiar, dizendo: Ide reconhecer a terra e a Jericó. Foram, pois, e entraram na casa de uma mulher prostituta, cujo nome era Raabe, e dormiram ali. 2Então deu-se notícia ao rei de Jericó, dizendo: Eis que esta noite vieram aqui uns homens dos filhos de Israel, para espiar a terra. 3Por isso mandou o rei de Jericó dizer a Raabe: Tira fora os homens que vieram a ti e entraram na tua casa, porque vieram espiar toda a terra. 4Porém aquela mulher tomou os dois homens, e os escondeu, e disse: É verdade que vieram homens a mim, porém eu não sabia de onde eram. 5E aconteceu que, havendo-se de fechar a porta, sendo já escuro, aqueles homens saíram; não sei para onde aqueles homens se foram; ide após eles depressa, porque os alcançareis. 6Porém ela os tinha feito subir ao eirado, e os tinha escondido entre as canas do linho, que pusera em ordem sobre o eirado. 7E foram-se aqueles homens após eles pelo caminho do Jordão, até aos vaus; e, havendo eles saído, fechou-se a porta. 8E, antes que eles dormissem, ela subiu a eles no eirado; 9E disse aos homens: Bem sei que o SENHOR vos deu esta terra e que o pavor de vós caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra estão desfalecidos diante de vós. 10Porque temos ouvido que o SENHOR secou as águas do Mar Vermelho diante de vós, quando saíeis do Egito, e o que fizestes aos dois reis dos amorreus, a Siom e a Ogue, que estavam além do Jordão, os quais destruístes. 11O que ouvindo, desfaleceu o nosso coração, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o SENHOR vosso Deus é Deus em cima nos céus e em baixo na terra. 12Agora, pois, jurai-me, vos peço, pelo SENHOR, que, como usei de misericórdia convosco, vós também usareis de misericórdia para com a casa de meu pai, e dai-me um sinal seguro, 13De que conservareis com a vida a meu pai e a minha mãe, como também a meus irmãos e a minhas irmãs, com tudo o que têm e de que livrareis as nossas vidas da morte. 14Então aqueles homens responderam-lhe: A nossa vida responderá pela vossa até à morte, se não denunciardes este nosso negócio, e será, pois, que, dando-nos o SENHOR esta terra, usaremos contigo de misericórdia e de fidelidade. 15Ela então os fez descer por uma corda pela janela, porquanto a sua casa estava sobre o muro da cidade, e ela morava sobre o muro. 16E disselhes: Ide-vos ao monte, para que, porventura, não vos encontrem os perseguidores, e escondei-vos lá três dias, até que voltem os perseguidores, e depois ide pelo vosso caminho. 17E, disseram-lhe aqueles homens: Desobrigados seremos deste juramento que nos fizeste jurar. 18Eis que, quando nós entrarmos na terra, atarás este cordão de fio de escarlata à janela por onde nos fizeste descer; e recolherás em casa contigo a teu pai, e a tua mãe, e a teus irmãos e a toda a família de teu pai. 19Será, pois, que qualquer que sair fora da porta da tua casa, o seu sangue será sobre a sua cabeça, e nós seremos inocentes; mas qualquer que estiver contigo, em casa, o seu sangue seja sobre a nossa cabeça, se alguém nele puser mão. 20Porém, se tu denunciares este nosso negócio, seremos desobrigados do juramento que nos fizeste jurar. 21E ela disse: Conforme as vossas palavras, assim seja. Então os despediu; e eles se foram; e ela atou o cordão de escarlata à janela. 22Foram-se, pois, e chegaram ao monte, e ficaram ali três dias, até que voltaram os perseguidores, porque os perseguidores os buscaram por todo o caminho, porém não os acharam. 23Assim aqueles dois homens voltaram, e desceram do monte, e passaram, e chegaram a Josué, filho de Num, e contaram-lhe tudo quanto lhes acontecera; 24E disseram a Josué: Certamente o SENHOR tem dado toda esta terra nas nossas mãos, pois até todos os moradores estão atemorizados diante de nós. Josué 3 1LEVANTOU-SE, pois, Josué de madrugada, e partiram de Sitim, ele e todos os filhos de Israel; e vieram até ao Jordão, e pousaram ali, antes que passassem. 2E sucedeu, ao fim de três dias, que os oficiais passaram pelo meio do arraial; 3E ordenaram ao povo, dizendo: Quando virdes a arca da aliança do SENHOR vosso Deus, e que os sacerdotes levitas a levam, partireis vós também do vosso lugar, e a seguireis. 4Haja contudo, entre vós e ela, uma distância de dois mil côvados; e não vos chegueis a ela, para que saibais o caminho pelo qual haveis de ir; porquanto por este caminho nunca passastes antes. 5Disse Josué também ao povo: Santificai-vos, porque amanhã fará o SENHOR maravilhas no meio de vós. 6E falou Josué aos sacerdotes, dizendo: Levantai a arca da aliança, e passai adiante deste povo. Levantaram, pois, a arca da aliança, e foram andando adiante do povo. 7E o SENHOR disse a Josué: Hoje começarei a engrandecer-te perante os olhos de todo o Israel, para que saibam que, assim como fui com Moisés, assim serei contigo. 8Tu, pois, ordenarás aos sacerdotes que levam a arca da aliança, dizendo: Quando chegardes à beira das águas do Jordão, parareis aí. 9Então disse Josué aos filhos de Israel: Chegai-vos para cá, e ouvi as palavras do SENHOR vosso Deus. 10Disse mais Josué: Nisto conhecereis que o Deus vivo está no meio de vós; e que certamente lançará de diante de vós aos cananeus, e aos heteus, e aos heveus, e aos perizeus, e aos girgaseus, e aos amorreus, e aos jebuseus. 11Eis que a arca da aliança do Senhor de toda a terra passa o Jordão diante de vós. 12Tomai, pois, agora doze homens das tribos de Israel, de cada tribo um homem; 13Porque há de acontecer que, assim que as plantas dos pés dos sacerdotes, que levam a arca do SENHOR, o Senhor de toda a terra, repousem nas águas do Jordão, se separarão as águas do Jordão, e as águas, que vêm de cima, pararão amontoadas. 14E aconteceu que, partindo o povo das suas tendas, para passar o Jordão, levavam os sacerdotes a arca da aliança adiante do povo. 15E quando os que levavam a arca, chegaram ao Jordão, e os seus pés se molharam na beira das águas (porque o Jordão transbordava sobre todas as suas ribanceiras, todos os dias da ceifa), 16Pararam-se as águas, que vinham de cima; levantaram-se num montão, mui longe da cidade de Adão, que está ao lado de Zaretã; e as que desciam ao mar das campinas, que é o Mar Salgado, foram de todo separadas; então passou o povo em frente de Jericó. 17Porém os sacerdotes, que levavam a arca da aliança do SENHOR, pararam firmes, em seco, no meio do Jordão, e todo o Israel passou a seco, até que todo o povo acabou de passar o Jordão. Josué 4 1SUCEDEU que, acabando todo o povo de passar o Jordão, falou o SENHOR a Josué, dizendo: 2Tomai do povo doze homens, de cada tribo um homem; 3E mandai-lhes, dizendo: Tirai daqui, do meio do Jordão, do lugar onde estavam firmes os pés dos sacerdotes, doze pedras; e levai-as convosco à outra margem e depositai-as no alojamento em que haveis de passar esta noite. 4Chamou, pois, Josué os doze homens, que escolhera dos filhos de Israel; de cada tribo um homem; 5E disselhes Josué: Passai adiante da arca do SENHOR vosso Deus, ao meio do Jordão; e cada um levante uma pedra sobre o ombro, segundo o número das tribos dos filhos de Israel; 6Para que isto seja por sinal entre vós; e quando vossos filhos no futuro perguntarem, dizendo: Que significam estas pedras? 7Então lhes direis que as águas do Jordão se separaram diante da arca da aliança do SENHOR; passando ela pelo Jordão, separaram-se as águas do Jordão; assim estas pedras serão para sempre por memorial aos filhos de Israel. 8Fizeram, pois, os filhos de Israel assim como Josué tinha ordenado, e levantaram doze pedras do meio do Jordão como o SENHOR dissera a Josué, segundo o número das tribos dos filhos de Israel; e levaram-nas consigo ao alojamento, e as depositaram ali. 9Levantou Josué também doze pedras no meio do Jordão, no lugar onde estiveram parados os pés dos sacerdotes, que levavam a arca da aliança; e ali estão até ao dia de hoje. 10Pararam, pois, os sacerdotes, que levavam a arca, no meio do Jordão, em pé, até que se cumpriu tudo quanto o SENHOR mandara Josué dizer ao povo, conforme a tudo quanto Moisés tinha ordenado a Josué; e apressou-se o povo, e passou. 11E sucedeu que, assim que todo o povo acabou de passar, então passou a arca do SENHOR, e os sacerdotes, à vista do povo. 12E passaram os filhos de Rúben, e os filhos de Gade, e a meia tribo de Manassés, armados na frente dos filhos de Israel, como Moisés lhes tinha falado; 13Uns quarenta mil homens de guerra, armados, passaram diante do SENHOR para batalha, às campinas de Jericó. 14Naquele dia o SENHOR engrandeceu a Josué diante dos olhos de todo o Israel; e temeram-no, como haviam temido a Moisés, todos os dias da sua vida. 15Falou, pois, o SENHOR a Josué, dizendo: 16Dá ordem aos sacerdotes, que levam a arca do testemunho, que subam do Jordão. 17E deu Josué ordem aos sacerdotes, dizendo: Subi do Jordão. 18E aconteceu que, como os sacerdotes, que levavam a arca da aliança do SENHOR, subiram do meio do Jordão, e as plantas dos pés dos sacerdotes se puseram em seco, as águas do Jordão se tornaram ao seu lugar, e corriam, como antes, sobre todas as suas ribanceiras. 19Subiu, pois, o povo, do Jordão no dia dez do mês primeiro; e alojaram-se em Gilgal, do lado oriental de Jericó. 20E as doze pedras, que tinham tomado do Jordão, levantou-as Josué em Gilgal. 21E falou aos filhos de Israel, dizendo: Quando no futuro vossos filhos perguntarem a seus pais, dizendo: Que significam estas pedras? 22Fareis saber a vossos filhos, dizendo: Israel passou em seco este Jordão. 23Porque o SENHOR vosso Deus fez secar as águas do Jordão diante de vós, até que passásseis, como o SENHOR vosso Deus fez ao Mar Vermelho que fez secar perante nós, até que passássemos. 24Para que todos os povos da terra conheçam a mão do SENHOR, que é forte, para que temais ao SENHOR vosso Deus todos os dias. Josué 5 1E SUCEDEU que, ouvindo todos os reis dos amorreus, que habitavam deste lado do Jordão, ao ocidente, e todos os reis dos cananeus, que estavam ao pé do mar, que o SENHOR tinha secado as águas do Jordão, de diante dos filhos de Israel, até que passassem, desfaleceu-se-lhes o coração, e não houve mais ânimo neles, por causa dos filhos de Israel. 2Naquele tempo disse o SENHOR a Josué: Faze facas de pedra, e torna a circuncidar segunda vez aos filhos de Israel. 3Então Josué fez para si facas de pedra, e circuncidou aos filhos de Israel no monte dos prepúcios. 4E foi esta a causa por que Josué os circuncidou: todo o povo que tinha saído do Egito, os homens, todos os homens de guerra, já haviam morrido no deserto, pelo caminho, depois que saíram do Egito. 5Porque todos os do povo que saíram estavam circuncidados, mas a nenhum dos que nasceram no deserto, pelo caminho, depois de terem saído do Egito, haviam circuncidado. 6Porque quarenta anos andaram os filhos de Israel pelo deserto, até se acabar toda a nação, os homens de guerra, que saíram do Egito, e não obedeceram à voz do SENHOR; aos quais o SENHOR tinha jurado que lhes não havia de deixar ver a terra que o SENHOR jurara a seus pais dar-nos; terra que mana leite e mel. 7Porém em seu lugar pôs a seus filhos; a estes Josué circuncidou, porquanto estavam incircuncisos, porque os não circuncidaram no caminho. 8E aconteceu que, acabando de circuncidar a toda a nação, ficaram no seu lugar no arraial, até que sararam. 9Disse mais o SENHOR a Josué: Hoje retirei de sobre vós o opróbrio do Egito; por isso o nome daquele lugar se chamou Gilgal, até ao dia de hoje. 10Estando, pois, os filhos de Israel acampados em Gilgal, celebraram a páscoa no dia catorze do mês, à tarde, nas campinas de Jericó. 11E, ao outro dia depois da páscoa, nesse mesmo dia, comeram, do fruto da terra, pães ázimos e espigas tostadas. 12E cessou o maná no dia seguinte, depois que comeram do fruto da terra, e os filhos de Israel não tiveram mais maná; porém, no mesmo ano comeram dos frutos da terra de Canaã. 13E sucedeu que, estando Josué perto de Jericó, levantou os seus olhos e olhou; e eis que se pôs em pé diante dele um homem que tinha na mão uma espada nua; e chegou-se Josué a ele, e disse-lhe: És tu dos nossos, ou dos nossos inimigos? 14E disse ele: Não, mas venho agora como príncipe do exército do SENHOR. Então Josué se prostrou com o seu rosto em terra e o adorou, e disse-lhe: Que diz meu senhor ao seu servo? 15Então disse o príncipe do exército do SENHOR a Josué: Descalça os sapatos de teus pés, porque o lugar em que estás é santo. E fez Josué assim. Josué 6 1ORA Jericó estava rigorosamente fechada por causa dos filhos de Israel; ninguém saía nem entrava. 2Então disse o SENHOR a Josué: Olha, tenho dado na tua mão a Jericó, ao seu rei e aos seus homens valorosos. 3Vós, pois, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, cercando-a uma vez; assim fareis por seis dias. 4E sete sacerdotes levarão sete buzinas de chifres de carneiros adiante da arca, e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as buzinas. 5E será que, tocando-se prolongadamente a buzina de carneiro, ouvindo vós o seu sonido, todo o povo gritará com grande brado; e o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá por ele, cada um em frente. 6Então Josué, filho de Num, chamou aos sacerdotes e disselhes: Levai a arca da aliança; e sete sacerdotes levem sete buzinas de chifres de carneiros, adiante da arca do SENHOR. 7E disse ao povo: Passai e rodeai a cidade; e quem estiver armado, passe adiante da arca do SENHOR. 8E assim foi que, como Josué dissera ao povo, os sete sacerdotes, levando as sete buzinas de carneiros diante do SENHOR, passaram e tocaram as buzinas; e a arca da aliança do SENHOR os seguia. 9E os homens armados iam adiante dos sacerdotes, que tocavam as buzinas; e a retaguarda seguia após a arca; andando e tocando as buzinas iam os sacerdotes. 10Porém ao povo Josué tinha dado ordem, dizendo: Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca até ao dia que eu vos diga: Gritai. Então gritareis. 11E fez a arca do SENHOR rodear a cidade, contornando-a uma vez; e entraram no arraial, e ali passaram a noite. 12Depois Josué se levantou de madrugada, e os sacerdotes levaram a arca do SENHOR. 13E os sete sacerdotes, que levavam as sete buzinas de chifres de carneiros, adiante da arca do SENHOR, iam andando, e tocavam as buzinas, e os homens armados iam adiante deles e a retaguarda seguia atrás da arca do SENHOR; os sacerdotes iam andando e tocando as buzinas. 14Assim rodearam outra vez a cidade no segundo dia e voltaram para o arraial; e assim fizeram seis dias. 15E sucedeu que, ao sétimo dia, madrugaram ao subir da alva, e da mesma maneira rodearam a cidade sete vezes; naquele dia somente rodearam a cidade sete vezes. 16E sucedeu que, tocando os sacerdotes pela sétima vez as buzinas, disse Josué ao povo: Gritai, porque o SENHOR vos tem dado a cidade. 17Porém a cidade será anátema ao SENHOR, ela e tudo quanto houver nela; somente a prostituta Raabe viverá; ela e todos os que com ela estiverem em casa; porquanto escondeu os mensageiros que enviamos. 18Tão-somente guardai-vos do anátema, para que não toqueis nem tomeis alguma coisa dele, e assim façais maldito o arraial de Israel, e o perturbeis. 19Porém toda a prata, e o ouro, e os vasos de metal, e de ferro são consagrados ao SENHOR; irão ao tesouro do SENHOR. 20Gritou, pois, o povo, tocando os sacerdotes as buzinas; e sucedeu que, ouvindo o povo o sonido da buzina, gritou o povo com grande brado; e o muro caiu abaixo, e o povo subiu à cidade, cada um em frente de si, e tomaram a cidade. 21E tudo quanto havia na cidade destruíram totalmente ao fio da espada, desde o homem até à mulher, desde o menino até ao velho, e até ao boi e gado miúdo, e ao jumento. 22Josué, porém, disse aos dois homens que tinham espiado a terra: Entrai na casa da mulher prostituta, e tirai-a de lá com tudo quanto tiver, como lhe tendes jurado. 23Então entraram os jovens espias, e tiraram a Raabe e a seu pai, e a sua mãe, e a seus irmãos, e a tudo quanto tinha; tiraram também a toda a sua parentela, e os puseram fora do arraial de Israel. 24Porém a cidade e tudo quanto havia nela queimaram a fogo; tão-somente a prata, e o ouro, e os vasos de metal e de ferro, deram para o tesouro da casa do SENHOR. 25Assim deu Josué vida à prostituta Raabe e à família de seu pai, e a tudo quanto tinha; e habitou no meio de Israel até ao dia de hoje; porquanto escondera os mensageiros que Josué tinha enviado a espiar a Jericó. 26E naquele tempo Josué os esconjurou, dizendo: Maldito diante do SENHOR seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó; sobre seu primogênito a fundará, e sobre o seu filho mais novo lhe porá as portas. 27Assim era o SENHOR com Josué; e corria a sua fama por toda a terra. Josué 7 1E TRANSGREDIRAM os filhos de Israel no anátema; porque Acã filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zerá, da tribo de Judá, tomou do anátema, e a ira do SENHOR se acendeu contra os filhos de Israel. 2Enviando, pois, Josué, de Jericó, alguns homens a Ai, que está junto a BeteÁven do lado do oriente de Betel, falou-lhes dizendo: Subi, e espiai a terra. Subiram, pois, aqueles homens, e espiaram a Ai. 3E voltaram a Josué, e disseram-lhe: Não suba todo o povo; subam uns dois mil, ou três mil homens, a ferir a Ai; não fatigueis ali a todo o povo, porque poucos são. 4Assim, subiram lá, do povo, uns três mil homens, os quais fugiram diante dos homens de Ai. 5E os homens de Ai feriram deles uns trinta e seis, e os perseguiram desde a porta até Sebarim, e os feriram na descida; e o coração do povo se derreteu e se tornou como água. 6Então Josué rasgou as suas vestes, e se prostrou em terra sobre o seu rosto perante a arca do SENHOR até à tarde, ele e os anciãos de Israel; e deitaram pó sobre as suas cabeças. 7E disse Josué: Ah! Senhor Deus! Por que, com efeito, fizeste passar a este povo o Jordão, para nos entregares nas mãos dos amorreus para nos fazerem perecer? Antes nos tivéssemos contentado em ficar além do Jordão! 8Ah, Senhor! Que direi? Pois Israel virou as costas diante dos inimigos! 9Ouvindo isto, os cananeus, e todos os moradores da terra, nos cercarão e desarraigarão o nosso nome da terra; e então que farás ao teu grande nome? 10Então disse o SENHOR a Josué: Levanta-te; por que estás prostrado assim sobre o teu rosto? 11 Israel pecou, e transgrediram a minha aliança que lhes tinha ordenado, e tomaram do anátema, e furtaram, e mentiram, e debaixo da sua bagagem o puseram. 12Por isso os filhos de Israel não puderam subsistir perante os seus inimigos; viraram as costas diante dos seus inimigos; porquanto estão amaldiçoados; não serei mais convosco, se não desarraigardes o anátema do meio de vós. 13Levanta-te, santifica o povo, e dize: Santificai-vos para amanhã, porque assim diz o SENHOR Deus de Israel: Anátema há no meio de ti, Israel; diante dos teus inimigos não poderás suster-te, até que tireis o anátema do meio de vós. 14Amanhã, pois, vos chegareis, segundo as vossas tribos; e será que a tribo que o SENHOR tomar se chegará, segundo as famílias; e a família que o SENHOR tomar se chegará por casas; e a casa que o SENHOR tomar se chegará homem por homem. 15E será que aquele que for tomado com o anátema será queimado a fogo, ele e tudo quanto tiver; porquanto transgrediu a aliança do SENHOR, e fez uma loucura em Israel. 16Então Josué se levantou de madrugada, e fez chegar a Israel, segundo as suas tribos; e a tribo de Judá foi tomada; 17E, fazendo chegar a tribo de Judá, tomou a família dos zeraítas; e fazendo chegar a família dos zeraítas homem por homem, foi tomado Zabdi; 18E, fazendo chegar a sua casa, homem por homem, foi tomado Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zerá, da tribo de Judá. 19Então disse Josué a Acã: Filho meu, dá, peço-te, glória ao SENHOR Deus de Israel, e faze confissão perante ele; e declara-me agora o que fizeste, não mo ocultes. 20E respondeu Acã a Josué, e disse: Verdadeiramente pequei contra o SENHOR Deus de Israel, e fiz assim e assim. 21Quando vi entre os despojos uma boa capa babilônica, e duzentos siclos de prata, e uma cunha de ouro, do peso de cinqüenta siclos, cobicei-os e tomei-os; e eis que estão escondidos na terra, no meio da minha tenda, e a prata por baixo dela. 22Então Josué enviou mensageiros, que foram correndo à tenda; e eis que tudo estava escondido na sua tenda, e a prata por baixo. 23Tomaram, pois, aquelas coisas do meio da tenda, e as trouxeram a Josué e a todos os filhos de Israel; e as puseram perante o SENHOR. 24Então Josué, e todo o Israel com ele, tomaram a Acã filho de Zerá, e a prata, e a capa, e a cunha de ouro, e seus filhos, e suas filhas, e seus bois, e seus jumentos, e suas ovelhas, e sua tenda, e tudo quanto ele tinha; e levaram-nos ao vale de Acor. 25E disse Josué: Por que nos perturbaste? O SENHOR te perturbará neste dia. E todo o Israel o apedrejou; e os queimaram a fogo depois de apedrejá-los. 26E levantaram sobre ele um grande montão de pedras, até o dia de hoje; assim o SENHOR se apartou do ardor da sua ira; pelo que aquele lugar se chama o vale de Acor, até ao dia de hoje. Josué 8 1ENTÃO disse o SENHOR a Josué: Não temas, e não te espantes; toma contigo toda a gente de guerra, e levanta-te, sobe a Ai; olha que te tenho dado na tua mão o rei de Ai e o seu povo, e a sua cidade, e a sua terra. 2Farás, pois, a Ai e a seu rei, como fizeste a Jericó, e a seu rei; salvo que, para vós, tomareis os seus despojos, e o seu gado; põe emboscadas à cidade, por detrás dela. 3Então Josué levantou-se, e toda a gente de guerra, para subir contra Ai; e escolheu Josué trinta mil homens valorosos, e enviou-os de noite. 4E deu-lhes ordem, dizendo: Olhai! Ponde-vos de emboscadas contra a cidade, por detrás dela; não vos alongueis muito da cidade; e estai todos vós atentos. 5Porém eu e todo o povo que está comigo nos aproximaremos da cidade; e será que, quando nos saírem ao encontro, como antes, fugiremos diante deles. 6Deixai-os, pois, sair atrás de nós, até que os tiremos da cidade; porque dirão: Fogem diante de nós como antes. Assim fugiremos diante deles. 7Então saireis vós da emboscada, e tomareis a cidade; porque o SENHOR vosso Deus vo-la dará nas vossas mãos. 8E será que tomando vós a cidade, pôr-lhe-eis fogo; conforme a palavra do SENHOR fareis; olhai que vo-lo tenho mandado. 9Assim Josué os enviou, e eles se foram à emboscada; e ficaram entre Betel e Ai, ao ocidente de Ai; porém Josué passou aquela noite no meio do povo. 10E levantou-se Josué de madrugada, e contou o povo; e subiram ele e os anciãos de Israel adiante do povo contra Ai. 11E subiram também todos os homens de guerra, que estavam com ele; e aproximaram-se, e chegaram defronte da cidade; e alojaram-se do lado norte de Ai, e havia um vale entre eles e Ai. 12Tomou também uns cinco mil homens, e pô-los de emboscada entre Betel e Ai, ao ocidente da cidade. 13E puseram o povo, todo o arraial que estava ao norte da cidade, e a emboscada ao ocidente da cidade; e foi Josué aquela noite até ao meio do vale. 14E sucedeu que, vendo-o o rei de Ai, ele e todo o seu povo se apressaram, e se levantaram de madrugada, e os homens da cidade saíram ao encontro de Israel ao combate, ao tempo determinado, defronte das campinas; porém ele não sabia que se achava uma emboscada contra ele atrás da cidade. 15Josué, pois, e todo o Israel se houveram como feridos diante deles, e fugiram pelo caminho do deserto. 16Por isso todo o povo, que estava na cidade, foi convocado para os seguir; e seguiram a Josué e foram afastados da cidade. 17E nem um só homem ficou em Ai, nem em Betel, que não saísse após Israel; e deixaram a cidade aberta, e seguiram a Israel. 18Então o SENHOR disse a Josué: Estende a lança que tens na tua mão, para Ai, porque a darei na tua mão. E Josué estendeu a lança, que estava na sua mão, para a cidade. 19Então a emboscada se levantou apressadamente do seu lugar, e, estendendo ele a sua mão, correram e entraram na cidade, e a tomaram; e apressando-se, puseram fogo na cidade. 20E virando-se os homens de Ai para trás, olharam, e eis que a fumaça da cidade subia ao céu, e não puderam fugir nem para uma parte nem para outra, porque o povo, que fugia para o deserto, se tornou contra os que os seguiam. 21E vendo Josué e todo o Israel que a emboscada tomara a cidade, e que a fumaça da cidade subia, voltaram, e feriram os homens de Ai. 22Também aqueles da cidade lhes saíram ao encontro, e assim ficaram no meio dos israelitas, uns de uma, e outros de outra parte; e feriram-nos, até que nenhum deles sobreviveu nem escapou. 23Porém ao rei de Ai tomaram vivo, e o trouxeram a Josué. 24E sucedeu que, acabando os israelitas de matar todos os moradores de Ai no campo, no deserto, onde os tinham seguido, e havendo todos caído ao fio da espada, até serem consumidos, todo o Israel se tornou a Ai e a feriu ao fio de espada. 25E todos os que caíram aquele dia, assim homens como mulheres, foram doze mil, todos moradores de Ai. 26Porque Josué não retirou a sua mão, que estendera com a lança, até destruir totalmente a todos os moradores de Ai. 27Tão-somente os israelitas tomaram para si o gado e os despojos da cidade, conforme à palavra do SENHOR, que tinha ordenado a Josué. 28Queimou, pois, Josué a Ai e a tornou num montão perpétuo, em ruínas, até ao dia de hoje. 29E ao rei de Ai enforcou num madeiro, até à tarde; e ao pôr do sol ordenou Josué que o seu corpo fosse tirado do madeiro; e o lançaram à porta da cidade, e levantaram sobre ele um grande montão de pedras, até o dia de hoje. 30Então Josué edificou um altar ao SENHOR Deus de Israel, no monte Ebal. 31Como Moisés, servo do SENHOR, ordenara aos filhos de Israel, conforme ao que está escrito no livro da lei de Moisés, a saber: um altar de pedras inteiras, sobre o qual não se moverá instrumento de ferro; e ofereceram sobre ele holocaustos ao SENHOR, e sacrificaram ofertas pacíficas. 32Também escreveu ali, em pedras, uma cópia da lei de Moisés, que este havia escrito diante dos filhos de Israel. 33E todo o Israel, com os seus anciãos, e os seus príncipes, e os seus juízes, estavam de um e de outro lado da arca, perante os sacerdotes levitas, que levavam a arca da aliança do SENHOR, assim estrangeiros como naturais; metade deles em frente do monte Gerizim, e a outra metade em frente do monte Ebal, como Moisés, servo do SENHOR, ordenara, para abençoar primeiramente o povo de Israel. 34E depois leu em alta voz todas as palavras da lei, a bênção e a maldição, conforme a tudo o que está escrito no livro da lei. 35Palavra nenhuma houve, de tudo o que Moisés ordenara, que Josué não lesse perante toda a congregação de Israel, e as mulheres, e os meninos, e os estrangeiros, que andavam no meio deles. Josué 9 1E SUCEDEU que, ouvindo isto todos os reis, que estavam aquém do Jordão, nas montanhas, e nas campinas, em toda a costa do grande mar, em frente do Líbano, os heteus, e os amorreus, os cananeus, os perizeus, os heveus, e os jebuseus, 2Se ajuntaram eles de comum acordo, para pelejar contra Josué e contra Israel. 3E os moradores de Gibeom, ouvindo o que Josué fizera com Jericó e com Ai, 4Usaram de astúcia, e foram e se fingiram embaixadores, e levando sacos velhos sobre os seus jumentos, e odres de vinho, velhos, e rotos, e remendados; 5E nos seus pés sapatos velhos e remendados, e roupas velhas sobre si; e todo o pão que traziam para o caminho era seco e bolorento. 6E vieram a Josué, ao arraial, a Gilgal, e disseram a ele e aos homens de Israel: Viemos de uma terra distante; fazei, pois, agora, acordo conosco. 7E os homens de Israel responderam aos heveus: Porventura habiteis no meio de nós; como pois faremos acordo convosco? 8Então disseram a Josué: Nós somos teus servos. E disselhes Josué: Quem sois vós, e de onde vindes? 9E lhe responderam: Teus servos vieram de uma terra mui distante, por causa do nome do SENHOR teu Deus, porquanto ouvimos a sua fama, e tudo quanto fez no Egito; 10E tudo quanto fez aos dois reis dos amorreus, que estavam além do Jordão, a Siom rei de Hesbom, e a Ogue, rei de Basã, que estava em Astarote. 11Por isso nossos anciãos e todos os moradores da nossa terra nos falaram, dizendo: Tomai em vossas mãos provisão para o caminho, e ide-lhes ao encontro e dizei-lhes: Nós somos vossos servos; fazei, pois, agora acordo conosco. 12Este nosso pão tomamos quente das nossas casas para nossa provisão, no dia em que saímos para vir a vós; e ei-lo aqui agora já seco e bolorento; 13E estes odres, que enchemos de vinho, eram novos, e ei-los aqui já rotos; e estas nossas roupas e nossos sapatos já se têm envelhecido, por causa do mui longo caminho. 14Então os homens de Israel tomaram da provisão deles e não pediram conselho ao SENHOR. 15E Josué fez paz com eles, e fez um acordo com eles, que lhes daria a vida; e os príncipes da congregação lhes prestaram juramento. 16E sucedeu que, ao fim de três dias, depois de fazerem acordo com eles, ouviram que eram seus vizinhos, e que moravam no meio deles. 17Porque, partindo os filhos de Israel, chegaram às cidades deles ao terceiro dia; e suas cidades eram Gibeom e Cefira, e Beerote, e Quiriate-Jearim. 18E os filhos de Israel não os feriram; porquanto os príncipes da congregação lhes juraram pelo SENHOR Deus de Israel; por isso toda a congregação murmurava contra os príncipes. 19Então todos os príncipes disseram a toda a congregação: Nós juramos-lhes pelo SENHOR Deus de Israel, pelo que não lhes podemos tocar. 20 Isto, porém, lhes faremos: conservar-lhes-emos a vida, para que não haja grande ira sobre nós, por causa do juramento que já lhes fizemos. 21Disseram-lhes, pois, os príncipes: Vivam, e sejam rachadores de lenha e tiradores de água para toda a congregação, como os príncipes lhes disseram. 22E Josué os chamou, e falou-lhes dizendo: Por que nos enganastes dizendo: Mui longe de vós habitamos, morando vós no meio de nós? 23Agora, pois, sereis malditos; e dentre vós não deixará de haver servos, nem rachadores de lenha, nem tiradores de água, para a casa do meu Deus. 24Então responderam a Josué, e disseram: Porquanto com certeza foi anunciado aos teus servos que o SENHOR teu Deus ordenou a Moisés, seu servo, que a vós daria toda esta terra, e destruiria todos os moradores da terra diante de vós, tememos muito por nossas vidas por causa de vós; por isso fizemos assim. 25E eis que agora estamos na tua mão; faze-nos aquilo que te pareça bom e reto. 26Assim pois lhes fez, e livrou-os das mãos dos filhos de Israel, e não os mataram. 27E naquele dia, Josué os fez rachadores de lenha e tiradores de água para a congregação e para o altar do SENHOR, até ao dia de hoje, no lugar que ele escolhesse. Josué 10 1E SUCEDEU que, ouvindo Adoni-Zedeque, rei de Jerusalém, que Josué tomara a Ai, e a tinha destruído totalmente, e fizera a Ai, e ao seu rei, como tinha feito a Jericó e ao seu rei, e que os moradores de Gibeom fizeram paz com os israelitas, e estavam no meio deles, 2Temeram muito, porque Gibeom era uma cidade grande, como uma das cidades reais, e ainda maior do que Ai, e todos os seus homens valentes. 3Pelo que Adoni-Zedeque, rei de Jerusalém, enviou a Hoão, rei de Hebrom, e a Pirão, rei de Jarmute, e a Jafia, rei de Laquis e a Debir, rei de Eglom, dizendo: 4Subi a mim, e ajudai-me, e firamos a Gibeom, porquanto fez paz com Josué e com os filhos de Israel. 5Então se ajuntaram, e subiram cinco reis dos amorreus, o rei de Jerusalém, o rei de Hebrom, o rei de Jarmute, o rei de Laquis, o rei de Eglom, eles e todos os seus exércitos; e sitiaram a Gibeom e pelejaram contra ela. 6Enviaram, pois, os homens de Gibeom a Josué, ao arraial de Gilgal, dizendo: Não retires as tuas mãos de teus servos; sobe apressadamente a nós, e livra-nos e ajuda-nos, porquanto todos os reis dos amorreus, que habitam na montanha, se ajuntaram contra nós. 7Então subiu Josué, de Gilgal, ele e toda a gente de guerra com ele, e todos os homens valorosos. 8E o SENHOR disse a Josué: Não os temas, porque os tenho dado na tua mão; nenhum deles te poderá resistir. 9E Josué lhes sobreveio de repente, porque toda a noite veio subindo desde Gilgal. 10E o SENHOR os conturbou diante de Israel, e os feriu com grande matança em Gibeom; e perseguiu-os pelo caminho que sobe a Bete-Horom, e feriu-os até Azeca e a Maquedá. 11E sucedeu que fugindo eles de diante de Israel, à descida de Bete-Horom, o SENHOR lançou sobre eles, do céu, grandes pedras, até Azeca, e morreram; e foram muitos mais os que morreram das pedras da saraiva do que os que os filhos de Israel mataram à espada. 12Então Josué falou ao SENHOR, no dia em que o SENHOR deu os amorreus nas mãos dos filhos de Israel, e disse na presença dos israelitas: Sol, detém-te em Gibeom, e tu, lua, no vale de Ajalom. 13E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus inimigos. Isto não está escrito no livro de Jasher? O sol, pois, se deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro. 14E não houve dia semelhante a este, nem antes nem depois dele, ouvindo o SENHOR assim a voz de um homem; porque o SENHOR pelejava por Israel. 15E voltou Josué, e todo o Israel com ele, ao arraial, em Gilgal. 16Aqueles cinco reis, porém, fugiram, e se esconderam numa cova em Maquedá. 17E foi anunciado a Josué, dizendo: Acharam-se os cinco reis escondidos numa cova em Maquedá. 18Disse, pois, Josué: Arrastai grandes pedras à boca da cova, e ponde sobre ela homens que os guardem; 19Porém vós não vos detenhais; persegui os vossos inimigos, e atacai os que vão ficando atrás; não os deixeis entrar nas suas cidades, porque o SENHOR vosso Deus já vo-los deu na vossa mão. 20E sucedeu que, acabando Josué e os filhos de Israel de os ferir com grande matança, até consumi-los, e os que ficaram deles se retiraram às cidades fortificadas, 21Todo o povo voltou em paz a Josué, ao arraial em Maquedá; não havendo ninguém que movesse a sua língua contra os filhos de Israel. 22Depois disse Josué: Abri a boca da cova, e trazei-me para fora aqueles cinco reis. 23Fizeram, pois, assim, e trouxeram-lhe aqueles cinco reis para fora da cova: o rei de Jerusalém, o rei de Hebrom, o rei de Jarmute, o rei de Laquis e o rei de Eglom. 24E sucedeu que, trazendo aqueles reis a Josué, este chamou todos os homens de Israel, e disse aos capitães dos homens de guerra, que foram com ele: Chegai, ponde os vossos pés sobre os pescoços destes reis. E chegaram, e puseram os seus pés sobre os pescoços deles. 25Então Josué lhes disse: Não temais, nem vos espanteis; esforçai-vos e animaivos; porque assim o fará o SENHOR a todos os vossos inimigos, contra os quais pelejardes. 26E, depois disto, Josué os feriu, e os matou, e os enforcou em cinco madeiros; e ficaram enforcados nos madeiros até à tarde. 27E sucedeu que, ao pôr do sol, deu Josué ordem que os tirassem dos madeiros; e lançaram-nos na cova onde se esconderam; e puseram grandes pedras à boca da cova, que ainda ali estão até o dia de hoje. 28E naquele mesmo dia tomou Josué a Maquedá, e feriu-a a fio de espada, bem como ao seu rei; totalmente a destruiu com todos que nela havia, sem nada deixar; e fez ao rei de Maquedá como fizera ao rei de Jericó. 29Então Josué, e todo o Israel com ele, passou de Maquedá a Libna e pelejou contra ela. 30E também o SENHOR a deu na mão de Israel, a ela e a seu rei, e a feriu a fio de espada, a ela e a todos que nela estavam; sem nada deixar; e fez ao seu rei como fizera ao rei de Jericó. 31Então Josué, e todo o Israel com ele, passou de Libna a Laquis; e a sitiou, e pelejou contra ela; 32E o SENHOR deu a Laquis nas mãos de Israel, e tomou-a no dia seguinte e a feriu a fio de espada, a ela e a todos os que nela estavam, conforme a tudo o que fizera a Libna. 33Então Horão, rei de Gezer, subiu a ajudar a Laquis, porém Josué o feriu, a ele e ao seu povo, até não lhe deixar nem sequer um. 34E Josué, e todo o Israel com ele, passou de Laquis a Eglom, e a sitiaram, e pelejaram contra ela. 35E no mesmo dia a tomaram, e a feriram a fio de espada; e a todos os que nela estavam, destruiu totalmente no mesmo dia, conforme a tudo o que fizera a Laquis. 36Depois Josué, e todo o Israel com ele, subiu de Eglom a Hebrom, e pelejaram contra ela. 37E a tomaram, e a feriram ao fio de espada, assim ao seu rei como a todas as suas cidades; e a todos os que nelas estavam, a ninguém deixou com vida, conforme a tudo o que fizera a Eglom; e a destruiu totalmente, a ela e a todos os que nela estavam. 38Então Josué, e todo o Israel com ele, tornou a Debir, e pelejou contra ela. 39E tomou-a com o seu rei, e a todas as suas cidades, e as feriu a fio de espada, e a todos os que nelas estavam destruiu totalmente; nada deixou; como fizera a Hebrom, assim fez a Debir e ao seu rei, e como fizera a Libna e ao seu rei. 40Assim feriu Josué toda aquela terra, as montanhas, o sul, e as campinas, e as descidas das águas, e a todos os seus reis; nada deixou; mas tudo o que tinha fôlego destruiu, como ordenara o SENHOR Deus de Israel. 41E Josué os feriu desde Cades-Barnéia, até Gaza, como também toda a terra de Gósen, e até Gibeom. 42E de uma vez tomou Josué todos estes reis, e as suas terras; porquanto o SENHOR Deus de Israel pelejava por Israel. 43Então Josué, e todo o Israel com ele, voltou ao arraial em Gilgal. Josué 11 1SUCEDEU depois disto que, ouvindo-o Jabim, rei de Hazor, enviou mensageiros a Jobabe, rei de Madom, e ao rei de Sinrom, e ao rei de Acsafe; 2E aos reis, que estavam ao norte, nas montanhas, e na campina para o sul de Quinerete, e nas planícies, e nas elevações de Dor, do lado do mar; 3Ao cananeu do oriente e do ocidente; e ao amorreu, e ao heteu, e ao perizeu, e ao jebuseu nas montanhas; e ao heveu ao pé de Hermom, na terra de Mizpá. 4Saíram pois estes, e todos os seus exércitos com eles, muito povo, em multidão como a areia que está na praia do mar; e muitíssimos cavalos e carros. 5Todos estes reis se ajuntaram, e vieram e se acamparam junto às águas de Merom, para pelejarem contra Israel. 6E disse o SENHOR a Josué: Não temas diante deles; porque amanhã, a esta mesma hora, eu os darei todos feridos diante dos filhos de Israel; os seus cavalos jarretarás, e os seus carros queimarás a fogo. 7E Josué, e todos os homens de guerra com ele, veio apressadamente sobre eles às águas de Merom, e atacou-os de repente. 8E o SENHOR os deu nas mãos de Israel; e eles os feriram, e os perseguiram até à grande Sidom, e até Misrefote-Maim, e até ao vale de Mizpá ao oriente; feriram até não lhes deixarem nenhum. 9E fez-lhes Josué como o SENHOR lhe dissera; os seus cavalos jarretou, e os seus carros queimou a fogo. 10E naquele mesmo tempo voltou Josué, e tomou a Hazor, e feriu à espada ao seu rei; porquanto Hazor antes era a cabeça de todos estes reinos. 11E a todos os que nela estavam, feriram ao fio da espada, e totalmente os destruíram; nada restou do que tinha fôlego, e a Hazor queimou a fogo. 12E Josué tomou todas as cidades destes reis, e todos os seus reis, e os feriu ao fio da espada, destruindo-os totalmente, como ordenara Moisés servo do SENHOR. 13Tão-somente não queimaram os israelitas as cidades que estavam sobre os seus outeiros; a não ser Hazor, a qual Josué queimou. 14E todos os despojos destas cidades, e o gado, os filhos de Israel tomaram para si; tão-somente a todos os homens feriram ao fio da espada, até que os destruíram; nada do que tinha fôlego deixaram com vida. 15Como ordenara o SENHOR a Moisés, seu servo, assim Moisés ordenou a Josué; e assim Josué o fez; nem uma só palavra tirou de tudo o que o SENHOR ordenara a Moisés. 16Assim Josué tomou toda aquela terra, as montanhas, e todo o sul, e toda a terra de Gósen, e as planícies, e as campinas, e as montanhas de Israel, e as suas planícies. 17Desde o monte Halaque, que sobe a Seir, até Baal-Gade, no vale do Líbano, ao pé do monte de Hermom; também tomou todos os seus reis, e os feriu e os matou. 18Por muito tempo Josué fez guerra contra todos estes reis. 19Não houve cidade que fizesse paz com os filhos de Israel, senão os heveus, moradores de Gibeom; por guerra as tomaram todas. 20Porquanto do SENHOR vinha o endurecimento de seus corações, para saírem à guerra contra Israel, para que fossem totalmente destruídos e não achassem piedade alguma; mas para os destruir a todos como o SENHOR tinha ordenado a Moisés. 21Naquele tempo veio Josué, e extirpou os anaquins das montanhas de Hebrom, de Debir, de Anabe e de todas as montanhas de Judá e de todas as montanhas de Israel; Josué os destruiu totalmente com as suas cidades. 22Nenhum dos anaquins foi deixado na terra dos filhos de Israel; somente ficaram alguns em Gaza, em Gate, e em Asdode. 23Assim Josué tomou toda esta terra, conforme a tudo o que o SENHOR tinha dito a Moisés; e Josué a deu em herança aos filhos de Israel, conforme as suas divisões, segundo as suas tribos; e a terra descansou da guerra. Josué 12 1ESTES, pois, são os reis da terra, aos quais os filhos de Israel feriram e cujas terras possuíram além do Jordão para o nascente do sol, desde o ribeiro de Arnom, até ao monte de Hermom, e toda a planície do oriente: 2Siom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom e que dominava desde Aroer, que está à beira do ribeiro de Arnom, e desde o meio do ribeiro, e a metade de Gileade, e até ao ribeiro de Jaboque, o termo dos filhos de Amom. 3E desde a campina até ao mar de Quinerete para o oriente, e até ao mar da campina, o Mar Salgado para o oriente, pelo caminho de Bete-Jesimote; e desde o sul, abaixo de Asdote-Pisga. 4Como também o termo de Ogue, rei de Basã que era do restante dos gigantes e que habitava em Astarote e em Edrei; 5E dominava no monte Hermom, e em Salcá, e em toda a Basã, até ao termo dos gesureus e dos maacateus, e metade de Gileade, termo de Siom, rei de Hesbom. 6A estes Moisés, servo do SENHOR, e os filhos de Israel, feriram; e Moisés, servo do SENHOR, deu esta terra em possessão aos rubenitas, e aos gaditas, e à meia tribo de Manassés. 7E estes são os reis da terra aos quais Josué e os filhos de Israel feriram aquém do Jordão para o ocidente, desde Baal-Gade, no vale do Líbano, até ao monte Halaque, que sobe a Seir; e Josué a deu às tribos de Israel em possessão, segundo as suas divisões. 8O que havia nas montanhas, e nas planícies, e nas campinas, e nas descidas das águas, e no deserto, e para o sul: o heteu, o amorreu, e o cananeu, o perizeu, o heveu, e o jebuseu. 9O rei de Jericó, um; o rei de Ai, que está ao lado de Betel, outro; 10O rei de Jerusalém, outro; o rei de Hebrom, outro; 11O rei de Jarmute, outro; o rei de Laquis, outro; 12O rei de Eglom, outro; o rei de Geser, outro; 13O rei de Debir, outro; o rei de Geder, outro; 14O rei de Hormá, outro; o rei de Harade, outro; 15O rei de Libna, outro; o rei de Adulão, outro; 16O rei de Maquedá, outro; o rei de Betel, outro; 17O rei de Tapua, outro; o rei de Hefer, outro; 18O rei de Afeque, outro; o rei de Lassarom, outro; 19O rei de Madom, outro; o rei de Hazor, outro; 20O rei de Sinrom-Meron, outro; o rei de Acsafe, outro; 21O rei de Taanaque, outro; o rei de Megido, outro; 22O rei de Quedes, outro; o rei de Jocneão do Carmelo, outro; 23O rei de Dor no outeiro de Dor, outro; o rei de Goim em Gilgal, outro; 24O rei de Tirza, outro; trinta e um reis ao todo. Josué 13 1ERA, porém, Josué já velho, entrado em dias; e disse-lhe o SENHOR: Já estás velho, entrado em dias; e ainda muitíssima terra ficou para possuir. 2A terra que ainda fica é esta: Todos os termos dos filisteus e toda a Gesur; 3Desde Sior, que está em frente ao Egito, até ao termo de Ecrom para o norte, que se diz ser dos cananeus; cinco príncipes dos filisteus; o gazeu, e o asdodeu, o asqueloneu, o giteu, e o ecroneu, e os aveus; 4Desde o sul, toda a terra dos cananeus, e Meara, que é dos sidônios; até Afeca, até ao termo dos amorreus; 5Como também a terra dos gebalitas, e todo o Líbano, para o nascente do sol, desde Baal-Gade, ao pé do monte Hermom, até a entrada de Hamate; 6Todos os que habitam nas montanhas desde o Líbano até Misrefote-Maim, todos os sidônios; eu os lançarei de diante dos filhos de Israel; tão-somente reparte a terra em herança a Israel, como já te mandei. 7Reparte, pois, agora esta terra por herança às nove tribos, e à meia tribo de Manassés, 8Com a qual os rubenitas e os gaditas já receberam a sua herança, além do Jordão para o oriente, assim como já lhes tinha dado Moisés, servo do SENHOR. 9Desde Aroer, que está à beira do ribeiro de Arnom, e a cidade que está no meio do vale, e toda a campina de Medeba até Dibom; 10E todas as cidades de Siom, rei dos amorreus, que reinou em Hesbom, até ao termo dos filhos de Amom; 11E Gileade, e o termo dos gesureus, e dos maacateus, e todo o monte Hermom, e toda a Basã até Salcá; 12Todo o reino de Ogue em Basã, que reinou em Astarote e em Edrei; este ficou do restante dos gigantes que Moisés feriu e expulsou. 13Porém os filhos de Israel não expulsaram os gesureus, nem os maacateus; antes Gesur e Maacate ficaram habitando no meio de Israel até ao dia de hoje. 14Tão-somente à tribo de Levi não deu herança; os sacrifícios queimados do SENHOR Deus de Israel são a sua herança, como já lhe tinha falado. 15Assim Moisés deu à tribo dos filhos de Rúben, conforme as suas famílias. 16E foi o seu limite desde Aroer, que está à beira do ribeiro de Arnom, e a cidade que está no meio do vale, e toda a campina até Medeba; 17Hesbom e todas as suas cidades, que estão na campina; Dibom, e Bamote-Baal, e Bete-Baal-Meom; 18E Jasa e Quedemote, e Mefaate; 19E Quiriataim e Sibma, e Zerete-Saar, no monte do vale; 20Bete-Peor, e Asdote-Pisga, Bete-Jesimote; 21E todas as cidades da campina, e todo o reino de Siom, rei dos amorreus, que reinou em Hesbom, a quem Moisés feriu, como também aos príncipes de Midiã, Evi, e Requém, e Zur, e Hur, e Reba, príncipes de Siom, moradores da terra. 22Também os filhos de Israel mataram à espada a Balaão, filho de Beor, o adivinho, com os outros que por eles foram mortos. 23E o termo dos filhos de Rúben ficou sendo o Jordão e os seus limites; esta foi a herança dos filhos de Rúben, segundo as suas famílias, as cidades, e as suas aldeias. 24E deu Moisés à tribo de Gade, aos filhos de Gade, segundo as suas famílias. 25E foi o seu termo Jazer, e todas as cidades de Gileade, e metade da terra dos filhos de Amom, até Aroer, que está em frente de Rabá. 26E desde Hesbom até Ramate-Mizpá e Betonim, e desde Maanaim até ao termo de Debir; 27E no vale Bete-Arã, e Bete-Nimra, e Sucote, Zafom, que ficara do restante do reino de Siom, em Hesbom, o Jordão e o seu termo, até a extremidade do mar de Quinerete além do Jordão para o oriente. 28Esta é a herança dos filhos de Gade segundo as suas famílias, as cidades e as suas aldeias. 29Deu também Moisés herança à meia tribo de Manassés; e deu à meia tribo dos filhos de Manassés, segundo as suas famílias. 30De maneira que o seu termo foi desde Maanaim, todo o Basã, todo o reino de Ogue, rei de Basã, e todas as aldeias de Jair, que estão em Basã, sessenta cidades, 31E metade de Gileade, e Astarote, e Edrei, cidades do reino de Ogue em Basã, deu aos filhos de Maquir, filho de Manassés, a saber, à metade dos filhos de Maquir, segundo as suas famílias. 32 Isto é o que Moisés repartiu em herança nas campinas de Moabe, além do Jordão para o oriente de Jericó. 33Porém, à tribo de Levi, Moisés não deu herança; o SENHOR Deus de Israel é a sua herança, como já lhe tinha falado. Josué 14 1 ISTO, pois, é o que os filhos de Israel tiveram em herança, na terra de Canaã, o que Eleazar, o sacerdote, e Josué, filho de Num, e os cabeças dos pais das tribos dos filhos de Israel lhes fizeram repartir, 2Por sorte da sua herança, como o SENHOR ordenara, pelo ministério de Moisés, acerca das nove tribos e da meia tribo. 3Porquanto às duas tribos e à meia tribo já dera Moisés herança além do Jordão; mas aos levitas não tinha dado herança entre eles. 4Porque os filhos de José eram duas tribos, Manassés e Efraim, e aos levitas não se deu herança na terra, senão cidades em que habitassem, e os seus arrabaldes para seu gado e para seus bens. 5Como o SENHOR ordenara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel, e repartiram a terra. 6Então os filhos de Judá chegaram a Josué em Gilgal; e Calebe, filho de Jefoné o quenezeu, lhe disse: Tu sabes o que o SENHOR falou a Moisés, homem de Deus, em Cades-Barnéia por causa de mim e de ti. 7Quarenta anos tinha eu, quando Moisés, servo do SENHOR, me enviou de Cades-Barnéia a espiar a terra; e eu lhe trouxe resposta, como sentia no meu coração; 8Mas meus irmãos, que subiram comigo, fizeram derreter o coração do povo; eu porém perseverei em seguir ao SENHOR meu Deus. 9Então Moisés naquele dia jurou, dizendo: Certamente a terra que pisou o teu pé será tua, e de teus filhos, em herança perpetuamente; pois perseveraste em seguir ao SENHOR meu Deus. 10E agora eis que o SENHOR me conservou em vida, como disse; quarenta e cinco anos são passados, desde que o SENHOR falou esta palavra a Moisés, andando Israel ainda no deserto; e agora eis que hoje tenho já oitenta e cinco anos; 11E ainda hoje estou tão forte como no dia em que Moisés me enviou; qual era a minha força então, tal é agora a minha força, tanto para a guerra como para sair e entrar. 12Agora, pois, dá-me este monte de que o SENHOR falou aquele dia; pois naquele dia tu ouviste que estavam ali os anaquins, e grandes e fortes cidades. Porventura o SENHOR será comigo, para os expulsar, como o SENHOR disse. 13E Josué o abençoou, e deu a Calebe, filho de Jefoné, a Hebrom em herança. 14Portanto Hebrom ficou sendo herança de Calebe, filho de Jefoné o quenezeu, até ao dia de hoje, porquanto perseverara em seguir ao SENHOR Deus de Israel. 15E antes o nome de Hebrom era Quiriate-Arba, porque Arba foi o maior homem entre os anaquins. E a terra repousou da guerra. Josué 15 1A SORTE que coube à tribo dos filhos de Judá, segundo as suas famílias, foi até ao termo de Edom, o deserto de Zim, para o sul, na extremidade do lado meridional. 2E foi o seu termo para o sul, desde a extremidade do Mar Salgado, desde a baía que olha para o sul; 3E sai para o sul, até à subida de Acrabim, e passa a Zim, e sobe do sul a CadesBarnéia, e passa por Hezrom, e sobe a Adar, e vira para Carca; 4E passa Azmom, e sai ao ribeiro do Egito, e as saídas deste termo vão até ao mar; este será o vosso termo do lado do sul. 5O termo, porém, para o oriente será o Mar Salgado, até à foz do Jordão; e o termo para o norte será da baía do mar, desde a foz do Jordão. 6E este termo subirá até Bete-Hogla, e passará do norte a Bete-Arabá, e este termo subirá até à pedra de Boã, filho de Rúben. 7Subirá mais este termo a Debir desde o vale de Acor, indo para o norte rumo a Gilgal, a qual está em frente da subida de Adumim, que está para o sul do ribeiro; então este termo continua até às águas de En-Semes; e as suas saídas estão do lado de En-Rogel. 8E este termo sobe pelo vale do filho de Hinom, do lado sul dos jebuseus (esta é Jerusalém) e sobe este termo até ao cume do monte que está diante do vale de Hinom para o ocidente, que está no fim do vale dos refains do lado do norte. 9Então este termo vai desde a altura do monte até à fonte das águas de Neftoa; e sai até às cidades do monte de Efrom; vai mais este termo até Baalá (esta é Quiriate-Jearim). 10Então volta este termo desde Baalá para o ocidente, até às montanhas de Seir, e passa ao lado do monte de Jearim do lado do norte (esta é Quesalom) e desce a Bete-Semes, e passa por Timna; 11Sai este termo mais ao lado de Ecrom, para o norte, e este termo vai a Sicrom e passa o monte de Baalá, e sai em Jabneel; e assim este termo finda no mar. 12Será, porém, o termo do lado do ocidente o Mar Grande, e suas adjacências; este é o termo dos filhos de Judá ao redor, segundo as suas famílias. 13Mas a Calebe, filho de Jefoné, deu uma parte no meio dos filhos de Judá, conforme a ordem do SENHOR a Josué; a saber, a cidade de Arba, que é Hebrom; este Arba era pai de Anaque. 14E Calebe expulsou dali os três filhos de Anaque: Sesai, e Aimã, e Talmai, gerados de Anaque. 15E dali subiu aos habitantes de Debir; e fora antes o nome de Debir, QuiriateSefer. 16E disse Calebe: Quem ferir a Quiriate-Sefer, e a tomar, lhe darei a minha filha Acsa por mulher. 17Tomou-a, pois, Otniel, filho de Quenaz, irmão de Calebe; e deu-lhe a sua filha Acsa por mulher. 18E sucedeu que, vindo ela a ele, o persuadiu que pedisse um campo a seu pai; e ela desceu do seu jumento; então Calebe lhe disse: Que é que tens? 19E ela disse: Dá-me uma bênção; pois me deste terra seca, dá-me também fontes de águas. Então lhe deu as fontes superiores e as fontes inferiores. 20Esta é a herança da tribo dos filhos de Judá, segundo as suas famílias. 21São, pois, as cidades da tribo dos filhos de Judá, até ao termo de Edom, no extremo sul: Cabzeel, e Eder, e Jagur. 22E Quiná, e Dimona, e Adada, 23E Quedes, e Hazor, e Itnã, 24Zife, e Telem, e Bealote, 25E Hazor-Hadata, e Queriote-Hezrom (que é Hazor), 26Amã e Sema, e Moladá, 27E Hazar-Gada, e Hesmom, e Bete-Palete, 28E Hazar-Sual, e Berseba, e Biziotiá, 29Baalá, e Iim, e Azem, 30E Eltolade, e Quesil, e Hormá. 31E Ziclague, e Madmana, e Sansana, 32E Lebaote, e Silim, e Aim, e Rimom; todas as cidades e as suas aldeias, vinte e nove. 33Nas planícies: Estaol, e Zorá, e Asná, 34E Zanoa, e En-Ganim, Tapua, e Enã. 35E Jarmute, e Adulão, Socó, e Azeca, 36E Saaraim, e Aditaim, e Gederá, e Gederotaim; catorze cidades e as suas aldeias. 37Zenã, e Hadasa, e Migdal-Gade, 38E Dileã, e Mizpe, e Jocteel, 39Laquis, e Bozcate, e Eglom, 40E Cabom, e Laamás, e Quitlis, 41E Gederote, Bete-Dagom, e Naamá, e Maquedá, dezesseis cidades e as suas aldeias. 42Libna, e Eter, e Asã, 43E Iftá, e Asná, e Nezibe, 44E Queila, e Aczibe, e Maressa; nove cidades e as suas aldeias. 45Ecrom, com suas vilas, e as suas aldeias. 46Desde Ecrom, e até ao mar, todas as que estão do lado de Asdode, e as suas aldeias. 47Asdode, com as suas vilas e as suas aldeias; Gaza, com as suas vilas e as suas aldeias, até ao rio do Egito, e o Mar Grande e o seu termo. 48E nas montanhas: Samir, Jatir, e Socó. 49E Daná, e Quiriate-Saná (que é Debir), 50E Anabe, Estemó, e Anim, 51E Gósen, e Holom, e Giló; onze cidades e as suas aldeias. 52Arabe, e Dumá e Esã, 53E Janim, e Bete-Tapua e Afeca, 54E Hunta, e Quiriate-Arba (que é Hebrom), e Zior; nove cidades e as suas aldeias. 55Maom, Carmelo, e Zife, e Jutá, 56E Jizreel, e Jocdeão, e Zanoa, 57Caim, Gibeá, e Timna; dez cidades e as suas aldeias. 58Halul, Bete-Zur, e Gedor, 59E Maarate, e Bete-Anote, e Eltecom; seis cidades e as suas aldeias. 60Quiriate-Baal (que é Quiriate-Jearim), e Rabá; duas cidades e as suas aldeias. 61No deserto: Bete-Arabá, Midim, e Secacá, 62E Nibsã, e a Cidade do Sal, e En-Gedi; seis cidades e as suas aldeias. 63Não puderam, porém, os filhos de Judá expulsar os jebuseus que habitavam em Jerusalém; assim habitaram os jebuseus com os filhos de Judá em Jerusalém, até ao dia de hoje. Josué 16 1SAIU depois a sorte dos filhos de José, desde o Jordão, na direção de Jericó, junto às águas de Jericó, para o oriente, estendendo-se pelo deserto que sobe de Jericó pelas montanhas de Betel. 2E de Betel vai para Luz, e passa ao termo dos arquitas, até Atarote, 3E desce do lado do ocidente ao termo de Jafleti, até ao termo de Bete-Horom de baixo, e até Gezer, indo terminar no mar. 4Assim alcançaram a sua herança os filhos de José, Manassés e Efraim. 5E foi o termo dos filhos de Efraim, segundo as suas famílias, como se segue: o termo da sua herança para o oriente era Atarote-Adar até Bete-Horom de cima; 6E sai este termo para o ocidente junto a Micmetá, desde o norte, e torna este termo para o oriente até Taanate-Siló, e passa por ela desde o oriente a Janoa; 7E desce desde Janoa a Atarote e a Naarate e toca em Jericó, terminando no Jordão. 8De Tapua vai este termo para o ocidente ao ribeiro de Caná, terminando no mar; esta é a herança da tribo dos filhos de Efraim, segundo as suas famílias, 9Mais as cidades que se separaram para os filhos de Efraim no meio da herança dos filhos de Manassés; todas aquelas cidades e as suas aldeias. 10E não expulsaram aos cananeus que habitavam em Gezer; e os cananeus habitam no meio dos efraimitas até ao dia de hoje; porém, sendo-lhes tributários. Josué 17 1TAMBÉM coube sorte à tribo de Manassés, porquanto era o primogênito de José. Maquir, o primogênito de Manassés, pai de Gileade, porquanto era homem de guerra, teve a Gileade e Basã; 2Também os demais filhos de Manassés tiveram a sua parte, segundo as suas famílias, a saber: Os filhos de Abiezer, e os filhos de Heleque, e os filhos de Asriel, e os filhos de Siquém, e os filhos de Hefer, e os filhos de Semida; esses são os filhos de Manassés, filho de José, segundo as suas famílias. 3Zelofeade, porém, filho de Hefer, filho de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés, não teve filhos, mas só filhas; e estes são os nomes de suas filhas: Maalá, Noa, Hogla, Milca e Tirza. 4Estas, pois, chegaram diante de Eleazar, o sacerdote, e diante de Josué, filho de Num, e diante dos príncipes, dizendo: O SENHOR ordenou a Moisés que se nos desse herança no meio de nossos irmãos, pelo que, conforme a ordem do SENHOR, lhes deu herança no meio dos irmãos de seu pai. 5E couberam a Manassés dez quinhões, afora a terra de Gileade e Basã, que está além do Jordão; 6Porque as filhas de Manassés receberam herança entre os filhos dele; e os outros filhos de Manassés ficaram com a terra de Gileade. 7E o termo de Manassés foi desde Aser até Micmetá, que está defronte de Siquém; e estende-se este termo à direita até os moradores de En-Tapua. 8Tinha Manassés a terra de Tapua; porém Tapua, junto ao termo de Manassés, pertencia aos filhos de Efraim. 9Então descia este termo ao ribeiro de Caná. A Efraim couberam as cidades ao sul do ribeiro, entre as cidades de Manassés; e o termo de Manassés estava ao norte do ribeiro, indo terminar no mar. 10Efraim ao sul, e Manassés ao norte, e o mar é o seu termo; pelo norte tocam em Aser, e pelo oriente em Issacar. 11Porque em Issacar e em Aser tinha Manassés a Bete-Seã e as suas vilas, e Ibleã e as suas vilas, e os habitantes de Dor e as suas vilas, e os habitantes de En-Dor e as suas vilas, e os habitantes de Taanaque e as suas vilas, e os habitantes de Megido e as suas vilas; três outeiros. 12E os filhos de Manassés não puderam expulsar os habitantes daquelas cidades; porquanto os cananeus queriam habitar na mesma terra. 13E sucedeu que, engrossando em forças os filhos de Israel, fizeram tributários aos cananeus; porém não os expulsaram de todo. 14Então os filhos de José falaram a Josué, dizendo: Por que me deste por herança só uma sorte e um quinhão, sendo eu um tão grande povo, visto que o SENHOR até aqui me tem abençoado? 15E disselhes Josué: Se tão grande povo és, sobe ao bosque, e ali corta, para ti, lugar na terra dos perizeus e dos refains; pois que as montanhas de Efraim te são tão estreitas. 16Então disseram os filhos de José: As montanhas não nos bastariam; também carros de ferro há entre todos os cananeus que habitam na terra do vale, entre os de Bete-Seã e as suas vilas, e entre os que estão no vale de Jizreel. 17Então Josué falou à casa de José, a Efraim e a Manassés, dizendo: Grande povo és, e grande força tens; não terás uma sorte apenas; 18Porém as montanhas serão tuas. Ainda que é bosque, cortá-lo-ás, e as suas extremidades serão tuas; porque expulsarás os cananeus, ainda que tenham carros de ferro, ainda que sejam fortes. Josué 18 1E TODA a congregação dos filhos de Israel se reuniu em Siló, e ali armaram a tenda da congregação, depois que a terra lhes foi sujeita. 2E dentre os filhos de Israel ficaram sete tribos que ainda não tinham repartido a sua herança. 3E disse Josué aos filhos de Israel: Até quando sereis negligentes em chegardes para possuir a terra que o SENHOR Deus de vossos pais vos deu? 4De cada tribo escolhei vós três homens, para que eu os envie, e eles se levantem e percorram a terra, e a demarquem segundo as suas heranças, e voltem a mim. 5E dividi-la-ão em sete partes: Judá ficará no seu termo para o sul, e a casa de José ficará no seu termo para o norte. 6E vós demarcareis a terra em sete partes, e me trareis a mim aqui descrita, para que eu aqui lance as sortes perante o SENHOR nosso Deus, 7Porquanto os levitas não têm parte no meio de vós, porque o sacerdócio do SENHOR é a sua parte; e Gade, e Rúben, e a meia tribo de Manassés, receberam a sua herança além do Jordão para o oriente, a qual lhes deu Moisés, o servo do SENHOR. 8Então aqueles homens se levantaram e se foram; e Josué deu ordem aos que iam demarcar a terra, dizendo: Ide, e percorrei a terra, e demarcai-a, e então voltai a mim, e aqui vos lançarei as sortes perante o SENHOR, em Siló. 9Foram, pois, aqueles homens, e passaram pela terra, e a demarcaram, em sete partes segundo as cidades, descrevendo-a num livro; e voltaram a Josué, ao arraial em Siló. 10Então Josué lhes lançou as sortes em Siló, perante o SENHOR; e ali repartiu Josué a terra aos filhos de Israel, conforme às suas divisões. 11E tirou a sorte da tribo dos filhos de Benjamim, segundo as suas famílias; e coube-lhe o termo da sua sorte entre os filhos de Judá e os filhos de José. 12E o seu termo foi para o lado do norte, desde o Jordão; e sobe aquele termo ao lado de Jericó para o norte, e sobe pela montanha para o ocidente, terminando no deserto de Bete-Áven. 13E dali passa este termo a Luz, ao lado de Luz (que é Betel), para o sul; e desce a Atarote-Adar, ao pé do monte que está do lado do sul de Bete-Horom de baixo; 14E vai este termo e volta ao lado do ocidente para o sul do monte que está defronte de Bete-Horom, para o sul, terminando em Quiriate-Baal (que é Quiriate-Jearim), cidade dos filhos de Judá; esta é a sua extensão para o ocidente. 15E a sua extensão para o sul começa na extremidade de Quiriate-Jearim; e vai este termo ao ocidente e segue até à fonte das águas de Neftoa. 16E desce este termo até à extremidade do monte que está defronte do vale do filho de Hinom, que está no vale dos refains para o norte, e desce pelo vale de Hinom do lado dos jebuseus para o sul; e então desce a En-Rogel; 17E vai desde o norte, e chega a En-Semes; e dali sai a Gelilote, que está defronte da subida de Adumim, e desce à pedra de Boã, filho de Rúben; 18E passa até ao lado, defronte de Arabá, para o norte, e desce a Arabá. 19Passa mais este termo até ao lado de Bete-Hogla, para o norte, saindo esse termo na baía do Mar Salgado, para o norte, na extremidade do Jordão, para o sul; este é o termo do sul. 20E o Jordão será seu termo do lado do oriente; esta é a herança dos filhos de Benjamim, nos seus termos em redor, segundo as suas famílias. 21E as cidades da tribo dos filhos de Benjamim, segundo as suas famílias, são: Jericó, e Bete-Hogla, e Emeque-Queziz, 22E Bete-Arabá, e Zemaraim, e Betel, 23E Avim, e Pará, e Ofra, 24E Quefar-Amonai, e Ofni e Gaba: doze cidades e as suas aldeias; 25Gibeão, e Ramá e Beerote, 26E Mizpá, e Cefira e Moza, 27E Requém e Irpeel, e Tarala, 28E Zela, Elefe, e Jebus (esta é Jerusalém), Gibeá e Quiriate: catorze cidades com as suas aldeias; esta é a herança dos filhos de Benjamim, segundo as suas famílias. Josué 19 1E SAIU a segunda sorte a Simeão, para a tribo dos filhos de Simeão, segundo as suas famílias; e foi a sua herança no meio da herança dos filhos de Judá. 2E tiveram na sua herança: Berseba, e Seba e Moladá. 3E Hazar-Sual, e Balá, e Azem, 4E Eltolade, e Betul, e Hormá, 5E Ziclague, e Bete-Marcabote, e Hazar-Susa, 6E Bete-Lebaote, e Saruém; treze cidades e as suas aldeias. 7E Aim, e Rimom, e Eter, e Asã; quatro cidades e as suas aldeias. 8E todas as aldeias que havia em redor destas cidades, até Baalate-Ber (que é Ramá), do sul; esta é a herança da tribo dos filhos de Simeão, segundo as suas famílias. 9A herança dos filhos de Simeão foi tirada do quinhão dos de Judá, porquanto a herança dos filhos de Judá era demasiadamente grande para eles; pelo que os filhos de Simeão tiveram a sua herança no meio deles. 10E saiu a terceira sorte pelos filhos de Zebulom, segundo as suas famílias; e foi o termo da sua herança até Saride. 11E sobe o seu termo pelo ocidente a Maralá, e vai até Dabesete, e chega também até ao ribeiro que está defronte de Jocneão. 12E de Saride volta para o oriente, para o nascente do sol, até ao termo de Quislote-Tabor, sai a Daberate, e vai subindo a Jafia. 13E dali passa pelo oriente, para o nascente, a Gate-Hefer, em Ete-Cazim, chegando a Rimom-Metoar, que vai até Neá; 14E rodeando-a, passa o termo para o norte a Hanatom, chegando ao vale de IftáEl, 15E Catate, Naalal, e Sinrom, e Idala, e Belém; doze cidades e as suas aldeias. 16Esta é a herança dos filhos de Zebulom, segundo as suas famílias; estas cidades e as suas aldeias. 17A quarta sorte saiu para Issacar; aos filhos de Issacar, segundo as suas famílias. 18E foi o seu termo Jizreel, e Quesulote e Suném, 19E Hafaraim, e Siom, e Anaarate, 20E Rabite e Quisiom, e Ebes, 21E Remete, e En-Ganim, e En-Hadá, e Bete-Pazez. 22E chega este termo até Tabor, e Saazima, e Bete-Semes; e vai terminar no Jordão; dezesseis cidades e as suas aldeias. 23Esta é a herança da tribo dos filhos de Issacar, segundo as suas famílias; estas cidades e as suas aldeias. 24E saiu a quinta sorte para a tribo dos filhos de Aser, segundo as suas famílias. 25E foi o seu termo Helcate, e Hali, e Béten, e Acsafe, 26E Alameleque, e Amade, e Misal; e chega ao Carmelo para o ocidente, e a Sior-Libnate; 27E volta para o nascente do sol a Bete-Dagom, e chega a Zebulom e ao vale de Iftá-El, ao norte de Bete-Emeque e de Neiel, e vem sair a Cabul, pela esquerda, 28E Hebrom, e Reobe, e Hamom, e Caná, até à grande Sidom. 29E volta este termo a Ramá, e até à forte cidade de Tiro; então torna este termo a Hosa, para terminar no mar, na região de Aczibe. 30E Umá, e Afeque, e Reobe; vinte e duas cidades e as suas aldeias. 31Esta é a herança da tribo dos filhos de Aser, segundo as suas famílias; estas cidades e as suas aldeias. 32E saiu a sexta sorte para os filhos de Naftali, segundo as suas famílias. 33E foi o seu termo desde Helefe e desde Alom em Zaananim, e Adami-Neguebe, e Jabneel, até Lacum, terminando no Jordão. 34E volta este termo pelo ocidente a Aznote-Tabor, e dali passa a Hucoque; e chega a Zebulom ao sul, e chega a Aser ao ocidente, e a Judá pelo Jordão, ao nascente do sol. 35E são as cidades fortificadas: Zidim, Zer, e Hamate, Racate e Quinerete, 36E Adama, e Ramá, e Hazor, 37E Quedes, e Edrei, e En-Hazor, 38E Irom, e Migdal-El, Horém e Bete-Anate, e Bete-Semes; dezenove cidades e as suas aldeias. 39Esta é a herança da tribo dos filhos de Naftali, segundo as suas famílias; estas cidades e as suas aldeias. 40A sétima sorte saiu para a tribo dos filhos de Dã, segundo as suas famílias. 41E foi o termo da sua herança, Sora, e Estaol, e Ir-Semes, 42E Saalabim, e Aijalom, e Itla, 43E Elom, e Timna, e Ecrom, 44E Elteque, e Gibetom, e Baalate, 45E Jeúde, e Bene-Beraque, e Gate-Rimom, 46E Me-Jarcom, e Racom, com o termo defronte de Jafo; 47Saiu, porém, pequeno termo aos filhos de Dã, pelo que subiram os filhos de Dã, e pelejaram contra Lesém, e a tomaram, e a feriram ao fio da espada, e a possuíram e habitaram nela; e a Lesém chamaram Dã, conforme ao nome de Dã seu pai. 48Esta é a herança da tribo dos filhos de Dã, segundo as suas famílias; estas cidades e as suas aldeias. 49Acabando, pois, de repartir a terra em herança segundo os seus termos, deram os filhos de Israel a Josué, filho de Num, herança no meio deles. 50Segundo o mandado do SENHOR lhe deram a cidade que pediu, a TimnateSera, na montanha de Efraim; e reedificou aquela cidade, e habitou nela. 51Estas são as heranças que Eleazar, o sacerdote, e Josué, filho de Num, e os cabeças dos pais das famílias repartiram às tribos dos filhos de Israel, em herança, por sorte, em Siló, perante o SENHOR, à porta da tenda da congregação. E assim acabaram de repartir a terra. Josué 20 1FALOU mais o SENHOR a Josué, dizendo: 2Fala aos filhos de Israel, dizendo: Apartai para vós as cidades de refúgio, de que vos falei pelo ministério de Moisés, 3Para que fuja para ali o homicida, que matar alguma pessoa por engano, e não com intenção; para que vos sirvam de refúgio contra o vingador do sangue. 4E fugindo para alguma daquelas cidades, pôr-se-á à porta dela e exporá a sua causa aos ouvidos dos anciãos da tal cidade; então o tomarão consigo na cidade; e lhe darão lugar, para que habite com eles. 5E se o vingador do sangue o seguir, não entregarão na sua mão o homicida, porquanto não feriu a seu próximo com intenção, e não o odiou antes. 6E habitará na mesma cidade, até que compareça em juízo perante a congregação, até que morra o sumo sacerdote que houver naqueles dias; então o homicida voltará, e virá à sua cidade e à sua casa, à cidade de onde fugiu. 7Então designaram a Quedes na Galiléia, na montanha de Naftali, e a Siquém, na montanha de Efraim, e a Quiriate-Arba (esta é Hebrom), na montanha de Judá. 8E, além do Jordão, na direção de Jericó para o oriente, designaram a Bezer, no deserto, na campina da tribo de Rúben, e a Ramote, em Gileade da tribo de Gade, e a Golã, em Basã da tribo de Manassés. 9Estas são as cidades que foram designadas para todos os filhos de Israel, e para o estrangeiro que habitasse entre eles, para que se acolhesse a elas todo aquele que por engano matasse alguma pessoa, para que não morresse às mãos do vingador do sangue, até se apresentar diante da congregação. Josué 21 1ENTÃO os cabeças dos pais dos levitas se achegaram a Eleazar, o sacerdote, e a Josué, filho de Num, e aos cabeças dos pais das tribos dos filhos de Israel; 2E falaram-lhes em Siló, na terra de Canaã, dizendo: O SENHOR ordenou, pelo ministério de Moisés, que se nos dessem cidades para habitar, e os seus arrabaldes para os nossos animais. 3Por isso os filhos de Israel deram aos levitas da sua herança, conforme a ordem do SENHOR, as seguintes cidades e os seus arrabaldes. 4E saiu a sorte para as famílias dos coatitas; e aos filhos de Arão, o sacerdote, que eram dos levitas, tiveram por sorte da tribo de Judá, e da tribo de Simeão, e da tribo de Benjamim, treze cidades; 5E aos outros filhos de Coate couberam por sorte, das famílias da tribo de Efraim, e da tribo de Dã, e da meia tribo de Manassés, dez cidades; 6E aos filhos de Gérson couberam por sorte, das famílias da tribo de Issacar, e da tribo de Aser, e da tribo de Naftali, e da meia tribo de Manassés, em Basã, treze cidades; 7Aos filhos de Merari, segundo as suas famílias, da tribo de Rúben, e da tribo de Gade, e da tribo de Zebulom, doze cidades; 8E deram os filhos de Israel aos levitas estas cidades e os seus arrabaldes por sorte, como o SENHOR ordenara pelo ministério de Moisés. 9Deram mais, da tribo dos filhos de Judá e da tribo dos filhos de Simeão, estas cidades, que por nome foram mencionadas, 10Para que fossem dos filhos de Arão, das famílias dos coatitas dos filhos de Levi; porquanto a primeira sorte foi sua. 11Assim lhes deram a cidade de Arba, do pai de Anaque (esta é Hebrom), no monte de Judá, e os seus arrabaldes ao redor. 12Porém o campo da cidade, e as suas aldeias, deram a Calebe, filho de Jefoné, por sua possessão. 13Assim aos filhos de Arão, o sacerdote, deram Hebrom, cidade do refúgio do homicida, e os seus arrabaldes, Libna e os seus arrabaldes; 14Jatir e os seus arrabaldes, e Estemoa e os seus arrabaldes; 15E Holom e os seus arrabaldes, e Debir e os seus arrabaldes; 16E Aim e os seus arrabaldes, e Jutá e os seus arrabaldes, e Bete-Semes e os seus arrabaldes; nove cidades destas duas tribos. 17E da tribo de Benjamim, Gibeão e os seus arrabaldes, Geba e os seus arrabaldes; 18Anatote e os seus arrabaldes, e Almom e os seus arrabaldes; quatro cidades. 19Todas as cidades dos sacerdotes, filhos de Arão, foram treze cidades e os seus arrabaldes. 20E as famílias dos filhos de Coate, levitas, que ficaram dos filhos de Coate, tiveram as cidades da sua sorte, da tribo de Efraim. 21E deram-lhes Siquém, cidade de refúgio do homicida, e os seus arrabaldes, no monte de Efraim, e Gezer e os seus arrabaldes; 22E Quibzaim e os seus arrabaldes, e Bete-Horom e os seus arrabaldes; quatro cidades. 23E da tribo de Dã, Elteque e os seus arrabaldes, Gibetom e os seus arrabaldes; 24Aijalom e os seus arrabaldes, Gate-Rimom e os seus arrabaldes; quatro cidades. 25E da meia tribo de Manassés, Taanaque e os seus arrabaldes, e Gate-Rimom e os seus arrabaldes; duas cidades. 26As cidades para as famílias dos demais filhos de Coate, foram dez e os seus arrabaldes. 27E aos filhos de Gérson, das famílias dos levitas, deram da meia tribo de Manassés, Golã, cidade de refúgio do homicida, em Basã, e os seus arrabaldes, e Beesterá e os seus arrabaldes; duas cidades. 28E da tribo de Issacar, Quisiom e os seus arrabaldes, Daberate e os seus arrabaldes, 29Jarmute e os seus arrabaldes, En-Ganim e os seus arrabaldes; quatro cidades. 30E da tribo de Aser, Misal e os seus arrabaldes, Abdom e os seus arrabaldes, 31Helcate e os seus arrabaldes, e Reobe e os seus arrabaldes; 32E da tribo de Naftali, Quedes, cidade de refúgio do homicida, na Galiléia, e os seus arrabaldes, e Hamote-Dor e os seus arrabaldes, e Cartã e os seus arrabaldes; três cidades. 33Todas as cidades dos gersonitas, segundo as suas famílias, foram treze cidades e os seus arrabaldes. 34E às famílias dos filhos de Merari, aos demais levitas, foram dadas, da tribo de Zebulom, Jocneão e os seus arrabaldes, Cartã e os seus arrabaldes, 35Dimna e os seus arrabaldes, Naalal e os seus arrabaldes; quatro cidades. 36E da tribo de Rúben, Bezer e seus arrabaldes, e Jaza e os seus arrabaldes, 37Quedemote e os seus arrabaldes, e Mefaate e os seus arrabaldes; quatro cidades. 38E da tribo de Gade, Ramote, cidade de refúgio do homicida, em Gileade, e os seus arrabaldes, e Maanaim e os seus arrabaldes, 39Hesbom e os seus arrabaldes, Jazer e os seus arrabaldes; ao todo, quatro cidades. 40Todas estas cidades foram dos filhos de Merari, segundo as suas famílias, que ainda restavam das famílias dos levitas; e foi a sua sorte doze cidades. 41Todas as cidades dos levitas, no meio da herança dos filhos de Israel, foram quarenta e oito cidades e os seus arrabaldes. 42Estavam estas cidades, cada uma com os seus arrabaldes em redor delas; assim estavam todas estas cidades. 43Desta maneira deu o SENHOR a Israel toda a terra que jurara dar a seus pais; e a possuíram e habitaram nela. 44E o SENHOR lhes deu repouso de todos os lados, conforme a tudo quanto jurara a seus pais; e nenhum de todos os seus inimigos pôde resisti-los; todos os seus inimigos o SENHOR entregou-lhes nas mãos. 45Palavra alguma falhou de todas as boas coisas que o SENHOR falou à casa de Israel; tudo se cumpriu. Josué 22 1ENTÃO Josué chamou os rubenitas, e os gaditas, e a meia tribo de Manassés. 2E disselhes: Tudo quanto Moisés, o servo do SENHOR, vos ordenou, guardastes; e à minha voz obedecestes em tudo quanto vos ordenei. 3A vossos irmãos por todo este tempo, até ao dia de hoje, não desamparastes; antes tivestes cuidado de guardar o mandamento do SENHOR vosso Deus. 4Agora o SENHOR vosso Deus deu repouso a vossos irmãos, como lhes tinha prometido; voltai-vos, pois, agora, e ide-vos às vossas tendas, à terra da vossa possessão, que Moisés, o servo do SENHOR, vos deu além do Jordão. 5Tão-somente tende cuidado de guardar com diligência o mandamento e a lei que Moisés, o servo do SENHOR, vos mandou: que ameis ao SENHOR vosso Deus, e andeis em todos os seus caminhos, e guardeis os seus mandamentos, e vos achegueis a ele, e o sirvais com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma. 6Assim Josué os abençoou, e despediu-os; e foram-se às suas tendas. 7Ora, Moisés dera herança em Basã à meia tribo de Manassés, porém à outra metade Josué deu herança entre seus irmãos aquém do Jordão para o ocidente; e enviando-os Josué também às suas tendas os abençoou; 8E falou-lhes, dizendo: Voltai-vos às vossas tendas com grandes riquezas, e com muitíssimo gado, com prata, e com ouro, e com metal, e com ferro, e com muitíssimas roupas; e com vossos irmãos reparti o despojo dos vossos inimigos. 9Assim os filhos de Rúben, e os filhos de Gade, e a meia tribo de Manassés voltaram, e separaram-se dos filhos de Israel, de Siló, que está na terra de Canaã, para irem à terra de Gileade, à terra da sua possessão, de que foram feitos possuidores, conforme a ordem do SENHOR pelo ministério de Moisés. 10E, chegando eles aos limites do Jordão, ainda na terra de Canaã, ali os filhos de Rúben, e os filhos de Gade, e a meia tribo de Manassés edificaram um altar junto ao Jordão, um altar de grande aparência. 11E ouviram os filhos de Israel dizer: Eis que os filhos de Rúben, e os filhos de Gade, e a meia tribo de Manassés edificaram um altar diante da terra de Canaã, nos limites do Jordão, do lado dos filhos de Israel. 12Ouvindo isso os filhos de Israel, reuniu-se toda a congregação dos filhos de Israel em Siló, para saírem em guerra contra eles. 13E enviaram os filhos de Israel, aos filhos de Rúben, e aos filhos de Gade, e à meia tribo de Manassés, na terra de Gileade, a Finéias, filho de Eleazar, o sacerdote, 14E a dez príncipes com ele, de cada casa paterna um príncipe, de todas as tribos de Israel; e cada um era cabeça da casa de seus pais entre os milhares de Israel. 15E, indo eles aos filhos de Rúben, e aos filhos de Gade, e à meia tribo de Manassés, à terra de Gileade, falaram-lhes, dizendo: 16Assim diz toda a congregação do SENHOR: Que transgressão é esta, que cometestes contra o Deus de Israel, deixando hoje de seguir ao SENHOR, edificando-vos um altar, para vos rebelardes contra o SENHOR? 17Foi-nos pouco a iniqüidade de Peor, de que ainda até o dia de hoje não estamos purificados, mesmo que tenha havido castigo na congregação do SENHOR, 18Para que hoje deixais de seguir o SENHOR? Será que rebelando-vos hoje contra o SENHOR, amanhã ele se irará contra toda a congregação de Israel. 19Se é, porém, que a terra da vossa herança é imunda, passai-vos para a terra da possessão do SENHOR, onde habita o tabernáculo do SENHOR, e tomai possessão entre nós; mas não vos rebeleis contra o SENHOR, nem tampouco vos rebeleis contra nós, edificando-vos um altar, além do altar do SENHOR nosso Deus. 20Não cometeu Acã, filho de Zerá, transgressão no tocante ao anátema? Não veio ira sobre toda a congregação de Israel, de modo que aquele homem não morreu só, na sua iniqüidade? 21Então responderam os filhos de Rúben, e os filhos de Gade, e a meia tribo de Manassés, e disseram aos cabeças dos milhares de Israel: 22O SENHOR Deus dos deuses, o SENHOR Deus dos deuses, ele o sabe, e Israel mesmo o saberá. Se foi por rebeldia, ou por transgressão contra o SENHOR, hoje não nos preserve; 23Se nós edificamos um altar para nos desviarmos do SENHOR, ou para sobre ele oferecer holocausto e oferta de alimentos, ou sobre ele apresentar oferta pacífica, o SENHOR mesmo de nós o requeira. 24E, se antes o não fizemos por receio disto, dizendo: Amanhã vossos filhos virão a falar a nossos filhos, dizendo: Que tendes vós com o SENHOR Deus de Israel? 25Pois o SENHOR pôs o Jordão por termo entre nós e vós, ó filhos de Rúben, e filhos de Gade; não tendes parte no SENHOR; e assim bem poderiam vossos filhos fazer desistir a nossos filhos de temer ao SENHOR. 26Por isso dissemos: Preparemo-nos agora, e edifiquemos um altar, não para holocausto, nem para sacrifício, 27Mas para que, entre nós e vós, e entre as nossas gerações depois de nós, nos seja em testemunho, para podermos fazer o serviço do SENHOR diante dele com os nossos holocaustos, e com os nossos sacrifícios, e com as nossas ofertas pacíficas; para que vossos filhos não digam amanhã a nossos filhos: Não tendes parte no SENHOR. 28Por isso dissemos: Quando suceder que amanhã assim nos digam a nós e às nossas gerações, então diremos: Vede o modelo do altar do SENHOR que fizeram nossos pais, não para holocausto nem para sacrifício, porém para ser testemunho entre nós e vós. 29Nunca tal nos aconteça que nos rebelemos contra o SENHOR, ou que hoje nós abandonássemos o SENHOR, edificando altar para holocausto, oferta de alimentos ou sacrifício, fora do altar do SENHOR nosso Deus, que está perante o seu tabernáculo. 30Ouvindo, pois, Finéias, o sacerdote, e os príncipes da congregação, e os cabeças dos milhares de Israel, que com eles estavam, as palavras que disseram os filhos de Rúben, e os filhos de Gade, e os filhos de Manassés, pareceu bem aos seus olhos. 31E disse Finéias, filho de Eleazar, o sacerdote, aos filhos de Rúben, e aos filhos de Gade, e aos filhos de Manassés: Hoje sabemos que o SENHOR está no meio de nós; porquanto não cometestes transgressão contra o SENHOR; agora livrastes os filhos de Israel da mão do SENHOR. 32E Finéias filho de Eleazar, o sacerdote, com os príncipes, deixando os filhos de Rúben, e os filhos de Gade, voltaram da terra de Gileade à terra de Canaã, aos filhos de Israel, e trouxeram-lhes a resposta. 33E pareceu a resposta boa aos olhos dos filhos de Israel, e os filhos de Israel louvaram a Deus; e não falaram mais em subir à guerra contra eles em exército, para destruírem a terra em que habitavam os filhos de Rúben e os filhos de Gade. 34E os filhos de Rúben e os filhos de Gade deram ao altar o nome de Ede; para que seja testemunho entre nós que o SENHOR é Deus. Josué 23 1E SUCEDEU que, muitos dias depois que o SENHOR dera repouso a Israel de todos os seus inimigos em redor, e sendo Josué já velho e entrado em dias, 2Chamou Josué a todo o Israel, aos seus anciãos, e aos seus cabeças, e aos seus juízes, e aos seus oficiais, e disselhes: Eu já sou velho e entrado em dias, 3E vós já tendes visto tudo quanto o SENHOR vosso Deus fez a todas estas nações por causa de vós; porque o SENHOR vosso Deus é que tem pelejado por vós. 4Vede que vos reparti por sorte, em herança às vossas tribos, estas nações que restam, bem como as nações que tenho destruído, desde o Jordão até o grande mar para o pôr-do-sol. 5E o SENHOR vosso Deus as impelirá, e as expelirá de diante de vós; e vós possuireis a sua terra, como o SENHOR vosso Deus vos tem prometido. 6Esforçai-vos, pois, muito para guardardes e para fazerdes tudo quanto está escrito no livro da lei de Moisés; para que dele não vos aparteis, nem para a direita nem para a esquerda; 7Para que não entreis no meio destas nações que ainda ficam convosco; e dos nomes de seus deuses não façais menção, nem por eles façais jurar, nem os sirvais, nem a eles vos inclineis, 8Mas ao SENHOR vosso Deus vos apegareis, como fizestes até o dia de hoje; 9Pois o SENHOR expulsou de diante de vós grandes e fortes nações; e, quanto a vós, ninguém vos tem podido resistir, até o dia de hoje. 10Um só homem dentre vós perseguirá a mil; pois é o SENHOR vosso Deus que peleja por vós, como já vos tem falado. 11Portanto, guardai diligentemente as vossas almas, para amardes ao SENHOR vosso Deus. 12Porque, se de algum modo vos desviardes, e vos apegardes ao restante destas nações que ainda ficou entre vós, e com elas vos aparentardes, e vós a elas entrardes, e elas a vós, 13Sabei certamente que o SENHOR vosso Deus não continuará a expulsar estas nações de diante de vós, mas elas vos serão por laço e rede, e açoite às vossas ilhargas, e espinhos aos vossos olhos; até que pereçais desta boa terra que vos deu o SENHOR vosso Deus. 14E eis que vou hoje pelo caminho de toda a terra; e vós bem sabeis, com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma, que nem uma só palavra falhou de todas as boas coisas que falou de vós o SENHOR vosso Deus; todas vos sobrevieram, nenhuma delas falhou. 15E será que, assim como sobre vós vieram todas estas boas coisas, que o SENHOR vosso Deus vos disse, assim trará o SENHOR sobre vós todas aquelas más coisas, até vos destruir de sobre a boa terra que vos deu o SENHOR vosso Deus. 16Quando transgredirdes a aliança do SENHOR vosso Deus, que vos tem ordenado, e fordes e servirdes a outros deuses, e a eles vos inclinardes, então a ira do SENHOR sobre vós se acenderá, e logo perecereis de sobre a boa terra que vos deu. Josué 24 1DEPOIS reuniu Josué todas as tribos de Israel em Siquém; e chamou os anciãos de Israel, e os seus cabeças, e os seus juízes, e os seus oficiais; e eles se apresentaram diante de Deus. 2Então Josué disse a todo o povo: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Além do rio habitaram antigamente vossos pais, Terá, pai de Abraão e pai de Naor; e serviram a outros deuses. 3Eu, porém, tomei a vosso pai Abraão dalém do rio e o fiz andar por toda a terra de Canaã; também multipliquei a sua descendência e dei-lhe a Isaque. 4E a Isaque dei Jacó e Esaú; e a Esaú dei a montanha de Seir, para a possuir; porém, Jacó e seus filhos desceram para o Egito. 5Então enviei Moisés e Arão e feri ao Egito, como o fiz no meio deles; e depois vos tirei de lá. 6E, tirando eu a vossos pais do Egito, viestes ao mar; e os egípcios perseguiram a vossos pais com carros e com cavaleiros, até ao Mar Vermelho. 7E clamaram ao SENHOR, que pôs uma escuridão entre vós e os egípcios, e trouxe o mar sobre eles, e os cobriu, e os vossos olhos viram o que eu fiz no Egito; depois habitastes no deserto muitos dias. 8Então eu vos trouxe à terra dos amorreus, que habitavam além do Jordão, os quais pelejaram contra vós; porém os entreguei nas vossas mãos, e possuístes a sua terra, e os destruí de diante de vós. 9Levantou-se também Balaque, filho de Zipor, rei dos moabitas e pelejou contra Israel; e mandou chamar a Balaão, filho de Beor, para que vos amaldiçoasse. 10Porém eu não quis ouvir a Balaão; pelo que ele vos abençoou grandemente e eu vos livrei da sua mão. 11E, passando vós o Jordão, e vindo a Jericó, os habitantes de Jericó pelejaram contra vós, os amorreus, e os perizeus, e os cananeus, e os heteus, e os girgaseus, e os heveus, e os jebuseus; porém os entreguei nas vossas mãos. 12E enviei vespões adiante de vós, que os expulsaram de diante de vós, como a ambos os reis dos amorreus; não com a tua espada nem com o teu arco. 13E eu vos dei a terra em que não trabalhastes, e cidades que não edificastes, e habitais nelas e comeis das vinhas e dos olivais que não plantastes. 14Agora, pois, temei ao SENHOR, e servi-o com sinceridade e com verdade; e deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais além do rio e no Egito, e servi ao SENHOR. 15Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR. 16Então respondeu o povo, e disse: Nunca nos aconteça que deixemos ao SENHOR para servirmos a outros deuses; 17Porque o SENHOR é o nosso Deus; ele é o que nos fez subir, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da servidão, e o que tem feito estes grandes sinais aos nossos olhos, e nos guardou por todo o caminho que andamos, e entre todos os povos pelo meio dos quais passamos. 18E o SENHOR expulsou de diante de nós a todos esses povos, até ao amorreu, morador da terra; também nós serviremos ao SENHOR, porquanto é nosso Deus. 19Então Josué disse ao povo: Não podereis servir ao SENHOR, porquanto é Deus santo, é Deus zeloso, que não perdoará a vossa transgressão nem os vossos pecados. 20Se deixardes ao SENHOR, e servirdes a deuses estranhos, então ele se tornará, e vos fará mal, e vos consumirá, depois de vos ter feito o bem. 21Então disse o povo a Josué: Não, antes ao SENHOR serviremos. 22E Josué disse ao povo: Sois testemunhas contra vós mesmos de que escolhestes ao SENHOR, para o servir. E disseram: Somos testemunhas. 23Deitai, pois, agora, fora aos deuses estranhos que há no meio de vós, e inclinai o vosso coração ao SENHOR Deus de Israel. 24E disse o povo a Josué: Serviremos ao SENHOR nosso Deus, e obedeceremos à sua voz. 25Assim, naquele dia fez Josué aliança com o povo e lhe pôs por estatuto e direito em Siquém. 26E Josué escreveu estas palavras no livro da lei de Deus; e tomou uma grande pedra, e a erigiu ali debaixo do carvalho que estava junto ao santuário do SENHOR. 27E disse Josué a todo o povo: Eis que esta pedra nos será por testemunho, pois ela ouviu todas as palavras, que o SENHOR nos tem falado; e também será testemunho contra vós, para que não mintais a vosso Deus. 28Então Josué enviou o povo, cada um para a sua herança. 29E depois destas coisas sucedeu que Josué, filho de Num, servo do SENHOR, faleceu, com idade de cento e dez anos. 30E sepultaram-no no termo da sua herança, em Timnate-Sera, que está no monte de Efraim, para o norte do monte de Gaás. 31Serviu, pois, Israel ao SENHOR todos os dias de Josué, e todos os dias dos anciãos que ainda sobreviveram muito tempo depois de Josué, e que sabiam todas as obras que o SENHOR tinha feito a Israel. 32Também os ossos de José, que os filhos de Israel trouxeram do Egito, foram enterrados em Siquém, naquela parte do campo que Jacó comprara aos filhos de Hemor, pai de Siquém, por cem peças de prata, e que se tornara herança dos filhos de José. 33Faleceu também Eleazar, filho de Arão, e o sepultaram no outeiro de Finéias, seu filho, que lhe fora dado na montanha de Efraim. Juízes 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 Juízes 1 1E SUCEDEU, depois da morte de Josué, que os filhos de Israel perguntaram ao SENHOR, dizendo: Quem dentre nós primeiro subirá aos cananeus, para pelejar contra eles? 2E disse o SENHOR: Judá subirá; eis que entreguei esta terra na sua mão. 3Então disse Judá a Simeão, seu irmão: Sobe comigo à minha herança. E pelejemos contra os cananeus, e também eu contigo subirei à tua herança. E Simeão partiu com ele. 4E subiu Judá, e o SENHOR lhe entregou na sua mão os cananeus e os perizeus; e feriram deles, em Bezeque, a dez mil homens. 5E acharam Adoni-Bezeque em Bezeque, e pelejaram contra ele; e feriram aos cananeus e aos perizeus. 6Porém Adoni-Bezeque fugiu, mas o seguiram, e prenderam-no e cortaram-lhe os dedos polegares das mãos e dos pés. 7Então disse Adoni-Bezeque: Setenta reis, com os dedos polegares das mãos e dos pés cortados, apanhavam as migalhas debaixo da minha mesa; assim como eu fiz, assim Deus me pagou. E levaram-no a Jerusalém, e morreu ali. 8E os filhos de Judá pelejaram contra Jerusalém, e tomando-a, feriram-na ao fio da espada; e puseram fogo na cidade. 9E depois os filhos de Judá desceram a pelejar contra os cananeus, que habitavam nas montanhas, e no sul, e nas planícies. 10E partiu Judá contra os cananeus que habitavam em Hebrom (era porém outrora o nome de Hebrom, Quiriate-Arba), e feriram a Sesai, e a Aimã e Talmai. 11E dali partiu contra os moradores de Debir; e era outrora o nome de Debir, Quiriate-Sefer. 12E disse Calebe: Quem ferir a Quiriate-Sefer, e a tomar, lhe darei a minha filha Acsa por mulher. 13E tomou-a Otniel, filho de Quenaz, o irmão de Calebe, mais novo do que ele; e Calebe lhe deu a sua filha Acsa por mulher. 14E sucedeu que, indo ela a ele, o persuadiu que pedisse um campo a seu pai; e ela desceu do jumento, e Calebe lhe disse: Que é que tens? 15E ela lhe disse: Dá-me uma bênção; pois me deste uma terra seca, dá-me também fontes de águas. E Calebe lhe deu as fontes superiores e as fontes inferiores. 16Também os filhos do queneu, sogro de Moisés, subiram da cidade das palmeiras com os filhos de Judá ao deserto de Judá, que está ao sul de Arade, e foram, e habitaram com o povo. 17E foi Judá com Simeão, seu irmão, e feriram aos cananeus que habitavam em Zefate; e totalmente a destruíram, e chamou-se o nome desta cidade Hormá. 18Tomou mais Judá a Gaza com o seu termo, e a Ascalom com o seu termo, e a Ecrom com o seu termo. 19E estava o SENHOR com Judá, e despovoou as montanhas; porém não expulsou aos moradores do vale, porquanto tinham carros de ferro. 20E deram Hebrom a Calebe, como Moisés o dissera; e dali expulsou os três filhos de Anaque. 21Porém os filhos de Benjamim não expulsaram os jebuseus que habitavam em Jerusalém; antes os jebuseus ficaram habitando com os filhos de Benjamim em Jerusalém, até ao dia de hoje, 22E subiu também a casa de José contra Betel, e foi o SENHOR com eles. 23E a casa de José mandou espias a Betel, e foi antes o nome desta cidade Luz. 24E viram os espias a um homem, que saía da cidade, e lhe disseram: Ora, mostra-nos a entrada da cidade, e usaremos contigo de misericórdia. 25E, mostrando-lhes ele a entrada da cidade, feriram-na ao fio da espada; porém àquele homem e a toda a sua família deixaram ir. 26Então aquele homem se foi à terra dos heteus, e edificou uma cidade, e chamou o seu nome Luz; este é o seu nome até ao dia de hoje. 27Manassés não expulsou os habitantes de Bete-Seã, nem mesmo dos lugares da sua jurisdição; nem a Taanaque, com os lugares da sua jurisdição; nem os moradores de Dor, com os lugares da sua jurisdição; nem os moradores de Ibleão, com os lugares da sua jurisdição; nem os moradores de Megido, com os lugares da sua jurisdição; e resolveram os cananeus habitar na mesma terra. 28E sucedeu que, quando Israel cobrou mais forças, fez dos cananeus tributários; porém não os expulsou de todo. 29Tampouco expulsou Efraim os cananeus que habitavam em Gezer; antes os cananeus ficaram habitando com ele, em Gezer. 30Tampouco expulsou Zebulom os moradores de Quitrom, nem os moradores de Naalol; porém os cananeus ficaram habitando com ele, e foram tributários. 31Tampouco Aser expulsou os moradores de Aco, nem os moradores de Sidom; como nem de Alabe, nem de Aczibe, nem de Helba, nem de Afeque, nem de Reobe; 32Porém os aseritas habitaram no meio dos cananeus que habitavam na terra; porquanto não os expulsaram. 33Tampouco Naftali expulsou os moradores de Bete-Semes, nem os moradores de Bete-Anate; mas habitou no meio dos cananeus que habitavam na terra; porém lhes foram tributários os moradores de Bete-Semes e Bete-Anate. 34E os amorreus impeliram os filhos de Dã até às montanhas; porque nem os deixavam descer ao vale. 35Também os amorreus quiseram habitar nas montanhas de Heres, em Aijalom e em Saalbim; porém prevaleceu a mão da casa de José, e ficaram tributários. 36E foi o termo dos amorreus desde a subida de Acrabim, desde a penha, e dali para cima. Juízes 2 1E SUBIU o anjo do SENHOR de Gilgal a Boquim, e disse: Do Egito vos fiz subir, e vos trouxe à terra que a vossos pais tinha jurado e disse: Nunca invalidarei a minha aliança convosco. 2E, quanto a vós, não fareis acordo com os moradores desta terra, antes derrubareis os seus altares; mas vós não obedecestes à minha voz. Por que fizestes isso? 3Assim também eu disse: Não os expulsarei de diante de vós; antes estarão como espinhos nas vossas ilhargas, e os seus deuses vos serão por laço. 4E sucedeu que, falando o anjo do SENHOR estas palavras a todos os filhos de Israel, o povo levantou a sua voz e chorou. 5Por isso chamaram àquele lugar, Boquim; e sacrificaram ali ao SENHOR. 6E havendo Josué despedido o povo foram-se os filhos de Israel, cada um à sua herança, para possuírem a terra. 7E serviu o povo ao SENHOR todos os dias de Josué, e todos os dias dos anciãos que ainda sobreviveram depois de Josué, e viram toda aquela grande obra do SENHOR, que fizera a Israel. 8Faleceu, porém, Josué, filho de Num, servo do SENHOR, com a idade de cento e dez anos; 9E sepultaram-no no termo da sua herança, em Timnate-Heres, no monte de Efraim, para o norte do monte de Gaás. 10E foi também congregada toda aquela geração a seus pais, e outra geração após ela se levantou, que não conhecia ao SENHOR, nem tampouco a obra que ele fizera a Israel. 11Então fizeram os filhos de Israel o que era mau aos olhos do SENHOR; e serviram aos baalins. 12E deixaram ao SENHOR Deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e foram-se após outros deuses, dentre os deuses dos povos, que havia ao redor deles, e adoraram a eles; e provocaram o SENHOR à ira. 13Porquanto deixaram ao SENHOR, e serviram a Baal e a Astarote. 14Por isso a ira do SENHOR se acendeu contra Israel, e os entregou na mão dos espoliadores que os despojaram; e os entregou na mão dos seus inimigos ao redor; e não puderam mais resistir diante dos seus inimigos. 15Por onde quer que saíam, a mão do SENHOR era contra eles para mal, como o SENHOR tinha falado, e como o SENHOR lhes tinha jurado; e estavam em grande aflição. 16E levantou o SENHOR juízes, que os livraram da mão dos que os despojaram. 17Porém tampouco ouviram aos juízes, antes prostituíram-se após outros deuses, e adoraram a eles; depressa se desviaram do caminho, por onde andaram seus pais, obedecendo os mandamentos do SENHOR; mas eles assim não fizeram. 18E, quando o SENHOR lhes levantava juízes, o SENHOR era com o juiz, e os livrava da mão dos seus inimigos, todos os dias daquele juiz; porquanto o SENHOR se compadecia deles pelo seu gemido, por causa dos que os oprimiam e afligiam. 19Porém sucedia que, falecendo o juiz, reincidiam e se corrompiam mais do que seus pais, andando após outros deuses, servindo-os, e adorando-os; nada deixavam das suas obras, nem do seu obstinado caminho. 20Por isso a ira do SENHOR se acendeu contra Israel, e disse: Porquanto este povo transgrediu a minha aliança, que tinha ordenado a seus pais, e não deram ouvidos à minha voz, 21Tampouco desapossarei mais de diante deles a nenhuma das nações, que Josué deixou, quando morreu; 22Para por elas provar a Israel, se há de guardar, ou não, o caminho do SENHOR, como seus pais o guardaram, para nele andar. 23Assim o SENHOR deixou ficar aquelas nações, e não as desterrou logo, nem as entregou na mão de Josué. Juízes 3 1ESTAS, pois, são as nações que o SENHOR deixou ficar, para por elas provar a Israel, a saber, a todos os que não sabiam de todas as guerras de Canaã. 2Tão-somente para que as gerações dos filhos de Israel delas soubessem (para lhes ensinar a guerra), pelo menos os que dantes não sabiam delas. 3Cinco príncipes dos filisteus, e todos os cananeus, e sidônios, e heveus que habitavam nas montanhas do Líbano desde o monte de Baal-Hermom, até à entrada de Hamate. 4Estes, pois, ficaram, para por eles provar a Israel, para saber se dariam ouvido aos mandamentos do SENHOR, que ele tinha ordenado a seus pais, pelo ministério de Moisés. 5Habitando, pois, os filhos de Israel no meio dos cananeus, dos heteus, e amorreus, e perizeus, e heveus, e jebuseus, 6Tomaram de suas filhas para si por mulheres, e deram as suas filhas aos filhos deles; e serviram aos seus deuses. 7E os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do SENHOR, e se esqueceram do SENHOR seu Deus; e serviram aos baalins e a Astarote. 8Então a ira do SENHOR se acendeu contra Israel, e ele os vendeu na mão de Cusã-Risataim, rei da Mesopotâmia; e os filhos de Israel serviram a CusãRisataim oito anos. 9E os filhos de Israel clamaram ao SENHOR, e o SENHOR levantou-lhes um libertador, que os libertou: Otniel, filho de Quenaz, irmão de Calebe, mais novo do que ele. 10E veio sobre ele o Espírito do SENHOR, e julgou a Israel, e saiu à peleja; e o SENHOR entregou na sua mão a Cusã-Risataim, rei da Síria; contra o qual prevaleceu a sua mão. 11Então a terra sossegou quarenta anos; e Otniel, filho de Quenaz, faleceu. 12Porém os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau aos olhos do SENHOR; então o SENHOR fortaleceu a Eglom, rei dos moabitas, contra Israel; porquanto fizeram o que era mau aos olhos do SENHOR. 13E reuniu consigo os filhos de Amom e os amalequitas, e foi, e feriu a Israel, e tomaram a cidade das palmeiras. 14E os filhos de Israel serviram a Eglom, rei dos moabitas, dezoito anos. 15Então os filhos de Israel clamaram ao SENHOR, e o SENHOR lhes levantou um libertador, a Eúde, filho de Gera, filho de Jemim, homem canhoto. E os filhos de Israel enviaram pela sua mão um presente a Eglom, rei dos moabitas. 16E Eúde fez para si uma espada de dois fios, do comprimento de um côvado; e cingiu-a por baixo das suas vestes, à sua coxa direita. 17E levou aquele presente a Eglom, rei dos moabitas; e era Eglom homem muito gordo. 18E sucedeu que, acabando de entregar o presente, despediu a gente que o trouxera. 19Porém ele mesmo voltou das imagens de escultura que estavam ao pé de Gilgal, e disse: Tenho uma palavra secreta para ti, ó rei. O qual disse: Cala-te. E todos os que lhe assistiam saíram de diante dele. 20E Eúde entrou numa sala de verão, que o rei tinha só para si, onde estava sentado, e disse: Tenho, para dizer-te, uma palavra de Deus. E levantou-se da cadeira. 21Então Eúde estendeu a sua mão esquerda, e tirou a espada de sobre sua coxa direita, e lha cravou no ventre, 22De tal maneira que entrou até o cabo após a lâmina, e a gordura encerrou a lâmina (porque não tirou a espada do ventre); e saiu-lhe o excremento. 23Então Eúde saiu ao pátio, e fechou as portas da sala e as trancou. 24E, saindo ele, vieram os servos do rei, e viram, e eis que as portas da sala estavam fechadas; e disseram: Sem dúvida está cobrindo seus pés na recâmara da sala de verão. 25E, esperando até se alarmarem, eis que ele não abria as portas da sala; então tomaram a chave, e abriram, e eis ali seu senhor estendido morto em terra. 26E Eúde escapou, enquanto eles se demoravam; porque ele passou pelas imagens de escultura, e escapou para Seirá. 27E sucedeu que, chegando ele, tocou a buzina nas montanhas de Efraim, e os filhos de Israel desceram com ele das montanhas, e ele adiante deles. 28E disselhes: Segui-me, porque o SENHOR vos tem entregue vossos inimigos, os moabitas, nas vossas mãos; e desceram após ele, e tomaram os vaus do Jordão contra Moabe, e a ninguém deixaram passar. 29E naquele tempo feriram dos moabitas uns dez mil homens, todos corpulentos, e todos homens valorosos; e não escapou nenhum. 30Assim foi subjugado Moabe naquele dia debaixo da mão de Israel; e a terra sossegou oitenta anos. 31Depois dele foi Sangar, filho de Anate, que feriu a seiscentos homens dos filisteus com uma aguilhada de bois; e também ele libertou a Israel. Juízes 4 1PORÉM os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau aos olhos do SENHOR, depois de falecer Eúde. 2E vendeu-os o SENHOR na mão de Jabim, rei de Canaã, que reinava em Hazor; e Sísera era o capitão do seu exército, o qual então habitava em Harosete dos gentios. 3Então os filhos de Israel clamaram ao SENHOR, porquanto ele tinha novecentos carros de ferro, e por vinte anos oprimia violentamente os filhos de Israel. 4E Débora, mulher profetisa, mulher de Lapidote, julgava a Israel naquele tempo. 5Ela assentava-se debaixo das palmeiras de Débora, entre Ramá e Betel, nas montanhas de Efraim; e os filhos de Israel subiam a ela a juízo. 6E mandou chamar a Baraque, filho de Abinoão de Quedes de Naftali, e disselhe: Porventura o SENHOR Deus de Israel não deu ordem, dizendo: Vai, e atrai gente ao monte Tabor, e toma contigo dez mil homens dos filhos de Naftali e dos filhos de Zebulom? 7E atrairei a ti para o ribeiro de Quisom, a Sísera, capitão do exército de Jabim, com os seus carros, e com a sua multidão; e o darei na tua mão. 8Então lhe disse Baraque: Se fores comigo, irei; porém, se não fores comigo, não irei. 9E disse ela: Certamente irei contigo, porém não será tua a honra da jornada que empreenderes; pois à mão de uma mulher o SENHOR venderá a Sísera. E Débora se levantou, e partiu com Baraque para Quedes. 10Então Baraque convocou a Zebulom e a Naftali em Quedes, e subiu com dez mil homens após ele; e Débora subiu com ele. 11E Héber, queneu, se tinha apartado dos queneus, dos filhos de Hobabe, sogro de Moisés; e tinha estendido as suas tendas até ao carvalho de Zaanaim, que está junto a Quedes, 12E anunciaram a Sísera que Baraque, filho de Abinoão, tinha subido ao monte Tabor. 13E Sísera convocou todos os seus carros, novecentos carros de ferro, e todo o povo que estava com ele, desde Harosete dos gentios até ao ribeiro de Quisom. 14Então disse Débora a Baraque: Levanta-te, porque este é o dia em que o SENHOR tem dado a Sísera na tua mão; porventura o SENHOR não saiu adiante de ti? Baraque, pois, desceu do monte Tabor, e dez mil homens após ele. 15E o SENHOR derrotou a Sísera, e a todos os seus carros, e a todo o seu exército ao fio da espada, diante de Baraque; e Sísera desceu do carro, e fugiu a pé. 16E Baraque perseguiu os carros, e o exército, até Harosete dos gentios; e todo o exército de Sísera caiu ao fio da espada, até não ficar um só. 17Porém Sísera fugiu a pé à tenda de Jael, mulher de Héber, queneu; porquanto havia paz entre Jabim, rei de Hazor, e a casa de Héber, queneu. 18E Jael saiu ao encontro de Sísera, e disse-lhe: Entra, senhor meu, entra aqui, não temas. Ele entrou na sua tenda, e ela o cobriu com uma coberta. 19Então ele lhe disse: Dá-me, peço-te, de beber um pouco de água, porque tenho sede. Então ela abriu um odre de leite, e deu-lhe de beber, e o cobriu. 20E ele lhe disse: Põe-te à porta da tenda; e há de ser que se alguém vier e te perguntar: Há aqui alguém? Responderás então: Não. 21Então Jael, mulher de Héber, tomou uma estaca da tenda, e lançou mão de um martelo, e chegou-se mansamente a ele, e lhe cravou a estaca na fonte, de sorte que penetrou na terra, estando ele, porém, num profundo sono, e já muito cansado; e assim morreu. 22E eis que, seguindo Baraque a Sísera, Jael lhe saiu ao encontro, e disse-lhe: Vem, e mostrar-te-ei o homem que buscas. E foi a ela, e eis que Sísera jazia morto, com a estaca na fonte. 23Assim Deus naquele dia sujeitou a Jabim, rei de Canaã, diante dos filhos de Israel. 24E continuou a mão dos filhos de Israel a pesar e a endurecer-se sobre Jabim, rei de Canaã; até que exterminaram a Jabim, rei de Canaã. Juízes 5 1E CANTOU Débora e Baraque, filho de Abinoão, naquele mesmo dia, dizendo: 2Louvai ao SENHOR pela vingança de Israel, quando o povo se ofereceu voluntariamente. 3Ouvi, reis; dai ouvidos, príncipes; eu, eu cantarei ao SENHOR; salmodiarei ao SENHOR Deus de Israel. 4Ó SENHOR, saindo tu de Seir, caminhando tu desde o campo de Edom, a terra estremeceu; até os céus gotejaram; até as nuvens gotejaram águas. 5Os montes se derreteram diante do SENHOR, e até Sinai diante do SENHOR Deus de Israel. 6Nos dias de Sangar, filho de Anate, nos dias de Jael cessaram os caminhos; e os que andavam por veredas iam por caminhos torcidos. 7Cessaram as aldeias em Israel, cessaram; até que eu, Débora, me levantei, por mãe em Israel me levantei. 8E se escolhia deuses novos, logo a guerra estava às portas; via-se por isso escudo ou lança entre quarenta mil em Israel? 9Meu coração é para os legisladores de Israel, que voluntariamente se ofereceram entre o povo; bendizei ao SENHOR. 10Vós os que cavalgais sobre jumentas brancas, que vos assentais em juízo, que andais pelo caminho, falai disto. 11Donde se ouve o estrondo dos flecheiros, entre os lugares onde se tiram águas, ali falai das justiças do SENHOR, das justiças que fez às suas aldeias em Israel; então o povo do SENHOR descia às portas. 12Desperta, desperta, Débora, desperta, desperta, entoa um cântico; levanta-te, Baraque, e leva presos os teus cativos, tu, filho de Abinoão. 13Então fez dominar sobre os nobres entre o povo, aos que restaram; fez-me o SENHOR dominar sobre os poderosos. 14De Efraim saiu a sua raiz contra Amaleque; e depois de ti vinha Benjamim dentre os teus povos; de Maquir desceram os legisladores, e de Zebulom os que levaram a cana do escriba. 15Também os principais de Issacar foram com Débora; e como Issacar, assim também Baraque, foi enviado a pé para o vale; nas divisões de Rúben foram grandes as resoluções do coração. 16Por que ficaste tu entre os currais para ouvires os balidos dos rebanhos? Nas divisões de Rúben tiveram grandes esquadrinhações do coração. 17Gileade ficou além do Jordão, e Dã por que se deteve nos navios? Aser se assentou na beira dos mares, e ficou junto às suas baías. 18Zebulom é um povo que expôs a sua vida à morte, como também Naftali, nas alturas do campo. 19Vieram reis, pelejaram; então pelejaram os reis de Canaã em Taanaque, junto às águas de Megido; não tomaram despojo de prata. 20Desde os céus pelejaram; até as estrelas desde os lugares dos seus cursos pelejaram contra Sísera. 21O ribeiro de Quisom os arrastou, aquele antigo ribeiro, o ribeiro de Quisom. Pisaste, ó minha alma, à força. 22Então os cascos dos cavalos se despedaçaram; pelo galopar, o galopar dos seus valentes. 23Amaldiçoai a Meroz, diz o anjo do SENHOR, acremente amaldiçoai aos seus moradores; porquanto não vieram ao socorro do SENHOR, ao socorro do SENHOR com os valorosos. 24Bendita seja entre as mulheres, Jael, mulher de Héber, o queneu; bendita seja entre as mulheres nas tendas. 25Água pediu ele, leite lhe deu ela; em prato de nobres lhe ofereceu manteiga. 26À estaca estendeu a sua mão esquerda, e ao martelo dos trabalhadores a sua direita; e matou a Sísera, e rachou-lhe a cabeça, quando lhe pregou e atravessou as fontes. 27Entre os seus pés se encurvou, caiu, ficou estirado; entre os seus pés se encurvou, caiu; onde se encurvou, ali ficou abatido. 28A mãe de Sísera olhava pela janela, e exclamava pela grade: Por que tarda em vir o seu carro? Por que se demoram os ruídos dos seus carros? 29As mais sábias das suas damas responderam; e até ela respondia a si mesma: 30Porventura não achariam e repartiriam despojos? Uma ou duas moças a cada homem? Para Sísera despojos de estofos coloridos, despojos de estofos coloridos bordados; de estofos coloridos bordados de ambos os lados como despojo para os pescoços. 31Assim, ó SENHOR, pereçam todos os teus inimigos! Porém os que te amam sejam como o sol quando sai na sua força. 32E sossegou a terra quarenta anos. Juízes 6 1PORÉM os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do SENHOR; e o SENHOR os deu nas mãos dos midianitas por sete anos. 2E, prevalecendo a mão dos midianitas sobre Israel, fizeram os filhos de Israel para si, por causa dos midianitas, as covas que estão nos montes, as cavernas e as fortificações. 3Porque sucedia que, semeando Israel, os midianitas e os amalequitas, e também os do oriente, contra ele subiam. 4E punham-se contra ele em campo, e destruíam os frutos da terra, até chegarem a Gaza; e não deixavam mantimento em Israel, nem ovelhas, nem bois, nem jumentos. 5Porque subiam com os seus gados e tendas; vinham como gafanhotos, em grande multidão que não se podia contar, nem a eles nem aos seus camelos; e entravam na terra, para a destruir. 6Assim Israel empobreceu muito pela presença dos midianitas; então os filhos de Israel clamaram ao SENHOR. 7E sucedeu que, clamando os filhos de Israel ao SENHOR por causa dos midianitas, 8Enviou o SENHOR um profeta aos filhos de Israel, que lhes disse: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Do Egito eu vos fiz subir, e vos tirei da casa da servidão; 9E vos livrei da mão dos egípcios, e da mão de todos quantos vos oprimiam; e os expulsei de diante de vós, e a vós dei a sua terra. 10E vos disse: Eu sou o SENHOR vosso Deus; não temais aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; mas não destes ouvidos à minha voz. 11Então o anjo do SENHOR veio, e assentou-se debaixo do carvalho que está em Ofra, que pertencia a Joás, abiezrita; e Gideão, seu filho, estava malhando o trigo no lagar, para o salvar dos midianitas. 12Então o anjo do SENHOR lhe apareceu, e lhe disse: O SENHOR é contigo, homem valoroso. 13Mas Gideão lhe respondeu: Ai, Senhor meu, se o SENHOR é conosco, por que tudo isto nos sobreveio? E que é feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o SENHOR subir do Egito? Porém agora o SENHOR nos desamparou, e nos deu nas mãos dos midianitas. 14Então o SENHOR olhou para ele, e disse: Vai nesta tua força, e livrarás a Israel das mãos dos midianitas; porventura não te enviei eu? 15E ele lhe disse: Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu o menor na casa de meu pai. 16E o SENHOR lhe disse: Porquanto eu hei de ser contigo, tu ferirás aos midianitas como se fossem um só homem. 17E ele disse: Se agora tenho achado graça aos teus olhos, dá-me um sinal de que és tu que falas comigo. 18Rogo-te que daqui não te apartes, até que eu volte e traga o meu presente, e o ponha perante ti. E disse: Eu esperarei até que voltes. 19E entrou Gideão e preparou um cabrito e pães ázimos de um efa de farinha; a carne pôs num cesto e o caldo pôs numa panela; e trouxe-lho até debaixo do carvalho, e lho ofereceu. 20Porém o anjo de Deus lhe disse: Toma a carne e os pães ázimos, e põe-nos sobre esta penha e derrama-lhe o caldo. E assim fez. 21E o anjo do SENHOR estendeu a ponta do cajado, que estava na sua mão, e tocou a carne e os pães ázimos; então subiu o fogo da penha, e consumiu a carne e os pães ázimos; e o anjo do SENHOR desapareceu de seus olhos. 22Então viu Gideão que era o anjo do SENHOR e disse: Ah, Senhor Deus, pois vi o anjo do SENHOR face a face. 23Porém o SENHOR lhe disse: Paz seja contigo; não temas; não morrerás. 24Então Gideão edificou ali um altar ao SENHOR, e chamou-lhe: O SENHOR É PAZ; e ainda até o dia de hoje está em Ofra dos abiezritas. 25E aconteceu naquela mesma noite, que o SENHOR lhe disse: Toma o boi que pertence a teu pai, a saber, o segundo boi de sete anos, e derruba o altar de Baal, que é de teu pai; e corta o bosque que está ao pé dele. 26E edifica ao SENHOR teu Deus um altar no cume deste lugar forte, num lugar conveniente; e toma o segundo boi, e o oferecerás em holocausto com a lenha que cortares do bosque. 27Então Gideão tomou dez homens dentre os seus servos, e fez como o SENHOR lhe dissera; e sucedeu que, temendo ele a casa de seu pai, e os homens daquela cidade, não o fez de dia, mas fê-lo de noite. 28Levantando-se, pois, os homens daquela cidade, de madrugada, eis que estava o altar de Baal derrubado, e o bosque estava ao pé dele, cortado; e o segundo boi oferecido no altar que fora edificado. 29E uns aos outros disseram: Quem fez esta coisa? E, esquadrinhando, e inquirindo, disseram: Gideão, o filho de Joás, fez esta coisa. 30Então os homens daquela cidade disseram a Joás: Tira para fora a teu filho; para que morra; pois derribou o altar de Baal, e cortou o bosque que estava ao pé dele. 31Porém Joás disse a todos os que se puseram contra ele: Contendereis vós por Baal? Livrá-lo-eis vós? Qualquer que por ele contender ainda esta manhã será morto; se é deus, por si mesmo contenda; pois derrubaram o seu altar. 32Por isso naquele dia lhe chamaram Jerubaal, dizendo: Baal contenda contra ele, pois derrubou o seu altar. 33E todos os midianitas e amalequitas, e os filhos do oriente se ajuntaram, e passaram, e acamparam no vale de Jizreel. 34Então o Espírito do SENHOR revestiu a Gideão, o qual tocou a buzina, e os abiezritas se ajuntaram após ele. 35E enviou mensageiros por toda a tribo de Manassés, que também se ajuntou após ele; também enviou mensageiros a Aser, e a Zebulom, e a Naftali, que saíram-lhe ao encontro. 36E disse Gideão a Deus: Se hás de livrar a Israel por minha mão, como disseste, 37Eis que eu porei um velo de lã na eira; se o orvalho estiver somente no velo, e toda a terra ficar seca, então conhecerei que hás de livrar a Israel por minha mão, como disseste. 38E assim sucedeu; porque no outro dia se levantou de madrugada, e apertou o velo; e do orvalho que espremeu do velo, encheu uma taça de água. 39E disse Gideão a Deus: Não se acenda contra mim a tua ira, se ainda falar só esta vez; rogo-te que só esta vez faça a prova com o velo; rogo-te que só o velo fique seco, e em toda a terra haja o orvalho. 40E Deus assim fez naquela noite; pois só o velo ficou seco, e sobre toda a terra havia orvalho. Juízes 7 1ENTÃO Jerubaal (que é Gideão) se levantou de madrugada, e todo o povo que com ele havia, e se acamparam junto à fonte de Harode, de maneira que tinha o arraial dos midianitas para o norte, no vale, perto do outeiro de Moré. 2E disse o SENHOR a Gideão: Muito é o povo que está contigo, para eu dar aos midianitas em sua mão; a fim de que Israel não se glorie contra mim, dizendo: A minha mão me livrou. 3Agora, pois, apregoa aos ouvidos do povo, dizendo: Quem for medroso e tímido, volte, e retire-se apressadamente das montanhas de Gileade. Então voltaram do povo vinte e dois mil, e dez mil ficaram. 4E disse o SENHOR a Gideão: Ainda há muito povo; faze-os descer às águas, e ali os provarei; e será que, daquele de que eu te disser: Este irá contigo, esse contigo irá; porém de todo aquele, de que eu te disser: Este não irá contigo, esse não irá. 5E fez descer o povo às águas. Então o SENHOR disse a Gideão: Qualquer que lamber as águas com a sua língua, como as lambe o cão, esse porás à parte; como também a todo aquele que se abaixar de joelhos a beber. 6E foi o número dos que lamberam, levando a mão à boca, trezentos homens; e todo o restante do povo se abaixou de joelhos a beber as águas. 7E disse o SENHOR a Gideão: Com estes trezentos homens que lamberam as águas vos livrarei, e darei os midianitas na tua mão; portanto, todos os demais se retirem, cada um ao seu lugar. 8E o povo tomou na sua mão a provisão e as suas buzinas, e enviou a todos os outros homens de Israel cada um à sua tenda, porém os trezentos homens reteve; e estava o arraial dos midianitas embaixo, no vale. 9E sucedeu que, naquela mesma noite, o SENHOR lhe disse: Levanta-te, e desce ao arraial, porque o tenho dado na tua mão. 10E, se ainda temes descer, desce tu e teu moço Purá, ao arraial; 11E ouvirás o que dizem, e então, fortalecidas as tuas mãos descerás ao arraial. Então desceu ele com o seu moço Purá até ao extremo das sentinelas que estavam no arraial. 12E os midianitas, os amalequitas, e todos os filhos do oriente jaziam no vale como gafanhotos em multidão; e eram inumeráveis os seus camelos, como a areia que há na praia do mar. 13Chegando, pois, Gideão, eis que estava contando um homem ao seu companheiro um sonho, e dizia: Eis que tive um sonho, eis que um pão de cevada torrado rodava pelo arraial dos midianitas, e chegava até à tenda, e a feriu, e caiu, e a transtornou de cima para baixo; e ficou caída. 14E respondeu o seu companheiro, e disse: Não é isto outra coisa, senão a espada de Gideão, filho de Joás, varão israelita. Deus tem dado na sua mão aos midianitas, e todo este arraial. 15E sucedeu que, ouvindo Gideão a narração deste sonho, e a sua explicação, adorou; e voltou ao arraial de Israel, e disse: Levantai-vos, porque o SENHOR tem dado o arraial dos midianitas nas nossas mãos. 16Então dividiu os trezentos homens em três companhias; e deu-lhes a cada um, nas suas mãos, buzinas, e cântaros vazios, com tochas neles acesas. 17E disselhes: Olhai para mim, e fazei como eu fizer; e eis que, chegando eu à extremidade do arraial, será que, como eu fizer, assim fareis vós. 18Tocando eu a buzina, eu e todos os que comigo estiverem, então também vós tocareis a buzina ao redor de todo o arraial, e direis: Espada do SENHOR, e de Gideão. 19Chegou, pois, Gideão, e os cem homens que com ele iam, ao extremo do arraial, ao princípio da vigília da meia-noite, havendo sido de pouco trocadas as guardas; então tocaram as buzinas, e quebraram os cântaros, que tinham nas mãos. 20Assim tocaram as três companhias as buzinas, e quebraram os cântaros; e tinham nas suas mãos esquerdas as tochas acesas, e nas suas mãos direitas as buzinas, para tocarem, e clamaram: Espada do SENHOR, e de Gideão. 21E conservou-se cada um no seu lugar ao redor do arraial; então todo o exército pôs-se a correr e, gritando, fugiu. 22Tocando, pois, os trezentos as buzinas, o SENHOR tornou a espada de um contra o outro, e isto em todo o arraial, que fugiu para Zererá, até Bete-Sita, até aos limites de Abel-Meolá, acima de Tabate. 23Então os homens de Israel, de Naftali, de Aser e de todo o Manassés foram convocados, e perseguiram aos midianitas. 24Também Gideão enviou mensageiros a todas as montanhas de Efraim, dizendo: Descei ao encontro dos midianitas, e tomai-lhes as águas até Bete-Bara, e também o Jordão. Convocados, pois, todos os homens de Efraim, tomaram-lhes as águas até Bete-Bara e o Jordão. 25E prenderam a dois príncipes dos midianitas, a Orebe e a Zeebe; e mataram a Orebe na penha de Orebe, e a Zeebe mataram no lagar de Zeebe, e perseguiram aos midianitas; e trouxeram as cabeças de Orebe e de Zeebe a Gideão, além do Jordão. Juízes 8 1ENTÃO os homens de Efraim lhe disseram: Que é isto que nos fizeste, que não nos chamaste, quando foste pelejar contra os midianitas? E contenderam com ele fortemente. 2Porém ele lhes disse: Que mais fiz eu agora do que vós? Não são porventura os rabiscos de Efraim melhores do que a vindima de Abiezer? 3Deus vos deu na vossa mão os príncipes dos midianitas, Orebe e Zeebe; que mais pude eu fazer do que vós? Então a sua ira se abrandou para com ele, quando falou esta palavra. 4E, como Gideão veio ao Jordão, passou com os trezentos homens que com ele estavam, já cansados, mas ainda perseguindo. 5E disse aos homens de Sucote: Dai, peço-vos, alguns pedaços de pão ao povo, que segue as minhas pisadas; porque estão cansados, e eu vou ao encalço de Zeba e Salmuna, reis dos midianitas. 6Porém os príncipes de Sucote disseram: Estão já, Zeba e Salmuna, em tua mão, para que demos pão ao teu exército? 7Então disse Gideão: Pois quando o SENHOR der na minha mão a Zeba e a Salmuna, trilharei a vossa carne com os espinhos do deserto, e com os abrolhos. 8E dali subiu a Penuel, e falou-lhes da mesma maneira; e os homens de Penuel lhe responderam como os homens de Sucote lhe haviam respondido. 9Por isso também falou aos homens de Penuel, dizendo: Quando eu voltar em paz, derribarei esta torre. 10Estavam, pois, Zeba e Salmuna em Carcor, e os seus exércitos com eles, uns quinze mil homens, todos os que restaram do exército dos filhos do oriente; e os que caíram foram cento e vinte mil homens, que puxavam da espada. 11E subiu Gideão pelo caminho dos que habitavam em tendas, para o oriente de Nobá e Jogbeá; e feriu aquele exército, porquanto o exército estava descuidado. 12E fugiram Zeba e Salmuna; porém ele os perseguiu, e tomou presos a ambos os reis dos midianitas, a Zeba e a Salmuna, e afugentou a todo o exército. 13Voltando, pois, Gideão, filho de Joás, da peleja, antes do nascer do sol, 14Tomou preso a um moço dos homens de Sucote, e lhe fez perguntas; o qual lhe deu por escrito os nomes dos príncipes de Sucote, e dos seus anciãos, setenta e sete homens. 15Então veio aos homens de Sucote, e disse: Vede aqui a Zeba e a Salmuna, a respeito dos quais desprezivelmente me escarnecestes, dizendo: Estão já, Zeba e Salmuna, na tua mão, para que demos pão aos teus homens, já cansados? 16E tomou os anciãos daquela cidade, e os espinhos do deserto, e os abrolhos; e com eles ensinou aos homens de Sucote. 17E derrubou a torre de Penuel, e matou os homens da cidade. 18Depois perguntou a Zeba e a Salmuna: Que homens eram os que matastes em Tabor? E disseram: Como és tu, assim eram eles; cada um parecia filho de rei. 19Então disse ele: Meus irmãos eram, filhos de minha mãe; vive o SENHOR, que, se os tivésseis deixado com vida, eu não vos mataria. 20E disse a Jeter, seu primogênito: Levanta-te, mata-os. Porém o moço não puxou da sua espada, porque temia; porquanto ainda era jovem. 21Então disseram Zeba e Salmuna: Levanta-te, e acomete-nos; porque, qual o homem, tal a sua valentia. Levantou-se, pois, Gideão, e matou a Zeba e a Salmuna, e tomou os ornamentos que estavam nos pescoços dos seus camelos. 22Então os homens de Israel disseram a Gideão: Domina sobre nós, tanto tu, como teu filho e o filho de teu filho; porquanto nos livraste da mão dos midianitas. 23Porém Gideão lhes disse: Sobre vós eu não dominarei, nem tampouco meu filho sobre vós dominará; o SENHOR sobre vós dominará. 24E disselhes mais Gideão: Uma petição vos farei: Dá-me, cada um de vós, os pendentes do seu despojo (porque tinham pendentes de ouro, porquanto eram ismaelitas). 25E disseram eles: De boa vontade os daremos. E estenderam uma capa, e cada um deles deitou ali um pendente do seu despojo. 26E foi o peso dos pendentes de ouro, que pediu, mil e setecentos siclos de ouro, afora os ornamentos, e as cadeias, e as vestes de púrpura que traziam os reis dos midianitas, e afora as coleiras que os camelos traziam ao pescoço. 27E fez Gideão dele um éfode, e colocou-o na sua cidade, em Ofra; e todo o Israel prostituiu-se ali após ele; e foi por tropeço a Gideão e à sua casa. 28Assim foram abatidos os midianitas diante dos filhos de Israel, e nunca mais levantaram a sua cabeça; e sossegou a terra quarenta anos nos dias de Gideão. 29E foi Jerubaal, filho de Joás, e habitou em sua casa. 30E teve Gideão setenta filhos, que procederam dele, porque tinha muitas mulheres. 31E sua concubina, que estava em Siquém, lhe deu à luz também um filho; e pôslhe por nome Abimeleque. 32E faleceu Gideão, filho de Joás, numa boa velhice; e foi sepultado no sepulcro de seu pai Joás, em Ofra dos abiezritas. 33E sucedeu que, como Gideão faleceu, os filhos de Israel tornaram a se prostituir após os baalins; e puseram a Baal-Berite por deus. 34E assim os filhos de Israel não se lembraram do SENHOR seu Deus, que os livrara da mão de todos os seus inimigos ao redor. 35Nem usaram de beneficência com a casa de Jerubaal, a saber, de Gideão, conforme a todo o bem que ele havia feito a Israel. Juízes 9 1E ABIMELEQUE, filho de Jerubaal, foi a Siquém, aos irmãos de sua mãe, e falou-lhes e a toda a geração da casa do pai de sua mãe, dizendo: 2Falai, peçovos, aos ouvidos de todos os cidadãos de Siquém: Qual é melhor para vós, que setenta homens, todos os filhos de Jerubaal, dominem sobre vós, ou que um homem sobre vós domine? Lembrai-vos também de que sou osso vosso e carne vossa. 3Então os irmãos de sua mãe falaram acerca dele perante os ouvidos de todos os cidadãos de Siquém todas aquelas palavras; e o coração deles se inclinou a seguir Abimeleque, porque disseram: É nosso irmão. 4E deram-lhe setenta peças de prata, da casa de Baal-Berite; e com elas alugou Abimeleque uns homens ociosos e levianos, que o seguiram. 5E veio à casa de seu pai, a Ofra, e matou a seus irmãos, os filhos de Jerubaal, setenta homens, sobre uma pedra. Porém Jotão, filho menor de Jerubaal, ficou, porque se tinha escondido. 6Então se ajuntaram todos os cidadãos de Siquém, e toda a casa de Milo; e foram, e constituíram a Abimeleque rei, junto ao carvalho alto que está perto de Siquém. 7E, dizendo-o a Jotão, foi e pôs-se no cume do monte de Gerizim, e levantou a sua voz, e clamou e disselhes: Ouvi-me, cidadãos de Siquém, e Deus vos ouvirá a vós; 8Foram uma vez as árvores a ungir para si um rei, e disseram à oliveira: Reina tu sobre nós. 9Porém a oliveira lhes disse: Deixaria eu a minha gordura, que Deus e os homens em mim prezam, e iria pairar sobre as árvores? 10Então disseram as árvores à figueira: Vem tu, e reina sobre nós. 11Porém a figueira lhes disse: Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto, e iria pairar sobre as árvores? 12Então disseram as árvores à videira: Vem tu, e reina sobre nós. 13Porém a videira lhes disse: Deixaria eu o meu mosto, que alegra a Deus e aos homens, e iria pairar sobre as árvores? 14Então todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu, e reina sobre nós. 15E disse o espinheiro às árvores: Se, na verdade, me ungis por rei sobre vós, vinde, e confiai-vos debaixo da minha sombra; mas, se não, saia fogo do espinheiro que consuma os cedros do Líbano. 16Agora, pois, se é que em verdade e sinceridade agistes, fazendo rei a Abimeleque, e se bem fizestes para com Jerubaal e para com a sua casa, e se com ele usastes conforme ao merecimento das suas mãos 17 (Porque meu pai pelejou por vós, e desprezou a sua vida, e vos livrou da mão dos midianitas; 18Porém vós hoje vos levantastes contra a casa de meu pai, e matastes a seus filhos, setenta homens, sobre uma pedra; e a Abimeleque, filho da sua serva, fizestes reinar sobre os cidadãos de Siquém, porque é vosso irmão); 19Pois, se em verdade e sinceridade usastes com Jerubaal e com a sua casa hoje, alegrai-vos com Abimeleque, e também ele se alegre convosco. 20Mas, se não, saia fogo de Abimeleque, e consuma aos cidadãos de Siquém, e a casa de Milo; e saia fogo dos cidadãos de Siquém, e da casa de Milo, que consuma a Abimeleque. 21Então partiu Jotão, e fugiu e foi para Beer; e ali habitou por medo de Abimeleque, seu irmão. 22Havendo, pois, Abimeleque dominado três anos sobre Israel, 23Enviou Deus um mau espírito entre Abimeleque e os cidadãos de Siquém; e estes se houveram aleivosamente contra Abimeleque; 24Para que a violência feita aos setenta filhos de Jerubaal viesse, e o seu sangue caísse sobre Abimeleque, seu irmão, que os matara, e sobre os cidadãos de Siquém, que fortaleceram as mãos dele para matar a seus irmãos; 25E os cidadãos de Siquém puseram contra ele quem lhe armasse emboscadas sobre os cumes dos montes; e a todo aquele que passava pelo caminho junto a eles o assaltavam; e contou-se isso a Abimeleque. 26Veio também Gaal, filho de Ebede, com seus irmãos, e passaram a Siquém; e os cidadãos de Siquém confiaram nele. 27E saíram ao campo, e vindimaram as suas vinhas, e pisaram as uvas, e fizeram festas; e foram à casa de seu deus, e comeram, e beberam, e amaldiçoaram a Abimeleque. 28E disse Gaal, filho de Ebede: Quem é Abimeleque, e quem é Siquém, para que o sirvamos? Não é porventura filho de Jerubaal? E não é Zebul o seu mordomo? Servi antes aos homens de Hamor, pai de Siquém; pois, por que razão serviríamos nós a ele? 29Ah! se este povo estivera na minha mão, eu expulsaria a Abimeleque. E diria a Abimeleque: Multiplica o teu exército, e sai. 30E, ouvindo Zebul, o maioral da cidade, as palavras de Gaal, filho de Ebede, se acendeu a sua ira; 31E enviou astutamente mensageiros a Abimeleque, dizendo: Eis que Gaal, filho de Ebede, e seus irmãos vieram a Siquém, e eis que eles estão sublevando esta cidade contra ti. 32Levanta-te, pois, de noite, tu e o povo que tiveres contigo, e põe emboscadas no campo. 33E levanta-te pela manhã ao sair o sol, e dá de golpe sobre a cidade; e eis que, saindo contra ti, ele e o povo que tiver com ele, faze-lhe como puderes. 34Levantou-se, pois, Abimeleque, e todo o povo que com ele havia, de noite, e puseram emboscadas a Siquém, com quatro tropas. 35E Gaal, filho de Ebede, saiu, e pôs-se à entrada da porta da cidade; e Abimeleque, e todo o povo que com ele havia, se levantou das emboscadas. 36E, vendo Gaal aquele povo, disse a Zebul: Eis que desce gente dos cumes dos montes. Zebul, ao contrário, lhe disse: As sombras dos montes vês como se fossem homens. 37Porém Gaal ainda tornou a falar, e disse: Eis ali desce gente do meio da terra, e uma tropa vem do caminho do carvalho de Meonenim. 38Então lhe disse Zebul: Onde está agora a tua boca, com a qual dizias: Quem é Abimeleque, para que o sirvamos? Não é este porventura o povo que desprezaste? Sai pois, peço-te, e peleja contra ele. 39E saiu Gaal à vista dos cidadãos de Siquém, e pelejou contra Abimeleque. 40E Abimeleque o perseguiu porquanto fugiu de diante dele; e muitos feridos caíram até à entrada da porta da cidade. 41E Abimeleque ficou em Aruma. E Zebul expulsou a Gaal e a seus irmãos, para que não pudessem habitar em Siquém. 42E sucedeu no dia seguinte que o povo saiu ao campo; disto foi avisado Abimeleque. 43Então tomou o povo, e o repartiu em três tropas, e pôs emboscadas no campo; e olhou, e eis que o povo saía da cidade, e levantou-se contra ele, e o feriu. 44Porque Abimeleque, e as tropas que com ele havia, romperam de improviso, e pararam à entrada da porta da cidade; e as outras duas tropas deram de improviso sobre todos quantos estavam no campo, e os feriram. 45E Abimeleque pelejou contra a cidade todo aquele dia, e tomou a cidade, e matou o povo que nela havia; e assolou a cidade, e a semeou de sal. 46O que ouvindo todos os cidadãos da torre de Siquém, entraram na fortaleza, na casa do deus Berite. 47E contou-se a Abimeleque que todos os cidadãos da torre de Siquém se haviam congregado. 48Subiu, pois, Abimeleque ao monte Salmom, ele e todo o povo que com ele havia; e Abimeleque tomou na sua mão um machado, e cortou um ramo de árvore, e o levantou, e pô-lo ao seu ombro, e disse ao povo, que com ele havia: O que me vistes fazer apressai-vos a fazê-lo assim como eu. 49Assim, pois, cada um de todo o povo, também cortou o seu ramo e seguiu a Abimeleque; e pondo os ramos junto da fortaleza, queimaram-na a fogo com os que nela estavam, de modo que todos os da torre de Siquém morreram, uns mil homens e mulheres. 50Então Abimeleque foi a Tebes e a sitiou, e a tomou. 51Havia, porém, no meio da cidade uma torre forte; e todos os homens e mulheres, e todos os cidadãos da cidade se refugiaram nela, e fecharam após si as portas, e subiram ao eirado da torre. 52E Abimeleque veio até à torre, e a combateu; e chegou-se até à porta da torre, para a incendiar. 53Porém uma mulher lançou um pedaço de uma mó sobre a cabeça de Abimeleque; e quebrou-lhe o crânio. 54Então chamou logo ao moço, que levava as suas armas, e disse-lhe: Desembainha a tua espada, e mata-me; para que não se diga de mim: Uma mulher o matou. E o moço o atravessou e ele morreu. 55Vendo, pois, os homens de Israel que Abimeleque já era morto, foram-se cada um para o seu lugar. 56Assim Deus fez tornar sobre Abimeleque o mal que tinha feito a seu pai, matando a seus setenta irmãos. 57Como também todo o mal dos homens de Siquém fez tornar sobre a cabeça deles; e a maldição de Jotão, filho de Jerubaal, veio sobre eles. Juízes 10 1E DEPOIS de Abimeleque, se levantou, para livrar a Israel, Tola, filho de Puá, filho de Dodo, homem de Issacar; e habitava em Samir, na montanha de Efraim. 2E julgou a Israel vinte e três anos; e morreu, e foi sepultado em Samir. 3E depois dele se levantou Jair, gileadita, e julgou a Israel vinte e dois anos. 4E tinha este trinta filhos, que cavalgavam sobre trinta jumentos; e tinham trinta cidades, a que chamaram Havote-Jair, até ao dia de hoje; as quais estão na terra de Gileade. 5E morreu Jair, e foi sepultado em Camom. 6Então tornaram os filhos de Israel a fazer o que era mau aos olhos do SENHOR, e serviram aos baalins, e a Astarote, e aos deuses da Síria, e aos deuses de Sidom, e aos deuses de Moabe, e aos deuses dos filhos de Amom, e aos deuses dos filisteus; e deixaram ao SENHOR, e não o serviram. 7E a ira do SENHOR se acendeu contra Israel; e vendeu-os nas mãos dos filisteus, e nas mãos dos filhos de Amom. 8E naquele mesmo ano oprimiram e vexaram aos filhos de Israel; dezoito anos oprimiram a todos os filhos de Israel que estavam além do Jordão, na terra dos amorreus, que está em Gileade. 9Até os filhos de Amom passaram o Jordão, para pelejar também contra Judá, e contra Benjamim, e contra a casa de Efraim; de modo que Israel ficou muito angustiado. 10Então os filhos de Israel clamaram ao SENHOR, dizendo: Contra ti havemos pecado, visto que deixamos a nosso Deus, e servimos aos baalins. 11Porém o SENHOR disse aos filhos de Israel: Porventura dos egípcios, e dos amorreus, e dos filhos de Amom, e dos filisteus, 12E dos sidônios, e dos amalequitas, e dos maonitas, que vos oprimiam, quando a mim clamastes, não vos livrei das suas mãos? 13Contudo vós me deixastes a mim, e servistes a outros deuses; pelo que não vos livrarei mais. 14 Ide, e clamai aos deuses que escolhestes; que eles vos livrem no tempo do vosso aperto. 15Mas os filhos de Israel disseram ao SENHOR: Pecamos; faze-nos conforme a tudo quanto te parecer bem aos teus olhos; tão-somente te rogamos que nos livres nesta vez. 16E tiraram os deuses alheios do meio de si, e serviram ao SENHOR; então se angustiou a sua alma por causa da desgraça de Israel. 17E os filhos de Amom se reuniram e se acamparam em Gileade; e também os de Israel se congregaram, e se acamparam em Mizpá. 18Então o povo e os príncipes de Gileade disseram uns aos outros: Quem será o homem que começará a pelejar contra os filhos de Amom? Ele será por cabeça de todos os moradores de Gileade. Juízes 11 1ERA então Jefté, o gileadita, homem valoroso, porém filho de uma prostituta; mas Gileade gerara a Jefté. 2Também a mulher de Gileade lhe deu filhos, e, sendo os filhos desta mulher já grandes, expulsaram a Jefté, e lhe disseram: Não herdarás na casa de nosso pai, porque és filho de outra mulher. 3Então Jefté fugiu de diante de seus irmãos, e habitou na terra de Tobe; e homens levianos se ajuntaram a Jefté, e saíam com ele. 4E aconteceu que, depois de algum tempo, os filhos de Amom pelejaram contra Israel. 5E sucedeu que, como os filhos de Amom pelejassem contra Israel, foram os anciãos de Gileade buscar a Jefté na terra de Tobe. 6E disseram a Jefté: Vem, e sê o nosso chefe; para que combatamos contra os filhos de Amom. 7Porém Jefté disse aos anciãos de Gileade: Porventura não me odiastes a mim, e não me expulsastes da casa de meu pai? Por que, pois, agora viestes a mim, quando estais em aperto? 8E disseram os anciãos de Gileade a Jefté: Por isso tornamos a ti, para que venhas conosco, e combatas contra os filhos de Amom; e nos sejas por chefe sobre todos os moradores de Gileade. 9Então Jefté disse aos anciãos de Gileade: Se me levardes de volta para combater contra os filhos de Amom, e o SENHOR mos der diante de mim, então eu vos serei por chefe? 10E disseram os anciãos de Gileade a Jefté: O SENHOR será testemunha entre nós, e assim o faremos conforme a tua palavra. 11Assim Jefté foi com os anciãos de Gileade, e o povo o pôs por chefe e príncipe sobre si; e Jefté falou todas as suas palavras perante o SENHOR em Mizpá. 12E enviou Jefté mensageiros ao rei dos filhos de Amom, dizendo: Que há entre mim e ti, que vieste a mim a pelejar contra a minha terra? 13E disse o rei dos filhos de Amom aos mensageiros de Jefté: É porque, saindo Israel do Egito, tomou a minha terra, desde Arnom até Jaboque, e ainda até ao Jordão: Restitui-ma agora, em paz. 14Porém Jefté prosseguiu ainda em enviar mensageiros ao rei dos filhos de Amom, 15Dizendo-lhe: Assim diz Jefté: Israel não tomou, nem a terra dos moabitas, nem a terra dos filhos de Amom. 16Porque, subindo Israel do Egito, andou pelo deserto até ao Mar Vermelho, e chegou até Cades. 17E Israel enviou mensageiros ao rei dos edomitas, dizendo: Rogo-te que me deixes passar pela tua terra. Porém o rei dos edomitas não lhe deu ouvidos; enviou também ao rei dos moabitas, o qual igualmente não consentiu; e assim Israel ficou em Cades. 18Depois andou pelo deserto e rodeou a terra dos edomitas e a terra dos moabitas, e veio do nascente do sol à terra dos moabitas, e alojou-se além de Arnom; porém não entrou nos limites dos moabitas, porque Arnom é limite dos moabitas. 19Mas Israel enviou mensageiros a Siom, rei dos amorreus, rei de Hesbom; e disse-lhe Israel: Deixa-nos, peço-te, passar pela tua terra até ao meu lugar. 20Porém Siom não confiou em Israel para este passar nos seus limites; antes Siom ajuntou todo o seu povo, e se acamparam em Jasa, e combateu contra Israel. 21E o SENHOR Deus de Israel deu a Siom, com todo o seu povo, na mão de Israel, que os feriu; e Israel tomou por herança toda a terra dos amorreus que habitavam naquela região. 22E por herança tomaram todos os limites dos amorreus, desde Arnom até Jaboque, e desde o deserto até ao Jordão. 23Assim o SENHOR Deus de Israel desapossou os amorreus de diante do seu povo de Israel; e os possuirias tu? 24Não possuirias tu aquilo que Quemós, teu deus, desapossasse de diante de ti? Assim possuiremos nós todos quantos o SENHOR nosso Deus desapossar de diante de nós. 25Agora, pois, és tu ainda melhor do que Balaque, filho de Zipor, rei dos moabitas? Porventura contendeu ele em algum tempo com Israel, ou pelejou alguma vez contra ele? 26Enquanto Israel habitou trezentos anos em Hesbom e nas suas vilas, e em Aroer e nas suas vilas, em todas as cidades que estão ao longo de Arnom, por que o não recuperastes naquele tempo? 27Tampouco pequei eu contra ti! Porém tu usas mal comigo em pelejar contra mim; o SENHOR, que é juiz, julgue hoje entre os filhos de Israel e entre os filhos de Amom. 28Porém o rei dos filhos de Amom não deu ouvidos às palavras que Jefté lhe enviou. 29Então o Espírito do SENHOR veio sobre Jefté, e atravessou ele por Gileade e Manassés, passando por Mizpá de Gileade, e de Mizpá de Gileade passou até aos filhos de Amom. 30E Jefté fez um voto ao SENHOR, e disse: Se totalmente deres os filhos de Amom na minha mão, 31Aquilo que, saindo da porta de minha casa, me vier ao encontro, voltando eu dos filhos de Amom em paz, isso será do SENHOR, e o oferecerei em holocausto. 32Assim Jefté passou aos filhos de Amom, a combater contra eles; e o SENHOR os deu na sua mão. 33E os feriu com grande mortandade, desde Aroer até chegar a Minite, vinte cidades, e até Abel-Queramim; assim foram subjugados os filhos de Amom diante dos filhos de Israel. 34Vindo, pois, Jefté a Mizpá, à sua casa, eis que a sua filha lhe saiu ao encontro com adufes e com danças; e era ela a única filha; não tinha ele outro filho nem filha. 35E aconteceu que, quando a viu, rasgou as suas vestes, e disse: Ah! filha minha, muito me abateste, e estás entre os que me turbam! Porque eu abri a minha boca ao SENHOR, e não tornarei atrás. 36E ela lhe disse: Meu pai, tu deste a palavra ao SENHOR, faze de mim conforme o que prometeste; pois o SENHOR te vingou dos teus inimigos, os filhos de Amom. 37Disse mais a seu pai: Concede-me isto: Deixa-me por dois meses que vá, e desça pelos montes, e chore a minha virgindade, eu e as minhas companheiras. 38E disse ele: Vai. E deixou-a ir por dois meses; então foi ela com as suas companheiras, e chorou a sua virgindade pelos montes. 39E sucedeu que, ao fim de dois meses, tornou ela para seu pai, o qual cumpriu nela o seu voto que tinha feito; e ela não conheceu homem; e daí veio o costume de Israel, 40Que as filhas de Israel iam de ano em ano lamentar, por quatro dias, a filha de Jefté, o gileadita. Juízes 12 1ENTÃO se convocaram os homens de Efraim, e passaram para o norte, e disseram a Jefté: Por que passaste a combater contra os filhos de Amom, e não nos chamaste para ir contigo? Queimaremos a fogo a tua casa contigo. 2E Jefté lhes disse: Eu e o meu povo tivemos grande contenda com os filhos de Amom; e chamei-vos, e não me livrastes da sua mão; 3E, vendo eu que não me livráveis, arrisquei a minha vida, e passei contra os filhos de Amom, e o SENHOR mos entregou nas mãos; por que, pois, subistes vós hoje, para combater contra mim? 4E ajuntou Jefté a todos os homens de Gileade, e combateu contra Efraim; e os homens de Gileade feriram a Efraim; porque este dissera-lhe: Fugitivos sois de Efraim, vós gileaditas que habitais entre Efraim e Manassés, 5Porque tomaram os gileaditas aos efraimitas os vaus do Jordão; e sucedeu que, quando algum dos fugitivos de Efraim dizia: Deixai-me passar; então os gileaditas perguntavam: És tu efraimita? E dizendo ele: Não, 6Então lhe diziam: Dize, pois, Chibolete; porém ele dizia: Sibolete; porque não o podia pronunciar bem; então pegavam dele, e o degolavam nos vaus do Jordão; e caíram de Efraim naquele tempo quarenta e dois mil. 7E Jefté julgou a Israel seis anos; e Jefté, o gileadita, faleceu, e foi sepultado numa das cidades de Gileade. 8E depois dele julgou a Israel Ibzã de Belém. 9E tinha este trinta filhos, e trinta filhas que casou fora; e trinta filhas trouxe de fora para seus filhos; e julgou a Israel sete anos. 10Então faleceu Ibzã, e foi sepultado em Belém. 11E depois dele julgou a Israel Elom, o zebulonita; e julgou a Israel dez anos. 12E faleceu Elom, o zebulonita, e foi sepultado em Aijalom, na terra de Zebulom. 13E depois dele julgou a Israel Abdom, filho de Hilel, o piratonita. 14E tinha este quarenta filhos, e trinta netos, que cavalgavam sobre setenta jumentos; e julgou a Israel oito anos. 15Então faleceu Abdom, filho de Hilel, o piratonita; e foi sepultado em Piratom, na terra de Efraim, no monte dos amalequitas. Juízes 13 1E OS filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau aos olhos do SENHOR, e o SENHOR os entregou na mão dos filisteus por quarenta anos. 2E havia um homem de Zorá, da tribo de Dã, cujo nome era Manoá; e sua mulher, sendo estéril, não tinha filhos. 3E o anjo do SENHOR apareceu a esta mulher, e disse-lhe: Eis que agora és estéril, e nunca tens concebido; porém conceberás, e terás um filho. 4Agora, pois, guarda-te de beber vinho, ou bebida forte, ou comer coisa imunda. 5Porque eis que tu conceberás e terás um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu de Deus desde o ventre; e ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus. 6Então a mulher entrou, e falou a seu marido, dizendo: Um homem de Deus veio a mim, cuja aparência era semelhante a de um anjo de Deus, terribilíssima; e não lhe perguntei donde era, nem ele me disse o seu nome. 7Porém disseme: Eis que tu conceberás e terás um filho; agora pois, não bebas vinho, nem bebida forte, e não comas coisa imunda; porque o menino será nazireu de Deus, desde o ventre até ao dia da sua morte. 8Então Manoá orou ao SENHOR, e disse: Ah! Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus, que enviaste, ainda venha para nós outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer. 9E Deus ouviu a voz de Manoá; e o anjo de Deus veio outra vez à mulher, e ela estava no campo, porém não estava com ela seu marido Manoá. 10Apressou-se, pois, a mulher, e correu, e noticiou-o a seu marido, e disse-lhe: Eis que aquele homem que veio a mim o outro dia me apareceu. 11Então Manoá levantou-se, e seguiu a sua mulher, e foi àquele homem, e disselhe: És tu aquele homem que falou a esta mulher? E disse: Eu sou. 12Então disse Manoá: Cumpram-se as tuas palavras; mas qual será o modo de viver e o serviço do menino? 13E disse o anjo do SENHOR a Manoá: De tudo quanto eu disse à mulher se guardará ela. 14De tudo quanto procede da videira não comerá, nem vinho nem bebida forte beberá, nem coisa imunda comerá; tudo quanto lhe tenho ordenado guardará. 15Então Manoá disse ao anjo do SENHOR: Ora deixa que te detenhamos, e te preparemos um cabrito. 16Porém o anjo do SENHOR disse a Manoá: Ainda que me detenhas, não comerei de teu pão; e se fizeres holocausto o oferecerás ao SENHOR. Porque não sabia Manoá que era o anjo do SENHOR. 17E disse Manoá ao anjo do SENHOR: Qual é o teu nome, para que, quando se cumprir a tua palavra, te honremos? 18E o anjo do SENHOR lhe disse: Por que perguntas assim pelo meu nome, visto que é maravilhoso? 19Então Manoá tomou um cabrito e uma oferta de alimentos, e os ofereceu sobre uma penha ao SENHOR: e houve-se o anjo maravilhosamente, observando-o Manoá e sua mulher. 20E sucedeu que, subindo a chama do altar para o céu, o anjo do SENHOR subiu na chama do altar; o que vendo Manoá e sua mulher, caíram em terra sobre seus rostos. 21E nunca mais apareceu o anjo do SENHOR a Manoá, nem a sua mulher; então compreendeu Manoá que era o anjo do SENHOR. 22E disse Manoá à sua mulher: Certamente morreremos, porquanto temos visto a Deus. 23Porém sua mulher lhe disse: Se o SENHOR nos quisesse matar, não aceitaria da nossa mão o holocausto e a oferta de alimentos, nem nos mostraria tudo isto, nem nos deixaria ouvir tais coisas neste tempo. 24Depois teve esta mulher um filho, a quem pôs o nome de Sansão; e o menino cresceu, e o SENHOR o abençoou. 25E o Espírito do SENHOR começou a incitá-lo de quando em quando para o campo de Maané-Dã, entre Zorá e Estaol. Juízes 14 1E DESCEU Sansão a Timnate; e, vendo em Timnate uma mulher das filhas dos filisteus, 2Subiu, e declarou-o a seu pai e a sua mãe, e disse: Vi uma mulher em Timnate, das filhas dos filisteus; agora, pois, tomai-ma por mulher. 3Porém seu pai e sua mãe lhe disseram: Não há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos, nem entre todo o meu povo, para que tu vás tomar mulher dos filisteus, daqueles incircuncisos? E disse Sansão a seu pai: Toma-me esta, porque ela agrada aos meus olhos. 4Mas seu pai e sua mãe não sabiam que isto vinha do SENHOR; pois buscava ocasião contra os filisteus; porquanto naquele tempo os filisteus dominavam sobre Israel. 5Desceu, pois, Sansão com seu pai e com sua mãe a Timnate; e, chegando às vinhas de Timnate eis que um filho de leão, rugindo, lhe saiu ao encontro. 6Então o Espírito do SENHOR se apossou dele tão poderosamente que despedaçou o leão, como quem despedaça um cabrito, sem ter nada na sua mão; porém nem a seu pai nem a sua mãe deu a saber o que tinha feito. 7E desceu, e falou àquela mulher, e ela agradou aos olhos de Sansão. 8E depois de alguns dias voltou ele para tomá-la; e, apartando-se do caminho para ver o corpo do leão morto, eis que nele havia um enxame de abelhas com mel. 9E tomou-o nas suas mãos, e foi andando e comendo dele; e foi a seu pai e a sua mãe, e deu-lhes do mel, e comeram; porém não lhes deu a saber que tomara o mel do corpo do leão. 10Descendo, pois, seu pai àquela mulher, fez Sansão ali um banquete; porque assim os moços costumavam fazer. 11E sucedeu que, como o vissem, trouxeram trinta companheiros para estarem com ele. 12Disselhes, pois, Sansão: Eu vos darei um enigma para decifrar; e, se nos sete dias das bodas o decifrardes e descobrirdes, eu vos darei trinta lençóis e trinta mudas de roupas. 13E, se não puderdes decifrar, vós me dareis a mim trinta lençóis e as trinta mudas de roupas. E eles lhe disseram: Dá-nos o teu enigma a decifrar, para que o ouçamos. 14Então lhes disse: Do comedor saiu comida, e do forte saiu doçura. E em três dias não puderam decifrar o enigma. 15E sucedeu que, ao sétimo dia, disseram à mulher de Sansão: Persuade a teu marido que nos declare o enigma, para que porventura não queimemos a fogo a ti e à casa de teu pai; chamastes-nos aqui para vos apossardes do que é nosso, não é assim? 16E a mulher de Sansão chorou diante dele, e disse: Tão-somente me desprezas, e não me amas; pois deste aos filhos do meu povo um enigma para decifrar, e ainda não o declaraste a mim. E ele lhe disse: Eis que nem a meu pai nem a minha mãe o declarei, e to declararia a ti? 17E chorou diante dele os sete dias em que celebravam as bodas; sucedeu, pois, que ao sétimo dia lho declarou, porquanto o importunava; então ela declarou o enigma aos filhos do seu povo. 18Disseram, pois, a Sansão os homens daquela cidade, ao sétimo dia, antes de se pôr o sol: Que coisa há mais doce do que o mel? E que coisa há mais forte do que o leão? E ele lhes disse: Se vós não lavrásseis com a minha novilha, nunca teríeis descoberto o meu enigma. 19Então o Espírito do SENHOR tão poderosamente se apossou dele, que desceu aos ascalonitas, e matou deles trinta homens, e tomou as suas roupas, e deu as mudas de roupas aos que declararam o enigma; porém acendeu-se a sua ira, e subiu à casa de seu pai. 20E a mulher de Sansão foi dada ao seu companheiro que antes o acompanhava. Juízes 15 1E ACONTECEU, depois de alguns dias, que, na sega do trigo, Sansão visitou a sua mulher, com um cabrito, e disse: Entrarei na câmara de minha mulher. Porém o pai dela não o deixou entrar. 2E disse-lhe seu pai: Por certo pensava eu que de todo a desprezavas; de sorte que a dei ao teu companheiro; porém não é sua irmã mais nova, mais formosa do que ela? Toma-a, pois, em seu lugar. 3Então Sansão disse acerca deles: Inocente sou esta vez para com os filisteus, quando lhes fizer algum mal. 4E foi Sansão, e pegou trezentas raposas; e, tomando tochas, as virou cauda a cauda, e lhes pôs uma tocha no meio de cada duas caudas. 5E chegou fogo às tochas, e largou-as na seara dos filisteus; e assim abrasou os molhos com a sega do trigo, e as vinhas e os olivais. 6Então perguntaram os filisteus: Quem fez isto? E responderam: Sansão, o genro do timnita, porque lhe tomou a sua mulher, e a deu a seu companheiro. Então subiram os filisteus, e queimaram a fogo a ela e a seu pai. 7Então lhes disse Sansão: É assim que fazeis? Pois, havendo-me vingado eu de vós, então cessarei. 8E feriu-os com grande ferimento, pernas juntamente com coxa; e desceu, e habitou na fenda da rocha de Etã. 9Então os filisteus subiram, e acamparam-se contra Judá, e estenderam-se por Leí. 10E perguntaram-lhes os homens de Judá: Por que subistes contra nós? E eles responderam: Subimos para amarrar a Sansão, para lhe fazer a ele como ele nos fez a nós. 11Então três mil homens de Judá desceram até a fenda da rocha de Etã, e disseram a Sansão: Não sabias tu que os filisteus dominam sobre nós? Por que, pois, nos fizeste isto? E ele lhes disse: Assim como eles me fizeram a mim, eu lhes fiz a eles. 12E disseram-lhe: Descemos para te amarrar e te entregar nas mãos dos filisteus. Então Sansão lhes disse: Jurai-me que vós mesmos não me acometereis. 13E eles lhe falaram, dizendo: Não, mas fortemente te amarraremos, e te entregaremos nas mãos deles; porém de maneira nenhuma te mataremos. E amarraram-no com duas cordas novas e fizeram-no subir da rocha. 14E, vindo ele a Leí, os filisteus lhe saíram ao encontro, jubilando; porém o Espírito do SENHOR poderosamente se apossou dele, e as cordas que ele tinha nos braços se tornaram como fios de linho que se queimaram no fogo, e as suas amarraduras se desfizeram das suas mãos. 15E achou uma queixada fresca de um jumento, e estendeu a sua mão, e tomou-a, e feriu com ela mil homens. 16Então disse Sansão: Com uma queixada de jumento, montões sobre montões; com uma queixada de jumento feri a mil homens. 17E aconteceu que, acabando ele de falar, lançou a queixada da sua mão; e chamou aquele lugar Ramate-Leí. 18E como tivesse grande sede, clamou ao SENHOR, e disse: Pela mão do teu servo tu deste esta grande salvação; morrerei eu pois agora de sede, e cairei na mão destes incircuncisos? 19Então Deus fendeu uma cavidade que estava na queixada; e saiu dela água, e bebeu; e recobrou o seu espírito e reanimou-se; por isso chamou aquele lugar: A fonte do que clama, que está em Leí até ao dia de hoje. 20E julgou a Israel, nos dias dos filisteus, vinte anos. Juízes 16 1E FOI Sansão a Gaza, e viu ali uma mulher prostituta, e entrou a ela. 2E foi dito aos gazitas: Sansão entrou aqui. Cercaram-no, e toda a noite lhe puseram espias à porta da cidade; porém toda a noite estiveram quietos, dizendo: Até à luz da manhã esperaremos; então o mataremos. 3Porém Sansão deitou-se até à meia-noite, e à meia-noite se levantou, e arrancou as portas da entrada da cidade com ambas as umbreiras, e juntamente com a tranca as tomou, pondo-as sobre os ombros; e levou-as para cima até ao cume do monte que está defronte de Hebrom. 4E depois disto aconteceu que se afeiçoou a uma mulher do vale de Soreque, cujo nome era Dalila. 5Então os príncipes dos filisteus subiram a ela, e lhe disseram: Persuade-o, e vê em que consiste a sua grande força, e como poderíamos assenhorear-nos dele e amarrá-lo, para assim o afligirmos; e te daremos, cada um de nós, mil e cem moedas de prata. 6Disse, pois, Dalila a Sansão: Declara-me, peço-te, em que consiste a tua grande força, e com que poderias ser amarrado para te poderem afligir. 7Disse-lhe Sansão: Se me amarrassem com sete vergas de vimes frescos, que ainda não estivessem secos, então me enfraqueceria, e seria como qualquer outro homem. 8Então os príncipes dos filisteus lhe trouxeram sete vergas de vimes frescos, que ainda não estavam secos; e amarraram-no com elas. 9E o espia estava com ela na câmara interior. Então ela lhe disse: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão. Então quebrou as vergas de vimes, como se quebra o fio da estopa ao cheiro do fogo; assim não se soube em que consistia a sua força. 10Então disse Dalila a Sansão: Eis que zombaste de mim, e me disseste mentiras; ora declara-me agora com que poderias ser amarrado. 11E ele disse: Se me amarrassem fortemente com cordas novas, que ainda não houvessem sido usadas, então me enfraqueceria, e seria como qualquer outro homem. 12Então Dalila tomou cordas novas, e o amarrou com elas, e disse-lhe: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão. E o espia estava na recâmara interior. Então as quebrou de seus braços como a um fio. 13E disse Dalila a Sansão: Até agora zombaste de mim, e me disseste mentiras; declara-me pois, agora, com que poderias ser amarrado? E ele lhe disse: Se teceres sete tranças dos cabelos da minha cabeça com o liço da teia. 14E ela as fixou com uma estaca, e disse-lhe: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão: Então ele despertou do seu sono, e arrancou a estaca das tranças tecidas, juntamente com o liço da teia. 15Então ela lhe disse: Como dirás: Tenho-te amor, não estando comigo o teu coração? Já três vezes zombaste de mim, e ainda não me declaraste em que consiste a tua força. 16E sucedeu que, importunando-o ela todos os dias com as suas palavras, e molestando-o, a sua alma se angustiou até a morte. 17E descobriu-lhe todo o seu coração, e disse-lhe: Nunca passou navalha pela minha cabeça, porque sou nazireu de Deus desde o ventre de minha mãe; se viesse a ser rapado, ir-se-ia de mim a minha força, e me enfraqueceria, e seria como qualquer outro homem. 18Vendo, pois, Dalila que já lhe descobrira todo o seu coração, mandou chamar os príncipes dos filisteus, dizendo: Subi esta vez, porque agora me descobriu ele todo o seu coração. E os príncipes dos filisteus subiram a ter com ela, trazendo com eles o dinheiro. 19Então ela o fez dormir sobre os seus joelhos, e chamou a um homem, e rapoulhe as sete tranças do cabelo de sua cabeça; e começou a afligi-lo, e retirou-se dele a sua força. 20E disse ela: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão. E despertou ele do seu sono, e disse: Sairei ainda esta vez como dantes, e me sacudirei. Porque ele não sabia que já o SENHOR se tinha retirado dele. 21Então os filisteus pegaram nele, e arrancaram-lhe os olhos, e fizeram-no descer a Gaza, e amarraram-no com duas cadeias de bronze, e girava ele um moinho no cárcere. 22E o cabelo da sua cabeça começou a crescer, como quando foi rapado. 23Então os príncipes dos filisteus se ajuntaram para oferecer um grande sacrifício ao seu deus Dagom, e para se alegrarem, e diziam: Nosso deus nos entregou nas mãos a Sansão, nosso inimigo. 24Semelhantemente, vendo-o o povo, louvava ao seu deus; porque dizia: Nosso deus nos entregou nas mãos o nosso inimigo, e ao que destruía a nossa terra, e ao que multiplicava os nossos mortos. 25E sucedeu que, alegrando-se-lhes o coração, disseram: Chamai a Sansão, para que brinque diante de nós. E chamaram a Sansão do cárcere, que brincava diante deles, e fizeram-no estar em pé entre as colunas. 26Então disse Sansão ao moço que o tinha pela mão: Guia-me para que apalpe as colunas em que se sustém a casa, para que me encoste a elas. 27Ora estava a casa cheia de homens e mulheres; e também ali estavam todos os príncipes dos filisteus; e sobre o telhado havia uns três mil homens e mulheres, que estavam vendo Sansão brincar. 28Então Sansão clamou ao SENHOR, e disse: Senhor Deus, peço-te que te lembres de mim, e fortalece-me agora só esta vez, ó Deus, para que de uma vez me vingue dos filisteus, pelos meus dois olhos. 29Abraçou-se, pois, Sansão com as duas colunas do meio, em que se sustinha a casa, e arrimou-se sobre elas, com a sua mão direita numa, e com a sua esquerda na outra. 30E disse Sansão: Morra eu com os filisteus. E inclinou-se com força, e a casa caiu sobre os príncipes e sobre todo o povo que nela havia; e foram mais os mortos que matou na sua morte do que os que matara em sua vida. 31Então seus irmãos desceram, e toda a casa de seu pai, e tomaram-no, e subiram com ele, e sepultaram-no entre Zorá e Estaol, no sepulcro de Manoá, seu pai. Ele julgou a Israel vinte anos. Juízes 17 1E HAVIA um homem da montanha de Efraim, cujo nome era Mica. 2O qual disse à sua mãe: As mil e cem moedas de prata que te foram tiradas, por cuja causa lançaste maldições, e de que também me falaste, eis que esse dinheiro está comigo; eu o tomei. Então lhe disse sua mãe: Bendito do SENHOR seja meu filho. 3Assim restituiu as mil e cem moedas de prata à sua mãe; porém sua mãe disse: Inteiramente tenho dedicado este dinheiro da minha mão ao SENHOR, para meu filho fazer uma imagem de escultura e uma de fundição; de sorte que agora to tornarei a dar. 4Porém ele restituiu aquele dinheiro à sua mãe; e sua mãe tomou duzentas moedas de prata, e as deu ao ourives, o qual fez delas uma imagem de escultura e uma de fundição, que ficaram em casa de Mica. 5E teve este homem, Mica, uma casa de deuses; e fez um éfode e terafins, e consagrou um de seus filhos, para que lhe fosse por sacerdote. 6Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos. 7E havia um moço de Belém de Judá, da tribo de Judá, que era levita, e peregrinava ali. 8E este homem partiu da cidade de Belém de Judá para peregrinar onde quer que achasse conveniente. Chegando ele, pois, à montanha de Efraim, até à casa de Mica, seguindo o seu caminho, 9Disse-lhe Mica: Donde vens? E ele lhe disse: Sou levita de Belém de Judá, e vou peregrinar onde quer que achar conveniente. 10Então lhe disse Mica: Fica comigo, e sê-me por pai e sacerdote; e cada ano te darei dez moedas de prata, e vestuário, e o sustento. E o levita entrou. 11E consentiu o levita em ficar com aquele homem; e o moço lhe foi como um de seus filhos. 12E Mica consagrou o levita, e aquele moço lhe foi por sacerdote; e esteve em casa de Mica. 13Então disse Mica: Agora sei que o SENHOR me fará bem; porquanto tenho um levita por sacerdote. Juízes 18 1NAQUELES dias não havia rei em Israel; e nos mesmos dias a tribo dos danitas buscava para si herança para habitar; porquanto até àquele dia entre as tribos de Israel não lhe havia caído por sorte sua herança. 2E enviaram os filhos de Dã, da sua tribo, cinco homens dentre eles, homens valorosos, de Zorá e de Estaol, a espiar e reconhecer a terra, e lhes disseram: Ide, reconhecei a terra. E chegaram à montanha de Efraim, até à casa de Mica, e passaram ali a noite. 3E quando eles estavam junto da casa de Mica, reconheceram a voz do moço, do levita; e dirigindo-se para lá, lhe disseram: Quem te trouxe aqui? Que fazes aqui? E que é que tens aqui? 4E ele lhes disse: Assim e assim me tem feito Mica; pois me tem contratado, e eu lhe sirvo de sacerdote. 5Então lhe disseram: Consulta a Deus, para que possamos saber se prosperará o caminho que seguimos. 6E disselhes o sacerdote: Ide em paz; o caminho que seguis está perante o SENHOR. 7Então foram-se aqueles cinco homens, e chegaram a Laís; e viram que o povo que havia no meio dela estava seguro, conforme ao costume dos sidônios, quieto e confiado; nem havia autoridade alguma do reino que por qualquer coisa envergonhasse a alguém naquela terra; também estavam longe dos sidônios, e não tinham relação com ninguém. 8Então voltaram a seus irmãos, a Zorá e a Estaol, os quais lhes disseram: Que dizeis vós? 9E eles disseram: Levantai-vos, e subamos contra eles; porque examinamos a terra, e eis que é muitíssimo boa. E vós estareis aqui tranqüilos? Não sejais preguiçosos em irdes para entrar a possuir esta terra. 10Quando lá chegardes, vereis um povo confiado, e a terra é larga de extensão; porque Deus vo-la entregou nas mãos; lugar em que não há falta de coisa alguma que há na terra. 11Então partiram dali, da tribo dos danitas, de Zorá e de Estaol, seiscentos homens munidos de armas de guerra. 12E subiram, e acamparam-se em Quiriate-Jearim, em Judá; então chamaram a este lugar Maané-Dã, até ao dia de hoje; eis que está por detrás de QuiriateJearim. 13E dali passaram à montanha de Efraim; e chegaram até a casa de Mica. 14Então responderam os cinco homens, que foram espiar a terra de Laís, e disseram a seus irmãos: Sabeis vós também que naquelas casas há um éfode, e terafins, e uma imagem de escultura e uma de fundição? Vede, pois, agora o que haveis de fazer. 15Então se dirigiram para lá, e chegaram à casa do moço, o levita, em casa de Mica, e o saudaram. 16E os seiscentos homens, que eram dos filhos de Dã, munidos com suas armas de guerra, ficaram à entrada da porta. 17Porém subindo os cinco homens, que foram espiar a terra, entraram ali, e tomaram a imagem de escultura, o éfode, e os terafins, e a imagem de fundição, ficando o sacerdote em pé à entrada da porta, com os seiscentos homens que estavam munidos com as armas de guerra. 18Entrando eles, pois, em casa de Mica, e tomando a imagem de escultura, e o éfode, e os terafins, e a imagem de fundição, disselhes o sacerdote: Que estais fazendo? 19E eles lhe disseram: Cala-te, põe a mão na boca, e vem conosco, e sê-nos por pai e sacerdote. É melhor ser sacerdote da casa de um só homem, do que ser sacerdote de uma tribo e de uma família em Israel? 20Então alegrou-se o coração do sacerdote, e tomou o éfode, e os terafins, e a imagem de escultura; e entrou no meio do povo. 21Assim viraram, e partiram; e os meninos, e o gado, e a bagagem puseram diante de si. 22E, estando já longe da casa de Mica, os homens que estavam nas casas junto à casa de Mica, reuniram-se, e alcançaram os filhos de Dã. 23E clamaram após os filhos de Dã, os quais viraram os seus rostos, e disseram a Mica: Que tens, que tanta gente convocaste? 24Então ele disse: Os meus deuses, que eu fiz, me tomastes, juntamente com o sacerdote, e partistes; que mais me resta agora? Como, pois, me dizeis: Que é que tens? 25Porém os filhos de Dã lhe disseram: Não nos faças ouvir a tua voz, para que porventura homens de ânimo mau não se lancem sobre vós, e tu percas a tua vida, e a vida dos da tua casa. 26Assim seguiram o seu caminho os filhos de Dã; e Mica, vendo que eram mais fortes do que ele, virou-se, e voltou à sua casa. 27Eles, pois, tomaram o que Mica tinha feito, e o sacerdote que tivera, e chegaram a Laís, a um povo quieto e confiado, e os feriram ao fio da espada, e queimaram a cidade a fogo. 28E ninguém houve que os livrasse, porquanto estavam longe de Sidom, e não tinham relações com ninguém, e a cidade estava no vale que está junto de BeteReobe; depois reedificaram a cidade e habitaram nela. 29E chamaram-lhe Dã, conforme ao nome de Dã, seu pai, que nascera a Israel; era, porém, antes o nome desta cidade Laís. 30E os filhos de Dã levantaram para si aquela imagem de escultura; e Jônatas, filho de Gérson, o filho de Manassés, ele e seus filhos foram sacerdotes da tribo dos danitas, até ao dia do cativeiro da terra. 31Assim, pois, estabeleceram para si a imagem de escultura, que fizera Mica, por todos os dias em que a casa de Deus esteve em Siló. Juízes 19 1ACONTECEU também naqueles dias, em que não havia rei em Israel, que houve um homem levita, que, peregrinando aos lados da montanha de Efraim, tomou para si uma concubina, de Belém de Judá. 2Porém a sua concubina adulterou contra ele, e deixando-o, foi para a casa de seu pai, em Belém de Judá, e esteve ali alguns dias, a saber, quatro meses. 3E seu marido se levantou, e foi atrás dela, para lhe falar conforme ao seu coração, e para tornar a trazê-la; e o seu moço e um par de jumentos iam com ele; e ela o levou à casa de seu pai, e, vendo-o o pai da moça, alegrou-se ao encontrar-se com ele. 4E seu sogro, o pai da moça, o deteve, e ficou com ele três dias; e comeram e beberam, e passaram ali a noite. 5E sucedeu que ao quarto dia pela manhã, de madrugada, ele levantou-se para partir; então o pai da moça disse a seu genro: Fortalece o teu coração com um bocado de pão, e depois partireis. 6Assentaram-se, pois, e comeram ambos juntos, e beberam; e disse o pai da moça ao homem: Peço-te que ainda esta noite queiras passá-la aqui, e alegre-se o teu coração. 7Porém o homem levantou-se para partir; mas seu sogro o constrangeu a tornar a passar ali a noite. 8E, madrugando ao quinto dia pela manhã para partir, disse o pai da moça: Ora, conforta o teu coração. E detiveram-se até já declinar o dia; e ambos juntos comeram. 9Então o homem levantou-se para partir, ele, e a sua concubina, e o seu moço; e disse-lhe seu sogro, o pai da moça: Eis que já o dia declina e a tarde já vem chegando; peço-te que aqui passes a noite; eis que o dia já vai acabando, passa aqui a noite, e que o teu coração se alegre; e amanhã de madrugada levanta-te a caminhar, e irás para a tua tenda. 10Porém o homem não quis ali passar a noite, mas levantou-se, e partiu, e chegou até defronte de Jebus (que é Jerusalém), e com ele o par de jumentos albardados, como também a sua concubina. 11Estando, pois, já perto de Jebus, e tendo-se já declinado muito o dia, disse o moço a seu senhor: Vamos agora, e retiremo-nos a esta cidade dos jebuseus, e passemos ali a noite. 12Porém disse-lhe seu senhor: Não nos retiraremos a nenhuma cidade estranha, que não seja dos filhos de Israel; mas iremos até Gibeá. 13Disse mais a seu moço: Vamos, e cheguemos a um daqueles lugares, e passemos a noite em Gibeá ou em Ramá. 14Passaram, pois, adiante, e caminharam, e o sol se lhes pôs junto a Gibeá, que é cidade de Benjamim. 15E retiraram-se para lá, para passarem a noite em Gibeá; e, entrando ele, assentou-se na praça da cidade, porque não houve quem os recolhesse em casa para ali passarem a noite. 16E eis que um velho homem vinha à tarde do seu trabalho do campo; e era este homem da montanha de Efraim, mas peregrinava em Gibeá; eram porém os homens deste lugar filhos de Benjamim. 17Levantando ele, pois, os olhos, viu a este viajante na praça da cidade, e disse o ancião: Para onde vais, e donde vens? 18E ele lhe disse: Viajamos de Belém de Judá até aos lados da montanha de Efraim, de onde sou; porquanto fui a Belém de Judá, porém agora vou à casa do SENHOR; e ninguém há que me recolha em casa, 19Todavia temos palha e pasto para os nossos jumentos, e também pão e vinho há para mim, e para a tua serva, e para o moço que vem com os teus servos; de coisa nenhuma há falta. 20Então disse o ancião: Paz seja contigo; tudo quanto te faltar fique ao meu cargo; tão-somente não passes a noite na praça. 21E levou-o à sua casa, e deu pasto aos jumentos; e, lavando-se os pés, comeram e beberam. 22Estando eles alegrando o seu coração, eis que os homens daquela cidade (homens que eram filhos de Belial) cercaram a casa, batendo à porta; e falaram ao ancião, senhor da casa, dizendo: Tira para fora o homem que entrou em tua casa, para que o conheçamos. 23E o homem, dono da casa, saiu a eles e disselhes: Não, irmãos meus, ora não façais semelhante mal; já que este homem entrou em minha casa, não façais tal loucura. 24Eis que a minha filha virgem e a concubina dele vo-las tirarei fora; humilhai-as a elas, e fazei delas o que parecer bem aos vossos olhos; porém a este homem não façais essa loucura. 25Porém aqueles homens não o quiseram ouvir; então aquele homem pegou da sua concubina, e lha tirou para fora; e eles a conheceram e abusaram dela toda a noite até pela manhã, e, subindo a alva, a deixaram. 26E ao romper da manhã veio a mulher, e caiu à porta da casa daquele homem, onde estava seu senhor, e ficou ali até que se fez claro. 27E, levantando-se seu senhor pela manhã, e abrindo as portas da casa, e saindo a seguir o seu caminho, eis que a mulher, sua concubina, jazia à porta da casa, com as mãos sobre o limiar. 28E ele lhe disse: Levanta-te, e vamo-nos, porém ela não respondeu; então, levantando-se o homem a pôs sobre o jumento, e foi para o seu lugar. 29Chegando, pois, à sua casa, tomou um cutelo, e pegou na sua concubina, e a despedaçou com os seus ossos em doze partes; e enviou-as por todos os termos de Israel. 30E sucedeu que cada um que via aquilo dizia: Nunca tal se fez, nem se viu desde o dia em que os filhos de Israel subiram da terra do Egito, até ao dia de hoje; ponderai isto, considerai, e falai. Juízes 20 1ENTÃO todos os filhos de Israel saíram, e a congregação se ajuntou, perante o SENHOR em Mizpá, como se fora um só homem, desde Dã até Berseba, como também a terra de Gileade. 2E os principais de todo o povo, de todas as tribos de Israel, se apresentaram na congregação do povo de Deus; quatrocentos mil homens de pé que tiravam a espada 3 (Ouviram, pois, os filhos de Benjamim que os filhos de Israel haviam subido a Mizpá). E disseram os filhos de Israel: Falai, como sucedeu esta maldade? 4Então respondeu o homem levita, marido da mulher que fora morta, e disse: Cheguei com a minha concubina a Gibeá, cidade de Benjamim, para passar a noite. 5E os cidadãos de Gibeá se levantaram contra mim, e cercaram a casa de noite; intentaram matar-me, e violaram a minha concubina, de maneira que morreu. 6Então peguei na minha concubina, e fi-la em pedaços, e a enviei por toda a terra da herança de Israel; porquanto fizeram tal malefício e loucura em Israel. 7Eis que todos sois filhos de Israel; dai aqui a vossa palavra e conselho. 8Então todo o povo se levantou como um só homem, dizendo: Nenhum de nós irá à sua tenda nem nenhum de nós voltará à sua casa. 9Porém isto é o que faremos a Gibeá: procederemos contra ela por sorte. 10E de todas as tribos de Israel, tomaremos dez homens de cada cem, e cem de cada mil, e mil de cada dez mil, para providenciarem mantimento para o povo; para que, vindo ele a Gibeá de Benjamim, lhe façam conforme a toda a loucura que tem feito em Israel. 11Assim ajuntaram-se contra esta cidade todos os homens de Israel, unidos como um só homem. 12E as tribos de Israel enviaram homens por toda a tribo de Benjamim, dizendo: Que maldade é esta que se fez entre vós? 13Dai-nos, pois, agora aqueles homens, filhos de Belial, que estão em Gibeá, para que os matemos, e tiremos de Israel o mal. Porém os filhos de Benjamim não quiseram ouvir a voz de seus irmãos, os filhos de Israel. 14Antes os filhos de Benjamim se ajuntaram das cidades em Gibeá, para saírem a pelejar contra os filhos de Israel. 15E contaram-se naquele dia os filhos de Benjamim, das cidades, vinte e seis mil homens que tiravam a espada, afora os moradores de Gibeá, de que se contaram setecentos homens escolhidos. 16Entre todo este povo havia setecentos homens escolhidos, canhotos, os quais atiravam com a funda uma pedra em um cabelo, e não erravam. 17E contaram-se dos homens de Israel, afora os de Benjamim, quatrocentos mil homens que tiravam da espada, e todos eles homens de guerra. 18E levantaram-se os filhos de Israel, e subiram a Betel; e consultaram a Deus, dizendo: Quem dentre nós subirá primeiro a pelejar contra Benjamim? E disse o SENHOR: Judá subirá primeiro. 19Levantaram-se, pois, os filhos de Israel pela manhã, e acamparam-se contra Gibeá. 20E os homens de Israel saíram à peleja contra Benjamim; e os homens de Israel ordenaram a batalha contra eles, ao pé de Gibeá. 21Então os filhos de Benjamim saíram de Gibeá, e derrubaram por terra, naquele dia, vinte e dois mil homens de Israel. 22Porém esforçou-se o povo, isto é, os homens de Israel, e tornaram a ordenar a peleja no lugar onde no primeiro dia a tinham ordenado. 23E subiram os filhos de Israel, e choraram perante o SENHOR até à tarde, e perguntaram ao SENHOR, dizendo: Tornar-me-ei a chegar à peleja contra os filhos de Benjamim, meu irmão? E disse o SENHOR: Subi contra ele. 24Chegaram-se, pois, os filhos de Israel aos filhos de Benjamim, no dia seguinte. 25Também os de Benjamim no dia seguinte lhes saíram ao encontro fora de Gibeá, e derrubaram ainda por terra mais dezoito mil homens, todos dos que tiravam a espada. 26Então todos os filhos de Israel, e todo o povo, subiram, e vieram a Betel e choraram, e estiveram ali perante o SENHOR, e jejuaram aquele dia até à tarde; e ofereceram holocaustos e ofertas pacíficas perante o SENHOR. 27E os filhos de Israel perguntaram ao SENHOR (porquanto a arca da aliança de Deus estava ali naqueles dias; 28E Finéias, filho de Eleazar, filho de Arão, estava perante ele naqueles dias), dizendo: Tornarei ainda a pelejar contra os filhos de Benjamim, meu irmão, ou pararei? E disse o SENHOR: Subi, que amanhã eu to entregarei na mão. 29Então Israel pôs emboscadas em redor de Gibeá. 30E subiram os filhos de Israel ao terceiro dia contra os filhos de Benjamim, e ordenaram a peleja junto a Gibeá, como das outras vezes. 31Então os filhos de Benjamim saíram ao encontro do povo, e desviaram-se da cidade; e começaram a ferir alguns do povo, atravessando-os, como das outras vezes, pelos caminhos (um dos quais sobe para Betel, e o outro para Gibeá pelo campo), uns trinta dos homens de Israel. 32Então os filhos de Benjamim disseram: Estão derrotados diante de nós como dantes. Porém os filhos de Israel disseram: Fujamos, e desviemo-los da cidade para os caminhos. 33Então todos os homens de Israel se levantaram do seu lugar, e ordenaram a peleja em Baal-Tamar; e a emboscada de Israel saiu do seu lugar, da caverna de Gibeá. 34E dez mil homens escolhidos de todo o Israel vieram contra Gibeá, e a peleja se agravou; porém eles não sabiam o mal que lhes tocaria. 35Então feriu o SENHOR a Benjamim diante de Israel; e destruíram os filhos de Israel, naquele dia, vinte e cinco mil e cem homens de Benjamim, todos dos que tiravam a espada. 36E viram os filhos de Benjamim que estavam feridos; porque os homens de Israel deram lugar aos benjamitas, porquanto estavam confiados na emboscada que haviam posto contra Gibeá. 37E a emboscada se apressou, e acometeu a Gibeá; e a emboscada arremeteu contra ela, e feriu ao fio da espada toda a cidade. 38E os homens de Israel tinham um sinal determinado com a emboscada, que era fazer levantar da cidade uma grande nuvem de fumaça. 39Viraram-se, pois, os homens de Israel na peleja; e já Benjamim começava a ferir, dos homens de Israel, quase trinta homens, pois diziam: Já infalivelmente estão derrotados diante de nós, como na peleja passada. 40Então a nuvem de fumaça começou a se levantar da cidade, como uma coluna; e, virando-se Benjamim a olhar para trás de si, eis que a fumaça da cidade subia ao céu. 41E os homens de Israel viraram os rostos, e os homens de Benjamim pasmaram; porque viram que o mal lhes tocaria. 42E viraram as costas diante dos homens de Israel, para o caminho do deserto; porém a peleja os apertou; e os que saíam das cidades os destruíram no meio deles. 43E cercaram aos de Benjamim, e os perseguiram, e à vontade os pisaram, até diante de Gibeá, para o nascente do sol. 44E caíram de Benjamim dezoito mil homens, todos estes sendo homens valentes. 45Então viraram as costas, e fugiram para o deserto, à penha de Rimom; colheram ainda deles pelos caminhos uns cinco mil homens; e de perto os seguiram até Gidom, e feriram deles dois mil homens. 46E, todos os que caíram de Benjamim, naquele dia, foram vinte e cinco mil homens que tiravam a espada, todos eles homens valentes. 47Porém seiscentos homens viraram as costas, e fugiram para o deserto, à penha de Rimom; e ficaram na penha de Rimom quatro meses. 48E os homens de Israel voltaram para os filhos de Benjamim, e os feriram ao fio da espada, desde os homens da cidade até aos animais, até a tudo quanto se achava, como também a todas as cidades, quantas acharam, puseram fogo. Juízes 21 1ORA, tinham jurado os homens de Israel em Mizpá, dizendo: Nenhum de nós dará sua filha por mulher aos benjamitas. 2Veio, pois, o povo a Betel, e ali ficou até à tarde diante de Deus; e todos levantaram a sua voz, e prantearam com grande pranto, 3E disseram: Ah! SENHOR Deus de Israel, por que sucedeu isto, que hoje falte uma tribo em Israel? 4E sucedeu que, no dia seguinte, o povo, pela manhã se levantou, e edificou ali um altar; e ofereceu holocaustos e ofertas pacíficas. 5E disseram os filhos de Israel: Quem de todas as tribos de Israel não subiu à assembléia do SENHOR? Porque se tinha feito um grande juramento acerca dos que não fossem ao SENHOR em Mizpá, dizendo: Morrerá certamente. 6E arrependeram-se os filhos de Israel acerca de Benjamim, seu irmão, e disseram: Cortada é hoje de Israel uma tribo. 7Como havemos de conseguir mulheres para os que restaram deles, pois nós temos jurado pelo SENHOR que nenhuma de nossas filhas lhes daríamos por mulher? 8E disseram: Há algumas das tribos de Israel que não subiram ao SENHOR a Mizpá? E eis que ninguém de Jabes-Gileade viera ao arraial, à assembléia. 9Porquanto, quando se contou o povo, eis que nenhum dos moradores de JabesGileade se achou ali. 10Então a assembléia enviou para lá doze mil homens dos mais valentes, e lhes ordenou, dizendo: Ide, e ao fio da espada feri aos moradores de Jabes-Gileade, e às mulheres e aos meninos. 11Porém isto é o que haveis de fazer: A todo o homem e a toda a mulher que se houver deitado com um homem totalmente destruireis. 12E acharam entre os moradores de Jabes-Gileade quatrocentas moças virgens, que não tinham conhecido homem; e as trouxeram ao arraial, a Siló, que está na terra de Canaã. 13Então toda a assembléia enviou, e falou aos filhos de Benjamim, que estavam na penha de Rimom, e lhes proclamou a paz. 14E ao mesmo tempo voltaram os benjamitas; e deram-lhes as mulheres que haviam guardado com vida, das mulheres de Jabes-Gileade; porém estas ainda não lhes bastaram. 15Então o povo se arrependeu por causa de Benjamim; porquanto o SENHOR tinha feito brecha nas tribos de Israel. 16E disseram os anciãos da assembléia: Que faremos acerca de mulheres para os que restaram, pois foram destruídas as mulheres de Benjamim? 17Disseram mais: Tenha Benjamim uma herança nos que restaram, e não seja destruída nenhuma tribo de Israel. 18Porém nós não lhes poderemos dar mulheres de nossas filhas, porque os filhos de Israel juraram, dizendo: Maldito aquele que der mulher aos benjamitas. 19Então disseram: Eis que de ano em ano há solenidade do SENHOR em Siló, que se celebra para o norte de Betel do lado do nascente do sol, pelo caminho alto que sobe de Betel a Siquém, e para o sul de Lebona. 20E mandaram aos filhos de Benjamim, dizendo: Ide, e emboscai-vos nas vinhas. 21E olhai, e eis aí as filhas de Siló a dançar em rodas, saí vós das vinhas, e arrebatai cada um sua mulher das filhas de Siló, e ide-vos à terra de Benjamim. 22E será que, quando seus pais ou seus irmãos vierem a litigar conosco, nós lhes diremos: Por amor de nós, tende compaixão deles, pois nesta guerra não tomamos mulheres para cada um deles; porque não lhas destes vós, para que agora ficásseis culpados. 23E os filhos de Benjamim o fizeram assim, e levaram mulheres conforme ao número deles, das que arrebataram das rodas que dançavam; e foram-se, e voltaram à sua herança, e reedificaram as cidades, e habitaram nelas. 24Também os filhos de Israel partiram dali, cada um para a sua tribo e para a sua família; e saíram dali, cada um para a sua herança. 25Naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos. Rute 1 2 3 4 Rute 1 1E SUCEDEU que, nos dias em que os juízes julgavam, houve uma fome na terra; por isso um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar nos campos de Moabe, ele e sua mulher, e seus dois filhos; 2E era o nome deste homem Elimeleque, e o de sua mulher Noemi, e os de seus dois filhos Malom e Quiliom, efrateus, de Belém de Judá; e chegaram aos campos de Moabe, e ficaram ali. 3E morreu Elimeleque, marido de Noemi; e ficou ela com os seus dois filhos, 4Os quais tomaram para si mulheres moabitas; e era o nome de uma Orfa, e o da outra Rute; e ficaram ali quase dez anos. 5E morreram também ambos, Malom e Quiliom, ficando assim a mulher desamparada dos seus dois filhos e de seu marido. 6Então se levantou ela com as suas noras, e voltou dos campos de Moabe, porquanto na terra de Moabe ouviu que o SENHOR tinha visitado o seu povo, dando-lhe pão. 7Por isso saiu do lugar onde estivera, e as suas noras com ela. E, indo elas caminhando, para voltarem para a terra de Judá, 8Disse Noemi às suas noras: Ide, voltai cada uma à casa de sua mãe; e o SENHOR use convosco de benevolência, como vós usastes com os falecidos e comigo. 9O SENHOR vos dê que acheis descanso cada uma em casa de seu marido. E, beijando-as ela, levantaram a sua voz e choraram. 10E disseram-lhe: Certamente voltaremos contigo ao teu povo. 11Porém Noemi disse: Voltai, minhas filhas. Por que iríeis comigo? Tenho eu ainda no meu ventre mais filhos, para que vos sejam por maridos? 12Voltai, filhas minhas, ide-vos embora, que já mui velha sou para ter marido; ainda quando eu dissesse: Tenho esperança, ou ainda que esta noite tivesse marido e ainda tivesse filhos, 13Esperá-los-íeis até que viessem a ser grandes? Deter-vos-íeis por eles, sem tomardes marido? Não, filhas minhas, que mais amargo me é a mim do que a vós mesmas; porquanto a mão do SENHOR se descarregou contra mim. 14Então levantaram a sua voz, e tornaram a chorar; e Orfa beijou a sua sogra, porém Rute se apegou a ela. 15Por isso disse Noemi: Eis que voltou tua cunhada ao seu povo e aos seus deuses; volta tu também após tua cunhada. 16Disse, porém, Rute: Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus; 17Onde quer que morreres morrerei eu, e ali serei sepultada. Faça-me assim o SENHOR, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti. 18Vendo Noemi, que de todo estava resolvida a ir com ela, deixou de lhe falar. 19Assim, pois, foram-se ambas, até que chegaram a Belém; e sucedeu que, entrando elas em Belém, toda a cidade se comoveu por causa delas, e diziam: Não é esta Noemi? 20Porém ela lhes dizia: Não me chameis Noemi; chamai-me Mara; porque grande amargura me tem dado o Todo-Poderoso. 21Cheia parti, porém vazia o SENHOR me fez tornar; por que pois me chamareis Noemi? O SENHOR testifica contra mim, e o Todo-Poderoso me tem feito mal. 22Assim Noemi voltou, e com ela Rute a moabita, sua nora, que veio dos campos de Moabe; e chegaram a Belém no princípio da colheita das cevadas. Rute 2 1E TINHA Noemi um parente de seu marido, homem valente e poderoso, da família de Elimeleque; e era o seu nome Boaz. 2E Rute, a moabita, disse a Noemi: Deixa-me ir ao campo, e apanharei espigas atrás daquele em cujos olhos eu achar graça. E ela disse: Vai, minha filha. 3Foi, pois, e chegou, e apanhava espigas no campo após os segadores; e caiu-lhe em sorte uma parte do campo de Boaz, que era da família de Elimeleque. 4E eis que Boaz veio de Belém, e disse aos segadores: O SENHOR seja convosco. E disseram-lhe eles: O SENHOR te abençoe. 5Depois disse Boaz a seu moço, que estava posto sobre os segadores: De quem é esta moça? 6E respondeu o moço, que estava posto sobre os segadores, e disse: Esta é a moça moabita que voltou com Noemi dos campos de Moabe. 7Disse-me ela: Deixa-me colher espigas, e ajuntá-las entre as gavelas após os segadores. Assim ela veio, e desde pela manhã está aqui até agora, a não ser um pouco que esteve sentada em casa. 8Então disse Boaz a Rute: Ouve, filha minha; não vás colher em outro campo, nem tampouco passes daqui; porém aqui ficarás com as minhas moças. 9Os teus olhos estarão atentos no campo que segarem, e irás após elas; não dei ordem aos moços, que não te molestem? Tendo tu sede, vai aos vasos, e bebe do que os moços tirarem. 10Então ela caiu sobre o seu rosto, e se inclinou à terra; e disse-lhe: Por que achei graça em teus olhos, para que faças caso de mim, sendo eu uma estrangeira? 11E respondeu Boaz, e disse-lhe: Bem se me contou quanto fizeste à tua sogra, depois da morte de teu marido; e deixaste a teu pai e a tua mãe, e a terra onde nasceste, e vieste para um povo que antes não conheceste. 12O SENHOR retribua o teu feito; e te seja concedido pleno galardão da parte do SENHOR Deus de Israel, sob cujas asas te vieste abrigar. 13E disse ela: Ache eu graça em teus olhos, senhor meu, pois me consolaste, e falaste ao coração da tua serva, não sendo eu ainda como uma das tuas criadas. 14E, sendo já hora de comer, disse-lhe Boaz: Achega-te aqui, e come do pão, e molha o teu bocado no vinagre. E ela se assentou ao lado dos segadores, e ele lhe deu do trigo tostado, e comeu, e se fartou, e ainda lhe sobejou. 15E, levantando-se ela a colher, Boaz deu ordem aos seus moços, dizendo: Até entre as gavelas deixai-a colher, e não a censureis. 16E deixai cair alguns punhados, e deixai-os ficar, para que os colha, e não a repreendais. 17E esteve ela apanhando naquele campo até à tarde; e debulhou o que apanhou, e foi quase um efa de cevada. 18E tomou-o, e veio à cidade; e viu sua sogra o que tinha apanhado; também tirou, e deu-lhe o que sobejara depois de fartar-se. 19Então disse-lhe sua sogra: Onde colheste hoje, e onde trabalhaste? Bendito seja aquele que te reconheceu. E relatou à sua sogra com quem tinha trabalhado, e disse: O nome do homem com quem hoje trabalhei é Boaz. 20Então Noemi disse à sua nora: Bendito seja ele do SENHOR, que ainda não tem deixado a sua beneficência nem para com os vivos nem para com os mortos. Disse-lhe mais Noemi: Este homem é nosso parente chegado, e um dentre os nossos remidores. 21E disse Rute, a moabita: Também ainda me disse: Com os moços que tenho te ajuntarás, até que acabem toda a sega que tenho. 22E disse Noemi a sua nora: Melhor é, filha minha, que saias com as suas moças, para que noutro campo não te encontrem. 23Assim, ajuntou-se com as moças de Boaz, para colher até que a sega das cevadas e dos trigos se acabou; e ficou com a sua sogra. Rute 3 1E DISSE-LHE Noemi, sua sogra: Minha filha, não hei de buscar descanso, para que fiques bem? 2Ora, pois, não é Boaz, com cujas moças estiveste, de nossa parentela? Eis que esta noite padejará a cevada na eira. 3Lava-te, pois, e unge-te, e veste os teus vestidos, e desce à eira; porém não te dês a conhecer ao homem, até que tenha acabado de comer e beber. 4E há de ser que, quando ele se deitar, notarás o lugar em que se deitar; então entrarás, e descobrir-lhe-ás os pés, e te deitarás, e ele te fará saber o que deves fazer. 5E ela lhe disse: Tudo quanto me disseres, farei. 6Então foi para a eira, e fez conforme a tudo quanto sua sogra lhe tinha ordenado. 7Havendo, pois, Boaz comido e bebido, e estando já o seu coração alegre, veio deitar-se ao pé de um monte de grãos; então veio ela de mansinho, e lhe descobriu os pés, e se deitou. 8E sucedeu que, pela meia-noite, o homem estremeceu, e se voltou; e eis que uma mulher jazia a seus pés. 9E disse ele: Quem és tu? E ela disse: Sou Rute, tua serva; estende pois tua capa sobre a tua serva, porque tu és o remidor. 10E disse ele: Bendita sejas tu do SENHOR, minha filha; melhor fizeste esta tua última benevolência do que a primeira, pois após nenhum dos jovens foste, quer pobre quer rico. 11Agora, pois, minha filha, não temas; tudo quanto disseste te farei, pois toda a cidade do meu povo sabe que és mulher virtuosa. 12Porém agora é verdade que eu sou remidor, mas ainda outro remidor há mais chegado do que eu. 13Fica-te aqui esta noite, e será que, pela manhã, se ele te redimir, bem está, que te redima; porém, se não quiser te redimir, vive o SENHOR, que eu te redimirei. Deita-te aqui até amanhã. 14Ficou-se, pois, deitada a seus pés até pela manhã, e levantou-se antes que pudesse um conhecer o outro, porquanto ele disse: Não se saiba que alguma mulher veio à eira. 15Disse mais: Dá-me a capa que tens sobre ti, e segura-a. E ela a segurou; e ele mediu seis medidas de cevada, e lhas pôs em cima; então foi para a cidade. 16E foi à sua sogra, que lhe disse: Como foi, minha filha? E ela lhe contou tudo quanto aquele homem lhe fizera. 17Disse mais: Estas seis medidas de cevada me deu, porque me disse: Não vás vazia à tua sogra. 18Então disse ela: Espera, minha filha, até que saibas como irá o caso, porque aquele homem não descansará até que conclua hoje este negócio. Rute 4 1E BOAZ subiu à porta, e assentou-se ali; e eis que o remidor de que Boaz tinha falado ia passando, e disse-lhe: Ó fulano, vem cá, assenta-te aqui. E desviou-se para ali, e assentou-se. 2Então tomou dez homens dos anciãos da cidade, e disse: Assentai-vos aqui. E assentaram-se. 3Então disse ao remidor: Aquela parte da terra que foi de Elimeleque, nosso irmão, Noemi, que tornou da terra dos moabitas, está vendendo. 4E eu resolvi informar-te disso e dizer-te: Compra-a diante dos habitantes, e diante dos anciãos do meu povo; se a hás de redimir, redime-a, e se não a houveres de redimir, declara-mo, para que o saiba, pois outro não há senão tu que a redima, e eu depois de ti. Então disse ele: Eu a redimirei. 5Disse porém Boaz: No dia em que comprares a terra da mão de Noemi, também a comprarás da mão de Rute, a moabita, mulher do falecido, para suscitar o nome do falecido sobre a sua herança. 6Então disse o remidor: Para mim não a poderei redimir, para que não prejudique a minha herança; toma para ti o meu direito de remissão, porque eu não a poderei redimir. 7Havia, pois, já de muito tempo este costume em Israel, quanto a remissão e permuta, para confirmar todo o negócio; o homem descalçava o sapato e o dava ao seu próximo; e isto era por testemunho em Israel. 8Disse, pois, o remidor a Boaz: Toma-a para ti. E descalçou o sapato. 9Então Boaz disse aos anciãos e a todo o povo: Sois hoje testemunhas de que tomei tudo quanto foi de Elimeleque, e de Quiliom, e de Malom, da mão de Noemi, 10E de que também tomo por mulher a Rute, a moabita, que foi mulher de Malom, para suscitar o nome do falecido sobre a sua herança, para que o nome do falecido não seja desarraigado dentre seus irmãos e da porta do seu lugar; disto sois hoje testemunhas. 11E todo o povo que estava na porta, e os anciãos, disseram: Somos testemunhas; o SENHOR faça a esta mulher, que entra na tua casa, como a Raquel e como a Lia, que ambas edificaram a casa de Israel; e porta-te valorosamente em Efrata, e faze-te nome afamado em Belém. 12E seja a tua casa como a casa de Perez (que Tamar deu à luz a Judá), pela descendência que o SENHOR te der desta moça. 13Assim tomou Boaz a Rute, e ela lhe foi por mulher; e ele a possuiu, e o SENHOR lhe fez conceber, e deu à luz um filho. 14Então as mulheres disseram a Noemi: Bendito seja o SENHOR, que não deixou hoje de te dar remidor, e seja o seu nome afamado em Israel. 15Ele te será por restaurador da alma, e nutrirá a tua velhice, pois tua nora, que te ama, o deu à luz, e ela te é melhor do que sete filhos. 16E Noemi tomou o filho, e o pôs no seu colo, e foi sua ama. 17E as vizinhas lhe deram um nome, dizendo: A Noemi nasceu um filho. E deram-lhe o nome de Obede. Este é o pai de Jessé, pai de Davi. 18Estas são, pois, as gerações de Perez: Perez gerou a Hezrom, 19E Hezrom gerou a Rão, e Rão gerou a Aminadabe, 20E Aminadabe gerou a Naassom, e Naassom gerou a Salmom, 21E Salmom gerou a Boaz, e Boaz gerou a Obede, 22E Obede gerou a Jessé, e Jessé gerou a Davi. 1 Samuel 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 1 Samuel 1 1HOUVE um homem de Ramataim-Zofim, da montanha de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efrateu. 2E este tinha duas mulheres: o nome de uma era Ana, e o da outra Penina. E Penina tinha filhos, porém Ana não os tinha. 3Subia, pois, este homem, da sua cidade, de ano em ano, a adorar e a sacrificar ao SENHOR dos Exércitos em Siló; e estavam ali os sacerdotes do SENHOR, Hofni e Finéias, os dois filhos de Eli. 4E sucedeu que no dia em que Elcana sacrificava, dava ele porções a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos, e a todas as suas filhas. 5Porém a Ana dava uma parte excelente; porque amava a Ana, embora o SENHOR lhe tivesse cerrado a madre. 6E a sua rival excessivamente a provocava, para a irritar; porque o SENHOR lhe tinha cerrado a madre. 7E assim fazia ele de ano em ano. Sempre que Ana subia à casa do SENHOR, a outra a irritava; por isso chorava, e não comia. 8Então Elcana, seu marido, lhe disse: Ana, por que choras? E por que não comes? E por que está mal o teu coração? Não te sou eu melhor do que dez filhos? 9Então Ana se levantou, depois que comeram e beberam em Siló; e Eli, sacerdote, estava assentado numa cadeira, junto a um pilar do templo do SENHOR. 10Ela, pois, com amargura de alma, orou ao SENHOR, e chorou abundantemente. 11E fez um voto, dizendo: SENHOR dos Exércitos! Se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, mas à tua serva deres um filho homem, ao SENHOR o darei todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha. 12E sucedeu que, perseverando ela em orar perante o SENHOR, Eli observou a sua boca. 13Porquanto Ana no seu coração falava; só se moviam os seus lábios, porém não se ouvia a sua voz; pelo que Eli a teve por embriagada. 14E disse-lhe Eli: Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti o teu vinho. 15Porém Ana respondeu: Não, senhor meu, eu sou uma mulher atribulada de espírito; nem vinho nem bebida forte tenho bebido; porém tenho derramado a minha alma perante o SENHOR. 16Não tenhas, pois, a tua serva por filha de Belial; porque da multidão dos meus cuidados e do meu desgosto tenho falado até agora. 17Então respondeu Eli: Vai em paz; e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste. 18E disse ela: Ache a tua serva graça aos teus olhos. Assim a mulher foi o seu caminho, e comeu, e o seu semblante já não era triste. 19E levantaram-se de madrugada, e adoraram perante o SENHOR, e voltaram, e chegaram à sua casa, em Ramá, e Elcana conheceu a Ana sua mulher, e o SENHOR se lembrou dela. 20E sucedeu que, passado algum tempo, Ana concebeu, e deu à luz um filho, ao qual chamou Samuel; porque, dizia ela, o tenho pedido ao SENHOR. 21E subiu aquele homem Elcana com toda a sua casa, a oferecer ao SENHOR o sacrifício anual e a cumprir o seu voto. 22Porém Ana não subiu; mas disse a seu marido: Quando o menino for desmamado, então o levarei, para que apareça perante o SENHOR, e lá fique para sempre. 23E Elcana, seu marido, lhe disse: Faze o que bem te parecer aos teus olhos; fica até que o desmames; então somente confirme o SENHOR a sua palavra. Assim ficou a mulher, e deu leite a seu filho, até que o desmamou. 24E, havendo-o desmamado, tomou-o consigo, com três bezerros, e um efa de farinha, e um odre de vinho, e levou-o à casa do SENHOR, em Siló, e era o menino ainda muito criança. 25E degolaram um bezerro, e trouxeram o menino a Eli. 26E disse ela: Ah, meu senhor, viva a tua alma, meu SENHOR; eu sou aquela mulher que aqui esteve contigo, para orar ao SENHOR. 27Por este menino orava eu; e o SENHOR atendeu à minha petição, que eu lhe tinha feito. 28Por isso também ao SENHOR eu o entreguei, por todos os dias que viver, pois ao SENHOR foi pedido. E adorou ali ao SENHOR. 1 Samuel 2 1ENTÃO orou Ana, e disse: O meu coração exulta ao SENHOR, o meu poder está exaltado no SENHOR; a minha boca se dilatou sobre os meus inimigos, porquanto me alegro na tua salvação. 2Não há santo como o SENHOR; porque não há outro fora de ti; e rocha nenhuma há como o nosso Deus. 3Não multipliqueis palavras de altivez, nem saiam coisas arrogantes da vossa boca; porque o SENHOR é o Deus de conhecimento, e por ele são as obras pesadas na balança. 4O arco dos fortes foi quebrado, e os que tropeçavam foram cingidos de força. 5Os fartos se alugaram por pão, e cessaram os famintos; até a estéril deu à luz sete filhos, e a que tinha muitos filhos enfraqueceu. 6O SENHOR é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela. 7O SENHOR empobrece e enriquece; abaixa e também exalta. 8Levanta o pobre do pó, e desde o monturo exalta o necessitado, para o fazer assentar entre os príncipes, para o fazer herdar o trono de glória; porque do SENHOR são os alicerces da terra, e assentou sobre eles o mundo. 9Os pés dos seus santos guardará, porém os ímpios ficarão mudos nas trevas; porque o homem não prevalecerá pela força. 10Os que contendem com o SENHOR serão quebrantados, desde os céus trovejará sobre eles; o SENHOR julgará as extremidades da terra; e dará força ao seu rei, e exaltará o poder do seu ungido. 11Então Elcana foi a Ramá, à sua casa; porém o menino ficou servindo ao SENHOR, perante o sacerdote Eli. 12Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial; não conheciam ao SENHOR. 13Porquanto o costume daqueles sacerdotes com o povo era que, oferecendo alguém algum sacrifício, estando-se cozendo a carne, vinha o moço do sacerdote, com um garfo de três dentes em sua mão; 14E enfiava-o na caldeira, ou na panela, ou no caldeirão, ou na marmita; e tudo quanto o garfo tirava, o sacerdote tomava para si; assim faziam a todo o Israel que ia ali a Siló. 15Também antes de queimarem a gordura vinha o moço do sacerdote, e dizia ao homem que sacrificava: Dá essa carne para assar ao sacerdote; porque não receberá de ti carne cozida, mas crua. 16E, dizendo-lhe o homem: Queime-se primeiro a gordura de hoje, e depois toma para ti quanto desejar a tua alma, então ele lhe dizia: Não, agora a hás de dar, e, se não, por força a tomarei. 17Era, pois, muito grande o pecado destes moços perante o SENHOR, porquanto os homens desprezavam a oferta do SENHOR. 18Porém Samuel ministrava perante o SENHOR, sendo ainda jovem, vestido com um éfode de linho. 19E sua mãe lhe fazia uma túnica pequena, e de ano em ano lha trazia, quando com seu marido subia para oferecer o sacrifício anual. 20E Eli abençoava a Elcana e a sua mulher, e dizia: O SENHOR te dê descendência desta mulher, pela petição que fez ao SENHOR. E voltavam para o seu lugar. 21Visitou, pois, o SENHOR a Ana, que concebeu, e deu à luz três filhos e duas filhas; e o jovem Samuel crescia diante do SENHOR. 22Era, porém, Eli já muito velho, e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo o Israel, e de como se deitavam com as mulheres que em bandos se ajuntavam à porta da tenda da congregação. 23E disselhes: Por que fazeis tais coisas? Pois ouço de todo este povo os vossos malefícios. 24Não, filhos meus, porque não é boa esta fama que ouço; fazeis transgredir o povo do SENHOR. 25Pecando homem contra homem, os juízes o julgarão; pecando, porém, o homem contra o SENHOR, quem rogará por ele? Mas não ouviram a voz de seu pai, porque o SENHOR os queria matar. 26E o jovem Samuel ia crescendo, e fazia-se agradável, assim para com o SENHOR, como também para com os homens. 27E veio um homem de Deus a Eli, e disse-lhe: Assim diz o SENHOR: Não me manifestei, na verdade, à casa de teu pai, estando eles ainda no Egito, na casa de Faraó? 28E eu o escolhi dentre todas as tribos de Israel por sacerdote, para oferecer sobre o meu altar, para acender o incenso, e para trazer o éfode perante mim; e dei à casa de teu pai todas as ofertas queimadas dos filhos de Israel. 29Por que pisastes o meu sacrifício e a minha oferta de alimentos, que ordenei na minha morada, e honras a teus filhos mais do que a mim, para vos engordardes do principal de todas as ofertas do meu povo de Israel? 30Portanto, diz o SENHOR Deus de Israel: Na verdade tinha falado eu que a tua casa e a casa de teu pai andariam diante de mim perpetuamente; porém agora diz o SENHOR: Longe de mim tal coisa, porque aos que me honram honrarei, porém os que me desprezam serão desprezados. 31Eis que vêm dias em que cortarei o teu braço e o braço da casa de teu pai, para que não haja mais ancião algum em tua casa. 32E verás o aperto da morada de Deus, em lugar de todo o bem que houvera de fazer a Israel; nem haverá por todos os dias ancião algum em tua casa. 33O homem, porém, a quem eu não desarraigar do meu altar será para te consumir os olhos e para te entristecer a alma; e toda a multidão da tua casa morrerá quando chegar à idade varonil. 34E isto te será por sinal, a saber: o que acontecerá a teus dois filhos, a Hofni e a Finéias; ambos morrerão no mesmo dia. 35E eu suscitarei para mim um sacerdote fiel, que procederá segundo o meu coração e a minha alma, e eu lhe edificarei uma casa firme, e andará sempre diante do meu ungido. 36E será que todo aquele que restar da tua casa virá a inclinar-se diante dele por uma moeda de prata e por um bocado de pão, e dirá: Rogo-te que me admitas a algum ministério sacerdotal, para que possa comer um pedaço de pão. 1 Samuel 3 1E O JOVEM Samuel servia ao SENHOR perante Eli; e a palavra do SENHOR era de muita valia naqueles dias; não havia visão manifesta. 2E sucedeu, naquele dia, que, estando Eli deitado no seu lugar (e os seus olhos começavam a escurecer, pois não podia ver), 3E estando também Samuel já deitado, antes que a lâmpada de Deus se apagasse no templo do SENHOR, onde estava a arca de Deus, 4O SENHOR chamou a Samuel, e disse ele: Eis-me aqui. 5E correu a Eli, e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei eu, torna a deitar-te. E foi e se deitou. 6E o SENHOR tornou a chamar outra vez a Samuel, e Samuel se levantou, e foi a Eli, e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei eu, filho meu, torna a deitar-te. 7Porém Samuel ainda não conhecia ao SENHOR, e ainda não lhe tinha sido manifestada a palavra do SENHOR. 8O SENHOR, pois, tornou a chamar a Samuel terceira vez, e ele se levantou, e foi a Eli, e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Então entendeu Eli que o SENHOR chamava o jovem. 9Por isso Eli disse a Samuel: Vai deitar-te e há de ser que, se te chamar, dirás: Fala, SENHOR, porque o teu servo ouve. Então Samuel foi e se deitou no seu lugar. 10Então veio o SENHOR, e pôs-se ali, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel. E disse Samuel: Fala, porque o teu servo ouve. 11E disse o SENHOR a Samuel: Eis que vou fazer uma coisa em Israel, a qual todo o que ouvir lhe tinirão ambos os ouvidos. 12Naquele mesmo dia suscitarei contra Eli tudo quanto tenho falado contra a sua casa, começarei e acabarei. 13Porque eu já lhe fiz saber que julgarei a sua casa para sempre, pela iniqüidade que ele bem conhecia, porque, fazendo-se os seus filhos execráveis, não os repreendeu. 14Portanto, jurei à casa de Eli que nunca jamais será expiada a sua iniqüidade, nem com sacrifício, nem com oferta de alimentos. 15E Samuel ficou deitado até pela manhã, e então abriu as portas da casa do SENHOR; porém temia Samuel relatar esta visão a Eli. 16Então chamou Eli a Samuel, e disse: Samuel, meu filho. E disse ele: Eis-me aqui. 17E ele disse: Qual é a palavra que te falou? Peço-te que não ma encubras; assim Deus te faça, e outro tanto, se me encobrires alguma palavra de todas as que te falou. 18Então Samuel lhe contou todas aquelas palavras, e nada lhe encobriu. E disse ele: Ele é o SENHOR; faça o que bem parecer aos seus olhos. 19E crescia Samuel, e o SENHOR era com ele, e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra. 20E todo o Israel, desde Dã até Berseba, conheceu que Samuel estava confirmado por profeta do SENHOR. 21E continuou o SENHOR a aparecer em Siló; porquanto o SENHOR se manifestava a Samuel em Siló pela palavra do SENHOR. 1 Samuel 4 1E VEIO a palavra de Samuel a todo o Israel; e Israel saiu à peleja contra os filisteus e acampou-se junto a Ebenézer; e os filisteus se acamparam junto a Afeque. 2E os filisteus se dispuseram em ordem de batalha, para sair contra Israel; e, estendendo-se a peleja, Israel foi ferido diante dos filisteus, porque feriram na batalha, no campo, uns quatro mil homens. 3E voltando o povo ao arraial, disseram os anciãos de Israel: Por que nos feriu o SENHOR hoje diante dos filisteus? Tragamos de Siló a arca da aliança do SENHOR, e venha no meio de nós, para que nos livre da mão de nossos inimigos. 4Enviou, pois, o povo a Siló, e trouxeram de lá a arca da aliança do SENHOR dos Exércitos, que habita entre os querubins; e os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, estavam ali com a arca da aliança de Deus. 5E sucedeu que, vindo a arca da aliança do SENHOR ao arraial, todo o Israel gritou com grande júbilo, até que a terra estremeceu. 6E os filisteus, ouvindo a voz de júbilo, disseram: Que voz de grande júbilo é esta no arraial dos hebreus? Então souberam que a arca do SENHOR era vinda ao arraial. 7Por isso os filisteus se atemorizaram, porque diziam: Deus veio ao arraial. E diziam mais: Ai de nós! Tal nunca jamais sucedeu antes. 8Ai de nós! Quem nos livrará da mão desses grandiosos deuses? Estes são os deuses que feriram aos egípcios com todas as pragas junto ao deserto. 9Esforçai-vos, e sede homens, ó filisteus, para que porventura não venhais a servir aos hebreus, como eles serviram a vós; sede, pois, homens, e pelejai. 10Então pelejaram os filisteus, e Israel foi ferido, fugindo cada um para a sua tenda; e foi tão grande o estrago, que caíram de Israel trinta mil homens de pé. 11E foi tomada a arca de Deus: e os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, morreram. 12Então correu, da batalha, um homem de Benjamim, e chegou no mesmo dia a Siló; e trazia as vestes rotas, e terra sobre a cabeça. 13E, chegando ele, eis que Eli estava assentado numa cadeira, olhando para o caminho; porquanto o seu coração estava tremendo pela arca de Deus. Entrando, pois, aquele homem a anunciar isto na cidade, toda a cidade gritou. 14E Eli, ouvindo os gritos, disse: Que alvoroço é esse? Então chegou aquele homem apressadamente, e veio, e o anunciou a Eli. 15E era Eli da idade de noventa e oito anos; e estavam os seus olhos tão escurecidos, que já não podia ver. 16E disse aquele homem a Eli: Eu sou o que venho da batalha; porque eu fugi hoje da batalha. E disse ele: Que coisa sucedeu, filho meu? 17Então respondeu o que trazia as notícias, e disse: Israel fugiu de diante dos filisteus, e houve também grande matança entre o povo; e, além disso, também teus dois filhos, Hofni e Finéias, morreram, e a arca de Deus foi tomada. 18E sucedeu que, fazendo ele menção da arca de Deus, Eli caiu da cadeira para trás, ao lado da porta, e quebrou-se-lhe o pescoço e morreu; porquanto o homem era velho e pesado; e tinha ele julgado Israel quarenta anos. 19E, estando sua nora, a mulher de Finéias, grávida, e próxima ao parto, e ouvindo estas notícias, de que a arca de Deus era tomada, e de que seu sogro e seu marido morreram, encurvou-se e deu à luz; porquanto as dores lhe sobrevieram. 20E, ao tempo em que ia morrendo, disseram as mulheres que estavam com ela: Não temas, pois deste à luz um filho. Ela porém não respondeu, nem fez caso disso. 21E chamou ao menino Icabode, dizendo: De Israel se foi a glória! Porque a arca de Deus foi tomada, e por causa de seu sogro e de seu marido. 22E disse: De Israel a glória é levada presa; pois é tomada a arca de Deus. 1 Samuel 5 1OS filisteus, pois, tomaram a arca de Deus e a trouxeram de Ebenézer a Asdode. 2Tomaram os filisteus a arca de Deus, e a colocaram na casa de Dagom, e a puseram junto a Dagom. 3Levantando-se, porém, de madrugada no dia seguinte, os de Asdode, eis que Dagom estava caído com o rosto em terra, diante da arca do SENHOR; e tomaram a Dagom, e tornaram a pô-lo no seu lugar. 4E, levantando-se de madrugada, no dia seguinte, pela manhã, eis que Dagom jazia caído com o rosto em terra diante da arca do SENHOR; e a cabeça de Dagom e ambas as palmas das suas mãos estavam cortadas sobre o limiar; somente o tronco ficou a Dagom. 5Por isso nem os sacerdotes de Dagom, nem nenhum de todos os que entram na casa de Dagom pisam o limiar de Dagom em Asdode, até ao dia de hoje. 6Porém a mão do SENHOR se agravou sobre os de Asdode, e os assolou; e os feriu com hemorróidas, em Asdode e nos seus termos. 7Vendo então os homens de Asdode que assim foi, disseram: Não fique conosco a arca do Deus de Israel; pois a sua mão é dura sobre nós, e sobre Dagom, nosso deus. 8Por isso enviaram mensageiros e congregaram a si todos os príncipes dos filisteus, e disseram: Que faremos nós da arca do Deus de Israel? E responderam: A arca do Deus de Israel será levada até Gate. Assim levaram para lá a arca do Deus de Israel. 9E sucedeu que, assim que a levaram, a mão do SENHOR veio contra aquela cidade, com mui grande vexame; pois feriu aos homens daquela cidade, desde o pequeno até ao grande; e tinham hemorróidas nas partes íntimas. 10Então enviaram a arca de Deus a Ecrom. Sucedeu, porém, que, vindo a arca de Deus a Ecrom, os de Ecrom exclamaram, dizendo: Transportaram para nós a arca do Deus de Israel, para nos matarem, a nós e ao nosso povo. 11E enviaram, e congregaram a todos os príncipes dos filisteus, e disseram: Enviai a arca do Deus de Israel, e torne para o seu lugar, para que não mate nem a nós nem ao nosso povo. Porque havia mortal vexame em toda a cidade, e a mão de Deus muito se agravara ali. 12E os homens que não morriam eram tão atacados com hemorróidas que o clamor da cidade subia até o céu. 1 Samuel 6 1HAVENDO, pois, estado a arca do SENHOR na terra dos filisteus sete meses, 2Os filisteus chamaram os sacerdotes e os adivinhadores, dizendo: Que faremos nós com a arca do SENHOR? Fazei-nos saber como a tornaremos a enviar ao seu lugar. 3Os quais disseram: Se enviardes a arca do Deus de Israel, não a envieis vazia, porém sem falta enviareis uma oferta para a expiação da culpa; então sereis curados, e se vos fará saber porque a sua mão não se retira de vós. 4Então disseram: Qual é a expiação da culpa que lhe havemos de enviar? E disseram: Segundo o número dos príncipes dos filisteus, cinco hemorróidas de ouro e cinco ratos de ouro; porquanto a praga é uma mesma sobre todos vós e sobre todos os vossos príncipes. 5Fazei, pois, umas imagens das vossas hemorróidas e dos vossos ratos, que andam destruindo a terra, e dai glória ao Deus de Israel; porventura aliviará a sua mão de cima de vós, e de cima do vosso deus, e de cima da vossa terra. 6Por que, pois, endureceríeis o vosso coração, como os egípcios e Faraó endureceram os seus corações? Porventura depois de os haver tratado tão mal, os não deixaram ir, e eles não se foram? 7Agora, pois, tomai e fazei-vos um carro novo, e tomai duas vacas com crias, sobre as quais não tenha subido o jugo, e atai as vacas ao carro, e tirai delas os seus bezerros e levai-os para casa. 8Então tomai a arca do SENHOR, e ponde-a sobre o carro, e colocai, num cofre, ao seu lado, as figuras de ouro que lhe haveis de oferecer em expiação da culpa, e assim a enviareis, para que se vá. 9Vede então: Se ela subir pelo caminho do seu termo a Bete-Semes, foi ele quem nos fez este grande mal; e, se não, saberemos que não nos tocou a sua mão, e que isto nos sucedeu por acaso. 10E assim fizeram aqueles homens, e tomaram duas vacas que criavam, e as ataram ao carro; e os seus bezerros encerraram em casa. 11E puseram a arca do SENHOR sobre o carro, como também o cofre com os ratos de ouro e com as imagens das suas hemorróidas. 12Então as vacas se encaminharam diretamente pelo caminho de Bete-Semes, e seguiam um mesmo caminho, andando e berrando, sem se desviarem, nem para a direita nem para a esquerda; e os príncipes dos filisteus foram atrás delas, até ao termo de Bete-Semes. 13E andavam os de Bete-Semes fazendo a sega do trigo no vale, e, levantando os seus olhos, viram a arca, e, vendo-a, se alegraram. 14E o carro veio ao campo de Josué, o bete-semita, e parou ali onde havia uma grande pedra. E fenderam a madeira do carro, e ofereceram as vacas ao SENHOR em holocausto. 15E os levitas desceram a arca do SENHOR, como também o cofre que estava junto a ela, em que estavam os objetos de ouro, e puseram-nos sobre aquela grande pedra; e os homens de Bete-Semes ofereceram holocaustos e sacrifícios ao SENHOR no mesmo dia. 16E, vendo aquilo os cinco príncipes dos filisteus, voltaram para Ecrom no mesmo dia. 17Estas, pois, são as hemorróidas de ouro que enviaram os filisteus ao SENHOR em expiação da culpa: Por Asdode uma, por Gaza outra, por Ascalom outra, por Gate outra, por Ecrom outra. 18Como também os ratos de ouro, segundo o número de todas as cidades dos filisteus, pertencentes aos cinco príncipes, desde as cidades fortificadas até às aldeias, e até Abel. A grande pedra, sobre a qual puseram a arca do SENHOR, ainda está até ao dia de hoje no campo de Josué, o bete-semita. 19E o SENHOR feriu os homens de Bete-Semes, porquanto olharam para dentro da arca do SENHOR; feriu do povo cinqüenta mil e setenta homens; então o povo se entristeceu, porquanto o SENHOR fizera tão grande estrago entre o povo. 20Então disseram os homens de Bete-Semes: Quem poderia subsistir perante este santo SENHOR Deus? E a quem subirá de nós? 21Enviaram, pois, mensageiros aos habitantes de Quiriate-Jearim, dizendo: Os filisteus remeteram a arca do SENHOR; descei, pois, e fazei-a subir para vós. 1 Samuel 7 1ENTÃO vieram os homens de Quiriate-Jearim, e levaram a arca do SENHOR, e a trouxeram à casa de Abinadabe, no outeiro; e consagraram a Eleazar, seu filho, para que guardasse a arca do SENHOR. 2E sucedeu que, desde aquele dia, a arca ficou em Quiriate-Jearim, e tantos dias se passaram que até chegaram vinte anos, e lamentava toda a casa de Israel pelo SENHOR. 3Então falou Samuel a toda a casa de Israel, dizendo: Se com todo o vosso coração vos converterdes ao SENHOR, tirai dentre vós os deuses estranhos e os astarotes, e preparai o vosso coração ao SENHOR, e servi a ele só, e vos livrará da mão dos filisteus. 4Então os filhos de Israel tiraram dentre si aos baalins e aos astarotes, e serviram só ao SENHOR. 5Disse mais Samuel: Congregai a todo o Israel em Mizpá; e orarei por vós ao SENHOR. 6E congregaram-se em Mizpá, e tiraram água, e a derramaram perante o SENHOR, e jejuaram aquele dia, e disseram ali: Pecamos contra o SENHOR. E julgava Samuel os filhos de Israel em Mizpá. 7Ouvindo, pois, os filisteus que os filhos de Israel estavam congregados em Mizpá, subiram os maiorais dos filisteus contra Israel; o que ouvindo os filhos de Israel, temeram por causa dos filisteus. 8Por isso disseram os filhos de Israel a Samuel: Não cesses de clamar ao SENHOR nosso Deus por nós, para que nos livre da mão dos filisteus. 9Então tomou Samuel um cordeiro de mama, e sacrificou-o inteiro em holocausto ao SENHOR; e clamou Samuel ao SENHOR por Israel, e o SENHOR lhe deu ouvidos. 10E sucedeu que, estando Samuel sacrificando o holocausto, os filisteus chegaram à peleja contra Israel; e trovejou o SENHOR aquele dia com grande estrondo sobre os filisteus, e os confundiu de tal modo que foram derrotados diante dos filhos de Israel. 11E os homens de Israel saíram de Mizpá; e perseguiram os filisteus, e os feriram até abaixo de Bete-Car. 12Então tomou Samuel uma pedra, e a pôs entre Mizpá e Sem, e chamou-lhe Ebenézer; e disse: Até aqui nos ajudou o SENHOR. 13Assim os filisteus foram abatidos, e nunca mais vieram aos termos de Israel, porquanto foi a mão do SENHOR contra os filisteus todos os dias de Samuel. 14E as cidades que os filisteus tinham tomado a Israel foram-lhe restituídas, desde Ecrom até Gate, e até os seus termos Israel arrebatou da mão dos filisteus; e houve paz entre Israel e entre os amorreus. 15E Samuel julgou a Israel todos os dias da sua vida. 16E ia de ano em ano, e rodeava a Betel, e a Gilgal, e a Mizpá, e julgava a Israel em todos aqueles lugares. 17Porém voltava a Ramá, porque estava ali a sua casa, e ali julgava a Israel; e edificou ali um altar ao SENHOR. 1 Samuel 8 1E SUCEDEU que, tendo Samuel envelhecido, constituiu a seus filhos por juízes sobre Israel. 2E o nome do seu filho primogênito era Joel, e o nome do seu segundo, Abia; e foram juízes em Berseba. 3Porém seus filhos não andaram pelos caminhos dele, antes se inclinaram à avareza, e aceitaram suborno, e perverteram o direito. 4Então todos os anciãos de Israel se congregaram, e vieram a Samuel, a Ramá, 5E disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações. 6Porém esta palavra pareceu mal aos olhos de Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos julgue. E Samuel orou ao SENHOR. 7E disse o SENHOR a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles. 8Conforme a todas as obras que fizeram desde o dia em que os tirei do Egito até ao dia de hoje, a mim me deixaram, e a outros deuses serviram, assim também fazem a ti. 9Agora, pois, ouve à sua voz, porém protesta-lhes solenemente, e declara-lhes qual será o costume do rei que houver de reinar sobre eles. 10E falou Samuel todas as palavras do SENHOR ao povo, que lhe pedia um rei. 11E disse: Este será o costume do rei que houver de reinar sobre vós; ele tomará os vossos filhos, e os empregará nos seus carros, e como seus cavaleiros, para que corram adiante dos seus carros. 12E os porá por chefes de mil, e de cinqüenta; e para que lavrem a sua lavoura, e façam a sua sega, e fabriquem as suas armas de guerra e os petrechos de seus carros. 13E tomará as vossas filhas para perfumistas, cozinheiras e padeiras. 14E tomará o melhor das vossas terras, e das vossas vinhas, e dos vossos olivais, e os dará aos seus servos. 15E as vossas sementes, e as vossas vinhas dizimará, para dar aos seus oficiais, e aos seus servos. 16Também os vossos servos, e as vossas servas, e os vossos melhores moços, e os vossos jumentos tomará, e os empregará no seu trabalho. 17Dizimará o vosso rebanho, e vós lhe servireis de servos. 18Então naquele dia clamareis por causa do vosso rei, que vós houverdes escolhido; mas o SENHOR não vos ouvirá naquele dia. 19Porém o povo não quis ouvir a voz de Samuel; e disseram: Não, mas haverá sobre nós um rei. 20E nós também seremos como todas as outras nações; e o nosso rei nos julgará, e sairá adiante de nós, e fará as nossas guerras. 21Ouvindo, pois, Samuel todas as palavras do povo, as repetiu aos ouvidos do SENHOR. 22Então o SENHOR disse a Samuel: Dá ouvidos à sua voz, e constitui-lhes rei. Então Samuel disse aos homens de Israel: Volte cada um à sua cidade. 1 Samuel 9 1E HAVIA um homem de Benjamim, cujo nome era Quis, filho de Abiel, filho de Zeror, filho de Becorate, filho de Afia, filho de um homem de Benjamim; homem poderoso. 2Este tinha um filho, cujo nome era Saul, moço, e tão belo que entre os filhos de Israel não havia outro homem mais belo do que ele; desde os ombros para cima sobressaía a todo o povo. 3E perderam-se as jumentas de Quis, pai de Saul; por isso disse Quis a Saul, seu filho: Toma agora contigo um dos moços, e levanta-te e vai procurar as jumentas. 4Passaram, pois, pela montanha de Efraim, e dali passaram à terra de Salisa, porém não as acharam; depois passaram à terra de Saalim, porém tampouco estavam ali; também passaram à terra de Benjamim, porém tampouco as acharam. 5Vindo eles então à terra de Zufe, Saul disse para o seu moço, com quem ele ia: Vem, e voltemos; para que porventura meu pai não deixe de inquietar-se pelas jumentas e se aflija por causa de nós. 6Porém ele lhe disse: Eis que há nesta cidade um homem de Deus, e homem honrado é; tudo quanto diz, sucede assim infalivelmente; vamo-nos agora lá; porventura nos mostrará o caminho que devemos seguir. 7Então Saul disse ao seu moço: Eis, porém, se lá formos, que levaremos então àquele homem? Porque o pão de nossos alforjes se acabou, e presente nenhum temos para levar ao homem de Deus; que temos? 8E o moço tornou a responder a Saul, e disse: Eis que ainda se acha na minha mão um quarto de um siclo de prata, o qual darei ao homem de Deus, para que nos mostre o caminho 9 (Antigamente em Israel, indo alguém consultar a Deus, dizia assim: Vinde, e vamos ao vidente; porque ao profeta de hoje, antigamente se chamava vidente). 10Então disse Saul ao moço: Bem dizes; vem, pois, vamos. E foram-se à cidade onde estava o homem de Deus. 11E, subindo eles à cidade, acharam umas moças que saíam a tirar água; e disseram-lhes: Está aqui o vidente? 12E elas lhes responderam, e disseram: Sim, eis aí o tens diante de ti; apressa-te, pois, porque hoje veio à cidade; porquanto o povo tem hoje sacrifício no alto. 13Entrando vós na cidade, logo o achareis, antes que suba ao alto para comer; porque o povo não comerá, até que ele venha; porque ele é o que abençoa o sacrifício, e depois comem os convidados; subi, pois, agora, que hoje o achareis. 14Subiram, pois, à cidade; e, vindo eles no meio da cidade, eis que Samuel lhes saiu ao encontro, para subir ao alto. 15Porque o SENHOR revelara isto aos ouvidos de Samuel, um dia antes que Saul viesse, dizendo: 16Amanhã a estas horas te enviarei um homem da terra de Benjamim, o qual ungirás por capitão sobre o meu povo de Israel, e ele livrará o meu povo da mão dos filisteus; porque tenho olhado para o meu povo; porque o seu clamor chegou a mim. 17E quando Samuel viu a Saul, o SENHOR lhe respondeu: Eis aqui o homem de quem eu te falei. Este dominará sobre o meu povo. 18E Saul se chegou a Samuel no meio da porta, e disse: Mostra-me, peço-te, onde está a casa do vidente. 19E Samuel respondeu a Saul, e disse: Eu sou o vidente; sobe diante de mim ao alto, e comei hoje comigo; e pela manhã te despedirei, e tudo quanto está no teu coração, to declararei. 20E quanto às jumentas que há três dias se te perderam, não ocupes o teu coração com elas, porque já se acharam. E para quem é todo o desejo de Israel? Porventura não é para ti, e para toda a casa de teu pai? 21Então respondeu Saul, e disse: Porventura não sou eu filho de Benjamim, da menor das tribos de Israel? E a minha família a menor de todas as famílias da tribo de Benjamim? Por que, pois, me falas com semelhantes palavras? 22Porém Samuel tomou a Saul e ao seu moço, e os levou à câmara; e deu-lhes lugar acima de todos os convidados, que eram uns trinta homens. 23Então disse Samuel ao cozinheiro: Dá aqui a porção que te dei, de que te disse: Põe-na à parte contigo. 24Levantou, pois, o cozinheiro a espádua, com o que havia nela, e pô-la diante de Saul; e disse Samuel: Eis que o que foi reservado está diante de ti. Come; porque se guardou para ti para esta ocasião, dizendo eu: Tenho convidado o povo. Assim comeu Saul aquele dia com Samuel. 25Então desceram do alto para a cidade; e falou com Saul sobre o eirado. 26E se levantaram de madrugada; e sucedeu que, quase ao subir da alva, chamou Samuel a Saul ao eirado, dizendo: Levanta-te, e despedir-te-ei. Levantou-se Saul, e saíram ambos para fora, ele e Samuel. 27E, descendo eles para a extremidade da cidade, Samuel disse a Saul: Dize ao moço que passe adiante de nós (e passou); porém tu espera agora, e te farei ouvir a palavra de Deus. 1 Samuel 10 1ENTÃO tomou Samuel um vaso de azeite, e lho derramou sobre a cabeça, e beijou-o, e disse: Porventura não te ungiu o SENHOR por capitão sobre a sua herança? 2Apartando-te hoje de mim, acharás dois homens junto ao sepulcro de Raquel, no termo de Benjamim, em Zelza, os quais te dirão: Acharam-se as jumentas que foste buscar, e eis que já o teu pai deixou o negócio das jumentas, e anda aflito por causa de vós, dizendo: Que farei eu por meu filho? 3E quando dali passares mais adiante, e chegares ao carvalho de Tabor, ali te encontrarão três homens, que vão subindo a Deus a Betel; um levando três cabritos, o outro três bolos de pão e o outro um odre de vinho. 4E te perguntarão como estás, e te darão dois pães, que tomarás das suas mãos. 5Então chegarás ao outeiro de Deus, onde está a guarnição dos filisteus; e há de ser que, entrando ali na cidade, encontrarás um grupo de profetas que descem do alto, e trazem diante de si saltérios, e tambores, e flautas, e harpas; e eles estarão profetizando. 6E o Espírito do SENHOR se apoderará de ti, e profetizarás com eles, e tornar-te- ás um outro homem. 7E há de ser que, quando estes sinais te vierem, faze o que achar a tua mão, porque Deus é contigo. 8Tu, porém, descerás antes de mim a Gilgal, e eis que eu descerei a ti, para sacrificar holocaustos, e para oferecer ofertas pacíficas; ali sete dias esperarás, até que eu venha a ti, e te declare o que hás de fazer. 9Sucedeu, pois, que, virando ele as costas para partir de Samuel, Deus lhe mudou o coração em outro; e todos aqueles sinais aconteceram naquele mesmo dia. 10E, chegando eles ao outeiro, eis que um grupo de profetas lhes saiu ao encontro; e o Espírito de Deus se apoderou dele, e profetizou no meio deles. 11E aconteceu que, como todos os que antes o conheciam viram que ele profetizava com os profetas, então disse o povo, cada um ao seu companheiro: Que é o que sucedeu ao filho de Quis? Está também Saul entre os profetas? 12Então um homem dali respondeu, e disse: Pois quem é o pai deles? Pelo que se tornou em provérbio: Está Saul também entre os profetas? 13E, acabando de profetizar, foi ao alto. 14E disse-lhe o tio de Saul, a ele e ao seu moço: Aonde fostes? E disse ele: A buscar as jumentas, e, vendo que não apareciam, fomos a Samuel. 15Então disse o tio de Saul: Declara-me, peço-te, o que vos disse Samuel? 16E disse Saul a seu tio: Declarou-nos, na verdade, que as jumentas foram encontradas. Porém o negócio do reino, de que Samuel falara, não lhe declarou. 17Convocou, pois, Samuel o povo ao SENHOR, em Mizpá. 18E disse aos filhos de Israel: Assim disse o SENHOR Deus de Israel: Eu fiz subir a Israel do Egito, e livrei-vos da mão dos egípcios e da mão de todos os reinos que vos oprimiam. 19Mas vós tendes rejeitado hoje a vosso Deus, que vos livrou de todos os vossos males e trabalhos, e lhe tendes falado: Põe um rei sobre nós. Agora, pois, pondevos perante o SENHOR, pelas vossas tribos e segundo os vossos milhares. 20Tendo, pois, Samuel feito chegar todas as tribos, tomou-se a tribo de Benjamim. 21E, fazendo chegar a tribo de Benjamim pelas suas famílias, tomou-se a família de Matri; e dela se tomou Saul, filho de Quis; e o buscaram, porém não se achou. 22Então tornaram a perguntar ao SENHOR se aquele homem ainda viria ali. E disse o SENHOR: Eis que se escondeu entre a bagagem. 23E correram, e o tomaram dali, e pôs-se no meio do povo; e era mais alto do que todo o povo desde o ombro para cima. 24Então disse Samuel a todo o povo: Vedes já a quem o SENHOR escolheu? Pois em todo o povo não há nenhum semelhante a ele. Então jubilou todo o povo, e disse: Viva o rei! 25E declarou Samuel ao povo o direito do reino, e escreveu-o num livro, e pô-lo perante o SENHOR; então despediu Samuel a todo o povo, cada um para sua casa. 26E foi também Saul à sua casa, em Gibeá; e foram com ele do exército aqueles cujos corações Deus tocara. 27Mas os filhos de Belial disseram: É este o que nos há de livrar? E o desprezaram, e não lhe trouxeram presentes; porém ele se fez como surdo. 1 Samuel 11 1ENTÃO subiu Naás, amonita, e sitiou a Jabes-Gileade; e disseram todos os homens de Jabes a Naás: Faze aliança conosco, e te serviremos. 2Porém Naás, amonita, lhes disse: Com esta condição farei aliança convosco: que a todos vos arranque o olho direito, e assim ponha esta afronta sobre todo o Israel. 3Então os anciãos de Jabes lhe disseram: Deixa-nos por sete dias, para que enviemos mensageiros por todos os termos de Israel, e, não havendo ninguém que nos livre, então viremos a ti. 4E, vindo os mensageiros a Gibeá de Saul, falaram estas palavras aos ouvidos do povo. Então todo o povo levantou a sua voz, e chorou. 5E eis que Saul vinha do campo, atrás dos bois; e disse Saul: Que tem o povo, que chora? E contaram-lhe as palavras dos homens de Jabes. 6Então o Espírito de Deus se apoderou de Saul, ouvindo estas palavras; e acendeu-se em grande maneira a sua ira. 7E tomou uma junta de bois, e cortou-os em pedaços, e os enviou a todos os termos de Israel pelas mãos dos mensageiros, dizendo: Qualquer que não seguir a Saul e a Samuel, assim se fará aos seus bois. Então caiu o temor do SENHOR sobre o povo, e saíram como um só homem. 8E contou-os em Bezeque; e houve dos filhos de Israel trezentos mil, e dos homens de Judá trinta mil. 9Então disseram aos mensageiros que vieram: Assim direis aos homens de JabesGileade: Amanhã, em aquecendo o sol, vos virá livramento. Vindo, pois, os mensageiros, e anunciando-o aos homens de Jabes, se alegraram. 10E os homens de Jabes disseram aos amonitas: Amanhã sairemos a vós; então nos fareis conforme a tudo o que parecer bem aos vossos olhos. 11E sucedeu que ao outro dia Saul pôs o povo em três companhias, e vieram ao meio do arraial pela vigília da manhã, e feriram aos amonitas até que o dia aqueceu; e sucedeu que os restantes se espalharam, de modo que não ficaram dois deles juntos. 12Então disse o povo a Samuel: Quem é aquele que dizia que Saul não reinaria sobre nós? Dai-nos aqueles homens, e os mataremos. 13Porém Saul disse: Hoje não morrerá nenhum, pois hoje tem feito o SENHOR um livramento em Israel. 14E disse Samuel ao povo: Vinde, vamos nós a Gilgal, e renovemos ali o reino. 15E todo o povo partiu para Gilgal, onde proclamaram a Saul por rei perante o SENHOR, e ofereceram ali ofertas pacíficas perante o SENHOR; e Saul se alegrou muito ali com todos os homens de Israel. 1 Samuel 12 1ENTÃO disse Samuel a todo o Israel: Eis que ouvi a vossa voz em tudo quanto me dissestes, e constituí sobre vós um rei. 2Agora, pois, eis que o rei vai adiante de vós. Eu já envelheci e encaneci, e eis que meus filhos estão convosco, e tenho andado diante de vós desde a minha mocidade até ao dia de hoje. 3Eis-me aqui; testificai contra mim perante o SENHOR, e perante o seu ungido, a quem o boi tomei, a quem o jumento tomei, e a quem defraudei, a quem tenho oprimido, e de cuja mão tenho recebido suborno e com ele encobri os meus olhos, e vo-lo restituirei. 4Então disseram: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem recebeste coisa alguma da mão de ninguém. 5E ele lhes disse: O SENHOR seja testemunha contra vós, e o seu ungido seja hoje testemunha, que nada tendes achado na minha mão. E disse o povo: Ele é testemunha. 6Então disse Samuel ao povo: O SENHOR é o que escolheu a Moisés e a Arão, e tirou a vossos pais da terra do Egito. 7Agora, pois, ponde-vos aqui em pé, e pleitearei convosco perante o SENHOR, sobre todos os atos de justiça do SENHOR, que fez a vós e a vossos pais. 8Havendo entrado Jacó no Egito, vossos pais clamaram ao SENHOR, e o SENHOR enviou a Moisés e a Arão que tiraram a vossos pais do Egito, e os fizeram habitar neste lugar. 9Porém esqueceram-se do SENHOR seu Deus; então os vendeu à mão de Sísera, capitão do exército de Hazor, e na mão dos filisteus, e na mão do rei dos moabitas, que pelejaram contra eles. 10E clamaram ao SENHOR, e disseram: Pecamos, pois deixamos ao SENHOR, e servimos aos baalins e astarotes; agora, pois, livra-nos da mão de nossos inimigos, e te serviremos. 11E o SENHOR enviou a Jerubaal, e a Bedã, e a Jefté, e a Samuel; e livrou-vos da mão de vossos inimigos em redor, e habitastes seguros. 12E vendo vós que Naás, rei dos filhos de Amom, vinha contra vós, me dissestes: Não, mas reinará sobre nós um rei; sendo, porém, o SENHOR vosso Deus, o vosso rei. 13Agora, pois, vedes aí o rei que elegestes e que pedistes; e eis que o SENHOR tem posto sobre vós um rei. 14Se temerdes ao SENHOR, e o servirdes, e derdes ouvidos à sua voz, e não fordes rebeldes ao mandado do SENHOR, assim vós, como o rei que reina sobre vós, seguireis o SENHOR vosso Deus. 15Mas se não derdes ouvidos à voz do SENHOR, e antes fordes rebeldes ao mandado do SENHOR, a mão do SENHOR será contra vós, como o era contra vossos pais. 16Ponde-vos também agora aqui, e vede esta grande coisa que o SENHOR vai fazer diante dos vossos olhos. 17Não é hoje a sega do trigo? Clamarei, pois, ao SENHOR, e dará trovões e chuva; e sabereis e vereis que é grande a vossa maldade, que tendes feito perante o SENHOR, pedindo para vós um rei. 18Então invocou Samuel ao SENHOR, e o SENHOR deu trovões e chuva naquele dia; por isso todo o povo temeu sobremaneira ao SENHOR e a Samuel. 19E todo o povo disse a Samuel: Roga pelos teus servos ao SENHOR teu Deus, para que não venhamos a morrer; porque a todos os nossos pecados temos acrescentado este mal, de pedirmos para nós um rei. 20Então disse Samuel ao povo: Não temais; vós tendes cometido todo este mal; porém não vos desvieis de seguir ao SENHOR, mas servi ao SENHOR com todo o vosso coração. 21E não vos desvieis; pois seguiríeis as vaidades, que nada aproveitam, e tampouco vos livrarão, porque vaidades são. 22Pois o SENHOR, por causa do seu grande nome, não desamparará o seu povo; porque aprouve ao SENHOR fazer-vos o seu povo. 23E quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o SENHOR, deixando de orar por vós; antes vos ensinarei o caminho bom e direito. 24Tão-somente temei ao SENHOR, e servi-o fielmente com todo o vosso coração; porque vede quão grandiosas coisas vos fez. 25Porém, se perseverardes em fazer mal, perecereis, assim vós como o vosso rei. 1 Samuel 13 1SAUL reinou um ano; e no segundo ano do seu reinado sobre Israel, 2Saul escolheu para si três mil homens de Israel; e estavam com Saul dois mil em Micmás e na montanha de Betel, e mil estavam com Jônatas em Gibeá de Benjamim; e o resto do povo despediu, cada um para sua casa. 3E Jônatas feriu a guarnição dos filisteus, que estava em Gibeá, o que os filisteus ouviram; pelo que Saul tocou a trombeta por toda a terra, dizendo: Ouçam os hebreus. 4Então todo o Israel ouviu dizer: Saul feriu a guarnição dos filisteus, e também Israel se fez abominável aos filisteus. Então o povo foi convocado para junto de Saul em Gilgal. 5E os filisteus se ajuntaram para pelejar contra Israel, trinta mil carros, e seis mil cavaleiros, e povo em multidão como a areia que está à beira do mar; e subiram, e se acamparam em Micmás, ao oriente de Bete-Áven. 6Vendo, pois, os homens de Israel que estavam em apuros (porque o povo estava angustiado), o povo se escondeu pelas cavernas, e pelos espinhais, e pelos penhascos, e pelas fortificações, e pelas covas. 7E alguns dos hebreus passaram o Jordão para a terra de Gade e Gileade; e, estando Saul ainda em Gilgal, todo o povo ia atrás dele tremendo. 8E esperou Saul sete dias, até ao tempo que Samuel determinara; não vindo, porém, Samuel a Gilgal, o povo se dispersava dele. 9Então disse Saul: Trazei-me aqui um holocausto, e ofertas pacíficas. E ofereceu o holocausto. 10E sucedeu que, acabando ele de oferecer o holocausto, eis que Samuel chegou; e Saul lhe saiu ao encontro, para o saudar. 11Então disse Samuel: Que fizeste? Disse Saul: Porquanto via que o povo se espalhava de mim, e tu não vinhas nos dias aprazados, e os filisteus já se tinham ajuntado em Micmás, 12Eu disse: Agora descerão os filisteus sobre mim a Gilgal, e ainda à face do SENHOR não orei; e constrangi-me, e ofereci holocausto. 13Então disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente, e não guardaste o mandamento que o SENHOR teu Deus te ordenou; porque agora o SENHOR teria confirmado o teu reino sobre Israel para sempre; 14Porém agora não subsistirá o teu reino; já tem buscado o SENHOR para si um homem segundo o seu coração, e já lhe tem ordenado o SENHOR, que seja capitão sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o SENHOR te ordenou. 15Então se levantou Samuel, e subiu de Gilgal a Gibeá de Benjamim; e Saul contou o povo que se achava com ele, uns seiscentos homens. 16E Saul e Jônatas, seu filho, e o povo que se achou com eles, ficaram em Gibeá de Benjamim; porém os filisteus se acamparam em Micmás. 17E os saqueadores saíram do campo dos filisteus em três companhias; uma das companhias foi pelo caminho de Ofra à terra de Sual. 18Outra companhia seguiu pelo caminho de Bete-Horom, e a outra companhia foi pelo caminho do termo que dá para o vale Zeboim na direção do deserto. 19E em toda a terra de Israel nem um ferreiro se achava, porque os filisteus tinham dito: Para que os hebreus não façam espada nem lança. 20Por isso todo o Israel tinha que descer aos filisteus para amolar cada um a sua relha, e a sua enxada, e o seu machado, e o seu sacho. 21Tinham porém limas para os seus sachos, e para as suas enxadas, e para as forquilhas de três dentes, e para os machados, e para consertar as aguilhadas. 22E sucedeu que, no dia da peleja, não se achou nem espada nem lança na mão de todo o povo que estava com Saul e com Jônatas; porém acharam-se com Saul e com Jônatas seu filho. 23E saiu a guarnição dos filisteus ao desfiladeiro de Micmás. 1 Samuel 14 1SUCEDEU, pois, que um dia disse Jônatas, filho de Saul, ao moço que lhe levava as armas: Vem, passemos à guarnição dos filisteus, que está lá daquele lado. Porém não o fez saber a seu pai. 2E estava Saul à extremidade de Gibeá, debaixo da romeira que havia em Migrom; e o povo que estava com ele era uns seiscentos homens. 3E Aías, filho de Aitube, irmão de Icabode, o filho de Finéias, filho de Eli, sacerdote do SENHOR em Siló, trazia o éfode; porém o povo não sabia que Jônatas tinha ido. 4E entre os desfiladeiros pelos quais Jônatas procurava passar à guarnição dos filisteus, deste lado havia uma penha aguda, e do outro lado uma penha aguda; e era o nome de uma Bozez, e o nome da outra Sené. 5Uma penha para o norte estava defronte de Micmás, e a outra para o sul, defronte de Gibeá. 6Disse, pois, Jônatas ao moço que lhe levava as armas: Vem, passemos à guarnição destes incircuncisos; porventura operará o SENHOR por nós, porque para com o SENHOR nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos. 7Então o seu pajem de armas lhe disse: Faze tudo o que tens no coração; segue, eis-me aqui contigo, conforme o que quiseres. 8Disse, pois, Jônatas: Eis que passaremos àqueles homens, e nos revelaremos a eles. 9Se nos disserem assim: Parai até que cheguemos a vós; então ficaremos no nosso lugar, e não subiremos a eles. 10Porém, se disserem: Subi a nós; então subiremos, pois o SENHOR os tem entregado nas nossas mãos, e isto nos será por sinal. 11Revelando-se eles à guarnição dos filisteus, disseram os filisteus: Eis que já os hebreus saíram das cavernas em que se tinham escondido. 12E os homens da guarnição responderam a Jônatas e ao seu pajem de armas, e disseram: Subi a nós, e nós vos ensinaremos uma lição. E disse Jônatas ao seu pajem de armas: Sobe atrás de mim, porque o SENHOR os tem entregado na mão de Israel. 13Então subiu Jônatas com os pés e com as mãos, e o seu pajem de armas atrás dele; e os filisteus caíam diante de Jônatas, e o seu pajem de armas os matava atrás dele. 14E sucedeu esta primeira derrota, em que Jônatas e o seu pajem de armas feriram uns vinte homens, em cerca de meia jeira de terra que uma junta de bois podia lavrar. 15E houve tremor no arraial, no campo e em todo o povo; também a mesma guarnição e os saqueadores tremeram, até a terra se estremeceu porquanto era tremor de Deus. 16Olharam, pois, as sentinelas de Saul em Gibeá de Benjamim, e eis que a multidão se dissolvia, e fugia para cá e para lá. 17Disse então Saul ao povo que estava com ele: Ora contai, e vede quem é que saiu dentre nós. E contaram, e eis que nem Jônatas nem o seu pajem de armas estavam ali. 18Então Saul disse a Aías: Traze aqui a arca de Deus (porque naquele dia estava a arca de Deus com os filhos de Israel). 19E sucedeu que, estando Saul ainda falando com o sacerdote, o alvoroço que havia no arraial dos filisteus ia crescendo muito, e se multiplicava, pelo que disse Saul ao sacerdote: Retira a tua mão. 20Então Saul e todo o povo que havia com ele se reuniram, e foram à peleja; e eis que a espada de um era contra o outro, e houve mui grande tumulto. 21Também com os filisteus havia hebreus, como dantes, que subiram com eles ao arraial em redor; e também estes se ajuntaram com os israelitas que estavam com Saul e Jônatas. 22Ouvindo, pois, todos os homens de Israel que se esconderam pela montanha de Efraim que os filisteus fugiam, eles também os perseguiram de perto na peleja. 23Assim livrou o SENHOR a Israel naquele dia; e o arraial passou a Bete-Áven. 24E estavam os homens de Israel já exaustos naquele dia, porquanto Saul conjurou o povo, dizendo: Maldito o homem que comer pão até à tarde, antes que me vingue de meus inimigos. Por isso todo o povo se absteve de provar pão. 25E todo o povo chegou a um bosque; e havia mel na superfície do campo. 26E, chegando o povo ao bosque, eis que havia um manancial de mel; porém ninguém chegou a mão à boca, porque o povo temia a conjuração. 27Porém Jônatas não tinha ouvido quando seu pai conjurara o povo, e estendeu a ponta da vara que tinha na mão, e a molhou no favo de mel; e, tornando a mão à boca, aclararam-se os seus olhos. 28Então respondeu um do povo, e disse: Solenemente conjurou teu pai o povo, dizendo: Maldito o homem que comer hoje pão. Por isso o povo desfalecia. 29Então disse Jônatas: Meu pai tem turbado a terra; ora vede como se me aclararam os olhos por ter provado um pouco deste mel, 30Quanto mais se o povo hoje livremente tivesse comido do despojo que achou de seus inimigos. Porém agora não foi tão grande o estrago dos filisteus. 31Feriram, porém, aquele dia aos filisteus, desde Micmás até Aijalom, e o povo desfaleceu em extremo. 32Então o povo se lançou ao despojo, e tomaram ovelhas, e vacas, e bezerros, e os degolaram no chão; e o povo os comeu com sangue. 33E o anunciaram a Saul, dizendo: Eis que o povo peca contra o SENHOR, comendo com sangue. E disse: Aleivosamente procedestes; trazei-me aqui já uma grande pedra. 34Disse mais Saul: Dispersai-vos entre o povo, e dizei-lhes: Trazei-me cada um o seu boi, e cada um a sua ovelha, e degolai-os aqui, e comei, e não pequeis contra o SENHOR, comendo com sangue. Então todo o povo trouxe de noite, cada um pela sua mão, o seu boi, e os degolaram ali. 35Então edificou Saul um altar ao SENHOR; este foi o primeiro altar que edificou ao SENHOR. 36Depois disse Saul: Desçamos de noite atrás dos filisteus, e despojemo-los, até que amanheça o dia, e não deixemos deles um só homem. E disseram: Tudo o que parecer bem aos teus olhos faze. Disse, porém, o sacerdote: Cheguemo-nos aqui a Deus. 37Então consultou Saul a Deus, dizendo: Descerei atrás dos filisteus? Entregálos-ás na mão de Israel? Porém aquele dia não lhe respondeu. 38Então disse Saul: Chegai-vos para cá, todos os chefes do povo, e informai-vos, e vede em que se cometeu hoje este pecado. 39Porque vive o SENHOR que salva a Israel, que, ainda que seja em meu filho Jônatas, certamente morrerá. E nenhum de todo o povo lhe respondeu. 40Disse mais a todo o Israel: Vós estareis de um lado, e eu e meu filho Jônatas estaremos do outro lado. Então disse o povo a Saul: Faze o que parecer bem aos teus olhos. 41Falou, pois, Saul ao SENHOR Deus de Israel: Mostra o inocente. Então Jônatas e Saul foram tomados por sorte, e o povo saiu livre. 42Então disse Saul: Lançai a sorte entre mim e Jônatas, meu filho. E foi tomado Jônatas. 43Disse então Saul a Jônatas: Declara-me o que tens feito. E Jônatas lho declarou, e disse: Tão-somente provei um pouco de mel com a ponta da vara que tinha na mão; eis que devo morrer? 44Então disse Saul: Assim me faça Deus, e outro tanto, que com certeza morrerás, Jônatas. 45Porém o povo disse a Saul: Morrerá Jônatas, que efetuou tão grande salvação em Israel? Nunca tal suceda; vive o SENHOR, que não lhe há de cair no chão um só cabelo da sua cabeça! pois com Deus fez isso hoje. Assim o povo livrou a Jônatas, para que não morresse. 46E Saul deixou de seguir os filisteus; e os filisteus se foram ao seu lugar. 47Então tomou Saul o reino sobre Israel; e pelejou contra todos os seus inimigos em redor; contra Moabe, e contra os filhos de Amom, e contra Edom, e contra os reis de Zobá, e contra os filisteus, e para onde quer que se tornava executava castigo. 48E houve-se valorosamente, e feriu aos amalequitas, e liberou a Israel da mão dos que o saqueavam. 49E os filhos de Saul eram Jônatas, e Isvi, e Malquisua; e os nomes de suas duas filhas eram estes: o da mais velha Merabe, e o da mais nova, Mical. 50E o nome da mulher de Saul, Ainoã, filha de Aimaás; e o nome do capitão do exército, Abner, filho de Ner, tio de Saul. 51E Quis, pai de Saul, e Ner, pai de Abner, eram filhos de Abiel. 52E houve uma forte guerra contra os filisteus, todos os dias de Saul; por isso Saul a todos os homens valentes e valorosos que via, os agregava a si. 1 Samuel 15 1ENTÃO disse Samuel a Saul: Enviou-me o SENHOR a ungir-te rei sobre o seu povo, sobre Israel; ouve, pois, agora a voz das palavras do SENHOR. 2Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eu me recordei do que fez Amaleque a Israel; como se lhe opôs no caminho, quando subia do Egito. 3Vai, pois, agora e fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos. 4O que Saul convocou ao povo, e os contou em Telaim, duzentos mil homens de pé, e dez mil homens de Judá. 5Chegando, pois, Saul à cidade de Amaleque, pôs emboscada no vale. 6E disse Saul aos queneus: Ide-vos, retirai-vos e saí do meio dos amalequitas, para que não vos destrua juntamente com eles, porque vós usastes de misericórdia com todos os filhos de Israel, quando subiram do Egito. Assim os queneus se retiraram do meio dos amalequitas. 7Então feriu Saul aos amalequitas desde Havilá até chegar a Sur, que está defronte do Egito. 8E tomou vivo a Agague, rei dos amalequitas; porém a todo o povo destruiu ao fio da espada. 9E Saul e o povo pouparam a Agague, e ao melhor das ovelhas e das vacas, e as da segunda ordem, e aos cordeiros e ao melhor que havia, e não os quiseram destruir totalmente; porém a toda a coisa vil e desprezível destruíram totalmente. 10Então veio a palavra do SENHOR a Samuel, dizendo: 11Arrependo-me de haver posto a Saul como rei; porquanto deixou de me seguir, e não cumpriu as minhas palavras. Então Samuel se contristou, e toda a noite clamou ao SENHOR. 12E madrugou Samuel para encontrar a Saul pela manhã: e anunciou-se a Samuel, dizendo: Já chegou Saul ao Carmelo, e eis que levantou para si uma coluna. Então voltando, passou e desceu a Gilgal. 13Veio, pois, Samuel a Saul; e Saul lhe disse: Bendito sejas tu do SENHOR; cumpri a palavra do SENHOR. 14Então disse Samuel: Que balido, pois, de ovelhas é este aos meus ouvidos, e o mugido de vacas que ouço? 15E disse Saul: De Amaleque as trouxeram; porque o povo poupou ao melhor das ovelhas, e das vacas, para as oferecer ao SENHOR teu Deus; o resto, porém, temos destruído totalmente. 16Então disse Samuel a Saul: Espera, e te declararei o que o SENHOR me disse esta noite. E ele disse-lhe: Fala. 17E disse Samuel: Porventura, sendo tu pequeno aos teus olhos, não foste por cabeça das tribos de Israel? E o SENHOR te ungiu rei sobre Israel. 18E enviou-te o SENHOR a este caminho, e disse: Vai, e destrói totalmente a estes pecadores, os amalequitas, e peleja contra eles, até que os aniquiles. 19Por que, pois, não deste ouvidos à voz do SENHOR, antes te lançaste ao despojo, e fizeste o que parecia mau aos olhos do SENHOR? 20Então disse Saul a Samuel: Antes dei ouvidos à voz do SENHOR, e caminhei no caminho pelo qual o SENHOR me enviou; e trouxe a Agague, rei de Amaleque, e os amalequitas destruí totalmente; 21Mas o povo tomou do despojo ovelhas e vacas, o melhor do interdito, para oferecer ao SENHOR teu Deus em Gilgal. 22Porém Samuel disse: Tem porventura o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros. 23Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniqüidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei. 24Então disse Saul a Samuel: Pequei, porquanto tenho transgredido a ordem do SENHOR e as tuas palavras; porque temi ao povo, e dei ouvidos à sua voz. 25Agora, pois, rogo-te perdoa o meu pecado; e volta comigo, para que adore ao SENHOR. 26Porém Samuel disse a Saul: Não voltarei contigo; porquanto rejeitaste a palavra do SENHOR, já te rejeitou o SENHOR, para que não sejas rei sobre Israel. 27E virando-se Samuel para se ir, ele lhe pegou pela orla da capa, e a rasgou. 28Então Samuel lhe disse: O SENHOR tem rasgado de ti hoje o reino de Israel, e o tem dado ao teu próximo, melhor do que tu. 29E também aquele que é a Força de Israel não mente nem se arrepende; porquanto não é um homem para que se arrependa. 30Disse ele então: Pequei; honra-me, porém, agora diante dos anciãos do meu povo, e diante de Israel; e volta comigo, para que adore ao SENHOR teu Deus. 31Então, voltando Samuel, seguiu a Saul; e Saul adorou ao SENHOR. 32Então disse Samuel: Trazei-me aqui a Agague, rei dos amalequitas. E Agague veio a ele animosamente; e disse Agague: Na verdade já passou a amargura da morte. 33Disse, porém, Samuel: Assim como a tua espada desfilhou as mulheres, assim ficará desfilhada a tua mãe entre as mulheres. Então Samuel despedaçou a Agague perante o SENHOR em Gilgal. 34Então Samuel se foi a Ramá; e Saul subiu à sua casa, a Gibeá de Saul. 35E nunca mais viu Samuel a Saul até ao dia da sua morte; porque Samuel teve dó de Saul. E o SENHOR se arrependeu de haver posto a Saul rei sobre Israel. 1 Samuel 16 1ENTÃO disse o SENHOR a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche um chifre de azeite, e vem, enviar-te-ei a Jessé o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei. 2Porém disse Samuel: Como irei eu? pois, ouvindo-o Saul, me matará. Então disse o SENHOR: Toma uma bezerra das vacas em tuas mãos, e dize: Vim para sacrificar ao SENHOR. 3E convidarás a Jessé ao sacrifício; e eu te farei saber o que hás de fazer, e ungirme-ás a quem eu te disser. 4Fez, pois, Samuel o que dissera o SENHOR, e veio a Belém; então os anciãos da cidade saíram ao encontro, tremendo, e disseram: De paz é a tua vinda? 5E disse ele: É de paz, vim sacrificar ao SENHOR; santificai-vos, e vinde comigo ao sacrifício. E santificou ele a Jessé e a seus filhos, e os convidou ao sacrifício. 6E sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe, e disse: Certamente está perante o SENHOR o seu ungido. 7Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração. 8Então chamou Jessé a Abinadabe, e o fez passar diante de Samuel, o qual disse: Nem a este tem escolhido o SENHOR. 9Então Jessé fez passar a Sama; porém disse: Tampouco a este tem escolhido o SENHOR. 10Assim fez passar Jessé a seus sete filhos diante de Samuel; porém Samuel disse a Jessé: O SENHOR não tem escolhido a estes. 11Disse mais Samuel a Jessé: Acabaram-se os moços? E disse: Ainda falta o menor, que está apascentando as ovelhas. Disse, pois, Samuel a Jessé: Manda chamá-lo, porquanto não nos assentaremos até que ele venha aqui. 12Então mandou chamá-lo e fê-lo entrar (e era ruivo e formoso de semblante e de boa presença); e disse o SENHOR: Levanta-te, e unge-o, porque é este mesmo. 13Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá. 14E o Espírito do SENHOR se retirou de Saul, e atormentava-o um espírito mau da parte do SENHOR. 15Então os criados de Saul lhe disseram: Eis que agora o espírito mau da parte de Deus te atormenta; 16Diga, pois, nosso senhor a seus servos, que estão na tua presença, que busquem um homem que saiba tocar harpa, e será que, quando o espírito mau da parte de Deus vier sobre ti, então ele tocará com a sua mão, e te acharás melhor. 17Então disse Saul aos seus servos: Buscai-me, pois, um homem que toque bem, e trazei-mo. 18Então respondeu um dos moços, e disse: Eis que tenho visto a um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar e é valente e vigoroso, e homem de guerra, e prudente em palavras, e de gentil presença; o SENHOR é com ele. 19E Saul enviou mensageiros a Jessé, dizendo: Envia-me Davi, teu filho, o que está com as ovelhas. 20Então tomou Jessé um jumento carregado de pão, e um odre de vinho, e um cabrito, e enviou-os a Saul pela mão de Davi, seu filho. 21Assim Davi veio a Saul, e esteve perante ele, e o amou muito, e foi seu pajem de armas. 22Então Saul mandou dizer a Jessé: Deixa estar a Davi perante mim, pois achou graça em meus olhos. 23E sucedia que, quando o espírito mau da parte de Deus vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa, e a tocava com a sua mão; então Saul sentia alívio, e se achava melhor, e o espírito mau se retirava dele. 1 Samuel 17 1E OS filisteus ajuntaram as suas forças para a guerra e congregaram-se em Socó, que está em Judá, e acamparam-se entre Socó e Azeca, no termo de Damim. 2Porém Saul e os homens de Israel se ajuntaram e acamparam no vale do carvalho, e ordenaram a batalha contra os filisteus. 3E os filisteus estavam num monte de um lado, e os israelitas estavam num monte do outro lado; e o vale estava entre eles. 4Então saiu do arraial dos filisteus um homem guerreiro, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo. 5Trazia na cabeça um capacete de bronze, e vestia uma couraça de escamas; e era o peso da couraça de cinco mil siclos de bronze. 6E trazia grevas de bronze por cima de seus pés, e um escudo de bronze entre os seus ombros. 7E a haste da sua lança era como o eixo do tecelão, e a ponta da sua lança de seiscentos siclos de ferro, e diante dele ia o escudeiro. 8E parou, e clamou às companhias de Israel, e disselhes: Para que saireis a ordenar a batalha? Não sou eu filisteu e vós servos de Saul? Escolhei dentre vós um homem que desça a mim. 9Se ele puder pelejar comigo, e me ferir, a vós seremos por servos; porém, se eu o vencer, e o ferir, então a nós sereis por servos, e nos servireis. 10Disse mais o filisteu: Hoje desafio as companhias de Israel, dizendo: Dai-me um homem, para que ambos pelejemos. 11Ouvindo então Saul e todo o Israel estas palavras do filisteu, espantaram-se, e temeram muito. 12E Davi era filho de um homem efrateu, de Belém de Judá, cujo nome era Jessé, que tinha oito filhos; e nos dias de Saul era este homem já velho e adiantado em idade entre os homens. 13Foram-se os três filhos mais velhos de Jessé, e seguiram a Saul à guerra; e eram os nomes de seus três filhos, que se foram à guerra, Eliabe, o primogênito, e o segundo Abinadabe, e o terceiro Sama. 14E Davi era o menor; e os três maiores seguiram a Saul. 15Davi, porém, ia e voltava de Saul, para apascentar as ovelhas de seu pai em Belém. 16Chegava-se, pois, o filisteu pela manhã e à tarde; e apresentou-se por quarenta dias. 17E disse Jessé a Davi, seu filho: Toma, peço-te, para teus irmãos um efa deste grão tostado e estes dez pães, e corre a levá-los ao arraial, a teus irmãos. 18Porém estes dez queijos de leite leva ao capitão de mil; e visitarás a teus irmãos, a ver se vão bem; e tomarás o seu penhor. 19E estavam Saul, e eles, e todos os homens de Israel no vale do carvalho, pelejando com os filisteus. 20Davi então se levantou de madrugada, pela manhã, e deixou as ovelhas com um guarda, e carregou-se, e partiu, como Jessé lhe ordenara; e chegou ao lugar dos carros, quando já o exército saía em ordem de batalha, e a gritos chamavam à peleja. 21E os israelitas e filisteus se puseram em ordem, fileira contra fileira. 22E Davi deixou a carga que trouxera na mão do guarda da bagagem, e correu à batalha; e, chegando, perguntou a seus irmãos se estavam bem. 23E, estando ele ainda falando com eles, eis que vinha subindo do exército dos filisteus o homem guerreiro, cujo nome era Golias, o filisteu de Gate; e falou conforme àquelas palavras, e Davi as ouviu. 24Porém todos os homens em Israel, vendo aquele homem, fugiram de diante dele, e temiam grandemente. 25E diziam os homens de Israel: Vistes aquele homem que subiu? Pois subiu para afrontar a Israel; há de ser, pois, que, o homem que o ferir, o rei o enriquecerá de grandes riquezas, e lhe dará a sua filha, e fará livre a casa de seu pai em Israel. 26Então falou Davi aos homens que estavam com ele, dizendo: Que farão àquele homem, que ferir a este filisteu, e tirar a afronta de sobre Israel? Quem é, pois, este incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo? 27E o povo lhe tornou a falar conforme àquela palavra dizendo: Assim farão ao homem que o ferir. 28E, ouvindo Eliabe, seu irmão mais velho, falar àqueles homens, acendeu-se a ira de Eliabe contra Davi, e disse: Por que desceste aqui? Com quem deixaste aquelas poucas ovelhas no deserto? Bem conheço a tua presunção, e a maldade do teu coração, que desceste para ver a peleja. 29Então disse Davi: Que fiz eu agora? Porventura não há razão para isso? 30E desviou-se dele para outro, e falou conforme àquela palavra; e o povo lhe tornou a responder conforme às primeiras palavras. 31E, ouvidas as palavras que Davi havia falado, as anunciaram a Saul, que mandou chamá-lo. 32E Davi disse a Saul: Não desfaleça o coração de ninguém por causa dele; teu servo irá, e pelejará contra este filisteu. 33Porém Saul disse a Davi: Contra este filisteu não poderás ir para pelejar com ele; pois tu ainda és moço, e ele homem de guerra desde a sua mocidade. 34Então disse Davi a Saul: Teu servo apascentava as ovelhas de seu pai; e quando vinha um leão e um urso, e tomava uma ovelha do rebanho, 35Eu saía após ele e o feria, e livrava-a da sua boca; e, quando ele se levantava contra mim, lançava-lhe mão da barba, e o feria e o matava. 36Assim feria o teu servo o leão, como o urso; assim será este incircunciso filisteu como um deles; porquanto afrontou os exércitos do Deus vivo. 37Disse mais Davi: O SENHOR me livrou das garras do leão, e das do urso; ele me livrará da mão deste filisteu. Então disse Saul a Davi: Vai, e o SENHOR seja contigo. 38E Saul vestiu a Davi de suas vestes, e pôs-lhe sobre a cabeça um capacete de bronze; e o vestiu de uma couraça. 39E Davi cingiu a espada sobre as suas vestes, e começou a andar; porém nunca o havia experimentado; então disse Davi a Saul: Não posso andar com isto, pois nunca o experimentei. E Davi tirou aquilo de sobre si. 40E tomou o seu cajado na mão, e escolheu para si cinco seixos do ribeiro, e pôlos no alforje de pastor, que trazia, a saber, no surrão, e lançou mão da sua funda; e foi aproximando-se do filisteu. 41O filisteu também vinha se aproximando de Davi; e o que lhe levava o escudo ia adiante dele. 42E, olhando o filisteu, e vendo a Davi, o desprezou, porquanto era moço, ruivo, e de gentil aspecto. 43Disse, pois, o filisteu a Davi: Sou eu algum cão, para tu vires a mim com paus? E o filisteu pelos seus deuses amaldiçoou a Davi. 44Disse mais o filisteu a Davi: Vem a mim, e darei a tua carne às aves do céu e às bestas do campo. 45Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu venho a ti em nome do SENHOR dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado. 46Hoje mesmo o SENHOR te entregará na minha mão, e ferir-te-ei, e tirar-te-ei a cabeça, e os corpos do arraial dos filisteus darei hoje mesmo às aves do céu e às feras da terra; e toda a terra saberá que há Deus em Israel; 47E saberá toda esta congregação que o SENHOR salva, não com espada, nem com lança; porque do SENHOR é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão. 48E sucedeu que, levantando-se o filisteu, e indo encontrar-se com Davi, apressou-se Davi, e correu ao combate, a encontrar-se com o filisteu. 49E Davi pôs a mão no alforje, e tomou dali uma pedra e com a funda lha atirou, e feriu o filisteu na testa, e a pedra se lhe encravou na testa, e caiu sobre o seu rosto em terra. 50Assim Davi prevaleceu contra o filisteu, com uma funda e com uma pedra, e feriu o filisteu, e o matou; sem que Davi tivesse uma espada na mão. 51Por isso correu Davi, e pôs-se em pé sobre o filisteu, e tomou a sua espada, e tirou-a da bainha, e o matou, e lhe cortou com ela a cabeça; vendo então os filisteus, que o seu herói era morto, fugiram. 52Então os homens de Israel e Judá se levantaram, e jubilaram, e seguiram os filisteus, até chegar ao vale, e até às portas de Ecrom; e caíram os feridos dos filisteus pelo caminho de Saaraim até Gate e até Ecrom. 53Então voltaram os filhos de Israel de perseguirem os filisteus, e despojaram os seus arraiais. 54E Davi tomou a cabeça do filisteu, e a trouxe a Jerusalém; porém pôs as armas dele na sua tenda. 55Vendo, porém, Saul, sair Davi a encontrar-se com o filisteu, disse a Abner, o capitão do exército: De quem é filho este moço, Abner? E disse Abner: Vive a tua alma, ó rei, que o não sei. 56Disse então o rei: Pergunta, pois, de quem é filho este moço. 57Voltando, pois, Davi de ferir o filisteu, Abner o tomou consigo, e o trouxe à presença de Saul, trazendo ele na mão a cabeça do filisteu. 58E disse-lhe Saul: De quem és filho, jovem? E disse Davi: Filho de teu servo Jessé, belemita. 1 Samuel 18 1E SUCEDEU que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou, como à sua própria alma. 2E Saul naquele dia o tomou, e não lhe permitiu que voltasse para casa de seu pai. 3E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma. 4E Jônatas se despojou da capa que trazia sobre si, e a deu a Davi, como também as suas vestes, até a sua espada, e o seu arco, e o seu cinto. 5E saía Davi aonde quer que Saul o enviasse e conduzia-se com prudência, e Saul o pôs sobre os homens de guerra; e era aceito aos olhos de todo o povo, e até aos olhos dos servos de Saul. 6Sucedeu, porém, que, vindo eles, quando Davi voltava de ferir os filisteus, as mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, cantando e dançando, com adufes, com alegria, e com instrumentos de música. 7E as mulheres dançando e cantando se respondiam umas às outras, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém, Davi os seus dez milhares. 8Então Saul se indignou muito, e aquela palavra pareceu mal aos seus olhos, e disse: Dez milhares deram a Davi, e a mim somente milhares; na verdade, que lhe falta, senão só o reino? 9E, desde aquele dia em diante, Saul tinha Davi em suspeita. 10E aconteceu no outro dia, que o mau espírito da parte de Deus se apoderou de Saul, e profetizava no meio da casa; e Davi tocava a harpa com a sua mão, como nos outros dias; Saul, porém, tinha na mão uma lança. 11E Saul atirou com a lança, dizendo: Encravarei a Davi na parede. Porém Davi se desviou dele por duas vezes. 12E temia Saul a Davi, porque o SENHOR era com ele e se tinha retirado de Saul. 13Por isso Saul o desviou de si, e o pôs por capitão de mil; e saía e entrava diante do povo. 14E Davi se conduzia com prudência em todos os seus caminhos, e o SENHOR era com ele. 15Vendo então Saul que tão prudentemente se conduzia, tinha receio dele. 16Porém todo o Israel e Judá amava a Davi, porquanto saía e entrava diante deles. 17Por isso Saul disse a Davi: Eis que Merabe, minha filha mais velha, te darei por mulher; sê-me somente filho valoroso, e guerreia as guerras do SENHOR (porque Saul dizia consigo: Não seja contra ele a minha mão, mas sim a dos filisteus). 18Mas Davi disse a Saul: Quem sou eu, e qual é a minha vida e a família de meu pai em Israel, para vir a ser genro do rei? 19Sucedeu, porém, que ao tempo que Merabe, filha de Saul, devia ser dada a Davi, ela foi dada por mulher a Adriel, meolatita. 20Mas Mical, a outra filha de Saul amava a Davi; o que, sendo anunciado a Saul, pareceu isto bom aos seus olhos. 21E Saul disse: Eu lha darei, para que lhe sirva de laço, e para que a mão dos filisteus venha a ser contra ele. Disse, pois, Saul a Davi: Com a outra serás hoje meu genro. 22E Saul deu ordem aos seus servos: Falai em segredo a Davi, dizendo: Eis que o rei te está mui afeiçoado, e todos os seus servos te amam; agora, pois, consente em ser genro do rei. 23E os servos de Saul falaram todas estas palavras aos ouvidos de Davi. Então disse Davi: Parece-vos pouco aos vossos olhos ser genro do rei, sendo eu homem pobre e desprezível? 24E os servos de Saul lhe anunciaram isto, dizendo: Foram tais as palavras que falou Davi. 25Então disse Saul: Assim direis a Davi: O rei não tem necessidade de dote, senão de cem prepúcios de filisteus, para se tomar vingança dos inimigos do rei. Porquanto Saul tentava fazer cair a Davi pela mão dos filisteus. 26E anunciaram os seus servos estas palavras a Davi, e este negócio pareceu bem aos olhos de Davi, de que fosse genro do rei; porém ainda os dias não se haviam cumprido. 27Então Davi se levantou, e partiu com os seus homens, e feriu dentre os filisteus duzentos homens, e Davi trouxe os seus prepúcios, e os entregou todos ao rei, para que fosse genro do rei; então Saul lhe deu por mulher a sua filha. 28E viu Saul, e notou que o SENHOR era com Davi; e Mical, filha de Saul, o amava. 29Então Saul temeu muito mais a Davi; e Saul foi todos os seus dias inimigo de Davi. 30E, saindo os príncipes dos filisteus à campanha, sucedia que Davi se conduzia com mais êxito do que todos os servos de Saul; portanto o seu nome era muito estimado. 1 Samuel 19 1E FALOU Saul a Jônatas, seu filho, e a todos os seus servos, para que matassem a Davi. Porém Jônatas, filho de Saul, estava mui afeiçoado a Davi. 2E Jônatas o anunciou a Davi, dizendo: Meu pai, Saul, procura matar-te, pelo que agora guarda-te pela manhã, e fica-te em oculto, e esconde-te. 3E sairei eu, e estarei à mão de meu pai no campo em que estiverdes, e eu falarei de ti a meu pai, e verei o que há, e to anunciarei. 4Então Jônatas falou bem de Davi a Saul, seu pai, e disse-lhe: Não peque o rei contra seu servo Davi, porque ele não pecou contra ti, e porque os seus feitos te são muito bons. 5Porque expôs a sua vida, e feriu aos filisteus, e fez o SENHOR um grande livramento a todo o Israel; tu mesmo o viste, e te alegraste; porque, pois, pecarias contra o sangue inocente, matando a Davi, sem causa? 6E Saul deu ouvidos à voz de Jônatas, e jurou Saul: Vive o SENHOR, que não morrerá. 7E Jônatas chamou a Davi, e contou-lhe todas estas palavras; e Jônatas levou Davi a Saul, e esteve perante ele como antes. 8E tornou a haver guerra; e saiu Davi, e pelejou contra os filisteus, e feriu-os com grande matança, e fugiram diante dele. 9Porém o espírito mau da parte do SENHOR se tornou sobre Saul, estando ele assentado em sua casa, e tendo na mão a sua lança; e tocava Davi com a mão, a harpa. 10E procurou Saul encravar a Davi na parede, porém ele se desviou de diante de Saul, o qual feriu com a lança a parede; então fugiu Davi, e escapou naquela mesma noite. 11Porém Saul mandou mensageiros à casa de Davi, que o guardassem, e o matassem pela manhã; do que Mical, sua mulher, avisou a Davi, dizendo: Se não salvares a tua vida esta noite, amanhã te matarão. 12Então Mical desceu a Davi por uma janela; e ele se foi, e fugiu, e escapou. 13E Mical tomou uma estátua e a deitou na cama, e pôs-lhe à cabeceira uma pele de cabra, e a cobriu com uma coberta. 14E, mandando Saul mensageiros que trouxessem a Davi, ela disse: Está doente. 15Então Saul tornou a mandar mensageiros que fossem a Davi, dizendo: Trazeimo na cama, para que o mate. 16Vindo, pois, os mensageiros, eis que a estátua estava na cama, e a pele de cabra à sua cabeceira. 17Então disse Saul a Mical: Por que assim me enganaste, e deixaste ir e escapar o meu inimigo? E disse Mical a Saul: Porque ele me disse: Deixa-me ir, por que hei de eu matar-te? 18Assim Davi fugiu e escapou, e foi a Samuel, em Ramá, e lhe participou tudo quanto Saul lhe fizera; e foram, ele e Samuel, e ficaram em Naiote. 19E o anunciaram a Saul, dizendo: Eis que Davi está em Naiote, em Ramá. 20Então enviou Saul mensageiros para trazerem a Davi, os quais viram uma congregação de profetas profetizando, onde estava Samuel que presidia sobre eles; e o Espírito de Deus veio sobre os mensageiros de Saul, e também eles profetizaram. 21E, avisado disto Saul, enviou outros mensageiros, e também estes profetizaram; então enviou Saul ainda uns terceiros mensageiros, os quais também profetizaram. 22Então foi também ele mesmo a Ramá, e chegou ao poço grande que estava em Secu; e, perguntando, disse: Onde estão Samuel e Davi? E disseram-lhe: Eis que estão em Naiote, em Ramá. 23Então foi para Naiote, em Ramá; e o mesmo Espírito de Deus veio sobre ele, e ia profetizando, até chegar a Naiote, em Ramá. 24E ele também despiu as suas vestes, e profetizou diante de Samuel, e esteve nu por terra todo aquele dia e toda aquela noite; por isso se diz: Está também Saul entre os profetas? 1 Samuel 20 1ENTÃO fugiu Davi de Naiote, em Ramá; e veio, e disse a Jônatas: Que fiz eu? Qual é o meu crime? E qual é o meu pecado diante de teu pai, que procura tirarme a vida? 2E ele lhe disse: Tal não suceda; não morrerás; eis que meu pai não faz coisa nenhuma grande, nem pequena, sem primeiro me informar; por que, pois, meu pai me encobriria este negócio? Não será assim. 3Então Davi tornou a jurar, e disse: Teu pai sabe muito bem que achei graça em teus olhos; por isso disse: Não saiba isto Jônatas, para que não se magoe. Mas, na verdade, como vive o SENHOR, e como vive a tua alma, há apenas um passo entre mim e a morte. 4E disse Jônatas a Davi: O que disser a tua alma, eu te farei. 5Disse Davi a Jônatas: Eis que amanhã é a lua nova, em que costumo assentar- me com o rei para comer; porém deixa-me ir, e esconder-me-ei no campo, até à tarde do terceiro dia. 6Se teu pai notar a minha ausência, dirás: Davi me pediu muito que o deixasse ir correndo a Belém, sua cidade; porquanto se faz lá o sacrifício anual para toda a linhagem. 7Se disser assim: Está bem; então teu servo tem paz; porém se muito se indignar, sabe que já está inteiramente determinado no mal. 8Usa, pois, de misericórdia com o teu servo, porque o fizeste entrar contigo em aliança do SENHOR; se, porém, há em mim crime, mata-me tu mesmo; por que me levarias a teu pai? 9Então disse Jônatas: Longe de ti tal coisa; porém se de alguma forma soubesse que já este mal está inteiramente determinado por meu pai, para que viesse sobre ti, não to revelaria eu? 10E disse Davi a Jônatas: Quem me fará saber, se por acaso teu pai te responder asperamente? 11Então disse Jônatas a Davi: Vem e saiamos ao campo. E saíram ambos ao campo. 12E disse Jônatas a Davi: O SENHOR Deus de Israel seja testemunha! Sondando eu a meu pai amanhã a estas horas, ou depois de amanhã, e eis que se houver coisa favorável para Davi, e eu então não enviar a ti, e não to fizer saber; 13O SENHOR faça assim com Jônatas outro tanto; que se aprouver a meu pai fazerte mal, também to farei saber, e te deixarei partir, e irás em paz; e o SENHOR seja contigo, assim como foi com meu pai. 14E, se eu então ainda viver, porventura não usarás comigo da beneficência do SENHOR, para que não morra? 15Nem tampouco cortarás da minha casa a tua beneficência eternamente; nem ainda quando o SENHOR desarraigar da terra a cada um dos inimigos de Davi. 16Assim fez Jônatas aliança com a casa de Davi, dizendo: O SENHOR o requeira da mão dos inimigos de Davi. 17E Jônatas fez jurar a Davi de novo, porquanto o amava; porque o amava com todo o amor da sua alma. 18E disse-lhe Jônatas: Amanhã é a lua nova, e não te acharão no teu lugar, pois o teu assento se achará vazio. 19E, ausentando-te tu três dias, desce apressadamente, e vai àquele lugar onde te escondeste no dia do negócio; e fica-te junto à pedra de Ezel. 20E eu atirarei três flechas para aquele lado, como se atirasse ao alvo. 21E eis que mandarei o moço dizendo: Anda, busca as flechas. Se eu expressamente disser ao moço: Olha que as flechas estão para cá de ti; toma-o contigo, e vem, porque há paz para ti, e não há nada, vive o SENHOR. 22Porém se disser ao moço assim: Olha que as flechas estão para lá de ti; vai-te embora, porque o SENHOR te deixa ir. 23E quanto ao negócio de que eu e tu falamos, eis que o SENHOR está entre mim e ti eternamente. 24Escondeu-se, pois, Davi no campo; e, sendo a lua nova, assentou-se o rei para comer pão. 25E, assentando-se o rei, como das outras vezes, no seu assento, no lugar junto à parede, Jônatas se levantou, e assentou-se Abner ao lado de Saul; e o lugar de Davi apareceu vazio. 26Porém naquele dia não disse Saul nada, porque dizia: Aconteceu-lhe alguma coisa, pela qual não está limpo; certamente não está limpo. 27Sucedeu também no outro dia, o segundo da lua nova, que o lugar de Davi apareceu vazio; disse, pois, Saul a Jônatas, seu filho: Por que não veio o filho de Jessé nem ontem nem hoje a comer pão? 28E respondeu Jônatas a Saul: Davi me pediu encarecidamente que o deixasse ir a Belém. 29Dizendo: Peço-te que me deixes ir, porquanto a nossa linhagem tem um sacrifício na cidade, e meu irmão mesmo me mandou ir; se, pois, agora tenho achado graça em teus olhos, peço-te que me deixes partir, para que veja a meus irmãos; por isso não veio à mesa do rei. 30Então se acendeu a ira de Saul contra Jônatas, e disse-lhe: Filho da mulher perversa e rebelde; não sei eu que tens escolhido o filho de Jessé, para vergonha tua e para vergonha da nudez de tua mãe? 31Porque todos os dias que o filho de Jessé viver sobre a terra nem tu estarás seguro, nem o teu reino; pelo que envia, e traze-mo nesta hora; porque é digno de morte. 32Então respondeu Jônatas a Saul, seu pai, e lhe disse: Por que há de morrer? Que tem feito? 33Então Saul atirou-lhe com a lança, para o ferir; assim entendeu Jônatas que já seu pai tinha determinado matar a Davi. 34Por isso Jônatas, todo encolerizado, se levantou da mesa; e no segundo dia da lua nova não comeu pão; porque se magoava por causa de Davi, porque seu pai o tinha humilhado. 35E aconteceu, pela manhã, que Jônatas saiu ao campo, ao tempo que tinha ajustado com Davi, e um moço pequeno com ele. 36Então disse ao seu moço: Corre a buscar as flechas que eu atirar. Correu, pois, o moço, e ele atirou uma flecha, que fez passar além dele. 37E, chegando o moço ao lugar da flecha que Jônatas tinha atirado, gritou Jônatas atrás do moço, e disse: Não está porventura a flecha mais para lá de ti? 38E tornou Jônatas a gritar atrás do moço: Apressa-te, corre, não te demores. E o moço de Jônatas apanhou as flechas, e veio a seu senhor. 39E o moço não entendeu coisa alguma; só Jônatas e Davi sabiam deste negócio. 40Então Jônatas deu as suas armas ao moço que trazia, e disse-lhe: Anda, e levaas à cidade. 41E, indo-se o moço, levantou-se Davi do lado do sul, e lançou-se sobre o seu rosto em terra, e inclinou-se três vezes; e beijaram-se um ao outro, e choraram juntos, mas Davi chorou muito mais. 42E disse Jônatas a Davi: Vai-te em paz; o que nós temos jurado ambos em nome do SENHOR, dizendo: O SENHOR seja entre mim e ti, e entre a minha descendência e a tua descendência, seja perpetuamente. 43Então se levantou Davi, e partiu; e Jônatas entrou na cidade. 1 Samuel 21 1ENTÃO veio Davi a Nobe, ao sacerdote Aimeleque; e Aimeleque, tremendo, saiu ao encontro de Davi, e disse-lhe: Por que vens só, e ninguém contigo? 2E disse Davi ao sacerdote Aimeleque: O rei me encomendou um negócio, e me disse: Ninguém saiba deste negócio, pelo qual eu te enviei, e o qual te ordenei; quanto aos moços, apontei-lhes tal e tal lugar. 3Agora, pois, que tens à mão? Dá-me cinco pães na minha mão, ou o que se achar. 4E, respondendo o sacerdote a Davi, disse: Não tenho pão comum à mão; há, porém, pão sagrado, se ao menos os moços se abstiveram das mulheres. 5E respondeu Davi ao sacerdote, e lhe disse: As mulheres, na verdade, se nos vedaram desde ontem e anteontem; quando eu saí, os vasos dos moços eram santos; e de algum modo é pão comum, sendo que hoje santifica-se outro no vaso. 6Então o sacerdote lhe deu o pão sagrado, porquanto não havia ali outro pão senão os pães da proposição, que se tiraram de diante do SENHOR, para se pôr ali pão quente no dia em que aquele se tirasse. 7Estava, porém, ali naquele dia um dos criados de Saul, detido perante o SENHOR, e era seu nome Doegue, edomeu, o mais poderoso dos pastores de Saul. 8E disse Davi a Aimeleque: Não tens aqui à mão lança ou espada alguma? Porque não trouxe à mão nem a minha espada nem as minhas armas, porque o negócio do rei era apressado. 9E disse o sacerdote: A espada de Golias, o filisteu, a quem tu feriste no vale do carvalho, eis que está aqui envolta num pano detrás do éfode. Se tu a queres tomar, toma-a, porque nenhuma outra há aqui, senão aquela. E disse Davi: Não há outra semelhante; dá-ma. 10E Davi levantou-se, e fugiu aquele dia de diante de Saul, e foi a Aquis, rei de Gate. 11Porém os criados de Aquis lhe disseram: Não é este Davi, o rei da terra? Não se cantava deste nas danças, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém Davi os seus dez milhares? 12E Davi considerou estas palavras no seu ânimo, e temeu muito diante de Aquis, rei de Gate. 13Por isso se contrafez diante dos olhos deles, e fez-se como doido entre as suas mãos, e esgravatava nas portas de entrada, e deixava correr a saliva pela barba. 14Então disse Aquis aos seus criados: Eis que bem vedes que este homem está louco; por que mo trouxestes a mim? 15Faltam-me a mim doidos, para que trouxésseis a este para que fizesse doidices diante de mim? Há de entrar este na minha casa? 1 Samuel 22 1ENTÃO Davi se retirou dali, e escapou para a caverna de Adulão; e ouviram-no seus irmãos e toda a casa de seu pai, e desceram ali para ter com ele. 2E ajuntou-se a ele todo o homem que se achava em aperto, e todo o homem endividado, e todo o homem de espírito desgostoso, e ele se fez capitão deles; e eram com ele uns quatrocentos homens. 3E foi Davi dali a Mizpá dos moabitas, e disse ao rei dos moabitas: Deixa estar meu pai e minha mãe convosco, até que saiba o que Deus há de fazer de mim. 4E trouxe-os perante o rei dos moabitas, e ficaram com ele todos os dias que Davi esteve no lugar forte. 5Porém o profeta Gade disse a Davi: Não fiques naquele lugar forte; vai, e entra na terra de Judá. Então Davi saiu, e foi para o bosque de Herete. 6E ouviu Saul que já se sabia de Davi e dos homens que estavam com ele; e estava Saul em Gibeá, debaixo de um arvoredo, em Ramá, e tinha na mão a sua lança, e todos os seus criados estavam com ele. 7Então disse Saul a todos os seus criados que estavam com ele: Ouvi, peço-vos, filhos de Benjamim, dar-vos-á também o filho de Jessé, a todos vós, terras e vinhas, e far-vos-á a todos capitães de milhares e capitães de centenas, 8Para que todos vós tenhais conspirado contra mim, e ninguém há que me dê aviso de que meu filho tem feito aliança com o filho de Jessé, e nenhum dentre vós há que se doa de mim, e mo participe, pois meu filho tem contra mim sublevado a meu servo, para me armar ciladas, como se vê neste dia? 9Então respondeu Doegue, o edomeu, que também estava com os criados de Saul, e disse: Vi o filho de Jessé chegar a Nobe, a Aimeleque, filho de Aitube, 10O qual consultou por ele ao SENHOR, e lhe deu mantimento, e lhe deu também a espada de Golias, o filisteu. 11Então o rei mandou chamar a Aimeleque, sacerdote, filho de Aitube, e a toda a casa de seu pai, os sacerdotes que estavam em Nobe; e todos eles vieram ao rei. 12E disse Saul: Ouve, peço-te, filho de Aitube. E ele disse: Eis-me aqui, senhor meu. 13Então lhe disse Saul: Por que conspirastes contra mim, tu e o filho de Jessé? Pois deste-lhe pão e espada, e consultaste por ele a Deus, para que se levantasse contra mim a armar-me ciladas, como se vê neste dia? 14E respondeu Aimeleque ao rei e disse: E quem, entre todos os teus criados, há tão fiel como Davi, o genro do rei, pronto na sua obediência, e honrado na tua casa? 15Comecei, porventura, hoje a consultar por ele a Deus? Longe de mim tal! Não impute o rei coisa nenhuma a seu servo, nem a toda a casa de meu pai, pois o teu servo não soube nada de tudo isso, nem muito nem pouco. 16Porém o rei disse: Aimeleque, morrerás certamente, tu e toda a casa de teu pai, 17E disse o rei aos da sua guarda que estavam com ele: Virai-vos, e matai os sacerdotes do SENHOR, porque também a sua mão é com Davi, e porque souberam que fugiu e não mo fizeram saber. Porém os criados do rei não quiseram estender as suas mãos para arremeter contra os sacerdotes do SENHOR. 18Então disse o rei a Doegue: Vira-te, e arremete contra os sacerdotes. Então se virou Doegue, o edomeu, e arremeteu contra os sacerdotes, e matou naquele dia oitenta e cinco homens que vestiam éfode de linho. 19Também a Nobe, cidade destes sacerdotes, passou a fio de espada, desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de peito, e até os bois, jumentos e ovelhas passou a fio de espada. 20Porém escapou um dos filhos de Aimeleque, filho de Aitube, cujo nome era Abiatar, o qual fugiu para Davi. 21E Abiatar anunciou a Davi que Saul tinha matado os sacerdotes do SENHOR. 22Então Davi disse a Abiatar: Bem sabia eu naquele dia que, estando ali Doegue, o edomeu, não deixaria de o denunciar a Saul; eu dei ocasião contra todas as almas da casa de teu pai. 23Fica comigo, não temas, porque quem procurar a minha morte também procurará a tua, pois estarás salvo comigo. 1 Samuel 23 1E FOI anunciado a Davi, dizendo: Eis que os filisteus pelejam contra Queila, e saqueiam as eiras. 2E consultou Davi ao SENHOR, dizendo: Irei eu, e ferirei a estes filisteus? E disse o SENHOR a Davi: Vai, e ferirás aos filisteus, e livrarás a Queila. 3Porém os homens de Davi lhe disseram: Eis que tememos aqui em Judá, quanto mais indo a Queila contra os esquadrões dos filisteus. 4Então Davi tornou a consultar ao SENHOR, e o SENHOR lhe respondeu, e disse: Levanta-te, desce a Queila, porque te dou os filisteus na tua mão. 5Então Davi partiu com os seus homens a Queila, e pelejou contra os filisteus, e levou os gados, e fez grande estrago entre eles; e Davi livrou os moradores de Queila. 6E sucedeu que, quando Abiatar, filho de Aimeleque, fugiu para Davi, a Queila, desceu com o éfode na mão. 7E foi anunciado a Saul que Davi tinha ido a Queila, e disse Saul: Deus o entregou nas minhas mãos, pois está encerrado, entrando numa cidade de portas e ferrolhos. 8Então Saul mandou chamar a todo o povo à peleja, para que descessem a Queila, para cercar a Davi e os seus homens. 9Sabendo, pois, Davi, que Saul maquinava este mal contra ele, disse a Abiatar, sacerdote: Traze aqui o éfode. 10E disse Davi: Ó SENHOR, Deus de Israel, teu servo tem ouvido que Saul procura vir a Queila, para destruir a cidade por causa de mim. 11Entregar-me-ão os cidadãos de Queila na sua mão? Descerá Saul, como o teu servo tem ouvido? Ah! SENHOR Deus de Israel! Faze-o saber ao teu servo. E disse o SENHOR: Descerá. 12Disse mais Davi: Entregar-me-ão os cidadãos de Queila, a mim e aos meus homens, nas mãos de Saul? E disse o SENHOR: Entregarão. 13Então Davi se levantou com os seus homens, uns seiscentos, e saíram de Queila, e foram-se aonde puderam; e sendo anunciado a Saul, que Davi escapara de Queila, cessou de sair contra ele. 14E Davi permaneceu no deserto, nos lugares fortes, e ficou em um monte no deserto de Zife; e Saul o buscava todos os dias, porém Deus não o entregou na sua mão. 15Vendo, pois, Davi, que Saul saíra à busca da sua vida, permaneceu no deserto de Zife, num bosque. 16Então se levantou Jônatas, filho de Saul, e foi para Davi no bosque, e confortou a sua mão em Deus; 17E disse-lhe: Não temas, que não te achará a mão de Saul, meu pai; porém tu reinarás sobre Israel, e eu serei contigo o segundo; o que também Saul, meu pai, bem sabe. 18E ambos fizeram aliança perante o SENHOR; Davi ficou no bosque, e Jônatas voltou para a sua casa. 19Então subiram os zifeus a Saul, a Gibeá, dizendo: Não se escondeu Davi entre nós, nos lugares fortes no bosque, no outeiro de Haquilá, que está à mão direita de Jesimom? 20Agora, pois, ó rei, apressadamente desce conforme a todo o desejo da tua alma; a nós cumpre entregá-lo nas mãos do rei. 21Então disse Saul: Bendito sejais vós do SENHOR, porque vos compadecestes de mim. 22 Ide, pois, e diligenciai ainda mais, e sabei e notai o lugar que freqüenta, e quem o tenha visto ali; porque me foi dito que é astutíssimo. 23Por isso atentai bem, e informai-vos acerca de todos os esconderijos, em que ele se esconde; e então voltai para mim com toda a certeza, e ir-me-ei convosco; e há de ser que, se estiver naquela terra, o buscarei entre todos os milhares de Judá. 24Então se levantaram eles e se foram a Zife, adiante de Saul; Davi, porém, e os seus homens estavam no deserto de Maom, na campina, à direita de Jesimom. 25E Saul e os seus homens se foram em busca dele; o que anunciaram a Davi, que desceu para aquela penha, e ficou no deserto de Maom; o que ouvindo Saul, seguiu a Davi para o deserto de Maom. 26E Saul ia deste lado do monte, e Davi e os seus homens do outro lado do monte; e, temeroso, Davi se apressou a escapar de Saul; Saul, porém, e os seus homens cercaram a Davi e aos seus homens, para lançar mão deles. 27Então veio um mensageiro a Saul, dizendo: Apressa-te, e vem, porque os filisteus com ímpeto entraram na terra. 28Por isso Saul voltou de perseguir a Davi, e foi ao encontro dos filisteus; por esta razão aquele lugar se chamou Rochedo das Divisões. 29E subiu Davi dali, e ficou nos lugares fortes de En-Gedi. 1 Samuel 24 1E SUCEDEU que, voltando Saul de perseguir os filisteus, anunciaram-lhe, dizendo: Eis que Davi está no deserto de En-Gedi. 2Então tomou Saul três mil homens, escolhidos dentre todo o Israel, e foi em busca de Davi e dos seus homens, até sobre os cumes das penhas das cabras montesas. 3E chegou a uns currais de ovelhas no caminho, onde estava uma caverna; e entrou nela Saul, a cobrir seus pés; e Davi e os seus homens estavam nos fundos da caverna. 4Então os homens de Davi lhe disseram: Eis aqui o dia, do qual o SENHOR te diz: Eis que te dou o teu inimigo nas tuas mãos, e far-lhe-ás como te parecer bem aos teus olhos. E levantou-se Davi, e mansamente cortou a orla do manto de Saul. 5Sucedeu, porém, que depois o coração doeu a Davi, por ter cortado a orla do manto de Saul. 6E disse aos seus homens: O SENHOR me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, ao ungido do SENHOR, estendendo eu a minha mão contra ele; pois é o ungido do SENHOR. 7E com estas palavras Davi conteve os seus homens, e não lhes permitiu que se levantassem contra Saul; e Saul se levantou da caverna, e prosseguiu o seu caminho. 8Depois também Davi se levantou, e saiu da caverna, e gritou por detrás de Saul, dizendo: Rei, meu senhor! E, olhando Saul para trás, Davi se inclinou com o rosto em terra, e se prostrou. 9E disse Davi a Saul: Por que dás tu ouvidos às palavras dos homens que dizem: Eis que Davi procura o teu mal? 10Eis que este dia os teus olhos viram, que o SENHOR hoje te pôs em minhas mãos nesta caverna, e alguns disseram que te matasse; porém a minha mão te poupou; porque disse: Não estenderei a minha mão contra o meu senhor, pois é o ungido do SENHOR. 11Olha, pois, meu pai, vê aqui a orla do teu manto na minha mão; porque cortando-te eu a orla do manto, não te matei. Sabe, pois, e vê que não há na minha mão nem mal nem rebeldia alguma, e não pequei contra ti; porém tu andas à caça da minha vida, para ma tirares. 12Julgue o SENHOR entre mim e ti, e vingue-me o SENHOR de ti; porém a minha mão não será contra ti. 13Como diz o provérbio dos antigos: Dos ímpios procede a impiedade; porém a minha mão não será contra ti. 14Após quem saiu o rei de Israel? A quem persegues? A um cão morto? A uma pulga? 15O SENHOR, porém, será juiz, e julgará entre mim e ti, e verá, e advogará a minha causa, e me defenderá da tua mão. 16E sucedeu que, acabando Davi de falar a Saul todas estas palavras, disse Saul: É esta a tua voz, meu filho Davi? Então Saul levantou a sua voz e chorou. 17E disse a Davi: Mais justo és do que eu; pois tu me recompensaste com bem, e eu te recompensei com mal. 18E tu mostraste hoje que procedeste bem para comigo, pois o SENHOR me tinha posto em tuas mãos, e tu não me mataste. 19Porque, quem há que, encontrando o seu inimigo, o deixaria ir por bom caminho? O SENHOR, pois, te pague com bem, por isso que hoje me fizeste. 20Agora, pois, eis que bem sei que certamente hás de reinar, e que o reino de Israel há de ser firme na tua mão. 21Portanto agora jura-me pelo SENHOR que não desarraigarás a minha descendência depois de mim, nem desfarás o meu nome da casa de meu pai. 22Então jurou Davi a Saul. E foi Saul para a sua casa; porém Davi e os seus homens subiram ao lugar forte. 1 Samuel 25 1E FALECEU Samuel, e todo o Israel se ajuntou, e o prantearam, e o sepultaram na sua casa, em Ramá. E Davi se levantou e desceu ao deserto de Parã. 2E havia um homem em Maom, que tinha as suas possessões no Carmelo; e era este homem muito poderoso, e tinha três mil ovelhas e mil cabras; e estava tosquiando as suas ovelhas no Carmelo. 3E era o nome deste homem Nabal, e o nome de sua mulher Abigail; e era a mulher de bom entendimento e formosa; porém o homem era duro, e maligno nas obras, e era da casa de Calebe. 4E ouviu Davi no deserto que Nabal tosquiava as suas ovelhas, 5E enviou Davi dez moços, e disse aos moços: Subi ao Carmelo, e, indo a Nabal, perguntai-lhe, em meu nome, como está. 6E assim direis àquele próspero: Paz tenhas, e que a tua casa tenha paz, e tudo o que tens tenha paz! 7Agora, pois, tenho ouvido que tens tosquiadores. Ora, os pastores que tens estiveram conosco; agravo nenhum lhes fizemos, nem coisa alguma lhes faltou todos os dias que estiveram no Carmelo. 8Pergunta-o aos teus moços, e eles to dirão. Estes moços, pois, achem graça em teus olhos, porque viemos em boa ocasião. Dá, pois, a teus servos e a Davi, teu filho, o que achares à mão. 9Chegando, pois, os moços de Davi, e falando a Nabal todas aquelas palavras em nome de Davi, se calaram. 10E Nabal respondeu aos criados de Davi, e disse: Quem é Davi, e quem é o filho de Jessé? Muitos servos há hoje, que fogem ao seu senhor. 11Tomaria eu, pois, o meu pão, e a minha água, e a carne das minhas reses que degolei para os meus tosquiadores, e o daria a homens que eu não sei donde vêm? 12Então os moços de Davi puseram-se a caminho e voltaram, e chegando, lhe anunciaram tudo conforme a todas estas palavras. 13Por isso disse Davi aos seus homens: Cada um cinja a sua espada. E cada um cingiu a sua espada, e cingiu também Davi a sua; e subiram após Davi uns quatrocentos homens, e duzentos ficaram com a bagagem. 14Porém um dentre os moços o anunciou a Abigail, mulher de Nabal, dizendo: Eis que Davi enviou mensageiros desde o deserto a saudar o nosso amo; porém ele os destratou. 15Todavia, aqueles homens têm-nos sido muito bons, e nunca fomos agravados por eles, e nada nos faltou em todos os dias que convivemos com eles quando estavam no campo. 16De muro em redor nos serviram, assim de dia como de noite, todos os dias que andamos com eles apascentando as ovelhas. 17Considera, pois, agora, e vê o que hás de fazer, porque o mal já está de todo determinado contra o nosso amo e contra toda a sua casa, e ele é um homem vil, que não há quem lhe possa falar. 18Então Abigail se apressou, e tomou duzentos pães, e dois odres de vinho, e cinco ovelhas guisadas, e cinco medidas de trigo tostado, e cem cachos de passas, e duzentas pastas de figos passados, e os pôs sobre jumentos. 19E disse aos seus moços: Ide adiante de mim, eis que vos seguirei de perto. O que, porém, não declarou a seu marido Nabal. 20E sucedeu que, andando ela montada num jumento, desceu pelo encoberto do monte, e eis que Davi e os seus homens lhe vinham ao encontro, e ela encontrouse com eles. 21E disse Davi: Na verdade que em vão tenho guardado tudo quanto este tem no deserto, e nada lhe faltou de tudo quanto tem, e ele me pagou mal por bem. 22Assim faça Deus aos inimigos de Davi, e outro tanto, se eu deixar até amanhã de tudo o que tem, até mesmo um menino. 23Vendo, pois, Abigail a Davi, apressou-se, e desceu do jumento, e prostrou-se sobre o seu rosto diante de Davi, e se inclinou à terra. 24E lançou-se a seus pés, e disse: Ah, senhor meu, minha seja a transgressão; deixa, pois, falar a tua serva aos teus ouvidos, e ouve as palavras da tua serva. 25Meu senhor, agora não faça este homem vil, a saber, Nabal, impressão no seu coração, porque tal é ele qual é o seu nome. Nabal é o seu nome, e a loucura está com ele, e eu, tua serva, não vi os moços de meu senhor, que enviaste. 26Agora, pois, meu senhor, vive o SENHOR, e vive a tua alma, que o SENHOR te impediu de vires com sangue, e de que a tua mão te salvasse; e, agora, tais quais Nabal sejam os teus inimigos e os que procuram mal contra o meu senhor. 27E agora este é o presente que trouxe a tua serva a meu senhor; seja dado aos moços que seguem ao meu senhor. 28Perdoa, pois, à tua serva esta transgressão, porque certamente fará o SENHOR casa firme a meu senhor, porque meu senhor guerreia as guerras do SENHOR, e não se tem achado mal em ti por todos os teus dias, 29E, levantando-se algum homem para te perseguir, e para procurar a tua morte, contudo a vida de meu senhor será atada no feixe dos que vivem com o SENHOR teu Deus; porém a vida de teus inimigos ele arrojará ao longe, como do meio do côncavo de uma funda. 30E há de ser que, usando o SENHOR com o meu senhor conforme a todo o bem que já tem falado de ti, e te houver estabelecido príncipe sobre Israel, 31Então, meu senhor, não te será por tropeço, nem por pesar no coração, o sangue que sem causa derramaste, nem tampouco por ter se vingado o meu senhor a si mesmo; e quando o SENHOR fizer bem a meu senhor, lembra-te então da tua serva. 32Então Davi disse a Abigail: Bendito o SENHOR Deus de Israel, que hoje te enviou ao meu encontro. 33E bendito o teu conselho, e bendita tu, que hoje me impediste de derramar sangue, e de vingar-me pela minha própria mão. 34Porque, na verdade, vive o SENHOR Deus de Israel, que me impediu de que te fizesse mal, que se tu não te apressaras, e não me vieras ao encontro, não ficaria a Nabal até a luz da manhã nem mesmo um menino. 35Então Davi tomou da sua mão o que tinha trazido, e lhe disse: Sobe em paz à tua casa; vês aqui que tenho dado ouvidos à tua voz, e tenho aceitado a tua face. 36E, vindo Abigail a Nabal, eis que tinha em sua casa um banquete, como banquete de rei; e o coração de Nabal estava alegre nele, e ele já muito embriagado, pelo que ela não lhe deu a entender coisa alguma, pequena nem grande, até à luz da manhã. 37Sucedeu, pois, que pela manhã, estando Nabal já livre do vinho, sua mulher lhe deu a entender aquelas coisas; e se amorteceu o seu coração, e ficou ele como pedra. 38E aconteceu que, passados quase dez dias, feriu o SENHOR a Nabal, e este morreu. 39E, ouvindo Davi que Nabal morrera, disse: Bendito seja o SENHOR, que julgou a causa de minha afronta recebida da mão de Nabal, e deteve a seu servo do mal, fazendo o SENHOR tornar o mal de Nabal sobre a sua cabeça. E mandou Davi falar a Abigail, para tomá-la por sua mulher. 40Vindo, pois, os criados de Davi a Abigail, no Carmelo, lhe falaram, dizendo: Davi nos tem mandado a ti, para te tomar por sua mulher. 41Então ela se levantou, e se inclinou com o rosto em terra, e disse: Eis que a tua serva servirá de criada para lavar os pés dos criados de meu senhor. 42E Abigail se apressou, e se levantou, e montou num jumento com as suas cinco moças que seguiam as suas pisadas; e ela seguiu os mensageiros de Davi, e foi sua mulher. 43Também tomou Davi a Ainoã de Jizreel; e ambas foram suas mulheres. 44Porque Saul tinha dado sua filha Mical, mulher de Davi, a Palti, filho de Laís, o qual era de Galim. 1 Samuel 26 1E VIERAM os zifeus a Saul, a Gibeá, dizendo: Não está Davi escondido no outeiro de Haquilá, defronte de Jesimom? 2Então Saul se levantou e desceu ao deserto de Zife, e com ele três mil homens escolhidos de Israel, a buscar a Davi no deserto de Zife. 3E acampou-se Saul no outeiro de Haquilá, que está defronte de Jesimom, junto ao caminho; porém Davi ficou no deserto, e viu que Saul vinha seguindo-o no deserto. 4Pois Davi enviou espias, e soube que Saul tinha vindo. 5E Davi se levantou, e foi ao lugar onde Saul se tinha acampado; viu Davi o lugar onde se tinha deitado Saul, e Abner, filho de Ner, capitão do seu exército; e Saul estava deitado dentro do lugar dos carros, e o povo estava acampado ao redor dele. 6E dirigindo-se Davi a Aimeleque, o heteu, e a Abisai, filho de Zeruia, irmão de Joabe, disse: Quem descerá comigo a Saul ao arraial? E respondeu Abisai: Eu descerei contigo. 7Foram, pois, Davi e Abisai de noite ao povo, e eis que Saul estava deitado dormindo dentro do lugar dos carros, e a sua lança estava fincada na terra à sua cabeceira; e Abner e o povo deitavam-se ao redor dele. 8Então disse Abisai a Davi: Deus te entregou hoje nas mãos o teu inimigo; deixame, pois, agora encravá-lo com a lança de uma vez na terra, e não o ferirei segunda vez. 9E disse Davi a Abisai: Nenhum dano lhe faças; porque quem estendeu a sua mão contra o ungido do SENHOR, e ficou inocente? 10Disse mais Davi: Vive o SENHOR que o SENHOR o ferirá, ou o seu dia chegará em que morra, ou descerá para a batalha e perecerá. 11O SENHOR me guarde, de que eu estenda a mão contra o ungido do SENHOR; agora, porém, toma a lança que está à sua cabeceira e a bilha de água, e vamo-nos. 12Tomou, pois, Davi a lança e a bilha de água, da cabeceira de Saul, e foram-se; e ninguém houve que o visse, nem que o advertisse, nem que acordasse; porque todos estavam dormindo, porque da parte do SENHOR havia caído sobre eles um profundo sono. 13E Davi, passando ao outro lado, pôs-se no cume do monte ao longe, de maneira que entre eles havia grande distância. 14E Davi bradou ao povo, e a Abner, filho de Ner, dizendo: Não responderás, Abner? Então Abner respondeu e disse: Quem és tu, que bradas ao rei? 15Então disse Davi a Abner: Porventura não és homem? E quem há em Israel como tu? Por que, pois, não guardaste o rei, teu senhor? Porque um do povo veio para destruir o rei, teu senhor. 16Não é bom isso, que fizeste; vive o SENHOR, que sois dignos de morte, vós que não guardastes a vosso senhor, o ungido do SENHOR; vede, pois, agora onde está a lança do rei, e a bilha de água, que tinha à sua cabeceira. 17Então conheceu Saul a voz de Davi, e disse: Não é esta a tua voz, meu filho Davi? E disse Davi: É minha voz, ó rei meu senhor. 18Disse mais: Por que persegue o meu senhor tanto o seu servo? Que fiz eu? E que maldade se acha nas minhas mãos? 19Ouve, pois, agora, te rogo, rei meu senhor, as palavras de teu servo: Se o SENHOR te incita contra mim, receba ele a oferta de alimentos; se, porém, são os filhos dos homens, malditos sejam perante o SENHOR; pois eles me têm expulsado hoje para que eu não tenha parte na herança do SENHOR, dizendo: Vai, serve a outros deuses. 20Agora, pois, não se derrame o meu sangue na terra diante do SENHOR; pois saiu o rei de Israel em busca de uma pulga, como quem persegue uma perdiz nos montes. 21Então disse Saul: Pequei; volta, meu filho Davi, porque não tornarei a fazer-te mal; porque foi hoje preciosa a minha vida aos teus olhos; eis que procedi loucamente, e errei grandissimamente. 22Davi então respondeu, e disse: Eis aqui a lança do rei; venha cá um dos moços, e leve-a. 23O SENHOR, porém, pague a cada um a sua justiça e a sua lealdade; pois o SENHOR te entregou hoje na minha mão, porém não quis estender a minha mão contra o ungido do SENHOR. 24E eis que, assim como foi a tua vida hoje de tanta estima aos meus olhos, assim seja a minha vida de muita estima aos olhos do SENHOR, e ele me livre de toda a tribulação. 25Então Saul disse a Davi: Bendito sejas tu, meu filho Davi; pois grandes coisas farás e também prevalecerás. Então Davi se foi pelo seu caminho e Saul voltou para o seu lugar. 1 Samuel 27 1DISSE, porém, Davi no seu coração: Ora, algum dia ainda perecerei pela mão de Saul; não há coisa melhor para mim do que escapar apressadamente para a terra dos filisteus, para que Saul perca a esperança de mim, e cesse de me buscar por todos os termos de Israel; e assim escaparei da sua mão. 2Então Davi se levantou, e passou, com os seiscentos homens que com ele estavam, a Aquis, filho de Maoque, rei de Gate. 3E Davi ficou com Aquis em Gate, ele e os seus homens, cada um com a sua casa; Davi com ambas as suas mulheres, Ainoã, a jizreelita, e Abigail, a mulher de Nabal, o carmelita. 4E, sendo Saul avisado que Davi tinha fugido para Gate, não cuidou mais de buscá-lo. 5E disse Davi a Aquis: Se eu tenho achado graça em teus olhos, dá-me lugar numa das cidades da terra, para que ali habite; pois por que razão habitaria o teu servo contigo na cidade real? 6Então lhe deu Aquis, naquele dia, a cidade de Ziclague (por isso Ziclague pertence aos reis de Judá, até ao dia de hoje). 7E foi o número dos dias, que Davi habitou na terra dos filisteus, um ano e quatro meses. 8E subia Davi com os seus homens, e davam sobre os gesuritas, e os gersitas, e os amalequitas; porque antigamente foram estes os moradores da terra que se estende na direção de Sur, até à terra do Egito. 9E Davi feria aquela terra, e não dava vida nem a homem nem a mulher, e tomava ovelhas, e vacas, e jumentos, e camelos, e vestes; e voltava, e vinha a Aquis. 10E dizendo Aquis: Onde atacastes hoje? Davi dizia: Sobre o sul de Judá, e sobre o sul dos jerameelitas, e sobre o sul dos queneus. 11E Davi não deixava com vida nem a homem nem a mulher, para trazê-los a Gate, dizendo: Para que porventura não nos denunciem, dizendo: Assim Davi o fazia. E este era o seu costume por todos os dias que habitou na terra dos filisteus. 12E Aquis confiava em Davi, dizendo: Fez-se ele por certo aborrecível para com o seu povo em Israel; por isso me será por servo para sempre. 1 Samuel 28 1E SUCEDEU naqueles dias que, juntando os filisteus os seus exércitos à peleja, para fazer guerra contra Israel, disse Aquis a Davi: Sabe de certo que comigo sairás ao arraial, tu e os teus homens. 2Então disse Davi a Aquis: Assim saberás o que fará o teu servo. E disse Aquis a Davi: Por isso te terei por guarda da minha pessoa para sempre. 3E Samuel já estava morto, e todo o Israel o tinha chorado, e o tinha sepultado em Ramá, que era a sua cidade; e Saul tinha desterrado os adivinhos e os encantadores. 4E ajuntaram-se os filisteus, e vieram, e acamparam-se em Suném; e ajuntou Saul a todo o Israel, e se acamparam em Gilboa. 5E, vendo Saul o arraial dos filisteus, temeu, e estremeceu muito o seu coração. 6E perguntou Saul ao SENHOR, porém o SENHOR não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas. 7Então disse Saul aos seus criados: Buscai-me uma mulher que tenha o espírito de feiticeira, para que vá a ela, e consulte por ela. E os seus criados lhe disseram: Eis que em En-Dor há uma mulher que tem o espírito de adivinhar. 8E Saul se disfarçou, e vestiu outras roupas, e foi ele com dois homens, e de noite chegaram à mulher; e disse: Peço-te que me adivinhes pelo espírito de feiticeira, e me faças subir a quem eu te disser. 9Então a mulher lhe disse: Eis aqui tu sabes o que Saul fez, como tem destruído da terra os adivinhos e os encantadores; por que, pois, me armas um laço à minha vida, para me fazeres morrer? 10Então Saul lhe jurou pelo SENHOR, dizendo: Vive o SENHOR, que nenhum mal te sobrevirá por isso. 11A mulher então lhe disse: A quem te farei subir? E disse ele: Faze-me subir a Samuel. 12Vendo, pois, a mulher a Samuel, gritou com alta voz, e falou a Saul, dizendo: Por que me tens enganado? Pois tu mesmo és Saul. 13E o rei lhe disse: Não temas; que é que vês? Então a mulher disse a Saul: Vejo deuses que sobem da terra. 14E lhe disse: Como é a sua figura? E disse ela: Vem subindo um homem ancião, e está envolto numa capa. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra, e se prostrou. 15Samuel disse a Saul: Por que me inquietaste, fazendo-me subir? Então disse Saul: Mui angustiado estou, porque os filisteus guerreiam contra mim, e Deus se tem desviado de mim, e não me responde mais, nem pelo ministério dos profetas, nem por sonhos; por isso te chamei a ti, para que me faças saber o que hei de fazer. 16Então disse Samuel: Por que, pois, me perguntas a mim, visto que o SENHOR te tem desamparado, e se tem feito teu inimigo? 17Porque o SENHOR tem feito para contigo como pela minha boca te disse, e o SENHOR tem rasgado o reino da tua mão, e o tem dado ao teu próximo, a Davi. 18Como tu não deste ouvidos à voz do SENHOR, e não executaste o fervor da sua ira contra Amaleque, por isso o SENHOR te fez hoje isto. 19E o SENHOR entregará também a Israel contigo na mão dos filisteus, e amanhã tu e teus filhos estareis comigo; e o arraial de Israel o SENHOR entregará na mão dos filisteus. 20E imediatamente Saul caiu estendido por terra, e grandemente temeu por causa daquelas palavras de Samuel; e não houve força nele; porque não tinha comido pão todo aquele dia e toda aquela noite. 21Então veio a mulher a Saul e, vendo que estava tão perturbado, disse-lhe: Eis que a tua criada deu ouvidos à tua voz, e pus a minha vida na minha mão, e ouvi as palavras que disseste. 22Agora, pois, ouve também tu as palavras da tua serva, e porei um bocado de pão diante de ti, e come, para que tenhas forças para te pores a caminho. 23Porém ele o recusou, e disse: Não comerei. Porém os seus criados e a mulher o constrangeram; e deu ouvidos à sua voz; e levantou-se do chão, e se assentou sobre uma cama. 24E tinha a mulher em casa um bezerro cevado, e se apressou, e o matou, e tomou farinha, e a amassou, e a cozeu em bolos ázimos. 25E os trouxe diante de Saul e de seus criados, e comeram; depois levantaram-se e partiram naquela mesma noite. 1 Samuel 29 1E AJUNTARAM os filisteus todos os seus exércitos em Afeque; e acamparamse os israelitas junto à fonte que está em Jizreel. 2E os príncipes dos filisteus se foram para lá com centenas e com milhares; porém Davi e os seus homens iam com Aquis na retaguarda. 3Disseram então os príncipes dos filisteus: Que fazem aqui estes hebreus? E disse Aquis aos príncipes dos filisteus: Não é este Davi, o servo de Saul, rei de Israel, que esteve comigo há alguns dias ou anos? Coisa nenhuma achei nele desde o dia em que se revoltou, até ao dia de hoje. 4Porém os príncipes dos filisteus muito se indignaram contra ele; e disseram-lhe os príncipes dos filisteus: Faze voltar este homem, para que torne ao lugar em que tu o puseste, e não desça conosco à batalha, para que não se torne nosso adversário na batalha; pois, com que poderia este agradar a seu senhor? Porventura não seria com as cabeças destes homens? 5Não é este aquele Davi, de quem uns aos outros cantaram nas danças, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém Davi os seus dez milhares? 6Então Aquis chamou a Davi e disse-lhe: Vive o SENHOR, que tu és reto, e que a tua entrada e a tua saída comigo no arraial é boa aos meus olhos; porque nenhum mal em ti achei, desde o dia em que a mim vieste, até ao dia de hoje; porém aos olhos dos príncipes não agradas. 7Volta, pois, agora, e vai em paz; para que não faças mal aos olhos dos príncipes dos filisteus. 8Então Davi disse a Aquis: Por quê? Que fiz? Ou que achaste no teu servo, desde o dia em que estive diante de ti, até ao dia de hoje, para que não vá e peleje contra os inimigos do rei, meu senhor? 9Respondeu, porém, Aquis, e disse a Davi: Bem o sei; e que na verdade aos meus olhos és bom como um anjo de Deus; porém disseram os príncipes dos filisteus: Não suba este conosco à batalha. 10Agora, pois, amanhã de madrugada levanta-te com os servos de teu senhor, que têm vindo contigo; e, levantando-vos pela manhã, de madrugada, e havendo luz, parti. 11Então Davi de madrugada se levantou, ele e os seus homens, para partirem pela manhã, e voltarem à terra dos filisteus; e os filisteus subiram a Jizreel. 1 Samuel 30 1SUCEDEU, pois, que, chegando Davi e os seus homens ao terceiro dia a Ziclague, já os amalequitas tinham invadido o sul, e Ziclague, e tinham ferido a Ziclague e a tinham queimado a fogo. 2E tinham levado cativas as mulheres, e todos os que estavam nela, tanto pequenos como grandes; a ninguém, porém, mataram, tão-somente os levaram consigo, e foram o seu caminho. 3E Davi e os seus homens chegaram à cidade e eis que estava queimada a fogo, e suas mulheres, seus filhos e suas filhas tinham sido levados cativos. 4Então Davi e o povo que se achava com ele alçaram a sua voz, e choraram, até que neles não houve mais forças para chorar. 5Também as duas mulheres de Davi foram levadas cativas; Ainoã, a jizreelita, e Abigail, a mulher de Nabal, o carmelita. 6E Davi muito se angustiou, porque o povo falava de apedrejá-lo, porque a alma de todo o povo estava em amargura, cada um por causa dos seus filhos e das suas filhas; todavia Davi se fortaleceu no SENHOR seu Deus. 7E disse Davi a Abiatar, o sacerdote, filho de Aimeleque: Traze-me, peço-te, aqui o éfode. E Abiatar trouxe o éfode a Davi. 8Então consultou Davi ao SENHOR, dizendo: Perseguirei eu a esta tropa? Alcançá-la-ei? E lhe disse: Persegue-a, porque decerto a alcançarás e tudo libertarás. 9Partiu, pois, Davi, ele e os seiscentos homens que com ele se achavam, e chegaram ao ribeiro de Besor, onde pararam os que ficaram atrás. 10E perseguiu-os Davi, ele e os quatrocentos homens, pois que duzentos homens ficaram, por não poderem, de cansados que estavam, passar o ribeiro de Besor. 11E acharam no campo um homem egípcio, e o trouxeram a Davi; deram-lhe pão, e comeu, e deram-lhe a beber água. 12Deram-lhe também um pedaço de massa de figos secos e dois cachos de passas, e comeu, e voltou-lhe o seu espírito, porque havia três dias e três noites que não tinha comido pão nem bebido água. 13Então Davi lhe disse: De quem és tu, e de onde és? E disse o moço egípcio: Sou servo de um homem amalequita, e meu senhor me deixou, porque adoeci há três dias. 14Nós invadimos o lado do sul dos queretitas, e o lado de Judá, e o lado do sul de Calebe, e pusemos fogo a Ziclague. 15E disse-lhe Davi: Poderias, descendo, guiar-me a essa tropa? E disse-lhe: Por Deus jura-me que não me matarás, nem me entregarás na mão de meu senhor, e, descendo, te guiarei a essa tropa. 16E, descendo, o guiou e eis que estavam espalhados sobre a face de toda a terra, comendo, e bebendo, e dançando, por todo aquele grande despojo que tomaram da terra dos filisteus e da terra de Judá. 17E feriu-os Davi, desde o crepúsculo até à tarde do dia seguinte; nenhum deles escapou, senão só quatrocentos moços que, montados sobre camelos, fugiram. 18Assim salvou Davi tudo quanto tomaram os amalequitas; também as suas duas mulheres salvou Davi. 19E ninguém lhes faltou, desde o menor até ao maior, e até os filhos e as filhas; e também desde o despojo até tudo quanto lhes tinham tomado, tudo Davi tornou a trazer. 20Também tomou Davi todas as ovelhas e vacas, e levavam-nas adiante do outro gado, e diziam: Este é o despojo de Davi. 21E, chegando Davi aos duzentos homens que, de cansados que estavam, não puderam seguir a Davi, e que deixaram ficar no ribeiro de Besor, estes saíram ao encontro de Davi e do povo que com ele vinha; e, chegando-se Davi com o povo, os saudou em paz. 22Então todos os maus e perversos, dentre os homens que tinham ido com Davi, responderam, e disseram: Visto que não foram conosco, não lhes daremos do despojo que libertamos; mas que leve cada um sua mulher e seus filhos, e se vá. 23Porém Davi disse: Não fareis assim, irmãos meus, com o que nos deu o SENHOR, que nos guardou, e entregou a tropa que contra nós vinha, nas nossas mãos. 24E quem vos daria ouvidos nisso? Porque qual é a parte dos que desceram à peleja, tal também será a parte dos que ficaram com a bagagem; igualmente repartirão. 25O que assim foi desde aquele dia em diante, porquanto o pôs por estatuto e direito em Israel até ao dia de hoje. 26E, chegando Davi a Ziclague, enviou do despojo aos anciãos de Judá, seus amigos, dizendo: Eis aí para vós uma bênção do despojo dos inimigos do SENHOR; 27Aos de Betel, e aos de Ramote do sul, e aos de Jater, 28E aos de Aroer, e aos de Sifmote, e aos de Estemoa, 29E aos de Racal, e aos que estavam nas cidades jerameelitas e nas cidades dos queneus, 30E aos de Hormá, e aos de Corasã, e aos de Ataca, 31E aos de Hebrom, e a todos os lugares em que andara Davi, ele e os seus homens. 1 Samuel 31 1OS filisteus, pois, pelejaram contra Israel; e os homens de Israel fugiram de diante dos filisteus, e caíram mortos na montanha de Gilboa. 2E os filisteus perseguiram a Saul e a seus filhos; e mataram a Jônatas, e a Abinadabe, e a Malquisua, filhos de Saul. 3E a peleja se agravou contra Saul, e os flecheiros o alcançaram; e muito temeu por causa dos flecheiros. 4Então disse Saul ao seu pajem de armas: Arranca a tua espada, e atravessa-me com ela, para que porventura não venham estes incircuncisos, e me atravessem e escarneçam de mim. Porém o seu pajem de armas não quis, porque temia muito; então Saul tomou a espada, e se lançou sobre ela. 5Vendo, pois, o seu pajem de armas que Saul já era morto, também ele se lançou sobre a sua espada, e morreu com ele. 6Assim faleceu Saul, e seus três filhos, e o seu pajem de armas, e também todos os seus homens morreram juntamente naquele dia. 7E, vendo os homens de Israel, que estavam deste lado do vale e deste lado do Jordão, que os homens de Israel fugiram, e que Saul e seus filhos estavam mortos, abandonaram as cidades, e fugiram; e vieram os filisteus, e habitaram nelas. 8Sucedeu, pois, que, vindo os filisteus no outro dia para despojar os mortos, acharam a Saul e a seus três filhos estirados na montanha de Gilboa. 9E cortaram-lhe a cabeça, e o despojaram das suas armas, e enviaram pela terra dos filisteus, em redor, a anunciá-lo no templo dos seus ídolos e entre o povo. 10E puseram as suas armas no templo de Astarote, e o seu corpo o afixaram no muro de Bete-Sã. 11Ouvindo então os moradores de Jabes-Gileade, o que os filisteus fizeram a Saul, 12Todo o homem valoroso se levantou, e caminharam toda a noite, e tiraram o corpo de Saul e os corpos de seus filhos do muro, de Bete-Sã, e, vindo a Jabes, os queimaram. 13E tomaram os seus ossos, e os sepultaram debaixo de um arvoredo, em Jabes, e jejuaram sete dias. 2 Samuel 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 2 Samuel 1 1E SUCEDEU que, depois da morte de Saul, voltando Davi da derrota dos amalequitas, ficou dois dias em Ziclague; 2Ao terceiro dia um homem veio do arraial de Saul, com as vestes rotas e com terra sobre a cabeça; e, chegando ele a Davi, se lançou no chão, e se inclinou. 3E Davi lhe disse: Donde vens? E ele lhe disse: Escapei do arraial de Israel. 4E disselhe Davi: Como foi lá isso? peço-te, dize-mo. E ele lhe respondeu: O povo fugiu da batalha, e muitos do povo caíram, e morreram; assim como também Saul e Jônatas, seu filho, foram mortos. 5E disse Davi ao moço que lhe trazia as novas: Como sabes tu que Saul e Jônatas, seu filho, foram mortos? 6Então disse o moço que lhe dava a notícia: Cheguei por acaso à montanha de Gilboa, e eis que Saul estava encostado sobre a sua lança, e eis que os carros e a cavalaria apertavam-no. 7E, olhando ele para trás de si, viu-me, e chamou-me; e eu disse: Eis-me aqui. 8E ele me disse: Quem és tu? E eu lhe disse: Sou amalequita. 9Então ele me disse: Peço-te, arremessa-te sobre mim, e mata-me, porque angústias me têm cercado, pois toda a minha vida está ainda em mim. 10Arremessei-me, pois, sobre ele, e o matei, porque bem sabia eu que não viveria depois da sua queda, e tomei a coroa que tinha na cabeça, e o bracelete que trazia no braço, e os trouxe aqui a meu senhor. 11Então apanhou Davi as suas vestes, e as rasgou; assim fizeram todos os homens que estavam com ele. 12E prantearam, e choraram, e jejuaram até à tarde por Saul, e por Jônatas, seu filho, e pelo povo do SENHOR, e pela casa de Israel, porque tinham caído à espada. 13Disse então Davi ao moço que lhe trouxera a nova: Donde és tu? E disse ele: Sou filho de um estrangeiro, amalequita. 14E Davi lhe disse: Como não temeste tu estender a mão para matares ao ungido do SENHOR? 15Então chamou Davi a um dos moços, e disse: Chega, e lança-te sobre ele. E ele o feriu, e morreu. 16Pois Davi lhe dissera: O teu sangue seja sobre a tua cabeça, porque a tua própria boca testificou contra ti, dizendo: Eu matei o ungido do SENHOR. 17E lamentou Davi a Saul e a Jônatas, seu filho, com esta lamentação 18 (Dizendo ele que ensinassem aos filhos de Judá o uso do arco. Eis que está escrito no livro de Jasher): 19Ah, ornamento de Israel! Nos teus altos foi ferido, como caíram os poderosos! 20Não o noticieis em Gate, não o publiqueis nas ruas de Ascalom, para que não se alegrem as filhas dos filisteus, para que não saltem de contentamento as filhas dos incircuncisos. 21Vós, montes de Gilboa, nem orvalho, nem chuva caia sobre vós, nem haja campos de ofertas alçadas, pois aí desprezivelmente foi arrojado o escudo dos poderosos, o escudo de Saul, como se não fora ungido com óleo. 22Do sangue dos feridos, da gordura dos valentes, nunca se retirou para trás o arco de Jônatas, nem voltou vazia a espada de Saul. 23Saul e Jônatas, tão amados e queridos na sua vida, também na sua morte não se separaram; eram mais ligeiros do que as águias, mais fortes do que os leões. 24Vós, filhas de Israel, chorai por Saul, que vos vestia de escarlata em delícias, que vos fazia trazer ornamentos de ouro sobre as vossas vestes. 25Como caíram os poderosos, no meio da peleja! Jônatas nos teus altos foi morto. 26Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; quão amabilíssimo me eras! Mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres. 27Como caíram os poderosos, e pereceram as armas de guerra! 2 Samuel 2 1E SUCEDEU depois disto que Davi consultou ao SENHOR, dizendo: Subirei a alguma das cidades de Judá? E disselhe o SENHOR: Sobe. E falou Davi: Para onde subirei? E disse: Para Hebrom. 2E subiu Davi para lá, e também as suas duas mulheres, Ainoã, a jizreelita, e Abigail, a mulher de Nabal, o carmelita. 3Fez também Davi subir os homens que estavam com ele, cada um com a sua família; e habitaram nas cidades de Hebrom. 4Então vieram os homens de Judá, e ungiram ali a Davi rei sobre a casa de Judá. E deram avisos a Davi, dizendo: Os homens de Jabes-Gileade foram os que sepultaram a Saul. 5Então enviou Davi mensageiros aos homens de Jabes-Gileade, para dizer-lhes: Benditos sejais vós do SENHOR, que fizestes tal beneficência a vosso senhor, a Saul, e o sepultastes! 6Agora, pois, o SENHOR use convosco de beneficência e fidelidade; e também eu vos farei este bem, porquanto fizestes isto. 7Esforcem-se, pois, agora as vossas mãos, e sede homens valentes, pois Saul, vosso senhor, é morto, mas também os da casa de Judá já me ungiram a mim por seu rei. 8Porém Abner, filho de Ner, capitão do exército de Saul, tomou a Is-Bosete, filho de Saul, e o fez passar a Maanaim, 9E o constituiu rei sobre Gileade, e sobre os assuritas, e sobre Jizreel, e sobre Efraim, e sobre Benjamim, e sobre todo o Israel. 10Da idade de quarenta anos era Is-Bosete, filho de Saul, quando começou a reinar sobre Israel, e reinou dois anos; mas os da casa de Judá seguiam a Davi. 11E foi o número dos dias que Davi reinou em Hebrom, sobre a casa de Judá, sete anos e seis meses. 12Então saiu Abner, filho de Ner, com os servos de Is-Bosete, filho de Saul, de Maanaim a Gibeom. 13Saíram também Joabe, filho de Zeruia, e os servos de Davi, e se encontraram uns com os outros perto do tanque de Gibeom; e pararam estes deste lado do tanque, e os outros do outro lado do tanque. 14E disse Abner a Joabe: Deixa levantar os moços, e joguem diante de nós. E disse Joabe: Levantem-se. 15Então se levantaram, e passaram, em número de doze de Benjamim, da parte de Is-Bosete, filho de Saul, e doze dos servos de Davi. 16E cada um lançou mão da cabeça do outro, cravou-lhe a espada no lado, e caíram juntos, por isso se chamou àquele lugar Helcate-Hazurim, que está junto a Gibeom. 17E seguiu-se naquele dia uma crua peleja; porém Abner e os homens de Israel foram feridos diante dos servos de Davi. 18E estavam ali os três filhos de Zeruia, Joabe, Abisai, e Asael; e Asael era ligeiro de pés, como as gazelas do campo. 19E Asael perseguiu a Abner; e não se desviou de detrás de Abner, nem para a direita nem para a esquerda. 20E Abner, olhando para trás, perguntou: És tu Asael? E ele falou: Eu sou. 21Então lhe disse Abner: Desvia-te para a direita, ou para a esquerda, e lança mão de um dos moços, e toma os seus despojos. Porém Asael não quis desviar-se de detrás dele. 22Então Abner tornou a dizer a Asael: Desvia-te de detrás de mim; por que hei de eu ferir-te e dar contigo em terra? E como levantaria eu o meu rosto diante de Joabe, teu irmão? 23Porém, não querendo ele se desviar, Abner o feriu com a ponta da lança pela quinta costela, e a lança lhe saiu por detrás, e caiu ali, e morreu naquele mesmo lugar; e sucedeu que, todos os que chegavam ao lugar onde Asael caiu e morreu, paravam. 24Porém Joabe e Abisai perseguiram a Abner; e pôs-se o sol, chegando eles ao outeiro de Amá, que está diante de Gia, junto ao caminho do deserto de Gibeão. 25E os filhos de Benjamim se ajuntaram atrás de Abner, e fizeram um batalhão, e puseram-se no cume de um outeiro. 26Então Abner gritou a Joabe, e disse: Consumirá a espada para sempre? Não sabes tu que por fim haverá amargura? E até quando não hás de dizer ao povo que deixe de perseguir a seus irmãos? 27E disse Joabe: Vive Deus, que, se não tivesses falado, só pela manhã o povo teria cessado, cada um, de perseguir a seu irmão. 28Então Joabe tocou a buzina, e todo o povo parou, e não perseguiram mais a Israel; e tampouco pelejaram mais. 29E caminharam Abner e os seus homens toda aquela noite pela planície; e, passando o Jordão, caminharam por todo o Bitrom, e chegaram a Maanaim. 30Também Joabe voltou de perseguir a Abner, e ajuntou todo o povo; e dos servos de Davi faltaram dezenove homens, e Asael. 31Porém os servos de Davi feriram dentre os de Benjamim, e dentre os homens de Abner, a trezentos e sessenta homens, que ali ficaram mortos. 32E levantaram a Asael, e sepultaram-no na sepultura de seu pai, que estava em Belém; e Joabe e seus homens caminharam toda aquela noite, e amanheceu-lhes o dia em Hebrom. 2 Samuel 3 1E HOUVE uma longa guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi; porém Davi ia se fortalecendo, mas os da casa de Saul se iam enfraquecendo. 2E a Davi nasceram filhos em Hebrom; e foi o seu primogênito Amnom, de Ainoã a jizreelita; 3E seu segundo, Quileabe, de Abigail, mulher de Nabal, o carmelita; e o terceiro Absalão, filho de Maaca, filha de Talmai, rei de Gesur; 4E o quarto, Adonias, filho de Hagite; e o quinto, Sefatias, filho de Abital; 5E o sexto, Itreão, de Eglá, também mulher de Davi; estes nasceram a Davi em Hebrom. 6E, havendo guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi, sucedeu que Abner se fez poderoso na casa de Saul. 7E tinha tido Saul uma concubina, cujo nome era Rispa, filha de Aiá; e disse Is- Bosete a Abner: Por que possuíste a concubina de meu pai? 8Então se irou muito Abner pelas palavras de Is-Bosete, e disse: Sou eu cabeça de cão, que pertença a Judá? Ainda hoje faço beneficência à casa de Saul, teu pai, a seus irmãos, e a seus amigos, e não te entreguei nas mãos de Davi, e tu hoje buscas motivo para me argüires por causa da maldade de uma mulher. 9Assim faça Deus a Abner, e outro tanto, se, como o SENHOR jurou a Davi, assim eu não lhe fizer, 10Transferindo o reino da casa de Saul, e confirmando o trono de Davi sobre Israel, e sobre Judá, desde Dã até Berseba. 11E nenhuma palavra podia ele responder a Abner, porque o temia. 12Então enviou Abner da sua parte mensageiros a Davi, dizendo: De quem é a terra? E disse mais: Comigo faze o teu acordo, e eis que a minha mão será contigo, para tornar a ti todo o Israel. 13E disse Davi: Bem, eu farei contigo acordo, porém uma coisa te peço: não verás a minha face, se primeiro não me trouxeres a Mical, filha de Saul, quando vieres ver a minha face. 14Também enviou Davi mensageiros a Is-Bosete, filho de Saul, dizendo: Dá-me minha mulher Mical, que eu desposei por cem prepúcios de filisteus. 15E enviou Is-Bosete, e tirou-a de seu marido, a Paltiel, filho de Laís. 16E ia com ela seu marido, caminhando, e chorando atrás dela, até Baurim. Então lhe disse Abner: Vai-te, agora volta. E ele voltou. 17E falou Abner com os anciãos de Israel, dizendo: Já há muito tempo que procuráveis que Davi reinasse sobre vós. 18Fazei-o, pois, agora, porque o SENHOR falou a Davi, dizendo: Pela mão de Davi meu servo livrarei o meu povo das mãos dos filisteus e das mãos de todos os seus inimigos. 19E falou também Abner aos de Benjamim; e foi também Abner dizer aos de Davi, em Hebrom, tudo o que era bom aos olhos de Israel e aos olhos de toda a casa de Benjamim. 20E foi Abner a Davi, em Hebrom, e vinte homens com ele; e Davi fez um banquete a Abner e aos homens que com ele estavam. 21Então disse Abner a Davi: Eu me levantarei, e irei, e ajuntarei ao rei meu senhor todo o Israel, para fazer acordo contigo; e tu reinarás sobre tudo o que desejar a tua alma. Assim despediu Davi a Abner, e ele foi em paz. 22E eis que os servos de Davi e Joabe vieram de uma batalha, e traziam consigo grande despojo; e já Abner não estava com Davi em Hebrom, porque o tinha despedido, e se tinha ido em paz. 23Chegando, pois, Joabe, e todo o exército que vinha com ele, deram aviso a Joabe, dizendo: Abner, filho de Ner, veio ao rei, e o despediu, e foi em paz. 24Então Joabe foi ao rei, e disse: Que fizeste? Eis que Abner veio ter contigo; por que pois o despediste, de maneira que se fosse assim livremente? 25Bem conheces a Abner, filho de Ner, que te veio enganar, e saber a tua saída e a tua entrada, e entender tudo quanto fazes. 26E Joabe, retirando-se de Davi, enviou mensageiros atrás de Abner, e o fizeram voltar desde o poço de Sirá, sem que Davi o soubesse. 27Voltando, pois, Abner a Hebrom, Joabe o levou à parte, à entrada da porta, para lhe falar em segredo; e feriu-o ali pela quinta costela, e morreu, por causa do sangue de Asael seu irmão. 28O que Davi depois ouvindo, disse: Inocente sou eu, e o meu reino, para com o SENHOR, para sempre, do sangue de Abner, filho de Ner. 29Caia sobre a cabeça de Joabe e sobre toda a casa de seu pai, e nunca na casa de Joabe falte quem tenha fluxo, ou quem seja leproso, ou quem se atenha a bordão, ou quem caia à espada, ou quem necessite de pão. 30Joabe, pois, e Abisai, seu irmão, mataram a Abner, por ter morto a Asael, seu irmão, na peleja em Gibeão. 31Disse, pois, Davi a Joabe, e a todo o povo que com ele estava: Rasgai as vossas vestes; e cingi-vos de sacos e ide pranteando diante de Abner. E o rei Davi ia seguindo o féretro. 32E, sepultando a Abner em Hebrom, o rei levantou a sua voz, e chorou junto da sepultura de Abner; e chorou todo o povo. 33E o rei, pranteando Abner, disse: Havia de morrer Abner como morre o vilão? 34As tuas mãos não estavam atadas, nem os teus pés carregados de grilhões, mas caíste como os que caem diante dos filhos da maldade! Então todo o povo chorou muito mais por ele. 35Depois todo o povo veio fazer com que Davi comesse pão, sendo ainda dia; porém Davi jurou, dizendo: Assim Deus me faça, e outro tanto, se, antes que o sol se ponha, eu provar pão ou alguma coisa. 36O que todo o povo entendendo, pareceu bem aos seus olhos; assim como tudo quanto o rei fez pareceu bem aos olhos de todo o povo. 37E todo o povo e todo o Israel entenderam naquele mesmo dia que não procedera do rei que matasse a Abner, filho de Ner. 38Então disse o rei aos seus servos: Não sabeis que hoje caiu em Israel um príncipe e um grande? 39Que eu hoje estou fraco, ainda que ungido rei; estes homens, filhos de Zeruia, são mais duros do que eu; o SENHOR pagará ao malfeitor, conforme a sua maldade. 2 Samuel 4 1OUVINDO, pois, o filho de Saul, que Abner morrera em Hebrom, as mãos se lhe afrouxaram; e todo o Israel pasmou. 2E tinha o filho de Saul dois homens capitães de tropas; e era o nome de um Baaná, e o nome do outro Recabe, filhos de Rimom, o beerotita, dos filhos de Benjamim, porque também Beerote se reputava de Benjamim. 3E tinham fugido os beerotitas para Gitaim, e ali têm peregrinado até ao dia de hoje. 4E Jônatas, filho de Saul, tinha um filho aleijado de ambos os pés; era da idade de cinco anos quando as novas de Saul e Jônatas vieram de Jizreel, e sua ama o tomou, e fugiu; e sucedeu que, apressando-se ela a fugir, ele caiu, e ficou coxo; e o seu nome era Mefibosete. 5E foram os filhos de Rimom, o beerotita, Recabe e Baaná, e entraram em casa de Is-Bosete no maior calor do dia, estando ele deitado a dormir, ao meio-dia. 6E ali entraram até ao meio da casa, como que vindo buscar trigo, e o feriram na quinta costela; e Recabe e Baaná, seu irmão, escaparam. 7Porque entraram na sua casa, estando ele na cama deitado, no seu quarto, e o feriram, e o mataram, e lhe cortaram a cabeça; e, tomando a sua cabeça, andaram toda a noite caminhando pela planície. 8E trouxeram a cabeça de Is-Bosete a Davi, a Hebrom, e disseram ao rei: Eis aqui a cabeça de Is-Bosete, filho de Saul, teu inimigo, que procurava a tua morte; assim o SENHOR vingou hoje ao rei meu senhor, de Saul e da sua descendência. 9Porém Davi, respondendo a Recabe e a Baaná, seu irmão, filhos de Rimom, o beerotita, disselhes: Vive o SENHOR, que remiu a minha alma de toda a angústia, 10Se aquele que me trouxe novas, dizendo: Eis que Saul é morto, parecendo-lhe, porém, aos olhos que era como quem trazia boas novas, eu logo lancei mão dele, e o matei em Ziclague, cuidando ele que eu por isso lhe desse recompensa. 11Quanto mais a ímpios homens, que mataram um homem justo em sua casa, sobre a sua cama; agora, pois, não requereria eu o seu sangue de vossas mãos, e não vos exterminaria da terra? 12E deu Davi ordem aos seus moços que os matassem; e cortaram-lhes os pés e as mãos, e os penduraram sobre o tanque de Hebrom; tomaram, porém, a cabeça de Is-Bosete, e a sepultaram na sepultura de Abner, em Hebrom. 2 Samuel 5 1ENTÃO todas as tribos de Israel vieram a Davi, em Hebrom, e falaram, dizendo: Eis-nos aqui, somos teus ossos e tua carne. 2E também outrora, sendo Saul ainda rei sobre nós, eras tu o que saías e entravas com Israel; e também o SENHOR te disse: Tu apascentarás o meu povo de Israel, e tu serás príncipe sobre Israel. 3Assim, pois, todos os anciãos de Israel vieram ao rei, em Hebrom; e o rei Davi fez com eles acordo em Hebrom, perante o SENHOR; e ungiram a Davi rei sobre Israel. 4Da idade de trinta anos era Davi quando começou a reinar; quarenta anos reinou. 5Em Hebrom reinou sobre Judá sete anos e seis meses, e em Jerusalém reinou trinta e três anos sobre todo o Israel e Judá. 6E partiu o rei com os seus homens a Jerusalém, contra os jebuseus que habitavam naquela terra; e falaram a Davi, dizendo: Não entrarás aqui, pois os cegos e os coxos te repelirão, querendo dizer: Não entrará Davi aqui. 7Porém Davi tomou a fortaleza de Sião; esta é a cidade de Davi. 8Porque Davi disse naquele dia: Qualquer que ferir aos jebuseus, suba ao canal e fira aos coxos e aos cegos, a quem a alma de Davi odeia. Por isso se diz: Nem cego nem coxo entrará nesta casa. 9Assim habitou Davi na fortaleza, e a chamou a cidade de Davi; e Davi foi edificando em redor, desde Milo para dentro. 10E Davi ia, cada vez mais, aumentando e crescendo, porque o SENHOR Deus dos Exércitos era com ele. 11E Hirão, rei de Tiro, enviou mensageiros a Davi, e madeira de cedro, e carpinteiros, e pedreiros que edificaram a Davi uma casa. 12E entendeu Davi que o SENHOR o confirmara rei sobre Israel, e que exaltara o seu reino por amor do seu povo. 13E tomou Davi mais concubinas e mulheres de Jerusalém, depois que viera de Hebrom; e nasceram a Davi mais filhos e filhas. 14E estes são os nomes dos que lhe nasceram em Jerusalém: Samua, e Sobabe, e Natã, e Salomão, 15E Ibar, e Elisua, e Nefegue, e Jafia, 16E Elisama, e Eliada, e Elifelete. 17Ouvindo, pois, os filisteus que haviam ungido a Davi rei sobre Israel, todos os filisteus subiram em busca de Davi; o que ouvindo Davi, desceu à fortaleza. 18E os filisteus vieram, e se estenderam pelo vale de Refaim. 19E Davi consultou ao SENHOR, dizendo: Subirei contra os filisteus? Entregarmos-ás nas minhas mãos? E disse o SENHOR a Davi: Sobe, porque certamente entregarei os filisteus nas tuas mãos. 20Então foi Davi a Baal-Perazim; e feriu-os ali Davi, e disse: Rompeu o SENHOR a meus inimigos diante de mim, como quem rompe águas. Por isso chamou o nome daquele lugar Baal-Perazim. 21E deixaram ali os seus ídolos; e Davi e os seus homens os tomaram. 22E os filisteus tornaram a subir, e se estenderam pelo vale de Refaim. 23E Davi consultou ao SENHOR, o qual disse: Não subirás; mas rodeia por detrás deles, e virás a eles por defronte das amoreiras. 24E há de ser que, ouvindo tu um estrondo de marcha pelas copas das amoreiras, então te apressarás; porque o SENHOR saiu então diante de ti, a ferir o arraial dos filisteus. 25E fez Davi assim como o SENHOR lhe tinha ordenado; e feriu os filisteus desde Geba, até chegar a Gezer. 2 Samuel 6 1E TORNOU Davi a ajuntar todos os escolhidos de Israel, em número de trinta mil. 2E levantou-se Davi, e partiu, com todo o povo que tinha consigo, para Baalim de Judá, para levarem dali para cima a arca de Deus, sobre a qual se invoca o nome, o nome do SENHOR dos Exércitos, que se assenta entre os querubins. 3E puseram a arca de Deus em um carro novo, e a levaram da casa de Abinadabe, que está em Gibeá; e Uzá e Aiô, filhos de Abinadabe, guiavam o carro novo. 4E levando-o da casa de Abinadabe, que está em Gibeá, com a arca de Deus, Aiô ia adiante da arca. 5E Davi, e toda a casa de Israel, festejavam perante o SENHOR, com toda a sorte de instrumentos de pau de faia, como também com harpas, e com saltérios, e com tamboris, e com pandeiros, e com címbalos. 6E, chegando à eira de Nacom, estendeu Uzá a mão à arca de Deus, e pegou nela; porque os bois a deixavam pender. 7Então a ira do SENHOR se acendeu contra Uzá, e Deus o feriu ali por esta imprudência; e morreu ali junto à arca de Deus. 8E Davi se contristou, porque o SENHOR abrira rotura em Uzá; e chamou àquele lugar Perez-Uzá, até ao dia de hoje. 9E temeu Davi ao SENHOR naquele dia; e disse: Como virá a mim a arca do SENHOR? 10E não quis Davi retirar para junto de si a arca do SENHOR, à cidade de Davi; mas Davi a fez levar à casa de Obede-Edom, o giteu. 11E ficou a arca do SENHOR em casa de Obede-Edom, o giteu, três meses; e abençoou o SENHOR a Obede-Edom, e a toda a sua casa. 12Então avisaram a Davi, dizendo: Abençoou o SENHOR a casa de ObedeEdom, e tudo quanto tem, por causa da arca de Deus; foi pois Davi, e trouxe a arca de Deus para cima, da casa de Obede-Edom, à cidade de Davi, com alegria. 13E sucedeu que, quando os que levavam a arca do SENHOR tinham dado seis passos, sacrificava bois e carneiros cevados. 14E Davi saltava com todas as suas forças diante do SENHOR; e estava Davi cingido de um éfode de linho. 15Assim subindo, levavam Davi e todo o Israel a arca do SENHOR, com júbilo, e ao som das trombetas. 16E sucedeu que, entrando a arca do SENHOR na cidade de Davi, Mical, a filha de Saul, estava olhando pela janela; e, vendo ao rei Davi, que ia bailando e saltando diante do SENHOR, o desprezou no seu coração. 17E introduzindo a arca do SENHOR, a puseram no seu lugar, na tenda que Davi lhe armara; e ofereceu Davi holocaustos e ofertas pacíficas perante o SENHOR. 18E acabando Davi de oferecer os holocaustos e ofertas pacíficas, abençoou o povo em nome do SENHOR dos Exércitos. 19E repartiu a todo o povo, e a toda a multidão de Israel, desde os homens até às mulheres, a cada um, um bolo de pão, e um bom pedaço de carne, e um frasco de vinho; então retirou-se todo o povo, cada um para sua casa, 20E, voltando Davi para abençoar a sua casa, Mical, a filha de Saul, saiu a encontrar-se com Davi, e disse: Quão honrado foi o rei de Israel, descobrindo-se hoje aos olhos das servas de seus servos, como sem pejo se descobre qualquer dos vadios. 21Disse, porém, Davi a Mical: Perante o SENHOR, que me escolheu preferindome a teu pai, e a toda a sua casa, mandando-me que fosse soberano sobre o povo do SENHOR, sobre Israel, perante o SENHOR tenho me alegrado. 22E ainda mais do que isto me envilecerei, e me humilharei aos meus olhos; mas das servas, de quem falaste, delas serei honrado. 23E Mical, a filha de Saul, não teve filhos, até o dia da sua morte. 2 Samuel 7 1E SUCEDEU que, estando o rei Davi em sua casa, e tendo o SENHOR lhe dado descanso de todos os seus inimigos em redor, 2Disse o rei ao profeta Natã: Eis que eu moro em casa de cedro, e a arca de Deus mora dentro de cortinas. 3E disse Natã ao rei: Vai, e faze tudo quanto está no teu coração; porque o SENHOR é contigo. 4Porém sucedeu naquela mesma noite, que a palavra do SENHOR veio a Natã, dizendo: 5Vai, e dize a meu servo Davi: Assim diz o SENHOR: Edificar-me-ás tu uma casa para minha habitação? 6Porque em casa nenhuma habitei desde o dia em que fiz subir os filhos de Israel do Egito até ao dia de hoje; mas andei em tenda e em tabernáculo. 7E em todo o lugar em que andei com todos os filhos de Israel, falei porventura alguma palavra a alguma das tribos de Israel, a quem mandei apascentar o meu povo de Israel, dizendo: Por que não me edificais uma casa de cedro? 8Agora, pois, assim dirás ao meu servo Davi: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eu te tomei da malhada, de detrás das ovelhas, para que fosses o soberano sobre o meu povo, sobre Israel. 9E fui contigo, por onde quer que foste, e destruí a teus inimigos diante de ti; e fiz grande o teu nome, como o nome dos grandes que há na terra. 10E prepararei lugar para o meu povo, para Israel, e o plantarei, para que habite no seu lugar, e não mais seja removido, e nunca mais os filhos da perversidade o aflijam, como dantes, 11E desde o dia em que mandei que houvesse juízes sobre o meu povo Israel; a ti, porém, te dei descanso de todos os teus inimigos; também o SENHOR te faz saber que te fará casa. 12Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então farei levantar depois de ti um dentre a tua descendência, o qual sairá das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino. 13Este edificará uma casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre. 14Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; e, se vier a transgredir, castigá-loei com vara de homens, e com açoites de filhos de homens. 15Mas a minha benignidade não se apartará dele; como a tirei de Saul, a quem tirei de diante de ti. 16Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre. 17Conforme a todas estas palavras, e conforme a toda esta visão, assim falou Natã a Davi. 18Então entrou o rei Davi, e ficou perante o SENHOR, e disse: Quem sou eu, Senhor Deus, e qual é a minha casa, para que me tenhas trazido até aqui? 19E ainda foi isto pouco aos teus olhos, Senhor Deus, senão que também falaste da casa de teu servo para tempos distantes; é este o procedimento dos homens, ó Senhor Deus? 20E que mais te pode dizer ainda Davi? Pois tu conheces bem a teu servo, ó Senhor Deus. 21Por causa da tua palavra, e segundo o teu coração, fizeste toda esta grandeza; fazendo-a saber a teu servo. 22Portanto, grandioso és, ó SENHOR Deus, porque não há semelhante a ti, e não há outro Deus senão tu só, segundo tudo o que temos ouvido com os nossos ouvidos. 23E quem há como o teu povo, como Israel, gente única na terra, a quem Deus foi resgatar para seu povo, para fazer-te nome, e para fazer-vos estas grandes e terríveis coisas à tua terra, diante do teu povo, que tu resgataste do Egito, desterrando as nações e a seus deuses? 24E confirmaste a teu povo Israel por teu povo para sempre, e tu, SENHOR, te fizeste o seu Deus. 25Agora, pois, ó SENHOR Deus, esta palavra que falaste acerca de teu servo e acerca da sua casa, confirma-a para sempre, e faze como tens falado. 26E engrandeça-se o teu nome para sempre, para que se diga: O SENHOR dos Exércitos é Deus sobre Israel; e a casa de teu servo será confirmada diante de ti. 27Pois tu, SENHOR dos Exércitos, Deus de Israel, revelaste aos ouvidos de teu servo, dizendo: Edificar-te-ei uma casa. Portanto o teu servo se animou para fazer-te esta oração. 28Agora, pois, Senhor Deus, tu és o mesmo Deus, e as tuas palavras são verdade, e tens falado a teu servo este bem. 29Sê, pois, agora servido de abençoar a casa de teu servo, para permanecer para sempre diante de ti, pois tu, ó Senhor Deus, o disseste; e com a tua bênção será para sempre bendita a casa de teu servo. 2 Samuel 8 1E SUCEDEU depois disto que Davi feriu os filisteus, e os sujeitou; e Davi tomou a Metegue-Ama das mãos dos filisteus. 2Também derrotou os moabitas, e os mediu com cordel, fazendo-os deitar por terra; e os mediu com dois cordéis para os matar, e com um cordel inteiro para os deixar com vida. Ficaram assim os moabitas por servos de Davi, pagando-lhe tributos. 3Feriu também Davi a Hadadezer, filho de Reobe, rei de Zobá, quando ele ia recuperar o seu domínio sobre o rio Eufrates. 4E tomou-lhe Davi mil carros e setecentos cavaleiros e vinte mil homens de pé; e Davi jarretou a todos os cavalos dos carros, e reservou deles cem carros. 5E vieram os sírios de Damasco a socorrer a Hadadezer, rei de Zobá; porém Davi feriu dos sírios vinte e dois mil homens. 6E Davi pôs guarnições na Síria de Damasco, e os sírios ficaram por servos de Davi, pagando-lhe tributos; e o SENHOR guardou a Davi por onde quer que ia. 7E Davi tomou os escudos de ouro que havia com os servos de Hadadezer, e os trouxe a Jerusalém. 8Tomou mais o rei Davi uma quantidade muito grande de bronze de Betá e de Berotai, cidades de Hadadezer. 9Então ouvindo Toí, rei de Hamate, que Davi ferira a todo o exército de Hadadezer, 10Mandou Toí, seu filho Jorão, ao rei Davi, para lhe perguntar como estava, e para lhe dar os parabéns por haver pelejado contra Hadadezer, e por o haver ferido (porque Hadadezer de contínuo fazia guerra a Toí); e na sua mão trazia vasos de prata, e vasos de ouro, e vasos de bronze, 11Os quais também o rei Davi consagrou ao SENHOR, juntamente com a prata e ouro que já havia consagrado de todas as nações que sujeitara. 12Da Síria, e de Moabe, e dos filhos de Amom, e dos filisteus, e de Amaleque, e dos despojos de Hadadezer, filho de Reobe, rei de Zobá. 13Também Davi ganhou nome, voltando ele de ferir os sírios no vale do Sal, a saber, a dezoito mil. 14E pôs guarnições, em Edom, em todo o Edom pôs guarnições, e todos os edomeus ficaram por servos de Davi; e o SENHOR ajudava a Davi por onde quer que ia. 15Reinou, pois, Davi sobre todo o Israel; e Davi fazia direito e justiça a todo o seu povo. 16E Joabe, filho de Zeruia, era sobre o exército; e Jeosafá, filho de Ailude, era cronista. 17E Zadoque, filho de Aitube, e Aimeleque, filho de Abiatar, eram sacerdotes, e Seraías escrivão. 18Também Benaia, filho de Jeoiada, estava sobre os quereteus e peleteus; porém os filhos de Davi eram ministros. 2 Samuel 9 1E DISSE Davi: Há ainda alguém que tenha ficado da casa de Saul, para que lhe faça benevolência por amor de Jônatas? 2E havia um servo na casa de Saul cujo nome era Ziba; e o chamaram à presença de Davi. Disselhe o rei: És tu Ziba? E ele disse: Servo teu. 3E disse o rei: Não há ainda alguém da casa de Saul para que eu use com ele da benevolência de Deus? Então disse Ziba ao rei: Ainda há um filho de Jônatas, aleijado de ambos os pés. 4E disselhe o rei: Onde está? E disse Ziba ao rei: Eis que está em casa de Maquir, filho de Amiel, em Lo-Debar. 5Então mandou o rei Davi, e o tomou da casa de Maquir, filho de Amiel, de LoDebar. 6E Mefibosete, filho de Jônatas, o filho de Saul, veio a Davi, e se prostrou com o rosto por terra e inclinou-se; e disse Davi: Mefibosete! E ele disse: Eis aqui teu servo. 7E disselhe Davi: Não temas, porque decerto usarei contigo de benevolência por amor de Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu pai, e tu sempre comerás pão à minha mesa. 8Então se inclinou, e disse: Quem é teu servo, para teres olhado para um cão morto tal como eu? 9Então chamou Davi a Ziba, moço de Saul, e disselhe: Tudo o que pertencia a Saul, e a toda a sua casa, tenho dado ao filho de teu senhor. 10Trabalhar-lhe-ás, pois, a terra, tu e teus filhos, e teus servos, e recolherás os frutos, para que o filho de teu senhor tenha pão para comer; mas Mefibosete, filho de teu senhor, sempre comerá pão à minha mesa. E tinha Ziba quinze filhos e vinte servos. 11E disse Ziba ao rei: Conforme a tudo quanto meu senhor, o rei, manda a seu servo, assim fará teu servo. Quanto a Mefibosete, disse o rei, comerá à minha mesa como um dos filhos do rei. 12E tinha Mefibosete um filho pequeno, cujo nome era Mica; e todos quantos moravam em casa de Ziba eram servos de Mefibosete. 13Morava, pois, Mefibosete em Jerusalém, porquanto sempre comia à mesa do rei, e era coxo de ambos os pés. 2 Samuel 10 1E ACONTECEU depois disto que morreu o rei dos filhos de Amom, e seu filho Hanum reinou em seu lugar. 2Então disse Davi: Usarei de benevolência com Hanum, filho de Naás, como seu pai usou de benevolência comigo. E enviou Davi os seus servos para consolá-lo acerca de seu pai; e foram os servos de Davi à terra dos filhos de Amom. 3Então disseram os príncipes dos filhos de Amom a seu senhor, Hanum: Porventura honra Davi a teu pai aos teus olhos, porque te enviou consoladores? Não te enviou antes Davi os seus servos para reconhecerem esta cidade, e para espiá-la, e para transtorná-la? 4Então tomou Hanum os servos de Davi, e lhes raspou metade da barba, e lhes cortou metade das vestes, até às nádegas, e os despediu. 5Quando isso foi informado a Davi, enviou ele mensageiros a encontrá-los, porque estavam aqueles homens sobremaneira envergonhados. Mandou o rei dizer-lhes: Deixai-vos estar em Jericó, até que vos torne a crescer a barba, e então voltai. 6Vendo, pois, os filhos de Amom que se tinham feito abomináveis para com Davi, enviaram os filhos de Amom, e alugaram dos sírios de Bete-Reobe e dos sírios de Zobá vinte mil homens de pé, e do rei de Maaca mil homens e dos homens de Tobe doze mil homens. 7E ouvindo Davi, enviou a Joabe e a todo o exército dos valentes. 8E saíram os filhos de Amom, e ordenaram a batalha à entrada da porta; mas os sírios de Zobá e Reobe, e os homens de Tobe e Maaca estavam à parte no campo. 9Vendo, pois, Joabe que a batalha estava preparada contra ele pela frente e pela retaguarda, escolheu dentre todos os homens de Israel, e formou-os em linha contra os sírios. 10E o restante do povo entregou na mão de Abisai seu irmão, o qual formou em linha contra os filhos de Amom. 11E disse: Se os sírios forem mais fortes do que eu, tu me virás em socorro; e, se os filhos de Amom forem mais fortes do que tu, irei a socorrer-te. 12Esforça-te, pois, e esforcemo-nos pelo nosso povo, e pelas cidades de nosso Deus; e faça o SENHOR o que bem parecer aos seus olhos. 13Então se achegou Joabe, e o povo que estava com ele, à peleja contra os sírios; e fugiram de diante dele. 14E, vendo os filhos de Amom que os sírios fugiam, também eles fugiram de diante de Abisai, e entraram na cidade; e voltou Joabe dos filhos de Amom, e veio para Jerusalém. 15Vendo, pois, os sírios que foram feridos diante de Israel, tornaram a refazer-se. 16E mandou Hadadezer, e fez sair os sírios que estavam do outro lado do rio, e vieram a Helã; e Sobaque, capitão do exército de Hadadezer, marchava diante deles. 17Do que informado Davi, ajuntou a todo o Israel, e passou o Jordão, e foi a Helã; e os sírios se puseram em ordem contra Davi, e pelejaram com ele. 18Porém os sírios fugiram de diante de Israel, e Davi feriu dentre os sírios aos homens de setecentos carros, e quarenta mil homens de cavalaria; feriu também a Sobaque, capitão do exército, que morreu ali. 19Vendo, pois, todos os reis, servos de Hadadezer, que foram feridos diante de Israel, fizeram paz com Israel, e o serviram; e temeram os sírios de socorrer aos filhos de Amom. 2 Samuel 11 1E ACONTECEU que, tendo decorrido um ano, no tempo em que os reis saem à guerra, enviou Davi a Joabe, e com ele os seus servos, e a todo o Israel; e eles destruíram os filhos de Amom, e cercaram a Rabá; porém Davi ficou em Jerusalém. 2E aconteceu que numa tarde Davi se levantou do seu leito, e andava passeando no terraço da casa real, e viu do terraço a uma mulher que se estava lavando; e era esta mulher mui formosa à vista. 3E mandou Davi indagar quem era aquela mulher; e disseram: Porventura não é esta Bate-Seba, filha de Eliã, mulher de Urias, o heteu? 4Então enviou Davi mensageiros, e mandou trazê-la; e ela veio, e ele se deitou com ela (pois já estava purificada da sua imundícia); então voltou ela para sua casa. 5E a mulher concebeu; e mandou dizer a Davi: Estou grávida. 6Então Davi mandou dizer a Joabe: Envia-me Urias, o heteu. E Joabe enviou Urias a Davi. 7Vindo, pois, Urias a ele, perguntou Davi como passava Joabe, e como estava o povo, e como ia a guerra. 8Depois disse Davi a Urias: Desce à tua casa, e lava os teus pés. E, saindo Urias da casa real, logo lhe foi mandado um presente da mesa do rei. 9Porém Urias se deitou à porta da casa real, com todos os servos do seu senhor; e não desceu à sua casa. 10E fizeram saber isto a Davi, dizendo: Urias não desceu à sua casa. Então disse Davi a Urias: Não vens tu duma jornada? Por que não desceste à tua casa? 11E disse Urias a Davi: A arca, e Israel, e Judá ficaram em tendas; e Joabe, meu senhor, e os servos de meu senhor estão acampados no campo; e hei de eu entrar na minha casa, para comer e beber, e para me deitar com minha mulher? Pela tua vida, e pela vida da tua alma, não farei tal coisa. 12Então disse Davi a Urias: Demora-te aqui ainda hoje, e amanhã te despedirei. Urias, pois, ficou em Jerusalém aquele dia e o seguinte. 13E Davi o convidou, e comeu e bebeu diante dele, e o embebedou; e à tarde saiu a deitar-se na sua cama com os servos de seu senhor; porém não desceu à sua casa. 14E sucedeu que pela manhã Davi escreveu uma carta a Joabe; e mandou-lha por mão de Urias. 15Escreveu na carta, dizendo: Ponde a Urias na frente da maior força da peleja; e retirai-vos de detrás dele, para que seja ferido e morra. 16Aconteceu, pois, que, tendo Joabe observado bem a cidade, pôs a Urias no lugar onde sabia que havia homens valentes. 17E, saindo os homens da cidade, e pelejando com Joabe, caíram alguns do povo, dos servos de Davi; e morreu também Urias, o heteu. 18Então enviou Joabe, e fez saber a Davi todo o sucesso daquela peleja. 19E deu ordem ao mensageiro, dizendo: Acabando tu de contar ao rei todo o sucesso desta peleja, 20E sucedendo que o rei se encolerize, e te diga: Por que vos chegastes tão perto da cidade a pelejar? Não sabíeis vós que haviam de atirar do muro? 21Quem feriu a Abimeleque, filho de Jerubesete? Não lançou uma mulher sobre ele do muro um pedaço de uma mó corredora, de que morreu em Tebes? Por que vos chegastes ao muro? Então dirás: Também morreu teu servo Urias, o heteu. 22E foi o mensageiro, e entrou, e fez saber a Davi tudo o que Joabe o enviara a dizer. 23E disse o mensageiro a Davi: Na verdade que mais poderosos foram aqueles homens do que nós, e saíram a nós ao campo; porém nós fomos contra eles, até à entrada da porta. 24Então os flecheiros atiraram contra os teus servos desde o alto do muro, e morreram alguns dos servos do rei; e também morreu o teu servo Urias, o heteu. 25E disse Davi ao mensageiro: Assim dirás a Joabe: Não te pareça isto mal aos teus olhos; pois a espada tanto consome este como aquele; esforça a tua peleja contra a cidade, e a derrota; esforça-o tu assim. 26Ouvindo, pois, a mulher de Urias que seu marido era morto, lamentou a seu senhor. 27E, passado o luto, enviou Davi, e a recolheu em sua casa, e lhe foi por mulher, e deu-lhe à luz um filho. Porém esta coisa que Davi fez pareceu mal aos olhos do SENHOR. 2 Samuel 12 1E O SENHOR enviou Natã a Davi; e, apresentando-se ele a Davi, disselhe: Havia numa cidade dois homens, um rico e outro pobre. 2O rico possuía muitíssimas ovelhas e vacas. 3Mas o pobre não tinha coisa nenhuma, senão uma pequena cordeira que comprara e criara; e ela tinha crescido com ele e com seus filhos; do seu bocado comia, e do seu copo bebia, e dormia em seu regaço, e a tinha como filha. 4E, vindo um viajante ao homem rico, deixou este de tomar das suas ovelhas e das suas vacas para assar para o viajante que viera a ele; e tomou a cordeira do homem pobre, e a preparou para o homem que viera a ele. 5Então o furor de Davi se acendeu em grande maneira contra aquele homem, e disse a Natã: Vive o SENHOR, que digno de morte é o homem que fez isso. 6E pela cordeira tornará a dar o quadruplicado, porque fez tal coisa, e porque não se compadeceu. 7Então disse Natã a Davi: Tu és este homem. Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Eu te ungi rei sobre Israel, e eu te livrei das mãos de Saul; 8E te dei a casa de teu senhor, e as mulheres de teu senhor em teu seio, e também te dei a casa de Israel e de Judá, e, se isto é pouco, mais te acrescentaria tais e tais coisas. 9Por que, pois, desprezaste a palavra do SENHOR, fazendo o mal diante de seus olhos? A Urias, o heteu, feriste à espada, e a sua mulher tomaste por tua mulher; e a ele mataste com a espada dos filhos de Amom. 10Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste, e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher. 11Assim diz o SENHOR: Eis que suscitarei da tua própria casa o mal sobre ti, e tomarei tuas mulheres perante os teus olhos, e as darei a teu próximo, o qual se deitará com tuas mulheres perante este sol. 12Porque tu o fizeste em oculto, mas eu farei este negócio perante todo o Israel e perante o sol. 13Então disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. E disse Natã a Davi: Também o SENHOR perdoou o teu pecado; não morrerás. 14Todavia, porquanto com este feito deste lugar sobremaneira a que os inimigos do SENHOR blasfemem, também o filho que te nasceu certamente morrerá. 15Então Natã foi para sua casa; e o SENHOR feriu a criança que a mulher de Urias dera a Davi, e adoeceu gravemente. 16E buscou Davi a Deus pela criança; e jejuou Davi, e entrou, e passou a noite prostrado sobre a terra. 17Então os anciãos da sua casa se levantaram e foram a ele, para o levantar da terra; porém ele não quis, e não comeu pão com eles. 18E sucedeu que ao sétimo dia morreu a criança; e temiam os servos de Davi dizer-lhe que a criança estava morta, porque diziam: Eis que, sendo a criança ainda viva, lhe falávamos, porém não dava ouvidos à nossa voz; como, pois, lhe diremos que a criança está morta? Porque mais lhe afligiria. 19Viu, porém, Davi que seus servos falavam baixo, e entendeu Davi que a criança estava morta, pelo que disse Davi a seus servos: Está morta a criança? E eles disseram: Está morta. 20Então Davi se levantou da terra, e se lavou, e se ungiu, e mudou de roupas, e entrou na casa do SENHOR, e adorou. Então foi à sua casa, e pediu pão; e lhe puseram pão, e comeu. 21E disseram-lhe seus servos: Que é isto que fizeste? Pela criança viva jejuaste e choraste; porém depois que morreu a criança te levantaste e comeste pão. 22E disse ele: Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei, porque dizia: Quem sabe se Deus se compadecerá de mim, e viverá a criança? 23Porém, agora que está morta, por que jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim. 24Então consolou Davi a Bate-Seba, sua mulher, e entrou a ela, e se deitou com ela, e ela deu à luz um filho, e deu-lhe o nome de Salomão; e o SENHOR o amou. 25E enviou pela mão do profeta Natã, dando-lhe o nome de Jedidias, por amor ao SENHOR. 26Ora pelejou Joabe contra Rabá, dos filhos de Amom, e tomou a cidade real. 27Então mandou Joabe mensageiros a Davi, e disse: Pelejei contra Rabá, e também tomei a cidade das águas. 28Ajunta, pois, agora o restante do povo, e cerca a cidade, e toma-a, para que tomando eu a cidade, não se aclame sobre ela o meu nome. 29Então ajuntou Davi a todo o povo, e marchou para Rabá, e pelejou contra ela, e a tomou. 30E tirou a coroa da cabeça do seu rei, cujo peso era de um talento de ouro, e havia nela pedras preciosas, e foi posta sobre a cabeça de Davi; e da cidade levou mui grande despojo. 31E, trazendo o povo que havia nela, o pôs às serras, e às talhadeiras de ferro, e aos machados de ferro, e os fez passar por forno de tijolos; e assim fez a todas as cidades dos filhos de Amom; e voltou Davi e todo o povo para Jerusalém. 2 Samuel 13 1E ACONTECEU depois disto que, tendo Absalão, filho de Davi, uma irmã formosa, cujo nome era Tamar, Amnom, filho de Davi, amou-a. 2E angustiou-se Amnom, até adoecer, por Tamar, sua irmã, porque era virgem; e parecia aos olhos de Amnom dificultoso fazer-lhe coisa alguma. 3Tinha, porém, Amnom um amigo, cujo nome era Jonadabe, filho de Siméia, irmão de Davi; e era Jonadabe homem mui sagaz. 4O qual lhe disse: Por que tu de dia em dia tanto emagreces, sendo filho do rei? Não mo farás saber a mim? Então lhe disse Amnom: Amo a Tamar, irmã de Absalão, meu irmão. 5E Jonadabe lhe disse: Deita-te na tua cama, e finge-te doente; e, quando teu pai te vier visitar, dize-lhe: Peço-te que minha irmã Tamar venha, e me dê de comer pão, e prepare a comida diante dos meus olhos, para que eu a veja e coma da sua mão. 6Deitou-se, pois, Amnom, e fingiu-se doente; e, vindo o rei visitá-lo, disse Amnom, ao rei: Peço-te que minha irmã Tamar venha, e prepare dois bolos diante dos meus olhos, para que eu coma de sua mão. 7Mandou então Davi à casa, a Tamar, dizendo: Vai à casa de Amnom, teu irmão, e faze-lhe alguma comida. 8E foi Tamar à casa de Amnom, seu irmão (ele porém estava deitado), e tomou massa, e a amassou, e fez bolos diante dos seus olhos, e cozeu os bolos. 9E tomou a frigideira, e os tirou diante dele; porém ele recusou comer. E disse Amnom: Fazei retirar a todos da minha presença. E todos se retiraram dele. 10Então disse Amnom a Tamar: Traze a comida ao quarto, e comerei da tua mão. E tomou Tamar os bolos que fizera, e levou-os a Amnom, seu irmão, no quarto. 11E chegando-lhos, para que comesse, pegou dela, e disselhe: Vem, deita-te comigo, minha irmã. 12Porém ela lhe disse: Não, meu irmão, não me forces, porque não se faz assim em Israel; não faças tal loucura. 13Porque, aonde iria eu com a minha vergonha? E tu serias como um dos loucos de Israel. Agora, pois, peço-te que fales ao rei, porque não me negará a ti. 14Porém ele não quis dar ouvidos à sua voz; antes, sendo mais forte do que ela, a forçou, e se deitou com ela. 15Depois Amnom sentiu grande aversão por ela, pois maior era o ódio que sentiu por ela do que o amor com que a amara. E disselhe Amnom: Levanta-te, e vai-te. 16Então ela lhe disse: Não há razão de me despedires assim; maior seria este mal do que o outro que já me tens feito. Porém não lhe quis dar ouvidos. 17E chamou a seu moço que o servia, e disse: Ponha fora a esta, e fecha a porta após ela. 18E trazia ela uma roupa de muitas cores (porque assim se vestiam as filhas virgens dos reis); e seu servo a pôs para fora, e fechou a porta após ela. 19Então Tamar tomou cinza sobre a sua cabeça, e a roupa de muitas cores que trazia rasgou; e pôs as mãos sobre a cabeça, e foi andando e clamando. 20E Absalão, seu irmão, lhe disse: Esteve Amnom, teu irmão, contigo? Ora, pois, minha irmã, cala-te; é teu irmão. Não se angustie o teu coração por isto. Assim ficou Tamar, e esteve solitária em casa de Absalão seu irmão. 21E, ouvindo o rei Davi todas estas coisas, muito se lhe acendeu a ira. 22Porém Absalão não falou com Amnom, nem mal nem bem; porque Absalão odiava a Amnom, por ter forçado a Tamar sua irmã. 23E aconteceu que, passados dois anos inteiros, Absalão tinha tosquiadores em Baal-Hazor, que está junto a Efraim; e convidou Absalão a todos os filhos do rei. 24E foi Absalão ao rei, e disse: Eis que teu servo tem tosquiadores; peço que o rei e os seus servos venham com o teu servo. 25O rei, porém, disse a Absalão: Não, filho meu, não vamos todos juntos, para não te sermos pesados. E instou com ele; porém não quis ir, mas o abençoou. 26Então disse Absalão: Quando não, deixa ir conosco Amnom, meu irmão. Porém o rei disse: Para que iria contigo? 27E, instando Absalão com ele, deixou ir com ele a Amnom, e a todos os filhos do rei. 28E Absalão deu ordem aos seus servos, dizendo: Tomai sentido; quando o coração de Amnom estiver alegre do vinho, e eu vos disser: Feri a Amnom, então o matareis; não temais: porque porventura não sou eu quem vo-lo ordenei? Esforçai-vos, e sede valentes. 29E os servos de Absalão fizeram a Amnom como Absalão lho havia ordenado. Então todos os filhos do rei se levantaram, e montaram cada um no seu mulo, e fugiram. 30E aconteceu que, estando eles ainda no caminho, chegou a nova a Davi, dizendo-se: Absalão feriu a todos os filhos do rei, e nenhum deles ficou. 31Então o rei se levantou, e rasgou as suas vestes, e se lançou por terra; da mesma maneira todos os seus servos estavam com vestes rotas. 32Mas Jonadabe, filho de Siméia, irmão de Davi, respondeu, e disse: Não diga o meu senhor que mataram a todos os moços filhos do rei, porque só morreu Amnom; porque assim tinha resolvido fazer Absalão, desde o dia em que forçou a Tamar sua irmã. 33Não se lhe ponha, pois, agora no coração do rei meu senhor tal coisa, dizendo: Morreram todos os filhos do rei; porque só morreu Amnom. 34E Absalão fugiu; e o moço que estava de guarda, levantou os seus olhos, e olhou; e eis que muito povo vinha pelo caminho por detrás dele, pelo lado do monte. 35Então disse Jonadabe ao rei: Eis aqui vêm os filhos do rei; conforme à palavra de teu servo, assim sucedeu. 36E aconteceu que, como acabou de falar, os filhos do rei vieram, e levantaram a sua voz, e choraram; e também o rei e todos os seus servos choraram amargamente. 37Assim Absalão fugiu, e foi a Talmai, filho de Amiur, rei de Gesur. E Davi pranteava por seu filho todos aqueles dias. 38Assim Absalão fugiu, e foi para Gesur; esteve ali três anos. 39Então tinha o rei Davi saudades de Absalão; porque já se tinha consolado acerca da morte de Amnom. 2 Samuel 14 1CONHECENDO, pois, Joabe, filho de Zeruia, que o coração do rei estava inclinado para Absalão, 2Enviou Joabe a Tecoa, e tomou de lá uma mulher e disselhe: Ora, finge que estás de luto; veste roupas de luto, e não te unjas com óleo, e sê como uma mulher que há já muitos dias está de luto por algum morto. 3E vai ao rei, e fala-lhe conforme a esta palavra. E Joabe lhe pôs as palavras na boca. 4E a mulher tecoíta falou ao rei, e, deitando-se com o rosto em terra, se prostrou e disse: Salva-me, ó rei. 5E disselhe o rei: Que tens? E disse ela: Na verdade sou mulher viúva; morreu meu marido. 6Tinha, pois, a tua serva dois filhos, e estes brigaram entre si no campo, e não houve quem os apartasse; assim um feriu ao outro, e o matou. 7E eis que toda a linhagem se levantou contra a tua serva, e disseram: Dá-nos aquele que feriu a seu irmão, para que o matemos, por causa da vida de seu irmão, a quem matou, e para que destruamos também ao herdeiro. Assim apagarão a brasa que me ficou, de sorte que não deixam a meu marido nome, nem remanescente sobre a terra. 8E disse o rei à mulher: Vai para tua casa; e eu mandarei ordem acerca de ti. 9E disse a mulher tecoíta ao rei: A injustiça, rei meu senhor, venha sobre mim e sobre a casa de meu pai; e o rei e o seu trono fique inculpável. 10E disse o rei: Quem falar contra ti, traze-mo a mim; e nunca mais te tocará. 11E disse ela: Ora, lembre-se o rei do SENHOR seu Deus, para que os vingadores do sangue não prossigam na destruição, e não exterminem a meu filho. Então disse ele: Vive o SENHOR, que não há de cair no chão nem um dos cabelos de teu filho. 12Então disse a mulher: Peço-te que a tua serva fale uma palavra ao rei meu senhor. E disse ele: Fala. 13E disse a mulher: Por que, pois, pensaste tu uma tal coisa contra o povo de Deus? Porque, falando o rei tal palavra, fica como culpado; visto que o rei não torna a trazer o seu desterrado. 14Porque certamente morreremos, e seremos como águas derramadas na terra que não se ajuntam mais; Deus, pois, lhe não tirará a vida, mas cogita meios, para que não fique banido dele o seu desterrado. 15E se eu agora vim falar esta palavra ao rei, meu senhor, é porque o povo me atemorizou; dizia, pois, a tua serva: Falarei, pois, ao rei; porventura fará o rei segundo a palavra da sua serva. 16Porque o rei ouvirá, para livrar a sua serva da mão do homem que intenta destruir juntamente a mim e a meu filho da herança de Deus. 17Dizia mais a tua serva: Seja agora a palavra do rei meu senhor para descanso; porque como um anjo de Deus, assim é o rei, meu senhor, para ouvir o bem e o mal; e o SENHOR teu Deus será contigo. 18Então respondeu o rei, e disse à mulher: Peço-te que não me encubras o que eu te perguntar. E disse a mulher: Ora fale o rei, meu senhor. 19E disse o rei: Não é verdade que a mão de Joabe anda contigo em tudo isto? E respondeu a mulher, e disse: Vive a tua alma, ó rei meu senhor, que ninguém se poderá desviar, nem para a direita nem para a esquerda, de tudo quanto o rei, meu senhor, tem falado: Porque Joabe, teu servo, é quem me deu ordem, e foi ele que pôs na boca da tua serva todas estas palavras: 20Para mudar o aspecto deste caso foi que o teu servo Joabe fez isto; porém sábio é meu senhor, conforme à sabedoria de um anjo de Deus, para entender tudo o que há na terra. 21Então o rei disse a Joabe: Eis que fiz isto; vai, pois, e torna a trazer o jovem Absalão. 22Então Joabe se prostrou sobre o seu rosto em terra, e se inclinou, e agradeceu ao rei; e disse Joabe: Hoje conhece o teu servo que achei graça aos teus olhos, ó rei meu senhor, porque o rei fez segundo a palavra do teu servo. 23Levantou-se, pois, Joabe, e foi a Gesur, e trouxe Absalão a Jerusalém. 24E disse o rei: Torne para a sua casa, e não veja a minha face. Tornou, pois, Absalão para sua casa, e não viu a face do rei. 25Não havia, porém, em todo o Israel homem tão belo e tão aprazível como Absalão; desde a planta do pé até à cabeça não havia nele defeito algum. 26E, quando tosquiava a sua cabeça (e sucedia que no fim de cada ano a tosquiava, porquanto muito lhe pesava, e por isso a tosquiava), pesava o cabelo da sua cabeça duzentos siclos, segundo o peso real. 27Também nasceram a Absalão três filhos e uma filha, cujo nome era Tamar; e esta era mulher formosa à vista. 28Assim ficou Absalão dois anos inteiros em Jerusalém, e não viu a face do rei. 29Mandou, pois, Absalão chamar a Joabe, para o enviar ao rei; porém não quis vir a ele; e enviou ainda segunda vez e, contudo, não quis vir. 30Então disse aos seus servos: Vedes ali o pedaço de campo de Joabe pegado ao meu, e tem cevada nele; ide, e ponde-lhe fogo. E os servos de Absalão puseram fogo ao pedaço de campo. 31Então Joabe se levantou, e veio a Absalão, em casa, e disselhe: Por que puseram os teus servos fogo ao pedaço de campo que é meu? 32E disse Absalão a Joabe: Eis que enviei a ti, dizendo: Vem cá, para que te envie ao rei, a dizer-lhe: Para que vim de Gesur? Melhor me fora estar ainda lá. Agora, pois, veja eu a face do rei; e, se há ainda em mim alguma culpa, que me mate. 33Então foi Joabe ao rei, e assim lho disse. Então chamou a Absalão, e ele se apresentou ao rei, e se inclinou sobre o seu rosto em terra diante do rei; e o rei beijou a Absalão. 2 Samuel 15 1E ACONTECEU depois disto que Absalão fez aparelhar carros e cavalos, e cinqüenta homens que corressem adiante dele. 2Também Absalão se levantou pela manhã, e parava a um lado do caminho da porta. E sucedia que a todo o homem que tinha alguma demanda para vir ao rei a juízo, o chamava Absalão a si, e lhe dizia: De que cidade és tu? E, dizendo ele: De uma das tribos de Israel é teu servo; 3Então Absalão lhe dizia: Olha, os teus negócios são bons e retos, porém não tens quem te ouça da parte do rei. 4Dizia mais Absalão: Ah, quem me dera ser juiz na terra, para que viesse a mim todo o homem que tivesse demanda ou questão, para que lhe fizesse justiça! 5Sucedia também que, quando alguém se chegava a ele para se inclinar diante dele, ele estendia a sua mão, e pegava dele, e o beijava. 6E desta maneira fazia Absalão a todo o Israel que vinha ao rei para juízo; assim furtava Absalão o coração dos homens de Israel. 7Aconteceu, pois, ao cabo de quarenta anos, que Absalão disse ao rei: Deixa-me ir pagar em Hebrom o meu voto que fiz ao SENHOR. 8Porque, morando eu em Gesur, na Síria, fez o teu servo um voto, dizendo: Se o SENHOR outra vez me fizer tornar a Jerusalém, servirei ao SENHOR. 9Então lhe disse o rei: Vai em paz. Levantou-se, pois, e foi para Hebrom. 10E enviou Absalão espias por todas as tribos de Israel, dizendo: Quando ouvirdes o som das trombetas, direis: Absalão reina em Hebrom. 11E de Jerusalém foram com Absalão duzentos homens convidados, porém iam na sua simplicidade, porque nada sabiam daquele negócio. 12Também Absalão mandou vir Aitofel, o gilonita, do conselho de Davi, à sua cidade de Giló, estando ele oferecendo os seus sacrifícios; e a conjuração se fortificava, e vinha o povo, e ia crescendo com Absalão. 13Então veio um mensageiro a Davi, dizendo: O coração de cada um em Israel segue a Absalão. 14Disse, pois, Davi a todos os seus servos que estavam com ele em Jerusalém: Levantai-vos, e fujamos, porque não poderíamos escapar diante de Absalão. Daivos pressa a caminhar, para que porventura não se apresse ele, e nos alcance, e lance sobre nós algum mal, e fira a cidade a fio de espada. 15Então os servos do rei disseram ao rei: Eis aqui os teus servos, para tudo quanto determinar o rei, nosso senhor. 16E saiu o rei, com toda a sua casa, a pé; deixou, porém, o rei dez mulheres concubinas, para guardarem a casa. 17Tendo, pois, saído o rei com todo o povo a pé, pararam num lugar distante. 18E todos os seus servos iam a seu lado, como também todos os quereteus e todos os peleteus; e todos os giteus, seiscentos homens que vieram de Gate a pé, caminhavam diante do rei. 19Disse, pois, o rei a Itai, o giteu: Por que irias tu também conosco? Volta-te, e fica-te com o rei, porque és estrangeiro, e também desterrado de teu lugar. 20Ontem vieste, e te levaria eu hoje conosco a caminhar? Pois eu vou para onde puder ir; volta, pois, e torna a levar teus irmãos contigo, com beneficência e fidelidade. 21Respondeu, porém, Itai ao rei, e disse: Vive o SENHOR, e vive o rei meu senhor, que no lugar em que estiver o rei meu senhor, seja para morte seja para vida, aí certamente estará também o teu servidor. 22Então Davi disse a Itai: Vem, pois, e passa adiante. Assim passou Itai, o giteu, e todos os seus homens, e todas as crianças que havia com ele. 23E toda a terra chorava a grandes vozes, passando todo o povo; também o rei passou o ribeiro de Cedrom, e passou todo o povo na direção do caminho do deserto. 24Eis que também Zadoque ali estava, e com ele todos os levitas que levavam a arca da aliança de Deus; e puseram ali a arca de Deus, e subiu Abiatar, até que todo o povo acabou de passar da cidade. 25Então disse o rei a Zadoque: Torna a levar a arca de Deus à cidade; que, se achar graça nos olhos do SENHOR, ele me tornará a trazer para lá e me deixará ver a ela e a sua habitação. 26Se, porém, disser assim: Não tenho prazer em ti; eis-me aqui, faça de mim como parecer bem aos seus olhos. 27Disse mais o rei a Zadoque, o sacerdote: Não és tu porventura vidente? Torna, pois, em paz para a cidade, e convosco também vossos dois filhos, Aimaás, teu filho, e Jônatas, filho de Abiatar. 28Olhai que me demorarei nas campinas do deserto até que tenha notícias vossas. 29Zadoque, pois, e Abiatar, tornaram a levar para Jerusalém a arca de Deus; e ficaram ali. 30E seguiu Davi pela encosta do monte das Oliveiras, subindo e chorando, e com a cabeça coberta; e caminhava com os pés descalços; e todo o povo que ia com ele cobria cada um a sua cabeça, e subiam chorando sem cessar. 31Então fizeram saber a Davi, dizendo: Também Aitofel está entre os que se conjuraram com Absalão. Pelo que disse Davi: Ó SENHOR, peço-te que torne em loucura o conselho de Aitofel. 32E aconteceu que, chegando Davi ao cume, para adorar ali a Deus, eis que Husai, o arquita, veio encontrar-se com ele com a roupa rasgada e terra sobre a cabeça. 33E disselhe Davi: Se passares comigo, ser-me-ás pesado. 34Porém se voltares para a cidade, e disseres a Absalão: Eu serei, ó rei, teu servo; bem fui antes servo de teu pai, mas agora serei teu servo; dissipar-me-ás então o conselho de Aitofel. 35E não estão ali contigo Zadoque e Abiatar, sacerdotes? E será que todas as coisas que ouvires da casa do rei, farás saber a Zadoque, e a Abiatar, sacerdotes. 36Eis que estão também ali com eles seus dois filhos, Aimaás filho de Zadoque, e Jônatas filho de Abiatar; pela mão deles aviso me mandareis, de todas as coisas que ouvirdes. 37Husai, pois, amigo de Davi, veio para a cidade; e Absalão entrou em Jerusalém. 2 Samuel 16 1E PASSANDO Davi um pouco mais adiante do cume, eis que Ziba, o servo de Mefibosete, veio encontrar-se com ele, com um par de jumentos albardados, e sobre eles duzentos pães, com cem cachos de passas, e cem de frutas de verão e um odre de vinho. 2E disse o rei a Ziba: Que pretendes com isto? E disse Ziba: Os jumentos são para a casa do rei, para se montarem neles; e o pão e as frutas de verão para comerem os moços; e o vinho para beberem os cansados no deserto. 3Então disse o rei: Ora, onde está o filho de teu senhor? E disse Ziba ao rei: Eis que ficou em Jerusalém; porque disse: Hoje me restituirá a casa de Israel o reino de meu pai. 4Então disse o rei a Ziba: Eis que teu é tudo quanto tem Mefibosete. E disse Ziba: Eu me inclino, que eu ache graça em teus olhos, ó rei meu senhor. 5E, chegando o rei Davi a Baurim, eis que dali saiu um homem da linhagem da casa de Saul, cujo nome era Simei, filho de Gera, e, saindo, ia amaldiçoando. 6E atirava pedras contra Davi, e contra todos os servos do rei Davi; ainda que todo o povo e todos os valentes iam à sua direita e à sua esquerda. 7E, amaldiçoando-o Simei, assim dizia: Sai, sai, homem de sangue, e homem de Belial. 8O SENHOR te deu agora a paga de todo o sangue da casa de Saul, em cujo lugar tens reinado; já deu o SENHOR o reino na mão de Absalão teu filho; e eiste agora na tua desgraça, porque és um homem de sangue. 9Então disse Abisai, filho de Zeruia, ao rei: Por que amaldiçoaria este cão morto ao rei meu senhor? Deixa-me passar, e lhe tirarei a cabeça. 10Disse, porém, o rei: Que tenho eu convosco, filhos de Zeruia? Ora deixai-o amaldiçoar; pois o SENHOR lhe disse: Amaldiçoa a Davi; quem pois diria: Por que assim fizeste? 11Disse mais Davi a Abisai, e a todos os seus servos: Eis que meu filho, que saiu das minhas entranhas, procura a minha morte; quanto mais ainda este benjamita? Deixai-o, que amaldiçoe; porque o SENHOR lho disse. 12Porventura o SENHOR olhará para a minha miséria; e o SENHOR me pagará com bem a sua maldição deste dia. 13Prosseguiram, pois, o seu caminho, Davi e os seus homens; e também Simei ia ao longo do monte, defronte dele, caminhando e amaldiçoando, e atirava pedras contra ele, e levantava poeira. 14E o rei e todo o povo que ia com ele chegaram cansados, e refrescaram-se ali. 15Absalão, pois, e todo o povo, os homens de Israel, vieram a Jerusalém; e Aitofel com ele. 16E sucedeu que, chegando Husai, o arquita, amigo de Davi, a Absalão, disse Husai a Absalão: Viva o rei, viva o rei! 17Porém Absalão disse a Husai: É esta a tua beneficência para com o teu amigo? Por que não foste com o teu amigo? 18E disse Husai a Absalão: Não, porém daquele que eleger o SENHOR, e todo este povo, e todos os homens de Israel, dele serei e com ele ficarei. 19E, demais disto, a quem serviria eu? Porventura não seria diante de seu filho? Como servi diante de teu pai, assim serei diante de ti. 20Então disse Absalão a Aitofel: Dai conselho entre vós sobre o que devemos fazer. 21E disse Aitofel a Absalão: Possui as concubinas de teu pai, que deixou para guardarem a casa; e assim todo o Israel ouvirá que te fizeste aborrecível para com teu pai; e se fortalecerão as mãos de todos os que estão contigo. 22Estenderam, pois, para Absalão uma tenda no terraço; e Absalão possuiu as concubinas de seu pai, perante os olhos de todo o Israel. 23E era o conselho de Aitofel, que aconselhava naqueles dias, como se a palavra de Deus se consultara; tal era todo o conselho de Aitofel, assim para com Davi como para com Absalão. 2 Samuel 17 1DISSE mais Aitofel a Absalão: Deixa-me escolher doze mil homens, e me levantarei, e perseguirei a Davi esta noite. 2E irei sobre ele, pois está cansado e frouxo de mãos; e o espantarei, e fugirá todo o povo que está com ele; e então ferirei somente o rei. 3E farei tornar a ti todo o povo; pois o homem a quem tu buscas é como se tornassem todos; assim todo o povo estará em paz. 4E esta palavra pareceu boa aos olhos de Absalão, e aos olhos de todos os anciãos de Israel. 5Disse, porém, Absalão: Chamai agora também a Husai o arquita; e ouçamos também o que ele dirá. 6E, chegando Husai a Absalão, lhe falou Absalão, dizendo: Desta maneira falou Aitofel; faremos conforme à sua palavra? Se não, fala tu. 7Então disse Husai a Absalão: O conselho que Aitofel deu desta vez não é bom. 8Disse mais Husai: Bem conheces tu a teu pai, e a seus homens, que são valorosos, e que estão com o espírito amargurado, como a ursa no campo, roubada dos cachorros; e também teu pai é homem de guerra, e não passará a noite com o povo. 9Eis que agora estará escondido nalguma cova, ou em qualquer outro lugar; e será que, caindo no princípio alguns dentre eles, cada um que o ouvir então dirá: Houve derrota no povo que segue a Absalão. 10Então até o homem valente, cujo coração é como coração de leão, sem dúvida desmaiará; porque todo o Israel sabe que teu pai é valoroso, e homens valentes os que estão com ele. 11Eu, porém, aconselho que com toda a pressa se ajunte a ti todo o Israel desde Dã até Berseba, em multidão como a areia do mar; e tu em pessoa vás com eles à peleja. 12Então iremos a ele, em qualquer lugar que se achar, facilmente cairemos sobre ele, como o orvalho cai sobre a terra; e não ficará dele e de todos os homens que estão com ele nem ainda um só. 13E, se ele se retirar para alguma cidade, todo o Israel levará cordas àquela cidade; e arrastá-la-emos até ao ribeiro, até que não se ache ali nem uma só pedrinha. 14Então disse Absalão e todos os homens de Israel: Melhor é o conselho de Husai, o arquita, do que o conselho de Aitofel (porém assim o SENHOR o ordenara, para aniquilar o bom conselho de Aitofel, para que o SENHOR trouxesse o mal sobre Absalão). 15E disse Husai a Zadoque e a Abiatar, sacerdotes: assim e assim aconselhou Aitofel a Absalão e aos anciãos de Israel; porém assim e assim aconselhei eu. 16Agora, pois, enviai apressadamente, e avisai a Davi, dizendo: Não passes esta noite nas campinas do deserto; logo também passa ao outro lado, para que o rei e todo o povo que com ele está não seja devorado. 17Estavam, pois, Jônatas e Aimaás junto à fonte de Rogel; e foi uma criada, e lho disse, e eles foram e o disseram ao rei Davi, porque não podiam ser vistos entrar na cidade. 18Mas viu-os todavia um moço, e avisou a Absalão; porém ambos logo partiram apressadamente, e entraram em casa de um homem, em Baurim, o qual tinha um poço no seu pátio, e ali dentro desceram. 19E tomou a mulher a tampa, e a estendeu sobre a boca do poço, e espalhou grão descascado sobre ela; assim nada se soube. 20Chegando, pois, os servos de Absalão à mulher, àquela casa, disseram: Onde estão Aimaás e Jônatas? E a mulher lhes disse: Já passaram o vau das águas. E havendo-os buscado, e não os achando, voltaram para Jerusalém. 21E sucedeu que, depois que se retiraram, Aimaás e Jônatas saíram do poço, e foram, e anunciaram a Davi; e disseram a Davi: Levantai-vos, e passai depressa as águas, porque assim aconselhou contra vós Aitofel. 22Então Davi e todo o povo que com ele estava se levantou, e passaram o Jordão; e já pela luz da manhã nem ainda faltava um só que não tivesse passado o Jordão. 23Vendo, pois, Aitofel que se não tinha seguido o seu conselho, albardou o jumento, e levantou-se, e foi para sua casa e para a sua cidade, e deu ordem à sua casa, e se enforcou e morreu, e foi sepultado na sepultura de seu pai. 24E Davi foi a Maanaim; e Absalão passou o Jordão, ele e todo o homem de Israel com ele. 25E Absalão constituiu a Amasa em lugar de Joabe sobre o arraial; e era Amasa filho de um homem cujo nome era Itra, o israelita, o qual possuíra a Abigail, filha de Naás, irmã de Zeruia, mãe de Joabe. 26 Israel, pois, e Absalão acamparam na terra de Gileade. 27E sucedeu que, chegando Davi a Maanaim, Sobi, filho de Naás, de Rabá, dos filhos de Amom, e Maquir, filho de Amiel, de Lo-Debar, e Barzilai, o gileadita, de Rogelim, 28Tomaram camas e bacias, e vasilhas de barro, e trigo, e cevada, e farinha, e grão torrado, e favas, e lentilhas, também torradas, 29E mel, e manteiga, e ovelhas, e queijos de vacas, e os trouxeram a Davi e ao povo que com ele estava, para comerem, porque disseram: Este povo no deserto está faminto, cansado e sedento. 2 Samuel 18 1E DAVI contou o povo que tinha consigo, e pôs sobre eles capitães de mil e capitães de cem. 2E Davi enviou o povo, um terço sob o mando de Joabe, e outro terço sob o mando de Abisai, filho de Zeruia, irmão de Joabe, e outro terço sob o mando de Itai, o giteu; e disse o rei ao povo: Eu também sairei convosco. 3Porém o povo disse: Não sairás, porque, se formos obrigados a fugir, não se importarão conosco; e, ainda que metade de nós morra, não farão caso de nós, porque ainda, tais como nós somos, ajuntarás dez mil; melhor será, pois, que da cidade nos sirvas de socorro. 4Então disselhe Davi: O que bem parecer aos vossos olhos, farei. E o rei se pôs do lado da porta, e todo o povo saiu em centenas e em milhares. 5E o rei deu ordem a Joabe, e a Abisai, e a Itai, dizendo: Brandamente tratai, por amor de mim, ao jovem Absalão. E todo o povo ouviu quando o rei deu ordem a todos os capitães acerca de Absalão. 6Saiu, pois, o povo ao campo, a encontrar-se com Israel, e deu-se a batalha no bosque de Efraim. 7E ali foi ferido o povo de Israel, diante dos servos de Davi; e naquele mesmo dia houve ali uma grande derrota de vinte mil. 8Porque ali se derramou a batalha sobre a face de toda aquela terra; e foram mais os do povo que o bosque consumiu do que os que a espada consumiu naquele dia. 9E Absalão se encontrou com os servos de Davi; e Absalão ia montado num mulo; e, entrando o mulo debaixo dos espessos ramos de um grande carvalho, pegou-se-lhe a cabeça no carvalho, e ficou pendurado entre o céu e a terra; e o mulo, que estava debaixo dele, passou adiante. 10O que vendo um homem, fez saber a Joabe, e disse: Eis que vi a Absalão pendurado num carvalho. 11Então disse Joabe ao homem que lho fizera saber: Pois que o viste, por que o não feriste logo ali em terra? E forçoso seria o eu dar-te dez moedas de prata e um cinto. 12Disse, porém, aquele homem a Joabe: Ainda que eu pudesse pesar nas minhas mãos mil moedas de prata, não estenderia a minha mão contra o filho do rei, pois bem ouvimos que o rei te deu ordem a ti, e a Abisai, e a Itai, dizendo: Guardaivos, cada um de vós, de tocar no jovem Absalão. 13Ainda que cometesse mentira a risco da minha vida, nem por isso coisa nenhuma se esconderia ao rei; e tu mesmo te oporias. 14Então disse Joabe: Não me demorarei assim contigo aqui. E tomou três dardos, e traspassou com eles o coração de Absalão, estando ele ainda vivo no meio do carvalho. 15E o cercavam dez moços, que levaram as armas de Joabe. E feriram a Absalão, e o mataram. 16Então tocou Joabe a buzina, e voltou o povo de perseguir a Israel, porque Joabe deteve o povo. 17E tomaram a Absalão, e o lançaram no bosque, numa grande cova, e levantaram sobre ele um mui grande montão de pedras; e todo o Israel fugiu, cada um para a sua tenda. 18Ora, Absalão, quando ainda vivia, tinha tomado e levantado para si uma coluna, que está no vale do rei, porque dizia: Filho nenhum tenho para conservar a memória do meu nome. E chamou aquela coluna pelo seu próprio nome; por isso até ao dia de hoje se chama o Pilar de Absalão. 19Então disse Aimaás, filho de Zadoque: Deixa-me correr, e denunciarei ao rei que já o SENHOR o vingou da mão de seus inimigos. 20Mas Joabe lhe disse: Tu não serás hoje o portador de novas, porém outro dia as levarás; mas hoje não darás a nova, porque é morto o filho do rei. 21E disse Joabe a Cusi: Vai tu, e dize ao rei o que viste. E Cusi se inclinou a Joabe, e correu. 22E prosseguiu Aimaás, filho de Zadoque, e disse a Joabe: Seja o que for deixame também correr após Cusi. E disse Joabe: Para que agora correrias tu, meu filho, pois não tens mensagem conveniente? 23Seja o que for, disse Aimaás, correrei. E Joabe lhe disse: Corre. E Aimaás correu pelo caminho da planície, e passou a Cusi. 24E Davi estava assentado entre as duas portas; e a sentinela subiu ao terraço da porta junto ao muro; e levantou os olhos, e olhou, e eis que um homem corria só. 25Gritou, pois, a sentinela, e o disse ao rei: Se vem só, há novas em sua boca. E vinha andando e chegando. 26Então viu a sentinela outro homem que corria, e a sentinela gritou ao porteiro, e disse: Eis que lá vem outro homem correndo só. Então disse o rei: Também traz este novas. 27Disse mais a sentinela: Vejo o correr do primeiro, que parece ser o correr de Aimaás, filho de Zadoque. Então disse o rei: Este é homem de bem, e virá com boas novas. 28Gritou, pois, Aimaás, e disse ao rei: Paz. E inclinou-se ao rei com o rosto em terra, e disse: Bendito seja o SENHOR, que entregou os homens que levantaram a mão contra o rei meu senhor. 29Então disse o rei: Vai bem com o jovem, com Absalão? E disse Aimaás: Vi um grande alvoroço, quando Joabe mandou o servo do rei, e a mim teu servo; porém não sei o que era. 30E disse o rei: Vira-te, e põe-te aqui. E virou-se, e parou. 31E eis que vinha Cusi; e disse Cusi: Anunciar-se-á ao rei meu senhor que hoje o SENHOR te vingou da mão de todos os que se levantaram contra ti. 32Então disse o rei a Cusi: Vai bem com o jovem, com Absalão? E disse Cusi: Sejam como aquele jovem os inimigos do rei meu senhor, e todos os que se levantam contra ti para mal. 33Então o rei se perturbou, e subiu à sala que estava por cima da porta, e chorou; e andando, dizia assim: Meu filho Absalão, meu filho, meu filho, Absalão! Quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, meu filho! 2 Samuel 19 1E DISSERAM a Joabe: Eis que o rei anda chorando, e lastima-se por Absalão. 2Então a vitória se tornou naquele mesmo dia em tristeza por todo o povo; porque naquele mesmo dia o povo ouvira dizer: Mui triste está o rei por causa de seu filho. 3E naquele mesmo dia o povo entrou às furtadelas na cidade, como o faz quando, envergonhado, foge da peleja. 4Estava, pois, o rei com o rosto coberto; e o rei gritava a alta voz: Meu filho Absalão, Absalão meu filho, meu filho! 5Então entrou Joabe na casa do rei, e disse: Hoje envergonhaste o rosto de todos os teus servos, que livraram hoje a tua vida, e a vida de teus filhos, e de tuas filhas, e a vida de tuas mulheres, e a vida de tuas concubinas; 6Amando tu aos teus inimigos, e odiando aos teus amigos. Porque hoje dás a entender que nada valem para contigo príncipes e servos; porque entendo hoje que se Absalão vivesse, e todos nós hoje fôssemos mortos, estarias bem contente. 7Levanta-te, pois, agora; sai, e fala conforme ao coração de teus servos; porque pelo SENHOR te juro que, se não saíres, nem um só homem ficará contigo esta noite; e maior mal te será isto do que todo o mal que tem vindo sobre ti desde a tua mocidade até agora. 8Então o rei se levantou, e se assentou à porta; e fizeram saber a todo o povo dizendo: Eis que o rei está assentado à porta. Então todo o povo veio apresentarse diante do rei; porém Israel havia fugido cada um para a sua tenda. 9E todo o povo, em todas as tribos de Israel, andava porfiando entre si, dizendo: O rei nos tirou das mãos de nossos inimigos, e ele nos livrou das mãos dos filisteus; e agora fugiu da terra por causa de Absalão. 10E Absalão, a quem ungimos sobre nós, já morreu na peleja; agora, pois, por que vos calais, e não fazeis voltar o rei? 11Então o rei Davi mandou dizer a Zadoque e a Abiatar, sacerdotes: Falai aos anciãos de Judá, dizendo: Por que seríeis vós os últimos em tornar a trazer o rei para a sua casa? Porque as palavras de todo o Israel chegaram ao rei, até à sua casa. 12Vós sois meus irmãos, meus ossos e minha carne sois vós; por que, pois, seríeis os últimos em tornar a trazer o rei? 13E a Amasa direis: Porventura não és tu meu osso e minha carne? Assim me faça Deus, e outro tanto, se não fores capitão do arraial diante de mim para sempre, em lugar de Joabe. 14Assim moveu ele o coração de todos os homens de Judá, como o de um só homem; e enviaram ao rei, dizendo: Volta tu com todos os teus servos. 15Então o rei voltou, e chegou até ao Jordão; e Judá veio a Gilgal, para ir encontrar-se com o rei, ao outro lado do Jordão. 16E apressou-se Simei, filho de Gera, benjamita, que era de Baurim; e desceu com os homens de Judá a encontrar-se com o rei Davi. 17E com ele mil homens de Benjamim, como também Ziba, servo da casa de Saul, e seus quinze filhos, e seus vinte servos com ele; e prontamente passaram o Jordão adiante do rei. 18E, atravessando a barca, para fazer passar a casa do rei e para fazer o que bem parecesse aos seus olhos, então Simei, filho de Gera, se prostrou diante do rei, quando ele passava o Jordão. 19E disse ao rei: Não me impute meu senhor a minha culpa, e não te lembres do que tão perversamente fez teu servo, no dia em que o rei meu senhor saiu de Jerusalém; não conserve o rei isso no coração. 20Porque teu servo deveras confessa que pecou; porém eis que eu sou o primeiro que de toda a casa de José desci a encontrar-me com o rei meu senhor. 21Então respondeu Abisai, filho de Zeruia, e disse: Não morreria, pois, Simei por isto, havendo amaldiçoado ao ungido do SENHOR? 22Porém Davi disse: Que tenho eu convosco, filhos de Zeruia, para que hoje me sejais adversários? Morreria alguém hoje em Israel? Pois porventura não sei que hoje fui feito rei sobre Israel? 23E disse o rei a Simei: Não morrerás. E o rei lho jurou. 24Também Mefibosete, filho de Saul, desceu a encontrar-se com o rei, e não tinha lavado os pés, nem tinha feito a barba, nem tinha lavado as suas vestes desde o dia em que o rei tinha saído até ao dia em que voltou em paz. 25E sucedeu que, vindo ele a Jerusalém a encontrar-se com o rei, disselhe o rei: Por que não foste comigo, Mefibosete? 26E disse ele: Ó rei meu senhor, o meu servo me enganou; porque o teu servo dizia: Albardarei um jumento, e nele montarei, e irei com o rei; pois o teu servo é coxo. 27Demais disto, falsamente acusou a teu servo diante do rei meu senhor; porém o rei meu senhor é como um anjo de Deus; faze, pois, o que parecer bem aos teus olhos. 28Porque toda a casa de meu pai não era senão de homens dignos de morte diante do rei meu senhor; e contudo puseste a teu servo entre os que comem à tua mesa; e que mais direito tenho eu de clamar ao rei? 29E disselhe o rei: Por que ainda mais falas de teus negócios? Já disse eu: Tu e Ziba reparti as terras. 30E disse Mefibosete ao rei: Tome ele também tudo; pois já veio o rei meu senhor em paz à sua casa. 31Também Barzilai, o gileadita, desceu de Rogelim, e passou com o rei o Jordão, para o acompanhar ao outro lado do Jordão. 32E era Barzilai muito velho, da idade de oitenta anos; e ele tinha sustentado o rei, quando tinha a sua morada em Maanaim, porque era grande homem. 33E disse o rei a Barzilai: Passa tu comigo, e sustentar-te-ei comigo em Jerusalém. 34Porém Barzilai disse ao rei: Quantos serão os dias dos anos da minha vida, para que suba com o rei a Jerusalém? 35Da idade de oitenta anos sou eu hoje; poderia eu discernir entre o bom e o mau? Poderia o teu servo ter gosto no que comer e beber? Poderia eu mais ouvir a voz dos cantores e cantoras? E por que será o teu servo ainda pesado ao rei meu senhor? 36Com o rei passará teu servo ainda um pouco mais além do Jordão; e por que me recompensará o rei com tal recompensa? 37Deixa voltar o teu servo, e morrerei na minha cidade, junto à sepultura de meu pai e de minha mãe; mas eis aí está o teu servo Quimã; passe ele com o rei meu senhor, e faze-lhe o que bem parecer aos teus olhos. 38Então disse o rei: Quimã passará comigo, e eu lhe farei como bem parecer aos teus olhos, e tudo quanto me pedires te farei. 39Havendo, pois, todo o povo passado o Jordão, e passando também o rei, beijou o rei a Barzilai, e o abençoou; e ele voltou para o seu lugar. 40E dali passou o rei a Gilgal, e Quimã passou com ele; e todo o povo de Judá conduziu o rei, como também a metade do povo de Israel. 41E eis que todos os homens de Israel vieram ao rei, e disseram ao rei: Por que te furtaram nossos irmãos, os homens de Judá, e conduziram o rei e a sua casa dalém do Jordão, e todos os homens de Davi com eles? 42Então responderam todos os homens de Judá aos homens de Israel: Porquanto o rei é nosso parente; e por que vos irais por isso? Porventura comemos às custas do rei, ou nos deu algum presente? 43E responderam os homens de Israel aos homens de Judá, e disseram: Dez partes temos no rei, e até em Davi mais temos nós do que vós; por que, pois, não fizestes conta de nós, para que a nossa palavra não fosse a primeira, para tornar a trazer o nosso rei? Porém a palavra dos homens de Judá foi mais forte do que a palavra dos homens de Israel. 2 Samuel 20 1ENTÃO se achou ali por acaso um homem de Belial, cujo nome era Seba, filho de Bicri, homem de Benjamim, o qual tocou a buzina, e disse: Não temos parte em Davi, nem herança no filho de Jessé; cada um às suas tendas, ó Israel. 2Então todos os homens de Israel se separaram de Davi, e seguiram Seba, filho de Bicri; porém os homens de Judá se uniram ao seu rei desde o Jordão até Jerusalém. 3Vindo, pois, Davi para sua casa, em Jerusalém, tomou o rei as dez mulheres, suas concubinas, que deixara para guardarem a casa, e as pôs numa casa sob guarda, e as sustentava; porém não as possuiu; e estiveram encerradas até ao dia da sua morte, vivendo como viúvas. 4Disse mais o rei a Amasa: Convoca-me os homens de Judá para o terceiro dia; e tu então apresenta-te aqui. 5E foi Amasa para convocar a Judá; porém demorou-se além do tempo que lhe tinha sido designado. 6Então disse Davi a Abisai: Mais mal agora nos fará Seba, o filho de Bicri, do que Absalão; por isso toma tu os servos de teu senhor, e persegue-o, para que não ache para si cidades fortes, e escape dos nossos olhos. 7Então saíram atrás dele os homens de Joabe, e os quereteus, e os peleteus, e todos os valentes; estes saíram de Jerusalém para irem atrás de Seba, filho de Bicri. 8Chegando eles, pois, à pedra grande, que está junto a Gibeom, Amasa veio diante deles; e estava Joabe cingido da sua roupa que vestira, e sobre ela um cinto, ao qual estava presa a espada a seus lombos, na sua bainha; e, adiantandose ele, lhe caiu a espada. 9E disse Joabe a Amasa: Vai bem, meu irmão? E Joabe, com a mão direita, pegou da barba de Amasa, para o beijar. 10E Amasa não se resguardou da espada que estava na mão de Joabe, de sorte que este o feriu com ela na quinta costela, e lhe derramou por terra as entranhas, e não o feriu segunda vez, e morreu; então Joabe e Abisai, seu irmão, foram atrás de Seba, filho de Bicri. 11Mas um dentre os homens de Joabe parou junto a ele, e disse: Quem há que queira bem a Joabe, e quem seja por Davi, siga Joabe. 12E Amasa estava envolto no seu sangue no meio do caminho; e, vendo aquele homem, que todo o povo parava, removeu a Amasa do caminho para o campo, e lançou sobre ele um manto; porque via que todo aquele que chegava a ele parava. 13E, como estava removido do caminho, todos os homens seguiram a Joabe, para perseguirem a Seba, filho de Bicri. 14E ele passou por todas as tribos de Israel até Abel, e Bete-Maaca e a todos os beritas; e ajuntaram-se, e também o seguiram. 15E vieram, e o cercaram em Abel de Bete-Maaca, e levantaram uma barragem contra a cidade, e isto colocado na trincheira; e todo o povo que estava com Joabe batia no muro, para derrubá-lo. 16Então uma mulher sábia gritou de dentro da cidade: Ouvi, ouvi, peço-vos que digais a Joabe: Chega-te aqui, para que eu te fale. 17Chegando-se a ela, a mulher lhe disse: Tu és Joabe? E disse ele: Eu sou. E ela lhe disse: Ouve as palavras da tua serva. E disse ele: Ouço. 18Então falou ela, dizendo: Antigamente costumava-se dizer: Certamente pediram conselho a Abel; e assim resolveram. 19Sou eu uma das pacíficas e das fiéis em Israel; e tu procuras matar uma cidade que é mãe em Israel; por que, pois, devorarias a herança do SENHOR? 20Então respondeu Joabe, e disse: Longe, longe de mim que eu tal faça, que eu devore ou arruíne! 21A coisa não é assim; porém um só homem do monte de Efraim, cujo nome é Seba, filho de Bicri, levantou a mão contra o rei, contra Davi; entregai-me só este, e retirar-me-ei da cidade. Então disse a mulher a Joabe: Eis que te será lançada a sua cabeça pelo muro. 22E a mulher, na sua sabedoria, foi a todo o povo, e cortaram a cabeça de Seba, filho de Bicri, e a lançaram a Joabe; então este tocou a buzina, e se retiraram da cidade, cada um para a sua tenda, e Joabe voltou a Jerusalém, ao rei. 23E Joabe estava sobre todo o exército de Israel; e Benaia, filho de Joiada, sobre os quereteus e sobre os peleteus; 24E Adorão sobre os tributos; e Jeosafá, filho de Ailude, era o cronista; 25E Seva, o escrivão; e Zadoque e Abiatar, os sacerdotes; 26E também Ira, o jairita, era o oficial-mor de Davi. 2 Samuel 21 1E HOUVE nos dias de Davi uma fome de três anos consecutivos; e Davi consultou ao SENHOR, e o SENHOR lhe disse: É por causa de Saul e da sua casa sanguinária, porque matou os gibeonitas. 2Então chamou o rei aos gibeonitas, e lhes falou (ora os gibeonitas não eram dos filhos de Israel, mas do restante dos amorreus, e os filhos de Israel lhes tinham jurado, porém Saul, no seu zelo à causa dos filhos de Israel e de Judá, procurou feri-los). 3Disse, pois, Davi aos gibeonitas: Que quereis que eu vos faça? E que satisfação vos darei, para que abençoeis a herança do SENHOR? 4Então os gibeonitas lhe disseram: Não é por prata nem ouro que temos questão com Saul e com sua casa; nem tampouco pretendemos matar pessoa alguma em Israel. E disse ele: Que é, pois, que quereis que vos faça? 5E disseram ao rei: O homem que nos destruiu, e intentou contra nós de modo que fôssemos assolados, sem que pudéssemos subsistir em termo algum de Israel, 6De seus filhos se nos dêem sete homens, para que os enforquemos ao SENHOR em Gibeá de Saul, o eleito do SENHOR. E disse o rei: Eu os darei. 7Porém o rei poupou a Mefibosete, filho de Jônatas, filho de Saul, por causa do juramento do SENHOR, que entre eles houvera, entre Davi e Jônatas, filho de Saul. 8Mas tomou o rei os dois filhos de Rispa, filha da Aiá, que tinha tido de Saul, a Armoni e a Mefibosete; como também os cinco filhos da irmã de Mical, filha de Saul, que tivera de Adriel, filho de Barzilai, meolatita, 9E os entregou na mão dos gibeonitas, os quais os enforcaram no monte, perante o SENHOR; e caíram estes sete juntamente; e foram mortos nos dias da sega, nos dias primeiros, no princípio da sega das cevadas. 10Então Rispa, filha de Aiá, tomou um pano de cilício, e estendeu-lho sobre uma penha, desde o princípio da sega até que a água do céu caiu sobre eles; e não deixou as aves do céu pousar sobre eles de dia, nem os animais do campo de noite. 11E foi contado a Davi o que fizera Rispa, filha de Aiá, concubina de Saul. 12Então foi Davi, e tomou os ossos de Saul, e os ossos de Jônatas seu filho, dos moradores de Jabes-Gileade, os quais os furtaram da rua de Bete-Sã, onde os filisteus os tinham pendurado, quando feriram a Saul em Gilboa. 13E fez subir dali os ossos de Saul, e os ossos de Jônatas seu filho; e ajuntaram também os ossos dos enforcados. 14Enterraram os ossos de Saul, e de Jônatas seu filho na terra de Benjamim, em Zela, na sepultura de seu pai Quis, e fizeram tudo o que o rei ordenara; e depois disto Deus se aplacou com a terra. 15Tiveram mais os filisteus uma peleja contra Israel; e desceu Davi, e com ele os seus servos; e tanto pelejaram contra os filisteus, que Davi se cansou. 16E Isbi-Benobe, que era dos filhos do gigante, cuja lança pesava trezentos siclos de cobre, e que cingia uma espada nova, intentou ferir a Davi. 17Porém, Abisai, filho de Zeruia, o socorreu, e feriu o filisteu, e o matou. Então os homens de Davi lhe juraram, dizendo: Nunca mais sairás conosco à peleja, para que não apagues a lâmpada de Israel. 18E aconteceu depois disto que houve em Gobe ainda outra peleja contra os filisteus; então Sibecai, o husatita, feriu a Safe, que era dos filhos do gigante. 19Houve mais outra peleja contra os filisteus em Gobe; e El-Hanã, filho de JaaréOregim, o belemita, feriu Golias, o giteu, de cuja lança era a haste como órgão de tecelão. 20Houve ainda também outra peleja em Gate, onde estava um homem de alta estatura, que tinha em cada mão seis dedos, e em cada pé outros seis, vinte e quatro ao todo, e também este nascera do gigante. 21E injuriava a Israel; porém Jônatas, filho de Simei, irmão de Davi, o feriu. 22Estes quatro nasceram ao gigante em Gate; e caíram pela mão de Davi e pela mão de seus servos. 2 Samuel 22 1E FALOU Davi ao SENHOR as palavras deste cântico, no dia em que o SENHOR o livrou das mãos de todos os seus inimigos e das mãos de Saul. 2Disse pois: O SENHOR é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador. 3Deus é o meu rochedo, nele confiarei; o meu escudo, e a força da minha salvação, o meu alto retiro, e o meu refúgio. Ó meu Salvador, da violência me salvas. 4O SENHOR, digno de louvor, invocarei, e de meus inimigos ficarei livre, 5Porque me cercaram as ondas de morte; as torrentes dos homens ímpios me assombraram. 6Cordas do inferno me cingiram; encontraram-me laços de morte. 7Estando em angústia, invoquei ao SENHOR, e a meu Deus clamei; do seu templo ouviu ele a minha voz, e o meu clamor chegou aos seus ouvidos. 8Então se abalou e tremeu a terra, os fundamentos dos céus se moveram e abalaram, porque ele se irou. 9Subiu fumaça de suas narinas, e da sua boca um fogo devorador; carvões se incenderam dele. 10E abaixou os céus, e desceu; e uma escuridão havia debaixo de seus pés. 11E subiu sobre um querubim, e voou; e foi visto sobre as asas do vento. 12E por tendas pôs as trevas ao redor de si; ajuntamento de águas, nuvens dos céus. 13Pelo resplendor da sua presença brasas de fogo se acenderam. 14Trovejou desde os céus o SENHOR; e o Altíssimo fez soar a sua voz. 15E disparou flechas, e os dissipou; raios, e os perturbou. 16E apareceram as profundezas do mar, e os fundamentos do mundo se descobriram; pela repreensão do SENHOR, pelo sopro do vento das suas narinas. 17Desde o alto enviou, e me tomou; tirou-me das muitas águas. 18Livrou-me do meu poderoso inimigo, e daqueles que me tinham ódio, porque eram mais fortes do que eu. 19Encontraram-me no dia da minha calamidade; porém o SENHOR se fez o meu amparo. 20E tirou-me para um lugar espaçoso, e livrou-me, porque tinha prazer em mim. 21Recompensou-me o SENHOR conforme a minha justiça; conforme a pureza de minhas mãos me retribuiu. 22Porque guardei os caminhos do SENHOR; e não me apartei impiamente do meu Deus. 23Porque todos os seus juízos estavam diante de mim; e de seus estatutos não me desviei. 24Porém fui sincero perante ele; e guardei-me da minha iniqüidade. 25E me retribuiu o SENHOR conforme a minha justiça, conforme a minha pureza diante dos seus olhos. 26Com o benigno te mostras benigno; com o homem íntegro te mostras perfeito. 27Com o puro te mostras puro; mas com o perverso te mostras rígido. 28E o povo aflito livras; mas teus olhos são contra os altivos, e tu os abaterás. 29Porque tu, SENHOR, és a minha lâmpada; e o SENHOR ilumina as minhas trevas. 30Porque contigo passo pelo meio de um esquadrão; pelo meu Deus salto um muro. 31O caminho de Deus é perfeito, e a palavra do SENHOR refinada; e é o escudo de todos os que nele confiam. 32Por que, quem é Deus, senão o SENHOR? E quem é rochedo, senão o nosso Deus? 33Deus é a minha fortaleza e a minha força, e ele perfeitamente desembaraça o meu caminho. 34Faz ele os meus pés como os das cervas, e me põe sobre as minhas alturas. 35 Instrui as minhas mãos para a peleja, de maneira que um arco de cobre se quebra pelos meus braços. 36Também me deste o escudo da tua salvação, e pela tua brandura me vieste a engrandecer. 37Alargaste os meus passos debaixo de mim, e não vacilaram os meus artelhos. 38Persegui os meus inimigos, e os derrotei, e nunca me tornei até que os consumisse. 39E os consumi, e os atravessei, de modo que nunca mais se levantaram, mas caíram debaixo dos meus pés. 40Porque me cingiste de força para a peleja; fizeste abater-se debaixo de mim os que se levantaram contra mim, 41E deste-me o pescoço de meus inimigos, daqueles que me tinham ódio, e os destruí. 42Olharam, porém não houve libertador; sim, para o SENHOR, porém não lhes respondeu. 43Então os moí como o pó da terra; como a lama das ruas os trilhei e dissipei. 44Também me livraste das contendas do meu povo; guardaste-me para cabeça das nações; o povo que não conhecia me servirá. 45Os filhos de estranhos se me sujeitaram; ouvindo a minha voz, me obedeceram. 46Os filhos de estranhos desfaleceram; e, cingindo-se, saíram dos seus esconderijos. 47Vive o SENHOR, e bendito seja o meu rochedo; e exaltado seja Deus, a rocha da minha salvação, 48O Deus que me dá inteira vingança, e sujeita os povos debaixo de mim. 49E o que me tira dentre os meus inimigos; e tu me exaltas sobre os que contra mim se levantam; do homem violento me livras. 50Por isso, ó SENHOR, te louvarei entre os gentios, e entoarei louvores ao teu nome. 51Ele é a torre das salvações do seu rei, e usa de benignidade com o seu ungido, com Davi, e com a sua descendência para sempre. 2 Samuel 23 1E ESTAS são as últimas palavras de Davi: Diz Davi, filho de Jessé, e diz o homem que foi levantado em altura, o ungido do Deus de Jacó, e o suave em salmos de Israel. 2O Espírito do SENHOR falou por mim, e a sua palavra está na minha boca. 3Disse o Deus de Israel, a Rocha de Israel a mim me falou: Haverá um justo que domine sobre os homens, que domine no temor de Deus. 4E será como a luz da manhã, quando sai o sol, da manhã sem nuvens, quando pelo seu resplendor e pela chuva a erva brota da terra. 5Ainda que a minha casa não seja tal para com Deus, contudo estabeleceu comigo uma aliança eterna, que em tudo será bem ordenado e guardado, pois toda a minha salvação e todo o meu prazer está nele, apesar de que ainda não o faz brotar. 6Porém os filhos de Belial todos serão como os espinhos que se lançam fora, porque não podem ser tocados com a mão. 7Mas qualquer que os tocar se armará de ferro e da haste de uma lança; e a fogo serão totalmente queimados no mesmo lugar. 8Estes são os nomes dos poderosos que Davi teve: Josebe-Bassebete, filho de Taquemoni, o principal dos capitães; este era Adino, o eznita, que se opusera a oitocentos, e os feriu de uma vez. 9E depois dele Eleazar, filho de Dodó, filho de Aoí, entre os três valentes que estavam com Davi quando provocaram os filisteus que ali se ajuntaram à peleja, e quando se retiraram os homens de Israel. 10Este se levantou, e feriu os filisteus, até lhe cansar a mão e ficar a mão pegada à espada; e naquele dia o SENHOR efetuou um grande livramento; e o povo voltou junto dele, somente a tomar o despojo. 11E depois dele Samá, filho de Agé, o hararita, quando os filisteus se ajuntaram numa multidão, onde havia um pedaço de terra cheio de lentilhas, e o povo fugira de diante dos filisteus. 12Este, pois, se pôs no meio daquele pedaço de terra, e o defendeu, e feriu os filisteus; e o SENHOR efetuou um grande livramento. 13Também três dos trinta chefes desceram, e no tempo da sega foram a Davi, à caverna de Adulão; e a multidão dos filisteus acampara no vale de Refaim. 14Davi estava então num lugar forte, e a guarnição dos filisteus em Belém. 15E teve Davi desejo, e disse: Quem me dera beber da água da cisterna de Belém, que está junto à porta! 16Então aqueles três poderosos romperam pelo arraial dos filisteus, e tiraram água da cisterna de Belém, que está junto à porta, e a tomaram, e a trouxeram a Davi; porém ele não a quis beber, mas derramou-a perante o SENHOR. 17E disse: Guarda-me, ó SENHOR, de que tal faça; beberia eu o sangue dos homens que foram com risco da sua vida? De maneira que não a quis beber; isto fizeram aqueles três poderosos. 18Também Abisai, irmão de Joabe, filho de Zeruia, era chefe de três; e este alçou a sua lança contra trezentos e os feriu; e tinha nome entre os três. 19Porventura este não era o mais nobre dentre estes três? Pois era o primeiro deles; porém aos primeiros três não chegou. 20Também Benaia, filho de Joiada, filho de um homem valoroso de Cabzeel, grande em obras, este feriu dois fortes heróis de Moabe; e desceu ele, e feriu um leão no meio duma cova, no tempo da neve. 21Também este feriu um egípcio, homem de respeito; e na mão do egípcio havia uma lança, porém ele desceu a ele com um cajado, e arrancou a lança da mão do egípcio, e com ela o matou. 22Estas coisas fez Benaia, filho de Joiada, pelo que teve nome entre três poderosos. 23Dentre os trinta ele era o mais nobre, porém aos três primeiros não chegou; e Davi o pôs sobre os seus guardas. 24Asael, irmão de Joabe, estava entre os trinta; El-Hanã, filho de Dodó, de Belém; 25Samá, harodita; Elica, harodita; 26Helez, paltita; Ira, filho de Iques, tecoíta; 27Abiezer, anatotita; Mebunai, husatita; 28Zalmom, aoíta; Maarai, netofatita; 29Elebe, filho de Baaná, netofatita; Itai, filho de Ribai, de Gibeá dos filhos de Benjamim; 30Benaia, piratonita; Hidai, do ribeiro de Gaás; 31Abi-Albom, arbatita; Azmavete, barumita; 32Eliaba, saalbonita; os filhos de Jásen e Jônatas; 33Samá, hararita, Aião, filho de Sarar, ararita; 34Elifelete, filho de Aasbai, filho de um maacatita; Eliã, filho de Aitofel, gilonita; 35Hesrai, carmelita; Paarai, arbita; 36 Igal, filho de Natã, de Zobá; Bani, gadita; 37Zeleque, amonita; Naarai, beerotita, o que trazia as armas de Joabe, filho de Zeruia; 38 Ira, itrita; Garebe, itrita; 39Urias, heteu; trinta e sete ao todo. 2 Samuel 24 1E A IRA do SENHOR se tornou a acender contra Israel; e incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, numera a Israel e a Judá. 2Disse, pois, o rei a Joabe, capitão do exército, o qual tinha consigo: Agora percorre todas as tribos de Israel, desde Dã até Berseba, e numera o povo, para que eu saiba o número do povo. 3Então disse Joabe ao rei: Ora, multiplique o SENHOR teu Deus a este povo cem vezes tanto quanto agora é, e os olhos do rei meu senhor o vejam; mas, por que deseja o rei meu senhor este negócio? 4Porém a palavra do rei prevaleceu contra Joabe, e contra os capitães do exército; Joabe, pois, saiu com os capitães do exército da presença do rei, para numerar o povo de Israel. 5E passaram o Jordão; e acamparam-se em Aroer, à direita da cidade que está no meio do ribeiro de Gade, junto a Jazer. 6E foram a Gileade, e à terra baixa de Hodsi; também foram até Dã-Jaã, e ao redor de Sidom. 7E foram à fortaleza de Tiro, e a todas as cidades dos heveus e dos cananeus; e saíram para o lado do sul de Judá, a Berseba. 8Assim percorreram toda a terra; e ao cabo de nove meses e vinte dias voltaram a Jerusalém. 9E Joabe deu ao rei a soma do número do povo contado; e havia em Israel oitocentos mil homens de guerra, que arrancavam da espada; e os homens de Judá eram quinhentos mil homens. 10E pesou o coração de Davi, depois de haver numerado o povo; e disse Davi ao SENHOR: Muito pequei no que fiz; porém agora ó SENHOR, peço-te que perdoes a iniqüidade do teu servo; porque tenho procedido mui loucamente. 11Levantando-se, pois, Davi pela manhã, veio a palavra do SENHOR ao profeta Gade, vidente de Davi, dizendo: 12Vai, e dize a Davi: Assim diz o SENHOR: Três coisas te ofereço; escolhe uma delas, para que ta faça. 13Foi, pois, Gade a Davi, e fez-lho saber; e disselhe: Queres que sete anos de fome te venham à tua terra; ou que por três meses fujas de teus inimigos, e eles te persigam; ou que por três dias haja peste na tua terra? Delibera agora, e vê que resposta hei de dar ao que me enviou. 14Então disse Davi a Gade: Estou em grande angústia; porém caiamos nas mãos do SENHOR, porque muitas são as suas misericórdias; mas nas mãos dos homens não caia eu. 15Então enviou o SENHOR a peste a Israel, desde a manhã até ao tempo determinado; e desde Dã até Berseba, morreram setenta mil homens do povo. 16Estendendo, pois, o anjo a sua mão sobre Jerusalém, para a destruir, o SENHOR se arrependeu daquele mal; e disse ao anjo que fazia a destruição entre o povo: Basta, agora retira a tua mão. E o anjo do SENHOR estava junto à eira de Araúna, o jebuseu. 17E, vendo Davi ao anjo que feria o povo, falou ao SENHOR, dizendo: Eis que eu sou o que pequei, e eu que iniquamente procedi; porém estas ovelhas que fizeram? Seja, pois, a tua mão contra mim, e contra a casa de meu pai. 18E Gade veio naquele mesmo dia a Davi, e disselhe: Sobe, levanta ao SENHOR um altar na eira de Araúna, o jebuseu. 19Davi subiu conforme à palavra de Gade, como o SENHOR lhe tinha ordenado. 20E olhou Araúna, e viu que vinham para ele o rei e os seus servos; saiu, pois, Araúna e inclinou-se diante do rei com o rosto em terra. 21E disse Araúna: Por que vem o rei meu senhor ao seu servo? E disse Davi: Para comprar de ti esta eira, a fim de edificar nela um altar ao SENHOR, para que este castigo cesse de sobre o povo. 22Então disse Araúna a Davi: Tome, e ofereça o rei meu senhor o que bem parecer aos seus olhos; eis aí bois para o holocausto, e os trilhos, e o aparelho dos bois para a lenha. 23Tudo isto deu Araúna ao rei; disse mais Araúna ao rei: O SENHOR teu Deus tome prazer em ti. 24Porém o rei disse a Araúna: Não, mas por preço justo to comprarei, porque não oferecerei ao SENHOR meu Deus holocaustos que não me custem nada. Assim Davi comprou a eira e os bois por cinqüenta siclos de prata. 25E edificou ali Davi ao SENHOR um altar, e ofereceu holocaustos, e ofertas pacíficas. Assim o SENHOR se aplacou para com a terra e cessou aquele castigo de sobre Israel. 1 Reis 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 1 Reis 1 1SENDO, pois, o rei Davi já velho, e entrado em dias, cobriam-no de roupas, porém não se aquecia. 2Então disseram-lhe os seus servos: Busquem para o rei meu senhor uma moça virgem, que esteja perante o rei, e tenha cuidado dele; e durma no seu seio, para que o rei meu senhor se aqueça. 3E buscaram por todos os termos de Israel uma moça formosa, e acharam a Abisague, sunamita; e a trouxeram ao rei. 4E era a moça sobremaneira formosa; e tinha cuidado do rei, e o servia; porém o rei não a conheceu. 5Então Adonias, filho de Hagite, se levantou, dizendo: Eu reinarei. E preparou carros, e cavaleiros, e cinqüenta homens, que corressem adiante dele. 6E nunca seu pai o tinha contrariado, dizendo: Por que fizeste assim? E era ele também muito formoso de parecer; e Hagite o tivera depois de Absalão. 7E tinha entendimento com Joabe, filho de Zeruia, e com Abiatar o sacerdote; os quais o ajudavam, seguindo a Adonias. 8Porém Zadoque, o sacerdote, e Benaia, filho de Joiada, e Natã, o profeta, e Simei, e Rei, e os poderosos que Davi tinha, não estavam com Adonias. 9E matou Adonias ovelhas, e vacas, e animais cevados, junto à pedra de Zoelete, que está perto da fonte de Rogel; e convidou a todos os seus irmãos, os filhos do rei, e a todos os homens de Judá, servos do rei. 10Porém a Natã, o profeta, e a Benaia, e aos poderosos, e a Salomão, seu irmão, não convidou. 11Então falou Natã a Bate-Seba, mãe de Salomão, dizendo: Não ouviste que Adonias, filho de Hagite, reina? E que nosso senhor Davi não o sabe? 12Vem, pois, agora, e deixa-me dar-te um conselho, para que salves a tua vida, e a de Salomão teu filho. 13Vai, e chega ao rei Davi, e dize-lhe: Não juraste tu, rei senhor meu, à tua serva, dizendo: Certamente teu filho Salomão reinará depois de mim, e ele se assentará no meu trono? Por que, pois, reina Adonias? 14Eis que, estando tu ainda aí falando com o rei, eu também entrarei depois de ti, e confirmarei as tuas palavras. 15E foi Bate-Seba ao rei na sua câmara; e o rei era muito velho; e Abisague, a sunamita, servia ao rei. 16E Bate-Seba inclinou a cabeça, e se prostrou perante o rei; e disse o rei: Que tens? 17E ela lhe disse: Senhor meu, tu juraste à tua serva pelo SENHOR teu Deus, dizendo: Salomão, teu filho, reinará depois de mim, e ele se assentará no meu trono. 18E agora eis que Adonias reina; e tu, ó rei meu senhor, não o sabes. 19E matou vacas, e animais cevados, e ovelhas em abundância, e convidou a todos os filhos do rei, e a Abiatar, o sacerdote, e a Joabe, capitão do exército, mas a teu servo Salomão não convidou. 20Porém, ó rei meu senhor, os olhos de todo o Israel estão sobre ti, para que lhe declares quem se assentará sobre o trono do rei meu senhor, depois dele. 21De outro modo sucederá que, quando o rei meu senhor dormir com seus pais, eu e Salomão meu filho seremos os culpados. 22E, estando ela ainda falando com o rei, eis que entra o profeta Natã. 23E o fizeram saber ao rei, dizendo: Eis aí está o profeta Natã. E entrou à presença do rei, e prostrou-se diante dele com o rosto em terra. 24E disse Natã: Ó rei meu senhor, disseste tu: Adonias reinará depois de mim, e ele se assentará sobre o meu trono? 25Porque hoje desceu, e matou vacas, e animais cevados, e ovelhas em abundância, e convidou a todos os filhos do rei e aos capitães do exército, e a Abiatar, o sacerdote, e eis que estão comendo e bebendo perante ele; e dizem: Viva o rei Adonias. 26Porém a mim, sendo eu teu servo, e a Zadoque, o sacerdote, e a Benaia, filho de Joiada, e a Salomão, teu servo, não convidou. 27Foi feito isto da parte do rei meu senhor? E não fizeste saber a teu servo quem se assentaria no trono do rei meu senhor depois dele? 28E respondeu o rei Davi, e disse: Chamai-me a Bate-Seba. E ela entrou à presença do rei; e ficou em pé diante do rei. 29Então jurou o rei e disse: Vive o SENHOR, o qual remiu a minha alma de toda a angústia, 30Que, como te jurei pelo SENHOR Deus de Israel, dizendo: Certamente teu filho Salomão reinará depois de mim, e ele se assentará no meu trono, em meu lugar, assim o farei no dia de hoje. 31Então Bate-Seba se inclinou com o rosto em terra e se prostrou diante do rei, e disse: Viva o rei Davi meu senhor para sempre. 32E disse o rei Davi: Chamai-me a Zadoque, o sacerdote, e a Natã, o profeta, e a Benaia, filho de Joiada. E eles entraram à presença do rei. 33E o rei lhes disse: Tomai convosco os servos de vosso senhor, e fazei subir a meu filho Salomão na mula que é minha; e levai-o a Giom. 34E Zadoque, o sacerdote, com Natã, o profeta, ali o ungirão rei sobre Israel; então tocareis a trombeta, e direis: Viva o rei Salomão! 35Então subireis após ele, e virá e se assentará no meu trono, e ele reinará em meu lugar; porque tenho ordenado que ele seja guia sobre Israel e sobre Judá. 36Então Benaia, filho de Joiada, respondeu ao rei, e disse: Amém; assim o diga o SENHOR Deus do rei meu senhor. 37Como o SENHOR foi com o rei meu senhor, assim o seja com Salomão, e faça que o seu trono seja maior do que o trono do rei Davi meu senhor. 38Então desceu Zadoque, o sacerdote, e Natã, o profeta, e Benaia, filho de Joiada, e os quereteus, e os peleteus, e fizeram montar a Salomão na mula do rei Davi, e o levaram a Giom. 39E Zadoque, o sacerdote, tomou o chifre de azeite do tabernáculo, e ungiu a Salomão; e tocaram a trombeta, e todo o povo disse: Viva o rei Salomão! 40E todo o povo subiu após ele, e o povo tocava gaitas, e alegrava-se com grande alegria; de maneira que com o seu clamor a terra retiniu. 41E o ouviu Adonias, e todos os convidados que estavam com ele, que tinham acabado de comer; também Joabe ouviu o sonido das trombetas, e disse: Por que há tal ruído de cidade alvoroçada? 42Estando ele ainda falando, eis que vem Jônatas, filho de Abiatar, o sacerdote, e disse Adonias: Entra, porque és homem valente, e trarás boas novas. 43E respondeu Jônatas, e disse a Adonias: Certamente nosso senhor, rei Davi, constituiu rei a Salomão; 44E o rei enviou com ele a Zadoque, o sacerdote, e a Natã, o profeta, e a Benaia, filho de Joiada, e aos quereteus e aos peleteus; e o fizeram montar na mula do rei. 45E Zadoque, o sacerdote, e Natã, o profeta, o ungiram rei em Giom, e dali subiram alegres, e a cidade está alvoroçada; este é o clamor que ouviste. 46E também Salomão está assentado no trono do reino. 47E também os servos do rei vieram abençoar a nosso senhor, o rei Davi, dizendo: Faça teu Deus que o nome de Salomão seja melhor do que o teu nome; e faça que o seu trono seja maior do que o teu trono. E o rei se inclinou no leito. 48E também disse o rei assim: Bendito o SENHOR Deus de Israel, que hoje tem dado quem se assente no meu trono, e que os meus olhos o vissem. 49Então estremeceram e se levantaram todos os convidados que estavam com Adonias; e cada um se foi ao seu caminho. 50Porém Adonias temeu a Salomão; e levantou-se, e foi, e apegou-se às pontas do altar. 51E fez-se saber a Salomão, dizendo: Eis que Adonias teme ao rei Salomão; porque eis que apegou-se às pontas do altar, dizendo: Jure-me hoje o rei Salomão que não matará o seu servo à espada. 52E disse Salomão: Se for homem de bem, nem um de seus cabelos cairá em terra; se, porém, se achar nele maldade, morrerá. 53E mandou o rei Salomão, e o fizeram descer do altar; e veio, e prostrou-se perante o rei Salomão, e Salomão lhe disse: Vai para tua casa. 1 Reis 2 1E APROXIMARAM-SE os dias da morte de Davi; e deu ele ordem a Salomão, seu filho, dizendo: 2Eu vou pelo caminho de toda a terra; esforça-te, pois, e sê homem. 3E guarda a ordenança do SENHOR teu Deus, para andares nos seus caminhos, e para guardares os seus estatutos, e os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus testemunhos, como está escrito na lei de Moisés; para que prosperes em tudo quanto fizeres, e para onde quer que fores. 4Para que o SENHOR confirme a palavra, que falou de mim, dizendo: Se teus filhos guardarem o seu caminho, para andarem perante a minha face fielmente, com todo o seu coração e com toda a sua alma, nunca, disse, te faltará sucessor ao trono de Israel. 5E também tu sabes o que me fez Joabe, filho de Zeruia, e o que fez aos dois capitães do exército de Israel, a Abner filho de Ner, e a Amasa, filho de Jeter, os quais matou, e em paz derramou o sangue de guerra, e pôs o sangue de guerra no cinto que tinha nos lombos, e nos sapatos que trazia nos pés. 6Faze, pois, segundo a tua sabedoria, e não permitas que suas cãs desçam à sepultura em paz. 7Porém com os filhos de Barzilai, o gileadita, usarás de beneficência, e estarão entre os que comem à tua mesa, porque assim se chegaram eles a mim, quando eu fugia por causa de teu irmão Absalão. 8E eis que também contigo está Simei, filho de Gera, filho de Benjamim, de Baurim, que me maldisse com maldição atroz, no dia em que ia a Maanaim; porém ele saiu a encontrar-se comigo junto ao Jordão, e eu pelo SENHOR lhe jurei, dizendo que o não mataria à espada. 9Mas agora não o tenhas por inculpável, pois és homem sábio, e bem saberás o que lhe hás de fazer para que faças com que as suas cãs desçam à sepultura com sangue. 10E Davi dormiu com seus pais, e foi sepultado na cidade de Davi. 11E foram os dias que Davi reinou sobre Israel quarenta anos: sete anos reinou em Hebrom, e em Jerusalém reinou trinta e três anos. 12E Salomão se assentou no trono de Davi, seu pai, e o seu reino se fortificou sobremaneira. 13Então veio Adonias, filho de Hagite, a Bate-Seba, mãe de Salomão; e disse ela: De paz é a tua vinda? E ele disse: É de paz. 14Então disse ele: Uma palavra tenho que dizer-te. E ela disse: Fala. 15Disse, pois, ele: Bem sabes que o reino era meu, e todo o Israel tinha posto a vista em mim para que eu viesse a reinar, contudo o reino foi transferido e veio a ser de meu irmão, porque foi feito seu pelo SENHOR. 16Assim que agora uma só petição te faço; não ma rejeites. E ela lhe disse: Fala. 17E ele disse: Peço-te que fales ao rei Salomão (porque ele não te rejeitará) que me dê por mulher a Abisague, a sunamita. 18E disse Bate-Seba: Bem, eu falarei por ti ao rei. 19Assim foi Bate-Seba ao rei Salomão, a falar-lhe por Adonias; e o rei se levantou a encontrar-se com ela, e se inclinou diante dela; então se assentou no seu trono, e fez pôr uma cadeira para a sua mãe, e ela se assentou à sua direita. 20Então disse ela: Só uma pequena petição te faço; não ma rejeites. E o rei lhe disse: Pede, minha mãe, porque não ta negarei. 21E ela disse: Dê-se Abisague, a sunamita, a Adonias, teu irmão, por mulher. 22Então respondeu o rei Salomão, e disse a sua mãe: E por que pedes a Abisague, a sunamita, para Adonias? Pede também para ele o reino (porque é meu irmão maior), para ele, digo, e também para Abiatar, sacerdote, e para Joabe, filho de Zeruia. 23E jurou o rei Salomão pelo SENHOR, dizendo: Assim Deus me faça, e outro tanto, se não falou Adonias esta palavra contra a sua vida. 24Agora, pois, vive o SENHOR, que me confirmou, e me fez assentar no trono de Davi, meu pai, e que me tem feito casa, como tinha falado, que hoje morrerá Adonias. 25E enviou o rei Salomão pela mão de Benaia, filho de Joiada, o qual arremeteu contra ele de modo que morreu. 26E a Abiatar, o sacerdote, disse o rei: Vai para Anatote, para os teus campos, porque és homem digno de morte; porém hoje não te matarei, porquanto levaste a arca do Senhor Deus diante de Davi, meu pai, e porquanto foste aflito em tudo quanto meu pai foi aflito. 27Lançou, pois, Salomão fora a Abiatar, para que não fosse sacerdote do SENHOR, para cumprir a palavra do SENHOR, que tinha falado sobre a casa de Eli em Siló. 28E chegou a notícia até Joabe (porque Joabe tinha se desviado seguindo a Adonias, ainda que não tinha se desviado seguindo a Absalão), e Joabe fugiu para o tabernáculo do SENHOR, e apegou-se às pontas do altar. 29E disseram ao rei Salomão que Joabe tinha fugido para o tabernáculo do SENHOR; e eis que está junto ao altar; então Salomão enviou Benaia, filho de Joiada, dizendo: Vai, arremete sobre ele. 30E foi Benaia ao tabernáculo do SENHOR, e lhe disse: Assim diz o rei: Sai daí. E disse ele: Não, porém aqui morrerei. E Benaia tornou com a resposta ao rei, dizendo: Assim falou Joabe, e assim me respondeu. 31E disse-lhe o rei: Faze como ele disse, e arremete contra ele, e sepulta-o, para que tires de mim e da casa de meu pai o sangue que Joabe sem causa derramou. 32Assim o SENHOR fará recair o sangue dele sobre a sua cabeça, porque deu sobre dois homens mais justos e melhores do que ele, e os matou à espada, sem que meu pai Davi o soubesse, a saber: a Abner, filho de Ner, capitão do exército de Israel, e a Amasa, filho de Jeter, capitão do exército de Judá. 33Assim recairá o sangue destes sobre a cabeça de Joabe e sobre a cabeça da sua descendência para sempre; mas a Davi, e à sua descendência, e à sua casa, e ao seu trono, dará o SENHOR paz para todo o sempre. 34E subiu Benaia, filho de Joiada, e arremeteu contra ele, e o matou; e foi sepultado em sua casa, no deserto. 35E o rei pôs a Benaia, filho de Joiada, em seu lugar sobre o exército, e a Zadoque, o sacerdote, pôs o rei em lugar de Abiatar. 36Depois mandou o rei, e chamou a Simei, e disse-lhe: Edifica-te uma casa em Jerusalém, e habita aí, e daí não saias, nem para uma nem para outra parte. 37Porque há de ser que no dia em que saíres e passares o ribeiro de Cedrom, de certo que sem dúvida morrerás; o teu sangue será sobre a tua cabeça. 38E Simei disse ao rei: Boa é essa palavra; como tem falado o rei meu SENHOR, assim fará o teu servo. E Simei habitou em Jerusalém muitos dias. 39Sucedeu, porém, que, ao cabo de três anos, dois servos de Simei fugiram para Aquis, filho de Maaca, rei de Gate; e deram parte a Simei, dizendo: Eis que teus servos estão em Gate. 40Então Simei se levantou, e albardou o seu jumento, e foi a Gate, ter com Aquis, em busca de seus servos; assim foi Simei, e trouxe os seus servos de Gate. 41E disseram a Salomão como Simei fora de Jerusalém a Gate, e já tinha voltado. 42Então o rei mandou chamar a Simei, e disse-lhe: Não te conjurei eu pelo SENHOR, e protestei contra ti, dizendo: No dia em que saíres para uma ou outra parte, sabe de certo que, sem dúvida, morrerás? E tu me disseste: Boa é essa palavra que ouvi. 43Por que, pois, não guardaste o juramento do SENHOR, nem a ordem que te dei? 44Disse mais o rei a Simei: Bem sabes tu toda a maldade que o teu coração reconhece, que fizeste a Davi, meu pai; pelo que o SENHOR fez recair a tua maldade sobre a tua cabeça. 45Mas o rei Salomão será abençoado, e o trono de Davi será confirmado perante o SENHOR para sempre. 46E o rei mandou a Benaia, filho de Joiada, o qual saiu, e arremeteu contra ele, de modo que morreu; assim foi confirmado o reino na mão de Salomão. 1 Reis 3 1E SALOMÃO se aparentou com Faraó, rei do Egito; e tomou a filha de Faraó, e a trouxe à cidade de Davi, até que acabasse de edificar a sua casa, e a casa do SENHOR, e a muralha de Jerusalém em redor. 2Entretanto, o povo sacrificava sobre os altos; porque até àqueles dias ainda não se havia edificado casa ao nome do SENHOR. 3E Salomão amava ao SENHOR, andando nos estatutos de Davi seu pai; somente que nos altos sacrificava, e queimava incenso. 4E foi o rei a Gibeom para lá sacrificar, porque aquele era o alto maior; mil holocaustos sacrificou Salomão naquele altar. 5E em Gibeom apareceu o SENHOR a Salomão de noite em sonhos; e disse-lhe Deus: Pede o que queres que eu te dê. 6E disse Salomão: De grande beneficência usaste tu com teu servo Davi, meu pai, como também ele andou contigo em verdade, e em justiça, e em retidão de coração, perante a tua face; e guardaste-lhe esta grande beneficência, e lhe deste um filho que se assentasse no seu trono, como se vê neste dia. 7Agora, pois, ó SENHOR meu Deus, tu fizeste reinar a teu servo em lugar de Davi meu pai; e sou apenas um menino pequeno; não sei como sair, nem como entrar. 8E teu servo está no meio do teu povo que elegeste; povo grande, que nem se pode contar, nem numerar, pela sua multidão. 9A teu servo, pois, dá um coração entendido para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; porque quem poderia julgar a este teu tão grande povo? 10E esta palavra pareceu boa aos olhos do Senhor, de que Salomão pedisse isso. 11E disse-lhe Deus: Porquanto pediste isso, e não pediste para ti muitos dias, nem pediste para ti riquezas, nem pediste a vida de teus inimigos; mas pediste para ti entendimento, para discernires o que é justo; 12Eis que fiz segundo as tuas palavras; eis que te dei um coração tão sábio e entendido, que antes de ti igual não houve, e depois de ti igual não se levantará. 13E também até o que não pediste te dei, assim riquezas como glória; de modo que não haverá um igual entre os reis, por todos os teus dias. 14E, se andares nos meus caminhos, guardando os meus estatutos, e os meus mandamentos, como andou Davi teu pai, também prolongarei os teus dias. 15E acordou Salomão, e eis que era sonho. E indo a Jerusalém, pôs-se perante a arca da aliança do SENHOR, e sacrificou holocausto, e preparou sacrifícios pacíficos, e fez um banquete a todos os seus servos. 16Então vieram duas mulheres prostitutas ao rei, e se puseram perante ele. 17E disse-lhe uma das mulheres: Ah! senhor meu, eu e esta mulher moramos numa casa; e tive um filho, estando com ela naquela casa. 18E sucedeu que, ao terceiro dia, depois do meu parto, teve um filho também esta mulher; estávamos juntas; nenhum estranho estava conosco na casa; somente nós duas naquela casa. 19E de noite morreu o filho desta mulher, porquanto se deitara sobre ele. 20E levantou-se à meia-noite, e tirou o meu filho do meu lado, enquanto dormia a tua serva, e o deitou no seu seio; e a seu filho morto deitou no meu seio. 21E, levantando-me eu pela manhã, para dar de mamar a meu filho, eis que estava morto; mas, atentando pela manhã para ele, eis que não era meu filho, que eu havia tido. 22Então disse a outra mulher: Não, mas o vivo é meu filho, e teu filho o morto. Porém esta disse: Não, por certo, o morto é teu filho, e meu filho o vivo. Assim falaram perante o rei. 23Então disse o rei: Esta diz: Este que vive é meu filho, e teu filho o morto; e esta outra diz: Não, por certo, o morto é teu filho e meu filho o vivo. 24Disse mais o rei: Trazei-me uma espada. E trouxeram uma espada diante do rei. 25E disse o rei: Dividi em duas partes o menino vivo; e dai metade a uma, e metade a outra. 26Mas a mulher, cujo filho era o vivo, falou ao rei (porque as suas entranhas se lhe enterneceram por seu filho), e disse: Ah! senhor meu, dai-lhe o menino vivo, e de modo nenhum o mateis. Porém a outra dizia: Nem teu nem meu seja; dividio. 27Então respondeu o rei, e disse: Dai a esta o menino vivo, e de maneira nenhuma o mateis, porque esta é sua mãe. 28E todo o Israel ouviu o juízo que havia dado o rei, e temeu ao rei; porque viram que havia nele a sabedoria de Deus, para fazer justiça. 1 Reis 4 1ASSIM foi Salomão rei sobre todo o Israel. 2E estes eram os príncipes que tinha: Azarias, filho de Zadoque, sacerdote; 3Eliorefe e Aías, filhos de Sisa, secretários; Jeosafá, filho de Ailude, cronista; 4Benaia, filho de Joiada, sobre o exército; e Zadoque e Abiatar eram sacerdotes; 5E Azarias, filho de Natã, sobre os provedores; e Zabude, filho de Natã, oficialmor, amigo do rei; 6E Aisar, mordomo; Adonirão, filho de Abda, sobre o tributo. 7E tinha Salomão doze oficiais sobre todo o Israel, que proviam ao rei e à sua casa; e cada um tinha que abastecê-lo por um mês no ano. 8E estes são os seus nomes: Ben-Hur, nas montanhas de Efraim; 9Ben-Dequer em Macaz, e em Saalbim, e em Bete-Semes, e em Elom, e em Bete-Hanã; 10Ben-Hesede em Arubote; também este tinha a Socó e a toda a terra de Hefer; 11Ben-Abinadabe em todo o termo de Dor; tinha este a Tafate, filha de Salomão, por mulher; 12Baana, filho de Ailude, tinha a Taanaque, e a Megido, e a toda a Bete-Seã, que está junto a Zaretã, abaixo de Jizreel, desde Bete-Seã até Abel-Meolá, para além de Jocmeão; 13O filho de Geber, em Ramote de Gileade; tinha este as aldeias de Jair, filho de Manassés, as quais estão em Gileade; também tinha o termo de Argobe, o qual está em Basã, sessenta grandes cidades, com muros e ferrolhos de cobre; 14Ainadabe, filho de Ido, em Maanaim. 15Aimaás em Naftali; também este tomou a Basemate, filha de Salomão, por mulher; 16Baaná, filho de Husai, em Aser e em Alote; 17Jeosafá, filho de Parua, em Issacar; 18Simei, filho de Elá, em Benjamim: 19Geber, filho de Uri, na terra de Gileade, a terra de Siom, rei dos amorreus, e de Ogue, rei de Basã; e só uma guarnição havia naquela terra. 20Eram, pois, os de Judá e Israel muitos, como a areia que está junto ao mar em multidão, comendo, e bebendo, e alegrando-se. 21E dominava Salomão sobre todos os reinos desde o rio até à terra dos filisteus, e até ao termo do Egito; os quais traziam presentes, e serviram a Salomão todos os dias da sua vida. 22Era, pois, o provimento de Salomão cada dia, trinta coros de flor de farinha, e sessenta coros de farinha; 23Dez bois cevados, e vinte bois de pasto, e cem carneiros; afora os veados e as cabras montesas, e os corços, e aves cevadas. 24Porque dominava sobre tudo quanto havia do lado de cá do rio, Tifsa até Gaza, sobre todos os reis do lado de cá do rio; e tinha paz de todos os lados em redor dele. 25E Judá e Israel habitavam seguros, cada um debaixo da sua videira, e debaixo da sua figueira, desde Dã até Berseba, todos os dias de Salomão. 26Tinha também Salomão quarenta mil estrebarias de cavalos para os seus carros, e doze mil cavaleiros. 27Proviam, pois, estes provedores, cada um no seu mês, ao rei Salomão e a todos quantos se chegaram à mesa do rei Salomão; coisa nenhuma deixavam faltar. 28E traziam a cevada e a palha para os cavalos e para os ginetes, para o lugar onde estava, cada um segundo o seu cargo. 29E deu Deus a Salomão sabedoria, e muitíssimo entendimento, e largueza de coração, como a areia que está na praia do mar. 30E era a sabedoria de Salomão maior do que a sabedoria de todos os do oriente e do que toda a sabedoria dos egípcios. 31E era ele ainda mais sábio do que todos os homens, e do que Etã, ezraíta, e Hemã, e Calcol, e Darda, filhos de Maol; e correu o seu nome por todas as nações em redor. 32E disse três mil provérbios, e foram os seus cânticos mil e cinco. 33Também falou das árvores, desde o cedro que está no Líbano até ao hissopo que nasce na parede; também falou dos animais e das aves, e dos répteis e dos peixes. 34E vinham de todos os povos a ouvir a sabedoria de Salomão, e de todos os reis da terra que tinham ouvido da sua sabedoria. 1 Reis 5 1E ENVIOU Hirão, rei de Tiro, os seus servos a Salomão (porque ouvira que ungiram a Salomão rei em lugar de seu pai), porquanto Hirão sempre tinha amado a Davi. 2Então Salomão mandou dizer a Hirão: 3Bem sabes tu que Davi, meu pai, não pôde edificar uma casa ao nome do SENHOR seu Deus, por causa da guerra com que o cercaram, até que o SENHOR pôs seus inimigos debaixo das plantas dos seus pés. 4Porém agora o SENHOR meu Deus me tem dado descanso de todos os lados; adversário não há, nem algum mau encontro. 5E eis que eu intento edificar uma casa ao nome do SENHOR meu Deus, como falou o SENHOR a Davi, meu pai, dizendo: Teu filho, que porei em teu lugar no teu trono, ele edificará uma casa ao meu nome. 6Dá ordem, pois, agora, que do Líbano me cortem cedros, e os meus servos estarão com os teus servos, e eu te darei o salário dos teus servos, conforme a tudo o que disseres; porque bem sabes tu que entre nós ninguém há que saiba cortar a madeira como os sidônios. 7E aconteceu que, ouvindo Hirão as palavras de Salomão, muito se alegrou, e disse: Bendito seja hoje o SENHOR, que deu a Davi um filho sábio sobre este tão grande povo. 8E enviou Hirão a Salomão, dizendo: Ouvi o que me mandaste dizer. Eu farei toda a tua vontade acerca das madeiras de cedro e de cipreste. 9Os meus servos as levarão desde o Líbano até ao mar, e eu as farei conduzir em jangadas pelo mar até ao lugar que me designares, e ali as desamarrarei; e tu as tomarás; tu também farás a minha vontade, dando sustento à minha casa. 10Assim deu Hirão a Salomão madeira de cedro e madeira de cipreste, conforme a toda a sua vontade. 11E Salomão deu a Hirão vinte mil coros de trigo, para sustento da sua casa, e vinte coros de azeite batido; isto dava Salomão a Hirão anualmente. 12Deu, pois, o SENHOR a Salomão sabedoria, como lhe tinha falado; e houve paz entre Hirão e Salomão, e ambos fizeram acordo. 13E o rei Salomão fez subir uma leva de gente dentre todo o Israel, e foi a leva de gente trinta mil homens; 14E os enviava ao Líbano, cada mês, dez mil por turno; um mês estavam no Líbano, e dois meses cada um em sua casa; e Adonirão estava sobre a leva de gente. 15Tinha também Salomão setenta mil que levavam as cargas, e oitenta mil que talhavam pedras nas montanhas, 16Afora os chefes dos oficiais de Salomão, que estavam sobre aquela obra, três mil e trezentos, os quais davam as ordens ao povo que fazia aquela obra. 17E mandou o rei que trouxessem pedras grandes, e pedras valiosas, pedras lavradas, para fundarem a casa. 18E as lavraram os edificadores de Hirão, e os giblitas; e preparavam a madeira e as pedras para edificar a casa. 1 Reis 6 1E SUCEDEU que no ano de quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito, no ano quarto do reinado de Salomão sobre Israel, no mês de Zive (este é o mês segundo), começou a edificar a casa do SENHOR. 2E a casa que o rei Salomão edificou ao SENHOR era de sessenta côvados de comprimento, e de vinte côvados de largura, e de trinta côvados de altura. 3E o pórtico diante do templo da casa era de vinte côvados de comprimento, segundo a largura da casa, e de dez côvados de largura diante da casa. 4E fez para a casa janelas de gelósias fixas. 5E edificou câmaras junto ao muro da casa, contra as paredes da casa, em redor, tanto do templo como do oráculo; e assim lhe fez câmaras laterais em redor. 6A câmara de baixo era de cinco côvados de largura, e a do meio de seis côvados de largura, e a terceira de sete côvados de largura; porque pela parte de fora da casa, em redor, fizera encostos, para que as vigas não se apoiassem nas paredes da casa. 7E edificava-se a casa com pedras preparadas, como as traziam se edificava; de maneira que nem martelo, nem machado, nem nenhum outro instrumento de ferro se ouviu na casa quando a edificavam. 8A porta da câmara do meio estava ao lado direito da casa, e por caracóis se subia à do meio, e da do meio à terceira. 9Assim, pois, edificou a casa, e a acabou; e cobriu a casa com pranchões e tabuados de cedro. 10Também edificou as câmaras em volta de toda a casa, de cinco côvados de altura, e as ligou à casa com madeira de cedro. 11Então veio a palavra do SENHOR a Salomão, dizendo: 12Quanto a esta casa que tu edificas, se andares nos meus estatutos, e fizeres os meus juízos, e guardares todos os meus mandamentos, andando neles, confirmarei para contigo a minha palavra, a qual falei a Davi, teu pai; 13E habitarei no meio dos filhos de Israel, e não desampararei o meu povo de Israel. 14Assim edificou Salomão aquela casa, e a acabou. 15Também cobriu as paredes da casa por dentro com tábuas de cedro; desde o soalho da casa até ao teto tudo cobriu com madeira por dentro; e cobriu o soalho da casa com tábuas de cipreste. 16Edificou mais vinte côvados de tábuas de cedro nos lados da casa, desde o soalho até às paredes; e por dentro lhas edificou para o oráculo, para o Santo dos Santos. 17A casa, isto é, o templo anterior tinha quarenta côvados. 18E o cedro da casa por dentro era lavrado de botões e flores abertas; tudo era cedro, pedra nenhuma se via. 19E por dentro da casa, na parte mais interior, preparou o oráculo, para pôr ali a arca da aliança do SENHOR. 20E o oráculo no interior era de vinte côvados de comprimento, e de vinte côvados de largura, e de vinte côvados de altura; e o revestiu de ouro puro; também revestiu de cedro o altar. 21E revestiu Salomão a casa por dentro de ouro puro; e com cadeias de ouro pôs uma cortina diante do oráculo, e o revestiu com ouro. 22Assim cobriu de ouro toda a casa, inteiramente; também cobriu de ouro todo o altar que estava diante do oráculo. 23E no oráculo fez dois querubins de madeira de oliveira, cada um da altura de dez côvados. 24E uma asa de um querubim era de cinco côvados, e a outra asa do querubim de outros cinco côvados; dez côvados havia desde a extremidade de uma das suas asas até à extremidade da outra das suas asas. 25Assim era também de dez côvados o outro querubim; ambos os querubins eram de uma mesma medida e de um mesmo talhe. 26A altura de um querubim era de dez côvados, e assim a do outro querubim. 27E pôs a estes querubins no meio da casa de dentro; e os querubins estendiam as asas, de maneira que a asa de um tocava na parede, e a asa do outro querubim tocava na outra parede; e as suas asas no meio da casa tocavam uma na outra. 28E revestiu de ouro os querubins. 29E todas as paredes da casa, em redor, lavrou de esculturas e entalhes de querubins, e de palmas, e de flores abertas, por dentro e por fora. 30Também revestiu de ouro o soalho da casa, por dentro e por fora. 31E à entrada do oráculo fez portas de madeira de oliveira; o umbral de cima com as ombreiras faziam a quinta parte da parede. 32Também as duas portas eram de madeira de oliveira; e lavrou nelas entalhes de querubins, e de palmas, e de flores abertas, os quais revestiu de ouro; também estendeu ouro sobre os querubins e sobre as palmas. 33E assim fez à porta do templo ombreiras de madeira de oliveira, da quarta parte da parede. 34E eram as duas portas de madeira de cipreste; e as duas folhas de uma porta eram dobradiças, assim como eram também dobradiças as duas folhas entalhadas das outras portas. 35E as lavrou de querubins e de palmas, e de flores abertas, e as revestiu de ouro acomodado ao lavor. 36Também edificou o pátio interior de três ordens de pedras lavradas e de uma ordem de vigas de cedro. 37No ano quarto se pôs o fundamento da casa do SENHOR, no mês de Zive. 38E no ano undécimo, no mês de Bul, que é o mês oitavo, se acabou esta casa com todas as suas coisas, e com tudo o que lhe convinha; e a edificou em sete anos. 1 Reis 7 1PORÉM a sua casa edificou Salomão em treze anos; e acabou toda a sua casa. 2Também edificou a casa do bosque do Líbano de cem côvados de comprimento, e de cinqüenta côvados de largura, e de trinta côvados de altura, sobre quatro ordens de colunas de cedro, e vigas de cedro sobre as colunas. 3E por cima estava coberta de cedro sobre as vigas, que estavam sobre quarenta e cinco colunas, quinze em cada ordem. 4E havia três ordens de janelas; e uma janela estava defronte da outra janela, em três ordens. 5Também todas as portas e ombreiras quadradas eram de uma mesma vista; e uma janela estava defronte da outra, em três ordens. 6Depois fez um pórtico de colunas de cinqüenta côvados de comprimento e de trinta côvados de largura; e o pórtico estava defronte delas, e as colunas com as grossas vigas defronte delas. 7Também fez o pórtico para o trono onde julgava, isto é, o pórtico do juízo, que estava revestido de cedro de soalho a soalho. 8E em sua casa, em que morava, havia outro pátio, por dentro do pórtico, de obra semelhante à deste; também para a filha de Faraó, que Salomão tomara por mulher, fez uma casa semelhante àquele pórtico. 9Todas estas coisas eram de pedras de grande valor, cortadas à medida, serradas à serra por dentro e por fora; e isto desde o fundamento até às beiras do teto, e por fora até ao grande pátio. 10Também estava fundado sobre pedras finas, pedras grandes; sobre pedras de dez côvados e pedras de oito côvados. 11E em cima delas pedras de grande valor, lavradas segundo as medidas, e madeira de cedro. 12Havia três ordens de pedras lavradas, com uma ordem de vigas de cedro; assim era também o pátio interior da casa do SENHOR e o pórtico daquela casa. 13E enviou o rei Salomão um mensageiro e mandou trazer a Hirão de Tiro. 14Era ele filho de uma mulher viúva, da tribo de Naftali, e fora seu pai um homem de Tiro, que trabalhava em cobre; e era cheio de sabedoria, e de entendimento, e de ciência para fazer toda a obra de cobre; este veio ao rei Salomão, e fez toda a sua obra. 15E formou duas colunas de cobre; a altura de cada coluna era de dezoito côvados, e um fio de doze côvados cercava cada uma das colunas. 16Também fez dois capitéis de fundição de cobre para pôr sobre as cabeças das colunas; de cinco côvados era a altura de um capitel, e de cinco côvados a altura do outro capitel. 17As redes eram de malhas, as ligas de obra de cadeia para os capitéis que estavam sobre a cabeça das colunas, sete para um capitel e sete para o outro capitel. 18Assim fez as colunas, juntamente com duas fileiras em redor sobre uma rede, para cobrir os capitéis que estavam sobre a cabeça das romãs, assim também fez com o outro capitel. 19E os capitéis que estavam sobre a cabeça das colunas eram de obra de lírios no pórtico, de quatro côvados. 20Os capitéis, pois, sobre as duas colunas estavam também defronte, em cima da parte globular que estava junto à rede; e duzentas romãs, em fileiras em redor, estavam também sobre o outro capitel. 21Depois levantou as colunas no pórtico do templo; e levantando a coluna direita, pôs-lhe o nome de Jaquim; e levantando a coluna esquerda, pôs-lhe o nome de Boaz. 22E sobre a cabeça das colunas estava a obra de lírios; e assim se acabou a obra das colunas. 23Fez mais o mar de fundição, de dez côvados de uma borda até à outra borda, perfeitamente redondo, e de cinco côvados de alto; e um cordão de trinta côvados o cingia em redor. 24E por baixo da sua borda em redor havia botões que o cingiam; por dez côvados cercavam aquele mar em redor; duas ordens destes botões foram fundidas quando o mar foi fundido. 25E firmava-se sobre doze bois, três que olhavam para o norte, e três que olhavam para o ocidente, e três que olhavam para o sul, e três que olhavam para o oriente; e o mar estava em cima deles, e todas as suas partes posteriores para o lado de dentro. 26E a grossura era de um palmo, e a sua borda era como a de um copo, como de flor de lírios; ele levava dois mil batos. 27Fez também as dez bases de cobre; o comprimento de uma base de quatro côvados, e de quatro côvados a sua largura, e três côvados a sua altura. 28E esta era a obra das bases; tinham cintas, e as cintas estavam entre as molduras. 29E sobre as cintas que estavam entre as molduras havia leões, bois, e querubins, e sobre as molduras uma base por cima; e debaixo dos leões e dos bois junturas de obra estendida. 30E uma base tinha quatro rodas de metal, e lâminas de cobre; e os seus quatro cantos tinham suportes; debaixo da pia estavam estes suportes fundidos, do lado de cada uma das junturas. 31E a boca da pia estava dentro da coroa, e de um côvado por cima; e era a sua boca redonda segundo a obra da base, de côvado e meio; e também sobre a sua boca havia entalhes, e as suas cintas eram quadradas, não redondas. 32E as quatro rodas estavam debaixo das cintas, e os eixos das rodas na base; e era a altura de cada roda de côvado e meio. 33E era a obra das rodas como a obra da roda de carro; seus eixos, e suas cambas e seus cubos, e seus raios, todos eram fundidos. 34E havia quatro suportes aos quatro cantos de cada base; seus suportes saíam da base. 35E no alto de cada base havia uma peça redonda de meio côvado de altura; também sobre o alto de cada base havia asas e cintas, que saíam delas. 36E nas placas de seus esteios e nas suas cintas lavrou querubins, leões, e palmas, segundo o espaço de cada uma, e outros adornos em redor. 37Conforme a esta fez as dez bases; todas tinham uma mesma fundição, uma mesma medida, e um mesmo entalhe. 38Também fez dez pias de cobre; em cada pia cabiam quarenta batos, e cada pia era de quatro côvados, e sobre cada uma das dez bases estava uma pia. 39E pôs cinco bases à direita da casa, e cinco à esquerda da casa; porém o mar pôs ao lado direito da casa para o lado do oriente, da parte do sul. 40Depois fez Hirão as pias, e as pás, e as bacias; e acabou Hirão de fazer toda a obra que fez para o rei Salomão, para a casa do SENHOR. 41A saber: as duas colunas, e os globos dos capitéis que estavam sobre a cabeça das duas colunas; e as duas redes, para cobrir os dois globos dos capitéis que estavam sobre a cabeça das colunas. 42E as quatrocentas romãs para as duas redes, a saber: duas carreiras de romãs para cada rede, para cobrirem os dois globos dos capitéis que estavam em cima das colunas. 43Juntamente com as dez bases, e as dez pias sobre as bases; 44Como também um mar, e os doze bois debaixo daquele mar; 45E os caldeirões, e as pás, e as bacias, e todos estes objetos que fez Hirão para o rei Salomão, para a casa do SENHOR, todos eram de cobre polido. 46Na planície do Jordão, o rei os fundiu em terra barrenta; entre Sucote e Zaretã. 47E deixou Salomão de pesar todos os objetos, pelo seu excessivo número; nem se averiguou o peso do cobre. 48Também fez Salomão todos os objetos que convinham à casa do SENHOR; o altar de ouro, e a mesa de ouro, sobre a qual estavam os pães da proposição. 49E os castiçais, cinco à direita e cinco à esquerda, diante do oráculo, de ouro finíssimo; e as flores, e as lâmpadas, e os espevitadores, também de ouro. 50Como também os vasos, e os apagadores, e as bacias, e as colheres, e os perfumadores, de ouro finíssimo; e as dobradiças para as portas da casa interior para o lugar santíssimo, e as das portas da casa do templo, também de ouro. 51Assim se acabou toda a obra que fez o rei Salomão para a casa do SENHOR; então trouxe Salomão as coisas que seu pai Davi havia consagrado; a prata, e o ouro, e os objetos pôs entre os tesouros da casa do SENHOR. 1 Reis 8 1ENTÃO congregou Salomão os anciãos de Israel, e todos os cabeças das tribos, os chefes dos pais dos filhos de Israel, diante de si em Jerusalém; para fazerem subir a arca da aliança do SENHOR da cidade de Davi, que é Sião. 2E todos os homens de Israel se congregaram ao rei Salomão, na ocasião da festa, no mês de Etanim, que é o sétimo mês. 3E vieram todos os anciãos de Israel; e os sacerdotes alçaram a arca. 4E trouxeram a arca do SENHOR para cima, e o tabernáculo da congregação, juntamente com todos os objetos sagrados que havia no tabernáculo; assim os trouxeram para cima os sacerdotes e os levitas. 5E o rei Salomão, e toda a congregação de Israel que se congregara a ele, estava com ele diante da arca, sacrificando ovelhas e vacas, que não se podiam contar nem numerar pela sua quantidade. 6Assim trouxeram os sacerdotes a arca da aliança do SENHOR ao seu lugar, ao oráculo da casa, ao lugar santíssimo, até debaixo das asas dos querubins. 7Porque os querubins estendiam ambas as asas sobre o lugar da arca; e os querubins cobriam, por cima, a arca e os seus varais. 8E os varais sobressaíram tanto, que as pontas dos varais se viam desde o santuário diante do oráculo, porém de fora não se viam; e ficaram ali até ao dia de hoje. 9Na arca nada havia, senão só as duas tábuas de pedra, que Moisés ali pusera junto a Horebe, quando o SENHOR fez a aliança com os filhos de Israel, saindo eles da terra do Egito. 10E sucedeu que, saindo os sacerdotes do santuário, uma nuvem encheu a casa do SENHOR. 11E os sacerdotes não podiam permanecer em pé para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do SENHOR enchera a casa do SENHOR. 12Então falou Salomão: O SENHOR disse que ele habitaria nas trevas. 13Certamente te edifiquei uma casa para morada, assento para a tua eterna habitação. 14Então virou o rei o seu rosto, e abençoou toda a congregação de Israel; e toda a congregação de Israel estava em pé. 15E disse: Bendito seja o SENHOR Deus de Israel, que falou pela sua boca a Davi, meu pai, e pela sua mão o cumpriu, dizendo: 16Desde o dia em que eu tirei o meu povo Israel do Egito, não escolhi cidade alguma de todas as tribos de Israel, para edificar alguma casa para ali estabelecer o meu nome; porém escolhi a Davi, para que presidisse sobre o meu povo Israel. 17Também Davi, meu pai, propusera em seu coração o edificar casa ao nome do SENHOR Deus de Israel. 18Porém o SENHOR disse a Davi, meu pai: Porquanto propuseste no teu coração o edificar casa ao meu nome, bem fizeste em o propor no teu coração. 19Todavia tu não edificarás esta casa; porém teu filho, que sair de teus lombos, edificará esta casa ao meu nome. 20Assim confirmou o SENHOR a sua palavra que falou; porque me levantei em lugar de Davi, meu pai, e me assentei no trono de Israel, como tem falado o SENHOR; e edifiquei uma casa ao nome do SENHOR Deus de Israel. 21E constituí ali lugar para a arca em que está a aliança do SENHOR, a qual fez com nossos pais, quando os tirou da terra do Egito. 22E pôs-se Salomão diante do altar do SENHOR, na presença de toda a congregação de Israel; e estendeu as suas mãos para os céus, 23E disse: Ó SENHOR Deus de Israel, não há Deus como tu, em cima nos céus nem em baixo na terra; que guardas a aliança e a beneficência a teus servos que andam com todo o seu coração diante de ti. 24Que guardaste a teu servo Davi, meu pai, o que lhe disseras; porque com a tua boca o disseste, e com a tua mão o cumpriste, como neste dia se vê. 25Agora, pois, ó SENHOR Deus de Israel, guarda a teu servo Davi, meu pai, o que lhe falaste, dizendo: Não te faltará sucessor diante de mim, que se assente no trono de Israel; somente que teus filhos guardem o seu caminho, para andarem diante de mim como tu andaste diante de mim. 26Agora também, ó Deus de Israel, cumpra-se a tua palavra que disseste a teu servo Davi, meu pai. 27Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que os céus, e até o céu dos céus, não te poderiam conter, quanto menos esta casa que eu tenho edificado. 28Volve-te, pois, para a oração de teu servo, e para a sua súplica, ó SENHOR meu Deus, para ouvires o clamor e a oração que o teu servo hoje faz diante de ti. 29Para que os teus olhos noite e dia estejam abertos sobre esta casa, sobre este lugar, do qual disseste: O meu nome estará ali; para ouvires a oração que o teu servo fizer neste lugar. 30Ouve, pois, a súplica do teu servo, e do teu povo Israel, quando orarem neste lugar; também ouve tu no lugar da tua habitação nos céus; ouve também, e perdoa. 31Quando alguém pecar contra o seu próximo, e puserem sobre ele juramento de maldição, fazendo-o jurar, e vier juramento de maldição diante do teu altar nesta casa, 32Ouve tu, então, nos céus e age e julga a teus servos, condenando ao injusto, fazendo recair o seu proceder sobre a sua cabeça, e justificando ao justo, rendendo-lhe segundo a sua justiça. 33Quando o teu povo Israel for ferido diante do inimigo, por ter pecado contra ti, e se converterem a ti, e confessarem o teu nome, e orarem e suplicarem a ti nesta casa, 34Ouve tu então nos céus, e perdoa o pecado do teu povo Israel, e torna-o a levar à terra que tens dado a seus pais. 35Quando os céus se fechar, e não houver chuva, por terem pecado contra ti, e orarem neste lugar, e confessarem o teu nome, e se converterem dos seus pecados, havendo-os tu afligido, 36Ouve tu então nos céus, e perdoa o pecado de teus servos e do teu povo Israel, ensinando-lhes o bom caminho em que andem, e dá chuva na tua terra que deste ao teu povo em herança. 37Quando houver fome na terra, quando houver peste, quando houver queima de searas, ferrugem, gafanhotos ou pulgão, quando o seu inimigo o cercar na terra das suas portas, ou houver alguma praga ou doença, 38Toda a oração, toda a súplica, que qualquer homem de todo o teu povo Israel fizer, conhecendo cada um a chaga do seu coração, e estendendo as suas mãos para esta casa, 39Ouve tu então nos céus, assento da tua habitação, e perdoa, e age, e dá a cada um conforme a todos os seus caminhos, e segundo vires o seu coração, porque só tu conheces o coração de todos os filhos dos homens. 40Para que te temam todos os dias que viverem na terra que deste a nossos pais. 41E também ouve ao estrangeiro, que não for do teu povo Israel, quando vier de terras remotas, por amor do teu nome 42 (Porque ouvirão do teu grande nome, e da tua forte mão, e do teu braço estendido), e vier orar voltado para esta casa, 43Ouve tu nos céus, assento da tua habitação, e faze conforme a tudo o que o estrangeiro a ti clamar, a fim de que todos os povos da terra conheçam o teu nome, para te temerem como o teu povo Israel, e para saberem que o teu nome é invocado sobre esta casa que tenho edificado. 44Quando o teu povo sair à guerra contra o seu inimigo, pelo caminho por que os enviares, e orarem ao SENHOR, para o lado desta cidade, que tu elegeste, e desta casa, que edifiquei ao teu nome, 45Ouve, então, nos céus a sua oração e a sua súplica, e faze-lhes justiça. 46Quando pecarem contra ti (pois não há homem que não peque), e tu te indignares contra eles, e os entregares às mãos do inimigo, de modo que os levem em cativeiro para a terra inimiga, quer longe ou perto esteja, 47E na terra aonde forem levados em cativeiro caírem em si, e se converterem, e na terra do seu cativeiro te suplicarem, dizendo: Pecamos, e perversamente procedemos, e cometemos iniqüidade, 48E se converterem a ti com todo o seu coração e com toda a sua alma, na terra de seus inimigos que os levarem em cativeiro, e orarem a ti para o lado da sua terra que deste a seus pais, para esta cidade que elegeste, e para esta casa que edifiquei ao teu nome; 49Ouve então nos céus, assento da tua habitação, a sua oração e a sua súplica, e faze-lhes justiça. 50E perdoa ao teu povo que houver pecado contra ti, todas as transgressões que houverem cometido contra ti; e dá-lhes misericórdia perante aqueles que os têm cativos, para que deles tenham compaixão. 51Porque são o teu povo e a tua herança que tiraste da terra do Egito, do meio do forno de ferro. 52Para que teus olhos estejam abertos à súplica do teu servo e à súplica do teu povo Israel, a fim de os ouvires em tudo quanto clamarem a ti. 53Pois tu para tua herança os elegeste de todos os povos da terra, como tens falado pelo ministério de Moisés, teu servo, quando tiraste a nossos pais do Egito, Senhor Deus. 54Sucedeu, pois, que, acabando Salomão de fazer ao SENHOR esta oração e esta súplica, estando de joelhos e com as mãos estendidas para os céus, se levantou de diante do altar do SENHOR. 55E pôs-se em pé, e abençoou a toda a congregação de Israel em alta voz, dizendo: 56Bendito seja o SENHOR, que deu repouso ao seu povo Israel, segundo tudo o que disse; nem uma só palavra caiu de todas as suas boas palavras que falou pelo ministério de Moisés, seu servo. 57O SENHOR nosso Deus seja conosco, como foi com nossos pais; não nos desampare, e não nos deixe. 58 Inclinando a si o nosso coração, para andar em todos os seus caminhos, e para guardar os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos que ordenou a nossos pais. 59E que estas minhas palavras, com que supliquei perante o SENHOR, estejam perto, diante do SENHOR nosso Deus, de dia e de noite, para que execute o juízo do seu servo e o juízo do seu povo Israel, a cada qual no seu dia. 60Para que todos os povos da terra saibam que o SENHOR é Deus, e que não há outro. 61E seja o vosso coração inteiro para com o SENHOR nosso Deus, para andardes nos seus estatutos, e guardardes os seus mandamentos como hoje. 62E o rei e todo o Israel com ele ofereceram sacrifícios perante a face do SENHOR. 63E deu Salomão para o sacrifício pacífico que ofereceu ao SENHOR, vinte e duas mil vacas e cento e vinte mil ovelhas; assim o rei e todos os filhos de Israel consagraram a casa do SENHOR. 64No mesmo dia santificou o rei o meio do átrio que estava diante da casa do SENHOR; porquanto ali preparara os holocaustos e as ofertas com a gordura dos sacrifícios pacíficos; porque o altar de cobre que estava diante da face do SENHOR era muito pequeno para nele caberem os holocaustos e as ofertas, e a gordura dos sacrifícios pacíficos. 65No mesmo tempo celebrou Salomão a festa, e todo o Israel com ele, uma grande congregação, desde a entrada de Hamate até ao rio do Egito, perante a face do SENHOR nosso Deus; por sete dias, e mais sete dias; catorze dias. 66E no oitavo dia despediu o povo, e eles abençoaram o rei; então se foram às suas tendas, alegres e felizes de coração, por causa de todo o bem que o SENHOR fizera a Davi seu servo, e a Israel seu povo. 1 Reis 9 1SUCEDEU, pois, que, acabando Salomão de edificar a casa do SENHOR, e a casa do rei, e todo o desejo de Salomão, que lhe veio à vontade fazer, 2O SENHOR tornou a aparecer a Salomão; como lhe tinha aparecido em Gibeom. 3E o SENHOR lhe disse: Ouvi a tua oração, e a súplica que fizeste perante mim; santifiquei a casa que edificaste, a fim de pôr ali o meu nome para sempre; e os meus olhos e o meu coração estarão ali todos os dias. 4E se tu andares perante mim como andou Davi, teu pai, com inteireza de coração e com sinceridade, para fazeres segundo tudo o que te mandei, e guardares os meus estatutos e os meus juízos, 5Então confirmarei o trono de teu reino sobre Israel para sempre; como falei acerca de teu pai Davi, dizendo: Não te faltará sucessor sobre o trono de Israel; 6Porém, se vós e vossos filhos de qualquer maneira vos apartardes de mim, e não guardardes os meus mandamentos, e os meus estatutos, que vos tenho proposto, mas fordes, e servirdes a outros deuses, e vos prostrardes perante eles, 7Então destruirei a Israel da terra que lhes dei; e a esta casa, que santifiquei a meu nome, lançarei longe da minha presença; e Israel será por provérbio e motejo, entre todos os povos. 8E desta casa, que é tão exaltada, todo aquele que por ela passar pasmará, e assobiará, e dirá: Por que fez o SENHOR assim a esta terra e a esta casa? 9E dirão: Porque deixaram ao SENHOR seu Deus, que tirou da terra do Egito a seus pais, e se apegaram a deuses alheios, e se encurvaram perante eles, e os serviram; por isso trouxe o SENHOR sobre eles todo este mal. 10E sucedeu, ao fim de vinte anos, que Salomão edificara as duas casas; a casa do SENHOR e a casa do rei 11 (Para o que Hirão, rei de Tiro, trouxera a Salomão madeira de cedro e de cipreste, e ouro, segundo todo o seu desejo); então deu o rei Salomão a Hirão vinte cidades na terra da Galiléia. 12E saiu Hirão de Tiro a ver as cidades que Salomão lhe dera, porém não foram boas aos seus olhos. 13Por isso disse: Que cidades são estas que me deste, irmão meu? E chamaramnas: Terra de Cabul, até hoje. 14E enviara Hirão ao rei cento e vinte talentos de ouro. 15E esta é a causa do tributo que impôs o rei Salomão, para edificar a casa do SENHOR e a sua casa, e Milo, e o muro de Jerusalém, como também a Hasor, e a Megido, e a Gezer. 16Porque Faraó, rei do Egito, subiu e tomou a Gezer, e a queimou a fogo, e matou os cananeus que moravam na cidade, e a deu em dote à sua filha, mulher de Salomão. 17Assim edificou Salomão a Gezer, e Bete-Horom, a baixa, 18E a Baalate, e a Tadmor, no deserto daquela terra, 19E a todas as cidades de provisões que Salomão tinha, e as cidades dos carros, e as cidades dos cavaleiros, e tudo o que Salomão quis edificar em Jerusalém, e no Líbano, e em toda a terra do seu domínio. 20Quanto a todo o povo que restou dos amorreus, heteus, perizeus, heveus, e jebuseus, e que não eram dos filhos de Israel, 21A seus filhos, que restaram depois deles na terra, os quais os filhos de Israel não puderam destruir totalmente, Salomão os reduziu a tributo servil, até hoje. 22Porém dos filhos de Israel não fez Salomão servo algum; porém eram homens de guerra, e seus criados, e seus príncipes, e seus capitães, e chefes dos seus carros e dos seus cavaleiros. 23Estes eram os chefes dos oficiais que estavam sobre a obra de Salomão, quinhentos e cinqüenta, que davam ordens ao povo que trabalhava na obra. 24Subiu, porém, a filha de Faraó da cidade de Davi, à sua casa, que Salomão lhe edificara; então edificou a Milo. 25E oferecia Salomão três vezes cada ano holocaustos e sacrifícios pacíficos sobre o altar que edificaram ao SENHOR, e queimava incenso sobre o que estava perante o SENHOR; e assim acabou a casa. 26Também o rei Salomão fez naus em Eziom-Geber, que está junto a Elate, à praia do mar de Sufe, na terra de Edom. 27E mandou Hirão com aquelas naus a seus servos, marinheiros, que sabiam do mar, com os servos de Salomão. 28E vieram a Ofir, e tomaram de lá quatrocentos e vinte talentos de ouro, e os trouxeram ao rei Salomão. 1 Reis 10 1E OUVINDO a rainha de Sabá a fama de Salomão, acerca do nome do SENHOR, veio prová-lo com questões difíceis. 2E chegou a Jerusalém com uma grande comitiva; com camelos carregados de especiarias, e muitíssimo ouro, e pedras preciosas; e foi a Salomão, e disse-lhe tudo quanto tinha no seu coração. 3E Salomão lhe deu resposta a todas as suas perguntas, nada houve que não lhe pudesse esclarecer. 4Vendo, pois, a rainha de Sabá toda a sabedoria de Salomão, e a casa que edificara, 5E a comida da sua mesa, e o assentar de seus servos, e o estar de seus criados, e as vestes deles, e os seus copeiros, e os holocaustos que ele oferecia na casa do SENHOR, ficou fora de si. 6E disse ao rei: Era verdade a palavra que ouvi na minha terra, dos teus feitos e da tua sabedoria. 7E eu não cria naquelas palavras, até que vim e os meus olhos o viram; eis que não me disseram metade; sobrepujaste em sabedoria e bens a fama que ouvi. 8Bem-aventurados os teus homens, bem-aventurados estes teus servos, que estão sempre diante de ti, que ouvem a tua sabedoria! 9Bendito seja o SENHOR teu Deus, que teve agrado em ti, para te pôr no trono de Israel; porque o SENHOR ama a Israel para sempre, por isso te estabeleceu rei, para fazeres juízo e justiça. 10E deu ao rei cento e vinte talentos de ouro, e muitíssimas especiarias, e pedras preciosas; nunca veio especiaria em tanta abundância, como a que a rainha de Sabá deu ao rei Salomão. 11Também as naus de Hirão, que de Ofir levavam ouro, traziam de Ofir muita madeira de almugue, e pedras preciosas. 12E desta madeira de almugue fez o rei balaústres para a casa do SENHOR, e para a casa do rei, como também harpas e alaúdes para os cantores; nunca veio tal madeira de almugue, nem se viu até o dia de hoje. 13E o rei Salomão deu à rainha de Sabá tudo o que ela desejou, tudo quanto pediu, além do que dera por sua generosidade; então voltou e partiu para a sua terra, ela e os seus servos. 14E o peso do ouro que se trazia a Salomão cada ano era de seiscentos e sessenta e seis talentos de ouro; 15Além do que entrava dos negociantes, e do contrato dos especieiros, e de todos os reis da Arábia, e dos governadores da mesma terra. 16Também o rei Salomão fez duzentos paveses de ouro batido; seiscentos siclos de ouro destinou para cada pavês; 17Fez também trezentos escudos de ouro batido; três arráteis de ouro destinou para cada escudo; e o rei os pôs na casa do bosque do Líbano. 18Fez mais o rei um grande trono de marfim, e o revestiu de ouro puríssimo. 19Tinha este trono seis degraus, e era o alto do trono por detrás redondo, e de ambos os lados tinha encostos até ao assento; e dois leões, em pé, juntos aos encostos. 20Também doze leões estavam ali sobre os seis degraus de ambos os lados; nunca se tinha feito obra semelhante em nenhum dos reinos. 21Também todas as taças de beber do rei Salomão eram de ouro, e todos os vasos da casa do bosque do Líbano eram de ouro puro; não havia neles prata, porque nos dias de Salomão não tinha valor algum. 22Porque o rei tinha no mar as naus de Társis, com as naus de Hirão; uma vez em três anos tornavam as naus de Társis, e traziam ouro e prata, marfim, e bugios, e pavões. 23Assim o rei Salomão excedeu a todos os reis da terra, tanto em riquezas como em sabedoria. 24E toda a terra buscava a face de Salomão, para ouvir a sabedoria que Deus tinha posto no seu coração. 25E cada um trazia o seu presente, vasos de prata e vasos de ouro, e roupas, e armaduras, e especiarias, cavalos e mulas; isso faziam de ano em ano. 26Também ajuntou Salomão carros e cavaleiros, de sorte que tinha mil e quatrocentos carros e doze mil cavaleiros; e os levou às cidades dos carros, e junto ao rei em Jerusalém. 27E fez o rei que em Jerusalém houvesse prata como pedras; e cedros em abundância como sicômoros que estão nas planícies. 28E traziam do Egito, para Salomão, cavalos e fio de linho; e os mercadores do rei recebiam o fio de linho, por um certo preço. 29E subia e saía um carro do Egito por seiscentos siclos de prata, e um cavalo por cento e cinqüenta; e assim, por meio deles, eram exportados para todos os reis dos heteus e para os reis da Síria. 1 Reis 11 1E O REI Salomão amou muitas mulheres estrangeiras, além da filha de Faraó: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias, 2Das nações de que o SENHOR tinha falado aos filhos de Israel: Não chegareis a elas, e elas não chegarão a vós; de outra maneira perverterão o vosso coração para seguirdes os seus deuses. A estas se uniu Salomão com amor. 3E tinha setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração. 4Porque sucedeu que, no tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era perfeito para com o SENHOR seu Deus, como o coração de Davi, seu pai, 5Porque Salomão seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e Milcom, a abominação dos amonitas. 6Assim fez Salomão o que parecia mal aos olhos do SENHOR; e não perseverou em seguir ao SENHOR, como Davi, seu pai. 7Então edificou Salomão um alto a Quemós, a abominação dos moabitas, sobre o monte que está diante de Jerusalém, e a Moloque, a abominação dos filhos de Amom. 8E assim fez para com todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e sacrificavam a seus deuses. 9Pelo que o SENHOR se indignou contra Salomão; porquanto desviara o seu coração do SENHOR Deus de Israel, o qual duas vezes lhe aparecera. 10E acerca deste assunto lhe tinha dado ordem que não seguisse a outros deuses; porém não guardou o que o SENHOR lhe ordenara. 11Assim disse o SENHOR a Salomão: Pois que houve isto em ti, que não guardaste a minha aliança e os meus estatutos que te mandei, certamente rasgarei de ti este reino, e o darei a teu servo. 12Todavia nos teus dias não o farei, por amor de Davi, teu pai; da mão de teu filho o rasgarei; 13Porém todo o reino não rasgarei; uma tribo darei a teu filho, por amor de meu servo Davi, e por amor a Jerusalém, que tenho escolhido. 14Levantou, pois, o SENHOR contra Salomão um adversário, Hadade, o edomeu; ele era da descendência do rei em Edom. 15Porque sucedeu que, estando Davi em Edom, e subindo Joabe, o capitão do exército, a enterrar os mortos, feriu a todo o homem em Edom 16 (Porque Joabe ficou ali seis meses com todo o Israel, até que destruiu a todo o homem em Edom). 17Hadade, porém, fugiu, ele e alguns homens edomeus, dos servos de seu pai, com ele, para ir ao Egito; era, porém, Hadade muito jovem. 18E levantaram-se de Midiã, e foram a Parã, e tomaram consigo homens de Parã, e foram ao Egito ter com Faraó, rei do Egito, o qual lhe deu uma casa, e lhe prometeu sustento, e lhe deu uma terra. 19E achou Hadade grande graça diante de Faraó, de maneira que lhe deu por mulher a irmã de sua mulher, a irmã de Tafnes, a rainha. 20E a irmã de Tafnes deu-lhe um filho, Genubate, o qual Tafnes criou na casa de Faraó; e Genubate estava na casa de Faraó, entre os filhos de Faraó. 21Ouvindo, pois, Hadade, no Egito, que Davi adormecera com seus pais, e que Joabe, capitão do exército, era morto, disse Hadade a Faraó: Despede-me, para que vá à minha terra. 22Porém Faraó lhe disse: Pois que te falta comigo, que procuras partir para a tua terra? E disse ele: Nada, mas todavia despede-me. 23Também Deus lhe levantou outro adversário, a Rezom, filho de Eliada, que tinha fugido de seu senhor Hadadezer, rei de Zobá, 24Contra quem também ajuntou homens, e foi capitão de um esquadrão, quando Davi os matou; e, indo-se para Damasco, habitaram ali, e reinaram em Damasco. 25E foi adversário de Israel, por todos os dias de Salomão, e isto além do mal que Hadade fazia; porque detestava a Israel, e reinava sobre a Síria. 26Até Jeroboão, filho de Nebate, efrateu, de Zereda, servo de Salomão (cuja mãe era mulher viúva, por nome Zerua), também levantou a mão contra o rei. 27E esta foi a causa por que levantou a mão contra o rei: Salomão tinha edificado a Milo, e cerrou as aberturas da cidade de Davi, seu pai. 28E o homem Jeroboão era forte e valente; e vendo Salomão a este jovem, que era laborioso, ele o pôs sobre todo o cargo da casa de José. 29Sucedeu, pois, naquele tempo que, saindo Jeroboão de Jerusalém, o profeta Aías, o silonita, o encontrou no caminho, e ele estava vestido com uma roupa nova, e os dois estavam sós no campo. 30E Aías pegou na roupa nova que tinha sobre si, e a rasgou em doze pedaços. 31E disse a Jeroboão: Toma para ti os dez pedaços, porque assim diz o SENHOR Deus de Israel: Eis que rasgarei o reino da mão de Salomão, e a ti darei as dez tribos. 32Porém ele terá uma tribo, por amor de Davi, meu servo, e por amor de Jerusalém, a cidade que escolhi de todas as tribos de Israel. 33Porque me deixaram, e se encurvaram a Astarote, deusa dos sidônios, a Quemós, deus dos moabitas, e a Milcom, deus dos filhos de Amom; e não andaram pelos meus caminhos, para fazerem o que é reto aos meus olhos, a saber, os meus estatutos e os meus juízos, como Davi, seu pai. 34Porém não tomarei nada deste reino da sua mão; mas por príncipe o ponho por todos os dias da sua vida, por amor de Davi, meu servo, a quem escolhi, o qual guardou os meus mandamentos e os meus estatutos. 35Mas da mão de seu filho tomarei o reino, e darei a ti, as dez tribos dele. 36E a seu filho darei uma tribo; para que Davi, meu servo, sempre tenha uma lâmpada diante de mim em Jerusalém, a cidade que escolhi para pôr ali o meu nome. 37E te tomarei, e reinarás sobre tudo o que desejar a tua alma; e serás rei sobre Israel. 38E há de ser que, se ouvires tudo o que eu te mandar, e andares pelos meus caminhos, e fizeres o que é reto aos meus olhos, guardando os meus estatutos e os meus mandamentos, como fez Davi, meu servo, eu serei contigo, e te edificarei uma casa firme, como edifiquei a Davi, e te darei Israel. 39E por isso afligirei a descendência de Davi; todavia não para sempre. 40Assim Salomão procurou matar Jeroboão; porém Jeroboão se levantou, e fugiu para o Egito, a ter com Sisaque, rei do Egito; e esteve no Egito até que Salomão morreu. 41Quanto ao mais dos atos de Salomão, e a tudo quanto fez, e à sua sabedoria, porventura não está escrito no livro dos feitos de Salomão? 42E o tempo que reinou Salomão, em Jerusalém, sobre todo o Israel foi quarenta anos. 43E adormeceu Salomão com seus pais, e foi sepultado na cidade de Davi, seu pai; e Roboão, seu filho, reinou em seu lugar. 1 Reis 12 1E FOI Roboão para Siquém; porque todo o Israel se reuniu em Siquém, para o fazerem rei. 2Sucedeu que, Jeroboão, filho de Nebate, achando-se ainda no Egito, para onde fugira de diante do rei Salomão, voltou do Egito, 3Porque mandaram chamá-lo; veio, pois, Jeroboão e toda a congregação de Israel, e falaram a Roboão, dizendo: 4Teu pai agravou o nosso jugo; agora, pois, alivia tu a dura servidão de teu pai, e o pesado jugo que nos impôs, e nós te serviremos. 5E ele lhes disse: Ide-vos até ao terceiro dia, e então voltai a mim. E o povo se foi. 6E teve o rei Roboão conselho com os anciãos que estiveram na presença de Salomão, seu pai, quando este ainda vivia, dizendo: Como aconselhais vós que se responda a este povo? 7E eles lhe falaram, dizendo: Se hoje fores servo deste povo, e o servires, e respondendo-lhe, lhe falares boas palavras, todos os dias serão teus servos. 8Porém ele deixou o conselho que os anciãos lhe tinham dado, e teve conselho com os jovens que haviam crescido com ele, que estavam diante dele. 9E disselhes: Que aconselhais vós que respondamos a este povo, que me falou, dizendo: Alivia o jugo que teu pai nos impôs? 10E os jovens que haviam crescido com ele lhe falaram: Assim dirás a este povo que te falou: Teu pai fez pesadíssimo o nosso jugo, mas tu o alivia de sobre nós; assim lhe falarás: Meu dedo mínimo é mais grosso do que os lombos de meu pai. 11Assim que, se meu pai vos carregou de um jugo pesado, ainda eu aumentarei o vosso jugo; meu pai vos castigou com açoites, porém eu vos castigarei com escorpiões. 12Veio, pois, Jeroboão e todo o povo, ao terceiro dia, a Roboão, como o rei havia ordenado, dizendo: Voltai a mim ao terceiro dia. 13E o rei respondeu ao povo duramente; porque deixara o conselho que os anciãos lhe haviam dado. 14E lhe falou conforme ao conselho dos jovens, dizendo: Meu pai agravou o vosso jugo, porém eu ainda aumentarei o vosso jugo; meu pai vos castigou com açoites, porém eu vos castigarei com escorpiões. 15O rei, pois, não deu ouvidos ao povo; porque esta revolta vinha do SENHOR, para confirmar a palavra que o SENHOR tinha falado pelo ministério de Aías, o silonita, a Jeroboão, filho de Nebate. 16Vendo, pois, todo o Israel que o rei não lhe dava ouvidos, tornou-lhe o povo a responder, dizendo: Que parte temos nós com Davi? Não há para nós herança no filho de Jessé. Às tuas tendas, ó Israel! Provê agora a tua casa, ó Davi. Então Israel se foi às suas tendas. 17No tocante, porém, aos filhos de Israel que habitavam nas cidades de Judá, também sobre eles reinou Roboão. 18Então o rei Roboão enviou a Adorão, que estava sobre os tributos; e todo o Israel o apedrejou, e ele morreu; mas o rei Roboão se animou a subir ao carro para fugir para Jerusalém. 19Assim se rebelaram os israelitas contra a casa de Davi, até ao dia de hoje. 20E sucedeu que, ouvindo todo o Israel que Jeroboão tinha voltado, enviaram, e o chamaram para a congregação, e o fizeram rei sobre todo o Israel; e ninguém seguiu a casa de Davi senão somente a tribo de Judá. 21Vindo, pois, Roboão a Jerusalém, reuniu toda a casa de Judá e a tribo de Benjamim, cento e oitenta mil escolhidos, destros para a guerra, para pelejar contra a casa de Israel, para restituir o reino a Roboão, filho de Salomão. 22Porém veio a palavra de Deus a Semaías, homem de Deus, dizendo: 23Fala a Roboão, filho de Salomão, rei de Judá, e a toda a casa de Judá, e a Benjamim, e ao restante do povo, dizendo: 24Assim diz o SENHOR: Não subireis nem pelejareis contra vossos irmãos, os filhos de Israel; volte cada um para a sua casa, porque eu é que fiz esta obra. E ouviram a palavra do SENHOR, e voltaram segundo a palavra do SENHOR. 25E Jeroboão edificou a Siquém, no monte de Efraim, e habitou ali; e saiu dali, e edificou a Penuel. 26E disse Jeroboão no seu coração: Agora tornará o reino à casa de Davi. 27Se este povo subir para fazer sacrifícios na casa do SENHOR, em Jerusalém, o coração deste povo se tornará a seu senhor, a Roboão, rei de Judá; e me matarão, e tornarão a Roboão, rei de Judá. 28Assim o rei tomou conselho, e fez dois bezerros de ouro; e lhes disse: Muito trabalho vos será o subir a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito. 29E pôs um em Betel, e colocou o outro em Dã. 30E este feito se tornou em pecado; pois que o povo ia até Dã para adorar o bezerro. 31Também fez casa nos altos; e constituiu sacerdotes dos mais baixos do povo, que não eram dos filhos de Levi. 32E fez Jeroboão uma festa no oitavo mês, no dia décimo quinto do mês, como a festa que se fazia em Judá, e sacrificou no altar; semelhantemente fez em Betel, sacrificando aos bezerros que fizera; também em Betel estabeleceu sacerdotes dos altos que fizera. 33E sacrificou no altar que fizera em Betel, no dia décimo quinto do oitavo mês, que ele tinha imaginado no seu coração; assim fez a festa aos filhos de Israel, e sacrificou no altar, queimando incenso. 1 Reis 13 1E EIS que, por ordem do SENHOR, veio, de Judá a Betel, um homem de Deus; e Jeroboão estava junto ao altar, para queimar incenso. 2E ele clamou contra o altar por ordem do SENHOR, e disse: Altar, altar! Assim diz o SENHOR: Eis que um filho nascerá à casa de Davi, cujo nome será Josias, o qual sacrificará sobre ti os sacerdotes dos altos que sobre ti queimam incenso, e ossos de homens se queimarão sobre ti. 3E deu, naquele mesmo dia, um sinal, dizendo: Este é o sinal de que o SENHOR falou: Eis que o altar se fenderá, e a cinza, que nele está, se derramará. 4Sucedeu, pois, que, ouvindo o rei a palavra do homem de Deus, que clamara contra o altar de Betel, Jeroboão estendeu a sua mão de sobre o altar, dizendo: Pegai-o! Mas a sua mão, que estendera contra ele, se secou, e não podia tornar a trazê-la a si. 5E o altar se fendeu, e a cinza se derramou do altar, segundo o sinal que o homem de Deus apontara por ordem do SENHOR. 6Então respondeu o rei, e disse ao homem de Deus: Suplica ao SENHOR teu Deus, e roga por mim, para que se me restitua a minha mão. Então o homem de Deus suplicou ao SENHOR, e a mão do rei se lhe restituiu, e ficou como dantes. 7E o rei disse ao homem de Deus: Vem comigo para casa, e conforta-te; e dar-teei um presente. 8Porém o homem de Deus disse ao rei: Ainda que me desses metade da tua casa, não iria contigo, nem comeria pão nem beberia água neste lugar. 9Porque assim me ordenou o SENHOR pela sua palavra, dizendo: Não comerás pão nem beberás água; e não voltarás pelo caminho por onde vieste. 10Assim foi por outro caminho; e não voltou pelo caminho, por onde viera a Betel. 11E morava em Betel um velho profeta; e vieram seus filhos, e contaram-lhe tudo o que o homem de Deus fizera aquele dia em Betel, e as palavras que dissera ao rei; e as contaram a seu pai. 12E disselhes seu pai: Por que caminho se foi? E seus filhos lhe mostraram o caminho por onde fora o homem de Deus que viera de Judá. 13Então disse a seus filhos: Albardai-me um jumento. E albardaram-lhe o jumento no qual ele montou. 14E foi após o homem de Deus, e achou-o assentado debaixo de um carvalho, e disse-lhe: És tu o homem de Deus que vieste de Judá? E ele disse: Sou. 15Então lhe disse: Vem comigo à casa, e come pão. 16Porém ele disse: Não posso voltar contigo, nem entrarei contigo; nem tampouco comerei pão, nem beberei contigo água neste lugar. 17Porque me foi mandado pela palavra do SENHOR: Ali não comerás pão, nem beberás água; nem voltarás pelo caminho por onde vieste. 18E ele lhe disse: Também eu sou profeta como tu, e um anjo me falou por ordem do SENHOR, dizendo: Faze-o voltar contigo à tua casa, para que coma pão e beba água (porém mentiu-lhe). 19Assim voltou com ele, e comeu pão em sua casa e bebeu água. 20E sucedeu que, estando eles à mesa, a palavra do SENHOR veio ao profeta que o tinha feito voltar. 21E clamou ao homem de Deus, que viera de Judá, dizendo: Assim diz o SENHOR: Porquanto foste rebelde à ordem do SENHOR, e não guardaste o mandamento que o SENHOR teu Deus te mandara, 22Antes voltaste, e comeste pão e bebeste água no lugar de que o SENHOR te dissera: Não comerás pão nem beberás água; o teu cadáver não entrará no sepulcro de teus pais. 23E sucedeu que, depois que comeu pão, e depois que bebeu, albardou ele o jumento para o profeta que fizera voltar. 24Este, pois, se foi, e um leão o encontrou no caminho, e o matou; e o seu cadáver ficou estendido no caminho, e o jumento estava parado junto a ele, e também o leão estava junto ao cadáver. 25E eis que alguns homens passaram, e viram o corpo lançado no caminho, como também o leão, que estava junto ao corpo; e foram, e o disseram na cidade onde o velho profeta habitava. 26E, ouvindo-o o profeta que o fizera voltar do caminho, disse: É o homem de Deus, que foi rebelde à ordem do SENHOR; por isso o SENHOR o entregou ao leão, que o despedaçou e matou, segundo a palavra que o SENHOR lhe dissera. 27Então disse a seus filhos: Albardai-me o jumento. Eles o albardaram. 28Então foi, e achou o cadáver estendido no caminho, e o jumento e o leão, que estavam parados junto ao cadáver; e o leão não tinha devorado o corpo, nem tinha despedaçado o jumento. 29Então o profeta levantou o cadáver do homem de Deus, e pô-lo em cima do jumento levando-o consigo; assim veio o velho profeta à cidade, para o chorar e enterrar. 30E colocou o cadáver no seu próprio sepulcro; e prantearam-no, dizendo: Ah, irmão meu! 31E sucedeu que, depois de o haver sepultado, disse a seus filhos: Morrendo eu, sepultai-me no sepulcro em que o homem de Deus está sepultado; ponde os meus ossos junto aos ossos dele. 32Porque certamente se cumprirá o que pela palavra do SENHOR exclamou contra o altar que está em Betel, como também contra todas as casas dos altos que estão nas cidades de Samaria. 33Nem depois destas coisas deixou Jeroboão o seu mau caminho; antes, de todo o povo, tornou a constituir sacerdotes dos lugares altos; e a qualquer que queria consagrava sacerdote dos lugares altos. 34E isso foi causa de pecado à casa de Jeroboão, para destruí-la e extingui-la da terra. 1 Reis 14 1NAQUELE tempo adoeceu Abias, filho de Jeroboão. 2E disse Jeroboão à sua mulher: Levanta-te agora, e disfarça-te, para que não conheçam que és mulher de Jeroboão; e vai a Siló. Eis que lá está o profeta Aías, o qual falou de mim, que eu seria rei sobre este povo. 3E leva contigo dez pães, e bolos, e uma botija de mel, e vai a ele; ele te declarará o que há de suceder a este menino. 4E a mulher de Jeroboão assim fez, e se levantou, e foi a Siló, e entrou na casa de Aías; e já Aías não podia ver, porque os seus olhos estavam já escurecidos por causa da sua velhice. 5Porém o SENHOR disse a Aías: Eis que a mulher de Jeroboão vem consultar-te sobre seu filho, porque está doente; assim e assim lhe falarás; porque há de ser que, entrando ela, fingirá ser outra. 6E sucedeu que, ouvindo Aías o ruído de seus pés, entrando ela pela porta, disselhe ele: Entra, mulher de Jeroboão; por que te disfarças assim? Pois eu sou enviado a ti com duras novas. 7Vai, dize a Jeroboão: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Porquanto te levantei do meio do povo, e te pus por príncipe sobre o meu povo de Israel, 8E rasguei o reino da casa de Davi, e o dei a ti, e tu não foste como o meu servo Davi, que guardou os meus mandamentos e que andou após mim com todo o seu coração para fazer somente o que era reto aos meus olhos, 9Antes tu fizeste o mal, pior do que todos os que foram antes de ti; e foste, e fizeste outros deuses e imagens de fundição, para provocar-me à ira, e me lançaste para trás das tuas costas; 10Portanto, eis que trarei mal sobre a casa de Jeroboão; destruirei de Jeroboão todo o homem até ao menino, tanto o escravo como o livre em Israel; e lançarei fora os descendentes da casa de Jeroboão, como se lança fora o esterco, até que de todo se acabe. 11Quem morrer dos de Jeroboão, na cidade, os cães o comerão, e o que morrer no campo as aves do céu o comerão, porque o SENHOR o disse. 12Tu, pois, levanta-te, e vai para tua casa; entrando os teus pés na cidade, o menino morrerá. 13E todo o Israel o pranteará, e o sepultará; porque de Jeroboão só este entrará em sepultura, porquanto se achou nele coisa boa para com o SENHOR Deus de Israel em casa de Jeroboão. 14O SENHOR, porém, levantará para si um rei sobre Israel, que destruirá a casa de Jeroboão no mesmo dia. Que digo eu? Há de ser já. 15Também o SENHOR ferirá a Israel como se agita a cana nas águas; e arrancará a Israel desta boa terra que tinha dado a seus pais, e o espalhará para além do rio; porquanto fizeram os seus ídolos, provocando o SENHOR à ira. 16E entregará a Israel por causa dos pecados de Jeroboão, o qual pecou, e fez pecar a Israel. 17Então a mulher de Jeroboão se levantou, e foi, e chegou a Tirza; chegando ela ao limiar da porta, morreu o menino. 18E o sepultaram, e todo o Israel o pranteou, conforme a palavra do SENHOR, a qual dissera pelo ministério de seu servo Aías, o profeta. 19Quanto ao mais dos atos de Jeroboão, como guerreou, e como reinou, eis que está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel. 20E foram os dias que Jeroboão reinou vinte e dois anos; e dormiu com seus pais; e Nadabe, seu filho, reinou em seu lugar. 21E Roboão, filho de Salomão, reinava em Judá; de quarenta e um anos de idade era Roboão quando começou a reinar, e dezessete anos reinou em Jerusalém, na cidade que o SENHOR escolhera de todas as tribos de Israel para pôr ali o seu nome; e era o nome de sua mãe Naamá, amonita. 22E fez Judá o que era mau aos olhos do SENHOR; e com os seus pecados que cometeram, provocaram-no a zelos, mais do que todos os seus pais fizeram. 23Porque também eles edificaram altos, e estátuas, e imagens de Aserá sobre todo o alto outeiro e debaixo de toda a árvore verde. 24Havia também sodomitas na terra; fizeram conforme a todas as abominações dos povos que o SENHOR tinha expulsado de diante dos filhos de Israel. 25Ora, sucedeu que, no quinto ano do rei Roboão, Sisaque, rei do Egito, subiu contra Jerusalém, 26E tomou os tesouros da casa do SENHOR e os tesouros da casa do rei; e levou tudo. Também tomou todos os escudos de ouro que Salomão tinha feito. 27E em lugar deles fez o rei Roboão escudos de cobre, e os entregou nas mãos dos chefes da guarda que guardavam a porta da casa do rei. 28E todas as vezes que o rei entrava na casa do SENHOR, os da guarda os levavam, e depois os tornavam à câmara da guarda. 29Quanto ao mais dos atos de Roboão, e a tudo quanto fez, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá? 30E houve guerra entre Roboão e Jeroboão todos os seus dias. 31E Roboão dormiu com seus pais, e foi sepultado com seus pais na cidade de Davi; e era o nome de sua mãe Naamá, amonita; e Abias, seu filho, reinou em seu lugar. 1 Reis 15 1E NO décimo oitavo ano do rei Jeroboão, filho de Nebate, Abias começou a reinar sobre Judá. 2E reinou três anos em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Maaca, filha de Absalão. 3E andou em todos os pecados que seu pai tinha cometido antes dele; e seu coração não foi perfeito para com o SENHOR seu Deus como o coração de Davi, seu pai. 4Mas por amor de Davi o SENHOR seu Deus lhe deu uma lâmpada em Jerusalém, levantando a seu filho depois dele, e confirmando a Jerusalém. 5Porquanto Davi tinha feito o que era reto aos olhos do SENHOR, e não se tinha desviado de tudo quanto lhe ordenara em todos os dias da sua vida, senão só no negócio de Urias, o heteu. 6E houve guerra entre Roboão e Jeroboão todos os dias da sua vida. 7Quanto ao mais dos atos de Abias, e a tudo quanto fez, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá? Também houve guerra entre Abias e Jeroboão. 8E Abias dormiu com seus pais, e o sepultaram na cidade de Davi; e Asa, seu filho, reinou em seu lugar. 9E no vigésimo ano de Jeroboão, rei de Israel, começou Asa a reinar em Judá. 10E quarenta e um anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Maaca, filha de Absalão. 11E Asa fez o que era reto aos olhos do SENHOR, como Davi seu pai. 12Porque tirou da terra os sodomitas, e removeu todos os ídolos que seus pais fizeram. 13E até a Maaca, sua mãe, removeu para que não fosse rainha, porquanto tinha feito um horrível ídolo a Aserá; também Asa desfez o seu ídolo horrível, e o queimou junto ao ribeiro de Cedrom. 14Os altos, porém, não foram tirados; todavia foi o coração de Asa reto para com o SENHOR todos os seus dias. 15E à casa do SENHOR trouxe as coisas consagradas por seu pai, e as coisas que ele mesmo consagrara; prata, ouro e vasos. 16E houve guerra entre Asa e Baasa, rei de Israel, todos os seus dias. 17Porque Baasa, rei de Israel, subiu contra Judá, e edificou a Ramá, para que a ninguém fosse permitido sair, nem entrar a ter com Asa, rei de Judá. 18Então Asa tomou toda a prata e ouro que ficaram nos tesouros da casa do SENHOR, e os tesouros da casa do rei, e os entregou nas mãos de seus servos; e o rei Asa os enviou a Ben-Hadade, filho de Tabrimom, filho de Heziom, rei da Síria, que habitava em Damasco, dizendo: 19Haja acordo entre mim e ti, como houve entre meu pai e teu pai; eis que te mando um presente, prata e ouro; vai, e anula o teu acordo com Baasa, rei de Israel, para que se retire de sobre mim. 20E Ben-Hadade deu ouvidos ao rei Asa, e enviou os capitães dos seus exércitos contra as cidades de Israel; e feriu a Ijom, e a Dã, e a Abel-Bete-Maaca, e a toda a Quinerete, com toda a terra de Naftali. 21E sucedeu que, ouvindo-o Baasa, deixou de edificar a Ramá; e ficou em Tirza. 22Então o rei Asa fez apregoar por toda a Judá que todos, sem exceção, trouxessem as pedras de Ramá, e a sua madeira com que Baasa edificara; e com elas edificou o rei Asa a Geba de Benjamim e a Mizpá. 23Quanto ao mais de todos os atos de Asa, e a todo o seu poder, e a tudo quanto fez, e as cidades que edificou, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá? Porém, no tempo da sua velhice, padeceu dos pés. 24E Asa dormiu com seus pais, e foi sepultado com seus pais na cidade de Davi, seu pai; e Jeosafá, seu filho, reinou em seu lugar. 25E Nadabe, filho de Jeroboão, começou a reinar sobre Israel no ano segundo de Asa, rei de Judá; e reinou sobre Israel dois anos. 26E fez o que era mau aos olhos do SENHOR; e andou nos caminhos de seu pai, e no seu pecado com que seu pai fizera pecar a Israel. 27E conspirou contra ele Baasa, filho de Aías, da casa de Issacar, e feriu-o Baasa em Gibetom, que era dos filisteus, quando Nadabe e todo o Israel cercavam a Gibetom. 28E matou-o, pois, Baasa no ano terceiro de Asa, rei de Judá, e reinou em seu lugar. 29Sucedeu que, reinando ele, feriu a toda a casa de Jeroboão; nada de Jeroboão deixou que tivesse fôlego, até o destruir, conforme à palavra do SENHOR que dissera pelo ministério de seu servo Aías, o silonita. 30Por causa dos pecados que Jeroboão cometera, e fez pecar a Israel, e por causa da provocação com que irritara ao SENHOR Deus de Israel. 31Quanto ao mais dos atos de Nadabe, e a tudo quanto fez, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel? 32E houve guerra entre Asa e Baasa, rei de Israel, todos os seus dias. 33No ano terceiro de Asa, rei de Judá, Baasa, filho de Aías, começou a reinar sobre todo o Israel em Tirza, e reinou vinte e quatro anos. 34E fez o que era mau aos olhos do SENHOR; e andou no caminho de Jeroboão, e no pecado com que ele tinha feito Israel pecar. 1 Reis 16 1ENTÃO veio a palavra do SENHOR a Jeú, filho de Hanani, contra Baasa, dizendo: 2Porquanto te levantei do pó, e te pus por príncipe sobre o meu povo Israel, e tu tens andado no caminho de Jeroboão, e tens feito pecar a meu povo Israel, irritando-me com os seus pecados, 3Eis que tirarei os descendentes de Baasa, e os descendentes da sua casa, e farei a tua casa como a casa de Jeroboão, filho de Nebate. 4Quem morrer dos de Baasa, na cidade, os cães o comerão; e o que dele morrer no campo, as aves do céu o comerão. 5Quanto ao mais dos atos de Baasa, e ao que fez, e ao seu poder, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel? 6E Baasa dormiu com seus pais, e foi sepultado em Tirza; e Elá, seu filho, reinou em seu lugar. 7Assim veio também a palavra do SENHOR, pelo ministério do profeta Jeú, filho de Hanani, contra Baasa e contra a sua casa; e isso por todo o mal que fizera aos olhos do SENHOR, irritando-o com a obra de suas mãos, para ser como a casa de Jeroboão; e porque o havia ferido. 8No ano vinte e seis de Asa, rei de Judá, Elá, filho de Baasa, começou a reinar em Tirza sobre Israel; e reinou dois anos. 9E Zinri, seu servo, capitão de metade dos carros, conspirou contra ele, estando ele em Tirza, bebendo e embriagando-se em casa de Arsa, mordomo em Tirza. 10Entrou, pois, Zinri, e o feriu, e o matou, no ano vigésimo sétimo de Asa, rei de Judá; e reinou em seu lugar. 11E sucedeu que, reinando ele, e estando assentado no seu trono, feriu a toda a casa de Baasa; não lhe deixou homem algum, nem a seus parentes, nem a seus amigos. 12Assim destruiu Zinri toda a casa de Baasa, conforme à palavra do SENHOR que, contra Baasa, ele falara pelo ministério do profeta Jeú, 13Por todos os pecados de Baasa, e os pecados de Elá, seu filho, que cometeram, e com que fizeram pecar a Israel, irritando ao SENHOR Deus de Israel com as suas vaidades. 14Quanto ao mais dos atos de Elá, e a tudo quanto fez, não está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel? 15No ano vigésimo sétimo de Asa, rei de Judá, reinou Zinri sete dias em Tirza; e o povo estava acampado contra Gibetom, que era dos filisteus. 16E o povo que estava acampado ouviu dizer: Zinri tem conspirado, e até matou o rei. Todo o Israel pois, no mesmo dia, no arraial, constituiu rei sobre Israel a Onri, capitão do exército. 17E subiu Onri, e todo o Israel com ele, de Gibetom, e cercaram a Tirza. 18E sucedeu que Zinri, vendo que a cidade era tomada, foi ao paço da casa do rei e queimou-a sobre si; e morreu, 19Por causa dos pecados que cometera, fazendo o que era mau aos olhos do SENHOR, andando no caminho de Jeroboão, e no pecado que ele cometera, fazendo Israel pecar. 20Quanto ao mais dos atos de Zinri, e à conspiração que fez, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel? 21Então o povo de Israel se dividiu em dois partidos: metade do povo seguia a Tibni, filho de Ginate, para o fazer rei, e a outra metade seguia a Onri. 22Mas o povo que seguia a Onri foi mais forte do que o povo que seguia a Tibni, filho de Ginate; e Tibni morreu, e Onri reinou. 23No ano trinta e um de Asa, rei de Judá, Onri começou a reinar sobre Israel, e reinou doze anos; e em Tirza reinou seis anos. 24E de Semer comprou o monte de Samaria por dois talentos de prata, e edificou nele; e chamou a cidade que edificou Samaria, do nome de Semer, dono do monte. 25E fez Onri o que era mau aos olhos do SENHOR; e fez pior do que todos quantos foram antes dele. 26E andou em todos os caminhos de Jeroboão, filho de Nebate, como também nos pecados com que ele tinha feito pecar a Israel, irritando ao SENHOR Deus de Israel com as suas vaidades. 27Quanto ao mais dos atos de Onri, ao que fez, e ao poder que manifestou, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel? 28E Onri dormiu com seus pais, e foi sepultado em Samaria; e Acabe, seu filho, reinou em seu lugar. 29E Acabe, filho de Onri, começou a reinar sobre Israel no ano trigésimo oitavo de Asa, rei de Judá; e reinou Acabe, filho de Onri, sobre Israel, em Samaria, vinte e dois anos. 30E fez Acabe, filho de Onri, o que era mau aos olhos do SENHOR, mais do que todos os que foram antes dele. 31E sucedeu que (como se fora pouco andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate) ainda tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi e serviu a Baal, e o adorou. 32E levantou um altar a Baal, na casa de Baal que edificara em Samaria. 33Também Acabe fez um ídolo; de modo que Acabe fez muito mais para irritar ao SENHOR Deus de Israel, do que todos os reis de Israel que foram antes dele. 34Em seus dias Hiel, o betelita, edificou a Jericó; em Abirão, seu primogênito, a fundou, e em Segube, seu filho menor, pôs as suas portas; conforme a palavra do SENHOR, que falara pelo ministério de Josué, filho de Num. 1 Reis 17 1ENTÃO Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Vive o SENHOR Deus de Israel, perante cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra. 2Depois veio a ele a palavra do SENHOR, dizendo: 3Retira-te daqui, e vai para o oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão. 4E há de ser que beberás do ribeiro; e eu tenho ordenado aos corvos que ali te sustentem. 5Foi, pois, e fez conforme a palavra do SENHOR; porque foi, e habitou junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão. 6E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã; como também pão e carne à noite; e bebia do ribeiro. 7E sucedeu que, passados dias, o ribeiro se secou, porque não tinha havido chuva na terra. 8Então veio a ele a palavra do SENHOR, dizendo: 9Levanta-te, e vai para Sarepta, que é de Sidom, e habita ali; eis que eu ordenei ali a uma mulher viúva que te sustente. 10Então ele se levantou, e foi a Sarepta; e, chegando à porta da cidade, eis que estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; e ele a chamou, e lhe disse: Traze-me, peço-te, num vaso um pouco de água que beba. 11E, indo ela a trazê-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me agora também um bocado de pão na tua mão. 12Porém ela disse: Vive o SENHOR teu Deus, que nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela, e um pouco de azeite numa botija; e vês aqui apanhei dois cavacos, e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos, e morramos. 13E Elias lhe disse: Não temas; vai, faze conforme à tua palavra; porém faze dele primeiro para mim um bolo pequeno, e traze-mo aqui; depois farás para ti e para teu filho. 14Porque assim diz o SENHOR Deus de Israel: A farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará até ao dia em que o SENHOR dê chuva sobre a terra. 15E ela foi e fez conforme a palavra de Elias; e assim comeu ela, e ele, e a sua casa muitos dias. 16Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou; conforme a palavra do SENHOR, que ele falara pelo ministério de Elias. 17E depois destas coisas sucedeu que adoeceu o filho desta mulher, dona da casa; e a sua doença se agravou muito, até que nele nenhum fôlego ficou. 18Então ela disse a Elias: Que tenho eu contigo, homem de Deus? vieste tu a mim para trazeres à memória a minha iniqüidade, e matares a meu filho? 19E ele disse: Dá-me o teu filho. E ele o tomou do seu regaço, e o levou para cima, ao quarto, onde ele mesmo habitava, e o deitou em sua cama, 20E clamou ao SENHOR, e disse: Ó SENHOR meu Deus, também até a esta viúva, com quem me hospedo, afligiste, matando-lhe o filho? 21Então se estendeu sobre o menino três vezes, e clamou ao SENHOR, e disse: Ó SENHOR meu Deus, rogo-te que a alma deste menino torne a entrar nele. 22E o SENHOR ouviu a voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu. 23E Elias tomou o menino, e o trouxe do quarto à casa, e o deu à sua mãe; e disse Elias: Vês aí, teu filho vive. 24Então a mulher disse a Elias: Nisto conheço agora que tu és homem de Deus, e que a palavra do SENHOR na tua boca é verdade. 1 Reis 18 1E SUCEDEU que, depois de muitos dias, a palavra do SENHOR veio a Elias, no terceiro ano, dizendo: Vai, apresenta-te a Acabe; porque darei chuva sobre a terra. 2E foi Elias apresentar-se a Acabe; e a fome era extrema em Samaria. 3E Acabe chamou a Obadias, o mordomo; e Obadias temia muito ao SENHOR, 4Porque sucedeu que, destruindo Jezabel os profetas do SENHOR, Obadias tomou cem profetas, e de cinqüenta em cinqüenta os escondeu numa cova, e os sustentou com pão e água. 5E disse Acabe a Obadias: Vai pela terra a todas as fontes de água, e a todos os rios; pode ser que achemos erva, para que em vida conservemos os cavalos e mulas, e não percamos todos os animais. 6E repartiram entre si a terra, para a percorrerem: Acabe foi à parte por um caminho, e Obadias também foi sozinho por outro caminho. 7Estando, pois, Obadias já em caminho, eis que Elias o encontrou; e Obadias, reconhecendo-o, prostrou-se sobre o seu rosto, e disse: És tu o meu senhor Elias? 8E disse-lhe ele: Eu sou; vai, e dize a teu senhor: Eis que Elias está aqui. 9Porém ele disse: Em que pequei, para que entregues a teu servo na mão de Acabe, para que me mate? 10Vive o SENHOR teu Deus, que não houve nação nem reino aonde o meu senhor não mandasse em busca de ti; e dizendo eles: Aqui não está, então fazia jurar os reinos e nações, que não te haviam achado. 11E agora dizes tu: Vai, dize a teu senhor: Eis que aqui está Elias. 12E poderia ser que, apartando-me eu de ti, o Espírito do SENHOR te tomasse, não sei para onde, e, vindo eu a dar as novas a Acabe, e não te achando ele, me mataria; porém eu, teu servo, temo ao SENHOR desde a minha mocidade. 13Porventura não disseram a meu senhor o que fiz, quando Jezabel matava os profetas do SENHOR? Como escondi a cem homens dos profetas do SENHOR, de cinqüenta em cinqüenta, numa cova, e os sustentei com pão e água? 14E agora dizes tu: Vai, dize a teu senhor: Eis que Elias está aqui; ele me mataria. 15E disse Elias: Vive o SENHOR dos Exércitos, perante cuja face estou, que deveras hoje me apresentarei a ele. 16Então foi Obadias encontrar-se com Acabe, e lho anunciou; e foi Acabe encontrar-se com Elias. 17E sucedeu que, vendo Acabe a Elias, disse-lhe: És tu o perturbador de Israel? 18Então disse ele: Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do SENHOR, e seguistes a Baalim. 19Agora, pois, manda reunir-se a mim todo o Israel no monte Carmelo; como também os quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal, e os quatrocentos profetas de Aserá, que comem da mesa de Jezabel. 20Então Acabe convocou todos os filhos de Israel; e reuniu os profetas no monte Carmelo. 21Então Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu. 22Então disse Elias ao povo: Só eu fiquei por profeta do SENHOR, e os profetas de Baal são quatrocentos e cinqüenta homens. 23Dêem-se-nos, pois, dois bezerros, e eles escolham para si um dos bezerros, e o dividam em pedaços, e o ponham sobre a lenha, porém não lhe coloquem fogo, e eu prepararei o outro bezerro, e o porei sobre a lenha, e não lhe colocarei fogo. 24Então invocai o nome do vosso deus, e eu invocarei o nome do SENHOR; e há de ser que o deus que responder por meio de fogo esse será Deus. E todo o povo respondeu, dizendo: É boa esta palavra. 25E disse Elias aos profetas de Baal: Escolhei para vós um dos bezerros, e preparai-o primeiro, porque sois muitos, e invocai o nome do vosso deus, e não lhe ponhais fogo. 26E tomaram o bezerro que lhes dera, e o prepararam; e invocaram o nome de Baal, desde a manhã até ao meio-dia, dizendo: Ah! Baal, responde-nos! Porém nem havia voz, nem quem respondesse; e saltavam sobre o altar que tinham feito. 27E sucedeu que ao meio-dia Elias zombava deles e dizia: Clamai em altas vozes, porque ele é um deus; pode ser que esteja falando, ou que tenha alguma coisa que fazer, ou que intente alguma viagem; talvez esteja dormindo, e despertará. 28E eles clamavam em altas vozes, e se retalhavam com facas e com lancetas, conforme ao seu costume, até derramarem sangue sobre si. 29E sucedeu que, passado o meio-dia, profetizaram eles, até a hora de se oferecer o sacrifício da tarde; porém não houve voz, nem resposta, nem atenção alguma. 30Então Elias disse a todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele; e restaurou o altar do SENHOR, que estava quebrado. 31E Elias tomou doze pedras, conforme ao número das tribos dos filhos de Jacó, ao qual veio a palavra do SENHOR, dizendo: Israel será o teu nome. 32E com aquelas pedras edificou o altar em nome do SENHOR; depois fez um rego em redor do altar, segundo a largura de duas medidas de semente. 33Então armou a lenha, e dividiu o bezerro em pedaços, e o pôs sobre a lenha. 34E disse: Enchei de água quatro cântaros, e derramai-a sobre o holocausto e sobre a lenha. E disse: Fazei-o segunda vez; e o fizeram segunda vez. Disse ainda: Fazei-o terceira vez; e o fizeram terceira vez; 35De maneira que a água corria ao redor do altar; e até o rego ele encheu de água. 36Sucedeu que, no momento de ser oferecido o sacrifício da tarde, o profeta Elias se aproximou, e disse: Ó SENHOR Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que conforme à tua palavra fiz todas estas coisas. 37Responde-me, SENHOR, responde-me, para que este povo conheça que tu és o SENHOR Deus, e que tu fizeste voltar o seu coração. 38Então caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego. 39O que vendo todo o povo, caíram sobre os seus rostos, e disseram: Só o SENHOR é Deus! Só o SENHOR é Deus! 40E Elias lhes disse: Lançai mão dos profetas de Baal, que nenhum deles escape. E lançaram mão deles; e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom, e ali os matou. 41Então disse Elias a Acabe: Sobe, come e bebe, porque há ruído de uma abundante chuva. 42E Acabe subiu a comer e a beber; mas Elias subiu ao cume do Carmelo, e se inclinou por terra, e pôs o seu rosto entre os seus joelhos. 43E disse ao seu servo: Sobe agora, e olha para o lado do mar. E subiu, e olhou, e disse: Não há nada. Então disse ele: Volta lá sete vezes. 44E sucedeu que, à sétima vez, disse: Eis aqui uma pequena nuvem, como a mão de um homem, subindo do mar. Então disse ele: Sobe, e dize a Acabe: Aparelha o teu carro, e desce, para que a chuva não te impeça. 45E sucedeu que, entretanto, os céus se enegreceram com nuvens e vento, e veio uma grande chuva; e Acabe subiu ao carro, e foi para Jizreel. 46E a mão do SENHOR estava sobre Elias, o qual cingiu os lombos, e veio correndo perante Acabe, até à entrada de Jizreel. 1 Reis 19 1E ACABE fez saber a Jezabel tudo quanto Elias havia feito, e como totalmente matara todos os profetas à espada. 2Então Jezabel mandou um mensageiro a Elias, a dizer-lhe: Assim me façam os deuses, e outro tanto, se de certo amanhã a estas horas não puser a tua vida como a de um deles. 3O que vendo ele, se levantou e, para escapar com vida, se foi, e chegando a Berseba, que é de Judá, deixou ali o seu servo. 4Ele, porém, foi ao deserto, caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, e disse: Já basta, ó SENHOR; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais. 5E deitou-se, e dormiu debaixo do zimbro; e eis que então um anjo o tocou, e lhe disse: Levanta-te, come. 6E olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre as brasas, e uma botija de água; e comeu, e bebeu, e tornou a deitar-se. 7E o anjo do SENHOR tornou segunda vez, e o tocou, e disse: Levanta-te e come, porque te será muito longo o caminho. 8Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força daquela comida caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus. 9E ali entrou numa caverna e passou ali a noite; e eis que a palavra do SENHOR veio a ele, e lhe disse: Que fazes aqui Elias? 10E ele disse: Tenho sido muito zeloso pelo SENHOR Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada, e só eu fiquei, e buscam a minha vida para ma tirarem. 11E Deus lhe disse: Sai para fora, e põe-te neste monte perante o SENHOR. E eis que passava o SENHOR, como também um grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as penhas diante do SENHOR; porém o SENHOR não estava no vento; e depois do vento um terremoto; também o SENHOR não estava no terremoto; 12E depois do terremoto um fogo; porém também o SENHOR não estava no fogo; e depois do fogo uma voz mansa e delicada. 13E sucedeu que, ouvindo-a Elias, envolveu o seu rosto na sua capa, e saiu para fora, e pôs-se à entrada da caverna; e eis que veio a ele uma voz, que dizia: Que fazes aqui, Elias? 14E ele disse: Eu tenho sido em extremo zeloso pelo SENHOR Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada, e só eu fiquei; e buscam a minha vida para ma tirarem. 15E o SENHOR lhe disse: Vai, volta pelo teu caminho para o deserto de Damasco; e, chegando lá, unge a Hazael rei sobre a Síria. 16Também a Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei de Israel; e também a Eliseu, filho de Safate de Abel-Meolá, ungirás profeta em teu lugar. 17E há de ser que o que escapar da espada de Hazael, matá-lo-á Jeú; e o que escapar da espada de Jeú, matá-lo-á Eliseu. 18Também deixei ficar em Israel sete mil: todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda a boca que não o beijou. 19Partiu, pois, Elias dali, e achou a Eliseu, filho de Safate, que andava lavrando com doze juntas de bois adiante dele, e ele estava com a duodécima; e Elias passou por ele, e lançou a sua capa sobre ele. 20Então deixou ele os bois, e correu após Elias; e disse: Deixa-me beijar a meu pai e a minha mãe, e então te seguirei. E ele lhe disse: Vai, e volta; pois, que te fiz eu? 21Voltou, pois, de o seguir, e tomou a junta de bois, e os matou, e com os aparelhos dos bois cozeu as carnes, e as deu ao povo, e comeram; então se levantou e seguiu a Elias, e o servia. 1 Reis 20 1E BEN-HADADE, rei da Síria, ajuntou todo o seu exército; e havia com ele trinta e dois reis, e cavalos e carros; e subiu, e cercou a Samaria, e pelejou contra ela. 2E enviou à cidade mensageiros, a Acabe, rei de Israel, 3Que lhe disseram: Assim diz Ben-Hadade: A tua prata e o teu ouro são meus; e tuas mulheres e os melhores de teus filhos são meus. 4E respondeu o rei de Israel, e disse: Conforme a tua palavra, ó rei meu senhor, eu sou teu, e tudo quanto tenho. 5E tornaram a vir os mensageiros, e disseram: Assim diz Ben-Hadade: Enviei-te, na verdade, mensageiros que dissessem: Tu me hás de dar a tua prata, e o teu ouro, e as tuas mulheres e os teus filhos; 6Todavia amanhã a estas horas enviarei os meus servos a ti, e esquadrinharão a tua casa, e as casas dos teus servos; e há de ser que tudo o que de precioso tiveres, eles tomarão consigo, e o levarão. 7Então o rei de Israel chamou a todos os anciãos da terra, e disse: Notai agora, e vede como este homem procura o mal; pois mandou pedir-me as mulheres, os meus filhos, a minha prata e o meu ouro, e não lhos neguei. 8E todos os anciãos e todo o povo lhe disseram: Não lhe dês ouvidos, nem consintas. 9Por isso disse aos mensageiros de Ben-Hadade: Dizei ao rei, meu senhor: Tudo o que primeiro mandaste pedir a teu servo, farei, porém isto não posso fazer. E voltaram os mensageiros, e lhe levaram a resposta. 10E Ben-Hadade enviou a ele mensageiros dizendo: Assim me façam os deuses, e outro tanto, que o pó de Samaria não bastará para encher as mãos de todo o povo que me segue. 11Porém o rei de Israel respondeu: Dizei-lhe: Não se gabe quem se cinge das armas, como aquele que as descinge. 12E sucedeu que, ouvindo ele esta palavra, estando a beber com os reis nas tendas, disse aos seus servos: Ponde-vos em ordem contra a cidade. 13E eis que um profeta se chegou a Acabe rei de Israel, e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Viste toda esta grande multidão? Eis que hoje ta entregarei nas tuas mãos, para que saibas que eu sou o SENHOR. 14E disse Acabe: Por quem? E ele disse: Assim diz o SENHOR: Pelos moços dos príncipes das províncias. E disse: Quem começará a peleja? E disse: Tu. 15Então contou os moços dos príncipes das províncias, e foram duzentos e trinta e dois; e depois deles contou a todo o povo, todos os filhos de Israel, sete mil. 16E saíram ao meio-dia; e Ben-Hadade estava bebendo e embriagando-se nas tendas, ele e os reis, os trinta e dois reis, que o ajudavam. 17E os moços dos príncipes das províncias saíram primeiro; e Ben-Hadade enviou espias, que lhe deram avisos, dizendo: Saíram de Samaria uns homens. 18E ele disse: Ainda que para paz saíssem, tomai-os vivos; e ainda que à peleja saíssem, tomai-os vivos. 19Saíram, pois, da cidade os moços dos príncipes das províncias, e o exército que os seguia. 20E eles feriram cada um o seu adversário, e os sírios fugiram, e Israel os perseguiu; porém Ben-Hadade, rei da Síria, escapou a cavalo, com alguns cavaleiros. 21E saiu o rei de Israel, e feriu os cavalos e os carros; e feriu os sírios com grande estrago. 22Então o profeta chegou-se ao rei de Israel e lhe disse: Vai, esforça-te, e atenta, e olha o que hás de fazer; porque no decurso de um ano o rei da Síria subirá contra ti. 23Porque os servos do rei da Síria lhe disseram: Seus deuses são deuses dos montes, por isso foram mais fortes do que nós; mas pelejemos com eles em campo raso, e por certo veremos, se não somos mais fortes do que eles! 24Faze, pois, isto: tira os reis, cada um do seu lugar, e substitui-os por capitães; 25E forma outro exército, igual ao exército que perdeste, cavalo por cavalo, e carro por carro, e pelejemos com eles em campo raso, e veremos se não somos mais fortes do que eles! E deu ouvidos à sua voz, e assim fez. 26E sucedeu que, passado um ano, Ben-Hadade passou revista aos sírios, e subiu a Afeque, para pelejar contra Israel. 27Também aos filhos de Israel se passou revista, e providos de víveres marcharam contra eles; e os filhos de Israel acamparam-se defronte deles, como dois pequenos rebanhos de cabras; mas os sírios enchiam a terra. 28E chegou o homem de Deus, e falou ao rei de Israel, e disse: Assim diz o SENHOR: Porquanto os sírios disseram: O SENHOR é Deus dos montes, e não Deus dos vales; toda esta grande multidão entregarei nas tuas mãos; para que saibas que eu sou o SENHOR. 29E sete dias estiveram acampados uns defronte dos outros; e sucedeu ao sétimo dia que a peleja começou, e os filhos de Israel feriram dos sírios cem mil homens de pé, num dia. 30E os restantes fugiram a Afeque, à cidade; e caiu o muro sobre vinte e sete mil homens, que restaram; Ben-Hadade, porém, fugiu, e veio à cidade, escondendo- se de câmara em câmara. 31Então lhe disseram os seus servos: Eis que já temos ouvido que os reis da casa de Israel são reis clementes; ponhamos, pois, sacos aos lombos, e cordas às cabeças, e saiamos ao rei de Israel; pode ser que ele te poupe a vida. 32Então cingiram sacos aos lombos e cordas às cabeças, e foram ao rei de Israel, e disseram: Diz o teu servo Ben-Hadade: Deixa-me viver. E disse Acabe: Pois ainda vive? É meu irmão. 33E aqueles homens tomaram isto por bom presságio, e apressaram-se em apanhar a sua palavra, e disseram: Teu irmão Ben-Hadade vive. E ele disse: Vinde, trazei-mo. Então Ben-Hadade foi a ele, e ele o fez subir ao carro. 34E disse ele: As cidades que meu pai tomou de teu pai tas restituirei, e faze para ti ruas em Damasco, como meu pai as fez em Samaria. E eu, respondeu Acabe, te deixarei ir com esta aliança. E fez com ele aliança e o deixou ir. 35Então um dos homens dos filhos dos profetas disse ao seu companheiro, pela palavra do SENHOR: Ora fere-me. E o homem recusou feri-lo. 36E ele lhe disse: Porque não obedeceste à voz do SENHOR, eis que, em te apartando de mim, um leão te ferirá. E como dele se apartou, um leão o encontrou e o feriu. 37Depois encontrou outro homem, e disse-lhe: Ora fere-me. E aquele homem deu-lhe um golpe, ferindo-o. 38Então foi o profeta, e pôs-se perante o rei no caminho; e disfarçou-se com cinza sobre os seus olhos. 39E sucedeu que, passando o rei, clamou ele ao rei, dizendo: Teu servo estava no meio da peleja, e eis que, desviando-se um homem, trouxe-me outro homem, e disse: Guarda-me este homem; se vier a faltar, será a tua vida em lugar da vida dele, ou pagarás um talento de prata. 40Sucedeu, pois, que, estando o teu servo ocupado de uma e de outra parte, eis que o homem desapareceu. Então o rei de Israel lhe disse: Esta é a tua sentença; tu mesmo a pronunciaste. 41Então ele se apressou, e tirou a cinza de sobre os seus olhos; e o rei de Israel o reconheceu, que era um dos profetas. 42E disse-lhe: Assim diz o SENHOR: Porquanto soltaste da mão o homem que eu havia posto para destruição, a tua vida será em lugar da sua vida, e o teu povo em lugar do seu povo. 43E foi o rei de Israel para a sua casa, desgostoso e indignado; e chegou a Samaria. 1 Reis 21 1E SUCEDEU depois destas coisas que, Nabote, o jizreelita, tinha uma vinha em Jizreel junto ao palácio de Acabe, rei de Samaria. 2Então Acabe falou a Nabote, dizendo: Dá-me a tua vinha, para que me sirva de horta, pois está vizinha ao lado da minha casa; e te darei por ela outra vinha melhor: ou, se for do teu agrado, dar-te-ei o seu valor em dinheiro. 3Porém Nabote disse a Acabe: Guarde-me o SENHOR de que eu te dê a herança de meus pais. 4Então Acabe veio desgostoso e indignado à sua casa, por causa da palavra que Nabote, o jizreelita, lhe falara, quando disse: Não te darei a herança de meus pais. E deitou-se na sua cama, e voltou o rosto, e não comeu pão. 5Porém, vindo a ele Jezabel, sua mulher, lhe disse: Que há, que está tão desgostoso o teu espírito, e não comes pão? 6E ele lhe disse: Porque falei a Nabote, o jizreelita, e lhe disse: Dá-me a tua vinha por dinheiro; ou, se te apraz, te darei outra vinha em seu lugar. Porém ele disse: Não te darei a minha vinha. 7Então Jezabel, sua mulher lhe disse: Governas tu agora no reino de Israel? Levanta-te, come pão, e alegre-se o teu coração; eu te darei a vinha de Nabote, o jizreelita. 8Então escreveu cartas em nome de Acabe, e as selou com o seu sinete; e mandou as cartas aos anciãos e aos nobres que havia na sua cidade e habitavam com Nabote. 9E escreveu nas cartas, dizendo: Apregoai um jejum, e ponde Nabote diante do povo. 10E ponde defronte dele dois filhos de Belial, que testemunhem contra ele, dizendo: Blasfemaste contra Deus e contra o rei; e trazei-o fora, e apedrejai-o para que morra. 11E os homens da sua cidade, os anciãos e os nobres que habitavam na sua cidade, fizeram como Jezabel lhes ordenara, conforme estava escrito nas cartas que lhes mandara. 12Apregoaram um jejum, e puseram a Nabote diante do povo. 13Então vieram dois homens, filhos de Belial, e puseram-se defronte dele; e os homens, filhos de Belial, testemunharam contra ele, contra Nabote, perante o povo, dizendo: Nabote blasfemou contra Deus e contra o rei. E o levaram para fora da cidade, e o apedrejaram, e morreu. 14Então mandaram dizer a Jezabel: Nabote foi apedrejado, e morreu. 15E sucedeu que, ouvindo Jezabel que já fora apedrejado Nabote, e morrera, disse a Acabe: Levanta-te, e possui a vinha de Nabote, o jizreelita, a qual te recusou dar por dinheiro; porque Nabote não vive, mas é morto. 16E sucedeu que, ouvindo Acabe, que Nabote já era morto, levantou-se para descer para a vinha de Nabote, o jizreelita, para tomar posse dela. 17Então veio a palavra do SENHOR a Elias, o tisbita, dizendo: 18Levanta-te, desce para encontrar-te com Acabe, rei de Israel, que está em Samaria; eis que está na vinha de Nabote, aonde tem descido para possuí-la. 19E falar-lhe-ás, dizendo: Assim diz o SENHOR: Porventura não mataste e tomaste a herança? Falar-lhe-ás mais, dizendo: Assim diz o SENHOR: No lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabote lamberão também o teu próprio sangue. 20E disse Acabe a Elias: Já me achaste, inimigo meu? E ele disse: Achei-te; porquanto já te vendeste para fazeres o que é mau aos olhos do SENHOR. 21Eis que trarei mal sobre ti, e arrancarei a tua posteridade, e arrancarei de Acabe a todo o homem, tanto o escravo como o livre em Israel; 22E farei a tua casa como a casa de Jeroboão, filho de Nebate, e como a casa de Baasa, filho de Aías; por causa da provocação, com que me provocaste e fizeste pecar a Israel. 23E também acerca de Jezabel falou o SENHOR, dizendo: Os cães comerão a Jezabel junto ao antemuro de Jizreel. 24Aquele que morrer dos de Acabe, na cidade, os cães o comerão; e o que morrer no campo as aves do céu o comerão. 25Porém ninguém fora como Acabe, que se vendera para fazer o que era mau aos olhos do SENHOR; porque Jezabel, sua mulher, o incitava. 26E fez grandes abominações, seguindo os ídolos, conforme a tudo o que fizeram os amorreus, os quais o SENHOR lançou fora da sua possessão, de diante dos filhos de Israel. 27Sucedeu, pois, que Acabe, ouvindo estas palavras, rasgou as suas vestes, e cobriu a sua carne de saco, e jejuou; e jazia em saco, e andava mansamente. 28Então veio a palavra do SENHOR a Elias tisbita, dizendo: 29Não viste que Acabe se humilha perante mim? Por isso, porquanto se humilha perante mim, não trarei este mal nos seus dias, mas nos dias de seu filho o trarei sobre a sua casa. 1 Reis 22 1E ESTIVERAM quietos três anos, não havendo guerra entre a Síria e Israel. 2Porém no terceiro ano sucedeu que Jeosafá, rei de Judá, desceu para avistar-se com o rei de Israel. 3E o rei de Israel disse aos seus servos: Não sabeis vós que Ramote de Gileade é nossa, e nós estamos quietos, sem a tomar da mão do rei da Síria? 4Então perguntou a Jeosafá: Irás tu comigo à peleja a Ramote de Gileade? E disse Jeosafá ao rei de Israel: Serei como tu, e o meu povo como o teu povo, e os meus cavalos como os teus cavalos. 5Disse mais Jeosafá ao rei de Israel: Peço-te, consulta hoje a palavra do SENHOR. 6Então o rei de Israel reuniu os profetas até quase quatrocentos homens, e disselhes: Irei à peleja contra Ramote de Gileade, ou deixarei de ir? E eles disseram: Sobe, porque o SENHOR a entregará na mão do rei. 7Disse, porém, Jeosafá: Não há aqui ainda algum profeta do SENHOR, ao qual possamos consultar? 8Então disse o rei de Israel a Jeosafá: Ainda há um homem por quem podemos consultar ao SENHOR; porém eu o odeio, porque nunca profetiza de mim o que é bom, mas só o mal; este é Micaías, filho de Inlá. E disse Jeosafá: Não fale o rei assim. 9Então o rei de Israel chamou um oficial, e disse: Traze-me depressa a Micaías, filho de Inlá. 10E o rei de Israel e Jeosafá, rei de Judá, estavam assentados cada um no seu trono, vestidos de trajes reais, na praça, à entrada da porta de Samaria; e todos os profetas profetizavam na sua presença. 11E Zedequias, filho de Quenaaná, fez para si uns chifres de ferro, e disse: Assim diz o SENHOR: Com estes ferirás aos sírios, até de todo os consumir. 12E todos os profetas profetizaram assim, dizendo: Sobe a Ramote de Gileade, e triunfarás, porque o SENHOR a entregará na mão do rei. 13E o mensageiro que foi chamar a Micaías falou-lhe, dizendo: Vês aqui que as palavras dos profetas a uma voz predizem coisas boas para o rei; seja, pois, a tua palavra como a palavra de um deles, e fala bem. 14Porém Micaías disse: Vive o SENHOR que o que o SENHOR me disser isso falarei. 15E, vindo ele ao rei, o rei lhe disse: Micaías, iremos a Ramote de Gileade à peleja, ou deixaremos de ir? E ele lhe disse: Sobe, e serás bem sucedido; porque o SENHOR a entregará na mão do rei. 16E o rei lhe disse: Até quantas vezes te conjurarei, que não me fales senão a verdade em nome do SENHOR? 17Então disse ele: Vi a todo o Israel disperso pelos montes, como ovelhas que não têm pastor; e disse o SENHOR: Estes não têm senhor; torne cada um em paz para sua casa. 18Então o rei de Israel disse a Jeosafá: Não te disse eu, que nunca profetizará de mim o que é bom, senão só o que é mal? 19Então ele disse: Ouve, pois, a palavra do SENHOR: Vi ao SENHOR assentado sobre o seu trono, e todo o exército do céu estava junto a ele, à sua mão direita e à sua esquerda. 20E disse o SENHOR: Quem induzirá Acabe, para que suba, e caia em Ramote de Gileade? E um dizia desta maneira e outro de outra. 21Então saiu um espírito, e se apresentou diante do SENHOR, e disse: Eu o induzirei. E o SENHOR lhe disse: Com quê? 22E disse ele: Eu sairei, e serei um espírito de mentira na boca de todos os seus profetas. E ele disse: Tu o induzirás, e ainda prevalecerás; sai e faze assim. 23Agora, pois, eis que o SENHOR pôs o espírito de mentira na boca de todos estes teus profetas, e o SENHOR falou o mal contra ti. 24Então Zedequias, filho de Quenaaná, chegou, e feriu a Micaías no queixo, e disse: Por onde saiu de mim o Espírito do SENHOR para falar a ti? 25E disse Micaías: Eis que o verás naquele mesmo dia, quando entrares de câmara em câmara, para te esconderes. 26Então disse o rei de Israel: Tomai a Micaías, e tornai a levá-lo a Amom, o governador da cidade, e a Joás filho do rei. 27E direis: Assim diz o rei: Colocai este homem na casa do cárcere, e sustentai-o com o pão de angústia, e com água de amargura, até que eu venha em paz. 28E disse Micaías: Se tu voltares em paz, o SENHOR não tem falado por mim. Disse mais: Ouvi, povos todos! 29Assim o rei de Israel e Jeosafá, rei de Judá, subiram a Ramote de Gileade. 30E disse o rei de Israel a Jeosafá: Eu me disfarçarei, e entrarei na peleja; tu porém veste as tuas roupas. Disfarçou-se, pois, o rei de Israel, e entrou na peleja. 31E o rei da Síria dera ordem aos capitães dos carros, que eram trinta e dois, dizendo: Não pelejareis nem contra pequeno nem contra grande, mas só contra o rei de Israel. 32Sucedeu que, vendo os capitães dos carros a Jeosafá, disseram eles: Certamente este é o rei de Israel. E chegaram-se a ele, para pelejar com ele; porém Jeosafá gritou. 33E sucedeu que, vendo os capitães dos carros que não era o rei de Israel, deixaram de segui-lo. 34Então um homem armou o arco, e atirou a esmo, e feriu o rei de Israel por entre as fivelas e as couraças; então ele disse ao seu carreteiro: Dá volta, e tira-me do exército, porque estou gravemente ferido. 35E a peleja foi crescendo naquele dia, e o rei foi sustentado no carro defronte dos sírios; porém ele morreu à tarde; e o sangue da ferida corria para o fundo do carro. 36E depois do sol posto passou um pregão pelo exército, dizendo: Cada um para a sua cidade, e cada um para a sua terra! 37E morreu o rei, e o levaram a Samaria; e sepultaram o rei em Samaria. 38E, lavando-se o carro no tanque de Samaria, os cães lamberam o seu sangue (ora as prostitutas se lavavam ali), conforme à palavra que o SENHOR tinha falado. 39Quanto ao mais dos atos de Acabe, e a tudo quanto fez, e à casa de marfim que edificou, e a todas as cidades que edificou, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel? 40Assim dormiu Acabe com seus pais; e Acazias, seu filho, reinou em seu lugar. 41E Jeosafá, filho de Asa, começou a reinar sobre Judá no quarto ano de Acabe, rei de Israel. 42E era Jeosafá da idade de trinta e cinco anos quando começou a reinar; e vinte e cinco anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Azuba, filha de Sili. 43E andou em todos os caminhos de seu pai Asa, não se desviou deles, fazendo o que era reto aos olhos do SENHOR. 44Todavia os altos não se tiraram; ainda o povo sacrificava e queimava incenso nos altos. 45E Jeosafá esteve em paz com o rei de Israel. 46Quanto ao mais dos atos de Jeosafá, e ao poder que mostrou, e como guerreou, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá? 47Também expulsou da terra o restante dos sodomitas, que ficaram nos dias de seu pai Asa. 48Então não havia rei em Edom, porém um vice-rei. 49E fez Jeosafá navios de Társis, para irem a Ofir por causa do ouro; porém não foram, porque os navios se quebraram em Eziom-Geber. 50Então Acazias, filho de Acabe, disse a Jeosafá: Vão os meus servos com os teus servos nos navios. Porém Jeosafá não quis. 51E Jeosafá dormiu com seus pais, e foi sepultado junto a eles, na cidade de Davi, seu pai; e Jeorão, seu filho, reinou em seu lugar. 52E Acazias, filho de Acabe, começou a reinar sobre Israel, em Samaria, no ano dezessete de Jeosafá, rei de Judá; e reinou dois anos sobre Israel. 53E fez o que era mau aos olhos do SENHOR; porque andou no caminho de seu pai, como também no caminho de sua mãe, e no caminho de Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar a Israel. 54E serviu a Baal, e adorou-o, e provocou a ira do SENHOR Deus de Israel, conforme a tudo quanto fizera seu pai. 2 Reis 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 2 Reis 1 1E DEPOIS da morte de Acabe, Moabe se rebelou contra Israel. 2E caiu Acazias pelas grades de um quarto alto, que tinha em Samaria, e adoeceu; e enviou mensageiros, e disselhes: Ide, e perguntai a Baal-Zebube, deus de Ecrom, se sararei desta doença. 3Mas o anjo do SENHOR disse a Elias, o tisbita: Levanta-te, sobe para te encontrares com os mensageiros do rei de Samaria, e dize-lhes: Porventura não há Deus em Israel, para irdes consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom? 4E por isso assim diz o SENHOR: Da cama, a que subiste, não descerás, mas sem falta morrerás. Então Elias partiu. 5E os mensageiros voltaram para ele; e ele lhes disse: Que há, que voltastes? 6E eles lhe disseram: Um homem saiu ao nosso encontro, e nos disse: Ide, voltai para o rei que vos mandou, e dizei-lhe: Assim diz o SENHOR: Porventura não há Deus em Israel, para que mandes consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom? Portanto da cama, a que subiste, não descerás, mas sem falta morrerás. 7E ele lhes disse: Qual era a aparência do homem que veio ao vosso encontro e vos falou estas palavras? 8E eles lhe disseram: Era um homem peludo, e com os lombos cingidos de um cinto de couro. Então disse ele: É Elias, o tisbita. 9Então o rei lhe enviou um capitão de cinqüenta com seus cinqüenta; e, subindo a ele (porque eis que estava assentado no cume do monte), disse-lhe: Homem de Deus, o rei diz: Desce. 10Mas Elias respondeu, e disse ao capitão de cinqüenta: Se eu, pois, sou homem de Deus, desça fogo do céu, e te consuma a ti e aos teus cinqüenta. Então fogo desceu do céu, e consumiu a ele e aos seus cinqüenta. 11E tornou o rei a enviar-lhe outro capitão de cinqüenta, com os seus cinqüenta; ele lhe respondeu, dizendo: Homem de Deus, assim diz o rei: Desce depressa. 12E respondeu Elias: Se eu sou homem de Deus, desça fogo do céu, e te consuma a ti e aos teus cinqüenta. Então o fogo de Deus desceu do céu, e o consumiu a ele e aos seus cinqüenta. 13E tornou a enviar um terceiro capitão de cinqüenta, com os seus cinqüenta; então subiu o capitão de cinqüenta e, chegando, pôs-se de joelhos diante de Elias, e suplicou-lhe, dizendo: Homem de Deus, seja, peço-te, preciosa aos teus olhos a minha vida, e a vida destes cinqüenta teus servos. 14Eis que fogo desceu do céu, e consumiu aqueles dois primeiros capitães de cinqüenta, com os seus cinqüenta; porém, agora seja preciosa aos teus olhos a minha vida. 15Então o anjo do SENHOR disse a Elias: Desce com este, não temas. E levantou-se, e desceu com ele ao rei. 16E disse-lhe: Assim diz o SENHOR: Por que enviaste mensageiros a consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom? Porventura é porque não há Deus em Israel, para consultar a sua palavra? Portanto desta cama, a que subiste, não descerás, mas certamente morrerás. 17Assim, pois, morreu, conforme a palavra do SENHOR, que Elias falara; e Jorão começou a reinar no seu lugar no ano segundo de Jeorão, filho de Jeosafá, rei de Judá; porquanto não tinha filho. 18O mais dos atos de Acazias, tudo quanto fez, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel? 2 Reis 2 1SUCEDEU que, quando o SENHOR estava para elevar a Elias num redemoinho ao céu, Elias partiu de Gilgal com Eliseu. 2E disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou a Betel. Porém Eliseu disse: Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que não te deixarei. E assim foram a Betel. 3Então os filhos dos profetas que estavam em Betel saíram ao encontro de Eliseu, e lhe disseram: Sabes que o SENHOR hoje tomará o teu senhor por sobre a tua cabeça? E ele disse: Também eu bem o sei; calai-vos. 4E Elias lhe disse: Eliseu, fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou a Jericó. Porém ele disse: Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que não te deixarei. E assim foram a Jericó. 5Então os filhos dos profetas que estavam em Jericó se chegaram a Eliseu, e lhe disseram: Sabes que o SENHOR hoje tomará o teu senhor por sobre a tua cabeça? E ele disse: Também eu bem o sei; calai-vos. 6E Elias disse: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou ao Jordão. Mas ele disse: Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que não te deixarei. E assim ambos foram juntos. 7E foram cinqüenta homens dos filhos dos profetas, e pararam defronte deles, de longe: e assim ambos pararam junto ao Jordão. 8Então Elias tomou a sua capa e a dobrou, e feriu as águas, as quais se dividiram para os dois lados; e passaram ambos em seco. 9Sucedeu que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim. 10E disse: Coisa difícil pediste; se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará, porém, se não, não se fará. 11E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho. 12O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel, e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e, pegando as suas vestes, rasgou-as em duas partes. 13Também levantou a capa de Elias, que dele caíra; e, voltando-se, parou à margem do Jordão. 14E tomou a capa de Elias, que dele caíra, e feriu as águas, e disse: Onde está o SENHOR Deus de Elias? Quando feriu as águas elas se dividiram de um ao outro lado; e Eliseu passou. 15Vendo-o, pois, os filhos dos profetas que estavam defronte em Jericó, disseram: O espírito de Elias repousa sobre Eliseu. E vieram-lhe ao encontro, e se prostraram diante dele em terra. 16E disseram-lhe: Eis que agora entre os teus servos há cinqüenta homens valentes; ora deixa-os ir para buscar a teu senhor; pode ser que o elevasse o Espírito do SENHOR e o lançasse em algum dos montes, ou em algum dos vales. Porém ele disse: Não os envieis. 17Mas eles insistiram com ele, até que, constrangido, disselhes: Enviai. E enviaram cinqüenta homens, que o buscaram três dias, porém não o acharam. 18Então voltaram para ele, pois ficara em Jericó; e disselhes: Eu não vos disse que não fôsseis? 19E os homens da cidade disseram a Eliseu: Eis que é boa a situação desta cidade, como o meu senhor vê; porém as águas são más, e a terra é estéril. 20E ele disse: Trazei-me um prato novo, e ponde nele sal. E lho trouxeram. 21Então saiu ele ao manancial das águas, e deitou sal nele; e disse: Assim diz o SENHOR: Sararei a estas águas; e não haverá mais nelas morte nem esterilidade. 22Ficaram, pois, sãs aquelas águas, até ao dia de hoje, conforme a palavra que Eliseu tinha falado. 23Então subiu dali a Betel; e, subindo ele pelo caminho, uns meninos saíram da cidade, e zombavam dele, e diziam-lhe: Sobe, calvo; sobe, calvo! 24E, virando-se ele para trás, os viu, e os amaldiçoou no nome do SENHOR; então duas ursas saíram do bosque, e despedaçaram quarenta e dois daqueles meninos. 25E dali foi para o monte Carmelo de onde voltou para Samaria. 2 Reis 3 1E JORÃO, filho de Acabe, começou a reinar sobre Israel, em Samaria, no décimo oitavo ano de Jeosafá, rei de Judá; e reinou doze anos. 2E fez o que era mau aos olhos do SENHOR; porém não como seu pai, nem como sua mãe; porque tirou a estátua de Baal, que seu pai fizera. 3Contudo aderiu aos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com que fizera Israel pecar; não se apartou deles. 4Então Mesa, rei dos moabitas, era criador de gado, e pagava de tributo, ao rei de Israel, cem mil cordeiros, e cem mil carneiros com a sua lã. 5Sucedeu, porém, que, morrendo Acabe, o rei dos moabitas se rebelou contra o rei de Israel. 6Por isso Jorão ao mesmo tempo saiu de Samaria, e fez revista de todo o Israel. 7E foi, e mandou dizer a Jeosafá, rei de Judá: O rei dos moabitas se rebelou contra mim; irás tu comigo à guerra contra os moabitas? E disse ele: Subirei; e eu serei como tu, o meu povo como o teu povo, e os meus cavalos como os teus cavalos. 8E ele disse: Por que caminho subiremos? Então disse ele: Pelo caminho do deserto de Edom. 9E partiram o rei de Israel, o rei de Judá e o rei de Edom; e andaram rodeando com uma marcha de sete dias, e não havia água para o exército e nem para o gado que os seguia. 10Então disse o rei de Israel: Ah! o SENHOR chamou a estes três reis, para entregá-los nas mãos dos moabitas. 11E disse Jeosafá: Não há aqui algum profeta do SENHOR, para que consultemos ao SENHOR por ele? Então respondeu um dos servos do rei de Israel, dizendo: Aqui está Eliseu, filho de Safate, que derramava água sobre as mãos de Elias. 12E disse Jeosafá: Está com ele a palavra do SENHOR. Então o rei de Israel, Jeosafá, e o rei de Edom desceram a ter com ele. 13Mas Eliseu disse ao rei de Israel: Que tenho eu contigo? Vai aos profetas de teu pai e aos profetas de tua mãe. Porém o rei de Israel lhe disse: Não, porque o SENHOR chamou a estes três reis para entregá-los nas mãos dos moabitas. 14E disse Eliseu: Vive o SENHOR dos Exércitos, em cuja presença estou, que se eu não respeitasse a presença de Jeosafá, rei de Judá, não olharia para ti nem te veria. 15Ora, pois, trazei-me um músico. E sucedeu que, tocando o músico, veio sobre ele a mão do SENHOR. 16E disse: Assim diz o SENHOR: Fazei neste vale muitas covas. 17Porque assim diz o SENHOR: Não vereis vento, e não vereis chuva; todavia este vale se encherá de tanta água, que bebereis vós, o vosso gado e os vossos animais. 18E ainda isto é pouco aos olhos do SENHOR; também entregará ele os moabitas nas vossas mãos. 19E ferireis a todas as cidades fortes, e a todas as cidades escolhidas, e todas as boas árvores cortareis, e entupireis todas as fontes de água, e danificareis com pedras todos os bons campos. 20E sucedeu que, pela manhã, oferecendo-se a oferta de alimentos, eis que vinham as águas pelo caminho de Edom; e a terra se encheu de água. 21Ouvindo, pois, todos os moabitas que os reis tinham subido para pelejarem contra eles, convocaram a todos os que estavam em idade de cingir cinto e daí para cima, e puseram-se às fronteiras. 22E, levantando-se de madrugada, e saindo o sol sobre as águas, viram os moabitas, defronte deles, as águas vermelhas como sangue. 23E disseram: Isto é sangue; certamente que os reis se destruíram à espada e se mataram um ao outro! Agora, pois, à presa, moabitas! 24Porém, chegando eles ao arraial de Israel, os israelitas se levantaram, e feriram os moabitas, os quais fugiram diante deles e ainda entraram nas suas terras, ferindo ali também os moabitas. 25E arrasaram as cidades, e cada um lançou a sua pedra em todos os bons campos, e os entulharam, e entupiram todas as fontes de água, e cortaram todas as boas árvores, até que só em Quir-Haresete deixaram ficar as pedras, mas os fundeiros a cercaram e a feriram. 26Mas, vendo o rei dos moabitas que a peleja prevalecia contra ele, tomou consigo setecentos homens que sacavam espada, para romperem contra o rei de Edom, porém não puderam. 27Então tomou a seu filho primogênito, que havia de reinar em seu lugar, e o ofereceu em holocausto sobre o muro; pelo que houve grande indignação em Israel; por isso retiraram-se dele, e voltaram para a sua terra. 2 Reis 4 1E UMA mulher, das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao SENHOR; e veio o credor, para levar os meus dois filhos para serem servos. 2E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite. 3Então disse ele: Vai, pede emprestadas, de todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas. 4Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite em todas aquelas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia. 5Partiu, pois, dele, e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam as vasilhas, e ela as enchia. 6E sucedeu que, cheias que foram as vasilhas, disse a seu filho: Traze-me ainda uma vasilha. Porém ele lhe disse: Não há mais vasilha alguma. Então o azeite parou. 7Então veio ela, e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele: Vai, vende o azeite, e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto. 8Sucedeu também um dia que, indo Eliseu a Suném, havia ali uma mulher importante, a qual o reteve para comer pão; e sucedeu que todas as vezes que passava por ali entrava para comer pão. 9E ela disse a seu marido: Eis que tenho observado que este que sempre passa por nós é um santo homem de Deus. 10Façamos-lhe, pois, um pequeno quarto junto ao muro, e ali lhe ponhamos uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; e há de ser que, vindo ele a nós, para ali se recolherá. 11E sucedeu que um dia ele chegou ali, e recolheu-se àquele quarto, e se deitou. 12Então disse ao seu servo Geazi: Chama esta sunamita. E chamando-a ele, ela se pôs diante dele. 13Porque ele tinha falado a Geazi: Dize-lhe: Eis que tu nos tens tratado com todo o desvelo; que se há de fazer por ti? Haverá alguma coisa de que se fale por ti ao rei, ou ao capitão do exército? E disse ela: Eu habito no meio do meu povo. 14Então disse ele: Que se há de fazer por ela? E Geazi disse: Ora ela não tem filho, e seu marido é velho. 15Por isso disse ele: Chama-a. E, chamando-a ele, ela se pôs à porta. 16E ele disse: A este tempo determinado, segundo o tempo da vida, abraçarás um filho. E disse ela: Não, meu senhor, homem de Deus, não mintas à tua serva. 17E concebeu a mulher, e deu à luz um filho, no tempo determinado, no ano seguinte, segundo Eliseu lhe dissera. 18E, crescendo o filho, sucedeu que um dia saiu para ter com seu pai, que estava com os segadores, 19E disse a seu pai: Ai, a minha cabeça! Ai, a minha cabeça! Então disse a um moço: Leva-o à sua mãe. 20E ele o tomou, e o levou à sua mãe; e esteve sobre os seus joelhos até ao meiodia, e morreu. 21E subiu ela, e o deitou sobre a cama do homem de Deus; e fechou a porta, e saiu. 22E chamou a seu marido, e disse: Mandame já um dos moços, e uma das jumentas, para que eu corra ao homem de Deus, e volte. 23E disse ele: Por que vais a ele hoje? Não é lua nova nem sábado. E ela disse: Tudo vai bem. 24Então albardou a jumenta, e disse ao seu servo: Guia e anda, e não te detenhas no caminhar, senão quando eu to disser. 25Partiu ela, pois, e foi ao homem de Deus, ao monte Carmelo; e sucedeu que, vendo-a o homem de Deus de longe, disse a Geazi, seu servo: Eis aí a sunamita. 26Agora, pois, corre-lhe ao encontro e dize-lhe: Vai bem contigo? Vai bem com teu marido? Vai bem com teu filho? E ela disse: Vai bem. 27Chegando ela, pois, ao homem de Deus, ao monte, pegou nos seus pés; mas chegou Geazi para retirá-la; disse porém o homem de Deus: Deixa-a, porque a sua alma está triste de amargura, e o SENHOR me encobriu, e não me manifestou. 28E disse ela: Pedi eu a meu senhor algum filho? Não disse eu: Não me enganes? 29E ele disse a Geazi: Cinge os teus lombos, toma o meu bordão na tua mão, e vai; se encontrares alguém não o saúdes, e se alguém te saudar, não lhe respondas; e põe o meu bordão sobre o rosto do menino. 30Porém disse a mãe do menino: Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que não te hei de deixar. Então ele se levantou, e a seguiu. 31E Geazi passou adiante deles, e pôs o bordão sobre o rosto do menino; porém não havia nele voz nem sentido; e voltou a encontrar-se com ele, e lhe trouxe aviso, dizendo: O menino não despertou. 32E, chegando Eliseu àquela casa, eis que o menino jazia morto sobre a sua cama. 33Então entrou ele, e fechou a porta sobre eles ambos, e orou ao SENHOR. 34E subiu à cama e deitou-se sobre o menino, e, pondo a sua boca sobre a boca dele, e os seus olhos sobre os olhos dele, e as suas mãos sobre as mãos dele, se estendeu sobre ele; e a carne do menino aqueceu. 35Depois desceu, e andou naquela casa de uma parte para a outra, e tornou a subir, e se estendeu sobre ele, então o menino espirrou sete vezes, e abriu os olhos. 36Então chamou a Geazi, e disse: Chama esta sunamita. E chamou-a, e veio a ele. E disse ele: Toma o teu filho. 37E entrou ela, e se prostrou a seus pés, e se inclinou à terra; e tomou o seu filho e saiu. 38E, voltando Eliseu a Gilgal, havia fome naquela terra, e os filhos dos profetas estavam assentados na sua presença; e disse ao seu servo: Põe a panela grande ao lume, e faze um caldo de ervas para os filhos dos profetas. 39Então um deles saiu ao campo a apanhar ervas, e achou uma parra brava, e colheu dela enchendo a sua capa de colocíntidas; e veio, e as cortou na panela do caldo; porque não as conheciam. 40Assim deram de comer para os homens. E sucedeu que, comendo eles daquele caldo, clamaram e disseram: Homem de Deus, há morte na panela. Não puderam comer. 41Porém ele disse: Trazei farinha. E deitou-a na panela, e disse: Dai de comer ao povo. E já não havia mal nenhum na panela. 42E um homem veio de Baal-Salisa, e trouxe ao homem de Deus pães das primícias, vinte pães de cevada, e espigas verdes na sua palha, e disse: Dá ao povo, para que coma. 43Porém seu servo disse: Como hei de pôr isto diante de cem homens? E disse ele: Dá ao povo, para que coma; porque assim diz o SENHOR: Comerão, e sobejará. 44Então lhos pôs diante, e comeram e ainda sobrou, conforme a palavra do SENHOR. 2 Reis 5 1E NAAMÃ, capitão do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu senhor, e de muito respeito; porque por ele o SENHOR dera livramento aos sírios; e era este homem herói valoroso, porém leproso. 2E saíram tropas da Síria, da terra de Israel, e levaram presa uma menina que ficou ao serviço da mulher de Naamã. 3E disse esta à sua senhora: Antes o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra. 4Então foi Naamã e notificou ao seu senhor, dizendo: Assim e assim falou a menina que é da terra de Israel. 5Então disse o rei da Síria: Vai, anda, e enviarei uma carta ao rei de Israel. E foi, e tomou na sua mão dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupas. 6E levou a carta ao rei de Israel, dizendo: Logo, em chegando a ti esta carta, saibas que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o cures da sua lepra. 7E sucedeu que, lendo o rei de Israel a carta, rasgou as suas vestes, e disse: Sou eu Deus, para matar e para vivificar, para que este envie a mim um homem, para que eu o cure da sua lepra? Pelo que deveras notai, peço-vos, e vede que busca ocasião contra mim. 8Sucedeu, porém, que, ouvindo Eliseu, homem de Deus, que o rei de Israel rasgara as suas vestes, mandou dizer ao rei: Por que rasgaste as tuas vestes? Deixa-o vir a mim, e saberá que há profeta em Israel. 9Veio, pois, Naamã com os seus cavalos, e com o seu carro, e parou à porta da casa de Eliseu. 10Então Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, e lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será curada e ficarás purificado. 11Porém, Naamã muito se indignou, e se foi, dizendo: Eis que eu dizia comigo: Certamente ele sairá, pôr-se-á em pé, invocará o nome do SENHOR seu Deus, e passará a sua mão sobre o lugar, e restaurará o leproso. 12Não são porventura Abana e Farpar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Não me poderia eu lavar neles, e ficar purificado? E voltouse, e se foi com indignação. 13Então chegaram-se a ele os seus servos, e lhe falaram, e disseram: Meu pai, se o profeta te dissesse alguma grande coisa, porventura não a farias? Quanto mais, dizendo-te ele: Lava-te, e ficarás purificado. 14Então desceu, e mergulhou no Jordão sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus; e a sua carne tornou-se como a carne de um menino, e ficou purificado. 15Então voltou ao homem de Deus, ele e toda a sua comitiva, e chegando, pôs-se diante dele, e disse: Eis que agora sei que em toda a terra não há Deus senão em Israel; agora, pois, peço-te que aceites uma bênção do teu servo. 16Porém ele disse: Vive o SENHOR, em cuja presença estou, que não a aceitarei. E instou com ele para que a aceitasse, mas ele recusou. 17E disse Naamã: Se não queres, dê-se a este teu servo uma carga de terra que baste para carregar duas mulas; porque nunca mais oferecerá este teu servo holocausto nem sacrifício a outros deuses, senão ao SENHOR. 18Nisto perdoe o SENHOR a teu servo; quando meu senhor entrar na casa de Rimom para ali adorar, e ele se encostar na minha mão, e eu também tenha de me encurvar na casa de Rimom; quando assim me encurvar na casa de Rimom, nisto perdoe o SENHOR a teu servo. 19E ele lhe disse: Vai em paz. E foi dele a uma pequena distância. 20Então Geazi, servo de Eliseu, homem de Deus, disse: Eis que meu senhor poupou a este sírio Naamã, não recebendo da sua mão alguma coisa do que trazia; porém, vive o SENHOR que hei de correr atrás dele, e receber dele alguma coisa. 21E foi Geazi a alcançar Naamã; e Naamã, vendo que corria atrás dele, desceu do carro a encontrá-lo, e disse-lhe: Vai tudo bem? 22E ele disse: Tudo vai bem; meu senhor me mandou dizer: Eis que agora mesmo vieram a mim dois jovens dos filhos dos profetas da montanha de Efraim; dálhes, pois, um talento de prata e duas mudas de roupas. 23E disse Naamã: Sê servido tomar dois talentos. E instou com ele, e amarrou dois talentos de prata em dois sacos, com duas mudas de roupas; e pô-los sobre dois dos seus servos, os quais os levaram diante dele. 24E, chegando ele a certa altura, tomou-os das suas mãos, e os depositou na casa; e despediu aqueles homens, e foram-se. 25Então ele entrou, e pôs-se diante de seu senhor. E disse-lhe Eliseu: Donde vens, Geazi? E disse: Teu servo não foi nem a uma nem a outra parte. 26Porém ele lhe disse: Porventura não foi contigo o meu coração, quando aquele homem voltou do seu carro a encontrar-te? Era a ocasião para receberes prata, e para tomares roupas, olivais e vinhas, ovelhas e bois, servos e servas? 27Portanto a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua descendência para sempre. Então saiu de diante dele leproso, branco como a neve. 2 Reis 6 1E DISSERAM os filhos dos profetas a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face, nos é estreito. 2Vamos, pois, até ao Jordão e tomemos de lá, cada um de nós, uma viga, e façamo-nos ali um lugar para habitar. E disse ele: Ide. 3E disse um: Serve-te de ires com os teus servos. E disse: Eu irei. 4E foi com eles; e, chegando eles ao Jordão, cortaram madeira. 5E sucedeu que, derrubando um deles uma viga, o ferro caiu na água; e clamou, e disse: Ai, meu senhor! ele era emprestado. 6E disse o homem de Deus: Onde caiu? E mostrando-lhe ele o lugar, cortou um pau, e o lançou ali, e fez flutuar o ferro. 7E disse: Levanta-o. Então ele estendeu a sua mão e o tomou. 8E o rei da Síria fazia guerra a Israel; e consultou com os seus servos, dizendo: Em tal e tal lugar estará o meu acampamento. 9Mas o homem de Deus enviou ao rei de Israel, dizendo: Guarda-te de passares por tal lugar; porque os sírios desceram ali. 10Por isso o rei de Israel enviou àquele lugar, de que o homem de Deus lhe dissera, e de que o tinha avisado, e se guardou ali, não uma nem duas vezes. 11Então se turbou com este incidente o coração do rei da Síria, chamou os seus servos, e lhes disse: Não me fareis saber quem dos nossos é pelo rei de Israel? 12E disse um dos servos: Não, ó rei meu senhor; mas o profeta Eliseu, que está em Israel, faz saber ao rei de Israel as palavras que tu falas no teu quarto de dormir. 13E ele disse: Vai, e vê onde ele está, para que envie, e mande trazê-lo. E fizeram-lhe saber, dizendo: Eis que está em Dotã. 14Então enviou para lá cavalos, e carros, e um grande exército, os quais chegaram de noite, e cercaram a cidade. 15E o servo do homem de Deus se levantou muito cedo e saiu, e eis que um exército tinha cercado a cidade com cavalos e carros; então o seu servo lhe disse: Ai, meu senhor! Que faremos? 16E ele disse: Não temas; porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles. 17E orou Eliseu, e disse: SENHOR, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o SENHOR abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu. 18E, como desceram a ele, Eliseu orou ao SENHOR e disse: Fere, peço-te, esta gente de cegueira. E feriu-a de cegueira, conforme a palavra de Eliseu. 19Então Eliseu lhes disse: Não é este o caminho, nem é esta a cidade; segui-me, e guiar-vos-ei ao homem que buscais. E os guiou a Samaria. 20E sucedeu que, chegando eles a Samaria, disse Eliseu: Ó SENHOR, abre a estes os olhos para que vejam. O SENHOR lhes abriu os olhos, para que vissem, e eis que estavam no meio de Samaria. 21E, quando o rei de Israel os viu, disse a Eliseu: Feri-los-ei, feri-los-ei, meu pai? 22Mas ele disse: Não os ferirás; feririas tu os que tomasses prisioneiros com a tua espada e com o teu arco? Põe-lhes diante pão e água, para que comam e bebam, e se vão para seu senhor. 23E apresentou-lhes um grande banquete, e comeram e beberam; e os despediu e foram para seu senhor; e não entraram mais tropas de sírios na terra de Israel. 24E sucedeu, depois disto, que Ben-Hadade, rei da Síria, ajuntou todo o seu exército; e subiu e cercou a Samaria. 25E houve grande fome em Samaria, porque eis que a cercaram, até que se vendeu uma cabeça de um jumento por oitenta peças de prata, e a quarta parte de um cabo de esterco de pombas por cinco peças de prata. 26E sucedeu que, passando o rei pelo muro, uma mulher lhe bradou, dizendo: Acode-me, ó rei meu senhor. 27E ele lhe disse: Se o SENHOR te não acode, donde te acudirei eu? Da eira ou do lagar? 28Disse-lhe mais o rei: Que tens? E disse ela: Esta mulher me disse: Dá cá o teu filho, para que hoje o comamos, e amanhã comeremos o meu filho. 29Cozemos, pois, o meu filho, e o comemos; mas dizendo-lhe eu ao outro dia: Dá cá o teu filho, para que o comamos; escondeu o seu filho. 30E sucedeu que, ouvindo o rei as palavras desta mulher, rasgou as suas vestes, e ia passando pelo muro; e o povo viu que o rei trazia cilício por dentro, sobre a sua carne, 31E disse: Assim me faça Deus, e outro tanto, se a cabeça de Eliseu, filho de Safate, hoje ficar sobre ele. 32Estava então Eliseu assentado em sua casa, e também os anciãos estavam assentados com ele. E enviou o rei um homem adiante de si; mas, antes que o mensageiro viesse a ele, disse ele aos anciãos: Vistes como o filho do homicida mandou tirar-me a cabeça? Olhai pois que, quando vier o mensageiro, fechai-lhe a porta, e empurrai-o para fora com a porta; porventura não vem, após ele, o ruído dos pés de seu senhor? 33E, estando ele ainda falando com eles, eis que o mensageiro descia a ele; e disse: Eis que este mal vem do SENHOR, que mais, pois, esperaria do SENHOR? 2 Reis 7 1ENTÃO disse Eliseu: Ouvi a palavra do SENHOR; assim diz o SENHOR: Amanhã, quase a este tempo, haverá uma medida de farinha por um siclo, e duas medidas de cevada por um siclo, à porta de Samaria. 2Porém um senhor, em cuja mão o rei se encostava, respondeu ao homem de Deus e disse: Eis que ainda que o SENHOR fizesse janelas no céu, poder-se-ia fazer isso? E ele disse: Eis que o verás com os teus olhos, porém disso não comerás. 3E quatro homens leprosos estavam à entrada da porta, os quais disseram uns aos outros: Para que estaremos nós aqui até morrermos? 4Se dissermos: Entremos na cidade, há fome na cidade, e morreremos aí; e se ficarmos aqui, também morreremos. Vamos nós, pois, agora, e passemos para o arraial dos sírios; se nos deixarem viver, viveremos, e se nos matarem, tãosomente morreremos. 5E levantaram-se ao crepúsculo, para irem ao arraial dos sírios; e, chegando à entrada do arraial dos sírios, eis que não havia ali ninguém. 6Porque o Senhor fizera ouvir no arraial dos sírios ruído de carros e ruído de cavalos, como o ruído de um grande exército; de maneira que disseram uns aos outros: Eis que o rei de Israel alugou contra nós os reis dos heteus e os reis dos egípcios, para virem contra nós. 7Por isso se levantaram, e fugiram no crepúsculo, e deixaram as suas tendas, os seus cavalos, os seus jumentos e o arraial como estava; e fugiram para salvarem a sua vida. 8Chegando, pois, estes leprosos à entrada do arraial, entraram numa tenda, e comeram, beberam e tomaram dali prata, ouro e roupas, e foram e os esconderam; então voltaram, e entraram em outra tenda, e dali também tomaram alguma coisa e a esconderam. 9Então disseram uns para os outros: Não fazemos bem; este dia é dia de boas novas, e nos calamos; se esperarmos até à luz da manhã, algum mal nos sobrevirá; por isso agora vamos, e o anunciaremos à casa do rei. 10Vieram, pois, e bradaram aos porteiros da cidade, e lhes anunciaram, dizendo: Fomos ao arraial dos sírios e eis que lá não havia ninguém, nem voz de homem, porém só cavalos atados, jumentos atados, e as tendas como estavam. 11E chamaram os porteiros, e o anunciaram dentro da casa do rei. 12E o rei se levantou de noite, e disse a seus servos: Agora vos farei saber o que é que os sírios nos fizeram; bem sabem eles que esfaimados estamos, pelo que saíram do arraial, a esconder-se pelo campo, dizendo: Quando saírem da cidade, então os tomaremos vivos, e entraremos na cidade. 13Então um dos seus servos respondeu e disse: Tomem-se, pois, cinco dos cavalos que restam aqui dentro (eis que são como toda a multidão dos israelitas que ficaram aqui; e eis que são como toda a multidão dos israelitas que já pereceram) e enviemo-los, e vejamos. 14Tomaram, pois, dois cavalos de carro; e o rei os enviou com mensageiros após o exército dos sírios, dizendo: Ide, e vede. 15E foram após eles até ao Jordão, e eis que todo o caminho estava cheio de roupas e de aviamentos que os sírios, apressando-se, lançaram fora; e voltaram os mensageiros e o anunciaram ao rei. 16Então saiu o povo, e saqueou o arraial dos sírios; e havia uma medida de farinha por um siclo, e duas medidas de cevada por um siclo, conforme a palavra do SENHOR. 17E pusera o rei à porta o senhor em cuja mão se encostava; e o povo o atropelou na porta, e morreu, como falara o homem de Deus, o que falou quando o rei descera a ele. 18Porque assim sucedeu como o homem de Deus falara ao rei dizendo: Amanhã, quase a este tempo, haverá duas medidas de cevada por um siclo, e uma medida de farinha por um siclo, à porta de Samaria. 19E aquele senhor respondeu ao homem de Deus, e disse: Eis que ainda que o SENHOR fizesse janelas no céu poderia isso suceder? E ele disse: Eis que o verás com os teus olhos, porém dali não comerás. 20E assim lhe sucedeu, porque o povo o atropelou à porta, e morreu. 2 Reis 8 1E FALOU Eliseu àquela mulher cujo filho ele ressuscitara, dizendo: Levanta-te e vai, tu e a tua família, e peregrina onde puderes peregrinar; porque o SENHOR chamou a fome, a qual também virá à terra por sete anos. 2E levantou-se a mulher, e fez conforme a palavra do homem de Deus; porque foi ela com a sua família, e peregrinou na terra dos filisteus sete anos. 3E sucedeu que, ao fim dos sete anos, a mulher voltou da terra dos filisteus, e saiu a clamar ao rei pela sua casa e pelas suas terras. 4Ora o rei falava a Geazi, servo do homem de Deus, dizendo: Conta-me, peço-te, todas as grandes obras que Eliseu tem feito. 5E sucedeu que, contando ele ao rei como ressuscitara a um morto, eis que a mulher cujo filho ressuscitara clamou ao rei pela sua casa e pelas suas terras. Então disse Geazi: Ó rei meu senhor, esta é a mulher, e este o seu filho a quem Eliseu ressuscitou. 6E o rei perguntou à mulher, e ela lho contou. Então o rei lhe deu um oficial, dizendo: Faze-lhe restituir tudo quanto era seu, e todas as rendas das terras desde o dia em que deixou a terra até agora. 7Depois veio Eliseu a Damasco, estando Ben-Hadade, rei da Síria, doente; e lho anunciaram, dizendo: O homem de Deus é chegado aqui. 8Então o rei disse a Hazael: Toma um presente na tua mão, e vai a encontrar-te com o homem de Deus; e pergunta por ele ao SENHOR, dizendo: Hei de sarar desta doença? 9Foi, pois, Hazael a encontrar-se com ele, e tomou um presente na sua mão, a saber: de tudo o que de bom havia em Damasco, quarenta camelos carregados; e veio, e se pôs diante dele e disse: Teu filho Ben-Hadade, rei da Síria, me enviou a ti, a dizer: Sararei eu desta doença? 10E Eliseu lhe disse: Vai, e dize-lhe: Certamente viverás. Porém, o SENHOR me tem mostrado que certamente morrerá. 11E afirmou a sua vista, e fitou os olhos nele até se envergonhar; e o homem de Deus chorou. 12Então disse Hazael: Por que chora o meu senhor? E ele disse: Porque sei o mal que hás de fazer aos filhos de Israel; porás fogo às suas fortalezas, e os seus jovens matarás à espada, e os seus meninos despedaçarás, e as suas mulheres grávidas fenderás. 13E disse Hazael: Pois, que é teu servo, que não é mais do que um cão, para fazer tão grande coisa? E disse Eliseu: O SENHOR me tem mostrado que tu hás de ser rei da Síria. 14Então partiu de Eliseu, e foi a seu senhor, o qual lhe disse: Que te disse Eliseu? E disse ele: Disseme que certamente viverás. 15E sucedeu que no outro dia tomou um cobertor e o molhou na água, e o estendeu sobre o seu rosto, e morreu; e Hazael reinou em seu lugar. 16E no ano quinto de Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, reinando ainda Jeosafá em Judá, começou a reinar Jeorão, filho de Jeosafá, rei de Judá. 17Era ele da idade de trinta e dois anos quando começou a reinar, e oito anos reinou em Jerusalém. 18E andou no caminho dos reis de Israel, como também fizeram os da casa de Acabe, porque tinha por mulher a filha de Acabe, e fez o que era mal aos olhos do SENHOR. 19Porém o SENHOR não quis destruir a Judá por amor de Davi, seu servo, como lhe tinha falado que lhe daria, para sempre, uma lâmpada, a ele e a seus filhos. 20Nos seus dias se rebelaram os edomitas, contra o mando de Judá, e puseram sobre si um rei. 21Por isso Jeorão passou a Zair, e todos os carros com ele; e ele se levantou de noite, e feriu os edomitas que estavam ao redor dele, e os capitães dos carros; e o povo foi para as suas tendas. 22Todavia os edomitas ficaram rebeldes, contra o mando de Judá, até ao dia de hoje; então, no mesmo tempo, Libna também se rebelou. 23O mais dos atos de Jeorão, e tudo quanto fez, porventura não está escrito no livro das crônicas de Judá? 24E Jeorão dormiu com seus pais, e foi sepultado com seus pais na cidade de Davi; e Acazias, seu filho, reinou em seu lugar. 25No ano doze de Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, começou a reinar Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá. 26Era Acazias de vinte e dois anos de idade quando começou a reinar, e reinou um ano em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Atalia, filha de Onri, rei de Israel. 27E andou no caminho da casa de Acabe, e fez o que era mal aos olhos do SENHOR, como a casa de Acabe, porque era genro da casa de Acabe. 28E foi com Jorão, filho de Acabe, a Ramote de Gileade, à peleja contra Hazael, rei da Síria; e os sírios feriram a Jorão. 29Então voltou o rei Jorão para se curar, em Jizreel, das feridas que os sírios lhe fizeram em Ramá, quando pelejou contra Hazael, rei da Síria; e desceu Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá, para ver a Jorão, filho de Acabe, em Jizreel, porquanto estava doente. 2 Reis 9 1ENTÃO o profeta Eliseu chamou um dos filhos dos profetas, e lhe disse: Cinge os teus lombos; e toma este vaso de azeite na tua mão, e vai a Ramote de Gileade; 2E, chegando lá, vê onde está Jeú, filho de Jeosafá, filho de Ninsi; entra, e faze que ele se levante do meio de seus irmãos, e leva-o à câmara interior. 3E toma o vaso de azeite, e derrama-o sobre a sua cabeça, e dize: Assim diz o SENHOR: Ungi-te rei sobre Israel. Então abre a porta, foge, e não te detenhas. 4Foi, pois, o moço, o jovem profeta, a Ramote de Gileade. 5E, entrando ele, eis que os capitães do exército estavam assentados ali; e disse: Capitão, tenho uma palavra que te dizer. E disse Jeú: A qual de todos nós? E disse: A ti, capitão! 6Então se levantou, entrou na casa, e derramou o azeite sobre a sua cabeça, e disse: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Ungi-te rei sobre o povo do SENHOR, sobre Israel. 7E ferirás a casa de Acabe, teu senhor, para que eu vingue o sangue de meus servos, os profetas, e o sangue de todos os servos do SENHOR, da mão de Jezabel. 8E toda a casa de Acabe perecerá; destruirei de Acabe todo o homem, tanto o encerrado como o absolvido em Israel. 9Porque à casa de Acabe hei de fazer como à casa de Jeroboão, filho de Nebate, e como à casa de Baasa, filho de Aías. 10E os cães comerão a Jezabel no pedaço de campo de Jizreel; não haverá quem a enterre. Então abriu a porta e fugiu. 11E, saindo Jeú aos servos de seu senhor, disseram-lhe: Vai tudo bem? Por que veio a ti este louco? E ele lhes disse: Bem conheceis o homem e o seu falar. 12Mas eles disseram: É mentira; agora faze-nos saber. E disse: Assim e assim me falou, a saber: Assim diz o SENHOR: Ungi-te rei sobre Israel. 13Então se apressaram, tomando cada um a sua roupa puseram debaixo dele, no mais alto degrau; e tocaram a buzina e disseram: Jeú reina! 14Assim Jeú, filho de Jeosafá, filho de Ninsi, conspirou contra Jorão. Tinha, porém, Jorão cercado a Ramote de Gileade, ele e todo o Israel, por causa de Hazael, rei da Síria. 15Porém o rei Jorão voltou para se curar em Jizreel das feridas que os sírios lhe fizeram, quando pelejou contra Hazael, rei da Síria. E disse Jeú: Se é da vossa vontade, ninguém saia da cidade, nem escape, para ir denunciar isto em Jizreel. 16Então Jeú subiu a um carro, e foi a Jizreel, porque Jorão estava deitado ali; e também Acazias, rei de Judá, descera para ver a Jorão. 17E o atalaia estava na torre de Jizreel, e viu a tropa de Jeú, que vinha, e disse: Vejo uma tropa. Então disse Jorão: Toma um cavaleiro, e envia-lho ao encontro; e diga: Há paz? 18E o cavaleiro lhe foi ao encontro, e disse: Assim diz o rei: Há paz? E disse Jeú: Que tens tu que fazer com a paz? Passa-te para trás de mim. E o atalaia o fez saber, dizendo: Chegou a eles o mensageiro, porém não volta. 19Então enviou outro cavaleiro; e, chegando este a eles, disse: Assim diz o rei: Há paz? E disse Jeú: Que tens tu que fazer com a paz? Passa-te para trás de mim. 20E o atalaia o fez saber, dizendo: Também este chegou a eles, porém não volta; e o andar parece como o andar de Jeú, filho de Ninsi, porque anda furiosamente. 21Então disse Jorão: Aparelha o carro. E aparelharam o seu carro. E saiu Jorão, rei de Israel, e Acazias, rei de Judá, cada um em seu carro, e saíram ao encontro de Jeú, e o acharam no pedaço de campo de Nabote, o jizreelita. 22E sucedeu que, vendo Jorão a Jeú, disse: Há paz, Jeú? E disse ele: Que paz, enquanto as prostituições da tua mãe Jezabel e as suas feitiçarias são tantas? 23Então Jorão voltou as mãos e fugiu; e disse a Acazias: Traição há, Acazias. 24Mas Jeú entesou o seu arco com toda a força, e feriu a Jorão entre os braços, e a flecha lhe saiu pelo coração; e ele caiu no seu carro. 25Então Jeú disse a Bidcar, seu capitão: Toma-o, lança-o no pedaço do campo de Nabote, o jizreelita; porque, lembra-te de que, indo eu e tu juntos a cavalo após seu pai, Acabe, o SENHOR pôs sobre ele esta sentença, dizendo: 26Por certo vi ontem, à tarde, o sangue de Nabote e o sangue de seus filhos, diz o SENHOR; e neste mesmo campo te retribuirei, diz o SENHOR. Agora, pois, toma-o e lança-o neste campo, conforme a palavra do SENHOR. 27O que vendo Acazias, rei de Judá, fugiu pelo caminho da casa do jardim; porém Jeú o perseguiu dizendo: Feri também a este; e o feriram no carro à subida de Gur, que está junto a Ibleão. E fugiu a Megido, e morreu ali. 28E seus servos o levaram num carro a Jerusalém, e o sepultaram na sua sepultura junto a seus pais, na cidade de Davi. 29 (E no ano undécimo de Jorão, filho de Acabe, começou Acazias a reinar sobre Judá). 30Depois Jeú veio a Jizreel, o que ouvindo Jezabel, pintou-se em volta dos olhos, enfeitou a sua cabeça, e olhou pela janela. 31E, entrando Jeú pelas portas, disse ela: Teve paz Zinri, que matou a seu senhor? 32E levantou ele o rosto para a janela e disse: Quem é comigo? quem? E dois ou três eunucos olharam para ele. 33Então disse ele: Lançai-a daí abaixo. E lançaram-na abaixo; e foram salpicados com o seu sangue a parede e os cavalos, e Jeú a atropelou. 34Entrando ele e havendo comido e bebido, disse: Olhai por aquela maldita, e sepultai-a, porque é filha de rei. 35E foram para a sepultar; porém não acharam dela senão somente a caveira, os pés e as palmas das mãos. 36Então voltaram, e lho fizeram saber; e ele disse: Esta é a palavra do SENHOR, a qual falou pelo ministério de Elias, o tisbita, seu servo, dizendo: No pedaço do campo de Jizreel os cães comerão a carne de Jezabel. 37E o cadáver de Jezabel será como esterco sobre o campo, na herdade de Jizreel; de modo que não se possa dizer: Esta é Jezabel. 2 Reis 10 1E ACABE tinha setenta filhos em Samaria. Jeú escreveu cartas, e as enviou a Samaria, aos chefes de Jizreel, aos anciãos e aos aios dos filhos de Acabe, dizendo: 2Logo, em chegando a vós esta carta, pois estão convosco os filhos de vosso senhor, como também os carros, os cavalos, a cidade fortalecida e as armas, 3Olhai pelo melhor e mais reto dos filhos de vosso senhor, o qual ponde sobre o trono de seu pai, e pelejai pela casa de vosso senhor. 4Porém eles temeram muitíssimo, e disseram: Eis que dois reis não puderam resistir a ele; como, pois, poderemos nós resistir-lhe? 5Então o que tinha cargo da casa, e o que tinha cargo da cidade, os anciãos e os aios mandaram dizer a Jeú: Teus servos somos, e tudo quanto nos disseres faremos; a ninguém constituiremos rei; faze o que parecer bom aos teus olhos. 6Então segunda vez lhes escreveu outra carta, dizendo: Se fordes meus, e ouvirdes a minha voz, tomai as cabeças dos homens, filhos de vosso senhor, e vinde a mim amanhã, a este tempo, a Jizreel (os filhos do rei, setenta homens, estavam com os grandes da cidade, que os mantinham). 7Sucedeu que, chegada a eles a carta, tomaram os filhos do rei, e os mataram, setenta homens e puseram as suas cabeças nuns cestos, e lhas mandaram a Jizreel. 8E um mensageiro veio, e lhe anunciou dizendo: Trouxeram as cabeças dos filhos do rei. E ele disse: Ponde-as em dois montões à entrada da porta, até amanhã. 9E sucedeu que, pela manhã, saindo ele, parou, e disse a todo o povo: Vós sois justos; eis que eu conspirei contra o meu senhor, e o matei; mas quem feriu a todos estes? 10Sabei, pois, agora que, da palavra do SENHOR que o SENHOR falou contra a casa de Acabe, nada cairá em terra, porque o SENHOR tem feito o que falou pelo ministério de seu servo Elias. 11Também Jeú feriu a todos os restantes da casa de Acabe em Jizreel, como também a todos os seus grandes, os seus conhecidos e seus sacerdotes, até não deixar nenhum restante. 12Então se levantou e partiu, e foi a Samaria. E, estando no caminho, em BeteEquede dos pastores, 13Jeú achou os irmãos de Acazias, rei de Judá, e disse: Quem sois vós? E eles disseram: Os irmãos de Acazias somos; e descemos a saudar os filhos do rei e os filhos da rainha. 14Então disse ele: Apanhai-os vivos. E eles os apanharam vivos, e os mataram junto ao poço de Bete-Equede, quarenta e dois homens; e a nenhum deles deixou ficar. 15E, partindo dali, encontrou a Jonadabe, filho de Recabe, que lhe vinha ao encontro, o qual saudou e lhe disse: Reto é o teu coração para comigo, como o meu o é para contigo? E disse Jonadabe: É. Então, se é, dá-me a mão. E deu-lhe a mão, e Jeú fê-lo subir consigo ao carro. 16E disse: Vai comigo, e verás o meu zelo para com o SENHOR. E o puseram no seu carro. 17E, chegando a Samaria, feriu a todos os que ficaram de Acabe em Samaria, até que os destruiu, conforme a palavra que o SENHOR dissera a Elias. 18E ajuntou Jeú a todo o povo, e disse-lhe: Pouco serviu Acabe a Baal; Jeú, porém, muito o servirá. 19Por isso chamai-me agora todos os profetas de Baal, todos os seus servos e todos os seus sacerdotes; não falte nenhum, porque tenho um grande sacrifício a Baal; todo aquele que faltar não viverá. Porém Jeú fazia isto com astúcia, para destruir os servos de Baal. 20Disse mais Jeú: Consagrai a Baal uma assembléia solene. E a apregoaram. 21Também Jeú enviou por todo o Israel; e vieram todos os servos de Baal, e nenhum homem deles ficou que não viesse; e entraram na casa de Baal, e encheu-se a casa de Baal, de um lado ao outro. 22Então disse ao que tinha cargo das vestimentas: Tira as vestimentas para todos os servos de Baal. E ele lhes tirou para fora as vestimentas. 23E entrou Jeú com Jonadabe, filho de Recabe, na casa de Baal, e disse aos servos de Baal: Examinai, e vede bem, que porventura nenhum dos servos do SENHOR aqui haja convosco, senão somente os servos de Baal. 24E, entrando eles a fazerem sacrifícios e holocaustos, Jeú preparou da parte de fora oitenta homens, e disselhes: Se escapar algum dos homens que eu entregar em vossas mãos, a vossa vida será pela vida dele. 25E sucedeu que, acabando de fazer o holocausto, disse Jeú aos da sua guarda e aos capitães: Entrai, feri-os, não escape nenhum. E os feriram ao fio da espada; e os da guarda e os capitães os lançaram fora, e entraram no mais interior da casa de Baal. 26E tiraram as estátuas da casa de Baal, e as queimaram. 27Também quebraram a estátua de Baal; e derrubaram a casa de Baal, e fizeram dela latrinas, até ao dia de hoje. 28E assim Jeú destruiu a Baal de Israel. 29Porém não se apartou Jeú de seguir os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com que fez pecar a Israel, a saber: dos bezerros de ouro, que estavam em Betel e em Dã. 30Por isso disse o SENHOR a Jeú: Porquanto bem agiste em fazer o que é reto aos meus olhos e, conforme tudo quanto eu tinha no meu coração, fizeste à casa de Acabe, teus filhos, até à quarta geração, se assentarão no trono de Israel. 31Mas Jeú não teve cuidado de andar com todo o seu coração na lei do SENHOR Deus de Israel, nem se apartou dos pecados de Jeroboão, com que fez pecar a Israel. 32Naqueles dias começou o SENHOR a diminuir os termos de Israel; porque Hazael os feriu em todas as fronteiras de Israel. 33Desde o Jordão até ao nascente do sol, a toda a terra de Gileade; os gaditas, os rubenitas e os manassitas, desde Aroer, que está junto ao ribeiro de Arnom, a saber, Gileade e Basã. 34Ora o mais dos atos de Jeú, tudo quanto fez e todo o seu poder, porventura não está escrito no livro das crônicas de Israel? 35E Jeú dormiu com seus pais, e o sepultaram em Samaria; e Jeoacaz, seu filho, reinou em seu lugar. 36E os dias que Jeú reinou sobre Israel, em Samaria, foram vinte e oito anos. 2 Reis 11 1VENDO, pois, Atalia, mãe de Acazias, que seu filho era morto, levantou-se, e destruiu toda a descendência real. 2Mas Jeoseba, filha do rei Jorão, irmã de Acazias, tomou a Joás, filho de Acazias, furtando-o dentre os filhos do rei, aos quais matavam, e o pôs, a ele e à sua ama na recâmara, e o escondeu de Atalia, e assim não o mataram. 3E esteve com ela escondido na casa do SENHOR seis anos; e Atalia reinava sobre o país. 4E no sétimo ano enviou Joiada, e tomou os centuriões, com os capitães, e com os da guarda, e os colocou consigo na casa do SENHOR; e fez com eles uma aliança e ajuramentou-os na casa do SENHOR; e mostrou-lhes o filho do rei. 5E deu-lhes ordem, dizendo: Isto é o que haveis de fazer: Uma terça parte de vós, que entrais no sábado, fará a guarda da casa do rei. 6E outra terça parte estará à porta de Sur; e a outra terça parte à porta detrás dos da guarda; assim fareis a guarda desta casa, afastando a todos. 7E as duas partes de vós, a saber, todos os que saem no sábado, farão a guarda da casa do SENHOR junto ao rei. 8E rodeareis o rei, cada um com as suas armas na mão, e aquele que entrar entre as fileiras o matarão; e vós estareis com o rei quando sair e quando entrar. 9Fizeram, pois, os centuriões conforme tudo quanto ordenara o sacerdote Joiada, tomando cada um os seus homens, tanto os que entravam no sábado como os que saíam no sábado; e foram ao sacerdote Joiada. 10E o sacerdote deu aos centuriões as lanças e os escudos que haviam sido do rei Davi, que estavam na casa do SENHOR. 11E os da guarda se puseram, cada um com as armas na mão, desde o lado direito da casa até ao lado esquerdo da casa, do lado do altar, e do lado da casa, em redor do rei. 12Então Joiada fez sair o filho do rei, e lhe pôs a coroa, e lhe deu o testemunho; e o fizeram rei, e o ungiram, e bateram as palmas, e disseram: Viva o rei! 13E Atalia, ouvindo a voz dos da guarda e do povo, foi ter com o povo, na casa do SENHOR. 14E olhou, e eis que o rei estava junto à coluna, conforme o costume, e os príncipes e os trombeteiros junto ao rei, e todo o povo da terra estava alegre e tocava as trombetas; então Atalia rasgou as suas vestes, e clamou: Traição! Traição! 15Porém o sacerdote Joiada deu ordem aos centuriões que comandavam as tropas, dizendo-lhes: Tirai-a para fora das fileiras, e a quem a seguir matai-o à espada. Porque o sacerdote disse: Não a matem na casa do SENHOR. 16E lançaram mão dela; e ela foi, pelo caminho da entrada dos cavalos, à casa do rei, e ali a mataram. 17E Joiada fez uma aliança entre o SENHOR e o rei e o povo, para que fosse o povo do SENHOR; como também entre o rei e o povo. 18Então todo o povo da terra entrou na casa de Baal, e a derrubaram, como também os seus altares, e as suas imagens, totalmente quebraram, e a Matã, sacerdote de Baal, mataram diante dos altares; então o sacerdote pôs oficiais sobre a casa do SENHOR. 19E tomou os centuriões, e os capitães, e os da guarda, e todo o povo da terra; e conduziram da casa do SENHOR, o rei, e foram, pelo caminho da porta dos da guarda, à casa do rei, e ele se assentou no trono dos reis. 20E todo o povo da terra se alegrou, e a cidade repousou, depois que mataram a Atalia, à espada, junto à casa do rei, 21Era Joás da idade de sete anos quando o fizeram rei. 2 Reis 12 1NO ano sétimo de Jeú começou a reinar Joás, e quarenta anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Zíbia, de Berseba. 2E fez Joás o que era reto aos olhos do SENHOR todos os dias em que o sacerdote Joiada o dirigia. 3Tão-somente os altos não foram tirados; porque ainda o povo sacrificava e queimava incenso nos altos. 4E disse Joás aos sacerdotes: Todo o dinheiro das coisas santas que se trouxer à casa do SENHOR, a saber, o dinheiro daquele que passa o arrolamento, o dinheiro de cada uma das pessoas, segundo a sua avaliação, e todo o dinheiro que trouxer cada um voluntariamente para a casa do SENHOR, 5Os sacerdotes o recebam, cada um dos seus conhecidos; e eles mesmos reparem as fendas da casa, toda a fenda que se achar nela. 6Sucedeu, porém, que, no ano vinte e três do rei Joás, os sacerdotes ainda não tinham reparado as fendas da casa. 7Então o rei Joás chamou o sacerdote Joiada e os mais sacerdotes, e lhes disse: Por que não reparais as fendas da casa? Agora, pois, não tomeis mais dinheiro de vossos conhecidos, mas entregai-o para o reparo das fendas da casa. 8E consentiram os sacerdotes em não tomarem mais dinheiro do povo, e em não repararem as fendas da casa. 9Porém o sacerdote Joiada tomou um cofre e fez um buraco na tampa; e a pôs ao pé do altar, à mão direita dos que entravam na casa do SENHOR; e os sacerdotes que guardavam a entrada da porta punham ali todo o dinheiro que se trazia à casa do SENHOR. 10Sucedeu que, vendo eles que já havia muito dinheiro no cofre, o escrivão do rei subia com o sumo sacerdote, e contavam e ensacavam o dinheiro que se achava na casa do SENHOR. 11E o dinheiro, depois de pesado, davam nas mãos dos que faziam a obra, que tinham a seu cargo a casa do SENHOR e eles o distribuíam aos carpinteiros e aos edificadores que reparavam a casa do SENHOR. 12Como também aos pedreiros e aos cabouqueiros; e para se comprar madeira e pedras de cantaria para repararem as fendas da casa do SENHOR, e para tudo quanto era necessário para reparar a casa. 13Todavia, do dinheiro que se trazia à casa do SENHOR não se faziam nem taças de prata, nem garfos, nem bacias, nem trombetas, nem vaso algum de ouro ou vaso de prata para a casa do SENHOR. 14Porque o davam aos que faziam a obra, e reparavam com ele a casa do SENHOR. 15Também não pediam contas aos homens em cujas mãos entregavam aquele dinheiro, para o dar aos que faziam a obra, porque procediam com fidelidade. 16Mas o dinheiro do sacrifício por delitos, e o dinheiro por sacrifício de pecados, não se trazia à casa do SENHOR; porque era para os sacerdotes. 17Então subiu Hazael, rei da Síria, e pelejou contra Gate, e a tomou; depois Hazael resolveu marchar contra Jerusalém. 18Porém Joás, rei de Judá, tomou todas as coisas santas que Jeosafá, Jorão e Acazias, seus pais, reis de Judá, consagraram, como também todo o ouro que se achou nos tesouros da casa do SENHOR e na casa do rei e o mandou a Hazael, rei da Síria; e então se desviou de Jerusalém. 19Ora, o mais dos atos de Joás, e tudo quanto fez, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá? 20E levantaram-se os servos de Joás, e conspiraram contra ele ferindo-o na casa de Milo, no caminho que desce para Sila. 21Porque Jozacar, filho de Simeate, e Jozabade, filho de Somer, seus servos, o feriram, e morreu, e o sepultaram com seus pais na cidade de Davi. E Amazias, seu filho, reinou em seu lugar. 2 Reis 13 1NO ano vinte e três de Joás, filho de Acazias, rei de Judá, começou a reinar Jeoacaz, filho de Jeú, sobre Israel, em Samaria, e reinou dezessete anos. 2E fez o que era mau aos olhos do SENHOR; porque seguiu os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar a Israel; não se apartou deles. 3Por isso a ira do SENHOR se acendeu contra Israel; e entregou-os na mão de Hazael, rei da Síria, e na mão de Ben-Hadade, filho de Hazael, todos aqueles dias. 4Porém Jeoacaz suplicou diante da face do SENHOR; e o SENHOR ouviu; porque viu a opressão de Israel, pois o rei da Síria os oprimia. 5E o SENHOR deu um salvador a Israel, e saíram de sob as mãos dos sírios; e os filhos de Israel habitaram nas suas tendas, como no passado 6 (Contudo não se apartaram dos pecados da casa de Jeroboão, com que fez Israel pecar; porém ele andou neles e também o bosque ficou em pé em Samaria). 7Porque não deixou a Jeoacaz, do povo, senão só cinqüenta cavaleiros, dez carros e dez mil homens de pé, porquanto o rei da Síria os tinha destruído e os tinha feito como o pó, trilhando-os. 8Ora, o mais dos atos de Jeoacaz, e tudo quanto fez, e o seu poder, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel? 9E Jeoacaz dormiu com seus pais, e o sepultaram em Samaria; e Jeoás, seu filho, reinou em seu lugar. 10No ano trinta e sete de Joás, rei de Judá, começou a reinar Jeoás, filho de Jeoacaz, sobre Israel, em Samaria, e reinou dezesseis anos. 11E fez o que era mau aos olhos do SENHOR; não se apartou de nenhum dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com que fez Israel pecar, porém andou neles. 12Ora, o mais dos atos de Jeoás, e tudo quanto fez, e o seu poder, com que pelejou contra Amazias, rei de Judá, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel? 13E Jeoás dormiu com seus pais, e Jeroboão se assentou no seu trono; e Jeoás foi sepultado em Samaria, junto aos reis de Israel. 14E Eliseu estava doente da enfermidade de que morreu, e Jeoás, rei de Israel, desceu a ele, e chorou sobre o seu rosto, e disse: Meu pai, meu pai, o carro de Israel, e seus cavaleiros! 15E Eliseu lhe disse: Toma um arco e flechas. E tomou um arco e flechas. 16Então disse ao rei de Israel: Põe a tua mão sobre o arco. E pôs sobre ele a sua mão; e Eliseu pôs as suas mãos sobre as do rei. 17E disse: Abre a janela para o oriente. E abriu-a. Então disse Eliseu: Atira. E atirou; e disse: A flecha do livramento do SENHOR é a flecha do livramento contra os sírios; porque ferirás os sírios; em Afeque, até os consumir. 18Disse mais: Toma as flechas. E tomou-as. Então disse ao rei de Israel: Fere a terra. E feriu-a três vezes, e cessou. 19Então o homem de Deus se indignou muito contra ele, e disse: Cinco ou seis vezes a deverias ter ferido; então feririas os sírios até os consumir; porém agora só três vezes ferirás os sírios. 20Depois morreu Eliseu, e o sepultaram. Ora, as tropas dos moabitas invadiram a terra à entrada do ano. 21E sucedeu que, enterrando eles um homem, eis que viram uma tropa, e lançaram o homem na sepultura de Eliseu; e, caindo nela o homem, e tocando os ossos de Eliseu, reviveu, e se levantou sobre os seus pés. 22E Hazael, rei da Síria, oprimiu a Israel todos os dias de Jeoacaz. 23Porém o SENHOR teve misericórdia deles, e se compadeceu deles, e tornou-se para eles por amor da sua aliança com Abraão, Isaque e Jacó, e não os quis destruir, e não os lançou ainda da sua presença. 24E morreu Hazael, rei da Síria e Ben-Hadade, seu filho, reinou em seu lugar. 25E Jeoás, filho de Jeoacaz, tornou a tomar as cidades das mãos de Ben-Hadade, que ele tinha tomado das mãos de Jeoacaz, seu pai, na guerra; três vezes Jeoás o feriu, e recuperou as cidades de Israel. 2 Reis 14 1NO segundo ano de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel, começou a reinar Amazias, filho de Joás, rei de Judá. 2Tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar, e vinte e nove anos reinou em Jerusalém. E era o nome de sua mãe Joadã, de Jerusalém. 3E fez o que era reto aos olhos do SENHOR, ainda que não como seu pai Davi; fez, porém, conforme tudo o que fizera Joás seu pai. 4Tão-somente os altos não foram tirados; porque o povo ainda sacrificava e queimava incenso nos altos. 5Sucedeu que, sendo já o reino confirmado na sua mão, matou os servos que tinham matado o rei, seu pai. 6Porém os filhos dos assassinos não matou, como está escrito no livro da lei de Moisés, no qual o SENHOR deu ordem, dizendo: Não matarão os pais por causa dos filhos, e os filhos não matarão por causa dos pais; mas cada um será morto pelo seu pecado. 7Este feriu a dez mil edomitas no vale do Sal, e tomou a Sela na guerra; e chamou-a Jocteel, até ao dia de hoje. 8Então Amazias enviou mensageiros a Jeoás, filho de Jeoacaz, filho de Jeú, rei de Israel, dizendo: Vem, vejamo-nos face a face. 9Porém Jeoás, rei de Israel, enviou a Amazias, rei de Judá, dizendo: O cardo que estava no Líbano mandou dizer ao cedro que estava no Líbano: Dá tua filha por mulher a meu filho; mas os animais do campo, que estavam no Líbano, passaram e pisaram o cardo. 10Na verdade feriste os moabitas, e o teu coração se ensoberbeceu; gloria-te disso, e fica em tua casa; e por que te entremeterias no mal, para caíres tu, e Judá contigo? 11Mas Amazias não o ouviu. E subiu Jeoás, rei de Israel, e Amazias, rei de Judá, e viram-se face a face, em Bete-Semes, que está em Judá. 12E Judá foi ferido diante de Israel, e fugiu cada um para a sua tenda. 13E Jeoás, rei de Israel, tomou a Amazias, rei de Judá, filho de Joás, filho de Acazias, em Bete-Semes; e veio a Jerusalém, e rompeu o muro de Jerusalém, desde a porta de Efraim até a porta da esquina, quatrocentos côvados. 14E tomou todo o ouro e a prata, e todos os vasos que se acharam na casa do SENHOR e nos tesouros da casa do rei, como também os reféns e voltou para Samaria. 15Ora, o mais dos atos de Jeoás, o que fez e o seu poder, e como pelejou contra Amazias, rei de Judá, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel? 16E dormiu Jeoás com seus pais, e foi sepultado em Samaria, junto aos reis de Israel; e Jeroboão, seu filho, reinou em seu lugar. 17E viveu Amazias, filho de Joás, rei de Judá, depois da morte de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel, quinze anos. 18Ora, o mais dos atos de Amazias, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá? 19E conspiraram contra ele em Jerusalém, e fugiu para Laquis; porém enviaram após ele até Laquis, e o mataram ali. 20E o trouxeram em cima de cavalos; e o sepultaram em Jerusalém, junto a seus pais, na cidade de Davi. 21E todo o povo de Judá tomou a Azarias, que já era de dezesseis anos, e o fizeram rei em lugar de Amazias, seu pai. 22Este edificou a Elate, e a restituiu a Judá, depois que o rei dormiu com seus pais. 23No décimo quinto ano de Amazias, filho de Joás, rei de Judá, começou a reinar em Samaria, Jeroboão, filho de Jeoás, rei de Israel, e reinou quarenta e um anos. 24E fez o que era mau aos olhos do SENHOR; nunca se apartou de nenhum dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com que fez pecar a Israel. 25Também este restituiu os termos de Israel, desde a entrada de Hamate, até ao mar da planície; conforme a palavra do SENHOR Deus de Israel, a qual falara pelo ministério de seu servo Jonas, filho do profeta Amitai, o qual era de GateHefer. 26Porque viu o SENHOR que a miséria de Israel era muito amarga, e que nem havia escravo, nem absolvido, nem quem ajudasse a Israel. 27E ainda não falara o SENHOR em apagar o nome de Israel de debaixo do céu; porém os livrou por meio de Jeroboão, filho de Jeoás. 28Ora, o mais dos atos de Jeroboão, tudo quanto fez, e seu poder, como pelejou, e como restituiu a Damasco e a Hamate, pertencentes a Judá, sendo rei em Israel, porventura não está escrito no livro das crônicas de Israel? 29E Jeroboão dormiu com seus pais, com os reis de Israel; e Zacarias, seu filho, reinou em seu lugar. 2 Reis 15 1NO ano vinte e sete de Jeroboão, rei de Israel, começou a reinar Azarias, filho de Amazias, rei de Judá. 2Tinha dezesseis anos quando começou a reinar, e cinqüenta e dois anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Jecolias, de Jerusalém. 3E fez o que era reto aos olhos do SENHOR, conforme tudo o que fizera Amazias, seu pai. 4Tão-somente os altos não foram tirados; porque o povo ainda sacrificava e queimava incenso nos altos. 5E o SENHOR feriu o rei, e ficou leproso até ao dia da sua morte; e habitou numa casa separada; porém Jotão, filho do rei, tinha o cargo da casa, julgando o povo da terra. 6Ora, o mais dos atos de Azarias, e tudo o que fez, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá? 7E Azarias dormiu com seus pais e o sepultaram junto a seus pais, na cidade de Davi; e Jotão, seu filho, reinou em seu lugar. 8No ano trinta e oito de Azarias, rei de Judá, reinou Zacarias, filho de Jeroboão, sobre Israel, em Samaria, seis meses. 9E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, como tinham feito seus pais; nunca se apartou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com que fez pecar a Israel. 10E Salum, filho de Jabes, conspirou contra ele e feriu-o diante do povo, e matouo; e reinou em seu lugar. 11Ora, o mais dos atos de Zacarias, eis que está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel. 12Esta foi a palavra do SENHOR, que falou a Jeú: Teus filhos, até à quarta geração, se assentarão sobre o trono de Israel. E assim foi. 13Salum, filho de Jabes, começou a reinar no ano trinta e nove de Uzias, rei de Judá, e reinou um mês inteiro em Samaria. 14Porque Menaém, filho de Gadi, subiu de Tirza, e veio a Samaria; e feriu a Salum, filho de Jabes, em Samaria, e o matou, e reinou em seu lugar. 15Ora, o mais dos atos de Salum, e a conspiração que fez, eis que está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel. 16Então Menaém feriu a Tifsa, e a todos os que nela havia, como também a seus termos desde Tirza, porque não lha tinham aberto; e os feriu, pois, e a todas as mulheres grávidas fendeu pelo meio. 17Desde o ano trinta e nove de Azarias, rei de Judá, Menaém, filho de Gadi, começou a reinar sobre Israel, e reinou dez anos em Samaria. 18E fez o que era mau aos olhos do SENHOR; todos os seus dias não se apartou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com que fez pecar a Israel. 19Então veio Pul, rei da Assíria, contra a terra; e Menaém deu a Pul mil talentos de prata, para que este o ajudasse a firmar o reino na sua mão. 20E Menaém tirou este dinheiro de Israel, de todos os poderosos e ricos, para dálo ao rei da Assíria, de cada homem cinqüenta siclos de prata; assim voltou o rei da Assíria, e não ficou ali na terra. 21Ora, o mais dos atos de Menaém, e tudo quanto fez, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel? 22E Menaém dormiu com seus pais; e Pecaías, seu filho, reinou em seu lugar. 23No ano cinqüenta de Azarias, rei de Judá, começou a reinar Pecaías, filho de Menaém, sobre Israel, em Samaria, e reinou dois anos. 24E fez o que era mau aos olhos do SENHOR; nunca se apartou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com que fez pecar a Israel. 25E Peca, filho de Remalias, seu capitão, conspirou contra ele, e o feriu em Samaria, no paço da casa do rei, juntamente com Argobe e com Arié, e com ele cinqüenta homens dos filhos dos gileaditas; e o matou, e reinou em seu lugar. 26Ora, o mais dos atos de Pecaías, e tudo quanto fez, eis que está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel. 27No ano cinqüenta e dois de Azarias, rei de Judá, começou a reinar Peca, filho de Remalias, sobre Israel, em Samaria, e reinou vinte anos. 28E fez o que era mau aos olhos do SENHOR; nunca se apartou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com que fez pecar a Israel. 29Nos dias de Peca, rei de Israel, veio Tiglate-Pileser, rei da Assíria, e tomou a Ijom, a Abel-Bete-Maaca, a Janoa, e a Quedes, a Hazor, a Gileade, e a Galiléia, e a toda a terra de Naftali, e os levou à Assíria. 30E Oséias, filho de Elá, conspirou contra Peca, filho de Remalias, e o feriu, e o matou, e reinou em seu lugar, no vigésimo ano de Jotão, filho de Uzias. 31Ora, o mais dos atos de Peca, e tudo quanto fez, eis que está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel. 32No ano segundo de Peca, filho de Remalias, rei de Israel, começou a reinar Jotão, filho de Uzias, rei de Judá. 33Tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar, e reinou dezesseis anos em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Jerusa, filha de Zadoque. 34E fez o que era reto aos olhos do SENHOR; fez conforme tudo quanto fizera seu pai Uzias. 35Tão-somente os altos não foram tirados; porque o povo ainda sacrificava e queimava incenso nos altos. Este edificou a porta alta da casa do SENHOR. 36Ora, o mais dos atos de Jotão, e tudo quanto fez, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá? 37Naqueles dias começou o SENHOR a enviar contra Judá a Rezim, rei da Síria, e a Peca, filho de Remalias. 38E Jotão dormiu com seus pais, e foi sepultado junto a seus pais, na cidade de Davi, seu pai; e Acaz, seu filho, reinou em seu lugar. 2 Reis 16 1NO ano dezessete de Peca, filho de Remalias, começou a reinar Acaz, filho de Jotão, rei de Judá. 2Tinha Acaz vinte anos de idade quando começou a reinar, e reinou dezesseis anos em Jerusalém, e não fez o que era reto aos olhos do SENHOR seu Deus, como Davi, seu pai. 3Porque andou no caminho dos reis de Israel, e até a seu filho fez passar pelo fogo, segundo as abominações dos gentios que o SENHOR lançara fora de diante dos filhos de Israel. 4Também sacrificou, e queimou incenso nos altos e nos outeiros, como também debaixo de todo o arvoredo. 5Então subiu Rezim, rei da Síria, com Peca, filho de Remalias, rei de Israel, a Jerusalém, para pelejar; e cercaram a Acaz, porém não o puderam vencer. 6Naquele mesmo tempo Rezim, rei da Síria, restituiu Elate à Síria, e lançou fora de Elate os judeus; e os sírios vieram a Elate, e habitaram ali até ao dia de hoje. 7E Acaz enviou mensageiros a Tiglate-Pileser, rei da Assíria, dizendo: Eu sou teu servo e teu filho; sobe, e livrame das mãos do rei da Síria, e das mãos do rei de Israel, que se levantam contra mim. 8E tomou Acaz a prata e o ouro que se achou na casa do SENHOR, e nos tesouros da casa do rei, e mandou um presente ao rei da Assíria. 9E o rei da Assíria lhe deu ouvidos; pois o rei da Assíria subiu contra Damasco, e tomou-a e levou cativo o povo para Quir, e matou a Rezim. 10Então o rei Acaz foi a Damasco, a encontrar-se com Tiglate-Pileser, rei da Assíria; e, vendo um altar que estava em Damasco, o rei Acaz enviou ao sacerdote Urias o desenho e o modelo do altar, conforme toda a sua feitura. 11E Urias, o sacerdote, edificou um altar conforme tudo o que o rei Acaz lhe tinha enviado de Damasco; assim o fez o sacerdote Urias, antes que o rei Acaz viesse de Damasco. 12Vindo, pois, o rei de Damasco, viu o altar; e o rei se chegou ao altar, e sacrificou nele. 13E queimou o seu holocausto, e a sua oferta de alimentos, e derramou a sua libação, e espargiu o sangue dos seus sacrifícios pacíficos sobre o altar. 14Porém o altar de cobre, que estava perante o SENHOR, ele tirou de diante da casa, de entre o seu altar e a casa do SENHOR, e pô-lo ao lado do altar, do lado do norte. 15E o rei Acaz ordenou a Urias, o sacerdote, dizendo: Queima no grande altar o holocausto da manhã, como também a oferta de alimentos da noite, o holocausto do rei e a sua oferta de alimentos, e o holocausto de todo o povo da terra, a sua oferta de alimentos, as suas ofertas de bebidas e todo o sangue dos holocaustos, e todo o sangue dos sacrifícios espargirás nele; porém o altar de cobre será para mim, para nele inquirir. 16E fez Urias, o sacerdote, conforme tudo quanto o rei Acaz lhe ordenara. 17E o rei Acaz cortou as cintas das bases, e de cima delas tomou a pia, e tirou o mar de sobre os bois de cobre, que estavam debaixo dele, e pô-lo sobre um pavimento de pedra. 18Também a coberta que, para o sábado, edificaram na casa, e a entrada real externa, retirou da casa do SENHOR, por causa do rei da Assíria. 19Ora, o mais dos atos de Acaz e o que fez, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá? 20E dormiu Acaz com seus pais, e foi sepultado junto a seus pais, na cidade de Davi; e Ezequias, seu filho, reinou em seu lugar. 2 Reis 17 1NO ano duodécimo de Acaz, rei de Judá, começou a reinar Oséias, filho de Elá, e reinou sobre Israel, em Samaria, nove anos. 2E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, contudo não como os reis de Israel que foram antes dele. 3Contra ele subiu Salmaneser, rei da Assíria; e Oséias ficou sendo servo dele, e pagava-lhe tributos. 4Porém o rei da Assíria achou em Oséias conspiração; porque enviara mensageiros a Sô, rei do Egito, e não pagava tributos ao rei da Assíria cada ano, como dantes; então o rei da Assíria o encerrou e aprisionou na casa do cárcere. 5Porque o rei da Assíria subiu por toda a terra, e veio até Samaria, e a cercou três anos. 6No ano nono de Oséias, o rei da Assíria tomou a Samaria, e levou Israel cativo para a Assíria; e fê-los habitar em Hala e em Habor junto ao rio de Gozã, e nas cidades dos medos, 7Porque sucedeu que os filhos de Israel pecaram contra o SENHOR seu Deus, que os fizera subir da terra do Egito, de debaixo da mão de Faraó, rei do Egito; e temeram a outros deuses. 8E andaram nos estatutos das nações que o SENHOR lançara fora de diante dos filhos de Israel, e nos dos reis de Israel, que eles fizeram. 9E os filhos de Israel fizeram secretamente coisas que não eram retas, contra o SENHOR seu Deus; e edificaram altos em todas as suas cidades, desde a torre dos atalaias até à cidade fortificada. 10E levantaram, para si, estátuas e imagens do bosque, em todos os altos outeiros, e debaixo de todas as árvores verdes. 11E queimaram ali incenso em todos os altos, como as nações, que o SENHOR expulsara de diante deles; e fizeram coisas ruins, para provocarem à ira o SENHOR. 12E serviram os ídolos, dos quais o SENHOR lhes dissera: Não fareis estas coisas. 13E o SENHOR advertiu a Israel e a Judá, pelo ministério de todos os profetas e de todos os videntes, dizendo: Convertei-vos de vossos maus caminhos, e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos, conforme toda a lei que ordenei a vossos pais e que eu vos enviei pelo ministério de meus servos, os profetas. 14Porém não deram ouvidos; antes endureceram a sua cerviz, como a cerviz de seus pais, que não creram no SENHOR seu Deus. 15E rejeitaram os seus estatutos, e a sua aliança que fizera com seus pais, como também as suas advertências, com que protestara contra eles; e seguiram a vaidade, e tornaram-se vãos; como também seguiram as nações, que estavam ao redor deles, das quais o SENHOR lhes tinha ordenado que não as imitassem. 16E deixaram todos os mandamentos do SENHOR seu Deus, e fizeram imagens de fundição, dois bezerros; e fizeram um ídolo do bosque, e adoraram perante todo o exército do céu, e serviram a Baal. 17Também fizeram passar pelo fogo a seus filhos e suas filhas, e deram-se a adivinhações, e criam em agouros; e venderam-se para fazer o que era mau aos olhos do SENHOR, para o provocarem à ira. 18Portanto o SENHOR muito se indignou contra Israel, e os tirou de diante da sua face; nada mais ficou, senão somente a tribo de Judá. 19Até Judá não guardou os mandamentos do SENHOR seu Deus; antes andaram nos estatutos de Israel, que eles fizeram. 20Por isso o SENHOR rejeitou a toda a descendência de Israel, e os oprimiu, e os deu nas mãos dos despojadores, até que os expulsou da sua presença. 21Porque rasgou a Israel da casa de Davi; e eles fizeram rei a Jeroboão, filho de Nebate. E Jeroboão apartou a Israel de seguir ao SENHOR, e os fez cometer um grande pecado. 22Assim andaram os filhos de Israel em todos os pecados que Jeroboão tinha feito; nunca se apartaram deles; 23Até que o SENHOR tirou a Israel de diante da sua presença, como falara pelo ministério de todos os seus servos, os profetas; assim foi Israel expulso da sua terra à Assíria até ao dia de hoje. 24E o rei da Assíria trouxe gente de Babilônia, de Cuta, de Ava, de Hamate e Sefarvaim, e a fez habitar nas cidades de Samaria, em lugar dos filhos de Israel; e eles tomaram a Samaria em herança, e habitaram nas suas cidades. 25E sucedeu que, no princípio da sua habitação ali, não temeram ao SENHOR; e o SENHOR mandou entre eles, leões, que mataram a alguns deles. 26Por isso falaram ao rei da Assíria, dizendo: A gente que transportaste e fizeste habitar nas cidades de Samaria, não sabe o costume do Deus da terra; assim mandou leões entre ela, e eis que a matam, porquanto não sabe o culto do Deus da terra. 27Então o rei da Assíria mandou dizer: Levai ali um dos sacerdotes que transportastes de lá; e vá e habite lá, e ele lhes ensine o costume do Deus da terra. 28Veio, pois, um dos sacerdotes que transportaram de Samaria, e habitou em Betel, e lhes ensinou como deviam temer ao SENHOR. 29Porém cada nação fez os seus deuses, e os puseram nas casas dos altos que os samaritanos fizeram, cada nação nas cidades, em que habitava. 30E os de Babilônia fizeram Sucote-Benote; e os de Cuta fizeram Nergal; e os de Hamate fizeram Asima. 31E os aveus fizeram Nibaz e Tartaque; e os sefarvitas queimavam seus filhos no fogo a Adrameleque, e a Anameleque, deuses de Sefarvaim. 32Também temiam ao SENHOR; e dos mais baixos do povo fizeram sacerdotes dos lugares altos, os quais lhes faziam o ministério nas casas dos lugares altos. 33Assim temiam ao SENHOR, mas também serviam a seus deuses, segundo o costume das nações dentre as quais tinham sido transportados. 34Até ao dia de hoje fazem segundo os primeiros costumes; não temem ao SENHOR, nem fazem segundo os seus estatutos, segundo as suas ordenanças, segundo a lei e segundo o mandamento que o SENHOR ordenou aos filhos de Jacó, a quem deu o nome de Israel. 35Contudo o SENHOR tinha feito uma aliança com eles, e lhes ordenara, dizendo: Não temereis a outros deuses, nem vos inclinareis diante deles, nem os servireis, nem lhes sacrificareis. 36Mas o SENHOR, que vos fez subir da terra do Egito com grande força e com braço estendido, a este temereis, e a ele vos inclinareis e a ele sacrificareis. 37E os estatutos, as ordenanças, a lei e o mandamento, que vos escreveu, tereis cuidado de fazer todos os dias; e não temereis a outros deuses. 38E da aliança que fiz convosco não vos esquecereis; e não temereis a outros deuses. 39Mas ao SENHOR vosso Deus temereis, e ele vos livrará das mãos de todos os vossos inimigos. 40Porém eles não ouviram; antes fizeram segundo o seu primeiro costume. 41Assim estas nações temiam ao SENHOR e serviam as suas imagens de escultura; também seus filhos, e os filhos de seus filhos, como fizeram seus pais, assim fazem eles até ao dia de hoje. 2 Reis 18 1E SUCEDEU que, no terceiro ano de Oséias, filho de Elá, rei de Israel, começou a reinar Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá. 2Tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar, e vinte e nove anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Abi, filha de Zacarias. 3E fez o que era reto aos olhos do SENHOR, conforme tudo o que fizera Davi, seu pai. 4Ele tirou os altos, quebrou as estátuas, deitou abaixo os bosques, e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera; porquanto até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso, e lhe chamaram Neustã. 5No SENHOR Deus de Israel confiou, de maneira que depois dele não houve quem lhe fosse semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele. 6Porque se chegou ao SENHOR, não se apartou dele, e guardou os mandamentos que o SENHOR tinha dado a Moisés. 7Assim foi o SENHOR com ele; para onde quer que saía se conduzia com prudência; e se rebelou contra o rei da Assíria, e não o serviu. 8Ele feriu os filisteus até Gaza, como também os seus termos, desde a torre dos atalaias até à cidade fortificada. 9E sucedeu, no quarto ano do rei Ezequias (que era o sétimo ano de Oséias, filho de Elá, rei de Israel), que Salmaneser, rei da Assíria, subiu contra Samaria, e a cercou. 10E a tomaram ao fim de três anos, no ano sexto de Ezequias, que era o ano nono de Oséias, rei de Israel, quando tomaram Samaria. 11E o rei da Assíria transportou a Israel para a Assíria; e os fez levar a Hala e a Habor, junto ao rio de Gozã, e às cidades dos medos; 12Porquanto não obedeceram à voz do SENHOR seu Deus, antes transgrediram a sua aliança; e tudo quanto Moisés, servo do SENHOR, tinha ordenado, nem o ouviram nem o fizeram. 13Porém no ano décimo quarto do rei Ezequias subiu Senaqueribe, rei da Assíria, contra todas as cidades fortificadas de Judá, e as tomou. 14Então Ezequias, rei de Judá, enviou ao rei da Assíria, a Laquis, dizendo: Pequei; retira-te de mim; tudo o que me impuseres suportarei. Então o rei da Assíria impôs a Ezequias, rei de Judá, trezentos talentos de prata e trinta talentos de ouro. 15Assim deu Ezequias toda a prata que se achou na casa do SENHOR e nos tesouros da casa do rei. 16Naquele tempo cortou Ezequias o ouro das portas do templo do SENHOR, e das ombreiras, de que ele, rei de Judá, as cobrira, e o deu ao rei da Assíria. 17Contudo enviou o rei da Assíria a Tartã, e a Rabe-Saris, e a Rabsaqué, de Laquis, com grande exército ao rei Ezequias, a Jerusalém; subiram, e vieram a Jerusalém. E, subindo e vindo eles, pararam ao pé do aqueduto da piscina superior, que está junto ao caminho do campo do lavandeiro. 18E chamaram o rei; e saíram a eles Eliaquim, filho de Hilquias, o mordomo, e Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, o cronista. 19E Rabsaqué lhes disse: Ora, dizei a Ezequias: Assim diz o grande rei, o rei da Assíria: Que confiança é esta em que te estribas? 20Dizes tu (porém são palavras só de lábios): Há conselho e poder para a guerra. Em quem, pois, agora confias, que contra mim te rebelas? 21Eis que agora tu confias naquele bordão de cana quebrada, no Egito, no qual, se alguém se encostar, entrar-lhe-á pela mão e a furará; assim é Faraó, rei do Egito, para com todos os que nele confiam. 22Se, porém, me disserdes: No SENHOR nosso Deus confiamos; porventura não é esse aquele cujos altos e cujos altares Ezequias tirou, dizendo a Judá e a Jerusalém: Perante este altar vos inclinareis em Jerusalém? 23Ora, pois, dá agora reféns ao meu senhor, o rei da Assíria, e dar-te-ei dois mil cavalos, se tu puderes dar cavaleiros para eles. 24Como, pois, farias virar o rosto de um só capitão dos menores servos de meu senhor, quando tu confias no Egito, por causa dos carros e cavaleiros? 25Agora, pois, subi eu porventura sem o SENHOR contra este lugar, para o destruir? O SENHOR me disse: Sobe contra esta terra, e destrói-a. 26Então disse Eliaquim, filho de Hilquias, e Sebna e Joá, a Rabsaqué: Rogamoste que fales aos teus servos em siríaco; porque bem o entendemos; e não nos fales em judaico, aos ouvidos do povo que está em cima do muro. 27Porém Rabsaqué lhes disse: Porventura mandou-me meu senhor somente a teu senhor e a ti, para falar estas palavras e não antes aos homens, que estão sentados em cima do muro, para que juntamente convosco comam o seu excremento e bebam a sua urina? 28Rabsaqué, pois, se pôs em pé, e clamou em alta voz em judaico, e respondeu, dizendo: Ouvi a palavra do grande rei, do rei da Assíria. 29Assim diz o rei: Não vos engane Ezequias; porque não vos poderá livrar da sua mão; 30Nem tampouco vos faça Ezequias confiar no SENHOR, dizendo: Certamente nos livrará o SENHOR, e esta cidade não será entregue na mão do rei da Assíria. 31Não deis ouvidos a Ezequias; porque assim diz o rei da Assíria: Contratai comigo por presentes, e saí a mim, e coma cada um da sua vide e da sua figueira, e beba cada um a água da sua cisterna; 32Até que eu venha, e vos leve para uma terra como a vossa, terra de trigo e de mosto, terra de pão e de vinhas, terra de oliveiras, de azeite e de mel; e assim vivereis, e não morrereis; e não deis ouvidos a Ezequias; porque vos incita, dizendo: O SENHOR nos livrará. 33Porventura os deuses das nações puderam livrar, cada um a sua terra, das mãos do rei da Assíria? 34Que é feito dos deuses de Hamate e de Arpade? Que é feito dos deuses de Sefarvaim, Hena e Iva? Porventura livraram a Samaria da minha mão? 35Quais são eles, dentre todos os deuses das terras, que livraram a sua terra da minha mão, para que o SENHOR livrasse a Jerusalém da minha mão? 36Porém calou-se o povo, e não lhe respondeu uma só palavra; porque mandado do rei havia, dizendo: Não lhe respondereis. 37Então Eliaquim, filho de Hilquias, o mordomo, e Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, o cronista, vieram a Ezequias com as vestes rasgadas, e lhe fizeram saber as palavras de Rabsaqué. 2 Reis 19 1E ACONTECEU que, tendo Ezequias ouvido isto, rasgou as suas vestes, e se cobriu de saco, e entrou na casa do SENHOR. 2Então enviou a Eliaquim, o mordomo, e a Sebna, o escrivão, e os anciãos dos sacerdotes, cobertos de sacos, ao profeta Isaías, filho de Amós. 3E disseram-lhe: Assim diz Ezequias: Este dia é dia de angústia, de vituperação e de blasfêmia; porque os filhos chegaram ao parto, e não há força para dá-los à luz. 4Bem pode ser que o SENHOR teu Deus ouça todas as palavras de Rabsaqué, a quem enviou o seu senhor, o rei da Assíria, para afrontar o Deus vivo, e para vituperá-lo com as palavras que o SENHOR teu Deus tem ouvido; faze, pois, oração pelo restante que subsiste. 5E os servos do rei Ezequias foram a Isaías. 6E Isaías lhes disse: Assim direis a vosso senhor: Assim diz o SENHOR: Não temas as palavras que ouviste, com as quais os servos do rei da Assíria me blasfemaram. 7Eis que porei nele um espírito, e ele ouvirá um rumor, e voltará para a sua terra; à espada o farei cair na sua terra. 8Voltou, pois, Rabsaqué, e achou o rei da Assíria pelejando contra Libna, porque tinha ouvido que o rei havia partido de Laquis. 9E, ouvindo ele dizer de Tiraca, rei da Etiópia: Eis que saiu para te fazer guerra; tornou a enviar mensageiros a Ezequias, dizendo: 10Assim falareis a Ezequias, rei de Judá: Não te engane o teu Deus, em quem confias, dizendo: Jerusalém não será entregue na mão do rei da Assíria. 11Eis que já tens ouvido o que fizeram os reis da Assíria a todas as terras, destruindo-as totalmente; e tu, te livrarás? 12Porventura as livraram os deuses das nações, a quem meus pais destruíram, como a Gozã, a Harã, a Rezefe, e aos filhos de Éden, que estavam em Telassar? 13Que é feito do rei de Hamate, do rei de Arpade, e do rei da cidade de Sefarvaim, Hena e Iva? 14Recebendo, pois, Ezequias as cartas das mãos dos mensageiros e lendo-as, subiu à casa do SENHOR; e Ezequias as estendeu perante o SENHOR. 15E orou Ezequias perante o SENHOR e disse: Ó SENHOR Deus de Israel, que habitas entre os querubins, tu mesmo, só tu és Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste os céus e a terra. 16 Inclina, SENHOR, o teu ouvido, e ouve; abre, SENHOR, os teus olhos, e olha; e ouve as palavras de Senaqueribe, que enviou a este, para afrontar o Deus vivo. 17Verdade é, ó SENHOR, que os reis da Assíria assolaram as nações e as suas terras. 18E lançaram os seus deuses no fogo; porquanto não eram deuses, mas obra de mãos de homens, madeira e pedra; por isso os destruíram. 19Agora, pois, ó SENHOR nosso Deus, te suplico, livra-nos da sua mão; e assim saberão todos os reinos da terra que só tu és o SENHOR Deus. 20Então Isaías, filho de Amós, mandou dizer a Ezequias: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: O que me pediste acerca de Senaqueribe, rei da Assíria, ouvi. 21Esta é a palavra que o SENHOR falou dele: A virgem, a filha de Sião, te despreza, de ti zomba; a filha de Jerusalém meneia a cabeça por detrás de ti. 22A quem afrontaste e blasfemaste? E contra quem alçaste a voz e ergueste os teus olhos ao alto? Contra o Santo de Israel? 23Por meio de teus mensageiros afrontaste o Senhor, e disseste: Com a multidão de meus carros subi ao alto dos montes, aos lados do Líbano, e cortarei os seus altos cedros e as suas mais formosas faias, e entrarei nas suas pousadas extremas, até no bosque do seu campo fértil. 24Eu cavei, e bebi águas estranhas; e com as plantas de meus pés sequei todos os rios do Egito. 25Porventura não ouviste que já dantes fiz isto, e já desde os dias antigos o planejei? Agora, porém, o fiz vir, para que fosses tu que reduzisses as cidades fortificadas a montões desertos. 26Por isso os moradores delas, com pouca força, ficaram pasmados e confundidos; eram como a erva do campo, e a hortaliça verde, e o feno dos telhados, e o trigo queimado, antes de amadurecer. 27Porém o teu assentar, e o teu sair e o teu entrar, e o teu furor contra mim, eu o sei. 28Por causa do teu furor contra mim, e porque a tua revolta subiu aos meus ouvidos, portanto porei o meu anzol no teu nariz e o meu freio nos teus lábios, e te farei voltar pelo caminho por onde vieste. 29E isto te será por sinal; este ano se comerá o que nascer por si mesmo, e no ano seguinte o que daí proceder; porém, no terceiro ano semeai e segai, plantai vinhas, e comei os seus frutos. 30Porque o que escapou da casa de Judá, e restou, tornará a lançar raízes para baixo, e dará fruto para cima. 31Porque de Jerusalém sairá o restante, e do monte Sião o que escapou; o zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto. 32Portanto, assim diz o SENHOR acerca do rei da Assíria: Não entrará nesta cidade, nem lançará nela flecha alguma; tampouco virá perante ela com escudo, nem levantará contra ela trincheira alguma. 33Pelo caminho por onde vier, por ele voltará; porém nesta cidade não entrará, diz o SENHOR. 34Porque eu ampararei a esta cidade, para a livrar, por amor de mim e por amor do meu servo Davi. 35Sucedeu, pois, que naquela mesma noite saiu o anjo do SENHOR, e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil deles; e, levantando-se pela manhã cedo, eis que todos eram cadáveres. 36Então Senaqueribe, rei da Assíria, partiu, e se foi, e voltou e ficou em Nínive. 37E sucedeu que, estando ele prostrado na casa de Nisroque, seu deus, Adrameleque e Sarezer, seus filhos, o feriram à espada; porém eles escaparam para a terra de Ararate; e Esar-Hadom, seu filho, reinou em seu lugar. 2 Reis 20 1NAQUELES dias adoeceu Ezequias mortalmente; e o profeta Isaías, filho de Amós, veio a ele e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás. 2Então virou o rosto para a parede, e orou ao SENHOR, dizendo: 3Ah, SENHOR! Suplico-te lembrar de que andei diante de ti em verdade, com o coração perfeito, e fiz o que era bom aos teus olhos. E chorou Ezequias muitíssimo. 4Sucedeu, pois, que, não havendo Isaías ainda saído do meio do pátio, veio a ele a palavra do SENHOR dizendo: 5Volta, e dize a Ezequias, capitão do meu povo: Assim diz o SENHOR, o Deus de Davi, teu pai: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas; eis que eu te sararei; ao terceiro dia subirás à casa do SENHOR. 6E acrescentarei aos teus dias quinze anos, e das mãos do rei da Assíria te livrarei, a ti e a esta cidade; e ampararei esta cidade por amor de mim, e por amor de Davi, meu servo. 7Disse mais Isaías: Tomai uma pasta de figos. E a tomaram, e a puseram sobre a chaga; e ele sarou. 8E Ezequias disse a Isaías: Qual é o sinal de que o SENHOR me sarará, e de que ao terceiro dia subirei à casa do SENHOR? 9Disse Isaías: Isto te será sinal, da parte do SENHOR, de que o SENHOR cumprirá a palavra que disse: Adiantar-se-á a sombra dez graus, ou voltará dez graus atrás? 10Então disse Ezequias: É fácil que a sombra decline dez graus; não seja assim, mas volte a sombra dez graus atrás. 11Então o profeta Isaías clamou ao SENHOR; e fez voltar a sombra dez graus atrás, pelos graus que tinha declinado no relógio de sol de Acaz. 12Naquele tempo enviou Berodaque-Baladã, filho de Baladã, rei de Babilônia, cartas e um presente a Ezequias; porque ouvira que Ezequias tinha estado doente. 13E Ezequias lhes deu ouvidos; e lhes mostrou toda a casa de seu tesouro, a prata, o ouro, as especiarias e os melhores ungüentos, e a sua casa de armas, e tudo quanto se achou nos seus tesouros; coisa nenhuma houve que não lhes mostrasse, nem em sua casa, nem em todo o seu domínio. 14Então o profeta Isaías veio ao rei Ezequias, e lhe disse: Que disseram aqueles homens, e de onde vieram a ti? Disse Ezequias: Vieram de um país muito remoto, de Babilônia. 15E disse ele: Que viram em tua casa? E disse Ezequias: Tudo quanto há em minha casa viram; coisa nenhuma há nos meus tesouros que eu não lhes mostrasse. 16Então disse Isaías a Ezequias: Ouve a palavra do SENHOR. 17Eis que vêm dias em que tudo quanto houver em tua casa, e o que entesouraram teus pais até ao dia de hoje, será levado a Babilônia; não ficará coisa alguma, disse o SENHOR. 18E ainda até de teus filhos, que procederem de ti, e que tu gerares, tomarão, para que sejam eunucos no paço do rei da Babilônia. 19Então disse Ezequias a Isaías: Boa é a palavra do SENHOR que disseste. Disse mais: E não haverá, pois, em meus dias paz e verdade? 20Ora, o mais dos atos de Ezequias, e todo o seu poder, e como fez a piscina e o aqueduto, e como fez vir a água à cidade, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá? 21E Ezequias dormiu com seus pais; e Manassés, seu filho, reinou em seu lugar. 2 Reis 21 1TINHA Manassés doze anos de idade quando começou a reinar, e cinqüenta e cinco anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Hefzibá. 2E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, conforme as abominações dos gentios que o SENHOR expulsara de suas possessões, de diante dos filhos de Israel. 3Porque tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, tinha destruído, e levantou altares a Baal, e fez um bosque como o que fizera Acabe, rei de Israel, e se inclinou diante de todo o exército dos céus, e os serviu. 4E edificou altares na casa do SENHOR, da qual o SENHOR tinha falado: Em Jerusalém porei o meu nome. 5Também edificou altares a todo o exército dos céus em ambos os átrios da casa do SENHOR. 6E até fez passar a seu filho pelo fogo, adivinhava pelas nuvens, era agoureiro e ordenou adivinhos e feiticeiros; e prosseguiu em fazer o que era mau aos olhos do SENHOR, para o provocar à ira. 7Também pôs uma imagem de escultura, do bosque que tinha feito, na casa de que o SENHOR dissera a Davi e a Salomão, seu filho: Nesta casa e em Jerusalém, que escolhi de todas as tribos de Israel, porei o meu nome para sempre; 8E não mais farei mover o pé de Israel desta terra que tenho dado a seus pais; contanto que somente tenham cuidado de fazer conforme tudo o que lhes tenho ordenado, e conforme toda a lei que Moisés, meu servo, lhes ordenou. 9Porém não ouviram; porque Manassés de tal modo os fez errar, que fizeram pior do que as nações, que o SENHOR tinha destruído de diante dos filhos de Israel. 10Então o SENHOR falou pelo ministério de seus servos, os profetas, dizendo: 11Porquanto Manassés, rei de Judá, fez estas abominações, fazendo pior do que tudo quanto fizeram os amorreus, que foram antes dele, e até também a Judá fez pecar com os seus ídolos; 12Por isso, assim diz o SENHOR Deus de Israel: Eis que hei de trazer um mal sobre Jerusalém e Judá, que qualquer que ouvir, lhe ficarão retinindo ambos os ouvidos. 13E estenderei sobre Jerusalém o cordel de Samaria e o prumo da casa de Acabe; e limparei a Jerusalém, como quem limpa o prato, limpa-o e vira-o para baixo. 14E desampararei os restantes da minha herança, entregá-los-ei na mão de seus inimigos; e servirão de presa e despojo para todos os seus inimigos; 15Porquanto fizeram o que era mau aos meus olhos e me provocaram à ira, desde o dia em que seus pais saíram do Egito até hoje. 16Além disso, também Manassés derramou muitíssimo sangue inocente, até que encheu a Jerusalém de um ao outro extremo, afora o seu pecado, com que fez Judá pecar, fazendo o que era mau aos olhos do SENHOR. 17Quanto ao mais dos feitos de Manassés, e a tudo quanto fez, e ao seu pecado, que praticou, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá? 18E Manassés dormiu com seus pais, e foi sepultado no jardim da sua casa, no jardim de Uzá; e Amom, seu filho, reinou em seu lugar. 19Tinha Amom vinte e dois anos de idade quando começou a reinar, e dois anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Mesulemete, filha de Harus, de Jotbá. 20E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, como fizera Manassés, seu pai. 21Porque andou em todo o caminho em que andara seu pai; e serviu os ídolos, a que seu pai tinha servido, e se inclinou diante deles. 22Assim deixou ao SENHOR Deus de seus pais, e não andou no caminho do SENHOR. 23E os servos de Amom conspiraram contra ele, e mataram o rei em sua casa. 24Porém o povo da terra feriu a todos os que conspiraram contra o rei Amom; e o povo da terra pôs Josias, seu filho, rei em seu lugar. 25Quanto ao mais dos atos de Amom, que fez, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá? 26E o sepultaram na sua sepultura, no jardim de Uzá; e Josias, seu filho, reinou em seu lugar. 2 Reis 22 1TINHA Josias oito anos de idade quando começou a reinar, e reinou trinta e um anos em Jerusalém; e era o nome de sua mãe, Jedida, filha de Adaías, de Bozcate. 2E fez o que era reto aos olhos do SENHOR; e andou em todo o caminho de Davi, seu pai, e não se apartou dele nem para a direita nem para a esquerda. 3Sucedeu que, no ano décimo oitavo do rei Josias, o rei mandou ao escrivão Safã, filho de Azalias, filho de Mesulão, à casa do SENHOR, dizendo: 4Sobe a Hilquias, o sumo sacerdote, para que tome o dinheiro que se trouxe à casa do SENHOR, o qual os guardas do umbral da porta ajuntaram do povo, 5E que o dêem na mão dos que têm cargo da obra, e estão encarregados da casa do SENHOR; para que o dêem àqueles que fazem a obra que há na casa do SENHOR, para repararem as fendas da casa; 6Aos carpinteiros, aos edificadores e aos pedreiros; e para comprar madeira e pedras lavradas, para repararem a casa. 7Porém não se pediu conta do dinheiro que se lhes entregara nas suas mãos, porquanto procediam com fidelidade. 8Então disse o sumo sacerdote Hilquias ao escrivão Safã: Achei o livro da lei na casa do SENHOR. E Hilquias deu o livro a Safã, e ele o leu. 9Então o escrivão Safã veio ter com o rei e, dando-lhe conta, disse: Teus servos ajuntaram o dinheiro que se achou na casa, e o entregaram na mão dos que têm cargo da obra, que estão encarregados da casa do SENHOR. 10Também Safã, o escrivão, fez saber ao rei, dizendo: O sacerdote Hilquias me deu um livro. E Safã o leu diante do rei. 11Sucedeu, pois, que, ouvindo o rei as palavras do livro da lei, rasgou as suas vestes. 12E o rei mandou a Hilquias, o sacerdote, a Aicão, filho de Safã, a Acbor, filho de Micaías, a Safã o escrivão e a Asaías, o servo do rei, dizendo: 13 Ide, e consultai o SENHOR por mim, pelo povo e por todo o Judá, acerca das palavras deste livro que se achou; porque grande é o furor do SENHOR, que se acendeu contra nós; porquanto nossos pais não deram ouvidos às palavras deste livro, para fazerem conforme tudo quanto acerca de nós está escrito. 14Então foi o sacerdote Hilquias, e Aicão, Acbor, Safã e Asaías à profetisa Hulda, mulher de Salum, filho de Ticvá, o filho de Harás, o guarda das vestiduras (e ela habitava em Jerusalém, na segunda parte), e lhe falaram. 15E ela lhes disse: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Dizei ao homem que vos enviou a mim: 16Assim diz o SENHOR: Eis que trarei mal sobre este lugar, e sobre os seus moradores, a saber: todas as palavras do livro que leu o rei de Judá. 17Porquanto me deixaram, e queimaram incenso a outros deuses, para me provocarem à ira por todas as obras das suas mãos, o meu furor se acendeu contra este lugar, e não se apagará. 18Porém ao rei de Judá, que vos enviou a consultar o SENHOR, assim lhe direis: Assim diz o SENHOR Deus de Israel, acerca das palavras, que ouviste: 19Porquanto o teu coração se enterneceu, e te humilhaste perante o SENHOR, quando ouviste o que falei contra este lugar, e contra os seus moradores, que seria para assolação e para maldição, e que rasgaste as tuas vestes, e choraste perante mim, também eu te ouvi, diz o SENHOR. 20Por isso eis que eu te recolherei a teus pais, e tu serás recolhido em paz à tua sepultura, e os teus olhos não verão todo o mal que hei de trazer sobre este lugar. Então tornaram a trazer ao rei a resposta. 2 Reis 23 1ENTÃO o rei ordenou, e todos os anciãos de Judá e de Jerusalém se reuniram a ele. 2O rei subiu à casa do SENHOR, e com ele todos os homens de Judá, e todos os moradores de Jerusalém, os sacerdotes, os profetas e todo o povo, desde o menor até ao maior; e leu aos ouvidos deles todas as palavras do livro da aliança, que se achou na casa do SENHOR. 3E o rei se pôs em pé junto à coluna, e fez a aliança perante o SENHOR, para seguirem o SENHOR, e guardarem os seus mandamentos, os seus testemunhos e os seus estatutos, com todo o coração e com toda a alma, confirmando as palavras desta aliança, que estavam escritas naquele livro; e todo o povo apoiou esta aliança. 4E o rei mandou ao sumo sacerdote Hilquias, aos sacerdotes da segunda ordem, e aos guardas do umbral da porta, que tirassem do templo do SENHOR todos os vasos que se tinham feito para Baal, para o bosque e para todo o exército dos céus e os queimou fora de Jerusalém, nos campos de Cedrom e levou as cinzas deles a Betel. 5Também destituiu os sacerdotes que os reis de Judá estabeleceram para incensarem sobre os altos nas cidades de Judá e ao redor de Jerusalém, como também os que queimavam incenso a Baal, ao sol, à lua, e aos planetas, e a todo o exército dos céus. 6Também tirou da casa do SENHOR o ídolo do bosque levando-o para fora de Jerusalém até ao ribeiro de Cedrom, e o queimou junto ao ribeiro de Cedrom, e o desfez em pó, e lançou o seu pó sobre as sepulturas dos filhos do povo. 7Também derrubou as casas dos sodomitas que estavam na casa do SENHOR, em que as mulheres teciam casinhas para o ídolo do bosque. 8E a todos os sacerdotes trouxe das cidades de Judá, e profanou os altos em que os sacerdotes queimavam incenso, desde Geba até Berseba; e derrubou os altos que estavam às portas, junto à entrada da porta de Josué, o governador da cidade, que estava à esquerda daquele que entrava pela porta da cidade. 9Mas os sacerdotes dos altos não sacrificavam sobre o altar do SENHOR em Jerusalém; porém comiam pães ázimos no meio de seus irmãos. 10Também profanou a Tofete, que está no vale dos filhos de Hinom, para que ninguém fizesse passar a seu filho, ou sua filha, pelo fogo a Moloque. 11Também tirou os cavalos que os reis de Judá tinham dedicado ao sol, à entrada da casa do SENHOR, perto da câmara de Natã-Meleque, o camareiro, que estava no recinto; e os carros do sol queimou a fogo. 12Também o rei derrubou os altares que estavam sobre o terraço do cenáculo de Acaz, os quais os reis de Judá tinham feito, como também o rei derrubou os altares que fizera Manassés nos dois átrios da casa do SENHOR; e esmiuçados os tirou dali e lançou o pó deles no ribeiro de Cedrom. 13O rei profanou também os altos que estavam defronte de Jerusalém, à mão direita do monte de Masite, os quais edificara Salomão, rei de Israel, a Astarote, a abominação dos sidônios, e a Quemós, a abominação dos moabitas, e a Milcom, a abominação dos filhos de Amom. 14Semelhantemente quebrou as estátuas, cortou os bosques e encheu o seu lugar com ossos de homens. 15E também o altar que estava em Betel, e o alto que fez Jeroboão, filho de Nebate, com que tinha feito Israel pecar, esse altar derrubou juntamente com o alto; queimando o alto, em pó o esmiuçou, e queimou o ídolo do bosque. 16E, virando-se Josias, viu as sepulturas que estavam ali no monte; e mandou tirar os ossos das sepulturas, e os queimou sobre aquele altar, e assim o profanou, conforme a palavra do SENHOR, que profetizara o homem de Deus, quando anunciou estas palavras. 17Então disse: Que é este monumento que vejo? E os homens da cidade lhe disseram: É a sepultura do homem de Deus que veio de Judá, e anunciou estas coisas que fizeste contra este altar de Betel. 18E disse: Deixai-o estar; ninguém mexa nos seus ossos. Assim deixaram estar os seus ossos com os ossos do profeta que viera de Samaria. 19Demais disto também Josias tirou todas as casas dos altos que havia nas cidades de Samaria, e que os reis de Israel tinham feito para provocarem à ira o SENHOR; e lhes fez conforme todos os atos que tinha feito em Betel. 20E sacrificou todos os sacerdotes dos altos, que havia ali, sobre os altares, e queimou ossos humanos sobre eles; depois voltou a Jerusalém. 21O rei deu ordem a todo o povo, dizendo: Celebrai a páscoa ao SENHOR vosso Deus, como está escrito no livro da aliança. 22Porque nunca se celebrou tal páscoa como esta desde os dias dos juízes que julgaram a Israel, nem em todos os dias dos reis de Israel, nem tampouco dos reis de Judá. 23Porém no ano décimo oitavo do rei Josias esta páscoa se celebrou ao SENHOR em Jerusalém. 24E também os adivinhos, os feiticeiros, os terafins, os ídolos, e todas as abominações que se viam na terra de Judá e em Jerusalém, os extirpou Josias, para confirmar as palavras da lei, que estavam escritas no livro que o sacerdote Hilquias achara na casa do SENHOR. 25E antes dele não houve rei semelhante, que se convertesse ao SENHOR com todo o seu coração, com toda a sua alma e com todas as suas forças, conforme toda a lei de Moisés; e depois dele nunca se levantou outro tal. 26Todavia o SENHOR não se demoveu do ardor da sua grande ira, com que ardia contra Judá, por todas as provocações com que Manassés o tinha provocado. 27E disse o SENHOR: Também a Judá hei de tirar de diante da minha face, como tirei a Israel, e rejeitarei esta cidade de Jerusalém que escolhi, como também a casa de que disse: Estará ali o meu nome. 28Ora, o mais dos atos de Josias e tudo quanto fez, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá? 29Nos seus dias subiu Faraó Neco, rei do Egito, contra o rei da Assíria, ao rio Eufrates; e o rei Josias lhe foi ao encontro; e, vendo-o ele, o matou em Megido. 30E seus servos, num carro, o levaram morto, de Megido, e o trouxeram a Jerusalém, e o sepultaram na sua sepultura; e o povo da terra tomou a Jeoacaz, filho de Josias, e ungiram-no, e fizeram-no rei em lugar de seu pai. 31Tinha Jeoacaz vinte e três anos de idade quando começou a reinar, e três meses reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Hamutal, filha de Jeremias, de Libna. 32E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, conforme tudo o que fizeram seus pais. 33Porém Faraó Neco o mandou prender em Ribla, em terra de Hamate, para que não reinasse em Jerusalém; e à terra impôs pena de cem talentos de prata e um talento de ouro. 34Também Faraó Neco constituiu rei a Eliaquim, filho de Josias, em lugar de seu pai Josias, e lhe mudou o nome para Jeoiaquim; porém a Jeoacaz tomou consigo, e foi ao Egito, e morreu ali. 35E Jeoiaquim deu aquela prata e aquele ouro a Faraó; porém tributou a terra, para dar esse dinheiro conforme o mandado de Faraó; a cada um segundo a sua avaliação exigiu a prata e o ouro do povo da terra, para o dar a Faraó Neco. 36Tinha Jeoiaquim vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar, e reinou onze anos em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Zebida, filha de Pedaías, de Ruma. 37E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, conforme tudo quanto fizeram seus pais. 2 Reis 24 1NOS seus dias subiu Nabucodonosor, rei de Babilônia, e Jeoiaquim ficou três anos seu servo; depois se virou, e se rebelou contra ele. 2E o SENHOR enviou contra ele as tropas dos caldeus, as tropas dos sírios, as tropas dos moabitas e as tropas dos filhos de Amom; e as enviou contra Judá, para o destruir, conforme a palavra do SENHOR, que falara pelo ministério de seus servos, os profetas. 3E, na verdade, conforme o mandado do SENHOR, assim sucedeu a Judá, para o afastar da sua presença por causa dos pecados de Manassés, conforme tudo quanto fizera. 4Como também por causa do sangue inocente que derramou; pois encheu a Jerusalém de sangue inocente; e por isso o SENHOR não quis perdoar. 5Ora, o mais dos atos de Jeoiaquim, e tudo quanto fez, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá? 6E Jeoiaquim dormiu com seus pais; e Joaquim, seu filho, reinou em seu lugar. 7E o rei do Egito nunca mais saiu da sua terra; porque o rei de Babilônia tomou tudo quanto era do rei do Egito, desde o rio do Egito até ao rio Eufrates. 8Tinha Joaquim dezoito anos de idade quando começou a reinar, e reinou três meses em Jerusalém; e era o nome de sua mãe, Neusta, filha de Elnatã, de Jerusalém. 9E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, conforme tudo quanto fizera seu pai. 10Naquele tempo subiram os servos de Nabucodonosor, rei de Babilônia, a Jerusalém; e a cidade foi cercada. 11Também veio Nabucodonosor, rei de Babilônia, contra a cidade, quando já os seus servos a estavam sitiando. 12Então saiu Joaquim, rei de Judá, ao rei de Babilônia, ele, sua mãe, seus servos, seus príncipes e seus oficiais; e o rei de Babilônia o tomou preso, no ano oitavo do seu reinado. 13E tirou dali todos os tesouros da casa do SENHOR e os tesouros da casa do rei; e partiu todos os vasos de ouro, que fizera Salomão, rei de Israel, no templo do SENHOR, como o SENHOR tinha falado. 14E transportou a toda a Jerusalém como também a todos os príncipes, e a todos os homens valorosos, dez mil presos, e a todos os artífices e ferreiros; ninguém ficou senão o povo pobre da terra. 15Assim transportou Joaquim à Babilônia; como também a mãe do rei, as mulheres do rei, os seus oficiais e os poderosos da terra levou presos de Jerusalém à Babilônia. 16E todos os homens valentes, até sete mil, e artífices e ferreiros até mil, e todos os homens destros na guerra, a estes o rei de Babilônia levou presos para Babilônia. 17E o rei de Babilônia estabeleceu a Matanias, seu tio, rei em seu lugar; e lhe mudou o nome para Zedequias. 18Tinha Zedequias vinte e um anos de idade quando começou a reinar, e reinou onze anos em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Hamutal, filha de Jeremias, de Libna. 19E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, conforme tudo quanto fizera Jeoiaquim. 20Porque assim sucedeu por causa da ira do SENHOR contra Jerusalém, e contra Judá, até os rejeitar de diante da sua presença; e Zedequias se rebelou contra o rei de Babilônia. 2 Reis 25 1E SUCEDEU que, no nono ano do seu reinado, no mês décimo, aos dez do mês, Nabucodonosor, rei de Babilônia, veio contra Jerusalém, ele e todo o seu exército, e se acampou contra ela, e levantaram contra ela trincheiras em redor. 2E a cidade foi sitiada até ao undécimo ano do rei Zedequias. 3Aos nove do mês quarto, quando a cidade se via apertada pela fome, nem havia pão para o povo da terra, 4Então a cidade foi invadida, e todos os homens de guerra fugiram de noite pelo caminho da porta, entre os dois muros que estavam junto ao jardim do rei (porque os caldeus estavam contra a cidade em redor), e o rei se foi pelo caminho da campina. 5Porém o exército dos caldeus perseguiu o rei, e o alcançou nas campinas de Jericó; e todo o seu exército se dispersou. 6E tomaram o rei, e o fizeram subir ao rei de Babilônia, a Ribla; e foi-lhe pronunciada a sentença. 7E aos filhos de Zedequias mataram diante dos seus olhos; e vazaram os olhos de Zedequias, e o ataram com duas cadeias de bronze, e o levaram a Babilônia. 8E no quinto mês, no sétimo dia do mês (este era o ano décimo nono de Nabucodonosor, rei de Babilônia), veio Nebuzaradã, capitão da guarda, servo do rei de Babilônia, a Jerusalém. 9E queimou a casa do SENHOR e a casa do rei, como também todas as casas de Jerusalém, e todas as casas dos grandes queimou. 10E todo o exército dos caldeus, que estava com o capitão da guarda, derrubou os muros em redor de Jerusalém. 11E o mais do povo que deixaram ficar na cidade, os rebeldes que se renderam ao rei de Babilônia e o mais da multidão, Nebuzaradã, o capitão da guarda, levou presos. 12Porém dos mais pobres da terra deixou o capitão da guarda ficar alguns para vinheiros e para lavradores. 13Quebraram mais, os caldeus, as colunas de cobre que estavam na casa do SENHOR, como também as bases e o mar de cobre que estavam na casa do SENHOR; e levaram o seu bronze para Babilônia. 14Também tomaram as caldeiras, as pás, os apagadores, as colheres e todos os vasos de cobre, com que se ministrava. 15Também o capitão-da-guarda tomou os braseiros, e as bacias, o que era de ouro puro, em ouro e o que era de prata, em prata. 16As duas colunas, um mar, e as bases, que Salomão fizera para a casa do SENHOR; o cobre de todos estes vasos não tinha peso. 17A altura de uma coluna era de dezoito côvados, e sobre ela havia um capitel de cobre, e de altura tinha o capitel três côvados; e a rede e as romãs em redor do capitel, tudo era de cobre; e semelhante a esta era a outra coluna com a rede. 18Também o capitão-da-guarda tomou a Seraías, primeiro sacerdote, e a Sofonias, segundo sacerdote, e aos três guardas do umbral da porta. 19E da cidade tomou a um oficial, que tinha cargo dos homens de guerra, e a cinco homens dos que estavam na presença do rei, e se achavam na cidade, como também ao escrivão-mor do exército, que registrava o povo da terra para a guerra, e a sessenta homens do povo da terra, que se achavam na cidade. 20E tomando-os Nebuzaradã, o capitão da guarda, os levou ao rei de Babilônia, a Ribla. 21E o rei de Babilônia os feriu e os matou em Ribla, na terra de Hamate; e Judá foi levado preso para fora da sua terra. 22Porém, quanto ao povo que ficara na terra de Judá, que Nabucodonosor, rei de Babilônia, deixou ficar, pôs sobre ele, por governador a Gedalias, filho de Aicão, filho de Safã. 23Ouvindo, pois, os capitães dos exércitos, eles e os seus homens, que o rei de Babilônia pusera a Gedalias por governador, vieram a Gedalias, a Mizpá, a saber: Ismael, filho de Netanias, e Joanã, filho de Careá, e Seraías, filho de Tanumete, o netofatita, e Jazanias, filho do maacatita, eles e os seus homens. 24E Gedalias jurou a eles e aos seus homens, e lhes disse: Não temais ser servos dos caldeus; ficai na terra, servi ao rei de Babilônia, e bem vos irá. 25Sucedeu, porém, que, no sétimo mês, veio Ismael, filho de Netanias, o filho de Elisama, da descendência real, e dez homens com ele, e feriram a Gedalias, e ele morreu, como também aos judeus, e aos caldeus que estavam com ele em Mizpá. 26Então todo o povo se levantou, desde o menor até ao maior, como também os capitães dos exércitos, e foram ao Egito, porque temiam os caldeus. 27Depois disto sucedeu que, no ano trinta e sete do cativeiro de Joaquim, rei de Judá, no mês duodécimo, aos vinte e sete do mês, Evil-Merodaque, rei de Babilônia, no ano em que reinou, levantou a cabeça de Joaquim, rei de Judá, tirando-o da casa da prisão. 28E lhe falou benignamente; e pôs o seu trono acima do trono dos reis que estavam com ele em Babilônia. 29E lhe mudou as roupas de prisão, e de contínuo comeu pão na sua presença todos os dias da sua vida. 30E, quanto à sua subsistência, pelo rei lhe foi dada subsistência contínua, a porção de cada dia no seu dia, todos os dias da sua vida. 1 Crônicas 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 1 Crônicas 1 1ADÃO, Sete, Enos, 2Cainã, Maalaleel, Jerede, 3Enoque, Matusalém, Lameque, 4Noé, Sem, Cão e Jafé. 5Os filhos de Jafé foram: Gomer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tiras. 6E os filhos de Gomer: Asquenaz, Rifate, Togarma. 7E os filhos de Javã: Elisá, Társis, Quitim e Dodanim. 8Os filhos de Cão: Cuxe, Mizraim, Pute e Canaã. 9E os filhos de Cuxe eram: Sebá, Havilá, Sabtá, Raamá e Sabtecá; os filhos de Raamá: Sebá e Dedã. 10E Cuxe gerou a Ninrode, que começou a ser poderoso na terra. 11E Mizraim gerou a Ludim e a Anamim e a Leabim e a Naftuim, 12E a Patrusim e a Casluim (dos quais procedem os filisteus) e a Caftorim. 13E Canaã gerou a Sidom seu primogênito, e a Hete, 14E aos jebuseus e aos amorreus e aos girgaseus, 15E aos heveus e aos arqueus e aos sineus, 16E aos arvadeus e aos zemareus e aos hamateus. 17E foram os filhos de Sem: Elão, Assur, Arfaxade, Lude, Arã, Uz, Hul, Geter e Meseque. 18E Arfaxade gerou a Selá e Selá gerou a Éber. 19E a Éber nasceram dois filhos: o nome de um foi Pelegue, porquanto nos seus dias se repartiu a terra, e o nome de seu irmão era Joctã. 20E Joctã gerou a Almodá, a Selefe, a Hazarmavé, e a Jerá, 21E a Hadorão, a Usal, e a Dicla, 22E a Obal, a Abimael, a Sebá, 23E a Ofir, a Havilá, e a Jobabe: todos estes foram filhos de Joctã. 24Sem, Arfaxade, Selá, 25Éber, Pelegue, Reú, 26Serugue, Naor, Terá, 27Abrão, que é Abraão. 28Os filhos de Abraão foram: Isaque e Ismael. 29Estas são as suas gerações: o primogênito de Ismael foi Nebaiote, e, depois, Quedar, Adbeel, Mibsão, 30Misma, Dumá, Massá, Hadade, Tema, 31Jetur, Nafis e Quedemá; estes foram os filhos de Ismael. 32Quanto aos filhos de Quetura, concubina de Abraão, esta deu à luz a Zinrã, a Jocsã, a Medã, a Midiã, a Jisbaque e a Suá; e os filhos de Jocsã foram Seba e Dedã. 33E os filhos de Midiã: Efá, Efer, Enoque, Abida e Elda; todos estes foram filhos de Quetura. 34Abraão, pois, gerou a Isaque; e foram os filhos de Isaque: Esaú e Israel. 35Os filhos de Esaú: Elifaz, Reuel, Jeús, Jalão e Coré. 36Os filhos de Elifaz: Temã, Omar, Zefi, Gaetã, Quenaz, Timna e Amaleque. 37Os filhos de Reuel: Naate, Zerá, Samá e Mizá. 38E os filhos de Seir: Lotã, Sobal, Zibeão, Aná, Disom, Eser e Disã. 39E os filhos de Lotã: Hori e Homã; e a irmã de Lotã foi Timna. 40Os filhos de Sobal eram Alvã, Manaate, Ebal, Sefi e Onã; e os filhos de Zibeão eram Aiá e Aná. 41O filho de Aná foi Disom; e os filhos de Disom foram Hanrão, Esbã, Itrã e Querã. 42Os filhos de Eser eram: Bilã, Zaavã e Jaacã; os filhos de Disã eram: Uz e Arã. 43E estes são os reis que reinaram na terra de Edom, antes que reinasse rei sobre os filhos de Israel: Bela, filho de Beor, e era o nome da sua cidade Dinabá. 44E morreu Bela, e reinou em seu lugar Jobabe, filho de Zerá, de Bozra. 45E morreu Jobabe, e reinou em seu lugar Husão, da terra dos temanitas. 46E morreu Husão, e reinou em seu lugar Hadade, filho de Bedade; este feriu os midianitas no campo de Moabe; e era o nome da sua cidade Avite. 47E morreu Hadade, e reinou em seu lugar Samlá, de Masreca. 48E morreu Samlá, e reinou em seu lugar Saul, de Reobote, junto ao rio. 49E morreu Saul, e reinou em seu lugar Baal-Hanã, filho de Acbo. 50E, morrendo Baal-Hanã, Hadade reinou em seu lugar; e era o nome da sua cidade Paí; e o nome de sua mulher era Meetabel, filha de Matrede, filha de MeZaabe. 51E, morrendo Hadade, foram príncipes em Edom o príncipe Timna, o príncipe Alva, o príncipe Jetete, 52O príncipe Oolibama, o príncipe Elá, o príncipe Pinom, 53O príncipe Quenaz, o príncipe Temã, o príncipe Mibzar, 54O príncipe Magdiel, o príncipe Irã, estes foram os príncipes de Edom. 1 Crônicas 2 1ESTES são os filhos de Israel: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zebulom; 2Dã, José e Benjamim, Naftali, Gade e Aser. 3Os filhos de Judá foram Er, e Onã, e Selá, estes três lhe nasceram da filha de Suá, a cananéia; e Er, o primogênito de Judá, foi mau aos olhos do SENHOR, pelo que o matou. 4Porém Tamar, sua nora, lhe deu à luz Perez e Zerá; todos os filhos de Judá foram cinco. 5Os filhos de Perez foram Hezrom e Hamul. 6E os filhos de Zerá: Zinri, e Etã, e Hemã, e Calcol, e Dara: cinco ao todo. 7E os filhos de Carmi foram Acar, o perturbador de Israel, que pecou no anátema. 8E o filho de Etã foi Azarias. 9E os filhos de Hezrom, que lhe nasceram, foram Jerameel, e Rão, e Quelubai. 10E Rão gerou a Aminadabe, e Aminadabe gerou a Naassom, príncipe dos filhos de Judá. 11E Naassom gerou a Salma, e Salma gerou a Boaz. 12E Boaz gerou a Obede, e Obede gerou a Jessé. 13E Jessé gerou a Eliabe, seu primogênito, e Abinadabe, o segundo, e Siméia, o terceiro. 14Natanael, o quarto, Radai, o quinto. 15Ozém, o sexto, Davi, o sétimo. 16E foram suas irmãs Zeruia e Abigail; e foram os filhos de Zeruia: Abisai e Joabe, e Asael, três. 17E Abigail deu à luz a Amasa; e o pai de Amasa foi Jeter, o ismaelita. 18E Calebe, filho de Hezrom, gerou filhos de Azuba, sua mulher, e de Jeriote; e os filhos desta foram estes: Jeser, Sobabe, e Ardom. 19E morreu Azuba; e Calebe tomou para si a Efrate, da qual lhe nasceu Hur. 20E Hur gerou a Uri, e Uri gerou a Bezaleel. 21Então Hezrom coabitou com a filha de Maquir, pai de Gileade, e, sendo ele de sessenta anos, a tomou; e ela deu à luz a Segube. 22E Segube gerou a Jair; e este tinha vinte e três cidades na terra de Gileade. 23E Gesur e Arã tomaram deles as aldeias de Jair, e Quenate, e seus lugares, sessenta cidades; todos estes foram filhos de Maquir, pai de Gileade. 24E, depois da morte de Hezrom, em Calebe de Efrata, Abia, mulher de Hezrom, deu à luz a Asur, pai de Tecoa. 25E os filhos de Jerameel, primogênito de Hezrom, foram Rão, o primogênito, Buna, Orem, Ozém e Aías. 26Teve também Jerameel ainda outra mulher cujo nome era Atara; esta foi a mãe de Onã. 27E foram os filhos de Rão, primogênito de Jerameel: Maaz, Jamim, e Equer. 28E foram os filhos de Onã: Samai e Jada; e os filhos de Samai: Nadabe e Abisur. 29E o nome da mulher de Abisur era Abiail, que lhe deu a Abã e a Molide. 30E foram os filhos de Nadabe, Selede e Apaim; e Selede morreu sem filhos. 31E o filho de Apaim foi Isi; e o filho de Isi, Sesã. E o filho de Sesã, Alai. 32E os filhos de Jada, irmão de Samai, foram Jeter e Jônatas; e Jeter morreu sem filhos. 33E os filhos de Jônatas foram: Pelete e Zaza; estes foram os filhos de Jerameel. 34E Sesã não teve filhos, mas filhas; e tinha Sesã um servo egípcio, cujo nome era Jará. 35Deu, pois, Sesã sua filha por mulher a Jará, seu servo; e lhe deu à luz a Atai. 36E Atai gerou a Natã, e Natã gerou a Zabade. 37E Zabade gerou a Eflal, e Eflal gerou a Obede. 38E Obede gerou a Jeú, e Jeú gerou a Azarias. 39E Azarias gerou a Helez, e Helez gerou a Eleasá. 40E Eleasá gerou a Sismai, e Sismai gerou a Salum. 41E Salum gerou a Jecamias, e Jecamias gerou a Elisama. 42E foram os filhos de Calebe, irmão de Jerameel, Messa, seu primogênito (este foi o pai de Zife), e os filhos de Maressa, pai de Hebrom. 43E foram os filhos de Hebrom: Coré, Tápua, Requém e Sema. 44E Sema gerou a Raão, pai de Jorqueão; e Requém gerou a Samai. 45E foi o filho de Samai, Maom; e Maom foi pai de Bete-Zur. 46E Efá, a concubina de Calebe, deu à luz a Harã, a Mosa, e a Gazez; e Harã gerou a Gazez. 47E foram filhos de Jadai: Regém, Jotão, Gesã, Pelete, Efá e Saafe. 48De Maaca, concubina, Calebe gerou a Seber e a Tiraná. 49E a mulher de Saafe, pai de Madmana, deu à luz a Seva, pai de Macbena e pai de Gibeá; e foi a filha de Calebe, Acsa. 50Estes foram os filhos de Calebe, filho de Hur, o primogênito de Efrata: Sobal, pai de Quiriate-Jearim, 51E Salma, pai dos belemitas, Harefe, pai de Bete-Gader. 52E foram os filhos de Sobal, pai de Quiriate-Jearim: Haroé e metade dos menuítas. 53E as famílias de Quiriate-Jearim foram os jitreus, e os puteus, e os sumateus, e os misraeus; destes saíram os zorateus, e os estaoleus. 54Os filhos de Salma foram Belém e os netofatitas, Atarote, Bete-Joabe, e metade dos manaatitas, e os zoritas. 55E as famílias dos escribas que habitavam em Jabez foram os tiratitas, os simeatitas e os sucatitas; estes são os queneus, que vieram de Hamate, pai da casa de Recabe. 1 Crônicas 3 1E ESTES foram os filhos de Davi, que lhe nasceram em Hebrom: o primogênito, Amnom, de Ainoã, a jizreelita; o segundo Daniel, de Abigail, a carmelita; 2O terceiro, Absalão, filho de Maaca, filha de Talmai, rei de Gesur; o quarto, Adonias, filho de Hagite; 3O quinto, Sefatias, de Abital; o sexto, Itreão, de Eglá, sua mulher. 4Seis filhos lhe nasceram em Hebrom, porque ali reinou sete anos e seis meses; e trinta e três anos reinou em Jerusalém. 5E estes lhe nasceram em Jerusalém: Siméia, e Sobabe, e Natã, e Salomão; estes quatro lhe nasceram de Bate-Sua, filha de Amiel. 6Nasceram-lhe mais Ibar, Elisama, Elifelete, 7Nogá, Nefegue, Jafia, 8Elisama, Eliada, e Elifelete, nove. 9Todos estes foram filhos de Davi, afora os filhos das concubinas e Tamar, irmã deles. 10E o filho de Salomão foi Roboão; de quem foi filho Abias; de quem foi filho Asa; de quem foi filho Jeosafá; 11De quem foi filho Jorão; de quem foi filho Acazias; de quem foi filho Joás; 12De quem foi filho Amazias; de quem foi filho Jotão; 13De quem foi filho Acaz; de quem foi filho Ezequias; de quem foi filho Manassés; 14De quem foi filho Amom; de quem foi filho Josias. 15E os filhos de Josias foram: o primogênito, Joanã: o segundo, Jeoiaquim; o terceiro, Zedequias; o quarto, Salum. 16E os filhos de Jeoiaquim: Jeconias, seu filho, e Zedequias, seu filho. 17E os filhos de Jeconias: Assir, e seu filho Sealtiel. 18Os filhos deste foram: Malquirão, Pedaías, Senazar, Jecamias, Hosama, e Nedabias. 19E os filhos de Pedaías: Zorobabel e Simei; e os filhos de Zorobabel: Mesulão, Hananias, e Selomite, sua irmã, 20E Hasubá, Oel, Berequias, Hasadias, JusabeHesede, cinco. 21E os filhos de Hananias: Pelatias e Jesaías; os filhos de Refaías, os filhos de Arnã, os filhos de Obadias, e os filhos de Secanias. 22E o filho de Secanias foi Semaías; e os filhos de Semaías: Hatus, e Igeal, e Bariá, e Nearias, e Safate, seis. 23E os filhos de Nearias: Elioenai, e Ezequias, e Azricão, três. 24E os filhos de Elioenai; Hodavias, Eliasibe, Pelaías, Acube, Joanã, Delaías, e Anani, sete. 1 Crônicas 4 1OS filhos de Judá foram: Perez, Hezrom, Carmi, Hur, e Sobal. 2E Reaías, filho de Sobal gerou a Jaate, e Jaate gerou a Aumai e a Laade; estas são as famílias dos zoratitas. 3E estes foram os filhos do pai de Etã: Jizreel, Isma e Idbas; e era o nome de sua irmã Hazelelponi. 4E mais Penuel, pai de Gedor, e Ezer, pai de Husá; estes foram os filhos de Hur, o primogênito de Efrata, pai de Belém. 5E tinha Asur, pai de Tecoa, duas mulheres: Helá e Naará. 6E Naará deu à luz a Auzão, e a Hefer, e a Temeni, e a Haastari; estes foram os filhos de Naará. 7E os filhos de Helá: Zerete, Izar e Etnã. 8E Coz gerou a Anube e a Zobeba e as famílias de Aarel, filho de Harum. 9E foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; e sua mãe deu-lhe o nome de Jabez, dizendo: Porquanto com dores o dei à luz. 10Porque Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Se me abençoares muitíssimo, e meus termos ampliares, e a tua mão for comigo, e fizeres que do mal não seja afligido! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido. 11E Quelube, irmão de Suá, gerou a Meir; este é o pai de Estom. 12E Estom gerou a Bete-Rafa, a Pasea, e a Teina, pai de Ir-Naás; estes foram os homens de Reca. 13E foram os filhos de Quenaz: Otniel e Seraías; o filho de Otniel: Hatate. 14E Meonotai gerou a Ofra, e Seraías gerou a Joabe, pai dos do vale dos artífices; porque os dali eram artífices. 15E foram os filhos de Calebe, filho de Jefoné: Iru, Elá e Naã; e o filho de Elá: Quenaz. 16E os filhos de Jealelel: Zife, Zifa, Tiria e Asareel. 17E os filhos de Ezra: Jeter, Merede, Efer, e Jalom; e teve mais a Miriã, e Samai, e Isbá, pai de Estemoa. 18E sua mulher, Judia, deu à luz a Jerede, pai de Gedor, e a Héber, pai de Socó, e a Jecutiel, pai de Zanoa; e estes foram os filhos de Bitia, filha de Faraó, que Merede tomou. 19E foram os filhos da mulher de Hodias, irmã de Naã: Abiqueila, o garmita, Estemoa, o maacatita. 20E os filhos de Simeão: Amom, Rina, Bene-Hanã, e Tilom; e os filhos de Isi: Zoete e Bene-Zoete. 21Os filhos de Selá, filho de Judá: Er, pai de Leca, e Lada, pai de Maressa, e as famílias da casa dos que fabricavam linho fino, em casa de Asbéia. 22Como também Joquim, e os homens de Cozeba, e Joás, e Sarafe (que dominaram sobre os moabitas), e Jasubi-Leém; porém estas coisas já são antigas. 23Estes foram oleiros, e habitavam nas hortas e nos cerrados; estes ficaram ali com o rei na sua obra. 24Os filhos de Simeão foram Nemuel, Jamim, Jaribe, Zerá, e Saul, 25Cujo filho foi Salum, de quem foi filho Mibsão, de quem foi filho Misma. 26E os filhos de Misma foram: Hamuel, de quem foi filho Zacur, de quem foi filho Simei. 27E Simei teve dezesseis filhos, e seis filhas, porém seus irmãos não tiveram muitos filhos; e toda a sua família não se multiplicou tanto como as dos filhos de Judá. 28E habitaram em Berseba, e em Moladá, e em Hazar-Sual, 29E em Bila, e em Ezém, e em Tolade, 30E em Betuel, e em Hormá, e em Ziclague, 31E em Bete-Marcabote, e em Hazar-Susim, e em Bete-Biri, e em Saaraim; estas foram as suas cidades, até que Davi reinou. 32E foram as suas aldeias: Etã, Aim, Rimom, Toquém, e Asã, cinco cidades, 33E todas as suas aldeias, que estavam em redor destas cidades, até Baal. Estas foram as suas habitações e suas genealogias. 34Porém Mesobabe, e Janleque e Josa, filho de Amazias, 35E Joel, e Jeú, filho de Josibias, filho de Seraías, filho de Asiel, 36E Elioenai e Jaacobá, Jesoaías, Asaías, Adiel, Jesimiel, Benaias, 37E Ziza, filho de Sifi, filho de Alom, filho de Jedaías, filho de Sinri, filho de Semaías; 38Estes, registrados por seus nomes, foram príncipes nas suas famílias; e as famílias de seus pais se multiplicaram abundantemente. 39E chegaram até à entrada de Gedor, ao oriente do vale, a buscar pasto para os seus rebanhos. 40E acharam pasto fértil e terra espaçosa, e quieta, e descansada; porque os de Cão haviam habitado ali antes. 41Estes, pois, que estão descritos por seus nomes, vieram nos dias de Ezequias, rei de Judá, e derrubaram as tendas e habitações dos que se acharam ali, e as destruíram totalmente até o dia de hoje, e habitaram em seu lugar; porque ali havia pasto para os seus rebanhos. 42Também deles, dos filhos de Simeão, quinhentos homens foram às montanhas de Seir; levaram por cabeças a Pelatias, e a Nearias, e a Refaías, e a Uziel, filhos de Isi. 43E feriram o restante dos que escaparam dos amalequitas, e habitaram ali até o dia de hoje. 1 Crônicas 5 1QUANTO aos filhos de Rúben, o primogênito de Israel (pois ele era o primogênito; mas porque profanara a cama de seu pai, deu-se a sua primogenitura aos filhos de José, filho de Israel; de modo que não foi contado, na genealogia da primogenitura, 2Porque Judá foi poderoso entre seus irmãos, e dele veio o soberano; porém a primogenitura foi de José). 3Foram, pois, os filhos de Rúben, o primogênito de Israel: Enoque, Palu, Hezrom, e Carmi. 4Os filhos de Joel: Semaías, seu filho; Gogue, seu filho; Simei, seu filho; 5Mica, seu filho; Reaías, seu filho; Baal, seu filho; 6Beera, seu filho, o qual Tiglate-Pilneser, rei da Assíria, levou preso; este foi príncipe dos rubenitas. 7Quanto a seus irmãos pelas suas famílias, quando foram postos nas genealogias, segundo as suas descendências, tiveram por chefes Jeiel e Zacarias, 8E Bela, filho de Azaz, filho de Sema, filho de Joel, que habitou em Aroer, até Nebo e Baal-Meom, 9Também habitou do lado do oriente, até à entrada do deserto, desde o rio Eufrates; porque seu gado se tinha multiplicado na terra de Gileade. 10E nos dias de Saul fizeram guerra aos hagarenos, que caíram pela sua mão; e eles habitaram nas suas tendas defronte de todo o lado oriental de Gileade. 11E os filhos de Gade habitaram defronte deles, na terra de Basã, até Salcá. 12Joel foi chefe, e Safã o segundo; também Janai e Safate estavam em Basã. 13E seus irmãos, segundo as suas casas paternas, foram: Micael, Mesulão, Seba, Jorai, Jacã, Zia, e Éber, sete. 14Estes foram os filhos de Abiail filho de Huri, filho de Jaroa, filho de Gileade, filho de Micael, filho de Jesisai, filho de Jado, filho de Buz; 15Aí, filho de Abdiel, filho de Guni, foi chefe da casa de seus pais. 16E habitaram em Gileade, em Basã e nos lugares da sua jurisdição; como também em todos os arrabaldes de Sarom, até aos seus termos. 17Todos estes foram registrados, segundo as suas genealogias, nos dias de Jotão, rei de Judá, e nos dias de Jeroboão, rei de Israel. 18Dos filhos de Rúben, e dos gaditas, e da meia tribo de Manassés, homens muito valentes, que traziam escudo e espada, e entesavam o arco, e eram destros na guerra; houve quarenta e quatro mil e setecentos e sessenta, que saíam à peleja. 19E fizeram guerra aos hagarenos, como a Jetur, e a Nafis e a Nodabe. 20E foram ajudados contra eles, e os hagarenos e todos quantos estavam com eles foram entregues em sua mão; porque, na peleja, clamaram a Deus que lhes deu ouvidos, porquanto confiaram nele. 21E levaram preso o seu gado; seus camelos, cinqüenta mil, e duzentas e cinqüenta mil ovelhas, e dois mil jumentos, e cem mil homens. 22Porque muitos caíram feridos, porque de Deus era a peleja; e habitaram em seu lugar, até ao cativeiro. 23E os filhos da meia tribo de Manassés habitaram naquela terra; multiplicaramse desde Basã até Baal-Hermom, e Senir, e o monte de Hermom. 24E estes foram cabeças de suas casas paternas, a saber: Hefer, Isi, Eliel, Azriel, Jeremias, Hodavias, e Jadiel, homens valentes, homens de nome, e chefes das casas de seus pais. 25Porém transgrediram contra o Deus de seus pais; e se prostituíram, seguindo os deuses dos povos da terra, os quais Deus destruíra de diante deles. 26Por isso o Deus de Israel suscitou o espírito de Pul, rei da Assíria, e o espírito de Tiglate-Pilneser, rei da Assíria, que os levaram presos, a saber: os rubenitas e gaditas, e a meia tribo de Manassés; e os trouxeram a Hala, e a Habor, e a Hara, e ao rio de Gozã, até ao dia de hoje. 1 Crônicas 6 1OS filhos de Levi foram: Gérson, Coate e Merari, 2E os filhos de Coate: Anrão, e Izar, e Hebrom, e Uziel. 3E os filhos de Anrão: Arão, Moisés, e Miriã; e os filhos de Arão: Nadabe, Abiú, Eleazar, e Itamar. 4E Eleazar gerou a Finéias, e Finéias gerou a Abisua, 5E Abisua gerou a Buqui, e Buqui gerou a Uzi, 6E Uzi gerou a Zeraías, e Zeraías gerou a Meraiote. 7E Meraiote gerou a Amarias, e Amarias gerou a Aitube. 8E Aitube gerou a Zadoque, e Zadoque gerou a Aimaás, 9E Aimaás gerou a Azarias, e Azarias gerou a Joanã, 10E Joanã gerou a Azarias; e este é o que exerceu o sacerdócio na casa que Salomão tinha edificado em Jerusalém. 11E Azarias gerou a Amarias, e Amarias gerou a Aitube, 12E Aitube gerou a Zadoque, e Zadoque gerou a Salum, 13E Salum gerou a Hilquias, e Hilquias gerou a Azarias, 14E Azarias gerou a Seraías, e Seraías gerou a Jeozadaque, 15E Jeozadaque foi levado cativo quando o SENHOR levou presos a Judá e a Jerusalém pela mão de Nabucodonosor. 16Os filhos de Levi foram, pois, Gérson, Coate, e Merari. 17E estes são os nomes dos filhos de Gérson: Libni e Simei. 18E os filhos de Coate: Anrão, Izar, Hebrom, e Uziel. 19Os filhos de Merari: Mali e Musi; estas são as famílias dos levitas, segundo seus pais. 20De Gérson: Libni, seu filho; Jaate, seu filho; Zima, seu filho; 21Joá, seu filho; Ido, seu filho; Zerá, seu filho; Jeatarai, seu filho. 22Os filhos de Coate foram: Aminadabe, seu filho; Coré, seu filho; Assir, seu filho; 23Elcana, seu filho; Ebiasafe, seu filho; Assir, seu filho; 24Taate, seu filho; Uriel, seu filho; Uzias, seu filho; e Saul, seu filho. 25E os filhos de Elcana: Amasai e Aimote. 26Quanto a Elcana: os filhos de Elcana foram Zofai, seu filho; e seu filho Naate. 27Seu filho Eliabe, seu filho Jeroão, seu filho Elcana. 28E os filhos de Samuel: Joel, seu primogênito, e o segundo Abias. 29Os filhos de Merari: Mali, seu filho Libni, seu filho Simei, seu filho Uzá. 30Seu filho Siméia, seu filho Hagias, seu filho Asaías. 31Estes são, pois, os que Davi constituiu para o ofício do canto na casa do SENHOR, depois que a arca teve repouso. 32E ministravam diante do tabernáculo da tenda da congregação com cantares, até que Salomão edificou a casa do SENHOR em Jerusalém; e estiveram, segundo o seu costume, no seu ministério. 33Estes são, pois, os que ali estavam com seus filhos: dos filhos dos coatitas, Hemã, o cantor, filho de Joel, filho de Samuel, 34Filho de Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliel, filho de Toá, 35Filho de Zufe, filho de Elcana, filho de Maate, filho de Amasai, 36Filho de Elcana, filho de Joel, filho de Azarias, filho de Sofonias. 37Filho de Taate, filho de Assir, filho de Ebiasafe, filho de Coré, 38Filho de Isar, filho de Coate, filho de Levi, filho de Israel. 39E seu irmão Asafe estava à sua direita; e era Asafe filho de Berequias, filho de Siméia, 40Filho de Micael, filho de Baaséias, filho de Malquias, 41Filho de Etni, filho de Zerá, filho de Adaías, 42Filho de Etã, filho de Zima, filho de Simei, 43Filho de Jaate, filho de Gérson, filho de Levi. 44E seus irmãos, os filhos de Merari, estavam à esquerda; a saber: Etã, filho de Quisi, filho de Abdi, filho de Maluque, 45Filho de Hasabias, filho de Amazias, filho de Hilquias, 46Filho de Anzi, filho de Bani, filho de Semer, 47Filho de Mali, filho de Musi, filho de Merari, filho de Levi. 48E seus irmãos, os levitas, foram postos para todo o ministério do tabernáculo da casa de Deus. 49E Arão e seus filhos ofereceram sobre o altar do holocausto e sobre o altar do incenso, por todo o serviço do lugar santíssimo, e para fazer expiação por Israel, conforme tudo quanto Moisés, servo de Deus, tinha ordenado. 50E estes foram os filhos de Arão: seu filho Eleazar, seu filho Finéias, seu filho Abisua. 51Seu filho Buqui, seu filho Uzi, seu filho Seraías, 52Seu filho Meraiote, seu filho Amarias, seu filho Aitube, 53Seu filho Zadoque, seu filho Aimaás. 54E estas foram as suas habitações, segundo os seus acampamentos, nos seus termos, a saber: dos filhos de Arão, da família dos coatitas, porque a eles caiu a sorte. 55Deram-lhes, pois, a Hebrom, na terra de Judá, e os arrabaldes que a rodeiam. 56Porém o território da cidade e as suas aldeias deram a Calebe, filho de Jefoné. 57E aos filhos de Arão deram as cidades de refúgio: Hebrom e Libna e os seus arrabaldes, e Jatir e Estemoa e os seus arrabaldes. 58E Hilém, e os seus arrabaldes, Debir e os seus arrabaldes, 59E Asã e os seus arrabaldes, e Bete-Semes e os seus arrabaldes. 60E da tribo de Benjamim, Geba e os seus arrabaldes, Alemete e os seus arrabaldes, e Anatote e os seus arrabaldes; todas as suas cidades, pelas suas famílias, foram treze. 61Mas os filhos de Coate, que restaram da sua família, tiveram, por sorte, dez cidades da meia tribo de Manassés. 62E os filhos de Gérson, segundo as suas famílias, tiveram treze cidades da tribo de Issacar, e da tribo de Aser, e da tribo de Naftali e da tribo de Manassés, em Basã. 63Os filhos de Merari, segundo as suas famílias, tiveram, por sorte, doze cidades da tribo de Rúben, e da tribo de Gade, e da tribo de Zebulom. 64Assim os filhos de Israel deram aos levitas estas cidades e os seus arrabaldes. 65E deram-lhes por sorte estas cidades, da tribo dos filhos de Judá, da tribo dos filhos de Simeão, e da tribo dos filhos de Benjamim, às quais deram os seus nomes. 66E quanto ao mais das famílias dos filhos de Coate, se lhes deram, da tribo de Efraim as cidades dos seus termos. 67Porque lhes deram as cidades de refúgio, Siquém e os seus arrabaldes, nas montanhas de Efraim, como também Gezer e os seus arrabaldes, 68E Jocmeão e os seus arrabaldes, Bete-Horom e os seus arrabaldes, 69E Aijalom e os seus arrabaldes, Gate-Rimom e os seus arrabaldes. 70E da meia tribo de Manassés, Aner e os seus arrabaldes, e Bileã e os seus arrabaldes; estas cidades tiveram os que ficaram da família dos filhos de Coate. 71Os filhos de Gérson tiveram, da família da meia tribo de Manassés, Golã, em Basã, e os seus arrabaldes, e Astarote e os seus arrabaldes. 72E da tribo de Issacar, Quedes e os seus arrabaldes, e Daberate e os seus arrabaldes. 73E Ramote e os seus arrabaldes, e Aném e os seus arrabaldes. 74E da tribo de Aser, Masal e os seus arrabaldes, e Abdom e os seus arrabaldes, 75E Hucoque e os seus arrabaldes, e Reobe e os seus arrabaldes. 76E da tribo de Naftali, Quedes, em Galiléia, e os seus arrabaldes, Hamom e os seus arrabaldes e Quiriataim e os seus arrabaldes. 77Os que ficaram dos filhos de Merari tiveram, da tribo de Zebulom, a Rimom e os seus arrabaldes, a Tabor e os seus arrabaldes. 78E dalém do Jordão, na altura de Jericó, ao oriente do Jordão, da tribo de Rúben, a Bezer, no deserto, e os seus arrabaldes, e a Jaza e os seus arrabaldes, 79E a Quedemote e os seus arrabaldes, e a Mefaate e os seus arrabaldes. 80E da tribo de Gade, a Ramote, em Gileade, e os seus arrabaldes, e Maanaim e os seus arrabaldes, 81E a Hesbom e os seus arrabaldes, e a Jazer e os seus arrabaldes. 1 Crônicas 7 1E QUANTO aos filhos de Issacar, foram: Tola, Pua, Jasube e Sinrom, quatro. 2E os filhos de Tola foram: Uzi, Refaías, Jeriel, Jamai, Ibsão e Semuel, chefes das casas de seus pais, descendentes de Tola, homens valentes nas suas gerações; o seu número, nos dias de Davi, foi de vinte e dois mil e seiscentos. 3E o filho de Uzi: Izraías; e os filhos de Izraías foram: Mical, Obadias, Joel e Issias; todos estes cinco chefes. 4E houve com eles nas suas gerações, segundo as suas casas paternas, em tropas de guerra, trinta e seis mil; porque tiveram muitas mulheres e filhos. 5E seus irmãos, em todas as famílias de Issacar, homens valentes, foram oitenta e sete mil, todos contados pelas suas genealogias. 6Os filhos de Benjamim foram: Belá, e Bequer, e Jediael, três. 7E os filhos de Belá: Esbom, e Uzi, e Uziel, e Jerimote, e Iri, cinco chefes da casa dos pais, homens valentes que foram contados pelas suas genealogias, vinte e dois mil e trinta e quatro. 8E os filhos de Bequer: Zemira, Joás, Eliezer, Elioenai, Onri, Jerimote, Abias, Anatote, e Alemete; todos estes foram filhos de Bequer. 9E foram contados pelas suas genealogias, segundo as suas gerações, e chefes das casas de seus pais, homens valentes, vinte mil e duzentos. 10E foi o filho de Jediael, Bilã; e os filhos de Bilã foram Jeús, Benjamim, Eúde, Quenaaná, Zetã, Társis e Aisaar. 11Todos estes filhos de Jediael foram chefes das famílias dos pais, homens valentes, dezessete mil e duzentos, que saíam no exército à peleja. 12E Supim, e Hupim, filhos de Ir, e Husim, dos filhos de Aer. 13Os filhos de Naftali: Jaziel, e Guni, e Jezer, e Salum, filhos de Bila. 14Os filhos de Manassés: Asriel, que a mulher de Gileade concebeu (porém a sua concubina, a síria, concebeu a Maquir, pai de Gileade; 15E Maquir tomou a irmã de Hupim e Supim por mulher, e era o seu nome Maaca), e foi o nome do segundo Zelofeade; e Zelofeade teve filhas. 16E Maaca, mulher de Maquir, deu à luz um filho, e chamou-o Perez; e o nome de seu irmão foi Seres; e foram seus filhos Ulão e Raquém. 17E o filho de Ulão, Bedã; estes foram os filhos de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés. 18E quanto à sua irmã Hamolequete, teve a Is-Hode, a Abiezer, e a Maalá. 19E foram os filhos de Semida: Aiã, Siquém, Liqui, e Anião. 20E os filhos de Efraim: Sutela, e seu filho Berede, e seu filho Taate, e seu filho Elada e seu filho Taate. 21E seu filho Zabade, e seu filho Sutela, e Ezer, e Elade; e os homens de Gate, naturais da terra, os mataram, porque desceram para tomar os seus gados. 22Por isso Efraim, seu pai, por muitos dias os chorou; e vieram seus irmãos para o consolar. 23Depois coabitou com sua mulher, e ela concebeu, e teve um filho; e chamou-o Berias; porque ia mal na sua casa. 24E sua filha foi Seerá, que edificou a Bete-Horom, a baixa e a alta, como também a Uzém-Seerá. 25E foi seu filho Refa, e Resefe, de quem foi filho Tela, de quem foi filho Taã, 26De quem foi filho Ladã, de quem foi filho Amiúde, de quem foi filho Elisama, 27De quem foi filho Num, de quem foi filho Josué. 28E foi a sua possessão e habitação Betel e os lugares da sua jurisdição; e ao oriente Naarã, e ao ocidente Gezer e os lugares da sua jurisdição, e Siquém e os lugares da sua jurisdição, até Gaza e os lugares da sua jurisdição; 29E do lado dos filhos de Manassés, Bete-Seã e os lugares da sua jurisdição, Taanaque e os lugares da sua jurisdição, Megido e os lugares da sua jurisdição, Dor e os lugares da sua jurisdição; nestas habitaram os filhos de José, filho de Israel. 30Os filhos de Aser foram: Imná, Isvá, Isvi, Berias, e Sera, irmã deles. 31E os filhos de Berias: Héber e Malquiel; este foi o pai de Birzavite. 32E Héber gerou a Jaflete, e a Somer, e a Hotão, e a Suá, irmã deles. 33E foram os filhos de Jaflete: Pasaque, e Bimal e Asvate; estes foram os filhos de Jaflete. 34E os filhos de Semer: Ai, Roga, Jeubá, e Arã. 35E os filhos de seu irmão Helém: Zofa, e Imna, e Seles, e Amal. 36Os filhos de Zofa: Suá, e Harnefer, e Sual, e Beri, e Inra, 37Bezer, Hode, Samá, Silsa, Itrã, e Beera. 38E os filhos de Jeter: Jefoné, Pispa e Ara. 39E os filhos de Ula: Ará e Haniel e Rizia. 40Todos estes foram filhos de Aser, chefes das casas paternas, homens escolhidos e valentes, chefes dos príncipes, e contados nas suas genealogias, no exército para a guerra; foi seu número de vinte e seis mil homens. 1 Crônicas 8 1E BENJAMIM gerou a Belá, seu primogênito, a Asbel o segundo, e a Aará o terceiro, 2A Noá o quarto, e a Rafa o quinto. 3E Belá teve estes filhos: Adar, Gera, Abiúde, 4Abisua, Naamã, Aoá, 5Gera, Sefufá e Hurão. 6E estes foram os filhos de Eúde; que foram chefes dos pais dos moradores de Geba, e os levaram cativos a Manaate; 7E Naamã, e Aías e Gera; este os transportou, e gerou a Uzá e a Aiúde. 8E Saaraim (depois de os enviar), na terra de Moabe, gerou filhos de Husim e Baara, suas mulheres. 9E de Hodes, sua mulher, gerou a Jobabe, a Zíbia, a Mesa, a Malcã, 10A Jeuz, a Saquias e a Mirma; estes foram seus filhos, chefes dos pais. 11E de Husim gerou a Abitube e a Elpaal. 12E foram os filhos de Elpaal: Éber, Misã e Semede; este edificou a Ono e a Lode e os lugares da sua jurisdição. 13E Berias e Sema foram cabeças dos pais dos moradores de Aijalom; estes afugentaram os moradores de Gate. 14E Aiô, Sasaque, Jerimote, 15Zebadias, Arade, Eder, 16Micael, Ispa e Joa foram filhos de Berias. 17Zebadias, Mesulão, Hizque, Héber, 18 Ismerai, Izlias e Jobabe, filhos de Elpaal. 19Jaquim, Zicri, Zabdi, 20Elienai, Ziletai, Eliel, 21Adaías, Beraías e Sinrate, filhos de Simei. 22E Ispã, Éber, Eliel, 23Abdom, Zicri, Hanã, 24Hananias, Elão, Antotias, 25E Ifdéias, e Penuel, filhos de Sasaque; 26E Sanserai, e Searias, e Atalias, 27E Jaaresias, e Elias e Zicri, filhos de Jeroão. 28Estes foram cabeças dos pais, segundo as suas gerações, chefes, e habitaram em Jerusalém. 29E em Gibeão habitou o pai de Gibeão; e era o nome de sua mulher Maaca; 30E seu filho primogênito, Abdom; depois Zur, e Quis, Baal, e Nadabe, 31E Gedor, Aiô, e Zequer, 32E Miclote gerou a Siméia; e também estes, defronte de seus irmãos, habitaram em Jerusalém com eles. 33E Ner gerou a Quis, e Quis gerou a Saul; e Saul gerou a Jônatas, a Malquisua, a Abinadabe, e a Esbaal. 34E o filho de Jônatas foi Meribe-Baal; e Meribe-Baal gerou a Mica. 35E os filhos de Mica foram: Pitom, Meleque, Tareá, e Acaz. 36E Acaz gerou a Jeoada; e Jeoada gerou a Alemete, e a Azmavete, e a Zinri; e Zinri gerou a Moza, 37E Moza gerou a Bineá, cujo filho foi Rafa, de quem foi filho Eleasá, cujo filho foi Azel. 38E teve Azel seis filhos, e estes foram os seus nomes: Azricão, Bocru, Ismael, Searias, Obadias, e Hanã; todos estes foram filhos de Azel. 39E os filhos de Ezeque, seu irmão: Ulão, seu primogênito, Jeús o segundo e Elifelete o terceiro. 40E foram os filhos de Ulão homens heróis, valentes, e flecheiros destros; e tiveram muitos filhos, e filhos de filhos, cento e cinqüenta; todos estes foram dos filhos de Benjamim. 1 Crônicas 9 1E TODO o Israel foi contado por genealogias, que estão escritas no livro dos reis de Israel; e os de Judá foram transportados a Babilônia, por causa da sua transgressão. 2E os primeiros habitantes, que moravam na sua possessão e nas suas cidades, foram os israelitas, os sacerdotes, os levitas, e os netineus. 3Porém alguns dos filhos de Judá, e dos filhos de Benjamim, e dos filhos de Efraim e Manassés, habitaram em Jerusalém: 4Utai, filho de Amiúde, filho de Onri, filho de Inri, filho de Bani, dos filhos de Perez, filho de Judá; 5E dos silonitas: Asaías o primogênito, e seus filhos; 6E dos filhos de Zerá: Jeuel, e seus irmãos, seiscentos e noventa; 7E dos filhos de Benjamim: Salu, filho de Mesulão, filho de Hodavias, filho de Hassenua, 8E Ibnéias, filho de Jeroão, e Elá, filho de Uzi, filho de Micri, e Mesulão, filho de Sefatias, filho de Reuel, filho de Ibnijas; 9E seus irmãos, segundo as suas gerações, novecentos e cinqüenta e seis; todos estes homens foram chefes dos pais nas casas de seus pais. 10E dos sacerdotes: Jedaías, e Jeoiaribe, e Jaquim, 11E Azarias, filho de Hilquias, filho de Mesulão, filho de Zadoque, filho de Meraiote, filho de Aitube, maioral da casa de Deus; 12Adaías, filho de Jeroão, filho de Pasur, filho de Malquias, e Masai, filho de Adiel, filho de Jazera, filho de Mesulão, filho de Mesilemite, filho de Imer; 13Como também seus irmãos, cabeças nas casas de seus pais, mil, setecentos e sessenta, homens valentes para a obra do ministério da casa de Deus. 14E dos levitas: Semaías, filho de Hassube, filho de Azricão, filho de Hasabias, dos filhos de Merari; 15E Baquebacar, Heres e Galal; e Matanias, filho de Mica, filho de Zicri, filho de Asafe; 16E Obadias, filho de Semaías, filho de Galal, filho de Jedutum; e Berequias, filho de Asa, filho de Elcana, morador das aldeias dos netofatitas. 17E foram porteiros: Salum, Acube, Talmom, Aimã, e seus irmãos, cujo chefe era Salum. 18E até aquele tempo estavam de guarda à porta do rei, do lado do oriente; estes foram os porteiros dos arraiais dos filhos de Levi. 19E Salum, filho de Coré, filho de Ebiasafe, filho de Corá, e seus irmãos da casa de seu pai, os coraítas, tinham cargo da obra do ministério, e eram guardas das portas do tabernáculo, como seus pais foram responsáveis pelo arraial do SENHOR, e guardas da entrada. 20Finéias, filho de Eleazar, antes era líder entre eles; e o SENHOR era com ele. 21E Zacarias, filho de Meselemias, porteiro da entrada da tenda da congregação. 22Todos estes, escolhidos para serem guardas das portas, foram duzentos e doze; e foram estes, segundo as suas aldeias, postos em suas genealogias; e Davi e Samuel, o vidente, os constituíram nos seus respectivos cargos. 23Estavam, pois, eles, e seus filhos, às portas da casa do SENHOR, na casa da tenda, junto aos guardas, 24Os porteiros estavam aos quatro lados; ao oriente, ao ocidente, ao norte, e ao sul. 25E seus irmãos, que estavam nas suas aldeias, deviam, de tempo em tempo, vir por sete dias para servirem com eles. 26Porque havia naquele ofício quatro porteiros principais que eram levitas, e tinham o encargo das câmaras e dos tesouros da casa de Deus. 27E de noite ficavam em redor da casa de Deus, cuja guarda lhes tinha sido confiada, e tinham o encargo de abri-la cada manhã. 28E alguns deles estavam encarregados dos utensílios do ministério, porque por conta os traziam e por conta os tiravam. 29Porque deles havia alguns que tinham o encargo dos objetos e de todos os utensílios do santuário; como também da flor de farinha, do vinho, do azeite, do incenso, e das especiarias. 30E alguns dos filhos dos sacerdotes eram os obreiros da confecção das especiarias. 31E Matitias, dentre os levitas, o primogênito de Salum, o coraíta, tinha o encargo da obra que se fazia em sertãs. 32E alguns dos seus irmãos, dos filhos dos coatitas, tinham o encargo de preparar os pães da proposição para todos os sábados. 33Destes foram também os cantores, chefes dos pais entre os levitas, habitando nas câmaras, isentos de serviços; porque de dia e de noite estava a seu cargo ocuparem-se naquela obra. 34Estes foram cabeças dos pais entre os levitas, chefes em suas gerações; estes habitaram em Jerusalém. 35Porém em Gibeão habitaram Jeiel, pai de Gibeão (e era o nome de sua mulher Maaca). 36E seu filho primogênito Abdom; depois Zur, Quis, Baal, Ner e Nadabe, 37E Gedor, Aiô, Zacarias e Miclote. 38Miclote gerou a Simeão; e também estes habitaram em Jerusalém, defronte de seus irmãos, com eles. 39E Ner gerou a Quis; e Quis gerou a Saul, Saul gerou a Jônatas, a Malquisua, a Abinadabe e a Esbaal. 40E o filho de Jônatas foi Meribe-Baal, e Meribe-Baal gerou a Mica. 41E os filhos de Mica foram: Pitom, Meleque e Taréia. 42E Acaz gerou a Jaerá, e Jaerá gerou a Alemete, a Azmavete e a Zinri; e Zinri gerou a Moza. 43E Moza gerou a Bineá, cujo filho foi Refaías, de quem foi filho Eleasá, cujo filho foi Azel. 44E teve Azel seis filhos, e estes foram os seus nomes: Azricão, Bocru, Ismael, Searias, Obadias e Hanã; estes foram os filhos de Azel. 1 Crônicas 10 1E OS filisteus pelejaram com Israel; e os homens de Israel fugiram de diante dos filisteus, e caíram mortos nas montanhas de Gilboa. 2E os filisteus perseguiram a Saul e aos seus filhos e mataram a Jônatas, a Abinadabe e a Malquisua, filhos de Saul. 3E a peleja se agravou contra Saul, e os flecheiros o alcançaram; e temeu muito aos flecheiros. 4Então disse Saul ao seu escudeiro: Arranca a tua espada, e atravessa-me com ela; para que porventura não venham estes incircuncisos e escarneçam de mim. Porém o seu escudeiro não quis, porque temia muito; então tomou Saul a espada, e se lançou sobre ela. 5Vendo, pois, o seu escudeiro que Saul estava morto, também ele se lançou sobre a espada e morreu. 6Assim morreram Saul e seus três filhos; e toda a sua casa morreu juntamente. 7E, vendo todos os homens de Israel, que estavam no vale, que haviam fugido, e que Saul e seus filhos eram mortos, deixaram as suas cidades, e fugiram; então vieram os filisteus, e habitaram nelas. 8E sucedeu que, no dia seguinte, vindo os filisteus a despojar os mortos, acharam a Saul e a seus filhos estirados nas montanhas de Gilboa. 9E o despojaram, e tomaram a sua cabeça e as suas armas, e as enviaram pela terra dos filisteus em redor, para o anunciarem a seus ídolos e ao povo. 10E puseram as suas armas na casa do seu deus, e a sua cabeça afixaram na casa de Dagom. 11Ouvindo, pois, toda a Jabes de Gileade tudo quanto os filisteus fizeram a Saul, 12Então todos os homens valorosos se levantaram, e tomaram o corpo de Saul, e os corpos de seus filhos, e os trouxeram a Jabes; e sepultaram os seus ossos debaixo de um carvalho em Jabes, e jejuaram sete dias. 13Assim morreu Saul por causa da transgressão que cometeu contra o SENHOR, por causa da palavra do SENHOR, a qual não havia guardado; e também porque buscou a adivinhadora para a consultar. 14E não buscou ao SENHOR, que por isso o matou, e transferiu o reino a Davi, filho de Jessé. 1 Crônicas 11 1ENTÃO todo o Israel se ajuntou a Davi em Hebrom, dizendo: Eis que somos teus ossos e tua carne. 2E também outrora, sendo Saul ainda rei, eras tu o que fazias sair e entrar a Israel; também o SENHOR teu Deus te disse: Tu apascentarás o meu povo Israel, e tu serás chefe sobre o meu povo Israel. 3Também vieram todos os anciãos de Israel ao rei, a Hebrom, e Davi fez com eles aliança em Hebrom, perante o SENHOR; e ungiram a Davi rei sobre Israel, conforme a palavra do SENHOR pelo ministério de Samuel. 4E partiu Davi e todo o Israel para Jerusalém, que é Jebus; porque ali estavam os jebuseus, habitantes da terra. 5E disseram os habitantes de Jebus a Davi: Tu não entrarás aqui. Porém Davi ganhou a fortaleza de Sião, que é a cidade de Davi. 6Porque disse Davi: Qualquer que primeiro ferir os jebuseus será chefe e capitão. Então Joabe, filho de Zeruia, subiu primeiro a ela; pelo que foi feito chefe. 7E Davi habitou na fortaleza; por isso foi chamada a cidade de Davi. 8E edificou a cidade ao redor, desde Milo até ao circuito; e Joabe renovou o restante da cidade. 9E Davi tornava-se cada vez mais forte; porque o SENHOR dos Exércitos era com ele. 10E estes foram os chefes dos poderosos que Davi tinha, e que o apoiaram fortemente no seu reino, com todo o Israel, para o fazerem rei, conforme a palavra do SENHOR, no tocante a Israel. 11E este é o número dos poderosos que Davi tinha: Jasobeão, hacmonita, chefe dos capitães, o qual, brandindo a sua lança contra trezentos, de uma vez os matou. 12E, depois dele Eleazar, filho de Dodó, o aoíta; ele estava entre os três poderosos. 13Este esteve com Davi em Pas-Damim, quando os filisteus ali se ajuntaram à peleja, onde havia um pedaço de campo cheio de cevada; e o povo fugiu de diante dos filisteus. 14E puseram-se no meio daquele campo, e o defenderam, e feriram os filisteus; e o SENHOR efetuou um grande livramento. 15E três dos trinta capitães desceram à penha, a ter com Davi, na caverna de Adulão; e o exército dos filisteus estava acampado no vale de Refaim. 16E Davi estava então no lugar forte; e o alojamento dos filisteus estava então em Belém. 17E desejou Davi, e disse: Quem me dera beber da água do poço de Belém, que está junto à porta! 18Então aqueles três romperam pelo acampamento dos filisteus, e tiraram água do poço de Belém, que estava junto à porta, e tomaram dela e a trouxeram a Davi; porém Davi não a quis beber, mas a derramou ao SENHOR, 19E disse: Nunca meu Deus permita que faça tal! Beberia eu o sangue destes homens com as suas vidas? Pois com perigo das suas vidas a trouxeram. E ele não a quis beber. Isto fizeram aqueles três homens. 20E também Abisai, irmão de Joabe, era chefe de três, o qual, brandindo a sua lança contra trezentos, os feriu; e teve nome entre os três. 21Ele foi o mais ilustre dos três, pelo que foi capitão deles; porém não igualou aos primeiros três. 22Também Benaia, filho de Joiada, filho de um homem poderoso de Cabzeel, grande em obras; ele feriu a dois heróis de Moabe; e também desceu, e feriu um leão dentro de uma cova, no tempo da neve. 23Também feriu ele a um homem egípcio, homem de grande altura, de cinco côvados; e trazia o egípcio uma lança na mão, como o órgão do tecelão; mas Benaia desceu contra ele com uma vara, e arrancou a lança da mão do egípcio, e com ela o matou. 24Estas coisas fez Benaia, filho de Joiada; pelo que teve nome entre aqueles três poderosos. 25Eis que dos trinta foi ele o mais ilustre; contudo não chegou aos primeiros três; e Davi o pôs sobre os da sua guarda. 26E foram os poderosos dos exércitos: Asael, irmão de Joabe, El-Hanã, filho de Dodó, de Belém; 27Samote, o harorita; Helez, o pelonita; 28 Ira, filho de Iques, o tecoíta; Abiezer, o anatotita; 29Sibecai, o husatita; Ilai, o aoíta; 30Maarai, o netofatita; Helede, filho de Baaná, o netofatita; 31 Itai, filho de Ribai, de Gileade, dos filhos de Benjamim; Benaia, o piratonita; 32Hurai, do ribeiro de Gaás; Abiel, o arbatita; 33Azmavete, o baarumita; Eliabe, o saalbonita; 34Dos filhos de Hasém, o gizonita: Jônatas, filho de Sage, o hararita; 35Aião, filho de Sacar, o hararita; Elifal, filho de Ur; 36Hefer, o mequeratita; Aías, o pelonita; 37Hezro, o carmelita; Naarai, filho de Ezbai; 38Joel, irmão de Natã; Mibar, filho de Hagri; 39Zeleque, o amonita; Naarai, o beerotita, escudeiro de Joabe, filho de Zeruia; 40 Ira, o itrita; Garebe, o itrita; 41Urias, o heteu; Zabade, filho de Alai; 42Adina, filho de Siza, o rubenita, capitão dos rubenitas, e com ele trinta; 43Hanã, filho de Maaca; e Josafá, o mitatita; 44Uzias, o asteratita; Sama e Jeiel, filhos de Hotão, o aroerita; 45Jediael, filho de Sinri; e Joa, seu irmão, o tizita; 46Eliel, o maavita; e Jeribai e Josavias, filhos de Elnaão; e Itma, o moabita; 47Eliel, Obede, e Jaasiel, o mesobaíta. 1 Crônicas 12 1ESTES, porém, são os que vieram a Davi, a Ziclague, estando ele ainda escondido, por causa de Saul, filho de Quis; e eram dos valentes que o ajudaram na guerra. 2Estavam armados de arco, e usavam tanto da mão direita como da esquerda em atirar pedras e em atirar flechas com o arco; eram dos irmãos de Saul, benjamitas. 3Aiezer, o chefe, e Joás, filho de Semaa, o gibeatita, e Jeziel e Pelete, filhos de Azmavete; e Beraca, e Jeú, o anatotita, 4E Ismaías, o gibeonita, valente entre os trinta, líder deles; e Jeremias, e Jaaziel, e Joanã, e Jozabade, o gederatita, 5Eluzai, e Jerimote, e Bealias, e Samarias, e Sefatias, o harufita, 6Elcana, Issias, Azarel, Joezer, e Jasobeão, os coraítas, 7E Joela, e Zabadias, filhos de Jeroão de Gedor. 8E dos gaditas se desertaram para Davi, ao lugar forte no deserto, valentes, homens de guerra para pelejar, armados com escudo e lança; e seus rostos eram como rostos de leões, e ligeiros como corças sobre os montes: 9Ezer, o primeiro; Obadias, o segundo; Eliabe, o terceiro; 10Mismana, o quarto; Jeremias, o quinto; 11Atai, o sexto; Eliel, o sétimo; 12Joanã, o oitavo; Elzabade, o nono; 13Jeremias, o décimo; Macbanai, o undécimo; 14Estes, dos filhos de Gade, foram os capitães do exército; o menor tinha o encargo de cem homens e o maior de mil. 15Estes são os que passaram o Jordão no primeiro mês, quando ele transbordava por todas as suas ribanceiras, e fizeram fugir a todos os dos vales ao oriente e ao ocidente. 16Também alguns dos filhos de Benjamim e de Judá vieram a Davi, ao lugar forte. 17E Davi lhes saiu ao encontro, e lhes falou, dizendo: Se vós vindes a mim pacificamente e para me ajudar, o meu coração se unirá convosco; porém, se é para me entregar aos meus inimigos, sem que haja deslealdade nas minhas mãos, o Deus de nossos pais o veja e o repreenda. 18Então veio o espírito sobre Amasai, chefe de trinta, e disse: Nós somos teus, ó Davi, e contigo estamos, ó filho de Jessé! Paz, paz contigo, e paz com quem te ajuda, pois que teu Deus te ajuda. E Davi os recebeu, e os fez capitães das tropas. 19Também de Manassés alguns passaram para Davi, quando veio com os filisteus para a batalha contra Saul; todavia Davi não os ajudou, porque os príncipes dos filisteus, tendo feito conselho, o despediram, dizendo: À custa de nossas cabeças passará a Saul, seu senhor. 20Voltando ele, pois, a Ziclague, passaram-se para ele, de Manassés, Adna, Jozabade, Jediael, Micael, Jozabade, Eliú, e Ziletai, capitães de milhares dos de Manassés. 21E estes ajudaram a Davi contra aquela tropa, porque todos eles eram heróis poderosos, e foram capitães no exército. 22Porque naquele tempo, dia após dia, vinham a Davi para o ajudar, até que se fez um grande exército, como o exército de Deus. 23Ora este é o número dos chefes armados para a peleja, que vieram a Davi em Hebrom, para transferir a ele o reino de Saul, conforme a palavra do SENHOR. 24Dos filhos de Judá, que traziam escudo e lança, seis mil e oitocentos, armados para a peleja; 25Dos filhos de Simeão, homens poderosos para pelejar, sete mil e cem; 26Dos filhos de Levi, quatro mil e seiscentos. 27Joiada, que era o líder dos de Arão, e com ele três mil e setecentos. 28E Zadoque, sendo ainda jovem, homem poderoso, com vinte e dois capitães da família de seu pai; 29E dos filhos de Benjamim, irmãos de Saul, três mil; porque até então havia ainda muitos deles que eram pela casa de Saul. 30E dos filhos de Efraim, vinte mil e oitocentos homens poderosos, homens de nome nas casas de seus pais. 31E da meia tribo de Manassés, dezoito mil, que foram apontados pelos seus nomes para virem fazer rei a Davi. 32E dos filhos de Issacar, duzentos de seus chefes, destros na ciência dos tempos, para saberem o que Israel devia fazer, e todos os seus irmãos seguiam suas ordens. 33De Zebulom, dos que podiam sair no exército, cinqüenta mil ordenados para a peleja com todas as armas de guerra; como também destros para ordenarem uma batalha, e não eram de coração dobre. 34E de Naftali, mil capitães, e com eles trinta e sete mil com escudo e lança. 35E dos danitas, ordenados para a peleja, vinte e oito mil e seiscentos. 36E de Aser, dos que podiam sair no exército, para ordenarem a batalha, quarenta mil. 37E do outro lado do Jordão, dos rubenitas e gaditas, e da meia tribo de Manassés, com toda a sorte de instrumentos de guerra para pelejar, cento e vinte mil. 38Todos estes homens de guerra, postos em ordem de batalha, vieram a Hebrom, com corações decididos, para constituírem a Davi rei sobre todo o Israel; e também todo o restante de Israel tinha o mesmo coração para constituir a Davi rei. 39E estiveram ali com Davi três dias, comendo e bebendo; porque seus irmãos lhes tinham preparado as provisões. 40E também seus vizinhos de mais perto, até Issacar, e Zebulom, e Naftali, trouxeram, sobre jumentos, e sobre camelos, e sobre mulos, e sobre bois, pão, provisões de farinha, pastas de figos e cachos de passas, e vinho, e azeite, e bois, gado miúdo em abundância; porque havia alegria em Israel. 1 Crônicas 13 1E DAVI tomou conselho com os capitães dos milhares, e das centenas, e com todos os líderes. 2E disse Davi a toda a congregação de Israel: Se bem vos parece, e se isto vem do SENHOR nosso Deus, enviemos depressa mensageiros a todos os nossos outros irmãos em todas as terras de Israel, e aos sacerdotes, e aos levitas nas suas cidades e nos seus arrabaldes, para que se reúnam conosco; 3E tornemos a trazer para nós a arca do nosso Deus; porque não a buscamos nos dias de Saul. 4Então disse toda a congregação que se fizesse assim; porque este negócio pareceu reto aos olhos de todo o povo. 5Convocou, pois, Davi a todo o Israel desde Sior do Egito até chegar a Hamate; para trazer a arca de Deus de Quiriate-Jearim. 6E então Davi com todo o Israel subiu a Baalá de Quiriate-Jearim, que está em Judá, para fazer subir dali a arca de Deus, o SENHOR que habita entre os querubins, sobre a qual é invocado o seu nome. 7E levaram a arca de Deus, da casa de Abinadabe, sobre um carro novo; e Uzá e Aiô guiavam o carro. 8E Davi e todo o Israel, alegraram-se perante Deus com todas as suas forças; com cânticos, e com harpas, e com saltérios, e com tamborins, e com címbalos, e com trombetas. 9E, chegando à eira de Quidom, estendeu Uzá a sua mão, para segurar a arca, porque os bois tropeçavam. 10Então se acendeu a ira do SENHOR contra Uzá, e o feriu, por ter estendido a sua mão à arca; e morreu ali perante Deus. 11E Davi se encheu de tristeza porque o SENHOR havia aberto brecha em Uzá; por isso chamou aquele lugar Perez-Uzá, até ao dia de hoje. 12E aquele dia temeu Davi a Deus, dizendo: Como trarei a mim a arca de Deus? 13Por isso Davi não trouxe a arca a si, à cidade de Davi; porém a fez levar à casa de Obede-Edom, o giteu. 14Assim ficou a arca de Deus com a família de Obede-Edom, três meses em sua casa; e o SENHOR abençoou a casa de Obede-Edom, e tudo quanto tinha. 1 Crônicas 14 1ENTÃO Hirão, rei de Tiro, mandou mensageiros a Davi, e madeira de cedro, e pedreiros, e carpinteiros, para lhe edificarem uma casa. 2E entendeu Davi que o SENHOR o tinha confirmado rei sobre Israel; porque o seu reino tinha sido muito exaltado por amor do seu povo Israel. 3E Davi tomou ainda mais mulheres em Jerusalém; e gerou Davi ainda mais filhos e filhas. 4E estes são os nomes dos filhos que teve em Jerusalém: Samua, Sobabe, Natã, Salomão, 5E Ibar, Elisua, Elpelete, 6E Nogá, Nefegue, Jafia, 7E Elisama, Eliada, e Elifelete. 8Ouvindo, pois, os filisteus que Davi havia sido ungido rei sobre todo o Israel, todos os filisteus subiram em busca de Davi; o que ouvindo Davi, logo saiu contra eles. 9E vindo os filisteus, se estenderam pelo vale de Refaim. 10Então consultou Davi a Deus, dizendo: Subirei contra os filisteus, e nas minhas mãos os entregarás? E o SENHOR lhe disse: Sobe, porque os entregarei nas tuas mãos. 11E, subindo a Baal-Perazim, Davi ali os feriu; e disse Davi: Por minha mão Deus derrotou a meus inimigos, como se rompem as águas. Por isso chamaram aquele lugar, Baal-Perazim. 12E deixaram ali seus deuses; e ordenou Davi que se queimassem a fogo; 13Porém os filisteus tornaram, e se estenderam pelo vale. 14E tornou Davi a consultar a Deus; e disselhe Deus: Não subirás atrás deles; mas rodeia-os por detrás, e vem a eles por defronte das amoreiras; 15E há de ser que, ouvindo tu um ruído de marcha pelas copas das amoreiras, então sairás à peleja; porque Deus terá saído diante de ti, para ferir o exército dos filisteus. 16E fez Davi como Deus lhe ordenara; e feriram o exército dos filisteus desde Gibeom até Gezer. 17Assim se espalhou o nome de Davi por todas aquelas terras; e o SENHOR pôs o temor dele sobre todas aquelas nações. 1 Crônicas 15 1DAVI também fez casa para si na cidade de Davi; e preparou um lugar para a arca de Deus, e armou-lhe uma tenda. 2Então disse Davi: Ninguém pode levar a arca de Deus, senão os levitas; porque o SENHOR os escolheu, para levar a arca de Deus, e para o servirem eternamente. 3E Davi convocou a todo o Israel em Jerusalém, para fazer subir a arca do SENHOR ao seu lugar, que lhe tinha preparado. 4E Davi reuniu os filhos de Arão e os levitas: 5Dos filhos de Coate: Uriel, o chefe, e de seus irmãos cento e vinte. 6Dos filhos de Merari: Asaías, o chefe, e de seus irmãos duzentos e vinte. 7Dos filhos de Gérson: Joel, o chefe, e de seus irmãos cento e trinta. 8Dos filhos de Elizafã: Semaías, o chefe, e de seus irmãos duzentos. 9Dos filhos de Hebrom: Eliel, o chefe, e de seus irmãos oitenta. 10Dos filhos de Uziel: Aminadabe, o chefe, e de seus irmãos cento e doze. 11E chamou Davi os sacerdotes Zadoque e Abiatar, e os levitas, Uriel, Asaías, Joel, Semaías, Eliel, e Aminadabe. 12E disselhes: Vós sois os chefes dos pais entre os levitas; santificai-vos, vós e vossos irmãos, para que façais subir a arca do SENHOR Deus de Israel, ao lugar que lhe tenho preparado. 13Porquanto vós não a levastes na primeira vez, o SENHOR nosso Deus fez rotura em nós, porque não o buscamos segundo a ordenança. 14Santificaram-se, pois, os sacerdotes e os levitas, para fazerem subir a arca do SENHOR Deus de Israel. 15E os filhos dos levitas trouxeram a arca de Deus sobre os seus ombros, pelas varas que nela havia, como Moisés tinha ordenado conforme a palavra do SENHOR. 16E disse Davi aos chefes dos levitas que constituíssem, de seus irmãos, cantores, para que com instrumentos musicais, com alaúdes, harpas e címbalos, se fizessem ouvir, levantando a voz com alegria. 17Designaram, pois, os levitas a Hemã, filho de Joel; e dos seus irmãos, Asafe, filho de Berequias; e dos filhos de Merari, seus irmãos, Etã, filho de Cusaías. 18E com eles a seus irmãos da segunda ordem: a Zacarias, Bene, Jaaziel, Semiramote, Jeiel, Uni, Eliabe, Benaia, Maaséias, Matitias, Elifeleu, Micnéias, Obede-Edom, e Jeiel, os porteiros. 19E os cantores, Hemã, Asafe e Etã, se faziam ouvir com címbalos de metal; 20E Zacarias, Aziel, Semiramote, Jeiel, Uni, Eliabe, Maaséias, e Benaia, com alaúdes, sobre Alamote: 21E Matitias, Elifeleu, Micnéias, Obede-Edom, Jeiel, e Azazias, com harpas, sobre Seminite, para sobressaírem. 22E Quenanias, chefe dos levitas, tinha o encargo de dirigir o canto; ensinava-os a entoá-lo, porque era entendido. 23E Berequias e Elcana eram porteiros da arca. 24E Sebanias, Jeosafá, Netanel, Amasai, Zacarias, Benaia, e Eliezer, os sacerdotes, tocavam as trombetas perante a arca de Deus; e Obede-Edom e Jeías eram porteiros da arca. 25Sucedeu, pois, que Davi e os anciãos de Israel, e os capitães dos milhares, foram, com alegria, para fazer subir a arca da aliança do SENHOR, da casa de Obede-Edom. 26E sucedeu que, ajudando Deus os levitas que levavam a arca da aliança do SENHOR, sacrificaram sete novilhos e sete carneiros. 27E Davi ia vestido de um manto de linho fino, como também todos os levitas que levavam a arca, e os cantores, e Quenanias, mestre dos cantores; também Davi levava sobre si um éfode de linho, 28E todo o Israel fez subir a arca da aliança do SENHOR, com júbilo, e ao som de buzinas, e de trombetas, e de címbalos, fazendo ressoar alaúdes e harpas. 29E sucedeu que, chegando a arca da aliança do SENHOR à cidade de Davi, Mical, a filha de Saul, olhou de uma janela, e, vendo a Davi dançar e tocar, o desprezou no seu coração. 1 Crônicas 16 1TROUXERAM, pois, a arca de Deus, e a puseram no meio da tenda que Davi lhe tinha armado; e ofereceram holocaustos e sacrifícios pacíficos perante Deus. 2E, acabando Davi de oferecer os holocaustos e sacrifícios pacíficos, abençoou o povo em nome do SENHOR. 3E repartiu a todos em Israel, tanto a homens como a mulheres, a cada um, um pão, e um bom pedaço de carne, e um frasco de vinho. 4E pôs alguns dos levitas por ministros perante a arca do SENHOR; isto para recordarem, e louvarem, e celebrarem ao SENHOR Deus de Israel. 5Era Asafe, o chefe, e Zacarias o segundo depois dele; Jeiel, e Semiramote, e Jeiel, e Matitias, e Eliabe, e Benaia, e Obede-Edom, e Jeiel, com alaúdes e com harpas; e Asafe se fazia ouvir com címbalos; 6Também Benaia, e Jaaziel, os sacerdotes, continuamente tocavam trombetas, perante a arca da aliança de Deus. 7Então naquele mesmo dia Davi, em primeiro lugar, deu o seguinte salmo para que, pelo ministério de Asafe e de seus irmãos, louvassem ao SENHOR; 8Louvai ao SENHOR, invocai o seu nome, fazei conhecidas as suas obras entre os povos. 9Cantai-lhe, salmodiai-lhe, atentamente falai de todas as suas maravilhas. 10Gloriai-vos no seu santo nome; alegre-se o coração dos que buscam ao SENHOR. 11Buscai ao SENHOR e a sua força; buscai a sua face continuamente. 12Lembrai-vos das maravilhas que fez, de seus prodígios, e dos juízos da sua boca; 13Vós, semente de Israel, seus servos, vós, filhos de Jacó, seus escolhidos. 14Ele é o SENHOR nosso Deus; os seus juízos estão em toda a terra. 15Lembrai-vos perpetuamente da sua aliança e da palavra que prescreveu para mil gerações; 16Da aliança que fez com Abraão, e do seu juramento a Isaque; 17O qual também a Jacó confirmou por estatuto, e a Israel por aliança eterna, 18Dizendo: A ti te darei a terra de Canaã, quinhão da vossa herança. 19Quando eram poucos homens em número, sim, mui poucos, e estrangeiros nela, 20Quando andavam de nação em nação, e de um reino para outro povo, 21A ninguém permitiu que os oprimisse, e por amor deles repreendeu reis, dizendo: 22Não toqueis os meus ungidos, e aos meus profetas não façais mal. 23Cantai ao SENHOR em toda a terra; anunciai de dia em dia a sua salvação. 24Contai entre as nações a sua glória, entre todos os povos as suas maravilhas. 25Porque grande é o SENHOR, e mui digno de louvor, e mais temível é do que todos os deuses. 26Porque todos os deuses dos povos são ídolos; porém o SENHOR fez os céus. 27Louvor e majestade há diante dele, força e alegria no seu lugar. 28Tributai ao SENHOR, ó famílias dos povos, tributai ao SENHOR glória e força. 29Tributai ao SENHOR a glória de seu nome; trazei presentes, e vinde perante ele; adorai ao SENHOR na beleza da sua santidade. 30Trema perante ele, trema toda a terra; pois o mundo se firmará, para que não se abale. 31Alegrem-se os céus, e regozije-se a terra; e diga-se entre as nações: O SENHOR reina. 32Brame o mar com a sua plenitude; exulte o campo com tudo o que nele há; 33Então jubilarão as árvores dos bosques perante o SENHOR; porquanto vem julgar a terra. 34Louvai ao SENHOR, porque é bom; pois a sua benignidade dura perpetuamente. 35E dizei: Salva-nos, ó Deus da nossa salvação, e ajunta-nos, e livra-nos das nações, para que louvemos o teu santo nome, e nos gloriemos no teu louvor. 36Bendito seja o SENHOR Deus de Israel, de eternidade a eternidade. E todo o povo disse: Amém! E louvou ao SENHOR. 37Então Davi deixou ali, diante da arca da aliança do SENHOR, a Asafe e a seus irmãos, para ministrarem continuamente perante a arca, segundo se ordenara para cada dia. 38E mais a Obede-Edom, com seus irmãos, sessenta e oito; a este Obede-Edom, filho de Jedutum, e a Hosa, deixou por porteiros. 39E deixou a Zadoque, o sacerdote, e a seus irmãos, os sacerdotes, diante do tabernáculo do SENHOR, no alto que está em Gibeom, 40Para oferecerem holocaustos ao SENHOR continuamente, pela manhã e à tarde, sobre o altar dos holocaustos; e isto segundo tudo o que está escrito na lei do SENHOR que tinha prescrito a Israel. 41E com eles a Hemã, e a Jedutum, e aos mais escolhidos, que foram apontados pelos seus nomes, para louvarem ao SENHOR, porque a sua benignidade dura perpetuamente. 42Com eles, pois, estavam Hemã e Jedutum, com trombetas e címbalos, para os que haviam de tocar, e com outros instrumentos de música de Deus; porém os filhos de Jedutum estavam à porta. 43Então todo o povo se retirou, cada um para a sua casa; e voltou Davi, para abençoar a sua casa. 1 Crônicas 17 1SUCEDEU, pois, que, morando Davi já em sua casa, disse ao profeta Natã: Eis que moro em casa de cedro, mas a arca da aliança do SENHOR está debaixo de cortinas. 2Então Natã disse a Davi: Tudo quanto tens no teu coração faze, porque Deus é contigo. 3Mas sucedeu, na mesma noite, que a palavra de Deus veio a Natã, dizendo: 4Vai, e dize a Davi meu servo: Assim diz o SENHOR: Tu não me edificarás uma casa para eu morar; 5Porque em casa nenhuma morei, desde o dia em que fiz subir a Israel até ao dia de hoje; mas fui de tenda em tenda, e de tabernáculo em tabernáculo. 6Por todas as partes por onde andei com todo o Israel, porventura falei alguma palavra a algum dos juízes de Israel, a quem ordenei que apascentasse o meu povo, dizendo: Por que não me edificais uma casa de cedro? 7Agora, pois, assim dirás a meu servo Davi: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eu te tirei do curral, de detrás das ovelhas, para que fosses chefe do meu povo Israel. 8E estive contigo por toda a parte, por onde foste, e de diante de ti exterminei todos os teus inimigos, e te fiz um nome como o nome dos grandes que estão na terra, 9E ordenarei um lugar para o meu povo Israel, e o plantarei, para que habite no seu lugar, e nunca mais seja removido de uma para outra parte; e nunca mais os filhos da perversidade o debilitarão como dantes, 10E desde os dias em que ordenei juízes sobre o meu povo Israel. Assim abaterei a todos os teus inimigos; também te faço saber que o SENHOR te edificará uma casa. 11E há de ser que, quando forem cumpridos os teus dias, para ires a teus pais, suscitarei a tua descendência depois de ti, um dos teus filhos, e estabelecerei o seu reino. 12Este me edificará casa; e eu confirmarei o seu trono para sempre. 13Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; e a minha benignidade não retirarei dele, como a tirei daquele, que foi antes de ti. 14Mas o confirmarei na minha casa e no meu reino para sempre, e o seu trono será firme para sempre. 15Conforme todas estas palavras, e conforme toda esta visão, assim falou Natã a Davi. 16Então entrou o rei Davi, e ficou perante o SENHOR; e disse: Quem sou eu, SENHOR Deus? e qual é a minha casa, para que me tenhas trazido até aqui? 17E ainda isto, ó Deus, foi pouco aos teus olhos; pelo que falaste da casa de teu servo para tempos distantes; e trataste-me como a um homem ilustre, ó SENHOR Deus. 18Que mais te dirá Davi, acerca da honra feita a teu servo? Porém tu conheces bem a teu servo. 19Ó SENHOR, por amor de teu servo, e segundo o teu coração, fizeste toda esta grandeza, para fazer notória todas estas grandes coisas. 20SENHOR, ninguém há como tu, e não há Deus fora de ti, segundo tudo quanto ouvimos com os nossos ouvidos. 21E quem há como o teu povo Israel, única gente na terra, a quem Deus foi resgatar para seu povo, fazendo-te nome com coisas grandes e temerosas, lançando as nações de diante do teu povo, que resgataste do Egito? 22E confirmaste o teu povo Israel para ser teu povo para sempre; e tu, SENHOR, lhe foste por Deus. 23Agora, pois, SENHOR, a palavra que falaste de teu servo, e acerca da sua casa, confirma-a para sempre; e faze como falaste. 24Confirme-se e engrandeça-se o teu nome para sempre, e diga-se: O SENHOR dos Exércitos é o Deus de Israel, é Deus para Israel; e permaneça firme diante de ti a casa de Davi, teu servo. 25Porque tu, Deus meu, revelaste ao ouvido de teu servo que lhe edificarias casa; pelo que o teu servo achou confiança para orar em tua presença. 26Agora, pois, SENHOR, tu és o mesmo Deus, e falaste este bem acerca de teu servo. 27Agora, pois, foste servido abençoar a casa de teu servo, para que permaneça para sempre diante de ti: porque tu, SENHOR, a abençoaste, e ficará abençoada para sempre. 1 Crônicas 18 1E DEPOIS disto aconteceu que Davi derrotou os filisteus, e os sujeitou; e tomou a Gate, e os lugares da sua jurisdição, da mão dos filisteus. 2Também derrotou os moabitas; e os moabitas ficaram por servos de Davi, pagando tributos. 3Também Davi derrotou a Hadar-Ezer, rei de Zobá, junto a Hamate, quando ele ia estabelecer o seu domínio sobre o rio Eufrates. 4E Davi lhe tomou mil carros, e sete mil cavaleiros, e vinte mil homens de pé; e Davi jarretou todos os cavalos dos carros; porém reservou deles para cem carros. 5E vieram os sírios de Damasco a socorrer a Hadar-Ezer, rei de Zobá; porém Davi feriu dos sírios vinte e dois mil homens. 6E Davi pôs guarnições na Síria de Damasco, e os sírios ficaram por servos de Davi, pagando-lhe tributo; e o SENHOR guardava a Davi, por onde quer que ia. 7E Davi tomou os escudos de ouro, que tinham os servos de Hadar-Ezer, e os trouxe a Jerusalém. 8Também de Tibate, e de Cum, cidades de Hadar-Ezer, tomou Davi muitíssimo cobre, de que Salomão fez o mar de cobre, e as colunas, e os utensílios de cobre. 9E ouvindo Toí, rei de Hamate, que Davi destruíra todo o exército de HadarEzer, rei de Zobá, 10Mandou seu filho Hadorão a Davi, para lhe perguntar como estava, e para o abençoar, por haver pelejado contra Hadar-Ezer, e por havê-lo ferido (porque Hadar-Ezer fazia guerra a Toí), enviando-lhe também toda a sorte de vasos de ouro, e de prata, e de cobre. 11Os quais Davi também consagrou ao SENHOR, juntamente com a prata e ouro que trouxera de todas as demais nações: dos edomeus, e dos moabitas, e dos filhos de Amom, e dos filisteus, e dos amalequitas. 12Também Abisai, filho de Zeruia, feriu a dezoito mil edomeus no Vale do Sal. 13E pôs guarnições em Edom, e todos os edomeus ficaram por servos de Davi; e o SENHOR guardava a Davi, por onde quer que ia. 14E Davi reinou sobre todo o Israel; e fazia juízo e justiça a todo o seu povo. 15E Joabe, filho de Zeruia, comandava o exército; Jeosafá, filho de Ailude, era cronista. 16E Zadoque, filho de Aitube, e Abimeleque, filho de Abiatar, eram sacerdotes; e Savsa escrivão. 17E Benaia, filho de Joiada, estava sobre os quereteus e peleteus; porém os filhos de Davi eram os primeiros junto ao rei. 1 Crônicas 19 1E ACONTECEU, depois disto que Naás, rei dos filhos de Amom, morreu; e seu filho reinou em seu lugar. 2Então disse Davi: Usarei de benevolência com Hanum, filho de Naás, porque seu pai usou de benevolência comigo. Por isso Davi enviou mensageiros para o consolarem acerca de seu pai. E, chegando os servos de Davi à terra dos filhos de Amom, a Hanum, para o consolarem, 3Disseram os príncipes dos filhos de Amom a Hanum: Pensas porventura, que foi para honrar teu pai aos teus olhos, que Davi te mandou consoladores? Não vieram seus servos a ti, a esquadrinhar, e a transtornar, e a espiar a terra? 4Por isso Hanum tomou os servos de Davi, e raspou-os, e cortou-lhes as vestes no meio até à coxa da perna, e os despediu. 5E foram-se, e avisaram a Davi acerca daqueles homens; e enviou ele mensageiros a encontrá-los; porque aqueles homens estavam sobremaneira envergonhados. Disse, pois, o rei: Deixai-vos ficar em Jericó, até que vos torne a crescer a barba, e então voltai. 6Vendo, pois, os filhos de Amom que se tinham feito odiosos para com Davi, enviou Hanum, e os filhos de Amom, mil talentos de prata para alugarem para si carros e cavaleiros da Mesopotâmia, e da Síria de Maaca, e de Zobá. 7E alugaram para si trinta e dois mil carros, e o rei de Maaca e o seu povo, e eles vieram, e se acamparam diante de Medeba; também os filhos de Amom se ajuntaram das suas cidades, e vieram para a guerra. 8O que ouvindo Davi, enviou Joabe e todo o exército dos homens valentes. 9E, saindo os filhos de Amom, ordenaram a batalha à porta da cidade; porém os reis que vieram se puseram à parte no campo. 10E, vendo Joabe que a batalha estava preparada contra ele, pela frente e pela retaguarda, separou dentre os mais escolhidos de Israel, e os ordenou contra os sírios. 11E o resto do povo entregou na mão de Abisai, seu irmão; e puseram-se em ordem de batalha contra os filhos de Amom. 12E disse: Se os sírios forem mais fortes do que eu, tu virás socorrer-me; e, se os filhos de Amom forem mais fortes do que tu, então eu te socorrerei. 13Esforça-te, e esforcemo-nos pelo nosso povo, e pelas cidades do nosso Deus, e faça o SENHOR o que parecer bem aos seus olhos. 14Então se chegou Joabe, e o povo que tinha consigo, diante dos sírios, para a batalha; e fugiram de diante dele. 15Vendo, pois, os filhos de Amom que os sírios fugiram, também eles fugiram de diante de Abisai, seu irmão, e entraram na cidade; e veio Joabe para Jerusalém. 16E, vendo os sírios que foram derrotados diante de Israel, enviaram mensageiros, e fizeram sair os sírios que habitavam do outro lado do rio; e Sofaque, capitão do exército de Hadar-Ezer, marchava diante deles. 17Do que avisado Davi, ajuntou a todo o Israel, e passou o Jordão, e foi ter com eles, e ordenou contra eles a batalha; e, tendo Davi ordenado a batalha contra os sírios, pelejaram contra ele. 18Porém os sírios fugiram de diante de Israel, e feriu Davi, dos sírios, os homens de sete mil carros, e quarenta mil homens de pé; e a Sofaque, capitão do exército, matou. 19Vendo, pois, os servos de Hadar-Ezer que tinham sido feridos diante de Israel, fizeram paz com Davi, e o serviram; e os sírios nunca mais quiseram socorrer os filhos de Amom. 1 Crônicas 20 1ACONTECEU que, no decurso de um ano, no tempo em que os reis costumam sair para a guerra, Joabe levou o exército, e destruiu a terra dos filhos de Amom, e veio, e cercou a Rabá; porém Davi ficou em Jerusalém; e Joabe feriu a Rabá, e a destruiu. 2E Davi tirou a coroa da cabeça do rei deles, e achou nela o peso de um talento de ouro, e havia nela pedras preciosas; e foi posta sobre a cabeça de Davi; e levou da cidade mui grande despojo. 3Também levou o povo que estava nela, e os fez trabalhar com a serra, e com talhadeiras de ferro e com machados; e assim fez Davi com todas as cidades dos filhos de Amom; então voltou Davi, com todo o povo, para Jerusalém. 4E, depois disto, aconteceu que, levantando-se guerra em Gezer, com os filisteus, então Sibecai, o husatita, feriu a Sipai, dos filhos do gigante; e ficaram subjugados. 5E tornou a haver guerra com os filisteus; e El-Hanã, filho de Jair, feriu a Lami, irmão de Golias, o giteu, cuja haste da lança era como órgão de tecelão. 6E houve ainda outra guerra em Gate; onde havia um homem de grande estatura, e tinha vinte e quatro dedos, seis em cada mão, e seis em cada pé, e que também era filho do gigante. 7E injuriou a Israel; porém Jônatas, filho de Simei, irmão de Davi, o feriu; 8Estes nasceram ao gigante em Gate; e caíram pela mão de Davi e pela mão dos seus servos. 1 Crônicas 21 1ENTÃO Satanás se levantou contra Israel, e incitou Davi a numerar a Israel. 2E disse Davi a Joabe e aos maiorais do povo: Ide, numerai a Israel, desde Berseba até Dã; e trazei-me a conta para que saiba o número deles. 3Então disse Joabe: O SENHOR acrescente ao seu povo cem vezes tanto como é; porventura, ó rei meu senhor, não são todos servos de meu senhor? Por que procura isto o meu senhor? Porque seria isto causa de delito para com Israel. 4Porém a palavra do rei prevaleceu contra Joabe; por isso saiu Joabe, e passou por todo o Israel; então voltou para Jerusalém. 5E Joabe deu a Davi a soma do número do povo; e era todo o Israel um milhão e cem mil homens, dos que arrancavam da espada; e de Judá quatrocentos e setenta mil homens, dos que arrancavam da espada. 6Porém os de Levi e Benjamim não contou entre eles, porque a palavra do rei foi abominável a Joabe. 7E este negócio também pareceu mau aos olhos de Deus; por isso feriu a Israel. 8Então disse Davi a Deus: Gravemente pequei em fazer este negócio; porém agora sê servido tirar a iniqüidade de teu servo, porque procedi mui loucamente. 9Falou, pois, o SENHOR a Gade, o vidente de Davi, dizendo: 10Vai, e fala a Davi, dizendo: Assim diz o SENHOR: Três coisas te proponho; escolhe uma delas, para que eu ta faça. 11E Gade veio a Davi, e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Escolhe para ti, 12Ou três anos de fome, ou que três meses sejas consumido diante dos teus adversários, e a espada de teus inimigos te alcance, ou que três dias a espada do SENHOR, isto é, a peste na terra, e o anjo do SENHOR destrua todos os termos de Israel; vê, pois, agora, que resposta hei de levar a quem me enviou. 13Então disse Davi a Gade: Estou em grande angústia; caia eu, pois, nas mãos do SENHOR, porque são muitíssimas as suas misericórdias; mas que eu não caia nas mãos dos homens. 14Mandou, pois, o SENHOR a peste a Israel; e caíram de Israel setenta mil homens. 15E Deus mandou um anjo a Jerusalém para a destruir; e, destruindo-a ele, o SENHOR olhou, e se arrependeu daquele mal, e disse ao anjo destruidor: Basta, agora retira a tua mão. E o anjo do SENHOR estava junto à eira de Ornã, o jebuseu. 16E, levantando Davi os seus olhos, viu o anjo do SENHOR, que estava entre a terra e o céu, com a sua espada desembainhada na sua mão estendida contra Jerusalém; então Davi e os anciãos, cobertos de sacos, se prostraram sobre os seus rostos. 17E disse Davi a Deus: Não sou eu o que disse que se contasse o povo? E eu mesmo sou o que pequei, e fiz muito mal; mas estas ovelhas que fizeram? Ah! SENHOR, meu Deus, seja a tua mão contra mim, e contra a casa de meu pai, e não para castigo de teu povo. 18Então o anjo do SENHOR ordenou a Gade que dissesse a Davi para subir e levantar um altar ao SENHOR na eira de Ornã, o jebuseu. 19Subiu, pois, Davi, conforme a palavra de Gade, que falara em nome do SENHOR. 20E, virando-se Ornã, viu o anjo, e esconderam-se seus quatro filhos que estavam com ele; e Ornã estava trilhando o trigo. 21E Davi veio a Ornã; e olhou Ornã, e viu a Davi, e saiu da eira, e se prostrou perante Davi com o rosto em terra. 22E disse Davi a Ornã: Dá-me este lugar da eira, para edificar nele um altar ao SENHOR; dá-mo pelo seu valor, para que cesse este castigo sobre o povo. 23Então disse Ornã a Davi: Toma-o para ti, e faça o rei meu senhor dele o que parecer bem aos seus olhos; eis que dou os bois para holocaustos, e os trilhos para lenha, e o trigo para oferta de alimentos; tudo dou. 24E disse o rei Davi a Ornã: Não, antes, pelo seu valor, a quero comprar; porque não tomarei o que é teu, para o SENHOR, para que não ofereça holocausto sem custo. 25E Davi deu a Ornã, por aquele lugar, o peso de seiscentos siclos de ouro. 26Então Davi edificou ali um altar ao SENHOR, e ofereceu nele holocaustos e sacrifícios pacíficos; e invocou o SENHOR, o qual lhe respondeu com fogo do céu sobre o altar do holocausto. 27E o SENHOR deu ordem ao anjo, e ele tornou a sua espada à bainha. 28Vendo Davi, no mesmo tempo, que o SENHOR lhe respondera na eira de Ornã, o jebuseu, sacrificou ali. 29Porque o tabernáculo do SENHOR, que Moisés fizera no deserto, e o altar do holocausto, estavam naquele tempo no alto de Gibeom. 30E não podia Davi ir perante ele consultar a Deus; porque estava aterrorizado por causa da espada do anjo do SENHOR. 1 Crônicas 22 1E DISSE Davi: Esta será a casa do SENHOR Deus, e este será o altar do holocausto para Israel. 2E deu ordem Davi que se ajuntassem os estrangeiros que estavam na terra de Israel; e ordenou cortadores de pedras, para que lavrassem pedras de cantaria, para edificar a casa de Deus. 3E aparelhou Davi ferro em abundância, para os pregos das portas das entradas, e para as junturas; como também cobre em abundância, que não foi pesado; 4E madeira de cedro sem conta; porque os sidônios e tírios traziam a Davi madeira de cedro em abundância. 5Porque dizia Davi: Salomão, meu filho, ainda é moço e tenro, e a casa que se há de edificar para o SENHOR deve ser magnífica em excelência, para nome e glória em todas as terras; eu, pois, agora lhe prepararei materiais. Assim preparou Davi materiais em abundância, antes da sua morte. 6Então chamou a Salomão seu filho, e lhe ordenou que edificasse uma casa ao SENHOR Deus de Israel. 7E disse Davi a Salomão: Filho meu, quanto a mim, tive em meu coração o propósito de edificar uma casa ao nome do SENHOR meu Deus. 8Porém, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Tu derramaste sangue em abundância, e fizeste grandes guerras; não edificarás casa ao meu nome; porquanto muito sangue tens derramado na terra, perante mim. 9Eis que o filho que te nascer será homem de repouso; porque repouso lhe hei de dar de todos os seus inimigos ao redor; portanto, Salomão será o seu nome, e paz e descanso darei a Israel nos seus dias. 10Ele edificará uma casa ao meu nome, e me será por filho, e eu lhe serei por pai, e confirmarei o trono de seu reino sobre Israel, para sempre. 11Agora, pois, meu filho, o SENHOR seja contigo; e prospera, e edifica a casa do SENHOR teu Deus, como ele disse de ti. 12O SENHOR te dê tão-somente prudência e entendimento, e te instrua acerca de Israel; e isso para guardar a lei do SENHOR teu Deus. 13Então prosperarás, se tiveres cuidado de cumprir os estatutos e os juízos, que o SENHOR mandou a Moisés acerca de Israel; esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem tenhas pavor. 14Eis que na minha aflição preparei para a casa do SENHOR cem mil talentos de ouro, e um milhão de talentos de prata, e de cobre e de ferro que não se pesou, porque era em abundância; também madeira e pedras preparei, e tu suprirás o que faltar. 15Também tens contigo obreiros em grande número, cortadores e artífices em obra de pedra e madeira; e toda a sorte de peritos em toda a espécie de obra. 16Do ouro, da prata, e do cobre, e do ferro não há conta. Levanta-te, pois, e faze a obra, e o SENHOR seja contigo. 17E Davi deu ordem a todos os príncipes de Israel que ajudassem a Salomão, seu filho, dizendo: 18Porventura não está convosco o SENHOR vosso Deus, e não vos deu repouso ao redor? Porque entregou na minha mão os moradores da terra; e a terra foi sujeita perante o SENHOR e perante o seu povo. 19Disponde, pois, agora o vosso coração e a vossa alma para buscardes ao SENHOR vosso Deus; e levantai-vos, e edificai o santuário do SENHOR Deus, para que a arca da aliança do SENHOR, e os vasos sagrados de Deus se tragam a esta casa, que se há de edificar ao nome do SENHOR. 1 Crônicas 23 1SENDO, pois, Davi já velho, e cheio de dias, fez a Salomão, seu filho, rei sobre Israel. 2E reuniu a todos os príncipes de Israel, como também aos sacerdotes e levitas. 3E foram contados os levitas de trinta anos para cima; e foi o número deles, segundo as suas cabeças, trinta e oito mil homens. 4Destes havia vinte e quatro mil, para promoverem a obra da casa do SENHOR, e seis mil oficiais e juízes, 5E quatro mil porteiros, e quatro mil para louvarem ao SENHOR com os instrumentos, que eu fiz para o louvar, disse Davi. 6E Davi os repartiu por turnos, segundo os filhos de Levi, Gérson, Coate e Merari. 7Dos gersonitas: Ladã e Simei. 8Os filhos de Ladã: Jeiel, o chefe, e Zetã, e Joel, três. 9Os filhos de Simei: Selomite, Haziel, e Harã, três; estes foram os chefes dos pais de Ladã. 10E os filhos de Simei: Jaate, Ziza, Jeús, e Berias; estes foram os filhos de Simei, quatro. 11E Jaate era o chefe, e Ziza o segundo, mas Jeús e Berias não tiveram muitos filhos; por isso estes, sendo contados juntos se tornaram uma só família. 12Os filhos de Coate: Anrão, Izar, Hebrom, e Uziel, quatro. 13Os filhos de Anrão: Arão e Moisés; e Arão foi separado para santificar o santo dos santos, ele e seus filhos, eternamente; para incensar diante do SENHOR, para o servirem, e para darem a bênção em seu nome eternamente. 14E, quanto a Moisés, homem de Deus, seus filhos foram contados entre os da tribo de Levi. 15Foram, pois, os filhos de Moisés, Gérson e Eliézer. 16Dos filhos de Gérson foi Sebuel o chefe. 17E, quanto aos filhos de Eliézer, foi Reabias o chefe; e Eliézer não teve outros filhos; porém os filhos de Reabias foram muitos. 18Dos filhos de Izar foi Selomite o chefe. 19Quanto aos filhos de Hebrom, foram Jerias o primeiro, Amarias o segundo, Jaaziel o terceiro, e Jecameão o quarto. 20Quanto aos filhos de Uziel, Mica o chefe, e Issias o segundo. 21Os filhos de Merari: Mali, e Musi; os filhos de Mali: Eleazar e Quis. 22E morreu Eleazar, e não teve filhos, porém filhas; e os filhos de Quis, seus parentes, as tomaram por mulheres. 23Os filhos de Musi: Mali, e Eder, e Jeremote, três. 24Estes são os filhos de Levi, segundo a casa de seus pais, chefes dos pais, conforme foram contados pelos seus nomes, segundo as suas cabeças, que faziam a obra do ministério da casa do SENHOR, desde a idade de vinte anos para cima. 25Porque disse Davi: O SENHOR Deus de Israel deu repouso ao seu povo, e habitará em Jerusalém para sempre. 26E também, quanto aos levitas, que nunca mais levassem o tabernáculo, nem algum de seus aparelhos pertencentes ao seu ministério. 27Porque, segundo as últimas palavras de Davi, foram contados os filhos de Levi da idade de vinte anos para cima: 28Porque o seu cargo era assistir aos filhos de Arão no ministério da casa do SENHOR, nos átrios, e nas câmaras, e na purificação de todas as coisas sagradas, e na obra do ministério da casa de Deus. 29A saber: para os pães da proposição, e para a flor de farinha, para a oferta de alimentos, e para os coscorões ázimos, e para as sertãs, e para o tostado, e para todo o peso e medida; 30E para estarem cada manhã em pé para louvarem e celebrarem ao SENHOR; e semelhantemente à tarde; 31E para oferecerem os holocaustos do SENHOR, aos sábados, nas luas novas, e nas solenidades, segundo o seu número e costume, continuamente perante o SENHOR; 32E para que tivessem cuidado da guarda da tenda da congregação, e da guarda do santuário, e da guarda dos filhos de Arão, seus irmãos, no ministério da casa do SENHOR. 1 Crônicas 24 1E QUANTO aos filhos de Arão, estas foram as suas divisões: os filhos de Arão: Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. 2E morreram Nadabe e Abiú antes de seu pai, e não tiveram filhos; e Eleazar e Itamar administravam o sacerdócio. 3E Davi, com Zadoque, dos filhos de Eleazar, e Aimeleque, dos filhos de Itamar, dividiu-os segundo o seu ofício no seu ministério. 4E acharam-se muito mais chefes dos pais entre os filhos de Eleazar do que entre os filhos de Itamar, quando os repartiram; dos filhos de Eleazar dezesseis chefes das casas paternas, mas dos filhos de Itamar, segundo as casas paternas, oito. 5E os repartiram por sortes, uns com os outros; porque houve governadores do santuário e governadores da casa de Deus, assim dentre os filhos de Eleazar, como dentre os filhos de Itamar. 6E Semaías, filho de Natanael, o escrivão dentre os levitas, os registrou perante o rei, e os príncipes, e Zadoque, o sacerdote, e Aimeleque, filho de Abiatar, e os chefes dos pais entre os sacerdotes, e entre os levitas; dentre as casas dos pais tomou-se uma para Eleazar, e outra para Itamar. 7E saiu a primeira sorte a Jeoiaribe, a segunda a Jedaías, 8A terceira a Harim, a quarta a Seorim, 9A quinta a Malquias, a sexta a Miamim, 10A sétima a Hacoz, a oitava a Abias, 11A nona a Jesua, a décima a Secanias, 12A undécima a Eliasibe, a duodécima a Jaquim, 13A décima terceira a Hupa, a décima quarta a Jesebeabe, 14A décima quinta a Bilga, a décima sexta a Imer, 15A décima sétima a Hezir, a décima oitava a Hapizes, 16A décima nona a Petaías, a vigésima a Jeezquel, 17A vigésima primeira a Jaquim, a vigésima segunda a Gamul, 18A vigésima terceira a Delaías, a vigésima quarta a Maazias. 19O ofício destes no seu ministério era entrar na casa do SENHOR, segundo lhes fora ordenado por Arão seu pai, como o SENHOR Deus de Israel lhe tinha mandado. 20E do restante dos filhos de Levi: dos filhos de Anrão, Subael; dos filhos de Subael, Jedias. 21Quanto a Reabias: dos filhos de Reabias, Issias era o primeiro; 22Dos izaritas, Selomote; dos filhos de Selomote, Jaate; 23E dos filhos de Hebrom, Jerias o primeiro, Amarias o segundo, Jaaziel o terceiro, Jecameão o quarto; 24Dos filhos de Uziel, Mica; dos filhos de Mica, Samir; 25O irmão de Mica, Issias; dos filhos de Issias, Zacarias; 26Os filhos de Merari, Mali e Musi; dos filhos de Jaazias, Beno; 27Os filhos de Merari: de Jaazias, Beno, e Soão, e Zacur, e Ibri; 28De Mali, Eleazar; e este não teve filhos. 29Quanto a Quis: dos filhos de Quis, Jerameel; 30E os filhos de Musi: Mali, e Eder, e Jerimote; estes foram os filhos dos levitas, segundo as suas casas paternas. 31Estes também lançaram sortes como seus irmãos, os filhos de Arão, perante o rei Davi, e Zadoque, e Aimeleque, e os chefes das famílias entre os sacerdotes e entre os levitas; assim fizeram, tanto os pais principais como os irmãos menores. 1 Crônicas 25 1E DAVI, juntamente com os capitães do exército, separou para o ministério os filhos de Asafe, e de Hemã, e de Jedutum, para profetizarem com harpas, com címbalos, e com saltérios; e este foi o número dos homens aptos para a obra do seu ministério: 2Dos filhos de Asafe: Zacur, José, Netanias, e Asarela, filhos de Asafe; a cargo de Asafe, que profetizava debaixo das ordens do rei Davi. 3Quanto a Jedutum, os filhos: Gedalias, Zeri, Jesaías, Hasabias, e Matitias, seis, a cargo de seu pai, Jedutum, o qual profetizava com a harpa, louvando e dando graças ao SENHOR. 4Quanto a Hemã, os filhos: Buquias, Matanias, Uziel, Sebuel, Jerimote, Hananias, Hanani, Eliata, Gidalti, Romanti-Ezer, Josbecasa, Maloti, Hotir, e Maaziote. 5Todos estes foram filhos de Hemã, o vidente do rei nas palavras de Deus, para exaltar o seu poder; porque Deus dera a Hemã catorze filhos e três filhas. 6Todos estes estavam sob a direção de seu pai, para a música da casa do SENHOR, com saltérios, címbalos e harpas, para o ministério da casa de Deus; e Asafe, Jedutum, e Hemã, estavam sob as ordens do rei. 7E era o número deles, juntamente com seus irmãos instruídos no canto ao SENHOR, todos eles mestres, duzentos e oitenta e oito. 8E deitaram sortes acerca da guarda igualmente, assim o pequeno como o grande, o mestre juntamente com o discípulo. 9Saiu, pois, a primeira sorte a Asafe, a saber a José; a segunda a Gedalias; e ele, e seus irmãos, e seus filhos, ao todo eram doze. 10A terceira a Zacur, seus filhos, e seus irmãos, doze. 11A quarta a Izri, seus filhos, e seus irmãos, doze. 12A quinta a Netanias, seus filhos, e seus irmãos, doze. 13A sexta a Buquias, seus filhos, e seus irmãos, doze. 14A sétima a Jesarela, seus filhos, e seus irmãos, doze. 15A oitava a Jesaías, seus filhos, e seus irmãos, doze. 16A nona a Matanias, seus filhos, e seus irmãos, doze. 17A décima a Simei, seus filhos, e seus irmãos, doze. 18A undécima a Azareel, seus filhos, e seus irmãos, doze. 19A duodécima a Hasabias, seus filhos, e seus irmãos, doze. 20A décima terceira a Subael, seus filhos, e seus irmãos, doze. 21A décima quarta a Matitias, seus filhos, e seus irmãos, doze. 22A décima quinta a Jeremote, seus filhos, e seus irmãos, doze. 23A décima sexta a Hananias, seus filhos, e seus irmãos, doze. 24A décima sétima a Josbecasa, seus filhos, e seus irmãos, doze. 25A décima oitava a Hanani, seus filhos, e seus irmãos, doze. 26A décima nona a Maloti, seus filhos, e seus irmãos, doze. 27A vigésima a Eliata, seus filhos, e seus irmãos, doze. 28A vigésima primeira a Hotir, seus filhos, e seus irmãos, doze. 29A vigésima segunda a Gidalti, seus filhos, e seus irmãos, doze. 30A vigésima terceira a Maaziote, seus filhos, e seus irmãos, doze. 31A vigésima quarta a Romanti-Ezer, seus filhos, e seus irmãos, doze. 1 Crônicas 26 1QUANTO às divisões dos porteiros: dos coraítas: Meselemias, filho de Coré, dos filhos de Asafe. 2E foram os filhos de Meselemias: Zacarias o primogênito, Jediael o segundo, Zebadias o terceiro, Jatniel o quarto, 3Elão o quinto, Joanã o sexto, Elioenai o sétimo. 4E os filhos de Obede-Edom foram: Semaías o primogênito, Jozabade o segundo, Joá o terceiro, e Sacar o quarto, e Natanael o quinto, 5Amiel o sexto, Issacar o sétimo, Peuletai o oitavo; porque Deus o tinha abençoado. 6Também a seu filho Semaías nasceram filhos, que dominaram sobre a casa de seu pai; porque foram homens valentes. 7Os filhos de Semaías: Otni, Rafael, Obede, e Elzabade, com seus irmãos, homens valentes, Eliú e Semaquias. 8Todos estes foram dos filhos de Obede-Edom; eles e seus filhos, e seus irmãos, homens valentes e de força para o ministério; ao todo sessenta e dois, de ObedeEdom. 9E os filhos e os irmãos de Meselemias, homens valentes, foram dezoito. 10E de Hosa, dentre os filhos de Merari, foram filhos: Sinri o chefe (ainda que não era o primogênito, contudo seu pai o constituiu chefe), 11Hilquias o segundo, Tebalias o terceiro, Zacarias o quarto; todos os filhos e irmãos de Hosa foram treze. 12Destes se fizeram as turmas dos porteiros, alternando os principais dos homens da guarda, juntamente com os seus irmãos, para ministrarem na casa do SENHOR. 13E lançaram sortes, assim os pequenos como os grandes, segundo as casas de seus pais, para cada porta. 14E caiu a sorte do oriente a Selemias; e lançou-se a sorte por seu filho Zacarias, conselheiro entendido, e saiu-lhe a do norte. 15E para Obede-Edom a do sul; e para seus filhos a casa dos depósitos. 16Para Supim e Hosa a do ocidente, junto a porta Salequete, perto do caminho da subida; uma guarda defronte de outra guarda. 17Ao oriente seis levitas; ao norte quatro por dia, ao sul quatro por dia, porém para as casas dos depósitos de dois em dois. 18Em Parbar, ao ocidente, quatro junto ao caminho, e dois junto a Parbar. 19Estas são as turmas dos porteiros dentre os filhos dos coraítas, e dentre os filhos de Merari. 20E dos levitas: Aías tinha cargo dos tesouros da casa de Deus e dos tesouros das coisas sagradas. 21Quanto aos filhos de Ladã, os filhos dos gersonitas que pertencem a Ladã, chefes das casas paternas de Ladã: Jeieli. 22Os filhos de Jeieli: Zetã e Joel, seu irmão; estes tinham cargo dos tesouros da casa do SENHOR, 23Dos anramitas, dos izaritas, dos hebronitas, dos uzielitas. 24E Sebuel, filho de Gérson, o filho de Moisés, era o chefe dos tesouros. 25E seus irmãos foram, do lado de Eliézer, Reabias seu filho, e Jesaías seu filho, e Jorão seu filho, e Zicri seu filho, e Selomite, seu filho. 26Este Selomite e seus irmãos tinham a seu cargo todos os tesouros das coisas dedicadas que o rei Davi e os chefes das casas paternas, capitães de milhares, e de centenas, e capitães do exército tinham consagrado. 27Dos despojos das guerras dedicaram ofertas para repararem a casa do SENHOR. 28Como também tudo quanto tinha consagrado Samuel, o vidente, e Saul filho de Quis, e Abner filho de Ner, e Joabe filho de Zeruia; tudo que qualquer havia dedicado estava debaixo da mão de Selomite e seus irmãos. 29Dos izaritas, Quenanias e seus filhos foram postos sobre Israel como oficiais e como juízes, dos negócios externos. 30Dos hebronitas foram Hasabias e seus irmãos, homens valentes, mil e setecentos, que tinham a superintendência sobre Israel, além do Jordão para o ocidente, em toda a obra do SENHOR, e para o serviço do rei. 31Dos hebronitas Jerias era o chefe, segundo as suas gerações conforme as suas famílias. No ano quarenta do reino de Davi se buscaram e acharam entre eles homens valentes em Jazer de Gileade. 32E seus irmãos, homens valentes, dois mil e setecentos, chefes dos pais; e o rei Davi os constituiu sobre os rubenitas e os gaditas, e a meia tribo dos manassitas, para todos os negócios de Deus, e para todos os negócios do rei. 1 Crônicas 27 1ESTES são os filhos de Israel segundo o seu número, os chefes dos pais, e os capitães dos milhares e das centenas, com os seus oficiais, que serviam ao rei em todos os negócios das turmas que entravam e saíam de mês em mês, em todos os meses do ano; cada turma de vinte e quatro mil. 2Sobre a primeira turma do primeiro mês estava Jasobeão, filho de Zabdiel; e em sua turma havia vinte e quatro mil. 3Era este dos filhos de Perez, chefe de todos os capitães dos exércitos, para o primeiro mês, 4E sobre a turma do segundo mês estava Dodai, o aoíta, com a sua turma, cujo líder era Miclote; também em sua turma havia vinte e quatro mil. 5O terceiro capitão do exército, para o terceiro mês, era Benaia, filho de Joiada, chefe dos sacerdotes; também em sua turma havia vinte e quatro mil. 6Era este Benaia valente entre os trinta, e sobre os trinta; e na sua turma estava Amizabade, seu filho. 7O quarto, do quarto mês, era Asael, irmão de Joabe, e depois dele Zebadias, seu filho; também em sua turma havia vinte e quatro mil. 8O quinto, do quinto mês, Samute, o israíta; também em sua turma havia vinte e quatro mil. 9O sexto, do sexto mês, Ira, filho de Iques, o tecoíta; também em sua turma havia vinte e quatro mil. 10O sétimo, do sétimo mês, Helez, o pelonita, dos filhos de Efraim; também em sua turma havia vinte e quatro mil. 11O oitavo, do oitavo mês, Sibecai, o husatita, dos zeraítas; também em sua turma havia vinte e quatro mil. 12O nono, do nono mês, Abiezer, o anatotita, dos benjamitas; também em sua turma havia vinte e quatro mil. 13O décimo, do décimo mês, Maarai, o netofatita, dos zeraítas; também em sua turma havia vinte e quatro mil. 14O undécimo, do undécimo mês, Benaia, o piratonita, dos filhos de Efraim; também em sua turma havia vinte e quatro mil. 15O duodécimo, do duodécimo mês, Heldai, o netofatita, de Otniel; também em sua turma havia vinte e quatro mil. 16Sobre as tribos de Israel estavam: sobre os rubenitas era líder Eliezer, filho de Zicri; sobre os simeonitas, Sefatias, filho de Maaca. 17Sobre os levitas, Hasabias, filho de Quemuel; sobre os aronitas, Zadoque; 18Sobre Judá, Eliú, dos irmãos de Davi; sobre Issacar, Onri, filho de Micael; 19Sobre Zebulom, Ismaías, filho de Obadias; sobre Naftali, Jerimote, filho de Azriel; 20Sobre os filhos de Efraim, Oséias, filho de Azazias; sobre a meia tribo de Manassés, Joel, filho de Pedaías; 21Sobre a outra meia tribo de Manassés em Gileade, Ido, filho de Zacarias; sobre Benjamim, Jaasiel, filho de Abner; 22Sobre Dã, Azarel, filho de Jeroão. Estes eram os príncipes das tribos de Israel. 23Não tomou, porém, Davi o número dos de vinte anos para baixo, porquanto o SENHOR tinha falado que havia de multiplicar a Israel como as estrelas do céu. 24Joabe, filho de Zeruia, tinha começado a numerá-los, porém não acabou; porquanto viera por isso grande ira sobre Israel; assim o número não se pôs no registro das crônicas do rei Davi. 25E sobre os tesouros do rei estava Azmavete, filho de Adiel; e sobre os tesouros dos campos, das cidades, e das aldeias, e das torres, Jônatas, filho de Uzias. 26E sobre os que faziam a obra do campo, na lavoura da terra, Ezri, filho de Quelube. 27E sobre as vinhas, Simei, o ramatita; porém sobre o que das vides entrava nas adegas do vinho, Zabdi, o sifmita. 28E sobre os olivais e sicômoros que havia nas campinas, Baal-Hanã, o gederita; porém Joás sobre os armazéns do azeite. 29E sobre os gados que pastavam em Sarom, Sitrai, o saronita; porém, sobre os gados dos vales, Safate, filho de Adlai. 30E sobre os camelos, Obil, o ismaelita; e sobre as jumentas, Jedias, o meronotita. 31E sobre o gado miúdo, Jaziz, o hagrita; todos esses eram administradores da fazenda que tinha o rei Davi. 32E Jônatas, tio de Davi, era do conselho, homem entendido, e também escriba; e Jeiel, filho de Hacmoni, estava com os filhos do rei. 33E Aitofel era do conselho do rei; e Husai, o arquita, amigo do rei. 34E depois de Aitofel, Joiada, filho de Benaia, e Abiatar; porém Joabe era o general do exército do rei. 1 Crônicas 28 1ENTÃO Davi reuniu em Jerusalém todos os príncipes de Israel, os príncipes das tribos, e os capitães das turmas, que serviam o rei, e os capitães dos milhares, e os capitães das centenas, e os administradores de toda a fazenda e possessão do rei, e de seus filhos, como também os oficiais, os poderosos, e todo o homem valente. 2E pôs-se o rei Davi em pé, e disse: Ouvi-me, irmãos meus, e povo meu; em meu coração propus eu edificar uma casa de repouso para a arca da aliança do SENHOR e para o estrado dos pés do nosso Deus, e eu tinha feito o preparo para a edificar. 3Porém Deus me disse: Não edificarás casa ao meu nome, porque és homem de guerra, e derramaste muito sangue. 4E o SENHOR Deus de Israel escolheu-me de toda a casa de meu pai, para que eternamente fosse rei sobre Israel; porque a Judá escolheu por soberano, e a casa de meu pai na casa de Judá; e entre os filhos de meu pai se agradou de mim para me fazer reinar sobre todo o Israel. 5E, de todos os meus filhos (porque muitos filhos me deu o SENHOR), escolheu ele o meu filho Salomão para se assentar no trono do reino do SENHOR sobre Israel. 6E me disse: Teu filho Salomão, ele edificará a minha casa e os meus átrios; porque o escolhi para filho, e eu lhe serei por pai. 7E estabelecerei o seu reino para sempre, se perseverar em cumprir os meus mandamentos e os meus juízos, como até ao dia de hoje. 8Agora, pois, perante os olhos de todo o Israel, a congregação do SENHOR, e perante os ouvidos de nosso Deus, guardai e buscai todos os mandamentos do SENHOR vosso Deus, para que possuais esta boa terra, e a façais herdar a vossos filhos depois de vós, para sempre. 9E tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai, e serve-o com um coração perfeito e com uma alma voluntária; porque esquadrinha o SENHOR todos os corações, e entende todas as imaginações dos pensamentos; se o buscares, será achado de ti; porém, se o deixares, rejeitar-te-á para sempre. 10Olha, pois, agora, porque o SENHOR te escolheu para edificares uma casa para o santuário; esforça-te, e faze a obra. 11E deu Davi a Salomão, seu filho, a planta do alpendre com as suas casas, e as suas tesourarias, e os seus cenáculos, e as suas recâmaras interiores, como também da casa do propiciatório. 12E também a planta de tudo quanto tinha em mente, a saber: dos átrios da casa do SENHOR, e de todas as câmaras ao redor, para os tesouros da casa de Deus, e para os tesouros das coisas sagradas; 13E para as turmas dos sacerdotes, e para os levitas, e para toda a obra do ministério da casa do SENHOR, e para todos os utensílios do ministério da casa do SENHOR. 14E deu ouro, segundo o peso do ouro, para todos os utensílios de cada ministério; também a prata, por peso, para todos os utensílios de prata, para todos os utensílios de cada ministério. 15E o peso para os castiçais de ouro, e suas candeias de ouro segundo o peso de cada castiçal e as suas candeias; também para os castiçais de prata, segundo o peso do castiçal e as suas candeias, segundo o uso de cada castiçal. 16Também deu o ouro por peso para as mesas da proposição, para cada mesa; como também a prata para as mesas de prata. 17E ouro puro para os garfos, e para as bacias, e para os jarros, e para as taças de ouro, para cada taça seu peso; como também para as taças de prata, para cada taça seu peso. 18E para o altar do incenso, ouro purificado, por seu peso; como também o ouro para o modelo do carro, a saber, dos querubins, que haviam de estender as asas, e cobrir a arca da aliança do SENHOR. 19Tudo isto, disse Davi, fez-me entender o SENHOR, por escrito da sua mão, a saber, todas as obras desta planta. 20E disse Davi a Salomão seu filho: Esforça-te e tem bom ânimo, e faze a obra; não temas, nem te apavores; porque o SENHOR Deus, meu Deus, há de ser contigo; não te deixará, nem te desamparará, até que acabes toda a obra do serviço da casa do SENHOR. 21E eis que aí tens as turmas dos sacerdotes e dos levitas para todo o ministério da casa de Deus; estão também contigo, para toda a obra, voluntários com sabedoria de toda a espécie para todo o ministério; como também todos os príncipes, e todo o povo, para todos os teus mandados. 1 Crônicas 29 1DISSE mais o rei Davi a toda a congregação: Salomão, meu filho, a quem só Deus escolheu, é ainda moço e tenro, e esta obra é grande; porque não é o palácio para homem, mas para o SENHOR Deus. 2Eu, pois, com todas as minhas forças já tenho preparado para a casa de meu Deus ouro para as obras de ouro, e prata para as de prata, e cobre para as de cobre, ferro para as de ferro e madeira para as de madeira, pedras de ônix, e as de engaste, e pedras ornamentais, e pedras de diversas cores, e toda a sorte de pedras preciosas, e pedras de mármore em abundância. 3E ainda, porque tenho afeto à casa de meu Deus, o ouro e prata particular que tenho eu dou para a casa do meu Deus, afora tudo quanto tenho preparado para a casa do santuário: 4Três mil talentos de ouro de Ofir; e sete mil talentos de prata purificada, para cobrir as paredes das casas. 5Ouro para os objetos de ouro, e prata para os de prata; e para toda a obra de mão dos artífices. Quem, pois, está disposto a encher a sua mão, para oferecer hoje voluntariamente ao SENHOR? 6Então os chefes dos pais, e os príncipes das tribos de Israel, e os capitães de mil e de cem, até os chefes da obra do rei, voluntariamente contribuíram. 7E deram para o serviço da casa de Deus cinco mil talentos de ouro, e dez mil dracmas, e dez mil talentos de prata, e dezoito mil talentos de cobre, e cem mil talentos de ferro. 8E os que possuíam pedras preciosas, deram-nas para o tesouro da casa do SENHOR, a cargo de Jeiel o gersonita. 9E o povo se alegrou porque contribuíram voluntariamente; porque, com coração perfeito, voluntariamente deram ao SENHOR; e também o rei Davi se alegrou com grande alegria. 10Por isso Davi louvou ao SENHOR na presença de toda a congregação; e disse Davi: Bendito és tu, SENHOR Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade. 11Tua é, SENHOR, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, SENHOR, o reino, e tu te exaltaste por cabeça sobre todos. 12E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo. 13Agora, pois, ó Deus nosso, graças te damos, e louvamos o nome da tua glória. 14Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos oferecer voluntariamente coisas semelhantes? Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos. 15Porque somos estrangeiros diante de ti, e peregrinos como todos os nossos pais; como a sombra são os nossos dias sobre a terra, e sem ti não há esperança. 16SENHOR, nosso Deus, toda esta abundância, que preparamos, para te edificar uma casa ao teu santo nome, vem da tua mão, e é toda tua. 17E bem sei eu, Deus meu, que tu provas os corações, e que da sinceridade te agradas; eu também na sinceridade de meu coração voluntariamente dei todas estas coisas; e agora vi com alegria que o teu povo, que se acha aqui, voluntariamente te deu. 18SENHOR Deus de Abraão, Isaque, e Israel, nossos pais, conserva isto para sempre no intento dos pensamentos do coração de teu povo; e encaminha o seu coração para ti. 19E a Salomão, meu filho, dá um coração perfeito, para guardar os teus mandamentos, os teus testemunhos, e os teus estatutos; e para fazer tudo, e para edificar este palácio que tenho preparado. 20Então disse Davi a toda a congregação: Agora louvai ao SENHOR vosso Deus. Então toda a congregação louvou ao SENHOR Deus de seus pais, e inclinaramse, e prostraram-se perante o SENHOR, e o rei. 21E ao outro dia imolaram sacrifícios ao SENHOR, e ofereceram holocaustos ao SENHOR, mil bezerros, mil carneiros, mil cordeiros, com as suas libações; e sacrifícios em abundância por todo o Israel. 22E comeram e beberam naquele dia perante o SENHOR, com grande gozo; e a segunda vez fizeram rei a Salomão filho de Davi, e o ungiram ao SENHOR por líder, e a Zadoque por sacerdote. 23Assim Salomão se assentou no trono do SENHOR, como rei, em lugar de Davi seu pai, e prosperou; e todo o Israel lhe obedecia. 24E todos os príncipes, e os grandes, e até todos os filhos do rei Davi, se submeteram ao rei Salomão. 25E o SENHOR magnificou a Salomão grandissimamente, perante os olhos de todo o Israel; e deu-lhe majestade real, qual antes dele não teve nenhum rei em Israel. 26Assim Davi, filho de Jessé, reinou sobre todo o Israel. 27E foram os dias que reinou sobre Israel, quarenta anos; em Hebrom reinou sete anos, e em Jerusalém reinou trinta e três. 28E morreu numa boa velhice, cheio de dias, riquezas e glória; e Salomão, seu filho, reinou em seu lugar. 29Os atos, pois, do rei Davi, assim os primeiros como os últimos, eis que estão escritos nas crônicas de Samuel, o vidente, e nas crônicas do profeta Natã, e nas crônicas de Gade, o vidente, 30Juntamente com todo o seu reinado e o seu poder; e os tempos que passaram sobre ele, e sobre Israel, e sobre todos os reinos daquelas terras. 2 Crônicas 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 2 Crônicas 1 1SALOMÃO, filho de Davi, fortaleceu-se no seu reino; e o SENHOR seu Deus era com ele, e o engrandeceu sobremaneira. 2E falou Salomão a todo o Israel, aos capitães de mil e de cem, aos juízes e a todos os governadores em todo o Israel, chefes das famílias. 3E foi Salomão, e toda a congregação com ele, ao alto que estava em Gibeom, porque ali estava a tenda da congregação de Deus, que Moisés, servo do SENHOR, tinha feito no deserto. 4Mas Davi tinha feito subir a arca de Deus de Quiriate-Jearim ao lugar que lhe preparara; porque lhe tinha armado uma tenda em Jerusalém. 5Também o altar de cobre que tinha feito Bezaleel, filho de Uri, filho de Hur, estava ali diante do tabernáculo do SENHOR; e Salomão e a congregação o buscavam. 6E Salomão ofereceu ali sacrifícios perante o SENHOR, sobre o altar de cobre que estava na tenda da congregação; e ofereceu sobre ele mil holocaustos. 7Naquela mesma noite Deus apareceu a Salomão, e disselhe: Pede o que queres que eu te dê. 8E Salomão disse a Deus: Tu usaste de grande benignidade com meu pai Davi, e a mim me fizeste rei em seu lugar. 9Agora, pois, ó SENHOR Deus, confirme-se a tua palavra, dada a meu pai Davi; porque tu me fizeste reinar sobre um povo numeroso como o pó da terra. 10Dá-me, pois, agora, sabedoria e conhecimento, para que possa sair e entrar perante este povo; pois quem poderia julgar a este tão grande povo? 11Então Deus disse a Salomão: Porquanto houve isto no teu coração, e não pediste riquezas, bens, ou honra, nem a morte dos que te odeiam, nem tampouco pediste muitos dias de vida, mas pediste para ti sabedoria e conhecimento, para poderes julgar a meu povo, sobre o qual te constituí rei, 12Sabedoria e conhecimento te são dados; e te darei riquezas, bens e honra, quais não teve nenhum rei antes de ti, e nem depois de ti haverá. 13Assim Salomão veio a Jerusalém, do alto que estava em Gibeom, de diante da tenda da congregação; e reinou sobre Israel. 14E Salomão ajuntou carros e cavaleiros, e teve mil e quatrocentos carros, e doze mil cavaleiros; os quais pôs nas cidades dos carros, e junto ao rei em Jerusalém. 15E fez o rei que houvesse ouro e prata em Jerusalém como pedras; e cedros em tanta abundância como sicômoros que há pelas campinas. 16E os cavalos, que tinha Salomão, eram trazidos do Egito; e os mercadores do rei os recebiam em tropas, cada uma pelo seu preço. 17E faziam subir e sair do Egito cada carro por seiscentos siclos de prata, e cada cavalo por cento e cinqüenta; e assim, por meio deles eram para todos os reis dos heteus, e para os reis da Síria. 2 Crônicas 2 1E DETERMINOU Salomão edificar uma casa ao nome do SENHOR, como também uma casa para o seu reino. 2E designou Salomão setenta mil homens de carga, e oitenta mil que talhavam pedras na montanha, e três mil e seiscentos inspetores sobre eles. 3E Salomão mandou dizer a Hirão, rei de Tiro: Como fizeste com Davi meu pai, mandando-lhe cedros, para edificar uma casa em que morasse, assim também faze comigo. 4Eis que estou para edificar uma casa ao nome do SENHOR meu Deus, para lhe consagrar, para queimar perante ele incenso aromático, e para a apresentação contínua do pão da proposição, para os holocaustos da manhã e da tarde, nos sábados e nas luas novas, e nas festividades do SENHOR nosso Deus; o que é obrigação perpétua de Israel. 5E a casa que estou para edificar há de ser grande; porque o nosso Deus é maior do que todos os deuses. 6Porém, quem seria capaz de lhe edificar uma casa, visto que os céus e até os céus dos céus o não podem conter? E quem sou eu, que lhe edificasse casa, salvo para queimar incenso perante ele? 7Mandame, pois, agora um homem hábil para trabalhar em ouro, em prata, em bronze, em ferro, em púrpura, em carmesim e em azul; e que saiba lavrar ao buril, juntamente com os peritos que estão comigo em Judá e em Jerusalém, os quais Davi, meu pai, preparou. 8Mandame também madeiras de cedro, de cipreste, e algumins do Líbano; porque bem sei eu que os teus servos sabem cortar madeira no Líbano; e eis que os meus servos estarão com os teus servos. 9E isso para prepararem muita madeira; porque a casa que estou para fazer há de ser grande e maravilhosa. 10E eis que a teus servos, os cortadores, que cortarem a madeira, darei vinte mil coros de trigo malhado, vinte mil coros de cevada, vinte mil batos de vinho e vinte mil batos de azeite. 11E Hirão, rei de Tiro, respondeu por escrito que enviou a Salomão, dizendo: Porque o SENHOR tem amado o seu povo, te constituiu sobre ele rei. 12Disse mais Hirão: Bendito seja o SENHOR Deus de Israel, que fez os céus e a terra; o que deu ao rei Davi um filho sábio, de grande prudência e entendimento, que edifique casa ao SENHOR, e para o seu reino. 13Agora, pois, envio um homem sábio de grande entendimento, a saber, Hirão Abiú. 14Filho de uma mulher das filhas de Dã, e cujo pai foi homem de Tiro; este sabe trabalhar em ouro, em prata, em bronze, em ferro, em pedras e em madeira, em púrpura, em azul, e em linho fino, e em carmesim, e é hábil para toda a obra do buril, e para toda a espécie de invenções, qualquer coisa que se lhe propuser, juntamente com os teus peritos, e os peritos de Davi, meu senhor, teu pai. 15Agora, pois, meu senhor, mande para os seus servos o trigo, a cevada, o azeite e o vinho, de que falou; 16E nós cortaremos tanta madeira no Líbano, quanta houveres mister, e ta traremos em jangadas pelo mar até Jope, e tu a farás subir a Jerusalém. 17E Salomão contou todos os homens estrangeiros, que havia na terra de Israel, conforme o censo com que os contara Davi seu pai; e acharam-se cento e cinqüenta e três mil e seiscentos. 18E designou deles setenta mil carregadores, e oitenta mil cortadores na montanha; como também três mil e seiscentos inspetores, para fazerem trabalhar o povo. 2 Crônicas 3 1E COMEÇOU Salomão a edificar a casa do SENHOR em Jerusalém, no monte Moriá, onde o SENHOR aparecera a Davi seu pai, no lugar que Davi tinha preparado na eira de Ornã, o jebuseu. 2E começou a edificar no segundo mês, no segundo dia, no ano quarto do seu reinado. 3E estes foram os fundamentos que Salomão pôs para edificar a casa de Deus: o comprimento em côvados, segundo a primeira medida, era de sessenta côvados, e a largura de vinte côvados. 4E o pátio, que estava na frente, tinha vinte côvados de comprimento, segundo a largura da casa, e a altura era de cento e vinte; e por dentro o revestiu com ouro puro. 5E a casa grande forrou com madeira de faia; e então a revestiu com ouro fino; e fez sobre ela palmas e cadeias. 6Também a casa adornou de pedras preciosas, para ornamento; e o ouro era ouro de Parvaim. 7Também na casa revestiu, com ouro, as traves, os umbrais, as suas paredes e as suas portas; e lavrou querubins nas paredes. 8Fez mais a casa do lugar santíssimo, cujo comprimento, segundo a largura da casa, era de vinte côvados, e também a largura de vinte côvados; e revestiu-a de ouro fino, do peso de seiscentos talentos. 9O peso dos pregos era de cinqüenta siclos de ouro; e as câmaras cobriu de ouro. 10Também fez na casa do lugar santíssimo dois querubins de obra móvel, e cobriu-os de ouro. 11E, quanto às asas dos querubins, o seu comprimento era de vinte côvados; a asa de um deles, de cinco côvados, e tocava na parede da casa; e a outra asa de cinco côvados, e tocava na asa do outro querubim. 12Também a asa do outro querubim era de cinco côvados, e tocava na parede da casa; era também a outra asa de cinco côvados, que tocava na asa do outro querubim. 13E as asas destes querubins se estendiam vinte côvados; e estavam postos em pé, e os seus rostos virados para a casa. 14Também fez o véu de azul, púrpura, carmesim e linho fino; e pôs sobre ele querubins; 15Fez também, diante da casa, duas colunas de trinta e cinco côvados de altura; e o capitel, que estava sobre cada uma, era de cinco côvados. 16Também fez cadeias no oráculo, e as pôs sobre as cabeças das colunas; fez também cem romãs, as quais pôs entre as cadeias. 17E levantou as colunas diante do templo, uma à direita, e outra à esquerda; e chamou o nome da que estava à direita Jaquim, e o nome da que estava à esquerda Boaz. 2 Crônicas 4 1TAMBÉM fez um altar de metal, de vinte côvados de comprimento, de vinte côvados de largura e de dez côvados de altura. 2Fez também o mar de fundição, de dez côvados de uma borda até a outra, redondo, e de cinco côvados de altura; cingia-o ao redor um cordão de trinta côvados. 3E por baixo dele havia figuras de bois, que cingiam o mar ao redor, dez em cada côvado, contornando-o; e tinha duas fileiras de bois, fundidos juntamente com o mar. 4E o mar estava posto sobre doze bois; três que olhavam para o norte, três que olhavam para o ocidente, três que olhavam para o sul e três que olhavam para o oriente; e o mar estava posto sobre eles; e as suas partes posteriores estavam todas para o lado de dentro. 5E tinha um palmo de grossura, e a sua borda foi feita como a borda de um copo, ou como uma flor-de-lis, da capacidade de três mil batos. 6Também fez dez pias; e pôs cinco à direita e cinco à esquerda, para lavarem nelas; o que pertencia ao holocausto o lavavam nelas; porém o mar era para que os sacerdotes se lavassem nele. 7Fez também dez castiçais de ouro, segundo a sua forma, e pô-los no templo, cinco à direita, e cinco à esquerda. 8Também fez dez mesas, e pô-las no templo, cinco à direita e cinco à esquerda; também fez cem bacias de ouro. 9Fez mais o pátio dos sacerdotes, e o grande átrio; como também as portas para o pátio, as quais revestiu de cobre. 10E pôs o mar ao lado direito, para o lado do oriente, na direção do sul. 11Também Hirão fez as caldeiras, as pás e as bacias. Assim acabou Hirão de fazer a obra, que fazia para o rei Salomão, na casa de Deus. 12As duas colunas, os globos, e os dois capitéis sobre as cabeças das colunas; e as duas redes, para cobrir os dois globos dos capitéis, que estavam sobre a cabeça das colunas. 13E as quatrocentas romãs para as duas redes; duas carreiras de romãs para cada rede, para cobrirem os dois globos dos capitéis que estavam em cima das colunas. 14Também fez as bases; e as pias pôs sobre as bases; 15Um mar, e os doze bois debaixo dele; 16Semelhantemente as caldeiras, as pás, os garfos e todos os seus utensílios, fez Hirão Abiú ao rei Salomão, para a casa do SENHOR, de cobre polido. 17Na campina do Jordão os fundiu o rei, na terra argilosa, entre Sucote e Zeredá. 18E fez Salomão todos estes objetos em grande abundância, que não se podia averiguar o peso do cobre. 19Fez também Salomão todos os objetos que eram para a casa de Deus, como também o altar de ouro, e as mesas, sobre as quais estavam os pães da proposição. 20E os castiçais com as suas lâmpadas de ouro finíssimo, para as acenderem segundo o costume, perante o oráculo. 21E as flores, as lâmpadas e os espevitadores eram de ouro, do mais finíssimo ouro. 22Como também os apagadores, as bacias, as colheres e os incensários de ouro finíssimo; e quanto à entrada da casa, as suas portas de dentro do lugar santíssimo, e as portas da casa do templo, eram de ouro. 2 Crônicas 5 1ASSIM se acabou toda a obra que Salomão fez para a casa do SENHOR; então trouxe Salomão as coisas que seu pai Davi havia consagrado, a prata, o ouro e todos os objetos, e pô-los entre os tesouros da casa de Deus. 2Então Salomão congregou em Jerusalém os anciãos de Israel, e todos os chefes das tribos, os chefes dos pais entre os filhos de Israel, para fazerem subir a arca da aliança do SENHOR, da cidade de Davi, que é Sião. 3E todos os homens de Israel se congregaram ao rei na ocasião da festa, que foi no sétimo mês. 4E vieram todos os anciãos de Israel; e os levitas levantaram a arca. 5E fizeram subir a arca, e a tenda da congregação, com todos os objetos sagrados, que estavam na tenda; os sacerdotes e os levitas os fizeram subir. 6Então o rei Salomão e toda a congregação de Israel, que se tinha reunido com ele diante da arca, sacrificaram carneiros e bois, que não se podiam contar, nem numerar, por causa da sua abundância. 7Assim trouxeram os sacerdotes a arca da aliança do SENHOR ao seu lugar, ao oráculo da casa, ao lugar santíssimo, até debaixo das asas dos querubins. 8Porque os querubins estendiam ambas as asas sobre o lugar da arca, e os querubins cobriam, por cima, a arca e os seus varais. 9Então os varais sobressaíam para que as pontas dos varais da arca se vissem perante o oráculo, mas não se vissem de fora; e ali tem estado até ao dia de hoje. 10Na arca não havia coisa alguma senão as duas tábuas, que Moisés tinha posto em Horebe, quando o SENHOR fez aliança com os filhos de Israel, saindo eles do Egito. 11E sucedeu que, saindo os sacerdotes do santuário (porque todos os sacerdotes, que ali se acharam, se santificaram, sem respeitarem as suas turmas, 12E os levitas, que eram cantores, todos eles, de Asafe, de Hemã, de Jedutum, de seus filhos e de seus irmãos, vestidos de linho fino, com címbalos, com saltérios e com harpas, estavam em pé para o oriente do altar; e com eles até cento e vinte sacerdotes, que tocavam as trombetas). 13E aconteceu que, quando eles uniformemente tocavam as trombetas, e cantavam, para fazerem ouvir uma só voz, bendizendo e louvando ao SENHOR; e levantando eles a voz com trombetas, címbalos, e outros instrumentos musicais, e louvando ao SENHOR, dizendo: Porque ele é bom, porque a sua benignidade dura para sempre, então a casa se encheu de uma nuvem, a saber, a casa do SENHOR; 14E os sacerdotes não podiam permanecer em pé, para ministrar, por causa da nuvem; porque a glória do SENHOR encheu a casa de Deus. 2 Crônicas 6 1ENTÃO falou Salomão: O SENHOR disse que habitaria nas trevas. 2E eu te tenho edificado uma casa para morada, e um lugar para a tua eterna habitação. 3Então o rei virou o seu rosto, e abençoou a toda a congregação de Israel, e toda a congregação de Israel estava em pé. 4E ele disse: Bendito seja o SENHOR Deus de Israel, que falou pela sua boca a Davi meu pai; e pelas suas mãos o cumpriu, dizendo: 5Desde o dia em que tirei a meu povo da terra do Egito, não escolhi cidade alguma de todas as tribos de Israel, para edificar nela uma casa em que estivesse o meu nome; nem escolhi homem algum para ser líder do meu povo, Israel. 6Porém escolhi a Jerusalém para que ali estivesse o meu nome; e escolhi a Davi, para que estivesse sobre o meu povo Israel. 7Também Davi meu pai teve no seu coração o edificar uma casa ao nome do SENHOR Deus de Israel. 8Porém o SENHOR disse a Davi, meu pai: Porquanto tiveste no teu coração o edificar uma casa ao meu nome, bem fizeste de ter isto no teu coração. 9Contudo tu não edificarás a casa, mas teu filho, que há de proceder de teus lombos, esse edificará a casa ao meu nome. 10Assim confirmou o SENHOR a sua palavra, que falou; porque eu me levantei em lugar de Davi meu pai, e me assentei sobre o trono de Israel, como o SENHOR disse, e edifiquei a casa ao nome do SENHOR Deus de Israel. 11E pus nela a arca, em que está a aliança que o SENHOR fez com os filhos de Israel. 12E pôs-se em pé, perante o altar do SENHOR, na presença de toda a congregação de Israel, e estendeu as suas mãos. 13Porque Salomão tinha feito uma plataforma de metal, de cinco côvados de comprimento, de cinco côvados de largura e de três côvados de altura, e a tinha posto no meio do pátio, e pôs-se em pé sobre ela, e ajoelhou-se em presença de toda a congregação de Israel, e estendeu as suas mãos para o céu. 14E disse: Ó SENHOR Deus de Israel, não há Deus semelhante a ti, nem nos céus nem na terra; que guardas a aliança e a beneficência aos teus servos que caminham perante ti de todo o seu coração. 15Que guardaste ao teu servo Davi, meu pai, o que lhe falaste; porque tu pela tua boca o disseste, e pela tua mão o cumpriste, como se vê neste dia. 16Agora, pois, SENHOR Deus de Israel, guarda ao teu servo Davi, meu pai, o que falaste, dizendo: Nunca homem algum será cortado de diante de mim, que se assente sobre o trono de Israel; tão-somente que teus filhos guardem seu caminho, andando na minha lei, como tu andaste diante de mim. 17E agora, SENHOR Deus de Israel, cumpra-se a tua palavra, que disseste ao teu servo Davi. 18Mas, na verdade, habitará Deus com os homens na terra? Eis que os céus, e o céu dos céus, não te podem conter, quanto menos esta casa que tenho edificado? 19Atende, pois, à oração do teu servo, e à sua súplica, ó SENHOR meu Deus; para ouvires o clamor, e a oração, que o teu servo faz perante ti. 20Que os teus olhos estejam dia e noite abertos sobre este lugar, de que disseste que ali porias o teu nome; para ouvires a oração que o teu servo orar neste lugar. 21Ouve, pois, as súplicas do teu servo, e do teu povo Israel, que fizerem neste lugar; e ouve tu do lugar da tua habitação, desde os céus; ouve pois, e perdoa. 22Quando alguém pecar contra o seu próximo, e lhe impuser juramento de maldição, fazendo-o jurar, e o juramento de maldição vier perante o teu altar, nesta casa, 23Ouve tu, então, desde os céus, e age e julga a teus servos, condenando ao ímpio, retribuindo o seu proceder sobre a sua cabeça; e justificando ao justo, dando-lhe segundo a sua justiça. 24Quando também o teu povo Israel for ferido diante do inimigo, por ter pecado contra ti, e eles se converterem, e confessarem o teu nome, e orarem e suplicarem perante ti nesta casa, 25Então, ouve tu desde os céus, e perdoa os pecados do teu povo Israel; e torna a levá-los à terra que lhes tens dado e a seus pais. 26Quando os céus se fecharem, e não houver chuva, por terem pecado contra ti, e orarem neste lugar, e confessarem teu nome, e se converterem dos seus pecados, quando tu os afligires, 27Então, ouve tu desde os céus, e perdoa o pecado de teus servos, e do teu povo Israel, ensinando-lhes o bom caminho, em que andem; e dá chuva sobre a tua terra, que deste ao teu povo em herança. 28Quando houver fome na terra, quando houver peste, quando houver queima de seara, ou ferrugem, gafanhotos, ou lagarta, cercando-a algum dos seus inimigos nas terras das suas portas, ou quando houver qualquer praga, ou qualquer enfermidade, 29Toda a oração, e toda a súplica, que qualquer homem fizer, ou todo o teu povo Israel, conhecendo cada um a sua praga, e a sua dor, e estendendo as suas mãos para esta casa, 30Então, ouve tu desde os céus, do assento da tua habitação, e perdoa, e dá a cada um conforme a todos os seus caminhos, segundo conheces o seu coração (pois só tu conheces o coração dos filhos dos homens), 31A fim de que te temam, para andarem nos teus caminhos, todos os dias que viverem na terra que deste a nossos pais. 32Assim também ao estrangeiro, que não for do teu povo Israel, quando vier de terras remotas por amor do teu grande nome, e da tua poderosa mão, e do teu braço estendido, vindo eles e orando nesta casa; 33Então, ouve tu desde os céus, do assento da tua habitação, e faze conforme a tudo o que o estrangeiro te suplicar; a fim de que todos os povos da terra conheçam o teu nome, e te temam, como o teu povo Israel; e a fim de saberem que pelo teu nome é chamada esta casa que edifiquei. 34Quando o teu povo sair à guerra contra os seus inimigos, pelo caminho que os enviares, e orarem a ti para o lado desta cidade que escolheste, e desta casa, que edifiquei ao teu nome, 35Ouve, então, desde os céus a sua oração, e a sua súplica, e faze-lhes justiça. 36Quando pecarem contra ti (pois não há homem que não peque), e tu te indignares contra eles, e os entregares diante do inimigo, para que os que os cativarem os levem em cativeiro para alguma terra, remota ou vizinha, 37E na terra, para onde forem levados em cativeiro, caírem em si, e se converterem, e na terra do seu cativeiro, a ti suplicarem, dizendo: Pecamos, perversamente procedemos e impiamente agimos; 38E se converterem a ti com todo o seu coração e com toda a sua alma, na terra do seu cativeiro, a que os levaram presos, e orarem para o lado da sua terra, que deste a seus pais, e para esta cidade que escolheste, e para esta casa que edifiquei ao teu nome, 39Ouve, então, desde os céus, do assento da tua habitação, a sua oração e as suas súplicas, e executa o seu direito; e perdoa ao teu povo que houver pecado contra ti. 40Agora, pois, ó meu Deus, estejam os teus olhos abertos, e os teus ouvidos atentos à oração deste lugar. 41Levanta-te, pois, agora, SENHOR Deus, para o teu repouso, tu e a arca da tua fortaleza; os teus sacerdotes, ó SENHOR Deus, sejam vestidos de salvação, e os teus santos se alegrem do bem. 42Ó SENHOR Deus, não faças virar o rosto do teu ungido; lembra-te das misericórdias de Davi teu servo. 2 Crônicas 7 1E ACABANDO Salomão de orar, desceu o fogo do céu, e consumiu o holocausto e os sacrifícios; e a glória do SENHOR encheu a casa. 2E os sacerdotes não podiam entrar na casa do SENHOR, porque a glória do SENHOR tinha enchido a casa do SENHOR. 3E todos os filhos de Israel vendo descer o fogo, e a glória do SENHOR sobre a casa, encurvaram-se com o rosto em terra sobre o pavimento, e adoraram e louvaram ao SENHOR, dizendo: Porque ele é bom, porque a sua benignidade dura para sempre. 4E o rei e todo o povo ofereciam sacrifícios perante o SENHOR. 5E o rei Salomão ofereceu sacrifícios de bois, vinte e dois mil, e de ovelhas, cento e vinte mil; e o rei e todo o povo consagraram a casa de Deus. 6E os sacerdotes, serviam em seus ofícios; como também os levitas com os instrumentos musicais do SENHOR, que o rei Davi tinha feito, para louvarem ao SENHOR, porque a sua benignidade dura para sempre, quando Davi o louvava pelo ministério deles; e os sacerdotes tocavam as trombetas diante deles, e todo o Israel estava em pé. 7E Salomão santificou o meio do átrio, que estava diante da casa do SENHOR; porquanto ali tinha ele oferecido os holocaustos e a gordura dos sacrifícios pacíficos; porque no altar de metal, que Salomão tinha feito, não podia caber o holocausto, e a oferta de alimentos, e a gordura. 8E, assim, naquele mesmo tempo celebrou Salomão a festa por sete dias e todo o Israel com ele, uma grande congregação, desde a entrada de Hamate, até ao rio do Egito. 9E no dia oitavo realizaram uma assembléia solene; porque sete dias celebraram a consagração do altar, e sete dias a festa. 10E no dia vigésimo terceiro do sétimo mês, despediu o povo para as suas tendas, alegres e de bom ânimo, pelo bem que o SENHOR tinha feito a Davi, e a Salomão, e a seu povo Israel. 11Assim Salomão acabou a casa do SENHOR, e a casa do rei, e tudo quanto Salomão intentou fazer na casa do SENHOR e na sua casa prosperamente o efetuou. 12E o SENHOR apareceu de noite a Salomão, e disselhe: Ouvi a tua oração, e escolhi para mim este lugar para casa de sacrifício. 13Se eu fechar os céus, e não houver chuva; ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra; ou se enviar a peste entre o meu povo; 14E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. 15Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar. 16Porque agora escolhi e santifiquei esta casa, para que o meu nome esteja nela perpetuamente; e nela estarão fixos os meus olhos e o meu coração todos os dias. 17E, quanto a ti, se andares diante de mim, como andou Davi teu pai, e fizeres conforme a tudo o que te ordenei, e guardares os meus estatutos e os meus juízos, 18Também confirmarei o trono do teu reino, conforme a aliança que fiz com Davi, teu pai, dizendo: Não te faltará sucessor que domine em Israel. 19Porém se vós vos desviardes, e deixardes os meus estatutos, e os meus mandamentos, que vos tenho proposto, e fordes, e servirdes a outros deuses, e vos prostrardes a eles, 20Então os arrancarei da minha terra que lhes dei, e lançarei da minha presença esta casa que consagrei ao meu nome, e farei com que seja por provérbio e motejo entre todos os povos. 21E desta casa, que é tão exaltada, qualquer que passar por ela se espantará e dirá: Por que fez o SENHOR assim com esta terra e com esta casa? 22E dirão: Porque deixaram ao SENHOR Deus de seus pais, que os tirou da terra do Egito, e se deram a outros deuses, e se prostraram a eles, e os serviram; por isso ele trouxe sobre eles todo este mal. 2 Crônicas 8 1E SUCEDEU, ao fim de vinte anos, nos quais Salomão edificou a casa do SENHOR, e a sua própria casa, 2Que Salomão edificou as cidades que Hirão lhe tinha dado; e fez habitar nelas os filhos de Israel. 3Depois foi Salomão a Hamate-Zobá, e a tomou. 4Também edificou a Tadmor no deserto, e todas as cidades de provisões, que edificou em Hamate. 5Edificou também a alta Bete-Horom, e a baixa Bete-Horom; cidades fortes, com muros, portas e ferrolhos; 6Como também a Baalate, e todas as cidades de provisões, que Salomão tinha, e todas as cidades dos carros e as cidades dos cavaleiros; e tudo quanto, conforme ao seu desejo, Salomão quis edificar em Jerusalém, e no Líbano, e em toda a terra do seu domínio. 7Quanto a todo o povo, que tinha ficado dos heteus, amorreus, perizeus, heveus e jebuseus, que não eram de Israel, 8Dos seus filhos, que ficaram depois deles na terra, os quais os filhos de Israel não destruíram, Salomão os fez tributários, até ao dia de hoje. 9Porém, dos filhos de Israel, Salomão não fez servos para sua obra (mas eram homens de guerra, chefes dos seus capitães, e capitães dos seus carros e cavaleiros), 10Destes, pois, eram os chefes dos oficiais que o rei Salomão tinha, duzentos e cinqüenta, que presidiam sobre o povo. 11E Salomão fez subir a filha de Faraó da cidade de Davi para a casa que lhe tinha edificado; porque disse: Minha mulher não morará na casa de Davi, rei de Israel, porquanto santos são os lugares nos quais entrou a arca do SENHOR. 12Então Salomão ofereceu holocaustos ao SENHOR, sobre o altar do SENHOR, que tinha edificado diante do pórtico, 13E isto segundo a ordem de cada dia, fazendo ofertas conforme o mandamento de Moisés, nos sábados e nas luas novas, e nas solenidades, três vezes no ano; na festa dos pães ázimos, na festa das semanas, e na festa das tendas. 14Também, conforme à ordem de Davi seu pai, designou as turmas dos sacerdotes para seus ministérios, como também as dos levitas acerca dos seus cargos, para louvarem e ministrarem diante dos sacerdotes, segundo o que estava ordenado para cada dia, e os porteiros pelas suas turmas a cada porta; porque assim tinha mandado Davi, o homem de Deus. 15E não se desviaram do mandado do rei aos sacerdotes e levitas, em negócio nenhum, nem acerca dos tesouros. 16Assim se preparou toda a obra de Salomão, desde o dia da fundação da casa do SENHOR, até se acabar; e assim se concluiu a casa do SENHOR. 17Então foi Salomão a Eziom-Geber, e a Elote, à praia do mar, na terra de Edom. 18E enviou-lhe Hirão, por meio de seus servos, navios, e servos práticos do mar, e foram com os servos de Salomão a Ofir, e tomaram de lá quatrocentos e cinqüenta talentos de ouro; e os trouxeram ao rei Salomão. 2 Crônicas 9 1E OUVINDO a rainha de Sabá a fama de Salomão, veio a Jerusalém, para prová-lo com questões difíceis, com um grande séquito, e com camelos carregados de especiarias; ouro em abundância e pedras preciosas; e foi a Salomão, e falou com ele de tudo o que tinha no seu coração. 2E Salomão lhe respondeu a todas as suas questões; e não houve nada que não lhe pudesse esclarecer. 3Vendo, pois, a rainha de Sabá a sabedoria de Salomão, e a casa que edificara; 4E as iguarias da sua mesa, o assentar dos seus servos, o estar dos seus criados, e as vestes deles; e os seus copeiros e as vestes deles; e a sua subida pela qual ele chegava à casa do SENHOR, ela ficou como fora de si. 5Então disse ao rei: Era verdade a palavra que ouvi na minha terra acerca dos teus feitos e da tua sabedoria. 6Porém não cria naquelas palavras, até que vim, e meus olhos o viram, e eis que não me disseram a metade da grandeza da tua sabedoria; sobrepujaste a fama que ouvi. 7Bem-aventurados os teus homens, e bem-aventurados estes teus servos, que estão sempre diante de ti, e ouvem a tua sabedoria! 8Bendito seja o SENHOR teu Deus, que se agradou de ti para te colocar no seu trono como rei para o SENHOR teu Deus; porque teu Deus ama a Israel, para estabelecê-lo perpetuamente; por isso te constituiu rei sobre eles para fazeres juízo e justiça. 9E deu ao rei cento e vinte talentos de ouro, e especiarias em grande abundância, e pedras preciosas; e nunca houve tais especiarias, quais a rainha de Sabá deu ao rei Salomão. 10E também os servos de Hirão e os servos de Salomão, que de Ofir tinham trazido ouro, trouxeram madeira de algumins, e pedras preciosas. 11E, da madeira de algumins, o rei fez balaústres, para a casa do SENHOR, e para a casa do rei, como também harpas e saltérios para os cantores, quais nunca dantes se viram na terra de Judá. 12E o rei Salomão deu à rainha de Sabá tudo quanto ela desejou, e tudo quanto lhe pediu, mais do que ela mesma trouxera ao rei. Assim voltou e foi para a sua terra, ela e os seus servos. 13E o peso do ouro, que vinha em um ano a Salomão, era de seiscentos e sessenta e seis talentos de ouro, 14Afora o que os negociantes e mercadores traziam; também todos os reis da Arábia, e os governadores da mesma terra traziam a Salomão ouro e prata. 15Também fez o rei Salomão duzentos paveses de ouro batido; para cada pavês destinou seiscentos siclos de ouro batido. 16Como também trezentos escudos de ouro batido; para cada escudo destinou trezentos siclos de ouro; e Salomão os pôs na casa do bosque do Líbano. 17Fez mais o rei um grande trono de marfim, e o revestiu de ouro puro. 18E o trono tinha seis degraus, e um estrado de ouro, que eram ligados ao trono, e encostos de ambos os lados no lugar do assento; e dois leões estavam junto aos encostos. 19E doze leões estavam ali de ambos os lados, sobre os seis degraus; outro tal não se fez em nenhum reino. 20Também todas as taças do rei Salomão eram de ouro, e todos os vasos da casa do bosque do Líbano, de ouro puro; a prata reputava-se por nada nos dias de Salomão. 21Porque, indo os navios do rei com os servos de Hirão, a Társis, voltavam os navios de Társis, uma vez em três anos, e traziam ouro e prata, marfim, bugios e pavões. 22Assim excedeu o rei Salomão a todos os reis da terra, em riquezas e sabedoria. 23E todos os reis da terra buscavam a presença de Salomão, para ouvirem a sabedoria que Deus tinha posto no seu coração. 24E cada um trazia o seu presente, vasos de prata, e vasos de ouro, e roupas, armaduras, especiarias, cavalos e mulas; assim faziam de ano em ano. 25Teve também Salomão quatro mil estrebarias para os cavalos de seus carros, e doze mil cavaleiros; e colocou-os nas cidades dos carros, e junto ao rei em Jerusalém. 26E dominava sobre todos os reis, desde o rio até à terra dos filisteus, e até ao termo do Egito. 27Também o rei fez que houvesse prata em Jerusalém como pedras, e cedros em tanta abundância como os sicômoros que há pelas campinas. 28E do Egito e de todas aquelas terras traziam cavalos a Salomão. 29Os demais atos de Salomão, tanto os primeiros como os últimos, porventura não estão escritos no livro das crônicas de Natã, o profeta, e na profecia de Aías, o silonita, e nas visões de Ido, o vidente, acerca de Jeroboão, filho de Nebate? 30E reinou Salomão em Jerusalém quarenta anos sobre todo o Israel. 31E dormiu Salomão com seus pais, e o sepultaram na cidade de Davi seu pai; e Roboão, seu filho, reinou em seu lugar. 2 Crônicas 10 1E FOI Roboão a Siquém, porque todo o Israel se reunira ali, para fazê-lo rei. 2Sucedeu que, ouvindo-o Jeroboão, filho de Nebate (o qual estava então no Egito para onde fugira da presença do rei Salomão), voltou do Egito, 3Porque enviaram a ele, e o chamaram; e vieram, Jeroboão e todo o Israel, e falaram a Roboão dizendo: 4Teu pai fez duro o nosso jugo; agora, pois, alivia tu a dura servidão de teu pai, e o pesado jugo que nos impôs, e nós te serviremos. 5E ele lhes disse: Daqui a três dias voltai a mim. Então o povo se foi. 6E tomou Roboão conselho com os anciãos, que estiveram perante Salomão seu pai, enquanto viveu, dizendo: Como aconselhais vós que se responda a este povo? 7E eles lhe falaram, dizendo: Se te fizeres benigno e afável para com este povo, e lhes falares boas palavras, todos os dias serão teus servos. 8Porém ele deixou o conselho que os anciãos lhe deram; e tomou conselho com os jovens, que haviam crescido com ele, e estavam perante ele. 9E disselhes: Que aconselhais vós, que respondamos a este povo, que me falou, dizendo: Alivia o jugo que teu pai nos impôs? 10E os jovens, que com ele haviam crescido, lhe falaram, dizendo: Assim dirás a este povo, que te falou: Teu pai agravou o nosso jugo, tu porém alivia-nos; assim, pois, lhe falarás: O meu dedo mínimo é mais grosso do que os lombos de meu pai. 11Assim que, se meu pai vos carregou de um jugo pesado, eu ainda aumentarei o vosso jugo; meu pai vos castigou com açoites, porém eu vos castigarei com escorpiões. 12Veio, pois, Jeroboão, e todo o povo, ao terceiro dia, a Roboão, como o rei havia ordenado, dizendo: Voltai a mim ao terceiro dia. 13E o rei lhes respondeu asperamente; porque o rei Roboão deixara o conselho dos anciãos. 14E falou-lhes conforme o conselho dos jovens, dizendo: Meu pai agravou o vosso jugo, porém eu o aumentarei mais; meu pai vos castigou com açoites, porém eu vos castigarei com escorpiões. 15Assim o rei não deu ouvidos ao povo, porque esta mudança vinha de Deus, para que o SENHOR confirmasse a sua palavra, a qual falara pelo ministério de Aías, o silonita, a Jeroboão, filho de Nebate. 16Vendo, pois, todo o Israel, que o rei não lhe dava ouvidos, tornou-lhe o povo a responder, dizendo: Que parte temos nós com Davi? Já não temos herança no filho de Jessé. Cada um à sua tenda, ó Israel! Olha agora pela tua casa, ó Davi. Assim todo o Israel se foi para as suas tendas. 17Porém, quanto aos filhos de Israel, que habitavam nas cidades de Judá, sobre eles reinou Roboão. 18Então o rei Roboão enviou a Hadorão, que tinha cargo dos tributos; porém os filhos de Israel o apedrejaram, e ele morreu. Então o rei Roboão se esforçou para subir ao seu carro, e fugiu para Jerusalém. 19Assim se rebelaram os israelitas contra a casa de Davi, até ao dia de hoje. 2 Crônicas 11 1VINDO, pois, Roboão a Jerusalém, reuniu, da casa de Judá e Benjamim, cento e oitenta mil escolhidos, destros na guerra, para pelejarem contra Israel, e para restituírem o reino a Roboão. 2Porém a palavra do SENHOR veio a Semaías, homem de Deus, dizendo: 3Fala a Roboão, filho de Salomão, rei de Judá, e a todo o Israel, em Judá e Benjamim, dizendo: 4Assim diz o SENHOR: Não subireis, nem pelejareis contra os vossos irmãos; volte cada um à sua casa; porque de mim proveio isto. E ouviram as palavras do SENHOR, e desistiram de ir contra Jeroboão. 5E Roboão habitou em Jerusalém; e para defesa, edificou cidades em Judá. 6Edificou, pois, a Belém, a Etã, e a Tecoa, 7E a Bete-Zur, a Socó, a Adulão, 8E a Gate, a Maressa, a Zife, 9E a Adoraim, a Laquis, e a Azeca, 10E a Zorá, a Aijalom, e a Hebrom, que estavam em Judá e em Benjamim; cidades fortes. 11E fortificou estas fortalezas e pôs nelas capitães, e armazéns de víveres, de azeite, e de vinho. 12E pôs em cada cidade paveses e lanças; fortificou-as grandemente; e Judá e Benjamim pertenceram-lhe. 13Também os sacerdotes e os levitas, que havia em todo o Israel, se reuniram a ele de todos os seus termos. 14Porque os levitas deixaram os seus arrabaldes, e a sua possessão, e vieram a Judá e a Jerusalém, porque Jeroboão e seus filhos os lançaram fora para que não ministrassem ao SENHOR. 15E ele constituiu para si sacerdotes, para os altos, para os demônios, e para os bezerros, que fizera. 16Depois desses também, de todas as tribos de Israel, os que deram o seu coração a buscarem ao SENHOR Deus de Israel, vieram a Jerusalém, para oferecerem sacrifícios ao SENHOR Deus de seus pais. 17Assim fortaleceram o reino de Judá e corroboraram a Roboão, filho de Salomão, por três anos; porque três anos andaram no caminho de Davi e Salomão. 18E Roboão tomou para si, por mulher, a Maalate, filha de Jerimote, filho de Davi; e Abiail, filha de Eliabe, filho de Jessé. 19A qual lhe deu filhos: Jeús, Samarias e Zaã. 20E depois dela tomou a Maaca, filha de Absalão; esta lhe deu Abias, Atai, Ziza e Selomite. 21E amava Roboão mais a Maaca, filha de Absalão, do que a todas as suas outras mulheres e concubinas; porque ele tinha tomado dezoito mulheres, e sessenta concubinas; e gerou vinte e oito filhos, e sessenta filhas. 22E Roboão designou Abias, filho de Maaca, para ser chefe e líder entre os seus irmãos, porque queria fazê-lo rei. 23E usou de prudência, e de todos os seus filhos, alguns espalhou por todas as terras de Judá, e Benjamim, por todas as cidades fortes; e deu-lhes víveres em abundância; e lhes procurou muitas mulheres. 2 Crônicas 12 1SUCEDEU que, havendo Roboão confirmado o reino, e havendo-se fortalecido, deixou a lei do SENHOR, e com ele todo o Israel. 2E sucedeu que, no quinto ano do rei Roboão, Sisaque, rei do Egito, subiu contra Jerusalém (porque tinham transgredido contra o SENHOR) 3Com mil e duzentos carros e com sessenta mil cavaleiros; e era inumerável o povo que vinha com ele do Egito, de líbios, suquitas e etíopes. 4E tomou as cidades fortificadas, que Judá tinha; e chegou até Jerusalém. 5Então veio Semaías, o profeta, a Roboão e aos príncipes de Judá que se ajuntaram em Jerusalém por causa de Sisaque, e disselhes: Assim diz o SENHOR: Vós me deixastes a mim, por isso também eu vos deixei na mão de Sisaque. 6Então se humilharam os príncipes de Israel, e o rei, e disseram: O SENHOR é justo. 7Vendo, pois, o SENHOR que se humilhavam, veio a palavra do SENHOR a Semaías, dizendo: Humilharam-se, não os destruirei; antes em breve lhes darei algum socorro, para que o meu furor não se derrame sobre Jerusalém, por mão de Sisaque. 8Porém serão seus servos; para que conheçam a diferença da minha servidão e da servidão dos reinos da terra. 9Subiu, pois, Sisaque, rei do Egito, contra Jerusalém, e tomou os tesouros da casa do SENHOR, e os tesouros da casa do rei; levou tudo; também tomou os escudos de ouro, que Salomão fizera. 10E fez o rei Roboão em lugar deles escudos de cobre, e os entregou na mão dos chefes da guarda, que guardavam a porta da casa do rei. 11E todas as vezes que o rei entrava na casa do SENHOR, vinham os da guarda, e os levavam; depois tornavam a pô-los na câmara da guarda. 12E humilhando-se ele, a ira do SENHOR se desviou dele, para que não o destruísse de todo; porque em Judá ainda havia boas coisas. 13Fortificou-se, pois, o rei Roboão em Jerusalém, e reinou; porque Roboão era da idade de quarenta e um anos, quando começou a reinar; e reinou dezessete anos em Jerusalém, a cidade que o SENHOR escolheu, dentre todas as tribos de Israel, para pôr ali o seu nome; e era o nome de sua mãe Naamá, amonita. 14E fez o que era mau; porquanto não preparou o seu coração para buscar ao SENHOR. 15Os atos, pois, de Roboão, assim os primeiros, como os últimos, porventura não estão escritos nos livros de Semaías, o profeta, e de Ido, o vidente, na relação das genealogias? E houve guerras entre Roboão e Jeroboão em todos os seus dias. 16E Roboão dormiu com seus pais, e foi sepultado na cidade de Davi; e Abias, seu filho, reinou em seu lugar. 2 Crônicas 13 1NO ano décimo oitavo do rei Jeroboão, Abias começou a reinar sobre Judá. 2Três anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Micaía, filha de Uriel de Gibeá; e houve guerra entre Abias e Jeroboão. 3E Abias ordenou a peleja com um exército de valentes guerreiros, quatrocentos mil homens escolhidos; e Jeroboão dispôs contra ele a batalha com oitocentos mil homens escolhidos, todos homens corajosos. 4E pôs-se Abias em pé em cima do monte de Zemaraim, que está na montanha de Efraim, e disse: Ouvi-me, Jeroboão e todo o Israel: 5Porventura não vos convém saber que o SENHOR Deus de Israel deu para sempre a Davi a soberania sobre Israel, a ele e a seus filhos, por uma aliança de sal? 6Contudo levantou-se Jeroboão, filho de Nebate, servo de Salomão, filho de Davi, e se rebelou contra seu senhor. 7E ajuntaram-se a ele homens vadios, filhos de Belial; e fortificaram-se contra Roboão, filho de Salomão, sendo Roboão ainda jovem, e terno de coração, e não lhes podia resistir. 8E agora julgais que podeis resistir ao reino do SENHOR, que está na mão dos filhos de Davi, visto que sois uma grande multidão, e tendes convosco os bezerros de ouro que Jeroboão vos fez para deuses. 9Não lançastes vós fora os sacerdotes do SENHOR, os filhos de Arão, e os levitas, e não fizestes para vós sacerdotes, como os povos das outras terras? Qualquer que vem a consagrar-se com um novilho e sete carneiros logo se faz sacerdote daqueles que não são deuses. 10Porém, quanto a nós, o SENHOR é nosso Deus, e nunca o deixamos; e os sacerdotes que ministram ao SENHOR são filhos de Arão, e os levitas se ocupam na sua obra. 11E queimam ao SENHOR cada manhã e cada tarde holocaustos, incenso aromático, com os pães da proposição sobre a mesa pura, e o candelabro de ouro, e as suas lâmpadas para se acenderem cada tarde, porque nós temos cuidado do serviço do SENHOR nosso Deus; porém vós o deixastes. 12E eis que Deus está conosco, à nossa frente, como também os seus sacerdotes, tocando com as trombetas, para dar alarme contra vós. Ó filhos de Israel, não pelejeis contra o SENHOR Deus de vossos pais; porque não prosperareis. 13Mas Jeroboão armou uma emboscada, para dar sobre eles pela retaguarda; de maneira que estavam em frente de Judá e a emboscada por detrás deles. 14Então Judá olhou, e eis que tinham que pelejar por diante e por detrás; então clamaram ao SENHOR; e os sacerdotes tocaram as trombetas. 15E os homens de Judá gritaram; e sucedeu que, gritando os homens de Judá, Deus feriu a Jeroboão e a todo o Israel diante de Abias e de Judá. 16E os filhos de Israel fugiram de diante de Judá; e Deus os entregou na sua mão. 17De maneira que Abias e o seu povo fizeram grande matança entre eles; porque caíram feridos de Israel quinhentos mil homens escolhidos. 18E foram humilhados os filhos de Israel naquele tempo; e os filhos de Judá prevaleceram, porque confiaram no SENHOR Deus de seus pais. 19E Abias perseguiu Jeroboão; e tomou-lhe a Betel com os lugares da sua jurisdição, e a Jesana com os lugares da sua jurisdição, e a Efrom com os lugares da sua jurisdição. 20E Jeroboão não recobrou mais o seu poder nos dias de Abias; porém o SENHOR o feriu, e morreu. 21Abias, porém, se fortificou, e tomou para si catorze mulheres, e gerou vinte e dois filhos e dezesseis filhas. 22Os demais atos de Abias, tanto os seus caminhos como as suas palavras, estão escritos na história do profeta Ido. 2 Crônicas 14 1E ABIAS dormiu com seus pais, e o sepultaram na cidade de Davi, e Asa, seu filho, reinou em seu lugar; nos seus dias esteve a terra em paz dez anos. 2E Asa fez o que era bom e reto aos olhos do SENHOR seu Deus. 3Porque tirou os altares dos deuses estranhos, e os altos; e quebrou as imagens, e cortou os bosques. 4E mandou a Judá que buscasse ao SENHOR Deus de seus pais, e que observasse a lei e o mandamento. 5Também tirou de todas as cidades de Judá os altos e as imagens; e sob ele o reino esteve em paz. 6E edificou cidades fortificadas em Judá; porque a terra estava quieta, e não havia guerra contra ele naqueles anos; porquanto o SENHOR lhe dera repouso. 7Disse, pois, a Judá: Edifiquemos estas cidades, e cerquemo-las de muros e torres, portas e ferrolhos, enquanto a terra ainda é nossa, pois buscamos ao SENHOR nosso Deus; buscamo-lo, e deu-nos repouso de todos os lados. Edificaram, pois, e prosperaram. 8Tinha Asa um exército de trezentos mil de Judá, que traziam pavês e lança; e duzentos e oitenta mil de Benjamim, que traziam escudo e atiravam com arco; todos estes eram homens valentes. 9E Zerá, o etíope, saiu contra eles, com um exército de um milhão e com trezentos carros, e chegou até Maressa. 10Então Asa saiu contra ele; e ordenaram a batalha no vale de Zefatá, junto a Maressa. 11E Asa clamou ao SENHOR seu Deus, e disse: SENHOR, nada para ti é ajudar, quer o poderoso quer o de nenhuma força; ajuda-nos, pois, SENHOR nosso Deus, porque em ti confiamos, e no teu nome viemos contra esta multidão. SENHOR, tu és nosso Deus, não prevaleça contra ti o homem. 12E o SENHOR feriu os etíopes diante de Asa e diante de Judá; e os etíopes fugiram. 13E Asa, e o povo que estava com ele os perseguiram até Gerar, e caíram tantos dos etíopes, que já não havia neles resistência alguma; porque foram destruídos diante do SENHOR, e diante do seu exército; e levaram dali mui grande despojo. 14E feriram todas as cidades nos arredores de Gerar, porque o terror do SENHOR veio sobre elas; e saquearam todas as cidades, porque havia nelas muita presa. 15Também feriram as malhadas do gado; e levaram ovelhas em abundância, e camelos, e voltaram para Jerusalém. 2 Crônicas 15 1ENTÃO veio o Espírito de Deus sobre Azarias, filho de Odede. 2E saiu ao encontro de Asa, e disselhe: Ouvi-me, Asa, e todo o Judá e Benjamim: O SENHOR está convosco, enquanto vós estais com ele, e, se o buscardes, o achareis; porém, se o deixardes, vos deixará. 3E Israel esteve por muitos dias sem o verdadeiro Deus, e sem sacerdote que o ensinasse, e sem lei. 4Mas quando na sua angústia voltaram para o SENHOR Deus de Israel, e o buscaram, o acharam. 5E naqueles tempos não havia paz, nem para o que saía, nem para o que entrava, mas muitas perturbações sobre todos os habitantes daquelas terras. 6Porque nação contra nação e cidade contra cidade se despedaçavam; porque Deus os perturbara com toda a angústia. 7Mas esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos; porque a vossa obra tem uma recompensa. 8Ouvindo, pois, Asa estas palavras, e a profecia do profeta Odede, cobrou ânimo e tirou as abominações de toda a terra, de Judá e de Benjamim, como também das cidades que tomara nas montanhas de Efraim, e renovou o altar do SENHOR, que estava diante do pórtico do SENHOR. 9E reuniu a todo o Judá, e Benjamim, e com eles os estrangeiros de Efraim e Manassés, e de Simeão; porque muitos de Israel tinham passado a ele, vendo que o SENHOR seu Deus era com ele. 10E ajuntaram-se em Jerusalém no terceiro mês; no ano décimo do reinado de Asa. 11E no mesmo dia ofereceram em sacrifício ao SENHOR, do despojo que trouxeram, setecentos bois e sete mil ovelhas. 12E entraram na aliança para buscarem o SENHOR Deus de seus pais, com todo o seu coração, e com toda a sua alma; 13E de que todo aquele que não buscasse ao SENHOR Deus de Israel, morresse; assim o menor como o maior, tanto o homem como a mulher. 14E juraram ao SENHOR, em alta voz, com júbilo e com trombetas e buzinas. 15E todo o Judá se alegrou deste juramento; porque de todo o seu coração juraram, e de toda a sua vontade o buscaram, e o acharam; e o SENHOR lhes deu repouso ao redor. 16E também a Maaca, sua mãe, o rei Asa depôs, para que não fosse mais rainha, porquanto fizera um horrível ídolo, a Aserá; e Asa destruiu o seu horrível ídolo, e o despedaçou, e o queimou junto ao ribeiro de Cedrom. 17Os altos, porém, não foram tirados de Israel; contudo o coração de Asa foi perfeito todos os seus dias. 18E trouxe, à casa de Deus, as coisas consagradas por seu pai, e as coisas que ele mesmo tinha consagrado: prata, ouro e vasos. 19E não houve guerra até ao ano trigésimo quinto do reinado de Asa. 2 Crônicas 16 1NO trigésimo sexto ano do reinado de Asa, Baasa, rei de Israel, subiu contra Judá e edificou a Ramá, para não deixar ninguém sair, nem chegar a Asa, rei de Judá. 2Então Asa tirou a prata e o ouro dos tesouros da casa do SENHOR, e da casa do rei; e enviou servos a Ben-Hadade, rei da Síria, que habitava em Damasco, dizendo: 3Acordo há entre mim e ti, como houve entre meu pai e o teu; eis que te envio prata e ouro; vai, pois, e anula o teu acordo com Baasa, rei de Israel, para que se retire de sobre mim. 4E Ben-Hadade deu ouvidos ao rei Asa, e enviou os capitães dos seus exércitos, contra as cidades de Israel, e eles feriram a Ijom, a Dã, a Abel-Maim, e a todas as cidades-armazéns de Naftali. 5E sucedeu que, ouvindo-o Baasa, deixou de edificar a Ramá, e não continuou a sua obra. 6Então o rei Asa tomou a todo o Judá, e levaram as pedras de Ramá, e a sua madeira, com que Baasa edificara; e com elas edificou a Geba e a Mizpá. 7Naquele mesmo tempo veio Hanani, o vidente, a Asa, rei de Judá, e disselhe: Porquanto confiaste no rei da Síria, e não confiaste no SENHOR teu Deus, por isso o exército do rei da Síria escapou da tua mão. 8Porventura não foram os etíopes e os líbios um grande exército, com muitíssimos carros e cavaleiros? Confiando tu, porém, no SENHOR, ele os entregou nas tuas mãos. 9Porque, quanto ao SENHOR, seus olhos passam por toda a terra, para mostrarse forte para com aqueles cujo coração é perfeito para com ele; nisto, pois, procedeste loucamente porque desde agora haverá guerras contra ti. 10Porém Asa se indignou contra o vidente, e lançou-o na casa do tronco; porque estava enfurecido contra ele, por causa disto; também Asa, no mesmo tempo, oprimiu a alguns do povo. 11E eis que os atos de Asa, tanto os primeiros, como os últimos, estão escritos no livro dos reis de Judá e Israel. 12E, no ano trinta e nove do seu reinado, Asa caiu doente de seus pés, a sua doença era em extremo grave; contudo, na sua enfermidade, não buscou ao SENHOR, mas antes os médicos. 13E Asa dormiu com seus pais; e morreu no ano quarenta e um do seu reinado. 14E o sepultaram no seu sepulcro, que tinha cavado para si na cidade de Davi, havendo-o deitado na cama, que se enchera de perfumes e especiarias preparadas segundo a arte dos perfumistas; e, destas coisas fizeram-lhe uma grande queima. 2 Crônicas 17 1E JEOSAFÁ, seu filho, reinou em seu lugar; e fortificou-se contra Israel. 2E pôs soldados em todas as cidades fortificadas de Judá, e estabeleceu guarnições na terra de Judá, como também nas cidades de Efraim, que Asa seu pai tinha tomado. 3E o SENHOR era com Jeosafá; porque andou nos primeiros caminhos de Davi seu pai, e não buscou a Baalins. 4Antes buscou ao Deus de seu pai, andou nos seus mandamentos, e não segundo as obras de Israel. 5E o SENHOR confirmou o reino na sua mão, e todo o Judá deu presentes a Jeosafá, o qual teve riquezas e glória em abundância. 6E exaltou-se o seu coração nos caminhos do SENHOR e, ainda mais, tirou os altos e os bosques de Judá. 7E no terceiro ano do seu reinado enviou ele os seus príncipes, a Bene-Hail, a Obadias, a Zacarias, a Natanael e a Micaías, para ensinarem nas cidades de Judá. 8E com eles os levitas, Semaías, Netanias, Zebadias, Asael, Semiramote, Jônatas, Adonias, Tobias e Tobe-Adonias e, com estes levitas, os sacerdotes, Elisama e Jeorão. 9E ensinaram em Judá, levando consigo o livro da lei do SENHOR; e foram a todas as cidades de Judá, ensinando entre o povo. 10E veio o temor do SENHOR sobre todos os reinos das terras, que estavam ao redor de Judá, e não guerrearam contra Jeosafá. 11E alguns dentre os filisteus traziam presentes a Jeosafá, e prata como tributo; também os árabes lhe trouxeram gado miúdo; sete mil e setecentos carneiros, e sete mil e setecentos bodes. 12Cresceu, pois, Jeosafá grandemente em extremo e edificou fortalezas e cidades de provisões em Judá. 13E teve muitas obras nas cidades de Judá, e homens de guerra e valentes, em Jerusalém. 14E este é o número deles segundo as suas casas paternas; em Judá eram capitães dos milhares: o chefe Adna, e com ele trezentos mil homens valentes; 15E depois dele o capitão Joanã, e com ele duzentos e oitenta mil; 16E depois Amasias, filho de Zicri, que voluntariamente se entregou ao SENHOR, e com ele duzentos mil homens valentes; 17E de Benjamim, Eliada, homem valente, e com ele duzentos mil, armados de arco e de escudo; 18E depois dele Jozabade, e com ele cento e oitenta mil, armados para a guerra. 19Estes estavam no serviço do rei; afora os que o rei tinha posto nas cidades fortes por todo o Judá. 2 Crônicas 18 1TINHA, pois, Jeosafá riquezas e glória em abundância, e aparentou-se com Acabe. 2E depois de alguns anos desceu ele para Acabe em Samaria; e Acabe matou ovelhas e bois em abundância, para ele e para o povo que vinha com ele; e o persuadiu a subir com ele a Ramote de Gileade. 3Porque Acabe, rei de Israel, disse a Jeosafá, rei de Judá: Irás tu comigo a Ramote de Gileade? E ele lhe disse: Como tu és, serei eu; e o meu povo, como o teu povo; iremos contigo à guerra. 4Disse mais Jeosafá ao rei de Israel: Peço-te, consulta hoje a palavra do SENHOR. 5Então o rei de Israel reuniu os profetas, quatrocentos homens, e disselhes: Iremos à guerra contra Ramote de Gileade, ou deixarei de ir? E eles disseram: Sobe; porque Deus a entregará na mão do rei. 6Disse, porém, Jeosafá: Não há ainda aqui algum profeta do SENHOR, para que o consultemos? 7Então o rei de Israel disse a Jeosafá: Ainda há um homem por quem podemos consultar ao SENHOR; porém eu o odeio, porque nunca profetiza de mim o que é bom, senão sempre o mal; este é Micaías, filho de Inlá. E disse Jeosafá: Não fale o rei assim. 8Então o rei de Israel chamou um oficial, e disse: Traze aqui depressa a Micaías, filho de Inlá. 9E o rei de Israel, e Jeosafá, rei de Judá, estavam assentados cada um no seu trono, vestidos com suas roupas reais, e estavam assentados na praça à entrada da porta de Samaria; e todos os profetas profetizavam na sua presença. 10E Zedequias, filho de Quenaaná, fez para si uns chifres de ferro, e disse: Assim diz o SENHOR: Com estes ferirás aos sírios, até de todo os consumires. 11E todos os profetas profetizavam o mesmo, dizendo: Sobe a Ramote de Gileade, e triunfarás; porque o SENHOR a dará na mão do rei. 12E o mensageiro, que foi chamar a Micaías, falou-lhe, dizendo: Eis que as palavras dos profetas, a uma voz, predizem coisas boas para o rei; seja, pois, também a tua palavra como a de um deles, e fala o que é bom. 13Porém Micaías disse: Vive o SENHOR, que o que meu Deus me disser, isso falarei. 14Vindo, pois, ele ao rei, este lhe disse: Micaías, iremos a Ramote de Gileade à guerra, ou deixaremos de ir? E ele disse: Subi, e triunfarás; e serão dados na vossa mão. 15E o rei lhe disse: Até quantas vezes, te conjurarei, para que não me fales senão a verdade em nome do SENHOR? 16Então disse ele: Vi a todo o Israel disperso pelos montes, como ovelhas que não têm pastor; e disse o SENHOR: Estes não têm senhor; torne cada um em paz para sua casa. 17Então o rei de Israel disse a Jeosafá: Não te disse eu, que ele não profetizaria de mim o que é bom, porém sempre o mal? 18Disse mais: Ouvi, pois, a palavra do SENHOR: Vi ao SENHOR assentado no seu trono, e todo o exército celestial em pé à sua mão direita, e à sua esquerda. 19E disse o SENHOR: Quem persuadirá a Acabe rei de Israel, para que suba, e caia em Ramote de Gileade? Um dizia desta maneira, e outro de outra. 20Então saiu um espírito e se apresentou diante do SENHOR, e disse: Eu o persuadirei. E o SENHOR lhe disse: Com quê? 21E ele disse: Eu sairei, e serei um espírito de mentira na boca de todos os seus profetas. E disse o SENHOR: Tu o persuadirás, e ainda prevalecerás; sai, e fazeo assim. 22Agora, pois, eis que o SENHOR pôs um espírito de mentira na boca destes teus profetas; e o SENHOR falou o mal a teu respeito. 23Então Zedequias, filho de Quenaaná, chegando-se, feriu a Micaías no queixo, e disse: Por que caminho passou de mim o Espírito do SENHOR para falar a ti? 24E disse Micaías: Eis que o verás naquele dia, quando andares de câmara em câmara, para te esconderes. 25Então disse o rei de Israel: Tomai a Micaías, e tornai a levá-lo a Amom, o governador da cidade, e a Joás, filho do rei. 26E direis: Assim diz o rei: Colocai este homem na casa do cárcere; e sustentai-o com pão de angústia, e com água de angústia, até que eu volte em paz. 27E disse Micaías: Se voltares em paz, o SENHOR não tem falado por mim. Disse mais: Ouvi, povos todos! 28Subiram, pois, o rei de Israel e Jeosafá, rei de Judá, a Ramote de Gileade. 29E disse o rei de Israel a Jeosafá: Disfarçando-me eu, então entrarei na peleja; tu, porém, veste as tuas roupas reais. Disfarçou-se, pois, o rei de Israel, e entraram na peleja. 30Deu ordem, porém, o rei da Síria aos capitães dos carros que tinha, dizendo: Não pelejareis nem contra pequeno, nem contra grande; senão só contra o rei de Israel. 31Sucedeu que, vendo os capitães dos carros a Jeosafá, disseram: Este é o rei de Israel, e o cercaram para pelejar; porém Jeosafá clamou, e o SENHOR o ajudou. E Deus os desviou dele. 32Porque sucedeu que, vendo os capitães dos carros, que não era o rei de Israel, deixaram de segui-lo. 33Então um homem armou o arco e atirou a esmo, e feriu o rei de Israel entre as junturas e a couraça; então disse ao carreteiro: Dá volta, e tira-me do exército, porque estou gravemente ferido. 34E aquele dia cresceu a peleja, mas o rei de Israel susteve-se em pé no carro defronte dos sírios até à tarde; e morreu ao tempo do pôr do sol. 2 Crônicas 19 1E JEOSAFÁ, rei de Judá, voltou em paz à sua casa em Jerusalém. 2E Jeú, filho de Hanani, o vidente, saiu ao encontro do rei Jeosafá e lhe disse: Devias tu ajudar ao ímpio, e amar aqueles que odeiam ao SENHOR? Por isso virá sobre ti grande ira da parte do SENHOR. 3Boas coisas contudo se acharam em ti; porque tiraste os bosques da terra, e preparaste o teu coração para buscar a Deus. 4Habitou, pois, Jeosafá em Jerusalém; e tornou a passar pelo povo desde Berseba até as montanhas de Efraim, e fez com que tornassem ao SENHOR Deus de seus pais. 5E estabeleceu juízes na terra, em todas as cidades fortificadas, de cidade em cidade. 6E disse aos juízes: Vede o que fazeis; porque não julgais da parte do homem, senão da parte do SENHOR, e ele está convosco quando julgardes. 7Agora, pois, seja o temor do SENHOR convosco; guardai-o, e fazei-o; porque não há no SENHOR nosso Deus iniqüidade nem acepção de pessoas, nem aceitação de suborno. 8E também estabeleceu Jeosafá a alguns dos levitas e dos sacerdotes e dos chefes dos pais de Israel sobre o juízo do SENHOR, e sobre as causas judiciais; e voltaram a Jerusalém. 9E deu-lhes ordem, dizendo: Assim fazei no temor do SENHOR, com fidelidade, e com coração íntegro. 10E em toda a diferença que vier a vós de vossos irmãos que habitam nas suas cidades, entre sangue e sangue, entre lei e mandamento, entre estatutos e juízos, admoestai-os, que não se façam culpados para com o SENHOR, e não venha grande ira sobre vós, e sobre vossos irmãos; fazei assim, e não vos fareis culpados. 11E eis que Amarias, o sumo sacerdote, presidirá sobre vós em todo o negócio do SENHOR; e Zebadias, filho de Ismael, líder da casa de Judá, em todo o negócio do rei; também os oficiais, os levitas, estão perante vós; esforçai-vos, pois, e fazei-o; e o SENHOR será com os bons. 2 Crônicas 20 1E SUCEDEU que, depois disto, os filhos de Moabe, e os filhos de Amom, e com eles outros dos amonitas, vieram à peleja contra Jeosafá. 2Então vieram alguns que avisaram a Jeosafá, dizendo: Vem contra ti uma grande multidão dalém do mar e da Síria; e eis que já estão em Hazazom-Tamar, que é En-Gedi. 3Então Jeosafá temeu, e pôs-se a buscar o SENHOR, e apregoou jejum em todo o Judá. 4E Judá se ajuntou, para pedir socorro ao SENHOR; também de todas as cidades de Judá vieram para buscar ao SENHOR. 5E pôs-se Jeosafá em pé na congregação de Judá e de Jerusalém, na casa do SENHOR, diante do pátio novo. 6E disse: Ah! SENHOR Deus de nossos pais, porventura não és tu Deus nos céus? Não és tu que dominas sobre todos os reinos das nações? Na tua mão há força e potência, e não há quem te possa resistir. 7Porventura, ó nosso Deus, não lançaste fora os moradores desta terra de diante do teu povo Israel, e não a deste para sempre à descendência de Abraão, teu amigo? 8E habitaram nela e edificaram-te nela um santuário ao teu nome, dizendo: 9Se algum mal nos sobrevier, espada, juízo, peste, ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa e diante de ti, pois teu nome está nesta casa, e clamaremos a ti na nossa angústia, e tu nos ouvirás e livrarás. 10Agora, pois, eis que os filhos de Amom, e de Moabe e os das montanhas de Seir, pelos quais não permitiste passar a Israel, quando vinham da terra do Egito, mas deles se desviaram e não os destruíram, 11Eis que nos dão o pago, vindo para lançar-nos fora da tua herança, que nos fizeste herdar. 12Ah! nosso Deus, porventura não os julgarás? Porque em nós não há força perante esta grande multidão que vem contra nós, e não sabemos o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti. 13E todo o Judá estava em pé perante o SENHOR, como também as suas crianças, as suas mulheres, e os seus filhos. 14Então veio o Espírito do SENHOR, no meio da congregação, sobre Jaaziel, filho de Zacarias, filho de Benaia, filho de Jeiel, filho de Matanias, levita, dos filhos de Asafe, 15E disse: Dai ouvidos todo o Judá, e vós, moradores de Jerusalém, e tu, ó rei Jeosafá; assim o SENHOR vos diz: Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão; pois a peleja não é vossa, mas de Deus. 16Amanhã descereis contra eles; eis que sobem pela ladeira de Ziz, e os achareis no fim do vale, diante do deserto de Jeruel. 17Nesta batalha não tereis que pelejar; postai-vos, ficai parados, e vede a salvação do SENHOR para convosco, ó Judá e Jerusalém. Não temais, nem vos assusteis; amanhã saí-lhes ao encontro, porque o SENHOR será convosco. 18Então Jeosafá se prostrou com o rosto em terra, e todo o Judá e os moradores de Jerusalém se lançaram perante o SENHOR, adorando-o. 19E levantaram-se os levitas, dos filhos dos coatitas, e dos filhos dos coratitas, para louvarem ao SENHOR Deus de Israel, com voz muito alta. 20E pela manhã cedo se levantaram e saíram ao deserto de Tecoa; e, ao saírem, Jeosafá pôs-se em pé, e disse: Ouvi-me, ó Judá, e vós, moradores de Jerusalém: Crede no SENHOR vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas, e prosperareis; 21E aconselhou-se com o povo, e ordenou cantores para o SENHOR, que louvassem à Majestade santa, saindo diante dos armados, e dizendo: Louvai ao SENHOR porque a sua benignidade dura para sempre. 22E, quando começaram a cantar e a dar louvores, o SENHOR pôs emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os das montanhas de Seir, que vieram contra Judá, e foram desbaratados. 23Porque os filhos de Amom e de Moabe se levantaram contra os moradores das montanhas de Seir, para os destruir e exterminar; e, acabando eles com os moradores de Seir, ajudaram uns aos outros a destruir-se. 24Nisso chegou Judá à atalaia do deserto; e olharam para a multidão, e eis que eram corpos mortos, que jaziam em terra, e nenhum escapou. 25E vieram Jeosafá e o seu povo para saquear os seus despojos, e acharam entre eles riquezas e cadáveres em abundância, assim como objetos preciosos; e tomaram para si tanto, que não podiam levar; e três dias saquearam o despojo, porque era muito. 26E ao quarto dia se ajuntaram no vale de Beraca; pois ali louvaram ao SENHOR. Por isso chamaram aquele lugar o vale de Beraca, até ao dia de hoje. 27Então voltaram todos os homens de Judá e de Jerusalém, e Jeosafá à frente deles, e tornaram a Jerusalém com alegria; porque o SENHOR os alegrara sobre os seus inimigos. 28E vieram a Jerusalém com saltérios, com harpas e com trombetas, para a casa do SENHOR. 29E veio o temor de Deus sobre todos os reinos daquelas terras, ouvindo eles que o SENHOR havia pelejado contra os inimigos de Israel. 30E o reino de Jeosafá ficou quieto; e o seu Deus lhe deu repouso ao redor. 31E Jeosafá reinou sobre Judá; era da idade de trinta e cinco anos quando começou a reinar e vinte e cinco anos reinou em Jerusalém; e o nome de sua mãe era Azuba, filha de Sili. 32E andou no caminho de Asa, seu pai, e não se desviou dele, fazendo o que era reto aos olhos do SENHOR. 33Contudo os altos não foram tirados porque o povo não tinha ainda disposto o seu coração para com o Deus de seus pais. 34Ora, o restante dos atos de Jeosafá, assim, desde os primeiros até os últimos, eis que está escrito nas notas de Jeú, filho de Hanani, que as inseriu no livro dos reis de Israel. 35Porém, depois disto, Jeosafá, rei de Judá, se aliou com Acazias, rei de Israel, que procedeu com toda a impiedade. 36E aliou-se com ele, para fazerem navios que fossem a Társis; e fizeram os navios em Eziom-Geber. 37Porém Eliezer, filho de Dodava, de Maressa, profetizou contra Jeosafá, dizendo: Porquanto te aliaste com Acazias, o SENHOR despedaçou as tuas obras. E os navios se quebraram, e não puderam ir a Társis. 2 Crônicas 21 1DEPOIS Jeosafá dormiu com seus pais, e foi sepultado junto a eles na cidade de Davi; e Jeorão, seu filho, reinou em seu lugar. 2E teve irmãos, filhos de Jeosafá: Azarias, Jeiel, Zacarias, Asarias, Micael e Sefatias; todos estes foram filhos de Jeosafá, rei de Israel. 3E seu pai lhes deu muitos presentes de prata, de ouro e de coisas preciosíssimas, juntamente com cidades fortificadas em Judá; porém, o reino, deu a Jeorão, porquanto era o primogênito. 4E, subindo Jeorão ao reino de seu pai, e havendo-se fortificado, matou a todos os seus irmãos à espada, como também a alguns dos príncipes de Israel. 5Da idade de trinta e dois anos era Jeorão, quando começou a reinar; e reinou oito anos em Jerusalém. 6E andou no caminho dos reis de Israel, como fazia a casa de Acabe; porque tinha a filha de Acabe por mulher; e fazia o que era mau aos olhos do SENHOR. 7Porém o SENHOR não quis destruir a casa de Davi, em atenção à aliança que tinha feito com Davi; e porque também tinha falado que lhe daria por todos os dias uma lâmpada, a ele e a seus filhos. 8Nos seus dias se revoltaram os edomitas contra o mando de Judá, e constituíram para si um rei. 9Por isso Jeorão passou adiante com os seus príncipes, e todos os carros com ele; levantou-se de noite, e feriu aos edomeus, que o tinham cercado, como também aos capitães dos carros. 10Todavia os edomitas se revoltaram contra o mando de Judá até ao dia de hoje; então no mesmo tempo Libna se revoltou contra o seu mando; porque deixara ao SENHOR Deus de seus pais. 11Ele também fez altos nos montes de Judá; e fez com que se corrompessem os moradores de Jerusalém, e até a Judá impeliu a isso. 12Então lhe veio um escrito da parte de Elias, o profeta, que dizia: Assim diz o SENHOR Deus de Davi teu pai: Porquanto não andaste nos caminhos de Jeosafá, teu pai, e nos caminhos de Asa, rei de Judá, 13Mas andaste no caminho dos reis de Israel, e fizeste prostituir a Judá e aos moradores de Jerusalém, segundo a prostituição da casa de Acabe, e também mataste a teus irmãos da casa de teu pai, melhores do que tu; 14Eis que o SENHOR ferirá com um grande flagelo ao teu povo, aos teus filhos, às tuas mulheres e a todas as tuas fazendas. 15Tu também terás grande enfermidade por causa de uma doença em tuas entranhas, até que elas saiam, de dia em dia, por causa do mal. 16Despertou, pois, o SENHOR, contra Jeorão o espírito dos filisteus e dos árabes, que estavam do lado dos etíopes. 17Estes subiram a Judá, e deram sobre ela, e levaram todos os bens que se achou na casa do rei, como também a seus filhos e a suas mulheres; de modo que não lhe deixaram filho algum, senão a Jeoacaz, o mais moço de seus filhos. 18E depois de tudo isto o SENHOR o feriu nas suas entranhas com uma enfermidade incurável. 19E sucedeu que, depois de muito tempo, ao fim de dois anos, saíram-lhe as entranhas por causa da doença; e morreu daquela grave enfermidade; e o seu povo não lhe queimou aroma como queimara a seus pais. 20Era da idade de trinta e dois anos quando começou a reinar, e reinou oito anos em Jerusalém; e foi sem deixar de si saudades; e sepultaram-no na cidade de Davi, porém não nos sepulcros dos reis. 2 Crônicas 22 1E OS moradores de Jerusalém, em lugar de Jeorão, fizeram rei a Acazias, seu filho mais moço, porque a tropa, que viera com os árabes ao arraial, tinha matado a todos os mais velhos. Assim reinou Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá. 2Era da idade de quarenta e dois anos, quando começou a reinar, e reinou um ano em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Atalia, filha de Onri. 3Também ele andou nos caminhos da casa de Acabe, porque sua mãe era sua conselheira, para proceder impiamente. 4E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, como a casa de Acabe, porque eles eram seus conselheiros depois da morte de seu pai, para a sua perdição. 5Também andou nos conselhos deles, e foi com Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, à peleja contra Hazael, rei da Síria, junto a Ramote de Gileade; e os sírios feriram a Jorão. 6E voltou para curar-se em Jizreel, das feridas que lhe fizeram em Ramá, pelejando contra Hazael, rei da Síria; e Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá, desceu para ver a Jorão, filho de Acabe, em Jizreel, porque estava doente. 7Foi, pois, da vontade de Deus, que Acazias, para sua ruína, visitasse Jorão; porque chegando ele, saiu com Jorão contra Jeú, filho de Ninsi, a quem o SENHOR tinha ungido para desarraigar a casa de Acabe. 8E sucedeu que, executando Jeú juízo contra a casa de Acabe, achou os príncipes de Judá e os filhos dos irmãos de Acazias, que serviam a Acazias, e os matou. 9Depois buscou a Acazias (porque se tinha escondido em Samaria), e o alcançaram, e o trouxeram a Jeú, e o mataram, e o sepultaram; porque disseram: Filho é de Jeosafá, que buscou ao SENHOR com todo o seu coração. E já não tinha a casa de Acazias ninguém que tivesse força para o reino. 10Vendo, pois, Atalia, mãe de Acazias, que seu filho era morto, levantou-se e destruiu toda a descendência real da casa de Judá. 11Porém Jeosabeate, filha do rei, tomou a Joás, filho de Acazias, furtando-o dentre os filhos do rei, aos quais matavam, e o pôs com a sua ama na câmara dos leitos; assim Jeosabeate, filha do rei Jeorão, mulher do sacerdote Joiada (porque era irmã de Acazias), o escondeu de Atalia, de modo que ela não o matou. 12E esteve com eles seis anos escondido na casa de Deus; e Atalia reinou sobre a terra. 2 Crônicas 23 1PORÉM no sétimo ano Joiada se animou, e tomou consigo em aliança os chefes de cem, a Azarias, filho de Jeroão, a Ismael, filho de Joanã, a Azarias, filho de Obede, a Maaséias, filho de Adaías, e a Elisafate, filho de Zicri. 2Estes percorreram a Judá e ajuntaram os levitas de todas as cidades de Judá e os chefes dos pais de Israel, e vieram para Jerusalém. 3E toda aquela congregação fez aliança com o rei na casa de Deus; e Joiada lhes disse: Eis que o filho do rei reinará, como o SENHOR falou a respeito dos filhos de Davi. 4 Isto é o que haveis de fazer; uma terça parte de vós, ou seja, dos sacerdotes e dos levitas que entram no sábado, serão guardas das portas; 5E uma terça parte estará na casa do rei; e a outra terça parte à porta do fundamento; e todo o povo estará nos pátios da casa do SENHOR. 6Porém ninguém entre na casa do SENHOR, senão os sacerdotes e os levitas que ministram; estes entrarão, porque são santos; mas todo o povo fará a guarda diante do SENHOR. 7E os levitas cercarão o rei de todos os lados, cada um com as suas armas na mão; e qualquer que entrar na casa será morto; porém vós estareis com o rei, quando entrar e quando sair. 8E fizeram os levitas e todo o Judá conforme a tudo o que ordenara o sacerdote Joiada; e tomou cada um os seus homens, tanto os que entravam no sábado como os que saíam no sábado; porque o sacerdote Joiada não tinha despedido as turmas. 9Também o sacerdote Joiada deu aos capitães de cem as lanças, os escudos e as rodelas que foram do rei Davi, os quais estavam na casa de Deus. 10E dispôs todo o povo, a cada um com as suas armas na mão, desde o lado direito da casa até o lado esquerdo da casa, do lado do altar e da casa, em redor do rei. 11Então tiraram para fora ao filho do rei, e lhe puseram a coroa; deram-lhe o testemunho, e o fizeram rei; e Joiada e seus filhos o ungiram, e disseram: Viva o rei! 12Ouvindo, pois, Atalia a voz do povo que concorria e louvava o rei, veio ao povo, à casa do SENHOR. 13E olhou, e eis que o rei estava junto à coluna, à entrada, e os príncipes e as trombetas junto ao rei; e todo o povo da terra estava alegre e tocava as trombetas; e também os cantores tocavam instrumentos musicais, e dirigiam o cantar de louvores; então Atalia rasgou os seus vestidos, e clamou: Traição, traição! 14Porém o sacerdote Joiada trouxe para fora os centuriões que estavam postos sobre o exército e disselhes: Tirai-a para fora das fileiras, e o que a seguir, morrerá à espada; porque dissera o sacerdote: Não a mateis na casa do SENHOR. 15E lançaram mão dela; e ela foi pelo caminho da entrada da porta dos cavalos, à casa do rei, e ali a mataram. 16E Joiada fez aliança entre si e o povo e o rei, para que fossem o povo do SENHOR. 17Depois todo o povo entrou na casa de Baal, e a derrubaram, e quebraram os seus altares, e as suas imagens, e a Matã, sacerdote de Baal, mataram diante dos altares. 18E Joiada ordenou os ofícios na casa do SENHOR, sob a direção dos sacerdotes levitas a quem Davi designara na casa do SENHOR, para oferecerem os holocaustos do SENHOR, como está escrito na lei de Moisés, com alegria e com canto, conforme a instituição de Davi. 19E pôs porteiros às portas da casa do SENHOR, para que nela não entrasse ninguém imundo em coisa alguma. 20E tomou os centuriões, os poderosos, os que tinham domínio entre o povo e todo o povo da terra, e conduziram o rei da casa do SENHOR, e entraram na casa do rei passando pela porta maior, e assentaram-no no trono real. 21E todo o povo da terra se alegrou, e a cidade ficou em paz, depois que mataram a Atalia à espada. 2 Crônicas 24 1TINHA Joás sete anos de idade quando começou a reinar, e quarenta anos reinou em Jerusalém; e era o nome da sua mãe Zíbia, de Berseba. 2E fez Joás o que era reto aos olhos do SENHOR, todos os dias do sacerdote Joiada. 3E tomou-lhe Joiada duas mulheres, e gerou filhos e filhas. 4E, depois disto, Joás resolveu renovar a casa do SENHOR. 5Reuniu, pois, os sacerdotes e os levitas, e disselhes: Saí pelas cidades de Judá, e levantai dinheiro de todo o Israel para reparar a casa do vosso Deus de ano em ano; e vós, apressai este negócio. Porém os levitas não se apressaram. 6E o rei chamou a Joiada, o chefe, e disselhe: Por que não requereste dos levitas, que trouxessem de Judá e de Jerusalém o tributo que Moisés, servo do SENHOR, ordenou à congregação de Israel, para a tenda do testemunho? 7Porque, sendo Atalia ímpia, seus filhos arruinaram a casa de Deus, e até todas as coisas sagradas da casa do SENHOR empregaram em Baalins. 8E o rei, pois, deu ordem e fizeram um cofre, e o puseram fora, à porta da casa do SENHOR. 9E publicou-se em Judá e em Jerusalém que trouxessem ao SENHOR o tributo de Moisés, o servo de Deus, ordenado a Israel no deserto. 10Então todos os príncipes e todo o povo se alegraram, e o trouxeram e o lançaram no cofre, até que ficou cheio. 11E sucedia que, quando levavam o cofre pelas mãos dos levitas, segundo o mandado do rei, e vendo-se que já havia muito dinheiro, vinha o escrivão do rei, e o oficial do sumo sacerdote, e esvaziavam o cofre, e tomavam-no e levavamno de novo ao seu lugar; assim faziam de dia em dia, e ajuntaram dinheiro em abundância. 12O qual o rei e Joiada davam aos que tinham o encargo da obra do serviço da casa do SENHOR; e contrataram pedreiros e carpinteiros, para renovarem a casa do SENHOR; como também ferreiros e serralheiros, para repararem a casa do SENHOR. 13E os que tinham o encargo da obra faziam com que o trabalho de reparação fosse crescendo pelas suas mãos; e restauraram a casa de Deus no seu estado, e a fortaleceram. 14E, depois de acabarem, trouxeram ao rei e a Joiada o resto do dinheiro, e dele fizeram utensílios para a casa do SENHOR, objetos para ministrar e oferecer, colheres, vasos de ouro e de prata. E continuamente sacrificaram holocaustos na casa do SENHOR, todos os dias de Joiada. 15E envelheceu Joiada, e morreu farto de dias; era da idade de cento e trinta anos quando morreu. 16E o sepultaram na cidade de Davi com os reis; porque tinha feito bem em Israel, e para com Deus e a sua casa. 17Porém, depois da morte de Joiada vieram os príncipes de Judá e prostraram-se perante o rei; e o rei os ouviu. 18E deixaram a casa do SENHOR Deus de seus pais, e serviram às imagens do bosque e aos ídolos. Então, por causa desta sua culpa, veio grande ira sobre Judá e Jerusalém. 19Porém enviou profetas entre eles, para os reconduzir ao SENHOR, os quais protestaram contra eles; mas eles não deram ouvidos. 20E o Espírito de Deus revestiu a Zacarias, filho do sacerdote Joiada, o qual se pôs em pé acima do povo, e lhes disse: Assim diz Deus: Por que transgredis os mandamentos do SENHOR, de modo que não possais prosperar? Porque deixastes ao SENHOR, também ele vos deixará. 21E eles conspiraram contra ele, e o apedrejaram por mandado do rei, no pátio da casa do SENHOR. 22Assim o rei Joás não se lembrou da beneficência que Joiada, pai de Zacarias, lhe fizera; porém matou-lhe o filho, o qual, morrendo, disse: O SENHOR o verá, e o requererá. 23E sucedeu que, decorrido um ano, o exército da Síria subiu contra ele; e vieram a Judá e a Jerusalém, e destruíram dentre o povo a todos os seus príncipes; e enviaram todo o seu despojo ao rei de Damasco. 24Porque ainda que o exército dos sírios viera com poucos homens, contudo o SENHOR entregou na sua mão um exército mui numeroso, porquanto deixaram ao SENHOR Deus de seus pais. Assim executaram juízos contra Joás. 25E, quando os sírios se retiraram, deixaram-no gravemente ferido; então seus servos conspiraram contra ele por causa do sangue do filho do sacerdote Joiada, e o feriram na sua cama, e morreu; e o sepultaram na cidade de Davi, porém não nos sepulcros dos reis. 26Estes, pois, foram os que conspiraram contra ele; Zabade, filho de Simeate, a amonita, e Jeozabade, filho de Sinrite, a moabita. 27E, quanto a seus filhos, e à grandeza do cargo que se lhe impôs, e à restauração da casa de Deus, eis que estão escritos no livro da história dos reis; e Amazias, seu filho, reinou em seu lugar. 2 Crônicas 25 1ERA Amazias da idade de vinte e cinco anos, quando começou a reinar, e reinou vinte e nove anos em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Joadã, de Jerusalém. 2E fez o que era reto aos olhos do SENHOR, porém não com inteireza de coração. 3Sucedeu que, sendo-lhe o reino já confirmado, matou a seus servos que mataram o rei seu pai; 4Porém não matou os filhos deles; mas fez segundo está escrito na lei, no livro de Moisés, como o SENHOR ordenou, dizendo: Não morrerão os pais pelos filhos, nem os filhos pelos pais; mas cada um morrerá pelo seu pecado. 5E Amazias reuniu a Judá e os pôs segundo as casas dos pais, sob capitães de milhares, e sob capitães de cem, por todo o Judá e Benjamim; e os contou, de vinte anos para cima, e achou deles trezentos mil escolhidos que podiam sair à guerra, e manejar lança e escudo. 6Também de Israel tomou a soldo cem mil homens valentes, por cem talentos de prata. 7Porém um homem de Deus veio a ele, dizendo: Ó rei, não deixes ir contigo o exército de Israel; porque o SENHOR não é com Israel, a saber com os filhos de Efraim. 8Se quiseres ir, faze-o assim, esforça-te para a peleja. Deus, porém, te fará cair diante do inimigo; porque força há em Deus para ajudar e para fazer cair. 9E disse Amazias ao homem de Deus: Que se fará, pois, dos cem talentos de prata que dei às tropas de Israel? E disse o homem de Deus: Mais tem o SENHOR que te dar do que isso. 10Então separou Amazias as tropas que lhe tinham vindo de Efraim, para que se fossem ao seu lugar; por isso se acendeu a sua ira contra Judá, e voltaram para as suas casas ardendo em ira. 11Esforçou-se, pois, Amazias, e conduziu o seu povo, e foi ao Vale do Sal; onde feriu a dez mil dos filhos de Seir. 12Também os filhos de Judá prenderam vivos dez mil, e os levaram ao cume da rocha; e do mais alto da rocha os lançaram abaixo, e todos se despedaçaram. 13Porém os homens das tropas que Amazias despedira, para que não fossem com ele à peleja, deram sobre as cidades de Judá desde Samaria, até Bete-Horom; e feriram deles três mil, e saquearam grande despojo. 14E sucedeu que, depois que Amazias veio da matança dos edomitas e trouxe consigo os deuses dos filhos de Seir, tomou-os por seus deuses, e prostrou-se diante deles, e queimou-lhes incenso. 15Então a ira do SENHOR se acendeu contra Amazias, e mandou-lhe um profeta que lhe disse: Por que buscaste deuses deste povo, os quais não livraram o seu próprio povo da tua mão? 16E sucedeu que, falando ele ao rei, este lhe respondeu: Puseram-te por conselheiro do rei? Cala-te! Por que haveria de ser ferido? Então parou o profeta, e disse: Bem vejo eu que já Deus deliberou destruir-te; porquanto fizeste isto, e não deste ouvidos ao meu conselho. 17E, tendo tomado conselho, Amazias, rei de Judá, mandou dizer a Jeoás, filho de Jeoacaz, filho de Jeú, rei de Israel: Vem, vejamo-nos face a face. 18Porém Jeoás, rei de Israel, mandou dizer a Amazias, rei de Judá: O cardo que estava no Líbano mandou dizer ao cedro que estava no Líbano: Dá tua filha por mulher a meu filho; porém os animais do campo, que estavam no Líbano passaram e pisaram o cardo. 19Tu dizes: Eis que tenho ferido os edomitas; e elevou-se o teu coração, para te gloriares; agora, pois, fica em tua casa; por que te entremeterias no mal, para caíres tu e Judá contigo? 20Porém Amazias não lhe deu ouvidos, porque isto vinha de Deus, para entregálos na mão dos seus inimigos; porquanto buscaram os deuses dos edomitas. 21E Jeoás, rei de Israel, subiu; e ele e Amazias, rei de Judá, viram-se face a face em Bete-Semes, que está em Judá. 22E Judá foi ferido diante de Israel; e fugiu cada um para a sua tenda. 23E Jeoás, rei de Israel, prendeu a Amazias, rei de Judá, filho de Joás, o filho de Jeoacaz, em Bete-Semes, e o trouxe a Jerusalém; e derrubou o muro de Jerusalém, desde a porta de Efraim até à porta da esquina, quatrocentos côvados. 24Também tomou todo o ouro, a prata, e todos os utensílios que se acharam na casa de Deus com Obede-Edom, e os tesouros da casa do rei, e os reféns; e voltou para Samaria. 25E viveu Amazias, filho de Joás, rei de Judá, depois da morte de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel, quinze anos. 26Quanto ao mais dos atos de Amazias, tanto os primeiros como os últimos, eis que, porventura, não estão escritos no livro dos reis de Judá e de Israel? 27E desde o tempo em que Amazias se desviou do SENHOR, conspiraram contra ele em Jerusalém, porém ele fugiu para Laquis; mas perseguiram-no até Laquis, e o mataram ali. 28E trouxeram-no sobre cavalos e sepultaram-no com seus pais na cidade de Judá. 2 Crônicas 26 1ENTÃO todo o povo tomou a Uzias, que tinha dezesseis anos, e o fizeram rei em lugar de Amazias seu pai. 2Este edificou a Elote, e a restituiu a Judá, depois que o rei dormiu com seus pais. 3Tinha Uzias dezesseis anos quando começou a reinar, e cinqüenta e dois anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Jecolia, de Jerusalém. 4E fez o que era reto aos olhos do SENHOR; conforme a tudo o que fizera Amazias seu pai. 5Porque deu-se a buscar a Deus nos dias de Zacarias, que era entendido nas visões de Deus; e nos dias em que buscou ao SENHOR, Deus o fez prosperar. 6Porque saiu e guerreou contra os filisteus, e quebrou o muro de Gate, o muro de Jabne, e o muro de Asdode; e edificou cidades em Asdode, e entre os filisteus. 7E Deus o ajudou contra os filisteus e contra os árabes que habitavam em GurBaal, e contra os meunitas. 8E os amonitas deram presentes a Uzias; e o seu nome foi espalhado até à entrada do Egito, porque se fortificou altamente. 9Também Uzias edificou torres em Jerusalém, à porta da esquina, e à porta do vale, e à porta do ângulo, e as fortificou. 10Também edificou torres no deserto, e cavou muitos poços, porque tinha muito gado, tanto nos vales como nas campinas; tinha lavradores, e vinhateiros, nos montes e nos campos férteis; porque era amigo da agricultura. 11Tinha também Uzias um exército de homens destros na guerra, que saíam à guerra em tropas, segundo o número da resenha feita por mão de Jeiel, o escrivão, e Maaséias, oficial, sob a direção de Hananias, um dos capitães do rei. 12O total dos chefes dos pais, homens valentes, era de dois mil e seiscentos. 13E debaixo das suas ordens havia um exército guerreiro de trezentos e sete mil e quinhentos homens, que faziam a guerra com força belicosa, para ajudar o rei contra os inimigos. 14E preparou Uzias, para todo o exército, escudos, lanças, capacetes, couraças e arcos, e até fundas para atirar pedras. 15Também fez em Jerusalém máquinas da invenção de engenheiros, que estivessem nas torres e nos cantos, para atirarem flechas e grandes pedras; e propagou a sua fama até muito longe; porque foi maravilhosamente ajudado, até que se fortificou. 16Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração até se corromper; e transgrediu contra o SENHOR seu Deus, porque entrou no templo do SENHOR para queimar incenso no altar do incenso. 17Porém o sacerdote Azarias entrou após ele, e com ele oitenta sacerdotes do SENHOR, homens valentes. 18E resistiram ao rei Uzias, e lhe disseram: A ti, Uzias, não compete queimar incenso perante o SENHOR, mas aos sacerdotes, filhos de Arão, que são consagrados para queimar incenso; sai do santuário, porque transgrediste; e não será isto para honra tua da parte do SENHOR Deus. 19Então Uzias se indignou; e tinha o incensário na sua mão para queimar incenso. Indignando-se ele, pois, contra os sacerdotes, a lepra lhe saiu à testa perante os sacerdotes, na casa do SENHOR, junto ao altar do incenso. 20Então o sumo sacerdote Azarias olhou para ele, como também todos os sacerdotes, e eis que já estava leproso na sua testa, e apressuradamente o lançaram fora; e até ele mesmo se deu pressa a sair, visto que o SENHOR o ferira. 21Assim ficou leproso o rei Uzias até ao dia da sua morte; e morou, por ser leproso, numa casa separada, porque foi excluído da casa do SENHOR. E Jotão, seu filho, tinha o encargo da casa do rei, julgando o povo da terra. 22Quanto ao mais dos atos de Uzias, tanto os primeiros como os últimos, o profeta Isaías, filho de Amós, o escreveu. 23E dormiu Uzias com seus pais, e o sepultaram com eles no campo do sepulcro que era dos reis; porque disseram: Leproso é. E Jotão, seu filho, reinou em seu lugar. 2 Crônicas 27 1TINHA Jotão vinte e cinco anos de idade, quando começou a reinar, e reinou dezesseis anos em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Jerusa, filha de Zadoque. 2E fez o que era reto aos olhos do SENHOR, conforme a tudo o que fizera Uzias, seu pai, exceto que não entrou no templo do SENHOR. E o povo ainda se corrompia. 3Ele edificou a porta superior da casa do SENHOR, e também edificou muitas obras sobre o muro de Ofel. 4Também edificou cidades nas montanhas de Judá, e castelos e torres nos bosques. 5Ele também guerreou contra o rei dos filhos de Amom, e prevaleceu sobre eles, de modo que os filhos de Amom naquele ano lhe deram cem talentos de prata, e dez mil coros de trigo, e dez mil de cevada; isto lhe trouxeram os filhos de Amom também no segundo e no terceiro ano. 6Assim se fortificou Jotão, porque dirigiu os seus caminhos na presença do SENHOR seu Deus. 7Ora, o restante dos atos de Jotão, e todas as suas guerras e os seus caminhos, eis que estão escritos no livro dos reis de Israel e de Judá. 8Tinha vinte e cinco anos de idade, quando começou a reinar, e reinou dezesseis anos em Jerusalém. 9E dormiu Jotão com seus pais, e sepultaram-no na cidade de Davi; e Acaz, seu filho, reinou em seu lugar. 2 Crônicas 28 1TINHA Acaz vinte anos de idade, quando começou a reinar, e dezesseis anos reinou em Jerusalém; e não fez o que era reto aos olhos do SENHOR, como Davi, seu pai. 2Antes andou nos caminhos dos reis de Israel, e, além disso, fez imagens fundidas a Baalins. 3Também queimou incenso no vale do filho de Hinom, e queimou a seus filhos no fogo, conforme as abominações dos gentios que o SENHOR tinha expulsado de diante dos filhos de Israel. 4Também sacrificou, e queimou incenso nos altos e nos outeiros, como também debaixo de toda a árvore verde. 5Por isso o SENHOR seu Deus o entregou na mão do rei dos sírios, os quais o feriram, e levaram dele em cativeiro uma grande multidão de presos, que trouxeram a Damasco; também foi entregue na mão do rei de Israel, o qual lhe infligiu grande derrota. 6Porque Peca, filho de Remalias, matou em Judá, num só dia, cento e vinte mil, todos homens valentes; porquanto deixaram ao SENHOR Deus de seus pais. 7E Zicri, homem valente de Efraim, matou a Maasias, filho do rei, e a Azricão, o mordomo, e a Elcana, o segundo depois do rei. 8E os filhos de Israel levaram presos de seus irmãos duzentos mil, mulheres, filhos e filhas; e também saquearam deles grande despojo, que levaram para Samaria. 9Mas estava ali um profeta do SENHOR, cujo nome era Obede, o qual saiu ao encontro do exército que vinha para Samaria, e lhe disse: Eis que, irando-se o SENHOR Deus de vossos pais contra Judá, os entregou na vossa mão, e vós os matastes com uma raiva tal, que chegou até aos céus. 10E agora vós cuidais em sujeitar a vós os filhos de Judá e Jerusalém, como cativos e cativas; porventura não sois vós mesmos culpados contra o SENHOR vosso Deus? 11Agora, pois, ouvi-me, e tornai a enviar os prisioneiros que trouxestes cativos de vossos irmãos; porque o ardor da ira do SENHOR está sobre vós. 12Então se levantaram alguns homens dentre os cabeças dos filhos de Efraim, a saber, Azarias, filho de Joanã, Berequias, filho de Mesilemote, Jeizquias, filho de Salum, e Amasa, filho de Hadlai, contra os que voltavam da batalha. 13E lhes disseram: Não fareis entrar aqui estes cativos, porque, além da nossa culpa contra o SENHOR, vós intentais acrescentar mais a nossos pecados e a nossas culpas, sendo que já temos grande culpa, e já o ardor da ira está sobre Israel. 14Então os homens armados deixaram os cativos e o despojo diante dos príncipes e de toda a congregação. 15E os homens que foram apontados por seus nomes se levantaram, e tomaram os cativos, e vestiram do despojo a todos os que dentre eles estavam nus; e vestiram-nos, e calçaram-nos, e deram-lhes de comer e de beber, e os ungiram, e a todos os que estavam fracos levaram sobre jumentos, e conduziram-nos a Jericó, à cidade das palmeiras, a seus irmãos. Depois voltaram para Samaria. 16Naquele tempo o rei Acaz mandou pedir aos reis da Assíria que o ajudassem. 17Porque outra vez os edomitas vieram, e feriram a Judá, e levaram presos em cativeiro. 18Também os filisteus deram sobre as cidades da campina e do sul de Judá, e tomaram a Bete-Semes, e a Aijalom, e a Gederote e a Socó, e os lugares da sua jurisdição, e a Timna, e os lugares da sua jurisdição, e a Ginzo, e os lugares da sua jurisdição; e habitaram ali. 19Porque o SENHOR humilhou a Judá por causa de Acaz, rei de Israel; porque este se houve desenfreadamente em Judá, havendo prevaricado grandemente contra o SENHOR. 20E veio a ele Tiglate-Pileser, rei da Assíria; porém o pôs em aperto, e não o fortaleceu. 21Porque Acaz tomou despojos da casa do SENHOR, e da casa do rei, e dos príncipes, e os deu ao rei da Assíria; porém não o ajudou. 22E ao tempo em que este o apertou, então ainda mais transgrediu contra o SENHOR, tal era o rei Acaz. 23Porque sacrificou aos deuses de Damasco, que o feriram e disse: Visto que os deuses dos reis da Síria os ajudam, eu lhes sacrificarei, para que me ajudem a mim. Porém eles foram a sua ruína, e de todo o Israel. 24E ajuntou Acaz os utensílios da casa de Deus, e fez em pedaços os utensílios da casa de Deus, e fechou as portas da casa do SENHOR, e fez para si altares em todos os cantos de Jerusalém. 25Também em cada cidade de Judá fez altos para queimar incenso a outros deuses; assim provocou à ira o SENHOR Deus de seus pais. 26Ora, o restante dos seus atos e de todos os seus caminhos, tanto os primeiros como os últimos, eis que estão escritos no livro dos reis de Judá e de Israel. 27E dormiu Acaz com seus pais, e o sepultaram na cidade, em Jerusalém; porém não o puseram nos sepulcros dos reis de Israel; e Ezequias, seu filho, reinou em seu lugar. 2 Crônicas 29 1TINHA Ezequias vinte e cinco anos de idade, quando começou a reinar, e reinou vinte e nove anos em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Abia, filha de Zacarias. 2E fez o que era reto aos olhos do SENHOR, conforme a tudo quanto fizera Davi, seu pai. 3Ele, no primeiro ano do seu reinado, no primeiro mês, abriu as portas da casa do SENHOR, e as reparou. 4E trouxe os sacerdotes, e os levitas, e ajuntou-os na praça oriental, 5E lhes disse: Ouvi-me, ó levitas, santificai-vos agora, e santificai a casa do SENHOR Deus de vossos pais, e tirai do santuário a imundícia. 6Porque nossos pais transgrediram, e fizeram o que era mau aos olhos do SENHOR nosso Deus, e o deixaram, e desviaram os seus rostos do tabernáculo do SENHOR, e lhe deram as costas. 7Também fecharam as portas do alpendre, e apagaram as lâmpadas, e não queimaram incenso nem ofereceram holocaustos no santuário ao Deus de Israel. 8Por isso veio grande ira do SENHOR sobre Judá e Jerusalém, e os entregou à perturbação, à assolação, e ao escárnio, como vós o estais vendo com os vossos olhos. 9Porque eis que nossos pais caíram à espada, e nossos filhos, e nossas filhas, e nossas mulheres; por isso estiveram em cativeiro. 10Agora me tem vindo ao coração, que façamos uma aliança com o SENHOR Deus de Israel, para que se desvie de nós o ardor da sua ira. 11Agora, filhos meus, não sejais negligentes; pois o SENHOR vos tem escolhido para estardes diante dele para o servirdes, e para serdes seus ministros e queimadores de incenso. 12Então se levantaram os levitas, Maate, filho de Amasai, e Joel, filho de Azarias, dos filhos dos coatitas; e dos filhos de Merari, Quis, filho de Abdi, e Azarias, filho de Jealelel; e dos gersonitas, Joá, filho de Zima, e Éden, filho de Joá; 13E dentre os filhos de Elisafã, Sinri e Jeuel; dentre os filhos de Asafe, Zacarias e Matanias; 14E dentre os filhos de Hemam, Jeuel e Simei; e dentre os filhos de Jedutum, Semaías e Uziel. 15E ajuntaram a seus irmãos, e santificaram-se e vieram conforme ao mandado do rei, pelas palavras do SENHOR, para purificarem a casa do SENHOR. 16E os sacerdotes entraram na casa do SENHOR, para a purificar, e tiraram para fora, ao pátio da casa do SENHOR, toda a imundícia que acharam no templo do SENHOR; e os levitas a tomaram, para a levarem para fora, ao ribeiro de Cedrom. 17Começaram, pois, a santificar no primeiro dia, do primeiro mês; e ao oitavo dia do mês vieram ao alpendre do SENHOR, e santificaram a casa do SENHOR em oito dias; e no dia décimo sexto do primeiro mês acabaram. 18Então foram ter com o rei Ezequias, e disseram: Já purificamos toda a casa do SENHOR, como também o altar do holocausto com todos os seus utensílios e a mesa da proposição com todos os seus utensílios. 19Também todos os objetos que o rei Acaz no seu reinado lançou fora, na sua transgressão, já preparamos e santificamos; e eis que estão diante do altar do SENHOR. 20Então o rei Ezequias se levantou de madrugada, e reuniu os líderes da cidade, e subiu à casa do SENHOR. 21E trouxeram sete novilhos e sete carneiros, e sete cordeiros e sete bodes, para sacrifício pelo pecado, pelo reino, e pelo santuário, e por Judá, e disse aos filhos de Arão, os sacerdotes, que os oferecessem sobre o altar do SENHOR. 22E eles mataram os bois, e os sacerdotes tomaram o sangue e o espargiram sobre o altar; também mataram os carneiros, e espargiram o sangue sobre o altar; semelhantemente mataram os cordeiros, e espargiram o sangue sobre o altar. 23Então trouxeram os bodes para sacrifício pelo pecado, perante o rei e a congregação, e lhes impuseram as suas mãos. 24E os sacerdotes os mataram, e com o seu sangue fizeram expiação do pecado sobre o altar, para reconciliar a todo o Israel; porque o rei tinha ordenado que se fizesse aquele holocausto e sacrifício pelo pecado, por todo o Israel. 25E pôs os levitas na casa do SENHOR com címbalos, com saltérios, e com harpas, conforme ao mandado de Davi e de Gade, o vidente do rei, e do profeta Natã; porque este mandado veio do SENHOR, por mão de seus profetas. 26Estavam, pois, os levitas em pé com os instrumentos de Davi, e os sacerdotes com as trombetas. 27E Ezequias deu ordem que oferecessem o holocausto sobre o altar; e ao tempo em que começou o holocausto, começou também o canto do SENHOR, com as trombetas e com os instrumentos de Davi, rei de Israel. 28E toda a congregação se prostrou, quando entoavam o canto, e as trombetas eram tocadas; tudo isto até o holocausto se acabar. 29E acabando de o oferecer, o rei e todos quantos com ele se achavam se prostraram e adoraram. 30Então o rei Ezequias e os príncipes disseram aos levitas que louvassem ao SENHOR com as palavras de Davi, e de Asafe, o vidente. E o louvaram com alegria e se inclinaram e adoraram. 31E respondeu Ezequias, dizendo: Agora vos consagrastes a vós mesmos ao SENHOR; chegai-vos e trazei sacrifícios e ofertas de louvor à casa do SENHOR. E a congregação trouxe sacrifícios e ofertas de louvor, e todos os dispostos de coração trouxeram holocaustos. 32E o número dos holocaustos, que a congregação trouxe, foi de setenta bois, cem carneiros, duzentos cordeiros; tudo isto em holocausto para o SENHOR. 33Houve, também, de coisas consagradas, seiscentos bois e três mil ovelhas. 34Eram, porém, os sacerdotes mui poucos, e não podiam esfolar a todos os holocaustos; pelo que seus irmãos os levitas os ajudaram, até a obra se acabar, e até que os outros sacerdotes se santificaram; porque os levitas foram mais retos de coração, para se santificarem, do que os sacerdotes. 35E houve também holocaustos em abundância, com a gordura das ofertas pacíficas, e com as ofertas de libação para os holocaustos. Assim se restabeleceu o ministério da casa do SENHOR. 36E Ezequias, e todo o povo se alegraram, por causa daquilo que Deus tinha preparado para o povo; porque apressuradamente se fez esta obra. 2 Crônicas 30 1DEPOIS disto Ezequias enviou mensageiros por todo o Israel e Judá, e escreveu também cartas a Efraim e a Manassés para que viessem à casa do SENHOR em Jerusalém, para celebrarem a páscoa ao SENHOR Deus de Israel. 2Porque o rei tivera conselho com os seus príncipes, e com toda a congregação em Jerusalém, para celebrarem a páscoa no segundo mês. 3Porquanto não a puderam celebrar no tempo próprio, porque não se tinham santificado sacerdotes em número suficiente, e o povo não se tinha ajuntado em Jerusalém. 4E isto pareceu bem aos olhos do rei, e de toda a congregação. 5E ordenaram que se fizesse passar pregão por todo o Israel, desde Berseba até Dã, para que viessem a celebrar a páscoa ao SENHOR Deus de Israel, em Jerusalém; porque muitos não a tinham celebrado como estava escrito. 6Foram, pois, os correios com as cartas, do rei e dos seus príncipes, por todo o Israel e Judá, segundo o mandado do rei, dizendo: Filhos de Israel, convertei-vos ao SENHOR Deus de Abraão, de Isaque e de Israel; para que ele se volte para o restante de vós que escapou da mão dos reis da Assíria. 7E não sejais como vossos pais e como vossos irmãos, que transgrediram contra o SENHOR Deus de seus pais, pelo que os entregou à desolação como vedes. 8Não endureçais agora a vossa cerviz, como vossos pais; dai a mão ao SENHOR, e vinde ao seu santuário que ele santificou para sempre, e servi ao SENHOR vosso Deus, para que o ardor da sua ira se desvie de vós. 9Porque, em vos convertendo ao SENHOR, vossos irmãos e vossos filhos acharão misericórdia perante os que os levaram cativos, e tornarão a esta terra; porque o SENHOR vosso Deus é misericordioso e compassivo, e não desviará de vós o seu rosto, se vos converterdes a ele. 10E os correios foram passando de cidade em cidade, pela terra de Efraim e Manassés até Zebulom; porém riram-se e zombaram deles. 11Todavia alguns de Aser, e de Manassés, e de Zebulom, se humilharam, e vieram a Jerusalém. 12E a mão de Deus esteve com Judá, dando-lhes um só coração, para fazerem o mandado do rei e dos príncipes, conforme a palavra do SENHOR. 13E ajuntou-se em Jerusalém muito povo, para celebrar a festa dos pães ázimos, no segundo mês; uma congregação mui grande. 14E levantaram-se, e tiraram os altares que havia em Jerusalém; também tiraram todos os altares de incenso, e os lançaram no ribeiro de Cedrom. 15Então sacrificaram a páscoa no dia décimo quarto do segundo mês; e os sacerdotes e levitas se envergonharam e se santificaram e trouxeram holocaustos à casa do SENHOR. 16E puseram-se no seu posto, segundo o seu costume, conforme a lei de Moisés, o homem de Deus; e os sacerdotes espargiam o sangue, tomando-o da mão dos levitas. 17Porque havia muitos na congregação que não se tinham santificado; por isso os levitas tinham o encargo de matarem os cordeiros da páscoa por todo aquele que não estava limpo, para o santificarem ao SENHOR. 18Porque uma multidão do povo, muitos de Efraim e Manassés, Issacar e Zebulom, não se tinham purificado, e contudo comeram a páscoa, não como está escrito; porém Ezequias orou por eles, dizendo: O SENHOR, que é bom, perdoa todo aquele 19Que tem preparado o seu coração para buscar ao SENHOR Deus, o Deus de seus pais, ainda que não esteja purificado segundo a purificação do santuário. 20E ouviu o SENHOR a Ezequias, e sarou o povo. 21E os filhos de Israel, que se acharam em Jerusalém, celebraram a festa dos pães ázimos sete dias com grande alegria; e os levitas e os sacerdotes louvaram ao SENHOR de dia em dia, com estrondosos instrumentos ao SENHOR. 22E Ezequias falou benignamente a todos os levitas, que tinham bom entendimento no conhecimento do SENHOR; e comeram as ofertas da solenidade por sete dias, oferecendo ofertas pacíficas, e louvando ao SENHOR Deus de seus pais. 23E, tendo toda a congregação conselho para celebrarem outros sete dias, celebraram ainda sete dias com alegria. 24Porque Ezequias, rei de Judá, ofereceu à congregação mil novilhos e sete mil ovelhas; e os príncipes ofereceram à congregação mil novilhos e dez mil ovelhas; e os sacerdotes se santificaram em grande número. 25E alegraram-se, toda a congregação de Judá, e os sacerdotes, e os levitas, toda a congregação de todos os que vieram de Israel, como também os estrangeiros que vieram da terra de Israel e os que habitavam em Judá. 26E houve grande alegria em Jerusalém; porque desde os dias de Salomão, filho de Davi, rei de Israel, tal não houve em Jerusalém. 27Então os sacerdotes e os levitas se levantaram e abençoaram o povo; e a sua voz foi ouvida; porque a sua oração chegou até à santa habitação de Deus, até aos céus. 2 Crônicas 31 1E ACABANDO tudo isto, todos os israelitas que ali se achavam saíram às cidades de Judá e quebraram as estátuas, cortaram os bosques, e derrubaram os altos e altares por toda Judá e Benjamim, como também em Efraim e Manassés, até que tudo destruíram; então tornaram todos os filhos de Israel, cada um para sua possessão, para as cidades deles. 2E estabeleceu Ezequias as turmas dos sacerdotes e levitas, segundo as suas turmas, a cada um segundo o seu ministério; aos sacerdotes e levitas para o holocausto e para as ofertas pacíficas, para ministrarem, louvarem, e cantarem, às portas dos arraiais do SENHOR. 3Também estabeleceu a parte da fazenda do rei para os holocaustos; para os holocaustos da manhã e da tarde, e para os holocaustos dos sábados, e das luas novas, e das solenidades; como está escrito na lei do SENHOR. 4E ordenou ao povo, que morava em Jerusalém, que desse a parte dos sacerdotes e levitas, para que eles pudessem se dedicar à lei do SENHOR. 5E, depois que se divulgou esta ordem, os filhos de Israel trouxeram muitas primícias de trigo, mosto, azeite, mel, e de todo o produto do campo; também os dízimos de tudo trouxeram em abundância. 6E os filhos de Israel e de Judá, que habitavam nas cidades de Judá, também trouxeram dízimos dos bois e das ovelhas, e dízimos das coisas dedicadas que foram consagradas ao SENHOR seu Deus; e fizeram muitos montões. 7No terceiro mês começaram a fazer os primeiros montões; e no sétimo mês acabaram. 8Vindo, pois, Ezequias e os príncipes, e vendo aqueles montões, bendisseram ao SENHOR e ao seu povo Israel. 9E perguntou Ezequias aos sacerdotes e aos levitas acerca daqueles montões. 10E Azarias, o sumo sacerdote da casa de Zadoque, lhe respondeu, dizendo: Desde que se começou a trazer estas ofertas à casa do SENHOR, temos comido e temos fartado, e ainda sobejou em abundância; porque o SENHOR abençoou ao seu povo, e sobejou esta abastança. 11Então ordenou Ezequias que se preparassem câmaras na casa do SENHOR, e as prepararam. 12Ali recolheram fielmente as ofertas, e os dízimos, e as coisas consagradas; e tinham cargo disto Conanias, o levita principal, e Simei, seu irmão, o segundo. 13E Jeiel, Azarias, Naate, Asael, Jerimote, Jozabade, Eliel, Ismaquias, Maate, e Benaia, eram superintendentes sob a direção de Conanias e Simei, seu irmão, por mandado do rei Ezequias, e de Azarias, líder da casa de Deus. 14E Coré, filho de Imna, o levita, porteiro do lado do oriente, estava encarregado das ofertas voluntárias que se faziam a Deus, para distribuir as ofertas alçadas do SENHOR e as coisas santíssimas. 15E debaixo das suas ordens estavam Éden, Miniamim, Jesua, Semaías, Amarias e Secanias, nas cidades dos sacerdotes, para distribuírem com fidelidade a seus irmãos, segundo as suas turmas, tanto aos pequenos como aos grandes; 16Exceto os que estavam contados pelas genealogias dos homens, da idade de três anos para cima, a todos os que entravam na casa do SENHOR, para a obra de cada dia no seu dia, pelo seu ministério nas suas guardas, segundo as suas turmas. 17Quanto ao registro dos sacerdotes foi ele feito segundo as suas famílias, e o dos levitas, da idade de vinte anos para cima, foi feito segundo as suas guardas nas suas turmas; 18Como também conforme às genealogias, com todas as suas crianças, suas mulheres, e seus filhos, e suas filhas, por toda a congregação. Porque com fidelidade estes se santificavam nas coisas consagradas. 19Também dentre os filhos de Arão, os sacerdotes, que estavam nos campos dos arrabaldes das suas cidades, em cada cidade, havia homens que foram designados pelos seus nomes para distribuírem as porções a todo o homem entre os sacerdotes e a todos os que estavam contados entre os levitas. 20E assim fez Ezequias em todo o Judá; e fez o que era bom, e reto, e verdadeiro, perante o SENHOR seu Deus. 21E toda a obra que começou no serviço da casa de Deus, e na lei, e nos mandamentos, para buscar a seu Deus, ele a fez de todo o seu coração, e prosperou. 2 Crônicas 32 1DEPOIS destas coisas e desta verdade, veio Senaqueribe, rei da Assíria, e entrou em Judá, e acampou-se contra as cidades fortificadas, e intentou apoderar-se delas. 2Vendo, pois, Ezequias que Senaqueribe vinha, e que estava resolvido contra Jerusalém, 3Teve conselho com os seus príncipes e os seus homens valentes, para que se tapassem as fontes das águas que havia fora da cidade; e eles o ajudaram. 4Assim muito povo se ajuntou, e tapou todas as fontes, como também o ribeiro que se estendia pelo meio da terra, dizendo: Por que viriam os reis da Assíria, e achariam tantas águas? 5E ele se animou, e edificou todo o muro quebrado até às torres, e levantou o outro muro por fora; e fortificou a Milo na cidade de Davi, e fez armas e escudos em abundância. 6E pôs capitães de guerra sobre o povo, e reuniu-os na praça da porta da cidade, e falou-lhes ao coração, dizendo: 7Esforçai-vos, e tende bom ânimo; não temais, nem vos espanteis, por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele, porque há um maior conosco do que com ele. 8Com ele está o braço de carne, mas conosco o SENHOR nosso Deus, para nos ajudar, e para guerrear por nós. E o povo descansou nas palavras de Ezequias, rei de Judá. 9Depois disto Senaqueribe, rei da Assíria, enviou os seus servos a Jerusalém (ele porém estava diante de Laquis, com todas as suas forças), a Ezequias, rei de Judá, e a todo o Judá que estava em Jerusalém, dizendo: 10Assim diz Senaqueribe, rei da Assíria: Em que confiais vós, para vos deixardes sitiar em Jerusalém? 11Porventura não vos incita Ezequias, para morrerdes à fome e à sede, dizendo: O SENHOR nosso Deus nos livrará das mãos do rei da Assíria? 12Não é Ezequias o mesmo que tirou os seus altos e os seus altares, e falou a Judá e a Jerusalém, dizendo: Diante de um único altar vos prostrareis, e sobre ele queimareis incenso? 13Não sabeis vós o que eu e meus pais fizemos a todos os povos das terras? Porventura puderam de qualquer maneira os deuses das nações daquelas terras livrar o seu país da minha mão? 14Qual é, de todos os deuses daquelas nações que meus pais destruíram, o que pôde livrar o seu povo da minha mão, para que vosso Deus vos possa livrar da minha mão? 15Agora, pois, não vos engane Ezequias, nem vos incite assim, nem lhe deis crédito; porque nenhum deus de nação alguma, nem de reino algum, pôde livrar o seu povo da minha mão, nem da mão de meus pais; quanto menos vos poderá livrar o vosso Deus da minha mão? 16Também seus servos falaram ainda mais contra o SENHOR Deus, e contra Ezequias, o seu servo. 17Escreveu também cartas, para blasfemar do SENHOR Deus de Israel, e para falar contra ele, dizendo: Assim como os deuses das nações das terras não livraram o seu povo da minha mão, assim também o Deus de Ezequias não livrará o seu povo da minha mão. 18E clamaram em alta voz em judaico contra o povo de Jerusalém, que estava em cima do muro, para os atemorizar e os perturbar, para que tomassem a cidade. 19E falaram do Deus de Jerusalém, como dos deuses dos povos da terra, obras das mãos dos homens. 20Porém o rei Ezequias e o profeta Isaías, filho de Amós, oraram contra isso, e clamaram ao céu. 21Então o SENHOR enviou um anjo que destruiu a todos os homens valentes, e os líderes, e os capitães no arraial do rei da Assíria; e envergonhado voltou à sua terra; e, entrando na casa de seu deus, alguns dos seus próprios filhos, o mataram ali à espada. 22Assim livrou o SENHOR a Ezequias, e aos moradores de Jerusalém, da mão de Senaqueribe, rei da Assíria, e da mão de todos; e de todos os lados os guiou. 23E muitos traziam a Jerusalém presentes ao SENHOR, e coisas preciosíssimas a Ezequias, rei de Judá, de modo que depois disto foi exaltado perante os olhos de todas as nações. 24Naqueles dias Ezequias adoeceu mortalmente; e orou ao SENHOR, o qual lhe falou, e lhe deu um sinal. 25Mas não correspondeu Ezequias ao benefício que lhe fora feito; porque o seu coração se exaltou; por isso veio grande ira sobre ele, e sobre Judá e Jerusalém. 26Ezequias, porém, se humilhou pela exaltação do seu coração, ele e os habitantes de Jerusalém; e a grande ira do SENHOR não veio sobre eles, nos dias de Ezequias. 27E teve Ezequias riquezas e glória em grande abundância; proveu-se de tesouraria para prata, ouro, pedras preciosas, especiarias, escudos, e toda a espécie de objetos desejáveis. 28Também de armazéns para a colheita do trigo, e do vinho, e do azeite; e de estrebarias para toda a espécie de animais e de currais para os rebanhos. 29Edificou também cidades, e possuiu ovelhas e vacas em abundância; porque Deus lhe tinha dado muitíssimas possessões. 30Também o mesmo Ezequias tapou o manancial superior das águas de Giom, e as fez correr por baixo para o ocidente da cidade de Davi; porque Ezequias prosperou em todas as suas obras. 31Contudo, no tocante aos embaixadores dos príncipes de Babilônia, que foram enviados a ele, a perguntarem acerca do prodígio que se fez naquela terra, Deus o desamparou, para tentá-lo, para saber tudo o que havia no seu coração. 32Quanto aos demais atos de Ezequias, e as suas boas obras, eis que estão escritos na visão do profeta Isaías, filho de Amós, e no livro dos reis de Judá e de Israel. 33E dormiu Ezequias com seus pais, e o sepultaram no mais alto dos sepulcros dos filhos de Davi; e todo o Judá e os habitantes de Jerusalém lhe fizeram honras na sua morte; e Manassés, seu filho, reinou em seu lugar. 2 Crônicas 33 1TINHA Manassés doze anos de idade, quando começou a reinar, e cinqüenta e cinco anos reinou em Jerusalém. 2E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, conforme às abominações dos gentios que o SENHOR lançara fora de diante dos filhos de Israel. 3Porque tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, tinha derrubado; e levantou altares aos Baalins, e fez bosques, e prostrou-se diante de todo o exército dos céus, e o serviu. 4E edificou altares na casa do SENHOR, da qual o SENHOR tinha falado: Em Jerusalém estará o meu nome eternamente. 5Edificou altares a todo o exército dos céus, em ambos os átrios da casa do SENHOR. 6Fez ele também passar seus filhos pelo fogo no vale do filho de Hinom, e usou de adivinhações e de agouros, e de feitiçarias, e consultou adivinhos e encantadores, e fez muitíssimo mal aos olhos do SENHOR, para o provocar à ira. 7Também pôs uma imagem de escultura do ídolo que tinha feito, na casa de Deus, da qual Deus tinha falado a Davi e a Salomão seu filho: Nesta casa e em Jerusalém, que escolhi de todas as tribos de Israel, porei o meu nome para sempre. 8E nunca mais removerei o pé de Israel da terra que destinei a vossos pais; contanto que tenham cuidado de fazer tudo o que eu lhes ordenei, conforme a toda a lei, e estatutos, e juízos, dados pela mão de Moisés. 9E Manassés tanto fez errar a Judá e aos moradores de Jerusalém, que fizeram pior do que as nações que o SENHOR tinha destruído de diante dos filhos de Israel. 10E falou o SENHOR a Manassés e ao seu povo, porém não deram ouvidos. 11Assim o SENHOR trouxe sobre eles os capitães do exército do rei da Assíria, os quais prenderam a Manassés com ganchos e, amarrando-o com cadeias, o levaram para Babilônia. 12E ele, angustiado, orou deveras ao SENHOR seu Deus, e humilhou-se muito perante o Deus de seus pais; 13E fez-lhe oração, e Deus se aplacou para com ele, e ouviu a sua súplica, e tornou a trazê-lo a Jerusalém, ao seu reino. Então conheceu Manassés que o SENHOR era Deus. 14E depois disto edificou o muro de fora da cidade de Davi, ao ocidente de Giom, no vale, e à entrada da porta do peixe, e ao redor de Ofel, e o levantou muito alto; também pôs capitães de guerra em todas as cidades fortificadas de Judá. 15E tirou da casa do SENHOR os deuses estranhos e o ídolo, como também todos os altares que tinha edificado no monte da casa do SENHOR, e em Jerusalém, e os lançou fora da cidade. 16E reparou o altar do SENHOR e ofereceu sobre ele sacrifícios de ofertas pacíficas e de louvor; e ordenou a Judá que servisse ao SENHOR Deus de Israel. 17Contudo o povo ainda sacrificava nos altos, mas somente ao SENHOR seu Deus. 18O restante dos atos de Manassés, e a sua oração ao seu Deus, e as palavras dos videntes que lhe falaram no nome do SENHOR Deus de Israel, eis que estão nas crônicas dos reis de Israel. 19E a sua oração, e como Deus se aplacou para com ele, e todo o seu pecado, e a sua transgressão, e os lugares onde edificou altos, e pôs bosques e imagens de escultura, antes que se humilhasse, eis que estão escritos nos livros dos videntes. 20E dormiu Manassés com seus pais, e o sepultaram em sua casa. Amom, seu filho, reinou em seu lugar. 21Tinha Amom vinte e dois anos de idade quando começou a reinar, e dois anos reinou em Jerusalém. 22E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, como havia feito Manassés, seu pai; porque Amom sacrificou a todas as imagens de escultura que Manassés, seu pai tinha feito, e as serviu. 23Mas não se humilhou perante o SENHOR, como Manassés, seu pai, se humilhara; antes multiplicou Amom os seus delitos. 24E conspiraram contra ele os seus servos, e o mataram em sua casa. 25Porém o povo da terra feriu a todos quantos conspiraram contra o rei Amom; e o povo da terra fez reinar em seu lugar a Josias, seu filho. 2 Crônicas 34 1TINHA Josias oito anos quando começou a reinar, e trinta e um anos reinou em Jerusalém. 2E fez o que era reto aos olhos do SENHOR; e andou nos caminhos de Davi, seu pai, sem se desviar deles nem para a direita nem para a esquerda. 3Porque no oitavo ano do seu reinado, sendo ainda moço, começou a buscar o Deus de Davi, seu pai; e no duodécimo ano começou a purificar a Judá e a Jerusalém, dos altos, e dos bosques, e das imagens de escultura e de fundição. 4E derrubaram perante ele os altares de Baalins; e despedaçou as imagens, que estavam acima deles; e os bosques, e as imagens de escultura e de fundição quebrou e reduziu a pó, e o espargiu sobre as sepulturas dos que lhes tinham sacrificado. 5E os ossos dos sacerdotes queimou sobre os seus altares; e purificou a Judá e a Jerusalém. 6O mesmo fez nas cidades de Manassés, e de Efraim, e de Simeão, e ainda até Naftali, em seus lugares assolados ao redor. 7E, tendo derrubado os altares, e os bosques, e as imagens de escultura, até reduzi-los a pó, e tendo despedaçado todas as imagens do sol em toda a terra de Israel, então voltou para Jerusalém. 8E no ano décimo oitavo do seu reinado, havendo já purificado a terra e a casa, enviou a Safã, filho de Azalias, e a Maaséias, governador da cidade, e a Joá, filho de Joacaz, cronista, para repararem a casa do SENHOR seu Deus. 9E foram a Hilquias, sumo sacerdote, e deram o dinheiro que se tinha trazido à casa de Deus, e que os levitas, que guardavam a entrada tinham recebido da mão de Manassés, e de Efraim, e de todo o restante de Israel, como também de todo o Judá e Benjamim, e dos habitantes de Jerusalém. 10E eles o entregaram aos que tinham o encargo da obra, e superintendiam a casa do SENHOR; e estes o deram aos que faziam a obra, e trabalhavam na casa do SENHOR, para consertarem e repararem a casa. 11E deram-no aos carpinteiros e aos edificadores, para comprarem pedras lavradas, e madeiras para as junturas e para servirem de vigas para as casas que os reis de Judá tinham destruído. 12E estes homens trabalhavam fielmente na obra; e os superintendentes sobre eles eram: Jaate e Obadias, levitas, dos filhos de Merari, como também Zacarias e Mesulão, dos filhos dos coatitas, para adiantarem a obra; e todos os levitas que eram entendidos em instrumentos de música. 13Estavam também sobre os carregadores e dirigiam todos os que trabalhavam em alguma obra; e dentre os levitas havia escrivães, oficiais e porteiros. 14E, tirando eles o dinheiro que se tinha trazido à casa do SENHOR, Hilquias, o sacerdote, achou o livro da lei do SENHOR, dada pela mão de Moisés. 15E Hilquias disse a Safã, o escrivão: Achei o livro da lei na casa do SENHOR. E Hilquias deu o livro a Safã. 16E Safã levou o livro ao rei, e deu-lhe conta, dizendo: Teus servos fazem tudo quanto se lhes encomendou. 17E ajuntaram o dinheiro que se achou na casa do SENHOR, e o deram na mão dos superintendentes e na mão dos que faziam a obra. 18Além disto, Safã, o escrivão, fez saber ao rei, dizendo: O sacerdote Hilquias entregou-me um livro. E Safã leu nele perante o rei. 19Sucedeu que, ouvindo o rei as palavras da lei, rasgou as suas vestes. 20E o rei ordenou a Hilquias, e a Aicão, filho de Safã, e a Abdom, filho de Mica, e a Safã, o escrivão, e a Asaías, servo do rei, dizendo: 21 Ide, consultai ao SENHOR por mim, e pelos que restam em Israel e em Judá, sobre as palavras deste livro que se achou; porque grande é o furor do SENHOR, que se derramou sobre nós; porquanto nossos pais não guardaram a palavra do SENHOR, para fazerem conforme a tudo quanto está escrito neste livro. 22Então Hilquias, e os enviados do rei, foram ter com a profetisa Hulda, mulher de Salum, filho de Tocate, filho de Harás, guarda das vestimentas (e habitava ela em Jerusalém na segunda parte); e falaram-lhe a esse respeito. 23E ela lhes disse: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Dizei ao homem que vos enviou a mim: 24Assim diz o SENHOR: Eis que trarei mal sobre este lugar, e sobre os seus habitantes, a saber, todas as maldições que estão escritas no livro que se leu perante o rei de Judá. 25Porque me deixaram, e queimaram incenso perante outros deuses, para me provocarem à ira com todas as obras das suas mãos; portanto o meu furor se derramou sobre este lugar, e não se apagará. 26Porém ao rei de Judá, que vos enviou a consultar ao SENHOR, assim lhe direis: Assim diz o SENHOR Deus de Israel, quanto às palavras que ouviste: 27Porquanto o teu coração se enterneceu, e te humilhaste perante Deus, ouvindo as suas palavras contra este lugar, e contra os seus habitantes, e te humilhaste perante mim, e rasgaste as tuas vestes, e choraste perante mim, também eu te ouvi, diz o SENHOR. 28Eis que te reunirei a teus pais, e tu serás recolhido ao teu sepulcro em paz, e os teus olhos não verão todo o mal que hei de trazer sobre este lugar e sobre os seus habitantes. E tornaram com esta resposta ao rei. 29Então o rei mandou reunir todos os anciãos de Judá e Jerusalém. 30E o rei subiu à casa do SENHOR, com todos os homens de Judá, e os habitantes de Jerusalém, e os sacerdotes, e os levitas, e todo o povo, desde o maior até ao menor; e ele leu aos ouvidos deles todas as palavras do livro da aliança que fora achado na casa do SENHOR. 31E pôs-se o rei em pé em seu lugar, e fez aliança perante o SENHOR, para seguirem ao SENHOR, e para guardar os seus mandamentos, e os seus testemunhos, e os seus estatutos, com todo o seu coração, e com toda a sua alma, cumprindo as palavras da aliança, que estão escritas naquele livro. 32E fez com que todos quantos se achavam em Jerusalém e em Benjamim o firmassem; e os habitantes de Jerusalém fizeram conforme a aliança de Deus, o Deus de seus pais. 33E Josias tirou todas as abominações de todas as terras que eram dos filhos de Israel; e a todos quantos se achavam em Israel obrigou a que servissem ao SENHOR seu Deus. Enquanto ele viveu não se desviaram de seguir o SENHOR, o Deus de seus pais. 2 Crônicas 35 1ENTÃO Josias celebrou a páscoa ao SENHOR em Jerusalém; e mataram o cordeiro da páscoa no décimo quarto dia do primeiro mês. 2E estabeleceu os sacerdotes nos seus cargos, e os animou ao ministério da casa do SENHOR. 3E disse aos levitas que ensinavam a todo o Israel e estavam consagrados ao SENHOR: Ponde a arca sagrada na casa que edificou Salomão, filho de Davi, rei de Israel; não tereis mais esta carga aos ombros; agora servi ao SENHOR vosso Deus, e ao seu povo Israel. 4E preparai-vos segundo as vossas casas paternas e segundo as vossas turmas, conforme à prescrição de Davi, rei de Israel, e a de Salomão, seu filho. 5E estai no santuário segundo as divisões das casas paternas de vossos irmãos, os filhos do povo; e haja para cada divisão uma parte de uma família de levitas. 6E imolai a páscoa, e santificai-vos, e preparai-a para vossos irmãos, fazendo conforme a palavra do SENHOR, dada pela mão de Moisés. 7E ofereceu Josias, aos filhos do povo, cordeiros e cabritos do rebanho, todos para os sacrifícios da páscoa, em número de trinta mil, por todos os que ali se achavam, e de bois três mil; isto era da fazenda do rei. 8Também apresentaram os seus príncipes ofertas voluntárias ao povo, aos sacerdotes e aos levitas: Hilquias, e Zacarias, e Jeiel, líderes da casa de Deus, deram aos sacerdotes para os sacrifícios da páscoa duas mil e seiscentas reses de gado miúdo, e trezentos bois. 9E Conanias, e Semaías, e Natanael, seus irmãos, como também Hasabias, e Jeiel, e Jozabade, chefe dos levitas, apresentaram aos levitas, para os sacrifícios da páscoa, cinco mil reses de gado miúdo, e quinhentos bois. 10Assim se preparou o serviço, e puseram-se os sacerdotes nos seus postos, e os levitas nas suas turmas, conforme a ordem do rei, 11Então imolaram a páscoa; e os sacerdotes espargiram o sangue recebido das mãos dos levitas que esfolavam as reses. 12E puseram de parte os holocaustos para os darem aos filhos do povo, segundo as divisões das casas paternas, para o oferecerem ao SENHOR, como está escrito no livro de Moisés; e assim fizeram com os bois. 13E assaram a páscoa no fogo, segundo o rito; e as ofertas sagradas cozeram em panelas, e em caldeirões e em sertãs; e prontamente as repartiram entre todo o povo. 14Depois prepararam para si e para os sacerdotes; porque os sacerdotes, filhos de Arão, se ocuparam até à noite com o sacrifício dos holocaustos e da gordura; por isso os levitas prepararam para si e para os sacerdotes, filhos de Arão. 15E os cantores, filhos de Asafe, estavam no seu posto, segundo o mandado de Davi, e de Asafe, e de Hemã, e de Jedutum, vidente do rei, como também os porteiros a cada porta; não necessitaram de se desviarem do seu ministério; porquanto seus irmãos, os levitas, preparavam o necessário para eles. 16Assim se estabeleceu todo o serviço do SENHOR naquele dia, para celebrar a páscoa, e oferecer holocaustos sobre o altar do SENHOR, segundo a ordem do rei Josias. 17E os filhos de Israel que ali se acharam celebraram a páscoa naquele tempo, e a festa dos pães ázimos, durante sete dias. 18Nunca, pois, se celebrou tal páscoa em Israel, desde os dias do profeta Samuel; nem nenhum rei de Israel celebrou tal páscoa como a que celebrou Josias com os sacerdotes, e levitas, e todo o Judá e Israel, que ali se acharam, e os habitantes de Jerusalém. 19No décimo oitavo ano do reinado de Josias se celebrou esta páscoa. 20Depois de tudo isto, havendo Josias já preparado o templo, subiu Neco, rei do Egito, para guerrear contra Carquemis, junto ao Eufrates; e Josias lhe saiu ao encontro. 21Então ele lhe mandou mensageiros, dizendo: Que tenho eu contigo, rei de Judá? Não é contra ti que venho hoje, mas contra a casa que me faz guerra; e disse Deus que me apressasse; guarda-te de te opores a Deus, que é comigo, para que ele não te destrua. 22Porém Josias não virou dele o seu rosto, antes se disfarçou, para pelejar contra ele; e não deu ouvidos às palavras de Neco, que saíram da boca de Deus; antes veio pelejar no vale de Megido. 23E os flecheiros atiraram contra o rei Josias. Então o rei disse a seus servos: Tirai-me daqui, porque estou gravemente ferido. 24E seus servos o tiraram do carro, e o levaram no segundo carro que tinha, e o trouxeram a Jerusalém; e morreu, e o sepultaram nos sepulcros de seus pais; e todo o Judá e Jerusalém prantearam a Josias. 25E Jeremias fez uma lamentação sobre Josias; e todos os cantores e cantoras, nas suas lamentações, têm falado de Josias, até ao dia de hoje; porque as estabeleceram por estatuto em Israel; e eis que estão escritas nas lamentações. 26Quanto ao mais dos atos de Josias, e as suas boas obras, conforme o que está escrito na lei do SENHOR, 27E os seus atos, tanto os primeiros como os últimos, eis que estão escritos no livro dos reis de Israel e de Judá. 2 Crônicas 36 1ENTÃO o povo da terra tomou a Jeoacaz, filho de Josias, e o fez rei em lugar de seu pai, em Jerusalém. 2Tinha Jeoacaz a idade de vinte e três anos, quando começou a reinar; e três meses reinou em Jerusalém, 3Porque o rei do Egito o depôs em Jerusalém, e condenou a terra à contribuição de cem talentos de prata e um talento de ouro. 4E o rei do Egito pôs a Eliaquim, irmão de Jeoacaz, rei sobre Judá e Jerusalém, e mudou-lhe o nome em Jeoiaquim; mas a seu irmão Jeoacaz tomou Neco, e levou-o para o Egito. 5Tinha Jeoiaquim vinte e cinco anos de idade, quando começou a reinar, e reinou onze anos em Jerusalém; e fez o que era mau aos olhos do SENHOR seu Deus. 6Subiu, pois, contra ele Nabucodonosor, rei de Babilônia, e o amarrou com cadeias, para o levar a Babilônia. 7Também alguns dos vasos da casa do SENHOR levou Nabucodonosor a Babilônia, e pô-los no seu templo em Babilônia. 8Quanto ao mais dos atos de Jeoiaquim, e as abominações que fez, e o mais que se achou nele, eis que estão escritos no livro dos reis de Israel e de Judá; e Joaquim, seu filho, reinou em seu lugar. 9Tinha Joaquim a idade de oito anos, quando começou a reinar; e reinou três meses e dez dias em Jerusalém; e fez o que era mau aos olhos do SENHOR. 10E no decurso de um ano enviou o rei Nabucodonosor, e mandou trazê-lo a Babilônia, com os mais preciosos vasos da casa do SENHOR; e pôs a Zedequias, seu irmão, rei sobre Judá e Jerusalém. 11Tinha Zedequias a idade de vinte e um anos, quando começou a reinar; e onze anos reinou em Jerusalém. 12E fez o que era mau aos olhos do SENHOR seu Deus; nem se humilhou perante o profeta Jeremias, que falava da parte do SENHOR. 13Além disto, também se rebelou contra o rei Nabucodonosor, que o tinha ajuramentado por Deus. Mas endureceu a sua cerviz, e tanto se obstinou no seu coração, que não se converteu ao SENHOR Deus de Israel. 14Também todos os chefes dos sacerdotes e o povo aumentavam de mais em mais as transgressões, segundo todas as abominações dos gentios; e contaminaram a casa do SENHOR, que ele tinha santificado em Jerusalém. 15E o SENHOR Deus de seus pais, falou-lhes constantemente por intermédio dos mensageiros, porque se compadeceu do seu povo e da sua habitação. 16Eles, porém, zombaram dos mensageiros de Deus, e desprezaram as suas palavras, e mofaram dos seus profetas; até que o furor do SENHOR tanto subiu contra o seu povo, que mais nenhum remédio houve. 17Porque fez subir contra eles o rei dos caldeus, o qual matou os seus jovens à espada, na casa do seu santuário, e não teve piedade nem dos jovens, nem das donzelas, nem dos velhos, nem dos decrépitos; a todos entregou na sua mão. 18E todos os vasos da casa de Deus, grandes e pequenos, os tesouros da casa do SENHOR, e os tesouros do rei e dos seus príncipes, tudo levou para Babilônia. 19E queimaram a casa de Deus, e derrubaram os muros de Jerusalém, e todos os seus palácios queimaram a fogo, destruindo também todos os seus preciosos vasos. 20E os que escaparam da espada levou para Babilônia; e fizeram-se servos dele e de seus filhos, até ao tempo do reino da Pérsia. 21Para que se cumprisse a palavra do SENHOR, pela boca de Jeremias, até que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da assolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram. 22Porém, no primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do SENHOR pela boca de Jeremias), despertou o SENHOR o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo: 23Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O SENHOR Deus dos céus me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que está em Judá. Quem há entre vós, de todo o seu povo, o SENHOR seu Deus seja com ele, e suba. Esdras 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Esdras 1 1NO primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do SENHOR, pela boca de Jeremias), despertou o SENHOR o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo: 2Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O SENHOR Deus dos céus me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que está em Judá. 3Quem há entre vós, de todo o seu povo, seja seu Deus com ele, e suba a Jerusalém, que está em Judá, e edifique a casa do SENHOR Deus de Israel (ele é o Deus) que está em Jerusalém. 4E todo aquele que ficar atrás em algum lugar em que andar peregrinando, os homens do seu lugar o ajudarão com prata, com ouro, com bens, e com gados, além das dádivas voluntárias para a casa de Deus, que está em Jerusalém. 5Então se levantaram os chefes dos pais de Judá e Benjamim, e os sacerdotes e os levitas, com todos aqueles cujo espírito Deus despertou, para subirem a edificar a casa do SENHOR, que está em Jerusalém. 6E todos os que habitavam nos arredores lhes firmaram as mãos com vasos de prata, com ouro, com bens e com gado, e com coisas preciosas; além de tudo o que voluntariamente se deu. 7Também o rei Ciro tirou os utensílios da casa do SENHOR, que Nabucodonosor tinha trazido de Jerusalém, e que tinha posto na casa de seus deuses. 8Estes tirou Ciro, rei da Pérsia, pela mão de Mitredate, o tesoureiro, que os entregou contados a Sesbazar, príncipe de Judá. 9E este é o número deles: trinta travessas de ouro, mil travessas de prata, vinte e nove facas, 10Trinta bacias de ouro, mais outras quatrocentas e dez bacias de prata, e mil outros utensílios. 11Todos os utensílios de ouro e de prata foram cinco mil e quatrocentos; todos estes levou Sesbazar, quando os do cativeiro subiram de Babilônia para Jerusalém. Esdras 2 1ESTES são os filhos da província, que subiram do cativeiro, dentre os exilados, que Nabucodonosor, rei de Babilônia, tinha transportado a Babilônia, e tornaram a Jerusalém e a Judá, cada um para a sua cidade; 2Os quais vieram com Zorobabel, Jesua, Neemias, Seraías, Reelaías, Mardoqueu, Bilsã, Mizpar, Bigvai, Reum e Baaná. O número dos homens do povo de Israel: 3Os filhos de Parós, dois mil cento e setenta e dois. 4Os filhos de Sefatias, trezentos e setenta e dois. 5Os filhos de Ará, setecentos e setenta e cinco. 6Os filhos de Paate-Moabe, dos filhos de Jesuá-Joabe, dois mil oitocentos e doze. 7Os filhos de Elão, mil duzentos e cinqüenta e quatro. 8Os filhos de Zatu, novecentos e quarenta e cinco. 9Os filhos de Zacai, setecentos e sessenta. 10Os filhos de Bani, seiscentos e quarenta e dois. 11Os filhos de Bebai, seiscentos e vinte e três. 12Os filhos de Azgade, mil duzentos e vinte e dois. 13Os filhos de Adonicão, seiscentos e sessenta e seis. 14Os filhos de Bigvai, dois mil e cinqüenta e seis. 15Os filhos de Adim, quatrocentos e cinqüenta e quatro. 16Os filhos de Ater, de Ezequias, noventa e oito. 17Os filhos de Bezai, trezentos e vinte e três. 18Os filhos de Jora, cento e doze. 19Os filhos de Hasum, duzentos e vinte e três. 20Os filhos de Gibar, noventa e cinco. 21Os filhos de Belém, cento e vinte e três. 22Os homens de Netofá, cinqüenta e seis. 23Os homens de Anatote, cento e vinte e oito. 24Os filhos de Azmavete, quarenta e dois. 25Os filhos de Quiriate-Arim, Quefira e Beerote, setecentos e quarenta e três. 26Os filhos de Ramá, e de Geba, seiscentos e vinte e um. 27Os homens de Micmás, cento e vinte e dois. 28Os homens de Betel e de Ai, duzentos e vinte e três. 29Os filhos de Nebo, cinqüenta e dois. 30Os filhos de Magbis, cento e cinqüenta e seis. 31Os filhos do outro Elão, mil duzentos e cinqüenta e quatro. 32Os filhos de Harim, trezentos e vinte. 33Os filhos de Lode, de Hadide e de Ono, setecentos e vinte e cinco. 34Os filhos de Jericó, trezentos e quarenta e cinco. 35Os filhos de Senaá, três mil seiscentos e trinta. 36Os sacerdotes: os filhos de Jedaías, da casa de Jesuá, novecentos e setenta e três. 37Os filhos de Imer, mil e cinqüenta e dois. 38Os filhos de Pasur, mil duzentos e quarenta e sete. 39Os filhos de Harim, mil e dezessete. 40Os levitas: os filhos de Jesuá e Cadmiel, dos filhos de Hodavias, setenta e quatro. 41Os cantores: os filhos de Asafe, cento e vinte e oito. 42Os filhos dos porteiros: os filhos de Salum, os filhos de Ater, os filhos de Talmom, os filhos de Acube, os filhos de Hatita, os filhos de Sobai; ao todo, cento e trinta e nove. 43Os netinins: os filhos de Zia, os filhos de Hasufa, os filhos de Tabaote, 44Os filhos de Querós, os filhos de Siá, os filhos de Padom, 45Os filhos de Lebaná, os filhos de Hagaba, os filhos de Acube, 46Os filhos de Hagabe, os filhos de Sanlai, os filhos de Hanã, 47Os filhos de Gidel, os filhos de Gaar, os filhos de Reaías, 48Os filhos de Rezim, os filhos de Necoda, os filhos de Gazão, 49Os filhos de Uzá, os filhos de Paseá, os filhos de Besai, 50Os filhos de Asna, os filhos de Meunim, os filhos de Nefussim, 51Os filhos de Bacbuque, os filhos de Hacufa, os filhos de Harur, 52Os filhos de Bazlute, os filhos de Meída, os filhos de Harsa, 53Os filhos de Barcos, os filhos de Sísera, os filhos de Tama. 54Os filhos de Neziá, os filhos de Hatifa. 55Os filhos dos servos de Salomão; os filhos de Sotai, os filhos de Soferete, os filhos de Peruda, 56Os filhos de Jaalá, os filhos de Darcom, os filhos de Gidel, 57Os filhos de Sefatias, os filhos de Hatil, os filhos de Poquerete-Hazebaim, os filhos de Ami. 58Todos os netinins, e os filhos dos servos de Salomão, trezentos e noventa e dois. 59Também estes subiram de Tel-Melá e Tel-Harsa, Querube, Adã e Imer; porém não puderam provar que as suas famílias e a sua linhagem eram de Israel: 60Os filhos de Delaías, os filhos de Tobias, os filhos de Necoda, seiscentos e cinqüenta e dois. 61E dos filhos dos sacerdotes: os filhos de Habaías, os filhos de Coz, os filhos de Barzilai, que tomou mulher das filhas de Barzilai, o gileadita, e que foi chamado do seu nome. 62Estes procuraram o seu registro entre os que estavam arrolados nas genealogias, mas não se acharam nelas; assim, por imundos, foram excluídos do sacerdócio. 63E o governador lhes disse que não comessem das coisas consagradas, até que houvesse sacerdote com Urim e com Tumim. 64Toda esta congregação junta foi de quarenta e dois mil trezentos e sessenta, 65Afora os seus servos e as suas servas, que foram sete mil trezentos e trinta e sete; também tinha duzentos cantores e cantoras. 66Os seus cavalos, setecentos e trinta e seis; os seus mulos, duzentos e quarenta e cinco; 67Os seus camelos, quatrocentos e trinta e cinco; os jumentos, seis mil setecentos e vinte. 68E alguns dos chefes dos pais, vindo à casa do SENHOR, que habita em Jerusalém, deram ofertas voluntárias para a casa de Deus, para a estabelecerem no seu lugar. 69Conforme as suas posses, deram para o tesouro da obra, em ouro, sessenta e uma mil dracmas, e em prata cinco mil libras, e cem vestes sacerdotais. 70E habitaram os sacerdotes e os levitas, e alguns do povo, tanto os cantores, como os porteiros, e os netinins, nas suas cidades; como também todo o Israel nas suas cidades. Esdras 3 1CHEGANDO, pois, o sétimo mês, e estando os filhos de Israel já nas cidades, ajuntou-se o povo, como um só homem, em Jerusalém. 2E levantou-se Jesuá, filho de Jozadaque, e seus irmãos, os sacerdotes, e Zorobabel, filho de Sealtiel, e seus irmãos, e edificaram o altar do Deus de Israel, para oferecerem sobre ele holocaustos, como está escrito na lei de Moisés, o homem de Deus. 3E firmaram o altar sobre as suas bases, porque o terror estava sobre eles, por causa dos povos das terras; e ofereceram sobre ele holocaustos ao SENHOR, holocaustos pela manhã e à tarde. 4E celebraram a festa dos tabernáculos, como está escrito; ofereceram holocaustos cada dia, por ordem, conforme ao rito, cada coisa em seu dia. 5E depois disto o holocausto contínuo, e os das luas novas e de todas as solenidades consagradas ao SENHOR; como também de qualquer que oferecia oferta voluntária ao SENHOR; 6Desde o primeiro dia do sétimo mês começaram a oferecer holocaustos ao SENHOR; porém ainda não estavam postos os fundamentos do templo do SENHOR. 7Deram, pois, o dinheiro aos pedreiros e carpinteiros, como também comida e bebida, e azeite aos sidônios, e aos tírios, para trazerem do Líbano madeira de cedro ao mar, para Jope, segundo a concessão que lhes tinha feito Ciro, rei da Pérsia. 8E no segundo ano da sua vinda à casa de Deus em Jerusalém, no segundo mês, Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesuá, filho de Jozadaque, e os outros seus irmãos, os sacerdotes e os levitas, e todos os que vieram do cativeiro a Jerusalém, começaram a obra da casa do SENHOR, e constituíram os levitas da idade de vinte anos para cima, para que a dirigissem. 9Então se levantou Jesuá, seus filhos, e seus irmãos, Cadmiel e seus filhos, os filhos de Judá, como um só homem, para dirigirem os que faziam a obra na casa de Deus, bem como os filhos de Henadade, seus filhos e seus irmãos, os levitas. 10Quando, pois, os edificadores lançaram os alicerces do templo do SENHOR, então apresentaram-se os sacerdotes, já vestidos e com trombetas, e os levitas, filhos de Asafe, com címbalos, para louvarem ao SENHOR conforme à instituição de Davi, rei de Israel. 11E cantavam juntos por grupo, louvando e rendendo graças ao SENHOR, dizendo: porque é bom; porque a sua benignidade dura para sempre sobre Israel. E todo o povo jubilou com altas vozes, quando louvaram ao SENHOR, pela fundação da casa do SENHOR. 12Porém muitos dos sacerdotes, e levitas e chefes dos pais, já idosos, que viram a primeira casa, choraram em altas vozes quando à sua vista foram lançados os fundamentos desta casa; mas muitos levantaram as vozes com júbilo e com alegria. 13De maneira que não discernia o povo as vozes do júbilo de alegria das vozes do choro do povo; porque o povo jubilava com tão altas vozes, que o som se ouvia de muito longe. Esdras 4 1OUVINDO, pois, os adversários de Judá e Benjamim que os que voltaram do cativeiro edificavam o templo ao SENHOR Deus de Israel, 2Chegaram-se a Zorobabel e aos chefes dos pais, e disseram-lhes: Deixai-nos edificar convosco, porque, como vós, buscaremos a vosso Deus; como também já lhe sacrificamos desde os dias de Esar-Hadom, rei da Assíria, que nos fez subir aqui. 3Porém Zorobabel, e Jesuá, e os outros chefes dos pais de Israel lhes disseram: Não convém que nós e vós edifiquemos casa a nosso Deus; mas nós sozinhos a edificaremos ao SENHOR Deus de Israel, como nos ordenou o rei Ciro, rei da Pérsia. 4Todavia o povo da terra debilitava as mãos do povo de Judá, e inquietava-os no edificar. 5E alugaram contra eles conselheiros, para frustrarem o seu plano, todos os dias de Ciro, rei da Pérsia, até ao reinado de Dario, rei da Pérsia. 6No reinado de Assuero, no princípio do seu reinado, escreveram uma acusação contra os habitantes de Judá e de Jerusalém. 7E nos dias de Artaxerxes escreveram Bislão, Mitredate, Tabeel, e os outros seus companheiros, a Artaxerxes, rei da Pérsia; e a carta estava escrita em caracteres siríacos, e na língua siríaca. 8Escreveram, pois, Reum, o chanceler, e Sinsai, o escrivão, uma carta contra Jerusalém, ao rei Artaxerxes, do teor seguinte: 9Então escreveu Reum, o chanceler, e Sinsai, o escrivão, e os outros seus companheiros, os dinaítas, afarsaquitas, tarpelitas, afarsitas, arquevitas, babilônios, susanquitas, deavitas, elamitas, 10E os outros povos, que o grande e afamado Asnapar transportou, e que fez habitar na cidade de Samaria, e nas demais províncias dalém do rio, em tal tempo. 11Este, pois, é o teor da carta que mandaram ao rei Artaxerxes: Teus servos, os homens dalém do rio, em tal tempo. 12Saiba o rei que os judeus, que subiram de ti, vieram a nós em Jerusalém, e reedificam aquela rebelde e malvada cidade, e vão restaurando os seus muros, e reparando os seus fundamentos. 13Agora saiba o rei que, se aquela cidade se reedificar, e os muros se restaurarem, eles não pagarão os direitos, os tributos e os pedágios; e assim se danificará a fazenda dos reis. 14Agora, pois, porquanto somos assalariados do palácio, e não nos convém ver a desonra do rei, por isso mandamos avisar ao rei, 15Para que se busque no livro das crônicas de teus pais. E acharás no livro das crônicas, e saberás que aquela foi uma cidade rebelde, e danosa aos reis e províncias, e que nela houve rebelião em tempos antigos; por isso foi aquela cidade destruída. 16Nós, pois, fazemos notório ao rei que, se aquela cidade se reedificar, e os seus muros se restaurarem, sucederá que não terás porção alguma deste lado do rio. 17E o rei enviou esta resposta a Reum, o chanceler, e a Sinsai, o escrivão, e aos demais seus companheiros, que habitavam em Samaria; como também aos demais que estavam dalém do rio: Paz! em tal tempo. 18A carta que nos enviastes foi explicitamente lida diante de mim. 19E, ordenando-o eu, buscaram e acharam, que de tempos antigos aquela cidade se levantou contra os reis, e nela se têm feito rebelião e sedição. 20Também houve reis poderosos sobre Jerusalém que dalém do rio dominaram em todo o lugar, e se lhes pagaram direitos, tributos e pedágios. 21Agora, pois, dai ordem para impedirdes aqueles homens, a fim de que não se edifique aquela cidade, até que eu dê uma ordem. 22E guardai-vos de serdes remissos nisto; por que cresceria o dano para prejuízo dos reis? 23Então, depois que a cópia da carta do rei Artaxerxes foi lida perante Reum, e Sinsai, o escrivão, e seus companheiros, apressadamente foram eles a Jerusalém, aos judeus, e os impediram à força e com violência. 24Então cessou a obra da casa de Deus, que estava em Jerusalém; e cessou até ao ano segundo do reinado de Dario, rei da Pérsia. Esdras 5 1E OS profetas Ageu e Zacarias, filho de Ido, profetizaram aos judeus que estavam em Judá, e em Jerusalém; em nome do Deus de Israel lhes profetizaram. 2Então se levantaram Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesuá, filho de Jozadaque, e começaram a edificar a casa de Deus, que está em Jerusalém; e com eles os profetas de Deus, que os ajudavam. 3Naquele tempo vieram a eles Tatenai, governador dalém do rio, e SetarBozenai, e os seus companheiros, e disseram-lhes assim: Quem vos deu ordem para reedificardes esta casa, e restaurardes este muro? 4Disseram-lhes, mais: E quais são os nomes dos homens que construíram este edifício? 5Porém os olhos de Deus estavam sobre os anciãos dos judeus, e não os impediram, até que o negócio chegasse a Dario, e viesse resposta por carta sobre isso. 6Cópia da carta que Tatenai, o governador dalém do rio, com Setar-Bozenai e os seus companheiros, os afarsaquitas, que estavam dalém do rio, enviaram ao rei Dario. 7Enviaram-lhe uma carta, na qual estava escrito: Toda a paz ao rei Dario. 8Seja notório ao rei, que nós fomos à província de Judá, à casa do grande Deus, a qual se edifica com grandes pedras, e a madeira já está sendo posta nas paredes; e esta obra vai sendo feita com diligência, e se adianta em suas mãos. 9Então perguntamos aos anciãos, e assim lhes dissemos: Quem vos deu ordem para reedificardes esta casa, e restaurardes este muro? 10Além disso, lhes perguntamos também pelos seus nomes, para tos declararmos; para que te pudéssemos escrever os nomes dos homens que entre eles são os chefes. 11E esta foi a resposta que nos deram: Nós somos servos do Deus dos céus e da terra, e reedificamos a casa que há muitos anos foi edificada; porque um grande rei de Israel a edificou e a terminou. 12Mas depois que nossos pais provocaram à ira o Deus dos céus, ele os entregou nas mãos de Nabucodonosor, rei de Babilônia, o caldeu, o qual destruiu esta casa, e transportou o povo para Babilônia. 13Porém, no primeiro ano de Ciro, rei de Babilônia, o rei Ciro deu ordem para que esta casa de Deus se reedificasse. 14E até os utensílios de ouro e prata, da casa de Deus, que Nabucodonosor tomou do templo que estava em Jerusalém e os levou para o templo de Babilônia, o rei Ciro os tirou do templo de Babilônia, e foram dados a um homem cujo nome era Sesbazar, a quem nomeou governador. 15E disselhe: Toma estes utensílios, vai e leva-os ao templo que está em Jerusalém, e faze reedificar a casa de Deus, no seu lugar. 16Então veio este Sesbazar, e pôs os fundamentos da casa de Deus, que está em Jerusalém, e desde então para cá se está reedificando, e ainda não está acabada. 17Agora, pois, se parece bem ao rei, busque-se na casa dos tesouros do rei, que está em Babilônia, se é verdade que se deu uma ordem pelo rei Ciro para reedificar esta casa de Deus em Jerusalém; e sobre isto nos faça saber a vontade do rei. Esdras 6 1ENTÃO o rei Dario deu ordem, e buscaram nos arquivos, onde se guardavam os tesouros em Babilônia. 2E em Acmeta, no palácio, que está na província de Média, se achou um rolo, e nele estava escrito um memorial que dizia assim: 3No primeiro ano do rei Ciro, este baixou o seguinte decreto: A casa de Deus, em Jerusalém, se reedificará para lugar em que se ofereçam sacrifícios, e seus fundamentos serão firmes; a sua altura de sessenta côvados, e a sua largura de sessenta côvados; 4Com três carreiras de grandes pedras, e uma carreira de madeira nova; e a despesa se fará da casa do rei. 5Além disso, os utensílios de ouro e de prata da casa de Deus, que Nabucodonosor transportou do templo que estava em Jerusalém, e levou para Babilônia, serão restituídos, para que voltem ao seu lugar, ao templo que está em Jerusalém, e serão postos na casa de Deus. 6Agora, pois, Tatenai, governador dalém do rio, Setar-Bozenai, e os seus companheiros, os afarsaquitas, que habitais dalém do rio, apartai-vos dali. 7Deixai que se faça a obra desta casa de Deus; que o governador dos judeus e os seus anciãos reedifiquem esta casa de Deus no seu lugar. 8Também por mim se decreta o que haveis de fazer com os anciãos dos judeus, para a reedificação desta casa de Deus, a saber: que da fazenda do rei, dos tributos dalém do rio se pague prontamente a despesa a estes homens, para que não interrompam a obra. 9E o que for necessário, como bezerros, carneiros, e cordeiros, para holocaustos ao Deus dos céus, trigo, sal, vinho e azeite, segundo o rito dos sacerdotes que estão em Jerusalém, dê-se-lhes, de dia em dia, para que não haja falta. 10Para que ofereçam sacrifícios de cheiro suave ao Deus dos céus, e orem pela vida do rei e de seus filhos. 11Também por mim se decreta que todo o homem que mudar este decreto, se arrancará um madeiro da sua casa, e, levantado, o pendurarão nele, e da sua casa se fará por isso um monturo. 12O Deus, pois, que fez habitar ali o seu nome derrube a todos os reis e povos que estenderem a sua mão para mudar o decreto e para destruir esta casa de Deus, que está em Jerusalém. Eu, Dario, baixei o decreto; com diligência se faça. 13Então Tatenai, o governador dalém do rio, Setar-Bozenai e os seus companheiros, assim fizeram diligentemente, conforme ao que decretara o rei Dario. 14E os anciãos dos judeus iam edificando e prosperando pela profecia do profeta Ageu, e de Zacarias, filho de Ido. E edificaram e terminaram a obra conforme ao mandado do Deus de Israel, e conforme ao decreto de Ciro e Dario, e de Artaxerxes, rei da Pérsia. 15E acabou-se esta casa no terceiro dia do mês de Adar, no sexto ano do reinado do rei Dario. 16E os filhos de Israel, os sacerdotes, os levitas, e o restante dos filhos do cativeiro, fizeram a dedicação desta casa de Deus com alegria. 17E ofereceram para a dedicação desta casa de Deus cem novilhos, duzentos carneiros, quatrocentos cordeiros, e doze cabritos por expiação do pecado de todo o Israel; segundo o número das tribos de Israel. 18E puseram os sacerdotes nas suas turmas e os levitas nas suas divisões, para o ministério de Deus, em Jerusalém, conforme ao que está escrito no livro de Moisés. 19E os filhos do cativeiro celebraram a páscoa no dia catorze do primeiro mês. 20Porque os sacerdotes e levitas se purificaram como se fossem um só homem, todos estavam limpos; e mataram o cordeiro da páscoa para todos os filhos do cativeiro, e para seus irmãos, os sacerdotes, e para si mesmos. 21Assim comeram a páscoa os filhos de Israel que tinham voltado do cativeiro, com todos os que com eles se apartaram da imundícia dos gentios da terra, para buscarem o SENHOR Deus de Israel; 22E celebraram a festa dos pães ázimos por sete dias com alegria; porque o SENHOR os tinha alegrado, e tinha mudado o coração do rei da Assíria a favor deles, para lhes fortalecer as mãos na obra da casa de Deus, o Deus de Israel. Esdras 7 1E PASSADAS estas coisas no reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia, Esdras, filho de Seraías, filho de Azarias, filho de Hilquias, 2Filho de Salum, filho de Zadoque, filho de Aitube, 3Filho de Amarias, filho de Azarias, filho de Meraiote, 4Filho de Zeraquias, filho de Uzi, filho de Buqui, 5Filho de Abisua, filho de Finéias, filho de Eleazar, filho de Arão, o sumo sacerdote; 6Este Esdras subiu de Babilônia; e era escriba hábil na lei de Moisés, que o SENHOR Deus de Israel tinha dado; e, segundo a mão do SENHOR seu Deus, que estava sobre ele, o rei lhe deu tudo quanto lhe pedira. 7Também subiram a Jerusalém alguns dos filhos de Israel, dos sacerdotes, dos levitas, dos cantores, dos porteiros e dos servidores do templo, no sétimo ano do rei Artaxerxes. 8E no quinto mês chegou a Jerusalém, no sétimo ano deste rei. 9Pois no primeiro dia do primeiro mês foi o princípio da partida de Babilônia; e no primeiro dia do quinto mês chegou a Jerusalém, segundo a boa mão do seu Deus sobre ele. 10Porque Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a lei do SENHOR e para cumpri-la e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos. 11Esta é, pois, a cópia da carta que o rei Artaxerxes deu ao sacerdote Esdras, o escriba das palavras dos mandamentos do SENHOR, e dos seus estatutos sobre Israel: 12Artaxerxes, rei dos reis, ao sacerdote Esdras, escriba da lei do Deus do céu, paz perfeita, em tal tempo. 13Por mim se decreta que no meu reino todo aquele do povo de Israel, e dos seus sacerdotes e levitas, que quiser ir contigo a Jerusalém, vá. 14Porquanto és enviado da parte do rei e dos seus sete conselheiros para fazeres inquirição a respeito de Judá e de Jerusalém, conforme à lei do teu Deus, que está na tua mão; 15E para levares a prata e o ouro que o rei e os seus conselheiros voluntariamente deram ao Deus de Israel, cuja habitação está em Jerusalém; 16E toda a prata e o ouro que achares em toda a província de Babilônia, com as ofertas voluntárias do povo e dos sacerdotes, que voluntariamente oferecerem, para a casa de seu Deus, que está em Jerusalém. 17Portanto diligentemente comprarás com este dinheiro novilhos, carneiros, cordeiros, com as suas ofertas de alimentos, e as suas libações, e as oferecerás sobre o altar da casa de vosso Deus, que está em Jerusalém. 18Também o que a ti e a teus irmãos bem parecer fazerdes do restante da prata e do ouro, o fareis conforme a vontade do vosso Deus. 19E os utensílios que te foram dados para o serviço da casa de teu Deus, restituios perante o Deus de Jerusalém. 20E tudo mais que for necessário para a casa de teu Deus, que te convenha dar, dá-lo-ás da casa dos tesouros do rei. 21E por mim mesmo, o rei Artaxerxes, se decreta a todos os tesoureiros que estão dalém do rio que tudo quanto vos pedir o sacerdote Esdras, escriba da lei do Deus dos céus, prontamente se faça. 22Até cem talentos de prata, e até cem coros de trigo, e até cem batos de vinho, e até cem batos de azeite; e sal à vontade. 23Tudo quanto se ordenar, segundo o mandado do Deus do céu, prontamente se faça para a casa do Deus do céu; pois, para que haveria grande ira sobre o reino do rei e de seus filhos? 24Também vos fazemos saber acerca de todos os sacerdotes e levitas, cantores, porteiros, servidores do templo e ministros desta casa de Deus, que não será lícito impor-lhes, nem tributo, nem contribuição, nem renda. 25E tu, Esdras, conforme a sabedoria do teu Deus, que possues, nomeia magistrados e juízes, que julguem a todo o povo que está dalém do rio, a todos os que sabem as leis do teu Deus; e ao que não as sabe, lhe ensinarás. 26E todo aquele que não observar a lei do teu Deus e a lei do rei, seja julgado prontamente; quer seja morte, quer desterro, quer multa sobre os seus bens, quer prisão. 27Bendito seja o SENHOR Deus de nossos pais, que tal inspirou ao coração do rei, para ornar a casa do SENHOR, que está em Jerusalém. 28E que estendeu para mim a sua benignidade perante o rei e os seus conselheiros e todos os príncipes poderosos do rei. Assim me animei, segundo a mão do SENHOR meu Deus sobre mim, e ajuntei dentre Israel alguns chefes para subirem comigo. Esdras 8 1ESTES, pois, são os chefes das casas paternas e esta a genealogia dos que subiram comigo de Babilônia no reinado do rei Artaxerxes: 2Dos filhos de Finéias, Gérson; dos filhos de Itamar, Daniel; dos filhos de Davi, Hatus; 3Dos filhos de Secanias, e dos filhos de Parós, Zacarias, e com ele, segundo a genealogia, se contaram até cento e cinqüenta homens. 4Dos filhos de Paate-Moabe, Elioenai, filho de Zacarias, e com ele duzentos homens. 5Dos filhos de Secanias, o filho de Jeaziel, e com ele trezentos homens. 6E dos filhos de Adim, Ebede, filho de Jônatas, e com ele cinqüenta homens. 7E dos filhos de Elão, Jesaías, filho de Atalias, e com ele setenta homens. 8E dos filhos de Sefatias, Zebadias, filho de Micael, e com ele oitenta homens. 9Dos filhos de Joabe, Obadias, filho de Jeiel, e com ele duzentos e dezoito homens. 10E dos filhos de Selomite, o filho de Josifias, e com ele cento e sessenta homens. 11E dos filhos de Bebai, Zacarias, o filho de Bebai, e com ele vinte e oito homens. 12E dos filhos de Azgade, Joanã, o filho de Hacatã, e com ele cento e dez homens. 13E dos últimos filhos de Adonicão, cujos nomes eram estes: Elifelete, Jeiel e Semaías, e com eles sessenta homens. 14E dos filhos de Bigvai, Utai e Zabude, e com eles setenta homens. 15E ajuntei-os perto do rio que vai a Aava, e ficamos ali acampados três dias. Então atentei para o povo e para os sacerdotes, e não achei ali nenhum dos filhos de Levi. 16Enviei, pois, Eliezer, Ariel, Semaías, Elnatã, Jaribe, Elnatã, Natã, Zacarias e Mesulão, os chefes; como também a Joiaribe, e a Elnatã, que eram entendidos. 17E enviei-os com mandado a Ido, chefe em Casifia; e falei a eles o que deveriam dizer a Ido e aos seus irmãos, servidores do templo, em Casifia, que nos trouxessem ministros para a casa do nosso Deus. 18E trouxeram-nos, segundo a boa mão de Deus sobre nós, um homem entendido, dos filhos de Mali, filho de Levi, filho de Israel, a saber: Serebias, com os seus filhos e irmãos, dezoito; 19E a Hasabias, e com ele Jesaías, dos filhos de Merari, com seus irmãos e os filhos deles, vinte; 20E dos servidores do templo que Davi e os príncipes deram para o ministério dos levitas, duzentos e vinte servidores do templo; que foram todos mencionados por seus nomes. 21Então apregoei ali um jejum junto ao rio Aava, para nos humilharmos diante da face de nosso Deus, para lhe pedirmos caminho seguro para nós, para nossos filhos e para todos os nossos bens. 22Porque tive vergonha de pedir ao rei exército e cavaleiros para nos defenderem do inimigo pelo caminho; porquanto tínhamos falado ao rei, dizendo: A mão do nosso Deus é sobre todos os que o buscam, para o bem deles; mas o seu poder e a sua ira contra todos os que o deixam. 23Nós, pois, jejuamos, e pedimos isto ao nosso Deus, e moveu-se pelas nossas orações. 24Então separei doze dos chefes dos sacerdotes: Serebias, Hasabias, e com eles dez dos seus irmãos. 25E pesei-lhes a prata, o ouro e os vasos; que eram a oferta para a casa de nosso Deus, que ofereceram o rei, os seus conselheiros, os seus príncipes e todo o Israel que ali se achou. 26E pesei em suas mãos seiscentos e cinqüenta talentos de prata, e em vasos de prata cem talentos, e cem talentos de ouro, 27E vinte bacias de ouro, de mil dracmas, e dois vasos de bom metal lustroso, tão precioso como ouro. 28E disselhes: Vós sois santos ao SENHOR, e são santos estes utensílios, como também esta prata e este ouro, oferta voluntária, oferecida ao SENHOR Deus de vossos pais. 29Vigiai, pois, e guardai-os até que os peseis na presença dos chefes dos sacerdotes e dos levitas, e dos chefes dos pais de Israel, em Jerusalém, nas câmaras da casa do SENHOR. 30Então os sacerdotes e os levitas receberam o peso da prata, do ouro e dos utensílios, para os trazerem a Jerusalém, à casa de nosso Deus. 31E partimos do rio Aava, no dia doze do primeiro mês, para irmos a Jerusalém; e a mão do nosso Deus estava sobre nós, e livrou-nos da mão dos inimigos, e dos que nos armavam ciladas pelo caminho. 32E chegamos a Jerusalém, e repousamos ali três dias. 33E no quarto dia se pesou a prata, o ouro e os utensílios, na casa do nosso Deus, por mão de Meremote, filho do sacerdote Urias; e com ele Eleazar, filho de Finéias, e com eles Jozabade, filho de Jesuá, e Noadias, filho de Binui, levitas. 34Tudo foi contado e pesado; e todo o peso foi registrado na mesma ocasião. 35E os exilados, que vieram do cativeiro, ofereceram holocaustos ao Deus de Israel: doze novilhos por todo o Israel, noventa e seis carneiros, setenta e sete cordeiros, e doze bodes em sacrifício pelo pecado; tudo em holocausto ao SENHOR. 36Então deram as ordens do rei aos seus sátrapas, e aos governadores dalém do rio; e estes ajudaram o povo e a casa de Deus. Esdras 9 1ACABADAS, pois, estas coisas, chegaram-se a mim os príncipes, dizendo: O povo de Israel, os sacerdotes e os levitas, não se têm separado dos povos destas terras, seguindo as abominações dos cananeus, dos heteus, dos perizeus, dos jebuseus, dos amonitas, dos moabitas, dos egípcios, e dos amorreus. 2Porque tomaram das suas filhas para si e para seus filhos, e assim se misturou a linhagem santa com os povos dessas terras; e até os príncipes e magistrados foram os primeiros nesta transgressão. 3E, ouvindo eu tal coisa, rasguei as minhas vestes e o meu manto, e arranquei os cabelos da minha cabeça e da minha barba, e sentei-me atônito. 4Então se ajuntaram a mim todos os que tremiam das palavras do Deus de Israel por causa da transgressão dos do cativeiro; porém eu permaneci sentado atônito até ao sacrifício da tarde. 5E perto do sacrifício da tarde me levantei da minha aflição, havendo já rasgado as minhas vestes e o meu manto, e me pus de joelhos, e estendi as minhas mãos para o SENHOR meu Deus; 6E disse: Meu Deus! Estou confuso e envergonhado, para levantar a ti a minha face, meu Deus; porque as nossas iniqüidades se multiplicaram sobre a nossa cabeça, e a nossa culpa tem crescido até aos céus. 7Desde os dias de nossos pais até ao dia de hoje estamos em grande culpa, e por causa das nossas iniqüidades somos entregues, nós e nossos reis e os nossos sacerdotes, na mão dos reis das terras, à espada, ao cativeiro, e ao roubo, e à confusão do rosto, como hoje se vê. 8E agora, por um pequeno momento, se manifestou a graça da parte do SENHOR, nosso Deus, para nos deixar alguns que escapem, e para dar-nos uma estaca no seu santo lugar; para nos iluminar os olhos, ó Deus nosso, e para nos dar um pouco de vida na nossa servidão. 9Porque somos servos; porém na nossa servidão não nos desamparou o nosso Deus; antes estendeu sobre nós a sua benignidade perante os reis da Pérsia, para que nos desse vida, para levantarmos a casa do nosso Deus, e para restaurarmos as suas assolações; e para que nos desse uma parede de proteção em Judá e em Jerusalém. 10Agora, pois, ó nosso Deus, que diremos depois disto? Pois deixamos os teus mandamentos, 11Os quais mandaste pelo ministério de teus servos, os profetas, dizendo: A terra em que entrais para a possuir, terra imunda é pelas imundícias dos povos das terras, pelas suas abominações com que, na sua corrupção a encheram, de uma extremidade à outra. 12Agora, pois, vossas filhas não dareis a seus filhos, e suas filhas não tomareis para vossos filhos, e nunca procurareis a sua paz e o seu bem; para que sejais fortes, e comais o bem da terra, e a deixeis por herança a vossos filhos para sempre. 13E depois de tudo o que nos tem sucedido por causa das nossas más obras, e da nossa grande culpa, porquanto tu, ó nosso Deus, impediste que fôssemos destruídos, por causa da nossa iniqüidade, e ainda nos deste um remanescente como este; 14Tornaremos, pois, agora a violar os teus mandamentos e a aparentar-nos com os povos destas abominações? Não te indignarias tu assim contra nós até de todo nos consumir, até que não ficasse remanescente nem quem escapasse? 15Ah! SENHOR Deus de Israel, justo és, pois ficamos qual um remanescente que escapou, como hoje se vê; eis que estamos diante de ti, na nossa culpa, porque ninguém há que possa estar na tua presença, por causa disto. Esdras 10 1E ENQUANTO Esdras orava, e fazia confissão, chorando e prostrando-se diante da casa de Deus, ajuntou-se a ele, de Israel, uma grande congregação de homens, mulheres e crianças; pois o povo chorava com grande choro. 2Então Secanias, filho de Jeiel, um dos filhos de Elão, tomou a palavra e disse a Esdras: Nós temos transgredido contra o nosso Deus, e casamos com mulheres estrangeiras dentre os povos da terra, mas, no tocante a isto, ainda há esperança para Israel. 3Agora, pois, façamos aliança com o nosso Deus de que despediremos todas as mulheres, e os que delas são nascidos, conforme ao conselho do meu senhor, e dos que tremem ao mandado do nosso Deus; e faça-se conforme a lei. 4Levanta-te, pois, porque te pertence este negócio, e nós seremos contigo; esforça-te, e age. 5Então Esdras se levantou, e ajuramentou os chefes dos sacerdotes e dos levitas, e a todo o Israel, de que fariam conforme a esta palavra; e eles juraram. 6E Esdras se levantou de diante da casa de Deus, e entrou na câmara de Joanã, filho de Eliasibe; e, chegando lá, não comeu pão, e nem bebeu água; porque lamentava pela transgressão dos do cativeiro. 7E fizeram passar pregão por Judá e Jerusalém, a todos os que vieram do cativeiro, para que se ajuntassem em Jerusalém. 8E que todo aquele que em três dias não viesse, segundo o conselho dos príncipes e dos anciãos, toda a sua fazenda se poria em interdito, e ele seria separado da congregação dos do cativeiro. 9Então todos os homens de Judá e Benjamim em três dias se ajuntaram em Jerusalém; era o nono mês, aos vinte dias do mês; e todo o povo se assentou na praça da casa de Deus, tremendo por este negócio e por causa das grandes chuvas. 10Então se levantou Esdras, o sacerdote, e disselhes: Vós tendes transgredido, e casastes com mulheres estrangeiras, aumentando a culpa de Israel. 11Agora, pois, fazei confissão ao SENHOR Deus de vossos pais, e fazei a sua vontade; e apartai-vos dos povos das terras, e das mulheres estrangeiras. 12E respondeu toda a congregação, e disse em altas vozes: Assim seja, conforme às tuas palavras nos convém fazer. 13Porém o povo é muito, e também é tempo de grandes chuvas, e não se pode estar aqui fora; nem é obra de um dia nem de dois, porque somos muitos os que transgredimos neste negócio. 14Ora, ponham-se os nossos líderes, por toda a congregação sobre este negócio; e todos os que em nossas cidades casaram com mulheres estrangeiras venham em tempos apontados, e com eles os anciãos de cada cidade, e os seus juízes, até que desviemos de nós o ardor da ira do nosso Deus, por esta causa. 15Porém, somente Jônatas, filho de Asael, e Jaseías, filho de Ticva, se opuseram a isto; e Mesulão, e Sabetai, levita, os ajudaram. 16E assim o fizeram os que voltaram do cativeiro; e o sacerdote Esdras e os homens, chefes dos pais, segundo a casa de seus pais, e todos pelos seus nomes, foram apontados; e assentaram-se no primeiro dia do décimo mês, para inquirirem neste negócio. 17E no primeiro dia do primeiro mês acabaram de tratar com todos os homens que casaram com mulheres estrangeiras. 18E acharam-se dos filhos dos sacerdotes que casaram com mulheres estrangeiras: Dos filhos de Jesuá, filho de Jozadaque, e seus irmãos, Maaséias, e Eliezer, e Jaribe, e Gedalias. 19E deram as suas mãos prometendo que despediriam suas mulheres; e, achandose culpados, ofereceram um carneiro do rebanho pelo seu delito. 20E dos filhos de Imer: Hanani e Zebadias. 21E dos filhos de Harim: Maaséias, Elias, Semaías, Jeiel e Uzias. 22E dos filhos de Pasur: Elioenai, Maaséias, Ismael, Netanel, Jozabade e Eleasa. 23E dos levitas: Jozabade, Simei, Quelaías (este é Quelita), Petaías, Judá e Eliezer. 24E dos cantores: Eliasibe; e dos porteiros: Salum, Telém e Uri. 25E de Israel, dos filhos de Parós: Ramias, Jezias, Malquias, Miamim, Eleazar, Malquias e Benaia. 26E dos filhos de Elão: Matanias, Zacarias, Jeiel, Abdi, Jeremote e Elias. 27E dos filhos de Zatu: Elioenai, Eliasibe, Matanias, Jeremote, Zabade e Aziza. 28E dos filhos de Bebai: Joanã, Hananias, Zabai e Atlai. 29E dos filhos de Bani: Mesulão, Maluque, Adaías, Jasube, Seal, Jeremote. 30E dos filhos de Paate-Moabe: Adna, Quelal, Benaia, Maséias, Matanias, Bezalel, Binui e Manassés. 31E dos filhos de Harim: Eliezer, Josias, Malquias, Semaías, Simeão, 32Benjamim, Maluque, Semarias. 33Dos filhos de Hasum: Matenai, Matatá, Zabade, Elifelete, Jeremai, Manassés e Simei. 34Dos filhos de Bani: Maadai, Anrão, e Uel, 35Benaia, Bedias, Queluí, 36Vanias, Meremote, Eliasibe, 37Matanias, Matnai e Jaasai, 38E Bani, Binui, Simei, 39E Selemias, Natã e Adaías, 40Macnadbai, Sasai, Sarai, 41Azareel, Selemias, Semarias, 42Salum, Amarias e José. 43Dos filhos de Nebo: Jeiel, Matitias, Zabade, Zebina, Jadai, Joel e Benaia. 44Todos estes tomaram mulheres estrangeiras; e alguns deles tinham mulheres de quem tiveram filhos. Neemias 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Neemias 1 1AS palavras de Neemias, filho de Hacalias. E sucedeu no mês de Quislev, no ano vigésimo, estando eu em Susã, a fortaleza, 2Que veio Hanani, um de meus irmãos, ele e alguns de Judá; e perguntei-lhes pelos judeus que escaparam, e que restaram do cativeiro, e acerca de Jerusalém. 3E disseram-me: Os restantes, que ficaram do cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo; e o muro de Jerusalém fendido e as suas portas queimadas a fogo. 4E sucedeu que, ouvindo eu estas palavras, assentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus. 5E disse: Ah! SENHOR Deus dos céus, Deus grande e terrível! Que guarda a aliança e a benignidade para com aqueles que o amam e guardam os seus mandamentos; 6Estejam, pois, atentos os teus ouvidos e os teus olhos abertos, para ouvires a oração do teu servo, que eu hoje faço perante ti, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos; e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, que temos cometido contra ti; também eu e a casa de meu pai temos pecado. 7De todo nos corrompemos contra ti, e não guardamos os mandamentos, nem os estatutos, nem os juízos, que ordenaste a Moisés, teu servo. 8Lembra-te, pois, da palavra que ordenaste a Moisés, teu servo, dizendo: Vós transgredireis, e eu vos espalharei entre os povos. 9E vós vos convertereis a mim, e guardareis os meus mandamentos, e os cumprireis; então, ainda que os vossos rejeitados estejam na extremidade do céu, de lá os ajuntarei e os trarei ao lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o meu nome. 10Eles são teus servos e o teu povo que resgataste com a tua grande força e com a tua forte mão. 11Ah! Senhor, estejam, pois, atentos os teus ouvidos à oração do teu servo, e à oração dos teus servos que desejam temer o teu nome; e faze prosperar hoje o teu servo, e dá-lhe graça perante este homem. Então era eu copeiro do rei. Neemias 2 1SUCEDEU, pois, no mês de Nisã, no ano vigésimo do rei Artaxerxes, que estava posto vinho diante dele, e eu peguei o vinho e o dei ao rei; porém eu nunca estivera triste diante dele. 2E o rei me disse: Por que está triste o teu rosto, pois não estás doente? Não é isto senão tristeza de coração; então temi sobremaneira. 3E disse ao rei: Viva o rei para sempre! Como não estaria triste o meu rosto, estando a cidade, o lugar dos sepulcros de meus pais, assolada, e tendo sido consumidas as suas portas a fogo? 4E o rei me disse: Que me pedes agora? Então orei ao Deus dos céus, 5E disse ao rei: Se é do agrado do rei, e se o teu servo é aceito em tua presença, peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a reedifique. 6Então o rei me disse, estando a rainha assentada junto a ele: Quanto durará a tua viagem, e quando voltarás? E aprouve ao rei enviar-me, apontando-lhe eu um certo tempo. 7Disse mais ao rei: Se ao rei parece bem, dêem-se-me cartas para os governadores dalém do rio, para que me permitam passar até que chegue a Judá. 8Como também uma carta para Asafe, guarda da floresta do rei, para que me dê madeira para cobrir as portas do paço da casa, para o muro da cidade e para a casa em que eu houver de entrar. E o rei mas deu, segundo a boa mão de Deus sobre mim. 9Então fui aos governadores dalém do rio, e dei-lhes as cartas do rei; e o rei tinha enviado comigo capitães do exército e cavaleiros. 10O que ouvindo Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, lhes desagradou extremamente que alguém viesse a procurar o bem dos filhos de Israel. 11E cheguei a Jerusalém, e estive ali três dias. 12E de noite me levantei, eu e poucos homens comigo, e não declarei a ninguém o que o meu Deus me pôs no coração para fazer em Jerusalém; e não havia comigo animal algum, senão aquele em que estava montado. 13E de noite saí pela porta do vale, e para o lado da fonte do dragão, e para a porta do monturo, e contemplei os muros de Jerusalém, que estavam fendidos, e as suas portas, que tinham sido consumidas pelo fogo. 14E passei à porta da fonte, e ao tanque do rei; e não havia lugar por onde pudesse passar o animal em que estava montado. 15Ainda, de noite subi pelo ribeiro e contemplei o muro; e, virando entrei pela porta do vale; assim voltei. 16E não souberam os magistrados aonde eu fora nem o que eu fazia; porque ainda nem aos judeus, nem aos sacerdotes, nem aos nobres, nem aos magistrados, nem aos mais que faziam a obra, até então tinha declarado coisa alguma. 17Então lhes disse: Bem vedes vós a miséria em que estamos, que Jerusalém está assolada, e que as suas portas têm sido queimadas a fogo; vinde, pois, e reedifiquemos o muro de Jerusalém, e não sejamos mais um opróbrio. 18Então lhes declarei como a mão do meu Deus me fora favorável, como também as palavras do rei, que ele me tinha dito; então disseram: Levantemo-nos, e edifiquemos. E esforçaram as suas mãos para o bem. 19O que ouvindo Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, e Gesém, o árabe, zombaram de nós, e desprezaram-nos, e disseram: Que é isto que fazeis? Quereis rebelar-vos contra o rei? 20Então lhes respondi, e disse: O Deus dos céus é o que nos fará prosperar: e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos; mas vós não tendes parte, nem justiça, nem memória em Jerusalém. Neemias 3 1E LEVANTOU-SE Eliasibe, o sumo sacerdote, com os seus irmãos, os sacerdotes, e reedificaram a porta das ovelhas, a qual consagraram; e levantaram as suas portas, e até à torre de Meá consagraram, e até à torre de Hananel. 2E junto a ele edificaram os homens de Jericó; também ao seu lado edificou Zacur, filho de Imri. 3E à porta do peixe edificaram os filhos de Hassenaá; a qual emadeiraram, e levantaram as suas portas com as suas fechaduras e os seus ferrolhos. 4E ao seu lado reparou Meremote, filho de Urias, o filho de Coz; e ao seu lado reparou Mesulão, filho de Berequias, o filho de Mesezabeel; e ao seu lado reparou Zadoque, filho de Baana. 5E ao seu lado repararam os tecoítas; porém os seus nobres não submeteram a cerviz ao serviço de seu Senhor. 6E a porta velha repararam-na Joiada, filho de Paséia, e Mesulão, filho de Besodias; estes a emadeiraram, e levantaram as suas portas com as suas fechaduras e os seus ferrolhos. 7E ao seu lado repararam Melatias, o gibeonita, e Jadom, meronotita, homens de Gibeom e Mizpá, que pertenciam ao domínio do governador dalém do rio. 8Ao seu lado reparou Uziel, filho de Haraías, um dos ourives; e ao seu lado reparou Hananias, filho de um dos boticários; e fortificaram a Jerusalém até ao muro largo. 9E ao seu lado reparou Refaías, filho de Hur, líder da metade de Jerusalém. 10E ao seu lado reparou Jedaías, filho de Harumafe, e defronte de sua casa e ao seu lado reparou Hatus, filho de Hasabnéias. 11A outra porção reparou Malquias, filho de Harim, e Hasube, filho de PaateMoabe; como também a torre dos fornos. 12E ao seu lado reparou Salum, filho de Haloés, líder da outra meia parte de Jerusalém, ele e suas filhas. 13A porta do vale reparou-a Hanum e os moradores de Zanoa; estes a edificaram, e lhe levantaram as portas com as suas fechaduras e os seus ferrolhos, como também mil côvados do muro, até a porta do monturo. 14E a porta do monturo reparou-a Malquias, filho de Recabe, líder do distrito de Bete-Haquerém; este a edificou, e lhe levantou as portas com as suas fechaduras e os seus ferrolhos. 15E a porta da fonte reparou-a Salum, filho de Col-Hoze, líder do distrito de Mizpá; este a edificou, e a cobriu, e lhe levantou as portas com as suas fechaduras e os seus ferrolhos, como também o muro do tanque de Hasselá, ao pé do jardim do rei, e até aos degraus que descem da cidade de Davi. 16Depois dele edificou Neemias, filho de Azbuque, líder da metade de Bete-Zur, até defronte dos sepulcros de Davi, até ao tanque artificial e até à casa dos valentes. 17Depois dele repararam os levitas, Reum, filho de Bani; ao seu lado reparou Hasabias, líder da metade de Queila, no seu distrito. 18Depois dele repararam seus irmãos, Bavai, filho de Henadade, líder da outra meia parte de Queila. 19Ao seu lado reparou Ezer, filho de Jesuá, líder de Mizpá, outra porção, defronte da subida à casa das armas, à esquina. 20Depois dele reparou com grande ardor Baruque, filho de Zabai, outra medida, desde a esquina até à porta da casa de Eliasibe, o sumo sacerdote. 21Depois dele reparou Meremote, filho de Urias, o filho de Coz, outra porção, desde a porta da casa de Eliasibe, até à extremidade da casa de Eliasibe. 22E depois dele repararam os sacerdotes que habitavam na campina. 23Depois reparou Benjamim e Hasube, defronte da sua casa; depois dele reparou Azarias, filho de Maaséias, o filho de Ananias, junto à sua casa. 24Depois dele reparou Binui, filho de Henadade, outra porção, desde a casa de Azarias até à esquina, e até ao canto. 25Palal, filho de Uzai, reparou defronte da esquina, e a torre que sai da casa real superior, que está junto ao pátio da prisão; depois dele Pedaías, filho de Parós. 26E os servidores do templo que habitavam em Ofel, até defronte da porta das águas, para o oriente, e até à torre alta. 27Depois repararam os tecoítas outra porção, defronte da torre grande e alta, e até ao muro de Ofel. 28Desde acima da porta dos cavalos repararam os sacerdotes, cada um defronte da sua casa. 29Depois deles reparou Zadoque, filho de Imer, defronte da sua casa; e depois dele reparou Semaías, filho de Secanias, guarda da porta oriental. 30Depois dele reparou Hananias, filho de Selemias, e Hanum, filho de Zalafe, o sexto, outra porção; depois dele reparou Mesulão, filho de Berequias, defronte da sua câmara. 31Depois dele reparou Malquias, filho de um ourives, até à casa dos servidores do templo e mercadores, defronte da porta de Mifcade, e até à câmara do canto. 32E entre a câmara do canto e a porta das ovelhas, repararam os ourives e os mercadores. Neemias 4 1E SUCEDEU que, ouvindo Sambalate que edificávamos o muro, ardeu em ira, e se indignou muito; e escarneceu dos judeus. 2E falou na presença de seus irmãos, e do exército de Samaria, e disse: Que fazem estes fracos judeus? Permitir-se-lhes-á isto? Sacrificarão? Acabá-lo-ão num só dia? Vivificarão dos montões do pó as pedras que foram queimadas? 3E estava com ele Tobias, o amonita, e disse: Ainda que edifiquem, contudo, vindo uma raposa, derrubará facilmente o seu muro de pedra. 4Ouve, ó nosso Deus, que somos tão desprezados, e torna o seu opróbrio sobre a sua cabeça, e dá-os por presa, na terra do cativeiro. 5E não cubras a sua iniqüidade, e não se risque de diante de ti o seu pecado, pois que te irritaram na presença dos edificadores. 6Porém edificamos o muro, e todo o muro se fechou até sua metade; porque o coração do povo se inclinava a trabalhar. 7E sucedeu que, ouvindo Sambalate e Tobias, e os árabes, os amonitas, e os asdoditas, que tanto ia crescendo a reparação dos muros de Jerusalém, que já as roturas se começavam a tapar, iraram-se sobremodo, 8E ligaram-se entre si todos, para virem guerrear contra Jerusalém, e para os desviarem do seu intento. 9Porém nós oramos ao nosso Deus e pusemos uma guarda contra eles, de dia e de noite, por causa deles. 10Então disse Judá: Já desfaleceram as forças dos carregadores, e o pó é muito, e nós não poderemos edificar o muro. 11Disseram, porém, os nossos inimigos: Nada saberão disto, nem verão, até que entremos no meio deles, e os matemos; assim faremos cessar a obra. 12E sucedeu que, vindo os judeus que habitavam entre eles, dez vezes nos disseram: De todos os lugares, tornarão contra nós. 13Então pus guardas nos lugares baixos por detrás do muro e nos altos; e pus ao povo pelas suas famílias com as suas espadas, com as suas lanças, e com os seus arcos. 14E olhei, e levantei-me, e disse aos nobres, aos magistrados, e ao restante do povo: Não os temais; lembrai-vos do grande e terrível Senhor, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas mulheres e vossas casas. 15E sucedeu que, ouvindo os nossos inimigos que já o sabíamos, e que Deus tinha dissipado o conselho deles, todos voltamos ao muro, cada um à sua obra. 16E sucedeu que, desde aquele dia, metade dos meus servos trabalhava na obra, e metade deles tinha as lanças, os escudos, os arcos e as couraças; e os líderes estavam por detrás de toda a casa de Judá. 17Os que edificavam o muro, os que traziam as cargas e os que carregavam, cada um com uma das mãos fazia a obra e na outra tinha as armas. 18E os edificadores cada um trazia a sua espada cingida aos lombos, e edificavam; e o que tocava a trombeta estava junto comigo. 19E disse eu aos nobres, aos magistrados e ao restante do povo: Grande e extensa é a obra, e nós estamos apartados do muro, longe uns dos outros. 20No lugar onde ouvirdes o som da buzina, ali vos ajuntareis conosco; o nosso Deus pelejará por nós. 21Assim trabalhávamos na obra; e metade deles tinha as lanças desde a subida da alva até ao sair das estrelas. 22Também naquele tempo disse ao povo: Cada um com o seu servo fique em Jerusalém, para que à noite nos sirvam de guarda, e de dia na obra. 23E nem eu, nem meus irmãos, nem meus servos, nem os homens da guarda que me seguiam largávamos as nossas vestes; cada um tinha suas armas e água. Neemias 5 1FOI, porém, grande o clamor do povo e de suas mulheres, contra os judeus, seus irmãos. 2Porque havia quem dizia: Nós, nossos filhos e nossas filhas, somos muitos; então tomemos trigo, para que comamos e vivamos. 3Também havia quem dizia: As nossas terras, as nossas vinhas e as nossas casas empenhamos, para tomarmos trigo nesta fome. 4Também havia quem dizia: Tomamos emprestado dinheiro até para o tributo do rei, sobre as nossas terras e as nossas vinhas. 5Agora, pois, a nossa carne é como a carne de nossos irmãos, e nossos filhos como seus filhos; e eis que sujeitamos nossos filhos e nossas filhas para serem servos; e até algumas de nossas filhas são tão sujeitas, que já não estão no poder de nossas mãos; e outros têm as nossas terras e as nossas vinhas. 6Ouvindo eu, pois, o seu clamor, e estas palavras, muito me indignei. 7E considerei comigo mesmo no meu coração; depois pelejei com os nobres e com os magistrados, e disselhes: Sois usurários cada um para com seu irmão. E convoquei contra eles uma grande assembléia. 8E disselhes: Nós resgatamos os judeus, nossos irmãos, que foram vendidos às nações, segundo nossas posses; e vós outra vez venderíeis a vossos irmãos, ou vender-se-iam a nós? Então se calaram, e não acharam que responder. 9Disse mais: Não é bom o que fazeis; porventura não andaríeis no temor do nosso Deus, por causa do opróbrio das nações, os nossos inimigos? 10Também eu, meus irmãos e meus servos, a juros lhes temos emprestado dinheiro e trigo. Deixemos este ganho. 11Restituí-lhes hoje, vos peço, as suas terras, as suas vinhas, os seus olivais e as suas casas; como também a centésima parte do dinheiro, do trigo, do mosto e do azeite, que vós exigis deles. 12Então disseram: Restituir-lhes-emos, e nada procuraremos deles; faremos assim como dizes. Então chamei os sacerdotes, e os fiz jurar que fariam conforme a esta palavra. 13Também sacudi as minhas vestes, e disse: Assim sacuda Deus todo o homem da sua casa e do seu trabalho que não confirmar esta palavra, e assim seja sacudido e vazio. E toda a congregação disse: Amém! E louvaram ao SENHOR; e o povo fez conforme a esta palavra. 14Também desde o dia em que me mandou que eu fosse seu governador na terra de Judá, desde o ano vinte, até ao ano trinta e dois do rei Artaxerxes, doze anos, nem eu nem meus irmãos comemos o pão do governador. 15Mas os primeiros governadores, que foram antes de mim, oprimiram o povo, e tomaram-lhe pão e vinho e, além disso, quarenta siclos de prata, como também os seus servos dominavam sobre o povo; porém eu assim não fiz, por causa do temor de Deus. 16Como também na obra deste muro fiz reparação, e terra nenhuma compramos; e todos os meus servos se ajuntaram ali à obra. 17Também dos judeus e dos magistrados, cento e cinqüenta homens, e os que vinham a nós dentre as nações que estão ao redor de nós, se punham à minha mesa. 18E o que se preparava para cada dia era um boi e seis ovelhas escolhidas; também aves se me preparavam e, de dez em dez dias, muito vinho de todas as espécies; e nem por isso exigi o pão do governador, porquanto a servidão deste povo era grande. 19Lembra-te de mim para bem, ó meu Deus, e de tudo quanto fiz a este povo. Neemias 6 1SUCEDEU que, ouvindo Sambalate, Tobias, Gesém, o árabe, e o resto dos nossos inimigos, que eu tinha edificado o muro, e que nele já não havia brecha alguma, ainda que até este tempo não tinha posto as portas nos portais, 2Sambalate e Gesém mandaram dizer-me: Vem, e congreguemo-nos juntamente nas aldeias, no vale de Ono. Porém intentavam fazer-me mal. 3E enviei-lhes mensageiros a dizer: Faço uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse, e fosse ter convosco? 4E do mesmo modo enviaram a mim quatro vezes; e da mesma forma lhes respondi. 5Então Sambalate ainda pela quinta vez me enviou seu servo com uma carta aberta na sua mão; 6E na qual estava escrito: Entre os gentios se ouviu, e Gasmu diz: Tu e os judeus intentais rebelar-vos, então edificas o muro; e tu te farás rei deles segundo estas palavras; 7E que puseste profetas, para pregarem de ti em Jerusalém, dizendo: Este é rei em Judá; de modo que o rei o ouvirá, segundo estas palavras; vem, pois, agora, e consultemos juntamente. 8Porém eu mandei dizer-lhe: De tudo o que dizes coisa nenhuma sucedeu; mas tu, do teu coração, o inventas. 9Porque todos eles procuravam atemorizar-nos, dizendo: As suas mãos largarão a obra, e não se efetuará. Agora, pois, ó Deus, fortalece as minhas mãos. 10E, entrando eu em casa de Semaías, filho de Delaías, o filho de Meetabel (que estava encerrado), disse ele: Vamos juntamente à casa de Deus, ao meio do templo, e fechemos as portas do templo; porque virão matar-te; sim, de noite virão matar-te. 11Porém eu disse: Um homem como eu fugiria? E quem há, como eu, que entre no templo para que viva? De maneira nenhuma entrarei. 12E percebi que não era Deus quem o enviara; mas esta profecia falou contra mim, porquanto Tobias e Sambalate o subornaram. 13Para isto o subornaram, para me atemorizar, e para que assim fizesse, e pecasse, para que tivessem alguma causa para me infamarem, e assim me vituperarem. 14Lembra-te, meu Deus, de Tobias e de Sambalate, conforme a estas suas obras, e também da profetisa Noadia, e dos mais profetas que procuraram atemorizarme. 15Acabou-se, pois, o muro aos vinte e cinco do mês de Elul; em cinqüenta e dois dias. 16E sucedeu que, ouvindo-o todos os nossos inimigos, todos os povos que havia em redor de nós temeram, e abateram-se muito a seus próprios olhos; porque reconheceram que o nosso Deus fizera esta obra. 17Também naqueles dias alguns nobres de Judá escreveram muitas cartas que iam para Tobias; e as cartas de Tobias vinham para eles. 18Porque muitos em Judá lhe eram ajuramentados, porque era genro de Secanias filho de Ará; e seu filho Joanã se casara com a filha de Mesulão, filho de Berequias. 19Também as suas boas ações contavam perante mim, e as minhas palavras transmitiam a ele; portanto Tobias escrevia cartas para me atemorizar. Neemias 7 1SUCEDEU que, depois que o muro foi edificado, eu levantei as portas; e foram estabelecidos os porteiros, os cantores e os levitas. 2Eu nomeei a Hanani, meu irmão, e a Hananias, líder da fortaleza, sobre Jerusalém; porque ele era homem fiel e temente a Deus, mais do que muitos. 3E disselhes: Não se abram as portas de Jerusalém até que o sol aqueça, e enquanto os que assistirem ali permanecerem, fechem as portas, e vós trancai-as; e ponham-se guardas dos moradores de Jerusalém, cada um na sua guarda, e cada um diante da sua casa. 4E era a cidade larga de espaço, e grande, porém pouco povo havia dentro dela; e ainda as casas não estavam edificadas. 5Então o meu Deus me pôs no coração que ajuntasse os nobres, os magistrados e o povo, para registrar as genealogias; e achei o livro da genealogia dos que subiram primeiro e nele estava escrito o seguinte: 6Estes são os filhos da província, que subiram do cativeiro dos exilados, que transportara Nabucodonosor, rei de Babilônia; e voltaram para Jerusalém e para Judá, cada um para a sua cidade; 7Os quais vieram com Zorobabel, Jesuá, Neemias, Azarias, Raamias, Naamani, Mordecai, Bilsã, Misperete, Bigvai, Neum, e Baaná; este é o número dos homens do povo de Israel. 8Foram os filhos de Parós, dois mil, cento e setenta e dois. 9Os filhos de Sefatias, trezentos e setenta e dois. 10Os filhos de Ará, seiscentos e cinqüenta e dois. 11Os filhos de Paate-Moabe, dos filhos de Jesuá e de Joabe, dois mil, oitocentos e dezoito. 12Os filhos de Elão, mil, duzentos e cinqüenta e quatro. 13Os filhos de Zatu, oitocentos e quarenta e cinco. 14Os filhos de Zacai, setecentos e sessenta. 15Os filhos de Binui, seiscentos e quarenta e oito. 16Os filhos de Bebai, seiscentos e vinte e oito. 17Os filhos de Azgade, dois mil, trezentos e vinte e dois. 18Os filhos de Adonicão, seiscentos e sessenta e sete. 19Os filhos de Bigvai, dois mil e sessenta e sete. 20Os filhos de Adim, seiscentos e cinqüenta e cinco. 21Os filhos de Ater, de Ezequias, noventa e oito. 22Os filhos de Hassum, trezentos e vinte e oito. 23Os filhos de Bezai, trezentos e vinte e quatro. 24Os filhos de Harife, cento e doze. 25Os filhos de Gibeom, noventa e cinco. 26Os homens de Belém e de Netofa, cento e oitenta e oito. 27Os homens de Anatote, cento e vinte e oito. 28Os homens de Bete-Azmavete, quarenta e dois. 29Os homens de Quiriate-Jearim, Quefira e Beerote, setecentos e quarenta e três. 30Os homens de Ramá e Geba, seiscentos e vinte e um. 31Os homens de Micmás, cento e vinte e dois. 32Os homens de Betel e Ai, cento e vinte e três. 33Os homens do outro Nebo, cinqüenta e dois. 34Os filhos do outro Elão, mil, duzentos e cinqüenta e quatro: 35Os filhos de Harim, trezentos e vinte. 36Os filhos de Jericó, trezentos e quarenta e cinco. 37Os filhos de Lode, Hadide e Ono, setecentos e vinte e um. 38Os filhos de Senaá, três mil, novecentos e trinta. 39Os sacerdotes: Os filhos de Jedaías, da casa de Jesuá, novecentos e setenta e três. 40Os filhos de Imer, mil e cinqüenta e dois. 41Os filhos de Pasur, mil, duzentos e quarenta e sete. 42Os filhos de Harim, mil e dezessete. 43Os levitas: Os filhos de Jesuá, de Cadmiel, dos filhos de Hodeva, setenta e quatro. 44Os cantores: Os filhos de Asafe, cento e quarenta e oito. 45Os porteiros: Os filhos de Salum, os filhos de Ater, os filhos de Talmom, os filhos de Acube, os filhos de Hatita, os filhos de Sobai, cento e trinta e oito. 46Os servidores do templo: Os filhos de Zia, os filhos de Hasufa, os filhos de Tabaote, 47Os filhos de Queros, os filhos de Sia, os filhos de Padom, 48Os filhos de Lebana, os filhos de Hagaba, os filhos de Salmai, 49Os filhos de Hanã, os filhos de Gidel, os filhos de Gaar, 50Os filhos de Reaías, os filhos de Rezim, os filhos de Necoda, 51Os filhos de Gazão, os filhos de Uzá, os filhos de Paseá, 52Os filhos de Besai, os filhos de Meunim, os filhos de Nefussim, 53Os filhos de Bacbuque, os filhos de Hacufa, os filhos de Harur, 54Os filhos de Bazlite, os filhos de Meída, os filhos de Harsa, 55Os filhos de Barcos, os filhos de Sísera, os filhos de Tamá, 56Os filhos de Neziá, os filhos de Hatifa. 57Os filhos dos servos de Salomão, os filhos de Sotai, os filhos de Soferete, os filhos de Perida, 58Os filhos de Jaala, os filhos de Darcom, os filhos de Gidel, 59Os filhos de Sefatias, os filhos de Hatil, os filhos de Poquerete-Hazebaim, os filhos de Amom. 60Todos os servidores do templo e os filhos dos servos de Salomão, trezentos e noventa e dois. 61Também estes subiram de Tel-Melá, e Tel-Harsa, Querube, Adom, Imer; porém não puderam provar que a casa de seus pais e a sua linhagem, eram de Israel. 62Os filhos de Delaías, os filhos de Tobias, os filhos de Necoda, seiscentos e quarenta e dois. 63E dos sacerdotes: os filhos de Habaías, os filhos de Coz, os filhos de Barzilai, que tomara uma mulher das filhas de Barzilai, o gileadita, e que foi chamado do seu nome. 64Estes buscaram o seu registro nos livros genealógicos, porém não se achou; então, como imundos, foram excluídos do sacerdócio. 65E o governador lhes disse que não comessem das coisas sagradas, até que se apresentasse o sacerdote com Urim e Tumim. 66Toda esta congregação junta foi de quarenta e dois mil, trezentos e sessenta, 67Afora os seus servos e as suas servas, que foram sete mil, trezentos e trinta e sete; e tinham duzentos e quarenta e cinco cantores e cantoras. 68Os seus cavalos, setecentos e trinta e seis; os seus mulos, duzentos e quarenta e cinco. 69Camelos, quatrocentos e trinta e cinco; jumentos, seis mil, setecentos e vinte. 70E uma parte dos chefes dos pais contribuíram para a obra. O governador deu para o tesouro, em ouro, mil dracmas, cinqüenta bacias, e quinhentas e trinta vestes sacerdotais. 71E alguns mais dos chefes dos pais contribuíram para o tesouro da obra, em ouro, vinte mil dracmas, e em prata, duas mil e duzentas libras. 72E o que deu o restante do povo foi, em ouro, vinte mil dracmas, e em prata, duas mil libras; e sessenta e sete vestes sacerdotais. 73E habitaram os sacerdotes, os levitas, os porteiros, os cantores, alguns do povo, os servidores do templo, e todo o Israel nas suas cidades. Neemias 8 1E CHEGADO o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o SENHOR tinha ordenado a Israel. 2E Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, e todos os que podiam ouvir com entendimento, no primeiro dia do sétimo mês. 3E leu no livro diante da praça, que está diante da porta das águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens e mulheres, e os que podiam entender; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei. 4E Esdras, o escriba, estava sobre um púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim; e estava em pé junto a ele, à sua mão direita, Matitias, Sema, Anaías, Urias, Hilquias e Maaséias; e à sua mão esquerda, Pedaías, Misael, Melquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão. 5E Esdras abriu o livro perante à vista de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé. 6E Esdras louvou ao SENHOR, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém, Amém! levantando as suas mãos; e inclinaram suas cabeças, e adoraram ao SENHOR, com os rostos em terra. 7E Jesuá, Bani, Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías, e os levitas ensinavam o povo na lei; e o povo estava no seu lugar. 8E leram no livro, na lei de Deus; e declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse. 9E Neemias, que era o governador, e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo, disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao SENHOR vosso Deus, então não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei. 10Disselhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto não vos entristeçais; porque a alegria do SENHOR é a vossa força. 11E os levitas fizeram calar a todo o povo, dizendo: Calai-vos; porque este dia é santo; por isso não vos entristeçais. 12Então todo o povo se foi a comer, a beber, a enviar porções e a fazer grande regozijo; porque entenderam as palavras que lhes fizeram saber. 13E no dia seguinte ajuntaram-se os chefes dos pais de todo o povo, os sacerdotes e os levitas, a Esdras, o escriba; e isto para atentarem nas palavras da lei. 14E acharam escrito na lei que o SENHOR ordenara, pelo ministério de Moisés, que os filhos de Israel habitassem em cabanas, na solenidade da festa, no sétimo mês. 15Assim publicaram, e fizeram passar pregão por todas as suas cidades, e em Jerusalém, dizendo: Saí ao monte, e trazei ramos de oliveiras, e ramos de zambujeiros, e ramos de murtas, e ramos de palmeiras, e ramos de árvores espessas, para fazer cabanas, como está escrito. 16Saiu, pois, o povo, e os trouxeram, e fizeram para si cabanas, cada um no seu terraço, nos seus pátios, e nos átrios da casa de Deus, na praça da porta das águas, e na praça da porta de Efraim. 17E toda a congregação dos que voltaram do cativeiro fizeram cabanas, e habitaram nas cabanas, porque nunca fizeram assim os filhos de Israel, desde os dias de Jesua, filho de Num, até àquele dia; e houve mui grande alegria. 18E, de dia em dia, Esdras leu no livro da lei de Deus, desde o primeiro dia até ao derradeiro; e celebraram a solenidade da festa sete dias, e no oitavo dia, houve uma assembléia solene, segundo o rito. Neemias 9 1E, NO dia vinte e quatro deste mês, ajuntaram-se os filhos de Israel com jejum e com sacos, e traziam terra sobre si. 2E a descendência de Israel se apartou de todos os estrangeiros, e puseram-se em pé, e fizeram confissão pelos seus pecados e pelas iniqüidades de seus pais. 3E, levantando-se no seu lugar, leram no livro da lei do SENHOR seu Deus uma quarta parte do dia; e na outra quarta parte fizeram confissão, e adoraram ao SENHOR seu Deus. 4E Jesuá, Bani, Cadmiel, Sebanias, Buni, Serebias, Bani e Quenani se puseram em pé no lugar alto dos levitas, e clamaram em alta voz ao SENHOR seu Deus. 5E os levitas, Jesuá, Cadmiel, Bani, Hasabnéias, Serebias, Hodias, Sebanias e Petaías, disseram: Levantai-vos, bendizei ao SENHOR vosso Deus de eternidade em eternidade; e bendigam o teu glorioso nome, que está exaltado sobre toda a bênção e louvor. 6Só tu és SENHOR; tu fizeste o céu, o céu dos céus, e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto neles há, e tu os guardas com vida a todos; e o exército dos céus te adora. 7Tu és o SENHOR, o Deus, que elegeste a Abrão, e o tiraste de Ur dos caldeus, e lhe puseste por nome Abraão. 8E achaste o seu coração fiel perante ti, e fizeste com ele a aliança, de que darias à sua descendência a terra dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos perizeus, dos jebuseus e dos girgaseus; e confirmaste as tuas palavras, porquanto és justo. 9E viste a aflição de nossos pais no Egito, e ouviste o seu clamor junto ao Mar Vermelho. 10E mostraste sinais e prodígios a Faraó, e a todos os seus servos, e a todo o povo da sua terra, porque soubeste que soberbamente os trataram; e assim adquiriste para ti nome, como hoje se vê. 11E o mar fendeste perante eles, e passaram pelo meio do mar, em seco; e lançaste os seus perseguidores nas profundezas, como uma pedra nas águas violentas. 12E guiaste-os de dia por uma coluna de nuvem, e de noite por uma coluna de fogo, para lhes iluminar o caminho por onde haviam de ir. 13E sobre o monte Sinai desceste, e dos céus falaste com eles, e deste-lhes juízos retos e leis verdadeiras, estatutos e mandamentos bons. 14E o teu santo sábado lhes fizeste conhecer; e preceitos, estatutos e lei lhes mandaste pelo ministério de Moisés, teu servo. 15E pão dos céus lhes deste na sua fome, e água da penha lhes produziste na sua sede; e lhes disseste que entrassem para possuírem a terra pela qual alçaste a tua mão, que lhes havias de dar. 16Porém eles e nossos pais se houveram soberbamente, e endureceram a sua cerviz, e não deram ouvidos aos teus mandamentos. 17E recusaram ouvir-te, e não se lembraram das tuas maravilhas, que lhes fizeste, e endureceram a sua cerviz e, na sua rebelião, levantaram um capitão, a fim de voltarem para a sua servidão; porém tu, ó Deus perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-te, e grande em beneficência, tu não os desamparaste. 18Ainda mesmo quando eles fizeram para si um bezerro de fundição, e disseram: Este é o teu Deus, que te tirou do Egito; e cometeram grandes blasfêmias; 19Todavia tu, pela multidão das tuas misericórdias, não os deixaste no deserto. A coluna de nuvem nunca se apartou deles de dia, para os guiar pelo caminho, nem a coluna de fogo de noite, para lhes iluminar; e isto pelo caminho por onde haviam de ir. 20E deste o teu bom espírito, para os ensinar; e o teu maná não retiraste da sua boca; e água lhes deste na sua sede. 21De tal modo os sustentaste quarenta anos no deserto; nada lhes faltou; as suas roupas não se envelheceram, e os seus pés não se incharam. 22Também lhes deste reinos e povos, e os repartiste em porções; e eles possuíram a terra de Siom, a saber, a terra do rei de Hesbom, e a terra de Ogue, rei de Basã. 23E multiplicaste os seus filhos como as estrelas do céu, e trouxeste-os à terra de que tinhas falado a seus pais que nela entrariam para a possuírem. 24Assim os filhos entraram e possuíram aquela terra; e abateste perante eles os moradores da terra, os cananeus, e lhos entregaste na mão, como também os reis e os povos da terra, para fazerem deles conforme a sua vontade. 25E tomaram cidades fortificadas e terra fértil, e possuíram casas cheias de toda a fartura, cisternas cavadas, vinhas e olivais, e árvores frutíferas, em abundância; e comeram e se fartaram e engordaram e viveram em delícias, pela tua grande bondade. 26Porém se obstinaram, e se rebelaram contra ti, e lançaram a tua lei para trás das suas costas, e mataram os teus profetas, que protestavam contra eles, para que voltassem para ti; assim fizeram grandes abominações. 27Por isso os entregaste na mão dos seus adversários, que os angustiaram; mas no tempo de sua angústia, clamando a ti, desde os céus tu ouviste; e segundo a tua grande misericórdia lhes deste libertadores que os libertaram da mão de seus adversários. 28Porém, em tendo repouso, tornavam a fazer o mal diante de ti; e tu os deixavas na mão dos seus inimigos, para que dominassem sobre eles; e convertendo-se eles, e clamando a ti, tu os ouviste desde os céus, e segundo a tua misericórdia os livraste muitas vezes. 29E testificaste contra eles, para que voltassem para a tua lei; porém eles se houveram soberbamente, e não deram ouvidos aos teus mandamentos, mas pecaram contra os teus juízos, pelos quais o homem que os cumprir viverá; viraram o ombro, endureceram a sua cerviz, e não quiseram ouvir. 30Porém estendeste a tua benignidade sobre eles por muitos anos, e testificaste contra eles pelo teu Espírito, pelo ministério dos teus profetas; porém eles não deram ouvidos; por isso os entregaste nas mãos dos povos das terras. 31Mas pela tua grande misericórdia os não destruíste nem desamparaste, porque és um Deus clemente e misericordioso. 32Agora, pois, nosso Deus, o grande, poderoso e terrível Deus, que guardas a aliança e a beneficência, não tenhas em pouca conta toda a aflição que nos alcançou a nós, aos nossos reis, aos nossos príncipes, aos nossos sacerdotes, aos nossos profetas, aos nossos pais e a todo o teu povo, desde os dias dos reis da Assíria até ao dia de hoje. 33Porém tu és justo em tudo quanto tem vindo sobre nós; porque tu tens agido fielmente, e nós temos agido impiamente. 34E os nossos reis, os nossos príncipes, os nossos sacerdotes, e os nossos pais não guardaram a tua lei, e não deram ouvidos aos teus mandamentos e aos teus testemunhos, que testificaste contra eles. 35Porque eles nem no seu reino, nem na muita abundância de bens que lhes deste, nem na terra espaçosa e fértil que puseste diante deles, te serviram, nem se converteram de suas más obras. 36Eis que hoje somos servos; e até na terra que deste a nossos pais, para comerem o seu fruto e o seu bem, eis que somos servos nela. 37E ela multiplica os seus produtos para os reis, que puseste sobre nós, por causa dos nossos pecados; e conforme a sua vontade dominam sobre os nossos corpos e sobre o nosso gado; e estamos numa grande angústia. 38E, todavia fizemos uma firme aliança, e o escrevemos; e selaram-no os nossos príncipes, os nossos levitas e os nossos sacerdotes. Neemias 10 1E OS que selaram foram: Neemias, o governador, filho de Hacalias, e Zedequias, 2Seraías, Azarias, Jeremias, 3Pasur, Amarias, Malquias, 4Hatus, Sebanias, Maluque, 5Harim, Meremote, Obadias, 6Daniel, Ginetom, Baruque, 7Mesulão, Abias, Miamim, 8Maazias, Bilgai, Semaías; estes eram os sacerdotes. 9E os levitas: Jesuá, filho de Azanias, Binui, dos filhos de Henadade, Cadmiel, 10E seus irmãos: Sebanias, Hodias, Quelita, Pelaías, Hanã, 11Mica, Reobe, Hasabias, 12Zacur, Serebias, Sebanias, 13Hodias, Bani e Beninu. 14Os chefes do povo: Parós, Paate-Moabe, Elão, Zatu, Bani, 15Buni, Azgade, Bebai, 16Adonias, Bigvai, Adim, 17Ater, Ezequias, Azur, 18Hodias, Hasum, Bezai, 19Harife, Anatote, Nebai, 20Magpias, Mesulão, Hezir, 21Mesezabeel, Zadoque, Jadua, 22Pelatias, Hanã, Anaías, 23Oséias, Hananias, Hassube, 24Haloés, Pilha, Sobeque, 25Reum, Hasabná, Maaséias, 26E Aías, Hanã, Anã, 27Maluque, Harim e Baaná. 28E o restante do povo, os sacerdotes, os levitas, os porteiros, os cantores, os servidores do templo, todos os que se tinham separado dos povos das terras para a lei de Deus, suas mulheres, seus filhos e suas filhas, todos os que tinham conhecimento e entendimento, 29Firmemente aderiram a seus irmãos os mais nobres dentre eles, e convieram num anátema e num juramento, de que andariam na lei de Deus, que foi dada pelo ministério de Moisés, servo de Deus; e de que guardariam e cumpririam todos os mandamentos do SENHOR nosso Senhor, e os seus juízos e os seus estatutos; 30E que não daríamos as nossas filhas aos povos da terra, nem tomaríamos as filhas deles para os nossos filhos. 31E que, trazendo os povos da terra no dia de sábado qualquer mercadoria, e qualquer grão para venderem, nada compraríamos deles no sábado, nem no dia santificado; e no sétimo ano deixaríamos descansar a terra, e perdoaríamos toda e qualquer cobrança. 32Também sobre nós pusemos preceitos, impondo-nos cada ano a terça parte de um siclo, para o ministério da casa do nosso Deus; 33Para os pães da proposição, para a contínua oferta de alimentos, e para o contínuo holocausto dos sábados, das luas novas, para as festas solenes, para as coisas sagradas, e para os sacrifícios pelo pecado, para expiação de Israel, e para toda a obra da casa do nosso Deus. 34Também lançamos sortes entre os sacerdotes, levitas, e o povo, acerca da oferta da lenha que se havia de trazer à casa do nosso Deus, segundo as casas de nossos pais, a tempos determinados, de ano em ano, para se queimar sobre o altar do SENHOR nosso Deus, como está escrito na lei. 35Que também traríamos as primícias da nossa terra, e as primícias de todos os frutos de todas as árvores, de ano em ano, à casa do SENHOR. 36E os primogênitos dos nossos filhos, e os do nosso gado, como está escrito na lei; e que os primogênitos do nosso gado e das nossas ovelhas traríamos à casa do nosso Deus, aos sacerdotes, que ministram na casa do nosso Deus. 37E que as primícias da nossa massa, as nossas ofertas alçadas, o fruto de toda a árvore, o mosto e o azeite, traríamos aos sacerdotes, às câmaras da casa do nosso Deus; e os dízimos da nossa terra aos levitas; e que os levitas receberiam os dízimos em todas as cidades, da nossa lavoura. 38E que o sacerdote, filho de Arão, estaria com os levitas quando estes recebessem os dízimos, e que os levitas trariam os dízimos dos dízimos à casa do nosso Deus, às câmaras da casa do tesouro. 39Porque àquelas câmaras os filhos de Israel e os filhos de Levi devem trazer ofertas alçadas do grão, do mosto e do azeite; porquanto ali estão os vasos do santuário, como também os sacerdotes que ministram, os porteiros e os cantores; e que assim não desampararíamos a casa do nosso Deus. Neemias 11 1E OS líderes do povo habitaram em Jerusalém, porém o restante do povo lançou sortes, para tirar um de dez, que habitasse na santa cidade de Jerusalém, e as nove partes nas outras cidades. 2E o povo bendisse a todos os homens que voluntariamente se ofereciam para habitar em Jerusalém. 3E estes são os chefes da província, que habitaram em Jerusalém; porém nas cidades de Judá habitou cada um na sua possessão, nas suas cidades, Israel, os sacerdotes, os levitas, os servidores do templo, e os filhos dos servos de Salomão. 4Habitaram, pois, em Jerusalém alguns dos filhos de Judá e dos filhos de Benjamim. Dos filhos de Judá, Ataías, filho de Uzias, filho de Zacarias, filho de Amarias, filho de Sefatias, filho de Maalaleel, dos filhos de Perez; 5E Maaséias, filho de Baruque, filho de Col-Hoze, filho de Hazaías, filho de Adaías, filho de Joiaribe, filho de Zacarias, filho de Siloni. 6Todos os filhos de Perez, que habitaram em Jerusalém, foram quatrocentos e sessenta e oito homens valentes. 7E estes são os filhos de Benjamim: Salu, filho de Mesulão, filho de Joede, filho de Pedaías, filho de Colaías, filho de Maaséias, filho de Itiel, filho de Jesaías. 8E depois dele Gabai e Salai, ao todo novecentos e vinte e oito. 9E Joel, filho de Zicri, superintendente sobre eles; e Judá, filho de Senua, o segundo sobre a cidade. 10Dos sacerdotes: Jedaías, filho de Joiaribe, Jaquim, 11Seraías, filho de Hilquias, filho de Mesulão, filho de Zadoque, filho de Meraiote, filho de Aitube, líder da casa de Deus, 12E seus irmãos, que faziam a obra na casa, oitocentos e vinte e dois; e Adaías, filho de Jeroão, filho de Pelalias, filho de Anzi, filho de Zacarias, filho de Pasur, filho de Malquias, 13E seus irmãos, chefes dos pais, duzentos e quarenta e dois; e Amassai, filho de Azareel, filho de Azai, filho de Mesilemote, filho de Imer, 14E os irmãos deles, homens valentes, cento e vinte e oito, e superintendente sobre eles Zabdiel, filho de Gedolim. 15E dos levitas: Semaías, filho de Hassube, filho de Azricão, filho de Hasabias, filho de Buni; 16E Sabetai, e Jozabade, dos chefes dos levitas, presidiam sobre a obra de fora da casa de Deus. 17E Matanias, filho de Mica, filho de Zabdi, filho de Asafe, o chefe, que iniciava as ações de graças na oração, e Bacbuquias, o segundo de seus irmãos; depois Abda, filho de Samua, filho de Galal, filho de Jedutum. 18Todos os levitas na santa cidade, foram duzentos e oitenta e quatro. 19E os porteiros, Acube, Talmom, com seus irmãos, os guardas das portas, cento e setenta e dois. 20E o restante de Israel, dos sacerdotes e levitas, habitou em todas as cidades de Judá, cada um na sua herança. 21E os servidores do templo, habitaram em Ofel; e Zia e Gispa presidiam sobre os servidores do templo. 22E o superintendente dos levitas em Jerusalém foi Uzi, filho de Bani, filho de Hasabias, filho de Matanias, filho de Mica; dos filhos de Asafe, os cantores, ao serviço da casa de Deus. 23Porque havia um mandado do rei acerca deles, e uma certa regra para os cantores, cada qual no seu dia. 24E Petaías, filho de Mesezabeel, dos filhos de Zerá, filho de Judá, estava à mão do rei, em todos os negócios do povo. 25E quanto às aldeias, com as suas terras, alguns dos filhos de Judá habitaram em Quiriate-Arba e nos lugares da sua jurisdição, e em Dibom, e nos lugares da sua jurisdição, e em Jecabzeel e nas suas aldeias, 26E em Jesuá, e em Molada, e em Bete-Pelete, 27E em Hazar-Sual, e em Berseba e nos lugares da sua jurisdição, 28E em Ziclague, em Mecona e nos lugares da sua jurisdição, 29E em En-Rimom, em Zorá e em Jarmute, 30Em Zanoa, Adulão e nas suas aldeias, em Laquis e nas suas terras, em Azaca e nos lugares da sua jurisdição. Acamparam-se desde Berseba até ao vale de Hinom. 31E os filhos de Benjamim habitaram desde Geba, em Micmás, Aia, Betel e nos lugares da sua jurisdição, 32E em Anatote, em Nobe, em Ananias, 33Em Hazor, em Ramá, em Gitaim, 34Em Hadide, em Zeboim, em Nebalate, 35Em Lode e em Ono, no vale dos artífices, 36E alguns dos levitas habitaram nas divisões de Judá e de Benjamim. Neemias 12 1ESTES são sacerdotes e levitas que subiram com Zorobabel, filho de Sealtiel, e com Jesuá: Seraías, Jeremias, Esdras, 2Amarias, Maluque, Hatus, 3Secanias, Reum, Meremote, 4 Ido, Ginetoi, Abias, 5Miamim, Maadias, Bilga, 6Semaías, Joiaribe, Jedaías, 7Salu, Amoque, Hilquias, Jedaías; estes foram os chefes dos sacerdotes e de seus irmãos, nos dias de Jesuá. 8E os levitas: Jesuá, Binui, Cadmiel, Serebias, Judá, Matanias; este e seus irmãos dirigiam os louvores. 9E Bacbuquias e Uni, seus irmãos, estavam defronte deles, nas guardas. 10E Jesuá gerou a Joiaquim, e Joiaquim gerou a Eliasibe, e Eliasibe gerou a Joiada, 11E Joiada gerou a Jônatas, e Jônatas gerou a Jadua. 12E nos dias de Joiaquim foram sacerdotes, chefes dos pais: de Seraías, Meraías; de Jeremias, Hananias; 13De Esdras, Mesulão; de Amarias, Joanã; 14De Maluqui, Jônatas; de Sebanias, José; 15De Harim, Adna; de Meraiote, Helcai; 16De Ido, Zacarias; de Ginetom, Mesulão. 17De Abias, Zicri; de Miamim e de Moadias, Piltai; 18De Bilga, Samua; de Semaías, Jônatas; 19E de Joiaribe, Matenai; de Jedaías, Uzi; 20De Salai, Calai; de Amoque, Éber; 21De Hilquias, Hasabias; de Jedaías, Natanael. 22Dos levitas, nos dias de Eliasibe, foram inscritos como chefes de pais, Joiada, Joanã e Jadua; como também os sacerdotes, até ao reinado de Dario, o persa. 23Os filhos de Levi foram inscritos, como chefes de pais, no livro das crônicas, até aos dias de Joanã, filho de Eliasibe. 24Foram, pois, os chefes dos levitas: Hasabias, Serabias, e Jesuá, filho de Cadmiel; e seus irmãos estavam defronte deles, para louvarem e darem graças, segundo o mandado de Davi, homem de Deus; guarda contra guarda. 25Matanias, Bacbuquias, Obadias, Mesulão, Talmom e Acube, eram porteiros, que faziam a guarda às tesourarias das portas. 26Estes viveram nos dias de Jeoiaquim, filho de Jesuá, o filho de Jozadaque; como também nos dias de Neemias, o governador, e do sacerdote Esdras, o escriba. 27E na dedicação dos muros de Jerusalém buscaram os levitas de todos os seus lugares, para trazê-los, a fim de fazerem a dedicação com alegria, com louvores e com canto, saltérios, címbalos e com harpas. 28E assim ajuntaram os filhos dos cantores, tanto da campina dos arredores de Jerusalém, como das aldeias de Netofati; 29Como também da casa de Gilgal, e dos campos de Geba, e Azmavete; porque os cantores edificaram para si aldeias nos arredores de Jerusalém. 30E purificaram-se os sacerdotes e os levitas; e logo purificaram o povo, as portas e o muro. 31Então fiz subir os príncipes de Judá sobre o muro, e ordenei dois grandes coros em procissão, um à mão direita sobre o muro do lado da porta do monturo. 32E após ele ia Hosaías, e a metade dos príncipes de Judá. 33E Azarias, Esdras e Mesulão, 34Judá, Benjamim, Semaías e Jeremias. 35E dos filhos dos sacerdotes, com trombetas: Zacarias, filho de Jônatas, filho de Semaías, filho de Matanias, filho de Micaías, filho de Zacur, filho de Asafe. 36E seus irmãos, Semaías, e Azareel, Milalai, Gilalai, Maai, Natanael, Judá e Hanani, com os instrumentos musicais de Davi, homem de Deus; e Esdras, o escriba, ia adiante deles. 37 Indo assim para a porta da fonte, defronte deles, subiram as escadas da cidade de Davi, onde começa a subida do muro, desde cima da casa de Davi, até à porta das águas, do lado do oriente. 38E o segundo coro ia em frente, e eu após ele; e a metade do povo ia sobre o muro, desde a torre dos fornos, até à muralha larga; 39E desde a porta de Efraim, passaram por cima da porta velha, e da porta do peixe, e pela torre de Hananeel e a torre de Meá, até à porta das ovelhas; e pararam à porta da prisão. 40Então ambos os coros pararam na casa de Deus; como também eu, e a metade dos magistrados comigo. 41E os sacerdotes Eliaquim, Maaséias, Miniamim, Micaías, Elioenai, Zacarias e Hananias, com trombetas. 42Como também, Maaséias, Semaías, Eleazar, Uzi, Joanã, Malquias, Elão e Ezer; e faziam-se ouvir os cantores, juntamente com Jezraías, o seu superintendente. 43E ofereceram, no mesmo dia, grandes sacrifícios e se alegraram; porque Deus os alegrara com grande alegria; e até as mulheres e os meninos se alegraram, de modo que a alegria de Jerusalém se ouviu até de longe. 44Também no mesmo dia se nomearam homens sobre as câmaras, dos tesouros, das ofertas alçadas, das primícias, dos dízimos, para ajuntarem nelas, dos campos das cidades, as partes da lei para os sacerdotes e para os levitas; porque Judá estava alegre por causa dos sacerdotes e dos levitas que assistiam ali. 45E observava os preceitos do seu Deus, e os da purificação; como também os cantores e porteiros, conforme ao mandado de Davi e de seu filho Salomão. 46Porque já nos dias de Davi e Asafe, desde a antiguidade, havia chefes dos cantores, e dos cânticos de louvores e de ação de graças a Deus. 47Por isso todo o Israel, já nos dias de Zorobabel e nos dias de Neemias, dava aos cantores e aos porteiros as porções de cada dia; e santificavam as porções aos levitas, e os levitas as santificavam aos filhos de Arão. Neemias 13 1NAQUELE dia leu-se no livro de Moisés, aos ouvidos do povo; e achou-se escrito nele que os amonitas e os moabitas não entrassem jamais na congregação de Deus, 2Porquanto não tinham saído ao encontro dos filhos de Israel com pão e água; antes contra eles assalariaram a Balaão para os amaldiçoar; porém o nosso Deus converteu a maldição em bênção. 3Sucedeu, pois, que, ouvindo eles esta lei, apartaram de Israel todo o elemento misto. 4Ora, antes disto, Eliasibe, sacerdote, que presidia sobre a câmara da casa do nosso Deus, se tinha aparentado com Tobias; 5E fizera-lhe uma câmara grande, onde dantes se depositavam as ofertas de alimentos, o incenso, os utensílios, os dízimos do grão, do mosto e do azeite, que se ordenaram para os levitas, cantores e porteiros, como também a oferta alçada para os sacerdotes. 6Mas durante tudo isto não estava eu em Jerusalém, porque no ano trinta e dois de Artaxerxes, rei de Babilônia, fui ter com o rei; mas após alguns dias tornei a alcançar licença do rei. 7E voltando a Jerusalém, compreendi o mal que Eliasibe fizera para Tobias, fazendo-lhe uma câmara nos pátios da casa de Deus. 8O que muito me desagradou; de sorte que lancei todos os móveis da casa de Tobias fora da câmara. 9E, ordenando-o eu, purificaram as câmaras; e tornei a trazer para ali os utensílios da casa de Deus, com as ofertas de alimentos e o incenso. 10Também entendi que os quinhões dos levitas não se lhes davam, de maneira que os levitas e os cantores, que faziam a obra, tinham fugido cada um para a sua terra. 11Então contendi com os magistrados, e disse: Por que se desamparou a casa de Deus? Porém eu os ajuntei, e os restaurei no seu posto. 12Então todo o Judá trouxe os dízimos do grão, do mosto e do azeite aos celeiros. 13E por tesoureiros pus sobre os celeiros a Selemias, o sacerdote, e a Zadoque, o escrivão e a Pedaías, dentre os levitas; e com eles Hanã, filho de Zacur, o filho de Matanias; porque foram achados fiéis; e se lhes encarregou a eles a distribuição para seus irmãos. 14Por isto, Deus meu, lembra-te de mim e não risques as beneficências que eu fiz à casa de meu Deus e às suas observâncias. 15Naqueles dias vi em Judá os que pisavam lagares ao sábado e traziam feixes que carregavam sobre os jumentos; como também vinho, uvas e figos, e toda a espécie de cargas, que traziam a Jerusalém no dia de sábado; e protestei contra eles no dia em que vendiam mantimentos. 16Também habitavam em Jerusalém tírios que traziam peixe e toda a mercadoria, que vendiam no sábado aos filhos de Judá, e em Jerusalém. 17E contendi com os nobres de Judá, e lhes disse: Que mal é este que fazeis, profanando o dia de sábado? 18Porventura não fizeram vossos pais assim, e não trouxe o nosso Deus todo este mal sobre nós e sobre esta cidade? E vós ainda mais acrescentais o ardor de sua ira sobre Israel, profanando o sábado. 19Sucedeu, pois, que, dando já sombra nas portas de Jerusalém antes do sábado, ordenei que as portas fossem fechadas; e mandei que não as abrissem até passado o sábado; e pus às portas alguns de meus servos, para que nenhuma carga entrasse no dia de sábado. 20Então os negociantes e os vendedores de toda a mercadoria passaram a noite fora de Jerusalém, uma ou duas vezes. 21Protestei, pois, contra eles, e lhes disse: Por que passais a noite defronte do muro? Se outra vez o fizerdes, hei de lançar mão de vós. Daquele tempo em diante não vieram no sábado. 22Também disse aos levitas que se purificassem, e viessem guardar as portas, para santificar o sábado. Nisto também, Deus meu, lembra-te de mim e perdoame segundo a abundância da tua benignidade. 23Vi também naqueles dias judeus que tinham casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas. 24E seus filhos falavam meio asdodita, e não podiam falar judaico, senão segundo a língua de cada povo. 25E contendi com eles, e os amaldiçoei e espanquei alguns deles, e lhes arranquei os cabelos, e os fiz jurar por Deus, dizendo: Não dareis mais vossas filhas a seus filhos, e não tomareis mais suas filhas, nem para vossos filhos nem para vós mesmos. 26Porventura não pecou nisto Salomão, rei de Israel, não havendo entre muitas nações rei semelhante a ele, e sendo ele amado de seu Deus, e pondo-o Deus rei sobre todo o Israel? E contudo as mulheres estrangeiras o fizeram pecar. 27E dar-vos-íamos nós ouvidos, para fazermos todo este grande mal, prevaricando contra o nosso Deus, casando com mulheres estrangeiras? 28Também um dos filhos de Joiada, filho de Eliasibe, o sumo sacerdote, era genro de Sambalate, o horonita, por isso o afugentei de mim. 29Lembra-te deles, Deus meu, pois contaminaram o sacerdócio, como também a aliança do sacerdócio e dos levitas. 30Assim os limpei de todo o estrangeiro, e designei os cargos dos sacerdotes e dos levitas, cada um na sua obra. 31Como também para com as ofertas de lenha em tempos determinados, e para com as primícias; lembra-te de mim, Deus meu, para bem. Ester 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Ester 1 1E SUCEDEU nos dias de Assuero, o Assuero que reinou desde a Índia até a Etiópia, sobre cento e vinte e sete províncias, 2Que, naqueles dias, assentando-se o rei Assuero no trono do seu reino, que estava na fortaleza de Susã, 3No terceiro ano do seu reinado, fez um banquete a todos os seus príncipes e seus servos, estando assim perante ele o poder da Pérsia e Média e os nobres e príncipes das províncias, 4Para mostrar as riquezas da glória do seu reino, e o esplendor da sua excelente grandeza, por muitos dias, a saber: cento e oitenta dias. 5E, acabados aqueles dias, fez o rei um banquete a todo o povo que se achava na fortaleza de Susã, desde o maior até ao menor, por sete dias, no pátio do jardim do palácio real. 6As tapeçarias eram de pano branco, verde, e azul celeste, pendentes de cordões de linho fino e púrpura, e argolas de prata, e colunas de mármore; os leitos de ouro e de prata, sobre um pavimento de mármore vermelho, e azul, e branco, e preto. 7E dava-se de beber em copos de ouro, e os copos eram diferentes uns dos outros; e havia muito vinho real, segundo a generosidade do rei. 8E o beber era por lei, sem constrangimento; porque assim tinha ordenado o rei expressamente a todos os oficiais da sua casa, que fizessem conforme a vontade de cada um. 9Também a rainha Vasti deu um banquete às mulheres, na casa real do rei Assuero. 10E ao sétimo dia, estando já o coração do rei alegre do vinho, mandou a Meumã, Bizta, Harbona, Bigtá, Abagta, Zetar e Carcas, os sete camareiros que serviam na presença do rei Assuero, 11Que introduzissem na presença do rei a rainha Vasti, com a coroa real, para mostrar aos povos e aos príncipes a sua beleza, porque era formosa à vista. 12Porém a rainha Vasti recusou vir conforme a palavra do rei, por meio dos camareiros; assim o rei muito se enfureceu, e acendeu nele a sua ira. 13Então perguntou o rei aos sábios que entendiam dos tempos (porque assim se tratavam os negócios do rei na presença de todos os que sabiam a lei e o direito; 14E os mais chegados a ele eram: Carsena, Setar, Admata, Társis, Meres, Marsena, e Memucã, os sete príncipes dos persas e dos medos, que viam a face do rei, e se assentavam como principais no reino), 15O que, segundo a lei, se devia fazer à rainha Vasti, por não ter obedecido ao mandado do rei Assuero, por meio dos camareiros. 16Então disse Memucã na presença do rei e dos príncipes: Não somente contra o rei pecou a rainha Vasti, porém também contra todos os príncipes, e contra todos os povos que há em todas as províncias do rei Assuero. 17Porque a notícia do que fez a rainha chegará a todas as mulheres, de modo que aos seus olhos desprezarão a seus maridos quando ouvirem dizer: Mandou o rei Assuero que introduzissem à sua presença a rainha Vasti, porém ela não veio. 18E neste mesmo dia as senhoras da Pérsia e da Média, ouvindo o que fez a rainha, dirão o mesmo a todos os príncipes do rei; e assim haverá muito desprezo e indignação. 19Se bem parecer ao rei, saia da sua parte um edito real, e escreva-se nas leis dos persas e dos medos, e não se revogue, a saber: que Vasti não entre mais na presença do rei Assuero, e o rei dê o reino dela a outra que seja melhor do que ela. 20E, ouvindo-se o mandado, que o rei decretará em todo o seu reino (porque é grande), todas as mulheres darão honra a seus maridos, desde a maior até à menor. 21E pareceram bem estas palavras aos olhos do rei e dos príncipes; e fez o rei conforme a palavra de Memucã. 22Então enviou cartas a todas as províncias do rei, a cada província segundo a sua escrita, e a cada povo segundo a sua língua; que cada homem fosse senhor em sua casa, e que se falasse conforme a língua do seu povo. Ester 2 1PASSADAS estas coisas, e apaziguado já o furor do rei Assuero, lembrou-se de Vasti, e do que fizera, e do que se tinha decretado a seu respeito. 2Então disseram os servos do rei, que lhe serviam: Busquem-se para o rei moças virgens e formosas. 3E ponha o rei oficiais em todas as províncias do seu reino, que ajuntem a todas as moças virgens e formosas, na fortaleza de Susã, na casa das mulheres, aos cuidados de Hegai, camareiro do rei, guarda das mulheres, e dêem-se-lhes os seus enfeites. 4E a moça que parecer bem aos olhos do rei, reine em lugar de Vasti. E isto pareceu bem aos olhos do rei, e ele assim fez. 5Havia então um homem judeu na fortaleza de Susã, cujo nome era Mardoqueu, filho de Jair, filho de Simei, filho de Quis, homem benjamita, 6Que fora transportado de Jerusalém, com os cativos que foram levados com Jeconias, rei de Judá, o qual transportara Nabucodonosor, rei de Babilônia. 7Este criara a Hadassa (que é Ester, filha de seu tio), porque não tinha pai nem mãe; e era jovem bela de presença e formosa; e, morrendo seu pai e sua mãe, Mardoqueu a tomara por sua filha. 8Sucedeu que, divulgando-se o mandado do rei e a sua lei, e ajuntando-se muitas moças na fortaleza de Susã, aos cuidados de Hegai, também levaram Ester à casa do rei, sob a custódia de Hegai, guarda das mulheres. 9E a moça pareceu formosa aos seus olhos, e alcançou graça perante ele; por isso se apressou a dar-lhe os seus enfeites, e os seus quinhões, como também em lhe dar sete moças de respeito da casa do rei; e a fez passar com as suas moças ao melhor lugar da casa das mulheres. 10Ester, porém, não declarou o seu povo e a sua parentela, porque Mardoqueu lhe tinha ordenado que o não declarasse. 11E passeava Mardoqueu cada dia diante do pátio da casa das mulheres, para se informar de como Ester passava, e do que lhe sucederia. 12E, chegando a vez de cada moça, para vir ao rei Assuero, depois que fora feito a ela segundo a lei das mulheres, por doze meses (porque assim se cumpriam os dias das suas purificações, seis meses com óleo de mirra, e seis meses com especiarias, e com as coisas para a purificação das mulheres), 13Desta maneira, pois, vinha a moça ao rei; dava-se-lhe tudo quanto ela desejava, para levar consigo da casa das mulheres à casa do rei; 14À tarde entrava, e pela manhã tornava à segunda casa das mulheres, sob os cuidados de Saasgaz, camareiro do rei, guarda das concubinas; não tornava mais ao rei, salvo se o rei a desejasse, e fosse chamada pelo nome. 15Chegando, pois, a vez de Ester, filha de Abiail, tio de Mardoqueu (que a tomara por sua filha), para ir ao rei, coisa nenhuma pediu, senão o que disse Hegai, camareiro do rei, guarda das mulheres; e alcançava Ester graça aos olhos de todos quantos a viam. 16Assim foi levada Ester ao rei Assuero, à sua casa real, no décimo mês, que é o mês de tebete, no sétimo ano do seu reinado. 17E o rei amou a Ester mais do que a todas as mulheres, e alcançou perante ele graça e benevolência mais do que todas as virgens; e pôs a coroa real na sua cabeça, e a fez rainha em lugar de Vasti. 18Então o rei deu um grande banquete a todos os seus príncipes e aos seus servos; era o banquete de Ester; e deu alívio às províncias, e fez presentes segundo a generosidade do rei. 19E reunindo-se segunda vez as virgens, Mardoqueu estava assentado à porta do rei. 20Ester, porém, não declarava a sua parentela e o seu povo, como Mardoqueu lhe ordenara; porque Ester cumpria o mandado de Mardoqueu, como quando a criara. 21Naqueles dias, assentando-se Mardoqueu à porta do rei, dois camareiros do rei, dos guardas da porta, Bigtã e Teres, grandemente se indignaram, e procuraram atentar contra o rei Assuero. 22E veio isto ao conhecimento de Mardoqueu, e ele o fez saber à rainha Ester; e Ester o disse ao rei, em nome de Mardoqueu. 23E inquiriu-se o negócio, e se descobriu, e ambos foram pendurados numa forca; e foi escrito nas crônicas perante o rei. Ester 3 1DEPOIS destas coisas o rei Assuero engrandeceu a Hamã, filho de Hamedata, agagita, e o exaltou, e pôs o seu assento acima de todos os príncipes que estavam com ele. 2E todos os servos do rei, que estavam à porta do rei, se inclinavam e se prostravam perante Hamã; porque assim tinha ordenado o rei acerca dele; porém Mardoqueu não se inclinava nem se prostrava. 3Então os servos do rei, que estavam à porta do rei, disseram a Mardoqueu: Por que transgrides o mandado do rei? 4Sucedeu, pois, que, dizendo-lhe eles isto, dia após dia, e não lhes dando ele ouvidos, o fizeram saber a Hamã, para verem se as palavras de Mardoqueu se sustentariam, porque ele lhes tinha declarado que era judeu. 5Vendo, pois, Hamã que Mardoqueu não se inclinava nem se prostrava diante dele, Hamã se encheu de furor. 6Porém teve como pouco, nos seus propósitos, o pôr as mãos só em Mardoqueu (porque lhe haviam declarado de que povo era Mardoqueu); Hamã, pois, procurou destruir a todos os judeus, o povo de Mardoqueu, que havia em todo o reino de Assuero. 7No primeiro mês (que é o mês de Nisã), no ano duodécimo do rei Assuero, se lançou Pur, isto é, a sorte, perante Hamã, para cada dia, e para cada mês, até ao duodécimo mês, que é o mês de Adar. 8E Hamã disse ao rei Assuero: Existe espalhado e dividido entre os povos em todas as províncias do teu reino um povo, cujas leis são diferentes das leis de todos os povos, e que não cumpre as leis do rei; por isso não convém ao rei deixá-lo ficar. 9Se bem parecer ao rei, decrete-se que os matem; e eu porei nas mãos dos que fizerem a obra dez mil talentos de prata, para que entrem nos tesouros do rei. 10Então tirou o rei o anel da sua mão, e o deu a Hamã, filho de Hamedata, agagita, adversário dos judeus. 11E disse o rei a Hamã: Essa prata te é dada como também esse povo, para fazeres dele o que bem parecer aos teus olhos. 12Então chamaram os escrivães do rei no primeiro mês, no dia treze do mesmo e, conforme a tudo quanto Hamã mandou, se escreveu aos príncipes do rei, e aos governadores que havia sobre cada província, e aos líderes, de cada povo; a cada província segundo a sua escrita, e a cada povo segundo a sua língua; em nome do rei Assuero se escreveu, e com o anel do rei se selou. 13E enviaram-se as cartas por intermédio dos correios a todas as províncias do rei, para que destruíssem, matassem, e fizessem perecer a todos os judeus, desde o jovem até ao velho, crianças e mulheres, em um mesmo dia, a treze do duodécimo mês (que é o mês de Adar), e que saqueassem os seus bens. 14Uma cópia do despacho que determinou a divulgação da lei em cada província, foi enviada a todos os povos, para que estivessem preparados para aquele dia. 15Os correios, pois, impelidos pela palavra do rei, saíram, e a lei se proclamou na fortaleza de Susã. E o rei e Hamã se assentaram a beber, porém a cidade de Susã estava confusa. Ester 4 1QUANDO Mardoqueu soube tudo quanto se havia passado, rasgou as suas vestes, e vestiu-se de saco e de cinza, e saiu pelo meio da cidade, e clamou com grande e amargo clamor; 2E chegou até diante da porta do rei, porque ninguém vestido de saco podia entrar pelas portas do rei. 3E em todas as províncias aonde a palavra do rei e a sua lei chegava, havia entre os judeus grande luto, com jejum, e choro, e lamentação; e muitos estavam deitados em saco e em cinza. 4Então vieram as servas de Ester, e os seus camareiros, e fizeram-na saber, do que a rainha muito se doeu; e mandou roupas para vestir a Mardoqueu, e tirarlhe o pano de saco; porém ele não as aceitou. 5Então Ester chamou a Hatá (um dos camareiros do rei, que este tinha posto para servi-la), e deu-lhe ordem para ir a Mardoqueu, para saber que era aquilo, e porquê. 6E, saindo Hatá a Mardoqueu, à praça da cidade, que estava diante da porta do rei, 7Mardoqueu lhe fez saber tudo quanto lhe tinha sucedido; como também a soma exata do dinheiro, que Hamã dissera que daria para os tesouros do rei, pelos judeus, para destruí-los. 8Também lhe deu a cópia da lei escrita, que se publicara em Susã, para os destruir, para que a mostrasse a Ester, e a fizesse saber; e para lhe ordenar que fosse ter com o rei, e lhe pedisse e suplicasse na sua presença pelo seu povo. 9Veio, pois, Hatá, e fez saber a Ester as palavras de Mardoqueu. 10Então falou Ester a Hatá, mandando-o dizer a Mardoqueu: 11Todos os servos do rei, e o povo das províncias do rei, bem sabem que todo o homem ou mulher que chegar ao rei no pátio interior, sem ser chamado, não há senão uma sentença, a de morte, salvo se o rei estender para ele o cetro de ouro, para que viva; e eu nestes trinta dias não tenho sido chamada para ir ao rei. 12E fizeram saber a Mardoqueu as palavras de Ester. 13Então Mardoqueu mandou que respondessem a Ester: Não imagines no teu íntimo que, por estares na casa do rei, escaparás só tu entre todos os judeus. 14Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino? 15Então disse Ester que tornassem a dizer a Mardoqueu: 16Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de dia nem de noite, e eu e as minhas servas também assim jejuaremos. E assim irei ter com o rei, ainda que não seja segundo a lei; e se perecer, pereci. 17Então Mardoqueu foi, e fez conforme a tudo quanto Ester lhe ordenou. Ester 5 1SUCEDEU, pois, que ao terceiro dia Ester se vestiu com trajes reais, e se pôs no pátio interior da casa do rei, defronte do aposento do rei; e o rei estava assentado sobre o seu trono real, na casa real, defronte da porta do aposento. 2E sucedeu que, vendo o rei a rainha Ester, que estava no pátio, ela alcançou graça aos seus olhos; e o rei estendeu para Ester o cetro de ouro, que tinha na sua mão, e Ester chegou, e tocou a ponta do cetro. 3Então o rei lhe disse: Que é que queres, rainha Ester, ou qual é a tua petição? Até metade do reino se te dará. 4E disse Ester: Se parecer bem ao rei, venha hoje com Hamã ao banquete que lhe tenho preparado. 5Então disse o rei: Fazei apressar a Hamã, para que se atenda ao desejo de Ester. Vindo, pois, o rei e Hamã ao banquete, que Ester tinha preparado, 6Disse o rei a Ester, no banquete do vinho: Qual é a tua petição? E ser-te-á concedida, e qual é o teu desejo? E se fará, ainda até metade do reino. 7Então respondeu Ester, e disse: Minha petição e desejo é: 8Se achei graça aos olhos do rei, e se bem parecer ao rei conceder-me a minha petição, e cumprir o meu desejo, venha o rei com Hamã ao banquete que lhes hei de preparar, e amanhã farei conforme a palavra do rei. 9Então saiu Hamã naquele dia alegre e de bom ânimo; porém, vendo Mardoqueu à porta do rei, e que ele não se levantara nem se movera diante dele, então Hamã se encheu de furor contra Mardoqueu. 10Hamã, porém, se refreou, e foi para sua casa; e enviou, e mandou vir os seus amigos, e Zeres, sua mulher. 11E contou-lhes Hamã a glória das suas riquezas, a multidão de seus filhos, e tudo em que o rei o tinha engrandecido, e como o tinha exaltado sobre os príncipes e servos do rei. 12Disse mais Hamã: Tampouco a rainha Ester a ninguém fez vir com o rei ao banquete que tinha preparado, senão a mim; e também para amanhã estou convidado por ela juntamente com o rei. 13Porém tudo isto não me satisfaz, enquanto eu vir o judeu Mardoqueu assentado à porta do rei. 14Então lhe disseram Zeres, sua mulher, e todos os seus amigos: Faça-se uma forca de cinqüenta côvados de altura, e amanhã dize ao rei que nela seja enforcado Mardoqueu; e então entra alegre com o rei ao banquete. E este conselho bem pareceu a Hamã, que mandou fazer a forca. Ester 6 1NAQUELA mesma noite fugiu o sono do rei; então mandou trazer o livro de registro das crônicas, as quais se leram diante do rei. 2E achou-se escrito que Mardoqueu tinha denunciado Bigtã e Teres, dois dos camareiros do rei, da guarda da porta, que tinham procurado lançar mão do rei Assuero. 3Então disse o rei: Que honra e distinção se deu por isso a Mardoqueu? E os servos do rei, que ministravam junto a ele, disseram: Coisa nenhuma se lhe fez. 4Então disse o rei: Quem está no pátio? E Hamã tinha entrado no pátio exterior da casa do rei, para dizer ao rei que enforcassem a Mardoqueu na forca que lhe tinha preparado. 5E os servos do rei lhe disseram: Eis que Hamã está no pátio. E disse o rei que entrasse. 6E, entrando Hamã, o rei lhe disse: Que se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada? Então Hamã disse no seu coração: De quem se agradaria o rei para lhe fazer honra mais do que a mim? 7Assim disse Hamã ao rei: Para o homem, de cuja honra o rei se agrada, 8Tragam a veste real que o rei costuma vestir, como também o cavalo em que o rei costuma andar montado, e ponha-se-lhe a coroa real na sua cabeça. 9E entregue-se a veste e o cavalo à mão de um dos príncipes mais nobres do rei, e vistam delas aquele homem a quem o rei deseja honrar; e levem-no a cavalo pelas ruas da cidade, e apregoe-se diante dele: Assim se fará ao homem a quem o rei deseja honrar! 10Então disse o rei a Hamã: Apressa-te, toma a veste e o cavalo, como disseste, e faze assim para com o judeu Mardoqueu, que está assentado à porta do rei; e coisa nenhuma omitas de tudo quanto disseste. 11E Hamã tomou a veste e o cavalo, e vestiu a Mardoqueu, e o levou a cavalo pelas ruas da cidade, e apregoou diante dele: Assim se fará ao homem a quem o rei deseja honrar! 12Depois disto Mardoqueu voltou para a porta do rei; porém Hamã se retirou correndo à sua casa, triste, e de cabeça coberta. 13E contou Hamã a Zeres, sua mulher, e a todos os seus amigos, tudo quanto lhe tinha sucedido. Então os seus sábios e Zeres, sua mulher, lhe disseram: Se Mardoqueu, diante de quem já começaste a cair, é da descendência dos judeus, não prevalecerás contra ele, antes certamente cairás diante dele. 14E estando eles ainda falando com ele, chegaram os camareiros do rei, e se apressaram a levar Hamã ao banquete que Ester preparara. Ester 7 1VINDO, pois, o rei com Hamã, para beber com a rainha Ester, 2Disse outra vez o rei a Ester, no segundo dia, no banquete do vinho: Qual é a tua petição, rainha Ester? E se te dará. E qual é o teu desejo? Até metade do reino, se te dará. 3Então respondeu a rainha Ester, e disse: Se, ó rei, achei graça aos teus olhos, e se bem parecer ao rei, dê-se-me a minha vida como minha petição, e o meu povo como meu desejo. 4Porque fomos vendidos, eu e o meu povo, para nos destruírem, matarem, e aniquilarem de vez; se ainda por servos e por servas nos vendessem, calar-me-ia; ainda que o opressor não poderia ter compensado a perda do rei. 5Então falou o rei Assuero, e disse à rainha Ester: Quem é esse e onde está esse, cujo coração o instigou a assim fazer? 6E disse Ester: O homem, o opressor, e o inimigo, é este mau Hamã. Então Hamã se perturbou perante o rei e a rainha. 7E o rei no seu furor se levantou do banquete do vinho e passou para o jardim do palácio; e Hamã se pôs em pé, para rogar à rainha Ester pela sua vida; porque viu que já o mal lhe estava determinado pelo rei. 8Tornando, pois, o rei do jardim do palácio à casa do banquete do vinho, Hamã tinha caído prostrado sobre o leito em que estava Ester. Então disse o rei: Porventura quereria ele também forçar a rainha perante mim nesta casa? Saindo esta palavra da boca do rei, cobriram o rosto de Hamã. 9Então disse Harbona, um dos camareiros que serviam diante do rei: Eis que também a forca de cinqüenta côvados de altura que Hamã fizera para Mardoqueu, que falara em defesa do rei, está junto à casa de Hamã. Então disse o rei: Enforcai-o nela. 10Enforcaram, pois, a Hamã na forca, que ele tinha preparado para Mardoqueu. Então o furor do rei se aplacou. Ester 8 1NAQUELE mesmo dia deu o rei Assuero à rainha Ester a casa de Hamã, inimigo dos judeus; e Mardoqueu veio perante o rei, porque Ester tinha declarado quem ele era. 2E tirou o rei o seu anel, que tinha tomado de Hamã, e o deu a Mardoqueu. E Ester encarregou Mardoqueu da casa de Hamã. 3Falou mais Ester perante o rei, e se lhe lançou aos seus pés; e chorou, e lhe suplicou que revogasse a maldade de Hamã, o agagita, e o intento que tinha projetado contra os judeus. 4E estendeu o rei para Ester o cetro de ouro. Então Ester se levantou, e pôs-se em pé perante o rei, 5E disse: Se bem parecer ao rei, e se eu achei graça perante ele, e se este negócio é reto diante do rei, e se eu lhe agrado aos seus olhos, escreva-se que se revoguem as cartas concebidas por Hamã filho de Hamedata, o agagita, as quais ele escreveu para aniquilar os judeus, que estão em todas as províncias do rei. 6Pois como poderei ver o mal que sobrevirá ao meu povo? E como poderei ver a destruição da minha parentela? 7Então disse o rei Assuero à rainha Ester e ao judeu Mardoqueu: Eis que dei a Ester a casa de Hamã, e a ele penduraram numa forca, porquanto estendera as mãos contra os judeus. 8Escrevei, pois, aos judeus, como parecer bem aos vossos olhos, em nome do rei, e selai-o com o anel do rei; porque o documento que se escreve em nome do rei, e que se sela com o anel do rei, não se pode revogar. 9Então foram chamados os escrivães do rei, naquele mesmo tempo, no terceiro mês (que é o mês de Sivã), aos vinte e três dias; e se escreveu conforme a tudo quanto ordenou Mardoqueu aos judeus, como também aos sátrapas, e aos governadores, e aos líderes das províncias, que se estendem da Índia até Etiópia, cento e vinte e sete províncias, a cada província segundo o seu modo de escrever, e a cada povo conforme a sua língua; como também aos judeus segundo o seu modo de escrever, e conforme a sua língua. 10E escreveu-se em nome do rei Assuero e, selando-as com o anel do rei, enviaram as cartas pela mão de correios a cavalo, que cavalgavam sobre ginetes, que eram das cavalariças do rei. 11Nelas o rei concedia aos judeus, que havia em cada cidade, que se reunissem, e se dispusessem para defenderem as suas vidas, e para destruírem, matarem e aniquilarem todas as forças do povo e da província que viessem contra eles, crianças e mulheres, e que se saqueassem os seus bens, 12Num mesmo dia, em todas as províncias do rei Assuero, no dia treze do duodécimo mês, que é o mês de Adar; 13E uma cópia da carta seria divulgada como decreto em todas as províncias, e publicada entre todos os povos, para que os judeus estivessem preparados para aquele dia, para se vingarem dos seus inimigos. 14Os correios, sobre ginetes velozes, saíram apressuradamente, impelidos pela palavra do rei; e esta ordem foi publicada na fortaleza de Susã. 15Então Mardoqueu saiu da presença do rei com veste real azul-celeste e branca, como também com uma grande coroa de ouro, e com uma capa de linho fino e púrpura, e a cidade de Susã exultou e se alegrou. 16E para os judeus houve luz, e alegria, e gozo, e honra. 17Também em toda a província, e em toda a cidade, aonde chegava a palavra do rei e a sua ordem, havia entre os judeus alegria e gozo, banquetes e dias de folguedo; e muitos, dos povos da terra, se fizeram judeus, porque o temor dos judeus tinha caído sobre eles. Ester 9 1E, NO duodécimo mês, que é o mês de Adar, no dia treze do mesmo mês em que chegou a palavra do rei e a sua ordem para se executar, no dia em que os inimigos dos judeus esperavam assenhorear-se deles, sucedeu o contrário, porque os judeus foram os que se assenhorearam dos que os odiavam. 2Porque os judeus nas suas cidades, em todas as províncias do rei Assuero, se ajuntaram para pôr as mãos naqueles que procuravam o seu mal; e ninguém podia resistir-lhes, porque o medo deles caíra sobre todos aqueles povos. 3E todos os líderes das províncias, e os sátrapas, e os governadores, e os que faziam a obra do rei, auxiliavam os judeus; porque tinha caído sobre eles o temor de Mardoqueu. 4Porque Mardoqueu era grande na casa do rei, e a sua fama crescia por todas as províncias, porque o homem Mardoqueu ia sendo engrandecido. 5Feriram, pois, os judeus a todos os seus inimigos, a golpes de espada, com matança e com destruição; e fizeram dos seus inimigos o que quiseram. 6E na fortaleza de Susã os judeus mataram e destruíram quinhentos homens; 7Como também a Parsandata, e a Dalfom e a Aspata, 8E a Porata, e a Adalia, e a Aridata, 9E a Farmasta, e a Arisai, e a Aridai, e a Vaisata; 10Os dez filhos de Hamã, filho de Hamedata, o inimigo dos judeus, mataram, porém ao despojo não estenderam a sua mão. 11No mesmo dia foi comunicado ao rei o número dos mortos na fortaleza de Susã. 12E disse o rei à rainha Ester: Na fortaleza de Susã os judeus mataram e destruíram quinhentos homens, e os dez filhos de Hamã; nas mais províncias do rei que teriam feito? Qual é, pois, a tua petição? E dar-se-te-á. Ou qual é ainda o teu requerimento? E far-se-á. 13Então disse Ester: Se bem parecer ao rei, conceda-se aos judeus que se acham em Susã que também façam amanhã conforme ao mandado de hoje; e pendurem numa forca os dez filhos de Hamã. 14Então disse o rei que assim se fizesse; e publicou-se um edito em Susã, e enforcaram os dez filhos de Hamã. 15E reuniram-se os judeus que se achavam em Susã também no dia catorze do mês de Adar, e mataram em Susã trezentos homens; porém ao despojo não estenderam a sua mão. 16Também os demais judeus que se achavam nas províncias do rei se reuniram e se dispuseram em defesa das suas vidas, e tiveram descanso dos seus inimigos; e mataram dos seus inimigos setenta e cinco mil; porém ao despojo não estenderam a sua mão. 17Sucedeu isto no dia treze do mês de Adar; e descansaram no dia catorze, e fizeram, daquele dia, dia de banquetes e de alegria. 18Também os judeus, que se achavam em Susã se ajuntaram nos dias treze e catorze do mesmo; e descansaram no dia quinze, e fizeram, daquele dia, dia de banquetes e de alegria. 19Os judeus, porém, das aldeias, que habitavam nas vilas, fizeram do dia catorze do mês de Adar dia de alegria e de banquetes, e dia de folguedo, e de mandarem presentes uns aos outros. 20E Mardoqueu escreveu estas coisas, e enviou cartas a todos os judeus que se achavam em todas as províncias do rei Assuero, aos de perto, e aos de longe, 21Ordenando-lhes que guardassem o dia catorze do mês de Adar, e o dia quinze do mesmo, todos os anos, 22Como os dias em que os judeus tiveram repouso dos seus inimigos, e o mês que se lhes mudou de tristeza em alegria, e de luto em dia de festa, para que os fizessem dias de banquetes e de alegria, e de mandarem presentes uns aos outros, e dádivas aos pobres. 23E os judeus encarregaram-se de fazer o que já tinham começado, como também o que Mardoqueu lhes tinha escrito. 24Porque Hamã, filho de Hamedata, o agagita, inimigo de todos os judeus, tinha intentado destruir os judeus, e tinha lançado Pur, isto é, a sorte, para os assolar e destruir. 25Mas, vindo isto perante o rei, mandou ele por cartas que o mau intento que Hamã formara contra os judeus, se tornasse sobre a sua cabeça; pelo que penduraram a ele e a seus filhos numa forca. 26Por isso àqueles dias chamam Purim, do nome Pur; assim também por causa de todas as palavras daquela carta, e do que viram sobre isso, e do que lhes tinha sucedido, 27Confirmaram os judeus, e tomaram sobre si, e sobre a sua descendência, e sobre todos os que se achegassem a eles, que não se deixaria de guardar estes dois dias conforme ao que se escrevera deles, e segundo o seu tempo determinado, todos os anos. 28E que estes dias seriam lembrados e guardados em cada geração, família, província e cidade, e que esses dias de Purim não fossem revogados entre os judeus, e que a memória deles nunca teria fim entre os de sua descendência. 29Então a rainha Ester, filha de Abiail, e Mardoqueu, o judeu, escreveram com toda autoridade uma segunda vez, para confirmar a carta a respeito de Purim. 30E mandaram cartas a todos os judeus, às cento e vinte e sete províncias do reino de Assuero, com palavras de paz e verdade. 31Para confirmarem estes dias de Purim nos seus tempos determinados, como Mardoqueu, o judeu, e a rainha Ester lhes tinham estabelecido, e como eles mesmos já o tinham estabelecido sobre si e sobre a sua descendência, acerca do jejum e do seu clamor. 32E o mandado de Ester estabeleceu os sucessos daquele Purim; e escreveu-se no livro. Ester 10 1DEPOIS disto impôs o rei Assuero tributo sobre a terra, e sobre as ilhas do mar. 2E todos os atos do seu poder e do seu valor, e o relato da grandeza de Mardoqueu, a quem o rei exaltou, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis da Média e da Pérsia? 3Porque o judeu Mardoqueu foi o segundo depois do rei Assuero, e grande entre os judeus, e estimado pela multidão de seus irmãos, procurando o bem do seu povo, e proclamando a prosperidade de toda a sua descendência. Jó 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 Jó 1 1HAVIA um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; e era este homem íntegro, reto e temente a Deus e desviava-se do mal. 2E nasceram-lhe sete filhos e três filhas. 3E o seu gado era de sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas; eram também muitíssimos os servos a seu serviço, de maneira que este homem era maior do que todos os do oriente. 4E iam seus filhos à casa uns dos outros e faziam banquetes cada um por sua vez; e mandavam convidar as suas três irmãs a comerem e beberem com eles. 5Sucedia, pois, que, decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Porventura pecaram meus filhos, e amaldiçoaram a Deus no seu coração. Assim fazia Jó continuamente. 6E num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles. 7Então o SENHOR disse a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao SENHOR, e disse: De rodear a terra, e passear por ela. 8E disse o SENHOR a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal. 9Então respondeu Satanás ao SENHOR, e disse: Porventura teme Jó a Deus debalde? 10Porventura tu não cercaste de sebe, a ele, e a sua casa, e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste e o seu gado se tem aumentado na terra. 11Mas estende a tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face. 12E disse o SENHOR a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está na tua mão; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença do SENHOR. 13E sucedeu um dia, em que seus filhos e suas filhas comiam, e bebiam vinho, na casa de seu irmão primogênito, 14Que veio um mensageiro a Jó, e lhe disse: Os bois lavravam, e as jumentas pastavam junto a eles; 15E deram sobre eles os sabeus, e os tomaram, e aos servos feriram ao fio da espada; e só eu escapei para trazer-te a nova. 16Estando este ainda falando, veio outro e disse: Fogo de Deus caiu do céu, e queimou as ovelhas e os servos, e os consumiu, e só eu escapei para trazer-te a nova. 17Estando ainda este falando, veio outro, e disse: Ordenando os caldeus três tropas, deram sobre os camelos, e os tomaram, e aos servos feriram ao fio da espada; e só eu escapei para trazer-te a nova. 18Estando ainda este falando, veio outro, e disse: Estando teus filhos e tuas filhas comendo e bebendo vinho, em casa de seu irmão primogênito, 19Eis que um grande vento sobreveio dalém do deserto, e deu nos quatro cantos da casa, que caiu sobre os jovens, e morreram; e só eu escapei para trazer-te a nova. 20Então Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou. 21E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR. 22Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma. Jó 2 1E, VINDO outro dia, em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles, apresentar-se perante o SENHOR. 2Então o SENHOR disse a Satanás: Donde vens? E respondeu Satanás ao SENHOR, e disse: De rodear a terra, e passear por ela. 3E disse o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal, e que ainda retém a sua sinceridade, havendo-me tu incitado contra ele, para o consumir sem causa. 4Então Satanás respondeu ao SENHOR, e disse: Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela sua vida. 5Porém estende a tua mão, e toca-lhe nos ossos, e na carne, e verás se não blasfema contra ti na tua face! 6E disse o SENHOR a Satanás: Eis que ele está na tua mão; porém guarda a sua vida. 7Então saiu Satanás da presença do SENHOR, e feriu a Jó de úlceras malignas, desde a planta do pé até ao alto da cabeça. 8E Jó tomou um caco para se raspar com ele; e estava assentado no meio da cinza. 9Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus, e morre. 10Porém ele lhe disse: Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios. 11Ouvindo, pois, três amigos de Jó todo este mal que tinha vindo sobre ele, vieram cada um do seu lugar: Elifaz o temanita, e Bildade o suíta, e Zofar o naamatita; e combinaram condoer-se dele, para o consolarem. 12E, levantando de longe os seus olhos, não o conheceram; e levantaram a sua voz e choraram, e rasgaram cada um o seu manto, e sobre as suas cabeças lançaram pó ao ar. 13E assentaram-se com ele na terra, sete dias e sete noites; e nenhum lhe dizia palavra alguma, porque viam que a dor era muito grande. Jó 3 1DEPOIS disto abriu Jó a sua boca, e amaldiçoou o seu dia. 2E Jó, falando, disse: 3Pereça o dia em que nasci, e a noite em que se disse: Foi concebido um homem! 4Converta-se aquele dia em trevas; e Deus, lá de cima, não tenha cuidado dele, nem resplandeça sobre ele a luz. 5Contaminem-no as trevas e a sombra da morte; habitem sobre ele nuvens; a escuridão do dia o espante! 6Quanto àquela noite, dela se apodere a escuridão; e não se regozije ela entre os dias do ano; e não entre no número dos meses! 7Ah! que solitária seja aquela noite, e nela não entre voz de júbilo! 8Amaldiçoem-na aqueles que amaldiçoam o dia, que estão prontos para suscitar o seu pranto. 9Escureçam-se as estrelas do seu crepúsculo; que espere a luz, e não venha; e não veja as pálpebras da alva; 10Porque não fechou as portas do ventre; nem escondeu dos meus olhos a canseira. 11Por que não morri eu desde a madre? E em saindo do ventre, não expirei? 12Por que me receberam os joelhos? E por que os peitos, para que mamasse? 13Porque já agora jazeria e repousaria; dormiria, e então haveria repouso para mim. 14Com os reis e conselheiros da terra, que para si edificam casas nos lugares assolados, 15Ou com os príncipes que possuem ouro, que enchem as suas casas de prata, 16Ou como aborto oculto, não existiria; como as crianças que não viram a luz. 17Ali os maus cessam de perturbar; e ali repousam os cansados. 18Ali os presos juntamente repousam, e não ouvem a voz do exator. 19Ali está o pequeno e o grande, e o servo livre de seu senhor. 20Por que se dá luz ao miserável, e vida aos amargurados de ânimo? 21Que esperam a morte, e ela não vem; e cavam em procura dela mais do que de tesouros ocultos; 22Que de alegria saltam, e exultam, achando a sepultura? 23Por que se dá luz ao homem, cujo caminho é oculto, e a quem Deus o encobriu? 24Porque antes do meu pão vem o meu suspiro; e os meus gemidos se derramam como água. 25Porque aquilo que temia me sobreveio; e o que receava me aconteceu. 26Nunca estive tranqüilo, nem sosseguei, nem repousei, mas veio sobre mim a perturbação. Jó 4 1ENTÃO respondeu Elifaz o temanita, e disse: 2Se intentarmos falar-te, enfadar-te-ás? Mas quem poderia conter as palavras? 3Eis que ensinaste a muitos, e tens fortalecido as mãos fracas. 4As tuas palavras firmaram os que tropeçavam e os joelhos desfalecentes tens fortalecido. 5Mas agora, que se trata de ti, te enfadas; e tocando-te a ti, te perturbas. 6Porventura não é o teu temor de Deus a tua confiança, e a tua esperança a integridade dos teus caminhos? 7Lembra-te agora qual é o inocente que jamais pereceu? E onde foram os sinceros destruídos? 8Segundo eu tenho visto, os que lavram iniqüidade, e semeiam mal, segam o mesmo. 9Com o hálito de Deus perecem; e com o sopro da sua ira se consomem. 10O rugido do leão, e a voz do leão feroz, e os dentes dos leõezinhos se quebram. 11Perece o leão velho, porque não tem presa; e os filhos da leoa andam dispersos. 12Uma coisa me foi trazida em segredo; e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela. 13Entre pensamentos vindos de visões da noite, quando cai sobre os homens o sono profundo, 14Sobrevieram-me o espanto e o tremor, e todos os meus ossos estremeceram. 15Então um espírito passou por diante de mim; fez-me arrepiar os cabelos da minha carne. 16Parou ele, porém não conheci a sua feição; um vulto estava diante dos meus olhos; houve silêncio, e ouvi uma voz que dizia: 17Seria porventura o homem mais justo do que Deus? Seria porventura o homem mais puro do que o seu Criador? 18Eis que ele não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui loucura; 19Quanto menos àqueles que habitam em casas de lodo, cujo fundamento está no pó, e são esmagados como a traça! 20Desde a manhã até à tarde são despedaçados; e eternamente perecem sem que disso se faça caso. 21Porventura não passa com eles a sua excelência? Morrem, mas sem sabedoria. Jó 5 1CHAMA agora; há alguém que te responda? E para qual dos santos te virarás? 2Porque a ira destrói o louco; e o zelo mata o tolo. 3Bem vi eu o louco lançar raízes; porém logo amaldiçoei a sua habitação. 4Seus filhos estão longe da salvação; e são despedaçados às portas, e não há quem os livre. 5A sua messe, o faminto a devora, e até dentre os espinhos a tira; e o salteador traga a sua fazenda. 6Porque do pó não procede a aflição, nem da terra brota o trabalho. 7Mas o homem nasce para a tribulação, como as faíscas se levantam para voar. 8Porém eu buscaria a Deus; e a ele entregaria a minha causa. 9Ele faz coisas grandes e inescrutáveis, e maravilhas sem número. 10Ele dá a chuva sobre a terra, e envia águas sobre os campos. 11Para pôr aos abatidos num lugar alto; e para que os enlutados se exaltem na salvação. 12Ele aniquila as imaginações dos astutos, para que as suas mãos não possam levar coisa alguma a efeito. 13Ele apanha os sábios na sua própria astúcia; e o conselho dos perversos se precipita. 14Eles de dia encontram as trevas; e ao meio-dia andam às apalpadelas como de noite. 15Porém ao necessitado livra da espada, e da boca deles, e da mão do forte. 16Assim há esperança para o pobre; e a iniqüidade tapa a sua boca. 17Eis que bem-aventurado é o homem a quem Deus repreende; não desprezes, pois, a correção do Todo-Poderoso. 18Porque ele faz a chaga, e ele mesmo a liga; ele fere, e as suas mãos curam. 19Em seis angústias te livrará; e na sétima o mal não te tocará. 20Na fome te livrará da morte; e na guerra, da violência da espada. 21Do açoite da língua estarás encoberto; e não temerás a assolação, quando vier. 22Da assolação e da fome te rirás, e os animais da terra não temerás. 23Porque até com as pedras do campo terás o teu acordo, e as feras do campo serão pacíficas contigo. 24E saberás que a tua tenda está em paz; e visitarás a tua habitação, e não pecarás. 25Também saberás que se multiplicará a tua descendência e a tua posteridade como a erva da terra, 26Na velhice irás à sepultura, como se recolhe o feixe de trigo a seu tempo. 27Eis que isto já o havemos inquirido, e assim é; ouve-o, e medita nisso para teu bem. Jó 6 1ENTÃO Jó respondeu, dizendo: 2Oh! se a minha mágoa retamente se pesasse, e a minha miséria juntamente se pusesse numa balança! 3Porque, na verdade, mais pesada seria, do que a areia dos mares; por isso é que as minhas palavras têm sido engolidas. 4Porque as flechas do Todo-Poderoso estão em mim, cujo ardente veneno suga o meu espírito; os terrores de Deus se armam contra mim. 5Porventura zurrará o jumento montês junto à relva? Ou mugirá o boi junto ao seu pasto? 6Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo? 7A minha alma recusa tocá-las, pois são para mim como comida repugnante. 8Quem dera que se cumprisse o meu desejo, e que Deus me desse o que espero! 9E que Deus quisesse quebrantar-me, e soltasse a sua mão, e me acabasse! 10 Isto ainda seria a minha consolação, e me refrigeraria no meu tormento, não me poupando ele; porque não ocultei as palavras do Santo. 11Qual é a minha força, para que eu espere? Ou qual é o meu fim, para que tenha ainda paciência? 12É porventura a minha força a força da pedra? Ou é de cobre a minha carne? 13Está em mim a minha ajuda? Ou desamparou-me a verdadeira sabedoria? 14Ao que está aflito devia o amigo mostrar compaixão, ainda ao que deixasse o temor do Todo-Poderoso. 15Meus irmãos aleivosamente me trataram, como um ribeiro, como a torrente dos ribeiros que passam, 16Que estão encobertos com a geada, e neles se esconde a neve, 17No tempo em que se derretem com o calor, se desfazem, e em se aquentando, desaparecem do seu lugar. 18Desviam-se as veredas dos seus caminhos; sobem ao vácuo, e perecem. 19Os caminhantes de Tema os vêem; os passageiros de Sabá esperam por eles. 20Ficam envergonhados, por terem confiado e, chegando ali, se confundem. 21Agora sois semelhantes a eles; vistes o terror, e temestes. 22Acaso disse eu: Dai-me ou oferecei-me presentes de vossos bens? 23Ou livrai-me das mãos do opressor? Ou redimi-me das mãos dos tiranos? 24Ensinai-me, e eu me calarei; e fazei-me entender em que errei. 25Oh! quão fortes são as palavras da boa razão! Mas que é o que censura a vossa argüição? 26Porventura buscareis palavras para me repreenderdes, visto que as razões do desesperado são como vento? 27Mas antes lançais sortes sobre o órfão; e cavais uma cova para o amigo. 28Agora, pois, se sois servidos, olhai para mim; e vede se minto em vossa presença. 29Voltai, pois, não haja iniqüidade; tornai-vos, digo, que ainda a minha justiça aparecerá nisso. 30Há porventura iniqüidade na minha língua? Ou não poderia o meu paladar distinguir coisas iníquas? Jó 7 1PORVENTURA não tem o homem guerra sobre a terra? E não são os seus dias como os dias do jornaleiro? 2Como o servo que suspira pela sombra, e como o jornaleiro que espera pela sua paga, 3Assim me deram por herança meses de vaidade; e noites de trabalho me prepararam. 4Deitando-me a dormir, então digo: Quando me levantarei? Mas comprida é a noite, e farto-me de me revolver na cama até à alva. 5A minha carne se tem vestido de vermes e de torrões de pó; a minha pele está gretada, e se fez abominável. 6Os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão, e acabam-se, sem esperança. 7Lembra-te de que a minha vida é como o vento; os meus olhos não tornarão a ver o bem. 8Os olhos dos que agora me vêem não me verão mais; os teus olhos estarão sobre mim, porém não serei mais. 9Assim como a nuvem se desfaz e passa, assim aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir. 10Nunca mais tornará à sua casa, nem o seu lugar jamais o conhecerá. 11Por isso não reprimirei a minha boca; falarei na angústia do meu espírito; queixar-me-ei na amargura da minha alma. 12Sou eu porventura o mar, ou a baleia, para que me ponhas uma guarda? 13Dizendo eu: Consolar-me-á a minha cama; meu leito aliviará a minha ânsia; 14Então me espantas com sonhos, e com visões me assombras; 15Assim a minha alma escolheria antes a estrangulação; e antes a morte do que a vida. 16A minha vida abomino, pois não viveria para sempre; retira-te de mim; pois vaidade são os meus dias. 17Que é o homem, para que tanto o engrandeças, e ponhas nele o teu coração, 18E cada manhã o visites, e cada momento o proves? 19Até quando não apartarás de mim, nem me largarás, até que engula a minha saliva? 20Se pequei, que te farei, ó Guarda dos homens? Por que fizeste de mim um alvo para ti, para que a mim mesmo me seja pesado? 21E por que não perdoas a minha transgressão, e não tiras a minha iniqüidade? Porque agora me deitarei no pó, e de madrugada me buscarás, e não existirei mais. Jó 8 1ENTÃO respondendo Bildade o suíta, disse: 2Até quando falarás tais coisas, e as palavras da tua boca serão como um vento impetuoso? 3Porventura perverteria Deus o direito? E perverteria o Todo-Poderoso a justiça? 4Se teus filhos pecaram contra ele, também ele os lançou na mão da sua transgressão. 5Mas, se tu de madrugada buscares a Deus, e ao Todo-Poderoso pedires misericórdia; 6Se fores puro e reto, certamente logo despertará por ti, e restaurará a morada da tua justiça. 7O teu princípio, na verdade, terá sido pequeno, porém o teu último estado crescerá em extremo. 8Pois, eu te peço, pergunta agora às gerações passadas; e prepara-te para a inquirição de seus pais. 9Porque nós somos de ontem, e nada sabemos; porquanto nossos dias sobre a terra são como a sombra. 10Porventura não te ensinarão eles, e não te falarão, e do seu coração não tirarão palavras? 11Porventura cresce o junco sem lodo? Ou cresce a espadana sem água? 12Estando ainda no seu verdor, ainda que não cortada, todavia antes de qualquer outra erva se seca. 13Assim são as veredas de todos quantos se esquecem de Deus; e a esperança do hipócrita perecerá. 14Cuja esperança fica frustrada; e a sua confiança será como a teia de aranha. 15Encostar-se-á à sua casa, mas ela não subsistirá; apegar-se-á a ela, mas não ficará em pé. 16Ele é viçoso perante o sol, e os seus renovos saem sobre o seu jardim; 17As suas raízes se entrelaçam, junto à fonte; para o pedregal atenta. 18Se Deus o consumir do seu lugar, negá-lo-á este, dizendo: Nunca te vi! 19Eis que este é a alegria do seu caminho, e outros brotarão do pó. 20Eis que Deus não rejeitará ao reto; nem toma pela mão aos malfeitores; 21Até que de riso te encha a boca, e os teus lábios de júbilo. 22Os que te odeiam se vestirão de confusão, e a tenda dos ímpios não existirá mais. Jó 9 1ENTÃO Jó respondeu, dizendo: 2Na verdade sei que assim é; porque, como se justificaria o homem para com Deus? 3Se quiser contender com ele, nem a uma de mil coisas lhe poderá responder. 4Ele é sábio de coração, e forte em poder; quem se endureceu contra ele, e teve paz? 5Ele é o que remove os montes, sem que o saibam, e o que os transtorna no seu furor. 6O que sacode a terra do seu lugar, e as suas colunas estremecem. 7O que fala ao sol, e ele não nasce, e sela as estrelas. 8O que sozinho estende os céus, e anda sobre os altos do mar. 9O que fez a Ursa, o Órion, e o Sete-estrelo, e as recâmaras do sul. 10O que faz coisas grandes e inescrutáveis; e maravilhas sem número. 11Eis que ele passa por diante de mim, e não o vejo; e torna a passar perante mim, e não o sinto. 12Eis que arrebata a presa; quem lha fará restituir? Quem lhe dirá: Que é o que fazes? 13Deus não revogará a sua ira; debaixo dele se encurvam os auxiliadores soberbos. 14Quanto menos lhe responderia eu, ou escolheria diante dele as minhas palavras! 15Porque, ainda que eu fosse justo, não lhe responderia; antes ao meu Juiz pediria misericórdia. 16Ainda que chamasse, e ele me respondesse, nem por isso creria que desse ouvidos à minha voz. 17Porque me quebranta com uma tempestade, e multiplica as minhas chagas sem causa. 18Não me permite respirar, antes me farta de amarguras. 19Quanto às forças, eis que ele é o forte; e, quanto ao juízo, quem me citará com ele? 20Se eu me justificar, a minha boca me condenará; se for perfeito, então ela me declarará perverso. 21Se for perfeito, não estimo a minha alma; desprezo a minha vida. 22A coisa é esta; por isso eu digo que ele consome ao perfeito e ao ímpio. 23Quando o açoite mata de repente, então ele zomba da prova dos inocentes. 24A terra é entregue nas mãos do ímpio; ele cobre o rosto dos juízes; se não é ele, quem é, logo? 25E os meus dias são mais velozes do que um correio; fugiram, e não viram o bem. 26Passam como navios veleiros; como águia que se lança à comida. 27Se eu disser: Eu me esquecerei da minha queixa, e mudarei o meu aspecto e tomarei alento, 28Receio todas as minhas dores, porque bem sei que não me terás por inocente. 29E, sendo eu ímpio, por que trabalharei em vão? 30Ainda que me lave com água de neve, e purifique as minhas mãos com sabão, 31Ainda me submergirás no fosso, e as minhas próprias vestes me abominarão. 32Porque ele não é homem, como eu, a quem eu responda, vindo juntamente a juízo. 33Não há entre nós árbitro que ponha a mão sobre nós ambos. 34Tire ele a sua vara de cima de mim, e não me amedronte o seu terror. 35Então falarei, e não o temerei; porque não sou assim em mim mesmo. Jó 10 1A MINHA alma tem tédio da minha vida; darei livre curso à minha queixa, falarei na amargura da minha alma. 2Direi a Deus: Não me condenes; faze-me saber por que contendes comigo. 3Parece-te bem que me oprimas, que rejeites o trabalho das tuas mãos e resplandeças sobre o conselho dos ímpios? 4Tens tu porventura olhos de carne? Vês tu como vê o homem? 5São os teus dias como os dias do homem? Ou são os teus anos como os anos de um homem, 6Para te informares da minha iniqüidade, e averiguares o meu pecado? 7Bem sabes tu que eu não sou iníquo; todavia ninguém há que me livre da tua mão. 8As tuas mãos me fizeram e me formaram completamente; contudo me consomes. 9Peço-te que te lembres de que como barro me formaste e me farás voltar ao pó. 10Porventura não me vazaste como leite, e como queijo não me coalhaste? 11De pele e carne me vestiste, e de ossos e nervos me teceste. 12Vida e misericórdia me concedeste; e o teu cuidado guardou o meu espírito. 13Porém estas coisas as ocultaste no teu coração; bem sei eu que isto esteve contigo. 14Se eu pecar, tu me observas; e da minha iniqüidade não me escusarás. 15Se for ímpio, ai de mim! E se for justo, não levantarei a minha cabeça; farto estou da minha ignomínia; e vê qual é a minha aflição, 16Porque se vai crescendo; tu me caças como a um leão feroz; tornas a fazer maravilhas para comigo. 17Tu renovas contra mim as tuas testemunhas, e multiplicas contra mim a tua ira; reveses e combate estão comigo. 18Por que, pois, me tiraste da madre? Ah! se então tivera expirado, e olho nenhum me visse! 19Então eu teria sido como se nunca fora; e desde o ventre seria levado à sepultura! 20Porventura não são poucos os meus dias? Cessa, pois, e deixa-me, para que por um pouco eu tome alento. 21Antes que eu vá para o lugar de que não voltarei, à terra da escuridão e da sombra da morte; 22Terra escuríssima, como a própria escuridão, terra da sombra da morte e sem ordem alguma, e onde a luz é como a escuridão. Jó 11 1ENTÃO respondeu Zofar, o naamatita, e disse: 2Porventura não se dará resposta à multidão de palavras? E o homem falador será justificado? 3Às tuas mentiras se hão de calar os homens? E zombarás tu sem que ninguém te envergonhe? 4Pois dizes: A minha doutrina é pura, e limpo sou aos teus olhos. 5Mas na verdade, quem dera que Deus falasse e abrisse os seus lábios contra ti! 6E te fizesse saber os segredos da sabedoria, que é multíplice em eficácia; sabe, pois, que Deus exige de ti menos do que merece a tua iniqüidade. 7Porventura alcançarás os caminhos de Deus, ou chegarás à perfeição do TodoPoderoso? 8Como as alturas dos céus é a sua sabedoria; que poderás tu fazer? É mais profunda do que o inferno, que poderás tu saber? 9Mais comprida é a sua medida do que a terra, e mais larga do que o mar. 10Se ele passar, aprisionar, ou chamar a juízo, quem o impedirá? 11Porque ele conhece aos homens vãos, e vê o vício; e não o terá em consideração? 12Mas o homem vão é falto de entendimento; sim, o homem nasce como a cria do jumento montês. 13Se tu preparares o teu coração, e estenderes as tuas mãos para ele; 14Se há iniqüidade na tua mão, lança-a para longe de ti e não deixes habitar a injustiça nas tuas tendas. 15Porque então o teu rosto levantarás sem mácula; e estarás firme, e não temerás. 16Porque te esquecerás do cansaço, e lembrar-te-ás dele como das águas que já passaram. 17E a tua vida mais clara se levantará do que o meio-dia; ainda que haja trevas, será como a manhã. 18E terás confiança, porque haverá esperança; olharás em volta e repousarás seguro. 19E deitar-te-ás, e ninguém te espantará; muitos suplicarão o teu favor. 20Porém os olhos dos ímpios desfalecerão, e perecerá o seu refúgio; e a sua esperança será o expirar da alma. Jó 12 1ENTÃO Jó respondeu, dizendo: 2Na verdade, vós sois o povo, e convosco morrerá a sabedoria. 3Também eu tenho entendimento como vós, e não vos sou inferior; e quem não sabe tais coisas como essas? 4Eu sou motivo de riso para os meus amigos; eu, que invoco a Deus, e ele me responde; o justo e perfeito serve de zombaria. 5Tocha desprezível é, na opinião do que está descansado, aquele que está pronto a vacilar com os pés. 6As tendas dos assoladores têm descanso, e os que provocam a Deus estão seguros; nas suas mãos Deus lhes põe tudo. 7Mas, pergunta agora às alimárias, e cada uma delas te ensinará; e às aves dos céus, e elas te farão saber; 8Ou fala com a terra, e ela te ensinará; até os peixes do mar te contarão. 9Quem não entende, por todas estas coisas, que a mão do SENHOR fez isto? 10Na sua mão está a alma de tudo quanto vive, e o espírito de toda a carne humana. 11Porventura o ouvido não provará as palavras, como o paladar prova as comidas? 12Com os idosos está a sabedoria, e na longevidade o entendimento. 13Com ele está a sabedoria e a força; conselho e entendimento tem. 14Eis que ele derruba, e ninguém há que edifique; prende um homem, e ninguém há que o solte. 15Eis que ele retém as águas, e elas secam; e solta-as, e elas transtornam a terra. 16Com ele está a força e a sabedoria; seu é o que erra e o que o faz errar. 17Aos conselheiros leva despojados, e aos juízes faz desvairar. 18Solta a autoridade dos reis, e ata o cinto aos seus lombos. 19Aos sacerdotes leva despojados, aos poderosos transtorna. 20Aos acreditados tira a fala, e tira o entendimento aos anciãos. 21Derrama desprezo sobre os príncipes, e afrouxa o cinto dos fortes. 22Das trevas descobre coisas profundas, e traz à luz a sombra da morte. 23Multiplica as nações e as faz perecer; dispersa as nações, e de novo as reconduz. 24Tira o entendimento aos chefes dos povos da terra, e os faz vaguear pelos desertos, sem caminho. 25Nas trevas andam às apalpadelas, sem terem luz, e os faz desatinar como ébrios. Jó 13 1EIS que tudo isto viram os meus olhos, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam. 2Como vós o sabeis, também eu o sei; não vos sou inferior. 3Mas eu falarei ao Todo-Poderoso, e quero defender-me perante Deus. 4Vós, porém, sois inventores de mentiras, e vós todos médicos que não valem nada. 5Quem dera que vos calásseis de todo, pois isso seria a vossa sabedoria. 6Ouvi agora a minha defesa, e escutai os argumentos dos meus lábios. 7Porventura por Deus falareis perversidade e por ele falareis mentiras? 8Fareis acepção da sua pessoa? Contendereis por Deus? 9Ser-vos-ia bom, se ele vos esquadrinhasse? Ou zombareis dele, como se zomba de algum homem? 10Certamente vos repreenderá, se em oculto fizerdes acepção de pessoas. 11Porventura não vos espantará a sua alteza, e não cairá sobre vós o seu terror? 12As vossas memórias são como provérbios de cinza; as vossas defesas como defesas de lodo. 13Calai-vos perante mim, e falarei eu, e venha sobre mim o que vier. 14Por que razão tomarei eu a minha carne com os meus dentes, e porei a minha vida na minha mão? 15Ainda que ele me mate, nele esperarei; contudo os meus caminhos defenderei diante dele. 16Também ele será a minha salvação; porém o hipócrita não virá perante ele. 17Ouvi com atenção as minhas palavras, e com os vossos ouvidos a minha declaração. 18Eis que já tenho ordenado a minha causa, e sei que serei achado justo. 19Quem é o que contenderá comigo? Se eu agora me calasse, renderia o espírito. 20Duas coisas somente não faças para comigo; então não me esconderei do teu rosto: 21Desvia a tua mão para longe, de mim, e não me espante o teu terror. 22Chama, pois, e eu responderei; ou eu falarei, e tu me responderás. 23Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado. 24Por que escondes o teu rosto, e me tens por teu inimigo? 25Porventura acossarás uma folha arrebatada pelo vento? E perseguirás o restolho seco? 26Por que escreves contra mim coisas amargas e me fazes herdar as culpas da minha mocidade? 27Também pões os meus pés no tronco, e observas todos os meus caminhos, e marcas os sinais dos meus pés. 28E ele me consome como a podridão, e como a roupa, à qual rói a traça. Jó 14 1O HOMEM, nascido da mulher, é de poucos dias e farto de inquietação. 2Sai como a flor, e murcha; foge também como a sombra, e não permanece. 3E sobre este tal abres os teus olhos, e a mim me fazes entrar no juízo contigo. 4Quem do imundo tirará o puro? Ninguém. 5Visto que os seus dias estão determinados, contigo está o número dos seus meses; e tu lhe puseste limites, e não passará além deles. 6Desvia-te dele, para que tenha repouso, até que, como o jornaleiro, tenha contentamento no seu dia. 7Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos. 8Se envelhecer na terra a sua raiz, e o seu tronco morrer no pó, 9Ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como uma planta. 10Porém, morto o homem, é consumido; sim, rendendo o homem o espírito, então onde está ele? 11Como as águas se retiram do mar, e o rio se esgota, e fica seco, 12Assim o homem se deita, e não se levanta; até que não haja mais céus, não acordará nem despertará de seu sono. 13Quem dera que me escondesses na sepultura, e me ocultasses até que a tua ira se fosse; e me pusesses um limite, e te lembrasses de mim! 14Morrendo o homem, porventura tornará a viver? Todos os dias de meu combate esperaria, até que viesse a minha mudança. 15Chamar-me-ias, e eu te responderia, e terias afeto à obra de tuas mãos. 16Mas agora contas os meus passos; porventura não vigias sobre o meu pecado? 17A minha transgressão está selada num saco, e amontoas as minhas iniqüidades. 18E, na verdade, caindo a montanha, desfaz-se; e a rocha se remove do seu lugar. 19As águas gastam as pedras, as cheias afogam o pó da terra; e tu fazes perecer a esperança do homem; 20Tu para sempre prevaleces contra ele, e ele passa; mudas o seu rosto, e o despedes. 21Os seus filhos recebem honra, sem que ele o saiba; são humilhados, sem que ele o perceba; 22Mas a sua carne nele tem dores, e a sua alma nele lamenta. Jó 15 1ENTÃO respondeu Elifaz o temanita, e disse: 2Porventura proferirá o sábio vã sabedoria? E encherá do vento oriental o seu ventre, 3Argüindo com palavras que de nada servem, e com razões, de que nada aproveita? 4E tu tens feito vão o temor, e diminuis os rogos diante de Deus. 5Porque a tua boca declara a tua iniqüidade; e tu escolhes a língua dos astutos. 6A tua boca te condena, e não eu, e os teus lábios testificam contra ti. 7És tu porventura o primeiro homem que nasceu? Ou foste formado antes dos outeiros? 8Ou ouviste o secreto conselho de Deus e a ti só limitaste a sabedoria? 9Que sabes tu, que nós não saibamos? Que entendes, que não haja em nós? 10Também há entre nós encanecidos e idosos, muito mais idosos do que teu pai. 11Porventura fazes pouco caso das consolações de Deus, e da suave palavra que te dirigimos? 12Por que te arrebata o teu coração, e por que piscam os teus olhos? 13Para virares contra Deus o teu espírito, e deixares sair tais palavras da tua boca? 14Que é o homem, para que seja puro? E o que nasce da mulher, para ser justo? 15Eis que ele não confia nos seus santos, e nem os céus são puros aos seus olhos. 16Quanto mais abominável e corrupto é o homem que bebe a iniqüidade como a água? 17Escuta-me, mostrar-te-ei; e o que tenho visto te contarei 18 (O que os sábios anunciaram, ouvindo-o de seus pais, e o não ocultaram; 19Aos quais somente se dera a terra, e nenhum estranho passou por entre eles): 20Todos os dias o ímpio é atormentado, e se reserva, para o tirano, um certo número de anos. 21O sonido dos horrores está nos seus ouvidos; até na paz lhe sobrevém o assolador. 22Não crê que tornará das trevas, mas que o espera a espada. 23Anda vagueando por pão, dizendo: Onde está? Bem sabe que já o dia das trevas lhe está preparado, à mão. 24Assombram-no a angústia e a tribulação; prevalecem contra ele, como o rei preparado para a peleja; 25Porque estendeu a sua mão contra Deus, e contra o Todo-Poderoso se embraveceu. 26Arremete contra ele com a dura cerviz, e contra os pontos grossos dos seus escudos. 27Porquanto cobriu o seu rosto com a sua gordura, e criou gordura nas ilhargas. 28E habitou em cidades assoladas, em casas em que ninguém morava, que estavam a ponto de fazer-se montões de ruínas. 29Não se enriquecerá, nem subsistirá a sua fazenda, nem se estenderão pela terra as suas possessões. 30Não escapará das trevas; a chama do fogo secará os seus renovos, e ao sopro da sua boca desaparecerá. 31Não confie, pois, na vaidade, enganando-se a si mesmo, porque a vaidade será a sua recompensa. 32Antes do seu dia ela se consumará; e o seu ramo não reverdecerá. 33Sacudirá as suas uvas verdes, como as da vide, e deixará cair a sua flor como a oliveira, 34Porque a congregação dos hipócritas se fará estéril, e o fogo consumirá as tendas do suborno. 35Concebem a malícia, e dão à luz a iniqüidade, e o seu ventre prepara enganos. Jó 16 1ENTÃO respondeu Jó, dizendo: 2Tenho ouvido muitas coisas como estas; todos vós sois consoladores molestos. 3Porventura não terão fim essas palavras de vento? Ou o que te irrita, para assim responderes? 4Falaria eu também como vós falais, se a vossa alma estivesse em lugar da minha alma, ou amontoaria palavras contra vós, e menearia contra vós a minha cabeça? 5Antes vos fortaleceria com a minha boca, e a consolação dos meus lábios abrandaria a vossa dor. 6Se eu falar, a minha dor não cessa, e, calando-me eu, qual é o meu alívio? 7Na verdade, agora tu me tens fatigado; tu assolaste toda a minha companhia, 8Testemunha disto é que já me fizeste enrugado, e a minha magreza já se levanta contra mim, e no meu rosto testifica contra mim. 9Na sua ira me despedaçou, e ele me perseguiu; rangeu os seus dentes contra mim; aguça o meu adversário os seus olhos contra mim. 10Abrem a sua boca contra mim; com desprezo me feriram nos queixos, e contra mim se ajuntam todos. 11Entrega-me Deus ao perverso, e nas mãos dos ímpios me faz cair. 12Descansado estava eu, porém ele me quebrantou; e pegou-me pela cerviz, e me despedaçou; também me pôs por seu alvo. 13Cercam-me os seus flecheiros; atravessa-me os rins, e não me poupa, e o meu fel derrama sobre a terra, 14Fere-me com ferimento sobre ferimento; arremete contra mim como um valente. 15Cosi sobre a minha pele o cilício, e revolvi a minha cabeça no pó. 16O meu rosto está todo avermelhado de chorar, e sobre as minhas pálpebras está a sombra da morte: 17Apesar de não haver violência nas minhas mãos, e de ser pura a minha oração. 18Ah! terra, não cubras o meu sangue e não haja lugar para ocultar o meu clamor! 19Eis que também agora a minha testemunha está no céu, e nas alturas o meu testemunho está. 20Os meus amigos são os que zombam de mim; os meus olhos se desfazem em lágrimas diante de Deus. 21Ah! se alguém pudesse contender com Deus pelo homem, como o homem pelo seu próximo! 22Porque decorridos poucos anos, eu seguirei o caminho por onde não tornarei. Jó 17 1O MEU espírito se vai consumindo, os meus dias se vão apagando, e só tenho perante mim a sepultura. 2Deveras estou cercado de zombadores, e os meus olhos contemplam as suas provocações. 3Promete agora, e dá-me um fiador para contigo; quem há que me dê a mão? 4Porque aos seus corações encobriste o entendimento, por isso não os exaltarás. 5O que denuncia os seus amigos, a fim de serem despojados, também os olhos de seus filhos desfalecerão. 6Porém a mim me pôs por um provérbio dos povos, de modo que me tornei uma abominação para eles. 7Pelo que já se escureceram de mágoa os meus olhos, e já todos os meus membros são como a sombra. 8Os retos pasmarão disto, e o inocente se levantará contra o hipócrita. 9E o justo seguirá o seu caminho firmemente, e o puro de mãos irá crescendo em força. 10Mas, na verdade, tornai todos vós e vinde; porque sábio nenhum acharei entre vós. 11Os meus dias passaram, e malograram os meus propósitos, as aspirações do meu coração. 12Trocaram a noite em dia; a luz está perto do fim, por causa das trevas. 13Se eu esperar, a sepultura será a minha casa; nas trevas estenderei a minha cama. 14À corrupção clamo: Tu és meu pai; e aos vermes: Vós sois minha mãe e minha irmã. 15Onde, pois, estaria agora a minha esperança? Sim, a minha esperança, quem a poderá ver? 16As barras da sepultura descerão quando juntamente no pó teremos descanso. Jó 18 1ENTÃO respondeu Bildade, o suíta, e disse: 2Até quando poreis fim às palavras? Considerai bem, e então falaremos. 3Por que somos tratados como animais, e como imundos aos vossos olhos? 4Oh tu, que despedaças a tua alma na tua ira, será a terra deixada por tua causa? Remover-se-ão as rochas do seu lugar? 5Na verdade, a luz dos ímpios se apagará, e a chama do seu fogo não resplandecerá. 6A luz se escurecerá nas suas tendas, e a sua lâmpada sobre ele se apagará. 7Os seus passos firmes se estreitarão, e o seu próprio conselho o derrubará. 8Porque por seus próprios pés é lançado na rede, e andará nos fios enredados. 9O laço o apanhará pelo calcanhar, e a armadilha o prenderá. 10Está escondida debaixo da terra uma corda, e uma armadilha na vereda. 11Os assombros o espantarão de todos os lados, e o perseguirão a cada passo. 12Será faminto o seu vigor, e a destruição está pronta ao seu lado. 13Serão devorados os membros do seu corpo; sim, o primogênito da morte devorará os seus membros. 14A sua confiança será arrancada da sua tenda, onde está confiado, e isto o fará caminhar para o rei dos terrores. 15Morará na sua mesma tenda, o que não lhe pertence; espalhar-se-á enxofre sobre a sua habitação. 16Por baixo se secarão as suas raízes e por cima serão cortados os seus ramos. 17A sua memória perecerá da terra, e pelas praças não terá nome. 18Da luz o lançarão nas trevas, e afugentá-lo-ão do mundo. 19Não terá filho nem neto entre o seu povo, e nem quem lhe suceda nas suas moradas. 20Do seu dia se espantarão os do ocidente, assim como se espantam os do oriente. 21Tais são, na verdade, as moradas do perverso, e este é o lugar do que não conhece a Deus. Jó 19 1RESPONDEU, porém, Jó, dizendo: 2Até quando afligireis a minha alma, e me quebrantareis com palavras? 3Já dez vezes me vituperastes; não tendes vergonha de injuriar-me. 4Embora haja eu, na verdade, errado, comigo ficará o meu erro. 5Se deveras vos quereis engrandecer contra mim, e argüir-me pelo meu opróbrio, 6Sabei agora que Deus é o que me transtornou, e com a sua rede me cercou. 7Eis que clamo: Violência! Porém não sou ouvido. Grito: Socorro! Porém não há justiça. 8O meu caminho ele entrincheirou, e já não posso passar, e nas minhas veredas pôs trevas. 9Da minha honra me despojou; e tirou-me a coroa da minha cabeça. 10Quebrou-me de todos os lados, e eu me vou; e arrancou a minha esperança, como a uma árvore. 11E fez inflamar contra mim a sua ira, e me reputou para consigo, como a seus inimigos. 12Juntas vieram as suas tropas, e prepararam contra mim o seu caminho, e se acamparam ao redor da minha tenda. 13Pôs longe de mim a meus irmãos, e os que me conhecem, como estranhos se apartaram de mim. 14Os meus parentes me deixaram, e os meus conhecidos se esqueceram de mim. 15Os meus domésticos e as minhas servas me reputaram como um estranho, e vim a ser um estrangeiro aos seus olhos. 16Chamei a meu criado, e ele não me respondeu; cheguei a suplicar-lhe com a minha própria boca. 17O meu hálito se fez estranho à minha mulher; tanto que supliquei o interesse dos filhos do meu corpo. 18Até os pequeninos me desprezam, e, levantando-me eu, falam contra mim. 19Todos os homens da minha confidência me abominam, e até os que eu amava se tornaram contra mim. 20Os meus ossos se apegaram à minha pele e à minha carne, e escapei só com a pele dos meus dentes. 21Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de Deus me tocou. 22Por que me perseguis assim como Deus, e da minha carne não vos fartais? 23Quem me dera agora, que as minhas palavras fossem escritas! Quem me dera, fossem gravadas num livro! 24E que, com pena de ferro, e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha. 25Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. 26E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus, 27Vê-lo-ei, por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros o contemplarão; e por isso os meus rins se consomem no meu interior. 28Na verdade, que devíeis dizer: Por que o perseguimos? Pois a raiz da acusação se acha em mim. 29Temei vós mesmos a espada; porque o furor traz os castigos da espada, para saberdes que há um juízo. Jó 20 1ENTÃO respondeu Zofar, o naamatita, e disse: 2Visto que os meus pensamentos me fazem responder, eu me apresso. 3Eu ouvi a repreensão, que me envergonha, mas o espírito do meu entendimento responderá por mim. 4Porventura não sabes tu que desde a antiguidade, desde que o homem foi posto sobre a terra, 5O júbilo dos ímpios é breve, e a alegria dos hipócritas momentânea? 6Ainda que a sua altivez suba até ao céu, e a sua cabeça chegue até às nuvens. 7Contudo, como o seu próprio esterco, perecerá para sempre; e os que o viam dirão: Onde está? 8Como um sonho voará, e não será achado, e será afugentado como uma visão da noite. 9O olho, que já o viu, jamais o verá, nem o seu lugar o verá mais. 10Os seus filhos procurarão agradar aos pobres, e as suas mãos restituirão os seus bens. 11Os seus ossos estão cheios do vigor da sua mocidade, mas este se deitará com ele no pó. 12Ainda que o mal lhe seja doce na boca, e ele o esconda debaixo da sua língua, 13E o guarde, e não o deixe, antes o retenha no seu paladar, 14Contudo a sua comida se mudará nas suas entranhas; fel de áspides será interiormente. 15Engoliu riquezas, porém vomitá-las-á; do seu ventre Deus as lançará. 16Veneno de áspides sorverá; língua de víbora o matará. 17Não verá as correntes, os rios e os ribeiros de mel e manteiga. 18Restituirá o seu trabalho, e não o engolirá; conforme ao poder de sua mudança, e não saltará de gozo. 19Porquanto oprimiu e desamparou os pobres, e roubou a casa que não edificou. 20Porquanto não sentiu sossego no seu ventre; nada salvará das coisas por ele desejadas. 21Nada lhe sobejará do que coma; por isso as suas riquezas não durarão. 22Sendo plena a sua abastança, estará angustiado; toda a força da miséria virá sobre ele. 23Mesmo estando ele a encher a sua barriga, Deus mandará sobre ele o ardor da sua ira, e a fará chover sobre ele quando for comer. 24Ainda que fuja das armas de ferro, o arco de bronze o atravessará. 25Desembainhará a espada que sairá do seu corpo, e resplandecendo virá do seu fel; e haverá sobre ele assombros. 26Toda a escuridão se ocultará nos seus esconderijos; um fogo não assoprado o consumirá, irá mal com o que ficar na sua tenda. 27Os céus manifestarão a sua iniqüidade; e a terra se levantará contra ele. 28As riquezas de sua casa serão transportadas; no dia da sua ira todas se derramarão. 29Esta, da parte de Deus, é a porção do homem ímpio; esta é a herança que Deus lhe decretou. Jó 21 1RESPONDEU, porém, Jó, dizendo: 2Ouvi atentamente as minhas razões; e isto vos sirva de consolação. 3Sofrei-me, e eu falarei; e havendo eu falado, zombai. 4Porventura eu me queixo de algum homem? Porém, ainda que assim fosse, por que não se angustiaria o meu espírito? 5Olhai para mim, e pasmai; e ponde a mão sobre a boca. 6Porque, quando me lembro disto me perturbo, e a minha carne é sobressaltada de horror. 7Por que razão vivem os ímpios, envelhecem, e ainda se robustecem em poder? 8A sua descendência se estabelece com eles perante a sua face; e os seus renovos perante os seus olhos. 9As suas casas têm paz, sem temor; e a vara de Deus não está sobre eles. 10O seu touro gera, e não falha; pare a sua vaca, e não aborta. 11Fazem sair as suas crianças, como a um rebanho, e seus filhos andam saltando. 12Levantam a voz, ao som do tamboril e da harpa, e alegram-se ao som do órgão. 13Na prosperidade gastam os seus dias, e num momento descem à sepultura. 14E, todavia, dizem a Deus: Retira-te de nós; porque não desejamos ter conhecimento dos teus caminhos. 15Quem é o Todo-Poderoso, para que nós o sirvamos? E que nos aproveitará que lhe façamos orações? 16Vede, porém, que a prosperidade não está nas mãos deles; esteja longe de mim o conselho dos ímpios! 17Quantas vezes sucede que se apaga a lâmpada dos ímpios, e lhes sobrevém a sua destruição? E Deus na sua ira lhes reparte dores! 18Porque são como a palha diante do vento, e como a pragana, que arrebata o redemoinho. 19Deus guarda a sua violência para seus filhos, e dá-lhe o pago, para que o conheça. 20Seus olhos verão a sua ruína, e ele beberá do furor do Todo-Poderoso. 21Por que, que prazer teria na sua casa, depois de morto, cortando-se-lhe o número dos seus meses? 22Porventura a Deus se ensinaria ciência, a ele que julga os excelsos? 23Um morre na força da sua plenitude, estando inteiramente sossegado e tranqüilo. 24Com seus baldes cheios de leite, e a medula dos seus ossos umedecida. 25E outro, ao contrário, morre na amargura do seu coração, não havendo provado do bem. 26Juntamente jazem no pó, e os vermes os cobrem. 27Eis que conheço bem os vossos pensamentos; e os maus intentos com que injustamente me fazeis violência. 28Porque direis: Onde está a casa do príncipe, e onde a tenda em que moravam os ímpios? 29Porventura não perguntastes aos que passam pelo caminho, e não conheceis os seus sinais, 30Que o mau é preservado para o dia da destruição; e arrebatado no dia do furor? 31Quem acusará diante dele o seu caminho, e quem lhe dará o pago do que faz? 32Finalmente é levado à sepultura, e vigiam-lhe o túmulo. 33Os torrões do vale lhe são doces, e o seguirão todos os homens; e adiante dele foram inumeráveis. 34Como, pois, me consolais com vaidade? Pois nas vossas respostas ainda resta a transgressão. Jó 22 1ENTÃO respondeu Elifaz, o temanita, dizendo: 2Porventura será o homem de algum proveito a Deus? Antes a si mesmo o prudente será proveitoso. 3Ou tem o Todo-Poderoso prazer em que tu sejas justo, ou algum lucro em que tu faças perfeitos os teus caminhos? 4Ou te repreende, pelo temor que tem de ti, ou entra contigo em juízo? 5Porventura não é grande a tua malícia, e sem termo as tuas iniqüidades? 6Porque sem causa penhoraste a teus irmãos, e aos nus despojaste as vestes. 7Não deste ao cansado água a beber, e ao faminto retiveste o pão. 8Mas para o poderoso era a terra, e o homem tido em respeito habitava nela. 9As viúvas despediste vazias, e os braços dos órfãos foram quebrados. 10Por isso é que estás cercado de laços, e te perturba um pavor repentino, 11Ou trevas em que nada vês, e a abundância de águas que te cobre. 12Porventura Deus não está na altura dos céus? Olha para a altura das estrelas; quão elevadas estão. 13Se dizes: que sabe Deus? Porventura julgará ele através da escuridão? 14As nuvens são esconderijo para ele, para que não veja; e passeia pelo circuito dos céus. 15Porventura queres guardar a vereda antiga, que pisaram os homens iníquos? 16Eles foram arrebatados antes do seu tempo; sobre o seu fundamento um dilúvio se derramou. 17Diziam a Deus: Retira-te de nós. E: Que foi que o Todo-Poderoso nos fez? 18Contudo ele encheu de bens as suas casas; mas o conselho dos ímpios esteja longe de mim. 19Os justos o vêem, e se alegram, e o inocente escarnece deles. 20Porquanto o nosso adversário não foi destruído, mas o fogo consumiu o que restou deles. 21Apega-te, pois, a ele, e tem paz, e assim te sobrevirá o bem. 22Aceita, peço-te, a lei da sua boca, e põe as suas palavras no teu coração. 23Se te voltares ao Todo-Poderoso, serás edificado; se afastares a iniqüidade da tua tenda, 24E deitares o teu tesouro no pó, e o ouro de Ofir nas pedras dos ribeiros, 25Então o Todo-Poderoso será o teu tesouro, e a tua prata acumulada. 26Porque então te deleitarás no Todo-Poderoso, e levantarás o teu rosto para Deus. 27Orarás a ele, e ele te ouvirá, e pagarás os teus votos. 28Determinarás tu algum negócio, e ser-te-á firme, e a luz brilhará em teus caminhos. 29Quando te abaterem, então tu dirás: Haja exaltação! E Deus salvará ao humilde. 30E livrará até ao que não é inocente; porque será libertado pela pureza de tuas mãos. Jó 23 1RESPONDEU, porém, Jó, dizendo: 2Ainda hoje a minha queixa está em amargura; a minha mão pesa sobre meu gemido. 3Ah, se eu soubesse onde o poderia achar! Então me chegaria ao seu tribunal. 4Exporia ante ele a minha causa, e a minha boca encheria de argumentos. 5Saberia as palavras com que ele me responderia, e entenderia o que me dissesse. 6Porventura segundo a grandeza de seu poder contenderia comigo? Não: ele antes me atenderia. 7Ali o reto pleitearia com ele, e eu me livraria para sempre do meu Juiz. 8Eis que se me adianto, ali não está; se torno para trás, não o percebo. 9Se opera à esquerda, não o vejo; se se encobre à direita, não o diviso. 10Porém ele sabe o meu caminho; provando-me ele, sairei como o ouro. 11Nas suas pisadas os meus pés se afirmaram; guardei o seu caminho, e não me desviei dele. 12Do preceito de seus lábios nunca me apartei, e as palavras da sua boca guardei mais do que a minha porção. 13Mas, se ele resolveu alguma coisa, quem então o desviará? O que a sua alma quiser, isso fará. 14Porque cumprirá o que está ordenado a meu respeito, e muitas coisas como estas ainda tem consigo. 15Por isso me perturbo perante ele, e quando isto considero, temo-me dele. 16Porque Deus macerou o meu coração, e o Todo-Poderoso me perturbou. 17Porquanto não fui desarraigado por causa das trevas, e nem encobriu o meu rosto com a escuridão. Jó 24 1VISTO que do Todo-Poderoso não se encobriram os tempos, por que, os que o conhecem, não vêem os seus dias? 2Até os limites removem; roubam os rebanhos, e os apascentam. 3Do órfão levam o jumento; tomam em penhor o boi da viúva. 4Desviam do caminho os necessitados; e os pobres da terra juntos se escondem. 5Eis que, como jumentos monteses no deserto, saem à sua obra, madrugando para a presa; a campina dá mantimento a eles e aos seus filhos. 6No campo segam o seu pasto, e vindimam a vinha do ímpio. 7Ao nu fazem passar a noite sem roupa, não tendo ele coberta contra o frio. 8Pelas chuvas das montanhas são molhados e, não tendo refúgio, abraçam-se com as rochas. 9Ao orfãozinho arrancam dos peitos, e tomam o penhor do pobre. 10Fazem com que os nus vão sem roupa e aos famintos tiram as espigas. 11Dentro das suas paredes espremem o azeite; pisam os lagares, e ainda têm sede. 12Desde as cidades gemem os homens, e a alma dos feridos exclama, e contudo Deus lho não imputa como loucura. 13Eles estão entre os que se opõem à luz; não conhecem os seus caminhos, e não permanecem nas suas veredas. 14De madrugada se levanta o homicida, mata o pobre e necessitado, e de noite é como o ladrão. 15Assim como o olho do adúltero aguarda o crepúsculo, dizendo: Não me verá olho nenhum; e oculta o rosto, 16Nas trevas minam as casas, que de dia se marcaram; não conhecem a luz. 17Porque a manhã para todos eles é como sombra de morte; pois, sendo conhecidos, sentem os pavores da sombra da morte. 18É ligeiro sobre a superfície das águas; maldita é a sua parte sobre a terra; não volta pelo caminho das vinhas. 19A secura e o calor desfazem as águas da neve; assim desfará a sepultura aos que pecaram. 20A madre se esquecerá dele, os vermes o comerão gostosamente; nunca mais haverá lembrança dele; e a iniqüidade se quebrará como uma árvore. 21Aflige à estéril que não dá à luz, e à viúva não faz bem. 22Até aos poderosos arrasta com a sua força; se ele se levanta, não há vida segura. 23Se Deus lhes dá descanso, estribam-se nisso; seus olhos porém estão nos caminhos deles. 24Por um pouco se exaltam, e logo desaparecem; são abatidos, encerrados como todos os demais; e cortados como as cabeças das espigas. 25Se agora não é assim, quem me desmentirá e desfará as minhas razões? Jó 25 1ENTÃO respondeu Bildade, o suíta, e disse: 2Com ele estão domínio e temor; ele faz paz nas suas alturas. 3Porventura têm número as suas tropas? E sobre quem não se levanta a sua luz? 4Como, pois, seria justo o homem para com Deus, e como seria puro aquele que nasce de mulher? 5Eis que até a lua não resplandece, e as estrelas não são puras aos seus olhos. 6E quanto menos o homem, que é um verme, e o filho do homem, que é um vermezinho! Jó 26 1JÓ, porém, respondeu, dizendo: 2Como ajudaste aquele que não tinha força, e sustentaste o braço que não tinha vigor? 3Como aconselhaste aquele que não tinha sabedoria, e plenamente fizeste saber a causa, assim como era? 4A quem proferiste palavras, e de quem é o espírito que saiu de ti? 5Os mortos tremem debaixo das águas, com os seus moradores. 6O inferno está nu perante ele, e não há coberta para a perdição. 7O norte estende sobre o vazio; e suspende a terra sobre o nada. 8Prende as águas nas suas nuvens, todavia a nuvem não se rasga debaixo delas. 9Encobre a face do seu trono, e sobre ele estende a sua nuvem. 10Marcou um limite sobre a superfície das águas em redor, até aos confins da luz e das trevas. 11As colunas do céu tremem, e se espantam da sua ameaça. 12Com a sua força fende o mar, e com o seu entendimento abate a soberba. 13Pelo seu Espírito ornou os céus; a sua mão formou a serpente enroscadiça. 14Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pouco é o que temos ouvido dele! Quem, pois, entenderia o trovão do seu poder? Jó 27 1E PROSSEGUINDO Jó em seu discurso, disse: 2Vive Deus, que desviou a minha causa, e o Todo-Poderoso, que amargurou a minha alma. 3Que, enquanto em mim houver alento, e o sopro de Deus nas minhas narinas, 4Não falarão os meus lábios iniqüidade, nem a minha língua pronunciará engano. 5Longe de mim que eu vos justifique; até que eu expire, nunca apartarei de mim a minha integridade. 6À minha justiça me apegarei e não a largarei; não me reprovará o meu coração em toda a minha vida. 7Seja como o ímpio o meu inimigo, e como o perverso o que se levantar contra mim. 8Porque qual será a esperança do hipócrita, havendo sido avaro, quando Deus lhe arrancar a sua alma? 9Porventura Deus ouvirá o seu clamor, sobrevindo-lhe a tribulação? 10Deleitar-se-á no Todo-Poderoso, ou invocará a Deus em todo o tempo? 11Ensinar-vos-ei acerca da mão de Deus, e não vos encobrirei o que está com o Todo-Poderoso. 12Eis que todos vós já o vistes; por que, pois, vos desvaneceis na vossa vaidade? 13Esta, pois, é a porção do homem ímpio da parte de Deus, e a herança, que os tiranos receberão do Todo-Poderoso. 14Se os seus filhos se multiplicarem, será para a espada, e a sua prole não se fartará de pão. 15Os que ficarem dele na morte serão enterrados, e as suas viúvas não chorarão. 16Se amontoar prata como pó, e aparelhar roupas como lodo, 17Ele as aparelhará, porém o justo as vestirá, e o inocente repartirá a prata. 18E edificará a sua casa como a traça, e como o guarda que faz a cabana. 19Rico se deita, e não será recolhido; abre os seus olhos, e nada terá. 20Pavores se apoderam dele como águas; de noite o arrebata a tempestade. 21O vento oriental leva-o, e ele se vai, e varre-o com ímpeto do seu lugar. 22E Deus lançará isto sobre ele, e não lhe poupará; irá fugindo da sua mão. 23Cada um baterá palmas contra ele e assobiará tirando-o do seu lugar. Jó 28 1NA verdade, há veios de onde se extrai a prata, e lugar onde se refina o ouro. 2O ferro tira-se da terra, e da pedra se funde o cobre. 3Ele põe fim às trevas, e toda a extremidade ele esquadrinha, a pedra da escuridão e a da sombra da morte. 4Abre um poço de mina longe dos homens, em lugares esquecidos do pé; ficando pendentes longe dos homens, oscilam de um lado para outro. 5Da terra procede o pão, mas por baixo é revolvida como por fogo. 6As suas pedras são o lugar da safira, e tem pó de ouro. 7Essa vereda a ave de rapina a ignora, e não a viram os olhos da gralha. 8Nunca a pisaram filhos de animais altivos, nem o feroz leão passou por ela. 9Ele estende a sua mão contra o rochedo, e revolve os montes desde as suas raízes. 10Dos rochedos faz sair rios, e o seu olho vê tudo o que há de precioso. 11Os rios tapa, e nem uma gota sai deles, e tira à luz o que estava escondido. 12Porém onde se achará a sabedoria, e onde está o lugar da inteligência? 13O homem não conhece o seu valor, e nem ela se acha na terra dos viventes. 14O abismo diz: Não está em mim; e o mar diz: Ela não está comigo. 15Não se dará por ela ouro fino, nem se pesará prata em troca dela. 16Nem se pode comprar por ouro fino de Ofir, nem pelo precioso ônix, nem pela safira. 17Com ela não se pode comparar o ouro nem o cristal; nem se trocará por jóia de ouro fino. 18Não se fará menção de coral nem de pérolas; porque o valor da sabedoria é melhor que o dos rubis. 19Não se lhe igualará o topázio da Etiópia, nem se pode avaliar por ouro puro. 20Donde, pois, vem a sabedoria, e onde está o lugar da inteligência? 21Pois está encoberta aos olhos de todo o vivente, e oculta às aves do céu. 22A perdição e a morte dizem: Ouvimos com os nossos ouvidos a sua fama. 23Deus entende o seu caminho, e ele sabe o seu lugar. 24Porque ele vê as extremidades da terra; e vê tudo o que há debaixo dos céus. 25Quando deu peso ao vento, e tomou a medida das águas; 26Quando prescreveu leis para a chuva e caminho para o relâmpago dos trovões; 27Então a viu e relatou; estabeleceu-a, e também a esquadrinhou. 28E disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é a inteligência. Jó 29 1E PROSSEGUIU Jó no seu discurso, dizendo: 2Ah! quem me dera ser como eu fui nos meses passados, como nos dias em que Deus me guardava! 3Quando fazia resplandecer a sua lâmpada sobre a minha cabeça e quando eu pela sua luz caminhava pelas trevas. 4Como fui nos dias da minha mocidade, quando o segredo de Deus estava sobre a minha tenda; 5Quando o Todo-Poderoso ainda estava comigo, e os meus filhos em redor de mim. 6Quando lavava os meus passos na manteiga, e da rocha me corriam ribeiros de azeite; 7Quando eu saía para a porta da cidade, e na rua fazia preparar a minha cadeira, 8Os moços me viam, e se escondiam, e até os idosos se levantavam e se punham em pé; 9Os príncipes continham as suas palavras, e punham a mão sobre a sua boca; 10A voz dos nobres se calava, e a sua língua apegava-se ao seu paladar. 11Ouvindo-me algum ouvido, me tinha por bem-aventurado; vendo-me algum olho, dava testemunho de mim; 12Porque eu livrava o miserável, que clamava, como também o órfão que não tinha quem o socorresse. 13A bênção do que ia perecendo vinha sobre mim, e eu fazia que rejubilasse o coração da viúva. 14Vestia-me da justiça, e ela me servia de vestimenta; como manto e diadema era a minha justiça. 15Eu me fazia de olhos para o cego, e de pés para o coxo. 16Dos necessitados era pai, e as causas de que eu não tinha conhecimento inquiria com diligência. 17E quebrava os queixos do perverso, e dos seus dentes tirava a presa. 18E dizia: No meu ninho expirarei, e multiplicarei os meus dias como a areia. 19A minha raiz se estendia junto às águas, e o orvalho permanecia sobre os meus ramos; 20A minha honra se renovava em mim, e o meu arco se reforçava na minha mão. 21Ouviam-me e esperavam, e em silêncio atendiam ao meu conselho. 22Havendo eu falado, não replicavam, e minhas razões destilavam sobre eles; 23Porque me esperavam, como à chuva; e abriam a sua boca, como à chuva tardia. 24Se eu ria para eles, não o criam, e a luz do meu rosto não faziam abater; 25Eu escolhia o seu caminho, assentava-me como chefe, e habitava como rei entre as suas tropas; como aquele que consola os que pranteiam. Jó 30 1AGORA, porém, se riem de mim os de menos idade do que eu, cujos pais eu teria desdenhado de pôr com os cães do meu rebanho. 2De que também me serviria a força das mãos daqueles, cujo vigor se tinha esgotado? 3De míngua e fome se debilitaram; e recolhiam-se para os lugares secos, tenebrosos, assolados e desertos. 4Apanhavam malvas junto aos arbustos, e o seu mantimento eram as raízes dos zimbros. 5Do meio dos homens eram expulsos, e gritavam contra eles, como contra o ladrão; 6Para habitarem nos barrancos dos vales, e nas cavernas da terra e das rochas. 7Bramavam entre os arbustos, e ajuntavam-se debaixo das urtigas. 8Eram filhos de doidos, e filhos de gente sem nome, e da terra foram expulsos. 9Agora, porém, sou a sua canção, e lhes sirvo de provérbio. 10Abominam-me, e fogem para longe de mim, e no meu rosto não se privam de cuspir. 11Porque Deus desatou a sua corda, e me oprimiu, por isso sacudiram de si o freio perante o meu rosto. 12À direita se levantam os moços; empurram os meus pés, e preparam contra mim os seus caminhos de destruição. 13Desbaratam-me o caminho; promovem a minha miséria; contra eles não há ajudador. 14Vêm contra mim como por uma grande brecha, e revolvem-se entre a assolação. 15Sobrevieram-me pavores; como vento perseguem a minha honra, e como nuvem passou a minha felicidade. 16E agora derrama-se em mim a minha alma; os dias da aflição se apoderaram de mim. 17De noite se me traspassam os meus ossos, e os meus nervos não descansam. 18Pela grandeza do meu mal está desfigurada a minha veste, que, como a gola da minha túnica, me cinge. 19Lançou-me na lama, e fiquei semelhante ao pó e à cinza. 20Clamo a ti, porém, tu não me respondes; estou em pé, porém, para mim não atentas. 21Tornaste-te cruel contra mim; com a força da tua mão resistes violentamente. 22Levantas-me sobre o vento, fazes-me cavalgar sobre ele, e derretes-me o ser. 23Porque eu sei que me levarás à morte e à casa do ajuntamento determinada a todos os viventes. 24Porém não estenderá a mão para o túmulo, ainda que eles clamem na sua destruição. 25Porventura não chorei sobre aquele que estava aflito, ou não se angustiou a minha alma pelo necessitado? 26Todavia aguardando eu o bem, então me veio o mal, esperando eu a luz, veio a escuridão. 27As minhas entranhas fervem e não estão quietas; os dias da aflição me surpreendem. 28Denegrido ando, porém não do sol; levantando-me na congregação, clamo por socorro. 29 Irmão me fiz dos chacais, e companheiro dos avestruzes. 30Enegreceu-se a minha pele sobre mim, e os meus ossos estão queimados do calor. 31A minha harpa se tornou em luto, e o meu órgão em voz dos que choram. Jó 31 1FIZ aliança com os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem? 2Que porção teria eu do Deus lá de cima, ou que herança do Todo-Poderoso desde as alturas? 3Porventura não é a perdição para o perverso, o desastre para os que praticam iniqüidade? 4Ou não vê ele os meus caminhos, e não conta todos os meus passos? 5Se andei com falsidade, e se o meu pé se apressou para o engano 6 (Pese-me em balanças fiéis, e saberá Deus a minha sinceridade), 7Se os meus passos se desviaram do caminho, e se o meu coração segue os meus olhos, e se às minhas mãos se apegou qualquer coisa, 8Então semeie eu e outro coma, e seja a minha descendência arrancada até à raiz. 9Se o meu coração se deixou seduzir por uma mulher, ou se eu armei traições à porta do meu próximo, 10Então moa minha mulher para outro, e outros se encurvem sobre ela, 11Porque é uma infâmia, e é delito pertencente aos juízes. 12Porque é fogo que consome até à perdição, e desarraigaria toda a minha renda. 13Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles contendiam comigo; 14Então que faria eu quando Deus se levantasse? E, inquirindo a causa, que lhe responderia? 15Aquele que me formou no ventre não o fez também a ele? Ou não nos formou do mesmo modo na madre? 16Se retive o que os pobres desejavam, ou fiz desfalecer os olhos da viúva, 17Ou se, sozinho comi o meu bocado, e o órfão não comeu dele 18 (Porque desde a minha mocidade cresceu comigo como com seu pai, e fui o guia da viúva desde o ventre de minha mãe), 19Se alguém vi perecer por falta de roupa, e ao necessitado por não ter coberta, 20Se os seus lombos não me abençoaram, se ele não se aquentava com as peles dos meus cordeiros, 21Se eu levantei a minha mão contra o órfão, porquanto na porta via a minha ajuda, 22Então caia do ombro a minha espádua, e separe-se o meu braço do osso. 23Porque o castigo de Deus era para mim um assombro, e eu não podia suportar a sua grandeza. 24Se no ouro pus a minha esperança, ou disse ao ouro fino: Tu és a minha confiança; 25Se me alegrei de que era muita a minha riqueza, e de que a minha mão tinha alcançado muito; 26Se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, caminhando gloriosa, 27E o meu coração se deixou enganar em oculto, e a minha boca beijou a minha mão, 28Também isto seria delito à punição de juízes; pois assim negaria a Deus que está lá em cima. 29Se me alegrei da desgraça do que me tem ódio, e se exultei quando o mal o atingiu 30 (Também não deixei pecar a minha boca, desejando a sua morte com maldição); 31Se a gente da minha tenda não disse: Ah! quem nos dará da sua carne? Nunca nos fartaríamos dela. 32O estrangeiro não passava a noite na rua; as minhas portas abria ao viandante. 33Se, como Adão, encobri as minhas transgressões, ocultando o meu delito no meu seio; 34Porque eu temia a grande multidão, e o desprezo das famílias me apavorava, e eu me calei, e não saí da porta; 35Ah! quem me dera um que me ouvisse! Eis que o meu desejo é que o Todo-Poderoso me responda, e que o meu adversário escreva um livro. 36Por certo que o levaria sobre o meu ombro, sobre mim o ataria por coroa. 37O número dos meus passos lhe mostraria; como príncipe me chegaria a ele. 38Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus sulcos juntamente chorarem, 39Se comi os seus frutos sem dinheiro, e sufoquei a alma dos seus donos, 40Por trigo me produza cardos, e por cevada joio. Acabaram-se as palavras de Jó. Jó 32 1ENTÃO aqueles três homens cessaram de responder a Jó; porque era justo aos seus próprios olhos. 2E acendeu-se a ira de Eliú, filho de Baraquel, o buzita, da família de Rão; contra Jó se acendeu a sua ira, porque se justificava a si mesmo, mais do que a Deus. 3Também a sua ira se acendeu contra os seus três amigos, porque, não achando que responder, todavia condenavam a Jó. 4Eliú, porém, esperou para falar a Jó, porquanto tinham mais idade do que ele. 5Vendo, pois, Eliú que já não havia resposta na boca daqueles três homens, a sua ira se acendeu. 6E respondeu Eliú, filho de Baraquel, o buzita, dizendo: Eu sou de menos idade, e vós sois idosos; receei-me e temi de vos declarar a minha opinião. 7Dizia eu: Falem os dias, e a multidão dos anos ensine a sabedoria. 8Na verdade, há um espírito no homem, e a inspiração do Todo-Poderoso o faz entendido. 9Os grandes não são os sábios, nem os velhos entendem o que é direito. 10Assim digo: Dai-me ouvidos, e também eu declararei a minha opinião. 11Eis que aguardei as vossas palavras, e dei ouvidos às vossas considerações, até que buscásseis razões. 12Atentando, pois, para vós, eis que nenhum de vós há que possa convencer a Jó, nem que responda às suas razões; 13Para que não digais: Achamos a sabedoria; Deus o derrubou, e não homem algum. 14Ora ele não dirigiu contra mim palavra alguma, nem lhe responderei com as vossas palavras. 15Estão pasmados, não respondem mais, faltam-lhes as palavras. 16Esperei, pois, mas não falam; porque já pararam, e não respondem mais. 17Também eu responderei pela minha parte; também eu declararei a minha opinião. 18Porque estou cheio de palavras; o meu espírito me constrange. 19Eis que dentro de mim sou como o mosto, sem respiradouro, prestes a arrebentar, como odres novos. 20Falarei, para que ache alívio; abrirei os meus lábios, e responderei. 21Que não faça eu acepção de pessoas, nem use de palavras lisonjeiras com o homem! 22Porque não sei usar de lisonjas; em breve me levaria o meu Criador. Jó 33 1ASSIM, na verdade, ó Jó, ouve as minhas razões, e dá ouvidos a todas as minhas palavras. 2Eis que já abri a minha boca; já falou a minha língua debaixo do meu paladar. 3As minhas razões provam a sinceridade do meu coração, e os meus lábios proferem o puro saber. 4O Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todo-Poderoso me deu vida. 5Se podes, responde-me, põe em ordem as tuas razões diante de mim, e apresenta-te. 6Eis que vim de Deus, como tu; do barro também eu fui formado. 7Eis que não te perturbará o meu terror, nem será pesada sobre ti a minha mão. 8Na verdade tu falaste aos meus ouvidos; e eu ouvi a voz das tuas palavras. Dizias: 9Limpo estou, sem transgressão; puro sou, e não tenho iniqüidade. 10Eis que procura pretexto contra mim, e me considera como seu inimigo. 11Põe no tronco os meus pés, e observa todas as minhas veredas. 12Eis que nisso não tens razão; eu te respondo; porque maior é Deus do que o homem. 13Por que razão contendes com ele, sendo que não responde acerca de todos os seus feitos? 14Antes Deus fala uma e duas vezes; porém ninguém atenta para isso. 15Em sonho ou em visão noturna, quando cai sono profundo sobre os homens, e adormecem na cama. 16Então o revela ao ouvido dos homens, e lhes sela a sua instrução, 17Para apartar o homem daquilo que faz, e esconder do homem a soberba. 18Para desviar a sua alma da cova, e a sua vida de passar pela espada. 19Também na sua cama é castigado com dores; e com incessante contenda nos seus ossos; 20De modo que a sua vida abomina até o pão, e a sua alma a comida apetecível. 21Desaparece a sua carne a olhos vistos, e os seus ossos, que não se viam, agora aparecem. 22E a sua alma se vai chegando à cova, e a sua vida aos que trazem a morte. 23Se com ele, pois, houver um mensageiro, um intérprete, um entre milhares, para declarar ao homem a sua retidão, 24Então terá misericórdia dele, e lhe dirá: Livra-o, para que não desça à cova; já achei resgate. 25Sua carne se reverdecerá mais do que era na mocidade, e tornará aos dias da sua juventude. 26Deveras orará a Deus, o qual se agradará dele, e verá a sua face com júbilo, e restituirá ao homem a sua justiça. 27Olhará para os homens, e dirá: Pequei, e perverti o direito, o que de nada me aproveitou. 28Porém Deus livrou a minha alma de ir para a cova, e a minha vida verá a luz. 29Eis que tudo isto é obra de Deus, duas e três vezes para com o homem, 30Para desviar a sua alma da perdição, e o iluminar com a luz dos viventes. 31Escuta, pois, ó Jó, ouve-me; cala-te, e eu falarei. 32Se tens alguma coisa que dizer, responde-me; fala, porque desejo justificar-te. 33Se não, escuta-me tu; cala-te, e ensinar-te-ei a sabedoria. Jó 34 1RESPONDEU mais Eliú, dizendo: 2Ouvi, vós, sábios, as minhas razões; e vós, entendidos, inclinai os ouvidos para mim. 3Porque o ouvido prova as palavras, como o paladar experimenta a comida. 4O que é direito escolhamos para nós; e conheçamos entre nós o que é bom. 5Porque Jó disse: Sou justo, e Deus tirou o meu direito. 6Apesar do meu direito sou considerado mentiroso; a minha ferida é incurável, embora eu esteja sem transgressão. 7Que homem há como Jó, que bebe a zombaria como água? 8E caminha em companhia dos que praticam a iniqüidade, e anda com homens ímpios? 9Porque disse: De nada aproveita ao homem o comprazer-se em Deus. 10Portanto vós, homens de entendimento, escutai-me: Longe de Deus esteja o praticar a maldade e do Todo-Poderoso o cometer a perversidade! 11Porque, segundo a obra do homem, ele lhe paga; e faz a cada um segundo o seu caminho. 12Também, na verdade, Deus não procede impiamente; nem o Todo-Poderoso perverte o juízo. 13Quem lhe entregou o governo da terra? E quem fez todo o mundo? 14Se ele pusesse o seu coração contra o homem, e recolhesse para si o seu espírito e o seu fôlego, 15Toda a carne juntamente expiraria, e o homem voltaria para o pó. 16Se, pois, há em ti entendimento, ouve isto; inclina os ouvidos ao som da minha palavra. 17Porventura o que odiasse o direito se firmaria? E tu condenarias aquele que é justo e poderoso? 18Ou dir-se-á a um rei: Oh! vil? Ou aos príncipes: Oh! ímpios? 19Quanto menos àquele, que não faz acepção das pessoas de príncipes, nem estima o rico mais do que o pobre; porque todos são obras de suas mãos. 20Eles num momento morrem; e até à meia-noite os povos são perturbados, e passam, e os poderosos serão tomados não por mão humana. 21Porque os seus olhos estão sobre os caminhos de cada um, e ele vê todos os seus passos. 22Não há trevas nem sombra de morte, onde se escondam os que praticam a iniqüidade. 23Porque Deus não sobrecarrega o homem mais do que é justo, para o fazer ir a juízo diante dele. 24Quebranta aos fortes, sem que se possa inquirir, e põe outros em seu lugar. 25Ele conhece, pois, as suas obras; de noite os transtorna, e ficam moídos. 26Ele os bate como ímpios que são, à vista dos espectadores; 27Porquanto se desviaram dele, e não compreenderam nenhum de seus caminhos, 28De sorte que o clamor do pobre subisse até ele, e que ouvisse o clamor dos aflitos. 29Se ele aquietar, quem então inquietará? Se encobrir o rosto, quem então o poderá contemplar? Seja isto para com um povo, seja para com um homem só, 30Para que o homem hipócrita nunca mais reine, e não haja laços no povo. 31Na verdade, quem a Deus disse: Suportei castigo, não ofenderei mais. 32O que não vejo, ensina-me tu; se fiz alguma maldade, nunca mais a hei de fazer? 33Virá de ti como há de ser a recompensa, para que tu a rejeites? Faze tu, pois, e não eu, a escolha; fala logo o que sabes. 34Os homens de entendimento dirão comigo, e o homem sábio que me ouvir: 35Jó falou sem conhecimento; e às suas palavras falta prudência. 36Pai meu! Provado seja Jó até ao fim, pelas suas respostas próprias de homens malignos. 37Porque ao seu pecado acrescenta a transgressão; entre nós bate palmas, e multiplica contra Deus as suas palavras. Jó 35 1RESPONDEU mais Eliú, dizendo: 2Tens por direito dizeres: Maior é a minha justiça do que a de Deus? 3Porque disseste: De que me serviria? Que proveito tiraria mais do que do meu pecado? 4Eu te darei resposta, a ti e aos teus amigos contigo. 5Atenta para os céus, e vê; e contempla as mais altas nuvens, que são mais altas do que tu. 6Se pecares, que efetuarás contra ele? Se as tuas transgressões se multiplicarem, que lhe farás? 7Se fores justo, que lhe darás, ou que receberá ele da tua mão? 8A tua impiedade faria mal a outro tal como tu; e a tua justiça aproveitaria ao filho do homem. 9Por causa das muitas opressões os homens clamam por causa do braço dos grandes. 10Porém ninguém diz: Onde está Deus que me criou, que dá salmos durante a noite; 11Que nos ensina mais do que aos animais da terra e nos faz mais sábios do que as aves dos céus? 12Clamam, porém ele não responde, por causa da arrogância dos maus. 13Certo é que Deus não ouvirá a vaidade, nem atentará para ela o Todo-Poderoso. 14E quanto ao que disseste, que o não verás, juízo há perante ele; por isso espera nele. 15Mas agora, porque a sua ira ainda não se exerce, nem grandemente considera a arrogância, 16Logo Jó em vão abre a sua boca, e sem ciência multiplica palavras. Jó 36 1PROSSEGUIU ainda Eliú, e disse: 2Espera-me um pouco, e mostrar-te-ei que ainda há razões a favor de Deus. 3De longe trarei o meu conhecimento; e ao meu Criador atribuirei a justiça. 4Porque na verdade, as minhas palavras não serão falsas; contigo está um que tem perfeito conhecimento. 5Eis que Deus é mui grande, contudo a ninguém despreza; grande é em força e sabedoria. 6Ele não preserva a vida do ímpio, e faz justiça aos aflitos. 7Do justo não tira os seus olhos; antes estão com os reis no trono; ali os assenta para sempre, e assim são exaltados. 8E se estão presos em grilhões, amarrados com cordas de aflição, 9Então lhes faz saber a obra deles, e as suas transgressões, porquanto prevaleceram nelas. 10Abre-lhes também os seus ouvidos, para sua disciplina, e ordena-lhes que se convertam da maldade. 11Se o ouvirem, e o servirem, acabarão seus dias em bem, e os seus anos em delícias. 12Porém se não o ouvirem, à espada serão passados, e expirarão sem conhecimento. 13E os hipócritas de coração amontoam para si a ira; e amarrando-os ele, não clamam por socorro. 14A sua alma morre na mocidade, e a sua vida perece entre os impuros. 15Ao aflito livra da sua aflição, e na opressão se revela aos seus ouvidos. 16Assim também te desviará da boca da angústia para um lugar espaçoso, em que não há aperto, e as iguarias da tua mesa serão cheias de gordura. 17Mas tu estás cheio do juízo do ímpio; o juízo e a justiça te sustentam. 18Porquanto há furor, guarda-te de que não sejas atingido pelo castigo violento, pois nem com resgate algum te livrarias dele. 19Estimaria ele tanto tuas riquezas? Não, nem ouro, nem todas as forças do poder. 20Não suspires pela noite, em que os povos sejam tomados do seu lugar. 21Guarda-te, e não declines para a iniqüidade; porquanto isso escolheste antes que a aflição. 22Eis que Deus é excelso em seu poder; quem ensina como ele? 23Quem lhe prescreveu o seu caminho? Ou, quem lhe dirá: Tu cometeste maldade? 24Lembra-te de engrandecer a sua obra, que os homens contemplam. 25Todos os homens a vêem, e o homem a enxerga de longe. 26Eis que Deus é grande, e nós não o compreendemos, e o número dos seus anos não se pode esquadrinhar. 27Porque faz miúdas as gotas das águas que, do seu vapor, derramam a chuva, 28A qual as nuvens destilam e gotejam sobre o homem abundantemente. 29Porventura pode alguém entender as extensões das nuvens, e os estalos da sua tenda? 30Eis que estende sobre elas a sua luz, e encobre as profundezas do mar. 31Porque por estas coisas julga os povos e lhes dá mantimento em abundância. 32Com as nuvens encobre a luz, e ordena não brilhar, interpondo a nuvem. 33O que nos dá a entender o seu pensamento, como também ao gado, acerca do temporal que sobe. Jó 37 1SOBRE isto também treme o meu coração, e salta do seu lugar. 2Atentamente ouvi a indignação da sua voz, e o sonido que sai da sua boca. 3Ele o envia por debaixo de todos os céus, e a sua luz até aos confins da terra. 4Depois disto ruge uma voz; ele troveja com a sua voz majestosa; e ele não os detém quando a sua voz é ouvida. 5Com a sua voz troveja Deus maravilhosamente; faz grandes coisas, que nós não podemos compreender. 6Porque à neve diz: Cai sobre a terra; como também à garoa e à sua forte chuva. 7Ele sela as mãos de todo o homem, para que conheçam todos os homens a sua obra. 8E as feras entram nos seus esconderijos e ficam nas suas cavernas. 9Da recâmara do sul sai o tufão, e do norte o frio. 10Pelo sopro de Deus se dá a geada, e as largas águas se congelam. 11Também de umidade carrega as grossas nuvens, e esparge as nuvens com a sua luz. 12Então elas, segundo o seu prudente conselho, se espalham em redor, para que façam tudo quanto lhes ordena sobre a superfície do mundo na terra. 13Seja que por vara, ou para a sua terra, ou por misericórdia as faz vir. 14A isto, ó Jó, inclina os teus ouvidos; para, e considera as maravilhas de Deus. 15Porventura sabes tu como Deus as opera, e faz resplandecer a luz da sua nuvem? 16Tens tu notícia do equilíbrio das grossas nuvens e das maravilhas daquele que é perfeito nos conhecimentos? 17Ou de como as tuas roupas aquecem, quando do sul há calma sobre a terra? 18Ou estendeste com ele os céus, que estão firmes como espelho fundido? 19Ensina-nos o que lhe diremos: porque nós nada poderemos pôr em boa ordem, por causa das trevas. 20Contar-lhe-ia alguém o que tenho falado? Ou desejaria um homem que ele fosse devorado? 21E agora não se pode olhar para o sol, que resplandece nas nuvens, quando o vento, tendo passado, o deixa limpo. 22O esplendor de ouro vem do norte; pois, em Deus há uma tremenda majestade. 23Ao Todo-Poderoso não podemos alcançar; grande é em poder; porém a ninguém oprime em juízo e grandeza de justiça. 24Por isso o temem os homens; ele não respeita os que se julgam sábios de coração. Jó 38 1DEPOIS disto o SENHOR respondeu a Jó de um redemoinho, dizendo: 2Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento? 3Agora cinge os teus lombos, como homem; e perguntar-te-ei, e tu me ensinarás. 4Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. 5Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? 6Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, 7Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam? 8Ou quem encerrou o mar com portas, quando este rompeu e saiu da madre; 9Quando eu pus as nuvens por sua vestidura, e a escuridão por faixa? 10Quando eu lhe tracei limites, e lhe pus portas e ferrolhos, 11E disse: Até aqui virás, e não mais adiante, e aqui se parará o orgulho das tuas ondas? 12Ou desde os teus dias deste ordem à madrugada, ou mostraste à alva o seu lugar; 13Para que pegasse nas extremidades da terra, e os ímpios fossem sacudidos dela; 14E se transformasse como o barro sob o selo, e se pusessem como vestidos; 15E dos ímpios se desvie a sua luz, e o braço altivo se quebrante; 16Ou entraste tu até às origens do mar, ou passeaste no mais profundo do abismo? 17Ou descobriram-se-te as portas da morte, ou viste as portas da sombra da morte? 18Ou com o teu entendimento chegaste às larguras da terra? Faze-mo saber, se sabes tudo isto. 19Onde está o caminho onde mora a luz? E, quanto às trevas, onde está o seu lugar; 20Para que as tragas aos seus limites, e para que saibas as veredas da sua casa? 21De certo tu o sabes, porque já então eras nascido, e por ser grande o número dos teus dias! 22Ou entraste tu até aos tesouros da neve, e viste os tesouros da saraiva, 23Que eu retenho até ao tempo da angústia, até ao dia da peleja e da guerra? 24Onde está o caminho em que se reparte a luz, e se espalha o vento oriental sobre a terra? 25Quem abriu para a inundação um leito, e um caminho para os relâmpagos dos trovões, 26Para chover sobre a terra, onde não há ninguém, e no deserto, em que não há homem; 27Para fartar a terra deserta e assolada, e para fazer crescer os renovos da erva? 28A chuva porventura tem pai? Ou quem gerou as gotas do orvalho? 29De que ventre procedeu o gelo? E quem gerou a geada do céu? 30Como debaixo de pedra as águas se endurecem, e a superfície do abismo se congela. 31Ou poderás tu ajuntar as delícias do Sete-estrelo ou soltar os cordéis do Órion? 32Ou produzir as constelações a seu tempo, e guiar a Ursa com seus filhos? 33Sabes tu as ordenanças dos céus, ou podes estabelecer o domínio deles sobre a terra? 34Ou podes levantar a tua voz até às nuvens, para que a abundância das águas te cubra? 35Ou mandarás aos raios para que saiam, e te digam: Eis-nos aqui? 36Quem pôs a sabedoria no íntimo, ou quem deu à mente o entendimento? 37Quem numerará as nuvens com sabedoria? Ou os odres dos céus, quem os esvaziará, 38Quando se funde o pó numa massa, e se apegam os torrões uns aos outros? 39Porventura caçarás tu presa para a leoa, ou saciarás a fome dos filhos dos leões, 40Quando se agacham nos covis, e estão à espreita nas covas? 41Quem prepara aos corvos o seu alimento, quando os seus filhotes gritam a Deus e andam vagueando, por não terem o que comer? Jó 39 1SABES tu o tempo em que as cabras montesas têm filhos, ou observastes as cervas quando dão suas crias? 2Contarás os meses que cumprem, ou sabes o tempo do seu parto? 3Quando se encurvam, produzem seus filhos, e lançam de si as suas dores. 4Seus filhos enrijam, crescem com o trigo; saem, e nunca mais tornam para elas. 5Quem despediu livre o jumento montês, e quem soltou as prisões ao jumento bravo, 6Ao qual dei o ermo por casa, e a terra salgada por morada? 7Ri-se do ruído da cidade; não ouve os muitos gritos do condutor. 8A região montanhosa é o seu pasto, e anda buscando tudo que está verde. 9Ou, querer-te-á servir o boi selvagem? Ou ficará no teu curral? 10Ou com corda amarrarás, no arado, ao boi selvagem? Ou escavará ele os vales após ti? 11Ou confiarás nele, por ser grande a sua força, ou deixarás a seu cargo o teu trabalho? 12Ou fiarás dele que te torne o que semeaste e o recolha na tua eira? 13A avestruz bate alegremente as suas asas, porém, são benignas as suas asas e penas? 14Ela deixa os seus ovos na terra, e os aquenta no pó, 15E se esquece de que algum pé os pode pisar, ou que os animais do campo os podem calcar. 16Endurece-se para com seus filhos, como se não fossem seus; debalde é seu trabalho, mas ela está sem temor, 17Porque Deus a privou de sabedoria, e não lhe deu entendimento. 18A seu tempo se levanta ao alto; ri-se do cavalo, e do que vai montado nele. 19Ou darás tu força ao cavalo, ou revestirás o seu pescoço com crinas? 20Ou espantá-lo-ás, como ao gafanhoto? Terrível é o fogoso respirar das suas ventas. 21Escarva a terra, e folga na sua força, e sai ao encontro dos armados. 22Ri-se do temor, e não se espanta, e não torna atrás por causa da espada. 23Contra ele rangem a aljava, o ferro flamante da lança e do dardo. 24Agitando-se e indignando-se, serve a terra, e não faz caso do som da buzina. 25Ao soar das buzinas diz: Eia! E cheira de longe a guerra, e o trovão dos capitães, e o alarido. 26Ou voa o gavião pela tua inteligência, e estende as suas asas para o sul? 27Ou se remonta a águia ao teu mandado, e põe no alto o seu ninho? 28Nas penhas mora e habita; no cume das penhas, e nos lugares seguros. 29Dali descobre a presa; seus olhos a avistam de longe. 30E seus filhos chupam o sangue, e onde há mortos, ali está ela. Jó 40 1RESPONDEU mais o SENHOR a Jó, dizendo: 2Porventura o contender contra o Todo-Poderoso é sabedoria? Quem argüi assim a Deus, responda por isso. 3Então Jó respondeu ao SENHOR, dizendo: 4Eis que sou vil; que te responderia eu? A minha mão ponho à boca. 5Uma vez tenho falado, e não replicarei; ou ainda duas vezes, porém não prosseguirei. 6Então o SENHOR respondeu a Jó de um redemoinho, dizendo: 7Cinge agora os teus lombos como homem; eu te perguntarei, e tu me explicarás. 8Porventura também tornarás tu vão o meu juízo, ou tu me condenarás, para te justificares? 9Ou tens braço como Deus, ou podes trovejar com voz como ele o faz? 10Orna-te, pois, de excelência e alteza; e veste-te de majestade e de glória. 11Derrama os furores da tua ira, e atenta para todo o soberbo, e abate-o. 12Olha para todo o soberbo, e humilha-o, e atropela os ímpios no seu lugar. 13Esconde-os juntamente no pó; ata-lhes os rostos em oculto. 14Então também eu a ti confessarei que a tua mão direita te poderá salvar. 15Contemplas agora o beemote, que eu fiz contigo, que come a erva como o boi. 16Eis que a sua força está nos seus lombos, e o seu poder nos músculos do seu ventre. 17Quando quer, move a sua cauda como cedro; os nervos das suas coxas estão entretecidos. 18Os seus ossos são como tubos de bronze; a sua ossada é como barras de ferro. 19Ele é obra-prima dos caminhos de Deus; o que o fez o proveu da sua espada. 20Em verdade os montes lhe produzem pastos, onde todos os animais do campo folgam. 21Deita-se debaixo das árvores sombrias, no esconderijo das canas e da lama. 22As árvores sombrias o cobrem, com sua sombra; os salgueiros do ribeiro o cercam. 23Eis que um rio transborda, e ele não se apressa, confiando ainda que o Jordão se levante até à sua boca. 24Podê-lo-iam porventura caçar à vista de seus olhos, ou com laços lhe furar o nariz? Jó 41 1PODERÁS tirar com anzol o leviatã, ou ligarás a sua língua com uma corda? 2Podes pôr um anzol no seu nariz, ou com um gancho furar a sua queixada? 3Porventura multiplicará as súplicas para contigo, ou brandamente falará? 4Fará ele aliança contigo, ou o tomarás tu por servo para sempre? 5Brincarás com ele, como se fora um passarinho, ou o prenderás para tuas meninas? 6Os teus companheiros farão dele um banquete, ou o repartirão entre os negociantes? 7Encherás a sua pele de ganchos, ou a sua cabeça com arpões de pescadores? 8Põe a tua mão sobre ele, lembra-te da peleja, e nunca mais tal intentarás. 9Eis que é vã a esperança de apanhá-lo; pois não será o homem derrubado só ao vê-lo? 10Ninguém há tão atrevido, que a despertá-lo se atreva; quem, pois, é aquele que ousa erguer-se diante de mim? 11Quem primeiro me deu, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu. 12Não me calarei a respeito dos seus membros, nem da sua grande força, nem a graça da sua compostura. 13Quem descobrirá a face da sua roupa? Quem entrará na sua couraça dobrada? 14Quem abrirá as portas do seu rosto? Pois ao redor dos seus dentes está o terror. 15As suas fortes escamas são o seu orgulho, cada uma fechada como com selo apertado. 16Uma à outra se chega tão perto, que nem o ar passa por entre elas. 17Umas às outras se ligam; tanto aderem entre si, que não se podem separar. 18Cada um dos seus espirros faz resplandecer a luz, e os seus olhos são como as pálpebras da alva. 19Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela. 20Das suas narinas procede fumaça, como de uma panela fervente, ou de uma grande caldeira. 21O seu hálito faz incender os carvões; e da sua boca sai chama. 22No seu pescoço reside a força; diante dele até a tristeza salta de prazer. 23Os músculos da sua carne estão pegados entre si; cada um está firme nele, e nenhum se move. 24O seu coração é firme como uma pedra e firme como a mó de baixo. 25Levantando-se ele, tremem os valentes; em razão dos seus abalos se purificam. 26Se alguém lhe tocar com a espada, essa não poderá penetrar, nem lança, dardo ou flecha. 27Ele considera o ferro como palha, e o cobre como pau podre. 28A seta o não fará fugir; as pedras das fundas se lhe tornam em restolho. 29As pedras atiradas são para ele como arestas, e ri-se do brandir da lança; 30Debaixo de si tem conchas pontiagudas; estende-se sobre coisas pontiagudas como na lama. 31As profundezas faz ferver, como uma panela; torna o mar como uma vasilha de ungüento. 32Após si deixa uma vereda luminosa; parece o abismo tornado em brancura de cãs. 33Na terra não há coisa que se lhe possa comparar, pois foi feito para estar sem pavor. 34Ele vê tudo que é alto; é rei sobre todos os filhos da soberba. Jó 42 1ENTÃO respondeu Jó ao SENHOR, dizendo: 2Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido. 3Quem é este, que sem conhecimento encobre o conselho? Por isso relatei o que não entendia; coisas que para mim eram inescrutáveis, e que eu não entendia. 4Escuta-me, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. 5Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos. 6Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza. 7Sucedeu que, acabando o SENHOR de falar a Jó aquelas palavras, o SENHOR disse a Elifaz, o temanita: A minha ira se acendeu contra ti, e contra os teus dois amigos, porque não falastes de mim o que era reto, como o meu servo Jó. 8Tomai, pois, sete bezerros e sete carneiros, e ide ao meu servo Jó, e oferecei holocaustos por vós, e o meu servo Jó orará por vós; porque deveras a ele aceitarei, para que eu não vos trate conforme a vossa loucura; porque vós não falastes de mim o que era reto como o meu servo Jó. 9Então foram Elifaz, o temanita, e Bildade, o suíta, e Zofar, o naamatita, e fizeram como o SENHOR lhes dissera; e o SENHOR aceitou a face de Jó. 10E o SENHOR virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o SENHOR acrescentou, em dobro, a tudo quanto Jó antes possuía. 11Então vieram a ele todos os seus irmãos, e todas as suas irmãs, e todos quantos dantes o conheceram, e comeram com ele pão em sua casa, e se condoeram dele, e o consolaram acerca de todo o mal que o SENHOR lhe havia enviado; e cada um deles lhe deu uma peça de dinheiro, e um pendente de ouro. 12E assim abençoou o SENHOR o último estado de Jó, mais do que o primeiro; pois teve catorze mil ovelhas, e seis mil camelos, e mil juntas de bois, e mil jumentas. 13Também teve sete filhos e três filhas. 14E chamou o nome da primeira Jemima, e o nome da segunda Quezia, e o nome da terceira Quéren-Hapuque. 15E em toda a terra não se acharam mulheres tão formosas como as filhas de Jó; e seu pai lhes deu herança entre seus irmãos. 16E depois disto viveu Jó cento e quarenta anos; e viu a seus filhos, e aos filhos de seus filhos, até à quarta geração. 1 7 E n t ã o m o r r e u J ó , v e l h o e f a r t o d e d i a s. Salmos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 141 142 143 144 145 146 147 148 149 150 Salmos 1 1BEM-AVENTURADO o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. 2Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. 3Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará. 4Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha. 5Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos. 6Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá. Salmos 2 1POR que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs? 2Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o SENHOR e contra o seu ungido, dizendo: 3Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas. 4Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles. 5Então lhes falará na sua ira, e no seu furor os turbará. 6Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião. 7Proclamarei o decreto: o SENHOR me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. 8Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão. 9Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro. 10Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra. 11Servi ao SENHOR com temor, e alegrai-vos com tremor. 12Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se acender a sua ira; bem-aventurados todos aqueles que nele confiam. Salmos 3 1SENHOR, como se têm multiplicado os meus adversários! São muitos os que se levantam contra mim. 2Muitos dizem da minha alma: Não há salvação para ele em Deus. (Selá.) 3Porém tu, SENHOR, és um escudo para mim, a minha glória, e o que exalta a minha cabeça. 4Com a minha voz clamei ao SENHOR, e ouviu-me desde o seu santo monte. (Selá.) 5Eu me deitei e dormi; acordei, porque o SENHOR me sustentou. 6Não temerei dez milhares de pessoas que se puseram contra mim e me cercam. 7Levanta-te, SENHOR; salva-me, Deus meu; pois feriste a todos os meus inimigos nos queixos; quebraste os dentes aos ímpios. 8A salvação vem do SENHOR; sobre o teu povo seja a tua bênção. (Selá.) Salmos 4 1OUVE-ME quando eu clamo, ó Deus da minha justiça, na angústia me deste largueza; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração. 2Filhos dos homens, até quando convertereis a minha glória em infâmia? Até quando amareis a vaidade e buscareis a mentira? (Selá.) 3Sabei, pois, que o SENHOR separou para si aquele que é piedoso; o SENHOR ouvirá quando eu clamar a ele. 4Perturbai-vos e não pequeis; falai com o vosso coração sobre a vossa cama, e calai-vos. (Selá.) 5Oferecei sacrifícios de justiça, e confiai no SENHOR. 6Muitos dizem: Quem nos mostrará o bem? SENHOR, exalta sobre nós a luz do teu rosto. 7Puseste alegria no meu coração, mais do que no tempo em que se lhes multiplicaram o trigo e o vinho. 8Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, SENHOR, me fazes habitar em segurança. Salmos 5 1DÁ ouvidos às minhas palavras, ó SENHOR, atende à minha meditação. 2Atende à voz do meu clamor, Rei meu e Deus meu, pois a ti orarei. 3Pela manhã ouvirás a minha voz, ó SENHOR; pela manhã apresentarei a ti a minha oração, e vigiarei. 4Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniqüidade, nem contigo habitará o mal. 5Os loucos não pararão à tua vista; odeias a todos os que praticam a maldade. 6Destruirás aqueles que falam a mentira; o SENHOR aborrecerá o homem sanguinário e fraudulento. 7Porém eu entrarei em tua casa pela grandeza da tua benignidade; e em teu temor me inclinarei para o teu santo templo. 8SENHOR, guia-me na tua justiça, por causa dos meus inimigos; endireita diante de mim o teu caminho. 9Porque não há retidão na boca deles; as suas entranhas são verdadeiras maldades, a sua garganta é um sepulcro aberto; lisonjeiam com a sua língua. 10Declara-os culpados, ó Deus; caiam por seus próprios conselhos; lança-os fora por causa da multidão de suas transgressões, pois se rebelaram contra ti. 11Porém alegrem-se todos os que confiam em ti; exultem eternamente, porquanto tu os defendes; e em ti se gloriem os que amam o teu nome. 12Pois tu, SENHOR, abençoarás ao justo; circundá-lo-ás da tua benevolência como de um escudo. Salmos 6 1SENHOR, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor. 2Tem misericórdia de mim, SENHOR, porque sou fraco; sara-me, SENHOR, porque os meus ossos estão perturbados. 3Até a minha alma está perturbada; mas tu, SENHOR, até quando? 4Volta-te, SENHOR, livra a minha alma; salva-me por tua benignidade. 5Porque na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará? 6Já estou cansado do meu gemido, toda a noite faço nadar a minha cama; molho o meu leito com as minhas lágrimas, 7Já os meus olhos estão consumidos pela mágoa, e têm-se envelhecido por causa de todos os meus inimigos. 8Apartai-vos de mim todos os que praticais a iniqüidade; porque o SENHOR já ouviu a voz do meu pranto. 9O SENHOR já ouviu a minha súplica; o SENHOR aceitará a minha oração. 10Envergonhem-se e perturbem-se todos os meus inimigos; tornem atrás e envergonhem-se num momento. Salmos 7 1SENHOR meu Deus, em ti confio; salva-me de todos os que me perseguem, e livrame; 2Para que ele não arrebate a minha alma, como leão, despedaçando-a, sem que haja quem a livre. 3SENHOR meu Deus, se eu fiz isto, se há perversidade nas minhas mãos, 4Se paguei com o mal àquele que tinha paz comigo (antes, livrei ao que me oprimia sem causa), 5Persiga o inimigo a minha alma e alcance-a; calque aos pés a minha vida sobre a terra, e reduza a pó a minha glória. (Selá.) 6Levanta-te, SENHOR, na tua ira; exalta-te por causa do furor dos meus opressores; e desperta por mim para o juízo que ordenaste. 7Assim te rodeará o ajuntamento de povos; por causa deles, pois, volta-te para as alturas. 8O SENHOR julgará os povos; julgame, SENHOR, conforme a minha justiça, e conforme a integridade que há em mim. 9Tenha já fim a malícia dos ímpios; mas estabeleça-se o justo; pois tu, ó justo Deus, provas os corações e os rins. 10O meu escudo é de Deus, que salva os retos de coração. 11Deus é juiz justo, um Deus que se ira todos os dias. 12Se o homem não se converter, Deus afiará a sua espada; já tem armado o seu arco, e está aparelhado. 13E já para ele preparou armas mortais; e porá em ação as suas setas inflamadas contra os perseguidores. 14Eis que ele está com dores de perversidade; concebeu trabalhos, e produziu mentiras. 15Cavou um poço e o fez fundo, e caiu na cova que fez. 16A sua obra cairá sobre a sua cabeça; e a sua violência descerá sobre a sua própria cabeça. 17Eu louvarei ao SENHOR segundo a sua justiça, e cantarei louvores ao nome do SENHOR altíssimo. Salmos 8 1Ó SENHOR, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra, pois puseste a tua glória sobre os céus! 2Tu ordenaste força da boca das crianças e dos que mamam, por causa dos teus inimigos, para fazer calar ao inimigo e ao vingador. 3Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; 4Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites? 5Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste. 6Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés: 7Todas as ovelhas e bois, assim como os animais do campo, 8As aves dos céus, e os peixes do mar, e tudo o que passa pelas veredas dos mares. 9Ó SENHOR, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome sobre toda a terra! Salmos 9 1EU te louvarei, SENHOR, com todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas. 2Em ti me alegrarei e saltarei de prazer; cantarei louvores ao teu nome, ó Altíssimo. 3Porquanto os meus inimigos retornaram, caíram e pereceram diante da tua face. 4Pois tu tens sustentado o meu direito e a minha causa; tu te assentaste no tribunal, julgando justamente; 5Repreendeste as nações, destruíste os ímpios; apagaste o seu nome para sempre e eternamente. 6Oh! inimigo! acabaram-se para sempre as assolações; e tu arrasaste as cidades, e a sua memória pereceu com elas. 7Mas o SENHOR está assentado perpetuamente; já preparou o seu tribunal para julgar. 8Ele mesmo julgará o mundo com justiça; exercerá juízo sobre povos com retidão. 9O SENHOR será também um alto refúgio para o oprimido; um alto refúgio em tempos de angústia. 10Em ti confiarão os que conhecem o teu nome; porque tu, SENHOR, nunca desamparaste os que te buscam. 11Cantai louvores ao SENHOR, que habita em Sião; anunciai entre os povos os seus feitos. 12Pois quando inquire do derramamento de sangue, lembra-se deles: não se esquece do clamor dos aflitos. 13Tem misericórdia de mim, SENHOR, olha para a minha aflição, causada por aqueles que me odeiam; tu que me levantas das portas da morte; 14Para que eu conte todos os teus louvores nas portas da filha de Sião, e me alegre na tua salvação. 15Os gentios enterraram-se na cova que fizeram; na rede que ocultaram ficou preso o seu pé. 16O SENHOR é conhecido pelo juízo que fez; enlaçado foi o ímpio nas obras de suas mãos. (Higaiom; Selá.) 17Os ímpios serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus. 18Porque o necessitado não será esquecido para sempre, nem a expectação dos pobres perecerá perpetuamente. 19Levanta-te, SENHOR; não prevaleça o homem; sejam julgados os gentios diante da tua face. 20Põe-os em medo, SENHOR, para que saibam as nações que são formadas por meros homens. (Selá.) Salmos 10 1POR que estás ao longe, SENHOR? Por que te escondes nos tempos de angústia? 2Os ímpios na sua arrogância perseguem furiosamente o pobre; sejam apanhados nas ciladas que maquinaram. 3Porque o ímpio gloria-se do desejo da sua alma; bendiz ao avarento, e renuncia ao SENHOR. 4Pela altivez do seu rosto o ímpio não busca a Deus; todas as suas cogitações são que não há Deus. 5Os seus caminhos atormentam sempre; os teus juízos estão longe da vista dele, em grande altura, e despreza aos seus inimigos. 6Diz em seu coração: Não serei abalado, porque nunca me verei na adversidade. 7A sua boca está cheia de imprecações, de enganos e de astúcia; debaixo da sua língua há malícia e maldade. 8Põe-se de emboscada nas aldeias; nos lugares ocultos mata o inocente; os seus olhos estão ocultamente fixos sobre o pobre. 9Arma ciladas no esconderijo, como o leão no seu covil; arma ciladas para roubar o pobre; rouba-o, prendendo-o na sua rede. 10Encolhe-se, abaixa-se, para que os pobres caiam em suas fortes garras. 11Diz em seu coração: Deus esqueceu-se, cobriu o seu rosto, e nunca isto verá. 12Levanta-te, SENHOR. Ó Deus, levanta a tua mão; não te esqueças dos humildes. 13Por que blasfema o ímpio de Deus? dizendo no seu coração: Tu não o esquadrinharás? 14Tu o viste, porque atentas para o trabalho e enfado, para o retribuir com tuas mãos; a ti o pobre se encomenda; tu és o auxílio do órfão. 15Quebra o braço do ímpio e malvado; busca a sua impiedade, até que nenhuma encontres. 16O SENHOR é Rei eterno; da sua terra perecerão os gentios. 17SENHOR, tu ouviste os desejos dos mansos; confortarás os seus corações; os teus ouvidos estarão abertos para eles; 18Para fazer justiça ao órfão e ao oprimido, a fim de que o homem da terra não prossiga mais em usar da violência. Salmos 11 1NO SENHOR confio; como dizeis à minha alma: Fugi para a vossa montanha como pássaro? 2Pois eis que os ímpios armam o arco, põem as flechas na corda, para com elas atirarem, às escuras, aos retos de coração. 3Se forem destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo? 4O SENHOR está no seu santo templo, o trono do SENHOR está nos céus; os seus olhos estão atentos, e as suas pálpebras provam os filhos dos homens. 5O SENHOR prova o justo; porém ao ímpio e ao que ama a violência odeia a sua alma. 6Sobre os ímpios fará chover laços, fogo, enxofre e vento tempestuoso; isto será a porção do seu copo. 7Porque o SENHOR é justo, e ama a justiça; o seu rosto olha para os retos. Salmos 12 1SALVA-NOS, SENHOR, porque faltam os homens bons; porque são poucos os fiéis entre os filhos dos homens. 2Cada um fala com falsidade ao seu próximo; falam com lábios lisonjeiros e coração dobrado. 3O SENHOR cortará todos os lábios lisonjeiros e a língua que fala soberbamente. 4Pois dizem: Com a nossa língua prevaleceremos; são nossos os lábios; quem é senhor sobre nós? 5Pela opressão dos pobres, pelo gemido dos necessitados me levantarei agora, diz o SENHOR; porei a salvo aquele para quem eles assopram. 6As palavras do SENHOR são palavras puras, como prata refinada em fornalha de barro, purificada sete vezes. 7Tu os guardarás, SENHOR; desta geração os livrarás para sempre. 8Os ímpios andam por toda parte, quando os mais vis dos filhos dos homens são exaltados. Salmos 13 1ATÉ quando te esquecerás de mim, SENHOR? Para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto? 2Até quando consultarei com a minha alma, tendo tristeza no meu coração cada dia? Até quando se exaltará sobre mim o meu inimigo? 3Atende-me, ouve-me, ó SENHOR meu Deus; ilumina os meus olhos para que eu não adormeça na morte; 4Para que o meu inimigo não diga: Prevaleci contra ele; e os meus adversários não se alegrem, vindo eu a vacilar. 5Mas eu confio na tua benignidade; na tua salvação se alegrará o meu coração. 6Cantarei ao SENHOR, porquanto me tem feito muito bem. Salmos 14 1DISSE o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem. 2O SENHOR olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus. 3Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos: não há quem faça o bem, não há sequer um. 4Não terão conhecimento os que praticam a iniqüidade, os quais comem o meu povo, como se comessem pão, e não invocam ao SENHOR? 5Ali se acharam em grande pavor, porque Deus está na geração dos justos. 6Vós envergonhais o conselho dos pobres, porquanto o SENHOR é o seu refúgio. 7Oh, se de Sião tivera já vindo a redenção de Israel! Quando o SENHOR fizer voltar os cativos do seu povo, se regozijará Jacó e se alegrará Israel. Salmos 15 1SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? 2Aquele que anda sinceramente, e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração. 3Aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhum opróbrio contra o seu próximo; 4A cujos olhos o réprobo é desprezado; mas honra os que temem ao SENHOR; aquele que jura com dano seu, e contudo não muda. 5Aquele que não dá o seu dinheiro com usura, nem recebe peitas contra o inocente. Quem faz isto nunca será abalado. Salmos 16 1GUARDA-ME, ó Deus, porque em ti confio. 2A minha alma disse ao SENHOR: Tu és o meu Senhor, a minha bondade não chega à tua presença, 3Mas aos santos que estão na terra, e aos ilustres em quem está todo o meu prazer. 4As dores se multiplicarão àqueles que fazem oferendas a outro deus; eu não oferecerei as suas libações de sangue, nem tomarei os seus nomes nos meus lábios. 5O SENHOR é a porção da minha herança e do meu cálice; tu sustentas a minha sorte. 6As linhas caem-me em lugares deliciosos: sim, coube-me uma formosa herança. 7Louvarei ao SENHOR que me aconselhou; até os meus rins me ensinam de noite. 8Tenho posto o SENHOR continuamente diante de mim; por isso que ele está à minha mão direita, nunca vacilarei. 9Portanto está alegre o meu coração e se regozija a minha glória; também a minha carne repousará segura. 10Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. 11Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente. Salmos 17 1OUVE, SENHOR, a justiça; atende ao meu clamor; dá ouvidos à minha oração, que não é feita com lábios enganosos. 2Saia a minha sentença de diante do teu rosto; atendam os teus olhos à razão. 3Provaste o meu coração; visitaste-me de noite; examinaste-me, e nada achaste; propus que a minha boca não transgredirá. 4Quanto ao trato dos homens, pela palavra dos teus lábios me guardei das veredas do destruidor. 5Dirige os meus passos nos teus caminhos, para que as minhas pegadas não vacilem. 6Eu te invoquei, ó Deus, pois me queres ouvir; inclina para mim os teus ouvidos, e escuta as minhas palavras. 7Faze maravilhosas as tuas beneficências, ó tu que livras aqueles que em ti confiam dos que se levantam contra a tua destra. 8Guarda-me como à menina do olho; esconde-me debaixo da sombra das tuas asas, 9Dos ímpios que me oprimem, dos meus inimigos mortais que me andam cercando. 10Na sua gordura se encerram, com a boca falam soberbamente. 11Têm-nos cercado agora nossos passos; e baixaram os seus olhos para a terra; 12Parecem-se com o leão que deseja arrebatar a sua presa, e com o leãozinho que se põe em esconderijos. 13Levanta-te, SENHOR, detém-no, derriba-o, livra a minha alma do ímpio, com a tua espada; 14Dos homens com a tua mão, SENHOR, dos homens do mundo, cuja porção está nesta vida, e cujo ventre enches do teu tesouro oculto. Estão fartos de filhos e dão os seus sobejos às suas crianças. 15Quanto a mim, contemplarei a tua face na justiça; eu me satisfarei da tua semelhança quando acordar. Salmos 18 1EU te amarei, ó SENHOR, fortaleza minha. 2O SENHOR é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio. 3 Invocarei o nome do SENHOR, que é digno de louvor, e ficarei livre dos meus inimigos. 4Tristezas de morte me cercaram, e torrentes de impiedade me assombraram. 5Tristezas do inferno me cingiram, laços de morte me surpreenderam. 6Na angústia invoquei ao SENHOR, e clamei ao meu Deus; desde o seu templo ouviu a minha voz, aos seus ouvidos chegou o meu clamor perante a sua face. 7Então a terra se abalou e tremeu; e os fundamentos dos montes também se moveram e se abalaram, porquanto se indignou. 8Das suas narinas subiu fumaça, e da sua boca saiu fogo que consumia; carvões se acenderam dele. 9Abaixou os céus, e desceu, e a escuridão estava debaixo de seus pés. 10E montou num querubim, e voou; sim, voou sobre as asas do vento. 11Fez das trevas o seu lugar oculto; o pavilhão que o cercava era a escuridão das águas e as nuvens dos céus. 12Ao resplendor da sua presença as nuvens se espalharam, e a saraiva e as brasas de fogo. 13E o SENHOR trovejou nos céus, o Altíssimo levantou a sua voz; e houve saraiva e brasas de fogo. 14Mandou as suas setas, e as espalhou; multiplicou raios, e os desbaratou. 15Então foram vistas as profundezas das águas, e foram descobertos os fundamentos do mundo, pela tua repreensão, SENHOR, ao sopro das tuas narinas. 16Enviou desde o alto, e me tomou; tirou-me das muitas águas. 17Livrou-me do meu inimigo forte e dos que me odiavam, pois eram mais poderosos do que eu. 18Surpreenderam-me no dia da minha calamidade; mas o SENHOR foi o meu amparo. 19Trouxe-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque tinha prazer em mim. 20Recompensou-me o SENHOR conforme a minha justiça, retribuiu-me conforme a pureza das minhas mãos. 21Porque guardei os caminhos do SENHOR, e não me apartei impiamente do meu Deus. 22Porque todos os seus juízos estavam diante de mim, e não rejeitei os seus estatutos. 23Também fui sincero perante ele, e me guardei da minha iniqüidade. 24Assim que retribuiu-me o SENHOR conforme a minha justiça, conforme a pureza de minhas mãos perante os seus olhos. 25Com o benigno te mostrarás benigno; e com o homem sincero te mostrarás sincero; 26Com o puro te mostrarás puro; e com o perverso te mostrarás indomável. 27Porque tu livrarás o povo aflito, e abaterás os olhos altivos. 28Porque tu acenderás a minha candeia; o SENHOR meu Deus iluminará as minhas trevas. 29Porque contigo entrei pelo meio duma tropa, com o meu Deus saltei uma muralha. 30O caminho de Deus é perfeito; a palavra do SENHOR é provada; é um escudo para todos os que nele confiam. 31Porque quem é Deus senão o SENHOR? E quem é rochedo senão o nosso Deus? 32Deus é o que me cinge de força e aperfeiçoa o meu caminho. 33Faz os meus pés como os das cervas, e põe-me nas minhas alturas. 34Ensina as minhas mãos para a guerra, de sorte que os meus braços quebraram um arco de cobre. 35Também me deste o escudo da tua salvação; a tua mão direita me susteve, e a tua mansidão me engrandeceu. 36Alargaste os meus passos debaixo de mim, de maneira que os meus artelhos não vacilaram. 37Persegui os meus inimigos, e os alcancei; não voltei senão depois de os ter consumido. 38Atravessei-os de sorte que não se puderam levantar; caíram debaixo dos meus pés. 39Pois me cingiste de força para a peleja; fizeste abater debaixo de mim aqueles que contra mim se levantaram. 40Deste-me também o pescoço dos meus inimigos para que eu pudesse destruir os que me odeiam. 41Clamaram, mas não houve quem os livrasse; até ao SENHOR, mas ele não lhes respondeu. 42Então os esmiucei como o pó diante do vento; deitei-os fora como a lama das ruas. 43Livraste-me das contendas do povo, e me fizeste cabeça dos gentios; um povo que não conheci me servirá. 44Em ouvindo a minha voz, me obedecerão; os estranhos se submeterão a mim. 45Os estranhos descairão, e terão medo nos seus esconderijos. 46O SENHOR vive; e bendito seja o meu rochedo, e exaltado seja o Deus da minha salvação. 47É Deus que me vinga inteiramente, e sujeita os povos debaixo de mim; 48O que me livra de meus inimigos; sim, tu me exaltas sobre os que se levantam contra mim, tu me livras do homem violento. 49Assim que, ó SENHOR, te louvarei entre os gentios, e cantarei louvores ao teu nome, 50Pois engrandece a salvação do seu rei, e usa de benignidade com o seu ungido, com Davi, e com a sua semente para sempre. Salmos 19 1OS céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. 2Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. 3Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz. 4A sua linha se estende por toda a terra, e as suas palavras até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol, 5O qual é como um noivo que sai do seu tálamo, e se alegra como um herói, a correr o seu caminho. 6A sua saída é desde uma extremidade dos céus, e o seu curso até à outra extremidade, e nada se esconde ao seu calor. 7A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices. 8Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro, e ilumina os olhos. 9O temor do SENHOR é limpo, e permanece eternamente; os juízos do SENHOR são verdadeiros e justos juntamente. 10Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o licor dos favos. 11Também por eles é admoestado o teu servo; e em os guardar há grande recompensa. 12Quem pode entender os seus erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos. 13Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhoreie de mim. Então serei sincero, e ficarei limpo de grande transgressão. 14Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, SENHOR, Rocha minha e Redentor meu! Salmos 20 1O SENHOR te ouça no dia da angústia, o nome do Deus de Jacó te proteja. 2Envie-te socorro desde o seu santuário, e te sustenha desde Sião. 3Lembre-se de todas as tuas ofertas, e aceite os teus holocaustos. (Selá.) 4Conceda-te conforme ao teu coração, e cumpra todo o teu plano. 5Nós nos alegraremos pela tua salvação, e em nome do nosso Deus arvoraremos pendões; cumpra o SENHOR todas as tuas petições. 6Agora sei que o SENHOR salva o seu ungido; ele o ouvirá desde o seu santo céu, com a força salvadora da sua mão direita. 7Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do SENHOR nosso Deus. 8Uns encurvam-se e caem, mas nós nos levantamos e estamos de pé. 9Salva-nos, SENHOR; ouça-nos o rei quando clamarmos. Salmos 21 1O REI se alegra em tua força, SENHOR; e na tua salvação grandemente se regozija. 2Cumpriste-lhe o desejo do seu coração, e não negaste as súplicas dos seus lábios. (Selá.) 3Pois vais ao seu encontro com as bênçãos de bondade; pões na sua cabeça uma coroa de ouro fino. 4Vida te pediu, e lha deste, mesmo longura de dias para sempre e eternamente. 5Grande é a sua glória pela tua salvação; glória e majestade puseste sobre ele. 6Pois o abençoaste para sempre; tu o enches de gozo com a tua face. 7Porque o rei confia no SENHOR, e pela misericórdia do Altíssimo nunca vacilará. 8A tua mão alcançará todos os teus inimigos, a tua mão direita alcançará aqueles que te odeiam. 9Tu os farás como um forno de fogo no tempo da tua ira; o SENHOR os devorará na sua indignação, e o fogo os consumirá. 10Seu fruto destruirás da terra, e a sua semente dentre os filhos dos homens. 11Porque intentaram o mal contra ti; maquinaram um ardil, mas não prevalecerão. 12Assim que tu lhes farás voltar as costas; e com tuas flechas postas nas cordas lhes apontarás ao rosto. 13Exalta-te, SENHOR, na tua força; então cantaremos e louvaremos o teu poder. Salmos 22 1DEUS meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que te alongas do meu auxílio e das palavras do meu bramido? 2Deus meu, eu clamo de dia, e tu não me ouves; de noite, e não tenho sossego. 3Porém tu és santo, tu que habitas entre os louvores de Israel. 4Em ti confiaram nossos pais; confiaram, e tu os livraste. 5A ti clamaram e escaparam; em ti confiaram, e não foram confundidos. 6Mas eu sou verme, e não homem, opróbrio dos homens e desprezado do povo. 7Todos os que me vêem zombam de mim, estendem os lábios e meneiam a cabeça, dizendo: 8Confiou no SENHOR, que o livre; livre-o, pois nele tem prazer. 9Mas tu és o que me tiraste do ventre; fizeste-me confiar, estando aos seios de minha mãe. 10Sobre ti fui lançado desde a madre; tu és o meu Deus desde o ventre de minha mãe. 11Não te alongues de mim, pois a angústia está perto, e não há quem ajude. 12Muitos touros me cercaram; fortes touros de Basã me rodearam. 13Abriram contra mim suas bocas, como um leão que despedaça e que ruge. 14Como água me derramei, e todos os meus ossos se desconjuntaram; o meu coração é como cera, derreteu-se no meio das minhas entranhas. 15A minha força se secou como um caco, e a língua se me pega ao paladar; e me puseste no pó da morte. 16Pois me rodearam cães; o ajuntamento de malfeitores me cercou, traspassaramme as mãos e os pés. 17Poderia contar todos os meus ossos; eles vêem e me contemplam. 18Repartem entre si as minhas vestes, e lançam sortes sobre a minha roupa. 19Mas tu, SENHOR, não te alongues de mim. Força minha, apressa-te em socorrer-me. 20Livra a minha alma da espada, e a minha predileta da força do cão. 21Salva-me da boca do leão; sim, ouviste-me, das pontas dos bois selvagens. 22Então declararei o teu nome aos meus irmãos; louvar-te-ei no meio da congregação. 23Vós, que temeis ao SENHOR, louvai-o; todos vós, semente de Jacó, glorificaio; e temei-o todos vós, semente de Israel. 24Porque não desprezou nem abominou a aflição do aflito, nem escondeu dele o seu rosto; antes, quando ele clamou, o ouviu. 25O meu louvor será de ti na grande congregação; pagarei os meus votos perante os que o temem. 26Os mansos comerão e se fartarão; louvarão ao SENHOR os que o buscam; o vosso coração viverá eternamente. 27Todos os limites da terra se lembrarão, e se converterão ao SENHOR; e todas as famílias das nações adorarão perante a tua face. 28Porque o reino é do SENHOR, e ele domina entre as nações. 29Todos os que na terra são gordos comerão e adorarão, e todos os que descem ao pó se prostrarão perante ele; e nenhum poderá reter viva a sua alma. 30Uma semente o servirá; será declarada ao Senhor a cada geração. 31Chegarão e anunciarão a sua justiça ao povo que nascer, porquanto ele o fez. Salmos 23 1O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará. 2Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas. 3Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome. 4Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. 5Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda. 6Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias. Salmos 24 1Do SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam. 2Porque ele a fundou sobre os mares, e a firmou sobre os rios. 3Quem subirá ao monte do SENHOR, ou quem estará no seu lugar santo? 4Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. 5Este receberá a bênção do SENHOR e a justiça do Deus da sua salvação. 6Esta é a geração daqueles que buscam, daqueles que buscam a tua face, ó Deus de Jacó. (Selá.) 7Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. 8Quem é este Rei da Glória? O SENHOR forte e poderoso, o SENHOR poderoso na guerra. 9Levantai, ó portas, as vossas cabeças, levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. 10Quem é este Rei da Glória? O SENHOR dos Exércitos, ele é o Rei da Glória. (Selá.) Salmos 25 1A TI, SENHOR, levanto a minha alma. 2Deus meu, em ti confio, não me deixes confundido, nem que os meus inimigos triunfem sobre mim. 3Na verdade, não serão confundidos os que esperam em ti; confundidos serão os que transgridem sem causa. 4Faze-me saber os teus caminhos, SENHOR; ensina-me as tuas veredas. 5Guia-me na tua verdade, e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação; por ti estou esperando todo o dia. 6Lembra-te, SENHOR, das tuas misericórdias e das tuas benignidades, porque são desde a eternidade. 7Não te lembres dos pecados da minha mocidade, nem das minhas transgressões; mas segundo a tua misericórdia, lembra-te de mim, por tua bondade, SENHOR. 8Bom e reto é o SENHOR; por isso ensinará o caminho aos pecadores. 9Guiará os mansos em justiça e aos mansos ensinará o seu caminho. 10Todas as veredas do SENHOR são misericórdia e verdade para aqueles que guardam a sua aliança e os seus testemunhos. 11Por amor do teu nome, SENHOR, perdoa a minha iniqüidade, pois é grande. 12Qual é o homem que teme ao SENHOR? Ele o ensinará no caminho que deve escolher. 13A sua alma pousará no bem, e a sua semente herdará a terra. 14O segredo do SENHOR é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança. 15Os meus olhos estão continuamente no SENHOR, pois ele tirará os meus pés da rede. 16Olha para mim, e tem piedade de mim, porque estou solitário e aflito. 17As ânsias do meu coração se têm multiplicado; tira-me dos meus apertos. 18Olha para a minha aflição e para a minha dor, e perdoa todos os meus pecados. 19Olha para os meus inimigos, pois se vão multiplicando e me odeiam com ódio cruel. 20Guarda a minha alma, e livrame; não me deixes confundido, porquanto confio em ti. 21Guardem-me a sinceridade e a retidão, porquanto espero em ti. 22Redime, ó Deus, a Israel de todas as suas angústias. Salmos 26 1JULGAME, SENHOR, pois tenho andado em minha sinceridade; tenho confiado também no SENHOR; não vacilarei. 2Examina-me, SENHOR, e prova-me; esquadrinha os meus rins e o meu coração. 3Porque a tua benignidade está diante dos meus olhos; e tenho andado na tua verdade. 4Não me tenho assentado com homens vãos, nem converso com os homens dissimulados. 5Tenho odiado a congregação de malfeitores; nem me ajunto com os ímpios. 6Lavo as minhas mãos na inocência; e assim andarei, SENHOR, ao redor do teu altar. 7Para publicar com voz de louvor, e contar todas as tuas maravilhas. 8SENHOR, eu tenho amado a habitação da tua casa e o lugar onde permanece a tua glória. 9Não apanhes a minha alma com os pecadores, nem a minha vida com os homens sanguinolentos, 10Em cujas mãos há malefício, e cuja mão direita está cheia de subornos. 11Mas eu ando na minha sinceridade; livrame e tem piedade de mim. 12O meu pé está posto em caminho plano; nas congregações louvarei ao SENHOR. Salmos 27 1O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei? 2Quando os malvados, meus adversários e meus inimigos, se chegaram contra mim, para comerem as minhas carnes, tropeçaram e caíram. 3Ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, nisto confiaria. 4Uma coisa pedi ao SENHOR, e a buscarei: que possa morar na casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR, e inquirir no seu templo. 5Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá; pôr-me-á sobre uma rocha. 6Também agora a minha cabeça será exaltada sobre os meus inimigos que estão em redor de mim; por isso oferecerei sacrifício de júbilo no seu tabernáculo; cantarei, sim, cantarei louvores ao SENHOR. 7Ouve, SENHOR, a minha voz quando clamo; tem também piedade de mim, e responde-me. 8Quando tu disseste: Buscai o meu rosto; o meu coração disse a ti: O teu rosto, SENHOR, buscarei. 9Não escondas de mim a tua face, não rejeites ao teu servo com ira; tu foste a minha ajuda, não me deixes nem me desampares, ó Deus da minha salvação. 10Porque, quando meu pai e minha mãe me desampararem, o SENHOR me recolherá. 11Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e guia-me pela vereda direita, por causa dos meus inimigos. 12Não me entregues à vontade dos meus adversários; pois se levantaram falsas testemunhas contra mim, e os que respiram crueldade. 13Pereceria sem dúvida, se não cresse que veria a bondade do SENHOR na terra dos viventes. 14Espera no SENHOR, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no SENHOR. Salmos 28 1A TI clamarei, ó SENHOR, Rocha minha; não emudeças para comigo; não aconteça, calando-te tu para comigo, que eu fique semelhante aos que descem ao abismo. 2Ouve a voz das minhas súplicas, quando a ti clamar, quando levantar as minhas mãos para o teu santo oráculo. 3Não me arrastes com os ímpios e com os que praticam a iniqüidade; que falam de paz ao seu próximo, mas têm mal nos seus corações. 4Dá-lhes segundo as suas obras e segundo a malícia dos seus esforços; dá-lhes conforme a obra das suas mãos; torna-lhes a sua recompensa. 5Porquanto não atentam às obras do SENHOR, nem à obra das suas mãos; pois que ele os derrubará e não os reedificará. 6Bendito seja o SENHOR, porque ouviu a voz das minhas súplicas. 7O SENHOR é a minha força e o meu escudo; nele confiou o meu coração, e fui socorrido; assim o meu coração salta de prazer, e com o meu canto o louvarei. 8O SENHOR é a força do seu povo; também é a força salvadora do seu ungido. 9Salva o teu povo, e abençoa a tua herança; e apascenta-os e exalta-os para sempre. Salmos 29 1DAI ao SENHOR, ó filhos dos poderosos, dai ao SENHOR glória e força. 2Dai ao SENHOR a glória devida ao seu nome, adorai o SENHOR na beleza da santidade. 3A voz do SENHOR ouve-se sobre as suas águas; o Deus da glória troveja; o SENHOR está sobre as muitas águas. 4A voz do SENHOR é poderosa; a voz do SENHOR é cheia de majestade. 5A voz do SENHOR quebra os cedros; sim, o SENHOR quebra os cedros do Líbano. 6Ele os faz saltar como um bezerro; ao Líbano e Siriom, como filhotes de bois selvagens. 7A voz do SENHOR separa as labaredas do fogo. 8A voz do SENHOR faz tremer o deserto; o SENHOR faz tremer o deserto de Cades. 9A voz do SENHOR faz parir as cervas, e descobre as brenhas; e no seu templo cada um fala da sua glória. 10O SENHOR se assentou sobre o dilúvio; o SENHOR se assenta como Rei, perpetuamente. 11O SENHOR dará força ao seu povo; o SENHOR abençoará o seu povo com paz. Salmos 30 1EXALTAR-TE-EI, ó SENHOR, porque tu me exaltaste; e não fizeste com que meus inimigos se alegrassem sobre mim. 2SENHOR meu Deus, clamei a ti, e tu me saraste. 3SENHOR, fizeste subir a minha alma da sepultura; conservaste-me a vida para que não descesse ao abismo. 4Cantai ao SENHOR, vós que sois seus santos, e celebrai a memória da sua santidade. 5Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. 6Eu dizia na minha prosperidade: Não vacilarei jamais. 7Tu, SENHOR, pelo teu favor fizeste forte a minha montanha; tu encobriste o teu rosto, e fiquei perturbado. 8A ti, SENHOR, clamei, e ao SENHOR supliquei. 9Que proveito há no meu sangue, quando desço à cova? Porventura te louvará o pó? Anunciará ele a tua verdade? 10Ouve, SENHOR, e tem piedade de mim, SENHOR; sê o meu auxílio. 11Tornaste o meu pranto em folguedo; desataste o meu pano de saco, e me cingiste de alegria, 12Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. SENHOR, meu Deus, eu te louvarei para sempre. Salmos 31 1EM ti, SENHOR, confio; nunca me deixes confundido. Livrame pela tua justiça. 2 Inclina para mim os teus ouvidos, livrame depressa; sê a minha firme rocha, uma casa fortíssima que me salve. 3Porque tu és a minha rocha e a minha fortaleza; assim, por amor do teu nome, guia-me e encaminha-me. 4Tira-me da rede que para mim esconderam, pois tu és a minha força. 5Nas tuas mãos encomendo o meu espírito; tu me redimiste, SENHOR Deus da verdade. 6Odeio aqueles que se entregam a vaidades enganosas; eu, porém, confio no SENHOR. 7Eu me alegrarei e regozijarei na tua benignidade, pois consideraste a minha aflição; conheceste a minha alma nas angústias. 8E não me entregaste nas mãos do inimigo; puseste os meus pés num lugar espaçoso. 9Tem misericórdia de mim, ó SENHOR, porque estou angustiado. Consumidos estão de tristeza os meus olhos, a minha alma e o meu ventre. 10Porque a minha vida está gasta de tristeza, e os meus anos de suspiros; a minha força descai por causa da minha iniqüidade, e os meus ossos se consomem. 11Fui opróbrio entre todos os meus inimigos, até entre os meus vizinhos, e horror para os meus conhecidos; os que me viam na rua fugiam de mim. 12Estou esquecido no coração deles, como um morto; sou como um vaso quebrado. 13Pois ouvi a murmuração de muitos, temor havia ao redor; enquanto juntamente consultavam contra mim, intentaram tirar-me a vida. 14Mas eu confiei em ti, SENHOR; e disse: Tu és o meu Deus. 15Os meus tempos estão nas tuas mãos; livrame das mãos dos meus inimigos e dos que me perseguem. 16Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo; salva-me por tuas misericórdias. 17Não me deixes confundido, SENHOR, porque te tenho invocado. Deixa confundidos os ímpios, e emudeçam na sepultura. 18Emudeçam os lábios mentirosos que falam coisas más com soberba e desprezo contra o justo. 19Oh! quão grande é a tua bondade, que guardaste para os que te temem, a qual operaste para aqueles que em ti confiam na presença dos filhos dos homens! 20Tu os esconderás, no secreto da tua presença, dos desaforos dos homens; encobri-los-ás em um pavilhão, da contenda das línguas. 21Bendito seja o SENHOR, pois fez maravilhosa a sua misericórdia para comigo em cidade segura. 22Pois eu dizia na minha pressa: Estou cortado de diante dos teus olhos; não obstante, tu ouviste a voz das minhas súplicas, quando eu a ti clamei. 23Amai ao SENHOR, vós todos que sois seus santos; porque o SENHOR guarda os fiéis e retribui com abundância ao que usa de soberba. 24Esforçai-vos, e ele fortalecerá o vosso coração, vós todos que esperais no SENHOR. Salmos 32 1BEM-AVENTURADO aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. 2Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano. 3Quando eu guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia. 4Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. (Selá.) 5Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado. (Selá.) 6Por isso, todo aquele que é santo orará a ti, a tempo de te poder achar; até no transbordar de muitas águas, estas não lhe chegarão. 7Tu és o lugar em que me escondo; tu me preservas da angústia; tu me cinges de alegres cantos de livramento. (Selá.) 8 Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos. 9Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio para que não se cheguem a ti. 10O ímpio tem muitas dores, mas àquele que confia no SENHOR a misericórdia o cercará. 11Alegrai-vos no SENHOR, e regozijai-vos, vós os justos; e cantai alegremente, todos vós que sois retos de coração. Salmos 33 1REGOZIJAI-VOS no SENHOR, vós justos, pois aos retos convém o louvor. 2Louvai ao SENHOR com harpa, cantai a ele com o saltério e um instrumento de dez cordas. 3Cantai-lhe um cântico novo; tocai bem e com júbilo. 4Porque a palavra do SENHOR é reta, e todas as suas obras são fiéis. 5Ele ama a justiça e o juízo; a terra está cheia da bondade do SENHOR. 6Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da sua boca. 7Ele ajunta as águas do mar como num montão; põe os abismos em depósitos. 8Tema toda a terra ao SENHOR; temam-no todos os moradores do mundo. 9Porque falou, e foi feito; mandou, e logo apareceu. 10O SENHOR desfaz o conselho dos gentios, quebranta os intentos dos povos. 11O conselho do SENHOR permanece para sempre; os intentos do seu coração de geração em geração. 12Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo ao qual escolheu para sua herança. 13O SENHOR olha desde os céus e está vendo a todos os filhos dos homens. 14Do lugar da sua habitação contempla todos os moradores da terra. 15Ele é que forma o coração de todos eles, que contempla todas as suas obras. 16Não há rei que se salve com a grandeza dum exército, nem o homem valente se livra pela muita força. 17O cavalo é falaz para a segurança; não livra ninguém com a sua grande força. 18Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia; 19Para lhes livrar as almas da morte, e para os conservar vivos na fome. 20A nossa alma espera no SENHOR; ele é o nosso auxílio e o nosso escudo. 21Pois nele se alegra o nosso coração; porquanto temos confiado no seu santo nome. 22Seja a tua misericórdia, SENHOR, sobre nós, como em ti esperamos. Salmos 34 1LOUVAREI ao SENHOR em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca. 2A minha alma se gloriará no SENHOR; os mansos o ouvirão e se alegrarão. 3Engrandecei ao SENHOR comigo; e juntos exaltemos o seu nome. 4Busquei ao SENHOR, e ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores. 5Olharam para ele, e foram iluminados; e os seus rostos não ficaram confundidos. 6Clamou este pobre, e o SENHOR o ouviu, e o salvou de todas as suas angústias. 7O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra. 8Provai, e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele confia. 9Temei ao SENHOR, vós, os seus santos, pois nada falta aos que o temem. 10Os filhos dos leões necessitam e sofrem fome, mas àqueles que buscam ao SENHOR bem nenhum faltará. 11Vinde, meninos, ouvi-me; eu vos ensinarei o temor do SENHOR. 12Quem é o homem que deseja a vida, que quer largos dias para ver o bem? 13Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem o engano. 14Aparta-te do mal, e faze o bem; procura a paz, e segue-a. 15Os olhos do SENHOR estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos ao seu clamor. 16A face do SENHOR está contra os que fazem o mal, para desarraigar da terra a memória deles. 17Os justos clamam, e o SENHOR os ouve, e os livra de todas as suas angústias. 18Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito. 19Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra de todas. 20Ele lhe guarda todos os seus ossos; nem sequer um deles se quebra. 21A malícia matará o ímpio, e os que odeiam o justo serão punidos. 22O SENHOR resgata a alma dos seus servos, e nenhum dos que nele confiam será punido. Salmos 35 1PLEITEIA, SENHOR, com aqueles que pleiteiam comigo; peleja contra os que pelejam contra mim. 2Pega do escudo e da rodela, e levanta-te em minha ajuda. 3Tira da lança e obstrui o caminho aos que me perseguem; dize à minha alma: Eu sou a tua salvação. 4Sejam confundidos e envergonhados os que buscam a minha vida; voltem atrás e envergonhem-se os que contra mim tentam mal. 5Sejam como a moinha perante o vento; o anjo do SENHOR os faça fugir. 6Seja o seu caminho tenebroso e escorregadio, e o anjo do SENHOR os persiga. 7Porque sem causa encobriram de mim a rede na cova, a qual sem razão cavaram para a minha alma. 8Sobrevenha-lhe destruição sem o saber, e prenda-o a rede que ocultou; caia ele nessa mesma destruição. 9E a minha alma se alegrará no SENHOR; alegrar-se-á na sua salvação. 10Todos os meus ossos dirão: SENHOR, quem é como tu, que livras o pobre daquele que é mais forte do que ele? Sim, o pobre e o necessitado daquele que o rouba. 11Falsas testemunhas se levantaram; depuseram contra mim coisas que eu não sabia. 12Tornaram-me o mal pelo bem, roubando a minha alma. 13Mas, quanto a mim, quando estavam enfermos, as minhas vestes eram o saco; humilhava a minha alma com o jejum, e a minha oração voltava para o meu seio. 14Portava-me como se ele fora meu irmão ou amigo; andava lamentando e muito encurvado, como quem chora por sua mãe. 15Mas eles com a minha adversidade se alegravam e se congregavam; os abjetos se congregavam contra mim, e eu não o sabia; rasgavam-me, e não cessavam. 16Com hipócritas zombadores nas festas, rangiam os dentes contra mim. 17Senhor, até quando verás isto? Resgata a minha alma das suas assolações, e a minha predileta dos leões. 18Louvar-te-ei na grande congregação; entre muitíssimo povo te celebrarei. 19Não se alegrem os meus inimigos de mim sem razão, nem acenem com os olhos aqueles que me odeiam sem causa. 20Pois não falam de paz; antes projetam enganar os quietos da terra. 21Abrem a boca de par em par contra mim, e dizem: Ah! Ah! os nossos olhos o viram. 22Tu, SENHOR, o tens visto, não te cales; Senhor, não te alongues de mim: 23Desperta e acorda para o meu julgamento, para a minha causa, Deus meu e Senhor meu. 24Julgame segundo a tua justiça, SENHOR Deus meu, e não deixes que se alegrem de mim. 25Não digam em seus corações: Ah! alma nossa! Não digam: Nós o havemos devorado. 26Envergonhem-se e confundam-se à uma os que se alegram com o meu mal; vistam-se de vergonha e de confusão os que se engrandecem contra mim. 27Cantem e alegrem-se os que amam a minha justiça, e digam continuamente: O SENHOR seja engrandecido, o qual ama a prosperidade do seu servo. 28E assim a minha língua falará da tua justiça e do teu louvor todo o dia. Salmos 36 1A TRANSGRESSÃO do ímpio diz no íntimo do meu coração: Não há temor de Deus perante os seus olhos. 2Porque em seus olhos se lisonjeia, até que a sua iniqüidade se descubra ser detestável. 3As palavras da sua boca são malícia e engano; deixou de entender e de fazer o bem. 4Projeta a malícia na sua cama; põe-se no caminho que não é bom; não aborrece o mal. 5A tua misericórdia, SENHOR, está nos céus, e a tua fidelidade chega até às mais excelsas nuvens. 6A tua justiça é como as grandes montanhas; os teus juízos são um grande abismo. SENHOR, tu conservas os homens e os animais. 7Quão preciosa é, ó Deus, a tua benignidade, pelo que os filhos dos homens se abrigam à sombra das tuas asas. 8Eles se fartarão da gordura da tua casa, e os farás beber da corrente das tuas delícias; 9Porque em ti está o manancial da vida; na tua luz veremos a luz. 10Estende a tua benignidade sobre os que te conhecem, e a tua justiça sobre os retos de coração. 11Não venha sobre mim o pé dos soberbos, e não me mova a mão dos ímpios. 12Ali caem os que praticam a iniqüidade; cairão, e não se poderão levantar. Salmos 37 1NÃO te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniqüidade. 2Porque cedo serão ceifados como a erva, e murcharão como a verdura. 3Confia no SENHOR e faze o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado. 4Deleita-te também no SENHOR, e te concederá os desejos do teu coração. 5Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará. 6E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-dia. 7Descansa no SENHOR, e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos. 8Deixa a ira, e abandona o furor; não te indignes de forma alguma para fazer o mal. 9Porque os malfeitores serão desarraigados; mas aqueles que esperam no SENHOR herdarão a terra. 10Pois ainda um pouco, e o ímpio não existirá; olharás para o seu lugar, e não aparecerá. 11Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz. 12O ímpio maquina contra o justo, e contra ele range os dentes. 13O Senhor se rirá dele, pois vê que vem chegando o seu dia. 14Os ímpios puxaram da espada e armaram o arco, para derrubarem o pobre e necessitado, e para matarem os de reta conduta. 15Porém a sua espada lhes entrará no coração, e os seus arcos se quebrarão. 16Vale mais o pouco que tem o justo, do que as riquezas de muitos ímpios. 17Pois os braços dos ímpios se quebrarão, mas o SENHOR sustém os justos. 18O SENHOR conhece os dias dos retos, e a sua herança permanecerá para sempre. 19Não serão envergonhados nos dias maus, e nos dias de fome se fartarão. 20Mas os ímpios perecerão, e os inimigos do SENHOR serão como a gordura dos cordeiros; desaparecerão, e em fumaça se desfarão. 21O ímpio toma emprestado, e não paga; mas o justo se compadece e dá. 22Porque aqueles que ele abençoa herdarão a terra, e aqueles que forem por ele amaldiçoados serão desarraigados. 23Os passos de um homem bom são confirmados pelo SENHOR, e deleita-se no seu caminho. 24Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o SENHOR o sustém com a sua mão. 25Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão. 26Compadece-se sempre, e empresta, e a sua semente é abençoada. 27Aparta-te do mal e faze o bem; e terás morada para sempre. 28Porque o SENHOR ama o juízo e não desampara os seus santos; eles são preservados para sempre; mas a semente dos ímpios será desarraigada. 29Os justos herdarão a terra e habitarão nela para sempre. 30A boca do justo fala a sabedoria; a sua língua fala do juízo. 31A lei do seu Deus está em seu coração; os seus passos não resvalarão. 32O ímpio espreita ao justo, e procura matá-lo. 33O SENHOR não o deixará em suas mãos, nem o condenará quando for julgado. 34Espera no SENHOR, e guarda o seu caminho, e te exaltará para herdares a terra; tu o verás quando os ímpios forem desarraigados. 35Vi o ímpio com grande poder espalhar-se como a árvore verde na terra natal. 36Mas passou e já não aparece; procurei-o, mas não se pôde encontrar. 37Nota o homem sincero, e considera o reto, porque o fim desse homem é a paz. 38Quanto aos transgressores, serão à uma destruídos, e as relíquias dos ímpios serão destruídas. 39Mas a salvação dos justos vem do SENHOR; ele é a sua fortaleza no tempo da angústia. 40E o SENHOR os ajudará e os livrará; ele os livrará dos ímpios e os salvará, porquanto confiam nele. Salmos 38 1Ó SENHOR, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor. 2Porque as tuas flechas se cravaram em mim, e a tua mão sobre mim desceu. 3Não há coisa sã na minha carne, por causa da tua cólera; nem há paz em meus ossos, por causa do meu pecado. 4Pois já as minhas iniqüidades ultrapassam a minha cabeça; como carga pesada são demais para as minhas forças. 5As minhas chagas cheiram mal e estão corruptas, por causa da minha loucura. 6Estou encurvado, estou muito abatido, ando lamentando todo o dia. 7Porque as minhas ilhargas estão cheias de ardor, e não há coisa sã na minha carne. 8Estou fraco e mui quebrantado; tenho rugido pela inquietação do meu coração. 9Senhor, diante de ti está todo o meu desejo, e o meu gemido não te é oculto. 10O meu coração dá voltas, a minha força me falta; quanto à luz dos meus olhos, ela me deixou. 11Os meus amigos e os meus companheiros estão ao longe da minha chaga; e os meus parentes se põem à distância. 12Também os que buscam a minha vida me armam laços e os que procuram o meu mal falam coisas que danificam, e imaginam astúcias todo o dia. 13Mas eu, como surdo, não ouvia, e era como mudo, que não abre a boca. 14Assim eu sou como homem que não ouve, e em cuja boca não há reprovação. 15Porque em ti, SENHOR, espero; tu, Senhor meu Deus, me ouvirás. 16Porque dizia eu: Ouve-me, para que não se alegrem de mim. Quando escorrega o meu pé, eles se engrandecem contra mim. 17Porque estou prestes a coxear; a minha dor está constantemente perante mim. 18Porque eu declararei a minha iniqüidade; afligir-me-ei por causa do meu pecado. 19Mas os meus inimigos estão vivos e são fortes, e os que sem causa me odeiam se multiplicam. 20Os que dão mal pelo bem são meus adversários, porquanto eu sigo o que é bom. 21Não me desampares, SENHOR, meu Deus, não te alongues de mim. 22Apressa-te em meu auxílio, Senhor, minha salvação. Salmos 39 1EU disse: Guardarei os meus caminhos para não pecar com a minha língua; guardarei a boca com um freio, enquanto o ímpio estiver diante de mim. 2Com o silêncio fiquei mudo; calava-me mesmo acerca do bem, e a minha dor se agravou. 3Esquentou-se-me o coração dentro de mim; enquanto eu meditava se acendeu um fogo; então falei com a minha língua: 4Faze-me conhecer, SENHOR, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil. 5Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade. (Selá.) 6Na verdade, todo homem anda numa vã aparência; na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas, e não sabem quem as levará. 7Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti. 8Livrame de todas as minhas transgressões; não me faças o opróbrio dos loucos. 9Emudeci; não abro a minha boca, porquanto tu o fizeste. 10Tira de sobre mim a tua praga; estou desfalecido pelo golpe da tua mão. 11Quando castigas o homem, com repreensões por causa da iniqüidade, fazes com que a sua beleza se consuma como a traça; assim todo homem é vaidade. (Selá.) 12Ouve, SENHOR, a minha oração, e inclina os teus ouvidos ao meu clamor; não te cales perante as minhas lágrimas, porque sou um estrangeiro contigo e peregrino, como todos os meus pais. 13Poupa-me, até que tome alento, antes que me vá, e não seja mais. Salmos 40 1ESPEREI com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor. 2Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos. 3E pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiarão no SENHOR. 4Bem-aventurado o homem que põe no SENHOR a sua confiança, e que não respeita os soberbos nem os que se desviam para a mentira. 5Muitas são, SENHOR meu Deus, as maravilhas que tens operado para conosco, e os teus pensamentos não se podem contar diante de ti; se eu os quisera anunciar, e deles falar, são mais do que se podem contar. 6Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste. 7Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro de mim está escrito. 8Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração. 9Preguei a justiça na grande congregação; eis que não retive os meus lábios, SENHOR, tu o sabes. 10Não escondi a tua justiça dentro do meu coração; apregoei a tua fidelidade e a tua salvação. Não escondi da grande congregação a tua benignidade e a tua verdade. 11Não retires de mim, SENHOR, as tuas misericórdias; guardem-me continuamente a tua benignidade e a tua verdade. 12Porque males sem número me têm rodeado; as minhas iniqüidades me prenderam de modo que não posso olhar para cima. São mais numerosas do que os cabelos da minha cabeça; assim desfalece o meu coração. 13Digna-te, SENHOR, livrar-me: SENHOR, apressa-te em meu auxílio. 14Sejam à uma confundidos e envergonhados os que buscam a minha vida para destruí-la; tornem atrás e confundam-se os que me querem mal. 15Desolados sejam em pago da sua afronta os que me dizem: Ah! Ah! 16Folguem e alegrem-se em ti os que te buscam; digam constantemente os que amam a tua salvação: Magnificado seja o SENHOR. 17Mas eu sou pobre e necessitado; contudo o Senhor cuida de mim. Tu és o meu auxílio e o meu libertador; não te detenhas, ó meu Deus. Salmos 41 1BEM-AVENTURADO é aquele que atende ao pobre; o SENHOR o livrará no dia do mal. 2O SENHOR o livrará, e o conservará em vida; será abençoado na terra, e tu não o entregarás à vontade de seus inimigos. 3O SENHOR o sustentará no leito da enfermidade; tu o restaurarás da sua cama de doença. 4Dizia eu: SENHOR, tem piedade de mim; sara a minha alma, porque pequei contra ti. 5Os meus inimigos falam mal de mim, dizendo: Quando morrerá ele, e perecerá o seu nome? 6E, se algum deles vem me ver, fala coisas vãs; no seu coração amontoa a maldade; saindo para fora, é disso que fala. 7Todos os que me odeiam murmuram à uma contra mim; contra mim imaginam o mal, dizendo: 8Uma doença má se lhe tem apegado; e agora que está deitado, não se levantará mais. 9Até o meu próprio amigo íntimo, em quem eu tanto confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar. 10Porém tu, SENHOR, tem piedade de mim, e levanta-me, para que eu lhes dê o pago. 11Por isto conheço eu que tu me favoreces: que o meu inimigo não triunfa de mim. 12Quanto a mim, tu me sustentas na minha sinceridade, e me puseste diante da tua face para sempre. 13Bendito seja o SENHOR Deus de Israel de século em século. Amém e Amém. Salmos 42 1ASSIM como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! 2A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus? 3As minhas lágrimas servem-me de mantimento de dia e de noite, enquanto me dizem constantemente: Onde está o teu Deus? 4Quando me lembro disto, dentro de mim derramo a minha alma; pois eu havia ido com a multidão. Fui com eles à casa de Deus, com voz de alegria e louvor, com a multidão que festejava. 5Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação da sua face. 6Ó meu Deus, dentro de mim a minha alma está abatida; por isso lembro-me de ti desde a terra do Jordão, e desde os hermonitas, desde o pequeno monte. 7Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas catadupas; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado sobre mim. 8Contudo o SENHOR mandará a sua misericórdia de dia, e de noite a sua canção estará comigo, uma oração ao Deus da minha vida. 9Direi a Deus, minha rocha: Por que te esqueceste de mim? Por que ando lamentando por causa da opressão do inimigo? 10Com ferida mortal em meus ossos me afrontam os meus adversários, quando todo dia me dizem: Onde está o teu Deus? 11Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face, e o meu Deus. Salmos 43 1FAZE-ME justiça, ó Deus, e pleiteia a minha causa contra a nação ímpia. Livrame do homem fraudulento e injusto. 2Pois tu és o Deus da minha fortaleza; por que me rejeitas? Por que ando lamentando por causa da opressão do inimigo? 3Envia a tua luz e a tua verdade, para que me guiem e me levem ao teu santo monte, e aos teus tabernáculos. 4Então irei ao altar de Deus, a Deus, que é a minha grande alegria, e com harpa te louvarei, ó Deus, Deus meu. 5Por que estás abatida, ó minha alma? E por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face e Deus meu. Salmos 44 1Ó DEUS, nós ouvimos com os nossos ouvidos, e nossos pais nos têm contado a obra que fizeste em seus dias, nos tempos da antiguidade. 2Como expulsaste os gentios com a tua mão e os plantaste a eles; como afligiste os povos e os derrubaste. 3Pois não conquistaram a terra pela sua espada, nem o seu braço os salvou, mas a tua destra e o teu braço, e a luz da tua face, porquanto te agradaste deles. 4Tu és o meu Rei, ó Deus; ordena salvações para Jacó. 5Por ti venceremos os nossos inimigos; pelo teu nome pisaremos os que se levantam contra nós. 6Pois eu não confiarei no meu arco, nem a minha espada me salvará. 7Mas tu nos salvaste dos nossos inimigos, e confundiste os que nos odiavam. 8Em Deus nos gloriamos todo o dia, e louvamos o teu nome eternamente. (Selá.) 9Mas agora tu nos rejeitaste e nos confundiste, e não sais com os nossos exércitos. 10Tu nos fazes retirar do inimigo, e aqueles que nos odeiam nos saqueiam para si. 11Tu nos entregaste como ovelhas para comer, e nos espalhaste entre os gentios. 12Tu vendes por nada o teu povo, e não aumentas a tua riqueza com o seu preço. 13Tu nos pões por opróbrio aos nossos vizinhos, por escárnio e zombaria daqueles que estão à roda de nós. 14Tu nos pões por provérbio entre os gentios, por movimento de cabeça entre os povos. 15A minha confusão está constantemente diante de mim, e a vergonha do meu rosto me cobre, 16À voz daquele que afronta e blasfema, por causa do inimigo e do vingador. 17Tudo isto nos sobreveio; contudo não nos esquecemos de ti, nem nos houvemos falsamente contra a tua aliança. 18O nosso coração não voltou atrás, nem os nossos passos se desviaram das tuas veredas; 19Ainda que nos quebrantaste num lugar de dragões, e nos cobriste com a sombra da morte. 20Se nós esquecemos o nome do nosso Deus, e estendemos as nossas mãos para um deus estranho, 21Porventura não esquadrinhará Deus isso? Pois ele sabe os segredos do coração. 22Sim, por amor de ti, somos mortos todo o dia; somos reputados como ovelhas para o matadouro. 23Desperta, por que dormes, Senhor? Acorda, não nos rejeites para sempre. 24Por que escondes a tua face, e te esqueces da nossa miséria e da nossa opressão? 25Pois a nossa alma está abatida até ao pó; o nosso ventre se apega à terra. 26Levanta-te em nosso auxílio, e resgata-nos por amor das tuas misericórdias. Salmos 45 1O MEU coração ferve com palavras boas, falo do que tenho feito no tocante ao Rei. A minha língua é a pena de um destro escritor. 2Tu és mais formoso do que os filhos dos homens; a graça se derramou em teus lábios; por isso Deus te abençoou para sempre. 3Cinge a tua espada à coxa, ó valente, com a tua glória e a tua majestade. 4E neste teu esplendor cavalga prosperamente, por causa da verdade, da mansidão e da justiça; e a tua destra te ensinará coisas terríveis. 5As tuas flechas são agudas no coração dos inimigos do rei, e por elas os povos caíram debaixo de ti. 6O teu trono, ó Deus, é eterno e perpétuo; o cetro do teu reino é um cetro de eqüidade. 7Tu amas a justiça e odeias a impiedade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus companheiros. 8Todas as tuas vestes cheiram a mirra e aloés e cássia, desde os palácios de marfim de onde te alegram. 9As filhas dos reis estavam entre as tuas ilustres mulheres; à tua direita estava a rainha ornada de finíssimo ouro de Ofir. 10Ouve, filha, e olha, e inclina os teus ouvidos; esquece-te do teu povo e da casa do teu pai. 11Então o rei se afeiçoará da tua formosura, pois ele é teu Senhor; adora-o. 12E a filha de Tiro estará ali com presentes; os ricos do povo suplicarão o teu favor. 13A filha do rei é toda ilustre lá dentro; o seu vestido é entretecido de ouro. 14Levá-la-ão ao rei com vestidos bordados; as virgens que a acompanham a trarão a ti. 15Com alegria e regozijo as trarão; elas entrarão no palácio do rei. 16Em lugar de teus pais estarão teus filhos; deles farás príncipes sobre toda a terra. 17Farei lembrado o teu nome de geração em geração; por isso os povos te louvarão eternamente. Salmos 46 1DEUS é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. 2Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. 3Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. (Selá.) 4Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. 5Deus está no meio dela; não se abalará. Deus a ajudará, já ao romper da manhã. 6Os gentios se embraveceram; os reinos se moveram; ele levantou a sua voz e a terra se derreteu. 7O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio. (Selá.) 8Vinde, contemplai as obras do SENHOR; que desolações tem feito na terra! 9Ele faz cessar as guerras até ao fim da terra; quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo. 10Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra. 11O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio. (Selá.) Salmos 47 1BATEI palmas, todos os povos; aclamai a Deus com voz de triunfo. 2Porque o SENHOR Altíssimo é tremendo, e Rei grande sobre toda a terra. 3Ele nos subjugará os povos e as nações debaixo dos nossos pés. 4Escolherá para nós a nossa herança, a glória de Jacó, a quem amou. (Selá.) 5Deus subiu com júbilo, o SENHOR subiu ao som de trombeta. 6Cantai louvores a Deus, cantai louvores; cantai louvores ao nosso Rei, cantai louvores. 7Pois Deus é o Rei de toda a terra, cantai louvores com inteligência. 8Deus reina sobre os gentios; Deus se assenta sobre o trono da sua santidade. 9Os príncipes do povo se ajuntam, o povo do Deus de Abraão; porque os escudos da terra são de Deus. Ele está muito elevado! Salmos 48 1GRANDE é o SENHOR e mui digno de louvor, na cidade do nosso Deus, no seu monte santo. 2Formoso de sítio, e alegria de toda a terra é o monte Sião sobre os lados do norte, a cidade do grande Rei. 3Deus é conhecido nos seus palácios por um alto refúgio. 4Porque eis que os reis se ajuntaram; eles passaram juntos. 5Viram-no e ficaram maravilhados; ficaram assombrados e se apressaram em fugir. 6Tremor ali os tomou, e dores como de mulher de parto. 7Tu quebras as naus de Társis com um vento oriental. 8Como o ouvimos, assim o vimos na cidade do SENHOR dos Exércitos, na cidade do nosso Deus. Deus a confirmará para sempre. (Selá.) 9Lembramo-nos, ó Deus, da tua benignidade, no meio do teu templo. 10Segundo é o teu nome, ó Deus, assim é o teu louvor, até aos fins da terra; a tua mão direita está cheia de justiça. 11Alegre-se o monte de Sião; alegrem-se as filhas de Judá por causa dos teus juízos. 12Rodeai Sião, e cercai-a, contai as suas torres. 13Marcai bem os seus antemuros, considerai os seus palácios, para que o conteis à geração seguinte. 14Porque este Deus é o nosso Deus para sempre; ele será nosso guia até à morte. Salmos 49 1OUVI isto, vós todos os povos; inclinai os ouvidos, todos os moradores do mundo, 2Tanto baixos como altos, tanto ricos como pobres. 3A minha boca falará de sabedoria, e a meditação do meu coração será de entendimento. 4 Inclinarei os meus ouvidos a uma parábola; declararei o meu enigma na harpa. 5Por que temerei eu nos dias maus, quando me cercar a iniqüidade dos que me armam ciladas? 6Aqueles que confiam na sua fazenda, e se gloriam na multidão das suas riquezas, 7Nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele 8 (Pois a redenção da sua alma é caríssima, e cessará para sempre), 9Para que viva para sempre, e não veja corrupção. 10Porque ele vê que os sábios morrem; perecem igualmente tanto o louco como o brutal, e deixam a outros os seus bens. 11O seu pensamento interior é que as suas casas serão perpétuas e as suas habitações de geração em geração; dão às suas terras os seus próprios nomes. 12Todavia o homem que está em honra não permanece; antes é como os animais, que perecem. 13Este caminho deles é a sua loucura; contudo a sua posteridade aprova as suas palavras. (Selá.) 14Como ovelhas são postos na sepultura; a morte se alimentará deles e os retos terão domínio sobre eles na manhã, e a sua formosura se consumirá na sepultura, a habitação deles. 15Mas Deus remirá a minha alma do poder da sepultura, pois me receberá. (Selá.) 16Não temas, quando alguém se enriquece, quando a glória da sua casa se engrandece. 17Porque, quando morrer, nada levará consigo, nem a sua glória o acompanhará. 18Ainda que na sua vida ele bendisse a sua alma; e os homens te louvarão, quando fizeres bem a ti mesmo, 19 Irá para a geração de seus pais; eles nunca verão a luz. 20O homem que está em honra, e não tem entendimento, é semelhante aos animais, que perecem. Salmos 50 1O DEUS poderoso, o SENHOR, falou e chamou a terra desde o nascimento do sol até ao seu ocaso. 2Desde Sião, a perfeição da formosura, resplandeceu Deus. 3Virá o nosso Deus, e não se calará; um fogo se irá consumindo diante dele, e haverá grande tormenta ao redor dele. 4Chamará os céus lá do alto, e a terra, para julgar o seu povo. 5Ajuntai-me os meus santos, aqueles que fizeram comigo uma aliança com sacrifícios. 6E os céus anunciarão a sua justiça; pois Deus mesmo é o Juiz. (Selá.) 7Ouve, povo meu, e eu falarei; ó Israel, e eu protestarei contra ti: Sou Deus, sou o teu Deus. 8Não te repreenderei pelos teus sacrifícios, ou holocaustos, que estão continuamente perante mim. 9Da tua casa não tirarei bezerro, nem bodes dos teus currais. 10Porque meu é todo animal da selva, e o gado sobre milhares de montanhas. 11Conheço todas as aves dos montes; e minhas são todas as feras do campo. 12Se eu tivesse fome, não to diria, pois meu é o mundo e toda a sua plenitude. 13Comerei eu carne de touros? ou beberei sangue de bodes? 14Oferece a Deus sacrifício de louvor, e paga ao Altíssimo os teus votos. 15E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás. 16Mas ao ímpio diz Deus: Que fazes tu em recitar os meus estatutos, e em tomar a minha aliança na tua boca? 17Visto que odeias a correção, e lanças as minhas palavras para detrás de ti. 18Quando vês o ladrão, consentes com ele, e tens a tua parte com adúlteros. 19Soltas a tua boca para o mal, e a tua língua compõe o engano. 20Assentaste a falar contra teu irmão; falas mal contra o filho de tua mãe. 21Estas coisas tens feito, e eu me calei; pensavas que era tal como tu, mas eu te argüirei, e as porei por ordem diante dos teus olhos: 22Ouvi pois isto, vós que vos esqueceis de Deus; para que eu vos não faça em pedaços, sem haver quem vos livre. 23Aquele que oferece o sacrifício de louvor me glorificará; e àquele que bem ordena o seu caminho eu mostrarei a salvação de Deus. Salmos 51 1TEM misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. 2Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado. 3Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. 4Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares. 5Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe. 6Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria. 7Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve. 8Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste. 9Esconde a tua face dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqüidades. 10Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. 11Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo. 12Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário. 13Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores a ti se converterão. 14Livrame dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua louvará altamente a tua justiça. 15Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca entoará o teu louvor. 16Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos. 17Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus. 18Faze o bem a Sião, segundo a tua boa vontade; edifica os muros de Jerusalém. 19Então te agradarás dos sacrifícios de justiça, dos holocaustos e das ofertas queimadas; então se oferecerão novilhos sobre o teu altar. Salmos 52 1POR que te glorias na malícia, ó homem poderoso? Pois a bondade de Deus permanece continuamente. 2A tua língua intenta o mal, como uma navalha amolada, traçando enganos. 3Tu amas mais o mal do que o bem, e a mentira mais do que o falar a retidão. (Selá.) 4Amas todas as palavras devoradoras, ó língua fraudulenta. 5Também Deus te destruirá para sempre; arrebatar-te-á e arrancar-te-á da tua habitação, e desarraigar-te-á da terra dos viventes. (Selá.) 6E os justos o verão, e temerão: e se rirão dele, dizendo: 7Eis aqui o homem que não pôs em Deus a sua fortaleza, antes confiou na abundância das suas riquezas, e se fortaleceu na sua maldade. 8Mas eu sou como a oliveira verde na casa de Deus; confio na misericórdia de Deus para sempre, eternamente. 9Para sempre te louvarei, porque tu o fizeste, e esperarei no teu nome, porque é bom diante de teus santos. Salmos 53 1DISSE o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, e cometido abominável iniqüidade; não há ninguém que faça o bem. 2Deus olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus. 3Desviaram-se todos, e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não, nem sequer um. 4Acaso não têm conhecimento os que praticam a iniqüidade, os quais comem o meu povo como se comessem pão? Eles não invocaram a Deus. 5Ali se acharam em grande temor, onde não havia temor, pois Deus espalhou os ossos daquele que te cercava; tu os confundiste, porque Deus os rejeitou. 6Oh! se já de Sião viesse a salvação de Israel! Quando Deus fizer voltar os cativos do seu povo, então se regozijará Jacó e se alegrará Israel. Salmos 54 1SALVA-ME, ó Deus, pelo teu nome, e faze-me justiça pelo teu poder. 2Ó Deus, ouve a minha oração, inclina os teus ouvidos às palavras da minha boca. 3Porque os estranhos se levantam contra mim, e tiranos procuram a minha vida; não têm posto Deus perante os seus olhos. (Selá.) 4Eis que Deus é o meu ajudador, o Senhor está com aqueles que sustêm a minha alma. 5Ele recompensará com o mal os meus inimigos. Destrói-os na tua verdade. 6Eu te oferecerei voluntariamente sacrifícios; louvarei o teu nome, ó SENHOR, porque é bom, 7Pois me tem livrado de toda a angústia; e os meus olhos viram o meu desejo sobre os meus inimigos. Salmos 55 1 INCLINA, ó Deus, os teus ouvidos à minha oração, e não te escondas da minha súplica. 2Atende-me, e ouve-me; lamento na minha queixa, e faço ruído, 3Pelo clamor do inimigo e por causa da opressão do ímpio; pois lançam sobre mim a iniqüidade, e com furor me odeiam. 4O meu coração está dolorido dentro de mim, e terrores da morte caíram sobre mim. 5Temor e tremor vieram sobre mim; e o horror me cobriu. 6Assim eu disse: Oh! quem me dera asas como de pomba! Então voaria, e estaria em descanso. 7Eis que fugiria para longe, e pernoitaria no deserto. (Selá.) 8Apressar-me-ia a escapar da fúria do vento e da tempestade. 9Despedaça, Senhor, e divide as suas línguas, pois tenho visto violência e contenda na cidade. 10De dia e de noite a cercam sobre os seus muros; iniqüidade e malícia estão no meio dela. 11Maldade há dentro dela; astúcia e engano não se apartam das suas ruas. 12Pois não era um inimigo que me afrontava; então eu o teria suportado; nem era o que me odiava que se engrandecia contra mim, porque dele me teria escondido. 13Mas eras tu, homem meu igual, meu guia e meu íntimo amigo. 14Consultávamos juntos suavemente, e andávamos em companhia na casa de Deus. 15A morte os assalte, e vivos desçam ao inferno; porque há maldade nas suas habitações e no meio deles. 16Eu, porém, invocarei a Deus, e o SENHOR me salvará. 17De tarde e de manhã e ao meio-dia orarei; e clamarei, e ele ouvirá a minha voz. 18Livrou em paz a minha alma da peleja que havia contra mim; pois havia muitos comigo. 19Deus ouvirá, e os afligirá. Aquele que preside desde a antiguidade (Selá), porque não há neles nenhuma mudança, e portanto não temem a Deus. 20Tal homem pôs as suas mãos naqueles que têm paz com ele; quebrou a sua aliança. 21As palavras da sua boca eram mais macias do que a manteiga, mas havia guerra no seu coração: as suas palavras eram mais brandas do que o azeite; contudo, eram espadas desembainhadas. 22Lança o teu cuidado sobre o SENHOR, e ele te susterá; não permitirá jamais que o justo seja abalado. 23Mas tu, ó Deus, os farás descer ao poço da perdição; homens de sangue e de fraude não viverão metade dos seus dias; mas eu em ti confiarei. Salmos 56 1TEM misericórdia de mim, ó Deus, porque o homem procura devorar-me; pelejando todo dia, me oprime. 2Os meus inimigos procuram devorar-me todo dia; pois são muitos os que pelejam contra mim, ó Altíssimo. 3Em qualquer tempo em que eu temer, confiarei em ti. 4Em Deus louvarei a sua palavra, em Deus pus a minha confiança; não temerei o que me possa fazer a carne. 5Todos os dias torcem as minhas palavras; todos os seus pensamentos são contra mim para o mal. 6Ajuntam-se, escondem-se, marcam os meus passos, como aguardando a minha alma. 7Porventura escaparão eles por meio da sua iniqüidade? Ó Deus, derruba os povos na tua ira! 8Tu contas as minhas vagueações; põe as minhas lágrimas no teu odre. Não estão elas no teu livro? 9Quando eu a ti clamar, então voltarão para trás os meus inimigos: isto sei eu, porque Deus é por mim. 10Em Deus louvarei a sua palavra; no SENHOR louvarei a sua palavra. 11Em Deus tenho posto a minha confiança; não temerei o que me possa fazer o homem. 12Os teus votos estão sobre mim, ó Deus; eu te renderei ações de graças; 13Pois tu livraste a minha alma da morte; não livrarás os meus pés da queda, para andar diante de Deus na luz dos viventes? Salmos 57 1TEM misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia de mim, porque a minha alma confia em ti; e à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades. 2Clamarei ao Deus altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa. 3Ele enviará desde os céus, e me salvará do desprezo daquele que procurava devorar-me. (Selá.) Deus enviará a sua misericórdia e a sua verdade. 4A minha alma está entre leões, e eu estou entre aqueles que estão abrasados, filhos dos homens, cujos dentes são lanças e flechas, e a sua língua espada afiada. 5Sê exaltado, ó Deus, sobre os céus; seja a tua glória sobre toda a terra. 6Armaram uma rede aos meus passos; a minha alma está abatida. Cavaram uma cova diante de mim, porém eles mesmos caíram no meio dela. (Selá.) 7Preparado está o meu coração, ó Deus, preparado está o meu coração; cantarei, e darei louvores. 8Desperta, glória minha; despertai, saltério e harpa; eu mesmo despertarei ao romper da alva. 9Louvar-te-ei, Senhor, entre os povos; eu te cantarei entre as nações. 10Pois a tua misericórdia é grande até aos céus, e a tua verdade até às nuvens. 11Sê exaltado, ó Deus, sobre os céus; e seja a tua glória sobre toda a terra. Salmos 58 1ACASO falais vós, deveras, ó congregação, a justiça? Julgais retamente, ó filhos dos homens? 2Antes no coração forjais iniqüidades; sobre a terra pesais a violência das vossas mãos. 3Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, falando mentiras. 4O seu veneno é semelhante ao veneno da serpente; são como a víbora surda, que tapa os ouvidos, 5Para não ouvir a voz dos encantadores, do encantador sábio em encantamentos. 6Ó Deus, quebra-lhes os dentes nas suas bocas; arranca, SENHOR, os queixais aos filhos dos leões. 7Escorram como águas que correm constantemente. Quando ele armar as suas flechas, fiquem feitas em pedaços. 8Como a lesma se derrete, assim se vá cada um deles; como o aborto duma mulher, que nunca viu o sol. 9Antes que as vossas panelas sintam o calor dos espinhos, como por um redemoinho os arrebatará ele, vivo e em indignação. 10O justo se alegrará quando vir a vingança; lavará os seus pés no sangue do ímpio. 11Então dirá o homem: Deveras há uma recompensa para o justo; deveras há um Deus que julga na terra. Salmos 59 1LIVRAME, meu Deus, dos meus inimigos, defende-me daqueles que se levantam contra mim. 2Livrame dos que praticam a iniqüidade, e salva-me dos homens sanguinários. 3Pois eis que põem ciladas à minha alma; os fortes se ajuntam contra mim, não por transgressão minha ou por pecado meu, ó SENHOR. 4Eles correm, e se preparam, sem culpa minha; desperta para me ajudares, e olha. 5Tu, pois, ó SENHOR, Deus dos Exércitos, Deus de Israel, desperta para visitares todos os gentios; não tenhas misericórdia de nenhum dos pérfidos que praticam a iniqüidade. (Selá.) 6Voltam à tarde; dão ganidos como cães, e rodeiam a